O nosso negócio é o desenvolvimento

ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE ETENE

INFORME RURAL ETENE EFETIVOS DA PECUÁRIA DA REGIÃO NORDESTE

Ano 4 – 2010 – Nº 15

O nosso negócio é o desenvolvimento ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE – ETENE Superintendente José Narciso Sobrinho Ambiente de Estudos. Pesquisas e Avaliação – AEPA Gerente: Jânia Maria Pinho Souza Célula de Estudos Rurais e Agroindustriais – COERG Gerente: Wendell Márcio Araújo Carneiro Informe Rural ETENE Coordenador: Wendell Márcio Araújo Carneiro Informe Rural: Efetivos da Pecuária da Região Nordeste Autores: Antonio Nogueira Filho Revisão Vernacular: Hermano José Pinho .

representando um aumento de 12%. correspondentes a um aumento de 2.15 – Efetivos de Galinhas. 1 EFETIVOS DE BOVINOS. como no poder de barganha na comercialização. O presente Informe está baseado nas seções 3. passando de 14.8% sobre o efetivo em 1996. Os rebanhos objetos deste Informe Rural são: Bovinos. com a colaboração de Beatriz Nascimento Ko Fontenele. à exceção do plantel de suínos que teve uma significativa redução. Em 2006 a Bahia e o Maranhão tinham os maiores plantéis de bovinos na Região. No entanto. As variações nos quantitativos dos plantéis analisados entre os dois últimos censos disponibilizados pelo IBGE revelam que de um modo geral não ocorreram grandes mudanças em relação ao resto do País. 1 A primeira versão deste trabalho foi contratada junto à Associação Científica de Estudos Agrários (ACEG) e elaborada pelo professor Raimundo Eduardo Silveira Fontenele. considerando que os grandes empreendimentos conseguiram manter e ampliar os seus efetivos. entre os dois censos.8% em 2006. uma queda substancial na Região Nordeste. Galos.6 milhões de cabeças. os empreendimentos da Região são relativamente pequenos quando comparados com projetos das demais Regiões.9 milhões em 2006. o que revela que embora seja adotada moderna tecnologia. divulgados pelo IBGE . Em 2006. principalmente do milho e da soja. para 12.1%. Caprinos. Frangas. reduzindo a quantidade de animais de 6. Como já foi comentado. apresentando um aumento de 18. constantes do estudo da ACEG. contando com 40.9% em 1996. SUÍNOS.9% em 1996. mas também na Região Sul do País.3 milhões. em relação ao censo anterior. respectivamente.4 milhões de cabeças. para 3. a Região Nordeste detinha em torno de 13% do rebanho e cerca de 37% dos estabelecimentos. Suínos. para 14. o efetivo bovino brasileiro era de 171.6 milhões de cabeças. Essa queda foi motivada pela crise que se abateu sobre a suinocultura com elevação dos custos de produção. tendência que já vinha ocorrendo desde a divulgação dos dados relativos ao Censo de 1995-96. A participação nordestina nos efetivos bovinos se manteve praticamente inalterada. tanto na compra de insumos. o plantel teve um incremento de 12%. principalmente em relação ao Sul do País.14 – Efetivos da Pecuária e 3. do efetivo nordestino. em 1996. o efetivo bovino nordestino era de 25.INTRODUÇÃO A finalidade deste Informe é apresentar objetivamente considerações sobre a evolução dos principais plantéis de animais domésticos da região Nordeste e sua relação com as demais Regiões do País. Essa redução alterou significativamente a participação relativa do Nordeste que caiu de 22. No mesmo período. demonstram que não ocorreram mudanças significativas na maioria dos efetivos da pecuária nordestina em relação à nacional.5 milhões de animais. Em 2006.4% e 22. sem a correspondente elevação do preço no mercado. com base nos dados dos Censos Agropecuários de 1995-96 e 2006. CAPRINOS E OVINOS As tabelas 1 e 2 apresentam os dados do censo de 1996 e de 2006.6% em 2006. Ovinos e de Aves. principal produtora e exportadora de carne suína. . ou 9. fato que provocou a exclusão da maioria dos pequenos e muitos médios produtores não somente na Região Nordeste. no Brasil. Frangos e Pintos. em face das economias de escala. O plantel suíno apresentou.

