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LEGISLAÇÃO

LEI N. 5.810/1994 – REGIME JURÍDICO ÚNICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS


CIVIS DO ESTADO DO PARÁ – PARTE V

Livro Eletrônico
© 05/2019

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ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Giulia Batelli, Juliane Fenícia de Castro, Laís Rodrigues e Thaylinne Gomes Lima

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Lei n. 5.810/1994 – Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos
Civis do Estado do Pará – Parte V
Prof. Gustavo Deitos

Título IV – Da Seguridade Social....................................................................5


Capítulo I – Das Disposições Gerais................................................................5
Capítulo II – Da Saúde.................................................................................8
Capítulo III – Da Previdência Social...............................................................9
Capítulo IV – Da Assistência Social.............................................................. 10
Título V – Da Associação Sindical................................................................. 11
Título VI – Dos Deveres, Das Proibições e Das Responsabilidades..................... 12
Capítulo I – Dos Deveres............................................................................ 12
Capítulo II – Das Proibições........................................................................ 14
Capítulo III – Das Responsabilidades............................................................ 25
Capítulo IV – Das Penalidades e sua Aplicação............................................... 27
Exercícios................................................................................................. 42
Gabarito................................................................................................... 54
Gabarito Comentado.................................................................................. 55

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Olá, querido(a) aluno(a)! Começaremos agora nossa quinta e penúltima aula

dentre as seis aulas que teremos para estudarmos o Regime Jurídico Único dos

Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, instituído por meio da Lei Esta-

dual n. 5.810/1994.

Apesar de este Estatuto ter muitas particularidades, nele estão presentes diver-

sos institutos jurídicos já consagrados e muito aprofundados no direito administra-

tivo brasileiro.

Portanto, as aulas serão destinadas a dar destaque aos pontos mais particula-

res e, também, a proporcionar aprofundamento teórico sobre os institutos jurídicos

envolvidos no grau necessário e indispensável para a compreensão do conteúdo.

Além de dar destaque a pontos dogmáticos, visaremos apresentar o conteúdo

de maneira reflexiva, de modo que torne mais claro o fundamento de cada segmen-

to deste Estatuto. É claro, sempre teremos por principal objetivo o oferecimento

de substrato suficiente para que você esteja à altura de acertar qualquer questão

avaliativa deste tema em nosso concurso.

A fim de que a abordagem pretendida seja feita de forma mais clara e organi-

zada para você, trabalharemos com sistema de comentários individualizados a

cada artigo da lei, fazendo-se menções e associações com outros artigos sempre

que for conveniente para o melhor entendimento da matéria.

Bons estudos!

Seja imparável!

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Título IV – Da Seguridade Social


Capítulo I – Das Disposições Gerais

Já chegamos a abordar algumas questões relativas à aposentadoria em aula

anterior, e, agora, trataremos especificamente da Seguridade Social como um todo,

que não deixa de ter relevância para o Regime Previdenciário, uma vez que a Pre-

vidência é englobada pelo supersistema da Seguridade Social.

Art. 166. A seguridade social compreende um conjunto de ações do Estado destinadas


a assegurar os direitos à saúde, à previdência e à assistência social do servidor e
de seus dependentes.
Parágrafo único. Na seguridade social prevalecem os seguintes objetivos:
I – universalidade da cobertura do atendimento;
II – uniformidade dos benefícios;
III – irredutibilidade do valor dos benefícios;
IV – caráter democrático da gestão administrativa, com participação paritária do servi-
dor estável e do aposentado eleitos para o colegiado do órgão previdenciário do Estado
do Pará.

Antes de qualquer comentário, devemos destacar que nosso Estatuto traça al-

gumas orientações sobre a Seguridade Social, em todos seus três segmentos (saú-

de, previdência e assistência social). Contudo, não há, aqui, uma redundância nor-

mativa sobre a Seguridade Social, mas sim um enfoque desse supersistema

sobre a pessoa do servidor público.

Vamos falar, agora, de cada um dos objetivos traçados para a seguridade social

do servidor público paraense:

Universalidade da cobertura do atendimento: este objetivo, na visão des-

te professor, foi mal transcrito pela legislação. A Constituição Federal, em seu art.

194, parágrafo único, inciso I, outorga à seguridade social o objetivo da “univer-

salidade da cobertura e do atendimento”. Por mais que nosso Estatuto não esteja

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obrigado a reproduzir nada, devemos admitir que a supressão da partícula aditiva

“e” torna a semântica do objetivo de difícil compreensão, pois a universalidade

sempre se destinou à cobertura dos gravames sociais e ao atendimento às pessoas.

Não tem lógica, portanto, que a universalidade destine-se à “cobertura do atendi-

mento”. Logo, em minha visão, este objetivo deve ser lido como: “universalidade

da cobertura e do atendimento”. Este objetivo quer dizer que a cobertura dos

gravames se o atendimento das pessoas deve tentar ser cada vez mais amplo,

abrangendo a maior quantidade de eventos e pessoas possíveis, sem distinções

indevidas. Por isso, a pretensão estatal deverá sempre ser expansiva, no sentido

de buscar coberturas e atendimentos universais.

Uniformidade dos benefícios: este objetivo impõe que não exista diferen-

ças nem restrições entre os benefícios concedidos a uns servidores e os benefí-

cios concedidos a outros. Independentemente da carreira, dos requisitos do cargo

ou do histórico funcional, os benefícios da seguridade social do servidor público

devem ser uniformes a todos eles.

Irredutibilidade do valor dos benefícios: o valor real dos benefícios conce-

didos aos servidores públicos (em grande maioria pertencentes à previdência so-

cial) deve sempre conservar-se em patamar que não admita perda real ao servidor.

Dessa maneira, à medida que a inflação se movimenta, o valor dos benefícios deve

ser alterado.

Caráter democrático da gestão administrativa, com participação paritária do

servidor estável e do aposentado eleitos para o colegiado do órgão previdenciário

do Estado do Pará: a gestão administrativa da seguridade social encontra expres-

são na exigência de que beneficiários diretos do sistema participem dos órgãos

deliberativos responsáveis pela definição do futuro da seguridade social. Portanto,

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além de esse caráter democrático dever ser preservado, os servidores em atividade

e em inatividade devem ter participação nesses órgãos em igualdade de condições.

Art. 167. O Município que não dispuser de sistema previdenciário próprio poderá aderir,
mediante convênio, ao órgão de seguridade do Estado do Pará para garantir aos seus
servidores a seguridade, na forma da lei.

Esse artigo introduz uma autorização excepcional de extrapolação finalística

subjetiva do nosso Estatuto, de modo que ele seja aplicado no âmbito de ente

federado ao qual não se destina, por motivo de interesse público. Nesses casos,

geralmente se chega à conclusão de que a lacuna normativa no Município é muito

prejudicial aos servidores, isso sem falar na possível inaptidão técnica do Poder

Legislativo Municipal para estruturar um sistema previdenciário próprio.

Portanto, Municípios que não tenham sistema previdenciário próprio poderão,

celebrando convênio com o Estado do Pará, aplicar em seu âmbito as normas

de seguridade social que estamos tratando neste Título.

Convênio é o instrumento adequado. Não deixe a prova te enganar falando de

“contrato” ou “termo de adesão/cooperação”, pois é da natureza do convênio a

gratuidade, eis que motivado por razões de interesse público primário (segurança

jurídica dos agentes públicos).

Art. 168. A seguridade social será financiada através das seguintes contribuições:
I – contribuição incidente sobre a folha de vencimento e remunerações;
II – dos servidores de qualquer quadro funcional;
III – de outras fontes estabelecidas em lei destinadas a garantir a manutenção ou ex-
pansão da seguridade social.
Parágrafo único. As receitas destinadas à seguridade social constarão do orçamen-
to do Estado do Pará.

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O rol estabelecido nesse artigo deve ser memorizado em seus próprios termos,

uma vez que trata das fontes de receitas públicas decorrentes das contribuições à

seguridade social. Trata-se de um rol semiaberto, pois, ao passo em que não apre-

senta meros exemplos, permite que outras leis agreguem itens de igual utilidade e

relevância que os citados expressamente.

O parágrafo único, por sua vez, representa uma concretização do preceito cons-

titucional constante do art. 195, § 1°: “As receitas dos Estados, do Distrito Federal

e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orça-

mentos, não integrando o orçamento da União.”.

Art. 169. As metas e prioridades caracterizadoras dos programas, projetos e atividades


estabelecidas no orçamento manterão absoluta fidelidade à finalidade e ao objetivo
do órgão de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado do Pará.

A finalidade deste artigo é impedir que as metas e prioridades da Lei de Dire-

trizes Orçamentárias sejam usadas como fundamentos para o desvio de recursos e

ações da Previdência e da Assistência dos Servidores a outros propósitos políticos.

Capítulo II – Da Saúde
Art. 170. A assistência à saúde será prestada pelo órgão estadual competente e, de
forma complementar, por instituições públicas e privadas.

Normalmente, os órgãos públicos, inclusive o MP-PA, possuem um departa-

mento especializado em prestação de serviços de saúde a seus servidores, como

as “Coordenadorias de Saúde” e “Seções Técnicas de Saúde”, por exemplo. Nesse

contexto, o presente artigo estabelece que, em caráter principal, a assistência à

saúde do servidor será prestada por esses departamentos.

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O caráter complementar da participação das instituições públicas ou privadas

justifica-se sob a ótica dos seguintes cenários: quando o departamento de saúde

não tem toda a estrutura necessária e, por isso, algum(ns) procedimento(s) devem

ser continuados ou complementados em outros órgãos públicos ou privados; ou,

ainda, quando o departamento esteja impossibilitado de prestar atendimento (por

inexistência ou inviabilidade operacional permanente ou temporária).

Art. 171. Nas situações de urgência e emergência o setor de Recursos Humanos co-
municará formalmente ao órgão de seguridade social, no primeiro dia útil seguinte,
o atendimento médico do servidor ou de seus dependentes.
§ 1° A assistência à saúde fora do domicílio do servidor depende da manifestação
favorável do órgão de seguridade social do Estado do Pará.
§ 2° O atendimento de urgência e emergência fora do domicílio do servidor obedecerá
ao que dispuser o regulamento.

Se o servidor, ou dependente seu, receber atendimento médico de urgência ou

emergência, o departamento de RH comunicará ao órgão da seguridade social, no

primeiro dia útil que se seguir, a ocorrência desse atendimento, para que as pro-

vidências de natureza previdenciária e assistencial sejam tomadas (concessão de

benefícios ou prestação de serviços socioassistenciais).

