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CURSO TÉCNICO EM ÓPTICA/OPTOMETRIA


QUEM SÃO OS OPTOMETRISTAS?

O Optometrista é o profissional da área da saúde, não médico, responsável pela


avaliação primária da saúde visual e ocular.

Formado em Optometria por Instituições de Ensino devidamente autorizadas, está


capacitado para identificar, diagnosticar, corrigir alterações visuais (ex. miopia,
astigmatismo, hipermetropia, presbiopia, estrabismo, ambliopias, daltonismo) e ou
reabilitar as condições de todo o sistema visual, prescrevendo, quando necessário,
soluções ópticas (óculos, lentes de contato, filtros, prismas, terapias e exercícios
visuais).

Previne, sempre que possível, a insurgência de distúrbios visuais por meio da


reeducação ou aplicação de metodologias para melhorar a eficiência da visão.

 Sua formação permite ainda identificar uma alteração visual de ordem


patológica ocular (ex. a catarata, glaucoma) ou sistêmica(ex. hipertensão,
diabetes), nesses casos, encaminhando prontamente o paciente ao profissional
médico.

 Para o desempenho de seu trabalho, o optometrista não utiliza qualquer


medicamento ou técnica invasiva ao corpo humano.

 Em todo o mundo integra a equipe de cuidado com os olhos e sua atuação é


fundamental no combate a cegueira evitável.

A Organização Mundial da Saúde preconiza que a Optometria é a primeira barreira


contra a cegueira evitável no mundo.

 QUEM SÃO OS ÓPTICOS?

 O Técnico em Óptica é o profissional formado por cursos de nível técnico e


regularmente reconhecido, é responsável por:

 1. Realizar o aviamento da prescrição óptica indicada pelo Optometrista ou


Oftalmologista;

 2. Venda de produtos e serviços ópticos;

 3. Confecção de óculos;

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 4. Adaptação de lentes de contato;

 5. Elaboração de laudos técnicos de lentes oftálmicas, armações e lentes de


contato;

 6. Responsabiliza-se tecnicamente por óptica, laboratório óptico;

 7. Atua na representação comercial de produtos ópticos;

 8. Implementa ações de gestão para o segmento.

TÉCNICOS EM ÓPTICA E OPTOMETRIA (Óptica Plena)

Fonte:www.mtecbo.gov.br

3223-05 - Técnico em óptica e optometria - Contatólogo, Óptico contatólogo, Óptico


oftálmico, óptico optometrista, Técnico optometrista.

Descrição sumária das Atividades

Realizam exames optométricos; confeccionam lentes; adaptam lentes de contato;


montam óculos e aplicam próteses oculares. Promovem educação em saúde visual;
vendem produtos e serviços ópticos e optométricos; gerenciam estabelecimentos.
Responsabilizam-se tecnicamente por laboratórios ópticos, estabelecimentos ópticos
básicos ou plenos e centros de adaptação de lentes de contato. Podem emitir laudos e
pareceres ópticos-optométricos.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

CONDIÇÕES DO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO

Exercem suas funções em laboratórios ópticos, em estabelecimentos ópticos básicos e


plenos, em centros de adaptação de lentes de contato, podendo, ainda, atuar no ramo
de vendas e em atividades educativas na esfera da saúde pública. São contratados na
condição de trabalhadores assalariados, com carteira assinada e, também, na condição
de empregador. Atuam de forma individual e em equipe, sem supervisão, em
ambientes fechados e também em veículos, no período diurno.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

Formação e experiência

O exercício dessas ocupações requer curso técnico de nível médio, oferecido por

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instituições de formação profissional. O pleno desempenho das atividades


profissionais se dá após o período de três a quatro anos de experiência.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

Recursos de trabalho

Ceratômetro
Máquinas surfaçadoras
Lâmpada de Burton
Filtros e feltro

* Lâmpada de fenda (biomicroscópio)


Produtos para assepsia
Abrasivos
* Retinoscópio
* Lensômetro

* Refrator
* Oftalmoscópio (direto-indireto)

Pupilômetro
* Topógrafo
Alicates, chaves de fenda
Máquinas para montagem
Lensômetro
Tabela ou projetor de optotipos
Lâmpada de Burton
Torno
Tonômetro
Corantes e fluoresceína
Solventes
Polidores e lixas
Foróptero
Espessímetro
Moldes e modelos
Maquinas para surfaçagem
Resinas e Minerais - Caixas de prova e armação para auxílios ópticos.

(*) Ferramentas mais importantes

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego – CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

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Áreas de Atividades

A REALIZAR EXAMES OPTOMÉTRICOS, MEDIR E COMPENSAR AMETROPIAS COM


LENTES OFTÁLMICAS
C CONFECCIONAR LENTES OFTÁLMICAS
D MONTAR ÓCULOS E AUXÍLIOS ÓPTICOS
E ADAPTAR E VENDER LENTES DE CONTATO
F PROMOVER EDUCAÇÃO EM SAÚDE VISUAL
G VENDER PRODUTOS E SERVIÇOS ÓPTICOS E OPTOMÉTRICOS
H GERENCIAR ESTABELECIMENTO
Y COMUNICAR-SE

Código
Descrição CONCLA CNAE
8650-0/99 OPTOMETRIA; SERVICOS DE
5249-3/01
OTICA; COMERCIO VAREJISTA
Fonte www.cnae.ibge.gov.br

Baseado nas leis:

- “Técnico em Óptica e Optometria” diplomado pelo Instituto Politécnico de Saúde de


acordo com a Lei Federal nº 9394/96

– Decreto Federal 2208/97.

