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AVALIAÇÃO DE RISCOS DA OFICINA DE CARPINTARIA DO MUNICÍPIO DO FUNCHAL


Cátia Gomes Lume

AGRADECIMENTOS

Para a além do enriquecimento de conhecimentos e das competências técnicas adquiridas no


decorrer desta Pós-Graduação, não posso deixar de referir que a sua conclusão só foi
possível com o apoio, e com a motivação de algumas pessoas que de alguma forma me
motivaram para ultrapassar as dificuldades que foram surgindo.

Em primeiro lugar o meu agradecimento vai para o CITMA pelo financiamento desta
formação – FSE BPGI/2008-247.

De seguida os meus agradecimentos vão para a Câmara Municipal do Funchal que me


acolheu para a realização do estágio, em especial à Divisão de Edifícios e Monumentos.
Começo então por agradecer a todos os funcionários desta divisão, com um especial
obrigado ao Eng. Jordão e à Dr.ª Rubina Cabral do Departamento dos Recursos Humanos
por todos os conhecimentos transmitidos e apoio prestado durante a realização do estágio.

A todos os meus colegas do curso TSHST, pela amizade, companheirismo, boa disposição,
simpatia e compreensão demonstrados durante estes longos meses.

A toda a equipa de formadores em especial ao Dr. José Araújo pela sua orientação na
elaboração deste trabalho.

E por último um agradecimento à minha família pelo apoio e compreensão pelo afastamento
familiar que este curso acabou por provocar.

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ÍNDICE

1. ABREVIATURAS 6

2. OBJECTIVO 7

3. INTRODUÇÃO 8

3.1 Enquadramento Legal 8

3.2 SST em Portugal 8

3.2.1 Regime do enquadramento jurídico da SHST 11

4. CÂMARA MUNICIPAL DO FUNCHAL 15

5. CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO 18

5.1 Ficha Técnica 18

5.2 Planta de Localização 18

5.3 Plantas do Edifício 19

6. OFICINA DE CARPINTARIA 22

6.1 Caracterização da Oficina de Carpintaria 22

6.2 Registo Fotográfico 22

6.3 Recursos Humanos 28

6.4 Descrição de Actividades 29

6.4.1 Carpintaria 29

6.4.2 Carpintaria de Limpos 29

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6.4.3 Pintura 30

6.4.4 Serragem (ou serração de madeira) 30

6.5 MÁQUINAS E EQUIPAMENTO 30

6.5.1 Maquinaria 30

6.5.2 Equipamentos manuais eléctricos 37

6.6 Identificação dos Perigos 38

6.6.1 Instalações 39

6.6.2 Instalações Sanitárias/ Vestiário/ Refeitório 44

6.6.3 Equipamento de protecção 45

6.6.4 Equipamento de protecção 45

6.6.5 Prevenção contra Incêndios/Primeiros socorros 45

6.6.6 Sinalização e marcação 46

6.6.7 Ruído e vibrações 46

6.6.7 Riscos Eléctricos 47

6.6.8 Movimentação de cargas 47

6.6.9 Protecção de máquinas e operações 48

6.6.10 Utilização de Ferramentas Manuais 48

6.6.10 Riscos no armazenamento de produtos químicos 48

6.7 Identificação dos Riscos 50

6.7.1 Agentes Químicos 50

6.7.2 Agentes Físicos 53

6.7.3 Agentes Mecânicos 57

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6.7.4 Eléctricos 57

6.7.5 Psicossociais 58

6.7.6 Ergonómicos 58

6.7.7 Inquéritos 59

6.7.9 Mapa de representação das zonas risco 64

6.7.10 Mapa Geral de Riscos 66

6.8 Avaliação dos Riscos 69

6.8.1 Descrição das actividades 72

6.8.2 Descrição Método – Job Safety Analysis 73

6.8.3 Registo dos resultados da avaliação de riscos 76

6.9 Propostas de Melhoria 83

6.9.1 Recomendações 84

7. CONCLUSÃO 90

8. BIBLIOGRAFIA 90

9. ANEXOS 92

9.1 Principais Diplomas Legais Sobre Segurança, Higiene e Saúde do Trabalho 92

9.1.2 Agentes Químicos 95

9.1.3 Agentes Físicos 98

9.1.4 Agentes Biológicos 98

9.1.5 Ruído 100

9.1.6 Segurança contra incêndios 101

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9.1.7 Vibrações 104

9.1.8 Movimentação de materiais 104

9.1.9 Enquadramento jurídico da SHST 106

9.1.10 Administração Pública 107

9.1.11 Organização das actividades de SHST 109

9.1.12 Prescrições nos locais de trabalho 112

9.1.13 Acidentes de Trabalho (sector privado e sector público) 113

9.2 Diagnóstico das Condições de Segurança 117

9.3 Inquérito 136

9.4 Fichas Técnicas – Maquinaria 141

9.5 Orçamento Para Certificação de Máquinas 157

9.6 Índices de Sinistralidade 164

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1. ABREVIATURAS

CMF Câmara Municipal do Funchal

DEM Divisão de Edifícios e Monumentos

SHST Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

HST Higiene e Segurança no Trabalho

EPI Equipamento de Protecção Individual

EPC Equipamento de Protecção Colectiva

PSS Plano de Segurança e Saúde

FSS Fichas de segurança de produto, deve acompanhar todas as substâncias e


preparações perigosas
OIT Organização Internacional do Trabalho

CEE Comunidade Económica Europeia

IARC International Agency for Research on Cancer

NOHSC National Occupational Health na Safety Commission

MDF Medium Density Fibre Boards

WBV Whole Body Vibration

HAV Hand-Arm Vibration

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2. OBJECTIVO

O trabalho que seguidamente será apresentado insere-se na componente prática do Curso de


Técnico Superior de Higiene e Segurança no Trabalho, que decorreu na SGS- Portugal e que
teve uma componente teórica de 420 horas e uma fase prática com a duração de 120 horas.

Este trabalho é a consequência da realização prática, cuja finalidade principal é a aplicação e


consolidação dos conhecimentos e competências adquiridas durante a parte teórica
proporcionando uma imagem das várias funções do TSHST. Por outro lado o estágio serve
por último, para contribuir em simultâneo, para a melhoria das condições, processos e
procedimentos ligados ao sector de actividade em análise.

O estágio foi realizado na Divisão de Edifícios e Monumentos, do Departamento de Obras


Públicas da Câmara Municipal do Funchal, esta Divisão contempla várias secções, e a secção
que foi objecto de uma avaliação de riscos foi a oficina de carpintaria.

Para a efectuar esta avaliação tive em conta, vários aspectos tais como a observação do local
de intervenção com recolha de informação, envolvimento dos colaboradores nas questões da
segurança, realização de listas de verificações para o levantamento dos riscos e verificação de
não conformidades para a posterior avaliação com recurso a métodos estudados. Com
posterior indicação de medidas de prevenção e de propostas de melhoria das condições de
trabalho, informação e sensibilização dos trabalhadores.

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3. INTRODUÇÃO

3.1 ENQUADRAMENTO LEGAL

Desde a década de 80 que se assiste a uma progressiva importância atribuída à monitorização


da saúde e segurança do trabalhador no seu local de trabalho a par de uma maior
sensibilização, por parte das entidades responsáveis, para a necessidade de implementação de
medidas mais eficazes de prevenção de riscos profissionais que contribuam não só para
minimizar os elevados encargos económico-sociais dela decorrentes, como para promover o
bem-estar e qualidade de vida do trabalhador. Estas condições são essenciais, quer para a
melhoria da produtividade, quer para o reforço da sua competitividade. Esta abordagem
preventiva, tem como marco histórico a Directiva Quadro 89/391/CEE, nas estratégias da
União Europeia, que no seu 1º artigo refere, “a presente directiva tem por objecto a execução de
medidas destinadas a promover o melhoramento da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho
(...), inclui princípios gerais relativos à prevenção dos riscos profissionais e à protecção da segurança e
da saúde e à eliminação dos factores de risco e de acidente (...) ”.

3.2 SST EM PORTUGAL

Portugal há mais de um século que adoptou os primeiros diplomas legais contendo medidas
sobre higiene, segurança e saúde no trabalho, e que diziam respeito ao trabalho de menores
e de mulheres (1891), e a aspectos ligados ao sector da construção civil. Só anos mais tarde,
nos finais da década de 50 é que ressurgem as preocupações com a higiene, segurança e
saúde no trabalho, nomeadamente com a aprovação do Regulamento de Segurança no
Trabalho da Construção Civil (1958) e com a publicação, em 1959, de um Despacho do
Ministro das Corporações em que se incentivava, no âmbito da negociação colectiva, à
criação das Comissões de Higiene e Segurança do Trabalho.

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É contudo nos anos 60 que são dados passos significativos na prevenção de riscos
profissionais, com a criação de estruturas organizacionais com competências determinadas
nesta área - O Gabinete de Higiene e Segurança do Trabalho, e a Caixa Nacional de Seguros
de Doenças Profissionais, e com a publicação de legislação nos domínios da prevenção
médica da silicose, da reparação dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais, da
medicina do trabalho e do Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho para os
Estabelecimentos Industrias.

Nos anos 80, a revisão constitucional de 1982 consagrou o direito à prestação do trabalho
em condições de higiene, segurança e saúde, e no mesmo ano é criado o Conselho
Nacional de Higiene e Segurança do Trabalho, de composição tripartida,
compreendendo representantes da Administração Pública e das organizações mais
representativas de empregadores e trabalhadores.

A este Conselho foram conferidas competências na formulação e aplicação da política


nacional de segurança, saúde dos trabalhadores e ambiente de trabalho, na apreciação do
plano nacional de segurança, saúde dos trabalhadores e ambiente de trabalho bem como
programas que o integram, na avaliação dos resultados das acções programadas de modo a
proceder ao seu reajustamento periódico.

Foram os trabalhos desenvolvidos pelo Conselho Nacional de Higiene e Segurança do


Trabalho que conduziram, em 1984, à ratificação da Convenção 155 da OIT, relativa à
segurança, saúde dos trabalhadores e ambiente de trabalho, e à aprovação, em 1986, do
Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho nos Estabelecimentos Comerciais,
de Escritórios e Serviços.

Com a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia tornou-se necessário adaptar


o normativo nacional às exigências comunitárias, tendo nos finais dos anos 80 sido aprovados
diplomas específicos no domínio dos agentes físicos e químicos, nomeadamente, do ruído,

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radiações ionizantes, amianto e do chumbo, resultantes do processo de transposição de
directivas comunitárias.

Com o Acto Único Europeu a Comissão avançou com um pacote de directivas, no qual se
incluiu uma Directiva Quadro relativa à introdução de medidas destinadas a promover a
melhoria no domínio das condições de segurança e saúde dos trabalhadores no trabalho.

Havia também a necessidade de envolver os trabalhadores nas matérias de segurança e saúde,


promovendo a sua formação nesta área. A formação e a informação dos trabalhadores são
condições indispensáveis para a promoção do diálogo e da participação equilibrada em
matéria de segurança e saúde, nos locais de trabalho.

Vejamos então quais os objectivos e os princípios gerais estabelecidos pela Directiva


Quadro (89/391/CEE):

Objectivos:

· Determinar os princípios e as medidas de carácter geral a aplicar na empresa, no que


respeita à segurança e à saúde dos trabalhadores, em todos os aspectos relacionados
com o trabalho, sendo da responsabilidade do empregador;
· Harmonizar prescrições mínimas a nível comunitário e constituir um padrão de
referência para os Estados Membros;
· Definir as responsabilidades dos intervenientes, particularmente, do empregador;
· Priorizar os princípios de prevenção;
· Assegurar a informação, participação e formação dos trabalhadores;
· Organizar a acção preventiva na empresa.

Princípios Gerais de Prevenção:

· Evitar os riscos profissionais;


· Avaliar os riscos existentes;
· Combater os riscos na fonte;

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· Adaptar o trabalho ao Homem;
· Atender à evolução da técnica
· Substituir o que é perigoso;
· Planificar a prevenção;
· Integrar a prevenção na empresa;
· Dar prioridade à protecção colectiva sobre a individual;
· Fornecer aos trabalhadores as informações necessárias.

Em Portugal a adopção da Directiva Quadro deu um novo impulso à política de prevenção


de riscos profissionais, e conduziu à aprovação, no âmbito do Acordo Económico e Social de
1991, de um Acordo Específico de SHST. Sendo as quatro grandes linhas de acção:

· Desenvolver o conhecimento sobre os riscos profissionais e as técnicas de prevenção;

· Formar e qualificar para a prevenção de riscos;

· Desenvolver as condições em que o trabalho é prestado para melhorar a qualidade de


vida nos locais de trabalho e a competitividade das empresas;

· Organizar a prevenção e assegurar a vigilância da saúde nos locais de trabalho.

Como anexo, a este acordo foi aprovado o articulado que viria a constituir o Decreto-Lei n.º
441/91, de 14 de Novembro, que definiu os princípios que visam promover a SST,
transpondo para o direito interno a Directiva Quadro e acolhendo na legislação nacional os
princípios constantes na Convenção 155 da OIT.

3.2.1 Regime do enquadramento jurídico da SHST

Decreto-Lei n.º 441/91, de 14 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-


Lei n.º 133/99, de 21 de Abril:

É o diploma que estabelece os princípios que visam a promoção da segurança, higiene e


saúde do trabalho, nos termos do disposto na Constituição.

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A razão da aprovação desta lei assentou nas seguintes linhas de força:

· Dotar o País de um quadro jurídico global que garanta uma efectiva prevenção de
riscos profissionais;
· Dar cumprimento à Convenção 155 da OIT sobre Segurança, Saúde dos
Trabalhadores e Ambiente de Trabalho;
· Dar cumprimento às obrigações decorrentes da ratificação da Convenção n.º 155 da
OIT, sobre Segurança, Saúde dos Trabalhadores e Ambiente de Trabalho;
· Adaptar o normativo interno à Directiva Quadro;
· Institucionalizar formas eficazes de participação e diálogo de todos os interessados na
matéria de segurança, saúde dos trabalhadores e ambiente de trabalho.
Ainda que em outros diplomas legais estejam definidos alguns conceitos, este decreto-lei
define entre outros os conceitos de trabalhador, trabalhador independente, empregador,
representantes dos trabalhadores, materiais de trabalho e de prevenção.

A política de prevenção de riscos profissionais definida neste diploma tem por base:

· A definição das condições técnicas a que devem obedecer os componentes materiais


do trabalho;
· A determinação das substâncias, agentes ou processos que devam ser proibidos,
limitados ou sujeitos a autorização ou controlo da autoridade;
· A promoção e vigilância da saúde dos trabalhadores;
· O incremento da investigação no domínio da segurança, higiene e saúde no trabalho.

