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Engenharia Geológica e de Minas

ISCTEM

Geologia I

Geologia I 1
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Formação da Terra

Geologia I 2
Engenharia Geológica e de Minas
Formação da Terra

Geologia I 3
Geologia I 4
Engenharia Geológica e de Minas
Formação da Terra
Pré-Cambrico
Teoria do Big Bang
- Expansão da massa
- Formação do Sol

Formação da Lua
Pré-Cambrico
Teoria da colisão de um Planeta

Geologia I 5
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A Terra

Esfera, ligeiramente achatada nos Pólos e inclinada cerca de 5 graus.

Movimento de rotação - em torno de um eixo que passa pela Terra. Duração: 24h.

Movimento de translação - a volta do sol. Duração: 360 dias

Raio equatorial: 6 378 Km.

Raio polar: 6 357 Km.

Coordenadas: Latitude, Longitude e Altitude


Latitude – Equador
Longitude – Meridiano de Greenwich

Geologia I 6
Engenharia Geológica e de Minas
A Lua

Movimento de rotação – em torno do seu eixo. Duração: 29 dias.


A lua só mostra uma face.
Movimento de translação - a volta da Terra. Duração: 27dias.

Fases da Lua
(Iluminação da Lua pelo Sol ao ser vista da Terra)
• Lua Nova
• Quarto Crescente
• Lua cheia
• Quarto Minguante

Geologia I 7
Engenharia Geológica e de Minas
A Terra

A Terra e a Lua

Geologia I 8
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Estrutura Interna da Terra

Geologia I 9
Engenharia Geológica e de Minas
Estrutura Interna da Terra – Modelo Sismológico
Crusta, Manto e Núcleo
A partir dos dados obtidos de vários sismogramas, é possível traçar-se um gráfico,
como o representado acima, que relaciona o tempo gasto pelas ondas sísmicas com a
distância epicentral. A velocidade das ondas P e S aumenta com a distância ao
epicentro e a velocidade da onda L mantêm-se constante. A velocidade média das
ondas sísmicas não é constante. Para o caso considerado, aumenta com a
profundidade (quanto maior é a distância epicentral, maior é a profundidade atingida
pelas ondas sísmicas), o que significa que o meio de propagação, isto é, o interior da
Terra não é homogéneo sob o ponto de vista das grandezas que influenciam a sua
propagação

Geologia I 10
Engenharia Geológica e de Minas
Estrutura Interna da Terra – Modelo Sismológico
Estudos mostraram que abaixo da crosta a velocidade das ondas P aumenta
bruscamente para 8 km/s, indicando a existência de uma descontinuidade
composicional a esta profundidade. Esta fronteira denomina-se descontinuidade
de Mohorovicic, Moho ou M, e separa a crosta do manto.

Geologia I 11
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Constituição da Terra

Crusta (Continental e Oceânica)


Espessura até 70 Km.

Manto
Espessura entre 70 Km e
2.900Km.

Núcleo
Espessura entre 2.900Km e
6.370Km.

Geologia I 12
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Composição da crusta terrestre

Litosfera e Astenosfera

A litosfera (do grego "lithos" = pedra) é a camada sólida mais externa de um


planeta rochoso e é constituída por rochas e solo. No caso da Terra, é formada pela
crosta terrestre e por parte do manto superior. Apresenta uma espessura variável,
sendo mais espessa sob as grandes cadeias montanhosas. Está dividida em placas
tectónicas.

A astenosfera é uma zona do manto externo menos rígida que a litosfera,


atingindo por vezes profundidades superiores a 100 km na zona dos continentes.
O limite inferior é ainda mais difuso.
A existência da astenosfera foi evidenciada através do estudo do comportamento
das ondas sísmicas. Na astenosfera, a velocidade de propagação das ondas
sísmicas diminui devido ao seu estado plástico. Estima-se que apenas 1% da
massa da astenosfera, na zona de contacto entre os minerais, esteja em estado
líquido.
Geologia I 13
Engenharia Geológica e de Minas
Composição da crusta terrestre

Geologia I 14
Engenharia Geológica e de Minas
Composição da crusta terrestre

Crusta Continental e Crusta Oceânica

A crosta terrestre é subdividida em crosta oceânica, de constituição


máfica (com o nome de SIMA - minerais de sílica e magnésio) e
crosta continental de constituição félsica (com o nome de SIAL -
minerais de sílica e alumínio).

A crosta oceânica, com espessura de 7 a 10 km, é constituída


essencialmente por basalto, enquanto que a crosta continental,
com espessura de 20 a 70 km, é constituída maioritariamente por
granito. A crosta oceânica é mais densa do que a crosta
continental, por conter mais ferro em sua composição.

Geologia I 15
Engenharia Geológica e de Minas
Composição da crusta terrestre

Legenda:

Geologia I 16
Engenharia Geológica e de Minas
Composição da crusta terrestre
Crusta

O mecanismo que permite que a


crosta menos densa flutue sobre o
manto, tal como um iceberg flutua
no oceano, é descrito pelo princípio
da isostasia.

Impulsão

Geologia I 17
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Composição da crusta terrestre
Crusta

Isostasia, ou movimento isostático, é o


termo utilizado em Geologia para se
referir ao estado de equilíbrio
gravitacional, e as suas alterações, entre
a litosfera e a astenosfera da Terra. Esse
processo resulta da flutuação das placas
tectónicas sobre o material mais denso
da astenosfera, cujo equilíbrio depende
das suas densidades relativas e do peso
da placa.

Geologia I 18
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Constituição da Terra
Manto
É a camada da estrutura da Terra (e dos
outros planetas de composição similar) que
fica directamente abaixo da crosta/crusta
prolongando-se em profundidade até ao
limite exterior do núcleo. O manto terrestre
estende-se desde cerca de 30 km de
profundidade (podendo ser bastante menos
nas zonas oceânicas) até aos 2 900 km
abaixo da superfície (transição para o
núcleo).

A diferenciação do manto iniciou-se há


cerca de 3 800 milhões de anos, quando a
segregação gravimétrica dos componentes
do proto-planeta Terra produziram a actual
estratificação.
Geologia I 19
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Constituição da Terra
Núcleo

É provavelmente composto de ferro


metálico e outros elementos (enxofre,
silício, oxigénio, potássio e hidrogénio) e o
núcleo interno é composto de ferro e
níquel (NIFE), e é sólido porque, apesar das
imensas temperaturas, está sujeito a
pressões tão elevadas (cerca de 4,5 milhões
de atmosferas) que os átomos ficam
compactados; as forças de repulsão entre
os átomos são vencidas pela pressão
externa, e a substância acaba se tornando
sólida. A temperatura entre o núcleo e o
manto é estimada em cerca de 3.700°C,
podendo atingir de 4.000 a 6.000°C no
núcleo interno.
Geologia I 20
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Mineral

Geologia I 21
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Minerais
Mineral

É um corpo natural, sólido e cristalino formado em resultado da interacção de


processos físico-químicos em ambientes geológicos. Cada mineral é classificado e
denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na
estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Em resultado dessa distinção,
materiais com a mesma composição química podem constituir minerais
totalmente distintos em resultado de meras diferenças estruturais na forma como
os seus átomos ou moléculas se arranjam espacialmente (como por exemplo a
grafite e o diamante).

Os minerais variam na sua composição desde elementos químicos, em estado


puro ou quase puro, e sais simples a silicatos complexos com milhares de formas
conhecidas.

Embora em sentido estrito o petróleo, o gás natural e outros compostos orgânicos


formados em ambientes geológicos sejam minerais, geralmente a maioria dos
compostos orgânicos é excluída.
Geologia I 22
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

1. Estrutura cristalina 4. Classificação química dos minerais


2. Minerais e rochas 4.1 Silicatos
3. Propriedades físicas dos minerais 4.2 Carbonatos
3.1 Cor 4.3 Sulfatos
3.2 Brilho 4.4 Halóides
3.3 Traço (ou risca) 4.5 Óxidos
3.4 Clivagem 4.6 Sulfetos
3.5 Fractura 4.7 Fosfatos
3.6 Dureza 4.8 Elementos nativos
3.7 Densidade
3.8 Tenacidade
3.9 Magnetismo
3.10 Peso específico (ou densidade relativa)
3.11 Sistema cristalino

Geologia I 23
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

1. Estrutura cristalina
A determinação da estrutura cristalina (ou ausência dela), determina, a par com a
composição química, a generalidade das propriedades do material e fornece
indicações claras sobre os processos e ambientes geológicos que estiveram na sua
origem, bem como o tipo de rochas de que poderá fazer parte.
Significa, portanto o arranjo espacial de longo alcance em que se encontram os
átomos ou moléculas no mineral.
Dois ou mais minerais podem ter a mesma composição química, mas estruturas
cristalinas diferentes, sendo nesse caso conhecidos como polimorfos do mesmo
composto. Por exemplo, a pirite (FeS2) e a marcassite (FeS2) são ambos
constituídos por sulfeto de ferro, embora sejam totalmente distintos em aspecto
físico e propriedades.

