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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA


CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: TECNOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES II

PROCEDIMENTO EXECUTIVO E SISTEMA PARA ACOM-


PANHAMENTO E CONTROLE DE IMPERMEABILIZAÇÃO
COM MEMBRANAS

ALUNOS:
DENISE MOURA
WILLIAM
EGLESON
HENRIQUE
PAULO HENRIQUE
ELIAS JÚNIOR

TURMA:
6 ENN 11/12

BELÉM
2009
SUMÁRIO
OBJETIVO .......................................................................................................................................................3
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................4
1 - IMPERMEABILIZAÇÃO .............................................................................................................................5
1.1 - CONCEITO DE IMPERMEABILIZAÇÃO ................................................................................................ 5
1.2 - VANTAGENS DA IMPERMEABILIZAÇÃO ............................................................................................. 5
2 - CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO ...............................................................6
2.1 – CLASSIFICAÇÃO TEÓRICA .........................................................................................................6
2.2 – LOCAIS DE APLICAÇÃO ..............................................................................................................7
3- SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL (MEMBRANAS) ...........................................................7
3.1 – MEMBRANAS ASFÁLTICAS .........................................................................................................8
3.2 – MEMBRANAS SINTÉTICAS ..........................................................................................................8
3.2.1 – ASFALTO OXIDADO .............................................................................................................8
3.2.2 – ASFALTO MODIFICADO COM POLÍMEROS .......................................................................9
3.2.3 – EMULSÃO ASFÁLTICA .........................................................................................................9
3.2.4 – SOLUÇÃO ASFÁLTICA .........................................................................................................9
3.2.5 – EMULSÃO POLIMÉRICA ......................................................................................................9
3.2.6 – MEMBRANA DE ELASTÔMERO (POLÍMEROS) .............................................................. 10
3.2.7 – MEMBRANAS TERMOPLÁSTICAS ................................................................................... 10
3.3 – VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS MEMBRANAS .......................................................... 10
3.3.1 – VANTAGENS ...................................................................................................................... 10
3.3.2 – DESVANTAGENS ............................................................................................................... 10
3.4 – CARACTERÍSTICAS GERAIS .................................................................................................... 11
4- PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO ................................................................................................... 11
4.1 – ESTUDO DO PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO ............................................................... 12
4.2 – CUIDADOS ................................................................................................................................. 13
4.3 – INTERFACE ................................................................................................................................ 14
4.4 – INTERFACE DE PROJETOS SEGUNDO A NBR 9575 ............................................................. 15
4.5 – TIPOS DE APLICAÇÃO .............................................................................................................. 16
4.5.1 – APLICAÇÃO A QUENTE .................................................................................................... 16
4.5.2 – APLICAÇÃO A FRIO ........................................................................................................... 16
5- MÉTODO EXECUTIVO ............................................................................................................................ 16
5.1 – CONSULTAS PRÉVIAS .............................................................................................................. 16
5.2 –IMPERMEABILIZAÇÃO COM MEMBRANA PROTETIVA .......................................................... 16
5.3 – PREPARAÇÃO DO MATERIAL .................................................................................................. 17
5.4 – APLICAÇÃO DA MEMBRANA .................................................................................................... 18
5.5 –FINALIZAÇÃO DA OBRA ............................................................................................................ 18
6- FALHAS COMUNS .................................................................................................................................. 19
6.1 – FALHAS BÁSICAS ....................................................................................................................... 19
6.2 – FALHAS DE DETALHES ............................................................................................................ 19
6.3 – FALHAS NA QUALIDADE DO MATERIAL ................................................................................. 19
6.4 – FALHAS NA EXECUÇÃO ........................................................................................................... 19
6.5 – FALHAS DE UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO ............................................................................ 20
7- REFERÊNCIAS DE NORMAS ................................................................................................................. 20
CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................................... 21
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................. 22
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OBJETIVO

O objetivo principal deste trabalho é executar a impermeabilização com mem-


branas, mostrando desde os conceitos, tipos, característica e falhas até a execução e
como se fazer o controle deste tipo de impermeabilização.

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INTRODUÇÃO

A umidade sempre foi uma preocupação para o homem desde o tempo em que
habitava as cavernas. O homem primitivo passou a se refugiar em cavernas para pro-
teger das chuvas, animais, frio. Percebeu que a umidade ascendia do solo e penetrava
pelas paredes, o que tornava a vida dentro delas insalubre.
Esses problemas fizeram com que o homem fosse sempre aprimorando seus
métodos construtivos e isolando a sua habitação. A água, o calor e a abrasão foram e
serão os mais ponderáveis fatores de desgaste e depreciação das construções – a
água em particular, dado o seu extraordinário poder de penetração.
A umidade ainda é um desafio para a construção civil e o homem procura a ca-
da dia combatê-la. Sendo assim, a impermeabilização se faz uma das etapas mais
importantes na construção, propiciando conforto aos usuários finais da construção,
bem como a eficiente proteção que deve ser oferecida aos diversos elementos de uma
obra sujeitas às ações das intempéries.