- Profissão garantida pela Constituição Brasileira, Capítulo dos Direitos Individuais –


Art. 5º, inciso 13.

- Classificação Brasiléia de Ocupações do M.T.E: C.B.O. nº 3223-10, portaria inclui


Óptico Optometrista .
CNE / CEB 4/99 - Resolução CEB n.º 4, de 8 de dezembro de 1999 - - Decreto 20.931/32
Art. 3°.-

JURISPRUDÊNCIA – STJ.

PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. PROFISSIONAL DA


OPTOMETRIA. RECONHECIMENTO PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.

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PRECEDENTE/STJ. LEGITIMIDADE DO ATO. EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ. DIREITO


GARANTIDO SE PREENCHIDOS OS REQUISITOS SANITÁRIOS ESTIPULADOS NA
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA.

1. A jurisprudência desta Corte Superior possui entendimento de que reconhecida a


formação profissional em optometria, inclusive pelo Ministério da Educação, não se
pode negar a concessão de alvará sanitário para instalação e funcionamento do
estabelecimento onde profissional devidamente habilitado irá desenvolver o seu labor,
ressalvando-se que devem ser respeitados os limites legalmente impostos para o
desempenho da atividade. Precedentes: REsp 975.322/RS, Rel. Ministro Luiz Fux,
Primeira Turma, julgado em 14/10/2008, DJe 3/11/2008; REsp 1.194.552/SC e REsp
1.261.642/SC, ambos de relatoria do Ministro Herman Benjamin; REsp 1.373.840/PR,
Relator Ministro Castro Meira, REsp 1.308.813/MG e REsp 1.401.529 de minha
relatoria.

2. Recurso especial a que se nega provimento.

(REsp 1601283/BA, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em


13/09/2016, DJe 20/09/2016)

Profissionais impulsionados pela Paixão, Ganham algo mais importante do que


dinheiro: O Tipo de satisfação de quem sabe qual é seu lugar no mundo!

P. O. Bronson, autor do livro “O Que Devo Fazer da Minha Vida?”

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LEGISLAÇÃO DE ÓPTICA

O decreto que regula e fiscaliza o exercício das profissões dos Ópticos Práticos e
dos Médicos oftalmologistas é o de número 24.492 de 28/06/1934, e que regulamenta
o de número 20.931 de 11/01/1932, ainda em vigor. Muito embora muitos
profissionais não o sigam, o especialista técnico em vendas deve conhecê-lo. Não
devemos desobedecer a Lei, mesmo sendo obsoleta e inadequada aos tempos de hoje.

Legislação Antiga Lei 20.931/32 e Lei 24.492/34 - Seguem alguns artigos e parágrafos,
comentados. O Óptico Prático só pode ser responsável por uma casa de ótica. O Óptico
Prático deve registrar em livro apropriado, todas as receitas aviadas na óptica,
assinando-o diariamente. O Óptico Prático deve ser habilitado e ter certificado
registrado no departamento competente.

Na localidade em que não houver ópticas, será permitida a venda de óculos de grau
pelas farmácias ou outro estabelecimento licenciado, cessando a sua licença, seis
meses após a abertura de uma óptica.

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O óptico é solidariamente, com o proprietário da ótica, responsável por qualquer


infração da legislação. Nenhum médico oculista na localidade em que exercer a clínica,
nem a respectiva esposa, poderão possuir ou ter sociedade para explorar o comércio
de lentes de grau (ópticas).

A casa de óptica só poderá vender lentes de grau, mediante a apresentação da


receita óptica. É expressamente proibido ao proprietário, sócio gerente, óptico prático
e demais empregados, escolher ou permitir escolher, indicar ou aconselhar o uso de
lentes de grau, sob pena de processo por exercício ilegal da medicina. A óptica não
pode possuir consultórios oftalmológicos em qualquer de suas dependências.

A óptica não pode ter consultório mesmo fora de suas dependências.

A óptica não pode indicar médico que dê vantagens não concedidas aos demais
clientes, distribuir cartões ou vales que deem direita a consulta grátis, remunerada ou
com redução de preço. - Como se observa essa Lei é totalmente inadequado aos
tempos de hoje.

A Ótica é obrigada a possuir (para sua instalação): No mínimo um óptico


prático, um grupo de lentes graduadas e vidros em bruto incolores - Obs. nossa:
Dentre outras incongruências da antiga Lei e devido à evolução tecnológica, ninguém
mais exige o cumprimento dos estoques e a fiscalização compreende e não exige o
cumprimento da lei.

O óptico só poderá ser responsável por uma ótica.

A óptica pode substituir por outras, aquelas lentes que se apresentarem


danificadas, vender vidros protetores sem grau, executar consertos e substituir
armações, quando necessário. É proibido ao médico, seja por que processo for, indicar
determinada ótica para venda de lentes de grau.

