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Índice

0. Introdução...............................................................................................................................................................
1.1. Objectivos 3
1.1.1. Geral 3
1.1.2. Específicos 3
1.2. Metodologia 4
1.3. Estrutura do trabalho 4
2. O impacto socioeconómico da erosão no bairro Murropué arredores da cidade de Quelimane.
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2.1. Localização do bairro Murropué 5
1.1.2. Limites Geográficos..........................................................................................................................................
1.2. Situação Físico Natural do Bairro (Relevo, Clima, Solo, Hidrografia, Vegetação e Fauna)...............................
2.1.1. Solo 5
2.1.1.1. Características do solo do Bairro Murropue 6
2.2. Degradação dos solos 7
2.2.1. Tipos de degradação dos solos 7
2.3. Erosão 8
2.3.1. Perdas de espessura do solo 8
2.4. Factores socioeconómicos da erosão do solo do bairro Murropue 9
3. Conclusão 11
4. Referências bibliográficas12
0. Introdução
O presente trabalho é fruto de uma pesquisa de campo levado a cabo como forma de
materialização de uma pesquisa recomendado na cadeira de Geomorfologia com o desafio de
Compreender o impacto socioeconómico da erosão no bairro Murropué arredores da cidade de
Quelimane.

A erosão é um processo natural e ocorre mesmo em ecossistemas em equilíbrio. A intervenção


humana eleva a taxa de incidência desse processo gerando a “erosão acelerada”. Esta constitui
um fenômeno de grande importância em razão da rapidez de seu desencadeamento e por
acarretar grandes prejuízos não só para a exploração agropecuária, mas também para diversas
outras atividades econômicas e ao meio ambiente. A magnitude da erosão acelerada se relaciona
às características do solo, às condições climáticas e ao uso e manejo dos recursos naturais.

A erosão que se assiste no bairro em alusão é de natura hídrica resultado da subida e descida da
mare associado as características do solo, ela vem sendo gradualmente excessiva e despejando
muitas famílias que se vem ameaçadas pelo fenómeno catastrófico.

Para o presente trabalho busca-se compreender os aspectos socioeconómicos ligados a erosão no


referido bairro onde traz-se há principio a localização do bairro, os limites geográficos a Situação
Físico Natural do Bairro (Relevo, Clima, Solo, Hidrografia, Vegetação e Fauna) e tantos outros
aspectos que merecerão destaque a quando a materialização do mesmo.

4.1. Objectivos
4.1.1. Geral
 Compreender o impacto socioeconómico da erosão no bairro Murropué arredores da
cidade de Quelimane.
4.1.2. Específicos
 Localizar o bairro em estudo;
 Descrever a situação físico natural do bairro;
 Avançar Os impactos socio económicos decorrentes da erosão no bairro Murropué.

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4.2. Metodologia
Para materialização do trabalho foram usadas metodologias como observação directa (desta
metodologia foram verificadas em loco o ponto da citação critica que vive no referido bairro,
tendo-se constatado vários aspectos que foram descritos ao longo do trabalho) entrevista
(merecerão atenção os lideres comutarios a população e os demais face as principais perdas que
vem sofrendo decorrente daquele processo natural) e análise bibliográfica (recolhidas as
informações de estudos passados foi feita uma minuciosa analise dos conteúdos, merecendo
atenção os que interessaram para a materialização do trabalho)

4.3. Estrutura do trabalho

Estruturalmente o trabalho esta organizado desde a Introdução onde fez-se uma breve
contextualização do tema, em seguida, os Objectivos que espelham a intenção da investigação do
tema, a Metodologia, que corresponde aos meios usados para a materialização da pesquisa, a
fundamentação teórica a base do teor de toda pesquisa descrita e detalhadamente citada, a
conclusão que elucidámos o resumo do trabalho já acabado e finalmente as referências
bibliográficas que correspondem a todo conjunto de material bibliográfico que ajudou na
concretização do trabalho.

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5. O impacto socioeconómico da erosão no bairro Murropué arredores da cidade de
Quelimane.
5.1. Localização do bairro Murropué

O bairro Murropué localiza-se ao este do distrito de Quelimane na província da Zambézia, numa


zona periurbana considerada em via de expansão. Administrativamente, localiza-se no posto
número dois e possui desaseis quarterões.

1.1.2. Limites Geográficos

O bairro Murropué, limita-se:


 Norte – limita-se com o povoado de Gogone e o bairro Namuinho;
 Sul – faz fronteira com o bairro Sangariveira;
 Este – limita-se com o rio Chipaca;
 Oeste – bairro Namuinho.
5.2. Situação Físico Natural do Bairro (Relevo, Clima, Solo, Hidrografia, Vegetação e
Fauna)

Referindo-se ao tipo de relevo, no bairro acima citado se faz sentir o relevo de planície que se
desenvolve no decorrer da faixa oeste descendo por toda a parte do bairro e desaguando desta
forma na faixa costeira do lago chipaca, quanto ao clima, o bairro Murropué possui um clima
marítimo, por interferência directa do Manguezal do rio Chipaca.