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1 – IMPERMEABILIZAÇÃO

A importância da impermeabilização, além de permitir a habitabilidade e funci-


onalidade da construção civil, é relevada no objetivo de proteger a edificação de inú-
meros problemas patológicos que poderão surgir com infiltração de água, integrada ao
oxigênio e outros componentes agressivos da atmosfera (gases poluentes, chuva áci-
da, ozônio), já que uma grande quantidade de materiais constituintes da construção
civil sofre um processo de deterioração e degradação, quando em presença dos meios
agressivos da atmosfera.
Tem-se verificado com freqüência que a impermeabilização não analisada com
a devida importância por parte dos engenheiros, construtores, arquitetos, projetistas e
impermeabilizadores, tendo como conseqüência infiltração de água num primeiro ins-
tante, seguido de uma série de conseqüências patológicas como corrosão de armadu-
ras, eflorescência, degradação do concreto e argamassa, empolamento e bolhas em
tintas, curtos circuitos, etc., gera altos custos de manutenção e recuperação.
O custo de uma impermeabilização na construção civil e estimado em 1% a 3%
do custo total de uma obra. No entanto, a não funcionalidade da mesma poderá gerar
custos de reimpermeabilização da ordem de 5% a 10% do custo da obra envolvendo
quebra de pisos cerâmicos, granitos, argamassas, etc., sem considerar custos de con-
seqüências patológicas mais importantes e outros transtornos ocasionados, deprecia-
ção de valor patrimonial, etc. Portanto, é de suma importância o estudo adequado da
impermeabilização de forma a utilizarmos todos os recursos técnicos que dispomos
para executá-la da melhor forma possível.

1.1 - CONCEITO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Também chamados hidrorepelentes, são substâncias que detêm a água, impe-


dindo sua passagem, muito utilizados no revestimento de peças e objetos que devem
ser mantidos secos. Agem eliminando ou reduzindo a porosidade do material, preen-
chendo infiltrações e isolando a umidade do meio.

Na construção civil, são empregados no isolamento de fundações, pisos, telha-


dos, lajes, paredes, reservatórios e piscinas. Podem ter origem natural ou sintética,
orgânica ou inorgânica.

1.2 - VANTAGENS DA IMPERMEABILIZAÇÃO

• Proporciona ótima superfície;


• Prolongamento da vida útil da superfície protegendo-a contra intempéries
• Melhor acabamento a superfície;
• Evita formação de Fungos e Mofos;

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• Facilita a limpeza e manutenção;
• Estanqueidade;
• Conforto térmico e acústico, etc.

2- CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE IMPERMEABILIZAÇÃO

As impermeabilizações podem ser rígidas ou flexíveis e escolha do Sistema de


Impermeabilização mais adequado para uma dada construção varia com:
• Forma da estrutura;
• Pressão da água e sua direção;
• Insolação e variação de temperatura;
• Tipo de área a ser impermeabilizada (lajes, subsolos, piscinas etc.);
• Custos.

2.1- CLASSIFICAÇÕES TEÓRICAS

Conforme o tipo de estrutura, sua posição dos fluxos d’água, entre outros fato-
res, deve ser escolhido o sistema de impermeabilização mais adequado.
• Quanto à flexibilidade pode ser rígida ou flexível;
• Quanto à solicitação pela água pode ser sob pressão, de percolação ou umi-
dade do solo ou ambiente;
esquadria

água ou umidade
acumulada sobre o
parapeito
pressão menor que
0,1 m c.d.a

água ou
umidade
percolada

parede de
alvenaria
Percolação Sob Pressão

passagem da
água por
capilaridade para
a parte superior
da laje

água acumulada por condensação em


ambientes saturados de umidade
(banheiros – cozinhas) ou por
resfriamento (baixas temperaturas no
ambiente – ar condicionado)

Umidade do Solo Umidade do Ambiente


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• Quanto à regulamentação por norma pode ser normatizado ou não normatiza-
do;
• Quanto à execução pode ser pré-fabricado ou moldado in loco;
• Quanto à aplicação pode ser a quente ou a frio;
• Quanto à camadas pode ser monocapa ou multicapa;
• Quanto à estruturação pode ser armada ou não armada;
• Quanto à aderência pode ser aderente, parcialmente aderente ou não aderente
• Quanto ao comportamento dos elementos da edificação pode ser sujeito a fis-
suração e trinca ou sujeitos a esforços externos.