O diploma impõe ao empregador a obrigatoriedade de assegurar a todos os trabalhadores


as condições de segurança, higiene e saúde em todos os aspectos relacionados com o
trabalho, devendo para o efeito aplicar as medidas necessárias e ter presente os seguintes
princípios gerais de prevenção:

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1. Identificar os riscos previsíveis, combatendo-os na origem, anulando-os ou limitando


os seus efeitos de maneira a garantir um nível de protecção elevado ainda na fase da
concepção das instalações, dos locais e dos processos de trabalho;

2. Integrar no conjunto das actividades da empresa, estabelecimento ou serviço e a


todos os níveis a avaliação dos riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores, com
a adopção das convenientes medidas;

3. Assegurar que as exposições aos agentes químicos, físicos e biológicos nos locais de
trabalho não constituem risco para a saúde dos trabalhadores;

4. Planificar a prevenção na empresa, estabelecimento ou serviço num sistema coerente


que tenha em conta a componente técnica, a organização do trabalho, as relações
sociais e os factores materiais inerentes ao trabalho;

5. Ter em conta, na organização dos meios, não só os trabalhadores, como também


terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos e a realização dos trabalhos,
quer nas instalações quer no exterior;

6. Dar prioridade à protecção colectiva em relação às medidas de protecção individual;

7. Organizar o trabalho, procurando, nomeadamente, eliminar os efeitos nocivos do


trabalho monótono e do trabalho cadenciado sobre a saúde dos trabalhadores;

8. Assegurar uma vigilância adequada da saúde dos trabalhadores, tendo em conta os


riscos a que se encontram expostos;

9. Estabelecer, em matéria de primeiros socorros, de combate a incêndios e de


evacuação de trabalhadores, as medidas que devem ser adoptadas e a identificação dos
trabalhadores responsáveis pela sua aplicação, bem como assegurar os contactos
necessários com as entidades exteriores competentes para realizar aquelas operações
e as de emergência médica;

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10.Permitir que só os trabalhadores com aptidão e formação adequadas e apenas quando
e durante o tempo necessário, o acesso a zonas de risco grave;

11.Adoptar medidas e dar instruções para que em caso de perigo grave que não possa ser
evitado, os trabalhadores possam cessar a sua actividade ou afastar-se imediatamente
do local de trabalho, não devendo retomar o trabalho enquanto persistir esse perigo,
salvo em casos excepcionais desde que seja assegurada a protecção adequada;

12.Substituir o que perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso;

13.Dar instruções adequadas ao trabalhador;

14.Ter em consideração, na atribuição de tarefas a um trabalhador os seus


conhecimentos e aptidões em matéria de segurança e saúde no trabalho, para que as
possa exercer com segurança.

Em relação aos trabalhadores, este diploma confere-lhes o direito à informação,


formação e consulta actualizada sobre domínio da segurança, higiene e saúde no trabalho,
tendo em conta as suas funções e o posto de trabalho.

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4. CÂMARA MUNICIPAL DO FUNCHAL


A Câmara Municipal do Funchal é uma autarquia, que ocupa uma parcela do território a sul
da Ilha da Madeira e é composta por dez freguesias. Compete a esta autarquia a organização
e funcionamento dos seus serviços, bem como, a gestão corrente, o planeamento do
urbanismo e da construção, as relações com outros órgãos autárquicos, o abastecimento
público, a salubridade pública e saneamento, saúde, educação e ensino, protecção do meio
ambiente e qualidade de vida do respectivo agregado populacional e protecção civil entre
outros.

De seguida é apresentado o organograma que permite a visualização de uma forma geral dos
serviços deste Município.

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Deste organograma, gostaria de destacar ainda estes dois Departamentos:

Este destaque deve-se ao facto, de a realização do estágio estar directamente relacionada


com as divisões de Divisão de SHST para alguma orientação e com a Divisão de Edifícios e
Monumentos na qual foi realizado o estágio de forma presencial, a qual têm como
competências:

· Assegurar, por administração directa ou em regime de empreitada, os trabalhos


necessários à conservação e construção de edifícios, escolas, imóveis e outros
equipamentos a cargo do município;
· Promover e executar estudos, levantamentos de situação, projectos e acções no
sentido de salvaguardar os monumentos históricos do concelho do Funchal;
· Verificar regularmente o estado de conservação das edificações e monumentos,
avaliando da necessidade de proceder a obras de reparação, restauro ou
melhoramentos;
· Proceder a conservação e protecção de equipamentos e mobiliário urbano municipal
ou sob responsabilidade municipal, quando não cometida tal responsabilidade a
concessionários externos;
· Prestar apoio oficinal, nas áreas técnicas para que esteja dotada, aos outros serviços
municipais, nomeadamente no âmbito da carpintaria, serralharia civil, electricidade,
pintura e canalização.

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Saliento que foi por minha iniciativa que apresentei um requerimento a solicitar este estágio
e que este mesmo foi deferido.

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5. CARACTERIZAÇÃO DO EDIFÍCIO

5.1 FICHA TÉCNICA

Designação: D.O.P – Armazém da Fundoa

Localização: Fundoa de Cima, Funchal

Enquadramento: Zona urbana, destacando-se das restantes construções vizinhas,


constituída por moradias e prédios de habitação. Tendo como referência a proximidade com
a Ribeira de Santa Lúzia. Situa-se a cerca de 3500m da zona marítima.

Utilização Actual: Industrial

Propriedade: Pública – Câmara Municipal do Funchal

Data de Construção: 1981 (estimada)

5.2 PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

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5.3 PLANTAS DO EDIFÍCIO

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6. OFICINA DE CARPINTARIA

6.1 CARACTERIZAÇÃO DA OFICINA DE CARPINTARIA

O edifício já caracterizado anteriormente, optou-se por analisar apenas a Oficina de


Carpintaria.

Em relação ao local em análise, este ocupa cerca 1038 m2, sendo composto por uma parte
interior (340 m2) e uma parte exterior (698 m2) que não é utilizada na sua totalidade.

6.2 REGISTO FOTOGRÁFICO

18 20
19

21
6
5 7
4 8 22

13
9
14
10
15 17
11
16
24 25
12
23 27
26 28

1 2
3

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Esquema com sequência fotográfica:

18 20
19

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5 6
7
4 8 22

13
9
14
10
15 17
11
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3

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Registo Fotográfico do Existente - Fotos Identificativas do Imóvel

1 2

3 4

5 6

7 8

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Registo Fotográfico do Existente - Fotos Identificativas do Imóvel

9 10

11 12

13 14

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Registo Fotográfico do Existente - Fotos Identificativas do Imóvel

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19 20

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Registo Fotográfico do Existente - Fotos Identificativas do Imóvel

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6.3 RECURSOS HUMANOS

A nível de recursos Humanos esta carpintaria possui 19 colaboradores, que efectuam


diversas funções tais como: carpintaria, carpintaria de limpos, serragem e pintura.

A média de idades destes colaboradores é de 44 anos, e a escolaridade entre eles é variada


como podemos verificar no gráfico seguinte:

Não sabe ler, nem


6% escrever

12% 4 º ano de escolaridade


19%
6º ano de escolaridade
38%
25%
9º ano de escolaridade

Outro

Gráfico 1 – Escolaridade dos colaboradores da carpintaria

O horário de trabalho destes trabalhadores é de 7 horas diárias, e a maioria destes já trabalha


neste tipo de actividade à mais de 15 anos.

A carpintaria apresenta vários riscos para a saúde do trabalhador que são comuns a outras
actividades em geral, mas numa proporção muito maior devido a realização de operações e a
utilização de equipamentos que oferecem um perigo elevado. Verificou-se que estes
trabalhadores utilizam várias máquinas com elevado risco, e cada um opera com várias
máquinas e não apenas uma. Como a maioria dos trabalhos a serem executados são
realizados por profissionais com uma formação eminentemente prática (autodidactas),
haverá uma certa dificuldade na implantação de um sistema de trabalho voltado para a
segurança.

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6.4 DESCRIÇÃO DE ACTIVIDADES

A carpintaria apresenta riscos para a saúde do trabalhador que são em parte comuns a outras
actividades em geral, mas numa proporção muito maior devido a realização de tarefas que
utilizam equipamentos que oferecem um perigo elevado.

A descrição das actividades exercidas nesta carpintaria encontram-se abaixo descritas:

6.4.1 Carpintaria

· Executar trabalhos em vários tipos de madeira;


· Interpretar desenhos e especificações técnicas;
· Marcar, medir e traçar as de peças de madeira;
· Operar com máquinas e ferramentas;
· Executar, montar e assentar estruturas tais como, móveis, mesas, cadeiras, estantes;
· Restaurar peças antigas;

6.4.2 Carpintaria de Limpos

· Executar trabalhos em vários tipos de madeira;


· Interpretar desenhos e especificações técnicas;
· Marcar, medir e traçar as de peças de madeira;
· Operar com máquinas e ferramentas;
· Executar, montar e assentar estruturas tais como, portas, rodapés, janelas, caixilhos,
escadas, divisórias em madeira, armações de telhados e lambris;
· Restaurar peças antigas.

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6.4.3 Pintura

· Executar pintura em móveis de vários tipos de madeira;


· Conhecer as características inflamáveis, narcóticas e de toxicidade, e o modo
correcto de aplicação dos produtos a aplicar;
· Utilizar as ferramentas adequadas.

6.4.4 Serragem (ou serração de madeira)

· Marcar e medir peças de madeira;


· Transformar tábuas, réguas, pranchas e outros elementos de madeira a partir de
toros;
· Operar com máquinas e equipamentos.

6.5 MÁQUINAS E EQUIPAMENTO


Esta carpintaria apresenta uma grande variedade de máquinas e equipamento, os quais passo
a citar:

6.5.1 Maquinaria

6.5.1.1 Esquema com localização da maquinaria

E
B
A
C F

D L
G
H J N
I K M O

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6.5.1.2 Tabela resumo risco/registo fotográfico

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6.5.2 Equipamentos manuais eléctricos

· Máquina de embutidos
· Soprador/aspirador (Duplicado)
· Serra vertical
· Plaina Manual (Duplicado)
· Aparafusador (Triplicado)
· Berbequim (Triplicado)
· Maquina de soldar
· Rebarbadora
· Torno de bancada
· Lixadeira vibratória (Triplicado)
· Trimitadeira
· Serra Tic-Tic (avariada)
· Motoserra (Triplicado)
· Tupia manual
· Agrafador eléctrico
· Fresadora manual
· Máquinas de afiar ferramentas (Triplicado)
· Brocador (Triplicado)

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6.6 IDENTIFICAÇÃO DOS PERIGOS

Para proceder à identificação dos perigos/factores de risco desta carpintaria, procedeu-se à


compilação de informação relativa aos perigos associados aos componentes materiais de
trabalho, nomeadamente aos locais de trabalho, ao ambiente de trabalho, às máquinas e
equipamentos de trabalho, aos materiais e produtos químicos, aos agentes físicos, químicos e
biológicos e aos processos e organização do trabalho.

Para este efeito realizaram-se visitas ao local de trabalho, houve diálogo com os
trabalhadores, realizou-se um diagnóstico das condições de higiene e segurança no local de
trabalho (que se encontra em anexo), inquéritos aos trabalhadores, para saber qual a sua
opinião sobre os riscos a que estão mais expostos e um levantamento da maquinaria e
equipamentos de trabalho existente nesta carpintaria.

No âmbito do diagnóstico feito à oficina de carpintaria, o objectivo deste implicava a


verificação das condições de trabalho a nível das instalações de trabalho, iluminação,
equipamentos de protecção individual, protecção de combate a incêndios, ruído e vibrações,
instalações sanitárias/vestiários/ refeitório, sinalização e marcação, riscos eléctricos,
protecção de máquinas e operações, movimentação manual de cargas, utilização de
ferramentas manuais e riscos no armazenamento de produtos químicos, de forma a conhecer
a realidade desta oficina.

Verificou-se algumas não conformidades as quais, se encontram abaixo retratadas e que


serão apresentadas de uma forma mais detalhada.

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6.6.1 Instalações

Em relação às instalações no interior da carpintaria, as máquinas poderiam estar dispostas de


uma outra forma, para facilitar a movimentação de madeiras e produtos semi-acabados, e até
a passagem dos próprios trabalhadores (Fig.1).

Fig.1 – Bancadas de trabalho dos carpinteiros.

O espaço existente entre as máquinas é aceitável, mas se apenas funcionar uma máquina de
cada vez, pois se estas estiverem a funcionar em simultâneo como acontece muitas vezes, o
espaço torna-se pequeno para executar as tarefas com peças de madeira de grandes
dimensões e colocação de peças que estejam a ser trabalhadas.

Fig.2 – Máquinas muito próximas no interior da carpintaria.

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Não existe ventilação nesta carpintaria, esta dispõe de um sistema de aspiração muito
deficiente e apenas em locais específicos, o qual está acoplado a algumas máquinas e é
claramente insuficiente devido às ligações não estarem conformes. Esta aspiração consiste,
em aspirar as aparas que são recolhidas num silo e posteriormente queimadas e
transformadas em energia para o aquecimento de água.

Fig.3, 4, 5 – Aspiração deficiente/ ligações de aspiração não conformes/ sistema de aspiração.

Não existe organização do trabalho, nem limpeza, nas vias de circulação e nas áreas de
trabalho. As bancadas de trabalho estão relativamente próximas umas das outras, o que
dificulta o trabalho quando as peças são de grandes dimensões.

Fig.6, 7 – Falta de organização/ falta de espaço nas bancadas de trabalho

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Fig.8,9 – Falta de Limpeza / Potencial fonte de ignição no interior da carpintaria.

O pavimento não é anti-derrapante é em cimento não polido e muito húmido e encontra-se


muito irregular o que dificulta a limpeza da serradura, pois fica o pó todo agregado nos seus
relevos e buracos.

Fig.10,11 – Pavimento irregular e Placa de madeira com manchas devido humidade (contacto com o chão).

Está contemplado no sistema de aspiração um ponto de aspiração junto ao solo, mas não
muito é utilizado pois a aspiração é fraca e ineficaz, e maioria das vezes encontra-se
obstruído.

Fig.12- Ponto de aspiração junto ao solo

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Existe ainda uma rampa que não está conforme, nem possui corrimão de apoio.

Fig.13 – Rampa não conforme

Em relação à parte exterior da carpintaria, esta encontra-se exposta às condições de


intempérie, pois apenas se encontra coberta por cima e aberta lateralmente, como podemos
visualizar na imagem seguinte:

Fig.14 – Parte exterior da carpintaria

Existem alguns fossos perto de algumas máquinas, e valas no exterior para a passagem de
cabos eléctricos para alimentação das máquinas, estes estão cobertos com tábuas de madeira
e não apresentam grande estabilidade aquando da passagem do trabalhador, podendo
provocar quedas ao mesmo nível.

