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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Determinação da densidade de óleo de cozinha usando métodos


alternativos

Josefa Carlos Sebastião Mucadje

Gurùé, Abril, 2021


Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância

Determinação da densidade de óleo de cozinha usando métodos


alternativos

Josefa Carlos Sebastião Mucadje - N.º 708171684

Monografia submetida ao instituto de educação à


distância – Universidade Católica de Moçambique
Centro de Recurso de Gurué como requisito parcial
para a obtenção do grau de Licenciatura em Ensino de
Física.

Orientado por: dr. Egídio Alberto Fernando

______________________________________

Gurùé, Abril, 2021


ÍNDICE
Conteúdos Pág.
DECLARAÇÃO DE HONRA ..................................................................................... iv

AGRADECIMENTOS ................................................................................................. v

Lista de tabelas........................................................................................................... viii

Lista de Figuras .......................................................................................................... viii

Palavras-chave: Densidade de óleo, métodos alternativos e líquidos imiscíveis......... ix

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO .................................................................................. 11

1.1 Delimitação do Tema ............................................................................................ 12

1.3 Problematização .................................................................................................... 13

1.4 Objectivos ............................................................................................................. 14

1.5 Hipótese ................................................................................................................ 14

2.1 Óleos Vegetais ...................................................................................................... 15

2.2 Conceitos físicos ................................................................................................... 16

2.2.1 Densidade........................................................................................................... 16

2.2.2 Pressão ............................................................................................................... 16

2.3 Métodos de determinação da densidade de óleo de cozinha ............................... 17

2.3.1 Método de medição directa ................................................................................ 17

2.3.2 Método de medição utilizando o tubo de vidro em U ........................................ 18

3. Método experimental ........................................................................................... 19

3.1 Método Experimental ........................................................................................... 19

Figura 3: Medição da densidade através de ................................................................ 19

Figura 4: Medição da densidade através de ................................................................ 20

tubo em U (mangueira de 10mm) ............................................................................... 20

Figura 5: Medição da densidade através ..................................................................... 21

de tubo em U (mangueira de 8mm) ............................................................................ 21

3.2 Participantes (universo e amostra) ........................................................................ 22

3.3 Técnica de recolha de dados ................................................................................. 22


3.4.2 Etapas para o método de tubo em U .................................................................. 23

As etapas seguidas para o método de tubo em U foram: ............................................ 23

3.5 Modelo de análise de dados .................................................................................. 23

CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS ............................... 24

4.1 Resultados de inquérito ......................................................................................... 24

CAPÍTULO VI: CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ......................................... 29

6.2 Recomendações..................................................................................................... 29

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................ 30

APÊNDICE ................................................................................................................. 32

Imagem 1: Medição da densidade através de tubo em U (mangueira de 10mm) ....... 33

Imagem 2: Medição da densidade através de tubo em U (mangueira de 8mm) ......... 33

Fonte: Autora (2020). ................................................................................................. 33

Questionário ................................................................................................................ 34
DECLARAÇÃO DE HONRA

Eu declaro que a presente Monografia Científica é resultado da minha investigação


pessoal e das orientações do meu supervisor, e o seu conteúdo é original e todas as fontes
consultadas estão devidamente mencionadas no texto e nas notas bibliográficas finais.

Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para
obtenção de qualquer grau académico.

Gurúè, ____ de ____________ de 2021


_______________________________________

/ Josefa Carlos Sebastião Mucadje /

iv
AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus pela Sua majestade e poder real, pela grandeza sublime que incute
respeito, pelo amor inefável do qual tem demonstrado por mim e principalmente pela
benignidade e bondade ao qual Ele como Oleiro me tem dado a vida e toda energia
possível para poder resistir em todos os momentos e nisso reconheço, pois que "se o
Senhor não tivesse me ajudado, eu já estaria no reino dos mortos há muito tempo"
[Salmos 94:17].

Ao meu supervisor dr. Egídio Alberto Fernando, por obrar com muita paciência e
dedicação, principalmente em compreender minhas limitações e me ter subsidiado desde
ao princípio até então neste trabalho, que apresenta desde já uma credibilidade científica
ao cunho académico.

Aos meus docentes Bernardo Luís Puele, Alves Durão e Arnaldo Munaveia que
acompanharam-me durante o curso.
Aos meus pais, meus irmãos, primos, sobrinhos, amigos e colegas em particular ao
Basílio, Estêvão, António, Jarnete, Elisa, Noémia, Daniel Armando, Mário Matundulo e
entre outros dos quais em momentos difíceis estiveram comigo e mesmo sem nada para
os oferecer não me abandonam.
À Direcção da Escola Secundária Geral de Gurúè, por ter me disponibilizado o espaço
para a realização do estágio e ensaio experimental.
Finalmente, agradeço a todos que directas ou indirectamente contribuíram para a
realização deste trabalho.

A todos, muitíssimo Obrigado!

v
DEDICATÓRIA

Aos meus pais,


Carlos Sebastião Mucadje (que Deus o tenha) e Páscoa Domingos, por terem me colocado
no mundo, pelo amor incondicional e pelo exemplo de vida.

Aos meus irmãos,


Domingos, Ana Graciete, Weles e Guezner, pela alegria de tê-los sempre ao meu lado e
apoio efectivo.

Aos meus sobrinhos,


Carmela, Daudencio, Dilan, Genilson, Jéssica, Maila, Vagner e Xavier pelo tempo que
comigo não tiveram durante a minha formação.

Vos amo profundamente e com todo respeito dedico!

vi
Lista de abreviaturas

Abreviaturas Descrição

A Área da superfície
Pág Página
CV Coeficiente de Variação
C Custo
cm Centímetro
F Força
Fv Coeficiente de vantagem
m Massa
MINED Ministério de Educação
ml Mililitro
mm Milímetro
𝛿 Desvio padrão

𝜌 Densidade

P Pressão
Pat Pressão atmosférica

vii
Lista de tabelas

No Descrição Pág.

01 Descrição da frequência de cálculo da densidade de líquidos imiscíveis. 23


02 Frequência de alunos que tem dificuldades no cálculo da densidade de 23
líquidos imiscíveis.
03 Descrição da frequência de alunos que tiveram aula prática durante o 23
ano.
04 Frequência do tipo de aula prática realizada na sala de aulas. 24
05 A forma mais fácil de entender a matéria. 24
06 Frequência da realização de experimentos e a assimilação da matéria. 25
07 Métodos de determinação da densidade de óleo e suas respectivas 26
precisões.
08 Métodos de determinação da densidade de óleo e os custos associados. 26

Lista de Figuras

No Descrição Pág.

