Você está na página 1de 12

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

A BIOÉTICA

Fátima
MussaVateva

708205717

Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa

Fundamentos de Teologia Católica

2º Ano
Nampula, Julho, 2021

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distancia

A bioética

Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa

Trabalho de carácter avaliativo apresentado na


cadeira de Fundamentos de Teologia Católica,
2ᵒ Ano, orientado pelo:

Docente: Sitoe Raimundo João Mateus

Nampula, Julho, 2021


Folha de Feedback

Classificação

Categorias Indicadores Padrões Nota


Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor

 Índice 0.5

 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura  Discussão 0.5
organizacionais
 Conclusão 0.5

 Bibliografia 0.5

 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada ao
2.0
objecto do trabalho

 Articulação e domínio do
Conteúdo discurso académico
3.0
(expressão escrita cuidada,
coerência / coesão textual)
Análise e
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional 2.0
relevante na área de estudo

 Exploração dos dados 2.5

 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos

 Paginação, tipo e tamanho


Aspectos
Formatação de letra, paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre linhas

Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 2.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia

ii
Folha para recomendações de melhoria:A ser preenchida pelo tutor

___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

iii
Conteúdo
Introdução..........................................................................................................................5

1. A bioética...................................................................................................................6

2. Inicio a vida humana segundo a fé católica...............................................................6

3. Actos contra a vida Humana......................................................................................7

4. A posição da igreja católica em questões da Bioética................................................8

5. O argumento da defesa da vida..................................................................................9

Conclusão........................................................................................................................10

Bibliografia......................................................................................................................11

iv
Introdução

O presente trabalho é da cadeira de Fundamentos de Teologia Católica, ministrada na


Universidade Católica de Moçambique.

Dentre vários pontos tratado neste trabalho, destaca-se a Bioética, sendo é uma ética aplicada,
chamada também de “ética prática”, que visa “dar conta” dos conflitos e controvérsias morais
implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde do ponto de vista de
algum sistema de valores (chamado também de “ética”). Como tal, ela se distingue da mera
ética teórica, mais preocupada com a forma e a “cogência” dos conceitos e dos argumentos
éticos, pois, embora não possa abrir mão das questões propriamente formais (tradicionalmente
estudadas pela metaética), está instada a resolver os conflitos éticos concretos.

A noção de bioética tem sofrido várias mutações nesses últimos anos, mas nos parece que, a
mais interessante e frutífera continua sendo a original proposta de Potter(1). Ele
primeiramente sugeriu uma Bioética ponte, com a intenção de unir ciência e filosofia para
promover a sobrevivência.

Neste sentido a bioética tem um campo de reflexão bastante amplo, através dos modelos
teóricos desenvolvidos que ajudam a pensar sobre as situações da vida ou de conflito,
quotidianas, de limite e de fronteira e, também, classificadas como problemas emergentes e
persistentes.

No diz respeito a estrutura do trabalho, compreende a introdução; o desenvolvimento no qual


constam abordagens relacionadas com (Bioética, sua definição, objecto de estudo e outros
conteúdos); conclusão e bibliografia.

5
1. A BIOÉTICA

A Bioética é uma área de estudo interdisciplinar que envolve a Ética e a Biologia,


fundamentando os princípios éticos que regem a vida quando essa é colocada em risco pela
Medicina ou pelas ciências.

A palavra Bioética é uma junção dos radicais “bio”, que advém do grego bios e significa
vida no sentido animal e fisiológico do termo (ou seja, bio é a vida pulsante dos animais,
aquela que nos mantém vivos enquanto corpos), e ethos, que diz respeito à conduta moral.

Importância

A importância social da Bioética centra-se, justamente, no facto de que ela procura evitar que
a vida seja afectada ou que alguns tipos de vida sejam considerados inferiores a outros. A
Bioética discute, por exemplo, a utilização de células - tronco embrionárias em suas mais
diversas problemáticas, passando pela necessidade de abortar-se uma gestação para retirar tais
células e pelos benefícios que

2. Inicio a vida humana segundo a fé católica

Reprodução natural

O ser humano começa a existir quando no acto sexual o óvulo que sempre tem o cromossoma
X fica fecundado pelo espermatozóide que tem ou cromossoma X ou Y, resultante numa
menina XX, ou num rapaz – YY, dependendo do tipo de espermatozóides que fecunda o
óvulo

O Sagrado Magistério da Igreja Católica considera, como sendo mais seguro, que a vida
humana tenha o seu início desde a fecundação, quando aparece um genótipo, caracterizado
pelos 46 cromossomos, distinto do pai e da mãe, ainda que possa desdobrar-se em vários
gémeos, em vários dias.