Geologia I 24
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

1. Estrutura cristalina
Alguns minerais têm composições químicas diferentes, mas a mesma
estrutura cristalina, originando isomorfos. Um exemplo é dado pela halite
(NaCl) um composto de sódio e cloro em tudo similar ao vulgar sal de cozinha,
a galena (PbS), um sulfeto de chumbo, e a períclase (MgO), um composto de
magnésio e oxigénio. Apesar de composições químicas radicalmente
diferentes, todos estes minerais compartilham da mesma estrutura cristalina
cúbica.

Geologia I 25
Geologia I 26
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

1. Estrutura cristalina
De fora ficam materiais como a obsidiana (SiO2) ou o âmbar, que embora
tenham carácter homogéneo, origem geológica e aspecto mineral dado pela
sua origem, ocorrência e características macroscópicas, não são materiais
cristalinos, são amorfos.

Obsidiana ou Vidro Vulcânico Âmbar ou resina fóssil


Geologia I 27
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

2. Minerais e Rochas
Embora na linguagem comum por vezes os termos mineral e rocha sejam utilizados
de forma quase sinónima, é importante manter uma distinção clara entre ambos. É
preciso não perder de vista que um mineral é um composto químico com uma
determinada composição química e uma estrutura cristalina definida, como atrás foi
apontado.

Se é verdade que existem rochas compostas por um único mineral, na generalidade


dos casos, uma rocha é uma mistura complexa de um ou diversos minerais, em
proporções variadas, incluindo frequentemente fracções, que podem ser
significativas ou mesmo dominantes, de material vítreo, isto é, não cristalino.

Geologia I 28
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

3. Propriedades físicas

As propriedades físicas dos minerais resultam da sua composição química e das suas
características estruturais. As propriedades físicas mais óbvias e mais facilmente
comparáveis são as mais utilizadas na identificação de um mineral. Na maioria das
vezes, essas propriedades, e a utilização de tabelas adequadas, são suficientes para
uma correcta identificação.

Quando tal não é possível, ou quando um elevado grau de ambiguidade persiste,


como no caso de muitos isomorfos similares, a identificação é realizada a partir da
análise química, de estudos de óptica ao microscópio petrográfico ou por difracção
de raios X ou de neutrões. São as seguintes as propriedades físicas macroscópicas,
isto é observáveis sem necessidade de equipamento sofisticado (por vezes
designadas, por essa razão, por propriedades de campo).

Geologia I 29
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas - Cor

É uma característica extremamente importante dos minerais. Pode variar devido a


impurezas existentes em minerais como o quartzo, o corindo, a fluorite, a calcite e a
turmalina, entre outros. Em outros casos, a superfície do mineral pode estar
alterada, não mostrando sua verdadeira cor. A origem da cor nos minerais está
principalmente ligada à presença de iões metálicos, fenómenos de transferência de
carga e efeitos da radiação ionizante.
Pirite - FeS2 Fluorite - CaF2 Cassiterite – SnO2

Geologia I 30
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas – Brilho

O brilho depende da absorção, refracção ou reflexão da luz pelas superfícies frescas


de fractura do mineral (ou as faces dos seus cristais ou as superfícies de clivagem). O
brilho é avaliado à vista desarmada e descrito em termos comparativos utilizando
um conjunto de termos padronizados. Os brilhos são em geral agrupados em:
metálico e não metálico ou vulgar. Diz-se que o brilho é não metálico, ou vulgar,
quando não é semelhante aos dos metais, sendo característico dos minerais
transparentes ou translúcidos.

Geologia I 31
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas – Brilho

Brilhos não metálicos:


Acetinado — brilho não metálico que faz lembrar o brilho do cetim; é
característico dos minerais fibrosos;
Adamantino — brilho não metálico que, pelas suas características,
nomeadamente a intensidade, se assemelha ao do diamante;
Ceroso — brilho não metálico que lembra o da cera;
Nacarado — brilho não metálico semelhante ao
das pérolas (é exemplo a caulinite -
Si2Al2O5(OH)4 );

Caulinite

Geologia I 32
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas – Brilho

Brilhos não metálicos:

Resinoso — brilho não metálico que lembra o observado nas superfícies de


fractura das resinas;
Vítreo — brilho não metálico que lembra o do vidro (são exemplos a fluorite,
a halite (NaCl) e a aragonite (Ca[CO3 ]);

Halite Aragonite

Geologia I 33
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas - Traço ou Risca
A cor do traço de um mineral pode ser observada quando uma louça ou porcelana
branca é riscada. A clorite - (Mg,Fe)3(Si,Al)4O10 (OH)2·(Mg,Fe)3(OH)6, pedra de
gesso Ca[SO4].2H2O e o talco - Mg3Si4O10(OH)2 deixam um traço branco,
enquanto o zircão - ZrSiO4, a granada - A3B2(SiO4)3 - cálcio, magnésio, alumínio, ferro2+,
ferro3+, cromo, manganês e titânio e a estaurolite – (Fe,Mg,Zn)2Al9(Si,Al)4O22OH2 deixam,
comummente, um traço castanho avermelhado. O traço de um mineral fornece
uma importante característica para sua identificação, já que permite diferenciar
materiais com cores e brilhos similares.

Clorite Pedra de gesso Talco


Geologia I 34
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas - Clivagem
É a forma como muitos minerais se quebram seguindo planos relacionados com a
estrutura molecular interna, paralelos às possíveis faces do cristal que formariam.
A clivagem é descrita em cinco modalidades: desde pobre, como na bornite-
Cu5FeS4 ; moderada; boa; perfeita; e proeminente, como nas micas. Os tipos de
clivagem são descritos pelo número e direcção dos planos de clivagem.

Mica

Bornite

Geologia I 35
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas - Fracturação
Refere-se à maneira pela qual um mineral se parte, excepto quando ela é
controlada pelas propriedades de clivagem e partição. O estilo de fracturação é um
elemento importante na identificação do mineral. Alguns minerais apresentam
estilos de fracturação muito característicos, determinantes na sua identificação.
Minerais com fractura concoidal, por exemplo, são: quartzo (SiO2), zircão (ZrSiO4),
ilmenite (FeTiO3 ), calcedónia (SiO2), opala (SiO2·nH2O), apatite (Ca3(PO4)2(OH, F,
Cl)).

Calcedónia
Apatite
Geologia I 36
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas - Dureza
Expressa a resistência de um mineral à abrasão ou ao risco. Ela reflete a força de
ligação dos átomos, iões ou moléculas que formam a estrutura. A escala de dureza
mais frequentemente utilizada, apesar da variação da dureza nela não ser
gradativa ou proporcional, é a escala de Mohs, que consta dos seguintes minerais
de referência (ordenados por dureza crescente):
1 – Talco;
2 – Gesso;
3 – Calcite;
4 – Fluorite;
5 – Apatite;
6 – Ortóclase;
7 – Quartzo;
8 – Topázio;
9 – Corindo;
10– Diamante.
Geologia I 37
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas – Dureza – Escala de Mohs

Gesso (CaSO4•2H2O) Calcite (CaCO3) Ortoclase (KAlSi3O8)

Quartzo (SiO2) Topázio (Al2(F,OH)2SiO4)


Geologia I 38
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais
3. Propriedades físicas - Densidade
É a medição directa da densidade mássica, medida pela relação directa entre a
massa e o volume do mineral.

3. Propriedades físicas - Tenacidade


Mede a coesão de um mineral, ou seja, a resistência a ser quebrado, dobrado ou
esmagado. A tenacidade não reflecte necessariamente a dureza, antes sendo
dela geralmente independente: o diamante, por exemplo, possui dureza muito
elevada (é o termo mais alto da escala de Mohs), mas tenacidade relativamente
baixa, já que quebra facilmente se submetido a um impacto. A tenacidade dos
minerais é expressa em termos qualitativos, utilizando uma linguagem
padronizada:

Quebradiço ou frágil – o mineral parte-se ou é pulverizado com facilidade;

Geologia I 39
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

3. Propriedades físicas - Tenacidade


Maleável – o mineral, por impacto, pode ser transformado em lâminas;

Séctil – o mineral pode ser cortado por uma lâmina de aço;

Dúctil – o mineral pode ser estirado para formar fios;

Flexível – o mineral pode ser curvado sem, no entanto, voltar à sua forma
original;

Elástico – o mineral pode ser curvado, voltando à sua forma original quando o
forçamento cessa.