Capítulo III – Da Previdência Social


Art. 172. Os planos de Previdência Social atenderão, nos termos da legislação perti-
nente:
I – à cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte, incluindo os resultantes de
acidentes de trabalho, velhice e reclusão;
II – à pensão por morte de segurado, homem ou mulher, ao cônjuge e dependente.
§ 1° A contribuição previdenciária incidirá sobre a remuneração total do servidor,
exceto salário-família, com a consequente repercussão em benefícios.
§ 2° É assegurado o reajustamento de benefícios para preservar-lhes, em caráter
permanente, o valor real da época da concessão.
§ 3° O 13° (décimo terceiro) salário dos aposentados e pensionistas terá por base o
valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano.

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Deve o sistema previdenciário do servidor público paraense garantir a eles co-

bertura de, no mínimo doença, invalidez, morte, velhice e reclusão. Decifrando-se

em termos práticos, são obrigatórios o pleno funcionamento e a plena disponibili-

dade dos seguintes benefícios (mesmo que com nomes distintos):

• Auxílio-doença;

• Aposentadoria por invalidez;

• Pensão por morte;

• Aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição;

• Auxílio-reclusão.

Não é objeto desta aula o estudo de cada espécie desses benefícios. Não obs-

tante, cabe mencionar que esses benefícios são os mínimos. Portanto, de acordo

com o objetivo da Universalidade da Cobertura e do Atendimento, é possível – e

até recomendada – a instituição de outros benefícios, como aposentadoria especial,

dentre outros.

Capítulo IV – Da Assistência Social


Art. 173. A assistência social será prestada ao servidor e dependentes.
Art. 174. A assistência social tem por objetivo:
I – proteção ao servidor, sobretudo nos trabalhos penosos, insalubres e perigosos;
II – proteção à família, à maternidade e à infância;
III – amparo às crianças, em creche;
IV – a cultura, o esporte, a recreação e o lazer.

Estudando o tema da assistência social, a primeira informação que nos é apre-

sentada é a de que os benefícios e serviços da assistência social independem de

qualquer contribuição. Aqui, nada é diferente.

Todas as ações do Estado com vistas a auxiliar o servidor a subsistir social-

mente, prevenir-se de riscos e vulnerabilidades sociais e melhorar sua qualidade

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de vida têm algo em comum: são realizadas sem nada em troca: sem nenhuma

retenção ou contribuição prévia.

Título V – Da Associação Sindical


Art. 175. É garantido ao servidor público civil do Estado do Pará o direito à livre as-
sociação, como também, entre outros, os seguintes direitos, dela decorrentes:
a) de ser representado pelos sindicatos, na forma da legislação processual civil;
b) de inamovibilidade dos dirigentes dos sindicatos até 1 (um) ano após o final do man-
dato;
c) de descontar em folha, mediante autorização do servidor, sem ônus para a entida-
de sindical a que for filiado, o valor das mensalidades e contribuições definidas em
Assembleia Geral da categoria.

A liberdade de associação é um princípio constitucional com expressão no art. 5°,

inciso XX, da Constituição Federal: “ninguém poderá ser compelido a associar-

-se ou a permanecer associado”. Contudo, essa proteção não é suficiente, dado seu

grau de abstração.

Para a concretização desse princípio, são necessárias algumas garantias mí-

nimas. No nosso caso, garante-se ao servidor o direito de ser substituído pelo

sindicato ou pela associação em processos judiciais que visem objetivos de

interesse de toda a categoria funcional representada (alínea a). Além disso, garan-

te-se ao servidor a permanência na localidade onde está situada a base territorial

de seu sindicato ou de sua associação, com o fim de evitar que algum gestor públi-

co local – incomodado com a atuação sindical desse servidor – resolva “livrar-se”

dele deslocando-o a local de base territorial diferente, onde o servidor não teria a

mesma influência (alínea b).

Essa proteção dura até um ano após o final do mandato, período que, segundo

a visão do legislador, é o tempo durante o qual a reputação sindical do servidor

permanece presumidamente elevada.

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1NAMOV1B1L1DADE
(1 ANO)

Por fim, garante-se ao servidor o direito de autorizar, ou não, o desconto em

folha de contribuições e mensalidade sindicais/assistenciais. Logo, o servidor não

é obrigado a aceitar o pagamento periódico de valores à pessoa jurídica represen-

tativa (alínea c).

Art. 176. É assegurada a participação permanente do servidor nos colegiados dos


órgãos do Estado do Pará em que seus interesses profissionais ou previdenciários
sejam objeto de discussão e deliberação.

Por sua vez, este artigo destina-se a concretizar preceito do art. 10 da Cons-

tituição Federal: “É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores

nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previ-

denciários sejam objeto de discussão e deliberação.”.

Título VI – Dos Deveres, Das Proibições e Das Responsabi-


lidades

Capítulo I – Dos Deveres


Art. 177. São deveres do servidor:
I – assiduidade e pontualidade;
II – urbanidade;
III – discrição;

 Obs.: “Discrição” é muito diferente de individualismo. O servidor deve ser trans-

parente e comunicativo no que toca às suas pretensões em serviço. A dis-

crição, nesse contexto, tem muita relação com evitar a propagação desne-

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cessária de informações pertinentes à repartição, cuja publicidade possa

pôr em risco, sem motivo justificado, a celeridade e a efetividade do serviço

público.

IV – obediência às ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;

Servidores públicos têm dever funcional de obedecer às ordenas emanadas de

autoridades superiores, por força do poder hierárquico, uma vez que a hierarquia

é desenhada justamente por ser considerada uma ferramenta de manutenção da

ordem no serviço. Logo, a obediência à autoridade superior é um meio para con-

cretização de necessidades administrativas.

Todavia, essa obediência não concretizará as necessidades administrativas se a

ordem for manifestamente ilegal. Por “manifestamente ilegal”, podemos entender

toda ordem que, a juízo do homem médio, contraria o próprio objetivo do serviço e/

ou da Administração Pública, como, por exemplo, quando uma autoridade superior

ordena que um subordinado lave seu carro. Ora, essa ordem não pode ser respal-

dada por elementos institucionais, como a hierarquia. Portanto, o cumprimento de

uma ordem ilegal é totalmente contrário ao interesse público.

V – exercício pessoal das atribuições;

Em tempos de teletrabalho, a interpretação desse dever deve guardar pertinên-

cia com a realidade. O exercício pessoal não se refere ao trabalho na repartição,

em pessoa, mas, sim, à necessidade de que o servidor realize o trabalho com suas

próprias mãos, sem “terceirizar” tarefas a terceiros.

VI – observância aos princípios éticos, morais, às leis e regulamentos;


VII – atualização de seus dados pessoais e de seus dependentes;
VIII – representação contra as ordens manifestamente ilegais e contra irregularidades;
IX – atender com presteza:
a) às requisições para a defesa do Estado;

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b) às informações, documentos e providências solicitadas por autoridades judiciárias ou


administrativas;
c) à expedição de certidões para a defesa de direitos, para a arguição de ilegalidade ou
abuso de autoridade.

Uma informação relevante para o estudo de todos os deveres dos servidores

públicos é a consequência do desrespeito a qualquer um desses deveres. Essa con-

sequência, de fato, é variável.

O descumprimento desses deveres tem sanção (punição) correspondente à gra-

vidade do ato. Os critérios para a interpretação dessa gravidade, todavia, não são

elucidados em nosso Estatuto, mas, sim, em regulamentos infralegais, elaborados

pela Administração Pública sob observância de sua discricionariedade (mérito ad-

ministrativo).

O que podemos afirmar com respaldo em nosso Estatuto é que o descumpri-

mento desses deveres pode ser interpretado como falta leve ou falta grave.

O art. 188 do nosso Estatuto estabelece que, no caso de faltas leves (verificá-

veis diante de descumprimento de deveres ou de prática de atos proibidos), a pena

aplicável será de repreensão.

Já o art. 189 estabelece que uma das hipóteses de aplicação de suspensão é a

prática de falta grave, que, logicamente, também pode consistir no descumprimen-

to de um desses deveres ou na incorrência de uma das proibições (estudadas no

artigo seguinte). Além da falta grave, o referido artigo também cita a reincidência,

que consiste na reiteração de faltas consideradas leves.

Capítulo II – Das Proibições

De agora em diante, nossa aula assumirá uma feição próxima de um “Direito

Penal Administrativo”, tendo em vista que enfocaremos condutas negativas (veda-

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ções/proibições) seguidas de respectivas punições. Você, futuro servidor público do

Ministério Público do Estado do Pará, deve sempre estar atento às configurações

das infrações e às respectivas penalidades, pois, além de ter o dever de atuar con-

forme a lei, terá o dever legal de denunciar qualquer ilegalidade presenciada.

Considero importante que, antes de adentrar nesse ponto da aula, você tenha

uma noção básica da diferença entre o penalismo administrativo e o penalismo

tradicional (direito penal comum). Além disso, é importante ter noções básicas dos

critérios para aplicação de penalidades administrativas. Veja nas palavras de Maria

Sylvia Zanella Di Pietro:

“Não há, com relação ao ilícito administrativo, a mesma tipicidade que

caracteriza o ilícito penal. A maior parte das infrações não é definida com pre-

cisão, limitando-se a lei, em regra, a falar em falta de cumprimento dos deveres,

falta de exação no cumprimento do dever, insubordinação grave, procedimento ir-

regular, incontinência pública; poucas são as infrações definidas, como o abandono

de cargo ou os ilícitos que correspondem a crimes ou contravenções.

Isso significa que a Administração dispõe de certa margem de apreciação

no enquadramento da falta dentre os ilícitos previstos na lei, o que não significa

possibilidade de decisão arbitrária, já que são previstos critérios a serem observa-

dos obrigatoriamente; é que a lei determina que na aplicação das penas disciplina-

res serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e os danos que

dela provierem para o serviço público.

É precisamente pelo fato de a Administração dispor de certa margem de apre-

ciação (ou discricionariedade limitada pelos critérios previstos em lei) na aplicação

de penalidade que se exige a precisa motivação, para demonstrar a adequação

entre a infração e a pena escolhida e impedir o arbítrio da Administração. Normal-

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mente essa motivação consta do relatório da comissão ou servidor que realizou o

procedimento; outras vezes, consta de pareceres proferidos por órgãos jurídicos

preopinantes aos quais se remete a autoridade julgadora; se esta não acatar as

manifestações anteriores, deverá expressamente motivar a sua decisão.”

Art. 178. É vedado ao servidor:


I – acumular inconstitucionalmente cargos ou empregos na administração pública;

De acordo com o art. 190, inciso XII, a inocorrência do servidor nessa proibição

legitima a penalidade de demissão. Todavia, cabe destacar que alguns cargos são

acumuláveis (citados no art. 162 do nosso Estatuto).

