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SINAPSES

Envio de um determinado sinal para que


ocorra uma resposta do organismo.
Região de proximidade entre a extremidade de
um neurônio com outra célula.
SINAPSES

O que acontece quando um potencial de ação alcança o fim do axônio?


https://www.youtube.com/watch?v=Kn5YajvxA2w
Um neurônio pode terminar
em uma de três estruturas:
um músculo, uma glândula ou
outro neurônio.

Portanto, dependendo de onde um neurônio termina, pode fazer uma


célula muscular se contrair, uma célula de glândula secretar, outro
neurônio transmitir uma mensagem elétrica ao longo de uma rota, ou
alguma outra função.
Como as células se comunicam?

A sinalização ao longo de cadeias multicelulares no


sistema nervoso tem características peculiares, com
consequências funcionais importantes.

SINAPSES

Zonas de comunicação entre uma célula


nervosa e a célula seguinte em uma cadeia
funcional.
SINAPSES ELÉTRICAS E QUÍMICAS

 Nas sinapses elétricas, a  Nas sinapses químicas, a


comunicação se dá pela transmissão da informação
passagem direta de depende da liberação de um
corrente elétrica de uma mediador químico que age
célula para outra. sobre a célula seguinte da
cadeia.
SINAPSES ELÉTRICAS

 Em regiões especializadas
denominadas junções
comunicantes ou gap
junctions.

 A transmissão de
informação se dá por
propagação direta de
correntes iônicas,
permitindo a passagem
instantânea de informação
entre as duas células.
SINAPSES ELÉTRICAS

 Junções comunicantes
são formadas por
hemicanais congruentes
nas membranas de duas
células, que permitem a
passagem da corrente
iônica (seta).
SINAPSES ELÉTRICAS

 Cada hemicanal
(connexon) é formado
por um conjunto de 6
subunidades
(conexinas), cujo
arranjo pode ser
modificado por pH,
cálcio intracelular ou
outros agentes,
assumindo conformação
aberta ou fechada.
SINAPSES ELÉTRICAS

 Em geral, a corrente elétrica flui livremente nos dois sentidos por


meio das junções comunicantes. Em alguns casos, no entanto, as
junções apresentam propriedades retificadoras, isto é, permitem a
passagem de corrente predominante ou exclusivamente em um
dos dois sentidos.

 As sinapses elétricas transmitem informação instantaneamente de


uma célula para outra. São particularmente úteis em respostas
rápidas de natureza protetora e na sincronização da atividade de
grupamentos celulares.
SINAPSES ELÉTRICAS

Sinapses elétricas são


relativamente raras no sistema
nervoso humano. Elas foram
identificadas no SNC, onde
sincronizam a atividade elétrica
em grupos de neurônios
interconectados por junções
comunicantes, e em locais
especializados, como a polpa de
um dente ou a retina do olho.
SINAPSES QUÍMICAS

As sinapses químicas são


formadas por um terminal pré-
sináptico contendo numerosas
vesículas e mitocôndrias e um
perfil pós-sináptico, que contém
os receptores para os
neurotransmissores. A estrutura
é, em geral, envolta por
prolongamentos de células da
glia*.
*As células da glia são vários tipos celulares presentes no
sistema nervoso central que, dentre as diversas funções
exercidas, ajudam a isolar, apoiar e nutrir os neurônios.
SINAPSES QUÍMICAS

As zonas ativas contêm canais para


cálcio importantes para a liberação,
por exocitose, do neurotransmissor
nas zonas ativas. As estruturas
marcadas com 7TM são receptores
acoplados a vias metabólicas que
envolvem segundos mensageiros.
SINAPSES QUÍMICAS

 A grande maioria das sinapses no sistema nervoso humano são

sinapses químicas, nas quais um mensageiro químico transmite

informações unidirecionais ao longo do espaço que separa os

dois neurônios.
SINAPSES QUÍMICAS: VANTAGENS

(1) o processo químico não é prejudicado por diferenças nas


dimensões dos elementos pré e pós-sinápticos, como no caso das
sinapses elétricas;
(2) a liberação de grande quantidade de moléculas de
neurotransmissores, a consequente abertura de vários canais
iônicos na membrana pós-sináptica e a cascata metabólica pela
ação de segundos mensageiros intracelulares produzem
amplificação dos sinais transmitidos ao longo da cadeia neural;
(3) a transmissão química apresenta múltiplos estágios passíveis de
regulação, tornando este modo de neurotransmissão mais versátil
e plástico como requerido, por exemplo, pelos mecanismos de
aprendizado e memória.
SINAPSES QUÍMICAS

 Cada neurônio pré-sináptico  Há dois tipos de sinapses,


normalmente libera apenas um dependendo das mudanças na
neurotransmissor. No entanto, permeabilidade induzidas no

diferentes neurônios variam quanto neurônio pós-sináptico pela

ao neurotransmissor que liberam. combinação de um


neurotransmissor específico com
Na vinculação com canais
seus canais receptores: sinapses
receptores subsinápticos, diferentes
excitatórias e sinapses
neurotransmissores podem causar
inibitórias.
diferentes mudanças na
permeabilidade de íons.
SINAPSES
EXCITATÓRIAS
E INIBITÓRIAS
SINAPSES EXCITATÓRIAS

 O sinal produzido na membrana pós-sináptica for a despolarização, iniciando o


potencial de ação.