Geologia I 40
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

3. Propriedades físicas - Magnetismo


Ocorre nos poucos minerais que devido à sua natureza ferromagnética são
atraídos por um íman. Os exemplos mais comuns são a magnetite (Fe3O4), a
pirrotite(Fe(1-x)S (com x variando 0 a 0,2)) e outros com elevado teor de metais
que podem ser magnetizados após aquecimento, como o manganês, o níquel e o
titânio.

Pirrotite

Geologia I 41
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

3. Propriedades físicas - Peso Especifico (densidade relativa)

É a relação do peso de um mineral quando comparado com o peso de igual volume


de água. Para isto, o mineral deve ser pesado imerso em água e ao ar. O processo
utiliza a balança de Jolly, aplicando a seguinte fórmula:
onde é o peso do mineral fora da água; a referência inicial da balança ou calibragem
em zero; e o peso do mineral dentro da água. Assim, por exemplo, se um mineral
tem peso específico 3,0 determinada pelo processo descrito, tal significa que ele
pesa três vezes mais que igual volume de água.

Geologia I 42
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Constituição da Terra - Minerais
Características dos minerais

3. Propriedades físicas - Sistema Cristalino


A forma do cristal é muito importante na identificação do mineral, pois ela
reflecte a organização cristalina da estrutura dos minerais e dá boas indicações
sobre o sistema de cristalização do mineral. Algumas vezes o cristal é tão
simétrico e perfeito nas suas faces que coloca em dúvida a sua origem natural.
Porém, os cristais perfeitos são muito raros, pelo que a maioria dos cristais
apenas desenvolve algumas de suas faces.

Geologia I 43
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Constituição da Terra - Minerais
4. Classificação química dos minerais
Silicatos
O grupo dos silicatos é de longe o maior grupo de minerais, sendo compostos
principalmente por silício e oxigénio, com a adição de catiões como o magnésio, o
ferro e o cálcio. Alguns dos mais importantes silicatos constituintes de rochas comuns
são o feldspato, o quartzo, as olivinas, as piroxenas, as granadas e as micas.

Feldspatos calcossódicos ou Plagioclases Feldspatos potássicos ou alcalinos

Albite (NaAlSi3O8 ) (KAlSi3O8)


Oligoclase Ortóclase
Andesina Sanidina
Labradorita Anortoclase
Bytownita Microclina
Anortite (CaAl2Si2O)

Geologia I 44
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Constituição da Terra - Minerais
4. Classificação química dos minerais
Silicatos (SxOy)
O grupo dos silicatos é de longe o maior grupo de minerais, sendo compostos
principalmente por silício e oxigénio, com a adição de catiões como o magnésio, o
ferro e o cálcio. Alguns dos mais importantes silicatos constituintes de rochas comuns
são o feldspato, o quartzo, as olivinas, as piroxenas, as granadas e as micas.

Rocha com granadas


Olivina (Mg,Fe)2SiO4
Granadas
Geologia I 45
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Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Carbonatos
O grupo dos carbonatos é composto de minerais contendo o anião (CO3)2- e inclui a
calcite e a aragonite (carbonatos de cálcio), a dolomite (carbonato de magnésio e
cálcio) e a siderite (carbonato de ferro). Os carbonatos são geralmente depositados
em ambientes marinhos pouco profundos, com águas límpidas e quentes, como por
exemplo em mares tropicais e subtropicais. Os carbonatos encontram-se também em
rochas formadas por evaporação de águas pouco profundas (os evaporitos, como por
exemplo os existentes no Great Salt Lake, Utah) e em ambientes cársicos (corrosão de
rochas) , isto é regiões onde a dissolução e a precipitação dos carbonatos conduziu à
formação de cavernas com estalactites e estalagmites. A classe dos carbonatos inclui
ainda os minerais de boratos e nitratos.

Geologia I 46
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Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Carbonatos

Estalagmites são formações que


crescem a partir do chão de uma
gruta ou caverna que vão em
direção ao teto, formadas pela
deposição (precipitação) de
carbonato de cálcio arrastado pela
água que goteja do teto.

Geologia I 47
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Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Halóides
O grupo dos halóides (elementos químicos halogéneos) é
constituído pelos minerais que formam os sais naturais, Halogéneos
incluindo a fluorite, a halite (sal comum) e o sal amoníaco 9
(cloreto de amónia). Os halóides, como os sulfatos, são 2
F
encontrados geralmente em ambientes evaporíticos, tais 17
como lagos do tipo playa e mares fechados (por exemplo 3
Cl
nas margens do Mar Morto). Inclui os minerais de 35
fluoretos, cloretos e iodetos. 4
Br
53
5
I

Geologia I 48
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Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Sulfatos
Todos os sulfatos contém o anião sulfato na forma SO4. Os sulfatos formam-se
geralmente em ambientes evaporíticos, onde águas de alta salinidade são
lentamente evaporadas, permitindo a formação de sulfatos e de halóides na
interface entre a água e o sedimento. Também ocorrem em sistemas de veios
hidrotermais sob a forma de minerais constituintes da ganga associada a minérios
de sulfetos. Os sulfatos mais comuns são a anidrite (sulfato de cálcio), a celestite
(sulfato de estrôncio) e o gesso (sulfato hidratado de cálcio). Nesta classe incluem-se
também os minerais de cromatos, molibdatos, selenatos, sulfetos, teluratos e
tungstatos.

Geologia I 49
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Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Óxidos
Os óxidos constituem um dos grupos mais importantes de minerais por formarem
minérios dos quais podem ser extraídos metais. Ocorrem geralmente como
precipitados em depósitos próximo da superfície, como produtos de oxidação de
outros minerais situados na zona de alteração cerca da superfície ou ainda como
minerais acessórios das rochas ígneas da crusta e do manto. Os óxidos mais comuns
incluem a hematite (óxido de ferro), a espinela (óxido de alumínio e magnésio, um
componente comum do manto) e o gelo (de água, ou seja óxido de hidrogénio). São
também incluídos nesta classe os minerais de hidróxidos.

Bauxite (Al2O3) Hematite (Fe2O3) Espinela


Geologia I 50
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Sulfuretos
Muitos sulfetos são também economicamente importantes como minérios metálicos,
incluindo-se entre os mais comuns a calcopirite (sulfureto de cobre e ferro) e a galena
(sulfureto de chumbo). A classe dos sulfuretos também inclui os minerais de selenetos,
teluretos, arsenietos, antimonetos, os bismutinetos e ainda os sulfossais.

Pirite FeS2
Calcopirite CuFeS2 Galena PbS

Geologia I 51
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Fosfatos
O grupo dos fosfatos inclui todos os minerais com uma unidade tetraédrica de AO4
onde A pode ser fósforo, antimónio, arsénio ou vanádio. O fosfato mais comum é a
apatite, a qual constitui um importante mineralóide, encontrado nos dentes e nos
ossos de muitos animais. Esta classe inclui os minerais de fosfatos, vanadatos,
arseniatos e antimonatos.

Apatite (Ca3(PO4)2(OH, F, Cl) )

Geologia I 52
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais
Elementos nativos
O grupo dos elementos nativos inclui os metais e amálgamas intermetálicas (como as
de ouro, prata e cobre), semi-metais e não-metais (antimónio, bismuto, grafite e
enxofre). Este grupo inclui também ligas naturais, como o electro (uma liga natural de
ouro e prata), fosfenos (hidretos de fósforo), nitritos e carbetos (que geralmente são
só encontrados em alguns raros meteoritos).

Grafite

Geologia I 53
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Minerais
Classificação química dos minerais

Mineral de A a Z

Cada aluno vai escolher um mineral (dos mais comuns)


de A a Z para descrever as características do mesmo.

Nome, Formula química, Estrutura cristalina, Cor, Risca, Brilho, Dureza,


Aplicações no dia a dia.

Geologia I 54
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Geologia I

Rocha

Geologia I 55
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rocha

É um agregado sólido que ocorre naturalmente e é constituído por um ou mais


minerais. A camada externa sólida da Terra, conhecida por litosfera, é
constituída por rochas. O estudo científico das rochas é chamado de petrologia,
um ramo da geologia. Os termos populares pedra e calhau se referem a
pedaços soltos de rochas, ou fragmentos.