A partir do momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma nova vida que não é
aquela do pai ou da mãe, e sim, de um novo ser humano que se desenvolve por si mesmo.
Jamais chegará a ser humano se já não o é desde então. A esta evidência de sempre a genética
moderna fornece uma preciosa confirmação [...]. Com a fecundação tem início a aventura de
uma vida humana, cujas principais capacidades exigem um tempo para desenvolver-se e poder
agir.
6
Não é de se estranhar que o Magistério da Igreja Católica, durante muito tempo, foi marcado
por uma discrepância quanto ao momento da infusão da alma. Os Padres da Igreja dividiram-
se em duas correntes de opinião: os que defendiam a animação imediata, desde o momento da
fecundação e os que eram partidários da animação mediata ou retardada, isto é, depois de
certo tempo.

A teoria da animação sucessiva consistia em afirmar que a sua origem era diferente da origem
do corpo, mesmo estando em uma união substancial com ele. A alma é criada imediatamente
por Deus. Santo Tomás de Aquino ainda supunha certa organização do corpo para a infusão
da alma. Sendo, portanto, a alma a forma do corpo.

3. Actos contra a vida Humana

a) Contracepção

É o mecanismo de interferência no processo natural da fecundação. Esta pode ser preventiva,


impedindo a fecundação, ou abortivo, impedindo o desenvolvimento do óvulo fecundado.

b) Reprodução assistida (RA)

Consiste na assistência médica do processo de reprodução humana. Existem várias técnicas de


assistência de acordo com os motivos da necessidade da assistência.

c) O aborto

O aborto é a interrupção de uma gravidez.

É a expulsão de um embrião ou de um feto antes do final do seu desenvolvimento e


viabilidade em condições extra-uterinas. (Tavares, 2000)

O aborto pode ser espontâneo ou induzido. São várias as causas e os motivos que podem levar
a que uma gravidez seja interrompida, quer espontaneamente, quer por indução. O aborto
pode ser induzido medicamente com o recurso a um agente farmacológico, ou realizado por
técnicas cirúrgicas, como a aspiração, dilatação e curetagem. Quando realizado precocemente
por médicos experientes e com as condições necessárias, o aborto induzido apresenta elevados
índices de segurança. (Tomé, 1998).

No campo médico, costuma-se distinguir:

7
Aborto espontâneo - que se produz sem intervenção especial do homem e que regra geral, é
devido ao mau estado do embrião.

Aborto provocado - É devido a uma intervenção especial do homem e cujas causas se


chamam indicações.

O aborto provocado pode ser terapêutico ou por outros motivos. O aborto terapêutico é
interrupção da gravidez para salvar a vida salvável da mãe ou da criança, trata-se daqueles
casos em que se deve escolher entre deixar as duas vidas morrer ou salvar uma das duas vidas
(Häring, 1982, p. 3 2). A Igreja apenas condena o aborto provoca do por outros motivos que
não sejam a questão terapêutica.

4. A posição da igreja católica em questões da Bioética

O útero da mulher é apenas o local aonde esta vida encontrará os meios necessários para se
desenvolver; se aquela vida já não existisse, a mera implantação no útero nada faria. O útero
não cria vida, o útero é o ambiente que favorecerá o desenvolvimento do embrião, como nossa
casa é o ambiente que favorece o nosso desenvolvimento. Se morássemos numa caverna,
ainda que fosse um lugar desfavorável para nosso desenvolvimento, certamente existiríamos,
mesmo que em breve perdêssemos a vida. (Barchifontaine, 2004)

Sendo assim, a Igreja Católica prega e defende com intransigência (e o faz com toda a razão)
a defesa da vida humana desde esse momento, condenando para tanto quaisquer práticas que
coloquem em perigo essa vida humana já existente, especialmente por ser sua primeira fase e
mais indefesa de toda a sua vida.   Aliás, a Igreja Católica levanta sua voz em defesa do
direito a vida, o primeiro e mais fundamental de todos os direitos, sem o qual nenhum outro
faz sentido. Se o embrião tem vida, vida humana, ela só a ele pertence, a mais ninguém, e
portanto não pode ser disposto por quem quer que seja. (Barchifontaine, 2004)

O ser humano, como evocou a instrução Donum vitae e como reconfirmou a


Encíclica Evangelium vitae,  “deve ser respeitado e tratado como uma pessoa desde a sua
concepção e, por isso, desde esse mesmo momento, devem-lhe ser reconhecidos os direitos da
pessoa e, primeiro de todos, o direito inviolável de cada ser inocente à vida”. O embrião
humano, desde a concepção, tem direitos fundamentais, ou seja, é titular de elementos
constitutivos indispensáveis para que a actividade conatural a um ser possa desenvolver-se em

8
conformidade com um princípio vital que lhe é próprio. O ser humano deve ser respeitado e
tratado como uma pessoa desde a sua concepção.

Para a bioética católica, o valor da vida humana não deriva do que uma pessoa faz ou
exprime, mas de sua própria existência como ser humano. Diante de todo o debate bioético e
jurídico acerca do ser humano, somos chamados a descobrir o que nele é mais misterioso em
sua dimensão ontológica e fundamentar todo um princípio de respeito à dignidade da pessoa
em sua totalidade de corpo e alma.

