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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

HU - FURG DEPARTAMENTO DE CIRURGIA

PROF. FLAVIO HANCIAU


Hálux valgus
Metatarsalgias

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DR. MIGUEL RIET CORRÊA JR.
A ossificação até os seis anos atinge forma
semelhante ao adulto. A formação final tem
lugar entre os 14 e 20 anos
3 arcos: interno, externo e anterior

32% 8% 60%
O Hálux Valgo é uma deformidade do
antepé, caracterizada por um desvio
lateral (valgo) do hálux e medial
(aducto) do 1º meta (MTT), algumas
vezes associada à deformidade
rotacional (pronação) do 1º dedo.
(Carl Hueter – 1870)
EPIDEMIOLOGIA

•68% Hereditariedade: fator relevante mais


importante
•80% tem restrição ao uso de calçados
•70% dor na eminência medial
•60% queixa estética
•40% alterações no 2º pododáctilo

Clinica Ortopedica -Rafael Barban Sposeto


Pag 1231-
1. INFLAMAÇÃO BURSA BURSITE
2

1. EXOSTOSE DA M-F1
2. DESVIO MEDIAL DO 1º METATARSIANO
3. DESVIO LATERAL DO HÁLUX COM OU SEM PRONAÇÃO
A cabeça do primeiro metatarsiano é deslocada
medialmente, promovendo alterações
importantes como:

1. Supressão do principal apoio do antepé;


2. Os sesamóides deslocados impedem a correção
do varismo do primeiro metatarsiano;
3. Mudança das direções dos tendões leva a
alteração de suas ações
Hallux valgus severo com Vista axial evidencia a pronação do
pronação do grande dedo grande dedo
EXOSTOSE desvios
TENDÕES
FATORES INTRÍNSECOS
FATORES EXTRÍNSECOS
HEREDITÁRIOS
Pé plano valgo
Pé metatarsus primus varus
Index minus ou index plus
Hiperfrouxidão ligamentar
Doenças neuromusculares
Encurtamento do Aquiles
Patologias reumatóides
Traumatismos
 Pé plano

 Hipermobilidade do 1º raio

 Conformação anatômica do 1 raio

 Características da cápsula medial


ALINHAMENTO DOS PODODÁCTILOS

Pé egípcio Pé grego Pé quadrado


O1 > 02 > O3 O1 < O2 O1 = O2

Há uma predominância do pé egípcio nos pés ditos valgos: 75%


Os metatarsianos tem comprimentos extremamente
variáveis

angulo de Meschan

Largua do ante pé
 A articulação metatarso
falangeana do hálux tem
sobrecarga no fim da fase de
apoio.
 É sede de importantes tensões.
 A deformação mais
freqüentemente encontrada é o
hálux valgo.
Metatarso primus varo

1º METATARSO VARO
Posição em varo do primeiro
meta que é normal até 10º,
Pé normal 1º Metatarso varo
conforme descrito por Lapidus
(1934);
INDEX PLUS
FATORES AGRAVANTES :
HÁLUX LONGO ( GIGANTISMO)
TENDÕES « TENSOS »
1º METATARSO VARO
SAPATOS INADEQUADOS
IFP

Sobrecarga do 1º metatarsiano 2º dedo em garra


CALÇADO FEMININO

Mulheres em 90% dos casos !

Ante-pé com apoio Calçado


O Hálux em valgo >>> empurra o 2º pododáctilo
PERFIL
ANTERO
POSTERIOR
1. ÂNGULO INTERMETATARSIANO
2. ÂNGULO METATARSOFALANGEANO
3. ÂNGULO INTERFALANGEANO
4. DESLOCAMENTO DOS SESAMÓIDES
NORMAL
< 10º

Pé normal
1. MEDIDA DO ÂNGULO INTERMETATARSIANO - AIM
1. ÂNGULO INTERMETATARSIANO

: <10º
+10º

1º metatarso varo
2. ÂNGULO METATARSOFALANGEANO
NORMAL
- 15º

2. ÂNGULO METATARSO-FALANGEANO
3. ÂNGULO INTERFALANGEANO
 Galeno 180 aC

 Skillern 1945 primeira descrição de fratura

 Renander 1924 primeira descrição de sesamoidite


 Sexo feminino - bailarinas
 Jogadores de beisebol
 Corredores
 Viladot: o trauma direto é raro. O mecanismo
indireto(sobrecarga) é o mais comum e o
sesamóide medial o mais atingido.
Estão sub-luxados
 É clinico
 Rx necessário para confirmar fraturas e diferenciar de
osso bipartido 10%(alt. Genetica)

Fratura
Sesamóide bipartido 10% Sesamoidite medial
Sesamoidite lateral em paciente do sexo feminino, de 26 anos, praticante de corrida e
musculação, com dor há 1 mês.
QUEDA DO ARCO PLANTAR TRANSVERSO

Examinar a mobilidade das articulações MF


Examinar a reductibilidade do arco transverso
origem das >>>>METATARSALGIAS
METATARSALGIA
INVERSÃO DO ARCO PLANTAR
TRANSVERSO
TESTE DE MULDER

A reaproximação dos metatarsianos reduz a deformidade e


aprovoca dor >> neuroma de Morton
3º NERVO
INTERDIGITAL
LIGAMENTO
INTERMETATARSIANO
ACIMA DO NEUROMA

3º e 4 º CABEÇA
METATARSIANOS
LIGAMENTO
INTERMETATARSIANO
ACIMA DO NEUROMA
DEDOS EM GARRA: claw toe
DEDOS EM MARTELO: hammer toe
DEDOS SOBREPOSTOS
DEDOS EM TACO DE GOLF: mallet toe
cross finger
DEDOS SOBREPOSTOS: Cross-over toe
DEDOS EM TACO DE GOLF: mallet
toe
SOMENTE A FALANGE DISTAL ESTÁ FLEXIONADA
DEDOS EM MARTELO: hammer toe
somente a IFP está flexionada
DEDOS EM GARRA: claw toe
igual o hammer toe mas a terceira falange
também está fixa
O dedo em garra pode evoluir para uma subluxação da MF- origem da METATARSALGIA
HALUX VALGUS
OSTEOTOMIAS

ARTRODESES

IMPLANTES

RESSECÇÃO HEMIARTROPLASTICA
KELLER ARTRODESE ARTROPLASTIA

LAPIDUS
RESSECÇÃO DA EXOSTOSE
RESSECÇÃO DA BASE DA FALANGE
REALINHAMENTO DA M1 SOBRE OS
SESAMÓIDES
Tratamento ciúrgico do Hálux Valgo

Operação do Chevron
Tratamento cirúrgico do Hálux Valgo

Operação
Osteotomia Simples da Falange
Tratamento cirúrgico do hálux valgo
Osteotomia simples da falange

Tecnica de Akin
Tratamento Cirúrgico do Hálux Valgo

Operação
Artrodese da MF
Tratamento ciúrgico do Hálux Valgo

Operação
Artroplastia Total
TÉCNICA
TÉCNICA I
Um bom resultado implica
igualmente uma boa
mobilidade MF1 e uma boa
força de apoio do grande dedo

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