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GUIA DE APRENDIZADO

COMO DIMENSIONAR
SPDA PELA NBR 5419-2015
+ ESTUDO DE CASO
Tudo que precisa saber sobre SPDA

atualizado

POR AUGUSTO RAFAEL OLIVEIRA ALMEIDA


ENGENHEIRO ELETRICISTA

Um estudo comparativo entre como era dimensionado o SPDA

pela NBR 5419-2005 e como deve ser dimensionado pela NBR

5419-2015, toda teoria e a implementação em um

empreendimento real.
“Aquele que trabalha duro pode superar
um gênio, mas, de nada adianta trabalhar
duro se você não confia em você
mesmo…”
Maito Gai
RESUMO

O objetivo deste estudo foi descrever as mudanças em um SPDA pelo estudo


comparativo do gerenciamento de risco da ABNT NBR 5419-2: 2015 com a NBR
5419:2005, aplicado em um posto de combustíveis em Planalto, pelo método do
dimensionamento de um projeto, e apontar as principais mudanças observadas em
estudo de gerenciamento de risco da NBR 5419-2:2015 aplicado no local do estudo.
É de principal destaque o desenvolvimento deste trabalho, avaliar a precisão de
implantação do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas em todas
edificações existentes no empreendimento pela versão de 2005, além de realizar um
estudo onde foi averiguado a necessidade de implantação do Sistema de Proteção
contra Descargas Atmosféricas em todas edificações existentes no empreendimento
pela versão de 2015, apresentando todos os resultados obtidos através do estudo do
gerenciamento de risco feito para cada parte da edificação, demonstrando todos as
proteções dimensionadas através do desenvolvimento de um projeto de SPDA
seguindo as instruções impostas por ambas versões da norma, bem como
comparar os resultados obtidos através a norma vigente com a sua versão
antecedente. Para um melhor tratamento dos objetivos e melhor apreciação dos
dados a pesquisa bibliográfica no momento em que se fez uso de materiais já
elaborados: livros, artigos, revistas, a NBR 5419 de 2005 e 2015 na busca e alocação
de conhecimento sobre estudo comparativo do gerenciamento de risco de perda de
vida humana pela parte 2 da NBR 5419:2015 com avaliação de risco da NBR
5419:2005 aplicado em um posto de combustíveis em planalto-BA. A partir da análise
do estudo comparativo foi possível notar a importância de um estudo de avaliação e
gerenciamento de riscos para determinar a proteção contra descargas atmosféricas
a ser instalada nas edificações presentes no empreendimento tendo como destaque
a possibilidade da instalação de algumas medidas de proteção contra surtos (MPS)
para isentar o uso de SPDA externo, por vezes sendo não sendo possível devido a
peculiaridades de cada edificação a ser estudada se propondo como maior desafio
no dimensionamento ou na atualização de um projeto de SPDA. Enfim, por meio do
estudo comparativo realizado e os resultados obtidos foi possível confirmar a
necessidade de instalação de um SPDA em todas edificações presente, podendo por
vezes utilizar MPS como formas alternativas de sistema de proteção contra
descargas atmosféricas, mantendo todas a instalações protegidas.

Palavras-chave: Descarga atmosférica, Proteção, Risco, SPDA.


ABSTRACT

The objective of this study was to describe how to change in an SPDA by the
comparative study of the risk management of ABNT NBR 5419-2: 2015 with NBR
5419: 2005, applied at a fuel station in Planalto, by the method of designing a project,
and to point out changes in changes observed in a risk management study of NBR
5419-2: 2015 applied at the study site. It is of the main highlight of the development
of the work, evaluate the accuracy of implementation of the System of Protection
against Atmospheric Discharges in all existing buildings not undertaken for the 2005
version, in addition to conducting a study where the need to implement the Protection
System against Atmospheric Downloads in all existing buildings in the project by 2015
version, presenting all the results obtained through the study of the risk management
for each part of the building, demonstrating all as protections dimensioned through
the development of an SPDA project following the imposed instructions for both
versions of the standard, as well as to compare the results obtained through a
standard in force with its antecedent version. For a better treatment of the objectives
and a better appreciation of the data, the bibliographic research at the time of use of
materials already elaborated: books, articles, journals, the NBR 5419 of 2005 and
2015 in the search and allocation of knowledge on comparative study of risk
management of human life loss by part 2 of NBR 5419: 2015 with risk assessment of
NBR 5419: 2005 applied at a gas station in a plateau-BA. From the analysis of the
comparative study, it is possible to note the importance of a risk assessment and
management study to determine the protection against atmospheric discharges to be
installed in companies not available as an enterprise to install surge protection
measures (MPS) to exempt the use of external SPDA, sometimes being not possible
due to the peculiarities of each building to be studied if it is proposed as a major
challenge without dimensioning or updating an SPDA project. Finally, through the
comparative study carried out and the results obtained, it was possible to confirm the
necessity of installing an SPDA in all buildings, and may use MPS as alternative forms
of protection against lightning, keeping all installations protected

Keywords: Atmospheric Discharge, Protection, Risk, SPDA.


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas;

BEL Barramento de Equipotencialização Local;

BEP Barramento de Equipotencialização Principal;

DPS Dispositivo de Proteção contra Surtos;

ELAT Grupo de Eletricidade Atmosférica;

INPE Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais;

LEMP Lightning Electromagnetic Impulse

MPS Medidas de Proteção contra Surtos;

NBR Norma Brasileira;

NP Nível de Proteção

PDA Proteção contra Descargas Atmosféricas;

SPDA Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas;


LISTA DE SÍMBOLOS

𝐴𝐷 área de exposição equivalente da estrutura, expressa em metro quadrado


(m2) (2015);

𝐴𝐸 área de exposição equivalente da estrutura, expressa em metro quadrado


(m2) (2005);

𝐴𝐼 área de exposição equivalente para descargas atmosféricas perto de uma


linha.

𝐴𝐿 área de exposição equivalente para descargas atmosféricas em uma linha;

ℎ𝑧 fator de aumento da perda devido a danos físicos quando um perigo especial


estiver presente;

𝐿𝐴 perda relacionada aos ferimentos a seres vivos por choque elétrico


(descargas atmosféricas à estrutura);

𝐿𝐵 perda em uma estrutura relacionada a danos físicos (descargas atmosféricas


à estrutura);

𝐿𝐹 número relativo médio típico de vítimas por danos físicos;

𝐿𝑂 perda em uma estrutura devido à falha de sistemas internos;

𝐿𝑇 número relativo médio típico de vítimas feridas por choque elétrico;

𝐿𝑈 perda relacionada a ferimentos de seres vivos por choque elétrico (descargas


atmosféricas na linha);

𝐿𝑉 perda em uma estrutura devido a danos físicos (descargas atmosféricas na


linha);

𝑁𝐷 número de eventos perigosos devido às descargas atmosféricas em uma


estrutura;

𝑁𝐷𝐶 frequência provável de descargas atmosféricas que possam vir a


acontecer sobre a estrutura;

𝑁𝐷𝐽 número de eventos perigosos devido às descargas atmosféricas em uma


estrutura adjacente;

𝑁𝑔 densidade de descargas atmosféricas;


𝑁𝐼 número de eventos perigosos devido às descargas atmosféricas perto de uma
linha;

𝑁𝑀 número de eventos perigosos devido às descargas atmosféricas perto de uma


estrutura;

𝑛𝑡 número total de pessoas na estrutura;

𝑛𝑧 número de pessoas na zona;

𝑃𝐴 probabilidade de uma descarga atmosférica em uma estrutura causar


ferimentos a seres vivos por meio de choque elétrico;

𝑃𝑈 probabilidade de uma descarga atmosférica em uma linha causar ferimentos


a seres vivos por choque elétrico;

𝑃𝑉 probabilidade de uma descarga atmosférica em uma linha causar danos


físicos;

𝑟𝑓 fator de redução da perda devido a danos físicos dependendo do risco de


incêndio ou do risco de explosão da estrutura;

𝑟𝑝 fator de redução da perda devido a danos físicos dependendo das


providências tomadas para reduzir as consequências do incêndio;

𝑟𝑡 fator de redução da perda de vida humana dependendo do tipo do solo ou


piso

𝑡𝑧 número total de pessoas presentes na estrutura;


LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Formação de descargas atmosféricas, raios e trovões. ............................ 31

Figura 2 - Mapa de curvas isocerâunicas - Brasil .................................................... 36

Figura 3 Delimitação da área de exposição equivalente (Ae) - Estrutura vista de planta


................................................................................................................................. 37

Figura 4 Gráfico de Eficiência do SPDA................................................................... 40

Figura 5 – Captor tipo Franklin (captores não naturais) ........................................... 42

Figura 6 – Captor tipo Franklin (captores não naturais) ........................................... 43

Figura 7– Largura do módulo da malha – Gaiola de Faraday. ............................... 44

Figura 8- Conceito do método eletrogeométrico ................................................. 45

Figura 9: Formação do conceito de PDA ABNT NBR 5419:2015 ............................ 52

Figura 10 - Procedimento para decisão da necessidade da proteção e para selecionar


as medidas de proteção ........................................................................................... 61

Figura 11 – Densidade de descargas atmosféricas NG – Mapa do Nordeste.......... 62

Figura 12 – Área de exposição equivalente 𝐴𝐷 ....................................................... 63

Figura 13 – Posto de combustíveis em Planalto - Blocos. ....................................... 79

Figura 14 – Nível de proteção (NP) de estruturas analisadas. ................................. 80

Figura 15 – Mapa Isocerâunico – Localização Planalto. .......................................... 81

Figura 16 – Área de exposição ilha de bombas conforme NBR 5419:2005. ............ 82

................................................................................................................................. 82

Figura 17– Área de exposição pousada conforme NBR 5419:2005. ....................... 84

Figura 18 – Área de exposição edifício escritório, restaurante, conveniência oficinas,


conforme NBR 5419:2005. ....................................................................................... 85
Figura 19 – Proteção ILHA DE BOMBAS conforme ABNT NBR 5419:2005 –
ISOMÉTRICO .......................................................................................................... 87

Figura 20 – Projeto de SPDA – ILHA DE BOMBAS conforme ABNT NBR 5419:2005


– Captação e malha de aterramento. ....................................................................... 88

Figura 21 – Pilar metálico usado como descida natural interligando captação barra
chata ao aterramento. .............................................................................................. 89

Figura 22 – Esferas rolantes para Pousada. ............................................................ 90

Figura 23 – Subsistema de Captação Mini captores interligados por barra chata de


Alumínio 70mm² ....................................................................................................... 91

Figura 24 – Malha de aterramento, subsistema de descidas. .................................. 91

Figura 25 – Detalhamento de conexões de descida. ............................................... 92

Figura 26 – Detalhamento de fixação mini captor .................................................... 92

Figura 27 – Detalhamento mini captor ..................................................................... 93

Figura 28 – Método das esferas rolantes para Pousada .......................................... 94

Figura 29 – Subsistema de Captação Mini captores, e poste telescópico. .............. 95

Figura 30 – Malha de aterramento, subsistema de descidas – Restaurante............ 95

Figura 31– Mastro telescópico – Franklin – acoplado a estrutura ............................ 96

Figura 32 – Subsistema de captação natural interligada em descidas naturais ....... 97

Figura 33 – Malha de aterramento oficinas .............................................................. 97

Figura 34 – Interligação de malhas de aterramento. ................................................ 98

Figura 35 – Proteção respiros dos tanques.............................................................. 99

Figura 36 – Detalhamento, caixa de inspeção PVC ................................................. 99

Figura 37 – Área de exposição ilha de bombas conforme NBR 5419:2015 ........... 101

Figura 38 – Densidade de descargas atmosféricas em Planalto ........................... 102


Figura 39 - Projeto de SPDA – ILHA DE BOMBAS conforme ABNT NBR 5419:2005
– ISOMÉTRICO ..................................................................................................... 110

Figura 40 - Projeto de SPDA – Captação Gaiola de Faraday NBR 5419:2015 ...... 111

Figura 40 - Projeto de SPDA – Respiros dos tanques NBR 5419:2015 ................. 111

Figura 41 – Área de exposição pousada NBR 5419:2015 ..................................... 112

Figura 42 – Área de exposição Restaurante e Oficinas NBR 5419:2015 .............. 120


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Características das descargas atmosféricas .......................................... 30

Tabela 2 — Classificações das estruturas por nível de proteção. ............................ 34

Tabela 3 — Fator A: Ocupação da estrutura............................................................ 37

Tabela 4 — Fator B: Construção da estrutura .......................................................... 38

Tabela 5 — Fator C: Conteúdo da estrutura e efeitos indiretos das descargas


atmosféricas ............................................................................................................. 38

Tabela 6 — Fator D: Localização da estrutura ......................................................... 39

Tabela 7 — Fator E: Topografia da região ............................................................... 39

Tabela 8 – Condições para o posicionamento dos Captores por Nível de Proteção.


................................................................................................................................. 42

Tabela 9 – Largura do módulo da malha – Gaiola de Faraday. ............................... 43

Tabela 10- Raio da esfera rolante conforme nível de proteção. ............................... 45

Tabela 11 – Seções mínimas dos condutores de descida – até 20 metros. ............ 46

Tabela 12 – Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais. ........... 46

Tabela 13 – Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais ............ 47

Tabela 14 – Fontes de danos................................................................................... 53

Tabela 15 – Tipos de dano....................................................................................... 54

Tabela 16 – Tipos de Perda ..................................................................................... 54

Tabela 17 – Fontes de danos, tipos de danos e tipos de perdas de acordo com o


ponto de impacto ...................................................................................................... 55

Tabela 19 – Resumo componentes de risco. ........................................................... 56

Tabela 20 – Equação componente 𝑹𝑨 detalhada. ................................................... 57


Tabela 21 – Equação componente 𝑹𝑩 detalhada. ................................................... 57

Tabela 22 – Equação componente 𝑹𝑪 detalhada. ................................................... 57

Tabela 23 – Equação componente 𝑹𝑴 detalhada. .................................................. 58

Tabela 24 – Equação componente 𝑹𝑼 detalhada. ................................................... 58

Tabela 25 – Equação componente 𝑹𝑽 detalhada. ................................................... 59

Tabela 26 – Equação componente 𝑹𝑾 detalhada. .................................................. 59

Tabela 27 – Equação componente 𝑹𝒁 detalhada. ................................................... 60

Tabela 28 – Fator de localização da estrutura - 𝐶𝐷 ................................................... 64

Tabela 29 – Fator instalação da linha - 𝐶l................................................................. 64

Tabela 30 – Fator tipo da linha - 𝐶T .......................................................................... 64

Tabela 31 – Fator ambiental da linha - 𝐶E ................................................................ 64

Tabela 32 – Valores da probabilidade 𝑃𝑇𝐴 de uma descarga atmosférica em uma


estrutura causar choques a seres vivos devido a tensões de passo e toque perigosas.
................................................................................................................................. 65

Tabela 33 – Valores da probabilidade 𝑃B para redução de danos físicos. ............... 66

Tabela 34 – Fatores 𝐶𝐿𝐷, 𝐶𝐿I, dependendo das condições de blindagem e isolamento.


................................................................................................................................. 67

Tabela 35 – Valores de probabilidade PTU de uma descarga atmosférica em uma linha


que adentre a estrutura causar choque a seres vivos devido as tensões de toque
perigosas.................................................................................................................. 68

Tabela 36 – Valor da probabilidade PEB em função de NP para o qual os DPS foram


projetados. ............................................................................................................... 68

Tabela 37 – Valores de probabilidade PLD dependendo da resistência RS da


blindagem do cabo e da tensão suportável de impulso UW do equipamento. .......... 69

Tabela 38 – Valores médios típicos de 𝐿𝑇 e 𝐿F para perdas de vida humana .............. 70


Tabela 39 – Fator de redução 𝑟t em função do tipo da superfície do solo ou piso .. 70

Tabela 40 – Fator de redução 𝑟p em função das providências tomadas para reduzir as


consequências de um incêndio. ............................................................................... 71

Tabela 41 – Fator de redução 𝑟f em função do risco de incêndio ou explosão na


estrutura. .................................................................................................................. 71

Tabela 42 – Fator hZ aumentando a quantidade relativa de perda na presença de um


perigo especial. ........................................................................................................ 72

Tabela 43 – Comparativo entre proteções NBR 5419 2005 e 2015. ........................ 73

Tabela 44 – Comparativo entre espaçamento entre condutores de descida. .......... 73

Tabela 45 – Valores para a verificar a necessidade de SPDA segundo ABNT NBR


5419:2005 – Ilha de Bombas. .................................................................................. 83

Tabela 46 – Valores para a verificação da necessidade de SPDA conforme ABNT


NBR 5419 de 2005 – Pousada................................................................................. 84

Tabela 47 – Valores para a verificação da necessidade de SPDA – Ae¹ ................. 85

Tabela 48 – Valores para a verificação da necessidade de SPDA – Ae² ................. 85

Tabela 49 – Possíveis proteções. ............................................................................ 86

Tabela 50 – Valores das áreas de exposição pela NBR 5419:2015 ...................... 101

Tabela 51 – Componente RA - Ilha de bombas e respiros..................................... 103

Tabela 52– Componente RB – Ilha de bombas e respiros ..................................... 104

Tabela 53 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na linha) Parte 1 ................................................................................... 105

Tabela 54 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na linha) Parte 2 ................................................................................... 106

Tabela 55 – Componente Rv - Parte 1 ................................................................... 107

Tabela 56 – Componente Rv -Parte 2 .................................................................... 108


Tabela 57 – Risco R1 ............................................................................................. 109

Tabela 58 – Valores das áreas de exposição pela NBR 5419:2015 ...................... 112

Tabela 59 – Componente RA (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na estrutura) ......................................................................................... 113

Tabela 60 – Componente RB – Ilha de bombas e respiros .................................... 114

Tabela 61 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na linha) Parte 1 ................................................................................... 115

Tabela 62 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na linha) Parte 2 ................................................................................... 116

Tabela 63 – Componente Rv - Parte 1 ................................................................... 117

Tabela 64 – Componente Rv -Parte 2 .................................................................... 118

Tabela 65 – Risco R1 Pousada .............................................................................. 119

Tabela 66 – Valores das áreas de exposição pela NBR 5419:2015 ...................... 120

Tabela 67 – Componente RA (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na estrutura) ......................................................................................... 121

Tabela 68 – Componente RB – Ilha de bombas e respiros .................................... 122

Tabela 69 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na linha) Parte 1 ................................................................................... 123

Tabela 70 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por


descargas na linha) Parte 2 ................................................................................... 124

Tabela 71 – Componente Rv - Parte 1 ................................................................... 125

Tabela 72 – Componente Rv -Parte 2 .................................................................... 126

Tabela 73 – Risco total R1 – Oficinas e Ilha .......................................................... 127


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 23

1.1 QUESTÕES DE PESQUISA .............................................................................. 24

1.2. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA................................. 24

1.3. OBJETIVO GERAL ........................................................................................... 24

1.4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................. 25

1.5 JUSTIFICATIVA .................................................................................................. 25

1.5. ESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO .................................................................. 26

2. ESTADO DA ARTE ............................................................................................... 28

3. DESCARGAS ATMOSFÉRICAS .......................................................................... 29


3.1 Formação do Raio .............................................................................................. 29
3.2 Relâmpago e Trovão .......................................................................................... 31
3.3 O Brasil no cenário mundial ............................................................................... 31

4. NBR 5419:2005 – PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS ........ 33


4.2 Sistema de captação .......................................................................................... 41
4.2.1 Método de Franklin .......................................................................................... 42
4.2.2 Método de Faraday ......................................................................................... 43
4.2.3 Método Eletrogeométrico ................................................................................ 44
4.3 Sistema de descidas .......................................................................................... 46
4.4 Sistema de aterramento ..................................................................................... 47
4.4.1 Equalização Potencial ..................................................................................... 47
4.5 SPDA em postos de combustíveis. .................................................................... 48

5. NBR 5419 – PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS - 2015 50


5.1 Principais mudanças entre NBR 5419:2005 e NBR 5419:2015 ......................... 50
5.2 ABNT NBR 5419:2015 e suas partes ................................................................. 51
5.2.1 Parte 1: Princípios gerais ................................................................................ 52
5.2.2 Parte 2: Gerenciamento de risco ..................................................................... 53
5.2.2.1 O estudo do gerenciamento do risco da perda humana ............................... 61

5.2.3 PARTE 3: DANOS FÍSICOS A ESTRUTURAS E PERIGOS À VIDA .......... 72

5.2.4 PARTE 4: SISTEMAS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS INTERNOS NA


ESTRUTURA ........................................................................................................... 74

5.3 A NECESSIDADE DE REVISÃO DO SPDA EM EDIFICAÇÕES COM


INSTALAÇÕES REALIZADAS ANTES DA NORMA VIGENTE ................................ 75

6. METODOLOGIA................................................................................................... 77

6.1. ESTUDO DE CASO .......................................................................................... 79

6.1.1 ESTUDO DE AVALIAÇÃO DE RISCO PELA NBR 5419:2005 ........................ 80

6.1.2 APLICAÇÃO DA PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS


SEGUNDO À NBR 5419:2015 ............................................................................... 100
6.1.2.1 Ilha de bombas e respiros dos tanques. ..................................................... 100
6.1.2.2 Pousada. .................................................................................................... 112
6.1.2.3 Restaurante e Oficinas. .............................................................................. 120

7. RESULTADOS .................................................................................................. 128

8.. CONCLUSÃO................................................................................................... 129

9.. TRABALHOS FUTUROS ................................................................................. 130


23

1. INTRODUÇÃO

O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) apresenta


uma capacidade de absorver uma descarga que atinja um volume de proteção,
sempre promovendo a segurança da estrutura, dissipando descargas atmosféricas
sejam elas diretas ou indiretas na terra, a proteção da estrutura e de pessoas que
estão nos arredores da estrutura, o estudo tem por finalidade saber entender como
funciona o gerenciamento de risco da vida, através da interpretação da avaliação de
risco que era realizada até 2015 , com isso, o gerenciamento de risco leva em
consideração tudo que engloba referente a proteção da estrutura e da prevenção de
possíveis perdas ou ferimentos decorridos de descargas atmosféricas, então o
dimensionamento seguindo a norma e os preceitos de proteção elétrica tem de ser
respeitado. A descarga captada com segurança significa a proteção do meio, as
pessoas que estão expostas a aquela área onde o SPDA foi instalado.

Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, Planalto se


encontra em 101º lugar no Ranking densidade estadual, com densidade de cargas
de 0,6767251726 por km²/ ano tendo uma incidência de raios relativamente baixa se
comparado a outros lugares, mas não isenta da possibilidade da ocorrência de
descargas atmosféricas. A mudança da NBR 5419:2005, fez com que muitos
empreendimentos que contam com SPDA estejam fora das conformidades com a
atual norma vigente a NBR 5419:2015 que avalia as possíveis consequências que
uma descarga cause danos a pessoas e estruturas, com um conteúdo bem mais
detalhado, contando com mais de 100 parâmetros a serem levados em consideração
para determinar o risco da perda de vida humana, o que levou o estudo de como
dimensionar ou atualizar um SPDA, o que acarretou em mudanças de proteção se
comparadas com o estudo que era realizado pela norma antiga.

Neste trabalho o proposto foi gerenciar os riscos que podem vir a ser
decisivos no dimensionamento de um SPDA e comparar com o estudo que era
realizado de 2005 a 2015 apresentando exemplos de possíveis mudanças no que se
diz a respeito à proteção contra descargas atmosféricas, que manterão um
24

empreendimento protegido seja utilizando SPDA externo ou medidas de proteção


contra surtos (MPS).

1.1 QUESTÕES DE PESQUISA

Quais as mudanças em um Sistema de Proteção contra Descargas


Atmosféricas são detectadas por meio de um estudo de gerenciamento de risco da
NBR 5419-2:2015 se comparado com a avaliação de risco da versão de 2005 da NBR
5419, aplicado em um posto de combustíveis em Planalto?

Quais as medidas alternativas de proteção das edificações estudadas?

1.2. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA

Visando a proteção de estruturas e pessoas de consequências causadas por


descargas atmosféricas que possam vir a ocorrer em um posto de combustível, e
saber gerenciar os parâmetros necessários para determinar um ambiente protegido
com um sistema que mantenha as edificações em conformidade com os preceitos de
proteção contra incêndio e proteção contra descargas atmosféricas buscando sempre
manter um ambiente seguro, pois a prevenção é algo essencial em locais de risco de
perda de vida. E como podemos desenvolver um sistema de proteção ou por vezes
até atualizar um sistema existente utilizando meios de conhecimento normativos,
junto ao conhecimento acadêmico para saber conceituar e aplicar métodos de
proteção eficientes e até mesmo menos custosos, que possam vir a ser aplicado na
área de proteção de contra descargas atmosféricas.

1.3. OBJETIVO GERAL

Descrever as mudanças em um SPDA pelo estudo comparativo da ABNT


NBR 5419: 2015 e 2005, aplicado em um posto de combustíveis em Planalto, através
do dimensionamento de um projeto.

Apontar as principais mudanças observadas em estudo de gerenciamento de


risco da NBR 5419-2:2015 no posto de combustíveis em Planalto.
25

1.4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

É de principal destaque como objetivos específicos do desenvolvimento deste


trabalho:

• Avaliar a precisão de implantação do Sistema de Proteção contra Descargas


Atmosféricas em todas edificações existentes no empreendimento pela NBR
5419:2005;
• Averiguar a necessidade de implantação do Sistema de Proteção contra
Descargas Atmosféricas em todas edificações existentes no empreendimento
pela NBR 5419:2015;
• Apresentar os resultados obtidos através da avaliação e gerenciamento de risco
feito para cada parte da edificação;
• Desenvolver um projeto de SPDA seguindo as instruções impostas pela NBR
5419:2005;
• Desenvolver um projeto de SPDA seguindo as instruções impostas pela NBR
5419:2015;

1.5 JUSTIFICATIVA

O dimensionamento de planejamento de um SPDA é importante para proteção


de ambientes, pessoas e equipamentos, o que aumenta a procura de profissionais
que desenvolvam trabalho, para o dimensionamento, analise e execução de projetos
de SPDA.

Em postos de combustíveis em que existem diversos pontos críticos onde o


centelhamento de qualquer fonte acarretaria a probabilidade de um incêndio ou
explosão faz de necessidade pública a instalação de um SPDA, Por se tratar de um
local de risco de explosão, e pelo fato de poder deparar futuramente com uma
necessidade de atualização de um SPDA, torna a realização do estudo comparativo
do gerenciamento de risco de perda de vida humana pela NBR 5419:2015 com
avaliação de risco da NBR 5419:2005 aplicado em um posto de combustíveis em
Planalto-BA,
26

A utilização do dimensionamento de um SPDA seguindo a NBR 5419:2015


para esse tipo de empreendimento trará todos os conceitos e indicações de proteção
necessárias para proteção das edificações, equipamentos e principalmente as
pessoas que circulam pelo local, fazendo uma comparação com um estudo realizado
para versão anterior da norma vigente.

O que impulsionou a realização desse trabalho foi entender que o


gerenciamento de risco proposto é a etapa que define o tipo proteção necessária para
tal empreendimento e que pode haver situações onde a instalação de algumas MPS
abonará a necessidade de instalação de um SPDA externo, apresentando conceitos,
definições e medidas de proteção contra descargas atmosféricas para o local onde
foi realizado o estudo seguindo os preceitos indicados pela da NBR 5419

1.5. ESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO

Este trabalho é organizado em capítulos enumerados e divididos em principais


e secundários.

O primeiro capítulo é este, sendo um capitulo introdutório onde é nele que


ocorre a concepção do tema, identificação dos objetivos e informações gerais do
trabalho.

O segundo capítulo é o estado da arte, onde aborda trabalhos que são


relacionados ao presente estudo.

O terceiro capítulo aborda sobre o conteúdo teórico acerca de descargas


atmosféricas, e formação dos raios.

O quarto capítulo trata de um capítulo onde se resume as principais


informações da NBR 5419:2005 referentes a avaliação da necessidade e tipos de
SPDA.

O quinto capítulo trata de um capítulo onde se resume as principais


informações e mudanças da NBR 5419:2015 focado no gerenciamento de risco da
perda humana de SPDA
27

O sexto capítulo trata estudo de caso onde foi realizado um estudo


comparativo da avaliação da necessidade de um SPDA em posto de combustível
pela NBR 5419:2005 com o gerenciamento de risco da NBR 5419:2015 em um posto
de combustível em Planalto.

O sétimo capítulo são os resultados e as conclusões obtidas com o


desenvolvimento do trabalho. Encontra-se também nessa seção, as sugestões do
autor para trabalhos futuros
28

2. ESTADO DA ARTE

Este capítulo contém informações sobre trabalhos relacionados ao estudo em


destaque. Onde foram coletadas informações em artigos e monografias. Entre os
principais estudos estão:

De Stéfani (2011) apresenta em seu trabalho de maneira sucinta, a formação


de descargas atmosféricas e foca na explanação de Sistemas de Proteção contra
Descargas Atmosféricas dimensionados pela NBR 5419:2005, aplicando por fim toda
teoria em um projeto técnico demonstrando um SPDA em um edifício. Este trabalho
teve como resultado a análise minuciosa e sucinta sobre a aplicação de Sistemas de
Proteção contra Descargas Atmosféricas.

Ribeiro e Cardoso (2016) realizaram um trabalho sobre a avaliação de risco


imposta pela NBR 5419:2015, onde desenvolveram uma planilha eletrônica que
contem cálculos e parâmetros da NBR 5419 vigente, onde teve como resultado uma
ferramenta eficiente e rápida para definir a necessidade da instalação de um SPDA.

Bortolato (2017) em seu trabalho analisa as mudanças ocorridas desde a


publicação anterior da NBR 5419 (2005), ilustrada por um cálculo de campo em uma
instituição pública de Londrina, examinando se as edificações possuem um sistema
de proteção apropriado contra descargas atmosféricas, dentre as mudanças na
norma vigente, que mais provocaram impactos na definição de um SPDA são as que
se referem à determinação dos riscos de uma descarga atmosférica, o qual novos
parâmetros são considerados, onde teve como resultado a elaboração de uma
planilha experimental que permite realizar a análise de risco de acordo com a norma
vigente.

Santos (2017) em seu trabalho buscando facilitar o estudo no gerenciamento


de risco proposto pela NBR 5419:2015 desenvolveu-se um programa computacional
de cunho didático que automatiza os cálculos e a análise de risco. Permitindo que o
usuário possa obter os resultados de todos os valores envolvidos na obtenção do
valor de risco final.
29

3. DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

Pode-se dizer que descargas atmosféricas são descargas elétricas que se


originam dentre as nuvens e a terra, devido a diferença de potencial entre elas, essa
diferença de potencial formam um ou mais impulsos e um desses impulsos elétricos
é o raio. Conforme verificado por Silva Filho (2011) descargas atmosféricas
são consequência do carregamento elétrico das nuvens, que é explicada pelo
movimento de massas de ar e vapor d'água, colisões entre partículas em movimento
de sentido contrários e a formação de íons negativos que vão se acumulando na
parte inferior das nuvens. Nesse mesmo processo é formado gotículas com carga
positiva, que por terem maior energia cinética que os íons negativos, se localizam na
parte superior das nuvens, nesse contexto, fica claro que a diferença de potencial
entre a nuvem carregada e a superfície da terra formam um gigantesco capacitor,
isso porque quando a tensão se eleva a valores que podem romper a rigidez dielétrica
do ar entre nuvem e a terra, que em tempestades se encontram reduzidas devido a
presença de umidade e íons no ar.

3.1 Formação do Raio

Conforme explicado acima a melhor maneira de compreender a incidência de


raios se deve à diferença de potencial entre o solo e a nuvem, considerar que há um
risco quando condições atípicas do tempo, como o aumento da umidade do ar
é responsável pelo aumento da possibilidade de que se ocorra descargas
atmosféricas.

Nesse sentido os canais de ar ionizado de cargas positivas se encontram com


ar ionizado de correntes negativas. Julgo pertinente que a formação de raios é se não
o encontro dessas correntes tendo finalmente a descarga piloto que é formada pela
descarga de parte da carga da nuvem para solo, com uma velocidade
aproximadamente de 1.500 km/s, nesse momento a descarga principal é formada
onde se forma um canal continuo de ar ionizado entre a nuvem e a terra, curto-
circuitando ambas superfícies, sendo pertinente trazer à tona que nessa descarga
30

principal as intensidades da corrente elétrica podem chegar até 200kA, esses e mais
alguns valores referentes a descargas atmosféricas estão detalhados na Tabela 1.

Tabela 1 – Características das descargas atmosféricas

Parâmetros Valores
Corrente 2.000 a 200.000
Ampères
Tensão 100 a 1.000.000 kV
Duração 70 a 200 𝜇𝑠
Carga elétrica da nuvem 20 a 50 C
Potência liberada 1 a 8 Bilhões de kW
Energia 4 a 10 kWh
Tempo de crista 1,2 𝜇𝑠
Tempo de meia cauda 50 𝜇𝑠
Fonte: adaptado de Kindermann (2002).

Segundo Creder (2007) o Raio é um processo de transformação de energia


eletrostática em energia eletromagnética, térmica e acústica. O autor deixa claro que
descargas atmosféricas negativas são mais frequentes, nelas o raio é antecedido de
um canal ionizado descendente, que se desloca no espaço por diversos saltos e
dezenas de metros, tal deslocamento provoca a formação na superfície da terra, por
meio da indução das cargas crescentes de sinal contrário, dessa forma o campo
elétrico da terra se intensifica a níveis elevados onde se dá a origem de um canal
ionizado ascendente, os canais ionizados ascendente e descendente tendem a se
encontrar, estabelecendo o caminho da corrente do raio, descarregando através do
canal ionizado como ilustrado na Figura 1.

O autor deixa claro o livro do Silva Filho é bastante completo, pois especifica
a estrutura, como se dá origem e vários outros aspectos das descargas atmosféricas
" Raio é um fenômeno atmosférico de danos consequências, resultante do acúmulo
de cargas elétricas em uma nuvem e a consequente descarga sobre o solo terrestre
ou sobre qualquer estrutura que ofereça condições favoráveis a
descarga."(CREDER, 2007, p. 252).
31

3.2 Relâmpago e Trovão

Segundo Visacro (2005), o relâmpago é resultado do fluxo de corrente que


circula pelo canal ionizado, onde ocorre um imenso aquecimento deste, provocando
um efeito luminoso intenso e podendo alcançar temperaturas superiores a 3.000 ºC.,
já o trovão é o deslocamento da massa de ar ao redor do canal ionizado, o que gera
uma onda sonora. (Figura 01)

Figura 1: Formação de descargas atmosféricas, raios e trovões.

Fonte: ELAT, 2017.


A ionização do caminho, seguido pela descarga piloto propicia condições
favoráveis de condutibilidade do ar ambiente. Mantendo-se elevado o
gradiente de tensão na região entre a nuvem e a terra, surge, em função da
aproximação do solo de uma das ramificações da descarga piloto uma
descarga ascendente, constituída de cargas elétricas positivas, denominada
descarga ascendente de retorno da terra para a nuvem, originando-se em
seguida a descarga principal no sentido da nuvem para terra, de grande
intensidade, responsável pelo fenômeno conhecido como trovão, que é o
deslocamento a massa de ar circundante ao caminhamento do raio, em
função da elevação da temperatura e, consequentemente, do aumento de
volume. (MAMEDE, 2007, p. 605-606).

3.3 O Brasil no cenário mundial

Brasil é o país com maiores incidentes de descargas atmosféricas no mundo,


segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nos últimos seis anos
32

o nosso país teve em média, 77,8 milhões de raios por ano. Número bem superior
aos 55 milhões calculados 15 anos atrás. Um raio pode chegar à potência de 100
milhões de volts, 1 milhão de vezes mais potentes que as tomadas domésticas, e sua
corrente pode atingir 30kA.

Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, os estados


com maior densidade de raios é o Tocantins, com 17,1 raios por km², e a cidade de
Santa Maria das Barreiras (PA) é a cidade que apresenta o maior índice, sendo:
44,3218322992 por km²/ano. Na Bahia o município com maior índice de densidade
de descargas elétricas é a cidade de Cocos com densidade de descargas de
1,7101860185 por km²/ano, já Planalto se encontra em 101º lugar no Ranking
densidade estadual, com densidade de cargas de 0,6767251726 por km²/ ano.

O verão começa dia 21 de dezembro e é nesta época do ano em que ocorre


a maior incidência de raios. Para o verão de 2017, com base nas
temperaturas dos oceanos Atlântico e Pacífico Sul, Equatorial e Norte, prevê
uma incidência de raios dentro da média histórica na região norte e centro-
oeste. Na região nordeste, a incidência deve ficar um pouco (até 10%)
abaixo da média histórica, enquanto nas regiões sul e sudeste a incidência
deve ficar levemente (até 10%) acima da média histórica. (ELAT, 2016)

Consequentemente, ao considerarmos o número de mortes relacionadas a


descargas elétricas, temos que de 50 mortes noticiadas, 1 é no Brasil. Segundo o
ELAT do INPE, são 130 mortes e mais de 200 feridos por ano no país. Apesar da
probabilidade de morte relacionada ao fenômeno ser de 0,8% por milhão anualmente
no Brasil, dependendo de onde a pessoa estiver e o que está fazendo durante uma
tempestade, esse índice pode crescer à ordem de um para mil. A maior parte das
vítimas fatais ligadas ao sinistro eram pessoas trabalhando no campo aberto, dentro
de casa, próximo de algum automóvel, debaixo de árvores, ou na praia.
33

4. NBR 5419:2005 – PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

A norma NBR 5419:2005 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas


elaborada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determina as
exigências de planejamento, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra
descargas atmosféricas (SPDA) para proteger as edificações, estruturas comuns,
utilizadas para fins comerciais, industriais, estruturas contendo líquidos ou gases
inflamáveis contra a incidência direta dos raios.

Conforme a NBR 5419 define, um SPDA projetado e instalado conforme esta


norma não pode assegurar a proteção absoluta de uma estrutura, de pessoas e bens.
Entretanto, a aplicação desta Norma reduz de forma significativa os riscos de danos
devidos às descargas atmosféricas.

A proteção se aplica também contra a incidência direta dos raios sobre os


equipamentos e pessoas que se encontrem no interior destas edificações e estruturas ou
no interior da proteção imposta pelo SPDA instalado.

O estudo da avaliação de necessidade de instalação de um SPDA é dividido em


quatro etapas, definir o nível de proteção (NP), escolher o sistema de captação, definir o
sistema de descidas e interligar no sistema de aterramento.

Sendo a etapa inicial para o projeto de SPDA sendo a avaliação da necessidade


de do sistema, e a definição do NP

O NP não está relacionado com a probabilidade de queda do raio na edificação,


mas com a eficiência que o sistema tem de captar e conduzir o raio à terra (ABNT NBR
5419:2005). Segundo Mamede Filho (2007), os níveis de proteção da NBR 5419 são
definidos como:

Nível I – NP mais severo. Atribuído às estruturas, nas quais uma falha pode
provocar danos aos arredores ou ao meio ambiente.

Nível II – Atribuído às estruturas, cujos danos em caso de falha podem ocasionar


a destruição de bens estimáveis valor e/ou pânico aos presentes, porém sem nenhuma
consequência para construções adjacentes.
34

Nível III – Atribuído às estruturas comuns, como residências, lojas e fábricas.

Nível IV – Nível mais baixo. Atribuído às estruturas de conteúdo armazenado não


inflamáveis, onde não é muito comum a presença de pessoas.

A Tabela 2 exemplifica diferentes tipos de estrutura e os correspondentes níveis


de proteção quanto à descarga atmosférica.

Tabela 2 — Classificações das estruturas por nível de proteção.

Classificação da NP
Tipo da estrutura Efeitos das descargas atmosféricas
estrutura

Perfuração da isolação de instalações elétricas,


incêndio, e danos materiais
Danos normalmente limitados a objetos no
Residências III
ponto de impacto ou no caminho do raio

Risco direto de incêndio e tensões de passo


perigosas
Risco indireto devido à interrupção de energia e
Fazendas, III ou IV 2)
risco de vida para animais devido à perda de
estabelecimentos
controles eletrônicos, ventilação, suprimento de
agropecuários
alimentação e outros

Teatros, escolas, lojas Danos às instalações elétricas (por exemplo:


de departamentos, iluminação) e possibilidade de pânico
áreas esportivas e
Falha do sistema de alarme contra incêndio,
igrejas II
causando atraso no socorro
Estruturas
comuns1) Bancos, companhias Como acima, além de efeitos indiretos com a
de seguro, companhias perda de comunicações, falhas dos
II
comerciais, e outros computadores e perda de dados

Como para escolas, além de efeitos indiretos


Hospitais, casa de
para pessoas em tratamento intensivo e
repouso e prisões II
dificuldade de resgate de pessoas imobilizadas

Efeitos indiretos conforme o conteúdo das


estruturas, variando de danos pequenos a
Indústrias III
prejuízos inaceitáveis e perda de produção

Museus, locais
Perda de patrimônio cultural insubstituível II
arqueológicos

Estações de Interrupção inaceitável de serviços públicos por


Estruturas com telecomunicação breve ou longo período de tempo
risco confinado usinas elétricas I
Risco indireto para as imediações devido a
Indústrias
incêndios, e outros com risco de incêndio
Refinarias, postos de
Estruturas com
35

risco para os combustível, fábricas Risco de incêndio e explosão para a instalação I


arredores de fogos, fábricas de e seus arredores
munição

Indústrias químicas,
Estruturas com Risco de incêndio e falhas de operação, com
usinas nucleares,
risco para o meio consequências perigosas para o local e para o I
laboratórios
ambiente meio ambiente
bioquímicos

1)
ETI (equipamentos de tecnologia da informação) podem ser instalados em todos os tipos de estruturas,
inclusive estruturas comuns. É impraticável a proteção total contra danos causados pelos raios dentro destas
estruturas; não obstante, devem ser tomadas medidas (conforme a ABNT NBR 5410) de modo a limitar os
prejuízos a níveis aceitáveis.

2)
Estruturas de madeira: nível III; estruturas nível IV. Estruturas contendo produtos agrícolas
potencialmente combustíveis (pós de grãos) sujeitos a explosão são considerados com risco para arredores.

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

O anexo B da NBR 5419:2005, apresenta uma metodologia para dimensionar um


SPDA, começando pela frequência média anual que pode ser prevista de descargas
atmosféricas, tal valor é tomado como base na avaliação de riscos de incidência de raios.

A equação 4.1 define a frequência média anual previsível de descargas


atmosféricas sobre uma estrutura:

Nd = Ng . Ae . 10-6 [por ano] (4.1)

• Ng - densidade de descargas atmosféricas para a terra;


• Ae - área de exposição equivalente da estrutura;

Para definir o valor da variável de densidade de descargas atmosféricas para a


terra deve-se fazer uma análise através da equação 4.2

Ng=0,04 . Td 1,25 (4.2)

Onde o valor do índice cerâunico (Td), que é definido pelo número de dias de
trovoada por ano, pode ser definido nos mapas de curvas isocerâunica como ilustra a
Figura 2.
36

Figura 2 - Mapa de curvas isocerâunicas - Brasil

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

Já a área de exposição equivalente que é definida pela equação 4.3, onde é


utilizada na edificação que se deseja proteger, como pode ser melhor visualizado pela
Figura II.

Ae = LW + 2LH + 2LW + H2 (4.3)


37

Figura 3 Delimitação da área de exposição equivalente (Ae) - Estrutura vista de planta

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

Segundo a ABNT NBR 5419:2005 definindo a frequência média anual previsível de


descargas atmosféricas sobre uma estrutura, multiplica-se a ela os fatores de ponderação
que estão detalhados nas Tabelas 3 a 7, esses fatores dependem de diversos fatores,
como, ocupação, o tipo de construção, localização, conteúdo, topografia do local a ser
protegido.

Tabela 3 — Fator A: Ocupação da estrutura


Tipo de ocupação Fator A

Casas e outras estruturas de porte equivalente 0,3

Casas e outras estruturas de porte equivalente com antena externa1) 0,7

Fábricas, oficinas e laboratórios 1,0

Edifícios de escritórios, hotéis e apartamentos, e outros edifícios residenciais


1,2
não incluídos abaixo

Locais de afluência de público (por exemplo: igrejas, pavilhões, teatros, museus,


exposições, lojas de departamento, correios, estações e aeroportos, estádios de
esportes) 1,3

Escolas, hospitais, creches e outras instituições, estruturas de múltiplas 1,7


atividades

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.


38

Tabela 4 — Fator B: Construção da estrutura

Tipo de construção Fator B

Estrutura de aço revestida, com cobertura não-metálica1) 0,2

Estrutura de concreto armado, com cobertura não-metálica 0,4

Estrutura de aço revestida, ou de concreto armado, com cobertura metálica 0,8

Estrutura de alvenaria ou concreto simples, com qualquer cobertura, exceto metálica


1,0
ou de palha

Estrutura de madeira, ou revestida de madeira, com qualquer cobertura, exceto


1,4
metálica ou de palha

Estrutura de madeira, alvenaria ou concreto simples, com cobertura metálica 1,7

Qualquer estrutura com teto de palha 2,0


1)
Estruturas de metal aparente que sejam contínuas até o nível do solo estão excluídas desta tabela, porque
requerem apenas um subsistema de aterramento.