Apesar disso, de acordo com o art. 164, se o servidor público optar por algum

dos cargos até o final do processo administrativo, a acumulação será presumida-

mente de boa-fé e o servidor não sofrerá a sanção de demissão.

Para recordar informação relevantíssima da aula anterior: é proibida a acu-

mulação de cargos em comissão pelo mesmo servidor. Todavia, como essa

proibição não se encontra na Constituição, mas sim na lei, não se verifica direta-

mente hipótese de demissão na acumulação de cargos em comissão. Eventual in-

terpretação extensiva seria prejudicial ao servidor.

Mesmo que se sustente violação de princípio constitucional em decorrência da

acumulação de cargos em comissão (o que é proibido por lei infraconstitucional),

essa violação é reflexa – indireta – e não direta. No processo administrativo em

particular, portanto, isso poderia ser objeto de discussão.

II – revelar fato de que tem ciência em razão do cargo, e que deve permanecer em si-
gilo, ou facilitar sua revelação;

De acordo com o art. 190, inciso IX, a revelação do segredo constitui falta pu-

nível com demissão. A facilitação da revelação dele, por sua vez, pode ser inter-

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pretada como falta grave ou leve, legitimando, respectivamente, a aplicação de

penalidade de suspensão ou repreensão.

III – pleitear como intermediário ou procurador junto ao serviço público, exceto quando
se tratar de interesse do cônjuge ou dependente;

Consoante o art. 190, inciso XV, essa conduta é punível com demissão. Toda-

via, esta penalidade não será aplicada em caso de o servidor diligenciar em favor

de benefícios previdenciários ou assistenciais a parentes até o segundo grau, e de

cônjuge ou companheiro, além de diligenciar em favor de quaisquer interesses ju-

rídicos do cônjuge ou de dependente seu.

IV – deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada, por 30 (trinta) dias con-
secutivos;

Este inciso IV determina o que é, efetivamente, “abandono de cargo”, que é

punível com demissão, de acordo com o art. 190, inciso II.

V – valer-se do exercício do cargo para auferir proveito pessoal ou de outrem, em detri-


mento da dignidade da função;

Conforme o art. 190, inciso XIII, essa conduta é punível com a penalidade de

demissão.

VI – cometer encargo legítimo de servidor público à pessoa estranha à repartição, fora


dos casos previstos em lei;

Em razão de essa proibição não ter penalidade prevista nos art. 189 e 190, a

incorrência do servidor nessa proibição pode ser interpretada como falta grave ou

leve, legitimando, respectivamente, a aplicação de penalidade de suspensão ou

repreensão.

VII – participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou


exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;

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Conforme o art. 190, inciso XIV, essa conduta é punível com a penalidade de

demissão. Entretanto, a punição aplicável a essa conduta encontra conflito no art.

189, que aponta a penalidade de suspensão como cabível nesta situação.

Tendo em vista que a lei foi diretamente contraditória em seu texto, resta à Ad-

ministração Pública, à luz dos critérios de razoabilidade e proporcionalidade, aferir

qual é a penalidade mais justa e oportuna.

VIII – aceitar contratos com a Administração Estadual, quando vedado em lei ou regu-
lamento;

A incorrência do servidor nessa proibição pode decorrer de condutas mais gra-

vosas, como corrupção, aceitação de comissão de particular, procedimento desidio-

so, insubordinação grave, dentre outras que possibilitam a demissão do servidor.

Contudo, sem haver configuração de penalidade mais grave (a exemplo dessas

mencionadas) antes ou após o aceite indevido de contratos, a incorrência do servi-

dor nessa proibição poderá ser interpretada como falta grave ou leve, legitimando,

respectivamente, a aplicação de penalidade de suspensão ou repreensão.

IX – participar da gerência ou administração de associação ou sociedade subvencionada


pelo Estado, exceto entidades comunitárias e associação profissional ou sindi-
cato;

Essa conduta, por restringir-se ao âmbito de pessoas jurídicas subvencionadas

pelo Estado, não tem enquadramento direto no art. 190, inciso XIV. Contudo, ca-

berá à Administração avaliar, em atenção às consequências da participação, se a

conduta é grave ou leve, para aplicação, respectivamente, de penalidade de sus-

pensão ou repreensão.

X – tratar de interesses particulares ou desempenhar atividade estranha ao cargo, no


recinto da repartição;

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O trato de interesses particulares na repartição pode ter apoio em condutas

mais graves, como por exemplo a utilização de recursos da repartição em ativi-

dades particulares e a obtenção de proveito pessoal com uso do cargo, condutas

essas que estão no rol do art. 190, puníveis com demissão.

Contudo, sem haver configuração de penalidade mais grave (a exemplo dessas

mencionadas), a incorrência do servidor nessa proibição poderá ser interpretada

como falta grave ou leve, legitimando, respectivamente, a aplicação de penalidade

de suspensão ou repreensão.

O desempenho de atividade estranha ao cargo, por sua vez, pode ser interpre-

tado como falta leve ou grave, a depender das consequências dessa conduta, e ser

punido, respectivamente, com repreensão ou suspensão.

XI – referir-se, de modo ofensivo, a servidor público e a ato da Administração;

Por disposição expressa do art. 189, essa conduta é punível com suspensão.

Todavia, devemos ter atenção quanto à possibilidade de essa conduta configurar

infração mais grave, como, por exemplo, a adoção de conduta escandalosa na re-

partição (art. 190, inciso V), punível com demissão.

XII – utilizar-se do anonimato, ou de provas obtidas ilicitamente;

Por disposição expressa do art. 189, essa conduta é punível com suspensão.

Todavia, devemos ter atenção quanto à possibilidade de essa conduta configurar

infração mais grave, como, por exemplo, improbidade administrativa (art. 190, in-

ciso IV), punível com demissão.

XIII – permutar ou abandonar serviço essencial, sem expressa autorização;

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Inexistindo configuração de penalidade mais gravosa, a incorrência do servidor

nessa proibição poderá ser interpretada como falta grave ou leve, legitimando, res-

pectivamente, a aplicação de penalidade de suspensão ou repreensão.

Todavia, devemos ter atenção quanto à possibilidade de essa conduta configu-

rar infração mais grave, como, por exemplo, insubordinação grave (art. 190, inciso

VI), punível com demissão.

XIV – omitir-se no zelo e conservação dos bens e documentos públicos;

Por disposição expressa do art. 189, essa conduta é punível com suspensão.

Todavia, devemos ter atenção quanto à possibilidade de essa conduta configurar

infração mais grave, como, por exemplo, insubordinação grave (art. 190, inciso VI)

ou procedimento desidioso (art. 190, inciso XIX), puníveis com demissão.

XV – desrespeitar ou procrastinar o cumprimento de decisão judicial;

A incorrência do servidor nessa proibição poderá ser interpretada como falta

grave ou leve, legitimando, respectivamente, a aplicação de penalidade de suspen-

são ou repreensão.

Com observância à mesma lógica anteriormente posta, é necessário verificar,

na prática, se o desrespeito ou a procrastinação do cumprimento de decisão judi-

cial decorre de conduta mais gravosa, como corrupção, recebimento de propina ou

dilapidação do patrimônio público, todas puníveis com demissão.

XVI – deixar, sem justa causa, de observar prazos legais administrativos ou judiciais;

Outrossim, a incorrência do servidor nessa proibição poderá ser interpretada

como falta grave ou leve, legitimando, respectivamente, a aplicação de penalidade

de suspensão ou repreensão.

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De igual maneira, é necessário verificar, na prática, se a inobservância desses

prazos decorre de conduta mais gravosa, como procedimento desidioso ou insubor-

dinação grave, puníveis com demissão.

XVII – praticar ato lesivo ao patrimônio Estadual;

Por disposição expressa do art. 189, essa conduta é punível com suspensão.

No entanto, devemos ter atenção quanto à possibilidade de essa conduta configu-

rar infração mais grave, como, por exemplo, lesão aos cofres públicos e dilapidação

do patrimônio estadual, punível com demissão.

XVIII – solicitar, aceitar ou exigir vantagem indevida pela abstenção ou prática regular
de ato de ofício;

Essa conduta, por sua vez, é punível imediatamente com demissão. No mínimo,

a conduta desse inciso pode ser enquadrada em três causas juridicamente atrativas

da penalidade de demissão e previstas no rol do art. 190: improbidade administra-

tiva, aceitação de comissão ou recebimento de propina para usar sua atribuição em

benefício de outrem, sem prejuízo de enquadramento em outras condutas.

XIX – aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização legal;

A só representação de Estado estrangeiro, sem repercussão sobre as atribui-

ções do servidor ou sobre as atividades da repartição pública, não se enquadra,

diretamente, em causa legitimadora de demissão. Entretanto, nada impede que a

Administração, à luz do caso concreto, avalie a gravidade dessa conduta, se leve

ou grave, que pode ter, respectivamente, penalidade de repreensão ou suspensão.

Cabe salientar que inciso XVII do art. 190 impõe a penalidade de demissão

para o caso de o servidor aceitação de comissão, emprego ou pensão de Estado

estrangeiro. Como o inciso ora em comento não fala de vantagem indevida (falando

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apenas da representação em si), não podemos dizer que a representação do Estado

estrangeiro, por si só, sujeita o servidor à penalidade de demissão. Contudo, nada

impede que o caso concreto evidencie a prática de conduta mais gravosa, como a

própria aceitação de comissão, sem prejuízo de outras, como lograr proveito pes-

soal ou de outrem, valendo-se do cargo, em detrimento da dignidade da função

pública ou corrupção, puníveis ambas com demissão.

Por fim, é possível, no caso concreto, a verificação de atuação do servidor como

procurador ou intermediário do Estado estrangeiro no recinto da repartição, condu-

ta que também é punível com demissão (art. 190, inciso XV).

XX – exercer atribuições sob as ordens imediatas de parentes até o segundo grau, salvo
em cargo comissionado;

Atualmente, existe uma vedação institucional ao nepotismo, em razão da força

vinculante da Súmula Vinculante n. 13 do Supremo Tribunal Federal, que preceitua:

A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afi-


nidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da
mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para
o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na
administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recí-
procas, viola a Constituição Federal.

A proibição que ora estamos comentando dirige-se ao servidor que obedece às

ordens, e não à autoridade nomeante, o que é algo não muito coerente. Apesar

disso, em razão da Súmula Vinculante n. 13, podemos levar como entendimento

válido e compatível com a Constituição Federal que a nomeação de parentes de até

terceiro grau para cargos em comissão ou funções gratificadas viola os princípios

da impessoalidade e da moralidade, no mínimo.