01 Medição directa da densidade de óleo de cozinha. 17

02 Tubo em U e as diferentes alturas dos fluidos, devido à diferença de 18


densidade

viii
Resumo

O objetivo do trabalho foi determinar a densidade de óleo de cozinha, usando métodos


alternativos. O trabalho consistiu na realização de um inquérito e montagem de
experimentos. Os métodos experimentais utilizados foram o método de medição directa,
método de tubo flexível em U, e o método de tubo em U (mangueira transparente). Os
resultados do inquérito mostraram que os alunos da 12ª Classe Grupo C, da Escola
Secundária Geral de Gurúè, mostram certas dificuldades no cálculo da densidade de
líquidos imiscíveis, e as aulas práticas experimentais não são realizadas naquela escola,
sendo essas aulas um método mais simples de entender sobre esta matéria. Os resultados
experimentais obtidos nos três métodos foram comparados com a densidade padrão, e
através do coeficiente de vantagem, foi identificado o melhor método. O método de
medição direta e o de tubo em U, tiveram valores de densidade aproximados ao valor
padrão (0,897 e 0,878 respectivamente), mas os custos relacionados a implementação
destes métodos foram elevados comparativamente ao método de tudo em U (mangueira
transparente), que além de ser o método menos oneroso, apresentou resultado da
densidade muito mais aproximado da densidade padrão (0,89).

Palavras-chave: Densidade de óleo, métodos alternativos e líquidos imiscíveis.

ix
ABSTRACT

The objective of the work was to determine the density of cooking oil, using alternative
methods. The work consisted of conducting a survey and setting up experiments. The
experimental methods used were the direct measurement method, the flexible U-tube
method, and the U-tube method (transparent hose). The results of the survey showed that
the students of the 12th Class of the Gurúè Secondary School, show certain difficulties in
calculating the density of immiscible liquids, and the practical experimental classes are
not held in that school, being these classes a simpler method to understand about this
matter. The experimental results obtained in the three methods were compared with the
standard density, and through the advantage coefficient, the best method was identified.
The direct measurement method and the U-tube method, had density values close to the
standard value (0.897 and 0.878 respectively), but the costs related to the implementation
of these methods were high compared to the U-method (transparent hose), which in
addition to being the least expensive method, it presented a density result very closer to
the standard density (0.89).

Keywords: Oil density, alternative methods.

x
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
Os óleos vegetais representam um dos principais produtos extraídos de plantas, sendo que
aproximadamente 2/3 são usados em produtos alimentícios, fazendo assim parte
integrante da dieta humana (Food Ingredients Brasil, 2014:1).
De acordo Del Ré & Jorge, (2000); Dobarganes et al., (2000) apud Goldoni (2008) a
fritura é um método comumente utilizado no processamento de alimentos. Os principais
motivos para sua utilização são a facilidade e o reduzido tempo que apresenta para
cozimento de um alimento. Além disso, os consumidores são atraídos pelas propriedades
como cor, sabor, aroma e textura originadas nos alimentos.
Os óleos vegetais quando reutilizados sucessivamente perdem as características originais
e tornam-se ácidos, formando substâncias tóxicas como os radicais livres, ácidos graxos
saturados, que acarretam no envelhecimento precoce das células, irritação gástrica,
doenças cardiovasculares e degenerativas (Ferreira et. al., 2015:3).
O facto do aluno poder manusear e auxiliar na construção de um experimento, não
somente favorece, mas também enriquece a aprendizagem, dando maior significado aos
conteúdos abordados, permitindo a obtenção de um ambiente mais propício à
aprendizagem, fazendo com que os alunos se interessem sobre o que está sendo proposto
e, tornando a abordagem experimental fundamental para a construção do conhecimento.
Sendo assim, este trabalho, conduziu um experimento que possibilitou determinar a
densidade de óleo da cozinha, abordando a sua exatidão, seus custos, e mostrar que estas
avaliações são necessárias.
A pesquisa é composta por seis (06) capítulos, sendo o I composto pela introdução,
delimitação da pesquisa relevância do estudo problematização, Objectivos (geral e
específicos), hipótese, Dificuldades encontradas e Considerações éticas. No Capítulo II
tem a fundamentação teórica básica que sustenta o conteúdo do trabalho. Capitulo III, é
apresentada a Metodologia da pesquisa. Capítulo IV, é feita a descrição da execução
experimental. Capítulo V, apresentação e interpretação dos resultados. Capitulo VI, traz
a conclusão e recomendações e, no último, seguindo das referências bibliográficas
consultadas para a elaboração do presente trabalho e apêndice.

11
1.1 Delimitação do Tema
Neste âmbito, realizou-se um estudo de caso na Escola Secundária Geral de Gurùé, com
alunos da 12ª Classe, Grupo, C Curso diurno. Esta escola está situada no Bairro Escola
Secundaria, posto administrativo de Gurùé sede, Distrito de Gurùé, Província da
Zambézia, ano lectivo 2019- 2020.

1.2 Relevância do estudo


A escolha do tema resulta de constatações vivenciadas durante a vida estudantil e
profissional, que têm-se tornado uma preocupação. Segundo Ernesto (2015), mais de 80%
dos professores das escolas secundárias que leccionam disciplinas de ciência, não
realizam experimentos científicos durante as suas aulas, visto que estes, constituem uma
ferramenta fundamental que por um lado permite o aluno relacionar a teoria e a prática, e
por outro lado, permite ao professor constatar e problematizar o conhecimento prévio dos
seus alunos, estimular a pesquisa, a investigação e a busca da solução de problemas.
A motivação da escolha deveu-se pela lamentação dos alunos e professores sobre o fraco
domínio na determinação da densidade de líquidos imiscíveis. A importância da
experimentação no processo de aprendizagem também é discutida por Bazin (1987), que
aposta na maior significância desta metodologia em relação à simples memorização da
informação, método tradicionalmente empregado nas salas de aula.
O tema em destaque é de grande importância, pois, a partir da realização de actividades
experimentais, é possível verificar diversos benefícios no processo de aprendizagem,
dentre eles: a participação activa do aluno no desenvolvimento de tarefas, que o permitirá
melhor assimilar os conteúdos teóricos apresentados em sala de aula e despertar o
interesse do aluno na identificação de processos e fenómenos científicos, passando por
cálculos para o alcance dos resultados.
Segundo Bazin (1987), o trabalho experimental é reconhecido pela sua importância na
aprendizagem dos alunos, e aceito como metodologia de ensino entre a comunidade
científica e os professores, pois, pode ajudar a diminuir as dificuldades existentes na
aprendizagem, não só pelas interpretações que este trabalho exige, mas também pela
controvérsia e discussões que se podem gerar entre os alunos.

12
1.3 Problematização

Mined (2013), ao avaliar o aproveitamento escolar no ensino secundário, verificou que


mais de 35% de alunos mostraram ter dificuldades nas disciplinas de ciência, sendo a
determinação da densidade de líquidos imiscíveis, uma das matérias avaliadas. Estes
alunos, concluem o ensino secundário sem nenhum domínio, como algo que não foi bem
transmitido ou assimilado.

Viviani & Costa (2010), apontam a falta de aulas práticas como a principal causa desta
situação, visto que muitas vezes, as aulas de Física têm sido mornas, sendo
frequentemente ministradas de forma tradicional, com o uso de quadro e giz. Esta
metodologia dificulta a assimilação da matéria pelos alunos, contribuindo no baixo
aproveitamento pedagógico dos mesmos no Processo Ensino Aprendizagem.