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

Tabela 5 — Fator C: Conteúdo da estrutura e efeitos indiretos das descargas atmosféricas

Conteúdo da estrutura ou efeitos indiretos Fator C

Residências comuns, edifícios de escritórios, fábricas e oficinas que não


0,3
contenham objetos de valor ou particularmente suscetíveis a danos

Estruturas industriais e agrícolas contendo objetos particularmente suscetíveis a danos 1) 0,8

Subestações de energia elétrica, usinas de gás, centrais telefônicas, estações de rádio 1,0

Indústrias estratégicas, monumentos antigos e prédios históricos, museus, galerias


1,3
de arte e outras estruturas com objetos de valor especial

Escolas, hospitais, creches e outras instituições, locais de afluência de público 1,7


1)
Instalação de alto valor ou materiais vulneráveis a incêndios e às suas consequências.

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.


39

Tabela 6 — Fator D: Localização da estrutura

Localização Fator D

Estrutura localizada em uma grande área contendo estruturas ou árvores da


0,4
mesma altura ou mais altas (por exemplo: em grandes cidades ou em florestas)

Estrutura localizada em uma área contendo poucas estruturas ou árvores de 1,0


altura similar

Estrutura completamente isolada, ou que ultrapassa, no mínimo, duas vezes a


2,0
altura de estruturas ou árvores próximas

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

Tabela 7 — Fator E: Topografia da região


Topografia Fator E

Planície 0,3

Elevações moderadas, colinas 1,0

Montanhas entre 300 m e 900 m 1,3

Montanhas acima de 900 m 1,7

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

A multiplicação da frequência média anual previsível de descargas atmosféricas


com os fatores de ponderação supracitados é a frequência provável de descargas
atmosféricas que possam vir a acontecer sobre a estrutura o 𝑁𝑑𝑐, que é representado pela
equação 4.4.

𝑁𝑑𝑐 = 𝑁𝑔. 𝐴𝑒. 10−6. 𝐹𝐴. 𝐹𝐵. 𝐹𝐶. 𝐹𝐷. 𝐹𝐸 (4.4)

Com do valor de 𝑁𝑑𝑐 determinado é comparado com a frequência admissível de

danos, pelo seguinte critério definido pela NBR 5419:2005:

• Ndc ≥ 10-3, a estrutura necessita de um SPDA;


• 10-3 > Ndc > 10-5, a necessidade de um SPDA tem de ser tecnicamente
justificada e definida por acordo entre projetista e usuário;
• Ndc ≤ 10-5, a estrutura tem isenção um SPDA.
40

Com a frequência média anual previsível de descargas atmosféricas e a frequência


admissível de danos definidas, se determina a eficiência teórica do SPDA, esse valor de
eficiência do SPDA pode ser definido através da análise do gráfico da Figura 4:

Figura 4 Gráfico de Eficiência do SPDA.

Fonte: adaptado de ABNT 5419:2005.

Para Silva (2012) a eficiência global teórica varia dentre 80% a 98% a depender do
NP, sendo que o nível I proporciona 98%, já o nível II oferece 95%, enquanto o nível III
apresenta 90% por fim nível IV tem 80% de eficiência. Estes valores são medidos baseado
nas estatísticas de valores e parâmetros dos raios.

O estudo da instalação de um SPDA se divide em cinco partes, definir o NP,


avaliação de necessidade do sistema, sistema de captação, sistema de descidas e
sistema de aterramento. Sendo a etapa inicial para o projeto de SPDA sendo a avaliação
da necessidade de do sistema, e a definição do NP, onde depois se escolhe o método de
proteção, descidas, aterramento e equalização.
41

4.2 Sistema de captação

É o sistema que a função é receber o impacto da descarga atmosférica, reduzindo


ao mínimo a chance da estrutura a ser protegida receber o raio, são por vez, elementos
metálicos que ficam expostos na parte mais alta de uma estrutura que é o tipo de local
mais propicia a receber descargas atmosféricas.

Segundo Mamede Filho (2011), basicamente existem três métodos de proteção


contra descargas atmosféricas, sendo eles os métodos de Franklin, Esferas Rolantes e o
método da Gaiola de Faraday.

O sistema de captação é constituído por captores não naturais (captores Franklin,


hastes metálicas, cabos esticados, barras chatas, condutores dispostos em malha seja
de cobre ou de alumínio), ou também englobando captação por elementos naturais, como
telhas de material condutor com espessura especifica.

O sistema de captação natural de um SPDA. é definido pela ABNT NBR 5419.2005


como componente da estrutura que exerce uma função de proteção contra descargas
atmosféricas, mas não é instalado para este fim. Telhados metálicos, mastros, tubos de
material condutor e calhas metálicas são exemplos de captores naturais.

Para ponderar se um elemento metálico seja considerado captor natural a NBR


5419 define algumas condições que são listadas abaixo:

1. Ter espessura de algum elemento metálico não podendo ser menor que 0,5 mm,
quando for preciso prevenir contra perfurações ou pontos quentes no volume a
proteger;
2. Ter espessura do elemento metálico podendo vir a ser menor que 2,5 mm, quando
não for de importância prevenir contra perfurações ou ignição de materiais
combustíveis no volume a proteger;
3. O elemento metálico não deve ser revestido de material isolante.
42

4.2.1 Método de Franklin

Conhecido também como método do ângulo de proteção, é constituído por um ou


mais captores com forma de pontas, esse método, é instalado em uma haste vertical onde
a depender do NP do SPDA, é projetado um cone com angulação especifica como pode-
se observar na Tabela 8, o que estiver dentro dessa projeção cônica é considerada uma
área protegida, como ilustrado pela Figura 5.

Tabela 8 – Condições para o posicionamento dos Captores por Nível de Proteção.

Ângulo de proteção em função da altura Captor-


NP Solo - Método Franklin
0-20m 21-30m 31-45m 45-60m >60
I 25° - - - -
II 35° 25° - - -
III 45° 35° 25° - -
IV 55° 45° 35° 25° -

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005

Figura 5 – Captor tipo Franklin (captores não naturais)

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005

Utilizando o princípio das pontas metálicas propicia o acumulo das cargas elétricas
nas extremidades das pontas, onde o excesso de carga elétrica em um corpo condutor é
distribuído por sua superfície, concentrando nas regiões pontiagudas, um captor Franklin
pode ser visualizado na Figura 6.
43

Figura 6 – Captor tipo Franklin (captores não naturais)

Fonte: Termotécnica (2017).

4.2.2 Método de Faraday

Esse tipo de método consiste no lançamento de malhas ou gaiola de cabos sobre


as estruturas a depender do nível de proteção que se é exigido para cada edificação,
segundo a ABNT (2005) captores em malha consistem em uma rede de condutores
dispostos no plano horizontal ou inclinado sobre o volume a proteger. Gaiolas de
Faraday são formadas por uma rede de condutores envolvendo todos os lados do volume
a proteger.

Tendo seu funcionamento baseado em que o campo eletromagnético é


considerado nulo no interior de uma estrutura metálica, ou envolta por uma malha
metálica, independente da intensidade da corrente que percorre a malha.

Como no método de Franklin, a abertura da malha é relacionada ao NP adotado


em uma estrutura, assim a NBR 5419 estabelece a largura mínima do modulo das malhas,
como demonstra a tabela 9.

Tabela 9 – Largura do módulo da malha – Gaiola de Faraday.

NP Largura do módulo da malha


(m)

I 5
II 10
III 10
IV 20
Fonte: adaptado de NBR 5419.2005
44

Segundo a ABNT NBR 5419 (2005) o módulo da malha deverá constituir um anel
fechado, com o comprimento não superior ao dobro da sua largura, como ilustrado na
Figura 7.

Figura 7– Largura do módulo da malha – Gaiola de Faraday.

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005

4.2.3 Método Eletrogeométrico

Para ABNT (2005), também conhecido como método da esfera rolante, tem como
função delimitar o volume da proteção dos captores de um SPDA, sejam eles constituídos
de hastes, ou da combinação de ambos, muito útil para estruturas altas ou com forma
complexa.

Pelo fato das descargas nuvem/terra que ocorrem com mais frequência, podem
ocorrer saltos sucessivos do raio que é precedido por um canal ionizado onde podem
ocorrer esse de dezenas de metros, podendo não ser uma descarga vertical.

Os pontos de maior intensidade de campo elétrico no solo e nas estruturas


são geralmente aqueles mais próximos da extremidade do líder descendente.
Portanto, a superfície de uma esfera com centro na extremidade do líder e raio
igual ao comprimento dos “saltos” antes do seu último salto é o lugar geométrico
dos pontos a serem atingidos pela descarga. Estes pontos podem então ser
simulados por uma esfera fictícia, cujo raio seja igual ao comprimento do último
trecho a ser vencido pelo líder descendente (comprimento R) (ABNT, 2005, p.38).

Sendo assim a distância R entre o ponto do líder ascendente e a extremidade do


líder descendente é o parâmetro utilizado para posicionar captores segundo o método das
esferas rolantes como ilustra a Figura 8.
45

Figura 8- Conceito do método eletrogeométrico

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005

A variação da distância R, é determinada através do NP do ambiente a se


proteger e é definido como mostra a Tabela 10.

Tabela 10- Raio da esfera rolante conforme nível de proteção.

R
NP
m

I 20

II 30

III 45

IV 60

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005


46

4.3 Sistema de descidas

Para a ABNT (2005) Tendo função básica ser o meio de interligação entre o
sistema de captação até o sistema de aterramento, ele direciona a corrente de uma
possível descarga no captor até o solo.

O subsistema de descida pode contar com duas classificações, condutores


naturais ou não naturais, o que equivale de acordo com sua construção. Sendo exemplos
de condutores de descida não naturais os cabos de cobre nu, barras chatas de alumínio,
como previsto pela NBR 5419:2005 as seções mínimas dos condutores do sistema variam
a depender do material que for utilizado, como demonstra a tabela 11. Os condutores de
descida naturais, constituem-se ainda condutores de descida as estruturas metálicas, tais
como postes, torres e similares, bem como as armaduras de aço de estruturas de concreto
que têm continuidade até a base das mesmas (MAMEDE, 2007).

Tabela 11 – Seções mínimas dos condutores de descida – até 20 metros.

Material Estruturas com altura até 20 m (mm²)

Cobre 16mm
Alumínio 25mm
Aço Galvanizado a quente a quente ou 50mm
embutido em concreto

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005

Segundo a NBR 5419:2005 as descidas devem ser distribuídas ao longo da


edificação a ser protegida, e não deve ultrapassar o espaçamento médio entre as
descidas, esse espaçamento é descrito na Tabela 12, e é selecionado com base no NP.

Tabela 12 – Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais.

NP Espaçamento Médio (m)


I 10
II 15
III 20
IV 25
Fonte: adaptado de NBR 5419.2005
47

4.4 Sistema de aterramento

A sua função é receber a corrente elétrica que já passou pelos outros sistemas e
dissipá-la no solo. Para Mamede Filho (2007), são elementos metálicos instalados vertical
ou horizontalmente, responsáveis por dispersar a corrente elétrica de uma descarga no
solo.

Para realização da sua função tem que no ter o mínimo de resistência não
ultrapassando o valor de 10 Ω para instalações gerais, e 1 Ω para edificações onde há
materiais inflamáveis, O arranjo da malha de aterramento deve ser distribuído
homogeneamente, favorecendo a dispersão a corrente de prováveis descargas para o
solo sem causar sobretensões. A NBR 5419:2005, indica tais elementos como possíveis
eletrodos de aterramento:

• Condutores em anel;
• Hastes verticais;
• Armações de aço providas das fundações;
• Condutores horizontais radiais.

As seções mínimas dos eletrodos de aterramento são classificadas pela Tabela 13,
onde são subdividas pelos tipos de materiais que podem ser utilizados como elemento de
aterramento

Tabela 13 – Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais

Material Eletrodo de aterramento mm²

Cobre 50

Aço galvanizado a quente ou


embutido em concreto 80

Fonte: adaptado de NBR 5419.2005

4.4.1 Equalização Potencial

Segundo a ABNT NBR 5419, é a medida mais eficaz de reduzir riscos de incêndio,
explosão e choques elétricos dentro de um volume a se proteger, sendo a obtida mediante
condutores de ligação equipotencial, podendo eventualmente incluir algum Dispositivo
48

de Proteção contra Surtos (DPS), interligado o SPDA, instalações metálicas, e os


condutores dos sistemas elétricos de potência e sinal.

Sendo de suma importância que os componentes metálicos fora de um volume a


ser protegido interferir na instalação de um SPDA externo, faz necessário ser
considerados no estudo do SPDA, sendo necessário estabelecer uma ligação
equipotencial entre estes componentes e o SPDA

4.5 SPDA em postos de combustíveis.

Segundo Normando Virgilio Borges Alves, engenheiro civil e relator da norma


ABNT NBR 5419:2001, o SPDA em postos de combustíveis tem seu dimensionamento
de proteção dividido em três focos, sendo eles: Plataforma de abastecimento, edificação
(escritório, loja de conveniência, serviços) e suspiros dos tanques de combustível.

No que se trata elementar, o engenheiro alega que a estrutura da plataforma


deverá ser como uma estrutura metálica convencional, se apresentar o mínimo de #0,5
mm de espessura pode ser usada como elemento natural de captação, se a espessura
da telha for inferior a #0,5 mm, deverá ser realizada a proteção via método das malhas.
No que diz respeito às descidas da plataforma, informa que os pilares podem ser usados
como elementos naturais de descida e que para isso devem ser metálicos e contínuos.
Seguindo essa ideia, informa ainda que para o ideal aterramento da plataforma, é
necessário que, por cada pilar metálico seja cravado uma haste de aterramento de alta
camada (NBR 13571) interligada com cabo de cobre nu #50mm2 (NBR 6524), a 50 cm
de profundidade no solo, formando um anel periférico à plataforma. Ele demonstra que o
objetivo deste anel é manter os usuários dentro das suas dimensões, reduzindo riscos de
tensão de passo e de toque.

No que diz respeito à segunda divisão, que equivale às edificações, Normando


entende que elas deverão ser protegidas como nível II de proteção. Para a captação a
recomendação é a utilização da Gaiola de Faraday com módulo da malha máximo de 10m
X 20m, uma vez que normalmente utilizam alvenaria/concreto. Para as descidas é
necessário que elas sejam instaladas a cada 15 metros de perímetro ao longo da sua
periferia. Para o aterramento dessas edificações, é importante que para cada descida seja
cravada uma haste de aterramento de alta camada (NBR 13571), que deverá ser
49

interligada com cabo de cobre nu #50mm2 (NBR 6524), utilizando a medida de 50cm de
profundidade no solo, resultando em formar um anel periférico às edificações, a
interligação deverá ser, preferencialmente, com soldas exotérmicas.

Para Normando Virgilio Borges Alves, a terceira divisão, qual seja, os suspiros dos
tanques de combustível, é a estrutura mais perigosa do local, sendo que, entretanto, a
norma ABNT NBR 5419 não aborda este assunto de maneira explicita. Sendo assim, ele
utiliza a transcrição da norma no tocante à proteção de tanques, de forma análoga.

Assim, a ABNT (2005, p.-26) regula que:’’ respiros, válvulas de alívio e demais
aberturas que possam desprender vapores inflamáveis devem ser providas de
dispositivos de proteção corta-chama ou ter o volume definido pela classificação de área
protegida por um elemento captor’’. Demonstrando que os respiros necessitam de uma
esfera imaginária em torno deles que deverá ser protegida contra a ação de raios, não
podendo existir captores ou descidas dentro dela, sendo que a área deve ser considerada
tendo em vista a potencialidade de inflamabilidade. O engenheiro de segurança do
trabalho tem função primordial neste quesito uma vez que ele analisa o mapa de riscos.

Os respiros podem ser localizados no topo da plataforma de abastecimento, na


lateral de uma das edificações ou no muro de divisa com vizinho. O autor alude que a
proteção devida a ela deverá ser realizada, preferencialmente, pelo método
eletrogeométrico com raio de 20 metros. Também devem ser aterrados no Sistema de
Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) no ponto mais próximo.

Isto posto, o engenheiro informa que as malhas de aterramento da plataforma, das


edificações e dos suspiros precisam ser interligadas, além de que deverá também ser
instalada um barramento de equipotencialização em local equidistante entre as malhas
para que possa ter a conexão de outras malhas eventuais (elétrica, telefônica, de
computadores, entre outras).
50

5. NBR 5419 – PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS - 2015

A NBR 5419:2005, que vinha desde o final de 2005 sendo revisada com
sentido de oferecer um detalhamento maior e recomendações aprimoradas no que
se trata sobre proteção contra descargas atmosféricas, e após o período de 10 anos
foi publicada em maio de 2015, após membros da CE 64.10, se reunirem e
elaborarem a ABNT NBR 5419:2015, entrando em vigor 1 mês após sua publicação,
nesse período de 10 anos a Comissão de Estudos CE 64.10 se baseou na norma
IEC 62305/2010 – Lightning Protection, se tornando assim uma das mais importantes
NBR’s , nela que são especificados os requisitos para uma proteção contra descargas
atmosféricas.

5.1 Principais mudanças entre NBR 5419:2005 e NBR 5419:2015

A NBR 5419:2005 foi elaborada para definir os critérios de projeto, instalação


e manutenção de sistemas de defesa contra descargas atmosféricas (SPDA), para
resguardar as edificações e outras estruturas comuns, utilizadas para fins comerciais,
industriais, agrícolas, administrativos ou residenciais, contra a incidência direta dos
raios e ainda sobre os equipamentos e pessoas localizadas no interior destes
ambientes (NBR 5419:2005).

Entretanto, esta norma técnica não amparava pessoas e equipamentos


elétricos ou eletrônicos localizados no interior das zonas resguardadas contra
decorrências indiretas relacionadas aos raios, como: parada cardíaca, interferências
em equipamentos ou queima de seus componentes devido transferências de
potencial por conta de indução eletromagnética (NBR 5419: 2005).

Deste modo, em 2015 esta NBR foi revisada, e passou a apresentar-se


diferente tanto em forma quanto em conteúdo. Tal revisão baseia-se no texto da IEC
62305/ 2010.

Com base nesta revisão houve uma ampliação da proteção, no qual são
avaliados todos os danos associados a descargas atmosféricas, por atingirem
diretamente estruturas ou suas linhas conectadas. Sendo ainda considerado mais
amplamente a proteção das pessoas dentro dessas estruturas, em estruturas
51

próximas a elas, e em suas vizinhanças. A proteção de equipamentos e serviços


também são melhores delineados nesta revisão, que acompanha ainda uma extensa
e detalhada discussão sobre o fenômeno da descarga atmosférica e seus principais
parâmetros (SUETA; BURANI; MODENA, 2013).

A norma ABNT NBR 5419 atualizada direciona medidas de proteção a serem


implementadas contra descargas atmosféricas, no intuito de manter a
integridade das pessoas, garantindo a continuidade das ações realizadas.
Foi uma reformulação imprescindível no Brasil, devido à alta incidência de
descargas atmosféricas presentes. Em suma, esta norma detalha as
descargas atmosféricas, propicia a detecção da necessidade de proteção
estrutural e especifica contra os danos gerados pelas descargas
(SANTOS, 2017).

5.2 ABNT NBR 5419:2015 e suas partes

Estando em conformidade com IEC 62305/2010 – Lightning Protection, a NBR


5419:2015 conta com o total de trezentas e nove páginas, divididas em quatro partes,
sendo essas partes e seus anexos denominados da seguinte forma:

• NBR 5419-1:2015 – Parte 1 – Princípios Gerais;


• NBR 5419-2:2015 – Parte 2 – Gerenciamento de Risco;
• NBR 5419-3:2015 – Parte 3 – Danos Físicos a Estruturas e Perigo à vida;
• NBR 5419-4:2015 – Parte 4 – Proteção de Sistemas Elétricos e Eletrônicos;

Na figura 9, é mostrada como as partes da NBR 5419:2015 se conectam, onde a


o conceito de proteção contra descargas atmosféricas é formado pela combinação
dos conceitos de SPDA juntamente com MPS, estas se integram por completo,
formando um conceito mais compreensivo que foi apresentado nessa norma o
conceito de proteção contra descargas atmosféricas (PDA), que veio com objetivo
conceituar um sistema seguro tanto para a vida, como para o local a ser protegido
assim como também para a integridade dos equipamentos presentes na estrutura.
52

Figura 9: Formação do conceito de PDA ABNT NBR 5419:2015

Fonte: adaptado de NBR 5419-1:2015

5.2.1 Parte 1: Princípios gerais

A primeira parte da NBR 5419:2015 conta com aproximadamente 70 páginas,


divididos em oito capítulos e também com cinco anexos, nele trata-se apenas sobre
o fenômeno da descarga atmosférica como se pode observar na Figura 03. Tratando
superficialmente como deve ser realizada a proteção contra descargas atmosféricas,
nela é encontrada a definição dos parâmetros e apresenta a teoria necessária para
determinar se é ou não necessário adotar medidas de proteção que podem ser
aplicadas e a metodologia para proteger estruturas contra descargas atmosféricas, o
que torna a NBR 5419-1:2015 essencial para uma boa compreensão sobre as
consequências causadas pelas descargas atmosféricas, com a finalidade de um
dimensionamento adequado dos, sistemas a serem implantados e os materiais
indicados para suportar impulsos elétricos. Sendo assim uma das partes da NBR
5419:2015 mais parecidas com a tradução da IEC 62305-1.
53

5.2.2 Parte 2: Gerenciamento de risco

Sendo a parte mais extensa do conjunto de normas 5419, a segunda parte


acaba sendo a mais importante, é nessa parte que define os procedimentos de
gerenciamento de r, nela é apresentada diversos parâmetros da estrutura, das linhas
elétricas, das linhas de sinais, de danos decorrentes de alguma descarga
atmosférica, é na segunda parte da norma onde é feito o estudo dos riscos para
definir se uma estrutura está com seus parâmetros de riscos dentro de valores
toleráveis, nela são levados em consideração 110 parâmetros, de dados de entrada
já definidos e que podem ser avaliados através das formulas para obtenção desses
parâmetros.

Os parâmetros se formam com base na fonte, no tipo de dano, além do tipo da


perda a ser mensurada, onde foi desenvolvida uma metodologia analítica para definir
o risco e a necessidade de instalação de uma SPDA, inicialmente são caracterizadas
as fontes de danos distintas definidas pela Tabela 14 como:

Tabela 14 – Fontes de danos

Fonte de dano: Descrição

S1 -Descarga atmosférica na Descarga que atinge diretamente a


estrutura estrutura. Pode gerar todos os tipos de
dano.

