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Universidade Licungo
Faculdade de Educação e Psicologia – Laboral
Cadeira de Psicometria
Otília Álvaro Assane Salema

I. Importância da estatística descritiva e a diferença entre população e amostra


Na área psicologica, os dados dizem respeito a comportamentos colectados de uma parte da
população (Pasquali, 2010). Dificilmente será possível para um psicólogo fazer uma pesquisa
com toda uma população razão pela qual, selecciona-se uma amostra para a realização da
pesquisa.

 Amostra: é uma parte de uma população, seleccionada com base em algum critério.
 População: é o conjunto de todos os indivíduos de uma determinada classe.

Basicamente, o uso da estatística em psicologia tem a finalidade de descrever e resumir dados


provindos de observações de comportamento, que podem ser feitas de diferentes formas,
como testes, questionários e entrevistas. Tais descrições e conjuntos de dados são realizados,
especificamente, por meio de números, que expressam e ajudam a entender o significado dos
resultados. A função de descrever e resumir resultados é do domínio da estatística descritiva.
Já a função de interpretar resultados, especificamente quando se deseja generalizar os
resultados de uma amostra de respondentes para a população alvo, é do domínio da estatística
inferencial (Glassman & Hadad, 2008; Urbina, 2007). Entretanto, As medidas de tendência
central comumente utilizadas para descrever dados são a moda, a mediana e a média.

 A moda (Mo), é naturalmente o valor mais frequente, mais típico ou mais comum em
uma distribuição de dados. A moda é a única medida de tendência central que
podemos utilizar para representar variáveis do tipo nominal. Nesse nível de medida,
os números são utilizados de forma arbitrária, simplesmente como símbolos de
identificação de grupos a que os elementos pertencem (Bunchaft & Cavas, 2002). Por
exemplo, variáveis do nível nominal sexo (masculino e feminino), religião (católica,
evangélica, espírita, etc.) Vale ressaltar que a moda pode, entretanto, ser utilizada para
descrever o escore mais comum em qualquer distribuição, independentemente do
nível de mensuração (Levin & Fox, 2004).
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 A mediana (Mdn), diz respeito à pontuação que está no meio da distribuição da


frequência. Quando uma distribuição de frequências é disposta em ordem de tamanho,
toma-se possível localizar a mediana, o ponto do meio de uma distribuição. A
mediana é encarada como uma medida, de tendência central, pois separa a
distribuição de frequências em duas partes iguais (Levin & Fox, 2004).
 A média aritmética, geralmente denominada de média (M) (Ferreira, 2005). Para
calcular-se a média, deve-se somar o escore de cada sujeito e dividir o resultado pelo

número de sujeitos. A título de informação, a fórmula da média é: X


∑ x.
N

Segundo Glassman e Hadad (2008), a média é comumente utilizada devido a duas


características ou vantagens. Primeiro, não é necessário dispor as pontuações em uma ordem
sequencial para calcular a média; segundo, ao contrário da mediana ou da moda, a média
reflecte todas as pontuações, ou seja, mudando uma pontuação, a média também vai mudar.
Um dos problemas da média é que ela é sensível aos casos extremos, os famosos outliers na
linguagem da estatística (Dancey & Reidy, 2007).

Referência bibliográficas

 Bunchaft, G & Cavas, C. S. T. (2002). Sob medida: um guia sobre a elaboração de


medidas do comportamento e suas aplicações. São Paulo: Vetor Editora.
 Dancey, C. R & Reidy, J. (2007). Estatística sem matemática para psicologia usando
SPSS para Windows. 3a ed. Porto Alegre: Artmcd.
 Dancey, C. R & Reidy, J. (2007). Estatística sem matemática para psicologia usando
SPSS para Windows. 3a ed. Porto Alegre: Artmcd.
 Glassman, W. E. & Hadad, M. (2008). Psicologia: abordagens atuais. 4a ed. Porto
Alegre: Artmed.
 Levin, J & Fox, J. A. (2004). Estatística para Ciências Humanas. 9a ed. São Paulo:
Prentice Hall.
 Pasquali, L. (2010). Teoria da medida. In L. Pasquali (org.), Instrumentação
psicológica: fundamentos e práticas. Porto Alegre: Artmed.
 Urbina, S. (2007). Fundamentos da Testagem Psicológica. Porto Alegre: Artmed
Editora.

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