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Portanto, esqueça a exceção “exceto para cargo em comissão”, pois a proibição

se dirige, inclusive, aos comissionados. Portanto, o servidor público que aceitar

essa nomeação indevida ficando calado poderá responder por improbidade admi-

nistrativa, punível com demissão. A autoridade que o nomear, por sua vez, res-

ponderá por essa conduta de acordo com o seu regime jurídico.

XXI – praticar atos tipificados em lei como crime contra a administração pública;

Conforme o art. 190, inciso I, essa conduta sujeita o servidor à penalidade de

demissão, diretamente.

XXII – exercer a advocacia fora das atribuições institucionais, se ocupante de cargo


incompatível;

O exercício da advocacia em conjunto com o cargo público, por si só, não legi-

tima a aplicabilidade de demissão do servidor, mesmo que investido em cargo que

provoque incompatibilidade para o exercício da advocacia.

Atividades incompatíveis com o exercício da advocacia, a título de curiosi-

dade e completude do material, são (art. 28 do Estatuto da Advocacia e da OAB):

• I – chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus

substitutos legais;

• II – membros de órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos tribu-

nais e conselhos de contas, dos juizados especiais, da justiça de paz, juízes

classistas, bem como de todos os que exerçam função de julgamento em ór-

gãos de deliberação coletiva da administração pública direta e indireta;

• III – ocupantes de cargos ou funções de direção em Órgãos da Administração

Pública direta ou indireta, em suas fundações e em suas empresas controla-

das ou concessionárias de serviço público;

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• IV – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a

qualquer órgão do Poder Judiciário e os que exercem serviços notariais e de

registro;

• V – ocupantes de cargos ou funções vinculados direta ou indiretamente a ati-

vidade policial de qualquer natureza;

• VI – militares de qualquer natureza, na ativa;

• VII – ocupantes de cargos ou funções que tenham competência de lançamen-

to, arrecadação ou fiscalização de tributos e contribuições parafiscais;

• VIII – ocupantes de funções de direção e gerência em instituições financeiras,

inclusive privadas.

Claro, o sujeito, como advogado, sofrerá as sanções impostas pelo Estatuto da

Advocacia e da OAB em razão de exercer a atividade forense em comunhão com

o exercício de cargo público incompatível com a advocacia. Contudo, a apuração

dessa responsabilidade ocorrerá de forma totalmente separada do processo admi-

nistrativo disciplinar funcional.

A incorrência do servidor nessa proibição poderá ser interpretada como falta

grave ou leve, legitimando, respectivamente, a aplicação de penalidade de suspen-

são ou repreensão. Todavia, é possível que, no contexto fático, o exercício indevido

da advocacia cause, reflexamente, algumas violações mais gravosas, como “atu-

ação, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas” ou “lograr

proveito pessoal ou de outrem, valendo-se do cargo, em detrimento da dignidade

da função pública”, ambas puníveis com demissão.

XXIII – retardar, injustificadamente, a nomeação de classificado em concurso público.

Essa proibição visa evitar prejuízos à Administração Pública, que está perden-

do mão de obra disponível, e também evitar que o sujeito aprovado no concurso

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tenha prejuízos indevidos. A incorrência do servidor nessa proibição poderá ser

interpretada como falta grave ou leve, legitimando, respectivamente, a aplicação

de penalidade de suspensão ou repreensão, a depender das consequências do ato.

Parágrafo único. Não se compreende na proibição do inciso VIII o exercício de cargo


ou função na Administração Indireta, quando regularmente colocado à disposição.

Capítulo III – Das Responsabilidades


Art. 179. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular
de suas atribuições.

As três esferas ordinárias de responsabilidade (cível, penal/criminal e adminis-

trativa) são independentes entre si. É possível que, pelo mesmo ato, o sujeito seja

sancionado nas três esferas.

Nesse ponto, é importantíssimo fazermos menção ao art. 935 do Código Civil:

“A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar

mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas

questões se acharem decididas no juízo criminal”.

A lei atribuiu uma autoridade maior à coisa julgada criminal no que toca

à existência e à autoria de fato também definido como crime. Portanto, não

existe razão para não aplicarmos essa regra também na esfera administrativa. O

Estatuto do Servidor Público Federal, por exemplo, já reconhece que a esfera admi-

nistrativa deve dar reconhecimento à maior aptidão do juízo criminal para reconhe-

cer materialidade (existência do fato) e autoria de uma conduta também definida

como crime.

Se, por outro lado, a conduta não for definida como crime, não haverá concor-

rência da esfera criminal, razão pela qual a coisa julgada administrativa terá valor

equiparado ao da coisa julgada cível. Todavia, como a esfera administrativa só con-

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templa coisa julgada formal, é plenamente possível que, na esfera cível, o servidor

busque a desconstituição dessa decisão, dando força de coisa julgada material a

outra versão, a qual, se for implementada, sobrepor-se-á. É exatamente nesse caso

que encontra cabimento o instituto da reintegração, já estudado em aula anterior.

Art. 180. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou


culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
§ 1° A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada
na forma prevista no art. 125, na falta de outros bens que assegurem a execução do
débito pela via judicial.
§ 2° Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazen-
da Pública, em ação regressiva.
§ 3° A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será
executada, até o limite do valor da herança recebida.

Como sempre é estudado em direito administrativo, a responsabilidade do Esta-

do pelos danos causados em decorrência da prestação do serviço público é objetiva

e independe de culpa da Administração Pública. Isso significa que, para o Estado

ter o dever de indenizar um particular por prejuízo a este causado, é suficiente a

existência de um dano (sofrido pelo particular) e do nexo de causalidade entre o

ato ou fato oriundo da prestação do serviço público e o dano.

Evidentemente, em muitas situações que envolvem a responsabilidade do Esta-

do por danos causados a terceiros, há culpa de algum agente público (às vezes, até

mesmo, há dolo). Nesse contexto, o Estado deve responder diretamente pelo pre-

juízo causado ao particular – mesmo que decorrente de ato culposo de agente pú-

blico –, tendo, após, o direito de ação contra este servidor, regressivamente, para

que ele arque com o prejuízo que causou ao Estado, que indenizou o particular.

Ademais, caso o servidor responsável pelo prejuízo venha a falecer, os seus her-

deiros poderão responder pela dívida somente até o limite do montante da herança

recebida desse servidor. O patrimônio que já era dos herdeiros não será afetado por

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isso. Portanto, a responsabilidade do servidor é limitada ao seu próprio patrimônio

(individualidade patrimonial).

Por conseguinte, a regra do § 1° estabelece uma preferência pela execução

judicial do servidor que causar prejuízo ao erário público (isto é, onerar os cofres

públicos em razão de dano provocado por ele) por ato doloso: ter consciência e

vontade para causar esse prejuízo. Desse modo, o servidor que dolosamente cau-

sar prejuízo aos cofres públicos somente terá desconto em folha para pagamento

dos prejuízos se não for possível sua execução por via judicial. Essa impossibilidade

pode decorrer da ausência de bens penhoráveis.

Art. 181. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo inde-
pendentes entre si.

Vide comentário ao art. 179.

Art. 182. A absolvição judicial somente repercute na esfera administrativa, se negar a


existência do fato ou afastar do servidor a autoria.

Vide comentário ao art. 179.

Capítulo IV – Das Penalidades e sua Aplicação


Art. 183. São penas disciplinares:
I – repreensão;
II – suspensão;
III – demissão:
IV – destituição de cargo em comissão ou de função gratificada;
V – cassação de aposentadoria ou de disponibilidade.

Antes de consultar, a seguir, informações sobre cada espécie de penalidade,

você deve fixar em sua mente que a aplicação de qualquer delas depende do devido

processo legal, no decorrer do qual deve ser plenamente garantido o contraditório

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e a ampla defesa. Esse processo pode ser uma sindicância ou um processo ad-

ministrativo disciplinar.

A sindicância é um procedimento simplificado, destinado a apurar condutas pu-

níveis com repreensão ou suspensão de até 30 dias. Já o processo administrativo

disciplinar pode concluir pela aplicação de qualquer penalidade, desde as mais gra-

ves até aquelas que poderiam ser aplicadas no bojo de sindicância.

Sobre as peculiaridades desses procedimentos, estudaremos em nossa última

aula. Passadas essas considerações, veja, a seguir, informações sobre cada espécie

de pena disciplinar aplicável:

REPREENSÃO

SUSPENSÃO

DEMISSÃO

CASSAÇÃO

DESTITUIÇÃO

A banca poderá tentar te confundir dizendo que a clássica “advertência” seria uma

penalidade disciplinar prevista nesse Estatuto. Na verdade, a advertência não exis-

te, nesse termo, no nosso Estatuto, porque ela é tratada aqui como REPREENSÃO.

Ademais, veja que, na ilustração acima, destacamos o final “ão” das penas dis-

ciplinares: todas elas terminam com “ão”. Essa dica te ajudará a lembrar que a

“advertência” não é prevista aqui.

REPREENSÃO: a penalidade de repreensão não é presente em todos os esta-

tutos funcionais. No Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União (Lei Federal

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n. 8.112/1990), por exemplo, não existe sanção nominalmente classificada como

“repreensão”. O nosso Estatuto, por sua vez, prevê a sanção de repreensão. Na

prática, a repreensão tem consequência igual à da clássica advertência, esta, sim,

prevista em muitos estatutos funcionais, inclusive na Lei Federal n. 8.112/1990.

Dessa maneira, o ato de repreender o servidor consiste na advertência de que sua

conduta configura violação a deveres e proibições impostos aos servidores. A re-

preensão será aplicada para combater infrações de natureza leve, em caso de

falta de cumprimento dos deveres ou das proibições (art. 188).

SUSPENSÃO: consiste em manter o servidor sem exercer suas atribuições e

sem receber a correspondente remuneração. Pode ser aplicada pelo período máxi-

mo de 90 dias, em caso de falta grave, reincidência em faltas leves, ou infração

ao disposto no art. 178, VII, XI, XII, XIV e XVII, conforme o art. 189 do nosso

Estatuto.

DEMISSÃO: é o desligamento punitivo do servidor dos quadros funcionais em

razão do cometimento de alguma das condutas previstas em lei como sujeitas a

causar demissão do culpado, especificamente no art. 190 de nosso Estatuto. Dife-

rencia-se da exoneração porque esta, por sua vez, é o desligamento do servidor a

pedido dele próprio ou por ser inabilitado no estágio probatório, coisa que é bem

diferente de uma punição.

DESTITUIÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO OU DE FUNÇÃO GRATIFICADA:

sabemos que cargos em comissão e funções gratificadas podem ser livremente

concedidos e retirados dos servidores, sem necessidade de motivação para tanto.

