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DETERMINAÇÃO DO TEOR DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO NA ÁGUA

OXIGENADA COMERCIAL
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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Exemplificação do processo de titulação....................................................6


Figura 2 – Coloração alcançada nas titulações e a do branco.....................................7
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................3
2 OBJETIVO..................................................................................................................4
2.1 Objetivo geral................................................................................................4
2.2. Objetivo específico......................................................................................4
3 METODOLOGIA.........................................................................................................4
3.1 Materiais e Reagentes..................................................................................4
3.2 Procedimentos..............................................................................................5
3.2.1 Preparação das Soluções...............................................................5
3.2.2 Titulação com solução de permanganato de potássio (KMnO 4)....5
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES...............................................................................6
5 CONCLUSÃO.............................................................................................................9
6 REFERÊNCIAS........................................................................................................10
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1 INTRODUÇÃO

Comercialmente, o peróxido de hidrogênio pode ser encontrado como uma


solução aquosa com concentrações de 3%, 6%, 12% e 30% o que é chamado,
respectivamente, de água oxigenada a 10, 20, 40 e 100 volumes [1]. O termo
“volumes”, por sua vez, refere-se ao volume de gás oxigênio que é produzido com a
ebulição da solução em questão [2]. Entretanto, tais concentrações indicadas no
rótulo dos frascos precisam ser confirmadas quando se quer utilizar uma
concentração específica do material, já que o peróxido de hidrogênio é um composto
muito instável e uma vez que o frasco esteja aberto não se pode assegurar que a
quantidade de peróxido é a mesma indicada no seu rótulo [1].

Um método muito empregado em laboratório para padronizar soluções,


entretanto, consiste em analisar as reações de oxido-redução como método analítico
titulométrico o qual é chamado de volumetria de óxido-redução. Para tanto, os
reagentes devem ser estáveis no meio da titulação, e os estados de oxidação devem
ser bem definidos e conhecidos antes da análise. Além disso, é necessário que seja
possível padronizar a solução que será utilizada para a determinação da outra
espécie e que exista um meio apropriado para a detecção do ponto final da titulação
[3].

As reações de óxido-redução (redox) envolvem a transferência de elétrons de


uma substância (átomos, moléculas ou íons) à outra. O decréscimo ou o acréscimo
de elétrons é formalmente indicado pela variação do número de oxidação das
espécies envolvidas na reação de redox. [2]. Desta forma, a oxidação é um processo
em que a substâncias perdem um ou mais elétrons; logo, seu número de oxidação
(nox) aumenta. O reagente que sofre esse processo é chamado de agente redutor,
pois provoca redução na outra substância e, concomitantemente, oxida-se. Já a
redução é um processo em que as substâncias ganham um ou mais elétrons, por
conseguinte, seu estado de oxidação atinge valores mais negativos. Assim, o
reagente que sofre esse processo é chamado de agente oxidante, pois à medida em
que se reduz, provoca a oxidação na outra substância. [2].
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Os métodos de volumetria de oxido-redução recebem nomes específicos, em


razão da substância empregada nas determinações: permanganometria, por
exemplo, quando utiliza-se o permanganato como titulante, reduzindo-o de Mn 7+ a
Mn2+; iodometria, quando as reações envolvem a redução do iodo, reduzindo-o de I +
a I-; e iodimetria, quando as reações envolvem a oxidação do iodeto a iodo [3].

Tomando como base o supracitado, no presente trabalho, buscou-se avaliar a


quantidade de peróxido de hidrogênio presente numa água oxigenada comercial de
3% utilizando-se do método da permanganometria, empregando o permanganato de
potássio (KMnO4), um forte oxidante, como titulante [2]. Ademais, este método
dispensa o uso de indicadores devido a coloração violeta intensa que íon
permanganato possui, funcionando como auto indicador [4].

2 OBJETIVO

2.1 Objetivo geral

Determinar experimentalmente o teor de peróxido de hidrogênio da água


oxigenada comercial.

2.2. Objetivo específico

Compreender o processo de titulação por oxirredução e verificar se a


concentração de peróxido de hidrogênio da água oxigenada corresponde com a
indicada pelo fabricante.

3 METODOLOGIA

3.1 Materiais e Reagentes

 Balão volumétrico de 100 mL;


 2 pipetas volumétricas, uma de 10 mL e outra de 5,0 mL;
 Pera ou sugador para pipeta;
 Bureta de 25 ou 50 mL;
 3 erlenmeyers de 250 mL;
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 Suporte universal com garras para bureta;


 Becker 10 mL;
 Amostra de água oxigenada comercial;
 Solução de permanganato de potássio (KMnO4) 0,0182 mol/L;
 Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 3M;
 Água destilada.

3.2 Procedimentos

3.2.1 Preparo das Soluções

Primeiramente, prepararam-se as soluções que iriam ser analisadas durante o


experimento. Sendo assim, retirou-se 10 mL da amostra de água oxigenada
comercial e a esta se adicionou 90 mL de água destilada dentro de um balão
volumétrico, isto é, diluiu-se 10 vezes a amostra. Em seguida, juntou-se 10 mL desta
solução a 80 mL de água destilada e 10 mL de solução de ácido sulfúrico 3M em um
erlenmeyer. Este último procedimento foi realizado em duplicata para testar a
precisão do processo de titulação.

Concomitante a isso, foi feito o branco o qual trata-se de uma solução


utilizada para efeito de comparação, com o intuito de, a partir desta, observar qual
deve ser o ponto de viragem que é correspondente com a cor que ela irá adquirir.
Dessa forma, a mesma foi preparada utilizando-se 90 mL de água destilada, 10 mL
de solução de ácido sulfúrico e 2 gotas de permanganato de potássio, tomando
sempre o cuidado de adicionar o ácido na água e nunca o contrário. Por fim, agitou-
se o erlenmeyer contento a mistura e observou-se a coloração.

