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Portaria 

nº 558, de 05 de outubro de 2015.
Dispõe  sobre  o  procedimento  para
recepção  e  autuação  dos  Planos  de
Exploração Florestal­PEFs, Projetos de
Plantio  Florestal  ­  ProPF,  Planos  de
Corte  Final  ­  PCF,  Levantamento
Circunstanciado  e  Projetos  para
Autorização  da  Queima  Autorizada­
AQC  no  âmbito  da  Secretaria  de
Estado  de  Meio  Ambiente­SEMA  e  dá
outras providências.
 
A SECRETÁRIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE, no uso
de suas atribuições constitucionais e legais que lhe conferem
o  art.  71,  inciso  IV,  da  Constituição  do  Estado  de  Mato
Grosso,  bem  como  o  inciso  XIII  do  art.  32  da  Lei
Complementar nº 566, de 20 de maio de 2015; e
 
Considerando  a  necessidade  de  adequação  da  Secretaria
de Estado de Meio Ambiente aos novos conceitos instituídos
pela Lei nº 12.651 de 25 de maio de 2012;
 
Considerando  a  implantação  do  Sistema  de  Cadastro
Ambiental Rural ­ SICAR, por meio do Decreto 7.830, de 17
de  outubro  de  2012,  destinado  ao  gerenciamento  das
informações  ambientais  dos  imóveis  rurais  existentes  no
território nacional;
 
Considerando  a  publicação  da  Portaria  nº  441  de  23  de
setembro  de  2014,  instituindo  que  a  inscrição  dos  imóveis
rurais  no  Cadastro  Ambiental  Rural  no  Estado  de  Mato
Grosso  deva  ser  feita  através  do  Sistema  de  Cadastro
Ambiental Rural ­ SICAR;
 
Considerando  que  a  inscrição  no  CAR  constitui  pré­
requisito  para  a  emissão  de  autorizações  e  licenciamento
ambiental  de  atividades  e  empreendimentos  nos  imóveis
rurais;
 
Considerando  que  os  procedimentos  de  Planos  de
Exploração  Florestal­PEFs,  Projetos  de  Plantio  Florestal  ­
ProPF, Planos de Corte Final ­ PCF, Plano de Corte Seletivo
­  PCS,  Levantamento  Circunstanciado  e  Projetos  para
Autorização  da  Queima  Autorizada­AQC  nos  imóveis  e
propriedades  rurais  no  Estado  de  Mato  Grosso  observarão
as  disposições  da  Lei  Complementar  nº  233,  de  2005  e
Decreto  Estadual  nº  8.188  de  10  de  outubro  de  2006,  sem
prejuízo das normas definidas na legislação federal;
 
Considerando o Decreto nº 161 de 1º de julho de 2015 que
dispõe  sobre  a  estrutura  organizacional  da  Secretaria  de
Estado de Meio Ambiente ­ SEMA, com a sua consequente
redistribuição  de  competências  para  análise  dos  processos
ambientais,
 
Considerando que a Administração Pública, em respeito ao
princípio  da  eficiência,  deve  buscar  alcançar  os  melhores
resultados  na  prestação  do  serviço  público,  justificando­se,
portanto,  a  normatização  dos  roteiros  para  recepção  e
autuação  dos  projetos  pertencentes  às  Coordenadorias  de
Recursos Florestais, Reflorestamento e Queima Controlada,
num ato único,
 
RESOLVE:
 
Art.  1º  Dispor  sobre  os  procedimentos  para  recepção  e
autuação  dos  Planos  de  Exploração  Florestal­PEF,  Projetos
de  Plantio  Florestal  ­  ProPF,  Planos  de  Corte  Final  ­  PCF,
Plano  de  Corte  Seletivo  ­  PCS,  Levantamento
Circunstanciado  ­  LC  e  Projetos  de  Autorização  para 
Queima  Controlada  ­  AQC  no  âmbito  da  Secretaria  de
Estado de Meio Ambiente.
 
Capítulo I
DO PROTOCOLO
 
Art.  2º  Os  requerimentos  dos  Planos  de  Exploração
Florestal­PEF,  Projetos  de  Plantio  Florestal  ­  ProPF,  Planos
de  Corte  Final  ­  PCF,  Plano  de  Corte  Seletivo  ­  PCS  e
Levantamento  Circunstanciado  ­  LC  deverão  ser
protocolados  na  Gerência  de  Protocolo  da  SEMA,  por  meio
do  Sistema  de  Protocolo  Unificado  de  Mato  Grosso  ou  em
qualquer das Diretorias de Unidades Desconcentradas desta
Secretaria.
 
Parágrafo único. O requerimento protocolado nas Diretorias
de  Unidades  Desconcentradas  deverá  ser  encaminhado  a
Gerência de Protocolo da SEMA.
 
Art.  3º  O  requerimento  de  Autorização  de  Queima
Controlada será recepcionado na forma eletrônica, por meio
do e­SAC.
 
