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DIREITO PENAL

PARTE GERAL
PRINCÍPIOS

Prof.: Victor Gabriel de Oliveira Melo


1º Semestre 2012
Faculdade Atenas Paracatu/MG
vcool147@hotmail.com
2 PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
• 2.1 Considerações Introdutórias
• 2.2 Princípio da Legalidade/Reserva Legal;
• 2.3 Princípio da Intervenção Mínima;
• 2.4 Princípio da Fragmentariedade;
• 2.5 Princípio da Culpabilidade;
• 2.6 Princípio da Humanidade;
• 2.7 Princípio da Adequação Social;
• 2.8 Princípio da Insignificância.
• 2.9 Princípio da Inexigibilidade de Auto-
Incriminação.
• 3.0 Princípio da Lesividade e da Proporcionalidade
2.1 CONSIDERAÇÕES
INTRODUTÓRIAS

• Princípios : Reguladores do
Controle Penal, visam a tutela dos
direitos do cidadão.

• Princípios são uma espécie de


garantia do cidadão junto ao jus
puniendi estatal;
2.1 CONSIDERAÇÕES
INTRODUTÓRIAS

• Iluminismo: Deu caráter formal


mais brando ao Direito Penal;

• Princípios: Limites da
Intervenção Estatal, tendo a
função de orientar o legislador.
2.1 CONSIDERAÇÕES
INTRODUTÓRIAS

• Assento Constitucional: Garantia


Máxima dos Direitos fundamentais
do Cidadão;

• Função: Orientação p/ adoção de


um Sistema Penal Humanitário,
Garantista;
2.1 CONSIDERAÇÕES
INTRODUTÓRIAS

• Princípios Limitadores:
Adotados pelos Países
Democráticos;

• Previsão Constitucional: Artigo


5º - explícita e implicitamente.
2.2 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU
RESERVA LEGAL
• Constitui uma efetiva limitação ao poder
punitivo estatal;

• Século XIX – “nullum crimen, nulla poena


sine lege” – (Feuerbach);

• Fundamentação: Art. 5º, XXXIX, da CF/88;


Art. 1º, do CP;
2.2 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU
RESERVA LEGAL

• Função: controlar o poder


punitivo estatal e que este
concentre sua aplicação em
limites que excluam toda
arbitrariedade e excesso do
poder punitivo.
2.2 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU
RESERVA LEGAL

• Definição: Se entende por princípio


da Legalidade ou Reserva Legal,
aquele em que há a descrição de que
somente se admitirá em Direito a
punição de uma conduta tida como
crime descrita em Lei, caso esta não
esteja expressa em Lei não será
possível a aplicação de uma pena.
2.3 PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO
MÍNIMA

• Ultima Ratio: Orienta e limita o


poder incriminador do Estado
evitando que a lei crie tipos penais
iníquos;

• Orienta que o Direito Penal deve ser


o último recurso do Estado (caráter
subsidiário) para a manutenção da
ordem jurídica;
2.3 PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO
MÍNIMA

• Antes de recorrer ao Direito


Penal deve-se esgotar todos os
meios extra-penais de controle
social, caso todos os demais
sejam insuficientes, deve-se
utilizar o Direito Penal.
2.4 PRINCÍPIO DA
FRAGMENTARIEDADE
• Decorrente do princípio da
intervenção mínima e do
princípio da reserva legal.
2.4 PRINCÍPIO DA
FRAGMENTARIEDADE

• Ocupa-se somente de uma


parte dos bens juridicamente
protegidos, quais sejam
aqueles de maior
importância, daí advindo sua
fragmentariedade.
2.4 PRINCÍPIO DA
FRAGMENTARIEDADE
• Para Muñoz o caráter fragmentário apresenta-
se sob três aspectos:
 Defesa do bem jurídico contra ataques de

especial gravidade;
 Tipifica somente parte das condutas que

outros ramos do Direito consideram


antijurídicas;
 Deixa de punir ações meramente imorais,

por exemplo relação incestuosa.