S2 - Descarga atmosférica Descarga que atinge um local próximo suficiente à


próxima à estrutura estrutura para causar surtos de tensão nas linhas de
energia e sinal.

Pode gerar danos por falha de sistemas internos (D3).

S3 - Descarga atmosférica nas Descarga que atinge diretamente uma das linhas de
linhas de energia e sinal energia ou de sinal que adentram a estrutura.

Pode gerar todos os tipos de dano.

S4 - Descarga atmosférica próxima Descarga que atinge um local próximo o suficiente a


às linhas de energia e sinal uma das linhas de energia ou de sinal para causar
surtos de tensão nessas linhas.

Pode gerar danos por falha de sistemas internos (D3).

Fonte: adaptado de NBR 5419-2:2015

Também são definidos os tipos possíveis de danos por descargas sejam


diretas ou indiretas, que são 3 tipos, sendo consequências das fontes de danos, pela
Tabela 15:
54

Tabela 15 – Tipos de dano.

Danos devidos a choques por tensões de passo e toque.

D1- Dano a seres Pode causar perda de vida humana (L1) e de valor econômico (L4), este último
vivos caso haja animais produtivos na estrutura.

Danos por incêndios, explosões, destruição mecânica e liberação de produtos


químicos.
D2 -Dano físico à
estrutura Pode causar todos os tipos de perda.

Danos causados indiretamente por falha de sistemas internos devida a surtos


de tensão nas linhas de energia ou sinal que adentram a estrutura.
D3 - Dano por
falha de sistemas Pode causar perda de serviço ao público (L2) e de valor econômico (L4), bem
internos como de vida humana (L1) quando há risco de explosão ou se essas falhas
puderem causar imediato perigo à vida humana (ex. hospitais).

Fonte: adaptado de NBR 5419-2:2015

As perdas são parametrizadas de acordo com a ponto de impacto sendo a


combinação do tipo de dano juntamente com fonte do dano, onde se definem os tipos
de perda decorrentes de uma descarga atmosférica a depender do tipo de dano
decorrente, definidos, segundo a NBR 5419-2:2015, são:

Tabela 16 – Tipos de Perda

L1 - Perda de vida humana Perda de vida e ferimentos permanentes.

L2 - Perda de serviço ao Usuários não atendidos por serviços cuja interrupção é inaceitável.
público
A norma define como serviço ao público, exclusivamente, o
suprimento de água, gás e energia e os serviços de fornecimento de
sinais de TV e de telecomunicações.

L3 - Perda de patrimônio Perda de patrimônio considerado cultural e insubstituível.


cultural
A norma sugere, mas não limita, que locais como museus, galerias,
sítios arqueológicos e igrejas estão suscetíveis a esse tipo de perda

L4 - Perda de valor Perda econômica devida à perda de vida animal produtiva, a danos à
econômico estrutura e/ou aos seus conteúdos e interrupção de atividades.

Fonte: adaptado de NBR 5419-2:2015

Essa associação é descrita na norma através da tabela 17, onde é ilustrada o


tipo de situação possível pela combinação entre a fonte, dano e perda.
55

Tabela 17 – Fontes de danos, tipos de danos e tipos de perdas de acordo com o ponto de impacto

Descarga atmosférica Estrutura


Ponto de impacto Fonte de Tipo de danos Tipo de
danos perdas

D1 L1, L4𝑎
S1 D2 L1, L2, L3,L4
D3 L1𝑏, L2, L4

S2 D3 L1𝑏, L2, L4

D1 L1, L4𝑎
S3 D2 L1, L2, L3,L4
D3 L1𝑏, L2, L4

S4 D3 L1𝑏, L2, L4

𝑎 Somente para propriedades onde animais possam ser perdidos.


𝑏 Somente para estruturas com risco de explosão ou para hospitais ou outras estruturas onde falhas
de sistemas internos podem imediatamente colocar em perigo a vida humana.
Fonte: adaptado de NBR 5419-2:2015

Após fazer análise dos danos, são realizados cálculos referentes aos riscos de
uma estrutura a ser estudada. Sendo que para cada tipo de perda que possa vir a
ocorrer, deve ser analisado um valor de risco, levando em conta as características
daquele tipo. De tal modo, ao fim dos cálculos, são obtidos até quatro valores de risco
referentes a cada risco, que tem de ser avaliados (ABNT NBR 5419-2:2015, p. 15).

Estes cálculos são associados aos tipos de perdas, esses riscos são valores
relativos a uma provável perda anual média para cada tipo de perda vista
anteriormente, tendo o risco resultante desse cálculo sendo avaliado. O cálculo de
risco é feito separadamente para cada tipo de perda, podendo calcular até quatro
56

tipos de risco diferentes. Dessa forma, os riscos que devem ser analisados em uma
estrutura são:

• R1 - risco de perda de vida humana;


• R2 - risco de perda de instalação de serviço ao público;
• R3 - risco de perda de memória cultural;
• R4 - risco de perda de valor econômico;
As componentes de risco componente correspondem a relação entre fonte dos
danos e a perda consequente por isso, assim elas são calculadas separadamente, e
a depender do risco, seja ele de perda humana, serviço público, cultural ou valor
econômico, são somadas para ponderar o risco.

As componentes de risco podem ser sintetizadas a partir da fórmula geral de


a Equação 3.1 de suas componentes a serem consideradas a depender do tipo de
perda, tendo uma visão mais clara observando a Tabela 19.

𝑅x = 𝑁x × 𝑃x × 𝐿x (3.1)

Onde 𝑁 é a média de eventos perigosos por ano, onde é avaliado a partir


da variável de densidade de descargas atmosféricas (NG), 𝑃 é a probabilidade de
dano à uma estrutura e 𝐿 é a perda consequente do dano (ABNT, 2015, parte 2,
p. 24). Os componentes de risco estão descritos nas Tabelas 20 a 27 de acordo com
NBR 5419:2015 os diferentes tipos de danos e diferentes fonte de danos.

Tabela 19 – Resumo componentes de risco.

Fontes de danos
Danos
S1- Na estrutura S2 – Perto da Estrutura S3 – Na linha de energia ou S4- Próximo a linha de
sinal energia ou sinal

𝑅𝐴 = 𝑁𝐷 ·𝑃𝐴· 𝐿𝐴 𝑅𝑈 =(𝑁𝐿 + 𝑁𝐷𝐽 )·𝑃𝑈·𝐿𝑈


𝐷1 - -
𝑅𝐵 = 𝑁𝐷 ·𝑃𝐵 ·𝐿𝐵 𝑅𝑉 =(𝑁𝐿 + 𝑁𝐷𝐽 )·𝑃𝑉 ·𝐿𝑉
𝐷2 - -
𝑅𝐶 = 𝑁𝐷 ·𝑃𝐶 ·𝐿𝐶 𝑅𝑀 =𝑁𝑀 ·𝑃𝑀 ·𝐿𝑀 𝑅𝑊=(𝑁𝐿 +𝑁𝐷𝐽)·𝑃𝑊·𝐿𝑊 𝑅𝑍 = 𝑁𝐼 · 𝑃𝑍 ·𝐿𝑍
𝐷3
Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

S1 - Componentes de risco para descargas direto na estrutura (RA, RB, 𝑹𝑪 ) :


57

Componente RA – relativa a ferimentos causados a seres vivos por choque elétrico


devido às tensões de toque e passo, dentro de uma estrutura e em distâncias de até
três metros do lado de fora da estrutura ao redor de condutores de descida;

Tabela 20 – Equação componente 𝑹𝑨 detalhada.

𝑅𝐴 = 𝑁𝐷 ·𝑃𝐴· 𝐿𝐴

Termo Definição

𝑵𝑫 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas na estrutura

𝑷𝑨 Probabilidade de dano a seres vivos devido a descargas atmosféricas na estrutura

𝑳𝑨 Perda consequente ao dano a seres vivos

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

Componente RB – relativa a dano físico que são causados devido a


centelhamentos perigosos no interior da estrutura, causando incêndios ou explosão;

Tabela 21 – Equação componente 𝑹𝑩 detalhada.

𝑅𝐵 = 𝑁𝐷 ·𝑃𝐵 ·𝐿𝐵
Termo Definição

𝑵𝑫 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas na estrutura

𝑷B Probabilidade de dano físico à estrutura devido a descargas atmosféricas na estrutura.

𝑳B Perda consequente ao dano físico à estrutura

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

Componente RC - Referente à falha de sistemas internos causados por LEMP.

Tabela 22 – Equação componente 𝑹𝑪 detalhada.

𝑅C = 𝑁𝐷 ·𝑃C· 𝐿C
Termo Definição

𝑵𝑫 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas na estrutura

𝑷C Probabilidade de dano por falha de sistemas internos devido a descargas atmosféricas na


estrutura.
𝑳C Perda consequente ao dano a seres vivos

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.


58

S2 - Componentes de risco para uma estrutura devido às descargas próximo da


estrutura (RM):

Componente RM – Referente a falha dos sistemas internos motivada por Pulso


Eletromagnético Devido às Descargas Atmosféricas (LEMP), que atingem os
arredores da estrutura, onde falhas no sistema interno podem colocar em perigo de
vida.

Tabela 23 – Equação componente 𝑹𝑴 detalhada.

𝑅M = 𝑁M ·𝑃M· 𝐿M

Termo Definição

𝑵M Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas próximas à


estrutura

𝑷M Probabilidade de dano por falha de sistemas internos devido a descargas atmosféricas


próximos à estrutura.
𝑳M Perda consequente ao dano por falha de sistemas internos.

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

S3- Componentes de risco para uma estrutura devido às descargas


atmosféricas em uma linha conectada à estrutura (𝑹𝑼 , 𝑹𝒗, 𝑹𝒘):

Componente RU - atinente a ferimentos a seres vivos motivados por choque elétrico


por tensões de passo e toque no interior da estrutura;

Tabela 24 – Equação componente 𝑹𝑼 detalhada.

𝑅𝑈 =(𝑁𝐿 + 𝑁𝐷𝐽 )·𝑃𝑈·𝐿𝑈


Termo Definição

𝑵𝑳 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas nas linhas de
energia e sinal.

𝑵𝑫𝑱 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas em uma
estrutura adjacente conectada à estrutura principal através de linhas de energia e sinal,
quando houver.

𝑷U Probabilidade de dano físico a seres vivos devido a descargas atmosféricas nas linhas de
energia e sinal.

𝑳𝑼 Perda consequente ao dano a seres vivos.

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.


59

Componente RV - Referente a danos físicos (incêndio ou explosão iniciados


por centelhamentos perigosos entre as partes de superfície metálica e instalações
internas na entrada da linha na estrutura);

Tabela 25 – Equação componente 𝑹𝑽 detalhada.

𝑅V = (𝑁𝐿 + 𝑁𝐷𝐽 )·𝑃V·𝐿V


Termo Definição

𝑵𝑳 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas nas linhas de
energia e sinal.

𝑵𝑫𝑱 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas em uma
estrutura adjacente conectada à estrutura principal através de linhas de energia e sinal,
quando houver.

𝑷V Probabilidade de dano a estrutura devido a descargas atmosféricas nas linhas de energia e


sinal.

𝑳V Perda consequente ao dano a estrutura.

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

Componente RW – Referente devido a falhas de sistemas internos causados


por sobretensões induzidas nas linhas que entram na estrutura e transmitidas a esta.

Tabela 26 – Equação componente 𝑹𝑾 detalhada.

𝑅w = (𝑁𝐿 + 𝑁𝐷𝐽 )·𝑃W·𝐿W


Termo Definição

𝑵𝑳 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas nas linhas de
energia e sinal.

𝑵𝑫𝑱 Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas em uma
estrutura adjacente conectada à estrutura principal através de linhas de energia e sinal,
quando houver.

𝑷W Probabilidade de dano por falha de sistemas internos devido a descargas atmosféricas nas
linhas de energia e sinal.

𝑳W Perda consequente ao dano por falha de sistemas internos.

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015

S4- Componentes de risco para uma estrutura devido às descargas


atmosféricas próximas de uma linha conectada à estrutura (Rz):
60

Componente RZ – Componente relativo a falhas de sistemas internos causados


por sobretensões induzidas nas linhas que entram na estrutura e transmitidas a esta,
geralmente em estrutura com risco de explosão, hospitais e outras com riscos de vida
por falha de sistemas internos.

Tabela 27 – Equação componente 𝑹𝒁 detalhada.

𝑅Z = 𝑁I ·𝑃Z· 𝐿M
Termo Definição

𝑵I Número médio anual de eventos perigosos devido a descargas atmosféricas próximas às


linhas de energia ou sinal.
𝑷z Probabilidade de dano por falha de sistemas internos devido a descargas atmosféricas
próximos à linha de energia ou sinal.
𝑳Z Perda consequente ao dano por falha de sistemas internos.

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

Segundo a NBR 5419 (2015), cada risco pode ser obtido a partir da soma de
suas componentes de riscos, como se observa nas equações 3.2 a 3.5.

R1 – Risco de perda de vida humana:

R1 = RA1 + RB1 + RC1¹ + RM1¹ + RU1 + RV1 + RW1¹ + RZ1¹ (3.2)

¹ - Somente para estruturas com risco de explosão e para hospitais com equipamentos elétricos para
salvar vidas ou outras estruturas quando a falha dos sistemas internos imediatamente possa pôr em
perigo a vida humana.

R2 – Risco de perda de serviço público:

R2 = RB2 + RC2 + RM2 + RV2 + RW2 + RZ2 (3.3)

R3 – Risco de perda de patrimônio cultural:

R2 = RB2 + RC2 (3.4)

R4 – Risco de perda de valor econômico:

R4 = RA4² + RB4 + RC4 + RM4 + RU4²+ RV4 + RW4 + RZ4 RC2 (3.5)
61

² - Somente para propriedades onde animais possam ser perdidos.

5.2.2.1 O estudo do gerenciamento do risco da perda humana

O gerenciamento de risco foi a principal novidade, da NBR 5419:2015, nele é


que se define as condicionantes de risco, que vão definir a proteção contra descargas
atmosféricas, saindo de uma analogia simples da NBR5419 2005, onde com 3
fórmulas se definiria a necessidade de um SPDA, o gerenciamento de risco é um
cálculo detalhado de todas possibilidades de riscos e danos que possam a vir ocorrer
por descargas atmosféricas, com mais de 110 parâmetros de análise, a Figura 10
mostra como é feito o estudo da necessidade de proteção pelo gerenciamento de
risco.

Figura 10 - Procedimento para decisão da necessidade da proteção e para selecionar as medidas de


proteção

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.


62

Cada risco pode ser definido a partir da soma das componentes de riscos, que
são obtidas através de cálculos referentes onde existem parâmetros para avaliar as
componentes de risco, aqui foi abordado somente informações sobre componentes
relevantes a riscos perda de vida humana necessários para realização da Equação
3.12, desconsiderando as componentes que abordam sobre perda de vida humana
devido a falhas de sistemas internos. começando pela análise do número anual de
eventos perigosos que é sintetizada pela Equação 3.6.

𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 (3.6)

Tendo como 𝑁𝐷 sendo o número anual de descargas atmosféricas na

estrutura, 𝑁𝐺, a densidade de descargas atmosféricas para a terra depende da


avaliação da densidade de descargas atmosféricas para terra por km².ano, para
determinar a densidade de descargas atmosféricas para a terra ( 𝑁𝐺), o INPE,
disponibiliza de duas formas, primeiramente pelos mapas no anexo F da NBR 5419-
2:2015, como ilustrado na Figura 11, e pelo site do INPE.

Figura 11 – Densidade de descargas atmosféricas NG – Mapa do Nordeste

Fonte: ABNT NBR 5419-2:2015.


63

A área de exposição da estrutura equivalente 𝐴𝐷, tem como ser definida


graficamente ou matematicamente, onde para estruturas retangulares que são
menos complexas podendo ser calculada através da equação 3.7, onde 𝐿 representa
comprimento, 𝑊 largura e 𝐻 é a altura.

𝐴𝐷 = 𝐿. 𝑊 + 2. (3. 𝐻). (𝐿 + 𝑊) + 𝜋. (3. 𝐻)2 (3.7)

Sendo 𝐿, 𝑊 e 𝐻 expressos em metros, onde observando a Figura IUHJD, fica


mais fácil a compreensão.

Figura 12 – Área de exposição equivalente 𝐴𝐷

Fonte: O Setor Elétrico (2015).

Tendo variações referentes como a área de exposição da linha representado


por 𝐴L, seja de energia ou sinal, sendo sintetizada pela equação 3.7, onde LL
representa o comprimento da linha.

𝐴L = 40. LL (3.7)

Outra área a ser calculada e a ser considerada para os cálculos das


componentes de risco é a área que se refere a descargas que caem perto da linha, o
𝐴l. que é representado pela equação 3.8

𝐴l = 4000. LL (3.8)
Quando não ser de conhecimento o comprimento da linha a ser considerada
no estudo, assume-se o valor de 1000 metros,
64

A locação relativa da estrutura em relação aos arredores é determinada pelo


fator de localização 𝐶𝐷 que é caracterizado pela Tabela 28.

Tabela 28 – Fator de localização da estrutura - 𝐶𝐷

Localização relativa 𝐶𝐷
0,25
Estrutura cercada por objetos mais altos
Estrutura cercada por objetos da mesma altura ou mais baixos 0,50

Estrutura isolada: nenhum outro objeto nas vizinhanças 1,0


Estrutura isolada no topo de uma colina ou monte 2,0

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2:2015.

Existem outros fatores utilizados para o gerenciamento de risco, 𝐶𝐼, 𝐶𝑇 e 𝐶𝐸,


estes são relacionados a linha onde determinam parâmetros relacionados instalação,
tipo e ambiental, sendo eles representados pelas Tabelas 29,30 e 31 .

Tabela 29 – Fator instalação da linha - 𝐶l

Roteamento 𝐶𝐼
Aéreo 1
Enterrado 0,5
Cabos enterrados completamente dentro e interligado a uma malha de aterramento 0,01
Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2, 2015.

Tabela 30 – Fator tipo da linha - 𝐶T


Instalação 𝐶𝑇
Linha de energia ou sinal 1
Linha de energia em alta tensão com transformador AT/BT 0,2
Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2, 2015.

Tabela 31 – Fator ambiental da linha - 𝐶E

Instalação 𝐶𝐸
Rural 1
Suburbano 0,5
Urbano 0,1
Urbano com edifícios maiores de 20 metros 0,01
Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2, 2015.
65

Definidos os fatores da linha, área de exposição e o número anual de


descargas atmosféricas, tem-se o necessário para avaliação de eventos perigosos
através das Equações 3.6 e das Equações 3.9 até 3.11

𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 (3.6)


𝑁𝐷𝐽 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷𝐽. 𝐶𝐷𝐽. 𝐶𝑇. 10−6 (3.9)
𝑁𝐿 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐿. 𝐶𝐼. 𝐶𝐸. 𝐶𝑇. 10−6 (3.10)
𝑁𝐼 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐼. 𝐶𝐼. 𝐶𝐸. 𝐶𝑇. 10−6 (3.11)

A NBR 5419:2015 trata que probabilidade de danos são fatores que se


consideram pela possível chance de ocorrer danos a pessoas, por tensões de passo
e tensões de toque, por consequência de uma descarga atmosférica que possa vir a
atingir uma estrutura, a probabilidade de danos são um grupo de fatores
considerados na análise de probabilidade de danos, o SPDA instalado, ou medidas
de proteção adicionais, a existência de DPS nos sistemas, blindagem de linhas de
sinais e energia, assim como fatores que se referem a eficiência das blindagens, e é
representado pela Equação 3.12.

𝑃𝐴 = 𝑃𝑇𝐴 . 𝑃𝐵 (3.12)
Onde, 𝑃𝐴 representa o a probabilidade de danos a seres vivos pelo choque
elétrico, 𝑃𝑇𝐴 sendo a probabilidade de alguma descarga causar choques elétricos a
seres vivos, por tensões de toque e passo, representada na Tabela 32.

Tabela 32 – Valores da probabilidade 𝑃𝑇𝐴 de uma descarga atmosférica em uma estrutura causar
choques a seres vivos devido a tensões de passo e toque perigosas.

Medida de proteção adicional 𝑃𝑇𝐴


Nenhuma medida de proteção 1
Avisos de alerta 10−1
Isolação elétrica 10−2
Equipotencialização efetiva do solo 10−2
Restrições físicas ou estrutura do edifício utilizada como subsistema de
0
descida
Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2, 2015.
66

E 𝑃𝐵 representa a probabilidade de descargas atmosférica causarem danos


físicos, onde ela é representada pela Tabela 33, que aborda sobre as características
de proteção por SPDA na estrutura.

Tabela 33 – Valores da probabilidade 𝑃B para redução de danos físicos.

Características da estrutura Classe do SPDA 𝑃𝐵


Estrutura não protegida por SPDA - 1
IV 0,2
III 0,1
Estrutura protegida por SPDA
II 0,05
I 0,02
Estrutura com subsistema de captação conforme SPDA classe I e uma
estrutura metálica contínua ou de concreto armado atuando como um 0,01
subsistema de descida natural
Estrutura com cobertura metálica e um subsistema de captação,
possivelmente incluindo componentes naturais, com proteção completa de
qualquer instalação na cobertura contra descargas atmosféricas diretas e 0,001
uma estrutura metálica contínua ou de concreto armado atuando como um
subsistema de descidas natural

Fonte: ABNT NBR 5419-2, 2015.

A componente 𝐶𝐿𝐷 é um fator que depende das condições da blindagem dos


aterramentos e isolamento das linhas de energia e sinal, definida na tabela 34.
67

Tabela 34 – Fatores 𝐶𝐿𝐷, 𝐶𝐿I, dependendo das condições de blindagem e isolamento.

Tipo de linha externa Conexão na entrada 𝐶𝐿𝐷 𝐶𝐿𝐼


Linha aérea não blindada Indefinida 1 1
Linha enterrada não blindada Indefinida 1 1
Linha de energia com neutro multiaterrado Nenhuma 1 0,2
Blindagem não interligada ao mesmo
Linha enterrada blindada (energia ou sinal) barramento de equipotencialização que o 1 0,3
equipamento
Blindagem não interligada ao mesmo
Linha aérea blindada (energia ou sinal) barramento de equipotencialização que o 1 0,1
equipamento
Blindagem interligada ao mesmo
Linha enterrada blindada (energia ou sinal) barramento de equipotencialização que o 1 0
equipamento
Blindagem interligada ao mesmo
Linha aérea blindada (energia ou sinal) barramento de equipotencialização que o 1 0
equipamento
Cabo protegido contra descargas
atmosféricas ou cabeamento em dutos Blindagem interligada ao mesmo
para cabos protegido contra descargas barramento de equipotencialização que o 0 0
atmosféricas, eletrodutos metálicos ou equipamento
tubos metálicos
(Nenhuma linha externa) Sem conexões com linhas externas 0 0
Qualquer tipo Interfaces isolante 0 0
Fonte: ABNT NBR 5419-2, 2015.