E “quando se refere ao plano biológico, a Bíblia previne o ser humano de qualquer tentação


de arrogar-se um poder sobre a vida, seja a própria, seja a dos outros”.

5. O argumento da defesa da vida 

A condenação da interrupção voluntária da gravidez funda-se numa proposição de fé, segundo


a qual a vida humana tem carácter sagrado por ser um dom divino. Paulo VI, citando Pio XII,
não deixa dúvidas: "Cada ser humano, também a criança no ventre materno, recebe o direito
de vida imediatamente de Deus, não dos pais, nem de qualquer sociedade ou autoridade
humana". Atentar contra a vida é atentar contra o próprio Deus. Do direito à vida derivam
todos os outros direitos, dos quais aquele é condição necessária. Assim, o mandamento
divino: Não matarás refere-se à sacralidade da vida, que deve ser respeitada, por vontade
divina, segundo um princípio abstracto, absoluto, universal e aplicável a todos os seres
humanos. Uma vez que, segundo o magistério da Igreja, desde o primeiro momento da
fecundação há uma pessoa humana completa, o aborto torna-se um ato moralmente
inaceitável e condenável, verdadeiro homicídio, i.e., um atentado contra a vida e,
consequentemente, contra o próprio Deus, criador da vida, um pecado gravíssimo.

A igreja apenas condena o abordo provocado por outros motivos que não sejam a questão
terapêutica.

Neste caso, conforme a posição da igreja católica, a Ancha deve deixar a sua gravidez crescer
e ter filho.

9
Conclusão

Existe hoje um grande número de produções nessa área que ajudam a nortear nossa acção
enquanto cidadãos, que buscam qualidade de vida e a preservação da vida no planeta. Ampliar
nosso conhecimento nesse sentido é buscar evoluir num posicionamento crítico, isto é,
preocupar-se com o modo de ser: pensamento – julgamento - acção, em relação aos seres
humanos entre si e com a natureza.

A bioética portanto, coloca-se na contínua busca da sabedoria, da crítica, do uso da


informação e do conhecimento para melhorar as condições de vida e preservação da mesma. É
poder combinar humildade, responsabilidade e racionalidade, voltados tanto para o bem estar
do indivíduo, quanto da colectividade. Para finalizar, colocamos o pensamento de Mill(2) em
relação à preservação da individualidade na busca desse bem estar, que está intrinsecamente
ligado ao ser e conviver em sociedade: Liberdade consiste em ser inteiramente si próprio,
fazer o próprio bem do seu próprio jeito, sem privar o outro do bem deles.

Com tudo isso, afirmamos que o critério da eticidade na relação com a vida humana se
encontra na pessoa mesma e é dado do cuidado ao bem humano autêntico e da salvaguarda
dos valores humanos essenciais, ou seja, o que é humanamente digno.

Quando o homem não compreende mais o valor da dignidade intrínseca da pessoa humana
pode incorrer, como consequência, na gravidade das diferentes formas de atentados contra
vida humana, ou seja, a vida torna-se simplesmente uma coisa, que ele reivindica como sua
exclusiva propriedade, que pode plenamente destruir, dominar e manipular.

10
Bibliografia
Barchifontaine, Christian De Paulo De. 2004. Bioética e início da vida: alguns desafios. São
Paulo: Ideias e Letras,

Camargo, Marculino. 1976. Ética, vida e saúde. 3. ed. Petrópolis-RJ: Vozes.

Catecismo da Igreja Católica. 1998. Edição Popular. 8. ed. Petrópolis-RJ: Vozes.

Congregação para a Doutrina da Fé. 2005. Donum Vitae: Instrução sobre o respeito à vida
humana nascente e a dignidade da procriação. 5. ed. São Paulo: Paulinas.

Bento XVI (2009). Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis, S. Paulo E d.


Paulinas.

Apostila da II semana filosófica, Seminário S. José (Diocese de Uruaçu –  GO) Pe. Wagner.

Bento XVI (2011). Exortação apostólica pós -sino da l África e Munus. Vatica no: Libreria
Editrice Vaticana.

Silva, M. (2006).  Ciência, Religião e Bioética no Inicio da Vida. Lisboa: Caminho.

Francisco, Papa. 2015. Carta Encíclica Laudato Si. Sobre o cuidado da Casa Comum.  São
Paulo: Paulinas.

João Paulo II, Carta encíclica Evangelium vitae:  sobre o valor e a inviolabilidade da vida
humana,  Paulinas, São Paulo 1995,  n.60.

Bento XVI, 27 de Fevereiro de 2006. Discurso aos participantes na XII Assembleia Geral da
Pontifícia Academia para a Vida, por ocasião do Congresso internacional sobre: “O embrião
humano na fase do pré-implante”,

João Paulo II, São Paulo 1995. Carta encíclica Evangelium vitae:  sobre o valor e a
inviolabilidade da vida humana,  Paulinas,  n.42.

11

Você também pode gostar