Em relação a Hidrografia o bairro é atravessado na sua faixa este pelo rio Chipaca o qual de
forma contínua vai devastando a faixa continental, por forca das suas águas no decorrer das
mares altas. A vegetação é do tipo Savana, notando-se enormes quantidades de árvores
diversificadas, entre elas podem ser destacadas: Mangueiras, Coqueiros, Cajueiros entre outras.

5.2.1. Solo

Segundo (Ombe 2007, p. 87) Solo é a cobertura exterior da maior parte da superfície continental
da terra. É um agregado de minerais não consolidados e de partículas orgânicas produzidas pela
acção combinada de vento, da água dos processos de desintegração orgânica.

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O solo é um componente do ecossistema que merece atenção por desempenhar
um papel fundamental na relação com os demais componentes da natureza, como
a água, o ar e as plantas. O solo funciona como um filtro e reservatório de água,
controlando e regulando a retenção, escoamento, filtragem e distribuição da água
proveniente das chuvas, conduzindo-a para os rios, córregos e nascentes. É,
também, reserva natural de vários elementos químicos, e serve de suporte para o
desenvolvimento da vida vegetal e animal. (Rech e Lopes, 2008).

No estado natural, a vegetação cobre o solo como um manto protetor, fazendo com que os efeitos
da erosão geológica sejam lentos e compensados pelos contínuos processos de formação do solo.
Em condições naturais, portanto, o ciclo de desgaste normalmente é equilibrado pela renovação
e, graças a esse equilíbrio, a vida na terra tem sido mantida por longo período.

Desta feita o solo do bairro Murropué é aluvionar, ou seja são solos desenvolvidos a partir de
matérias transportados e recentemente depositados pela corrente da água e caracterizado por
uma ou fraca ou nenhuma alteração do material original pelos processos de formação de solo.
Possui uma faixa costeira com capim típico do mangal, as arvores são salgueiros emucronatas.
O bairro possui um único rio Chipaca.

Imagem ilustrativa da tipologia do solo do bairro Murropué. Fonte: Autora

5.2.1.1. Características do solo do Bairro Murropue


Os solos, em geral, possuem variabilidade espacial muito grande das suas propriedades químicas,
físicas e morfológicas. Com isso, é esperado que o comportamento do solo em relação ao
processo erosivo seja bastante diferenciado.

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Os solos do bairro Murropue são instáveis, com muita porosidade, ricos em limo e areia pobres
em matéria orgânica resultado de processo de agricultura e possuem pequena resistência ao
arrastamento das suas partículas resultado das chuvas.

Onde com forme (Pruski, 1998), Quanto menores a estabilidade dos agregados
do solo e a capacidade de infiltração de água, mais suscetível é o solo à erosão.
Solos ricos em limo e areia, e pobres em matéria orgânica são muitos propensos
ao processo erosivo, em razão da pequena resistência que oferecem ao
desprendimento e transporte de partículas durante a precipitação (Pruski, 1998).

O comportamento do solo diante do processo erosivo é designado como fator de erodibilidade do


solo, que representa o efeito dos processos que regulam a infiltração da água no solo, a
desagregação pelo impacto das gotas de chuva e a resistência ao transporte pelo escoamento
superficial, os quais são responsáveis pelo comportamento do solo diante dos processos erosivos
(Lal, 1988).

5.3. Degradação dos solos

De acordo com Ruellan (1987 citado por Moniz et al., 1988), a atividade antrópica é um
poderoso agente de transformação do solo, que pode acarretar prejuízos incalculáveis quando
não controlada.

A erosão dos solos pode levar 1,5 mil milhões de pessoas à fome, ou seja, um quarto da
população do mundo, depende diretamente do solo que está a sofrer uma constante degradação,
reduzindo a produção das terras e ameaçando a sua segurança alimentar”. Essa degradação tem
vindo a crescer e afeta já mais de 20% de todas as áreas cultivadas, 30% das florestas e 10% dos
pastos”.

5.3.1. Tipos de degradação dos solos


 Erosão hídrica: perda de horizontes superficiais, deformação do terreno, movimento de
massa, deposição.
 Erosão eólica: perda de horizontes superficiais, deformação do terreno, movimento de
massa, deposição.
 Química: perda de nutrientes e/ou matéria orgânica, desequilíbrio de nutrientes,
salinização, acidificação, poluição.

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 Física: compactação, impermeabilização ou formação de crosta superficial, inundação,
arejamento deficiente, excesso ou falta de água.
 Biológica: redução da biomassa, redução da biodiversidade (Hernâni et al., 2002).

Vale a pena ressaltar que, em ambientes tropicais e subtropicais, a principal causa da degradação
do solo é a erosão hídrica e as atividades que contribuem para o aumento das perdas do solo são
as que conduzem à exposição da superfície do solo ao impacto directo das gotas de chuva o que
consubstancia directamente com o trabalho em alusão.

5.4. Erosão
5.4.1. Perdas de espessura do solo

De acordo com o GPP (2013) a erosão do solo é um processo de destacamento e transporte de


materiais do solo, por agentes designados por erosivos. É um processo sequencial que envolve o
destacamento das partículas do solo e o transporte das partículas destacadas.