Naturalmente, os ocupantes de cargos em comissão são exonerados, enquanto os

titulares de funções gratificadas são dispensados. Todavia, a perda desses cargos

ou funções pode decorrer de faltas graves, sucessivas ou isoladas, a depender do

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caso. Logo, o ocupante de cargo comissionado punido por alguma falta será desti-

tuído, assim como o titular de função gratificada.

CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA OU DE DISPONIBILIDADE: trata-se de

penalidade aplicável aos servidores aposentados em razão do cometimento, na

atividade, de falta punível com demissão (art. 190). O mesmo raciocínio vale para

o servidor em disponibilidade. Todavia, há casos expressamente previstos em nos-

so Estatuto para a cassação de aposentadoria ou de disponibilidade: art. 52, que

prevê a cassação da aposentadoria do servidor revertido que não assinar o termo

de posse no prazo concedido; art. 55, que prevê a cassação da disponibilidade do

servidor aproveitado que não assinar o termo de posse no prazo legal. Outras hi-

póteses estão previstas no art. 196, § 2°.

Art. 184. Na aplicação das penalidades serão considerados cumulativamente:


I – os danos decorrentes do fato para o serviço público;
II – a natureza e a gravidade da infração e as circunstâncias em que foi praticada;
III – a repercussão do fato;
IV – os antecedentes funcionais.

Basicamente, a aplicação de qualquer penalidade ao servidor público deve ter

rigor diretamente proporcional ao dano causado ao serviço público, além de le-

var em conta a natureza, a gravidade e as circunstâncias do caso concreto.

A proporcionalidade entre a natureza/gravidade da infração e a pena disci-

plinar aplicável já foi parcialmente aferida pelo legislador, que, nesta lei, elencou

condutas puníveis com demissão ou suspensão (art. 190 e 189, respectivamente).

Ademais, o legislador autorizou o exercício do poder regulamentar da Administra-

ção Pública para conceituar faltas leves ou graves (art. 188).

As circunstâncias em que a falta for cometida deverão ser analisadas caso a caso,

podendo, em cada contexto, tornar inexistente a pena disciplinar (como agressão

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a alguém por legítima defesa) ou amenizar as consequências penais (como lesão

aos cofres públicos em situação de extrema necessidade de salvar-se – estado de

perigo).

A atenção à repercussão do fato muito se relaciona com a imagem do órgão pú-

blico perante a sociedade. Muitas vezes, a aplicação da pena será fator de dignida-

de para a própria Administração Pública, da qual é cobrada pela população alguma

medida justa e eficaz para coibir faltas iguais ou semelhantes no futuro.

Já os antecedentes funcionais do servidor são relevantes para a determinação

e a gradação da pena. A depender do histórico de infrações do servidor, ele pode

sofrer sanção de repreensão ou, até mesmo, receber suspensão de 10, 20 ou 30

dias. É no momento dessa gradação, principalmente, que os antecedentes funcio-

nais do servidor são levados em consideração. Expressão dessa lógica consta do

art. 189, que impõe a pena disciplinar de suspensão ao servidor reincidente em

qualquer falta.

Art. 185. As penas disciplinares serão aplicadas através de:


I – portaria, no caso de repreensão e suspensão;
II – decreto, no caso de demissão, destituição de cargo em comissão ou de função
gratificada, cassação de aposentadoria ou de disponibilidade.
Parágrafo único. A portaria ou o decreto indicará a penalidade e o fundamento
legal, com a devida inscrição nos assentamentos do servidor.

Seja portaria ou decreto, o ato administrativo por meio do qual a aplicação da

penalidade terá efeitos deverá comportar uma motivação, por exigência do pará-

grafo único do artigo ora em comento. A motivação, em regra, integra o elemento

“forma” dos atos administrativos e é facultativa, mas pode ser obrigatória quando

a lei exigir. Neste caso, a lei a exige: deve constar do ato o nome da penalidade

(repreensão, suspensão, demissão, dentre outras) e o artigo legal que tipifica a

infração cometida pelo servidor (exemplo: art. 190, inciso I: crime contra a Admi-

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nistração Pública). O objeto do ato, por sua vez, é a própria penalidade: demissão

do servidor X, por exemplo.

Para auxiliá-lo(a) com a tarefa de memorizar a forma do ato administrativo pu-

nitivo, apresento a seguinte ilustração:

Art. 186. Na aplicação de penalidade, serão inadmissíveis as provas obtidas por meios
ilícitos.

Às vezes, alguma prova obtida por meio ilícito (como gravação clandestina ou

busca e apreensão sem mandado) pode realmente corresponder à verdade real,

mas não poderá ser utilizada. Isso, contudo, tem fundamento.

Em tese, as provas obtidas por meios ilícitos não são confiáveis, pois podem ter

sido adulteradas por alguém no meio do processo, de modo a agravá-las, ou até

mesmo forjadas. É por esta razão que toda e qualquer prova obtida por meio não

respaldado em lei/decisão judicial não será admitida, pois há possibilidade concreta

de construção de um contexto fático falso e inexistente.

Art. 187. Aos acusados e litigantes, em processo administrativo, são assegurados o


contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
Parágrafo único. Ao servidor punido com pena disciplinar é assegurado o direito de
pedir reconsideração e recorrer da decisão.

O regular exercício do contraditório e da ampla defesa é condição de validade

de todo e qualquer processo que tenha por resultado a aplicação de penalidade ou

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a imposição de ônus. Isso, inclusive, é princípio constitucional: art. 5°, inciso LV,

da Constituição Federal.

Os “meios e recursos a ela inerentes” são as peças cabíveis, os meios de pro-

va admitidos, os prazos para manifestação e os recursos administrativos cabíveis,

além de todas as outras regras destinadas a estruturar o processo administrativo,

com vistas a evitar autoritarismos e arbitrariedades.

Com esses meios e recursos, o servidor acusado deverá ter possibilidade de

provar todo e qualquer fato invocado em sua defesa. Se houver posterior compro-

vação de que o servidor foi impedido de produzir prova de seu álibi, o procedimento

será nulo.

Art. 188. A pena de repreensão será aplicada nas infrações de natureza leve, em caso
de falta de cumprimento dos deveres ou das proibições, na forma que dispuser o
regulamento.

Vide comentário ao art. 183.

Art. 189. A pena de suspensão, que não exceder a 90 (noventa) dias, será aplicada
em caso de falta grave, reincidência, ou infração ao disposto no art. 178, VII, XI,
XII, XIV e XVII.
§ 1° O servidor, enquanto suspenso, perderá os direitos e vantagens de natureza pe-
cuniária, exceto o salário-família.
§ 2° Quando licenciado, a penalidade será aplicada após o retorno do servidor ao exer-
cício.
§ 3° Quando houver conveniência para o serviço, a autoridade que aplicar a pena de
suspensão poderá convertê-la em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por
dia de vencimento ou remuneração, permanecendo o servidor em exercício.

A respeito das hipóteses de aplicação da suspensão (caput), remeto ao comen-

tário ao art. 183, onde foram elucidadas.

O servidor suspenso não receberá nenhuma remuneração. Contudo, essa pena-

lidade é individual: só se aplica ao servidor. É por essa razão que o salário-família

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continua sendo pago: para evitar que as consequências da penalidade alcancem

terceiros, que, no caso, são os dependentes do servidor. Sobre o salário-família,

trabalhamos em aula anterior.

Se o servidor estiver de licença, seja qual for ela (com ou sem remuneração),

o tempo de suspensão do servidor somente será contabilizado após seu retorno

ao exercício. Neste caso, temos uma questão peculiar muito interessante: mesmo

que a licença do servidor seja considerada como tempo de efetivo exercício (como

a licença-maternidade), o prazo da suspensão será contado somente quando o

servidor voltar a, efetivamente, exercer suas atribuições.

É de se reconhecer que, na prática, um servidor sem trabalhar representa ris-

co ao bom andamento das atividades da repartição e, por consequência, risco à

qualidade e à celeridade da prestação dos serviços públicos. Em virtude disso, a lei

permite que o prazo de suspensão do servidor seja convertido em multa de 50% da

sua remuneração. Veja essa situação a partir do seguinte exemplo prático:

João, assistente ministerial do Ministério Público do Estado do Pará, é condenado

administrativamente à pena disciplinar de 30 dias de suspensão, por ter cometido

falta grave assim definida em regulamento. Todavia, João trabalha numa repartição

do MP-PA com deficit de servidores, o que torna o andamento das atividades mais

demorado/moroso. O órgão, tendo em vista essa realidade, decide que, nos 30 dias

seguintes, João receberá remuneração com decréscimo de 50%, para que, conco-

mitantemente, ele continue trabalhando na repartição, mas sinta as consequências

da penalidade aplicada.

Art. 190. A pena de demissão será aplicada nos casos de:


I – crime contra a Administração Pública, nos termos da lei penal;
II – abandono de cargo;

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III – faltas ao serviço, sem causa justificada, por 60 (sessenta) dias intercaladamente,
durante o período de 12 (doze) meses;
IV – improbidade administrativa;
V – incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
VI – insubordinação grave em serviço;
VII – ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa pró-
pria ou de outrem;
VIII – aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX – revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
X – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual;
XI – corrupção;
XII – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
XIII – lograr proveito pessoal ou de outrem, valendo-se do cargo, em detrimento da
dignidade da função pública;
XIV – participação em gerência ou administração de empresa privada, de sociedade ci-
vil, ou exercício do comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
XV – atuação, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo
quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais a parentes até o segundo
grau, e de cônjuge ou companheiro;
XVI – recebimento de propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie,
em razão de suas atribuições;
XVII – aceitação de comissão, emprego ou pensão de Estado estrangeiro;
XVIII – prática de usura sob qualquer de suas formas;
XIX – procedimento desidioso;
XX – utilização de pessoal ou recursos materiais de repartição em serviços ou atividades
particulares.
§ 1° O servidor indiciado em processo administrativo não poderá ser exonerado, salvo
se comprovada a sua inocência ao final do processo.
§ 2° O abandono de cargo só se configura pela ausência intencional do servidor ao ser-
viço, por mais de 30 (trinta) dias consecutivos e injustificados.

Para nossa prova, é essencial a memorização das condutas passíveis de demis-

são, estabelecidas nesse artigo. Algumas dessas condutas são reproduzidas, com

termos um pouco diferentes, no art. 178. No comentário ao art. 178, fizemos men-

ção a algumas delas.

