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CENTRO UNIVERSO GOIANIA

Professora: Vânia Maria Alves Bitencourt e Freitas


Disciplina: Tópicos Especiais em Ética – Turma D1
Aluna: Jéssica Silva Lima – Matrícula n°:600778982

Resumo da Lei nº 8.906

 TÍTULO I: Da Advocacia

O presente título se divide em 8 capítulos, que se subscrevem em 43 artigos. Seu


principal intuito e regulamentar a atividade advocatícia trazendo uma serie de direitos e
obrigações, como também, a área de limitação, restrições, inscrição, infrações e sanções
disciplinares, entre outros temas fundamentais para o exercício pleno da advocacia.

 CAPÍTULO I: Da Atividade de Advocacia (Art. 1º ao 5º)

O primeiro capítulo do código de ética da OAB delimita as atividades do advogado,


trazendo uma série de regulamentações fundamentais que moldam e direcionam a
atividade em si, como veda a pratica de algumas condutas.

Como um dos pontos chaves do capítulo existe a exclusividade no exercício de algumas


atividades laborativas, como por exemplo o exercício do JUS POSTULANDI, que trata
sobre o direito de qualquer advogado regularmente inscrito e não impedido, de em
qualquer jurisdição e instância, perante o poder judiciário, de postular em nome de seu
constituinte. E válido trazer a ressalva que tal postulação possui algumas exceções:
impetração de habeas corpus, postulação perante a Justiça do Trabalho e nos Juizados
Especiais Cíveis, em causas de até 20 salários mínimos em primeiro grau.

 CAPÍTULO II: Dos Direitos do Advogado (Art. 6° e 7°)

No que diz respeito ao segundo capítulo, esse efetiva o exercício da advocacia, trazendo
os principais direitos do advogado, dando real exercício a prática advocatícia.
Regulamentando questões de suma importância, como por exemplo: a independência do
advogado e a falta de subordinação aos agentes públicos, sendo posto a ideia de
igualdade entre os magistrados, membros do Ministério Público e advogados; a
inviolabilidade do escritório do advogado, salvo as exceções; o direito ao desagravo
público; a existência de situações especiais em situação de prisão do advogado; e os
direitos das advogadas gestantes, adotantes e lactantes.

 CAPÍTULO III: Da Inscrição (Art. 8º ao 14)

Esse capítulo trata sobre as formas de inscrições na OAB, como também, os


cancelamentos de inscrições e os requisitos para se inscrever como advogado ou
estagiário.

 CAPÍTULO IV: Da Sociedade de Advogados (Art. 15 ao 17)

O capítulo IV tem o intuito de delimitar e regulamentar a formação das sociedades de


advogados, diferenciando, principalmente, sua atuação das demais sociedades
empresárias. Sendo que, os advogados podem se reunir de duas formas distintas, sendo
elas em uma sociedade simples de prestação de serviços de advocacia ou constituir
sociedade unipessoal de advocacia. Dentre toda a regulamentação das sociedades
advocatícias existem uma serie de direitos e deveres, como também restrições, todos
esses para efetivar e direcionar a formação e atuação das sociedades advocatícias.

 CAPÍTULO V: Do Advogado Empregado (Art. 18 ao 21)

Sobre o capítulo que versa sobre o advogado empregado temos como destaque a
independência profissional do advogado empregado, que possuí livre atuação fora da
relação de emprego; e a isenção técnica, que trata sobre a total autonomia profissional
do advogado, mesmo em uma relação de emprego, devendo portanto ser preservado,
sem qualquer intromissão de terceiros na diretriz de seus trabalhos. No mais, o capítulo
trata sobre as jornadas de trabalho do advogado empregado, como piso salarial, horas
extras, carga horária semana, dentre outras regulamentações.