Por outro lado, nota-se uma grande preocupação por parte dos professores de física no
ensino secundário, com a questão de montagem de experimentos como forma a transmitir
o que foi ensinado na sala de aulas. Olhando para a realidade atual do país, muitas escolas
não têm laboratórios para responder a preocupação dos professores, outras que tem
laboratórios, estes não estão devidamente equipados, devido aos custos elevados dos
mesmos equipamentos.

Diante destas circunstâncias, surge a necessidade de maior engajamento por parte da


escola, e instituições de formação, na busca de alternativas de intervenção para o
melhoramento da situação. O ideal seria ajudar o professor na montagem de um
experimento eficaz e de baixo custo. Perante esta situação relacionada com a fraca
assimilação de matéria na disciplina de física, e a falta de condições para a montagem de
experimentos, surge a seguinte questão:

 Como determinar a densidade de óleo de cozinha, utilizando métodos


alternativos?

13
1.4 Objectivos

1.4.1 Objectivo geral


 Analisar a densidade de óleo de cozinha usando métodos alternativos.

1.4.2 Objectivos específicos


 Identificar o método mais eficaz e barato;
 Comparar a densidade de óleo (determinada) com a densidade padrão;
 Analisar a exactidão do experimento e seus custos.

1.5 Hipótese
A realização das aulas experimentais nas salas de aula pode melhorar o nível de
aproveitamento pedagógico dos alunos da Escola Secundaria Geral de Gurúè.

1.6 Dificuldades encontradas


Durante a realização do trabalho, enfrentamos muitas dificuldades na aquisição de
material experimental (tubo flexível em U) devido a escassez do próprio material, facto
que obrigou a usar uma mangueira transparente de 10mm no lugar do tubo flexível em U.
Houve também dificuldade em reunir alunos para a realização de inquérito e ensaios
experimentais, devido a pandemia da COVID-19, por este motivo, o universo da amostra
reduziu para 15 alunos da 12ª Classe, Grupo C para trabalhar em 30 minutos. Para
respeitar as normas de distanciamento social, não foi possível adquirir fotos com alunos.

1.7 Considerações éticas do trabalho


Para realização do presente estudo observou-se as questões éticas, registadas numa
primeira fase pela aquisição da credencia pela Faculdade, que serviu de identidade no
âmbito da apresentação da investigação no local de pesquisa. Por questões de respeito
à estrutura de uma organização, foi solicitado o consentimento do Director da ESG de
Gurùé, para realização do estudo.
Em Todo processo respeitamos aspectos de confidencialidade, de forma a omitir
qualquer laço com os dados obtidos, preservando assim a sua imagem, ou seja, foi
introduzido um código de identificação da amostra, a qual só a pesquisadora tem
acesso, também se absteve de qualquer imagem (fotografia) que a comprometesse.

14
CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA

Segundo a teoria cognitiva de David Ausubel apud Moreira (2006), o aluno deve estar
envolvido no processo de aprendizagem, pois parte-se do conhecimento prévio do mesmo
promovendo relações entre os conceitos que ele já possui com novos, que no nosso caso
são científicos, dando suporte para que esses novos conceitos se ancorem na estrutura
cognitiva já existente, proporcionando assim aprendizagem para que o aluno possa
desenvolver os novos conceitos, ampliando seus conhecimentos. Desta forma, para que
as diferentes actividades tenham sucesso, elas devem ser cuidadosamente planejadas, de
maneira a disponibilizar as ferramentas e meios necessários para que proporcionem
aprendizagem significativa.

Outra ferramenta utilizada para facilitar a aplicação de propostas educacionais são as


sequências didácticas, que devem oferecer actividades variadas com o intuito de
consolidar a aprendizagem e possibilitar a efectiva validação do conhecimento na
estrutura cognitiva do aluno. Nesse sentido, não somente a discussão de situações
quotidianas é relevante, mas também a presença da experimentação no processo de
aprendizagem é de fundamental importância, uma vez que esta última possibilita o
desenvolvimento das competências, privilegiando-se o fazer, manusear, operar, agir,
compreender, descrever em diferentes formas e níveis, favorecendo a construção do
conhecimento pelo próprio aluno, desenvolvendo sua curiosidade e hábito de indagação
(Garcia et all, 2014).

2.1 Óleos Vegetais


Os óleos vegetais são substâncias insolúveis em água (hidrofóbicas), formados por ésteres
de ácidos graxos derivados da glicerina, produtos resultantes da esterificação entre o
glicerol e ácidos graxos (Rissato, 2010:5)
De acordo com Moretto & Feet apud Dos Santos (2014:15) os óleos vegetais quando
destinados ao consumo humano, é necessário que sejam submetidos a um processo de
refino com objectivo de melhorar seu sabor, odor, aparência e estabilidade. Para isto, são
removidos vários componentes tais como: ácidos graxos livre, proteína, corantes naturais,
humidade e compostos voláteis e inorgânicos.

15
2.2 Conceitos físicos

2.2.1 Densidade
A densidade de um corpo é uma propriedade importante do material que fornece sua
quantidade média de massa por unidade de volume, ou seja é o grau de concentração de
massa por unidade de volume. Logo,
𝒎
𝝆=
𝑽
Onde 𝝆 é a densidade, m a massa do corpo e V seu volume.
A densidade existe para determinar a quantidade de matéria que está presente em uma
determinada unidade de volume.

Embora muitas vezes densidade e massa específica sejam tratadas de forma análoga, há
diferença entre essas grandezas que são importantes de serem ressaltadas pois, enquanto
a densidade é uma propriedade média do corpo, a massa específica é uma propriedade da
substância, ou seja, para objectos ocos por exemplo, massa específica e densidade
possuem valores muito diferentes. Massa específica é dada por (Barbosa, 2006):

∆𝒎
𝝆=
∆𝑽
Onde m é a massa de um corpo ou substância homogéneo (a) contida em um volume V
que é totalmente preenchido pela substância.

2.2.2 Pressão
A pressão de um líquido em repouso é dada pela razão entre a força exercida
perpendicularmente sobre qualquer superfície que esteja em contacto com o líquido, tal
como a parede de um recipiente ou um corpo imerso no líquido, e a área dessa superfície
(Barbosa, 2006). Logo:

𝑭𝟏
𝑷=
𝑨

Onde P é a pressão do líquido, F é a força e A é a superfície.

Segundo Hallliday et all (2009), quando se despreza a influência da aceleração de


gravidade sobre o líquido, a pressão no interior do líquido é a mesma em todos os pontos
do seu volume. Porém, um liquido possui massa específica não nula e, consequentemente,

16
estando ele na superfície da terra, a influência da aceleração de gravidade sobre ele não
será desprezível.

Daí a utilidade do Princípio de Steven, que relaciona a pressão em um determinado ponto


de um liquido com sua massa específica, a aceleração de gravidade e a profundidade com
relação a superfície.