2.2 – LOCAIS ONDE SE APLICA IMPERMEABILIZAÇÃO

São inúmeros os locais onde se faz necessário a aplicação de impermeabiliza-


ção, tais como:
Subsolos, playgrounds, lajes internas de cozinhas, banheiros, áreas de servi-
ço, varandas, jardineiras, lajes superiores a pisos das casas de máquinas, lajes per-
manentes e rodapés de cobertura, caixas d’água e cisternas, piscinas, calhas, banhei-
ras, terraços, marquises, box de banheiro que interligam ambientes de temperatura
diferentes tabuleiros de viadutos, pontes em áreas frias (piso banheiro, cozinha, área
de serviço), muros de arrimo, coberturas, terraços lajes planas, rampas.

3 – SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO FLEXÍVEL (MEMBRANAS)

Membrana é o conjunto impermeabilizante, moldado no local, com ou sem ar-


madura. Existem diversas membranas no mercado, onde cada uma com suas respec-
tivas características quanto ao local de aplicação. Estas membranas de modo geral
podem ser utilizadas praticamente todo local. Alguns tipos:
• Membranas Asfálticas
➢ Feltro Asfáltico e asfalto
➢ Emulsão Asfáltica e véu de fibra de vidro
➢ Membranas Asfálticas (asfalto elastomérico em solução)
• Membranas Poliméricas Sintéticas
➢ Elastômeros em solução (Neoprene, Hypalon)
➢ Membranas Termoplásticas (acrílicas)
➢ Membranas Poliméricas Sintéticas

3.1- MEMBRANAS ASFÁLTICAS


Essas membranas podem ser aplicadas a frio ou a quente. Na aplicação das
membranas a frio, têm-se as emulsões e soluções asfálticas e os asfaltos elastoméri-

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cos. Nas membranas asfálticas aplicadas a quente pode ser utilizado o asfalto oxidado
e o asfalto modificado. Devido à alta tecnologia desenvolvida na indústria de imperme-
abilização, atualmente muitos asfaltos são modificados com adição de polímeros, au-
mentando o ponto de amolecimento, diminuindo a penetração, aumentando a resis-
tência à fadiga mecânica, aumentando a resistência ao escorrimento e adquirindo fle-
xibilidade a baixas temperaturas. Como principais armaduras podemos incluir a tela de
poliéster termo estabilizada, o véu de fibra de vidro, o não tecido de poliéster, entre
outros.

3.2- MEMBRANAS SINTÉTICAS


Nas membranas sintéticas, temos as soluções elastoméricas, com a utilização
de materiais mais comumentes chamados de neoprene; as emulsões termoplásticas
que são à base de polímeros acrílicos emulsionados; as soluções e emulsões polimé-
ricas. Tipo:

3.2.1- Asfalto Oxidado


É um betume asfáltico cujas características foram modificadas pela passagem
de ar aquecido a – 2000°C através de sua massa aquecida. Este tratamento produz
alterações em suas propriedades, principalmente quanto à diminuição de suscetibili-
dade térmica, isto e, da tendência a modificar a sua consistência pelo efeito da tempe-
ratura. Os asfaltos oxidados não são elásticos, apenas possuem plasticidade. Defor-
mam em torno de 10% (sem modificação com óleos ou polímeros), são quebradiços
em baixa temperatura, possuindo baixa resistência a fadiga.
Quando a reação de oxidação ocorre na presença de agentes catalisadores, o
processo de oxidação é chamado de oxidação catalística. Permite a adição de políme-
ros elastoméricos para melhoria de sua flexibilidade.

3.2.2- Asfalto Modificado com Polímeros


Sua modificação com polímeros tem como objetivo incorporar melhores carac-
terísticas físicoquímicas ao asfalto. As principais características do asfalto polimérico
são:
❖ Melhor resistência as tensões mecânicas;
❖ Redução da termo - sensibilidade;
❖ Maior coesão entre partículas;
❖ Excelente elasticidade/plasticidade;
❖ Sensível melhora à resistência à fadiga;
❖ Sensível melhora da resistência ao envelhecimento

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Dependendo dos polímeros utilizados, permitem que o asfalto resista aos raios ul-
tra-violeta do sol. O asfalto modificado pode ser aplicado a quente ou a frio (em emul-
são ou solução), mas sua maior aplicação é feita na industrialização de mantas asfálti-
cas poliméricas com armaduras.

3.2.3- Emulsão Asfáltica


É um impermeabilizante produzido através da emulsificação do asfalto em água
através de um agente emulsificador. A combinação com cargas minerais melhora sua
resistência ao escorrimento em temperaturas mais elevadas. Apresenta baixa flexibili-
dade, resistência a fadiga e durabilidade, restringindo sua utilização em situações de
menor exigência de desempenho.