É proibido a óptica oferecer exames de vista grátis, com cartazes, assim como é
proibido possuir aparelhos para exames dos olhos. As firmas atacadistas só poderão
fornecer lentes de grau às óticas licenciadas e mediante pedido por escrito que ficará
arquivado. Não podem fornecer lentes em nome de clientes.

 Legislação Inadequada
 Como podemos observar, a legislação é totalmente inadequada e obsoleta. Ela
proíbe o Óptico Prático de fazer as refrações oculares. Entretanto o Técnico de
Óptica e Optometria sofre pressões e, algumas vezes, é impedido de exercer
sua verdadeira profissão que é: Medir e compensar com lentes graduadas as
ametropias do olho, além de outras atribuições.
 Legislação Atual

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 Carta Magna §XIII do Art. 5°


 A Constituição Federal, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias
Individuais, reza em seu artigo 5º: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:...

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as


qualificações profissionais que a lei estabelecer;

Cursos Sequenciais da nova Lei de Diretrizes e bases 9.394/96

O Ensino médio foi totalmente reformulado pela nova Lei de Diretrizes e Bases.
Esta Lei abre um verdadeiro leque para formação de inúmeros profissionais de nível
técnico. Assim espera-se que as profissões ligadas à Óptica Oftálmica e a Optometria
alcancem um extraordinário desenvolvimento.

Para especialidades não atreladas a falsos conceitos, como é o caso do


Optometrista, a partir dessa Lei , serão criados cursos de nível técnico sucessivamente,
quebrando os antigos tabus, preconceitos exclusivistas que impunham um mercado
verdadeiramente reprimido à sociedade, impedindo o desenvolvimento e a eficiência
visual da população, especialmente as de menor renda.

 Técnico em Óptica

Foram criadas várias categorias técnicas, e a profissão de “Técnico de Óptica”, que é


um curso profissionalizante, continua sendo uma delas e perfeitamente válida.

Cabe uma ressalva: Com a criação da lei 5.691/1971 e o parecer 404 de 1975, assinado
pela Ministra Esther de Figueiredo Ferraz, aprovada pelo Congresso.

Nacional, e mais recentemente com a criação dos cursos sequenciais da nova


Lei de Diretrizes e Bases (1996), a formação técnica foi totalmente reformulada pela
Lei Darcy Ribeiro e várias regulamentações foram feitas e estão sendo feitas. A antiga
Lei ficou sob suspeita, pois as novas qualificações e atribuições do Técnico em Óptica
(em nível de segundo grau) são incomparavelmente superiores as do antigo “Óptico
Prático” (de nível escolar primário).

 Projeto de Lei n.º 7.063, de 2.002.

(Do Sr. Arnaldo Faria de Sá) Art. 1° – Os preceitos desta lei dispõe sobre o exercício da
profissão de Técnico em Óptica, conceituando-se como tal, todos aqueles que,
profissionalmente, executam as técnicas definidas em sua própria profissão, a saber:

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I - Projetam, confeccionam, adaptam, ajustam e montam auxílios ópticos em geral


(óculos, lentes de contato, lupas, tele-sistemas, prismas, etc.) e próteses oculares;

Responsabilizam-se tecnicamente por laboratórios ópticos, estabelecimentos


ópticos comerciais, industriais e centros de adaptação de lentes de contato, podendo
efetuar vendas;

III - Empreendem atividades educativas na esfera pública e privada, promovendo a


melhora visual;

IV - Trabalham de maneira autônoma e emitem laudos e pareceres técnicos;

V - Avaliam a função visual do cliente para indicar as compensações ópticas;

Art. 2° – São condições para o exercício da profissão de técnico em óptica: I – Ser


portador de certificado de conclusão do segundo grau ou equivalente; II – Possuir
diploma de habilitação profissional expedido por escolas técnicas que ministram
cursos de óptica conforme orientação da Lei de Diretrizes e Bases vigente;

III – Manter registro atualizado anualmente no Conselho profissional respectivo; IV –


Fica assegurado aos ópticos práticos legalmente habilitados que estejam no
desempenho da profissão há pelo menos dois anos, retroativo a data de publicação
desta Lei, o direito de continuarem a exercê-la. Art. 3° – Ficam criados os Conselhos
Federal e Regionais com a finalidade de disciplinar e defender a classe descrita nesta
lei.Art. 4° – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.

CBO – Classificação Brasileira de OcupaçãoO código CBO (estabelecido pela Portaria nº


397, de 09/10/2002, do Ministério do Trabalho e Emprego) deve ser ajustado para
utilização no SEFIP, considerando apenas os quatro primeiros dígitos (Família) da
tabela CBO, acrescentando zero à esquerda (0 + XXXX, onde XXXX é o código da família
à qual pertence o trabalhador).

