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FACULDADE DE TECNOLOGIA

DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

VIRTUALIZAÇÃO DE SERVIDORES: VIÁVEL OU


NÃO?

AGNALDO FRANCISCO DA MOTA

Orientador
Prof. Ms. Walter Gomes Pedroso Jr.

São José do Rio Preto


2009
FACULDADE DE TECNOLOGIA
DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

VIRTUALIZAÇÃO DE SERVIDORES: VIÁVEL OU


NÃO
AGNALDO FRANCISCO DA MOTA

Projeto de Graduação apresentado à Faculdade


de Tecnologia de São José do Rio Preto para
obtenção do grau de Tecnólogo em Informática
para a Gestão de Negócios, sob a orientação do
Prof. Ms. Walter Gomes Pedroso Jr.

São José do Rio Preto


2009
Mota, Agnaldo.
Virtualização de servidores / Agnaldo Francisco da Mota. –
São José do Rio Preto: FATEC, 2009.
Número de páginas f.: 39. il. 4
Bibliografia: f. 26.
Orientador: Prof. Ms. Walter Gomes .

Projeto de Graduação do Curso de Tecnologia em


Informática para a Gestão de Negócios, 2009.

1. Virtualização 2. Servidores 3. Sistemas operacionais I.


Pedroso Jr., Walter. II. CEETEPS, Faculdade de Tecnologia de São
José do Rio Preto. III. Virtualização de servidores: viável ou não?
ii

FACULDADE DE TECNOLOGIA
DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Banca Examinadora

Menção: __________________________ em _____/_____/_____

Nome:________________________________ Assinatura:____________________________

Nome:________________________________ Assinatura:____________________________

Nome:________________________________Assinatura: ____________________________

São José do Rio Preto


2009
DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho a minha esposa Ana Carolina e meu filho Gustavo, que por
três anos e meio suportaram as minhas variações de humor causadas pelas exigências da
faculdade e meu curto espaço de tempo para realizá-las. Obrigado pelo amor, a compreensão,
a paciência e os puxões de orelha nas horas que eu passei dos limites durante esse tempo.
iv

AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Enio Velani Jr. que autorizou a inclusão do estudo de caso realizado
na Velani Contabilidade e Assessoria Ltda. Agradecemos também a Kleber Rodrigues Jr. da
KP Consulting, ao professor Luis A. Verdi, da VCE Consultoria Empresarial, ao Carlos da
TechLogis, e ao Alberto, que pediu para que a empresa onde trabalha não seja identificada,
por terem respondido cortesmente a pesquisa enviada a mais 56 empresas. Graças a vocês eu
pude ter um mínimo de condições de fazer comparações da utilização e do desempenho da
virtualização no ambiente corporativo na região de São José do Rio Preto. Um último
agradecimento a todos os professores que passaram por minha vida acadêmica e que ajudaram
a enriquecer o meu conhecimento e a mudar a minha foram de ver o mundo.
v

RESUMO

A virtualização é uma tecnologia que está em evidência em todo e qualquer meio de


comunicação que trata de informática. Mas ao contrário do que muita gente possa pensar, a
tecnologia surgiu nos anos 1960, criada pela IBM para reduzir custos com os dispendiosos
mainframes. Apesar de promissora foi abandonada por completo durante os anos 1980 e 1990,
principalmente por causa da ascensão do padrão IBM-PC impulsionada pela queda
vertiginosa de preços e aumento do poder de processamento e da computação cliente/servidor.
Reinventada em 1998 pela VMWare, empresa americana que se especializou no assunto e
passou a desenvolver ferramentas de virtualização para os sistemas operacionais Windows e
LINUX, a virtualização ganhou força no início dos anos 2000 como uma alternativa aos
crescentes gastos com servidores nos CPDs e Data Centers de médias e grandes empresas. Ao
possibilitar a redução do número de máquinas e o aumento da eficiência das que restaram, a
virtualização passou a ser a palavra de ordem tanto para administradores de sistemas quanto
para administradores de empresas. Para a realização desse trabalho, buscou informações sobre
a virtualização junto aos fornecedores de software gerenciador de máquinas virtuais, fez-se
um estudo de caso sobre uma empresa que tem utilizado a virtualização no seu dia-a-dia e
aplicou-se uma pesquisa em empresas da região para levantar os dados e comparar os
resultados obtidos com os benefícios prometidos pelas fornecedoras de software de
virtualização.

Palavras Chave: Virtualização, servidores, benefícios.


vi

ABSTRACT

Virtualization is a technology that is in evidence nowadays in every type of


publications about computers. Despite what many may think, this technology emerged at 60s,
developed by IBM in order to reduce costs with the expensive mainframes. Nevertheless since
from beginning a promising technology, it was completely abandoned during the 80s and 90s,
especially because of the rising of the IBM-PC that introduced accessible prices and also
increased processing power and client / server computing. Reinvented in 1998 by VMWare, a
U.S. company that specialized itself in this technology, they started to develop a sort of
virtualization tools for the Windows and Linux operating systems. The virtualization gained
its very ‘momentum’ in early 2000 as an alternative for increasing expenses on servers and
data centers at medium and large enterprises. Delivering reduction in total number of
machines and improving the efficiency of the remainder, virtualization has become the 'motto'
for both system administrators and companies’ administrators. To carry out this work, we
sought information about virtualization from the management software suppliers for virtual
machines. There was a case of a company that has used virtualization in their ordinary work
and we’ve applied research in regional companies to collect data and compare the results with
the benefits that were promised by enterprise software virtualization.

Keywords: Virtualization, Servers, benefits.


vii

SUMÁRIO

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO ......................................................................................... 1


1.1 Apresentação do Tema .............................................................................................1
1.2 Justificativa..............................................................................................................2
1.3 Problema..................................................................................................................2
1.4 Objetivos .................................................................................................................3
CAPÍTULO 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................. 4
2.1 Aplicações e Benefícios ...........................................................................................5
2.2 Terminologia utilizada em virtualização...................................................................8
2.3 Diferença entre o Hypervisor tipo 1 o Hypervisor tipo 2...........................................9
2.4 Propriedades dos Hypervisors ou VMMs ................................................................ 10
2.5 Ferramentas para a virtualização ............................................................................ 11
CAPÍTULO 3. METODOLOGIA .................................................................................... 13
3.1 Tipo de trabalho .....................................................................................................13
3.2 Coleta de dados...................................................................................................... 13
3.3 Desenvolvimento ...................................................................................................13
CAPÍTULO 4. DESENVOLVIMENTO .......................................................................... 14
4.1 O cenário ...............................................................................................................14
4.2 O problema ............................................................................................................ 15
4.3 As opções...............................................................................................................16
4.4 Os testes com os gerenciadores de máquinas virtuais..............................................16
4.5 Os resultados.......................................................................................................... 17
4.6 O que veio a seguir.................................................................................................18
CAPÍTULO 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................................................. 20
CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 25
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................. 26
APÊNDICES ....................................................................................................................... 27
viii

