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UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES –

CAMPUS SANTO ÂNGELO


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
CURSO DE QUÍMICA INDUSTRIAL
DISCIPLINA: FÍSICO-QUÍMICA EXPERIMENTAL II

CONDUTIVIDADE DE ELETRÓLITOS

ALUNOS:
FERNANDO HAMERSKI
EVANDRO HARTMANN

PROF: ZULEICA SOUZA DOS SANTOS

SANTO ÂNGELO, 05 DE OUTUBRO DE 2010


2 – OBJETIVOS

• Utilizar adequadamente o condutívimetro;


• Medir a condutividade de eletrolitos fracos e fortes;
• Calcular o grau de dissociação e a contante de dissociação de eletrólitos fracos.

3 – INTRODUÇÃO
Para medir a condutividade de uma solução, ela é colocada numa célula que dispõe de
um par de eletrodos de platina firmemente fixados numa posição. Em geral é muito difícil
medir com precisão a área dos eletrodos e o afastamento entre eles, de modo que quando se
desejam valores exatos da condutividade, é necessario determinar a constante da célula
mediante a calibração com uma solução cuja condutividade seja conhecida com exatidão. As
medições se fazem pela ligação da célula a um medidor de contuvidade que fornece a célula
uma corrente alternada, com a qual fica reduzida a possibilidade de eletrólise. Ao medidor
também fica aclopado um sensor de temperatura, este sensor corrige, automaticamente as
medições de condutividade ao valor a 25º, que é a temperatura na qual o aparelho está
calibrado ( VOGEL, 1992).
Em soluções, faz-se necessário corrigir a condutividade observada, por meio da
subtração da condutividade do solvente utilizado para preparar as soluçoes. Além disto, para
considerar o efeito da concentração utiliza-se a condutividade molar, a condutividade molar
Λm de um eletrólito se define como a condutividade devida a um mol de eletrólito e se
aproxima do limite quando aumentamos a diluição (UNICAMP, 2009).
Nas soluções eletrolíticas, os íons positivos (cátions) e negativos (ânions) estão livres
e movimentam-se, sendo os responsáveis pelo transporte de carga e consequentemente pelas
propriedades condutoras das soluções eletrolíticas.
A capacidade que a solução tem para conduzir a corrente elétrica é determinada pelo
tipo e número de íons presentes na solução, bem como pela natureza do solvente. A
resisntência à passagem de corrente elétrica (R) é definida de um modo análogo à dos
condutores sólidos, isto é, pela Lei de Ohm. A resistência R é uma propriedade extensiva, e a
grandeza intensiva correspondente é a resistividade ou resistência específica (ρ). A
resistividade ρ é uma característica do material que constituí a amostra. A condutividade k é
definida como inverso da resistividade (DQB, 2006/2007).
A condutância de uma amostra é o inverso de sua resistência. A resistência é
medida em ohm (Ω), de forma que a condutância é medida em Ω -1, unidade conhecida
como siemens (S), S = Ω-1. A resistência aumenta proporcionalmente ao aumento de
comprimento da amostra, l, e diminui de forma inversamente proporcional à sua área
transversal, A (UNICAMP, 2009).
A condutância de uma solução eletrolítica em qualquer temperatura depende somente
dos íons presentes e das respectivas concentrações. Quando a solução for diluída, a
condutância diminuirá, pois os íons presentes, para conduzirem a corrente, estarão em menos
número. Se uma solução for colocada entre dois eletrodos paralelos, separados por 1 cm, e
suficientemente grandes para conter entre eles todo o volume da solução, a condutância
aumentará à medida que a solução for diluída. Isto se deve, em grande parte, nos eletrólitos
fortes, à diminuição dos efeitos interiônicos, e nos eletrólitos fracos, ao aumento do grau de
dissociação.
Nos eletrólitos fortes, a condutividade molar cresce quando a diluição cresce, mas
parece tender a um valor limite conhecido como condutividade molar a diluição infinita. A
grandeza Λ pode ser determinada pela extrapolação gráfica dos dados de condutividade molar
de soluções diluídas de eletrólitos fortes. No caso de eletrólitos fracos, a extrapolação não
pode ser usada para determinação de Λ∞, mas é possível estimá-la a partir das condutividades
molares em diluição infinita dos respectivos íons, mediante a chamada lei de Ostwald.
De acordo com a lei de diluição de Ostwald, em diluição infinita os eletrólitos fracos
não se dissociam completamente e possuem condutividade menor do que eletrólitos fortes.
Com o aumento da concentração o equilíbrio de dissociação é deslocado na direção das
moléculas não dissociadas. A lei da diluição de Ostwald prova que através da adição de
solvente a uma solução iônica podemos aumentar o seu grau de ionização, tornando assim um
ácido ou uma base fraca quase que totalmente ionizados.
De acordo com a lei de Kohlrausch, que trata de eletrólitos fortes, graficando a
condutividade molar de uma solução versus a raiz quadrada da concentração da mesma, deve-
se obter duas retas. A partir da intersecção com o eixo Y determina-se a Λ∞ (VOGEL, 1992).
4- PARTE EXPERIMENTAL
4.1 MATERIAIS
• Condutivímetro.
• Célula do condutivímetro.
• Balões volumétricos de 100 mL.
• Pipetas de 1, 2, 5 e 10mL.
• Béqueres.