3.2.4- Solução Asfáltica


É produzida principalmente a partir da solubilização do asfalto oxidado cm solvente
apropriado, de forma a permitir a sua aplicação a frio. Após a evaporação do solvente,
adquire as propriedades do asfalto antes da solubilização. Seu principal uso e como
primer para a utilização de impermeabilizantes a base de asfalto oxidado e mantas
asfálticas

3.2.5- Emulsão Polimérica


É produzida a partir da emulsificação de polímeros termoplásticos e sintéticos. As
emulsões acrílicas bem formuladas têm boa resistência aos raios ultravioletas do sol,
permitindo sua aplicação em impermeabilizações expostas. Possui absorção d’água
relativamente elevada, devendo, portanto, ser aplicada em lajes com inclinação. Não
devem ser usadas em lajes com proteção mecânica ou com exigências de desempe-
nho, médias elevadas, restringindo sua aplicação em lajes expostas, com acesso para
uma periódica conservação ou manutenção. É importante escolher boas emulsões
acrílicas, pois em nosso mercado existem algumas de formulação sofrível. As emul-
sões acrílicas, também, são utilizadas em formulação apropriada, como pintura refleti-
va de impermeabilização, como mantas pré-fabricadas, etc.

3.2.6- Membrana de Elastômero (Polímeros)


Aplicação de várias demãos de solução polimérica, com a utilização de, pelo me-
nos, uma armadura de tola de nylon ou poliéster.

3.2.7- Membranas Termoplásticas


Aplicação de varias demãos de emulsão termoplástica intercalada com, pelo me-
nos, uma tola de nylon ou poliéster. Ex.: membrana de emulsão acrílica.

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3.3 – VANTAGENS E DESVANTAGENS DAS MEMBRANAS

3.3.1- Vantagens:

Aplicação a quente e a frio. Aderência a diversos tipos de superfície. Flexibili-


dade. Muitos após a cura viram atóxico, Durabilidade. Muitos com resistência a luz
solar. Alta resistência mecânica e a abrasão. Aceitação de diversos tipos de revesti-
mento de acabamento.

3.3.2- Desvantagens:

-Variação de espessura. Dificuldade de controle e fiscalização, quer pelo consumo


(numero de demãos, adulteração do produto). Aplicação de várias camadas, ficando
sujeitas a intempéries e interferências. Aguardar tempo de secagem senão poderão
surgir bolhas se o tempo não for cumprido. Possibilidade de haver desalinhamento na
armadura acarretando desempenho variável. Sensível gasto de tempo e mão de obra,
acarretando maior custo. Dificuldade no cronograma de obras, pois a área fica por
mais tempo interditada, podendo ocorrer danos a terceiros.

3.4 – CARACTERÍSTICAS GERAIS

➢ Resistência a Intempéries: envolve toda forma de exposições climáticas que


podem ter influência sobre a membrana: calor/frio, água, umidade, ne-
ve/gelo/granizo, radiação UV e exposição ao ozônio.
➢ Reação ao Fogo: de uma membrana é indicada pelo grau de combustibilidade
quando exposta diretamente à chama.
➢ Resistência a Raízes: indica a estabilidade da membrana à penetração de
plantas em crescimento.
➢ Resistência à Carga de Vento: inclui a resistência das soldas, ao arrancamento
e rasgamento das mesmas, assim como a resistência à tração e ao punciona-
mento em caso de fixações mecânicas.
➢ Estabilidade Dmensional: envolve dois aspectos principais: alongamento e con-
tração induzidos por ciclos térmicos, além da possibilidade de retração devida
ao calor.
➢ Estabilidade Química: indica a resistência da membrana ao contato com mate-
riais betuminosos e alcalinos e a produtos químicos como alguns ácidos e
água.

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➢ Resistência Mecânica: inclui a resistência a esforços de compressão e impacto
(cargas dinâmicas e estáticas), resistência à dobra e soldagem das membra-
nas.
➢ Resistência a Micro-Organismos: descreve o comportamento das membranas
na presença de fungos, bactérias e afins.