LISTA DE ABREVIATURAS

CPU – Central Processing Unit (Unidade Central de Processamento)


FTP – File Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Arquivos)
GPO – Group Policy (Política de Grupo)
HD – Hard Disk (Disco Rígido)
IIS – Internet Information Services (Serviços de Informações da Internet)
KB – Kilobyte
MB – Megabyte
Mhz – Megahertz
PC – Personal Computer (Computador Pessoal)
RAM – Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório)
SGBD – Sistema Gerenciador de Banco de Dados
TCO – Total Cost Ownership (Custo Total de Propriedade)
TI – Tecnologia da Informação
VM – Virtual Machine (Máquina Virtual)
VMM – Virtual Machine Manager (Gerenciador da Máquina Virtual)
WSUS – Windows Server Update Services (Serviços de Atualização do Windows Server)
XT – Extended Technology (Tecnologia Estendida)
ix

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Tela de gerenciamento do VMWare Server mostrando quatro máquinas virtuais


rodando sobre o mesmo hardware..........................................................................................6
Figura 2: Modelo de virtualização utilizando Hypervisor tipo 1..............................................9
Figura 3: Modelo de virtualização utilizando Hypervisor tipo 2..............................................9
Figura 4: Console de gerenciamento do Microsoft Hyper-V .................................................12
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO
A proposta desse trabalho é apresentar um estudo sobre a viabilidade do uso de
servidores virtualizados pelas empresas no seu dia-a-dia.

1.1 Apresentação do Tema

A pouco mais de 20 anos atrás o Brasil vivia sobre uma lei criada com o intuito de
gerar pesquisas com tecnologias de ponta, mas que surtiu efeito totalmente contrário – a
Reserva de Mercado.

Naquela época era difícil encontrar uma empresa que tivesse um computador. Eles
eram um pouco diferentes das máquinas de hoje: monitores de tela preta e letras verdes, HD
(Hard Disk, disco rígido) de 5 MB (megabytes), com processador que ultrapassava pouco
mais de três Mhz (megahertz) com 364 KB (kilobytes) de memória RAM (Random Access
Memory, memória de acesso aleatório), mas mesmo assim uma verdadeira obra-prima da
engenharia eletrônica da época. Era o tempo dos PC-XTs (Personal Computer – Extended
Technology, computador pessoal – tecnologia estendida).

Enquanto o mundo inteiro avançava, o Brasil regredia. Por mais que pareça um
“computadorsauro”, as poucas máquinas disponíveis nas empresas normalmente entravam no
país via contrabando porque não havia nada melhor sendo produzido aqui dentro, muito
menos uma forma legal de adquiri-las.

Felizmente a Reserva de Mercado acabou no início dos anos 1990 e, com o seu fim,
as lojas foram invadidas por máquinas que faziam os PC-XTs parecem calculadoras.
Computadores com monitores coloridos e poder de processamento dezenas de vezes superior
fizeram a alegria de muita gente. Agora essas máquinas entravam no país por canais legais
através de lojas e feiras de informática.

Mas em contrapartida, a indústria nacional, que se encontrava em um estágio de


obsolescência de dar pena entrou em colapso. As empresas que não foram incorporadas pelas
grandes multinacionais, como a Edisa, incorporada pela Hewlett-Packard, fecharam suas
portas.

O tempo passou e hoje ao se olhar para trás vemos que tudo aquilo obsoleto. Hoje
encontram-se sobre as mesas de trabalho e nos lares equipamentos com processadores de 2, 3,
4 núcleos. Espaço de armazenamento de tamanho tal que no final dos anos 80 estavam
disponíveis apenas em grandes Data Centers e muita memória a preços irrisórios.
2

Com tanto recurso disponível, ao analisarmos uma máquina – seja ela um desktop ou
um servidor – percebemos que há mais do que somos capazes de utilizar normalmente. Gasta-
se tanto dinheiro na aquisição de um hardware para que uma boa parte dele fique
subutilizada.

Diante desse cenário, um conceito, que não é novo, de uma hora para outra se tornou
a palavra de ordem: virtualização. E virtualizou-se tudo: servidores, desktops, storages,
sistemas operacionais, aplicações, mídias de armazenamento.

A questão tornou-se assunto corriqueiro por causa do poder de processamento


presente nas máquinas atuais. Com dois ou mais processadores na mesma CPU (Central
Processing Unit, unidade central de processamento) põe-se para trabalhar juntos no mesmo
hardware, sistemas operacionais que irão tirar o máximo do conjunto de processadores ali
instalados.

Mas é possível mesmo virtualizar tudo, em qualquer ambiente sob qualquer


circunstância, utilizando-se qualquer hardware?

1.2 Justificativa

A virtualização está presente nas revistas especializadas em informática, no


marketing utilizado pelos fabricantes de hardware para servidores, nas páginas web dessas
mesmas companhias oferecendo verdadeiros milagres com suas máquinas prontas para a
virtualização.

Este estudo apresenta a proposta de buscar uma resposta para a viabilidade da


virtualização, em qual ambiente ela pode ser aplicada e em qual circunstância e quais são seus
verdadeiros benefícios.

1.3 Problema

A virtualização é um processo viável para a empresa? Simplesmente adquire-se as


ferramentas necessárias, treina-se as pessoas responsáveis pelo processo e pronto? Tudo vai
funcionar perfeitamente?

A virtualização pode ser aplicada a qualquer ambiente computacional? Não há


restrições quanto aos métodos utilizados, o hardware empregado e o software escolhido?
3

Qualquer sistema operacional pode ser virtualizado? Não há limitações quanto às


aplicações e recursos empregados por determinado sistema operacional? Nem há perda de
desempenho em um sistema operacional rodando em uma máquina virtual?

1.4 Objetivos

O objetivo geral do estudo é determinar quando é viável o emprego da virtualização


e quando essa técnica não é recomendável.

Os objetivos específicos são:

• determinar qual ambiente é propício ao emprego da virtualização;

• determinar qual ambiente não é indicado ao emprego da virtualização;

• determinar em qual ambiente não é possível empregar a virtualização e quais as razões


que impedem a sua implementação.
CAPÍTULO 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Há algum tempo muito tem se falado de virtualização e temos a impressão de que o
conceito é relativamente novo, pois nada em informática tem tempo de se tornar velho antes
de se tornar obsoleto. Mas ao contrário do que se possa pensar, o conceito não tem nada de
novo.

A virtualização foi implementada mais de 30 anos atrás pela


IBM como uma forma de particionar de maneira lógica os
computadores de mainframe em máquinas virtuais separadas.
Essas partições permitiam que os mainframes assumissem
múltiplas tarefas, ou seja, que executassem vários aplicativos
e processos ao mesmo tempo. Como os mainframes eram
recursos caros na época, eles foram desenvolvidos para
serem particionados, como uma maneira de aproveitar
completamente o investimento. (VMWare, 2009).