A probabilidade 𝑃𝑢 , que trata sobre a chance de uma descarga na linha causar


danos a seres vivos devido a tensão de toque ou passo, essa probabilidade depende
de características da linha de energia ou sinal, também é considerado medidas de
proteções como fatores de definição da probabilidade, sua definição é dada pela
Equação 3.13.

𝑃𝑈 = 𝑃𝑇𝑈 ・ 𝑃𝐸𝐵 ・ 𝑃𝐿𝐷 ・ 𝐶𝐿𝐷 (3.13)

𝑃𝑇𝑈 : é a variável dependente das medidas de proteção que poderiam prevenir


contra tensões de toque que é representada pela Tabela 35.
68

Tabela 35 – Valores de probabilidade PTU de uma descarga atmosférica em uma linha que
adentre a estrutura causar choque a seres vivos devido as tensões de toque perigosas

Medida de Proteção 𝑃𝑇𝑈


Nenhuma medida de proteção 1
Avisos visíveis de alerta 10-1
Isolação elétrica 10-2
Restrições Físicas 0

Fonte: ABNT NBR 5419-2, 2015.

𝑃EB: é a variável dependente das ligações equipotenciais, conforme o NP no


qual DPS, é representada pela Tabela 36.

Tabela 36 – Valor da probabilidade PEB em função de NP para o qual os DPS foram projetados.

NP PEB
Sem DPS 1
III-IV 0,05
II 0,02
I 0,01
Os valores PEB podem ser reduzidos para DPS que
tenham melhores características de proteção 0,005 – 0,001
comparados com os requisitos definidos.

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2, 2015.

𝑃LD: é a variável que tem probabilidade de causar falhas em sistemas internos


devido descargas na linha, é representada pela Tabela 37
69

Tabela 37 – Valores de probabilidade PLD dependendo da resistência RS da blindagem do cabo e da


tensão suportável de impulso UW do equipamento.

Tensão suportável UW em kV
Tipo de Linha Condições do roteamento, blindagem e
interligação
1 1,5 2,5 4 6

Linha aérea ou enterrada, não blindada ou com


a blindagem não interligada ao mesmo
barramento de equipotencialização do 1 1 1 1 1
equipamento.

Linhas de energia
ou sinal 5Ω/km<Rs≤20 Ω/km 1 1 0,95 0,9 0,8
Blindada aérea ou
enterrada cujo a
blindagem está
interligada ao mesmo 1Ω/km<Rs≤5 Ω/km 0,9 0,8 0,6 0,3 0,1
barramento de
equipotencialização do
equipamento.
Rs≤1 Ω/km 0,6 0,4 0,2 0,04 0,02

Fonte: adaptado de ABNT NBR 5419-2, 2015.

Pelo estudo do risco de perda humana onde não se considera perdas devidos
do tipo D3, tem por último então probabilidade 𝑃𝑣 , que trata sobre a chance de uma
descarga na linha causar danos físicos, essa probabilidade depende de
características da blindagem da linha de energia ou sinal, da tensão suportável de
impulsos de sistemas que estão conectados a e do sistema de DPS instalados para
equipotencialização da linha, sua definição é dada pela Equação 3.14.

𝑃V = 𝑃𝐸𝐵 ・ 𝑃𝐿𝐷 ・ 𝐶𝐿𝐷 (3.14)

Para finalizar o estudo sobre gerenciamento de risco deve ser realizada uma
análise quantitativa de perdas L1 , onde são sintetizadas equações definidos em
parâmetros de perda de vida humana, realizando uma análise sobre quantas pessoas
ocupam uma zona, qual tempo ela passa ali por ano, o tipo do piso do local a ser a
analisado, se existem medidas de preventivas de incêndio, se é um local com risco
70

de explosão, todas essas características sendo analisadas para descargas diretas e


indiretas na estrutura, as Equações 3.15 à 3.17 que definem esse parâmetro L1:

Lu = LA= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) (3.15)

LB= LB = 𝑟p × 𝑟f × hZ × 𝐿F × (nz ⁄ nt) ×(tz ⁄ 8760) (3.17)

As equações 3.15 e 3.16, são referentes a danos do tipo D1 e D2, o significado


de cada parâmetro do cálculo de perdas é descrito em cada tabela, cada um desse
parâmetro é definido a partir das Tabelas 38 a 43.

Tabela 38 – Valores médios típicos de 𝐿𝑇 e 𝐿F para perdas de vida humana


Valor de perda
Tipo de danos Tipo da estrutura
típico
D1 𝐿𝑇 10−2 Todos os tipos

10−1 Risco de explosão

D2 10−1 Hospital, hotel, escola, edifício cívico


𝐿𝐹 5 · 10−2 Entretenimento público, igreja, museu
2 · 10−2 Industrial, comercial

10−2 Outros
Fonte: ABNT NBR 5419-2, Anexo C.

Tabela 39 – Fator de redução 𝑟t em função do tipo da superfície do solo ou piso


Tipo de superfície Resistência de contato kΩ 𝑟t
Agricultura, concreto ≤1 10−2
Mármore, cerâmica 1 - 10 10−3
Cascalho, tapete, carpete 10 - 100 10−4
Asfalto, linóleo, madeira maior igual 100 10−5
Fonte: ABNT NBR 5419-2, Anexo C.
71

𝑟
Tabela 40 – Fator de redução p em função das providências tomadas para reduzir as consequências
de um incêndio.

Providências 𝑟p
Nenhuma providência 1
Uma das seguintes: extintores, instalações fixas operadas
manualmente, instalações de alarme manuais, hidrantes, 0,5
compartimentos à prova de fogo, rotas de escape
Uma das seguintes: instalações fixas operadas
automaticamente, 0,2

instalações de alarme automático


Fonte: ABNT NBR 5419-2, Anexo C.

𝑟
Tabela 41 – Fator de redução f em função do risco de incêndio ou explosão na estrutura.

Risco Quantidade de risco 𝑟f


Zonas 0, 20 e explosivos sólidos 1
Explosão Zonas 1, 21 𝑎 10−1
Zonas 2, 22 𝑎 10−3
Alto 10−1
Incêndio Normal 10−2
Baixo 10−3
Explosão ou Nenhum 0
incêndio
𝑎
Definidas conforme ABNT NBR 5419:2015
Fonte: ABNT NBR 5419-2, Anexo C.
72

Tabela 42 – Fator hZ aumentando a quantidade relativa de perda na presença de um perigo


especial.

Tipo de perigo especial hZ


Sem perigo especial 1
Baixo nível de pânico (por exemplo, uma estrutura imitada a dois andares
2
e número de pessoas não superior a 100)
Nível médio de pânico (por exemplo, estruturas designadas para eventos
culturais ou esportivos com número de participantes entre 100 e 1000 5
pessoas)
Dificuldade de evacuação (por exemplo, estrutura com pessoas
imobilizadas, 5

hospitais)
Alto nível de pânico (por exemplo, estruturas designadas para eventos
culturais 10

ou esportivos com número de participantes maior que 1000 pessoas)


Fonte: ABNT NBR 5419-2, Anexo C.

5.2.3 PARTE 3: DANOS FÍSICOS A ESTRUTURAS E PERIGOS À VIDA

Essa parte da ABNT NBR 5419, aborda sobre a proteção da estrutura, onde
se comparado com sua versão anterior não apresentou tantas mudanças como a
parte 2 e 4, os métodos de proteção são os mesmo, Eletrogeométrico, Franklin, e
Gaiola de Faraday, onde no Eletrogeométrico não apresentou mudanças em questão
ao seu raio de proteção, o método de Franklin foi o que teve mais mudanças em seus
ângulos, e o método da gaiola de Faraday teve mudanças na largura e comprimento
de sua malha como é mostrado na Tabela 43, todas essa mudanças em questão de
proteção foram melhores, considerando que a medida de proteção que é mais eficaz
contra danos físicos a estruturas é o SPDA.
73

Tabela 43 – Comparativo entre proteções NBR 5419 2005 e 2015.

Métodos de Proteção
Eletrogeométrico Gaiola de Faraday
2005=2015 2005 2015
Classe Raio da esfera rolante Largura máxima Comprimento Máximo afastamento dos
do SPDA da malha da malha condutores da malha
I 20 m 5m 10 m 5mx5m
II 30 m 10 m 20 m 10 m x10 m
III 45 m 10 m 20 m 15 m x15 m
IV 60 m 20 m 40 m 20 m x 20 m
Fonte: Adaptado de NBR 5419:2005 e 2015

A terceira parte da norma conserva bastante do escopo geral da antiga, em


relação a aplicação em projetos, tipos de SPDA, e também implementa bastante no
quesito proteção, onde as principais mudanças foram supracitadas tendo também
aspectos bem interessantes referente a espaçamento entre descidas, descrito na
Tabela 44 e seccionamento de condutores, onde agora existe uma gama de
possibilidades de condutores que podem dar um leque de opções maior para o
projetista.

Tabela 44 – Comparativo entre espaçamento entre condutores de descida.

5419:2005 5419:2015
Classe do SPDA Espaçamento Médio Distâncias
I 10 m 10 m
II 15 m 10 m
III 20 m 15 m
IV 25 m 20 m
Fonte: Adaptado de NBR 5419:2005 e 2015
74

5.2.4 PARTE 4: SISTEMAS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS INTERNOS NA


ESTRUTURA

A quarta parte da ABNT NBR 5419:2015 traz informações para realização de


projeto, instalação, inspeção, manutenção e ensaio de sistemas de proteção elétricos
e eletrônicos MPS para diminuir o risco de danos permanentes internos à estrutura
devido aos impulsos eletromagnéticos de descargas atmosféricas (LEMP) (ABNT,
2015, Parte 4). Através desses danos permanentes nos sistemas eletroeletrônicos
podem ser causados pelo impulso eletromagnético da descarga atmosférica (LEMP),
segundo ABNT a Parte 4 da ABNT NBR 5419:2015:

— Surtos conduzidos ou induzidos transmitidos pelos cabos conectados aos


sistemas;

— Os efeitos dos campos eletromagnéticos irradiados diretamente para os


próprios equipamentos.

Os surtos na estrutura podem se originar por descargas atmosféricas que


atingem as linhas que entram na estrutura, ou o solo próximo a elas, e são
transmitidos aos sistemas elétricos e eletrônicos dentro da estrutura por meio destas
linhas ou também podem se originar por descargas atmosféricas que atingem a
própria estrutura ou o solo próximo a ela (ABNT, 2015, Parte 4).

Os Campos eletromagnéticos irradiados podem ser gerados por corrente


elétrica que flui no canal das descargas atmosféricas diretas e corrente parcial da
descarga atmosférica fluindo nos condutores (ABNT, 2015, Parte 4).

Considerando-se que sistemas elétricos e eletrônicos estão sujeitos a danos


devido a impulsos eletromagnéticos causados pela corrente das descargas
atmosféricas por meio de acoplamento resistivo, indutivo e capacitivo. Para evitar
danos nos sistemas internos, é necessária a adoção de MPS (ABNT, 2015, Parte 4).

A proteção contra LEMP é baseada no conceito de zonas de proteção contra


raios (ZPR) (ABNT, 2015, Parte 4), sucessivas zonas de proteção na estrutura
caracterizam uma mudança na severidade no LEMP e a fronteira destas zonas são
determinadas pelas MPS adotadas (BORTOLATO, 2017).
75

A Parte 4 da ABNT NBR 5419:2015 aborda principalmente sobre as MPS,


sendo elas em destaque:

• aterramento e a equipotencialização;
• blindagem magnética;
• roteamento de linhas;
• coordenação de sistema de DPS;
• interfaces isolantes;

Essas sendo usadas como medidas básicas de proteção contra LEMP, o que
voltando a parte 2, no gerenciamento de risco onde em alguns casos, a instalação de
algumas MPS isenta a estrutura de SPDA externo.

5.3 A NECESSIDADE DE REVISÃO DO SPDA EM EDIFICAÇÕES COM


INSTALAÇÕES REALIZADAS ANTES DA NORMA VIGENTE

Para Normando Virgílio Borges Alves é necessário que ao fazer vistoria de


uma instalação de Proteção contra Descargas Atmosféricas (PDA), o profissional
responsável pela avaliação o realize de acordo com as regras vigentes na data desta.

O Engenheiro alega que o questionamento acerca da utilização ou não da


norma vigente no momento de vistoria é uma dúvida que permeia muitos profissionais
da área. Uma vez que, comumente, as instalações que serão vistoriadas seguem às
normas vigentes no tempo de sua construção, já outras não seguem norma alguma.
A norma ABNT NBR 5419 sofreu alterações nos anos de 1993, 2001, 2005 e 2015,
o que facilita a dúvida em torno do tema.

A respeito da utilização da nova norma concernente a Proteção contra


Descargas Atmosféricas (PDA) somente em novas construções, Normando entende
que:

Se a norma nova somente atingir as novas construções não faz muito


sentido atualizar as normas, pois a esmagadora maioria das edificações é
justamente a existente e são nelas que residem os maiores riscos de
acidentes e de perda de equipamentos, informações e perdas
patrimoniais.’(ALVES,2017)
76

Demonstrando, assim, que a necessidade de atualização das construções


antigas é pertinente também para que sua segurança seja assegurada.

Outro fator importante que foi explicitado pelo Engenheiro é saber diferenciar
a perícia, da vistoria. Ele afirma que a perícia analisa a construção tendo em vista a
norma da época que a construção se deu, para assim verificar se corresponde ao
quantum regulado naquele tempo e imputar as devidas responsabilidades. Já no caso
de vistorias e adequações de instalações, o que se pretende é trabalhar de forma
preventiva, de modo que as medidas adotadas sejam com o objetivo de minimizar
futuros riscos de dano ou perda, dando fundamento à atualização periódica das
normas.

O autor explana que, em situações em que a instalação corresponda à norma


anterior e que as mudanças em relação ao SPDA sejam mínimas de maneira que se
considere a adaptação à norma vigente justificável financeiramente ou ser
considerada, inclusive, desnecessária, poderá também acontecer que, ao fazer o
cálculo para gerenciamento de risco, a edificação de nível ll de proteção passe a ter
PDA nível lV e, provavelmente, o SPDA não precise ser modificado. Poderia também
acontecer de nem precisar de SPDA ou, mais raramente, de MPS, o que certamente
será necessário é realizar a atualização da documentação seguindo a antiga norma,
fazer ensaio de continuidade e dimensionar (ou redimensionar) as MPS, se existirem.

Sendo assim, tendo em vista as edificações já existentes, Normando sugere


que:

Para as edificações existentes, a sugestão é, em primeiro lugar, fazer a


análise de risco contida na parte 2 para verificar o que está instalado, o que
precisa ser instalado ou documentado e sugerir a implantação dessas
medidas. (ALVES,2017)
77

6. METODOLOGIA

Conforme verificado por Gil (1996), pode-se dizer que a pesquisa é um


procedimento racional e sistemático que objetiva responder aos problemas propostos
sendo solicitada quando não se possui informações suficientes para responder aos
problemas ou quando a informação se encontra desorganizada não permitindo
relacioná-la ao mesmo. "Estuda um problema relativo ao conhecimento cientifico ou
à sua aplicabilidade Para "(MARCONI e LAKATOS, 2003, p. 160). Devido aos fins
para ampliar uma área de conhecimento essa pesquisa se enquadra na natureza
básica.

Como bem nos assegura Gil (1996), pode-se dizer que pesquisa exploratória
ela pretende verificar o nível de conhecimento do objeto de estudo, intuindo a
formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis, favorecendo
estudos posteriores, sem se preocupar em ter uma ampla visão do problema. Gil
(1996) afirma que a pesquisa exploratória visa elucidar um problema ou contribuir
para construção de hipóteses. O objetivo primordial é aprimorar ideias, descobrir
intuições.O mais preocupante, contudo, é constatar que classificação descritivas tem
a intenção de falar sobre características do fenômeno da necessidade de proteção
de uma edificação.

Por ser de cunho descritivo, este estudo relata as características do


empreendimento caso e verifica as peculiaridades do conhecimento do pesquisado.
O escrito elaborado por Gil (2006) diz que a pesquisa descritiva objetiva descrever
as características de um grupo específico. A pesquisa se classifica em descritiva
devido ao envolvimento profundo na descrição de obtenção de resultados de cálculos
e do estudo normatizado para determinar o resultado, tendo como objetivo descrever
os resultados da aplicação do estudo em tal local. A base da pesquisa será livros,
sites e a norma para complementar a ideia central de forma mais sucinta possível.

Com base nos procedimentos técnicos adotados esta pesquisa assume a


forma de um estudo de caso. Gil (1996) descreve o estudo de caso como um estudo
de alguns objetos, cujo propósito é analisar características de uma situação
possibilitando aprimorar o conhecimento acerca do universo a que ela pertence.

Para YIN (2001), um estudo de caso investiga um fenômeno contemporâneo


dentro do seu contexto real.

Para coleta dos dados do estudo de caso, foi necessário visitar o posto, local
do estudo e analisar cada local com suas particularidades tendo cada um uma
particularidade que será considerada nos cálculos, para realizar os cálculos foram
necessários tomar conhecimento das dimensões da estrutura, visitas e análise das
edificações, para desenvolvimento das do projeto em estudo foi utilizado o software
AutoCAD 2017, e o software de auxílio para dimensionamento do SPDA o QiSPDA e
o software Pro-Elétrica, utilizados para conferir dados de dimensionamento.
78

O objetivo principal deste estudo de caso foi perceber e estudar de maneira


focada as mudanças na aplicação de um SPDA pelas normas de 2005 e 2015, tendo
um conhecimento, por exemplo, aprofundado nas diferenças que poderiam ocorrer
em um posto de combustíveis no município de Planalto/BA, no ano de 2017.

Quanto à classificação, dos dados necessários para o estudo de caso, foram


analisados através de um projeto arquitetônico e das visitas técnicas ao local, para
auxilio no dimensionamento dos cálculos, alem de informações que são definidas por
norma.

Os dados foram coletados no mês de agosto de 2017. A análise dos dados


envolveu cálculos propostos pela NBR 5419:2005 e 2015.

Este trabalho, teve a análise de dois casos, ou seja, uma vez que são os mais
desejáveis "quando a intenção da pesquisa é a descrição de fenômeno, a construção
de teoria ou o teste de teoria" (OLIVEIRA, 2013, p.148). Os resultados de estudos
que analisam múltiplos casos.

Na análise dos dados colhidos pela abordagem qualitativa houve a interpretação dos
dados. Por fim, além da descrição o pesquisador interpretou os dados colhidos e
buscou acrescentar algo ao questionamento existente sobre o tema.

Como instrumento para coleta de dados, utilizou-se a análise de cada edificação


existente no posto, sendo feita uma análise especifica para cada, com base nas NBR
5419 de 2005 e 2015, a fim de se obter uma melhor apreciação do conteúdo
apresentado no trabalho. Com esse tipo de análise para diversos tipos de edificações
pode se levantar as informações mais importantes sobre o tema que servirá como
fonte de dados para melhor interpretação de cunho técnico.

Portanto, foi elaborado um roteiro de análise em que continha a análise de cada


edificação seguindo os conceitos das NBR's e essas foram organizadas visando
alcançar o objetivo da pesquisa, cuidando dos aspectos técnicos e analíticos tendo
em vista clareza no entendimento do assunto. De forma geral, o objetivo de estudo
de caso era observar e analisar, entre outros aspectos, as mudanças que podem ser
observadas através da análise da necessidade de um SPDA em diferentes tipos de
empreendimentos, seja ele um ambiente nocivo ou não.
79

6.1. ESTUDO DE CASO

Neste capitulo será proposto uma análise sobre a necessidade de implantação


de um SPDA através do desenvolvimento do projeto aplicado em um posto de
combustíveis genérico em Planalto, onde através do estudo foi feita uma análise
comparativa entre o gerenciamento de risco da NBR 5419:2015 e sua versão anterior,
a NBR 5419:2005 pontuando suas diferenças notáveis.

O empreendimento estudado trata-se de um posto de combustíveis que conta


com 4 blocos de edificações e uma área de risco maior sendo eles:

1. Ilha de bombas;
2. Edificação do restaurante, escritório e loja de conveniência;
3. Pousada;
4. Oficinas e lojas de serviços automotivos;
5. Respiros dos tanques.

Figura 13 – Posto de combustíveis em Planalto - Blocos.

Fonte: Microsoft Mapas, 2017.


80

A quinta e última área onde se destaca, faz necessário de uma proteção mais
minuciosa, por se tratar de local maior risco, se trata dos respiros dos tanques
enterrados. O empreendimento em questão está localizado no município de Planalto
na Bahia, com uma área total construída de 4876,1 m² e um terreno com mais de
40.000 m², estando à 943 metros em relação ao nível do mar.

6.1.1 ESTUDO DE AVALIAÇÃO DE RISCO PELA NBR 5419:2005

Para iniciar o estudo de avaliação de risco de SPDA, primeiramente, seguindo


as orientações da NBR 5419:2005 é selecionado o NP (NP) do SPDA, conforme a
Figura 13, é identificado que a estrutura do posto de combustíveis tem o NP I para
ilha de bombas e para os respiros dos tanques, já para as demais edificações
presentes no empreendimento é adotada NP II, como mostra a Figura 14.

Figura 14 – Nível de proteção (NP) de estruturas analisadas.

Fonte: Autor, 2017.

Após determinar os níveis de proteção a cada bloco, conforme a ensina a


ABNT NBR 5419:2005, inicialmente deve-se analisar a necessidade de instalação de
81

um SPDA, fundamentado nas características do empreendimento e do terreno no


qual o posto de combustível foi construído.

Para ser realizado o cálculo de número de descargas atmosféricas que


acontecem por ano por quilometro quadrado na localidade aonde o empreendimento
se encontra onde pode ser definido através do índice cerâunico. A Figura 15
demonstra a região onde fica a cidade de Planalto e pode-se definir Td como sendo
o valor de 10 dias/Km². ano.

Figura 15 – Mapa Isocerâunico – Localização Planalto.

Fonte: Adaptado de NBR 5419:2005.