As rochas podem ser classificadas de acordo com sua composição química, sua
forma estrutural, ou sua textura, sendo mais comum classificá-las de acordo com
os processos de sua formação. Pelas suas origens ou maneiras como foram
formadas, as rochas são classificadas como ígneas, sedimentares, e rochas
metamórficas. As rochas magmáticas foram formadas de magma, as
sedimentares pela deposição de sedimentos e posterior compressão destes, e as
rochas metamórficas por qualquer uma das primeiras duas categorias e
posteriormente modificadas pelos efeitos de temperatura e pressão. Nos casos
onde o material orgânico deixa uma impressão na rocha, o resultado é conhecido
como fóssil.
Geologia I 56
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas ígneas ou magmáticas

São resultado da solidificação e consolidação do magma (ou lava) , daí o nome


rochas magmáticas. Também conhecida como rochas ígneas. O magma é um material
pastoso que, há bilhões de anos, deu origem às primeiras rochas de nosso planeta, e
ainda existe no interior da Terra. As rochas ígneas podem, de maneira geral, ser
classificadas sob dois critérios: texturais e mineralógicos.

O critério textural é especialmente útil na identificação do ambiente onde a rocha se


cristalizou, enquanto o mineralógico é baseado na proporção entre seus minerais
principais.

Geologia I 57
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas ígneas ou magmáticas - Extrusivas.

As rochas ígneas extrusivas (conhecidas também como vulcânicas) são formadas a


partir do arrefecimento do material expelido pelas erupções vulcânicas atuais ou
antigas. A consolidação do magma, então, acontece na superfície da crosta ou
próximo a ela. O arrefecimento é rápido, o que faz a que estas rochas, por vezes,
apresentem material vítreo, logo, possuem uma textura vidrosa (vítrea), ou seja,
uma textura que não apresenta cristais (a olho nu) ou até mesmo uma textura
hemicristalina, isto é, apresenta alguns cristais no seio de uma massa amorfa. Há
uma grande diversidade de rochas vulcânicas que se agrupam em alguns tipos
gerais: riólitos, traquitos, andesitos e basaltos.

Geologia I 58
Diagrama QAPF - Rochas Extrusivas/Efusivas.
Q - Quartzo; A - Feldspato Alcalino;
P - Plagioclase; F - Feldspatóide.

Geologia I 59
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas ígneas ou magmáticas - Intrusivas.

As rochas ígneas intrusivas (conhecidas também como plutónicas) são formadas a


partir do arrefecimento magma no interior da crosta, nas partes profundas da
litosfera, sem contacto com a superfície. Elas só apareceram à superfície depois de
removido o material sedimentar ou metamórfico que a recobria. Em geral, o
arrefecimento é lento e ocorre a cristalização de todos os seus minerais,
apresentando então uma textura holocristalina, ou seja, apresenta grande número
de cristais observáveis à vista desarmada. Normalmente as rochas plutónicas ou
intrusivas apresentam uma estrutura maciça. A sua estrutura mais corrente é
granular, isto é, os minerais apresentam-se equidimensionais ligados entre si.

Geologia I 60
Diagrama QAPF - Rochas Intrusivas/Plutónicas. 1- Quartzolito
2- Álcali-feldspato Granito
3a- Sienogranito
3b- Monzogranito
4- Granodiorito
5- Tonalito
6'- Álcali-feldspato quartzo sienito
7'- Quartzo sienito
8'- Quartzo monzonito
9'- Quartzo monzodiorito / Quartzo monzogabro
10'- Quartzo diorito / Quartzo gabro / Quartzo
anortosito
6- Álcali-feldspato granito
7- Sienito
8- Monzonito
9- Monzodiorito / Monzogabro
10- Diorito / Gabro / Anortosito
6"- Álcali-feldspato sienito com quartzo
7"- Sienito com fóide
8"- Monzonito com fóide
9"- Monzodiorito / Monzogabro com fóide
10"- Diorito / Gabro com fóide
11- Fóide sienito
12- Fóide monzosienito (sin.: fóide plagi-sienito)
13- Fóide monzodiorito / Fóide monzogabro
(ambos sin.: essexito)
14- Fóide diorito / Fóide gabro (sin.: theralito)
15- Foidolitos
16- Rochas ultramáficas (ultramafilitos)
Geologia I 61
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas ígneas ou magmáticas

Diorito Basalto

Gabro Granito

Geologia I 62
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas metamórficas.

São aquelas que são formadas por transformações físicas e/ou químicas sofridas
por outras rochas, quando submetidas ao calor e à humidade da terra. As rochas
metamórficas são o produto da transformação de qualquer tipo de rocha levada a
um ambiente onde às condições físicas (pressão, temperatura) são muito distintas
daquelas onde a rocha se formou. Nestes ambientes, os minerais podem se tornar
instáveis e reagir formando outros minerais, estáveis nas condições vigentes. Não
apenas as rochas sedimentares ou ígneas podem sofrer metamorfismo, as próprias
rochas metamórficas também podem, gerando uma nova rocha metamorfizada com
diferente composição química e/ou física da rocha inicial. São formadas por meio da
transformação de outras rochas sob pressão.

Geologia I 63
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas metamórficas.

Metamorfismo regional: as rochas pré-existentes não são modificadas por um


aumento de pressão superior ao aumento de temperatura e de tensões não-
litostáticas. O metamorfismo regional está relacionado com limites convergentes,
onde se verificam altas temperaturas e pressões. Algumas rochas deste tipo de
metamorfismo são a ardósia, o filito, o micaxisto e a gnaisse.

Metamorfismo de contacto: está directamente relacionado com as intrusões


magmáticas. Como estão a temperaturas muito elevadas, causam uma instabilidade
nos minerais das rochas envolventes à inclusão magmática. Essa instabilidade vai
levar ao rearranjo estrutural dos minerais, formando novas ligações químicas,
formando, então, novos minerais. Exemplos: corneana, quartzito e mármore.

Geologia I 64
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas metamórficas.

Geologia I 65
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas metamórficas.

Metamorfismo dinâmico: desenvolve-se em "faixas" longas estreitas nas adjacências


de falhas ou zonas de cisalhamento.
Metamorfismo por soterramento: está geralmente associado com bacias
sedimentares formadas na margem de distensão das placas.
Metamorfismo hidrotermal: resulta da percolação de águas quentes ao longo de
fracturas e espaços intergranulares das rochas.
Metamorfismo de impacto: desenvolve-se em locais submetidos ao impacto de
grandes meteoritos
Metamorfismo de fundo oceânico: Metamorfismo que ocorre junto às ridges meso-
oceânicas, sendo factores essenciais a temperatura e o fluido.

Geologia I 66
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas metamórficas.

Geologia I 67
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas sedimentares

São compostas por sedimentos carregados com água e pelo vento, acumulados em
áreas deprimidas. Correspondem a 80% da área dos continentes e é nelas que foi
encontrada a maior parte do material fóssil.

As rochas sedimentares são um dos três principais grupos de rochas (os outros dois são
as rochas ígneas e as metamórficas) e formam-se por três processos principais:

- Pela deposição (sedimentação) das partículas originadas pela erosão de outras rochas;
rochas sedimentares clásticas ou detríticas;

- Pela precipitação de substâncias em solução - rochas sedimentares quimiogénicas; e


pela deposição dos materiais de origem biológica - rochas sedimentares biogénicas.

Geologia I 68
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas sedimentares
As rochas sedimentares podem ser:
- Consolidadas - se os detritos apresentam-se ligados por um cimento, como é o caso das
brechas;
- Não consolidadas - se os detritos não estão ligados entre si, como no caso das dunas.

Geologia I 69
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas sedimentares - Detrítica

Rochas sedimentares clásticas são compostas por fragmentos de materiais


derivados de outras rochas. São compostas basicamente por sílica (ex: quartzo),
com outros minerais comuns, como feldspato, anfibólios, minerais argilosos e
raramente alguns minerais ígneos mais exóticos.
A classificação das rochas sedimentares clásticas é complexo, porque há muitas
variáveis envolvidas. A granulometria (tanto o tamanho médio, como a gama de
tamanhos de partículas), a composição das partículas, do cimento e da matriz (o
nome dado às pequenas partículas presentes nos espaços entre os grãos maiores)
são tomadas em consideração. Em relação à granulometria, pode dizer-se que, por
exemplo, a argila pertence ao grupo com partículas mais finas, os arenitos com
partículas de tamanho intermédio, e os conglomerados formados por partículas
maiores.

Geologia I 70
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas
Rochas sedimentares – Biogénicas.

Rochas sedimentares biogénicas são formadas por materiais gerados por organismos
vivos, como corais, moluscos e foraminíferos, que cobrem o fundo do oceano com
camadas de calcite que podem mais tarde formar calcários. Outros exemplos incluem
os estromatólitos, e o sílex encontrado em nódulos em giz (que é em si uma rocha
sedimentar biogénica, uma forma de calcário).