Para isso a IBM idealizou o hardware e o software - sistema VM/370 - que


possibilitava a criação de “cópias” da máquina física que permitia rodar em paralelo vários
sistemas operacionais e aplicativos, dando a impressão aos usuários de estarem utilizando
cada um uma máquina real.

Cada uma dessas “cópias” da máquina real era isolada e protegida umas das outras,
de modo a otimizarem o uso do mainframe (Goldberg, 1974), sem comprometer o
desempenho global do sistema em caso de falhas de uma das máquinas virtuais.

Mas, segundo SEO (apud DENNING, 1981 e O’NEIL, 1967) “o conceito surgiu nos
anos 1960, no IBM Thomas J. Watson Research Center, durante o projeto M44/M44X, que
visava avaliar os então recentes conceitos de compartilhamento de sistemas. Sua arquitetura
era baseada em um conjunto de máquinas virtuais (VMs), uma para cada usuário”.

O VM/370 surgiria muito mais tarde – 1972 – com a criação do conceito de


paravirtualização e o Hypervisor.

Nos anos 1990 a plataforma x86 apresenta os mesmos problemas que os mainframes
da década de 60 – rigidez e subutilização, pois foi desenvolvida para rodar apenas um
aplicativo de cada vez, havendo muita ociosidade - cerca de 80% -, por parte do sistema como
um todo.

No final da década de 1990, a VMWare criou a solução para o melhor


aproveitamento dos recursos disponíveis nas máquinas dessa plataforma, superando muitos
5

desafios no processo de construção de uma máquina virtual para esse hardware (VMWare,
2009).

Hoje em dia, além das soluções da VMWare, também há soluções em virtualização


da Sun Microsystems, Microsoft e Citrix, todas trabalhando sobre o mesmo conceito de
implantação de vários sistemas operacionais sobre o mesmo hardware.

2.1 Aplicações e Benefícios

A virtualização permite ao usuário do computador executar dois ou mais ambientes


operacionais completamente diferentes – ou não – no mesmo hardware. Ela quebra a ligação
do usuário e suas aplicações das características específicas do hardware, trazendo, entre
muitos de seus benefícios, a facilidade de migração entre sistemas, bastando à captura do
estado atual da máquina virtual de uma máquina hospedeira e transportando para outra.

Essa facilidade de migração é extremamente benéfica em casos de recuperação de


desastres. Como a máquina virtual não está atrelada ao hardware, mas sim ao seu
gerenciador, conhecido como VMM (Virtual Machine Manager, Gerenciador da Máquina
Virtual) ou Hypervisor, basta que os arquivos que representam a máquina virtual sejam
depositados em um servidor que tenha o gerenciador instalado, para que essa máquina virtual
possa voltar a operar normalmente.

Instantâneos ou snapshots podem ser gerados das máquinas virtuais para que sirvam
como backups. No caso de falha da máquina virtual, basta recorrer ao snapshot e retornar a
mesma ao estado em que se encontrava antes da falha.

Tecnologias presentes em alguns VMMs permitem a migração de máquinas virtuais


entre hardwares na iminência de uma falha. Essa migração é feita de forma totalmente
transparente para o usuário de forma que o mesmo nem sinta que a transferência aconteceu,
pois não há indisponibilidade do sistema durante o processo.

Outro benefício da virtualização diz respeito ao uso dos servidores nos Data Centers,
CPDs (Centros de Processamento de Dados) e departamentos de TI (Tecnologia da
Informação).

Estudos do IDC indicam que muitos servidores têm seus processadores trabalhando a
cerca de 10 a 15% da capacidade total de processamento, mantendo ocioso de 85 a 90% do
seu poder de processamento total.
6

A implantação de máquinas virtuais nesses servidores permite um melhor uso do


hardware que passa a ser utilizado mais plenamente reduzindo o tempo ocioso e o TCO
(Total Cost Ownership ou Custo Total de Propriedade) do equipamento, pois, com o custo
para manter um único hardware, é possível manter diversos sistemas operando sobre aquele
hardware.

Figura 1: Tela de gerenciamento do VMWare Server mostrando quatro máquinas virtuais rodando sobre
o mesmo hardware.

Independentemente do total de uso dos processadores, seus custos com energia


elétrica e sistema de arrefecimento são para o sistema como um todo. Ao se virtualizar mais
de um sistema operacional em um equipamento que está sendo subutilizado, estamos
aumentando os benefícios gerados por aquela máquina, mas mantendo o custo com sua
alimentação elétrica e arrefecimento no mesmo patamar.

Além disso, as empresas hoje utilizam cada vez mais servidores para suprir suas
necessidades computacionais, principalmente depois do advento da Internet, que criou novas
7

funções a serem hospedadas nesses servidores. Sem pensar muito, uma empresa pode ter hoje
servidores de autenticação de usuários, arquivos, impressão, aplicativos, web page, e-mail,
FTP (File Transfer Protocol ou Protocolo de Transferência de Arquivos), firewall, entre
outros.

Uma prática muito comum é manter cada serviço em um único servidor, evitando
dessa forma que a falha de um serviço não cause a desestabilização de outro serviço
hospedado na mesma máquina ou mesmo do sistema como um todo.

Assim, para 15 tipos distintos de serviços, haveriam 15 servidores no Data Center.

Ao aplicarmos a virtualização, podemos consolidar em um mesmo servidor vários


tipos de serviços diferentes, cada qual sendo executado em uma máquina virtual, garantindo o
isolamento necessário ao sistema e tendo a garantia de que a queda de uma das máquinas não
afetará o funcionamento da outra. A necessidade de espaço é reduzida nesse caso.

Com um menor número de máquinas no ambiente, a quantidade de espaço para a


hospedagem desse hardware cai, a geração de calor é reduzida, conseqüentemente caindo a
demanda por arrefecimento e alimentação elétrica.

Dessa forma, entramos em um cenário de redução drástica no consumo de energia


elétrica pelo parque tecnológico instalado. E essa redução de custos faz bem a organização e
ao planeta.

A consolidação dos servidores também reduz seu custo de administração e


manutenção, pois um único técnico é capaz de administrar vários sistemas hospedados no
mesmo servidor, disponíveis no mesmo console de gerenciamento (Golden;Scheffy. 2008).

A virtualização também pode agilizar o processo de desenvolvimento de software e


seus respectivos testes, deixando a disposições dos desenvolvedores uma gama enorme de
ambientes e sistemas operacionais onde a aplicação pode ser desenvolvida e testada sem
trazer riscos às máquinas físicas, criando a possibilidade de se certificar que rodando sobre
um ambiente específico, o software executará sem problemas, ou mesmo implementando as
ferramentas necessárias para sua execução.

Testes para a implementação de um novo recurso na rede pode ser testado antes em
máquinas virtuais. O tempo que esses testes utilizam para serem completados é muito mais
curto do que com máquinas físicas, pois falhas fatais durante os testes são rapidamente
contornados com a utilização dos snapshots.
8

Também podemos utilizar de máquinas virtuais para executar software legado.