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Fig.15 – Fosso de máquina / vala para passagem de cabos eléctricos.

Existe também neste espaço exterior da carpintaria, uma pequena área que é utilizada por
uma outra divisão, em que nela constam duas caldeiras de alcatrão, que quando estão em
funcionamento, complica a execução dos trabalhos por parte dos trabalhadores da
carpintaria no exterior devido ao fumo e cheiro.

Fig.16 – Caldeira de alcatrão

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6.6.2 Instalações Sanitárias/ Vestiário/ Refeitório

O estado de conservação das instalações sanitárias é baixo, a limpeza desta instalação para
além de ser muito deficiente é insuficiente (semanalmente) tendo em conta o número de
utilizadores, e é efectuada por um funcionário da carpintaria.

Em relação ao vestiário e refeitório estes são muito pequenos e tem uma iluminação
insuficiente, não existindo lavatório no refeitório.

O vestiário não tem ligação directa com as instalações sanitárias e não existe ventilação
nestes espaços.

Fig.17– Entrada para o refeitório e vestiário

Fig.18/19 – Refeitório / Vestiário

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6.6.3 Equipamento de protecção

Não existem medidas de protecção colectiva implementadas, nem os trabalhadores possuem


equipamentos de protecção individual.

6.6.4 Equipamento de protecção

Relativamente à iluminação, esta é muito fraca nalguns postos de trabalho, a limpeza das
fontes de iluminação natural é muito deficiente. E as iluminarias existentes não são
conformes.

Fig.20, 21 – Falta de limpeza nas janelas/ Iluminarias sem grelha de protecção e falta de limpeza.

6.6.5 Prevenção contra Incêndios/Primeiros socorros

Não existe uma política de prevenção contra incêndios implementada, existe apenas material
de extinção nomeadamente 4 extintores (que não são verificados desde o ano de 2004 –
processo de inspecção e averiguação a decorrer). Não há sinalização de identificação dos
meios de extinção de incêndio e os trabalhadores não possuem formação para a utilização do
material de extinção, nem estão sensibilizados para a não obstrução deste material. Não
existe boca-de-incêndio no local, e os extintores que existem encontram-se no interior da
carpintaria.

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Fig.22 – Extintor obstruído

Em relação ao material de primeiros socorros, este é muito deficiente e a sinalização está


desactualizada.

Fig.23 – Caixa de Primeiros Socorros

6.6.6 Sinalização e marcação

Não existe sinalização de emergência, de obrigação de uso de EPI´s, de proibição, de


informação, ou seja, nenhum tipo de sinalização.

6.6.7 Ruído e vibrações

Quanto ao ruído e vibrações, não estão implementadas medidas preventivas, pois não há
separação dos trabalhos ruidosos dos menos ruidosos e nunca foram efectuadas medições de
ruído ao local de trabalho. Não são realizados exames médicos aos trabalhadores expostos ao
ruído.

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6.6.7 Riscos Eléctricos

Em relação aos riscos eléctricos, não existem medidas ou regras de segurança afixadas, nem
sinalização de perigo. Existem algumas adaptações em cabos eléctricos que se encontram mal
isoladas.

Fig.24 - Cabos mal isolados

6.6.8 Movimentação de cargas

Os trabalhadores não estão informados nem sensibilizados para a movimentação manual de


cargas, não existem medidas adoptadas para este tipo de movimentação. Existe uma
empilhadora manual que auxilia no transporte das peças mais pesadas. Por vezes, é
necessário solicitar apoio mecânico para efectuar o transporte de toros, para o corte e aí é
solicitado uma escavadora para efectuar esse transporte.

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6.6.9 Protecção de máquinas e operações

Grande parte das máquinas não possui protecções, e nas que existem não se encontram
colocadas no seu devido lugar. Não existem instruções de segurança nem de trabalho
afixadas. Não existe um plano de verificações nem de manutenção. Não existe manual de
instruções das máquinas (talvez devido a serem muito antigas), nem fichas técnicas de
segurança. Grande parte das máquinas não possui marcação CE (anteriores a 95).

6.6.10 Utilização de Ferramentas Manuais

As ferramentas não são arrumadas, ficam nas bancadas e não no sítio afecto às mesmas, na
ferramentaria. Os trabalhadores não possuem competências para a correcta utilização do
equipamento (na inexistência de formação, prevalece a aprendizagem directa - aprendem
uns com os outros e a aprendizagem autodidacta).
Não estão implementados hábitos correctos de trabalho com ferramentas manuais.

6.6.10 Riscos no armazenamento de produtos químicos

Não existe sinalização, fichas de segurança nem instruções de segurança dos produtos
químicos. O armazém é muito pequeno e não possui ventilação, apenas tem uma pequena
janela que permite eventualmente o arejamento, mas esta está sempre fechada. Os produtos
inflamáveis estão misturados com outros, e não existe inspecção periódica aos recipientes e
são armazenados em prateleiras de madeira. Existem produtos colocados em outros
recipientes não apropriados.

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Fig.25,26,27- Prateleiras de madeira/ Produtos químicos em recipientes não conformes/ janela do


armazém dos produtos químicos.

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6.7 IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS

Tendo em conta o levantamento de todos os factores de perigo, que podem causar acidentes
no local de trabalho, e com o auxílio do inquérito (em anexo) realizado aos trabalhadores
com o intuito de saber a opinião sobre os riscos a que estão mais sujeitos. As visitas ao local
de trabalho permitiram uma interacção com todos os trabalhadores e averiguar as condições
de trabalho destes, dado que não existe uma cultura de segurança implementada, mas para aí
se evolui.

Os trabalhos com madeiras podem afectar a saúde dos trabalhadores ao longo do tempo, daí
que os riscos mais comuns em carpintaria são os abaixo indicados:

Exposição a agentes químicos (poeiras, fumos, gases e vapores, líquidos)

Exposição a agentes físicos (ruído, ambiente térmico, vibrações, iluminação)

Exposição a agentes mecânicos (quedas, golpes, projecções, choques)

Eléctricos (contactos directos ou indirectos)

Psicossociais (stress, carga de trabalho)

Ergonómicos (Esforços e sobrecargas)

Incêndios (armazenamento de materiais, meios de intervenção)

6.7.1 Agentes Químicos

6.7.1.a Inalação da poeira de madeira

Os principais processos de trabalhar a madeira: serrar, cortar, aplainar, moldar, lixar,


triturar, perfurar, produzem grandes quantidades de pó de madeira, o que faz com que

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muitos trabalhadores nos seus locais de trabalho e ao longo de todo o processo de
transformação estejam sujeitos a altos níveis de pó de madeira.

Durante muitos anos, o pó de madeira foi considerado apenas como incomodativo, pois
irritava o nariz, os olhos e a garganta e não causava problemas de saúde permanentes. No
entanto numerosos estudos, recentemente mostram que a exposição ao pó de madeira pode
causar problemas de saúde, tais como causar doenças como conjuntivite, rinite alérgica e
asma brônquica, suspeita-se de que seja cancerígena. Por isso, deve-se manter os níveis de
emissão tão baixos quanto possível e instalar sistemas de aspiração adequados.

O IARC (Internacional Agency for Research on Cancer) depois de pesquisar o cancro entre
os profissionais da transformação da madeira e seus derivados na Europa, classificou o pó de
madeira como cancerígeno para o homem. O pó de madeira da Faia, do Carvalho e do
Castanheiro, quando finos e inalados são causadores de cancro. Outras espécies como o
Vidoeiro, a Caoba a Teca e a Nogueira podem causar cancro nasal. O cancro pode levar mais
de 20 anos para se revelar.

O NOHSC (National Occupational Health and Safety Commission) no “Exposure standards for
atmospheric contaminants in the occupational environment” define os valores padrão de exposição
profissional:

1 mg/m3 de ar, para madeiras duras

5 mg/m3 de ar para madeiras macias

1 mg/m3 de ar, para o MDF(Medium Density Fibre Boards) porque pode conter
partículas de madeiras duras.

O valor para o formaldeído é de 1ppm para uma exposição média diária de 8 horas, para
exposições de curto prazo o valor de formaldeído não deve ultrapassar 2 ppm.

O formaldeído é um dos produtos químicos mais comuns, é extremamente volátil, é um


agente carcinogéneo e irritante das vias respiratórias superiores e dos olhos e encontra-se

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presente, a nível interno, nos mobiliários de madeira (já que é utilizado na produção de
vários tipos de resina) pavimentos, revestimentos, produtos de manutenção e limpeza,
aglomerados, colas, espumas isolantes, alcatifas e fumo do tabaco.

Exposições de longa duração e baixas concentrações a este aldeído podem causar eczema e
dificuldades respiratórias, para além de perturbações gástricas.

6.7.1.b Inalação e Absorção de Substâncias Químicas

As tintas convencionais, que se utilizam para os acabamentos e trabalhos em carpintaria,


incluindo tintas, vernizes, esmaltes, lacas, catalisadores e diluentes contêm solventes de base
orgânicas que são tóxicos para o ser humano e podem atingir concentrações explosivas no ar.
Os solventes mais comummente usados neste tipo de revestimentos incluem o tolueno,
xileno, metiletilcetona, metilisobutilcetona e metanol e os revestimentos à base de
catalisadores ácidos contêm formaldeído, o qual nalguns estudos têm demonstrado que,
pode causar cancro do pulmão e nasal. Todos estes solventes possuem efeitos que surgem
num curto tempo de uso, tais como: irritação dos olhos, nariz e garganta, dor de cabeça,
tontura, confusão, fadiga e náuseas. Os efeitos que aparecem após um período mais longo da
sua utilização incluem desordens reprodutivas, desordens ao nível do sistema nervoso
central, danos no pulmão, fígado e rins. A exposição ao tolueno aumenta o risco do aborto
espontâneo, estes efeitos têm sido detectados em crianças, cujas mães foram expostas ao
tolueno e xileno. Muitos dos adesivos usados nos trabalhos com madeiras também contêm
produtos tóxicos. Os mais perigosos são aqueles baseados em solventes, resina-epóxi e
resina à base de ureia-formaldeído. O cloreto de metileno por exemplo tem sido testado em
animais em laboratório e provoca o aparecimento do cancro, este é um composto
frequentemente utilizado como base para estes adesivos.

Os COV são compostos químicos orgânicos facilmente vaporizados em condições de


temperatura e pressão ambiente relativamente comuns no ar interior, em particular em de

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edifícios novos, com origem nos revestimentos, tintas, colas e solventes, mobiliário,
materiais de construção, fumo do tabaco, produtos de higiene pessoal (cremes, loções, etc.),
ambientadores entre outros.

Os COV têm um elevado impacto sobre a saúde humana, para além da sua toxicidade,
alguns apresentam características mutagénicas e carcinogénicas (por exemplo o benzeno e os
hidrocarbonetos clorados). As queixas que são reportadas pelos trabalhadores estão
associadas a sensação de fadiga, tonturas e dores de cabeça.

O risco de absorção através da pele, faz-se não só pelo contacto indirecto em si, mas
também pelo contacto directo, devido no mau hábito que os trabalhadores possuem de lavar
as mãos com diluente e na utilização de panos impregnados em diluentes, nomeadamente,
nas tarefas de limpeza e manutenção.

6.7.2 Agentes Físicos

Relativamente à exposição aos Agentes Físicos temos a destacar o Ruído, o Ambiente


Térmico, as Vibrações e a Iluminação.

6.7.2.a Ruído

O funcionamento das máquinas da carpintaria produz muito ruído que afecta os


trabalhadores que as operam e aqueles que se encontram na sua proximidade. A exposição
contínua a níveis de ruído elevado, como os que são produzidos pelas máquinas de uma
carpintaria, pode causar perda de audição nos trabalhadores que as operam e que estão
próximos. O ruído produz-se quando as máquinas não dispõem de elementos que o
reduzam, nem quando se tomaram medidas técnicas correctivas para diminuir a propagação
do ruído.

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O ruído está na origem de um incómodo significativo para o trabalhador, desencadeador de
trauma auditivo e alterações fisiológicas extra-auditivas. Do ponto de vista fisiológico, o
ruído é um fenómeno acústico que produz uma sensação auditiva desagradável ou
incomodativa, o que retrata em termos gerais algo de nocivo para o homem. Se é nocivo,
têm consequências, ou seja efeitos, a nível da inteligibilidade da palavra e da prestação da
palavra, por favorecer a redução da concentração, a falta de compreensão de instruções e
avisos e a incapacidade de detectar algumas anomalias no processo produtivo.

Os trabalhadores que estão expostos a níveis altos de ruído, mesmo que por pequenos
períodos de tempo, podem adquirir perda de audição temporária. Se continuam expostos ao
ruído, pode ocorrer perda de audição permanente devido à destruição das células auditivas.
Essas pessoas normalmente não se apercebem que estão a lesar a audição. É por esta razão
que na indústria da madeira, a luta contra o ruído é uma das medidas principais de
prevenção.

A eliminação do ruído implica, pois caracterizar a exposição durante o exercício de uma


actividade profissional, para avaliar o risco de perda de audição ou de outros desvios de
saúde.

6.7.2.b Ambiente Térmico

O ambiente térmico do exterior e interior dos locais de trabalho devem atender às


necessidades de obtenção de condições aceitáveis em termos de saúde e conforto e ser
adequada ao organismo humano, em função do processo produtivo, dos métodos de trabalho
utilizados e da carga física a que os trabalhadores estão sujeitos. O stress térmico pode ser
encontrado em locais onde se verifica a exposição a ambientes quentes ou frios.

O principal problema colocado em ambientes térmicos é a homeotermia ou a manutenção


da temperatura interna do corpo, a qual garante o funcionamento das principais funções do
organismo. A homeotermia é assegurada quando o fluxo de calor produzido pelo corpo é

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igual ao fluxo do calor cedido pelo ambiente, de modo a que a temperatura do corpo
permaneça constante.

Em suma, o calor excessivo pode ser causa de um decréscimo de rendimento, de dores de


cabeça, náuseas, vertigens, sudação, fadiga cardíaca, desequilíbrio mineral hídrico,
queimaduras, fadiga térmica. Por outro lado, o frio pode reduzir o tempo de reacção,
aumentar a tensão, causar distúrbios de ritmo cardíaco, diminuir a sensibilidade, hipotermia
e o congelamento.

6.7.2.c Vibrações

As vibrações mecânicas surgem sob a acção de forças variáveis e podem transmitir-se a


outros objectos por contacto directo. Pode-se distinguir dois tipos de vibrações: as
transmitidas a todo o corpo WBV (Whole Body Vibration) e as transmitidas ao sistema
mão/braço(HAV Hand-Arm Vibration), ou seja as vibrações ou choques de ferramentas e
máquinas ao nível das mãos.