4.2 REAGENTES
• Água destilada.
• Solução de NaCl 1M.
• Solução de ácido fórmico 1M.

5 - PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
5.1 Preparo das soluções de NaCl e ácido fórmico.
Preparou-se 100 mL das soluções de NaCl e ácido fórmico nas concentrações da
Tabela 1, a partir da diluição de uma solução concentrada (1M).

Tabela 1 – Concentração das soluções de NaCl e ácido fórmico.


Solução 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Conc. 0,10 0,050 0,010 0,0075 0,0050 0,0025 0,0010 0,00075 0,00050
(M)

Para preparar-se à solução 1 (0,1M) transferiu-se 10 mL da solução estoque 1M para


um balão de 100 mL e completou-se o volume com água. Usou-se a relação M 1V1 = M2V2
para preparar as soluções restantes. Lembrando-se que o volume V2 é o volume final da
solução igual a 100 mL.
Preparou-se a solução dois diluindo-se a solução 1 e assim sucessivamente. Teve-se
cuidado para não se misturar às soluções, então, numeraram-se os balões.
Seguiu-se o mesmo procedimento para preparar as soluções tanto de NaCl como de
acido fórmico.
5.2 Medidas de condutividade
Realizaram-se as medidas da condutividade com o aparelho de medidas que consiste
da célula, do condutivímetro e do eletrodo, ambos acoplados a um agitador magnético com
um magneto para agitar a solução.

Lavou-se e enxaguou-se a célula do condutivímetro, o magneto e o eletrodo com água


destilada várias vezes antes de iniciar-se o experimento.

Calibrou-se o condutivímetro, antes de iniciar-se as medidas, com a solução padrão


(KCl). Verificou-se se o aparelho estava medindo em medindo em mS ou µ S. Mediu-se
também a condutividade da água antes de começar as demais medidas.

Ligou-se o agitador magnético com velocidade moderada durante as medidas.


Manteve-se a temperatura controlada a 25oC durante os experimentos.

Mediu-se a condutividade das soluções preparadas iniciando sempre com a solução


mais diluída e enxaguando a célula e o eletrodo com a solução antes das medidas.

6 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

As leituras de condutividade específica κ , para o NaCl e para o acido fórmico, foram


realizadas, e os resultados encontrados estão expressos na Tabela 2.

Tabela 2 – Condutividade específica κ , em µS/cm, para as soluções de NaCl e de


acido fórmico.

Solução NaCl HCOOH


Condutividade (µS/cm) Condutividade (µS/cm)
1 8010 438,7
2 4170 223,6
3 1140 114
4 832,8 98,5
5 579,6 79,3
6 386,7 66,7
7 140,8 37
8 108,2 29,3
9 79,2 23,5

A condutividade específica lida para a água no condutivímetro foi de 8,85µS/cm.


1000 κ
Calculou-se a condutividade molar ( Λm ), através da Equação: Λm = , onde κ
c
é a condutividade específica para cada uma das soluções, citadas na Tabela 2, descontando-se
a condutividade lida para a água, e c , é a concentração de cada uma das soluções, expressas
na Tabela 1.

1000 κ
Λm = Equação 1
c

Solução 1 – (NaCl – 0,10M) =

1000 κ
Λm =
c
1000 .8496 ,7
Λm =
0,10
Λm = 42985000 µScm 2 mol −1

−1
Λm = 4,295 Scm 2 mol

Solução 1 – (HCOOH– 0,10M) =

1000 κ
Λm =
c
1000 .131 ,5
Λm =
0,10
Λm = 1315000 µScm 2 mol −1

−1
Λm = 1,315 Scm 2 mol

Os cálculos realizados para obter-se a condutividade molar da solução 1, de NaCl e de


HCOOH, cujas condutividades específicas foram lidas no condutivímetro 1 , foram realizados
para as demais soluções, da mesma maneira, utilizando-se a Equação 1. Os resultados estão
expressos na Tabela 3.

Tabela 3 – Condutividade molar ( Λm ), em Scm2mol-1, para as soluções de NaCl e HCOOH.