• O Direito não deve sancionar todas as condutas
lesivas dos bens jurídicos, somente aquelas
mais graves e perigosas contra bens relevantes.
2.5 PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE

• A culpabilidade essencial para caracterização do


crime;
• Conceito: Triplo sentido
 Culpabilidade como fundamento da pena: possibilidade
ou não da aplicação de uma pena – Requisitos:
Capacidade de culpabilidade, consciência da ilicitude e
exigibilidade da conduta;
 Culpabilidade como elemento da determinação ou
medição da pena: Limita a pena, impede a aplicação
aquém ou além da medida prevista;
 Culpabilidade como conceito contrário à
responsabilidade objetiva (independente de dolo/culpa -
não admitida): impede sua atribuição.
2.5 PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE

• Não há pena sem culpabilidade ;


• Não há responsabilidade objetiva pelo
simples resultado;
• A responsabilidade penal é pelo fato e não
pelo autor;
• A culpabilidade é a medida da pena.
2.6 PRINCÍPIO DA HUMANIDADE
DAS PENAS

• Sustenta que o poder punitivo


estatal não pode aplicar sanções que
atinjam a dignidade da pessoa
humana ou que lesionem a
constituição físico-psíquica dos
condenados;
2.6 PRINCÍPIO DA HUMANIDADE
DAS PENAS

• A CRF/88 elenca que haverá


respeito à integridade física e
moral (art. 5º, XLIX), vedada a
aplicação de pena cruel e
degradante (art. 5º,
XLVII);Ex.:Castração química.
2.6 PRINCÍPIO DA HUMANIDADE
DAS PENAS

• Nenhuma pena privativa de


liberdade pode ter uma
finalidade que atente contra a
incolumidade da pessoa como
ser social.
2.7 PRINCÍPIO DA ADEQUAÇÃO
SOCIAL
• Possui como aspecto primordial à
necessidade de constante adaptação,
por parte do Ordenamento Jurídico,
aos fatos produzidos pela
coletividade, a fim de manter a
relação de interdependência –"Ubi
societas, ibi jus".

2.7 PRINCÍPIO DA ADEQUAÇÃO
SOCIAL

• Se constitui a partir de um
critério de subjetividade de
aceitação ou reprovação,
determinado pela sociedade, e
que, por vezes, se desdobra em
uma exteriorização a ser
materializada pelo legislador e
pela comunidade jurídica.
• Ex.: Art. 240 do C.P. (Adultério)
2.8 PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA

 Exige uma ofensa de alguma


gravidade aos bens jurídicos
protegidos, pois, não é qualquer
ofensa que configura o injusto penal
(Tipicidade Material – lesão ao BJT -
e Formal – Amolda a conduta ao
tipo);
2.8 PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA

 Proporcionalidadeentre a
gravidade da conduta e a
drasticidade da intervenção
estatal.
2.9 PRINCÍPIO DA INEXIGIBILIDADE DE
AUTO-INCRIMINAÇÃO

 Tal princípio extraído da


cláusula da ampla defesa, se
resume no brocardo em que
“ninguém é obrigado a produzir
prova contra si mesmo”.
2.9 PRINCÍPIO DA INEXIGIBILIDADE DE
AUTO-INCRIMINAÇÃO
 Neste sentido temos a seguinte lição: “Já
era sensível a evolução da doutrina
brasileira no sentido de extrair da cláusula
da ampla defesa e de outros preceitos
constitucionais, como o da presunção de
inocência, o princípio de que ninguém é
obrigado a se auto-incriminar, não podendo
o suspeito ou o acusado ser forçado a
produzir prova contra si mesmo.
[...]”(FERNANDES:2007)
3.0 PRINCÍPIO DA OFENSIVIDADE /
PROPORCIONALIDADE

Ofensividade ou Lesividade:
exige um perigo concreto, real e
efetivo de dano a um bem
jurídico penalmente protegido;
3.0 PRINCÍPIO DA OFENSIVIDADE
/ PROPORCIONALIDADE
 Proporcionalidade: Limita que a lei
comine penas estritamente
necessárias e proporcionais ao delito:
 Individualização da pena (art. 5º
XLVI);
 Proibição de determinadas sanções

penais (Art. 5º XLVII);


 Admissão de maior rigor para
infrações mais graves (art. 5º XLII,
XLIII e XLIV).

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