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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Procedimento Administrativo e Protecção do Ambiente em Moçambique

Omar Quinane e Código do Estudante:

Curso: Gestão Ambiental


Disciplina: Noções de Direito
Ambiental
Ano de Frequência: 2o

Nampula, Outubro, 2020

1
Critérios de avaliaçã o (disciplinas teó ricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura  Discussão 0.5
organizacionais
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 2.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia

2i
Critérios de avaliaçã o (disciplinas de calculo)

Classificação
Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
Categorias Indicadores máxima
tutor
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
 Actividades 0.5
 Actividade 1

 Actividade 2
Conteúdo Actividades2  Actividade 3 17.51

 Actividade 4
 Actividade 5
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas

1
A cotação pode ser distribuída de acordo com o peso da actividade
2. O número das actividades pode variar em função da disciplina
ii
3
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índic

e
Introdução......................................................................................................................5

Contencioso Administrativo E A Protecção Do Ambiente...........................................6

Responsabilidade Penal E Contravencional Em Matéria Ambiental.............................6

A Responsabilidade Penal Por Ofensa Ao Ambiente....................................................8

Conclusão.......................................................................................................................9

Referencias bibliográficas............................................................................................10

iv
Introdução
Muitos dos conflitos suscitados pelo Direito do Ambiente fogem ao esquema clássico
do Contencioso Administrativo de protecção dos direitos individuais (e a que só o titular
de um interesse directo e pessoal podia exigir (tutela jurisdicional), envolvendo uma
multidão de pessoas afectadas.

Para além de accionarem o regime da responsabilidade civil, certas agressões ao


ambiente podem constituir também um ilícito penal ou contravencional, dai que nesta
unidade abordaremos os temas relacionados com o contencioso administrativo e a
protecção ambiental, responsabilidade penal e contravencional em matéria ambiental e
ofensas ambientais.

Mais para compreender melhor o trabalho esta estruturado da seguinte forma:


Introdução, desenvolvimento, conclusão e bibliografia respetivamente.

6
Contencioso Administrativo E A Protecção Do Ambiente
Muitos dos conflitos suscitados pelo Direito do Ambiente fogem ao esquema clássico
do Contencioso Administrativo de protecção dos direitos individuais (e a que só o titular
de um interesse directo e pessoal podia exigir (tutela jurisdicional), envolvendo uma
multidão de pessoas afectadas. Nesta óptica, o contencioso administrativo tem pois de
abrir-se à protecção de interesses colectivos, à harmonização de interesses públicos
conflituantes, falando-se igualmente na “socialização” do acesso à justiça em face da
necessidade de reconhecer uma legitimidade mais ampla nos casos onde não haja lesões
individuais e concretas, permitindo que cada cidadão em nome do interesse público,
possa exigir o cumprimento do direito objectivo. Veja-se, então, algumas das mudanças
que se vão afirmando, designadamente, no recurso contencioso de anulação de actos
administrativos lesivos do Ambiente. No que respeita à forma de aferir legitimidade
activa, no contencioso administrativo, ela afere-se através do interesse pessoal, directo e
legitimo na anulação do acto administrativo. No domínio do Ambiente, os efeitos
jurídicos do acto administrativo em relação aos terceiros (que não são destinatários
directos do acto), são cada vez mais relevantes, impondo o direito à tutela jurisdicional
efectiva que os terceiros possam aceder ao contencioso administrativo (ex: cidadãos
individuais, associações ou agentes do M.P). Este último interveniente, ao ser titular de
uma posição jurídica subjectiva, perante uma lesão ambiental, é-lhe permitido reagir,
quer contra a entidade administrativa que praticou o acto (pela via do contencioso
administrativo), quer perante o particular destinatário do acto (agora pela via tradicional
do processo cível).

Responsabilidade Penal E Contravencional Em Matéria Ambiental


Para além de accionarem o regime da responsabilidade civil, certas agressões ao
ambiente podem constituir também um ilícito penal ou contravencional. Como tal, há
que ter atenção a importância da regulamentação desta matéria. Tanto mais quando o
art.º 27.º da Lei do Ambiente dispõe que “as infracções de carácter criminal, bem como
as contravenções relativas ao ambiente, são objecto de previsão em legislação
específica”.