Tabela das Famílias da Classificação Brasileira de Ocupação utilizada pelo SEFIP

Código Titulo

3223 TÉCNICOS EM ÓPTICA E OPTOMETRIA

ÓPTICA BÁSICA - CLASSIFICAÇÃO DAS CASAS DE ÓPTICA (05/07/2008) Estabelecimento


óptico que comercializa, fabrica e/ou beneficia lentes em geral em laboratório próprio
ou mediante terceirização sob contrato com laboratório especializado e legalizado,
executa montagem de óculos corretivos ou solares.
Este tipo de estabelecimento necessita, no mínimo, dos seguintes equipamentos:

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 Lensômetro
 Pupilômetro
 Facetadora (Manual ou Automática)
 Tabela de optotipos ou projetor
 Ferramentas de conserto em geral

ÓPTICA PLENA - CLASSIFICAÇÃO DAS CASAS DE ÓPTICA (05/07/2008) Estabelecimento


óptico que comercializa, fabrica e/ou beneficia lentes em geral em laboratório próprio
ou mediante terceirização sob contrato com laboratório especializado e legalizado,
executa montagem de óculos corretivos ou solares, e que oferece ainda atendimento
de exame optométrico pleno, inclusive adaptação e comercialização de lentes de
contato. Para isso poderá manter e dispor de todos os equipamentos necessários a
esses fins, inclusive QUERATÔMETRO, BIOMICROSCÓPIO, RETINOSCÓPIO,
OFTALMOSCÓPIO, TRANSILUMINADOR, CAIXA DE PRISMAS, RÉGUA DE ESQUIASCOPIA,
CAIXAS DE PROVAS DE LENTES E LENTES DE CONTATO EM GERAL, FOROPTERO,
ARMAÇÕES DE PROVA, AUTOREFRATORES E TODOS OS INSTRUMENTOS NECESSÁRIOS
AO BOM DESEMPENHO DE SUAS ATRIBUIÇÕES.

CADA CASA DE ÓPTICA DEVE MANTER UM PROFISSIONAL HABILITADO E


REGISTRADO NO CONSELHO REGIONAL DE ÓPTICA E OPTOMETRIA DE SEU ESTADO. A
IDENTIDADE PROFISSIONAL, RENOVADA ANUALMENTE, PODE SER SOLICITADA POR
QUALQUER CIDADÃO QUE UTILIZAR OS SERVIÇOS DE ÓPTICA EM TODO O PAÍS.

São considerados irregulares os estabelecimentos de óptica sem responsável


técnico habilitado. Localizados em hospitais, clínicas, e/ou em locais que tem o
propósito de conduzir o cliente, tirando-lhe, mesmo que veladamente, o direito de
livre escolha de compra. Estabelecimentos que recebem indicação de médicos
oftalmologistas ou que indicam médicos oftalmologistas à seus clientes, independente
dos motivos ou da forma como é feita.

LEGISLAÇÃO CONSTITUIÇÃOFEDERAL E DEMAIS NORMAS LEGAIS

I - NOÇÕES BÁSICAS DO DIREITO

1) CONCEITO.

DIREITO: (latim) DIRECTUM

Aquilo que é reto.

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Num sentido figurado, DIREITO passou ser sinônimo :

de regra, de norma, de lei.

Leis físicas indicam aquilo que, na natureza, necessariamente é.

Leis jurídicas indicam apenas aquilo que na sociedade deve ser.

Direito é a ciência do deve ser.

A sociedade é o berço do Direito:

Onde está o homem, está o Direito,

ubi homo, ibi jus. Ulpiano

George Santayana (filósofo - Madri- 1863):

"O homem é um ser gregário, muito mais do ponto de vista mental do que físico;
embora goste de dar sozinho uma caminhada, sempre deseja que suas opiniões sejam
compartilhadas".

RAMOS DO DIREITO:

DIREITO NATURAL :

“Ordenamento ideal corresponde a uma justiça superior e suprema”

DIREITO POSITIVO:

“É o conjunto de normas de conduta e de organização que consagradas pelo Estado,


se impõem coativamente, visando a disciplina da convivência social”.

"Direito é a regra de conduta, com força coativa".

Característica: COAÇÃO

DIREITO OBJETIVO:

É o mesmo do Direito Positivo, ou seja, imposto pelo Estado e dirigida a todos, como
norma geral de agir.

- norma agendi –

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DIREITO SUBJETIVO:

É a faculdade que tem o indivíduo de exigir que o Direito Objetivo seja acionado para
a garantia de seus interesses pessoal.

- facultas agendi –

2) FONTES do DIREITO:

a) LEI:

“A norma imposta pelo Estado e tornada obrigatória na sua observância, assumindo


forma coativa”

( segundo Ruggiero- Maroi )

b) COSTUME:

É a reiteração constante de uma conduta, na convicção de ser a mesma obrigatória.


Na falta de lei o juiz, pode decidir a questão de acordo com costume.

c) DOUTRINA:

É a interpretação da lei, feita pelos estudiosos da matéria, em comentários, aulas,


tratados, pareceres, monografias, etc.

d) JURISPRUDÊNCIA:

É o modo pelo qual os juízes e tribunais se orientam nas soluções das diferentes
questões. Firma-se por sentenças (decisões, resoluções) ou acórdãos proferidos nas
demandas”.

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PROCESSO LEGISLATIVO:

É o conjunto de regras que informa a elaboração da lei.

EMENDAS À CONSTITUIÇÃO:

_ São leis constitucionais que modificam parcialmente a Constituição.