Com o índice cerâunico (𝑇𝑑) definido como 10, pode-se definir o a densidade
de descargas atmosféricas para a terra (𝑁𝑔) por meio da equação 4.2, onde foi
adquirido o valor de 0,711311764 𝑒𝑚 𝑘𝑚²/𝑎𝑛𝑜.

𝑁𝑔 = 0.04 ∗ 𝑇𝑑1,25 [𝑒𝑚 𝑘𝑚²/𝑎𝑛𝑜] (4.2)


82

Tendo a densidade atmosférica definida, será explanado o cálculo do número


de descargas atmosféricas anual no terreno onde foi construída o empreendimento,
onde é demonstrado para cada parte do local de estudo, através da análise por cada
edificação e suas peculiaridades, começando pela análise da ilha de bombas onde
foi definida sua área de exposição (𝐴𝑒) da área a ser protegida onde, que pode ser
verificada na Figura 16.

Figura 16 – Área de exposição ilha de bombas conforme NBR 5419:2005.

Fonte: Autor 2017

Com o valor da densidade de descargas atmosféricas para a terra e também


o valor da área de exposição já definidos, pode-se analisar através da equação 4.1
, obtendo a frequência média anual previsível (𝑁𝑑), com valor de
1,677529212 × 10−3 .

𝑁𝑑 = 𝑁𝑔 × 𝐴𝑒 × 10−6 (4.1)
83

Para realização do cálculo de necessidade de instalação de SPDA pela NBR


5419:2005, além dos dados supracitados encontrados para ilha de bombas é
necessário a averiguação dos fatores de ponderação correspondentes às
características, para poder chegar ao valor de raios que atingem a estrutura
estudada por ano (𝑁𝑑𝑐), esse valor é definido pela equação 4.4, onde utiliza os
valores de densidade atmosférica, área de exposição relacionados com os valores
de ponderação descritos nas tabelas 3 a 7, o enquadramento da ilha de bombas na
necessidade de um SPDA depende da análise dos dados definidos pela Tabela 45.

Tabela 45 – Valores para a verificar a necessidade de SPDA segundo ABNT NBR 5419:2005
– Ilha de Bombas.
Resumo de valores para avaliação da necessidade de SPDA pela NBR 5419:2005 –
Ilha de Bombas
𝑁𝑑𝑐 = 𝑁𝑔. 𝐴𝑒. 10−6. 𝐹𝐴. 𝐹𝐵. 𝐹𝐶. 𝐹𝐷. 𝐹𝐸
Descrição Símbolo Valores
Índice Ceráunico 𝑇𝑑 10
Densidade de descargas atmosféricas 𝑁𝑔 0,711
Área de exposição 𝐴𝑒 2.354
Fator A – Local de afluência ao público. 𝐹𝐴 1,3
Fator B – Estrutura aço revestida com cobertura metálica
𝐹𝐵 0,8
Fator C – Instalação com materiais vulneráveis a incêndios e suas 𝐹𝐶 0,8
consequências.
Fator D – Estrutura que ultrapassa duas vezes a altura de
𝐹𝐷 2
estruturas ou árvores próximas
Fator E – Montanhas – 943 metros em Planalto 𝐹𝐸 1,7
Raios que atingem a estrutura por ano 𝑁𝑑𝑐 4,73.10-3
Fonte: Autor, 2017.

O resultado obtido pela ponderação através da equação 4.4, define que o valor
de eventos perigosos na estrutura ao ano (𝑁𝑑𝑐) foi 4,73.10-3, maior que o valor
descrito na NBR 5419:2005, o valor de 10-3, podendo concluir que a ilha de bombas
requer um SPDA.

𝑁𝑑𝑐 = 𝑁𝑔. 𝐴𝑒. 10−6. 𝐹𝐴. 𝐹𝐵. 𝐹𝐶. 𝐹𝐷. 𝐹𝐸 (4.4)


Analisando as demais estruturas no local do estudo pode se definir as áreas
de exposição, densidade de descargas atmosféricas e a variável da quantidade de
raios que atingem as estruturas por ano, como se pode ser observado nas Figuras
17 e 18, e nas Tabelas 33, 34 e 35.
84

Figura 17– Área de exposição pousada conforme NBR 5419:2005.

Fonte: Autor 2017

Tabela 46 – Valores para a verificação da necessidade de SPDA conforme ABNT NBR 5419
de 2005 – Pousada.
Resumo de valores para avaliação da necessidade de SPDA pela NBR
5419:2005 – Pousada
𝑁𝑑𝑐 = 𝑁𝑔. 𝐴𝑒. 10−6. 𝐹𝐴. 𝐹𝐵. 𝐹𝐶. 𝐹𝐷. 𝐹𝐸
Descrição Símbolo Valores
Índice Ceráunico 𝑇𝑑 10
Densidade de descargas atmosféricas 𝑁𝑔 0,711
Área de exposição 𝐴𝑒 1631,98
Fator A – Pousada 𝐹𝐴 1,2
Fator B – Estrutura de concreto armado com cobertura não
𝐹𝐵 0,4
metálica
Fator C – Instalação de hospedagem. 𝐹𝐶 1,7
Fator D – Estrutura localizada em área contendo poucas
𝐹𝐷 1
estruturas de altura similar.
Fator E – Montanhas – 943 metros em Planalto 𝐹𝐸 1,7
Raios que atingem a estrutura por ano 𝑁𝑑𝑐 1,61.10-3
Fonte: Autor, 2017.
85

Figura 18 – Área de exposição edifício escritório, restaurante, conveniência oficinas, conforme NBR
5419:2005.

Fonte: Autor 2017

Tabela 47 – Valores para a verificação da necessidade de SPDA – Ae¹


Resumo de valores para avaliação da necessidade de SPDA pela NBR 5419:2005
𝑁𝑑𝑐 = 𝑁𝑔. 𝐴𝑒. 10−6. 𝐹𝐴. 𝐹𝐵. 𝐹𝐶. 𝐹𝐷. 𝐹𝐸
Descrição Símbolo Valores obtidos
Índice Ceráunico 𝑇𝑑 10
Densidade de descargas atmosféricas 𝑁𝑔 0,711
Área de exposição 𝐴𝑒 3854,81
Fator A – Local de afluência ao público 𝐹𝐴 1,2
Fator B – Estrutura de concreto armado com cobertura não
𝐹𝐵 0,4
metálica
Fator C – Instalação de hospedagem. 𝐹𝐶 1,7
Fator D – Estrutura localizada em área contendo poucas
𝐹𝐷 1
estruturas de altura similar.
Fator E – Montanhas – 943 metros em Planalto 𝐹𝐸 1,7
Raios que atingem a estrutura por ano 𝑁𝑑𝑐 3,801.10-6
Fonte: Autor, 2017.
Tabela 48 – Valores para a verificação da necessidade de SPDA – Ae²
Resumo de valores para avaliação da necessidade de SPDA pela NBR 5419:2005
𝑁𝑑𝑐 = 𝑁𝑔. 𝐴𝑒. 10−6. 𝐹𝐴. 𝐹𝐵. 𝐹𝐶. 𝐹𝐷. 𝐹𝐸
Descrição Símbolo Valores obtidos
Índice Ceráunico 𝑇𝑑 10
Densidade de descargas atmosféricas 𝑁𝑔 0,711
Área de exposição 𝐴𝑒 3162,91
Fator A – Local de afluência ao público 𝐹𝐴 1,2
Fator B – Estrutura de concreto armado com cobertura não
𝐹𝐵 0,4
metálica
Fator C – Instalação de hospedagem. 𝐹𝐶 1,7
Fator D – Estrutura localizada em área contendo poucas
𝐹𝐷 1
estruturas de altura similar.
Fator E – Montanhas – 943 metros em Planalto 𝐹𝐸 1,7
Raios que atingem a estrutura por ano 𝑁𝑑𝑐 3,119.10-6
Fonte: Autor, 2017.
86

Com os valores de acontecimentos perigosos na estrutura (𝑁𝑑𝑐) já ponderados


pela equação 4.4, visto que os resultados encontrados para todas as edificações
presentes tiveram valores maiores que o valor descrito na NBR 5419, o de 10-3,
podendo concluir que todas estruturas necessitam instalar um SPDA.

Considerando os tipos de estrutura, e o NP adotado para cada edificação que


compõe o local o do estudo, os tipos de proteção possível para cada local são
descritos pela Tabela 49, sendo que foi escolhido o método da Gaiola de Faraday
para ilha de bombas, e o método das esferas rolantes para as demais estruturas,
destacando que os respiros dos tanques é o local de maior importância de proteção,
devido ao raio de ação dos gases que se dispersam por sua extremidade.

Tabela 49 – Possíveis proteções.

Resumo de valores para os métodos de proteção possíveis para cada área a se proteger
Esfera rolante Método Franklin Gaiola de Faraday
Edificação NP Raio da esfera Ângulo de proteção Largura x Comprimento(m)
Ilha de bombas I 20m 25º 5 x 10
Pousada II 30m 35º 10 x 20
Restaurante II 30m 35º 10 x 20
Oficinas II 30m 35º 10 x 20
Respiros dos tanques I 20m 25º -
Fonte: Autor, 2017.

Começando pela edificação da ilha de bombas, onde a cobertura não é feita


material de condutor com espessura suficiente para ser um captor natural, sendo
telha de metálica de espessura 42mm, foi então utilizado com subsistema de
captação não natural de um SPDA, utilizando o método das malhas que foi composta
por barras chatas de alumínio de 70mm, na captação. As malhas foram dispostas
uniformemente, respeitando a indicação indicada pela Tabela 49.

Tratando de uma estrutura metálica sustentada somente por pilares, o


subsistema de descidas foi composto dos pilares metálicos dispostos pela edificação,
onde a estrutura contava com um perímetro de 171 metros, considerando as medidas
para distanciamento de descidas da Tabela 49, foram utilizados dez dos doze pilares
como subsistema de descidas naturais, sendo interligados entre a malha de captação
e os pilares metálicos, como pode ser melhor visualizado pela Figura 19, os dois
pilares que não foram utilizados como subsistema de descida, não foram interligados
a malha de aterramento teve esse motivo devido ao fato das tubulações dos tanques
87

de combustíveis estarem próximas e não terem uma planta onde indicasse a


localização correta de cada tubo.

A malha de aterramento foi constituída de cabos de cobre 50mm², enterrada a


cinquenta centímetros do solo onde foram dispostas hastes cobreadas como eletrodo
de aterramento. O sistema adotado está representado na Figura 19 ilustra de modo
isométrico o sistema da Gaiola de Faraday como captação, subsistema de descidas
naturais e malha de aterramento, e na Figura 20 onde mostra a captação e a malha
de aterramento.

Figura 19 – Proteção ILHA DE BOMBAS conforme ABNT NBR 5419:2005 – ISOMÉTRICO

Fonte: Autor, 2017.

Para ilha de bombas foi instalado um barramento de equipotencialização


principal (BEP), no terceiro pilar do lado esquerdo como mostra a Figura 19, prevendo
que os elementos metálicos como telhado, pilares, e também as linhas de energia e
de sinal precisam estar conectadas no BEP, diretamente ou indiretamente.
88

Figura 20 – Projeto de SPDA – ILHA DE BOMBAS conforme ABNT NBR 5419:2005 – Captação e
malha de aterramento.

Fonte: Autor, 2017.


89

Figura 21 – Pilar metálico usado como descida natural interligando captação barra chata ao
aterramento.

Fonte: Montal, 2017.

Analisando a edificação da pousada, onde a cobertura não é de um material


de condutor, sendo de telha de cerâmica e contém também um letreiro que necessita
de proteção, foi aderido o método eletrogeométrico, para instalação do SPDA, como
subsistema de captação a disposição de uma malha de mini captores como pode
como ilustrado na Figura 22, onde no cume da edificação foram adotados mini
captores de aço galvanizado de 1 metro, e para os arredores mais baixos da
cobertura mini captores de aço galvanizado de 60 centímetros onde podem são
ilustrados com detalhes nas Figuras 23 e 24, estes são interligados por barras chatas
de alumínio de #70mm², onde considerando o NP II para qualquer estrutura que faz
90

parte do empreendimento posto de combustíveis a não ser ilha de bombas e respiros


dos tanques adotando uma esfera rolante de 30 metros como mostra Figura 22.

Tratando de uma estrutura de alvenaria, tendo 132 metros de perímetro, o


subsistema de descidas, levando em conta as medidas para distanciamento de
descidas da Tabela 12, onde foi composto de 13 descidas não naturais em barra
chata de alumínio 35mm², e interligados a malha de aterramento, ilustrado pela
Figura 79, para cada condutor de descida é instalado uma conexão de medição
instalada próxima à haste de cobre aterrada.

A malha de aterramento foi constituída de cabos de cobre #50mm², enterrada


a cinquenta centímetros do solo onde foram dispostas hastes cobreadas como
eletrodo de aterramento. O sistema de proteção adotado está representado nas
Figuras 22, 23 e 24, onde ilustram as esferas rolantes, a área protegida, o sistema
da malha de captação, subsistema de descidas e malha de aterramento.

Figura 22 – Esferas rolantes para Pousada.

Fonte: O Autor, 2017.


91

Figura 23 – Subsistema de Captação Mini captores interligados por barra chata de Alumínio 70mm²

Fonte: O Autor, 2017.


Figura 24 – Malha de aterramento, subsistema de descidas.

Fonte: O Autor, 2017.


92

Figura 25 – Detalhamento de conexões de descida.

Fonte: Termotécnica, 2017.


Figura 26 – Detalhamento de fixação mini captor

Fonte: Termotécnica, 2017.


93

Figura 27 – Detalhamento mini captor

Fonte: Termotécnica, 2017.

Na edificação da pousada foi previsto a instalação de um barramento de


equipotencialização local, sendo recomendado a instalação próxima ao QDG. Todo
a linha seja de energia ou sinal, além dos componentes metálicos da estrutura, pilares
e afins devem ser conectados no BEP, diretamente ou indiretamente.

Sendo a maior área, a edificação do dos escritórios, restaurante,


conveniência, é construída em alvenaria e possuindo cobertura sendo de telha de
cerâmica, e contendo pontos que necessitam de atenção, sendo eles chaminés que
são o ponto mais alto dessa edificação, com isso foi utilizado o método
94

eletrogeométrico, para proteção contra descargas atmosféricas, contando com


subsistema de captação a disposição de uma malha de mini captores de 60
centímetros como pode ser visto na Figura 28, no cume da edificação foram adotados
mini captores de aço galvanizado de 60 centímetros onde são ilustrados com
detalhes nas Figuras 29 e 30, estes são interligados por barras chatas de alumínio
de 70mm² assim como na pousada, onde é considerando o NP II. Adotando o método
da esfera rolante de 30 metros como mostra Figura 28.

Tendo um perímetro de 210 metros, para o subsistema de descidas,


considerando as medidas para distanciamento de descidas da Tabela 12, foi
composto de 14 descidas não naturais em barra chata de alumínio 35mm², e
interligados a malha de aterramento, ilustrado pela Figura 29, para cada condutor de
descida é instalado uma conexão de medição instalada próxima à haste de cobre
aterrada.

A malha de aterramento foi constituída de cabos de cobre 50mm², enterrada a


cinquenta centímetros do solo onde foram dispostas hastes cobreadas como eletrodo
de aterramento. O sistema de proteção adotado está representado nas Figuras 28,
30 e 31, onde ilustram as esferas rolantes, a área protegida, o sistema da malha de
captação, subsistema de descidas e malha de aterramento.

Figura 28 – Método das esferas rolantes para Pousada

Fonte: O autor, 2017.


95

Figura 29 – Subsistema de Captação Mini captores, e poste telescópico.

Fonte: O autor, 2017.


Figura 30 – Malha de aterramento, subsistema de descidas – Restaurante

Fonte: O autor, 2017.


96

Foi instalado um mastro telescópico acoplado na chaminé como pode se


observar na Figura 28, devido a sua ponta do captor estar à 16 metros de altura e ter
um NP II, pelo método da esfera rolante o captor do mastro na chaminé junto à mini
captores instalados na edificação, conseguem sustentar a esfera imaginária
mantendo a edificação protegida.

Figura 31– Mastro telescópico – Franklin – acoplado a estrutura

Fonte: Termotécnica, 2017

Para a estrutura do restaurante foi prescrito o uso de 3 barramentos de


equipotencialização, divididos entre a edificação devido o perímetro muito grande e
um barramento de equipotencialização principal (BEP), que fica alocado no fundo da
edificação, ao lado do quadro geral como ilustra figura 30.

Analisando a área das oficinas, que é construída em estrutura metálica, tendo


sua cobertura sendo telha metálica de aço galvanizado com espessura de 0,5 mm, e
com pilares metálicos podendo assim contar como captor natural, e subsistema de
descida natural, para este tipo de estrutura foi utilizado o método Gaiola de Faraday
onde, o telhado está interligado aos pilares metálicos como ilustrado na Figura32 e
97

por fim os pilares são interligados na malha de aterramento, o NP adotado foi o NP


II.

Figura 32 – Subsistema de captação natural interligada em descidas naturais

Fonte: O autor, 2017.

Á área das oficinas conta com 201 metros de perímetro, assim, foi adotado
para o subsistema de descidas, levando em conta as medidas para distanciamento
de descidas da Tabela 12, foram definidas 7 descidas naturais, e uma não natural
interligados a malha de aterramento, ilustrado pela Figura 32 e 33.

Figura 33 – Malha de aterramento oficinas

Fonte: O autor, 2017.


98

Com todas as edificações tendo sua proteção definida, e explicada, tem se que
todas as edificações devem ser interligadas como ilustra a Figura 34, todos
elementos metálicos da estrutura, linhas de energia e de sinal devem ser conectados
nos BEP, seja eles conectados direto ou indiretamente.

Figura 34 – Interligação de malhas de aterramento.

Fonte: O autor, 2017.

Por fim a parte do empreendimento que merece maior atenção, os respiros


dos tanques de combustíveis, sendo a estrutura mais perigosa do local, tendo NP I
(NP I), é utilizado o método eletrogeométrico, com esferas rolantes de 20 metros,
devido ao NP, além de que deverá ser feita a proteção com 2 mastros telescópicos
distando dois metros dos respiros, visto que na extremidade dos respiro há o raio de
ação de gases como ilustrado na Figura 35, a esfera rolante deve proteger acima do
raio de ação de gases.
99

Figura 35 – Proteção respiros dos tanques.

Fonte: Autor, 2017

Os mastros telescópicos devem ser aterrados e interligados a malha de


aterramento, dirigindo sua interligação com os BEP, todas condutores de descidas
do SPDA independente da estrutura deve ser instalado um conector de medição,
protegido por uma caixa de inspeção suspensa de PVC como ilustra figura 36.

Figura 36 – Detalhamento, caixa de inspeção PVC

Fonte: Termotécnica, 2017

Definido todas as proteções considerando todo sistema adotado pode-se definir


a eficiência do sistema para cada edificação começando com o NP I (NP I) da ilha de
bombas e dos respiros e o número de eventos perigosos que foram ponderados para
100

ele foi de 98%, e para as edificações da pousada, restaurante e oficinas foi adotado
com NP II foi de 95%, esta eficiência foi determinada onde foi considerada a relação
entre o número de descargas atmosféricas que podem vir a acontecer e ao número
médio de descargas atmosféricas que possam a vir a acontecer sobre a área das
edificações estudadas.

6.1.2 APLICAÇÃO DA PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS


SEGUNDO À NBR 5419:2015

Abordando de uma forma iterativa a realização do dimensionamento do SPDA


para, utilizando o estudo do gerenciamento de risco de perda de vida no
empreendimento em questão tratando da proteção contra descargas atmosféricas
com uma avaliação de risco mais minuciosa, visando proteção de pessoas,
estruturas, considerando que uma descarga atmosférica possa afetar diretamente
ou indiretamente caso ocorra nas edificações estudadas, nas linhas de energia e sinal
ou até mesmo próximas do local a se proteger.

Para iniciar o projeto de proteção contra descargas atmosféricas uma


avaliação dos tipos de perdas para esse tipo de empreendimento foi realizada, onde
por se tratar de um posto de abastecimento de combustíveis foi considerada somente
perda de vida humana ou ferimentos , levando em consideração os componentes de
risco de descargas na estrutura ou próximas destas, e descargas em alguma linha
seja de energia ou de sinal que estejam conectadas a estrutura, tendo um risco
tolerável corresponde à 10−5.

O estudo da avaliação de risco foi dividido em três partes, onde na primeira


parte será realizado todo estudo de gerenciamento do risco da área da ilha de
bombas e respiros dos tanques, devido sua proximidade, além de ser as áreas ondem
há o risco de explosões devido o tipo de atividade realizada, logo em seguida serão
apresentados os resultados obtidos da avaliação das demais estruturas.

6.1.2.1 Ilha de bombas e respiros dos tanques.

Como na primeira parte do estudo de caso, foi realizado o cálculo das áreas
de exposição da ilha de bombas, e respiro dos tanques, onde pode-se observar na
Figura 37, um aumento significativo da área de exposição calculada pela primeira
101

parte do estudo como ilustrada a partir da Figura 16, para obtenção das áreas de
exposição da ilha de bombas foi utilizado o software Autocad, sendo também
utilizados ao decorrer do estudo para revisão os softwares Pro-Elétrica e QiSPDA.

Figura 37 – Área de exposição ilha de bombas conforme NBR 5419:2015

Fonte: Autor, 2017

Para o estudo pela NBR 5419:2015 são considerados as áreas de exposição


do empreendimento em destaque, sendo de suma importância para realização do
estudo de risco, as áreas estão descritas na Tabela 50.

Tabela 50 – Valores das áreas de exposição pela NBR 5419:2015


Símbolo Área de exposição Valor
𝐴𝐷 / 𝐴E Ilha de bombas e Respiros 5089 m²
Fonte: Autor, 2017
102

Dados necessários para realização do gerenciamento de risco foram definidos,


onde através do somatório de cada componente analisado, foi determinado a
necessidade da instalação de um SPDA, começando pela densidade de descargas
atmosféricas (Ng), que diferente do estudo anterior devia ser calculada considerando
o mapa isoceráunico, sendo agora disponibilizados pelo portal WebRaios do INPE,
onde para cidade de Planalto o valor da densidade de descargas atmosféricas é 1,
como pode ser ilustrado pela Figura 38.