Geologia I 71
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Rochas

Geologia I 72
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra – Ciclo das Rochas

O ciclo das rochas é um conceito básico em geologia que descreve as


transformações através do tempo geológico, entre os três principais tipos
de rochas: sedimentares, metamórficas e ígneas. Cada um dos tipos de
rochas são alterados ou destruídos, quando ele é forçado para fora das
suas condições de equilíbrio. Devido às forças do movimento das placas
tectónicas, zona de subducção e do ciclo da água, as rochas não
permanecem em equilíbrio e são forçados a mudar à medida que se
adaptam com novos ambientes. O ciclo das rochas é um conceito que
explica bem como os três tipos de rochas são relacionados uns com os
outros, e com os processos de mudanças ao longo da evolução geológica
do planeta terra.

Geologia I 73
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra – Ciclo das Rochas

Geologia I 74
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra |Analise Rotulo Água
mg\L Montemor Gurue Vumba Namaacha

Análise de um rótulo de Ca2+ 1,0 1,6 6,74 6,8


uma garrafa de água Mg2+ 2,2 0,8 2,76 2,4
pode dar-nos indicação Na+ 1,1 3,1 3,16 2,4
da geologia por onde a
K+ 0,7 0,5 4,1
agua circulou. Pois os
iões, aniões e catiões dos Cl 20 <3 10,45 4,6
minerais constituintes SO4 1,2 <5 < 0,1 -
das rochas, são HCO3 13 12 - -
dissolvidos pela água.
Assim como a informação NO4 5,7 <3 < 0,1 -
do pH, em que mais F - <2 < 0,1 -
ácido indica ambiente Fe - - < 0,1 < 0,2
ígneo e mais alcalino,
Zn - - < 0,1 -
ambiente calcário.
SiO2 - - - 17
pH 6,5 6,5 7,0-7,4 6,8
Geologia I 75
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Meteorito

Geologia I 76
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Meteoritos

Meteoritos – Conhecimento que trazem para a Terra.

Um meteorito é a denominação dada quando um meteoróide, formado por fragmentos


de asteróides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar
de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilómetros de diâmetro,
alcança a superfície da Terra, podendo ser um aerólito (rochoso), siderito (metálico) ou
siderólito (metálico-rochoso).

O meteorito "Willamette", o maior já


encontrado nos Estados Unidos, no
estado do Oregon. É o sexto maior
encontrado no mundo inteiro.

Geologia I 77
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Meteoritos

Meteoritos – Conhecimento que trazem para a terra.

Ao contrário dos meteoros (popularmente chamados de estrelas cadentes), os


meteoritos que atingem a superfície da Terra não são consumidos completamente,
apesar da temperatura elevada que atingem devido ao atrito com a atmosfera. Os mais
comuns não contêm misturas de elementos, sendo compostos por côndrulos, podendo
também conter partículas de ferro. Os condritos carbonáceos podem conter moléculas
complexas de hidrocarbonetos.

Condrito

Geologia I 78
A cintura de asteróides,
Cinturão de asteróides ou
ainda Cintura interna de
asteróides é uma região do
Sistema Solar
compreendida
aproximadamente entre as
órbitas de Marte e Júpiter.
Alberga múltiplos objectos
irregulares denominados
asteróides.

A maioria da geologia
destes, é primitiva e
conserva sua estrutura de
côndrulos imersos em uma
matéria mineral e de ferro-
níquel.

Geologia I 79
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Meteoritos

Meteoritos – Conhecimento que trazem para a terra.

Os aerólitos classificam-se como:

Condritos - possuem côndrulos, que são pequenos agregados esféricos, com cerca
de 1 mm de diâmetro, de minerais de alta temperatura, tais como a olivina e a
piroxena. Subdividem-se em condritos ordinários, condritos carbonáceos, condritos
de enstatite e outros condritos. Os condritos carbonáceos contêm compostos
orgânicos de origem extraterrestre e água, os quais poderiam ter contribuído para o
aparecimento da vida no nosso planeta.

Acondritos - são aerólitos de textura homogénea, ou seja, sem o desenvolvimento


de côndrulos, apresentando grande semelhança com as rochas da superfície
terrestre, em composição e textura.

Geologia I 80
Engenharia Geológica e de Minas
Constituição da Terra - Meteoritos

Meteoritos – Conhecimento que trazem para a terra.

Os sideritos (também chamados meteoritos ferrosos ou metálicos) são meteoritos


cuja composição, na sua grande maioria, consiste de ligas de níquel e ferro. O metal
obtido destes meteoritos é chamado ferro meteórico, o qual foi uma das primeiras
fontes de ferro disponíveis para a utilização humana.

Os siderólitos (também meteoritos rocho-metálicos, ferro-rochosos, petroférreos


ou mistos) são meteoritos constituídos por materiais rochosos e metais. Dividem-se
em meso sideritos (com proporções idênticas de minerais silicatados, tais como
feldspato, olivina e piroxena e de uma liga de ferro-níquel) e pallasitos (compostos
por cristais centimétricos de olivina numa matriz metálica). Constituem 1% dos
meteoritos que caem na Terra.

Geologia I 81
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Estratigrafia e Tempo Geológico

Geologia I 82
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico
A sobreposição de estratos é interpretada como um registo da história
geológica que ocorreu à superfície da Terra. A descrição da sucessão dos
estratos, as suas relações genéticas e a sua interpretação é um dos principais
objectivos de uma das disciplinas da Geologia, denominada Estratigrafia.

A litostratigrafia é uma subdisciplina da estratigrafia que tem por finalidade a


descrição e organização sistemática das rochas da crusta terrestre em
unidades baseadas nas suas características litológicas e na sua relação
estratigráfica.

Geologia I 83
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico

No estudo litostratigráfico são definidas unidades litostratigráficas que são


estabelecidas a partir de características litológicas macroscópicas (mineralógicas
e texturais) e paleontológicas dos materiais geológicos estudados.

No trabalho de campo, a unidade litostratigrafica formal que é tida como base


da classificação litostratigrafica é a formação.

Esta unidade corresponde a um estrato ou sequência de estratos, identificados


quer ao nível de um afloramento, quer através de uma sondagem. Deve
apresentar continuidade lateral e extensão geográfica para ser cartografada.

Geologia I 84
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico

Afloramento relativo à unidade litostratigráfica de arenitos.

Geologia I 85
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico
Princípio de sobreposição.
Os estratos do topo são mais recentes
que os que estão na base. Princípio da intercepção.
Filão ou intrusão magmática
Princípio da horizontalidade. posterior as formações rochosas .
Deposição dos sedimentos segundo
camadas horizontais.

Geologia I 86
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico
Princípio da inclusão.
Certos encraves que ficam Princípio da continuidade lateral.
englobados numa determinada Um estrato tem sempre a mesma idade
rocha são provenientes de rochas ao longo da sua extensão.
mais antigas do que aquelas que os
contém.

Geologia I 87
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico

Legenda:
1. Falha
2. Depósito de seixo rolado
3. Gruta
4. Areia eólica consolidada

Geologia I 88
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico

Coluna Estratigrafica
Estão identificados as várias unidades
litostratigraficas da zona de estudo,
posicionadas da mais antiga para a mais
recente, tendo em conta a aplicação dos
princípios litostratigraficos fundamentais.

Geologia I 89
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico
Bioestratigrafia

Podes ser considerada uma ciência de fronteira entre a estratigrafia e a


paleontologia, tendo como principal objectivo o estudo temporal dos fósseis
existentes no registo estratigráfico.

Certo tipo de fosseis, como por exemplo, as amonites, funcionam como


indicativos preciosos na datação de determinadas formações geológicas. Estes
fosseis são denominados fosseis indicadores estratigráficos, característicos ou de
idade.

Com base na presença de determinados fosseis, é possível estabelecer correlações


entre estratos de formações geológicas geograficamente afastadas. O principio da
identidade paleontológica admite que estratos que possuam o mesmo registo
paleontológico são da mesma idade.

Geologia I 90
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico

Geologia I 91
Engenharia Geológica e de Minas
Estratigrafia e Tempo Geológico

Espectrómetro de massa. É o
instrumento fundamental para a datação
radiométrica.

Utilizando este aparelho é possível


determinar a proporção de entre
isótopos estáveis e os originais. A
proporção depende da idade do mineral
ou rocha.

O tempo necessário para que certa


quantidade de um radionucleo decaia
para metade do seu valor inicial é
definido como tempo de semi-vida
T1/2.

Geologia I 92
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Deriva dos Continentes - Wegener

Geologia I 93
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Deriva dos Continentes

Desde muito cedo que os cientistas procuram explicar o que se passava


à superfície da Terra e, no inicio de século XX, admitiu-se que os continentes se
deslocavam. Mais tarde, Alfred Wegener apresentou uma teoria em que os
continentes tinham um funcionamento parecido com o dos icebergues: Flutuam
porque a sua massa é menos densa que a massa oceânica. A esta teoria deu o
nome da Teoria da Deriva dos Continentes.