_ Discussão e votação: em cada Casa do Congresso, em 2 turnos .

_ Aprovação: precisa de 3/5 dos votos dos respectivos membros.

LEIS COMPLEMENTARES:

_ Elaboração:

já indicada ou sugerida na própria Constituição.

_ Aprovação:

maioria absoluta dos votos, das duas Casas do Congresso.

LEIS ORDINÁRIAS:

_ São as leis comuns.

_Formulação: Congresso Nacional, Assembleia Legislativa e Câmara dos Vereadores.

FASES DE ELABORAÇÃO DA LEI ORDINÁRIA :

a)- INICIATIVA : Projeto de Lei

Ex.: Lei Federal : Poder Legislativo - Congresso


Nacional Poder Executivo

b)- APROVAÇÃO da LEI:-

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PROJETO DE LEI ------------- LEI

( Estudos, Debates, Discussões e Deliberação )

c)- SANÇÃO (OU VETO):

Formulação da Proposição

d)- PROMULGAÇÃO:-

Quando incorpora ao Direito.

e)- PUBLICAÇÃO:-

Em Diário Oficial

MEDIDAS PROVISÓRIAS:

 São normas com força de lei baixada pelo Presidente da República, em caso de
relevância e urgência. Têm de ser submetidas de imediato ao Congresso
Nacional. Perdem a eficácia em 60 dias da publicação se não forem convertidas
em lei ordinária.
 HIERARQUIA DAS LEIS:

PIRÂMID
E

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VIGÊNCIA DA LEI:

_ Conhecimento público: publicação no Diário Oficial.

_ Costumam indicar a data em que entrarão em vigor.

_ Caso contrário, entrarão em vigor 45 dias após publicação.

REVOGAÇÃO DA LEI:-

 Declara expressamente
 Matéria incompatível
 Regula inteiramente a matéria anterior

IRRETROATIVIDADE DA LEI:-

- Em princípio, a lei não deve ser retroativa. Regula situações presentes e futuras.

- Por exceção, terá que respeitar sempre o direito adquirido.

ATOS ADMINISTRATIVOS NORMATIVOS:

- Segundo Hely Lopes Meireles, "são aqueles que contêm um comando geral do
executivo, visando a correta aplicação da Lei".

Decretos: _ são atos da alçada dos chefes do Executivo.

Regulamentos: _ são regras disciplinadoras de certos assuntos, baixadas por decreto.

Regimentos:_ são normas de organização interna.

ATOS ADMINISTRATIVOS NORMATIVOS

Resoluções administrativas:

são comandos da alçada de autoridades superiores.

Deliberações:

são determinações de órgãos colegiados.

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Instruções, Circulares, Portarias, Ordens de serviços, etc.:

são determinações administrativas semelhantes, que visam a ordenação dos serviços.

3) ATOS JURÍDICOS:-

“São manifestações da vontade produzindo efeitos que o DIREITO


regulamenta”.

Classificação: Quanto à natureza:

_ Unilaterais e Bilaterais -

_ Lícitos e Ilícitos

3) ATOS JURÍDICOS:-

ATO ILÍCITO: (Cód. Civil ) “É todo ato que por ação ou omissão voluntária, negligência
ou imprudência violar o Direito ou causar prejuízos a outrem”.

DOLO : “Quando tem pleno conhecimento do mal e o propósito consciente de o


praticar”.

CULPA: “Imprevisão do previsível”.

MODALIDADES DE CULPA

1- IN ELIGENDO : Proveniente da má escolha de representantes.

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2- IN VIGILANDO : Falta de fiscalização do responsável.

3- IN CUSTODIENDO: Falta cautela ou atenção em torno da coisa ou pessoa sob seus


cuidados.

4- IN COMMITENDO : Proveniente de imprudências.

5- IN OMITTENDO: Proveniente de negligência / omissão.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PRINCÍPIOS AXIOLÓGICO PRINCÍPIOS DA REPÚBLICA


FEDERATIVA DO BRASIL

Art. 1°. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem
como FUNDAMENTOS:

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I - a soberania;

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

DA SEPARAÇÃO DOS PODERES

Art. 2°. São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário.

○ Poder Legislativo – tem a função de legislar (criar leis) e fiscalizar (fiscalização


contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Poder Executivo). É
exercido, no âmbito da União, pelos Deputados Federais e pelos Senadores.

○ Poder Executivo – tem a função de governar o país cumprindo as leis criadas pelos
Poder Legislativo. É exercido, no âmbito da União, pelo Presidente da República,
auxiliado pelos Ministros de Estado.

○ Poder Judiciário – tem a função de julgar os processos judiciais aplicando as normas


aos casos concretos (exerce o poder jurisdicional). É exercido pelos magistrados
(juízes).

DOS OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Art. 3°. Constituem OBJETIVOS fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e


regionais;

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.

DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

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Os direitos e garantias fundamentais, objeto do Título II da CF/88, compreendem:

 Capítulo I – Dos direitos e deveres individuais e coletivos (CF, art. 5°);

 Capítulo II – Dos direitos sociais (CF, art. 6° - 11);

 Capítulo III – Dos direitos de nacionalidade (CF, art. 12 - 13);

 Capítulo IV – Dos direitos políticos (CF, art. 14 - 16);

 Capítulo V – Dos partidos políticos (CF, art. 17).