 CAPÍTULO VI: Dos Honorários Advocatícios (Art. 22 ao 26)

Se tem o conhecimento que umas das remunerações de maior peso para a atividade
advocatícia é o recebimento dos honorários advocatícios, sendo essa a principal
remuneração do advogado. O capítulo VI coloca como um direito do advogado o
recebimento de honorários advocatícios sendo eles: convencionados, fixados por
arbitramento judicial e de sucumbência. Além desse ponto chave para o exercício da
advocacia, o já mencionado capítulo, desenvolve legislações que regulamenta e auxilia
a cobrança dos honorários, estipulando prazos prescricionais sobre a ação de cobrança e
o caráter executório dos honorários.

 CAPÍTULO VII: Das incompatibilidades e Impedimentos (Art. 27 ao 30)

A pratica da advocacia vai de encontro com algumas outras atividades laborais, todas
essas elencadas no artigo 28º desse capítulo. É válido ressaltar, que a vedação resulta
proibição total para o exercício da advocacia. Por sua vez, o impedimento resulta em
proibição relativa. Por fim, quanto aos procuradores gerais, advogados gerais,
defensores gerais e dirigentes de órgãos jurídicos da administração pública direta,
indireta e fundacional, apesar de exercerem atividade advocatícia, somente podem
exerce-la quando vinculada à função em que trabalham, entretanto, cessando essa
exclusividade ao fim de sua investidura.

 CAPITULO VIII: Da Ética do Advogado (Art. 31 ao 33)

Tal capítulo versa sobre a forma que o advogado deve agir diante da sociedade e do
mercado de trabalho, assegurando o prestígio e mérito a toda classe advocatícia.

 CAPÍTULO IX: Das Infrações e Sanções Disciplinares (Art. 34 ao 43)

O tema central desse capítulo moldura as proibições de certos atos e coloca em destaque
as penalidades exercidas para o acometimento desses atos indesejáveis. No todo são 29
condutas infratoras, elencadas no artigo 34 do Estatuto. Dentre as penas disciplinares,
conforme a gravidade, são as de advertência, censura e exclusão. No que diz respeito a
multa, essa se enquadra como sanção acessória aplicada cumulativamente a outra.
Dentro da discussão sobre as sanções impostas e as delimitações dos tipos disciplinares
existem inúmeras jurisprudências e jugados que norteiam o entendimento jurídico.
Como por exemplo o exercício da profissão por impedidos e facilitação aos não
inscritos e o acórdão Nº 140 do Conselho Federal – 2ª Cam. Proc. Nº 001.813/97/SCA-
CE, que trata sobre a facilitação de atividade exclusiva de advogado exercida por oficial
de justiça incluso em procuração.

 TÍTULO II: Da Ordem dos Advogados do Brasil (Art. 44 ao 67)

O segundo título do Estatuto trata sobre a organização e função da Ordem dos


Advogados do Brasil.
 CAPÍTULO I: Dos Fins e da Organização (Art.44 ao 50)

O primeiro capítulo trata sobre a organização e a finalidade da OAB, classificando-a


como um ente de personalidade jurídica e de forma federativa, insubordinada a qualquer
órgão da administração público - ou seja, totalmente independente - que atua
principalmente, na defesa da Constituição Republicana Federativa do Brasil e de suas
diretrizes, da boa aplicação das leis, da rápida administração da justiça, pelo
aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas e a defesa, representação, seleção
e disciplina, com exclusividade, de todos os advogados do Brasil. Além disso é de suma
importância destacar a divisão da OAB, sendo ela dividida em Conselho Federal,
Conselhos Seccionais e Subseções.

 CAPÍTULO II: Do Conselho Federal (Art.51 ao 55)

O segundo capítulo trata sobre uma fração da OAB, especificamente sobre o conselho
federal. Trazendo sua composição, regulamentação e competência. Dentre as
competências do conselho federal, um de destaque, e que comporta grande
significância, é a defesa da dignidade, independência, prerrogativas e valorização da
advocacia;

 CAPÍTULO III: Do Conselho Seccional (Art.56 ao 59)

Com sequência ao capítulo anterior o terceiro capítulo fala sobre o conselho seccional
da OAB. Assim também, dita sobre sua composição, regulamentação e competência.
Dentre várias competências do Conselho, temos a responsabilidade pela realização do
exame da ordem e a de fixar tabela de honorários, válida em todo o território nacional.