Com esta teoria percebeu-se que há cerca de 245 M.a. existia um só


continente, a Pangeia e um só oceano, Pantalassa. Este foi-se fragmentando
devido à ascenção do magma do interior da Terra até dar origem a dois
continentes (há cerca de 180 M.a.), a Laurásia (actuais América do Norte,
Europa e Ásia) e o Gondwana (América do Sul, África, Austrália, Índia e
Antártida), que mais tarde (há cerca de 70 M.a.) começaram a separar-se e
deram origem aos actuais continentes e oceanos.

Geologia I 94
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Deriva dos Continentes

Geologia I 95
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Deriva dos Continentes
Para que esta teoria fosse aprovada perante
os geofísicos e geólogos, Wegener apresentou
os seguintes argumentos:
Ao olhar para um mapa e ao observar a sua
morfologia, notou que as beiras dos
continentes "encaixavam" umas nas outras;
Com o estudo da Paleoclimatologia, Wegener
deparou-se com alguns depósitos sedimentares
em regiões que não eram nada habituais, como
vestígios de glaciares em zonas quentes e
carvão nas zonas frias.
Vários exemplares de fosseis da mesma espécie
foram encontrados em continentes que nos
dias de hoje estão muito distantes um do
outro.

Geologia I 96
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Deriva dos Continentes
A Teoria da Deriva dos Continentes foi muito controversa pelo facto de Wegener
não conseguir explicar qual a força que fazia mover os continentes o que fez com
que aquela fosse temporariamente esquecida. Só cerca de 50 anos mais tarde, com
o aparecimento das técnicas de estudo e exploração dos fundos oceânicos, é que se
retomou aquela teoria. O estudo dos fundos marinhos, nomeadamente no oceano
Atlântico, forneceu novos dados: as rochas mais jovens encontram-se junto ao eixo
central do oceano e as mais antigas perto dos continentes. Verificou-se que os
fundos oceânicos estão a ser criados naqueles eixos centrais e que estão
constantemente a ser destruídos junto às fossas oceânicas.

Estas novas descobertas, aliadas à Teoria da Deriva dos Continentes de Wegener,


levaram ao aparecimento, na década de 60 do século XX, da Teoria da Tectónica de
Placas estabelece que, ao contrário do que pensava Wegener, não são os
continentes que se movem mas sim as placas litosféricas.

Geologia I 97
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Tectónica das Placas

Geologia I 98
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tectónica de placas é uma teoria da geologia que descreve os movimentos de
grande escala que ocorrem na litosfera terrestre.

O termo tectónica provém da palavra grega tekton que significa “construir”. Para a
formulação desta teoria foi também essencial o conhecimento da distribuição
dos sismos e erupções vulcânicas no planeta, já que a distribuição destes são
reflexo da posição e movimentação das placas tectónicas.

Na teoria da tectónica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de


duas camadas: a litosfera, que inclui a crosta e a zona solidificada na parte mais
externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do
manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se
como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a
forças repentinas, como os sismos, comporta-se como um sólido rígido.

Geologia I 99
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
As placas contactam umas com as outras ao longo dos limites de placa, estando
estes comummente associados a eventos geológicos como terramotos e a criação de
elementos topográficos como cadeias montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A
maioria dos vulcões activos do mundo situa-se ao longo dos limites de placas, sendo
a zona do Círculo de Fogo do Pacífico a mais conhecida e activa.

Geologia I 100
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Principio chave da tectónica de placas

• A litosfera encontra-se fragmentada em várias placas tectónicas que se movimentam


em cima de uma camada plástica do manto- a astenosfera.
• O “motor” que faz mover as placas litosféricas é o calor interno da Terra: as
correntes de convecção.

Geologia I 101
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas

Nas fronteiras das placas denominadas por cristas


ou dorsais, é criada nova litosfera oceânica que
depois pode ser consumida nas zonas de
subducção, no limite oposto dessas placas. O
motor do movimento relativo das placas é o calor
interno da Terra que é transferido até à superfície
através das correntes de convecção que se situam
na astenosfera.

Como funcionam as correntes de convecção?


Nas zonas mais profundas da astenosfera a
temperatura mais elevada provoca uma diminuição
da densidade dos materiais, que sobem ao nível
das zonas de Rift.

Geologia I 102
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas

A menor profundidade os materiais deslocam-se horizontalmente, arrefecem, tornam-


se mais densos e descem nas zonas de subducção. É assim que se processa as correntes
de convecção, e tem como consequência o movimento das placas tectónicas e a
ascensão de magma que ao solidificar forma novas rochas.

Geologia I 103
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas – Ciclo de Wilson

O Ciclo de Wilson é um ciclo de formação, desenvolvimento e fechamento de


um oceano. Este ciclo está relacionado com a teoria da tectónica de placas.

Explicação das etapas do Ciclo de Wilson:


1. Formação de um oceano a partir de um rifte numa crusta continental sobre
um hotspot.
2. Expansão desse mesmo oceano com a consequente deriva das massas
continentais que anteriormente estavam ligados e agora estão separados
por um rifte.
3. Num certo momento, ocorre a mudança do processo de afastamento ou
deriva para a aproximação das massas continentais em decorrência de
processos de subdução da crusta oceânica, desenvolvendo-se, assim, uma
ilha e/ou uma cadeia montanhosa.
4. Por último, ocorre o fechamento do oceano, sucedido pela colisão
continental.

Geologia I 104
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas – Ciclo de Wilson

4 2

Geologia I 105
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tipo de limites de placas.

Limites divergentes:

• Zona de tensão. As placas afastam-se uma da outra. Há o afastamento de
continentes;
• Localizadas nos fundos oceânicos, nas zonas de rifte das dorsais oceânicas;
• Há ascensão de magma basáltico e expansão dos fundos oceânicos (Há formação de
novas rochas);
• Zona de intensa actividade vulcânica e sísmica.

Geologia I 106
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tipo de limites de placas.

Limites convergentes:

• Zona de colisão de placas. Geram-se forças de compressão;
• Localizados ao nível das fossas oceânicas;
• Zona de subducção em que a placa menos densa mergulha por baixo de outra,
funde, e é incorporada no manto.
• Zonas onde ocorrem processos geológicos complexos como deformação da crosta,
metamorfismo, formação de montanhas e actividade vulcânica e sísmica.

Geologia I 107
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tipo de limites de placas.
Limites transformantes ou conservativos:

• Zona de contacto entre placas. Não convergem nem divergem, movem-se


lateralmente;
• Ocorrem ao longo das falhas tranformantes;
• Zona de intensa actividade sísmica;
• Não há acréscimo ou destruição da crusta;
• Desenvolvem-se a partir das dorsais oceânicas, perpendicularmente a elas.

Geologia I 108
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tipo de limites de placas.

Dobras e Falhas

As placas tectónicas movimentam-se umas em relação às outras. Os limites entre placas


são locais onde se desenvolvem enormes forças tectónicas. Ao longo dos tempos
geológicos, estas forças têm causado grandes deformações na superfície da Terra:

• Dobras – enrugamentos dos estratos.


• Falhas – rupturas das rochas com deslocação dos respectivos blocos .

Geologia I 109
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tipo de limites de placas – Dobras e Falhas.

Dobras

O movimento das placas é o grande


responsável pelas deformações nas
rochas (falhas e dobras).
As dobras formam-se por acção de
forças compressivas que surgem em
consequência de movimentos
convergentes.

Geologia I 110
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Tipo de limites de placas - Dobras e Falhas.
Falha

Quando as forças são intensas, a resistência dos materiais rochosos é ultrapassada o


que conduz à ocorrência de fracturas, as falhas. Estas podem, também, surgir quando
forças distensivas, resultantes de movimentos divergentes, actuam sobre as rochas, ou
seja, ocorre uma falha quando a fractura for acompanhada de uma deslocação dos
blocos fracturados.

Geologia I 111
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Tectónica das Placas - Sismos

Geologia I 112
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos. Ondas de propagação de um sismo.

Uma onda sísmica é uma onda que se


propaga através da Terra, geralmente
como consequência de um sismo, ou
devido a uma explosão. Estas ondas são
estudadas pelos sismólogos, e medidas
por sismógrafos, sismómetros ou
geofones. Nos estudos sísmicos de
jazidas de petróleo também podem ser
utilizados hidrofones.

Geologia I 113
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos – Ondas de corpo ou volume.