ART. 5º, CF/88

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo–se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes:

 Princípio da Igualdade

 “nascituro”

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta


Constituição;

 Princípio da isonomia ou da igualdade

 CF, art. 7º, XVIII e XIX

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da
lei;

 Princípio da Legalidade

 Tal princípio visa combater o poder arbitrário do Estado.

III - ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

 A palavra “ninguém” abrange qualquer pessoa, brasileiro ou estrangeiro.

 Diferenças

IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

 Não é absoluto

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 a apologia de fatos criminosos ou a propaganda do nazismo.

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização


por dano material, moral ou à imagem;

VI - é inviolável a liberdade de consciência de crença, sendo assegurado o livre


exercício de cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e as suas liturgias;

 Estado laico

 Ateísmo

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades
civis e militares de internação coletiva;

 A materialização das condições para prestação dessa assistência religiosa, que


deverá ser multiforme.

VIII - Ninguém será privado dos direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

 Prestação alternativa

 Perda dos direitos políticos positivos (CF, art. 15, IV)

 Serviço militar obrigatório - Ex.: CF, art. 143, § 1º.

IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,


independentemente de censura ou licença;

 Direito não absoluto

 Classificando-os por faixas etárias

X - São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,


assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;

 Súmula 227 do STJ: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”.

 Art. 52, CC

 CALÚNIA ≠ DIFAMAÇÃO ≠ INJÚRIA (CP, art. 138 - 140).

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XI - A casa é asilo inviolável do indivíduo ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;

 Dia é o período das 6:00 horas da manhã às 18:00 horas.

 A palavra “casa” deve-se entender a mesma no sentido de “domicílio”

 XII - É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de


dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem
judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação
criminal ou instrução processual penal;

 Interceptação telefônica ≠ Escuta telefônica

 Sem conhecimento dos interlocutores com o conhecimento de um dos


comunicadores

 XIII - É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as


qualificações profissionais que a lei estabelecer;

 XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da


fonte, quando necessário ao exercício profissional;

 IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

XV - É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer


pessoa nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

 o direito de ir, vir, permanecer, ficar ou sair; direito à livre locomoção.

XVI - Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade
competente;

 Direito de reunião

 XVII - É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter


paramilitar;

 XVIII - A criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas


independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu
funcionamento;

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 XIX - As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas
atividades suspensas por decisões judiciais, exigindo-se, no primeiro caso, o
trânsito em julgado;

 XX - Ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer-se


associado;

 XXI - As entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm


legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;

 XXIII - A propriedade atenderá a sua função social;

 XXIV - A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade


ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvada os casos previstos nesta Constituição;

 XXV - No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá


usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior,
se houver dano;

XXVII - Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou


reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

 Lei nº 9.610/98

XXVIII - São assegurados, nos termos da lei:

a) A proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da


imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;

b) O direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de


que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações
sindicais e associativas;

XXIX - A lei assegurará aos autores de inventos privilégio temporário para sua
utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos
nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o
desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

 Evitar ou estimular a criação de monopólios (PRAZO – 20 ANOS)

XXX - É garantido o direito de herança;

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XXXI - A sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei
brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja
mais favorável a lei pessoal do de cujus;

XXXII - O Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

 Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90)

 XXXIII - Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;

 XXXIV - São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:

 a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra


ilegalidade ou abuso de poder;

 b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e


esclarecimentos de situação de interesse pessoal;

XXXV - A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito

 Princípio da Inafastabilidade da Tutela Jurisdicional ou Princípio de Acesso à


Justiça

XXXVI - A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa
julgada;

 O Princípio da Irretroatividade da Lei

 DIREITO ADQUIRIDO: Constitui-se num dos recursos de que se vale a


constituição para limitar a retroatividade da lei. Consiste em situações jurídicas
que já tinham se consolidado no tempo.

 ATO JURÍDICO PERFEITO: É aquele que se aperfeiçoou, que reuniu todos os


elementos necessários a sua formação, debaixo da lei velha.Ex.: Um contrato
assinado e cumprido pelas partes.

COISA JULGADA: É a decisão judicial transitada em julgado

XXXVII - Não haverá juízo ou tribunal de exceção;

 Tribunal de exceção é aquele instituído em caráter temporário e/ou


excepcional

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 “Post factum”

XXXVIII - É reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe dar a lei,
assegurados:

a) A plenitude de defesa;

 Contraditório e ampla defesa.

b) O sigilo das votações;

 Os sete jurados ficarão incomunicáveis - votando sigilosamente.

c) A soberania dos veredictos;

 Nenhum outro tribunal pode reformar o mérito da decisão do júri;

d) A competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

 Não deve ser entendido de forma absoluta, uma vez que existirão hipóteses,
sempre excepcionais, em que os crimes dolosos contra a vida não serão
julgados pelo Tribunal do Júri (competências especiais por prerrogativa de
função).