Estas vibrações podem ser caracterizadas pela sua natureza, frequência, direcção e
intensidade as quais, quando combinadas com a duração da exposição podem definir a
exposição.

As vibrações predominantes nas actividades dos trabalhadores estão associadas a diversos


factores: ausência de elementos antivibráticos, modos de funcionamento ou defeitos de
máquinas, peso dos equipamentos, fenómenos naturais entre outros. Geralmente a carga
vibratória é frequentemente acompanhada por ruído, poeiras, correntes de ar, frio e
produtos perigosos. As afecções desencadeadas pelas vibrações, têm efeitos que dependem
do tempo de exposição, a forma como a exposição se produz, as características do meio, o
modo de transmissão e o tipo de trabalho e postura.

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6.7.2.d Iluminação

Cerca de 80% dos estímulos sensoriais são de natureza óptica. Assim os olhos desempenham
um papel fundamental no controlo dos movimentos e actividades do homem. Daí que os
locais de trabalho devem dispor de iluminação adequada que assegure o desempenho visual
das tarefas e um ambiente concordante com as exigências de SST.

Uma iluminação deficiente pode originar riscos para a SST, designadamente a fadiga ocular
(irritação, redução da acuidade visual, menor rapidez de percepção), fadiga visual (menor
velocidade de reacção, sensação de mal estar, cefaleia e insónias), acidentes de trabalho e
posturas incorrectas de trabalho.

Sempre que possível deve-se optar pela iluminação natural do local de trabalho porque
contribui para o bem-estar geral das pessoas, cumprindo com a necessidade psicológica dos
seres humanos para estarem ao ar livre. A luz natural também proporciona melhor
percepção da cor dos objectos do que as outras fontes luminosas. Ironicamente a luz do dia,
por todos os seus benefícios, provavelmente também é a mais difícil de controlar, devido às
frequentes alterações do tempo, mudança de direcção do sol ao longo do dia, factores
sazonais; mais sol e mais longo durante o Verão, raios mais curtos e fracos no Inverno.
Sendo que a luz artificial deve existir sempre, como complemento da luz natural. Para
assegurar a qualidade da iluminação, há que atender às características do trabalho a
desenvolver e ao grau de acuidade visual que este exija e proceder à distribuição adequada
das lâmpadas e a harmonização da cor e da luz com as cores do local.

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6.7.3 Agentes Mecânicos

Em relação aos agentes mecânicos, os mais flagrantes são quedas ao mesmo nível, golpes,
projecções de partículas, choques e amputações. Os riscos de maior gravidade são os
originados pelas máquinas de corte e de alisamento da madeira, estes tipos de risco para
além de serem muito comuns neste sector, têm consequências muito graves e podem
acontecer na maior parte das tarefas. A falta de organização e limpeza dos espaços de
trabalho são também uma fonte de risco.

6.7.4 Eléctricos

Respectivamente aos riscos eléctricos destacam-se os contactos eléctricos directos e os


contactos eléctricos indirectos.

A electricidade é uma das formas de energia mais utilizadas, a qual para além do bem-estar
que proporciona, também acarreta, alguns riscos que para o homem podem ser de
electrocussão e queimadura, e para o homem e o ambiente podem ser de incêndio ou
explosão.

Contactos directos - são o contacto em que o indivíduo entra em contacto com uma parte
activa duma instalação.

Contactos indirectos - são o contacto em que o indivíduo entra em contacto com algum
elemento que não faz parte do circuito e que em condições normais não deveria estar sob
tensão, dado não ser habitualmente condutor.

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6.7.5 Psicossociais

Em relação aos Riscos Psicossociais, deste realçamos o stress e a carga de trabalho.

O ambiente psicossocial e a carga mental de trabalho e as disfunções a estes inerentes


constituem um novo domínio de estudo e cada vez mais importante. Ou seja, quanto mais
significativos forem os constrangimentos a nível do reconhecimento social de cada indivíduo,
da satisfação do trabalho, da variedade e da autonomia, tanto maior será a probabilidade de
em função do volume e ritmo de trabalho o trabalhador sofrer uma carga de stress.

O stress constitui uma das maiores causas das doenças relacionadas com o trabalho, este
representa uma forte reacção emocional negativa relativamente às condições de trabalho,
devido ao trabalhador ser confrontado com várias experiências, com relações cuja incidência
sobre o corpo e sobre a mente apresentam algumas variações.

A compreensão do stress no trabalho é fundamental, sendo que se trata do factor mais


indicado para explicar o mal-estar, a inadaptação, o esgotamento e o sofrimento dos
trabalhadores nos seus locais de trabalho.

6.7.6 Ergonómicos

Os Riscos Ergonómicos, sendo a ergonomia a ciência que estuda a adaptação do trabalho ao


homem ou o conjunto de conhecimentos sobre o homem, em cada actividade, necessários
para desenhar postos de trabalho, equipamentos ou sistema de trabalho, que permitam
trabalhar com o máximo de segurança conforto e eficácia. O trabalho humano não se resume
só, a simples execução de gestos e movimentos, antes compreendendo a necessidade de
tomar decisões e iniciativas e gerir situações, o que implica que o trabalhador seja um
verdadeiro operador. O posto de trabalho é o espaço que o trabalhador ocupa quando

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desempenha uma tarefa, seja durante a totalidade do período laboral seja através da
utilização de vários locais, este posto de trabalho deve ser projectado tendo em conta o
trabalho e a tarefa que vai realizar, a fim de que esta seja executada de modo confortável e
eficiente.

O número de ausências emergentes de doenças e acidentes causados por incorrecta elevação


e transporte manual de cargas, evidencia a dimensão dos riscos para o aparelho motor do
homem: ossos, articulações, tendões e músculos.

6.7.7 Inquéritos

Após a análise dos inquéritos realizados aos trabalhadores da carpintaria sobre os riscos aos
quais estão mais expostos, obtivemos para uma amostra de 16 trabalhadores as seguintes
percentagens relativamente aos riscos acima identificados e a sua percepção.

Calor/frio
Ruído
17% 18%
Vibrações
15% Queda em altura
20%
Electrocussão
6%
8% 12% Queda de objectos
Queda ao mesmo nível
Lesões musculares
3% 1%
Respiratórios

Gráfico 2 - Quais os riscos a que estão mais sujeitos?

Fazendo uma análise mais específica em relação a cada um destes riscos apontados, verifica-
se que as opiniões divergem um pouco, mas está directamente relacionado com o posto de
trabalho de cada trabalhador e com a actividade que executam, se ocorre no interior ou no
exterior da carpintaria.

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0%
0%
13% Excessivo
Forte
31% 56% Sem opiniao
Fraco
Inexistente

Gráfico 3 – Classificação do ambiente - Ruído

6%
25% Muito boa
Boa
44% Sem opiniao
19%
6% Suficiente
Insuficiente

Gráfico 4 – Classificação do ambiente - Iluminação

0%

25% 31% Excessivas


Fortes

19% Sem opiniao


25% Fracas
Inexistentes

Gráfico 5 – Classificação do ambiente - Vibrações

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0% 0%
6%
Excelentes
31% Boas
63% Sem opinião
Razoáveis
Más

Gráfico 6 – Classificação do ambiente – Condições atmosféricas

Quando questionados sobre se já tinham ou não sofrido acidentes de trabalho, verificou-se o


seguinte:

47%
53% Sim
Não

Gráfico 2 – Acidentes de trabalho

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E qual o tipo de acidente que tinham sido alvos as percentagem mostram que o risco de
corte/feridas é o que se destaca:

Queda em altura 22,22

Entalamento 11,11

Corte/ferida 55,56

Lesão provocada por EPI 0,00

Penetração por objecto 0,00

Queimadura 0,00

Libertação de gases 0,00

Queda ao mesmo nível 0,00

Exposição 0,00

Choque com objecto 0,00

Atingido por objecto 11,11

Gráfico 2 – Tipo de acidente sofrido

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6.7.8 Índice de Sinistralidade

Realizou-se o cálculo dos índices de sinistralidade (tabela em anexo). Este registo tem como
objectivo principal o cálculo dos indicadores de sinistralidade, referentes ao ano de 2008 e
alguns dos já ocorridos no ano 2009, para os quais se obteve a seguintes classificação:

Índice de Frequência - Médio

Índice de Incidência - Muito Bom

Índice de Gravidade - Muito bom

Estes índices facilitam a avaliação da qualidade e o tipo de medidas a tomar, permitindo um


acompanhamento da evolução da actividade em si.

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6.7.9 Mapa de representação das zonas risco

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6.7.10 Mapa Geral de Riscos

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6.8 AVALIAÇÃO DOS RISCOS

A análise de riscos constitui a primeira abordagem de um problema de segurança do


trabalho. Ela tem como objectivo o levantamento de todos os factores do sistema de trabalho
Homem / Máquina / Ambiente que podem causar acidentes.

Teoricamente distingue-se o perigo potencial, ao qual está associado um determinado


conteúdo energético superior ao da resistência da zona do corpo eventualmente atingida, do
risco efectivo ou perigo, que resulta da interacção Homem / perigo potencial no espaço
e no tempo.

Os conceitos de perigo e risco podem ser assim definidos:

Perigo: é a propriedade ou capacidade intrínseca de um componente material de trabalho


poder potencialmente causador de danos.

Risco: é a possibilidade de um trabalhador sofrer um determinado dano provocado pelo


trabalho. A sua qualificação dependerá do efeito conjugado da probabilidade de ocorrência e
da sua gravidade.

O processo de análise de riscos compreende três fases distintas, conforme se pode constatar
em seguida:

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Neste contexto, a prevenção de riscos profissionais constitui o conjunto de medidas


adoptadas ou previstas na concepção e em todas as fases da actividade da empresa, visando a
eliminação e redução dos riscos emergentes do trabalho.

A avaliação do risco é o processo que identifica o risco para a segurança e a saúde dos
trabalhadores no trabalho, decorrente das circunstâncias em que o perigo ocorre no local de
trabalho. A avaliação da situação do trabalho implica uma análise dos aspectos físicos,
organizacionais, psicológicos, sociais e no bem-estar dos trabalhadores e impõe a
explicitação de algumas valências inerentes aos factores de riscos, à gravidade, à
probabilidade e à duração.

A avaliação de riscos deve ser feita idealmente no início, ou seja, em fase de projecto, ou
licenciamento industrial, na selecção de matérias-primas, substâncias, equipamentos ou
processos de trabalho, isto para poder efectuar a antecipação do risco.

Para efectuar avaliação de riscos pode ser utilizada uma metodologia simples como podemos
averiguar:

· Identificar os perigos/factores de risco.


· Quem pode ser objecto de lesões e como?
· Avaliar os riscos e decidir se as medidas de prevenção existentes são adequadas ou
devem ser adoptadas novas medidas.
· Registar a documentação.
· Revisão da avaliação.
Atendendo às necessidades da empresa a avaliação de riscos pode ser efectuada de acordo
com os seguintes parâmetros: por sector de actividades, por tipo de risco, por profissão, por
componente material do trabalho, por operação e sub-operação.

Existem vários métodos para proceder à identificação, avaliação e controlo dos riscos, que
atendem a pressupostos e técnicas de diferentes tais como:

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· Método de avaliação simplificado
· Árvore de Falhas (FTA- fault tree analysis)
· Árvore de eventos
· Árvore de Causas
· Fine W.T.
· Análise de segurança na execução do trabalho (Job Safety Analysis)
· Observação Planeada de actividades
· APR- Análise preliminar de riscos
· Método HAZOP (Hazard and Operability Study)
· What if…? (o que aconteceria se…?)
· Listas de Verificação
· Método Mort – Management Oversight and Risk Tree
· Matriz de falhas
· Mapa de representação de Riscos
· Mapa de riscos
· Carta de riscos
· Inspecções de segurança
· Método do modo de falhas e efeitos (FMEA)
· Método SOBAME
· Modelo dos dominós
· Modelo Sistémico
Existem muitos mais métodos para além dos aqui indicados, sendo que estes também
poderão ser alvo de modificação ou adaptação por parte do responsável pela avaliação de
riscos.

Qualquer que seja o método utilizado, o importante será identificar os perigos existentes,
para que depois se possa estimar o risco em função da probabilidade e da(s) consequência(s)
da materialização desses mesmos perigos.

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6.8.1 Descrição das actividades

6.8.1.a Carpinteiro /Carpinteiro de Limpos

O carpinteiro de limpos executa tarefas que o obrigam a estar de pé todo o dia. Antes de
executar qualquer tipo de trabalho o carpinteiro selecciona o tipo de madeira, e procede as
marcações para executar posteriormente o corte. O transporte da madeira é efectuado
manualmente sem qualquer tipo de ajuda mecânica, e geralmente as peças são pesadas e de
grandes dimensões, pois os trabalhos efectuados são portas, janelas, tapassóis, mobiliário e
etc… Para efectuar o corte das madeiras, o carpinteiro necessita de laborar com diversas
máquinas que apresentam um risco elevado, tais como a Serra de fita, Serra Radial, Tupia,
Garlopa, Furadora. Após o corte segue-se a montagem das peças, aqui são utilizadas várias
ferramentas manuais comuns em carpintaria bem como produtos químicos nomeadamente
colas e resinas e produtos para tratar a madeira entre outros.

6.8.1.b Pintor/Polidor

Executa os acabamentos do mobiliário realizado pelo carpinteiro/carpinteiro de limpos, lixa


a madeira e procede ao tratamento, envernizamento e pintura.

6.8.1.c Serração de Madeiras

Consiste na transformação de madeiras. É utilizado charriot para transformação de toros em


tábuas, réguas pranchas entre outros. A execução deste tipo de trabalho é feita por um
trabalhador com mais experiência a laborar com esta máquina. E necessário transporte
mecânico.

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6.8.2 Descrição Método – Job Safety Analysis

O método que será utilizado para a avaliação riscos desta carpintaria, será o Análise de
segurança na execução do trabalho (Job Safety Analysis) ou mais conhecido por Análise de
Tarefas. Este método foi desenvolvido por Lluna, 1999 e Kinney, 1993 a partir do
originalmente concebido pelo International Loss Control Institute (Bird e Germain, 1986).

Este método revela-se útil para despistar os riscos, quer para a sua eliminação ou limitação
(quando procede a medidas tomadas e inserção de novos procedimentos), também pode
contribuir para a melhoria das relações entre a hierarquia e os trabalhadores, porque
representa o envolvimento da gestão nos riscos associados às tarefas, é utilizado para a
aprendizagem de procedimentos de segurança (em momentos críticos), formação dos
trabalhadores numa nova tarefa, preparação planeada de observações de actividades,
formulação de instruções preliminares ao desempenho de novas funções, pouco frequentes
ou particularmente perigosas, e ao estudo das possibilidades de melhoria e de adaptação.