Muitas empresas são obrigadas a migrar suas aplicações devido à evolução do hardware. A
virtualização de sistemas operacionais permite a continuidade do uso da aplicação não
suportada com a vantagem de se tornar mais rápida em um hardware novo (Humphreys,
2006).

2.2 Terminologia utilizada em virtualização

• Máquina virtual (VM – Virtual Machine) – segundo Pollon (apud POPEK,


1974) “uma máquina virtual é definida como sendo uma duplicata isolada e
eficiente de uma máquina real”. A máquina virtual é um software que atua
como o hardware. Mesmo que necessite de um host, ela atua independente
dele.

• Sistema host ou hospedeiro – é o sistema operacional que abriga as máquinas


virtuais. O host é o primeiro sistema operacional instalado no computador.
Mas nem toda plataforma de virtualização é construída sobre um host. Se a
plataforma a ser utilizada for um Hyper-V ou um ESX (tipo 1), não haverá
um host. Mas se essa plataforma for um VMWare Server ou um Virtual
Server (tipo 2), o host é obrigatório.

• Sistema guest ou convidado – é o sistema operacional a ser instalado dentro


da máquina virtual. É o sistema guest que faz o sistema operacional trabalhar
como se estivesse instalado sobre uma máquina física.

• Hypervisor – núcleo ou kernel da plataforma de virtualização, também


conhecido por monitor da máquina virtual. O hypervisor é o intermediário
entre a máquina virtual e o hardware (VirtualizationAdmin, 2009).
9

2.3 Diferença entre o Hypervisor tipo 1 o Hypervisor tipo 2

Quando a plataforma de virtualização se baseia no Hypervisor tipo 1 (ESX, Hyper-


V), as máquinas virtuais são criadas sem um host. Existe uma camada a menos no acesso ao
hardware físico. Esse tipo de virtualização também é chamada de paravirtualização.

Figura 2: Modelo de virtualização utilizando Hypervisor tipo 1

Plataformas que utilizam Hypervisor do tipo 2 (VMWare Server, Virtual Server)


obrigatoriamente necessitam de um host. O tipo 2 também é conhecido como virtualização
nativa ou virtualização cheia.

Figura 3: Modelo de virtualização utilizando Hypervisor tipo 2


10

Dessa forma, as máquinas virtuais que utilizam o Hypervisor tipo 1 ou a


paravirtualização, tem performance muito superior ao tipo 2 pela inexistência do sistema host,
ou seja, há uma camada a menos entre a máquina virtual e o hardware.

Outra diferença diz respeito ao modo de obtenção do Hypervisor. O tipo 1 é um


produto profissional e sua aquisição demanda recursos financeiros. O Hypervisor tipo 2
costuma ser um produto de distribuição gratuita, mais indicado a uma migração gradual de um
ambiente físico para um ambiente virtual ou mesmo para criar um ambiente de testes ou para
utilizar como ferramenta de aprendizado (VirtualizationAdmin, 2009).

Havia um terceiro tipo de virtualização chamada de emulação, mas a mesma foi


abandonada devido a baixa performance obtida com as máquinas virtuais baseadas nessa
tecnologia.

2.4 Propriedades dos Hypervisors ou VMMs

Existem algumas características dos Hypervisors ou VMMs (Virtual Machine


Monitor ou Monitor de Máquina Virtual) que devem ser observadas para um bom
funcionamento das máquinas virtuais.

• Isolamento: um processo em execução em uma máquina


virtual não deve interferir no funcionamento de outro
processo em execução, tanto no monitor quanto em
outra máquina virtual. Também é necessário que o
VMM gerencie se o funcionamento de um processo
numa máquina virtual está comprometendo o
desempenho de outras máquinas virtuais.

• Inspeção - o VMM deve ser capaz de ter acesso e


controle a todas as informações dos processos em
execução na máquina virtual, como memória, estado
da CPU e outros.

• Interposição - instruções podem ser inseridas pelo


VMM em operações da máquina virtual. Um exemplo
é quando uma máquina virtual tenta executar uma
instrução privilegiada. Instruções do tipo “espera”
podem ser inseridas na máquina virtual enquanto o
VMM processa as instruções privilegiadas.

• Eficiência - instruções “inofensivas” podem ser


executadas diretamente no hardware, por não
interferir nas outras máquinas virtuais ou no VMM.
11

• Gerenciabilidade - possibilidade de gerenciar uma


máquina virtual independente de outra máquina
virtual, dado que são entidades distintas.

• Compatibilidade do software - todo software escrito


para executar sobre uma plataforma deve ser passível
de execução em uma máquina virtual que virtualiza
essa plataforma.

• Encapsulamento – o VMM pode controlar totalmente


processos em execução em máquinas virtuais,
podendo gerar “checkpoints” do sistema para
possíveis recuperações pós-falhas.

• Desempenho - apesar de inserir uma camada extra de


software, um sistema pode comprometer o
desempenho de um SO, mas os possíveis benefícios de
uso de máquinas virtuais compensam os
prejuízos.(ANDRADE, 2006).

2.5 Ferramentas para a virtualização

• VMWare – oferece dois produtos principais para a virtualização de servidores:


o VMWare Server, baseado em virtualização nativa e o ESX, produto
destinado a paravirtualização. O VMWare Server é um produto mais leve e
simples, indicado para ambientes de testes e sistemas operacionais legados,
enquanto o ESX, um produto profissional com vários recursos como o
VMotion - possibilita a troca de um ESX Server para outro sem tempo de
inatividade para o usuário - e o VHMA – sistema tolerante a falhas que faz
com que uma máquina virtual hospedada em um ESX Server migre para
outro automaticamente em segundos. Ambos utilizam uma interface de
administração nomeada VMWare Infrastructure. Além desses, a VMWare
ainda oferece vários produtos adicionais que ampliam as funcionalidades de
seus produtos.

• Microsoft – como a VMWare, oferece dois produtos para virtualização de


servidores: o Hyper-V e o Virtual Server, trabalhando sobre arquitetura
Hypervisor 1 e Hypervisor 2 respectivamente. Os recursos e funcionalidades
são muito parecidos com as ferramentas da VMWare. A Microsoft
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disponibiliza o Hyper-V para compra isolada, ou distribuída junto com o


Windows Server 2008 (VirtualizationAdmin, 2009).

Figura 4: Console de gerenciamento do Microsoft Hyper-V

• Sun Microsystems – oferece um produto de arquitetura tipo 2 – Sun Virtual


Box – para usuários finais. Permite além de virtualização do Windows e
Linux, a virtualização do MacOS Snow Leopard e suporta aceleração de
hardware 3D através de OpenGL. As soluções de virtualização corporativas
da Sun estão mais voltadas para a prestação de serviços e venda de hardware
otimizado para suporte a essa tecnologia (Sun Microsystems, 2009).