§1º.  O  protocolo  físico  de  requerimentos  de  Autorização  de
Queima  Controlada  somente  será  aceito  para  os
empreendimentos que dependam da emissão de Licença de
Instalação para desenvolverem suas atividades.
 
§2º.  A  juntada  de  documento  a  processo  físico  em
andamento,  poderá  ser  protocolizada  em  qualquer  das
Diretorias  de  Unidades  Desconcentradas  ou  na  sede  da
SEMA.
 
§3º  O  requerimento  e  documentos  previstos  nos  parágrafos
1º  e  2º,  protocolizados  nas  Diretorias  de  Unidades
Desconcentradas,  deverão  ser  encaminhados  à  Unidade  de
Protocolo da sede da SEMA.
 
Capítulo II
DOS DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS
 
Art.  4º  Além  dos  documentos  exigidos  nos  roteiros
específicos disponibilizados no site da SEMA, necessários à
obtenção  das  autorizações  objeto  desta  Portaria,  é
indispensável  a  apresentação  do  recibo  com  código
alfanumérico  de  inscrição  do  imóvel  rural  no  Cadastro
Ambiental Rural­CAR
 
Parágrafo  único.  Caso  as  informações  do  Cadastro
Ambiental  Rural  da  propriedade  tenham  sido  migradas  do
CAR estadual para o SICAR, deverá o requerente proceder à
retificação  do  Cadastro  previamente  ao  protocolo  do
requerimento  de  qualquer  autorização  de  que  trata  esta
Portaria, sob pena de indeferimento.
 
Capítulo III
DAS ÁREAS CONSOLIDADAS
 
Art. 5º  Os  Projetos  de  Plantio  Florestal  ­  ProPF,  Planos  de
Corte  Final  ­  PCF,  Plano  de  Corte  Seletivo  ­  PCS,
Levantamento  Circunstanciado  ­  LC  e  de  Autorização  de
Queima  Controlada  ­AQC  somente  serão  autorizados  nas
frações  dos  imóveis  que  configurem  áreas  rurais
consolidadas  ou  que  a  supressão  de  vegetação  para
conversão  do  uso  do  solo  tenha  sido  devidamente
autorizada pelo órgão ambiental competente.
 
Parágrafo  único.  A  comprovação  pelo  setor  de  análise  de
que a área objeto dos respectivos requerimentos de Área de
Floresta  Plantada  ­  AFP  e  de  Autorização  de  Queima
Controlada­AQC se trata de uma área rural consolidada, se
dará  por  meio  de  confecção  e  análise  da  dinâmica  de
desmate do imóvel.
 
Capítulo IV
DAS TAXAS
 
Art.  6º  As  taxas  referentes  aos  Planos  de  Exploração
Florestal­PEF,  Projetos  de  Plantio  Florestal  ­  ProPF,  Planos
de  Corte  Final  ­  PCF,  Plano  de  Corte  Seletivo  ­  PCS,
Levantamento  Circunstanciado­LC  e  Projetos  para
Autorização  para  Queima  Controlada­AQC  estão  dispostas
em lei específica.
Art. 7º O interessado que pagou a taxa de análise e vistoria
para  obtenção  de  autorização  para  queima  controlada,  mas
não  teve  a  autorização  emitida  no  prazo  estabelecido,
poderá solicitar, no prazo de 02 (dois) anos a partir da data
do protocolo do requerimento, o reaproveitamento da taxa.
§1º O reaproveitamento da taxa de que trata o caput deverá
ser solicitado junto ao protocolo de um novo requerimento de
autorização  de  queima  controlada,  e  será  deferido  somente
nos casos em que o requerimento anterior não tenha sofrido
nenhuma análise do órgão ambiental.
§2º  Não  será  concedido  o  aproveitamento  ou  restituição  da
taxa  de  autorização  para  queima  controlada  nas  seguintes
situações:
I­  quando  o  interessado  não  utilizou  a  AQC  no  prazo
estabelecido;
II­ quando o interessado não utilizou toda a área autorizada
na AQC;
III­  quando  o  interessado  desistir  da  AQC,  cujo  processo  já
tenha sido analisado tecnicamente pelo órgão ambiental.
 
§3º No caso previsto no inciso II do parágrafo anterior, deve
o  interessado  requerer  nova  autorização  de  queima
controlada para a área que não foi utilizada, exceto quando
couber revalidação.
 
Art.  8º  A  solicitação  de  ressarcimento  de  taxa  deverá  ser
encaminhada à Coordenadoria de Arrecadação.
 