Este método possui nove etapas as quais passo a descrever:

1.ª - Inventário de tarefas - é realizado conjuntamente com os trabalhadores, por


reporte à descrição dos postos de trabalho. Deve incluir as tarefas sistemáticas,
correspondentes às actividades habituais.
2.ª - Identificação das tarefas críticas - Assenta em critérios de valoração utilizados
como se pode visualizar nos quadros seguintes.

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Quadro 1: Níveis de Gravidade

Gravidade
Acidentes potenciais
- Níveis -

1 Perda económica, por exemplo, inferior a 300 €

Acidente com lesão, sem baixa e/ou perda económica entre


2
300€ e 1.500 €
Acidente com baixa e/ou perda económica entre 1.500 € e
3
6.000 €.
Acidente com incapacidade permanente ou morte e/ou
4 perdas superiores a 6.000 € e/ou danos ou lesões na
população.

Quadro 2: Níveis de Repetitividade

Repetitividade da tarefa
Definição
- Níveis-

1 Menos de uma vez por dia

2 Várias vezes ao dia

3 Muitas vezes ao dia

Quadro 3: Níveis de Probabilidade

Probabilidade
Definição
- Níveis-

1 Baixa

2 Média

3 Alta

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3.ª - Decomposição das tarefas em passos - compreende um número de fases que não
torne a actividade nem excessivamente minuciosa, nem demasiado elementar.
4.ª - Identificação de factores de risco e possíveis perdas - Compreende a aplicação
de uma grelha de questões a cada uma das fases referida.
5.ª - Verificação da eficiência - das medidas tomadas em cada fase, à luz de critérios de
segurança, custos, produção e qualidade, tendo como base questões convencionais: Quem
executa? Por que forma? Onde? Como? Quando? Porquê?
6.ª - Efectuar Recomendações - para eliminar ou reduzir os riscos.
7.ª - Estabelecimento de procedimentos associados às tarefas - que indiquem de
modo claro, conciso e compreensível a forma de proceder à sua execução em operação
normal e em caso de emergência.
8.ª - Implementação de procedimentos - operacionais e organizativos, integrando as
tarefas a realizar e os passos que cada uma delas requer.
9.ª - Actualização e manutenção de registos - torna-se essencial actualizar
periodicamente a documentação da empresa, para ajustar às modificações da legislação,
organização, tecnologia ou equipamento de trabalho, e manter registos actuais de todos estes
elementos.

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6.8.3 Registo dos resultados da avaliação de riscos

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As tarefas críticas apontadas pelo método de avaliação de riscos - Job Safety Analysis
necessitam urgentemente de medidas preventivas, nas diferentes actividades. Uma vez que,
as restantes tarefas apesar de não serem críticas apresentam valores muito aproximados ao
das críticas, daí que as medidas preventivas a indicar são mais ou menos idênticas para todas
as actividades:

· Criar procedimentos de segurança.


· Aquisição de EPI's: Protectores auriculares, óculos de protecção, vestuário de
trabalho, calçado adequado, capacete e luvas.
· Aquisição de dispositivos de protecção, ou equipamentos com dispositivos de
protecção operacionais, e efectuar verificações e manutenção periódicas.
· Sempre que a carga a transportar seja pesada, e não existir equipamento de transporte
mecânico, solicitar aos trabalhadores apoio para a movimentação manual de cargas.
· Tentar o confinamento de algumas áreas de trabalho para uma melhor contenção de
ruído.
· Dar formação aos trabalhadores sobre:
· Movimentação manual de cargas

· Utilização correcta dos EPI’s


· Riscos a que estão sujeitos
· Manuseamento de produtos químicos

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6.9 PROPOSTAS DE MELHORIA

Face ao nível de intervenção obtida na identificação de risco (Figura 5), deverão ser
adoptadas as medidas

de controlo adequadas de modo a eliminar ou a reduzir o risco a que os trabalhadores estão


expostos.

Existem, fundamentalmente, quatro processos para o fazer:

O primeiro e o segundo caso envolvem medidas que se designam por construtivas ou de


engenharia, as quais actuam sobre os meios de trabalho (máquinas).

O encapsulamento de uma máquina, tendo em vista a redução do nível de ruído produzido


por esta, constitui exemplos dessas medidas.

No terceiro caso temos as medidas organizacionais, que actuam no sistema Homem-


Máquina-Ambiente. Ainda na perspectiva de controlo de ruído seria, por exemplo, proceder
à rotação periódica de trabalhadores expostos ao risco de trauma acústico.

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Por último, surgem medidas individuais ou de protecção individual, que actuam ao
nível do Homem. Neste caso, e por analogia com os anteriores, teríamos a necessidade de
utilização de protectores auditivos.

Deve salientar-se que a adopção de medidas construtivas constitui o método mais desejável e
eficaz de protecção, pelo que deverá ser este o primeiro a ser implementado.

Estas devem desejavelmente ser encaradas na fase de concepção ou de projecto pois


implicam maior racionalização e menores custos (segurança integrada).

6.9.1 Recomendações

Em relação às ocorrências identificadas, irei de seguida apresentar algumas recomendações


dos aspectos que podem ser melhorados.

Dado que a carpintaria possui um sistema de aspiração insuficiente, e dentro das instalações
operam várias máquinas fixas (com sistema de aspiração com pouca potência) e móveis, a
quantidade de poeiras provenientes do corte de madeira é elevada, e em alguns dias chega a
ser insuportável.

A recomendação seria melhorar os sistemas de aspiração das máquinas, o que iria reduzir em
muito a quantidade de poeiras espalhadas pela oficina.

Proceder a uma separação da área de máquinas, da dos trabalhadores de forma reduzir o


ruído bem como a acumulação de poeiras (dentro da oficina).

Colocação de abafadores de ruído nas máquinas, ou barreiras acústicas que diminuam a


transmissão do ruído (montagem de divisórias com elevado índice de isolamento).

Uma outra forma é promover a alternância de tarefas, para que o trabalhador exposto não
tenha um tempo de exposição elevado ao ruído (embora neste caso, como os trabalhadores
laboram com diversas máquinas a alternância poderá não resolver o problema).

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Realizar uma avaliação do ruído no interior do edifício para se averiguar quais os níveis de
exposição dos trabalhadores.

Em relação às vibrações, estas devem ser combatidas na origem, ou seja, aquando da


aquisição de novos equipamentos estes já devem ter o mínimo de vibrações possíveis, e em
relação aos equipamentos mais antigos se estes forem indispensáveis, o isolamento deverá
aplicar-se ao utilizador, ou seja, utilização de luvas antivibráticas, para reduzir a propagação
de vibrações transmitidas ao sistema mão-braço.

A organização deverá promover a vigilância médica aos trabalhadores expostos ao ruído e as


vibrações, e proceder as medições dos níveis de ruído e de vibrações a que os trabalhadores
estão expostos nas instalações e equipamentos.

(DL nº 186/2006 – Assegurar a verificação auditiva e a realização, também anual, de


exames audiométricos a trabalhadores expostos ao ruído acima de valores de acção
superiores, e bienal a trabalhadores expostos a ruído acima dos valores de acção inferiores.)

Consolidar hábitos de trabalho na organização com responsabilidades ao nível da:

· Arrumação de Equipamentos
· Arrumação de Materiais (de forma a desobstruir as vias de circulação)
· Limpeza das instalações.
Estas actividades devem estar integradas nas tarefas normais da organização.

Existe uma rampa, dentro das instalações que não possui corrimão (mas até que ponto é que
a colocação de corrimão poderá afectar os trabalhos, devido ao transporte de móveis e
madeiras?), a solução poderá ser, efectuar uns rasgos na rampa de forma a torná-la anti-
derrapante.

Proceder a mudança de postos de trabalho, nomeadamente o posto de pintura de móveis,


pois este está localizado num ponto da instalação onde não há ventilação nem janelas (que
possam ser abertas) para haver renovação de ar.

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No que se refere à iluminação, existem pontos da instalação que têm uma iluminação
artificial deficiente e pouca iluminação natural, proceder a uma colocação de mais focos de
iluminação artificial, e num futuro próximo realizar uma análise á iluminação.

Provir a aquisição de equipamentos de protecção individual (EPI) o quanto antes, pois os


trabalhadores não possuem nenhum tipo de equipamento. Os EPI’s necessários são:

· Capacete

· Protectores auditivos

· Viseiras ou óculos de protecção

· Luvas de protecção mecânica

· Máscaras para protecção das vias respiratórias

· Calçado com biqueira e palmilha de protecção

· Vestuário de protecção (fato-macaco)

Efectuar uma acção de sensibilização/informação sobre a importância da utilização dos


EPI’s, aquando da entrega dos mesmos, e fazer com que os trabalhadores assinem um
documento em que se responsabilizam pelo seu uso correcto e tenham conhecimento dos
riscos que a utilização dos mesmos pode proteger.

A organização deve estabelecer medidas de combate a incêndios e evacuação de


trabalhadores, ou seja, implementar um sistema de prevenção e combate contra incêndios na
instalação, dar formação aos trabalhadores sobre segurança contra incêndios (métodos de
extinção, como utilizar um extintor) e identificar os trabalhadores responsáveis, e manter os
contactos necessários com as entidades externas competentes para realizar as operações
necessárias.

Melhorar o equipamento de primeiros socorros, e respectiva sinalização.

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Proceder à sinalização de segurança da instalação, máquinas e armazém, esta tem por
objectivo chamar a atenção de uma forma rápida e perceptível, para objectos e situações
susceptíveis de provocar perigos, sempre que os riscos correspondentes não possam ser
eliminados ou reduzidos com medidas e processos de organização do trabalho e meios
técnicos de protecção colectiva. Os trabalhadores devem receber informação para
interpretação de sinais.

Em relação aos riscos eléctricos, é necessário efectuar uma verificação visual de controlo de
todos os equipamentos eléctricos e cabos, proteger os contactos directos e indirectos dos
aparelhos e instalações eléctricas. Efectuar uma verificação do estado de conservação dos
isolamentos e tomar medidas em termos de manutenção e inspecção periódica das
instalações eléctricas.

No que concerne às máquinas, devem ser tomadas medidas de prevenção e protecção, as


medidas de protecção são deveras importantes, pois aquando da concepção de algumas
máquinas estas medidas não foram integradas. Todos os equipamentos de trabalho colocados
à disposição dos trabalhadores, tem de garantir a sua segurança e saúde, logo podem ser
feitas adaptações a equipamentos, tendo em conta os requisitos mínimos gerais de
segurança aplicáveis à utilização do mesmo, os legais, e os requisitos mínimos
complementares para trabalhos específicos, a referida adaptação deve ter como base uma
avaliação de riscos, e daí resultar as medidas de prevenção, manutenção adequada, que
sejam implementadas regras de utilização, verificações (procedimentos periódicos ou
extraordinários).

A utilização dos equipamentos que possam apresentar um risco específico deve ser reservada
apenas aos trabalhadores especificamente habilitados (neste caso com mais experiência, pois
os trabalhadores tem uma formação eminentemente prática).

As ferramentas são utensílios de trabalho, geralmente utilizados individualmente, que


requerem uma força motriz humana (ferramentas manuais, mecânicas ou motorizadas), e

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por vezes estas desencadeiam acidentes de trabalho que podem ter na sua origem uma
manipulação incorrecta ou uma arrumação deficiente.

Estas ferramentas são causadoras de acidentes de trabalho, que podem levar a incapacidades
permanentes parciais, daí a importância de criar medidas de prevenção, que vão desde as
instruções de trabalho, personalização da utilização, inspecção periódica, arrumação correcta
e a utilização dos EPI´s adequados.

Quanto à movimentação manual de cargas, esta pode ser deveras prejudicial, quando não
efectuada com segurança, logo devem ser implementadas medidas de organização do
trabalho, boas práticas e prevendo a utilização de meios apropriados para a movimentação
manual de cargas (ventosas, ímans, pinças), ou então a utilização de meios mecânicos, e
proceder à informação/sensibilização dos trabalhados para os riscos e consequências
associados a esta actividade.

Relativamente aos agentes químicos, averiguou-se que na oficina de carpintaria são utilizados
alguns produtos químicos, as medidas de prevenção a tomar são: aquando da aquisição dos
produtos químicos solicitar ao fornecedor a ficha de dados de segurança para preparar
instruções de segurança a serem fornecidas aos trabalhadores expostos, a
informação/formação aos trabalhadores acerca dos riscos da exposição aos químicos a fim de
estes consciencializarem-se para a utilização os EPI’s adequados.

Em relação à armazenagem, verifica-se que estes encontram-se num espaço que não possui
um arejamento adequado, e não está acautelada a separação de produtos químicos, pois
alguns produtos são incompatíveis. Proceder à colocação de sinalização de segurança.

Por fim, as instalações sanitárias apesar de se encontrarem um pouco degradadas, a higiene


não poderá ser efectuada apenas uma vez por semana, tem de ser mais regular. E dado que
estas instalações são utilizadas por todo o pessoal das redondezas o trabalho deveria ser
distribuído e não ficar apenas ao cargo de um funcionário da carpintaria.

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Quanto ao vestiário/refeitório, deveria ser mudado de espaço, pois está num local onde
apanha as poeiras todas da carpintaria, não é ventilado tem pouca iluminação e deveria
comunicar directamente com a zona de balneários, a limpeza também deveria ser mais
regular. Em caso, de impossibilidade da mudança, proceder a um melhoramento a nível das
instalações, colocar ventilação e se possível um lavatório de apoio.

Nota: a área do refeitório é pequena (a superfície mínima é de 18,5m2 até 25 trabalhadores)


- Portaria nº 987/93 de 6 de Outubro - Estabelece a regulamentação/normas técnicas das
prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais de trabalho.

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7. CONCLUSÃO
Este trabalho, constituiu uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos e aprofundar
as temáticas leccionadas nesta Pós-Graduação de TSHST e aplicá-los num caso real de uma
forma palpável, consistente e concreta, tomando consciência dos obstáculos e dificuldades
naturalmente inerentes à aplicação prática do conhecimento adquirido.

Em relação à avaliação de riscos proposta, esta foi elaborado de uma forma mais generalista,
e tentando focar mais sobre as máquinas que são neste momento as que apresentam mais
risco para os trabalhadores. Este processo de avaliação tem de ser constante, e implica muita
dedicação e tempo.

Espero que, quem o leia, adquira alguma sensibilidade para com os trabalhos realizados em
carpintarias.

Os índices de sinistralidade nesta carpintaria têm uns índices de incidência e gravidade muito
bons, segundo os indicadores de sinistralidade sendo que o índice de frequência está num
patamar médio, muito próximo do mau, devido ao número de acidentes ocorridos.