P = Patm + ρg∆h
O princípio de Steven diz literalmente que a pressão em um ponto situado a uma
profundidade h no interior de um líquido em equilíbrio é dada pela pressão exercida pela
coluna do líquido situada acima daquele ponto (gh) mais a pressão atmosférica exercida
sobre a superfície (Patm) do líquido.

2.3 Métodos de determinação da densidade de óleo de cozinha

Segundo Barbosa (2006), existem diversos métodos para a determinação da densidade de


sólidos e líquidos. Na presente secção faz-se uma breve discussão sobre dois métodos, o
primeiro tradicional utilizado em laboratórios didáticos de física e química, o chamado
método directo, baseado na determinação directa da massa e volume, e o segundo baseado
o tubo em U que segue o princípio de Pascal.

2.3.1 Método de medição directa

O método directo consiste em medições directas da massa e do volume do óleo. A


exactidão da medição depende do tipo de proveta (instrumento cilíndrico de medida de
volume para líquidos que pode ser fabricado em vidro ou plástico, com volumes que
normalmente variam entre 5 e 2000 mL) e de balança utilizados para as medições do
volume e da massa, respectivamente (Barbosa, 2006).

Figura 1: Medição directa da densidade de óleo de cozinha.


Fonte: Barbosa, (2006). 17
2.3.2 Método de medição utilizando o tubo de vidro em U

Um outro método muito conhecido utilizado para se determinar a densidade de


substâncias líquidas não imiscíveis no qual a densidade de um dos líquidos é conhecida,
é o método do tubo em U. Surpreendentemente, pode-se alcançar um resultado com
exactidão semelhante, ou até mesmo melhor, quando utilizada uma mangueira
transparente, facilmente adquirida em qualquer loja de ferragens, como um tubo em U
flexível que pode variar em seu comprimento, dependendo da exactidão desejada.
Certamente, um experimento de baixo custo que ilustra o princípio dos vasos
comunicantes, o princípio de pressão dependente da profundidade e ainda permite
conseguir uma excelente medição da densidade do óleo de cozinha (Barbosa, 2006).

Figura 2:Tubo em U e as diferentes alturas dos fluidos, devido à diferença de densidade.


Fonte: Barbosa, (2006).

18
CAPÍTULO III: ASPECTOS METODOLÓGICOS
Para a realização deste trabalho, foram usados os métodos abaixo evidenciados:

3. Método experimental

3.1 Método Experimental

Foi montado um experimento para determinar a densidade de óleo de cozinha (óleo de


soja) na sala de aulas na presença dos alunos. Os métodos usados para determinar a
densidade de óleo da cozinha foram:

3.1.1 Método de medição directa

Neste experimento foi utilizado um recipiente com a capacidade de 150ml e uma balança
digital. Em seguida, o recipiente vazio de 150ml foi pesado na balança, e foi registada a
massa (isso permitiu retirar a massa do recipiente). Em seguida, foi pesado o recipiente
contendo 100, 80 e 60ml de óleo de cozinha, e as massas foram registadas.

Com os valores obtidos, foi calculada a densidade de óleo a partir da seguinte fórmula:

𝑚
𝜌=
𝑣

Os resultados obtidos pela equação a cima, foi o resultado das três medições, e foi achada
a média das densidades, para obter o resultado final, que foi comparado com a densidade
padrão de óleo de soja.

Cálculo da densidade pelo método de medição directa


Massa (em g) 89 72 64
Volume (em ml) 100 80 60

Dados Resolução
𝑚
Massa total (Mt) = 64g 𝜌= 𝑚 = 𝑀𝑡 − 𝑀𝑟
𝑣
(64−10)𝑔
Volume (V) = 60ml 𝜌=
60𝑚𝑙

Massa do recipiente (Mr) = 10g 𝜌 = 0,9g/cm3

Figura 3: Medição da densidade através de


Balança electronica

19
3.1.2 Método de tubo em U (mangueira curta de 10mm de diâmetro)

Neste experimento, no lugar de tubo de vidro em forma de U, foi usada uma mangueira
curta de 10mm de diâmetro para a determinação da densidade de óleo. Neste caso, foram
utilizados dois fluidos imiscíveis: um de densidade conhecida (água), e outro de
densidade desconhecida, ou seja, por determinar (óleo de soja). Foi colocado no tubo em
primeiro lugar, o líquido de maior densidade (neste caso a água), em seguida, foi
adicionado o óleo de cozinha.
Ao adicionar os líquidos no tubo, percebe-se que as alturas dos fluidos, em ambos os
lados são diferentes, devido à diferença de densidade.Com ajuda de uma régua, foram
medidas as alturas das colunas de água e óleo, e os valores foram registados, e isso se
repetiu três vezes.
O princípio de Stevin garante que a mesma profundidade do mesmo fluido, sempre tem-
se mesma pressão, logo teremos: 𝑃𝐴 = 𝑃𝐵 . Como por cima do fluido tem ar (𝑃𝑎𝑡𝑚 ), então
teremos: 𝑃𝑎𝑡 + 𝑃1 = 𝑃𝑎𝑡 + 𝑃2 considerando que,𝑃𝐻 = 𝜌. 𝑔. ℎ, Então teremos:
𝑃𝑎𝑡 + 𝜌1 . 𝑔. ℎ1 = 𝑃𝑎𝑡 + 𝜌2 . 𝑔. ℎ2 . Simplificando a equação, teremos: 𝜌1 . ℎ1 = 𝜌2 . ℎ2

A partir da fórmula foi calculada a densidade de óleo.


𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 . ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

O resultado obtido pela equação a cima, é o resultado das três medições, e foi achada a
média das densidades, para obter o resultado final, que foi comparado com a densidade
padrão de óleo de soja.

Cálculo da densidade pelo método de tubo em U


(mangueira curta de 10 mm de diametro)
Altura de Óleo (em cm) 19 22,5 16,8
Altura de Agua (em cm) 16,6 19,5 15

Dados: Resolução:
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 .ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎= 19,5𝑐𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

1𝑔/𝑐𝑚3 .19,5
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜 = 22,5𝑐𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
22,5

Figura 4: Medição da densidade através de 𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎=1𝑔/𝑐𝑚3 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 = 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜=0,867 𝑔/𝑐𝑚3


tubo em U (mangueira de 10mm) 20
3.1.3 Método de tubo em U (mangueira comprida de 8mm de diâmetro)

Neste experimento, foi utilizado o mesmo procedimento do experimento anterior,


trocando-se apenas a mangueira curta de 10mm por uma mangueira comprida de 1m de
comprimento e 8mm de diâmetro (que pode variar de acordo com a vontade do
experimentador). Dessa maneira, a medição das alturas acontece de forma muito menos
complicada, e ainda com a utilização de uma régua muito maior, tendo como resultado
uma redução da incerteza relativa das medições das alturas de coluna de água e de óleo.
No final, os resultados dos três métodos experimentais foram comparadas, e analisadas
as eficácias de cada método e o custo relacionado, com objectivo de identificar o método
mais eficaz e barato.