• Citrix – oferece o produto XenServer, o único de arquitetura tipo 1 gratuito. O


produto é composto por console de administração centralizada possibilitando
o controle de todos os servidores virtuais de um único ponto. Possibilidade de
mover máquinas virtuais entre servidores com as máquinas virtuais ligadas e
suporte a máquinas virtuais com até 8 processadores (Citrix, 2009).
CAPÍTULO 3. METODOLOGIA
3.1 Tipo de trabalho

O trabalho tem caráter exploratório já que busca percepções e entendimentos sobre a


natureza geral da virtualização, abrindo espaço para a interpretação de fatos.

Seu caráter também é teórico, já que realizará um estudo sobre uma ferramenta e/ou
tecnologia, utilizando o conceito de virtualização de servidores.

3.2 Coleta de dados

Os dados para o estudo em questão foram coletados através de sites de fornecedores


de hardware e software para virtualização, artigos, publicações, livros sobre o tema, estudo de
caso e uma pesquisa realizada junto a empresas da região sobre suas experiências relativas ao
uso da virtualização de servidores no ambiente corporativo.

3.3 Desenvolvimento

Os dados foram coletados para compor todo o referencial teórico junto às


publicações, artigos e fornecedores de soluções para virtualização de servidores.

Um estudo de caso foi realizado junto a uma empresa de São José do Rio Preto e
uma pesquisa foi enviada para empresas da região e algumas de São Paulo para comparar os
resultados obtidos em cada área de aplicação da virtualização com o que é divulgado pelos
fornecedores.
CAPÍTULO 4. DESENVOLVIMENTO
4.1 O cenário

A Velani Contabilidade e Assessoria Ltda. é uma empresa de São José do Rio Preto
que presta serviços contábeis a seus clientes.

Em agosto de 2009, a empresa contava com quarenta estações de trabalho conectadas


a um servidor responsável pela autenticação de usuários, resolução de nomes, disponibilidade
de arquivos e do aplicativo utilizado pela empresa para realizar seus serviços.

Essas quarenta estações de trabalho estavam ligadas em rede através de quatro hubs
cascateados, o que prejudicava a conectividade da empresa, resultado do excesso de colisões
que não eram tratadas por esses equipamentos.

Os sistemas operacionais em uso no parque instalado compreendiam o Windows


2000, Windows XP e o Windows 2000 Advanced Server no servidor.

O uso do processador ficava em torno de 10%, deixando a máquina bastante ociosa,


o que dava a impressão de que não seria necessário nenhum acerto ou mudança no servidor
para que as coisas continuassem indo bem.

Haviam problemas relacionados ao acesso a Internet e em algumas vezes,


congestionamento no tráfego da rede, causado pelas colisões, principalmente em dias de
entrega de guias aos órgãos competentes.

Devido aos problemas com a conectividade, algumas atitudes forem tomadas na


tentativa de melhor a velocidade do tráfego na rede, e a primeira delas foi a aquisição de dois
switches que melhoraram muito a qualidade da conexão, eliminando os congestionamentos
causados pelos hubs cascateados. Isso aumentou o uso do processador dos 10% para uma taxa
de 60% de uso.

Era o indicativo de que a ociosidade era causada pelo gargalo que os hubs causavam
nas comunicações internas da Velani e não porque o servidor estava com recursos sobrando.

Com o problema interno de conectividade da empresa resolvido, restou o problema


externo.

A Velani precisa de conexão intensa com a Internet para se comunicar com órgãos
oficiais como a Receita Federal e a Secretaria de Estado da Fazenda para cumprir com as
obrigações legais de seus clientes junto a esses órgãos.
15

De posse de um link de 4 MB compartilhados pelas quarenta máquinas, as conexões


eram um verdadeiro exercício de paciência.

Após uma análise geral do fluxo de acesso a Internet, constatou-se que havia algumas
atividades das estações de trabalho que congestionavam o link, tais como atualizações
automáticas dos sistemas operacionais, do Java, do Adobe Reader e dos softwares antivírus.
Mas o maior fluxo ficava por conta das atualizações automáticas do Windows.

A solução seria disponibilizar na rede um servidor de atualizações WSUS (Windows


Server Update Services, serviços de atualização do Windows Server) - uma solução da
Microsoft que automatiza o download de atualizações de seus produtos em um servidor que
repassa essas atualizações as estações de trabalho sem que elas necessitem se conectar a
Internet para isso - para que as atualizações fossem baixadas durante a noite e
disponibilizadas para as estações durante o dia, em horários alternados, evitando o excesso de
tráfego na rede durante o expediente.

4.2 O problema

O primeiro problema surge quando é descoberto que o WSUS 3 não executa sobre
Windows 2000 e muito menos sobre Windows XP. Era necessário que houvesse um servidor
Windows 2003 Server para a instalação do serviço de atualização.

Mesmo que fosse possível sua instalação sobre Windows 2000, o WSUS exige como
requisito básico a disponibilidade do IIS (Internet Information Services, serviços de
informações da Internet) e dependo da forma de instalação, do Microsoft SQL Server.

O servidor não suportaria a instalação dos três serviços sem perda de desempenho no
aplicativo principal da empresa.

E as complicações não paravam por aí. Era necessário testar o WSUS primeiro para
se conhecer sua real efetividade e mesmo que se implementasse o WSUS utilizando seu banco
de dados proprietário, ainda assim seria necessária a instalação de um servidor SQL Server,
porque as atividades do departamento de informática haviam sido incrementadas e o
desenvolvimento de software passaria a fazer parte da sua rotina. Esse desenvolvimento
basearia seus bancos de dados no SGBD (sistema gerenciados de banco de dados) da
Microsoft.

E para piorar as coisas, não havia recursos disponíveis para a aquisição de um novo
hardware de uso incerto, principalmente porque a diretoria planejava mudar a sede de
16

endereço no final do ano e renovar o parque tecnológico. Então não fazia sentido adquirir uma
máquina naquele momento.

4.3 As opções

Como a princípio o uso do banco de dados seria baixo, optou-se inicialmente por
instalá-lo no servidor existente, mas algumas questões relacionadas a gerenciamento e backup
acabaram impedindo a sua implementação no servidor.

Não restava nenhuma outra opção senão a instalação dos dois serviços – banco de
dados e gerenciador de atualizações – em máquinas virtuais em algum hardware que fosse
capaz de mantê-las.

A solução foi a utilização de uma máquina do departamento de informática que


contava com um processador Dual Core da Intel de 1.6 Mhz, 2.5 GB de memória RAM e
disco rígido de 160 GB.

Mas o Windows Server não poderia ser instalado diretamente sobre o hardware da
máquina porque ela hospedava alguns serviços que rodavam apenas sobre Windows XP.

Para contornar todos esses problemas optou-se pela utilização de duas máquinas
virtuais simples, apenas para saber como o WSUS funcionaria, em uma primeira etapa de
testes e se essa máquina suportaria rodar dois sistemas operacionais virtuais mais o sistema
operacional do hospedeiro.