Em Moçambique, o Código Penal (CP) vigente data de 188637, foi aprovado por
Decreto de 16 de Setembro de 1886, e nele, apenas, existe uma tutela penal indirecta do
ambiente, sendo possível identificar alguns tipos legais de crime, nos quais estão em
causa comportamentos susceptíveis de ofender, em termos graves, o bem jurídico

7
ambiente. Como são, a título de exemplo, crimes relativos a árvores de fruto, previsto e
punido nos termos do art.º 476.º do CP (Danos em árvores); os crimes relacionados ao
emprego de substâncias venenosas pertencentes a outrem ou ao Estado previsto e
punido pelo art.º 478.º do CP (Dano por meio de assuada, substância venenosa ou
corrosiva ou violência para com as pessoas); os crimes contra animais previsto termos
do art.º 479.º do CP (Danos em animais); crimes contra a saúde pública previsto e
punido nos termos do art.º 251.º do CP (Alteração de géneros destinados ao consumo
público) e os crimes contra a caça ilícita e pescarias defesas, previsto e punido pelos
art.º 254.º (Caça proibida) e 255.º do CP (Pesca proibida). Alguns destes normativos
encontram-se melhor regulados em legislação específica, como é o caso do art.º 464.º
do CP (Fogo posto em lugar não habitado), referente ao crime de queimada florestal.
Este crime encontra, hoje, consagração legal na Lei das Florestas e Fauna Bravia
(LFFB), aprovada pela Lei n.º 10/99, de 7 de Julho que, no seu art.º 40.º, sob a epígrafe
“crime de queimada florestal” estipula que “é condenado à pena de prisão até um ano e
multa correspondente, aquele que, voluntariamente, puser fogo e por este meio destruir
em todo ou em parte seara, floresta, mata ou arvoredo”. Quanto à tutela
contravencional, esta tem sido salvaguardada em quase todos os normativos ambientais
que, nas suas disposições finais, prevêem as multas, aplicáveis em caso de violação dos
comandos por si impostos. Adoptamos o conceito de multa porque, no ordenamento
moçambicano, a maioria das leis ambientais que estipulam infracções qualificadas como
contravenções, ao invés de se referir à imposição de uma coima (como seria o correcto)
faz, sempre, menção à figura da multa. Exemplos: art.º 41.º da Lei n.º 10/99, de 7 de
Julho (LFFB); art.º 26.º e seguintes, do Decreto n.º 45/2004, de 29 de Setembro (RAIA),
entre outros. Assim, pode afirmar-se que quer o Código Penal vigente, com cerca de um
século e meio de existência, contemplando os tipos tradicionais de crimes de perigo e de
dano que atentam contra a vida e a saúde das pessoas e contra os recursos económicos-
sociais, quer toda a restante legislação contravencional, tutelam bens jurídicos e acabam
por proteger, indirectamente, o ambiente na tal perspectiva utilitarista que o Homem faz
da Natureza. Contudo, esta tutela é manifestamente insuficiente para garantir a
realização da Política Nacional do Ambiente sendo, por isso, necessária a revisão do
Código Penal, bem como a aprovação de uma Lei sobre os Crimes Ambientais.
(SERRA, 2008).

8
A Responsabilidade Penal Por Ofensa Ao Ambiente
A outra esfera de actuação do Direito Ambiental diz respeito a responsabilidade penal
que tem conotação repressiva e inibidora, influindo, no caso de pessoas jurídicas, na
imagem que possuem junto ao consumidor. Vale salientar, todavia, que o mesmo ato
atentatório ao meio ambiente pode ter repercussão tripla, ou seja, pode o causador do
dano ser responsabilizado, alternativa ou cumulativamente, nos âmbitos administrativo,
civil e penal. 18 Isto se deve ao princípio de independência da responsabilidade civil
com relação à responsabilidade criminal, disposto no art. 1525 do Código Civil de 1916.

9
Conclusão
Depois da elaboração do trabalho conclui – se que, o Art.º 27.º da Lei do Ambiente
dispõe que “as infracções de carácter criminal, bem como as contravenções relativas ao
ambiente, são objecto de previsão em legislação específica”. Em Moçambique, o
Código Penal (CP) vigente data de 1886, foi aprovado por Decreto de 16 de Setembro
de 1886, e nele, apenas, existe uma tutela penal indirecta do ambiente, sendo possível
identificar alguns tipos legais de crime, art.º 479.º do CP (Danos em animais); crimes
contra a saúde pública previsto e punido nos termos do art.º 251.º do CP Lei n.º 10/99,
de 7 de Julho que, no seu art.º 40.º, sob a epígrafe “crime de queimada florestal”
estipula que “é condenado à pena de prisão até um ano e multa correspondente, aquele
que, voluntariamente, puser fogo e por este meio destruir em todo ou em parte seara,
floresta, mata ou arvoredo”. Quanto à tutela contravencional, esta tem sido
salvaguardada em quase todos os normativos ambientais que, nas suas disposições
finais, prevêem as multas38 aplicáveis em caso de violação dos comandos por si
impostos.

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Referencias bibliográficas
MILARÉ, Edes. Direito do ambiente: doutrina, jurisprudência, prática, glossário. São
Paulo, 2000;

FREITAS, Wladimir passos de (org). Direito ambiental em evolução. Curitiba: Juruá.


Curitiba, 2002.

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