XXXIX - Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação
legal;

 Princípio da Reserva Legal

 Anterioridade

XL - A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;

 Irretroatividade da Lei Penal

 As leis penais, em regra, não se movem retroativamente, nem ultrativamente

XLI - A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades


fundamentais;

XLII - A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena


de reclusão, nos termos da lei;

XLIII - A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática


da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos
como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que,
podendo evitá-los, se omitirem;

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 FIANÇA: é um pagamento feito pela pessoa presa para responder ao processo


penal em liberdade.

 GRAÇA: Perdão individual concedido pelo Presidente da República que, como


efeito, leva à extinção da punibilidade do agraciado.

 ANISTIA: Perdão concedido aos culpados por delitos coletivos,

 Crimes Hediondos – Lei n° 8.072/90 (homicídio qualificado, latrocínio, estupro,


estupro de vulnerável, atentado violento ao pudor, extorsão qualificada pela
morte, extorsão mediante seqüestro na forma qualificada, epidemia com
resultado morte e falsificação, adulteração, corrupção ou alteração de produto
destinado a fins terapêuticos ou medicinais) *Lei Nº 12.015 de 07 de agosto de
2009.

XLIV - Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou


militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático;

XLV - Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de


reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei,
estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do
patrimônio transferido;

 Princípio da personificação da pena

XLVI - A lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:

a) privação ou restrição da liberdade;

b) perda de bens;

c) multa;

d) prestação social alternativa;

e) suspensão ou interdição de direitos;

 Princípio da individualização da pena

 XLVII - Não haverá penas:

 a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;

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 b) de caráter perpétuo:

 c) de trabalhos forçados;

 d) de banimento;

 e) cruéis;

 XLVIII - A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a


natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;

 XLIX - É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;

 L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer


com seus filhos durante o período de amamentação;

LI - Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime


comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

 A extradição é um ato político bilateral. Extradição é o ato pelo qual um Estado


entrega um indivíduo, acusado de um delito ou já condenado como criminoso,
à justiça do outro, que o reclama, e que é competente para julgá-lo e puni-lo.

LII - Não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;

LIII - Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;

 Princípio do Juiz Natural – juiz imparcial

LIV - Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;

 O Princípio do Devido Processo Legal

 LV - Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em


geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos
a ela inerentes;

 LVI - São inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;

 LVII - Ninguém será considerado culpado até o trânsito de julgado de sentença


penal condenatória; (cabe recurso?)

 LVIII - O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal,


salvo nas hipóteses previstas em lei;

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LX - A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da
intimidade ou o interesse social o exigirem;

 O Princípio da Publicidade dos Atos Processuais

LXI - Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão
militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;

LXII - A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados


imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;

LXIII - O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado,
sendo-lhe assegurado a assistência da família e de advogado;

LXIV - O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu
interrogatório policial;

LXVI - Ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade
provisória, com ou sem fiança;

LXVII - Não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento
voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;

HABEAS CORPUS

LXVIII - Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou
abuso de poder;

 Pode ser impetrado por qualquer pessoa, em defesa de sua própria liberdade
ou de terceiro, e concedido de ofício pelo juiz. Não precisa de advogado.

 Quanto à sua espécie, o habeas corpus poderá ser:

1. Repressivo (liberatório) – para combater efetiva coação ou violência;

2. Preventivo (salvo-conduto) – ameaça de prisão.

HABEAS DATA

LXXII - Conceder-se-á habeas data:

a)para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,


constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;

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b)para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso,
judicial ou administrativo;

 Habeas Data permite o acesso, a retificação ou a supressão de um dado pessoal


que esteja em arquivo público. É facultativo e personalíssimo, pois só quem
pode impetrá-lo é o titular dos dados questionados. Trata-se de ação
mandamental que tutela a prestação de informações contidas em bancos de
dados pertencentes a entidades públicas ou de caráter público, bem como sua
retificação.

MANDADO DE SEGURANÇA

LXIX - Conceder-se á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade
ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de
atribuições do Poder Público;

LXX - O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;

b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída em


funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou
associados;

MANDADO DE INJUNÇÃO

LXXI - Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma


regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e
das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;

 Mandado de Injunção serve para impedir que a falta de norma


regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à
cidadania.

AÇÃO POPULAR

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular
ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência;

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 A Ação Popular pode ser impetrada por qualquer cidadão para anular ato lesivo
ao patrimônio público ou entidade de que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e cultural.

 “Cidadão” é aquele que tem capacidade eleitoral, ou seja, que pode votar. Para
tanto é necessário que comprove sua inscrição perante a Justiça Eleitoral.

LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos;

LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar
preso além do tempo fixado na sentença;

LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:

a) O registro civil de nascimento;

b) A certidão de óbito;

LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os
atos necessários ao exercício da cidadania.

LXXVIII a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável


duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.

§ 1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação


imediata.

§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros


decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem


aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos
votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação


tenha manifestado adesão

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Os fundamentos da ética e os direitos humanos.

 O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa).
Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta
humana na sociedade.

 A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e
culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os
valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.

 Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética.

ÉTICA

ETHOS : Modo de ser, caráter, costume.