 CAPÍTULO IV: Da Subseção (Art.60 ao 61)

As subseções são criadas pelo conselho seccional da OAB que delimitar a sua área de
atuação territorial e de autonomia. Dentre a organização da subseção o capítulo IV, trata
sobre a competência de sua atuação que dentre várias, estão a defesa e representação do
advogado diante dos poderes constituídos e dar cumprimento efetivo às finalidades da
OAB.

 CAPÍTULO V: Da Caixa de Assistência dos Advogados (Art.62)


A caixa de assistência dos advogados é um importante ente jurídico de personalidade
própria, sua principal função é prestar assistência aos inscritos no Conselho Seccional a
que se vincule. No decorrer, o capítulo trata sobre a organização da caixa assistencial,
regulamentando contribuições, sua composição e atuação.

 CAPÍTULO VI: Das Eleições e dos Mandatos (Art.63 ao 67)

As eleições dos membros dos órgãos da OAB são fundamentais para a personalidade
profissional representativa dos advogados, no âmbito nacional e regional, sendo
essencial para a busca dos interesses da maioria da classe, buscando efetivar e melhorar
condições a todos os inscritos. No que tange o capítulo, esse versa sobre a organização
das eleições, determinando prazos para realizações, validade dos votos, composições
das chapas e etc.

 TÍTULO III: Do Processo na OAB (Art. 68 ao 77)

O titulo em análise versa sobre os paramentos processuais adotados pela OAB,


principalmente quanto ao direito formal adotado no processo disciplinar.

 CAPÍTULO I: Disposições Gerais (Art. 68 ao 69)

Inicialmente, no que dispõe as regras gerais dos processos na OAB, temos a


subsidiariedade das regras processuais penais gerais ao processo disciplinar, e aos
demais processos, as regras gerais do procedimento administrativo comum e do
processo civil. É válido ressalta o prazo de 15 dias para todas as manifestações.

 CAPÍTULO II: Do Processo Disciplinar (Art. 70 ao 74)

Todo aquele que inscrito na OAB, e consequentemente abaixo da legislação do Estatuto,


que comete uma infração descrita nesse código, está disposto a receber uma sanção
administrativa. O processo disciplinar é a forma de apuração e delimitação de sanções a
serem aplicadas ao membro infrator. O capítulo segundo, trata exclusivamente sobre a
forma como se procederá o processo disciplinar. Podemos elencar como algum dos
pontos chaves desse capítulo a competência para julgar os atos de infração, que é do
Conselho Seccional em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, salvo se a falta
for cometida perante o Conselho Federal; como também, sobre a abertura do processo
disciplinar, que pode ocorrer de ofício ou mediante representação de qualquer pessoa.
 CAPÍTULO III: Dos Recursos (Art. 75 ao 77)

Os recursos são uma forma de ter sua demanda reapreciada perante a autoridade
competente. No ordenamento jurídico brasileiro temos tal direito como uma garantia
constitucional que se abstrai do principio do devido processo legal. A possibilidade de
interpor recursos possibilita decisões mais justas e que obedeçam ao ordenamento
jurídico vigente. O capítulo III do Estatuto delimita as possibilidades de interposição de
recursos, direcionando sua competência, estipulando limites para a interposição e
restringindo efeitos.

 TÍTULO IV: Das Disposições Gerais e Transitórias (Art. 78 ao 87)

O conselho Federal editou o Regulamento da Advocacia e da OAB em 16 de outubro e


em 6 de novembro de 1994, necessitando de algumas modificações posteriores. Sendo
assim o título IV, em seu artigo 78 delimitou prazo para a criação do regulamento geral
dessa mesma lei. No mais, o último título da Lei 8906/94 trata sobre temas diversos e
gerais, como o regime aplicado aos servidores da OAB, alguns casos específicos de
dispensa da realização do exame da ordem, inaplicabilidade de artigos a casos
específicos, dentre outras disposições gerais.

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