Cens o Agropecuário 2006.A Região Nordeste mantém a liderança em relação ao efetivo de caprinos. de 48. Cens o Agropecuário 1 995-1 996.5% e 16.1% dos efetivos.7%. Em relação ao rebanho ovino.2%). que teve uma redução de seu plantel.1% para 55%. A Bahia apresentou o maior crescimento absoluto com 665.5%. apesar de apresentar entre os dois censos uma pequena queda em sua participação relativa pois passou de 93.512 cabeças (33. para 91. TABELA 1 – Efetivos da Pecuária em 1996 Número de cabeças Brasil. enquanto Sergipe teve o maior incremento em termos percentuais (72%). com 33. sendo seguido pelos Estados do Piauí e de Pernambuco. o plantel nordestino teve um incremento de 15. enquanto o crescimento nacional foi de apenas 1. . 153 058 275 22 841 728 3 902 609 1704 389 2 382 474 954 347 1327 826 1930 672 968 462 940 996 8 729 953 Suínos 27 811 244 6 357 716 1936 874 1394 406 1047 451 97 235 1 9 006 1 378 91 0 93 865 78 809 121 1 1 60 Caprinos 6 590 646 6 176 457 31 670 4 1541536 795 690 209 980 403 801 960 567 22 1 36 5 704 1922 373 Ovinos 13 954 555 6 717 980 1 1 46 87 1295 805 1606 093 385 560 438 430 6711 77 89 933 77 439 2 007 356 TABELA 2 – Efetivos da Pecuária em 2006 Efetivo da pecuária em 31 2 .0%. Nordeste e Es tados Bovinos Bras il No rde s te Maranhão P iauí Ceará Rio Grande do Norte P araíba P ernambuco Alagoas Sergipe Bahia Fonte: I BGE.1 Bovinos Bras il.0%. À exceção do Ceará. com as participações de 22. elevando a participação do Nordeste em relação ao Brasil. Nordeste e Es tados Es tabelecimentos Bras il 2 673 176 Número de cabeças 171 613 337 Estabelecimentos 1 496 107 Número de cabeças 31 189 339 Es tabelecimentos 286 675 Número de cabeças 7 107 608 Estabelecimentos 438 623 Número de cabeças 14 167 504 Suínos Caprinos Ovinos No rde s te Maranhão P iauí Ceará Rio Grande do Norte P araíba P ernambuco Alagoas Sergipe Bahia 972 729 93 263 75 469 1 456 24 47 480 92 024 1 226 40 44 905 40 663 31 243 4 25 326 270 5 592 007 1560 552 2 1 441 05 878 037 131 662 3 1861570 886 244 899 298 1 229 459 0 551 936 69 1 60 1 405 01 1 0 940 1 1 080 6 28 047 54 1 00 1 654 5 9 21 2 1 338 47 3 940 442 698 858 966 924 690 966 78 331 1 988 05 278 473 93 270 80 1 44 947 488 249 486 1 001 5 56 703 38 1 4 1 8 81 2 2191 2 47 280 3 248 11 34 57 282 6 470 893 303 386 1457 394 748 866 273 562 461401 1037 064 34 221 1 250 5 2 1 749 39 311 125 7 073 50 401 58 399 1 246 4 1 826 9 44 370 1 802 1 8 432 96 576 7 790 624 1 900 72 131 508 7 1564 907 41 01 0 9 442 589 942 502 1 946 33 1 385 33 2 672 868 Fonte: IBGE. todos os demais Estados apresentaram crescimento (Tabela 3).7% em 1996. respectivamente. O Estado da Bahia mantém a liderança regional.

Sergipe .Pernambuco . reduzindo a sua participação relativa de 20.946 665. Frangos e Pintos (Censos de 1995-96 e 2006) Discriminação Brasil Norte Nordeste .624 DIFERENÇA 26. sobre o plantel de 1996.471 130.508 1.94 72.03 280.1% (Tabela 4).74 437.019 442.165 6. o que correspondeu a um aumento de 17. No Nordeste.589 942.3 milhões (16. em 1996.900 1.341 95.35) 4. TABELA 4 – Avicultura Industrial .912 291. Pernambuco continua na liderança em número de cabeças.1% para 17.159 271.672.418 28.42 48. galos. frangos e pintos). com base nos censos de 1995-6 e 2006. GALOS.271 8.356 6.45 18.726 (67.497 5.69) 6.94 40.172. Frangas.690 20.177 89.401. EFETIVOS DE GALINHAS.269 20. que apresentou uma pequena redução de seu plantel.170 264.Paraíba .644 % 18. justificando a queda da participação relativa da Região Nordeste em relação ao resto do País.399 16.317.713 21.007.512 1.373 30.72 Fonte: Elaboração própria. O plantel de aves no Brasil praticamente dobrou entre os dois censos analisados.560 438.013 55.385 2.Bahia SUL SUDESTE CENTRO-OESTE Número de Aves em Mil Cabeças 1995-96 2006 % (2006/1995-96) 718.790.4 milhões de cabeças.907 410.Rio Grande do Norte .218 5.961 14.27 1.39) 11.646 36.617. . com base no Censo do IBGE de 2006.Piauí .470 8.032 10.325 44.805 1.451 38. em 2006.3% caiu para 8.Ceará .TABELA 3 – Rebanho Ovino: Comparação entre o Censo de 1996 e 2006 ESTADO Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia TOTAL 1996 146.059 45.31 4.058 120.187 1. galos.15 17.388 11.82%).439 2.904 65.00 27.24 33.Alagoas .53 4.01 103.946 133.868 7.Maranhão . No entanto.47 6.186) 24.67 (3.4%.08 43.34 0.4%) e o Ceará.606.430 671. no decênio analisado.6%. FRANGOS E PINTOS Em 2006 o efetivo de aves (galinhas.556 (99.607 48.94 Fonte: Elaboração do autor.459 4.832 9. em número de aves (galinhas.590 24.33 24. FRANGAS.096 168.564.83 7.9% para 30.295.Efetivos de Galinhas.093 385.502 133.107 644. tendo aumentado a sua participação relativa de 23. Galos. era de 14. vindo em seguida a Bahia (17.538 1. frangos e pintos) da Região Nordeste foi de 120. pois teve um crescimento de 95%.980 2006 172.703 (41.933 77. a participação nordestina em relação ao efetivo nacional que.47 20.