A erosão, ao remover as partículas de solo, para além de reduzir a sua espessura, diminui
também os níveis de matéria orgânica do solo e contribui para a desagregação da sua estrutura, o
que diminui a profundidade de enraizamento e, portanto, diminui a quantidade de água, ar e
nutrientes disponíveis para as plantas, criando, assim, um ambiente menos favorável para o seu
crescimento.

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Imagem ilustrativa dos
aspectos descritos acima. Fonte: Autora
5.5. Factores socioeconómicos da erosão do solo do bairro Murropue
5.5.1. Perdas de nutrientes e matéria orgânica
O solo é perdido sobretudo devido à ação do vento (erosão eólica) e da chuva (erosão hídrica).
Quer a erosão eólica, quer a erosão hídrica, arrastam material mais fino e mais rico em nutrientes
que o material que fica.

As perdas por erosão hídrica originam depósitos do material erosionado em cursos de água,
lagoas e oceanos com reduzida possibilidade de serem de novo reciclados para os sistemas
agrícolas Legg e Meisinger (1982), para além de causarem problemas graves de eutrofização
dessas águas e consequente perda de biodiversidade.

Segundo Wadt e Pereira (2005), a perda de nutrientes é especialmente crítica para o fósforo,
dada a sua fraca mobilidade no solo e consequente concentração na camada superficial. O
fósforo é um elemento importante para as plantas e que se encontra em baixas reservas nos solos.

Nos sistemas naturais, a maior parte do fósforo mais disponível para as plantas esta retido na
biomassa vegetal e, no processo de derrubada e queima, esse nutriente é incorporado as cinzas,
atuando como principal responsável pelos melhores índices de produtividade nos primeiros anos
após o derrube de árvores.

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Entretanto, a rápida diminuição das quantidades de fósforo assimilável no solo conduz
invariavelmente à perda de capacidade produtiva das áreas cultivadas. As perdas provocadas pela
erosão dependem de dois processos principais:

a) Exposição do solo ao impacto direto com as gotas de chuvas

b) Enxurradas

Por esse motivo, as práticas conservacionistas, que visam diminuir a intensidade dos processos
de erosão, fundamentam-se na manutenção da cobertura do solo e na construção de terraços.

Dependendo de factores como a topografia, práticas culturais, taxas de infiltração, etc.,


quantidades apreciáveis de azoto podem ser perdidas a partir do solo por erosão Legg e
Meisinger, (1982). São perdas que ocorrem sobretudo na forma de azoto orgânico, uma vez que
correspondem a perdas das camadas superficiais do solo e nestas dominam as formas orgânicas.
Não representam formas de azoto imediatamente absorvíveis, mas sim azoto potencialmente
disponível a prazo, após mineralização.

Para além da que acima destacamos também evidenciam-se no local de estudo os seguinte:

 Perdas de vidas humanas;


 Desabamento de habitações;
 Desabamento de postes de energia elétrica;
 Desalojamento de famílias que se vem num perigo eminente;
 Perdas de talhos sem nenhum reembolso;
 Ao nível das infraestruturas próximas notam-se rachaduras nas paredes a título de
Exemplo a Escola Secundaria de Sangariveira.
 Arvores caídas;
 Raies das árvores expostas com sinais óbvios de perigo.

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Imagem ilustrativa da erosão do bairro Murropue arredores do distrito de Quelimane. Fonte: Autora.

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6. Conclusão
A erosão que se vive no bairro Morrupe esta preocupar para alem dos munícipes daquela urbe as
autoridades governamentais e os académicos em geral, a bem pouco tempo foram assinados
memorandos entre a Universidade Eduardo Mondlane, Universidade Licungo e o Conselho
Municipal da cidade de Quelimane por forma a envidarem-se esforços com vista a estancar
aquele fenómeno que vem engolindo aos poucos o bairro que vem ganhando uma fama de
ostentar um ordenamento mais adequado se comparado a alguns bairros da cidade como Torrone,
Coalane II entre outros.

Percebe-se no entanto que a erosão que se vive no referido bairro, trás com sigo vários factores
socioeconómicos desde, perdas de habitação, vias de acesso, destruição de arvores que em muito
ajuda a proteger os solos entre tantos outros factores.

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7. Referências bibliográficas

Hernani, L. C. et al. (2002). Erosão e seu impacto. In: Manzatto, C. V.; Freitas Junior, E.; Peres,
J. R. R. (Ed.).

Ombe, Zacarias Alexandre, et al. (2007) Geografia dos Solos: dicionários dos principais
conceitos. Maputo.

Pruski, F. F. (1998). Conservação de água e solos. Brasília, DF: ABEAS; Viçosa, MG:
UFV/DEA.

Rech, L.C. & Lopes, E. (2008). Uso da terra e distribuição granulométrica: Estudo de caso de
uma propriedade rural representativa em Laranjeiras Do Sul – pr. ed. 6 Revista Eletrônica Lato
Sensu – Unicentro Disponível em: www.unicentro.br.

Wadt, P.G.S. (2003). Práticas de conservação do solo e recuperação de áreas degradadas; AC:
Embrapa Acre, 1ºed, Rio Branco.

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