4.4 Os testes com os gerenciadores de máquinas virtuais

A primeira tentativa de criar essas máquinas virtuais foi utilizando o VirtualPC da


Microsoft. O desempenho das máquinas virtuais era muito bom, mas o desempenho do
hospedeiro ficava sofrível.

Passou-se então para o VirtualBox da Sun Microsystems. O desempenho das


máquinas virtuais e do hospedeiro ficou ótimo, mas enfrentaram-se muitos problemas de
conectividade. Em alguns momentos as máquinas virtuais perdiam contato com o hospedeiro,
em outros, não se conectavam na rede ou não encontravam o controlador de domínio.

Em uma pausa para análise, foi verificado que os produtos que hospedariam os
serviços eram servidores e as ferramentas eram mais indicadas a desktops, então porque não
usar um produto destinado realmente a servidores?
17

Os sistemas operacionais a serem instalados eram da Microsoft, assim como os


serviços, então o mais óbvio foi procurar por um produto da Microsoft e o VirtualServer foi a
escolha lógica.

O produto foi instalado sem nenhum problema e como ambos – servidor e VMM
(Virtual Machine Manager) – são do mesmo fabricante, não havia motivos para pensar que
agora as coisas não iriam funcionar.

Mas entre os dois - máquina virtual e gerenciador - havia a interface.

O gerenciador do VirtualServer roda em uma inteface web, e por se tratar da


Microsoft, somente no Internet Explorer. O hospedeiro contava com o Internet Explorer 8
instalado, sem a possibilidade de remoção.

O gerenciador foi instalado com sucesso, as configurações das máquinas virtuais


foram realizadas sem problemas. Mas na hora de executar o processo de instalação do sistema
operacional, o Internet Explorer acusava erro na página e nenhuma solução foi encontrada
para contornar o problema.

Mesmo assim, ainda tentou-se executar o VirtualServer sobre Firefox e Opera.


Ambos enfrentavam problemas de compatibilidade com o código HTML (Hypertext Markup
Language, linguagem de marcação de hipertexto) da página do gerenciador.

Por fim, o departamento acabou por usar o produto da VMWare, o VMWare Server,
que também utiliza interface web.

4.5 Os resultados

Nenhuma dificuldade foi encontrada, nem durante a instalação do gerenciador, nem


durante a configuração das máquinas virtuais e muito menos durante sua execução. A
interface executou sem problemas, não houve nenhum problema com relação à conectividade,
e o compartilhamento de recursos entre as máquinas virtuais e o hospedeiro é perfeito.

O VMWare Server trabalha protegendo recursos do hospedeiro, como a memória,


sem comprometer o desempenho das máquinas virtuais.

Os testes com o WSUS foram um sucesso, a máquina virtual se portou de forma


excelente sem prejudicar o hospedeiro e as estações conseguiam se conectar a ela e baixar as
atualizações sem necessitar da conexão com a Internet para fazer isso. Os mesmos resultados
foram obtidos em relação ao servidor de banco de dados.
18

4.6 O que veio a seguir

Tendo as máquinas virtuais funcionado bem, o departamento passou a testar uma


outra máquina virtual no hospedeiro. Dessa vez a máquina iria servir arquivos.

Preocupada com os custos operacionais da empresa, a diretoria da Velani resolveu


que o uso do papel seria banido da rotina dos departamentos. Tudo passaria a ser convertido
em PDF. Como o volume de papel gerado era grande, a quantidade de arquivos gerados
também seria, por isso se fez necessário um ponto de armazenamento para esses arquivos.

O departamento de TI desenvolveu um aplicativo para automatizar o processo de


transferência do local de origem, para uma pasta dentro de uma árvore de diretório que
englobava o nome da empresa, o ano e o mês da geração do documento e a classe desse
documento.

Para o armazenamento foi adquirido um disco rígido de 500 GB. Mas o controlador
de domínio não suportaria tal mídia, já que todas as suas controladoras de disco rígido
estavam sendo utilizadas.

O disco rígido foi instalado na máquina que já hospedava o sistema virtualizado para
o WSUS e uma nova máquina virtual foi criada lá. Novamente o sistema escolhido para essa
máquina virtual foi o Windows 2003 standard.

Um disco virtual foi criado dentro dessa unidade de 500 Gb, e o diretório base para o
armazenamento dos arquivos foi hospedado lá e compartilhado para um grupo de usuários
com acesso ao software.

Para esses usuários do sistema, a unidade virtual de armazenamento de arquivos PDF


é como outro compartilhamento qualquer. Eles nem sabem que estão enviando seus arquivos
para uma unidade virtual gerenciada por uma máquina virtual.

O departamento quis ainda, implementar uma terceira máquina virtual nesse


hospedeiro para fazer a migração do sistema operacional do servidor principal. Como o
controlador de domínio é uma máquina com Windows 2000, a Velani tem enfrentado alguns
problemas com relação de inconsistência nos backups durante o dia.

O Windows 2000 não é dotado de um serviço presente a partir Windows 2003


chamado de cópia de sombra de volume. Esse serviço permite que seja feita uma espécie de
instantâneo dos arquivos que se encontram abertos pelo sistema e pelos usuários e é muito útil
principalmente por que vários arquivos de clientes são manipulados ao mesmo tempo em que
19

ocorre o backup, sendo deixados de lado pelo software responsável pela cópia de segurança,
não sendo possível manter uma política de recuperação de falhas segura.

Então, seria implementada uma máquina que assumiria o controle de um novo


domínio, os dados do controlador Windows 2000 seriam migrados para a máquina virtual
temporariamente enquanto a máquina fosse reconfigurada com o Windows 2003.

Tudo funcionou perfeitamente.

A máquina virtual foi criada e posta em operação, os dados foram migrados, alguns
testes mostraram que tudo estava funcionando como o esperado, mas não havia como
importar as contas dos usuários.

Seria necessário a construção de um novo domínio, a partir do nada, um processo


manual para a recriação dos perfis dos usuários nas estações de trabalho, configuração de
contas de email e muita reinstalação do software contábil. Era muito trabalho para pouco
benefício, porque já era fim de outubro e a mudança da empresa estava prevista para início de
dezembro, o que significava que quando ocorresse a troca do parque tecnológico teríamos de
fazer todo o trabalho novamente.

O projeto do terceiro servidor virtual foi abandonado, mas o servidor de arquivos e o


servidor WSUS continuam operando normalmente.

Atualmente, a segunda máquina virtual, além de ser servidor de arquivos também


hospeda a base de dados dos programas que são desenvolvidos para uso interno da empresa.
Não há problema com o desempenho e nem conflito entre as duas máquinas virtuais e o
hospedeiro, que também executa as suas tarefas com um tempo de resposta bastante
satisfatório.