Capítulo V
DO PRAZO DE ANÁLISE
 
Art. 9º  Os  Projetos  de  Plantio  Florestal  ­  ProPF,  Planos  de
Corte  Final  ­  PCF,  Plano  de  Corte  Seletivo  ­  PCS,
Levantamento Circunstanciado ­ LC e Planos de Exploração
Florestal ­ PEF deverão ser analisados no prazo máximo de
06  (seis)  meses  e  a  Autorização  de  Queima  Controlada  ­
AQC  de  60  (sessenta)  dias,  a  contar  do  protocolo  do
requerimento.
 
§1º Caso constatadas pendências na análise dos Projetos de
Plantio Florestal ­ ProPF, Planos de Corte Final ­ PCF, Plano
de  Corte  Seletivo  ­  PCS,  Levantamento  Circunstanciado  ­
LC, Planos de Exploração Florestal ­ PEF e Autorização para
Queima  Controlada  ­  AQC,  estes  prazos  serão  suspensos
até  a  apresentação  dos  documentos,  esclarecimentos  e
complementações solicitados pelo órgão ambiental.
 
§2º  Caso  haja  necessidade  da  realização  de  vistoria  nas
áreas  objeto  de  solicitação  de  Autorização  para  Queima
Controlada  ­  AQC,  este  prazo  será  suspenso  pelo  período
compreendido  entre  o  encaminhamento  do  processo  à
vistoria  e  a  emissão  do  Parecer  Técnico  de  Vistoria  pelo
órgão ambiental.
 
§3º O requerente deverá atender integralmente a solicitação
de  documentos,  esclarecimentos  e  complementações
formuladas  pela  SEMA,  dentro  do  prazo  máximo  de  04
(quatro)  meses,  a  contar  do  recebimento  da  respectiva
notificação,  sob  pena  de  indeferimento  e  arquivamento
definitivo do requerimento dos Projetos de Plantio Florestal ­
ProPF, Planos de Corte Final ­ PCF, Plano de Corte Seletivo
­  PCS,  Levantamento  Circunstanciado  ­  LC,  Planos  de
Exploração  Florestal  ­  PEF  e  Autorização  de  Queima
Controlada­AQC.
 
§4 O arquivamento dos Projetos de Plantio Florestal ­ ProPF,
Planos de Corte Final ­ PCF, Plano de Corte Seletivo ­ PCS,
Levantamento Circunstanciado ­ LC e Planos de Exploração
Florestal  ­  PEF  não  impedirá  a  apresentação  de  novo
requerimento,  o  qual  deverá  obedecer  aos  procedimentos
estabelecidos  nesta  Instrução  Normativa,  mediante  o
pagamento de nova taxa.
 
Capítulo VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
 
Art.  10.  A  Autorização  de  Exploração  Florestal  ­  AEF  e
Autorização de Desmate ­ AD somente serão emitidas para
os imóveis rurais que possua LAU vigente ou CAR validado
pelo  órgão  ambiental  e  sobre  o  quantitativo  de  vegetação
nativa que exceda ao percentual legal das áreas protegidas,
portanto,  passíveis  de  supressão  para  uso  alternativo  do
solo.
 
§1º  Para  efeitos  do  caput  do  artigo,  se  considera  Licença
Ambiental Única ­ LAU vigente aquelas expedidas até a data
de  23/09/2014  e  cujo  imóvel  não  tenha  sofrido  qualquer
alteração  das  condições  que  embasaram  a  emissão  da
licença.
 
§2º  Para  efeitos  do  caput  do  artigo,  se  considera  Cadastro
Ambiental Rural validado aquele que sofreu a análise e teve
a  confirmação  das  informações  declaradas  na  inscrição  do
Cadastro  Ambiental  Rural,  através  da  aprovação  do  órgão
ambiental,  no  que  tange  ao  quantitativo  e  a  localização  das
áreas  de  reserva  legal,  de  preservação  permanente  e  uso
restrito.
 
§3º  O  PEF  protocolado  ou  em  trâmite  na  SEMA/MT,  cujo
imóvel  rural  não  atenda  o  disposto  no  ‘caput’  será
encaminhado  pela  Coordenadoria  de  Recursos  Florestais  ​ ­
CRF à Superintendência de Regularização e Monitoramento
Ambiental ​  SRMA.
 
Art. 11. O PEF protocolado ou em trâmite na SEMA/MT, cujo
imóvel  rural  possua  a  LAU  vigente  ou  o  CAR  validado  terá
continuidade  da  análise  seguindo  os  roteiros  da
Coordenadoria de Recursos Florestais ​ CRF.
 
Art.  12.  A  inobservância  das  disposições  desta  Portaria
sujeita  os  infratores  às  penalidades  previstas  na  legislação
vigente.
 
Art. 13.  Ficam  revogadas  as  Instrução  Normativa  nº  08,  de
11 de agosto de 2015, Portaria nº172, de 24 de abril de 2014
e a Portaria nº 27, de 10 de março de 2009.
 
Art.  14.  Esta  Portaria  entra  em  vigor  na  data  de  sua
publicação.
 
Registrada, publicada, cumpra­se.