Cálculo da densidade pelo método de tubo em U


(mangueira comprida de 8mm de diametro)
Altura de Óleo 19,4 25,8 14
Altura de Agua 17,2 23 12,5

Dados: Resolução:
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 .ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎= 23𝑐𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

1𝑔/𝑐𝑚3 .23
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜 = 25,8𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
25,8
Figura 5: Medição da densidade através
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎=1𝑔/𝑐𝑚3 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 = 0,891 𝑔/𝑐𝑚3
de tubo em U (mangueira de 8mm)

3.1.4 Coeficiente de vantagem do experimento

Em qualquer tipo de laboratório de física experimental existe um impasse entre a


qualidade dos resultados obtidos e o custo que isso acarreta para a instituição mantenham
do mesmo.
Tratando-se de experimentos de natureza didáctica, é importante manter a qualidade dos
dados apresentados. O desejável é que os mesmos apresentem incertezas relativas tão
pequenas quanto possíveis, sem deixá-los demasiadamente onerosos. No presente
trabalho, o critério usado para a escolha de um entre vários métodos propostos, é o
coeficiente de vantagem, que é o produto da incerteza da grandeza física medida (δ) pelo
seu custo (C)𝐹𝑣 = 𝛿𝑥𝐶.

21
A equação é definida de forma que os experimentos mais desejáveis (de alta qualidade e
baixo custo) são aqueles que apresentam coeficientes de vantagem baixos.

3.2 Participantes (universo e amostra)

3.2.1 Universo da Pesquisa


A presente pesquisa teve como população alvo os alunos da 12ª Classe, grupo C da Escola
Secundária Geral de Gurùé.

3.2.2 Amostra

Usou-se uma amostra não probabilística, selecionadas pelo critério de intencionalidade.


Entretanto, envolveu uma turma dessa escola em que teve como amostra de 15 alunos.

3.3 Técnica de recolha de dados


Neste trabalho, foram usadas as seguintes técnicas de colecta de dados:

3.3.1 Observação

Foram feitas observações na sala de aulas para registar o nível de envolvimento dos
alunos tanto nas aulas práticas como teóricas.

3.3.2 Inquérito

Foi realizado um inquérito para alcançar os seguintes objectivos:


 Saber se os alunos já ouviram falar sobre a matéria (cálculo da densidade de líquidos);
 Se tem dificuldades sobre a matéria;
 Se já tiveram actividades experimentais neste ano;
 Qual a via mais fácil de entender a matéria; e
 Se as actividades experimentais ajudam a ultrapassar as dificuldades que tem sobre a
matéria.

3.4 Etapas do experimento


Durante a realização do experimento foram utilizadas várias etapas de acordo com cada
tipo de método usado:

3.4.1 Etapas para o método de medição directa:


No método de medição directa, foram usadas as seguintes etapas:

22
 Medição do volume de óleo: nesta etapa, foi medido o volume de óleo de soja a ser
introduzido no balão volumétrico de 150ml, para a posterior pesagem. Para diminuir
a margem de erro, o volume de óleo foi medido em três repetições: 60, 80 e 100ml.

 Pesagem: para a pesagem, usou-se uma balança digital de precisão. Antes de tudo,
fez-se a pesagem do balão volumétrico vazio, para registar o peso do recipiente, em
seguida, fez-se a pesagem do balão volumétrico contendo óleo com 60, 80 e 100ml,
de óleo.

Cálculo da densidade de óleo: através dos resultados obtidos da massa do óleo para cada
𝑚𝑡 −𝑚𝑟
volume, calculou-se a densidade, usando a seguinte fórmula: 𝜌 = , onde:
𝑣

𝑚𝑡 é a massa total obtida através de pesagem de óleo no recipiente, 𝑚𝑟 é a massa do


recipiente vazio e 𝑣 é o volume ocupado pelo óleo no recipiente. A média da densidade
foi obtida através dos resultados das três densidades.

3.4.2 Etapas para o método de tubo em U


As etapas seguidas para o método de tubo em U foram:

 Medição das alturas de óleo e água: obedecendo o princípio de Stevin, foi adicionada
água em primeiro lugar no tubo flexível em U, em seguida adicionou-se o óleo. Devido
a diferença da densidade entre os dois líquidos, notou-se também a diferença de alturas.
Com a ajuda de uma régua, mediu-se as alturas de óleo e agua e os resultados foram
registados.

 Cálculo da densidade

Através dos dados de alturas de água e óleo, calculou-se a densidade do líquido


desconhecido (óleo) considerando a densidade de água conhecida (1g/m3) através da
seguinte fórmula: 𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 . ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

3.5 Modelo de análise de dados

Os dados recolhidos através do inquérito por questionário foram trabalhados no Excel


2007 apresentados em tabelas, para a sua interpretação.

23
CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS

4.1 Resultados de inquérito

Tabela 1: Descrição da frequência de cálculo da densidade de líquidos imiscíveis

Se já ouviu falar sobre o cálculo da Frequência Percentagem (%)


densidade de líquidos imiscíveis
Sim 12 80
Não 3 20
Total 15 100

Fonte: Organizada pela autora (2020).

A tabela 1, apresenta a frequência dos alunos que já ouviram falar sobre o cálculo da
densidade de líquidos imiscíveis. De acordo com a tabela, verifica-se que maior parte dos
alunos (80%) já ouviram falar sobre o cálculo da densidade de líquidos imiscíveis.

Tabela 2: Frequência de alunos que tem dificuldades no cálculo da densidade de líquidos


imiscíveis.

Se tem dificuldades sobre a matéria Frequência Percentagem (%)


Tenho muita dificuldade 5 33,33
Tenho pouca dificuldade 6 40
Não tenho dificuldades 4 26,67
Total 15 100
Fonte: Organizada pela autora (2020).

A tabela 2, apresenta a frequência de alunos que tem dificuldades no cálculo da densidade


de líquidos imiscíveis. De acordo com a tabela, apenas 26% de alunos inquiridos não
mostraram dificuldades no cálculo da densidade de líquidos imiscíveis, e 73,33% de
alunos inquiridos, mostraram certa dificuldade sobre a matéria, um número muito alto,
que pode vir ser considerada uma preocupação. A maior percentagem de alunos com
dificuldades sobre a matéria, pode estar relacionado com a fraca realização de aulas
experimentais, uma vês que Viviani & Costa (2010), apontam a falta de aulas práticas
como a principal causa desta situação.

24
Tabela 3: Descrição da frequência de alunos que tiveram aula prática durante o ano.

Se teve aula pratica durante o ano Frequência Percentagem (%)


Sim 5 33,33
As vezes 3 20
Não 7 46,67
Total 15 100
Fonte: Organizada pela autora (2020).
A tabela 3, apresenta a frequência de alunos que tiveram aula prática durante o ano, onde
observou-se que 53,33% de alunos já tiveram alguma aula prática, e apenas 46,67% de
alunos não tiveram aula prática durante o ano lectivo.

Tabela 4: Frequência do tipo de aula prática realizada na sala de aulas.