As ondas P ou primárias são as primeiras a chegar, pois têm uma velocidade de


propagação maior. São ondas longitudinais que fazem a rocha vibrar paralelamente à
direcção da onda, tal como um elástico em contracção. Verifica-se alternadamente uma
compressão seguida de uma distensão com amplitudes e períodos baixos, impondo aos
corpos sólidos elásticos alterações de volume (contudo não há alterações na forma). No
ar, estas ondas de pressão tomam a forma de ondas sonoras e propagam-se à velocidade
do som. A velocidade de propagação deste tipo de ondas varia com o meio em que se
propagam, sendo típicos valores de 330 m/s no ar, 1450 m/s na água e 5000 m/s no
granito. Não são tão destrutivas como as ondas S ou as ondas de superfície que se lhes
seguem. A velocidade de propagação destas ondas é, em geral, ligeiramente inferior ao
dobro daquela das ondas S.

Geologia I 114
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos – Ondas de corpo ou volume.

As ondas S ou secundárias são ondas tranversais ou de cisalhamento, o que significa


que o solo é deslocado perpendicularmente à direcção de propagação como num
chicote. No caso de ondas S polarizadas horizontalmente, o solo move-se
alternadamente para um e outro lado. São mais lentas que as P, com velocidades de
propagação entre 2000 e 5000 m/s, sendo as segundas a chegar. Estas provocam
alterações morfológicas, contudo não há alteração de volume. As ondas S propagam-
se apenas em corpos sólidos, uma vez que os fluidos (gases e líquidos) não suportam
forças de cisalhamento. A sua velocidade de propagação é cerca de 60% daquela das
ondas P, para um dado material. A amplitude destas ondas é várias vezes maior que a
das ondas P.

Geologia I 115
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos – Ondas de superfície.

As ondas de Rayleigh (R) são ondas de superfície que se propagam como as ondas na
superfície da água. A existência destas ondas foi prevista por John William Strutt, Lord
Rayleigh, em 1885. São mais lentas que as ondas de corpo. Essas ondas são o
resultado da interferência de ondas P e S. Estas ondas provocam vibração no sentido
contrário à propagação da onda, ou seja, um movimento de rolamento (descrevem
uma órbita elíptica), e a sua amplitude diminui rapidamente com a profundidade.

As ondas Love (L) são ondas de superfície que produzem cisalhamento horizontal do
solo e a sua energia é obrigada a permanecer nas camadas superiores da Terra por
ocorrer por reflexão interna total. São assim chamadas em honra de A.E.H. Love, um
matemático britânico que criou um modelo matemático destas ondas em 1911. Essas
ondas são o resultado da interferência de duas ondas S. São ligeiramente mais rápidas
que as ondas de Rayleigh. São ondas cisalhantes altamente destrutivas.

Geologia I 116
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos. Sismógrafo.

Sismógrafo é um aparelho que registra as ondas


sísmicas, ou seja, a intensidade dos terremotos.
O sismógrafo é principalmente usado na área da
sismologia, ele detecta e mede as ondas sísmicas
naturais ou induzidas e permite determinar,
principalmente se organizado em rede, a posição
exacta do foco (hipocentro) dessas ondas e do
ponto da sua chegada na superfície terrestre
(epicentro). Para quantificar a energia desses
terremotos usamos a escala de Richter.
Existem vários tipos de sismógrafos, por
exemplo, os que registram os movimentos
horizontais do solo, os que registram os
movimentos verticais, etc. sísmicas.

Geologia I 117
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos.
Um sismograma, em período de calma sísmica, apresenta o aspecto de uma linha recta
com apenas algumas oscilações. Quando ocorre um sismo, os registros tornam-se mais
complexos e com oscilações bastante acentuadas, mostrando a amplitude das diferentes
ondas sísmicas.

Geologia I 118
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Sismos. Escala de Medição.

Geologia I 119
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Tectónica das Placas – Vulcões

Geologia I 120
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas
Vulcões.
Vulcão é uma estrutura geológica criada quando o magma, gases e partículas quentes
(como cinza vulcânica) "escapam" para a superfície. Eles ejectam altas quantidades de
poeira, gases e aerossóis na atmosfera, interferindo no clima. São frequentemente
considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam
formato cónico e montanhoso.

Vulcão em erupção.

Geologia I 121
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Teoria da Tectónica das Placas
Vulcões. Esquema Estrato Vulcão.
1. Câmara magmática
2. Rocha
3. Chaminé
4. Base
5. Depósito de lava
6. Fissura
7. Camadas de cinzas emitidas
pelo vulcão
8. Cone
9. Camadas de lava emitidas pelo
vulcão
10. Garganta
11. Cone parasita
12. Fluxo de lava
13. Ventilação
14. Cratera
15. Nuvem de cinza
Geologia I 122
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas. Vulcões.

Vulcão escudo
O Havaí e a Islândia são exemplos de locais onde são encontrados vulcões que
expelem enormes quantidades de lava que gradualmente constroem uma montanha
larga com o perfil de um escudo. As escoadas lávicas destes vulcões são geralmente
muito quentes e fluídas, o que contribui para ocorrerem escoadas longas. O maior
vulcão deste tipo na Terra é o Mauna Loa, no Havaí, com 9 000 m de altura (assenta
no fundo do mar) e 120 km de diâmetro. O Monte Olimpo em Marte é um vulcão-
escudo e também a maior montanha do sistema solar.

Cones de escórias
É o tipo mais simples e mais comum de vulcões. Esses vulcões são relativamente
pequenos, com alturas geralmente menores que 300 metros de altura. Formam-se
pela erupção de magmas de baixa viscosidade, com composições basálticas ou
intermediárias.

Geologia I 123
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas. Vulcões.

Estrato vulcão
Os "estrato vulcões" também são chamados de "compostos", são grandes edifícios
vulcânicos com longa actividade, forma geral cónica, normalmente com uma
pequena cratera no cume e flancos íngremes, construídos pela intercalação de
fluxos de lava e produtos piroclásticos, emitidos por uma ou mais condutas, e que
podem ser pontuados ao longo do tempo por episódios de colapsos parciais do
cone, reconstrução e mudanças da localização das condutas. Alguns dos exemplos
de vulcões deste tipo são o Teide na Espanha, o Monte Fuji no Japão, o Cotopaxi no
Equador, o Vulcão Mayon nas Filipinas e o Monte Rainier nos Estados Unidos.

Geologia I 124
Engenharia Geológica e de Minas
Teoria da Tectónica das Placas. Vulcões.

Caldeiras ressurgentes
São as maiores estruturas vulcânicas da Terra, possuindo diâmetros que variam
entre 15 e 100 km². À parte de seu grande tamanho, caldeiras ressurgentes são
amplas depressões topográficas com uma massa elevada central . Exemplos dessas
estruturas são a Valles e Yellowstone nos Estados Unidos e Cerro Galan na
Argentina.

Vulcões submarinos
São aqueles localizados abaixo da água. São bastante comuns em certos fundos
oceânicos, principalmente na dorsal meso-atlântica. São responsáveis pela formação
de novo fundo oceânico em diversas zonas do globo . Um exemplo deste tipo de
vulcão é o vulcão da Serreta no Arquipélago dos Açores.

Geologia I 125
Engenharia Geológica e de Minas
Vulcões em ambientes tectónicos.
Limites construtivos das placas tectónicas
Este é o tipo mais comum de vulcões na Terra, mas são também os observados
menos frequentemente dado que a sua actividade ocorre maioritariamente abaixo
da superfície dos oceanos. Ao longo do sistema de riftes oceânicos ocorrem
erupções espaçadas irregularmente. A grande maioria deste tipo de vulcões é
apenas conhecida devido aos sismos associados às suas erupções, ou
ocasionalmente, se navios que passam nos locais onde existem, registam elevadas
temperaturas ou precipitados químicos na água do mar. Em alguns locais a
actividade dos riftes oceânicos levou a que os vulcões atingissem a superfície
oceânica: a Ilha de Santa Helena e a Ilha de Tristão da Cunha no Oceano Atlântico
e as Galápagos no Oceano Pacífico, permitindo que estes vulcões sejam estudados
em pormenor. A Islândia também se encontra num rifte, mas possui características
diferentes das de um simples vulcão.
Os magmas expelidos neste tipo de vulcões são chamados de MORB (do inglês Mid-
Ocean Ridge Basalt que significa: "basalto de rifte oceânico") e são geralmente de
natureza basáltica.

Geologia I 126
Engenharia Geológica e de Minas
Vulcões em ambientes tectónicos.
Limites destrutivos das placas tectónicas
Estes são os tipos de vulcões mais visíveis e bem estudados. Formam-se acima das
zonas de subducção onde as placas oceânicas mergulham debaixo das placas
terrestres. Os seus magmas são tipicamente "calco-alcalinos" devido a serem
originários das zonas pouco profundas das placas oceânicas e em contacto com
sedimentos. A composição destes magmas é muito mais variada do que a dos magmas
dos limites construtivos.