Figura 38 – Densidade de descargas atmosféricas em Planalto

Fonte: QiSPDA, 2017

Foi realizado uma análise do componente de risco, onde é verificado o risco de


ferimentos à seres vivos causados por descargas que possam a acontecer na
estrutura, onde utilizando os valores determinados na Tabela 51, são apuradas as
variáveis para determinar o componente de risco RA.
103

Tabela 51 – Componente RA - Ilha de bombas e respiros

𝑁𝐷 - Numero de eventos perigosos para estrutura

C𝑫 Fator de localização Estrutura isolada 1


Ilha de
Bombas e NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22
para a terra
respiros dos
tanques
(𝐴𝐷=5089 m) 𝑁𝐷 𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 - 6,208. 10−3

PA – Probabilidade de descarga na estrutura causar ferimentos a seres vivos por choque elétrico

PTA Probabilidade de uma descarga a uma Nenhuma medida de 1


estrutura causar choque a seres vivos proteção
Ilha de devido a tensões de toque e passo
Bombas e
respiros dos PB Possibilidade de descarga na estrutura Não protegida por 1
tanques causar dano físico SPDA
(𝐴𝐷=5089 m)
PA PA =PTA×PB PA =1x1 1
LA – Valores de perda na zona considerada

𝑟𝑡 Fator de redução de perda dependendo Agricultura ou concreto 0,01


do piso

Ilha de 𝐿𝑇 Número médio de típico de vítimas feridas Todos os tipos 0,01


por choque devido a um evento perigoso
Bombas e
respiros dos Número de pessoas dentro da zona - 40
tanques 𝑛𝑧
(𝐴𝐷=5089 m) Número total de pessoas estrutura - 40
𝑛t
tz Tempo, durante o qual pessoas estão - 8760 h/ano
na zona

LA LA= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) - 100. 10−6

𝑅𝑎 = 𝑁𝑑 × 𝑃𝑎 × 𝐿𝑎 =0,6208. 10−6
Fonte: Autor, 2017

Analisando a componente de risco RB, onde é verificado o risco de danos


físicos causados por centelhamentos perigosos dentro da estrutura, onde utilizando
os valores determinados na Tabela 52, são apuradas as variáveis para determinar o
componente de risco RB.
104

Tabela 52– Componente RB – Ilha de bombas e respiros

𝑁𝐷 - Numero de eventos perigosos para estrutura

C𝑫 Fator de localização Estrutura isolada 1


Ilha de
Bombas e NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22
para a terra
respiros dos
tanques
𝑁𝐷 𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 - 6,208. 10−3
(𝐴𝐷=5089 m)

PB – Probabilidade de uma descarga na estrutura causar danos físico

Ilha de Bombas e
respiros dos
tanques PB Possibilidade de descarga na estrutura Não Protegida por SPDA 1
causar dano físico
(𝐴𝐷=5089 m)
LB – Valores de perda na zona considerada
Fator de redução em função de Extintores 0,5
providências tomadas por redução de
𝑟p consequência de incêndio.

Fator de redução em função do risco de Zonas 2, 22 0,001


incêndio ou explosão nas estruturas.
𝑟f
Ilha de
Bombas e ℎ𝑧 Fator de aumento da quantidade relativa Baixo nível de pânico 2
respiros dos de perda na presença de perigo especial
tanques
(𝐴𝐷=5089 m) 𝐿𝐹 Número médio típico de vítimas feridas por Risco de explosão 0,1
danos físicos devido a um evento perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 40

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas estão na - 8760 h/ano


zona

LB LB= 𝑟p × 𝑟f × ℎ𝑧 × 𝐿𝐹 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) 100.10−6

𝑹𝐁 = 𝑁𝑑 × PB × LB =0,6208. 10−6

Fonte: Autor, 2017


105

Foi realizado uma análise do componente de risco relativo a ferimentos aos


seres vivos causados por choque elétrico devido a tensões de toque passo dentro da
estrutura, onde utilizando os valores determinados na Tabela 53, são apuradas as
variáveis para determinar o componente de risco RU.

Tabela 53 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


linha) Parte 1

AL – Área de exposição equivalente de descargas para terra que atingem linha


Linhas de energia (E) Linhas de telecomunicações(T)
Ilha de Comprimento da 1000 metros 1000 metros
Bombas e
𝐿𝑙
seção da linha
respiros dos
tanques
(𝐴𝐷=5089 m) Al 𝐴𝑙 = 40 . 𝐿𝑙 40.000 metros 40.000 metros

𝑁I – Média anual de eventos perigosos devido a descargas na linha

NG Densidade de Descargas atmosféricas para a terra 1

Ci (E) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ci (T) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ilha de CT (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1


Bombas e
respiros dos CT (T) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1
tanques
(𝐴𝐷=5089 m) Ce (T) Fator ambiental Suburbano 0.5

−3
𝑁𝑙 𝑁𝑙 = 𝑁𝐺 × 𝐴𝑙 × 𝐶𝑖 × 𝐶𝑒 × 𝐶𝑇 × 10−6 = 24,4 . 10
NDJ – Número de eventos perigosos para uma estrutura = 0
Fonte: Autor, 2017

Considerando o número de eventos perigosos para uma estrutura adjacente


nulo pelo fato da estrutura estar isolada e também de ser calculado cada área deste
empreendimento separadamente.
106

Tabela 54 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


linha) Parte 2

Lu – Valores de perda da zona considerada

𝑟𝑡 Fator de redução de perda Agricultura ou concreto 0,01


dependendo do piso

Ilha de 𝐿𝑇 Número médio de típico de vítimas Todos os tipos 0,01


feridas por choque devido a um
Bombas e evento perigoso
respiros dos
tanques Número de pessoas dentro da - 40
𝑛𝑧
(𝐴𝐷=5089 m) zona

𝑛t Número total de pessoas - 40


estrutura

tz Tempo, durante o qual pessoas - 8760 h/ano


estão na zona

Lu Lu= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ - 100. 10−6


8760)

Pu – Probabilidade de uma descarga em uma linha causar ferimentos a seres vivos por choque.
Linha aérea ou enterrada, Linha Energia Linha telecomunicação
não blindada ou com a
𝑃𝐿𝐷 blindagem não interligada (E) (T)
ao mesmo barramento de
equipotencialização do
equipamento 1 1

Cld Tempo, durante o qual pessoas 1 1


estão na zona

Pu 𝑃𝑢 = 𝑃𝑡𝑢 . 𝑃𝑒𝑏 . 𝑃𝑙𝑑 . 𝐶𝑙𝑑 1 1

𝑅𝑢 = [(𝑁𝑙. 𝐸 + 𝑁𝑑𝑗. 𝐸). 𝑃𝑢. 𝐸 . 𝐿𝑢] + [(𝑁𝑙. 𝑇 + 𝑁𝑑𝑗. 𝑇). 𝑃𝑢. 𝑇 . 𝐿𝑢] = 4,88.10−6

Fonte: Autor, 2017

Foi realizado uma análise do componente de risco relativo danos físicos na


estrutura causado pelas descargas que possam ocorrer na linha conectada à
edificação, onde utilizando os valores determinados na Tabela 55 e 56, são apuradas
as variáveis para determinar o componente de risco RV.
107

Tabela 55 – Componente Rv - Parte 1

AL – Área de exposição equivalente de descargas para terra que atingem linha


Linhas de energia (E) Linhas de telecomunicações(T)
Ilha de Comprimento da 1000 metros 1000 metros
Bombas e
𝐿𝑙
seção da linha
respiros dos
tanques
(𝐴𝐷=5089 m) Al 𝐴𝑙 = 40 . 𝐿𝑙 40.000 metros 40.000 metros

𝑁I – Média anual de eventos perigosos devido a descargas na linha

NG Densidade de Descargas atmosféricas para a terra 1,22

Ci (E) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ci (T) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ilha de CT (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1


Bombas e
respiros dos CT (T) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1
tanques
(𝐴𝐷=5089 m) Ce (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Ce (T) Fator ambiental Suburbano 0.5

−3
𝑁𝑙 𝑁𝑙 = 𝑁𝐺 × 𝐴𝑙 × 𝐶𝑖 × 𝐶𝑒 × 𝐶𝑇 × 10−6 = 24,4 . 10
NDJ – Número de eventos perigosos para uma estrutura = 0
Fonte: Autor, 2017

Considerando o número de eventos perigosos para uma estrutura adjacente


nulo pelo fato da estrutura estar isolada e também de ser calculado cada área deste
empreendimento separadamente.
108

Tabela 56 – Componente Rv -Parte 2

Lv – Valores de perda da zona considerada

𝑟p Fator de redução em função do Extintores 0,5


risco de incêndio ou explosão nas
estruturas.

𝑟f Fator de redução em função do Zonas 2, 22 0,001


risco de incêndio ou explosão nas
estruturas.

ℎ𝑧 Fator de aumento da quantidade Baixo nível de 2


Ilha de relativa de perda na presença de pânico
Bombas e perigo especial
respiros dos
tanques 𝐿𝐹 Número médio típico de vítimas Risco de 0.1
(𝐴𝐷=5089 m) feridas por danos físicos devido a explosão
um evento perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona 40

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas - 8760


estão na zona

LV LV= 𝑟p × 𝑟f × ℎ𝑧 × 𝐿𝐹 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) = 100.10−6

𝑃v – Probabilidade de uma descarga em uma linha causar danos físicos


Linha aérea ou enterrada, Linha Energia Linha telecomunicação
não blindada ou com a
𝑃𝐿𝐷 blindagem não interligada (E) (T)
ao mesmo barramento de
equipotencialização do
equipamento 1 1

𝐶𝑙𝑑 Tempo, durante o qual pessoas 1 1


estão na zona

𝑃𝑣 𝑃𝑣 = 𝑃𝑡𝑣 . 𝑃𝑒𝑏 . 𝑃𝑙𝑑 . 𝐶𝑙𝑑 1 1

𝑅𝑣 = [(𝑁𝑙. 𝐸 + 𝑁𝑑𝑗. 𝐸). 𝑃𝑣. 𝐸 . 𝐿𝑣] + [(𝑁𝑙. 𝑇 + 𝑁𝑑𝑗. 𝑇). 𝑃𝑣. 𝑇 . 𝐿𝑣] = 4,88.10−6

Fonte: Autor, 2017

Para as componentes de risco Rc, Rm, Rw e Rz, que tratam de falhas de


sistemas internos devido a descargas na estrutura, próxima a estrutura ou descargas
na linha ou próximas delas, foi considerado o valor de cada uma dessas componentes
como 0, devido ao empreendimento em questão se tratar de um empreendimento
com risco de explosão devido contar com armazenamento e comercio de líquidos
109

inflamáveis, falhas de sistemas internos devido a descargas atmosféricas apenas


fariam que as bombas de combustível parassem de funcionar não sendo assim um
risco de dano ou perda de vida humana.

Considerando as componentes de risco calculadas nas tabelas 51 a 56,


podemos definir o risco R1, que trata do risco da perda humana, podendo assim definir
como destaca a Tabela 57.

Tabela 57 – Risco R1

Símbolo Dano a seres vivos Equação Valor


𝑅𝐴
por choque elétrico – descargas na estrutura 𝑅𝐴 = 𝑁𝐷 . 𝑃𝐴. 𝐿𝐴 0,644. 10−6
por danos físicos – descargas na estrutura
𝑅𝐵 𝑅𝐵 = 𝑁𝐷. 𝑃𝐵. 𝐿𝐵 0,644. 10−6
por choque elétrico – descargas na linha de
𝑅𝑈 𝑅𝑈 = 𝑁𝐿. 𝑃𝑈. 𝐿𝑈 4,88.10−6
sinal e energia
por danos físicos – descargas na linha de
𝑅𝑉 𝑅𝑉 = 𝑁𝐿. 𝑃𝑉. 𝐿𝑉 4,88.10−6
sinal e energia
𝑅1 Risco total 𝑅1 = ∑ 𝑅𝑖 1,1048. 10−5
É necessário a instalação de um SPDA – R1= 1,1048. 10−5
Fonte: Autor, 2017.

Após análise de risco de perda de vida humana, avaliado para esta edificação
em estudo, constata-se a obrigatoriedade de um SPDA na ilha de bombas e respiros,
no item 20.13.1, da NR-20 que estabelece que todas as instalações elétricas, assim
como os equipamentos de controle de descargas atmosféricas devem estar em
conformidade com a NR10 – Segurança em Instalações Elétricas. A seção da NR-10
proteção contra incêndios e explosões prevê a dotação de proteção contra incêndio,
conforme a NR-23. Também dispõe a NR-10, nesta seção, que os materiais e
equipamentos de ambientes potencialmente explosivos devam ser avaliados
conforme as NBR 5419.

Com o risco calculado sendo maior que o risco tolerável para a componente
R1 que trata do risco de perda humana, e se tratando de uma área potencialmente
explosiva continua-se adotando o método da gaiola de Faraday, para um SPDA de
NP classe I. Para este NP a malha da gaiola deve ter largura máxima de 5 metros e
comprimento de 5 metros como ilustra a Figura 39, aumentando significativamente a
quantidade de malhas para o sistema de captação, foram utilizados o mesmo material
110

dimensionado para o estudo em questão referente a norma de 2005, mesmo com um


leque de possibilidades maior que na versão anterior da norma.

Figura 39 - Projeto de SPDA – ILHA DE BOMBAS conforme ABNT NBR 5419:2005 – ISOMÉTRICO

Fonte: Autor, 2017.

Pelo fato de conter o subsistema de descidas naturais nos pilares metálicos, e


serem a única conexão entre a cobertura e o piso, continuaram a ser adotados os
mesmos 10 pilares sendo eles interligados na malha de aterramento, todo sistema
além dos componentes metálicos e elétricos da ilha de bombas estão
equipotencializados no barramento de equipotencialização local (BEL) indicado na
Figura 39, nos pontos de conexão do subsistema de captação com os pilares
metálicos são necessários para verificação de pontos de descontinuidade da
armadura, onde para verificação final deve ser realizado uma medição de resistência
entre a parte mais alta do subsistema de captação e o do aterramento do BEL.
111

Figura 40 - Projeto de SPDA – Captação Gaiola de Faraday NBR 5419:2015

Fonte: Autor, 2017.

Figura 40 - Projeto de SPDA – Respiros dos tanques NBR 5419:2015

Fonte: Autor, 2017.

Para o respiros dos tanques de combustíveis, não houveram mudanças


mecânicas comparadas ao sistema implantado pelo estudo anterior ilustrado pela
Figura 35, com mudanças em normas de armazenamento de líquidos inflamáveis, a
112

área de ação dos gases na ponta dos respiros são consideradas no dimensionamento
de um SPDA, como raio de 1,5 metro, o que até então em meados de 2015 era
tratado como 1,0 metro de raio, devido ao sistema projeta anteriormente ter sido
projetado com 2 mastros captores de 9,0 metros, a esfera imaginária apesar do
aumento do raio de ação de gases, ainda consegue manter a área protegida sem
cobrindo a área de ação dos gases, como ilustrado na Figura 40.

6.1.2.2 Pousada.

Através da análise da edificação da pousada, foi determinada a sua área de


exposição das áreas de exposição da pousada,

Figura 41 – Área de exposição pousada NBR 5419:2015

Fonte: Autor, 2017

Através da análise pelo gerenciamento do risco são considerados as áreas de


exposição da pousada, as áreas exposição está descrita na Tabela 59.

Tabela 58 – Valores das áreas de exposição pela NBR 5419:2015


Símbolo Área de exposição Valor Referência
𝐴𝐷 / 𝐴E Pousada 3032 m² Figura

Fonte: Autor, 2017


113

Assim como na ilha de bombas foi realizado uma análise do componente de


risco, onde é verificado o risco de ferimentos à seres vivos causados por descargas
que possam a acontecer na estrutura, onde utilizando os valores determinados na
Tabela 59, são apuradas as variáveis para determinar o componente de risco RA.

Tabela 59 – Componente RA (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


estrutura)

𝑁𝐷 - Numero de eventos perigosos para estrutura

C𝑫 Fator de localização Cercada de objetos 0,25


mesma altura ou mais
Pousada altos

NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22


para a terra

𝑁𝐷 𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 - 0,92. 10−3

PA – Probabilidade de descarga na estrutura causar ferimentos a seres vivos por choque elétrico

PTA Probabilidade de uma descarga a uma Avisos de alerta 0,1


estrutura causar choque a seres vivos
devido a tensões de toque e passo
Pousada
PB Possibilidade de descarga na estrutura Não protegida por 1
causar dano físico SPDA

PA PA =PTA×PB PA =0,1x1 0,1


LA – Valores de perda na zona considerada

𝑟𝑡 Fator de redução de perda dependendo Agricultura ou concreto 0,01


do piso

𝐿𝑇 Número médio de típico de vítimas feridas Todos os tipos 0,01


por choque devido a um evento perigoso
Pousada
𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 40

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas estão - 8760 h/ano


na zona

LA LA= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) - 100. 10−6

𝑅𝑎 = 𝑁𝑑 × 𝑃𝑎 × 𝐿𝑎 =0,0092 .10−6
Fonte: Autor, 2017

Foi realizado uma análise do componente de risco, onde é verificado o risco de


danos físicos causados por centelhamentos perigosos dentro da estrutura, onde
114

utilizando os valores determinados na Tabela 60, são apuradas as variáveis para


determinar o componente de risco RB.

Tabela 60 – Componente RB – Ilha de bombas e respiros

𝑁𝐷 - Numero de eventos perigosos para estrutura

C𝑫 Fator de localização Cercada de objetos 0,25


mesma altura ou mais
altos
Pousada
NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22
para a terra

𝑁𝐷 𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 - 0,92. 10−3

PB – Probabilidade de uma descarga na estrutura causar danos físico

Pousada PB Possibilidade de descarga na estrutura Não Protegida por SPDA 1


causar dano físico

LB – Valores de perda na zona considerada


Fator de redução em função de Extintores 0,5
providências tomadas por redução de
𝑟p consequência de incêndio.

Fator de redução em função do risco de Risco normal de incêndio 0,01


incêndio ou explosão nas estruturas.
𝑟f
ℎ𝑧 Fator de aumento da quantidade relativa Baixo nível de pânico 2
de perda na presença de perigo especial
Pousada
𝐿𝐹 Número médio típico de vítimas feridas por Hotel, pousada 0,1
danos físicos devido a um evento perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 40

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas estão na - 8760 h/ano


zona

LB LB= 𝑟p × 𝑟f × ℎ𝑧 × 𝐿𝐹 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) 1.10−3

𝑹𝐁 = 𝑁𝑑 × PB × LB =0,92−6

Fonte: Autor, 2017

Foi realizado uma análise do componente de risco relativo a ferimentos aos


seres vivos causados por choque elétrico devido a tensões de toque passo dentro da
115

estrutura, onde utilizando os valores determinados na Tabela 61 e 62 são apuradas


as variáveis para determinar o componente de risco RU.

Tabela 61 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


linha) Parte 1

AL – Área de exposição equivalente de descargas para terra que atingem linha


Linhas de energia (E) Linhas de telecomunicações(T)

𝐿𝑙 Comprimento da 1000 metros 1000 metros


seção da linha
Pousada

Al 𝐴𝑙 = 40 . 𝐿𝑙 40.000 metros 40.000 metros

𝑁I – Média anual de eventos perigosos devido a descargas na linha

NG Densidade de Descargas atmosféricas para a terra 1,22

Ci (E) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ci (T) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Pousada CT (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

CT (T) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Ce (T) Fator ambiental Suburbano 0.5

−3
𝑁𝑙 𝑁𝑙 = 𝑁𝐺 × 𝐴𝑙 × 𝐶𝑖 × 𝐶𝑒 × 𝐶𝑇 × 10−6 = 24,4 . 10
NDJ – Número de eventos perigosos para uma estrutura = 0
Fonte: Autor, 2017

Considerando o número de eventos perigosos para uma estrutura adjacente


nulo pelo fato da estrutura estar isolada e também de ser calculado cada área deste
empreendimento separadamente.
116

Tabela 62 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


linha) Parte 2

Lu – Valores de perda da zona considerada

𝑟𝑡 Fator de redução de perda Agricultura ou concreto 0,01


dependendo do piso

Pousada 𝐿𝑇 Número médio de típico de vítimas Todos os tipos 0,01


feridas por choque devido a um evento
perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da - 40


zona

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas - 8760 h/ano


estão na zona

Lu Lu= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) - 100. 10−6

Pu – Probabilidade de uma descarga em uma linha causar ferimentos a seres vivos por choque.

Linha Energia Linha telecomunicação


Linha aérea ou enterrada,
𝑃𝐿𝐷 não blindada ou com a (E) (T)
blindagem não interligada
ao mesmo barramento de
equipotencialização do
1 1
equipamento

Cld Tempo, durante o qual pessoas 1 1


estão na zona

Pu 𝑃𝑢 = 𝑃𝑡𝑢 . 𝑃𝑒𝑏 . 𝑃𝑙𝑑 . 𝐶𝑙𝑑 1 1

𝑅𝑢 = [(𝑁𝑙. 𝐸 + 𝑁𝑑𝑗. 𝐸). 𝑃𝑢. 𝐸 . 𝐿𝑢] + [(𝑁𝑙. 𝑇 + 𝑁𝑑𝑗. 𝑇). 𝑃𝑢. 𝑇 . 𝐿𝑢] = 4,88.10−6

Fonte: Autor, 2017


117

Foi realizado uma análise do componente de risco relativo danos físicos na


estrutura causado pelas descargas que possam ocorrer na linha conectada à
edificação, onde utilizando os valores determinados na Tabela 63 e 64, são apuradas
as variáveis para determinar o componente de risco RV.

Tabela 63 – Componente Rv - Parte 1

AL – Área de exposição equivalente de descargas para terra que atingem linha


Linhas de energia (E) Linhas de telecomunicações(T)
Pousada Comprimento da 1000 metros 1000 metros
𝐿𝑙
seção da linha

Al 𝐴𝑙 = 40 . 𝐿𝑙 40.000 metros 40.000 metros

𝑁I – Média anual de eventos perigosos devido a descargas na linha

NG Densidade de Descargas atmosféricas para a terra 1

Ci (E) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ci (T) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Pousada CT (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

CT (T) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Ce (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Ce (T) Fator ambiental Suburbano 0.5

−3
𝑁𝑙 𝑁𝑙 = 𝑁𝐺 × 𝐴𝑙 × 𝐶𝑖 × 𝐶𝑒 × 𝐶𝑇 × 10−6 = 24,4 . 10
NDJ – Número de eventos perigosos para uma estrutura = 0
Fonte: Autor, 2017

Considerando o número de eventos perigosos para uma estrutura adjacente


nulo pelo fato da estrutura estar isolada e também de ser calculado cada área deste
empreendimento separadamente.
118

Tabela 64 – Componente Rv -Parte 2

Lv – Valores de perda da zona considerada

𝑟p Fator de redução em função do Extintores 0,5


risco de incêndio ou explosão nas
estruturas.

𝑟f Fator de redução em função do Normal, 0,01


risco de incêndio ou explosão nas Incêndio
estruturas.