Tipo de aula prática realizada na turma Frequência Percentagem (%)


Resolução de ficha de exercícios 15 100
Realização de experimentos 0 0
Resolução de exercícios e realização de 0 0
experimentos (com frequência)
Resolução de exercícios (com frequência) 0 0
e realização de experimentos
Total 15 100
Fonte: Organizada pela autora (2020).

A tabela 4, apresenta a frequência do tipo de aula pratica realizada nas salas de aula. De
acordo com a tabela, 100% de alunos responderam que o tipo de aula pratica que tem sido
realizada nas salas de aula, é a resolução de fichas de exercícios. Este resultado, explica-
se provavelmente pelo facto de muitas escolas não terem laboratórios para responder a
preocupação dos professores, associados com os custos elevados de aquisição de
equipamentos.

Os resultados obtidos na Escola Secundária de Gurùé, mostram a relevância de iniciativas


desta natureza, que buscam alternativas para o melhoramento desta situação, permitindo
ao professor montar um experimento eficaz e de baixo custo.

25
Tabela 5: A forma mais fácil de entender a matéria

A forma mais fácil de entender a Frequência Percentagem (%)


matéria
Através de aulas teóricas 0 0
Através de aulas práticas (resolução de 5 33,33
exercícios)
Através de aulas práticas (realização de 10 66,67
experimentos)
Total 15 100
Fonte: Organizada pela autora (2020).

A tabela 5, apresenta a frequência da forma mais fácil de entender a matéria por parte dos
alunos. De acordo com a tabela, 66,67% de alunos entendem melhor a matéria na
disciplina de física, através da realização de ensaios experimentais. Numa escola onde o
tipo de aula prática realizada é apenas a resolução de fichas de exercícios, e maior parte
de alunos entendem melhor com a realização de experimentos, isso mostra claramente a
necessidade de mudança (ou melhoria) na forma de ministrar as aulas.

Tabela 6:Frequência da realização de experimentos e a assimilação da matéria

Se realização de experimentos ajuda a Frequência Percentagem (%)


ultrapassar as dificuldades
Sim 11 73,33
As vezes 4 26,67
Não 0 0
Total 15 100
Fonte: Organizada pela autora (2020).

A tabela 6 apresenta a frequência da realização de experimentos e a assimilação da


matéria por parte dos alunos. De acordo com a tabela, 73,33% de alunos afirmaram que
a realização de ensaios experimentais ajuda a ultrapassar as dificuldades na disciplina de
física. Este resultado vem reforçar ainda a relevância deste trabalho, e a necessidade de
mudança na forma de ministrar as aulas.

26
CAPÍTULO V: DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Na presente secção, são apresentados os resultados obtidos por diferentes métodos de


determinação da densidade do óleo de cozinha, seus respectivos coeficientes de variação,
e os custos associados. Com esses resultados o professor poderá avaliar a qualidade (ou
precisão) dos dados e o custo de cada método experimental proposto.

Tabela 7:Métodos de determinação da densidade de óleo e suas respectivas precisões.

Método Densidade calculada Densidade padrão CV


Medição directa 0,897g/cm3 0,891 5%
Tubo em U (mangueira de
10mm) 0,878 g/cm3 0,891 1,3%
Tubo em U (mangueira de
8mm) 0,89 g/cm3 0,891 0,9%
Fonte: Organizada pela autora (2020).

A tabela acima mostra os resultados encontrados com os diferentes métodos de


determinação da densidade de óleo de cozinha, e seus respectivos coeficientes de
variação. Percebe-se que os resultados encontrados com os métodos de tubo em U não
diferem significativamente com a densidade padrão de óleo de soja, com mais destaque
o método de tubo em U (mangueira comprida de 8mm). Este fato pode ser explicado
provavelmente pelo tamanho da mangueira, que permitiu medir as alturas de forma mais
simples e ainda com a utilização de uma régua muito maior, permitindo assim melhorar
a precisão dos resultados.

Resultados semelhantes foram encontrados por Jesus & Palma (2008), ao determinarem
a densidade de óleo de cozinha, encontraram valores mais aproximados da densidade
padrão, usando uma mangueira transparente de 1,5 metros de altura.

Tabela 8:Métodos de determinação da densidade de óleo e os custos associados.

Método Desvio Padrão Custos (em mt) Fv


Medição directa 0,0045 2070 9,3
Tubo em U (mangueira de
10mm) 0,011 215 2,4
Tubo em U (mangueira de
8mm) 0,008 175 1,4
Fonte: Organizada pela autora (2020).

27
A tabela acima mostra os resultados obtidos de desvio padrão e seus custos associados
em cada método utilizado. A partir dos dados apresentados na tabela acima e baseado no
coeficiente de vantagem, conclui-se que o melhor método para se medir a densidade do
óleo de cozinha em um laboratório didático, desde que se deseje um balanço entre a
exatidão e baixo custo, é o método de tubo em U (mangueira comprida de 8mm), que
além de apresentar mesma densidade com a densidade padrão, acarreta menos custos.

Os alunos foram participativos no experimento, fizeram a medição da densidade de óleo,


registraram os valores medidos e posteriormente, compararam o valor medido com a
densidade padrão de óleo de soja. Durante o procedimento experimental, verificou-se
maior concentração e participação dos alunos. Assim, diante dos resultados, 100% dos
alunos estiveram envolvidos e conseguiram realizar o experimento. Durante a realização
do experimento, os alunos foram discutindo sobre a matéria, e cada um dava a sua
contribuição.

Nos resultados experimentais percebeu-se o interesse dos alunos em participar na aula.


Para Francisco Jr; Ferreira e Hartwing (2008), a experimentação faz-se importante na
motivação dos alunos, tornando-os precursores de sua própria aprendizagem.

Os resultados foram positivos mostrando significantemente que a proposta de


experimentação investigativa favoreceu o interesse, a motivação e a participação dos
alunos nas atividades e o aumento do aprendizado. Para Silva et al. (2009), a percepção
da motivação dos alunos na atividade confirma o quanto é importante a aplicação de
práticas e dinâmicas no processo ensino-aprendizagem. Observou-se, de modo geral, que
após a aplicação da prática, os alunos sentiram-se mais motivados em responder o
questionário.

28
CAPÍTULO VI: CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

6.1 Conclusão

A abordagem experimental dada neste trabalho, tem por objectivo estimular os futuros
professores de física do curso de licenciatura a analisar diferentes experimentos e métodos
possíveis para a realização de medições e de interpretação dos resultados.

O presente trabalho traz uma grande contribuição como ferramenta metodológica para
aplicação de experimentação baseada na teoria de aprendizagem significativa, através da
utilização de um tubo em formato de U para a aplicação de conceitos de Hidrostática,
possibilitando especificamente o cálculo da densidade de líquidos imiscíveis pela
aplicação do Teorema de Stevin.

Os resultados obtidos no presente trabalho, mostra que todos métodos usados não
apresentaram diferenças significativas de densidades, comparando com a densidade
padrão de óleo de soja. O método de tubo em U (mangueira comprida de 8mm) mostrou-
se ser mais eficaz tanto na qualidade dos resultados como nos custos associados.