Geologia I 127
Engenharia Geológica e de Minas
Vulcões em ambientes tectónicos.
Hot spots (pontos quentes)
Os vulcões de hot spots são originalmente vulcões que não poderiam ser incluídos nas
categorias acima referidas. Os hot spots referem-se a situação específica de uma
pluma isolada de material quente do manto que intercepta a zona inferior da crosta
terrestre (oceânica ou continental), conduzindo à formação de um centro vulcânico
que não se encontra ligado a um limite de placa. O exemplo clássico é a cadeia
havaiana de vulcões e montes submarinos. O Yellowstone é também tido como outro
exemplo, sendo a intercepção neste caso com uma placa continental.
A Islândia e os Açores são por vezes citados como outros exemplos, mas bastante mais
complexos devido à coincidência do rift médio Atlântico com um hot spot. Não há
unanimidade acerca do conceito de hot spot, uma vez que os vulcanólogos não são
consensuais sobre a origem das plumas "quentes do manto", se as mesmas têm
origem no manto superior ou no manto inferior. Estudos recentes levam a crer que
vários subtipos de hot spots irão ser identificados.

Geologia I 128
Engenharia Geológica e de Minas
Vulcões em ambientes tectónicos.

Geologia I 129
Engenharia Geológica e de Minas
Precisão de Vulcões.
Sismicidade
Microssismos e sismos de baixa magnitude ocorrem sempre que um vulcão "acorda" e a
sua entrada em erupção se aproxima no tempo. Alguns vulcões possuem normalmente
actividade sísmica de baixo nível, mas um aumento significativo desta mesma actividade
poderá preceder uma erupção. Outro sinal importante é o tipo de sismos que ocorrem.
Emissões gasosas
À medida que o magma se aproxima da superfície a sua pressão diminui, e os gases que
fazem parte da sua composição libertam-se gradualmente. Este processo pode ser
comparado ao abrir de uma lata de um refrigerante com gás, quando o dióxido de
carbono escapa. O dióxido de enxofre é um dos principais componente dos gases
vulcânicos, e o seu aumento precede a chegada de magma próximo da superfície.
Deformação do terreno
A deformação do terreno na área do vulcão significa que o magma encontra-se
acumulado próximo da superfície. Os cientistas monitorizam os vulcões activos e medem
frequentemente a deformação do terreno que ocorre no vulcão, tomando especial
cuidado com a deformação acompanhada de emissões de dióxido de enxofre e tremores
harmónicos, sinais que tornam bastante provável um evento iminente.
Geologia I 130
Engenharia Geológica e de Minas
Vulcões em ambientes tectónicos.

Actividade vulcânica na Terra.


Geologia I 131
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I

Tectónica das Placas - Orogenia

Geologia I 132
Engenharia Geológica e de Minas
Tectónica das Placas . Cadeias Montanhosas.

A orogénese ou orogenia é o conjunto de processos que levam à formação ou


rejuvenescimento de montanhas ou cadeias de montanhas produzido
principalmente pelo diastrofismo (dobramentos, falhas ou a combinação dos
dois), ou seja, pela deformação compressiva da litosfera continental.

A orogenia ocorre quando há colisão de placas tectónicas e traz como


consequência a formação de dobramentos, cordilheiras ou fossas. A sua área de
actuação é marcada pela ocorrência frequente de sismos e pela presença
abundante de vulcões.
Quando os dobramentos datam de uma era geológica recente, (Era Cenozóica)
como os Andes, são considerados modernos, e quando datam de uma era
geológica antiga, (pré-Cambriano, por exemplo) como o Escudo das Guianas, são
considerados escudos ou maciços antigos.

Geologia I 133
Engenharia Geológica e de Minas
Tectónica das Placas. Cadeias Montanhosas.

As fossas, por sua vez, são formações recentes, datadas do Cenozóico, por
exemplo a Fossa das Marianas. São formadas quando, na colisão, uma placa
desloca-se para baixo da outra, criando o que costuma-se chamar de Zona de
Subducção ou Zona de Benioff. Caracterizam-se por representarem as áreas
mais profundas do planeta, por estarem em contacto directo com a
astenosfera e por sua grande instabilidade tectónica.
Já a orogénese divergente é responsável pela formação das dorsais ,ou seja,
grandes cadeias montanhosas submersas e das falhas geológicas na crosta
continental (que são consequência da separação das placas).

Geologia I 134
Engenharia Geológica e de Minas
Cadeias Montanhosas. Tipos de orogénese.

Orogénese térmica ou ortotectónica


Produz-se quando uma placa por subducção se coloca por baixo de outra. Se
chama orogénese térmica pela importância dos fenómenos magmáticos, incluídos
os vulcânicos, que se põem em marcha como consequência da fricção entre placas
no plano de Benioff. O adjectivo «ortotectónica» alude ao predomínio dos
deslocamentos verticais, dos quais os horizontais são subsidiários. A litosfera que
apresenta subducção é invariavelmente do tipo oceânico e arrasta e deforma os
materiais acumulados num geossinclinal, os quais também a apresentam em parte
com a litosfera oceânica, injectando no manto água, carbonatos e outros materiais
que contribuem para manter o seu estado relativamente fluido. No limite entre as
duas placas encontrar-se-á normalmente uma fossa oceânica. Na outra placa a
litosfera pode ser inicialmente oceânica ou directamente continental, e disso
dependem as duas modalidades de orógenos térmicos.

Geologia I 135
Engenharia Geológica e de Minas
Cadeias Montanhosas. Tipos de orogénese.

Arcos de ilhas. São arquipélagos em arco rodeados pelo lado convexo por uma
fossa que marca o limite entre as duas placas. São formados por ilhas vulcânicas.
As Antilhas, as Aleutas ou arco da Insulíndia são exemplos nítidos desta estrutura.
Por detrás do arco, na face côncava, a própria subducção pode desencadear
processos geradores de litosfera oceânica, ampliando a bacia continental. Essa
«extensão além-arco» observa-se por exemplo no Mar do Japão.

Geologia I 136
Engenharia Geológica e de Minas
Cadeias Montanhosas. Tipos de orogénese.

Cordilheiras marginais. A subducção pode arrancar quando a compressão rompe a


litosfera oceânica junto à borda de um continente, pondo em marcha uma
convergência e uma subducção que levantam uma cordilheira na borda
continental. O caso mais típico aparece representado agora pelos Andes. As costas
da América do Sul aparecem bordejadas, sendo contíguas à placa de Nazca, por
uma extensa fossa oceânica, a fossa do Peru.

Geologia I 137
Engenharia Geológica e de Minas
Cadeias Montanhosas. Tipos de orogénese.
Orogénese mecânica ou para tectónica.
Ocorre quando o movimento convergente de duas placas tectónicas arrasta um
fragmento continental contra outro. As forças e movimentos predominantes são
horizontais (paratectónicos) e de origem propriamente tectónica (mecânica), com
muito pequena participação de processos especificamente vulcânicos ou, mais
geralmente, magmáticos. Chama-se orógenos de colisão aos que se formam por
este mecanismo. Para que a colisão possa chegar a produzir-se é preciso primeiro
que a subducção absorva a bacia oceânica entre dois continentes, o que implica
que haja sempre uma fase de orogénese térmica antes de se produzir a colisão. A
orogénese de tipo mecânico produziu o relevo mais importante do planeta, o
formado pelo Himalaia e o Planalto Tibetano, que se levantaram pelo choque do
subcontinente indiano, depois de se ter separado da África Oriental, com o
continente eurasiático.

Geologia I 138
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I – Objectivos para teste.
1. Mineral. Definição de mineral. Bases fundamentais para classificação de minerais. Minerais como
constituintes de rochas.

2. Rocha. Conceito de rocha. Ciclo das rochas. Processos de formação de rochas sedimentares,
ígneas e metamórficas. Bases de classificação dos principais litótipos aflorantes a superficie da
Terra.

3. Prínicipios estratigráficos e tempo geológico. Interrupções e sequência estratigrafica. Conceitos


básicos sobre idade das rochas e minerais.

4. Teoria da Terra.
4.1. Breves noções Astrogeologia e importância para o conhecimento do interior da Terra.
Meteoritos.
4.2. Estrutura interna. Crusta, Manto e Nucleo. Definição de litosfera e astenosfera.
4.3. Introdução da Teoria da Tectónica de Placas. Deriva dos Continentes (Wegener). Modelos
dinâmicos das placas: Vulcanismo, Sismos e Cadeias Montanhosas.

Geologia I 139
Engenharia Geológica e de Minas
Geologia I – Bibliografia.
Teóricas

Physical Geology
Charles Plumber; David McGregory; Diane Carlson
MacGraw-Hill

Principios de Geologia – Técnicas, modelos e teorias


Vários autores

Dicionário da Geologia
A M Galopim de Cravalho

Geologia I 140

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