Ponto interessante a ser percebido é que a maioria das condutas previstas neste

artigo são extremamente objetivas, impedindo análises de gravidade, como, por

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exemplo, a conduta de “aceitar comissão de Estado estrangeiro”: se a comissão for

aceita, seja qual for seu valor, a conduta está configurada. O mesmo ocorre com a

conduta de “abandono de cargo”, uma vez que, no § 2°, há o balizamento para sua

configuração: ausência intencional por mais de 30 dias.

Por outro lado, algumas condutas dão maior margem à subjetividade do intér-

prete, como, por exemplo, “insubordinação grave em serviço”: a gravidade dessa

insubordinação levará em conta os motivos da desobediência e as consequências

que dela advieram.

Além desses dois pontos, pode-se observar que há condutas cuja configuração

pode depender muito do sentido adotado pelo intérprete, e não necessariamente

da gravidade da conduta. Exemplo disso é a conduta de “corrupção” e a de “pro-

cedimento desidioso”. A autoridade responsável pela aplicação da pena poderá

colocar em prática o seu conceito de desídia, que não é objetivamente tratado pelo

legislador.

A penalidade de demissão, em alguns casos, provoca consequências maiores

que a vacância do cargo em si: pode inabilitar o servidor de assumir outro cargo

público, ou impor-lhe obrigação de ressarcir valores aos cofres públicos (estuda-

remos essas hipóteses na próxima aula) ou, até mesmo, indisponibilidade de seus

bens. É por esta razão que, após a instauração do processo administrativo discipli-

nar, o servidor não pode ser exonerado, seja a pedido ou de ofício pela Administra-

ção, pois ele estaria fugindo de consequências secundárias.

Art. 191. Verificada, em processo disciplinar, a acumulação proibida e provada a boa-fé,


o servidor optará por um dos cargos.
§ 1° Provada a má-fé, perderá também o cargo que exercia há mais tempo e restituirá
o que tiver percebido indevidamente.
§ 2° Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos, função ou emprego exer-
cido em outro órgão ou entidade, a demissão lhe será comunicada.

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Se o servidor, por exemplo, tinha justos motivos para pensar que sua acumu-

lação era permitida, ela será havida de boa-fé e não lhe será aplicada penalidade

alguma. Todavia, se a acumulação for considerada de má-fé (servidor sabia ou de-

veria saber da ilicitude da acumulação), ele perderá ambos os cargos, e o outro

órgão (onde o servidor ocupar o segundo cargo) será comunicado da demissão

procedida no órgão processante.

Art. 192. A destituição de cargo em comissão ou de função gratificada será aplicada nos
casos de infração, sujeita à penalidade de demissão.
Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo, a exoneração efetu-
ada, nos termos do artigo 60, será convertida em destituição de cargo em comissão ou
de função gratificada.

A destituição de cargo em comissão ou de função gratificada equivale à demis-

são, tendo em vista que se trata de vacância de cargo por razão punitiva. Portanto,

essa penalidade especial será aplicada nas mesmas hipóteses do art. 190.

Como o cargo em comissão e a função gratificada são de livre exoneração e

dispensa, respectivamente, essas duas vacâncias imotivadas serão convertidas em

destituição (punição) se, após o devido processo legal, ficar comprovada a falta do

servidor enquanto exercia o cargo em comissão ou a função gratificada, a fim de

que o servidor não “escape” das consequências acessórias à destituição.

Art. 193. A demissão ou destituição de cargo em comissão ou de função gratificada,


nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 190, implica a indisponibilidade dos bens e
o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

Provocam indisponibilidade de bens do servidor condenado, em razão de obri-

gação de ressarcir ao erário, as seguintes condutas:

• improbidade administrativa;

• aplicação irregular de dinheiros públicos;

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• lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual;

• corrupção.

Art. 194. A pena de demissão será aplicada com a nota “a bem do serviço público”,
sempre que o ato fundamentar-se no art. 190, incisos I, IV, VII, X e XI.
Parágrafo único. O servidor demitido ou destituído do cargo em comissão ou da função
gratificada, na hipótese prevista neste artigo, não poderá retornar ao serviço estadual.

A demissão a bem do serviço público impede que o servidor volte a ingres-

sar nos quadros da Administração Pública do Estado do Pará. O fundamento disso,

essencialmente, é o propósito de evitar que o patrimônio público volte a ser lesio-

nado, pois o servidor que já o lesionou, a grosso modo, sabe como lesionar nova-

mente (“assimilou a tática”). As hipóteses em que esse efeito será implementado

são as seguintes:

• crime contra a Administração Pública, nos termos da lei penal;

• improbidade administrativa;

• ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa

própria ou de outrem;

• lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual;

• corrupção.

Art. 195. A demissão ou a destituição de cargo em comissão ou de função gratificada,


nas hipóteses do art. 190, incisos XIII e XV, incompatibiliza o servidor para nova inves-
tidura em cargo público estadual, pelo prazo de 5 (cinco) anos.

Destaque-se que a proibição de ocupar cargo público por tal prazo aplica-se

comente ao âmbito do Estado do Pará. O sujeito condenado poderá, sim, assumir

cargos públicos em outras esferas de governo, ou em outros Estados da Federação.

As referidas hipóteses de incompatibilização por 5 anos são as seguintes:

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• lograr proveito pessoal ou de outrem, valendo-se do cargo, em detrimento da

dignidade da função pública;

• atuação, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, sal-

vo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais a parentes

até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro.

Art. 196. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver pra-
ticado, na atividade, falta punível com a demissão.
§ 1° A cassação da aposentadoria ou da disponibilidade será precedida do competente
processo administrativo.
§ 2° Aplica-se, ainda, a pena de cassação de aposentadoria ou de disponibilidade se
ficar provado que o inativo:
I – aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
II – aceitou ilegalmente representação, comissão, emprego ou pensão de Estado es-
trangeiro;
III – praticou a usura em qualquer de suas formas;
IV – não assumiu no prazo legal o exercício do cargo em que foi aproveitado.

Vide comentário ao art. 183.

Art. 197. As penalidades disciplinares serão aplicadas, observada a vinculação do ser-


vidor ao respectivo Poder, órgão ou entidade:
I – pela autoridade competente para nomear em qualquer caso, e privativamente, nos
casos de demissão, destituição e cassação de aposentadoria ou disponibilidade;

Este inciso merece interpretação minuciosa, com atenção. A autoridade com-

petente para nomear o servidor será privativamente competente para demiti-lo

ou destituí-lo. Todavia, no caso das outras penalidades, essa mesma autoridade

também será competente para aplicá-las, mas dividirá essa competência com os

agentes públicos dos incisos II e III.

II – pelos Secretários de Estado e dirigentes de órgão a estes equiparados, nos casos de


suspensão superiores a 30 (trinta) dias;
III – pelo chefe da repartição e outras autoridades, na forma dos respectivos regimentos
ou regulamentos, nos casos de repreensão ou de suspensão até 30 (trinta) dias.

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Resumindo:

Art. 198. A ação disciplinar prescreverá:


I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposen-
tadoria ou disponibilidade e destituição;
II – em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III – em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à repreensão.

Precipuamente, tenha em mente que o prazo é prescricional. Uma confusão bá-

sica que a banca poderá fazer é dizer que “a ação disciplinar decairá”, enquanto, na

verdade, ela “prescreverá”. Cuidado.

No mais, é necessário memorizar os prazos prescricionais atinentes a cada pena

disciplinar. Para auxiliá-lo, apresentamos a seguinte fórmula mnemônica:

5a-2a-180d

a = anos

d = dias

§ 1° O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhe-


cido.

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A banca poderá tentar te confundir dizendo que o início do transcurso do prazo

prescricional ocorreria da data do fato, o que está errado. O prazo começa a correr

a partir do momento em que se tornou conhecido. Leia-se: de ciência da Adminis-

tração Pública.

§ 2° Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplina-


res capituladas também como crime.

Exemplo muito pertinente a esse parágrafo é o inciso I do art. 190: crime con-

tra a Administração Pública. Quando se tornar conhecido o cometimento de crime

pelo servidor, começará a correr o prazo prescricional penal relativo ao crime em

questão (art. 109 do Código Penal).

§ 3° A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a


prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

Sempre que for aberto processo administrativo disciplinar ou sindicância, o

prazo de prescrição, seja ele qual for (5 anos, dois anos ou 180 dias), voltará a

zero. É isso que significa interrupção de prazo prescricional. O prazo somente co-

meçará a correr novamente, do zero, após a decisão final do procedimento.

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EXERCÍCIOS
Questão 1    (2018/CONSULPLAN/SEDUC-PA/PROFESSOR DE PORTUGUÊS) Quanto

ao regime disciplinar dos servidores públicos do Pará, nos termos do Regime Jurídi-

co Único estabelecido pela Lei n. 5.810/1994, assinale a afirmativa correta.

a) A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a

prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

b) O servidor punido com pena disciplinar tem o direito de pedir reconsideração da

decisão, contudo o recurso só poderá ser apresentado na via judicial.

c) Incorre em pena de demissão o servidor que participar de gerência de empresa

privada ou que exercer comércio na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

d) O ato administrativo impositivo de penalidade deve ser fundamentado, sendo

vedada a anotação da sanção disciplinar no assentamento funcional do servidor.

Questão 2    (2009/FCC/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Jânia, funcionária pública

efetiva do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, logrou proveito de outrem, valen-

do-se do cargo, em detrimento da dignidade da função pública. Ela foi demitida.

Neste caso, a demissão de Jânia

a) incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo público estadual, pelo prazo

de nove anos.

b) não incompatibiliza a servidora para nova investidura em cargo público estadual.

c) incompatibiliza a servidora para nova investidura em cargo público estadual,

pelo prazo de cinco anos.

d) incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo público estadual, pelo pra-

zo de três anos.

e) incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo público estadual, pelo pra-

zo de dez anos.

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Questão 3    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa que indica os itens que correspondem a deveres do servidor

público.

I – assiduidade e pontualidade;

II – urbanidade;

III – discrição;

IV – obediência às ordens superiores, independentemente de qualquer juízo prévio;

V – exercício pessoal das atribuições

a) I, III, IV e V

b) I, II, III e V

c) I, II e V

d) II, III e IV

e) III, IV e V

Questão 4    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assi-

nale a alternativa que indica os itens que correspondem a proibições estabelecidas

ao servidor público.

I – deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada, por 30 dias conse-

cutivos.

II – pleitear como intermediário ou procurador junto ao serviço público, em favor

de qualquer particular.

III – revelar fato de que tem ciência em razão do cargo, e que deve permanecer

em sigilo, ou facilitar sua revelação.

IV – acumular cargos ou empregos na administração pública, sob qualquer hipótese.