A proposta pedagógica investigativa do cálculo da densidade de óleo de cozinha mostrou-


se satisfatória, onde os objetivos foram alcançados ao se notar o interesse dos alunos pela
atividade, a interação entre os alunos na resolução do problema. Logo, aulas práticas
despertam o interesse e a motivação dos alunos em sala de aula, contribuindo para o
processo ensino aprendizagem. Portanto, a experimentação investigativa no estudo da
densidade de líquidos pode contribuir para uma aprendizagem significativa na Educação
de Jovens e Adultos.

6.2 Recomendações

Aos pesquisadores
 Recomenda-se que repitam este estudo mais vezes para comparar os resultados;
 Que se façam ensaios com tubos compridos de 10 mm de diâmetro, para verificar a
qualidade dos resultados.

Aos professores

 Que utilizem o método de tubo em U (mangueira comprida de 8 mm de diâmetro), ao


determinarem a densidade de líquidos imiscíveis durante as aulas experimentais, pois este
além de ser eficaz, acarreta menos custos.

29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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S.A.
2. Araújo & Abib. (2008). Actividades Experimentais no Ensino de Física. Scielo
Editora.
3. Barbosa V.C. & Breitschaft A.M.S. (2006). Revista Brasileira de Ensino de Física.
4. Bazin, L. (1987). Actividades Experimentais e sua Importância no Ensino de Física.
Revista Brasileira de Ensino de Física.
5. David, A. (2006). Participação do Aluno no Processo de Aprendizagem. 2a ed. RJ.
6. Del Ré & Jorge, (2000). Influência do método de cocção no valor nutritivo e formação
de óxidos de colesterol. São Paulo.
7. Dias, J.H.R. et all.(2013). A utilização de materiais alternativos no ensino de
Química: um estudo de caso na E. E. E. M.
8. Dobarganes; Chen, B. H. & Buckley, O. J. (2000). Entendendo a gordura – os ácidos
graxos. Editora Manole – Primeira ed Brasileira. Cap 3 São Paulo.
9. Dos Santos, Edijane Valéria Araújo. (2014). Avaliação do Grau de insaturação em
Óleos Vegetais Comestíveis Poliinsaturados. Campona Grande - FB.
10. Ernesto, A. (2015). Experimentos Científicos e Sua Influencia no Ensino de Física.
Ed. Epse, São Paulo.
11. Francisco, W. E.; Ferreira, H.; & Hartwig, R. (2008). Experimentação
Problematizatizadora: Fundamentos Teóricos e Práticos para a Aplicação em Sala
de Aula de Ciências.
12. Ferreira, Nathalie Alcantara et al. (2015). Efeito da Peroxidação de Óleos Utilizados
em Frituras na Saúde Humana. Artigo revisão bibliográfica.
13. Food Ingredients Brasil. (2014). Dossiê Óleos. Nº 31.
14. Garcia, et al. (2014). Revista Brasileira de Ensino de Física28, 115.
15. Goldoni, Paulo César Pires. (2008). A Qualidade do Óleo de Fritura e Seus Métodos
de Avaliação uma Revisão. Campinas.
16. Graça, Andea; Gonçalves, Daniel; Pirri, Isabel & Pagararo, Malissa (2014). Estudo
da Densidade de Fluidos Incompressíveis através de um tubo em U. Unesp. Sorocaba.
17. Holladay, D.; Resnick, R. & Walker, J. (2009). Fundamentos de física. Ed 8. Rio de
Janeiro: LTC. Volume 2, pag. 58, 64, 65.

30
18. Jesus, V.L.B & Palma, D.A. (2008). Medição da densidade do óleo: uma discussão
sobre sua otimização e diminuição dos custos via incerteza relativa da medição.
Nilópolis, RJ, Brasil.
19. João Ferreira de Almeida (2001). Bília Sagrada, Velho e Novo Testamento. Edição
revista e corrigida. Sociedade Bíblica. P. 548.
20. Lacatos, Eva Maria. & Marcone, Marina de Andrade. (1991). Metodologia Científica.
(2º. ed.). São Paulo.
21. Macamo, Ernesto Mário (20015). Insucesso Escolar em Moçambique. Estudo de caso
na Escola Secundária Graça Machel. Aberta, Lisboa.
22. Moretto & Feet apud Dos Santos (2014). Óleos e gosduras vegetais: composição e
tecnologia. vol.5, n.2, p. 15.
23. Mined (2013). Indicadores Educacionais e Efectivos Escolares - Ensino Primário,
Ensino Secundário Geral. Direcção de Planificação. Ministério da Educação,
Maputo.
24. REVISTA FOOD INGREDIENTS BRASIL (2014). São Paulo: PPGA/FEA/USP,
Nº: 31
25. Rissato (2010). Composicao química de óleo vegetal. São Paulo, p. 5.
26. Secretaria de Estado de Educação. (2018). Responsabilidade do Professor na
Educação, São Paulo.
27. Silva, Ediberto (2010). Metodologia de Pesquisa Aplicada. Senac. Brasília.
28. Tipler P.A., (2000). Física. Ed. LTC, v. 1, 5ª ed. Rio de Janeiro.
29. Viviane & Costa (2010). Metodologias de Ensino nas Disciplinas de Ciência. LTC,
Rio de Janeiro.

31
APÊNDICE
Lista de materiais utilizados durante a pesquisa
Uma tábua de madeira que comporte o tubo em U;
Um bloco de notas para registro de dados;
Uma mangueira transparente;
Chaves de fenda;
Uma balança electrónica;
Um balão volumétrico de 250 ml;
Parafusos.
Régua.
Água.
Óleo
Papel A4
Esferográfica

Dados brutos obtidos no método de medição direita

Massa (em g) 89 72 54
Volume (em ml) 100 80 60

Dados brutos obtidos no método de tubo em U (mangueira de 10mm)

Altura de Óleo (em cm) 19 22,5 16,8


Altura de Agua (em cm) 16,6 19,5 15

Dados brutos obtidos no método de tubo em U (mangueira de 8mm)

Altura de Óleo 19,4 25,8 14


Altura de Agua 17,2 23 12,5

32
Fonte: Autora (2020).

Imagem 1: Medição da densidade através de tubo em U (mangueira de 10mm)

Imagem 2: Medição da densidade através de tubo em U (mangueira de 8mm)

33
Questionário

Escola Secundaria Geral de Gurué Data ......../.........../2020

Nome _____________________________________ Idade ________ Sexo __________

1. Durante as aulas, já ouviu falar sobre o cálculo da densidade de líquidos imiscíveis?


Sim Não

2. Tens alguma dificuldade sobre esta matéria?


Tenho muita dificuldade Tenho pouca dificuldade Não tenho dificuldade

3. Durante este ano tiveste alguma aula pratica?


Sim Às vezes Não

4. Que tipo de actividades práticas são realizadas na sua turma?


Resolução de ficha de exercícios Realização de experimentos
Resolução de ficha de exercícios (com mais frequência) e realização de experimentos
Resolução de ficha de exercícios e realização de experimentos (com mais frequência)