4 – PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

De todos os aspectos que envolvem a impermeabilização, a ausência de proje-


tos específicos parece ser a raiz principal do problema.
A impermeabilização ocupa um espaço importante na medida em que influi e
altera uma estrutura, um gabarito de obra, um projeto elétrico e hidráulico, ou seja,
interfere em todas as fases da obra. O projeto de impermeabilização deverá ser de-
senvolvido conjuntamente com o com o projeto geral e os projetos setoriais de modo a
serem previstas as correspondentes especificações em termos de dimensões, cargas
e detalhes. Porém a realidade é bem diferente. Na maioria dos casos, inexiste o proje-
to de impermeabilização, e a firma impermeabilizadora é chamada quando o edifício já
está quase concluído; em geral não foram previstos os caimentos, proteções, rebaixos
e outros detalhes, fundamentais para o bom funcionamento da impermeabilização. Por
vezes não foi sequer prevista, no cálculo da laje a sobrecarga, geralmente significati-
vas provenientes dos enchimentos e proteções necessárias.
A falta de um projeto específico de impermeabilização, especificando os deta-
lhes necessários, que tenha sido desenvolvido de maneira coordenada com o projeto
do edifício, prevendo-se as interações com a estrutura, instalações, etc., implica uma
série de improvisações na obra, que além de bastante onerosa leva geralmente a so-
luções que não são satisfatórias. Além disso, a falta de uma especificação clara e pre-
cisa dos materiais e serviços, leva a uma série de problemas na contratação e na defi-
nição das responsabilidades das diversas partes envolvidas (projetistas, executor da
obra, executor da impermeabilização, outros empreiteiros, etc.).
Os custos de um projeto de impermeabilização são inúmeras vezes menores
que os custos decorrentes de eventuais desperdícios, reparos, danos a diversas par-
tes da construção etc. , que podem ser ocasionados por falta desse mesmo projeto.
Ter um projeto de impermeabilização tem suas vantagens como:
• Unificação dos orçamentos;
• Facilidade durante a fiscalização;
• Antecipação dos possíveis problemas que possam vir a ocorrer durante a exe-
cução da impermeabilização;
• Definição de etapas de execução de serviços;
• Prevenção dos possíveis problemas patológicos ou escolha do sistema de im-
permeabilização inadequada;
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• Compatibilidade entre todos os projetos inerentes de uma obra (estrutura, ar-
quitetura, hidráulica e elétrica, paisagismo, etc.)

4.1- ESTUDO DO PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Embora o mercado de membranas tenha evoluído, a execução dos sistemas


moldados in loco sempre foi considerada um dos calcanhares de Aquiles. Ao contrário
das mantas, cujos erros de aplicação acontecem quase que exclusivamente nas
emendas ou nos cortes malfeitos, as membranas exigem um rígido controle da espes-
sura e, consequentemente, da quantidade de produto aplicado por metro quadrado.
Se o sistema exigir 5 a 6 kg de produto e for aplicado apenas 3 kg, por exem-
plo, fica difícil de visualizar essa falha de execução. É um tipo de impermeabilização
que exige aplicação 100% bem-feita. É na falha que aparecerá o vazamento.
Para facilitar a execução, algumas empresas desenvolveram sistemas de aplicação
mecanizada adaptada para os produtos disponíveis no mercado, como o equipamento
de projeção de argamassa polimérica e o air less para produtos mais líquidos produtos
à base de resina poliuretana ou de poliuréia.
Equipamentos a jato, com mangueiras de pressão, também facilitam a aplicação da
poliuréia para a confecção da membrana. Mas esse produto é ainda pouco difundido
no Brasil devido ao alto custo. Especialistas lembram, entretanto, que embora as téc-
nicas de execução tenham avançado, a mão-de-obra não acompanhou essa evolução,
comprometendo, em muitos casos, a execução.

4.2- CUIDADOS

Para aplicar membranas de base solvente, o substrato - seja laje, baldrame ou


parede, deve estar totalmente seco. Já membranas do tipo emulsivas, à base de água,
exigem substratos secos ou úmidos, sem pressão d'água atrás da superfície de conta-
to, o que evitará o descolamento.

O tempo de secagem entre as demãos e a preparação do substrato deve ser observa-


do para garantir a qualidade dos serviços

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Em substrato sob pressão de água atuando diretamente sobre a impermeabili-
zação, as mantas são mais indicadas, pois compõem um elemento impermeabilizante
mais resistente. Em grandes túneis submersos, com pressão hidráulica negativa forte,
por exemplo, normalmente utilizam-se mais os pré-fabricados.
Além de garantir a espessura mínima correta, o tempo de secagem entre as
demãos e a preparação do substrato são itens que devem ser observados de acordo
com o tipo de sistema ou produto adotado.
Durante a aplicação, a proteção da área tem de ser realizada de forma a não
comprometer ou danificar a membrana. Deve-se executar a camada de proteção me-
cânica nos sistemas que a exigem, após a aplicação da camada impermeável, desde
que separada com filme de polietileno, de papel Kraft do tipo betumado, ou geotêxtil.
Em áreas sob a ação de chuva e de calor, nociva à execução da impermeabilização, o
uso de coberturas provisórias para proteger a aplicação é o mais comum.
Alguns tipos de membranas como as acrílicas, por exemplo, podem ser aplicadas co-
mo revestimento final de superfícies, desde que não haja trânsito de pessoas ou veí-
culos. Mas, em geral, a maior parte dos tipos de impermeabilização deve ter uma ca-
mada de proteção mecânica que varia desde uma simples argamassa (tráfego de pes-
soas) ou concreto (tráfego de veículos).
Outro cuidado é protegê-las contra as intempéries. A proteção térmica, que por
convenção do mercado nacional é executada sobre a camada impermeável, pode ser
feita com EPS, argila expandida, areia e a própria argamassa.