No caso do plantel de suínos houve uma redução em torno de 40% na quantidade de cabeças.br.ibge. Censo 2006. Já as regiões Sul e Sudeste. sendo obrigados a fechar seus negócios. embora tenha tido um crescimento absoluto um pouco inferior ao do resto do País. apresentou um aumento da ordem de 295 mil cabeças. Rio de Janeiro. 1998. insumos básicos utilizados na alimentação das aves. um outro aspecto importante é o fato de que predominam na Região Nordeste pequenos e médios produtores. pois o rebanho bovino do Brasil cresceu 12%. A grande expansão da avicultura brasileira foi liderada. em face do deslocamento e instalação de muitos empreendimentos avícolas para aquela Região. O mesmo não aconteceu em relação aos plantéis de suínos e de aves. enquanto o rebanho ovino teve um crescimento em torno de 16%. sem a respectiva elevação do preço da carne suína.CONCLUSÕES O plantel de bovinos da Região Nordeste manteve a sua participação relativa. aumentando a sua participação em relação ao Brasil. teve a sua participação relativa reduzida. No caso da suinocultura. como ampliaram os seus investimentos. enquanto o da Região Nordeste aumentou 10.gov. . A exceção do plantel de suínos. O rebanho caprino nordestino. onde se localizam os grandes empreendimentos de suínos. Acesso em 03 set. pode-se concluir que a Região Nordeste teve bom desempenho em relação ao crescimento de seus efetivos da pecuária. embora tenha apresentado uma pequena redução relativa ao Brasil (de 94% para 91%). 2010. principalmente pela Região CentroOeste que cresceu 292%. os produtores não somente conseguiram atravessar a crise. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo 1995-96. que não suportaram a elevação dos custos de produção. REFERÊNCIAS INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). enquanto a avicultura industrial embora tenha crescido em torno de 16%. considerando que o Brasil apresentou um crescimento de 95%. ocupando o lugar dos pequenos e médios que abandonaram a atividade. considerando a localização privilegiada em relação ao resto do País e a grande produção de milho e soja.8%. Disponível em: http://www.

Set 2010 – Produção e Venda de Leite e Ovos na Região Nordeste Nº 14. Jan 2010 – Exportações do Agronegócio do Nordeste Nº 2. Jun 2010 . Abr 2010 – Situação do Setor Produtivo da Lagosta no Nordeste Nº 3. Set 2010 – Receitas Obtidas pelos Estabelecimentos Rurais do Nordeste Nº 9. Set 2010 – Produção e Venda dos Produtos da Apicultura no Nordeste Nº 11.Identificação de Áreas Vocacionadas para Recria/Engorda de Bovinos no Nordeste Nº 5. Ago 2010 – Despesas Realizadas nos Estabelecimentos Agropecuários do Nordeste Nº 8. Set 2010 – Produção e Venda de Produtos da Aquicultura no Nordeste Nº 12. Jun 2010 – Agricultura Familiar no Nordeste Nº 6. Set 2010 – Utilização de Máquinas e Implementos Agrícolas nos Estabelecimentos Rurais do Nordeste Nº 10. Jul 2010 – Cenário Agropecuário 2010 Nº 7. Out 2010 – Produção e Venda de Pó e de Cera de Carnaúba no Nordeste . Set 2010 – Uso de Irrigação nos Estabelecimentos Rurais do Nordeste Nº 13.Outros números do Informe Rural ETENE: ANO 4 – 2010 Nº 1. Mai 2010 – Ervas Aromáticas Nº 4.

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