5. Qual é a forma mais fácil para você entender a matéria na disciplina de Física?
Através de aulas teóricas
Através de aulas práticas (resolução de ficha de exercícios)
Através de aulas práticas (realização de experimentos)

6. Na sua opinião, as aulas práticas (realização de experimentos) ajudam te a ultrapassar


as dificuldades?
Sim Às vezes Não

34
Plano de aulas
Escola Secundaria de Gurúè
Disciplina: Física, 12ª Classe
Data: 10 de Novembro de 2020
Turma C, 20 alunos
Nome do professor: Josefa Carlos S. Mucadje
Meios: quadro, giz, apagador, balança digital,
Tema: Determinação da densidade de óleo da cozinha
tubo flexível em U, agua, óleo da cozinha, Balão
Objectivos: No início dessa aula, o aluno deve possuir volumétrico de 150ml, régua, marcador,

Conhecimentos sobre: caderno, caneta, siringa.

 Definição da densidade de líquidos; Método: Elaboração conjunta, experimental,

 Identificar o símbolo da grandeza; observação, trabalho independente e expositivo.

densidade no SI e sua unidade; Duração: 60 minutos


 Determinar a densidade de um líquido.
Hora de início: 08h
No final da aula, o aluno deve ser capaz de:

 Determinar a densidade de óleo de cozinha

Usando os métodos alternativos;

 Comparar os resultados obtidos com a densidade padra;

35
 Escolher o método mais eficaz e barato.
Tempo Função Conteúdo Metodologia e organização
didática Actividades do professor Actividades do aluno
08:00 Introdução Saudação e controle de presença; Determinação da Saúda e faz a chamada; Responde;
e motivação densidade de óleo de cozinha. Escreve o novo tema no Copia o novo tema no
quadro. caderno.
08:05 Orientação O que entendes sobre densidade de um liquido? Pergunta; Responde;
dos R: Densidade de liquido é a quantidade de massa em Dá exercícios para auferir Resolve os exercícios no
objectivos uma unidade de volume do mesmo liquido. o grau de assimilação do quadro e copia no caderno;
Determine a densidade de um liquido Imiscível de aluno sobre a matéria; Remedia-se dos erros
massa 80g contido num recipiente de 200ml Corrige os erros anotados. cometidos.
Dados: Formula:
𝑚 80𝑔
M=80g 𝑑 = 𝑑= d=0,4g/cm3
𝑣 200𝑚𝑙

V=200ml
Pedido:
d=? R: a densidade do liquido é de o,4g/cm3
08:10 Trabalho na 1° Método para determinar a densidade de óleo da Apresenta o material em Inteira-se na explicação do
nova cozinha (método de medição direta) uso, em cada experiência; professor;
matéria Materiais: Balança digital, ceringa graduada, óleo da Explica passo a passo os
cozinha e balão volumétrico de 150ml. procedimentos;

36
Com a ajuda da balança, pesa a massa do recipiente e Demostra os respectivos Identifica o material usado
regista o valor, com a ceringa, coloca 60ml de óleo no cálculos com base nos em cada experiência e os
balão volumétrico, pesa na balança e regista a massa. dados obtidos. respectivos passos;
Em seguida, calcula a densidade com base nos dados Inteira-se nos cálculos e na
obtidos. obtenção dos resultados.
Dados: Pedido: Formula Resolução
𝑚 99𝑔−10𝑔
Mr=10g d=? 𝜌= 𝜌=
𝑣 100𝑚𝑙
𝑚𝑡 −𝑚𝑟
Mt =99g 𝜌𝑑 = 𝜌 = 0,89𝑔/𝑐𝑚3
𝑣

V=100ml R: A densidade é de 0,89𝑔/𝑐𝑚3

2°: Método de tubo em U, de 10mm de diâmetro


Neste caso, usa-se o tubo em U, montado numa placa,
óleo, agua, marcador e régua.
Coloca a água no tubo montado na placa, em seguida
coloca o óleo e com uma régua, mede as alturas das
colunas de água e óleo.
A partir da fórmula 𝑃𝑎𝑡 + 𝑃1 = 𝑃𝑎𝑡 + 𝑃2 e com base no
princípio de Stevin, um liquido em equilíbrio atua sobre
ele a mesma pressão, as pressões atmosféricas anulam-

37
se. Isolando a densidade de óleo, temos a formula
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 .ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
reduzida: 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

Dados: Resolução:
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 .ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎= 19,5𝑐𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

1𝑔/𝑐𝑚3 .19,5
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜 = 22,5𝑐𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
22,5

𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎=1𝑔/𝑐𝑚3 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 = 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜=0,867 𝑔/𝑐𝑚3


Pedido:
𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜=?
R: A densidade de óleo é de 0,867𝑔/𝑐𝑚3

3°: Método de tubo em U, mangueira flexível de 8mm


Neste método, são usados os mesmos materiais e
procedimentos do método anterior, a diferença é o
diâmetro do tubo.
Dados: Pedido: Resolução:
1𝑔/𝑐𝑚3 𝑥23𝑐𝑚
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎=1𝑔/𝑐𝑚3 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜=? 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
25,8𝑐𝑚

ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎= 23𝑐𝑚 Formula: 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜=0,89 𝑔/𝑐𝑚3

38
𝜌𝑎𝑔𝑢𝑎 .ℎ𝑎𝑔𝑢𝑎
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜 = 25,8𝑐𝑚 𝜌𝑜𝑙𝑒𝑜 =
ℎ𝑜𝑙𝑒𝑜

R: A densidade de óleo é de 0,89 𝑔/𝑐𝑚3


No final de tudo, comparamos os resultados obtidos
com a densidade padrão de óleo de soja (0,89 𝑔/𝑐𝑚3 )
08:55 Controlo de Dados a figura abaixo, determine a densidade de do Escreve o exercício no Copia o exercício no
avaliação liquido 2, sabendo que ℎ1 = 16,6𝑐𝑚 𝑒 ℎ2 = 19𝑐𝑚. quadro; quadro e resolve;

Dados: Pedido:
ℎ1 = 16,6𝑐𝑚 𝜌1 = ?
ℎ2 = 19𝑐𝑚 Orienta a correção do Corrige os exercícios no
𝜌1=1𝑔/𝑐𝑚3 exercício no quadro; quadro e copia no caderno

Formula: Resolução: Corrige os erros; caso tenha errado;


𝜌1 .ℎ1 1𝑔/𝑐𝑚3 𝑥16,6𝑐𝑚
𝜌2 = 𝜌2 = = 0,873𝑔/𝑐𝑚3
ℎ2 19𝑐𝑚

R: A densidade do líquido 2 é de 0,873𝑔/𝑐𝑚3


Dá TPC. Copia o TPC no caderno.
Determinar a densidade de óleo da cozinha de massa
120g contido em 150l.

39

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