Algumas das minhas recomendações já começaram a ser implementadas, o que de facto


torna em muito gratificante o trabalho realizado ao longo deste estágio.

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8. BIBLIOGRAFIA
· FREITAS, L. C., Manual de Segurança e Saúde do Trabalho, 1ª Edição, Edições Sílabo,
2008.

· MIGUEL, A.S.S.R, Manual de Higiene e Segurança no Trabalho, 10ª Edição, Porto


Editora, 2007.

· COMISSÃO DO LIVRO BRANCO DOS SERVIÇOS DE PREVENÇÃO, Livro


branco dos serviços de prevenção das empresas, 2ºEdição, IDICT, 2001.

· Manual de Segurança e Higiene e Saúde do trabalho, para a indústria da fileira de


madeira, AIMMP.

· Manual dos formadores da Pós-graduação em TSHST - SGS

· http://monographs.iarc.fr/ENG/Monographs/vol62/mono62-6.pdf 06/06/09

· http://www.hse.gov.uk/

· http://www.osha.gov/SLTC/etools/woodworking/production.html

· http://www.travail-et-securite.fr/

· http://www.hse.gov.uk/woodworking/casestudies.htm

· http://www.srrh-recursoshumanos.pt/drt.html

· http://osha.europa.eu/pt

· http://www.act.gov.pt/

· http://www.cesit.pt

· http://www.ine.pt

· http://www.maiadigital.com

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9. ANEXOS

9.1 PRINCIPAIS DIPLOMAS LEGAIS SOBRE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE DO TRABALHO

9.1.1 Substâncias perigosas

9.1.1.1 Classificação

Decreto-Lei n.º 82/95: Transpõe para a ordem jurídica interna várias directivas que alteram
a Directiva n.º 67/548/CEE, do Conselho, de 27 de Julho, relativa à aproximação das
disposições legislativas, regulamentares e administrativas respeitantes à classificação,
embalagem e rotulagem de substâncias perigosas.

Portaria n.º 732-A/96: Aprova o Regulamento para a Notificação de Substâncias Químicas e


para a Classificação, Embalagem e Rotulagem de Substâncias Perigosas
Decreto-Lei n.º 330-A/98: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º
94/69/CE, da Comissão, de 19 de Dezembro, a Directiva n.º 96/54/CE, da Comissão, de
30 de Julho, e a Directiva n.º 96/56/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de
Setembro, que alteraram e adaptaram ao progresso técnico a Directiva n.º 67/548/CEE, do
Conselho, de 27 de Julho, relativa à aproximação das disposições legislativas,
regulamentares e administrativas respeitantes à classificação, embalagem e rotulagem das
substâncias perigosas.

Decreto-Lei nº 209/99: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 97/69/CE, de 5


de Dezembro, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e
administrativas respeitantes à classificação, embalagem e rotulagem de substâncias perigosas.

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9.1.1.2 Substâncias Perigosas

Decreto-Lei n.º 123/2004: Transpõe para a ordem jurídica nacional as Directivas n.º
2003/11/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Fevereiro, 2003/34/CE, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Maio, e 2003/36/CE, do Parlamento
Europeu e do Conselho, de 26 de Maio, relativas à limitação da colocação no mercado e da
utilização de algumas substâncias e preparações perigosas, e altera o Decreto-Lei n.º
264/98, de 19 de Agosto.

Decreto-Lei n.º 221/88: Limita a comercialização e a utilização de algumas substâncias


perigosas e revoga o Decreto-Lei n.º 378/76, de 20 de Maio.

Decreto-Lei n.º 47/90: Limita o uso e comercialização de diversas substâncias e preparações


perigosas.
Decreto-Lei n.º 28/87: Limita a comercialização e a utilização do amianto e dos produtos
que o contenham.

Decreto-Lei n.º 124/88: Medidas relativas à notificação de substâncias químicas e


classificações, embalagem e rotulagem de substâncias perigosas.

Decreto-Lei n.º 138/88: Estabelece a proibição da comercialização e da utilização de


produtos contendo fibras de amianto.

Decreto-Lei n.º 54/93: Estabelece limitações à comercialização e uso de determinadas


substâncias perigosas.

Decreto-Lei n.º 232/94: Transpõe para a ordem jurídica interna as Directivas n.os
91/173/CEE, do Conselho, de 21 de Março, e 91/338/CEE, do Conselho, de 18 de
Junho, que estabelecem limitações à comercialização e utilização de substâncias e
preparações perigosas.

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Portaria n.º 968/94: Estabelece as normas técnicas necessárias ao cumprimento do
Decreto-Lei n.º 232/94, de 14 de Setembro, que transpõe para a ordem jurídica interna as
Directivas n. º s 91/173/CEE, de 21 de Março, e 91/338/CEE e 91/339/CEE do
Conselho, de 18 de Junho, que estabelecem limitações à comercialização e utilização de
substâncias e preparações perigosas.

Decreto-Lei n.º 228/94: Altera o Decreto-Lei n.º 28/87, de 14 de Janeiro (limita a


comercialização e a utilização do amianto e dos produtos que o contenham).

Decreto-Lei n. 264/98: Transpõe para a ordem jurídica as Directivas n. 94/60/CE,


96/55/CE, 97/10/CE e 97/16/CE, que estabeleceram limitações à comercialização e
utilização de determinadas substâncias perigosas.

9.1.1.3 Preparações perigosas - Preparação

Decreto-Lei n.º 120/92: Estabelece os princípios relativos à classificação, embalagem e


rotulagem de preparações perigosas e sua colocação no mercado.

Portaria n.º 1164/92: Regulamenta a classificação, embalagem e rotulagem das preparações


perigosas.
Portaria n.º 396/94: Altera a Portaria n.º 1164/92, de 18 de Dezembro (regulamenta a
classificação, embalagem e rotulagem das preparações perigosas).

Portaria n.º 1152/97: Aprova o novo Regulamento para a Classificação, Embalagem e


Rotulagem das Preparações Perigosas. Revoga as Portarias n. 1164/92 e 396/94,
respectivamente de 18 de Dezembro e 21 de Junho.

9.1.1.4 Fichas de segurança

Decreto-Lei n.º 120/92: Estabelece os princípios relativos à classificação, embalagem e


rotulagem de preparações perigosas e sua colocação no mercado.

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Portaria n.º 1164/92: Regulamenta a classificação, embalagem e rotulagem das preparações
perigosas.
Portaria n.º 396/94: Altera a Portaria n.º 1164/92, de 18 de Dezembro (regulamenta a
classificação, embalagem e rotulagem das preparações perigosas).

Decreto-Lei n.º 82/95: Transpõe para a ordem jurídica interna várias directivas que alteram
a Directiva n.º 67/548/CEE, do Conselho, de 27 de Julho, relativa à aproximação das
disposições legislativas, regulamentares e administrativas respeitantes à classificação,
embalagem e rotulagem de substâncias perigosas.

Portaria n.º 732-A/96: Aprova o Regulamento para a Notificação de Substâncias Químicas e


para a Classificação, Embalagem e Rotulagem de Substâncias Perigosas.

9.1.1.5 Avaliação de novas substâncias

Decreto-Lei n.º 82/95: Transpõe para a ordem jurídica interna várias directivas que alteram
a Directiva n.º 67/548/CEE, do Conselho, de 27 de Julho, relativa à aproximação das
disposições legislativas, regulamentares e administrativas respeitantes à classificação,
embalagem e rotulagem de substâncias perigosas.

Portaria n.º 732-A/96: Aprova o Regulamento para a Notificação de Substâncias Químicas e


para a Classificação, Embalagem e Rotulagem de Substâncias Perigosas.

9.1.2 Agentes Químicos

9.1.2.1 Cloreto de Vinilo Monómero

Decreto-Lei n.º 273/89: Aprova o regime de protecção da saúde dos trabalhadores contra
os riscos da exposição ao cloreto de vinilo monómero nos locais de trabalho.

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Decreto-Lei n.º 47/90: Limita o uso e comercialização de diversas substâncias e preparações
perigosas.

9.1.2.2 Exposição a agentes químicos

Portaria n.º 702/80: Aprova o Regulamento Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos
Estabelecimentos Industriais.

Decreto-Lei n.º 479/85: Fixa as substâncias, os agentes e os processos industriais que


comportam risco cancerígeno, efectivo ou potencial, para os trabalhadores
profissionalmente expostos.

Decreto-Lei nº 290/2001: Estabelece o enquadramento e regulamentação relativa às


prescrições mínimas de protecção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos
da exposição a agentes químicos durante o trabalho.

Lei nº113/99: Regulamenta as medidas especiais de prevenção e protecção da saúde dos


trabalhadores contra riscos de exposição a algumas substâncias químicas.

9.1.2.3 Chumbo metálico e seus compostos iónicos

Decreto-Lei n.º 274/89: Estabelece diversas medidas de protecção da saúde dos


trabalhadores contra os riscos de exposição ao chumbo.

9.1.2.4 Amianto

Decreto-Lei n.º 284/89: Aprova o regime de protecção da saúde dos trabalhadores contra
os riscos de exposição ao amianto nos locais de trabalho.

Portaria n.º 1057/89: Regulamenta o Decreto-Lei n.º 284/89, de 24 de Agosto, relativo ao


regime de protecção da saúde dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto.

Decreto-Lei n.º 389/93: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º
91/382/CEE, do Conselho, de 25 de Junho, que altera a Directiva n.º 83/477/CEE, do
Conselho, de 19 de Setembro, relativa à protecção sanitária dos trabalhadores expostos ao

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amianto durante o trabalho. Altera o Decreto-Lei n.º 284/89, de 24 de Agosto (aprova o
regime de protecção da saúde dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto
nos locais de trabalho).

Decreto-Lei n.º 28/87: Limita a comercialização e a utilização do amianto e dos produtos


que o contenham.

Decreto-Lei n.º 138/88: Altera o Decreto-Lei n.º 28/87.

Decreto-Lei nº 228/94: Altera o Decreto-Lei n.º 28/87.

Decreto do Presidente da República n.º 57/98: Ratifica a Convenção n.º 162 da OIT, sobre
segurança na utilização de amianto.

Resolução da Assembleia da República n.º 64/98: Aprova, para ratificação, a Convenção n.º
162 da OIT, sobre a segurança na utilização do amianto.

9.1.2.5 Interdição

Decreto-Lei n.º 275/91: Regulamenta as medidas especiais de prevenção e protecção da


saúde dos trabalhadores contra os riscos de exposição a algumas substâncias químicas.

9.1.2.6 Agentes cancerígenos

Decreto-Lei n.º 390/93: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º
90/394/CEE, do Conselho, de 28 de Junho, que estabelece as prescrições mínimas de
segurança e saúde relativas à protecção dos trabalhadores expostos a agentes cancerígenos.

Decreto do Presidente da República n.º 61/98: Ratifica a Convenção n.º 139 da


Organização Internacional do Trabalho, sobre a prevenção e o controlo dos riscos
profissionais causados por substâncias e agentes cancerígenos.

Resolução da Assembleia da República n.º 67/98: Aprova, para ratificação, a Convenção n.º
139 da OIT, sobre a prevenção e controlo dos riscos profissionais causados por substâncias e
agentes cancerígenos.

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Decreto-Lei nº 301/2000: Estabelece o enquadramento e regulamentação relativa à
protecção dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes cancerígenos ou
mutagénicos durante o trabalho.

9.1.3 Agentes Físicos

9.1.3.1 Exposição dos trabalhadores

Decreto - Lei n.º 292/2000: Aprova o regulamento geral de ruído.

Portaria n.º 702/80: Aprova o Regulamento Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos
Estabelecimentos Industriais.

Decreto-Lei n.º 479/85: Fixa as substâncias, os agentes e os processos industriais que


comportam risco cancerígeno, efectivo ou potencial, para os trabalhadores
profissionalmente expostos.

Decreto-Lei n.º 72/92: Protecção dos trabalhadores contra os riscos devidos à exposição ao
ruído durante o trabalho.

Decreto Regulamentar n.º 9/92: Regulamenta o Decreto-Lei n.º 72/92, de 28 de Abril


(protecção dos trabalhadores contra os riscos devidos à exposição ao ruído durante o
trabalho).

9.1.4 Agentes Biológicos

9.1.4.1 Exposição dos trabalhadores

Portaria n.º 702/80: Aprova o Regulamento Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos
Estabelecimentos Industriais.

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Decreto-Lei n.º 479/85: Fixa as substâncias, os agentes e os processos industriais que
comportam risco cancerígeno, efectivo ou potencial, para os trabalhadores
profissionalmente expostos.

Decreto-Lei n. 84/97: Transpõe para a ordem jurídica interna as Directivas do Conselho n.


90/679/CEE, de 26 de Novembro, e 93/88/CEE, de 12 de Outubro, e a Directiva n.
95/30/CE, da Comissão, de 30 de Junho, relativas à protecção da segurança e saúde dos
trabalhadores contra os riscos resultantes da exposição a agentes biológicos durante o
trabalho.

Portaria n.º 405/98: Aprova a classificação dos agentes biológicos.


Portaria 1036/98: Altera a lista dos agentes biológicos classificados para efeitos da
prevenção de riscos profissionais, aprovada pela Portaria n.º 405/98, de 11 de Julho.

9.1.4.2 Protecção dos trabalhadores

Decreto-Lei n. 84/97: Transpõe para a ordem jurídica interna as Directivas do Conselho n.


90/679/CEE, de 26 de Novembro, e 93/88/CEE, de 12 de Outubro, e a Directiva n.
95/30/CE, da Comissão, de 30 de Junho, relativas à protecção da segurança e saúde dos
trabalhadores contra os riscos resultantes da exposição a agentes biológicos durante o
trabalho.

9.1.4.3 Tempo de trabalho

Decreto-Lei n. 73/98: Altera a redacção do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto-Lei n. 118/96,


de 7 de Agosto, que estabelece os princípios a que fica sujeito o funcionamento da comissão
de acompanhamento da obra do novo atravessamento rodoviário do Tejo em Lisboa.

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9.1.5 Ruído

Decreto-Lei n.º 9/2007: Aprova o Regulamento Geral do Ruído e revoga o regime legal da
poluição sonora, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 292/2000, de 14 de Novembro.

Decreto-Lei n.º 182/2006: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º
2003/10/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Fevereiro, relativa às
prescrições mínimas de segurança e de saúde em matéria de exposição dos trabalhadores aos
riscos devidos aos agentes físicos (ruído) - São revogados o Decreto-Lei n.º 72/92 e Decreto
Regulamentar n.º 9/92.

Portaria n.º 879/90: Estabelece disposições legais sobre a poluição sonora emitida por
diversas actividades.

Decreto-Lei n.º 251/87: Aprova o Regulamento Geral sobre o Ruído.