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a) I e III

b) II e III

c) II e IV

d) I e IV

e) I, II e IV

Questão 5    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa correta:

a) deixar de observar prazos legais administrativos ou judiciais configura proibição

ao servidor público diante de qualquer contexto.

b) utilizar-se do anonimato é um dever imposto ao servidor público, como decor-

rência do dever de discrição, imposto pela lei.

c) o retardo de nomeação de classificado em concurso público configura proibição

ao servidor público diante de qualquer contexto.

d) A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culpo-

so, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.

e) O servidor responde apenas administrativamente pelo exercício irregular de

suas atribuições.

Questão 6    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa correta:

a) A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será

executada, até que o débito seja integralmente satisfeito.

b) As sanções civis, penais e administrativas não poderão cumular-se, em razão da

vedação à dupla punição (non bis in idem).

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c) A absolvição judicial somente repercute na esfera administrativa, se negar a


existência do fato ou afastar do servidor a autoria.
d) A advertência é uma das penas disciplinares tratadas pela lei em questão.
e) Os antecedentes funcionais do servidor não poderão ser utilizados como parâ-
metro para aplicação de penas disciplinares, pois o contrário representaria uso da
teoria da verdade sabida, proibida no direito administrativo brasileiro.

Questão 7    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-
tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-
sinale a alternativa incorreta:
a) As penas disciplinares serão aplicadas através de decreto, no caso de repreen-
são e suspensão.
b) Na aplicação de penalidade, serão inadmissíveis as provas obtidas por meios
ilícitos.
c) Aos acusados e litigantes, em processo administrativo, são assegurados o con-
traditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
d) A pena de repreensão será aplicada nas infrações de natureza leve, em caso
de falta de cumprimento dos deveres ou das proibições, na forma que dispuser o
regulamento.
e) A pena de suspensão não poderá exceder a 90 dias.

Questão 8    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-
tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-
sinale a alternativa correta.
a) O servidor, enquanto suspenso, perderá absolutamente todos direitos e vanta-
gens de natureza pecuniária.
b) O servidor em gozo de licença, punido com suspensão, começará a cumprir a pena

de imediato, perdendo a remuneração dos dias da licença, se ela for remunerada.

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c) Quando houver conveniência para o serviço, a autoridade que aplicar a pena de

suspensão poderá convertê-la em multa, na base de 25% por dia de vencimento

ou remuneração, permanecendo o servidor em exercício.

d) A pena de demissão será aplicada no caso de faltas ao serviço, sem causa jus-

tificada, por 60 dias intercaladamente, durante o período de 12 meses.

e) Quando houver conveniência para o serviço, a autoridade que aplicar a pena de

suspensão poderá convertê-la em multa, na base de 50% por dia de vencimento

ou remuneração, devendo o servidor ficar em disponibilidade.

Questão 9    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa que NÃO indica hipótese de demissão:

a) prática de usura sob qualquer de suas formas.

b) utilização de pessoal ou recursos materiais de repartição em serviços ou ativi-

dades particulares.

c) revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo.

d) incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição.

e) ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, em qualquer situação.

Questão 10    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa correta:

a) O servidor indiciado em processo administrativo não poderá ser exonerado, sal-

vo se comprovada a sua inocência ao final do processo.

b) O abandono de cargo só se configura pela ausência intencional do servidor ao

serviço, por mais de 15 dias consecutivos e injustificados.

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c) Verificada, em processo disciplinar, a acumulação proibida, o servidor sofrerá a

pena de demissão, independentemente de outros fatores.

d) A destituição de cargo em comissão ou de função gratificada será aplicada nos

casos de infração, sujeita à penalidade de demissão ou suspensão.

Questão 11    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa incorreta:

a) A demissão ou destituição de cargo em comissão ou de função gratificada em

razão de improbidade administrativa implica a indisponibilidade dos bens e o res-

sarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

b) No caso de apuração de destituição de cargo em comissão ou de função gra-

tificada, a exoneração eventualmente efetuada será convertida em destituição de

cargo em comissão ou de função gratificada.

c) A demissão ou destituição de cargo em comissão ou de função gratificada em

razão de lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual implica a

indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal

cabível.

d) O servidor que sofrer demissão em razão de abandono de cargo não mais pode-

rá retornar ao serviço público estadual.

Questão 12    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

a pena de demissão será aplicada com a nota “a bem do serviço público”, sempre

que o ato fundamentar-se em:

I – crime contra a Administração Pública.

II – insubordinação grave em serviço.

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III – ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa

própria ou de outrem.

IV – corrupção.

a) I, II e III

b) I, III e IV

c) II, III e IV

d) I e IV

e) II, apenas

Questão 13    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa correta:

a) Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver prati-

cado, na atividade, falta punível com suspensão ou demissão.

b) A cassação da aposentadoria ou da disponibilidade será precedida de ato admi-

nistrativo, que é a medida final para tanto.

c) As penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade competente para

nomear em qualquer caso.

d) A ação disciplinar prescreverá em 5 anos, quanto às infrações puníveis com

suspensão.

Questão 14    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

A ação disciplinar prescreverá em 5 anos, quanto às infrações puníveis com demis-

são, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição.

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Questão 15    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

A ação disciplinar prescreverá em 120 dias, quanto à repreensão, e em dois anos,

quanto à suspensão.

Questão 16    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se consumar, salvo

em caso de conduta permanente.

Questão 17    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares

capituladas também como crime.

Questão 18    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar suspende a pres-

crição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

Questão 19    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

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As penas disciplinares serão aplicadas através de portaria ou decreto, no caso de

demissão, destituição de cargo em comissão ou de função gratificada, cassação de

aposentadoria ou de disponibilidade.

Questão 20    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

É dever do servidor atender com presteza às requisições para a defesa do Estado,

às informações, documentos e providências solicitadas por autoridades judiciárias

ou administrativas e à expedição de certidões para a defesa de direitos, para a ar-

guição de ilegalidade ou abuso de autoridade.

Questão 21    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

A advertência é uma pena disciplinar prevista expressamente na Lei Estadual n.

5.810/1994, e a reincidência nela acarreta a suspensão do servidor envolvido.

Questão 22    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

e tendo em vista disposições doutrinárias correlatas, julgue o item subsequente:

A natureza e a gravidade da infração deverão ser levadas em conta no enquadra-

mento da infração disciplinar cometida por servidor público do Ministério Público do

Estado do Pará.

Questão 23    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, e

tendo em vista disposições jurisprudenciais correlatas, julgue o item subsequente:

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É proibida a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, cola-


teral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou
de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou
assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda,
de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos
poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido
o ajuste mediante designações recíprocas.

Questão 24    (2012/FADESP/MPE-PA/ANALISTA DE SISTEMA) É vedado ao servidor:


a) facilitar revelação ou deixar de revelar fato de que tem ciência em razão do car-
go, por alegação de que deve permanecer em sigilo.
a) deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada, por 30 (trinta) dias
consecutivos ou alternados.
b) participar da gerência ou administração de associação ou sociedade subvencio-
nada pelo Estado, inclusive as consideradas entidades comunitárias e associação
profissional ou sindicato.
c) participar de gerência ou de administração de empresa privada, de sociedade ci-
vil; ou exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

Questão 25    (2012/FADESP/MPE-PA/ANALISTA DE SISTEMA) A contribuição previ-


denciária do servidor público incidirá sobre a remuneração
a) líquida do servidor, exceto salário-família, com a consequente repercussão em
benefícios.
b) total do servidor, exceto salário-família, com a consequente repercussão em

benefícios.

c) total do servidor, exceto salário-família, sem repercussão em benefícios.

d) total do servidor, incluindo o salário-família, com a consequente repercussão em

benefícios.

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Questão 26    (2012/FADESP/MPE-PA/ANALISTA DE SISTEMA) As penas disciplina-

res serão aplicadas através de __________, no caso de demissão, destituição de

cargo em comissão ou de função gratificada, cassação de aposentadoria ou de dis-

ponibilidade.

A expressão que completa corretamente a lacuna acima é

a) portaria.

b) ato judiciário.

c) decreto.

d) processo administrativo.

Questão 27    (2014/VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Maria, servidora públi-

ca do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, faltou de forma injustificada, no ano de

2013, 6 (seis) vezes no mês de janeiro, 10 (dez) vezes no mês de março, 8 (oito)

vezes no mês de maio, 15 (quinze) vezes no mês de julho, 10 (dez) vezes no mês

de agosto e 15 (quinze) dias no mês de outubro. Nos termos do Regime Jurídico

Único (Lei n. 5.810/1994), deverá ser aplicada a Maria a pena de

a) censura.

b) suspensão.

c) demissão.

d) repreensão.

e) multa.

Questão 28    (2014/VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) A responsabilidade ci-

vil do servidor público, no âmbito do Regime Jurídico Único,

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a) por dano causado a terceiros, determina que ele responda perante a Fazenda

Pública, independentemente de culpa.

b) considera que absolvição judicial, afastando a autoria do servidor, não repercute

na esfera administrativa.

c) não se estende aos sucessores do servidor público que venha a falecer no curso

do processo administrativo ou judicial.

d) decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em preju-

ízo ao erário ou a terceiros.

e) determina que as sanções civis, penais e administrativas não poderão ser cumu-

ladas.

Questão 29    (2014/VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) No que diz respeito à

seguridade social, o Regime Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994) prevê que

a) um de seus objetivos é a irredutibilidade do valor dos benefícios.

b) os planos de previdência estaduais não cobrirão o evento reclusão.

c) a contribuição previdenciária incidirá somente sobre o vencimento base do servidor.

d) ela será fundada totalmente nas contribuições dos servidores.

e) será assegurado ao servidor o direito à saúde, não alcançando seus dependentes.

Questão 30    (2014/VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR JUDICIÁRIO) Conforme previsto na

Lei n. 5.810/1994, o servidor que praticar atos de lesão aos cofres públicos e dila-

pidação do patrimônio estadual ficará sujeito à aplicação da pena de

a) suspensão.

b) demissão a bem do serviço público.

c) multa.

d) ressarcimento ao erário.

e) repreensão.

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GABARITO
1. a 25. b 

2. c 26. c

3. b 27. c

4. a 28. d

5. d 29. a

6. c 30. b

7. a

8. d

9. e

10. a

11. d

12. b

13. c

14. C

15. E

16. E

17. C

18. E

19. E

20. C

21. E

22. C

23. C

24. d

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GABARITO COMENTADO
Questão 1    (2018/CONSULPLAN/SEDUC-PA/PROFESSOR DE PORTUGUÊS) Quanto

ao regime disciplinar dos servidores públicos do Pará, nos termos do Regime Jurídi-

co Único estabelecido pela Lei n. 5.810/1994, assinale a afirmativa correta.

a) A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a

prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

b) O servidor punido com pena disciplinar tem o direito de pedir reconsideração da

decisão, contudo o recurso só poderá ser apresentado na via judicial.

c) Incorre em pena de demissão o servidor que participar de gerência de empresa

privada ou que exercer comércio na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

d) O ato administrativo impositivo de penalidade deve ser fundamentado, sendo

vedada a anotação da sanção disciplinar no assentamento funcional do servidor.