ℎ𝑧 Fator de aumento da quantidade Baixo nível de 2


Pousada relativa de perda na presença de pânico
perigo especial

𝐿𝐹 Número médio típico de vítimas Pousada 0,1


feridas por danos físicos devido a
um evento perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 40

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas - 8760


estão na zona

LV LV= 𝑟p × 𝑟f × ℎ𝑧 × 𝐿𝐹 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) = 1.10−3

𝑃v – Probabilidade de uma descarga em uma linha causar danos físicos


Linha aérea ou enterrada, Linha Energia Linha telecomunicação
não blindada ou com a
𝑃𝐿𝐷 blindagem não interligada (E) (T)
ao mesmo barramento de
equipotencialização do
equipamento 1 1

𝐶𝑙𝑑 Tempo, durante o qual pessoas 1 1


estão na zona

𝑃𝑣 𝑃𝑣 = 𝑃𝑡𝑣 . 𝑃𝑒𝑏 . 𝑃𝑙𝑑 . 𝐶𝑙𝑑 1 1

𝑅𝑣 = [(𝑁𝑙. 𝐸 + 𝑁𝑑𝑗. 𝐸). 𝑃𝑣. 𝐸 . 𝐿𝑣] + [(𝑁𝑙. 𝑇 + 𝑁𝑑𝑗. 𝑇). 𝑃𝑣. 𝑇 . 𝐿𝑣] = 4,88.10−5

Fonte: Autor, 2017

Para as componentes de risco Rc, Rm, Rw e Rz, que tratam de falhas de


sistemas internos devido a descargas na estrutura, próxima a estrutura ou descargas
na linha ou próximas delas, foi considerado o valor de cada uma dessas componentes
como 0, devido ao empreendimento em questão se tratar de um empreendimento
com risco de explosão devido contar com armazenamento e comercio de líquidos
119

inflamáveis, falhas de sistemas internos devido a descargas atmosféricas apenas


fariam que as bombas de combustível parassem de funcionar não sendo assim um
risco de dano ou perda de vida humana.

Considerando as componentes de risco calculadas nas tabelas 59 a 64,


podemos definir o risco R1, que trata do risco da perda humana, podendo assim definir
como destaca a Tabela 65.

Tabela 65 – Risco R1 Pousada

Símbolo Dano a seres vivos Equação Valor


𝑅𝐴
por choque elétrico – descargas na estrutura 𝑅𝐴 = 𝑁𝐷 . 𝑃𝐴. 𝐿𝐴 0,0092 .10−6
por danos físicos – descargas na estrutura
𝑅𝐵 𝑅𝐵 = 𝑁𝐷. 𝑃𝐵. 𝐿𝐵 0,92.10−6
por choque elétrico – descargas na linha de
𝑅𝑈 𝑅𝑈 = 𝑁𝐿. 𝑃𝑈. 𝐿𝑈 4,88.10−6
sinal e energia
por danos físicos – descargas na linha de
𝑅𝑉 𝑅𝑉 = 𝑁𝐿. 𝑃𝑉. 𝐿𝑉 4,88.10−5
sinal e energia
𝑅1 Risco total 𝑅1 = ∑ 𝑅𝑖 5,46. 10−5
É necessário a instalação de um SPDA – R1= 1,1048. 10−5
Fonte: Autor, 2017.

Após análise de risco de perda de vida humana, avaliado para esta edificação
em estudo, constata-se que a estrutura está desprotegida, porem se utilizar algumas
MPS, pode ser que a estrutura dispense o uso de SPDA externo, então para dispensa
do uso de SPDA, foi sugerido a instalação de DPS a ser dimensionado conhecendo
após análise das instalações elétricas da edificação em estudo, equipotencializar as
linhas de energia e sinal que conectam a edificação.

.
120

6.1.2.3 Restaurante e Oficinas.

Através da análise da edificação da pousada, foi determinada a sua área de


exposição das áreas de exposição da pousada,

Figura 42 – Área de exposição Restaurante e Oficinas NBR 5419:2015

Fonte: Autor, 2017

Através da análise pelo gerenciamento do risco são considerados as áreas de


exposição da pousada, as áreas exposição está descrita na Tabela 66.

Tabela 66 – Valores das áreas de exposição pela NBR 5419:2015


Símbolo Área de exposição Valor Referência
𝐴𝐷 / 𝐴E Restaurante 10.162m² Figura

𝐴𝐷j / 𝐴E Oficinas 5477m² Figura

Fonte: Autor, 2017

Assim como na ilha de bombas foi realizado uma análise do componente de


risco, onde é verificado o risco de ferimentos à seres vivos causados por descargas
que possam a acontecer na estrutura, onde utilizando os valores determinados na
Tabela 67, são apuradas as variáveis para determinar o componente de risco RA.
121

Tabela 67 – Componente RA (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


estrutura)

𝑁𝐷 - Numero de eventos perigosos para estrutura

C𝑫 Fator de localização Estrutura isolada 1,0

Oficinas e
Restaurante NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22
para a terra

𝑁𝐷 𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 - 0,0124

PA – Probabilidade de descarga na estrutura causar ferimentos a seres vivos por choque elétrico

PTA Probabilidade de uma descarga a uma Avisos de alerta 0,1


estrutura causar choque a seres vivos
Oficinas e devido a tensões de toque e passo
Restaurante
PB Possibilidade de descarga na estrutura Não protegida por 1
causar dano físico SPDA

PA PA =PTA×PB PA =0,1x1 0,1


LA – Valores de perda na zona considerada

𝑟𝑡 Fator de redução de perda dependendo Agricultura ou concreto 0,01


do piso

Oficinas e 𝐿𝑇 Número médio de típico de vítimas feridas Todos os tipos 0,01


por choque devido a um evento perigoso
Restaurante
𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 100

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 100

tz Tempo, durante o qual pessoas estão - 8760 h/ano


na zona

LA LA= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) - 100. 10−6

𝑅𝑎 = 𝑁𝑑 × 𝑃𝑎 × 𝐿𝑎 =0,0124. 10−3
Fonte: Autor, 2017

Foi realizado uma análise do componente de risco, onde é verificado o risco de


danos físicos causados por centelhamentos perigosos dentro da estrutura, onde
utilizando os valores determinados na Tabela 68, são apuradas as variáveis para
determinar o componente de risco RB.
122

Tabela 68 – Componente RB – Ilha de bombas e respiros

𝑁𝐷 - Numero de eventos perigosos para estrutura

C𝑫 Fator de localização Estrutura isolada 1,0


Oficinas e
Restaurante NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22
para a terra

𝑁𝐷 𝑁𝐷 = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷. 𝐶𝐷. 10−6 - 0,0124

PB – Probabilidade de uma descarga na estrutura causar danos físico

Oficinas e PB Possibilidade de descarga na estrutura Não Protegida por SPDA 1


Restaurante causar dano físico

LB – Valores de perda na zona considerada


Fator de redução em função de Extintores 0,5
providências tomadas por redução de
𝑟p consequência de incêndio.

Fator de redução em função do risco de Risco normal de incêndio 0,01


incêndio ou explosão nas estruturas.
𝑟f
ℎ𝑧 Fator de aumento da quantidade relativa Nível médio de pânico 5
de perda na presença de perigo especial
Oficinas e
Restaurante
𝐿𝐹 Número médio típico de vítimas feridas por Comercial 0,02
danos físicos devido a um evento perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 100

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 100

tz Tempo, durante o qual pessoas estão na - 8760 h/ano


zona

LB LB= 𝑟p × 𝑟f × ℎ𝑧 × 𝐿𝐹 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) 0,0005

𝑹𝐁 = 𝑁𝑑 × PB × LB =0,62.10−5

Fonte: Autor, 2017


123

Foi realizado uma análise do componente de risco relativo a ferimentos aos


seres vivos causados por choque elétrico devido a tensões de toque passo dentro da
estrutura, onde utilizando os valores determinados nas Tabelas 69 e 70, são
apuradas as variáveis para determinar o componente de risco RU.

Tabela 69 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


linha) Parte 1

𝑁𝐷J - Numero de eventos perigosos para estrutura adjacente

C𝑫J Fator de localização Estrutura isolada 1,0

NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22


Oficinas e para a terra
Restaurante
𝑁𝐷J 𝑁𝐷J = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷J. 𝐶𝐷J. 10−6 - 6,68 . 10−3
AL – Área de exposição equivalente de descargas para terra que atingem linha
Linhas de energia (E) Linhas de telecomunicações(T)
Oficinas e Comprimento da 1000 metros 1000 metros
Restaurante
𝐿𝑙
seção da linha

Al 𝐴𝑙 = 40 . 𝐿𝑙 40.000 metros 40.000 metros

𝑁I – Média anual de eventos perigosos devido a descargas na linha

NG Densidade de Descargas atmosféricas para a terra 1,22

Ci (E) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ci (T) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

CT (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Oficinas e CT (T) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1


Restaurante
Ce (T) Fator ambiental Suburbano 0.5

−3
𝑁𝑙 𝑁𝑙 = 𝑁𝐺 × 𝐴𝑙 × 𝐶𝑖 × 𝐶𝑒 × 𝐶𝑇 × 10−6 = 24,4 . 10
Fonte: Autor, 2017
124

Tabela 70 – Componente Ru (risco de ferimentos a seres vivos causados por descargas na


linha) Parte 2

Lu – Valores de perda da zona considerada

𝑟𝑡 Fator de redução de perda Agricultura ou concreto 0,01


dependendo do piso

𝐿𝑇 Número médio de típico de vítimas Todos os tipos 0,01


feridas por choque devido a um evento
perigoso

Oficinas e 𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da - 40


Restaurante zona

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas - 8760 h/ano


estão na zona

Lu Lu= 𝑟𝑡 × 𝐿𝑇 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) - 100. 10−6

Peb – SEM DPS - 1

Pu – Probabilidade de uma descarga em uma linha causar ferimentos a seres vivos por choque.

Linha Energia Linha telecomunicação


Linha aérea ou enterrada,
𝑃𝐿𝐷 não blindada ou com a (E) (T)
blindagem não interligada
ao mesmo barramento de
equipotencialização do
1 1
equipamento

Cld Tempo, durante o qual pessoas 1 1


estão na zona

Pu 𝑃𝑢 = 𝑃𝑡𝑢 . 𝑃𝑒𝑏 . 𝑃𝑙𝑑 . 𝐶𝑙𝑑 1 1

𝑅𝑢 = [(𝑁𝑙. 𝐸 + 𝑁𝑑𝑗. 𝐸). 𝑃𝑢. 𝐸 . 𝐿𝑢] + [(𝑁𝑙. 𝑇 + 𝑁𝑑𝑗. 𝑇). 𝑃𝑢. 𝑇 . 𝐿𝑢] = 0,0062.10−3

Fonte: Autor, 2017


125

Foi realizado uma análise do componente de risco relativo danos físicos na


estrutura causado pelas descargas que possam ocorrer na linha conectada à
edificação, onde utilizando os valores determinados na Tabela 71 e 72, são apuradas
as variáveis para determinar o componente de risco RV.

Tabela 71 – Componente Rv - Parte 1

𝑁𝐷j - Numero de eventos perigosos para estrutura adjacente

C𝑫j Fator de localização Estrutura isolada 1,0

NG Densidade de Descargas atmosféricas - 1,22


Oficinas e para a terra
Restaurante
𝑁𝐷j 𝑁𝐷j = 𝑁𝐺. 𝐴𝐷j. 𝐶𝐷. 10−6 - 6,68. 10−3
AL – Área de exposição equivalente de descargas para terra que atingem linha
Linhas de energia (E) Linhas de telecomunicações(T)

𝐿𝑙 Comprimento da 1000 metros 1000 metros


seção da linha
Oficinas e
Restaurante
Al 𝐴𝑙 = 40 . 𝐿𝑙 40.000 metros 40.000 metros

𝑁I – Média anual de eventos perigosos devido a descargas na linha

NG Densidade de Descargas atmosféricas para a terra 1

Ci (E) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Ci (T) Fator de instalação da linha Linha Aérea 1

Oficinas e CT (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1


Restaurante
CT (T) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Ce (E) Fator tipo da linha Linha BT e sinal 1

Ce (T) Fator ambiental Suburbano 0.5

−3
𝑁𝑙 𝑁𝑙 = 𝑁𝐺 × 𝐴𝑙 × 𝐶𝑖 × 𝐶𝑒 × 𝐶𝑇 × 10−6 = 24,4 . 10

Fonte: Autor, 2017


126

Tabela 72 – Componente Rv -Parte 2

Lv – Valores de perda da zona considerada

𝑟p Fator de redução em função do Extintores 0,5


risco de incêndio ou explosão nas
estruturas.

𝑟f Fator de redução em função do Normal, 0,01


risco de incêndio ou explosão nas Incêndio
estruturas.

ℎ𝑧 Fator de aumento da quantidade Nível médio de 5


relativa de perda na presença de pânico
perigo especial
Oficinas e
Restaurante
𝐿𝐹 Número médio típico de vítimas Comercial 0,02
feridas por danos físicos devido a
um evento perigoso

𝑛𝑧 Número de pessoas dentro da zona - 40

𝑛t Número total de pessoas estrutura - 40

tz Tempo, durante o qual pessoas - 8760


estão na zona

LV LV= 𝑟p × 𝑟f × ℎ𝑧 × 𝐿𝐹 × (𝑛𝑧 ⁄ 𝑛𝑡) ×(𝑡𝑧 ⁄ 8760) = 0,5.10−3

𝑃v – Probabilidade de uma descarga em uma linha causar danos físicos

Linha Energia Linha telecomunicação


Linha aérea ou enterrada, não blindada ou com a
𝑃𝐿𝐷 blindagem não interligada ao mesmo barramento (E) (T)
de equipotencialização do
equipamento
1 1

𝐶𝑙𝑑 Tempo, durante o qual pessoas estão na zona 1 1

𝑃𝑣 𝑃𝑣 = 𝑃𝑡𝑣 . 𝑃𝑒𝑏 . 𝑃𝑙𝑑 . 𝐶𝑙𝑑 1 1

𝑅𝑣 = [(𝑁𝑙. 𝐸 + 𝑁𝑑𝑗. 𝐸). 𝑃𝑣. 𝐸 . 𝐿𝑣] + [(𝑁𝑙. 𝑇 + 𝑁𝑑𝑗. 𝑇). 𝑃𝑣. 𝑇 . 𝐿𝑣] = 0,031.10−3

Fonte: Autor, 2017

Para as componentes de risco Rc, Rm, Rw e Rz, que tratam de falhas de


sistemas internos devido a descargas na estrutura, próxima a estrutura ou descargas
na linha ou próximas delas, foi considerado o valor de cada uma dessas componentes
como 0, devido ao empreendimento em questão se tratar de um empreendimento
onde não há riscos à vida devido à falta de energia ou falhas internas.
127

Considerando as componentes de risco calculadas nas tabelas 67 a 72,


podemos definir o risco R1, que trata do risco da perda humana, podendo assim definir
como destaca a Tabela 73.

Tabela 73 – Risco total R1 – Oficinas e Ilha

Símbolo Dano a seres vivos Equação Valor


𝑅𝐴
por choque elétrico – descargas na estrutura 𝑅𝐴 = 𝑁𝐷 . 𝑃𝐴. 𝐿𝐴 0,0124. 10−3
por danos físicos – descargas na estrutura
𝑅𝐵 𝑅𝐵 = 𝑁𝐷. 𝑃𝐵. 𝐿𝐵 0,62.10−5
por choque elétrico – descargas na linha de
𝑅𝑈 𝑅𝑈 = 𝑁𝐿. 𝑃𝑈. 𝐿𝑈 0,0062.10−3
sinal e energia
por danos físicos – descargas na linha de
𝑅𝑉 𝑅𝑉 = 𝑁𝐿. 𝑃𝑉. 𝐿𝑉 0,031.10−3
sinal e energia
𝑅1 Risco total 𝑅1 = ∑ 𝑅𝑖 0,056. 10−3
É necessário a instalação de um SPDA – R1= 0,056 .10−3
Fonte: Autor, 2017.

Após análise de risco de perda de vida humana, avaliado para esta edificação
em estudo, constata-se que a estrutura está desprotegida, porem se utilizar algumas
MPS, pode ser que a estrutura dispense o uso de SPDA externo, na parte da oficina,
porem na edificação dos restaurantes foi considerado a permanência do uso de um
mastro utilizando o método eletrogeométrico, assim como foi ilustrado na avaliação
pelo estudo da norma de 2005, então para dispensa do uso de SPDA externo, foi
sugerido a instalação de DPS a ser dimensionado conhecendo após análise das
instalações elétricas da edificação em estudo, equipotencializar as linhas de energia
e sinal que conectam a edificação, ou dimensionar com SPDA externo de NP II
manteria a edificação protegida, como mostra a configuração das Figuras 29,30 e 32
e 33.
128

7. RESULTADOS

O sistema quando dimensionado pela NBR 5419:2015 apresentou um


resultado através da análise geral de risco com necessidade de instalação de
sistema, onde foi proposto através dos conceitos indicados pela norma um sistema
de SPDA externo, que apesar de ser proposto como sistema com eficiência alta no
quesito de proteção contra descarga atmosférica, não considerava as questões
impostas pela NBR 5419, como levar em consideração descargas nos arredores e
nas linhas de energia e sinal, mas pelo que era proposto na versão de 2005 da NBR
5419 seria considerado eficiente, a ilha de bombas e respiros dos tanques,
receberam proteções condizentes com o risco que estão relacionadas, como foi
adotado o método das esferas rolantes para os respiros e fora dimensionado com
mastros com captores Franklin em suas extremidades, que tinham uma altura
considerável para manter aquela área protegida.

Já o sistema quando dimensionado pela NBR 5419:2015 apresentou um


resultado satisfatório no quesito proteção, onde as instalações da pousada,
restaurante e oficinas apresentaram resultados que foram totalmente condizentes
com o proposto pela NBR 5419:2015 para manter uma edificação protegida, onde
foram apresentadas sugestões de instalações de medidas de proteção contra surto
para fazer parte do sistema, o que visa manter as edificações protegidas sejam por
descargas diretas ou indiretas e suas possíveis consequências, já a ilha de bombas
e respiros dos tanques não apresentaram mudanças significativas, além do fato do
modulo da malha da gaiola de Faraday, o esperado do estudo da 5419:2015 foi
alcançado onde o que era proposto e detalha como devem ser feitas as proteções,
considerar todos as possibilidades da consequência de uma descarga atmosférica
levou a um estudo mais aprofundado, tendo um leque de opções de proteção maior,
seja de SPDA externo ou medidas internas como um sistema coordenado de DPS,
se comparado com a NBR 5419 de 2005 que fazia um estudo mais geral, não
considerando as possibilidades de medidas de proteção alternativas o que acarretava
em sistemas não tão eficientes como os projetados pela versão de 2015.
129

8. CONCLUSÃO

Dado os resultados apresentados neste estudo, o método de se realizar uma


proteção de uma estrutura contra descargas atmosféricas, é de suma importância
que este seja bem dimensionado, considerando todos os tipos de perdas relevantes,
e ainda ressaltando, a principal perda que se pode ter, a vida. Deste modo,
considerando todos os fatores presentes no estudo, fica concluído que sistemas
dimensionados anteriores a norma vigente não é tão eficiente, apesar de existir a
possibilidade de adequação destes com algumas mudanças de proteção interna.

A principal vantagem da NBR 5419:2015 em relação a versão anterior é o jeito


que ela considera as consequências de uma descarga atmosférica, independente do
seu ponto de impacto, a norma considera todas as possibilidades de perdas ou danos
decorrentes de descargas atmosféricas, e com isso foi definido o conceito de
Proteção contra Descargas Atmosféricas (PDA), que engloba uma proteção mais
segura, com métodos alternativos de medidas a serem adotadas como partes de um
sistema, compondo assim um sistema de melhor eficiente na proteção de estruturas,
pessoas e equipamentos eletrônicos devidamente protegidos de qualquer
consequência decorrente de descargas atmosféricas.

Considerando o local do estudo realizado e visto que em um empreendimento


com vários tipos de edificações diferentes, e várias particularidades, neste trabalho
foi demonstrado um estudo com diversas aplicações das diferentes formas de
proteção, seja considerando a versão de 2005 da NBR 5419 onde o sistema era mais
simples de se analisar, devido ao fato de contar com parâmetros não tão detalhados,
ou com a de 2015, que levava em consideração todas as possibilidades de uma
descarga atmosférica causar danos as pessoas ou estruturas, onde foi notado o
aumento da proteção, e a possibilidade do uso de medidas de proteção interna onde
apresentou formas alternativas de proteção contra descargas atmosféricas para as
demais estruturas, estas alternativas seriam para a implementação de um sistema
nível II ou instalação de um sistema de DPS coordenados, tendo um resultado relativo
para cada edificação que fazia parte do empreendimento, resultado que foi relativo e
particular para este caso de empreendimento estudado que contava com distâncias
significativas entre as suas edificações. Essas diferenças entre os sistemas se devem
130

principalmente ao estudo de gerenciamento de risco de perda de vida, que através


da análise proposta pela NBR 5419:2015, indicou todos os preceitos sobre a proteção
do empreendimento em estudo.

Levando em conta os resultados obtidos pelo estudo de caso, as diferenças


encontradas e as implementações sugeridas para o projeto em estudo consideram-
se que os objetivos do estudo foram alcançados, sendo satisfatório o estudo
realizado.

9.. TRABALHOS FUTUROS

Por ser um assunto que aumentou significativamente sua importância nos


últimos 2 anos e por ser um assunto de curiosidade de diversos estudantes que por
vezes não tem carga horaria suficiente para ter um estudo aprofundado referente ao
assunto de proteção como descargas atmosféricas, sugiro a criação de uma cartilha
didática para os alunos de engenharia elétrica para que possam ter uma noção
melhor sobre o assunto além do desenvolvimento de uma planilha de auxilio para o
gerenciamento de risco.
131

REFERÊNCIAS

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minha instalação? Haverá choro e ranger de dentes, 2017. Disponível em: <
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atmosféricas em postos de combustíveis,2009. Disponível em:<
https://www.osetoreletrico.com.br/sistema-de-protecao-contra-descargas-
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contra descargas atmosféricas – parte 1: princípios gerais. Rio de Janeiro, 2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5419-2: proteção


contra descargas atmosféricas – parte 2: gerenciamento de risco. Rio de Janeiro,
2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5419-3: proteção


contra descargas atmosféricas – parte 3: danos físicos a estruturas e perigos à vida.
Rio de Janeiro, 2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5419-4: proteção


contra descargas atmosféricas – parte 4: sistemas elétricos e eletrônicos internos na
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