Alguns tipos de mem-


branas podem funcionar como
revestimento final desde que
não haja grande trânsito de
pessoas e veículos na área

4.3- INTERFACE

Sem contar a aplicação inadequada, a especificação incorreta e o uso de produtos de


má qualidade, projetos mal desenvolvidos costumam responder por grande parte do
fracasso do sistema e são sinalizadores de futuras patologias. Por isso, a compatibili-
zação do projeto de impermeabilização com os demais pode evitar uma série de pro-
blemas durante a aplicação ou ao longo da vida útil da impermeabilização.

De acordo com Richard Springer, pela norma técnica de seleção e projeto de


impermeabilização em vigor (NBR 9575/2003), o projeto é obrigatório e deve ser reali-
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zado para edificações multifamiliares, comerciais, mistas, industriais e também para
túneis, barragens e obras-de-arte, em execução ou sujeitas a acréscimo ou reconstru-
ção. Ou ainda àquelas submetidas a reformas ou reparos generalizados, como por
exemplo, em condomínios. O bom desempenho da impermeabilização dependerá do
desempenho da estrutura, por isso é importante definir se será mais ou menos flexível
ou fissurável. .

Se na teoria isso vale, a prática nem sempre traduz essas recomendações. Vi-
eira afirma que projetos mal elaborados não são incomuns e resultam em retrabalho.
O mais comum são plantas de arquitetura sem a indicação adequada da previsão do
sistema. Na hora de aplicá-lo, o construtor vê que não há espaço. Em uma cobertura
de laje com paredes prontas de concreto, às vezes é necessário sacrificá-las para en-
caixar a impermeabilização. .

A tubulação dos ralos, projetados para acompanhar o projeto de drenagem,


deve ser dimensionada a partir da previsão do sistema já que os tubos receberão ca-
madas do impermeabilizante e podem propiciar o acúmulo de água nessas áreas.
Além do detalhamento da estrutura (ralos, rodapés e soleiras), o projeto deve se es-
tender à preparação correta do produto.

Outro cuidado é quanto à instalação de antenas e outros equipamentos nas lajes


de cobertura que, em geral, costumam provocar a furação da membrana, danificando
o sistema. O mesmo acontece com projetos de jardinagens com árvores de grandes
raízes. Os cantos vivos de 90° devem ser evitados, substituindo-os por cantos mais
arredondados, para que tanto as mantas como as membranas não rasguem devido ao
dobramento em ângulo vivo do estruturante. "Uma boa impermeabilização tem que
funcionar como uma bandeja, com bom caimento", ressalta Ercio Thomaz.

4.4- INTERFACE DE PROJETOS SEGUNDO A NBR 9575/2003

• Toda instalação que necessite ser fixada na estrutura, no nível da impermeabi-


lização, deve possuir detalhes específicos de arremate e reforços da imperme-
abilização
• Toda a tubulação que atravesse a impermeabilização deve ser fixada na estru-
tura e possuir detalhes específicos de arremate e reforços da impermeabiliza-
ção
• As tubulações de hidráulica, elétrica e gás e outras que passam paralelamente
sobre a laje devem ser executadas sobre a impermeabilização e nunca sob. As
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tubulações aparentes devem ser executadas, no mínimo, 10 cm acima do nível
do piso acabado, depois de terminada a impermeabilização e seus comple-
mentos
• Quando houver tubulações embutidas na alvenaria, deve ser prevista proteção
adequada para a fixação da impermeabilização
• As tubulações externas às paredes devem ser afastadas entre elas ou dos pla-
nos verticais no mínimo 10 cm
• As tubulações que transpassam as lajes impermeabilizadas devem ser rigida-
mente fixadas à estrutura
• Quando houver tubulações de água quente embutidas deve ser prevista prote-
ção térmica adequada para execução da impermeabilização

4.5- TIPOS DE APLICAÇÃO

4.5.1- Aplicação a Quente


Os produtos empregados para moldagem ou aplicação a quente são os asfal-
tos obtidos do CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), modificados com ou sem adição
de polímeros elastoméricos. Podem ser do tipo catalítico, oxidado, policondensado e
elastomérico. São estruturados com véu de fibra de vidro ou de poliéster, armaduras
que absorvem eventuais esforços introduzidos ou transmitidos à massa asfáltica, con-
ferindo-lhe resistência mecânica