Solução HCOOH NaCl

1 4,298 80,01
2 4,295 83,22
3 10,515 113,115
4 11,953 109,86
5 14,09 114,15
6 23,14 151,14
7 28,15 131,95
8 27,266 132,466
9 29,3 140,7

Com a condutividade da solução de NaCl, e a concentração das soluções analisadas,


construiu-se o gráfico da condutividade da solução de NaCl versus concentração, conforme a
Figura 1.

8000

6000
K/µS/cm

4000

2000

0
0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10
Concentração

Figura 1: Condutividade da solução de NaCl versus concentração.

Com a condutividade da solução de ácido fórmico e a concentração das soluções


analisadas, construiu-se o gráfico da condutividade da solução de ácido fórmico versus
concentração, conforme a Figura 2.
500

400

300
K/µ/cm

200

100

0
0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10
Concentração

Figura 2: Condutividade da solução de ácido fórmico versus concentração.

Calculou-se a raiz quadrada da concentração para construir-se o gráfico da


condutividade molar do NaCl versus a raiz quadrada da concentração, segundo a Tabela 4.

Tabela 4 – Concentração das soluções de NaCl, eletrólito forte, e raiz quadrada da


concentração.
Solução 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Conc. (M) 0,10 0,050 0,010 0,0075 0,0050 0,0025 0,0010 0,00075 0,00050
Raiz 0,3162 0,2236 0,1 0,0866 0,0707 0,05 0,0316 0,0273 0,02236
Quadrada
da Conc.

Com os valores da Tabela 3 e da Tabela 4 construíram-se os gráficos da


condutividade molar do NaCl versus a raiz quadrada da concentração.
160

150

140

130

120
Λm do KCl

110

100

90

80

70
0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35
1/2
C de KCl

Figura 3: Condutividade molar do NaCl versus a raiz quadrada da concentração.

A condutividade molar aproxima-se do limite aumentando-se a diluição. A lei de


Kohlrausch trata da dependência da concentração com a condutividade molar em eletrólitos
fortes.
Desta forma é utilizado o gráfico condutividade molar do NaCl versus a raiz quadrada
da concentração e a partir da interseção com o eixo y determina-se a condutividade molar a
uma diluição infinita. De acordo com a Figura 6, a extrapolação da reta é 159, 71978. Ou seja,
Λα , a condutividade molar a diluição infinita.

1
Calculou-se e Λm .C para a construção dos gráficos do inverso da
Λm

condutividade molar do ácido fórmico versus o produto da condutividade molar e a


concentração, os valores estão expressos na Tabela 5. A concentração das soluções esta
expressa na Tabela 1.

1
Tabela 5 – (inverso da condutividade molar do ácido fórmico) e Λm .C (produto
Λm

da condutividade molar e a concentração).


Condutividade molar 1 Λm .C
Λm
( Λm ), HCOOH
Solução 1 4,298 0,233 0,429
Solução 2 4,295 0,232 0,215
Solução 3 10,515 0,095 0,105
Solução 4 11,953 0,083 0.089
Solução 5 14,09 0,070 0,070
Solução 6 23,14 0,043 0,057
Solução 7 28,15 0,035 0,028
Solução 8 27,266 0,036 0,020
Solução 9 29,3 0,034 0,014

0,25

0,20

0,15
1/ Λm

0,10

0,05

0,00
0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25

Λ m.C

Figura 4: Inverso da condutividade molar do ácido fórmico versus o produto da


condutividade molar e a concentração.

De acordo com a Figura 4, a extrapolação da reta é 0,00463. Ou seja, Λα , a


condutividade molar a diluição infinita.

A constante de dissociação do ácido fórmico pelo gráfico da é calculada a partir da

1
Equação K = . Onde isolando-se K, e utilizando-se a inclinação da reta (b) -
b.( Λα ) 2

0,98487, temos:
1
K= Equação 2
b.( Λα ) 2

1
K =
0,98487 .( 0,00463 ) 2
K = 0,000021112 = 2,11 .10 −5

A lei de Ostwald trata da dependência da concentração com a condutividade molar em


eletrólitos fracos. Eletrólitos fracos não se dissociam completamente e possuem condutividade
menor do que eletrólitos fortes. Com o aumento da concentração o equilíbrio de dissociação é
deslocado na direção das moléculas não dissociadas.

Determinou-se o grau de dissociação do ácido fórmico para as várias concentrações –

Λm
expressas na Tabela 1 -, segundo a Equação: α = , utilizando-se a condutividade molar de
Λα

cada solução – expressas na Tabela 3 - e a diluição infinita.

Λm
α= Equação 3
Λ∞

4,298
Solução 1 = α = 0,00463 = 928 ,293

Os valores encontrados seguem na Tabela 6.

Tabela 6: Grau de dissociação do ácido fórmico nas diversas concentrações analisadas.

Solução de α
HCOOH
1 928,293
2 927,64
3 2271,05
4 2581,64
5 3043,19
6 4997,84
7 6079,91
8 5888,98
9 6328,29

O grau de dissociação aumenta com o aumento da diluição da solução.