Passagem simultânea de Na+ e K+

A mudança de permeabilidade induzida em


uma sinapse excitatória resulta na saída de
poucos íons K+ para fora do neurônio pós-
sináptico, enquanto um número maior de
íons Na+ entra simultaneamente neste
neurônio.
PPSE = potencial pós-sináptico excitatório
Potencial de ação
PEPS = potencial excitatório pós-sináptico
SINAPSES INIBITÓRIAS

 Quando o sinal produzido na membrana pós-sináptica for uma pequena


hiperpolarização.

A vinculação de um neurotransmissor
diferente liberado com seus canais
receptores aumenta a permeabilidade da
membrana subsináptica a K+ ou Cl–.

A parte interna do neurônio se torna


levemente mais negativa.

Potencial de ação
PIPS = potencial inibitório pós-sináptico
SINAPSES
EXCITATÓRIAS
E INIBITÓRIAS

PPSEs e PIPSs são


produzidos pela abertura
de canais regulados
quimicamente,
diferentemente de
potenciais de ação, que
são produzidos pela
abertura de canais
regulados por voltagem.
COMBINAÇÃO NEUROTRANSMISSOR - RECEPTOR

 Embora neurotransmissores variem de sinapse para sinapse, o


mesmo neurotransmissor sempre é liberado por uma sinapse
específica;

 a resposta a determinada combinação neurotransmissor-receptor


sempre é a mesma;

 Uma combinação não gera um PPSE sob uma circunstância e um


PIPS sob outra.
COMBINAÇÃO NEUROTRANSMISSOR - RECEPTOR

bastante
neurotransmissor
variável,
excitatório mais
produzindo
comum no cérebro
PPSEs em
uma sinapse
e PIPSs em
uma sinapse
diferente

principal neurotransmissor
inibitório do cérebro
COMBINAÇÃO NEUROTRANSMISSOR - RECEPTOR

PIPS - podem ser captados e liberados a partir das


mesmas vesículas sinápticas. Os cientistas especulam
que a glicina de ação rápida e o GABA de ação mais
lenta se complementam no controle de atividades que
dependam de marcação precisa de tempo – como a
coordenação de movimentos complexos.
O que acontece com os neurotransmissores depois?

Enquanto o neurotransmissor continuar vinculado aos


canais receptores, a alteração na permeabilidade da
membrana responsável pelo PPSE ou PIPS continuará.
Para que o neurônio pós-sináptico esteja pronto para
receber mensagens adicionais de ambos ou de outros
impulsos pré-sinápticos:
https://www.youtube.com/watch?v=VoDjmSRkYyk
Inibidores seletivos
de recaptação de
serotonina (SSRIs)

Bloqueiam seletivamente a
reabsorção de serotonina
nos terminais de axônios
pré-sinápticos, prolongando,
assim, a ação deste
neurotransmissor nas
sinapses que utilizam este
mensageiro.
PLASTICIDADE SINÁPTICA
PLASTICIDADE SINÁPTICA
PPSEs e PIPSs são potenciais graduados.

Diferentemente dos potenciais de ação, que se comportam de acordo


com a lei do tudo ou nada, potenciais graduados podem ter
diferentes intensidades, não têm período refratário e podem se
acumular, somando-se uns aos outros.
O grande potencial pós-sináptico depende da soma de
atividades de todos os impulsos pré-sinápticos
SOMAÇÃO
ESPACIAL
SOMAÇÃO
TEMPORAL
COMUNICAÇÃO INTERCELULAR

A coordenação das diversas atividades de células em todo o


corpo para realizar respostas de sustentação da vida e outras
desejadas depende da capacidade de as células se comunicarem
entre si.
COMUNICAÇÃO INTERCELULAR

 DIRETA  INDIRETA

 Através de junções  Através de mensageiros

comunicantes. químicos extracelulares ou


moléculas de sinal.
 Através de ligação direta
transitória de marcadores de  parácrinas, neurotransmissores,
superfície (sistema imunológico). hormônios e neuro-hormônios
Parácrinas - são mensageiros químicos Neurotransmissores, que são
locais cujo efeito é exercido apenas mensageiros químicos de alcance
sobre células vizinhas no ambiente bastante curto, em resposta a sinais
imediato de seu local de secreção. elétricos (potenciais de ação).

Um exemplo de parácrina é a histamina,


liberada a partir de um tipo específico
de célula do tecido conectivo durante
uma resposta inflamatória em um tecido
invadido ou ferido
Hormônios são mensageiros químicos Neuro-hormônios são hormônios
de longa distância especificamente liberados no sangue por neurônios
secretados no sangue por glândulas neurossecretores. Como os neurônios
endócrinas em resposta a um sinal comuns, os neurossecretores podem
adequado. responder e conduzir sinais elétricos.
Apenas as células-alvo de um
Em vez de inervar diretamente células-
hormônio em particular têm
alvo, um neurônio neurossecretor libera
receptores de membrana para
seu mensageiro químico, um neuro-
vinculação com aquele hormônio.
hormônio, no sangue, em resposta ao
estímulo adequado. O neuro-hormônio é,
então, distribuído pelo sangue até células-
alvo distantes.
SISTEMAS
SENSORIAIS

DOR
Nocicepção

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