Decreto-Lei n.º 259/2002: Altera o Decreto-Lei n.º 292/2000, de 14 de Novembro, que


aprova o Regulamento Geral do Ruído.

Decreto-Lei n.º 292/89: Altera algumas disposições do Regulamento Geral sobre o Ruído,
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 251/87, de 24 de Junho.

Decreto-Lei n.º 292/2000: Aprova o Regulamento Geral do Ruído.

Decreto-Lei n.º 49/2001: Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 99/101/CE, da
Comissão, de 15 de Dezembro, e vem regulamentar o n.º 3 do artigo 114.º do Código da
Estrada, aprovando o Regulamento Respeitante ao Nível Sonoro Admissível e ao Dispositivo
de Escape dos Automóveis.

Decreto-Lei n.º 72/92: Protecção dos trabalhadores contra os riscos devidos à exposição ao
ruído durante o trabalho.

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Decreto Regulamentar n.º 9/92: Regulamenta o Decreto-Lei n.º 72/92, de 28 de Abril
(protecção dos trabalhadores contra os riscos devidos à exposição ao ruído durante o
trabalho).

Decreto-Lei n.º 129/2002: Aprova o Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios.

Decreto-Lei n.º 76/2002: Aprova o Regulamento das Emissões Sonoras para o Ambiente do
Equipamento para Utilização no Exterior, transpondo para o ordenamento jurídico interno a
Directiva n.º 2000/14/CEE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de Maio.

Portaria n.º 1069/89: Aprova o Regulamento do Controlo Metrológico dos Sonómetros.

9.1.6 Segurança contra incêndios

Decreto-Lei n.º 370/99: Aprova o regime jurídico da instalação dos estabelecimentos que
vendem produtos alimentares e de alguns estabelecimentos de comércio não alimentar e de
serviços que podem envolver riscos para a saúde e segurança das pessoas.

Decreto Regulamentar n.º 10/2001: Aprova o Regulamento das Condições Técnicas e de


Segurança dos Estádios.

Decreto-Lei n.º 368/99: Aprova o regime de protecção contra riscos de incêndio em


estabelecimentos comerciais. Revoga o Decreto-Lei n.º 61/90, de 15 de Fevereiro.

Decreto-Lei n.º 409/98: Aprova o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Edifícios


de Tipo Hospitalar.

Decreto-Lei n.º 410/98: Aprova o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Edifícios


de Tipo Administrativo.

Decreto-Lei n.º 414/98: Aprova o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Edifícios


Escolares.

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Decreto-Lei n.º 66/95: Aprova o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Parques de
Estacionamento Cobertos.

Portaria n.º 1063/97: Aprova as medidas de segurança contra riscos de incêndio aplicáveis
na construção, instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos e dos
estabelecimentos de restauração e de bebidas.

Portaria n.º 1275/2002: Aprova as normas de segurança contra incêndio a observar na


exploração de estabelecimentos de tipo hospitalar.

Portaria n.º 1276/2002: Aprova as normas de segurança contra incêndio a observar na


exploração de estabelecimentos de tipo administrativo.

Portaria n.º 1299/2001: Aprova as medidas de segurança contra riscos de incêndio a


observar nos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços com área inferior a 300
m2.

Portaria n.º 1457/95: Aprova as medidas de segurança contra riscos de incêndio aplicáveis
na construção, instalação e funcionamento dos empreendimentos turísticos.

Portaria nº 1444/2002: Aprova as normas de segurança contra incêndio a observar na


exploração de estabelecimentos escolares.

Resolução do Conselho de Ministros nº 31/89: Aprovou o Regulamento de Segurança


contra Incêndio em Edifícios de Administração Pública.

Decreto-Lei nº 426/89: Aprovou o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Centros


Urbanos Antigos.

Resolução do Conselho de Ministros nº 105/2004: Aprova o Plano Nacional de Acção para a


Prevenção.

Decreto-Lei nº 49/2003: Cria o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e


extingue o Serviço Nacional de Bombeiros e o Serviço Nacional de Protecção Civil.

Portaria nº 449/2001: Cria o Sistema de Socorro e Luta contra Incêndios (SSLI).

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Decreto Regulamentar nº 23/95: Aprova o Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e
Prediais de Distribuição de Águas e de Drenagem de Águas Residuais.

Decreto-Lei nº 64/90: Aprova o Regulamento de Segurança contra Incêndio em Edifícios de


Habitação (revoga, para edifícios de habitação, o capítulo III do título V do Regulamento
Geral das Edificações Urbanas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 38382, de 7 de Agosto de
1951).

Decreto Regulamentar nº 8/89: Aprova o Regulamento de Segurança contra Incêndios dos


empreendimentos turísticos.

9.1.6 Riscos eléctricos

Decreto-Regulamentar nº56/85: Aprovou o Regulamento de Segurança das Subestações e


Postos de Transformação.

Decreto-Regulamentar nº14/77: Aprovou o Regulamento de Segurança das Subestações e


Postos de Transformação.

Decreto-Lei n.º 740/74: Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia


Eléctrica e o Regulamento de Segurança de Instalações Colectivas de Edifícios e Entradas.

Decreto-Lei n.º 303/76: Altera o Decreto-Lei n.º 740/74

Decreto-Lei n.º 77/90: Altera o Decreto-Lei n.º 740/74.

Decreto-Lei n.º 117/88: Fixa os objectivos e condições de segurança a que deve obedecer
todo o equipamento eléctrico destinado a ser utilizado em instalações cuja tensão nominal
esteja compreendida entre 50 V e 1000 V em corrente alternada ou entre 75 V e 1500 V em
corrente contínua.

Decreto-Lei n.º 139/95: Altera o Decreto-Lei n.º 117/88.

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Decreto-Regulamentar n.º 90/84: Aprova o Regulamento de Segurança das Linhas
Eléctricas de baixa Tensão.

9.1.7 Vibrações

Decreto-Lei n.º 46/2006: Transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º
2002/44/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Junho, relativa às
prescrições mínimas de protecção da saúde e segurança dos trabalhadores em caso de
exposição aos riscos devidos a agentes físicos (vibrações).

9.1.8 Movimentação de materiais

Decreto-Lei n.º 330/93: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º
90/269/CEE, do Conselho, de 29 de Maio, relativa às prescrições mínimas de segurança e
de saúde na movimentação manual de cargas.

Decreto-Lei n.º 273/91: Procedimentos a que estão obrigados os fabricantes de cabos


metálicos, correntes de varão redondo de aço e ganchos, destinados a operações de elevação
e movimentação. Transpõe a Directiva n.º 73/361/CEE alterada pela Directiva n.º
76/434/CEE.

Decreto-Lei n.º 286/91: Estabelece as prescrições técnicas de construção, verificação e


funcionamento a que devem obedecer os aparelhos de elevação e movimentação. Transpõe a
Directiva n.º 84/528/CEE.

Portaria n.º 1214/91: Aplica-se aos carros automotores para movimentação de cargas cuja
capacidade não exceda 10000 kg e cujo esforço à barra, no caso de tractores, seja inferior a
20000 N.

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Decreto-Lei n.º 295/98: Estabelece os princípios gerais de segurança relativos aos
ascensores e respectivos componentes, transpondo para o direito interno a Directiva n.º
95/16/CEE.

Lei nº 113/99: O artigo 6º da Lei nº 113/99 de 03 de Agosto altera o artigo 10º do


Decreto-Lei nº 330/93 de 25 de Setembro, relativo à protecção da segurança e saúde dos
trabalhadores na movimentação manual de cargas.

Decreto-Lei nº 313/2002: Estabelece o regime jurídico aplicável à construção, colocação


em serviço e exploração das instalações por cabo para o transporte de pessoas, transpondo
para a ordem jurídica portuguesa a Directiva n.º 2000/9/CE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 20 de Março.

Decreto-lei nº 432/99: Fixa os padrões de emissão e os processos de homologação dos


motores a instalar em máquinas móveis não rodoviárias.
Obs. Aplicável a gruas, carros empilhadores, tractores de lagartas, entre outros.

Decreto-Lei nº 378/93: Estabelece o regime aplicável à concepção e fabrico de máquinas,


visando a protecção da saúde e segurança dos utilizadores e de terceiros.

Portaria nº 1209/91: Regulamenta o Decreto-Lei nº 273/91, de 7 de Agosto, na parte


respeitante aos cabos metálicos, correntes de varão redondo de aço e ganchos, destinados a
operações de elevação e movimentação.

Portaria nº 376/91: Aprova como Regulamento de Segurança de Ascensores Eléctricos


(RSAE) a norma NP-3163/1 (1988).

Decreto-Lei nº 110/91: Estabelece diversas normas relativas a vistorias, revistorias,


inspecções e reinspecções periódicas de elevadores. Revoga diversas normas do Decreto-Lei
nº 131/87, de 17 de Março, e do Decreto nº 513/70, de 30 de Outubro.

Decreto-Lei nº 131/87: Aprova o Regulamento do Exercício da Actividade das Associações


Inspectoras de Elevadores (AIE). Revoga o nº 7 do artigo 41º do Regulamento de Licenças

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para Instalações Eléctricas, aprovado pelo Decreto-Lei nº 26852 de 30 de Julho de 1936, e
alterado pelo Decreto-Lei nº 446/76 de 05 de Junho.

9.1.9 Enquadramento jurídico da SHST

Ratificação por parte de Portugal da convenção n.º 155 da OIT.

Decreto Lei n.º 441/91: Tranposição para o direito interno da Directiva n.º 89/391/CEE.

Decreto Lei n.º 133/99: Introduz nova redação ao DL 441/91.

Decreto Lei n.º 448/99: Define as formas de aplicação do DL n.º 441/91 à Administração
pública.

Lei n.º 35/2004: Regulamenta a Lei n.º 99/2003 de 27 de Agosto que aprovou o Código do
Trabalho. A matéria que regula a matéria de SHST vem regulada nos artigos 211º a 289º da
Lei n. 35/2004 de 29 de Julho de 2004.

Lei n.º 99/2003: Aprova o Código do Trabalho. Obs. As matérias relacionadas com a
Segurança e Saúde no Trabalho, encontram-se reguladas, em especial, nos artigos 272º a
280º. É dever do trabalhador cooperar, na empresa, estabelecimento ou serviço, para a
melhoria do sistema de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, nomeadamente por
intermédio dos representantes dos trabalhadores eleitos para esse fim ( artigo 121º alínea h))
e cumprir as prescrições de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho estabelecidas nas
disposições legais ou convencionais aplicáveis, bem como as ordens dadas pelo empregador
(artigo 121º alínea i)). È dever do empregador adoptar, no que se refere à Higiene,
Segurança e Saúde no Trabalho, as medidas que decorram, para a empresa, estabelecimento
ou actividade, da aplicação das prescrições legais e convencionais vigentes.

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Decreto-Lei n.º 245/2001: Reestrutura o Conselho Nacional de Higiene e Segurança no
Trabalho, criado pela Resolução do Conselho de Ministros nº 204/82 de 16 de Novembro,
revendo as suas atribuições, composição e estrutura, tendo em vista a sua reactivação.

Decreto-Lei n.º 429/99: Cria o Programa Trabalho Seguro e regula os termos da redução da
taxa contributiva a aplicar às pequenas e médias empresas, face às boas práticas prosseguidas
pelas mesmas, em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho.

Lei n.º 118/99: Desenvolve e concretiza o regime geral das contra-ordenações laborais,
através da tipificação e classificação das contra-ordenações correspondentes à violação dos
diplomas reguladores do regime geral dos contratos de trabalho. Adita o artigo 24º-A ao
Decreto-Lei 441/99 de 14 de Novembro, sobre princípios de promoção de segurança,
higiene e saúde no trabalho.

Decreto do Governo n.º 1/85: Aprova, para ratificação, a Convenção n.º 155, relativa à
segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho, adoptada pela Conferência
Internacional do Trabalho na sua 67.ª sessão.

9.1.10 Administração Pública

Lei n.º 35/2004: Regulamenta a Lei nº 99/2003 de 27 de Agosto, que aprovou o Código do
Trabalho, regime de trabalho especial na Administração Pública – artigo 110º a 113º.

Despacho n.º 18754/2003 (2ª série): Aprova o Regulamento do Programa de Apoio a


Projectos do Movimento Associativo em Matéria de Segurança, Higiene e Saúde no
Trabalho.

Despacho n.º 18194/2003: Cria um grupo de trabalho para, num prazo de 60 dias,
apresentar uma proposta actualizada para instalação de um Serviço Comum de Segurança e
Saúde no Trabalho, no âmbito do Ministério da Segurança Social e do Trabalho, tendo por
base a solução preconizada nos estudos precedentes.

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Decreto-Lei n.º 107/2000: Altera a composição do Conselho de Saúde e Segurança no
Trabalho para a Administração Pública, criado pelo Decreto-Lei n.º 83/98, de 3 de Abril, e
fixa o modo de remunerar os membros das respectivas comissões técnicas.

Decreto-Lei nº 503/99: Aprova o novo regime jurídico dos acidentes em serviço e das
doenças profissionais no âmbito da Administração Pública.

Decreto-Lei n.º 488/99: Define as formas de aplicação do regime jurídico de segurança,


higiene e saúde no trabalho à Administração Pública e revoga o Decreto-lei nº 191/95 de 28
de Julho.

Decreto-Lei n.º 83/98: Cria o Conselho de Saúde e Segurança no Trabalho na


Administração Pública.

Decreto-Lei n.º 194/96: Revoga o Decreto-Lei n.º 135/85, de 3 de Maio, e regulamenta as


últimas alterações à lei da maternidade e da paternidade introduzidas na Lei n.º 4/84, de 5
de Abril, pela Lei n.º 17/95, de 9 de Junho (regulamenta a Lei nº 4/84 de 5 de Abril, na
redacção que lhe foi dada pela Lei nº 17/95, de 9 de Julho, na parte em que é aplicável aos
trabalhadores da administração pública).

Resolução do Conselho de ministros n.º 31/89: Aprova um conjunto de medidas cautelares


mínimas contra riscos de incêndio a aplicar aos locais o seus acessos integrados em edifícios
onde estejam instalados serviços públicos da administração central, regional a local,
instituições de interesse público e entidades tuteladas pelo Estado.

Decreto-Lei n.º 426/88: Disciplina o regime de igualdade de tratamento no trabalho entre


homens e mulheres no âmbito da Administração Pública.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/88: Estabelece medidas relativas à


implementação do Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho nos
Estabelecimentos Comerciais, de Escritório e Serviços nos serviços da Administração
Pública, aprovado pelo Decreto-Lei nº 243/86 de 20 de Agosto.