4.5.2- Aplicação a Frio


Para membranas a frio, são empregadas as emulsões asfálticas, os asfaltos
elastoméricos em emulsão e/ou solução, o polipropileno e polietileno clorossulfonado,
o poliisobutileno isopreno em solução, o estireno-butadieno-estireno, os poliuretanos
modificados ou não com asfalto, a poliuréia, os polímeros modificados com cimento, o
epóxi modificado ou não, e os acrílicos obtidos através de ácidos acrílicos ou metacrí-
licos e de seus derivados. Podem ser estruturados ou não com véu de fibra de vidro,
ou de poliéster, e telas de não-tecido de poliéster. Porém, antes da escolha do produ-
to, é importante observar as propriedades físico-químicas exigidas à camada imper-
meável e, portanto, verificar se o sistema resistirá aos ataques químicos ou agressões
físicas.

5- MÉTODO EXECUTIVO
5.1- CONSULTAS PRÉVIAS
NR – 11 Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais.
NR – 18 Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção.
Projetos Estrutural, Arquitetônico, Hidráulico, Incêndio, Impermeabilização.

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5.2- IMPERMEABILIZAÇÃO COM MEMBRANA PROTETIVA

Na área impermeabilizada deverá ser feito uma limpeza m seguida foi aplicado
o primer como agente de adesão assim o ambiente estava preparado para receber a
impermeabilização.

Área à ser impermeabilizada

5.3- PREPARAÇÃO DO MATERIAL A SER APLICADO


A aplicação da membrana protetiva só é possivel com a mistura do premix com
o ativador, isto é feito de forma mecânica (figura acima) e para que esta mistura seja
feita de maneira eficaz, o empreeiteiro mandou uma serralheria fazer um batedor para
que ele pudesse adaptá-lo em uma furadeira (figura abaixo), atendendo desta maneira
as exigências do fornecedor.

Ativação do Primer 16
5.4- APLICAÇÃO DA MEMBRANA PROTETIVA IMPERMEABILIZANTE

Após a ativação do material, a aplicação deve ser executada em até 15 minu-


tos, então enquanto uma pessoa aplicou com o rolo nas áreas abertas um outro cola-
borador fez a aplicação com pincel na partes onde era exigido precisão e arremates.

Aplicação com rolo de lã Aplicação com uso de pincel

5.5- FINALIZAÇÃO DA OBRA

Após aplicação da primeira demão deve-se aguardar 2 horas para aplicação da


segunda, e o intervalo máximo entre demãos para que sejam mantidas as característi-
cas determinadas pelo fornecedor deve ser de 5 horas, a superfície tratada ficou pron-
ta para o serviço em 24 horas e com a aplicação da membrana protetiva o problema
de infiltração deixou de existir.

Área após a aplicação da primeira demão

6- FALHAS COMUNS

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Os problemas mais freqüentes que resultam no insucesso da impermeabiliza-
ção têm origem nas falhas de execução que, na maioria das vezes, estão relacionadas
à umidade, descolamento, fissuração e na instalação. No Brasil, existe a opinião gene-
ralizada de que a maior parte das falhas de impermeabilização ocorre em detalhes,
particularmente em ralos e rodapés. Por isso, é importante a fiscalização da imperme-
abilização por parte das construtoras e empreiteiras que subcontratam os serviços de
empresas especializadas. Um primeiro passo é o perfeito conhecimento das normas
técnicas existentes. Conheça algumas dicas básicas para a fiscalização da impermea-
bilização.
6.1- FALHAS BÁSICAS
➢ Ausência de projeto;
➢ Escolha inadequada de materiais ou sistemas;
➢ Dimensionamento.

6.2- FALHAS DE DETALHES


➢ Juntas;
➢ Não execução de rodapé de impermeabilização 20 cm acima do Piso acabado;
➢ Não consideração da argamassa de regularização para a previsão da cota de
passagem de água por vigas invertidas;
➢ Falta de proteção da base de platibandas, permitindo a infiltração
sob a impermeabilização;
➢ Falta de proteção mecânica;
➢ Erros de projeção em outras partes do edifício como rede pluvial
mal projetada ou executada, falta de desnível na soleira e outros que causam infiltra-
ções, reputadas depois à impermeabilização.

6.3- FALHAS NA QUALIDADE DOS MATERIAIS


➢ Materiais não normalizados com propriedades inadequadas à utilização;
➢ Materiais adulterados: ausência de controle de qualidade;
➢ Adulteração por parte do fornecedor ou do aplicador.