7 - CONCLUSÃO

Além da correta utilização do condutivimetro, a técnica permite que através da


condutividade especifica seja determinado se um eletrólito é fraco (lei de Otswald) ou forte
(lei de Kohlrausch), a condutividade molar para as soluções nas diferentes concentraçoes, a
condutividade molar a diluição infinita, o grau de dissociação e a constante de dissociação de
eletrólitos fracos como o acido fórmico.
Observando-se os resultados obtidos, verifica-se que as soluções de cloreto de sódio
comportaram-se como esperado obtendo-se resultados bastante próximos aos encontrados na
literatura. Já os obtidos para a solução de acido fórmico em relação à determinação da
condutividade molar a diluição infinita, mostraram-se bastante diferentes dos da literatura,
evidenciando alguma falha operacional durante sua obtenção, podendo ser devido a
sensibilidade do condutivimetro.

8 – REFERÊNCIAS

DQB – Eletroquímica Fundamental, 2006/2007. Condutimetria – verificação da lei de


Kohlrausch. Disponível em: <http://www.dqb.fc.ul.pt/cup/44240/Condutimetria.pdf>.
Acesso em: 09 de outubro de 2010.
UNICAMP. Instituto de química. Aulas práticas, julho de 2009. Disponível em:
<http://www.iqm.unicamp.br/graduacao/material/qg100/aulas_praticas-Bassi.pdf>. Acesso
em: 09 de outubro de 2010.
VOGEL, Arthur I. Análise Química Quantitativa. 5º Ed., LTC – Livros Tecnicos e
Cientificos. Editora S.A., RJ, 1992.

ANEXOS
Questões
1. Calcular a condutividade molar Λm para o NaCl e ácido acético, utilizando os valores
medidos.
Solução 1 – NaCl (0,10M) =

1000 κ
Λm =
c
1000 .8496 ,7
Λm =
0,10
Λm = 42985000 µScm 2 mol −1

−1
Λm = 4,295 Scm 2 mol

Solução 1 – HCOOH (0,10M) =

1000 κ
Λm =
c
1000 .131 ,5
Λm =
0,10
Λm = 1315000 µScm 2 mol −1

−1
Λm = 1,315 Scm 2 mol

Segue na Tabela 1 os valores para as demais soluções de NaCl e HCOOH.

Tabela 1: Condutividade molar ( Λm ), em Scm2mol-1, para as soluções de NaCl e


HCOOH
Solução HCOOH NaCl

1 4,298 80,01
2 4,295 83,22
3 10,515 113,115
4 11,953 109,86
5 14,09 114,15
6 23,14 151,14
7 28,15 131,95
8 27,266 132,466
9 29,3 140,7

2. Determinar a constante de dissociação do ácido fórmico pelo gráfico.


A constante de dissociação do ácido fórmico pelo gráfico da é calculada a partir da

1
Equação K = . Onde isolando-se K, e utilizando-se a inclinação da reta (b) -
b.( Λα ) 2

0,98487, temos:

1
K=
b.( Λα ) 2

1
K =
0,98487 .( 0,00463 ) 2
K = 0,000021112 = 2,11 .10 −5

3. Determinar o grau de dissociação do ácido fórmico para as várias concentrações.

Determinou-se o grau de dissociação do ácido fórmico para as várias concentrações,

Λm
segundo a Equação: α = , utilizando-se a condutividade molar de cada solução e a
Λα

diluição infinita.

Λm
α=
Λ∞

4,298
Solução 1 = α = 0,00463 = 928 ,293

Os resultados para as demais soluções estão dispostos na Tabela 2.

Tabela 2: Grau de dissociação do ácido fórmico nas diversas concentrações analisadas


Solução de α
HCOOH
1 928,293
2 927,64
3 2271,05
4 2581,64
5 3043,19
6 4997,84
7 6079,91
8 5888,98
9 6328,29

4. Discuta as leis de Kohlrausch e de Ostwald para eletrólitos fortes e fracos.


Otwald formulou a lei de diluição de Ostwald ou lei de Ostwald que rege os
fenômenos da dissociação dos eletrólitos fracos (ácidos, bases) nas dissoluções. Esta lei trata
da dependência da concentração com a condutividade molar em eletrólitos fracos. Eletrólitos
fracos não se dissociam completamente e possuem condutividade menor do que eletrólitos
fortes. Com o aumento da concentração o equilíbrio de dissociação é deslocado na direção das
moléculas não dissociadas.
A lei de Kohlrausch trata da dependência da concentração com a condutividade molar
em eletrólitos fortes. O gráfico de condutividade molar versus a raiz quadrada da
concentração deve resultar em duas retas, onde, a partir da interseção com o eixo y determina-
se a condutividade molar a uma diluição infinita.

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