O único inconveniente nisso tudo é que toda vez que é necessário reiniciar o
hospedeiro, é necessário parar os dois servidores virtuais e depois reiniciá-los manualmente.
CAPÍTULO 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Quando a virtualização ressurgiu no final dos anos 1990, ela parecia mais um
contorno para o problema de ser necessário executar programas não compatíveis com o
sistema operacional presente na máquina.

Naquela época a tecnologia para a virtualização engatinhava e era o tempo que a


VMWare enfrentava vários problemas para conseguir simular as instruções do processador.

Na comparação entre uma máquina virtual sendo executada dentro do LINUX e o


uso do software Wine, que tinha a pretensão de conseguir atender todas as chamadas da API
do Windows em um software Win32 rodando no LINUX, ficava difícil de escolher um dos
dois. Ambos deixavam a desejar.

Mas como dito acima, a virtualização dava seus primeiros passos e ainda não era
levada a sério pela maioria dos profissionais de informática.

Nos últimos anos, o cenário mudou muito e hoje a virtualização é uma ferramenta
madura e versátil, não só devido aos inúmeros benefícios associados a ela, mas também a
relativa facilidade de se construir toda uma infraestrutura baseada em servidores virtuais.

É claro que o uso indiscriminado e sem planejamento da virtualização de servidores


pode trazer situações de risco aos dados, frustrações e muitas dores de cabeça.

Em uma pesquisa feita junto às empresas de tecnologia na cidade de São José do Rio
Preto, que infelizmente foi um fracasso – somente quatro empresas responderam o
questionário - uma organização relatou que apostou na virtualização, mas não se preocupou
em fazer um estudo para dimensionar os recursos do hospedeiro, e quando instalado os
servidores virtuais, enfrentou sérios problemas de desempenho, já que uma das máquinas
virtuais rodava um SGBD de missão crítica e requeria recursos demais.

Foram meses a fio tentando resolver o problema mudando as configurações de uso de


memória e processador – o que a empresa chama de tunning – mas que não levaram a
nenhuma melhora no desempenho do servidor.

Com o passar do tempo os servidores virtuais começaram a apresentar problemas de


indisponibilidade devido ao desempenho apresentado. As reinicializações dos servidores
virtuais se tornaram constantes para tentar melhorar o quadro crítico do sistema.
21

E quando isso atingiu um estado insustentável, a solução encontrada foi migrar os


servidores virtuais para servidores físicos e abandonar de vez o projeto.

A experiência foi tão traumática para a organização, que hoje ela não quer saber de
virtualizar mais seus servidores, nem mesmo em um futuro distante, independente do que
possam dizer sobre seus benefícios.

Mas a empresa reconhece que a virtualização gera um melhor aproveitamento do


potencial de processamento das máquinas e uma enorme economia no que diz respeito à
aquisição de novas máquinas. E atribui o seu fracasso ao fato de não ter pessoal especializado
em tunning do sistema, mas não menciona que a maior parte dos problemas foram causados
pela falta de planejamento na adoção da ferramenta.

É algo muito claro que, executar um sistema operacional dentro de outro sistema
operacional ou sobre um gerenciador de máquinas virtuais irá reduzir o desempenho global do
sistema operacional virtualizado. Daí a necessidade de uma medição muito exata dos recursos
disponíveis no hospedeiro e os recursos que serão demandados pelo sistema virtualizado.

Por outro lado, outras empresas, a exemplo da Velani, utilizam a virtualização sem
problema algum, implementando as máquinas virtuais e colocando-as online em prazos muito
curtos, obtendo excelentes resultados.

No caso da Velani, não houve uma medição prévia dos recursos gastos pelas
máquinas virtuais, ou em outras palavras, não houve um planejamento para a sua implantação,
o que havia era apenas a necessidade de outros servidores e a indisponibilidade de recursos
naquele momento para sua aquisição.

A primeira máquina virtual foi configurada para a realização de um teste. Como o


resultado do teste foi positivo, optou-se por manter esse servidor online e então veio outra
necessidade e o processo se repetiu. Testou-se o recurso, o desempenho do hospedeiro e do
convidado foi satisfatório e manteve-se a outra máquina virtual no ar. Quando a terceira
máquina virtual foi testada, sua implementação afetou o desempenho geral do sistema
virtualizado, então se desistiu dela.

Por muitas vezes um dos servidores foi desligado e utilizou-se máquinas virtuais para
testes de serviços ou configurações a serem implementados no controlador de domínio, como
as GPOs (Group Policies, políticas de grupo), regras aplicadas através do servidor a serem
cumpridas pelas estações de trabalho sem que o usuário possa contorná-las de alguma forma,
22

como por exemplo, impedir o uso de pen drives ou proibir o mapeamento de unidades de rede
que não sejam os determinados pelos administradores do sistema.

A aplicação dessas políticas é algo muito delicado. Uma configuração errada pode
tornar o sistema inútil. E para a realização de testes necessita-se de pelo menos duas
máquinas. Um controlador de domínio e um cliente, para que se certifique que a política foi
realmente aplicada.

Sem a virtualização, um teste que foi possível realizar em dois dias levariam semanas
com as reinstalações sucessivas dos sistemas operacionais danificados pela aplicação
incorreta de determinadas políticas de grupo.

Outra empresa que respondeu a pesquisa, disse não utilizar a virtualização, não tem
muito conhecimento sobre a tecnologia e nunca tentou colocá-la em prática de nenhuma
forma, não tendo realizado nenhum estudo, mas a intenção da implantação da tecnologia
existe.

Era a essas empresas que esse estudo estava direcionado: apresentar resultados
estatísticos sobre como estaria o uso da virtualização e os benefícios trazidos por ela em
outras organizações para que empresas se interessassem na sua utilização graças à experiência
positiva, ou abandonassem um projeto de risco caso os resultados apontassem para um
resultado negativo.

Das duas empresas que utilizam a virtualização, o período de uso não ultrapassa dois
anos e as duas já fazem planos de aumentar o parque de servidores virtualizados. Em ambos
os casos, essas organizações ficaram totalmente satisfeitas com a facilidade de criar uma
máquina virtual padrão e a partir de cópias dessa máquina, implementar outras em um período
de tempo muito curto.

Na Velani haverá a necessidade de ampliar os servidores virtuais já que na troca do


parque tecnológico, o novo servidor virá com o Windows Server 2008 64 bits, mas os
aplicativos contábeis usados pela empresa não executa sobre esse sistema operacional. Em
razão disso, um servidor virtual será implantando nessa nova máquina para a execução de
software legado. Como esse servidor será dotado de um processador quad core, as máquinas
virtuais serão migradas para lá.

As três empresas que estão utilizando virtualização coincidem em outro ponto: a


ferramenta utilizada para o gerenciamento da máquina virtual. Todas estão utilizando
23

produtos da VMWare. Exceção a Velani, que experimentou muitas das ferramentas gratuitas
disponíveis no mercado, as outras duas já partiram diretamente para a solução dessa empresa.

O motivo? A segurança que o nome representa por ter sido ela a precursora da
tecnologia de virtualização na plataforma x86.