6.4- FALHAS NA EXECUÇÃO


➢ Falta de argamassa de regularização que ocasiona a perfuração da impermea-
bilização;
➢ Não arredondamento dos cantos e arestas;
➢ Execução da impermeabilização sobre base úmida que compromete a aderên-
cia, gerando bolhas que poderão ocasionar deslocamentos e rupturas da pelí-
culas impermeabilizante;
➢ Execução da impermeabilização sobre base empoeirada, comprometendo a
aderência;

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➢ Juntas: travadas por tábuas ou pedras, com cantos cortantes que podem “mas-
tigar” a impermeabilização; arremate de aresta da junta executado com arga-
massa que pode desprender-se pela ação do mástique;
➢ Falta de berço para a manta butílica;
➢ Uso de camadas grossas na aplicação da emulsão asfáltica para economia de
tempo, dificultando a cura da emulsão;
➢ Falhas em emendas; pouco transpasse e mau uso do maçarico de ar quente
nas mantas de PVC;
➢ Perfuração de mantas pela ação de sapatas com areia, carrinhos,etc;
➢ Não aplicação das últimas camadas de hypalon, deixando o neoprene exposto
às intempéries, ocasionando deterioração rápida.

6.5- FALHAS DE UTILIZAÇÃO E MANUTENÇÃO

➢ Danos causados na obra pela colocação de peso excessivo (entulho, equipa-


mentos) sobre a impermeabilização, quando sobre esta existe apenas uma
proteção provisória;
➢ Perfuração da impermeabilização sem qualquer reparo, após a instalação de
antenas, varais, etc;
➢ Danos causados à impermeabilização por ocasião de troca de pisos;
➢ Instalação de floreiras na cobertura de modo a possibilitar a penetração de
água por cima do rodapé impermeabilizado;
➢ Colocação de camada de brita sobre a cobertura, com o intuito de efetuar uma
correção térmica, que pode ocasionar fissuras devido à sobrecarga da laje (ca-
so isso não tenha sido previsto).

7- REFERÊNCIA DE NORMAS

NBR9686 - Solução e emulsão asfálticas empregadas como material de impri-


mação na impermeabilização
NBR11905 - Sistema de impermeabilização composto por cimento impermeabi-
lizante e polímeros
NBR12170 - Potabilidade da água aplicável em sistema de impermeabilização
NBR12171 - Aderência aplicável em sistema de impermeabilização composto
por cimento impermeabilizante e polímeros
NBR13321 - Membrana acrílica para impermeabilização
NBR15414 - Membrana de poliuretano com asfalto para impermeabilização
NBR9575 - Impermeabilização - Seleção e projeto
NBR9574 - Execução de impermeabilização
NBR9952 - Manta asfáltica para impermeabilização

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NBR9818 - Projeto de execução de piscina (tanque e área circundante)
NBR9819 - Piscina
NBR10339 - Projeto e execução de piscina - sistema de recirculação e trata-
mento
NBR11238 - Segurança e higiene de piscinas
NBR8214 - Assentamento de azulejos
NBR6118 - Projeto de estruturas de concreto - ProcedimentoNBR 13724 -
Membrana asfáltica para impermeabilização, moldada no local, com estruturante.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muitos problemas associados a impermeabilizações podem ser encontrados e


eliminados ao se planejar já nos primeiros estágios de desenvolvimento da constru-
ção. O projetista de impermeabilização deve estar envolvido desde o início, sendo que
o sistema executivo da impermeabilização deve ser discutido com todos os envolvidos
na obra, a fim de se garantir a qualidade do trabalho, pode-se perceber que a imper-
meabilização é o ponto crítico para o êxito de uma construção. Sendo assim, deve-se
dar uma atenção especial a esta etapa da construção

A impermeabilização, enfim, faz parte de um sistema de construção que se


destina a vários propósitos: ganha um maior sentido na medida em que deve também
interagir com o conforto do edifício, por exemplo, com o método executivo empregado,
com os detalhes construtivos, com as técnicas de impermeabilização, com os materi-
ais utilizados, objetivando uma eficiente proteção das obras contra a ação constante
das intempéries.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Trabalhos de alunos de semestres anteriores


<http://www.ibisp.org.br/?pagid=vrevista_techne&id=17>. Acessado em 18/09/2009
<http://www.sika.com.br/>. Acessado em 18/09/2009
<http://www.sika.pt/print/memb00>. Acessado em 18/09/2009
<http://www.civil.uminho.pt/cec/revista/Num22/Pag%2059-71.pdf>
Acessado em 18/09/2009
<http://www1.dnit.gov.br/arquivos_internet/ipr/ipr_new/normas/DNER-ES349-97.pdf>.
Acessado em 18/09/2009

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