Você está na página 1de 1

Existência da jurisdição administrativo e fiscal explica-se por razões histórias e surge,

principalmente, devido à vastidão e complexidade do universo das relações jurídicas que são
disciplinadas pelo Direito Administrativo e pelo Direito Fiscal.
➢ Os sujeitos privados são titulares de direitos e interesses dignos de tutela jurídica
perante os poderes públicos, portanto, as atuações ilegítimas destes têm de poder ser
sindicadas em tribunal.
o Os tribunais julgam da conformidade da atuação dos poderes públicos com as
regras e os princípios de Direito a que eles se encontram obrigados.
Organizam-se em três níveis:
1º. Círculo (primeira instância);
2º. Centrais (segunda instância);
3º. Supremo Tribunal Administrativo
Quase todos os tribunais administrativos de primeira instância foram agregados, por
determinação do Ministro da Justiça (em 2003), a tribunais tributários de primeira instância –
são secção especializada em matéria administrativa e fiscal.
➢ Isto não comprimente a identidade própria de cada um dos dois ramos desta jurisdição
e cada secção do tribunal tem os seus próprios juízes e funcionários.
o O próprio processo administrativo e o tributário se regem por regimes distintos,
que preveem meios diferenciados de acesso à justiça.
➢ A única exceção é Lisboa, em que devido à sua dimensão, se mantêm desagregados o
Tribunal Administrativo de Círculo e o Tribunal Tributário.
Pressupostos Processuais
Requisitos cujo preenchimento depende a competência do tribunal para julgar a causa
• Identificação dos requisitos de cujo preenchimento depende a competência do
tribunal para julgar a causa que é submetida à sua apreciação.
Quando se afere a competência:
• Art. 5º ETAF – competência dos Tribunais fixa-se no momento da propositura da ação,
sendo irrelevantes as modificações de facto e de direito que ocorram posteriormente.
• Não há competência dos Tribunais Administrativos se houver convenção arbitrar sobre
a matéria.
i. Competência em Razão da Jurisdição
Estabelecimento da questão de quando é que uma ação deve ser proposta perante a jurisdição
administrativa e fiscal, e não perante os tribunais judiciais.
As questões de delimitação do âmbito da jurisdição não deixam de ser, de acordo com os
quadros tradicionais, questões de competência em razão da matéria, pois trata-se de distribuir
competências entre tribunais de acordo com um critério de especialização em função da
natureza dos litígios a dirimir.
➢ Mas, esta distinção é autónoma, uma vez que podem haver Conflitos de Jurisdição
(entre tribunais que pertencem a jurisdições diferentes) e Conflitos de Competência
(entre tribunais da mesma espécie integrados no âmbito da mesma jurisdição).

Você também pode gostar