Quanto ao uso, são os mais diversos, mesmo levando-se em conta apenas três
empresas. Nenhuma delas utiliza um servidor virtualizado como controlador de domínio. Os
servidores estão disponibilizando arquivos, bancos de dados, serviços para clientes externos.

Uma das empresas tem 10 servidores virtualizados, mantendo online apenas dois por
vez. Quando um dos servidores offline é exigido, faz-se a permuta com os que estão no ar.
Essa troca é feita de forma muito rápida.

No momento da troca dos servidores, não se utiliza o processo normal de uma


máquina real para sua desativação, ordenando um shutdown no servidor que sai e ligando-se o
servidor que entra no ar. O processo de inicialização de um servidor físico pode demorar
muito para colocá-lo online. Ao invés disso, é utilizado um processo presente nos
gerenciadores das máquinas virtuais que grava o estado atual em que o servidor se encontra.
Quando essa máquina é ligada, volta-se exatamente do ponto em que parou, sem necessidade
do processo de inicialização longo e demorado.

A outra empresa virtualiza seus servidores de acordo com seus clientes. Cada qual
tem um espaço único destinado a ela para acessar seus recursos de forma personalizada, como
se o servidor estivesse dentro da própria empresa. Dessa forma nunca um cliente ficará sem
acesso aos seus recursos porque todos estavam compartilhando o mesmo espaço físico em um
servidor real.

A manutenção desses servidores virtuais fica por conta do pessoal de TI em suas


respectivas empresas, que são tratados como se fossem máquinas reais. Nada muda na forma
de administrar e configurar essas máquinas. Se os profissionais de uma empresa que pretende
se beneficiar da virtualização for capacitado para gerenciar servidores reais, eles já estão
preparados para gerenciar servidores virtuais.

Os conselhos dados pelas empresas que responderam ao questionário a quem


pretende implantar servidores virtualizados são o dimensionamento exato do hardware
hospedeiro e a necessidade de recursos requeridos pelas máquinas virtuais, principalmente no
que diz respeito ao consumo de memória RAM. Conhecimento da ferramenta a ser utilizada e
24

dos recursos que ela oferece no que diz respeito ao gerenciamento do sistema virtualizado e
pessoal capacitado para lidar com a administração de uma rede baseada em servidores.

Se esses cuidados forem tomados, o resto do processo será tranquilo e não haverá
nenhuma surpresa no decorrer do tempo.
CONCLUSÃO

A virtualização é uma ferramenta extremamente versátil e cheia de funcionalidades.


Entre seus benefícios encontram-se a economia de recursos financeiros referentes à aquisição
de máquinas, redução dos gastos com energia para alimentação elétrica das máquinas e no
arrefecimento do ambiente em que esses servidores estão instalados, menor necessidade de
espaço para a alocação dos servidores, excelente ambiente de testes para desenvolvimento de
software ou para análise de novas tecnologias e programas, facilidade na criação de novas
máquinas virtuais, simplicidade e rapidez na recuperação de desastres e possibilidade de
criação de ambientes para execução software legado. Todos esses benefícios podem ser
encontrados na mesma empresa ou pode-se tirar proveito de cada um deles separadamente de
acordo com a necessidade de cada organização. Mas para tirar proveito dos benefícios
oferecidos pelas ferramentas para gerenciamento de ambientes virtuais é necessário o estudo
do parque de servidores instalados e o dimensionamento dos recursos requeridos por cada
máquina virtual a ser instalada no hospedeiro, para que a promessa de ganhos com essa
tecnologia não se torne um verdadeiro pesadelo. O estudo sendo feito de maneira correta, não
há porque empresas de pequeno, médio ou grande porte não se beneficiem da tecnologia em
questão. Sendo assim, chega-se a conclusão de que realmente a virtualização é uma tecnologia
viável a qualquer um que esteja disposto a utilizá-la.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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virtualização e dispositivos virtuais. Disponível em
<http://br.sun.com/sunnews/press/2009/20090521.jsp>. Acessado em 19/10/2009.

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<http://virtualizationadmin.com/faq/?gclid=CMGrutycg5oCFcZM5QodjgnBGQ>. Acessado
em 02/05/2009.

VMWARE. Conceitos básicos de virtualização:A história da virtualização. Disponível em


<http://www.vmware.com/br/technology/history.html>. Acessado em 13/10/2009.
APÊNDICES

Segue o questionário enviado as empresas de São José do Rio Preto e região para a
realização do estudo a ser apresentado nesse trabalho, mas que infelizmente não alcançou os
objetivos esperados.

1. A empresa faz uso de servidores virtualizados?

Se sim, responda as perguntas abaixo:


2. Há quanto tempo a empresa faz uso dessa técnica?
3. Quantas foram as ferramentas estudadas para serem os hosts? Quais foram elas?
4. O que a ferramenta escolhida oferecia que levou a sua escolha diante das outras?
5. A implantação da virtualização dos servidores foi um processo simples ou
traumático? Comente.
6. Quanto tempo se passou entre o planejamento e a efetiva implantação da virtualização
dos servidores da empresa?
7. Quais foram os motivos que levaram a empresa a adotar a virtualização dos
servidores?
8. Atingiram-se os resultados esperados?
9. Houve algum resultado insatisfatório? Qual? Há alguma explicação para esse
fracasso?
10. Houve algum resultado que superou as expectativas? Qual? Comente.
11. Durante a implantação, houve algum obstáculo ou dificuldade a ser superado?
12. Se houve essa dificuldade, ela obrigou a empresa a trocar de ferramenta ou estratégia
para implantar o ambiente virtualizado?
13. Houve algum sistema operacional ou aplicativo que não foi possível executar sobre
um servidor virtual? Se sim, por quê?
14. Como ficou a performance das aplicações que estão sendo executadas dentro dos
servidores virtuais?
15. Foi necessário o treinamento de pessoas para lidar com os servidores virtualizados?
16. Quantos são os servidores virtuais e quais são os aplicativos ou serviços que eles
executam?
17. Quais os principais benefícios que a virtualização trouxe para a empresa?
18. A empresa tem projetos para ampliar o parque de servidores virtuais?
19. Quais seriam os conselhos a serem oferecidos a uma organização que esta pensando
em implantar a virtualização de servidores hoje?

Se não, responda as seguintes perguntas:

1. A empresa tem conhecimento da tecnologia de virtualização de servidores?


2. Tem pretensão de se beneficiar dessa tecnologia a curtou ou médio prazo?
3. Já foi feito algum estudo de viabilidade da implantação da virtualização de
servidores? Quais foram os resultados?

Se já utilizou e o projeto foi abandonado:

1. Quais foram as aplicações onde se utilizou a virtualização?


2. Porque esse projeto foi abandonado?
3. Quais foram os aspectos positivos e negativos durante a utilização da virtualização
pela empresa?
4. Existe alguma possibilidade de se retomar a virtualização no futuro? Por quê?