No procedimento citado acima, é importante destacar que o ácido é


adicionado para que a coloração possa se manifestar de forma coerente no meio
reacional.

3.2.2 Titulação com solução de permanganato de potássio (KMnO 4)


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Após preparadas as duas soluções, as mesmas foram levadas para titulação


com permanganato de potássio 0,02 M cujo procedimento está exemplificado na
imagem abaixo:

Figura 1 – Exemplificação do processo de titulação

Fonte: portal de estudos em química

Completou-se a bureta com solução de KMnO 4 e, em seguida, fez-se a


titulação até que ocorresse a viragem da cor, isto é, até que esta assumisse uma cor
condizente com o branco. Ao final, anotaram-se os volumes utilizados durante cada
procedimento para posteriores análises.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Ao realizar a titulação em duplicata gastou-se 9,2 mL da solução de


permanganato de potássio nas duas titulações, encontrando-se colorações rosadas
com boa aproximação em relação a coloração obtida no branco:
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Figura 2 – Coloração alcançada nas titulações e a do branco

Onde, da esquerda para a direita, estão o branco e o resultado da titulação 1 e 2. Fonte: dos autores

A coloração rosa é um indicativo da presença de íons Mn+7 oriundos do


permanganato, de forma que enquanto a seguinte reação se processar a coloração
rosa não se manifestará [1]:

2 KMnO 4+ 5 H 2 O 2+ 3 H 2 S O 4 →2 MnS O 4 + 8 H 2 O+5 O 2+ K 2 S O 4

Nessa reação os íons Mn+7 são reduzidos pelo peróxido de hidrogênio a íons
Mn+2 , sendo este último incolor e um auto catalisador, uma vez que aumenta a
velocidade da reação sendo restaurado ao final dela [4]. Logo, a coloração rosa que
a solução adquiriu quando foi posto os 9,2 mL de permanganato de potássio 0,02 M
decorre do momento em que todo o peróxido já está oxidado e a continuação do
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gotejamento promove no meio a presença dos íons Mn+7 cujo peróxido não pode
reduzir.

Tendo em vistas os conceitos intrínsecos da reação e sua estequiometria


pode-se calcular a concentração de peroxido de hidrogênio presente na amostra
comercial a partir das seguintes passos:

 Descobrindo-se o número de mols de permanganato utilizados para oxidar


completamente o peróxido, sabendo-se que o volume gasto na titulação foi de
9,2 mL e a concentração do padrão utilizado era de 0,02 M:

M =n /V → n=V . M → 0,0092 .0,02 →1,84. 10−4 mols

 Descobrindo-se o número de mols de peróxido que reagiram com o


permanganato, ciente de que 5 mols de peróxido reagem com 2 mols de
permanganato:

5 mols de H 2 O2−−−−−−−−−−2 mols KMn O4

x mols de H 2 O 2−−−−−−−−−−1,84.10−4 mols KMn O 4


x=4,6.10−4 mols

 Descobrindo-se a molaridade real de peróxido na amostra, tendo


conhecimento de que o número de mols calculados estava presente em 10mL
da amostra, volume este em que ela estava diluída 10 vezes:

4,6. 10−4
M 2= −3
=0,046 M
10. 10

M 1 . V 1=M 2 .V 2 → M 1 .10=0,046 . 100→ M 1=0,46 M

 Descobrindo-se a massa de peróxido presente nos 10 mL de amostra inicial,


sabendo-se que a massa molar do peróxido é 34,02 g/mol:

m1
M 1= →m 1=15,65 mg
mm .V
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 Por fim, pode-se calcular, a partir da massa presente nos 10 mL de amostra,


o percentual de peróxido no material:

0,1565 g−−−−−−−10 mL
x−−−−−−−−100 mL

x=1,565 g/100 mL=1,565 %

5 CONCLUSÃO

Com base nos resultados obtidos, fica nítido a discrepância entre o percentual
obtido experimentalmente e o indicado pelo fabricante o que se deve, certamente, a
possíveis erros experimentais. Tal situação pode ser elucidada, por exemplo, no fato
de que, embora a quantidade gasta nas duas titulações tenha sido a mesma é nítido,
visualmente, que a primeira titulação apresentou uma coloração mais intensa do que
a segunda, sendo esta última a que se aproximou mais do branco. Essa
problemática, contudo, poderia ter sido melhorada e resultados mais confiantes
poderiam ter sido obtidos caso tivessem sido realizados mais titulações.

Além disso, como mencionado anteriormente, não se pode assegurar que


após a abertura do frasco a quantidade de peróxido se manteve constante, pois o
mesmo é altamente instável e sofre decomposição em contato com a luz, por
aquecimento e por outros fatores.
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6 REFERÊNCIAS

[1] CONGRESSO BRASILEIRO DE QUÍMICA (CBQ). 56, 2016, Belém (PA).


Volumetria de óxido-redução: determinação permanganométrica de peróxido
de hidrogênio em três amostras de água oxigenada comercial.
[2] VOGEL, A.I. Química Analítica Qualitativa. 5ª edição. São Paulo, 1981. p.116 -
124.
[3] BACCAN, N. et. al. Química Analítica Quantitativa Elementar. 1ª edição. Campinas:
Edgar Blücher, 1979.
[4] UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG). Dosagem do teor de peróxido de
hidrogênio em água oxigenada. Relatório. Goiânia, 2016.

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