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9.1.11 Organização das actividades de SHST

Decreto-Lei n.º 26/94: Estabelece o regime jurídico de organização e funcionamento das


actividades de segurança, higiene e saúde no trabalho previstas no artigo 13.º do Decreto-Lei
n.º 441/91 de 14 de Novembro.

Lei n.º 7/95: Introduz nova redacção ao DL n.º 26/94 de 01 de Fevereiro.

Decreto-Lei n.º 109/2000: Republica o Decreto-Lei n.º 26/94, de 1 de Fevereiro, com a


redacção dada pelas Leis n.os 7/95, de 29 de Março, e 118/99, de 11 de Agosto.

Decreto-Lei n.º 110/2000: O presente diploma estabelece as condições de acesso e de


exercício das profissões de técnico superior de segurança e higiene do trabalho e de técnico
de segurança e higiene do trabalho, bem como as normas específicas de emissão de
certificados de aptidão profissional e as condições de homologação dos respectivos cursos de
formação profissional.

Lei n.º 14/2001: Primeira alteração, por apreciação parlamentar, do artigo 20.º do
Decreto-Lei n.º 110/2000, de 30 de Junho estabelece as condições de acesso e de exercício
das profissões de técnico superior de segurança e higiene do trabalho e de técnico de
segurança e higiene.

Portaria n.º 137/2001: Concretiza as taxas dos actos relativos aos procedimentos de
certificação, bem como dos de realização de auditorias, remetendo para diploma
regulamentar a fixação do seu montante.

Resolução da Assembleia da República n.º 44/2001: Institui o Dia Nacional de Prevenção e


Segurança no Trabalho.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 42/2001: Estabelece um plano de acção para a


prevenção - PNAP.

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Decreto-Lei n.º 29/2002: O presente diploma cria o Programa de Adaptação dos Serviços
de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, previstos no Decreto-Lei n.º 26/94, de 1 de
Fevereiro, alterado pelas Leis n.os 7/95, de 29 de Março, e 118/99, de 11 de Agosto, e
pelo Decreto-Lei n.º 109/2000, de 30 de Junho, adiante designado por Programa, e define
o respectivo regime jurídico.

Portaria n.º 1009/2002: Estabelece taxas relativas á autorização e à avaliação da capacidade


de serviços externos de SHST e HST.

Portaria n.º 1031/2002: Aprova o modelo de ficha de aptidão.

Portaria n.º 1184/2002: Aprova o modelo de relatório anual da actividade dos serviços de
segurança, higiene e saúde no trabalho.

Portaria n.º 467/2002: Regula a instrução do requerimento de autorização de serviços


externos ou de alteração da autorização, vistoria prévia e os parâmetros a ter em conta na
decisão, de acordo com o regime legal de organização e funcionamento das actividades de
SHST.

Decreto Legislativo Regional n.º 11/2003/M: Adapta à Região Autónoma da Madeira o


Decreto-Lei n.º 110/2000, de 30 de Junho, que estabelece as condições de acesso e de
exercício das profissões de técnico superior de segurança e higiene do trabalho e de técnico
de segurança e higiene do trabalho.

Decreto Legislativo Regional n.º 14/2003/M: Adapta à Região Autónoma da Madeira o


Decreto-Lei n.º 109/2000, de 30 de Junho, que define o regime de organização e
funcionamento das actividades de segurança, higiene e saúde no trabalho.

Decreto-Lei n.º 488/99: Estabelece as regras jurídicas de enquadramento da segurança,


higiene e saúde no trabalho na Administração Pública. Define as formas de aplicação do
Decreto-Lei n.º 441/91, de 14 de Novembro.

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Portaria n.º 1179/95, alterada pela Portaria n.º 53/96: Aprova o modelo da ficha de
notificação da modalidade adoptada pela empresa para a organização dos serviços de
segurança, higiene e saúde no trabalho.

Lei n.º35/2004: Regulamenta e Lei nº 99/2003, de 27 de Agosto que aprovou o Código do


Trabalho. As matérias relacionadas com a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho
encontram-se reguladas em especial nos artigos 211º a 263º. Organização dos representantes
dos trabalhadores para segurança, higiene e saúde no trabalho (artigo 246º-289º), publicada
no Diário da República: I série A; Nº177. 2004-07-29, p. 4810-4885.

Resolução do Conselho de Ministros nº105/2004: Aprova o Plano Nacional de Acção para a


Prevenção, publicada no Diário da República: Nº 171 Série I-B de 2004-07-22. P. 4574-
4581.

Lei nº99/2003: Aprova o novo Código do Trabalho. As matérias relacionadas com a


Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho encontram-se reguladas em especial nos artigos
272º a 280º.

Despacho conjunto nº 744/2003: Prorrogação do prazo do artigo 26º número 1 do


Decreto-Lei 26/94.

Portaria 137/2001: Fixa o montante das taxas devidas pelos actos relativos aos
procedimentos e certificação, bem como dos de realização de auditorias, a realizar pelos
Técnicos Superiores de segurança e higiene do trabalho, publicada no Diário da República.

Lei nº 118/99: Desenvolve e concretiza o regime geral das contra-ordenações laborais


através da tipificação e classificação das contra-ordenações correspondentes à violação dos
diplomas reguladores do regime geral dos contratos de trabalho. Artigo nº 25 - altera o
artigo28º do Decreto-Lei nº 26/94 de 01 de Fevereiro, na redacção dada pela Lei nº 7/95
de 29 de Fevereiro, sobre o regime de organização e funcionamento dos serviços de
segurança, higiene e saúde no trabalho.

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9.1.12 Prescrições nos locais de trabalho

Portaria n.º 37/2007: Aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição
involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a
dependência e a cessação do seu consumo.

Portaria n.º 53/71: Regulamento Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos


Estabelecimentos Industriais.

Portaria n.º 702/80: Introduz alterações à portaria n.º 53/71 de 03 de Fevereiro.

Decreto-Lei n.º 243/86: Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho nos


Estabelecimentos Comerciais, de Escritório e Serviços.

Portaria n.º 186/73: Regulamento o trabalho feminino nomeadamente a nível de trabalhos


condicionados.
Decreto-Lei n.º 347/93: estabelece prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais de
trabalho.
Decreto-Lei n.º 349/93: estabelece as prescrições mínimas de segurança e de saúde
respeitantes ao trabalho com equipamentos dotados de visor.

Portaria n.º 987/93: regulamenta o DL n.º 347/93.

Portaria n.º 989/93: regulamento o DL n.º 349/93 de 01 de Outubro.

Portaria n.º 197/96: regula as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e
postos de trabalho das indústrias extractivas por perfuração.

Portaria n.º 198/96: regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais
e postos de trabalho das indústrias extractivas a céu aberto ou subterrâneas.

Portaria n.º 229/96: Concretiza a protecção da segurança e da saúde das trabalhadores


grávidas puérperas e lactante.

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Lei 22/82: Prevenção do Tabagismo.

Decreto-lei n.º 226/83: regulamenta a Lei n.º 22/82, de 17 de Agosto, sobre prevenção do
tabagismo e cria o Conselho de prevenção do Tabagismo (CPT).

Decreto-lei n.º 393/88: altera algumas disposições do Decreto-lei n.º 226/83, de 27 de


Maio (prevenção do tabagismo) e revoga o decreto-lei 333/85, de 20 de Maio.

9.1.13 Acidentes de Trabalho (sector privado e sector público)

Decreto-Lei n.º 248/99: Procede à reformulação e aperfeiçoamento global da


regulamentação das doenças profissionais em conformidade com o novo regime jurídico
aprovado pela Lei n.º 100/97, de 13 de Setembro, e no desenvolvimento do regime
previsto na Lei n.º 28/84, de 14 de Agosto.

Decreto-Lei n.º 341/93: Aprova a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de


Trabalho e Doenças Profissionais.

Decreto-Lei n.º 360/97: Procede à definição do sistema de verificação de incapacidades


(SVI), no âmbito da segurança social.

Decreto-Lei n.º 382-A/99: Altera para 1 de Janeiro de 2000 as datas de entrada em vigor
dos Decretos-Leis n.os 142/99 e 143/99, de 30 de Abril, e do Decreto-Lei n.º 159/99, de
11 de Maio.

Decreto-Lei n.º 503/99: Aprova o novo regime jurídico dos acidentes em serviço e das
doenças profissionais no âmbito da Administração Pública.

Decreto-Regulamentar n.º 12/80: Procede à revisão da lista das doenças profissionais


actualmente em vigor.

Decreto-Regulamentar n.º 33/93: Altera a constituição, competências e funcionamento da


Comissão Nacional de Revisão da Lista das Doenças Profissionais.

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Decreto-Regulamentar n.º 5/2001: Regulamenta a composição, a competência e o


funcionamento da Comissão Nacional de Revisão da Lista das Doenças Profissionais.

Decreto-Regulamentar n.º 6/2001: Aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo


índice codificado.

Decreto-Lei n.º 2/82: Determina a obrigatoriedade da participação de todos os casos de


doença profissional à Caixa Nacional de Seguros de Doenças Profissionais.

Lei n.º 100/97: Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e das doenças
profissionais.

Portaria n.º 1269/2001: Aprova o cartão de pensionista e o cartão de beneficiário por


doença profissional.

Portaria n.º 11/2000: Aprova as bases técnicas aplicáveis ao cálculo do capital de remição
das pensões de acidentes de trabalho e aos valores de caucionamento das pensões de
acidentes de trabalho a que as entidades empregadoras tenham sido condenadas ou a que se
tenham obrigado por acordo homologado.

Portaria n.º 1106-A/99: Fixa para o ano 2000 as percentagens referidas nas alíneas a) e b) do
n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 142/99, de 30 de Abril.

Portaria n.º 137/94: Aprova o modelo de participação de acidente de trabalho e o mapa de


encerramento de processo de acidente de trabalho.

Portaria n.º 65/2002: Fixa em 0,15% sobre os salários seguros relativamente ao ano 2002 a
percentagem referida na alínea a) do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 142/99, de 30
de Abril.

Portaria n.º 770/81: Fixa em 0,5% a taxa das contribuições devidas pelas entidades
patronais e destinadas ao financiamento da cobertura do risco de doença profissional.

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Decreto-Lei n.º 143/99: Regulamenta a Lei n.º 100/97, de 13 de Setembro, no que
respeita à reparação de danos emergentes de acidentes de trabalho.

Decreto-Lei n.º 142/99: Cria o Fundo de Acidentes de Trabalho previsto no artigo 39.º da
Lei n.º 100/97, de 13 de Setembro.

Decreto-Lei n.º 159/99: Regulamenta o seguro de acidentes de trabalho para os


trabalhadores independentes.

Decreto-Lei n.º 362/93: Regula a informação estatística sobre acidentes de trabalho e


doenças profissionais.

Portaria n.º 1071/98: Aprova a tabela das doenças de declaração obrigatória, ordenada de
acordo com o Código da 10ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Decreto-Lei n.º 77/2001: Suspende a aplicação do regime previsto nos nºs 2 e 3 do art. 6º
do Decreto-Lei Nº 503/99, de 20/11.

Decreto-Lei n.º 23/2002: Continua suspensa a aplicação do regime previsto nos nºs 2 e 3 do
art. 6º, sendo repristinadas as normas que permitem à Secretaria-Geral do Ministério das
Finanças continuar a pagar directamente aos interessados as despesas decorrentes de
acidentes em serviço e doenças profissionais.

Decreto-Lei n.º 54/2003: Continua suspensa a aplicação do regime previsto nos nºs 2 e 3 do
art. 6º, sendo repristinadas as normas que permitem à Secretaria-Geral do Ministério das
Finanças continuar a pagar directamente aos interessados as despesas decorrentes de
acidentes em serviço e doenças profissionais.

Decreto-Lei n.º 171/2004: Reestruturação orgânica do Ministério da Segurança Social e do


Trabalho: Administração Indirecta do Estado – Centro Nacional de Protecção contra Riscos
Profissionais, I.P. ( artigo 5º, número 1, alínea d)) e Instituto para a Segurança, Higiene e
Saúde no Trabalho ( artigo 5º, número 1 , alínea j)).

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Portaria n.º 478/2003: Fixa as percentagens legais, para o ano de 2003, que constituem
receitas do Fundo de Acidentes de Trabalho - FAT - incidentes sobre os salários seguros e
capitais de remição das pensões em pagamento à data de 31 de Dezembro de 2002.

Lei n.º 8/2003: Estabelece um regime específico de reparação dos danos emergentes de
acidentes de trabalho dos praticantes desportivos profissionais.

Decreto-Lei n.º 16/2003: Procede à interpretação autêntica do n.º 1 do artigo 6º do


Decreto-Lei nº 142/99, de 30 de Abril, que cria o Fundo de Acidentes de Trabalho.

Decreto-Lei n.º 164/2001: Aprova o regime jurídico da prevenção e controlo dos perigos
associados a acidentes graves que envolvem substâncias perigosas, transpondo para a ordem
jurídica interna a Directiva nº 96/082/CE, do Conselho, de 09 de Dezembro.

Portaria n.º 291/2000: Extingue o Fundo de Garantia e Actualização de Pensões a partir de


15 de Junho de 2000. Define os termos e as condições de transferência de responsabilidades
e saldos do Fundo de Actualização de Pensões de Acidentes de Trabalho (FUNDAP) e o
Fundo de Garantia e Actualização de Pensões (FGAP) para o Fundo de Acidentes de
Trabalho (FAT), criado pelo Decreto-Lei nº 142/99 de 30 de Abril.

Decreto Legislativo Regional n.º 38/2003/A: Adapta à Região Autónoma dos Açores o
Decreto-Lei nº 362/93, de 15 de Outubro (informação estatística sobre acidentes de
trabalho).

Lei n.º 105/99: Autoriza o Governo a rever o regime doa acidentes em serviço e das
doenças profissionais no âmbito da Administração Pública.

Decreto-Lei n.º 160/99: Aprova a Lei Orgânica do Centro Nacional de Protecção contra os
Riscos Profissionais.

Decreto n.º 22/93: Aprova, para ratificação, a Convenção n.º 160 da Organização
Internacional do Trabalho, relativa às estatísticas do trabalho.

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9.2 DIAGNÓSTICO DAS CONDIÇÕES DE SEGURANÇA

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9.3 INQUÉRITO

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9.4 FICHAS TÉCNICAS – MÁQUINAS

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9.5 ORÇAMENTO PARA CERTIFICAÇÃO DE MÁQUINAS

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9.6 ÍNDICES DE SINISTRALIDADE

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AVALIAÇÃO DE RISCOS DA OFICINA DE CARPINTARIA DO MUNICÍPIO DO FUNCHAL
Cátia Gomes Lume

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AVALIAÇÃO DE RISCOS DA OFICINA DE CARPINTARIA DO MUNICÍPIO DO FUNCHAL
Cátia Gomes Lume

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