Filosofia grega

Ethos : morada do homem

O Ethos  Ética

A ética é o abrigo que confere proteção e segurança aos indivíduos-cidadãos, aqueles


responsáveis pelos destinos da pólis (cidade).

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Ética.

LEIS

COSTUMES VIRTUDES HÁBITOS

A ÉTICA SERIA PRODUTO DAS LEIS ERIGIDAS PELOS COSTUMES E DAS VIRTUDES E
HÁBITOS GERADOS PELO CARÁTER DOS INDIVÍDUOS.

O MUNDO DO ETHOS

. Coletividade (intersubjetividade)

. Subjetividade (individualidade)

Existem, pois, condicionantes internos (caráter) e externos (costumes) que


determinam a conduta do indivíduo.

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Todavia, a boa conduta poderia ser também determinada pela educação (Paidéia)

PAIDÉIA: PROCESSO DE FORMAÇÃO DO HOMEM GREGO

PAIDÉIA (EDUCAÇÃO)

 Fornece as regras e ensinamentos morais aos indivíduos.

 Orientam os juízos e decisões dos homens no seio da comunidade

 Transmitem valores acerca do bem e do mal, do justo e do injusto

 Constitui-se como elemento fundamental para a construção da sociabilidade

A função do ethos é promover a excelência moral, ou seja, a prática das virtudes


(areté).

Aretê (do grego ἀρετή aretê,ês, "adaptação perfeita, excelência, virtude") é uma
palavra de origem grega que expressa o conceito grego de excelência, ligado à noção
de cumprimento do propósito ou da função a que o indivíduo se destina.

O exercício das virtudes tem como fim último a felicidade (a vida boa).

Moral

Conjunto de regras, princípios e valores que determinam a conduta do indivíduo.

Mundo dos valores.

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ÉTICA

 Instrumento fundamental para a instauração de um viver em conjunto

 Base para a construção do mundo político

 Condição necessária para a sobrevivência da espécie humana

A ética trata do comportamento do homem, da relação entre sua vontade e a


obrigação de seguir uma norma, do que é o bem e de onde vem o mal, do que é certo e
errado, da liberdade e da necessidade de respeitar o próximo.

A ética revela que:

 Nossas ações têm efeitos sobre a sociedade

 Cada homem deve ser livre e responsável por suas atitudes

 A justiça é a principal das virtudes

 Nossos valores têm uma origem histórica

 Cada moral é filha do seu tempo

 Devemos adequar nossas vontades às obrigações sociais

Questão central da ética:

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Como devo agir em relação aos outros?

As transformações econômico-sociais, bem como as mudanças que se operam no seio


de uma cultura, impõem desafios aos sujeitos morais, uma vez que fazem surgir o
problema referente à oposição entre relativismo e universalismo.

RELATIVISMO

O relativismo é uma corrente filosófica fundamentada em uma ideia: a verdade


absoluta não existe. Em outras palavras, a verdade é relativa, no sentido de que o
conceito de verdade depende de critérios variáveis (teorias científicas, avaliações
pessoais ou tradições culturais).

O conceito relativismo se contrasta ao dogmatismo, que é a explicação intelectual que


defende a existência de uma verdade ou de um dogma como princípio fundamental.

... Artigo http://queconceito.com.br/relativismo

Significado de Universalismo

1 - Opinião que não reconhece outra autoridade senão o consenso universal.

2 - Opinião segundo a qual Deus quis a redenção detodos os homens e não só a dos
eleitos.

3 - Cosmopolitismo.

4 - Tendência ou esforço para universalizar um esforço ou uma ideia.

O problema entre universalismo e relativismo se expressa da seguinte forma

 Como uma norma moral pode adquirir validade universal?

 Por que os valores e os princípios morais variam nas diferentes sociedades?

 Como posso adequar a liberdade da minha vontade às obrigações


determinadas pela lei ?

 Como encontrar um equilíbrio entre a responsabilidade moral e os impulsos,


desejos e inclinações que constituem a nossa condição?

A ética é a teoria acerca do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja,


ela trata dos fundamentos e da natureza das nossas atitudes normativas

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Não existem normas acabadas, definitivas. A moral é um constructo antropo-sócio


cultural.

A ética se impõe como a condição fundamental de possibilidade para a prática das


virtudes e o exercício da cidadania.

Direitos de cidadania

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Dependem da ordem jurídico-política do Estado.

Os dispositivos constitucionais definem os direitos e deveres do cidadão

Direitos de cidadania:

“Todos os indivíduos, enquanto cidadãos, são iguais perante a lei”

Na prática as desigualdades sociais e as estruturas de poder impedem que tal idéia se


efetive.

Cidadania e desigualdade social : como compatibilizar?

Como ser plenamente cidadão numa realidade marcada pela desigualdade, pela
negação da meritocracia e pela subversão do princípio de justiça?

“A justiça é aquilo em função do qual se diz que o homem justo pratica, por escolha
própria, de maneira a dar o que é igual de acordo com a proporção”.

Aristóteles

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Os direitos de cidadania são uma realidade apenas para aqueles que têm a capacidade
de exercê-los.

 Quem Vence os outros é Forte, Quem Vence a si mesmo é Invencível!


Mestre Lao Tsé

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