Letra a.

a) a) Certa. Informação em consonância com a literalidade do art. 198, § 3°.

b) b) Errada. O recurso também poderá ser interposto na via administrativa (art.

187, parágrafo único).

c) c) Errada. A qualidade de acionista, cotista ou comanditário exclui a tipificação

da penalidade. Exegese do art. 190, inciso XIV.

d) Errada. Conforme o art. 185, parágrafo único, “a portaria ou o decreto indicará

a penalidade e o fundamento legal, com a devida inscrição nos assentamentos do

servidor”.

Questão 2    (2009/FCC/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Jânia, funcionária pública

efetiva do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, logrou proveito de outrem, valen-

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do-se do cargo, em detrimento da dignidade da função pública. Ela foi demitida.

Neste caso, a demissão de Jânia

a) incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo público estadual, pelo pra-

zo de nove anos.

b) não incompatibiliza a servidora para nova investidura em cargo público estadual.

c) incompatibiliza a servidora para nova investidura em cargo público estadual,

pelo prazo de cinco anos.

d) incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo público estadual, pelo pra-

zo de três anos.

e) incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo público estadual, pelo pra-

zo de dez anos.

Letra c.

Informação em consonância objetiva com a literalidade do art. 195. As demais al-

ternativas perdem razão lógica a partir do mesmo fundamento.

Questão 3    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa que indica os itens que correspondem a deveres do servidor

público.

I – assiduidade e pontualidade;

II – urbanidade;

III – discrição;

IV – obediência às ordens superiores, independentemente de qualquer juízo prévio;

V – exercício pessoal das atribuições

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a) I, III, IV e V

b) I, II, III e V

c) I, II e V

d) II, III e IV

e) III, IV e V

Letra b.

I) Certo. Literalidade do art. 177, inciso I.

II) Certo. Literalidade do art. 177, inciso II.

III) Certo. Literalidade do art. 177, inciso III.

IV) Errado. Na verdade, conforme o art. 177, inciso IV, as ordens manifestamente

ilegais configuram exceção expressa ao dever de obediência, a qual o item omitiu

e negou.

V) Certo. Literalidade do art. 177, inciso V.

Questão 4    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assi-

nale a alternativa que indica os itens que correspondem a proibições estabelecidas

ao servidor público.

I – deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada, por 30 dias conse-

cutivos.

II – pleitear como intermediário ou procurador junto ao serviço público, em favor

de qualquer particular.

III – revelar fato de que tem ciência em razão do cargo, e que deve permanecer

em sigilo, ou facilitar sua revelação.

IV – acumular cargos ou empregos na administração pública, sob qualquer hipótese.

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a) I e III

b) II e III

c) II e IV

d) I e IV

e) I, II e IV

Letra a.

I) Certo. Literalidade do art. 178, inciso IV.

II) Errado. Na verdade, tal conduta não configura proibição quando se tratar de

interesse do cônjuge ou dependente (art. 178, inciso III).

III) Certo. Literalidade do art. 178, inciso II.

IV) Errado. O acúmulo de cargos ou empregos só configura proibição quando

ocorrer em hipóteses contrárias à Constituição, ou seja, em situações não admiti-

das pelo texto constitucional (art. 178, inciso I).

Questão 5    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa correta:

a) deixar de observar prazos legais administrativos ou judiciais configura proibição

ao servidor público diante de qualquer contexto.

b) utilizar-se do anonimato é um dever imposto ao servidor público, como decor-

rência do dever de discrição, imposto pela lei.

c) o retardo de nomeação de classificado em concurso público configura proibição

ao servidor público diante de qualquer contexto.

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d) A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culpo-

so, que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.

e) O servidor responde apenas administrativamente pelo exercício irregular de

suas atribuições.

Letra d.

a) Errada. Tal conduta só configura proibição quando exercida sem motivo justifi-

cado (art. 178, inciso XVI).

b) Errada. O uso do anonimato, em verdade, é uma proibição (art. 178, inciso

XII), embora o dever de discrição realmente exista (com significado diverso, abor-

dado na aula).

c) Errada. Tal conduta só configura proibição quando exercida sem motivo justifi-

cado (art. 178, inciso XXIII).

d) Certa. Literalidade do art. 180.

e) Errada. Consoante o art. 179, “o servidor responde civil, penal e administrati-

vamente pelo exercício irregular de suas atribuições”.

Questão 6    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa correta:

a) A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será

executada, até que o débito seja integralmente satisfeito.

b) As sanções civis, penais e administrativas não poderão cumular-se, em razão da

vedação à dupla punição (non bis in idem).

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c) A absolvição judicial somente repercute na esfera administrativa, se negar a


existência do fato ou afastar do servidor a autoria.
d) A advertência é uma das penas disciplinares tratadas pela lei em questão.
e) Os antecedentes funcionais do servidor não poderão ser utilizados como parâ-
metro para aplicação de penas disciplinares, pois o contrário representaria uso da
teoria da verdade sabida, proibida no direito administrativo brasileiro.

Letra c.
a) Errada. A execução contra os sucessores é limitada pelo limite do patrimônio
transferido (art. 180, § 3°).
b) Errada. As referidas sanções cumulam-se, pois são independentes entre si (art.
181).
c) Certa. Literalidade do art. 182.
d) Errada. A advertência não é expressa no nosso Estatuto, embora sua essência
seja muito semelhante à da repreensão, conforme abordagem em aula.
e) Errada. O art. 184, especificamente no inciso IV, inclui os antecedentes funcio-
nais do servidor como parâmetro relevante para a aplicação de penalidades. A jus-
tificativa posterior da assertiva somente teve finalidade de convencer o candidato
a assinalá-la (erradamente).

Questão 7    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-
tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-
sinale a alternativa incorreta:
a) As penas disciplinares serão aplicadas através de decreto, no caso de repreen-
são e suspensão.
b) Na aplicação de penalidade, serão inadmissíveis as provas obtidas por meios

ilícitos.

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c) Aos acusados e litigantes, em processo administrativo, são assegurados o con-

traditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.

d) A pena de repreensão será aplicada nas infrações de natureza leve, em caso

de falta de cumprimento dos deveres ou das proibições, na forma que dispuser o

regulamento.

e) A pena de suspensão não poderá exceder a 90 dias.

Letra a.

a) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta. Na verdade, a repreensão e

a suspensão serão aplicadas por meio de portaria. O decreto é o meio adequado,

por sua vez, para aplicação de demissão, destituição de cargo em comissão ou de

função gratificada, cassação de aposentadoria ou de disponibilidade (art. 185).

b) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 186.

c) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 187.

d) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 188.

e) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Informação em consonância

com o texto literal do art. 189.

Questão 8    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa correta.

a) O servidor, enquanto suspenso, perderá absolutamente todos direitos e vanta-

gens de natureza pecuniária.

b) O servidor em gozo de licença, punido com suspensão, começará a cumprir a pena

de imediato, perdendo a remuneração dos dias da licença, se ela for remunerada.

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c) Quando houver conveniência para o serviço, a autoridade que aplicar a pena de

suspensão poderá convertê-la em multa, na base de 25% por dia de vencimento

ou remuneração, permanecendo o servidor em exercício.

d) A pena de demissão será aplicada no caso de faltas ao serviço, sem causa jus-

tificada, por 60 dias intercaladamente, durante o período de 12 meses.

e) Quando houver conveniência para o serviço, a autoridade que aplicar a pena de

suspensão poderá convertê-la em multa, na base de 50% por dia de vencimento

ou remuneração, devendo o servidor ficar em disponibilidade.

Letra d.

a) Errada. Existe uma exceção expressa à perda dos direitos e das vantagens:

salário-família (art. 189, § 1°).

b) Errada. Conforme o art. 189, § 2°, “quando licenciado [o servidor], a penalida-

de será aplicada após o retorno do servidor ao exercício”.

c) Errada. Conforme o art. 189, § 3°, o percentual da multa é de 50%.

d) Certa. Literalidade do art. 190, inciso III, que retrata a falta denominada “inas-

siduidade habitual” em alguns outros estatutos funcionais.

e) Errada. Na verdade, conforme o art. 189, § 3°, o servidor deve permanecer em

atividade/exercício, e não ficar em condição diversa.

Questão 9    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que ins-

tituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, as-

sinale a alternativa que NÃO indica hipótese de demissão:

a) prática de usura sob qualquer de suas formas.

b) utilização de pessoal ou recursos materiais de repartição em serviços ou ativi-

dades particulares.

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c) revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo.

d) incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição.

e) ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, em qualquer situação.

Letra e.

a) Errada. Essa conduta, de fato, sujeita o servidor à pena de demissão, pois está

no rol do art. 190.

b) Errada. Essa conduta, de fato, sujeita o servidor à pena de demissão, pois está

no rol do art. 190.

c) Errada. Essa conduta, de fato, sujeita o servidor à pena de demissão, pois está

no rol do art. 190.

d) Errada. Essa conduta, de fato, sujeita o servidor à pena de demissão, pois está

no rol do art. 190.

e) Certa. Na verdade, a legítima defesa própria ou de outrem configura exceção a

essa falta, que, na redação dada pela assertiva, generaliza toda e qualquer situa-

ção, o que está errado (art. 190, inciso VII).

Questão 10    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa correta:

a) O servidor indiciado em processo administrativo não poderá ser exonerado, sal-

vo se comprovada a sua inocência ao final do processo.

b) O abandono de cargo só se configura pela ausência intencional do servidor ao

serviço, por mais de 15 dias consecutivos e injustificados.

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c) Verificada, em processo disciplinar, a acumulação proibida, o servidor sofrerá a

pena de demissão, independentemente de outros fatores.

d) A destituição de cargo em comissão ou de função gratificada será aplicada nos

casos de infração, sujeita à penalidade de demissão ou suspensão.

Letra a.

a) Certa. Literalidade do art. 190, § 1°.

b) Errada. Na verdade, deve a ausência injustificada ocorrer por 30 dias consecu-

tivos (art. 190, § 2°).

c) Errada. Conforme o art. 191, a boa-fé da acumulação dá ao servidor o direito

de opção por algum dos cargos.

d) Errada. Cuidado: essa é a regra do estatuto funcional mais estudado no Brasil

(Lei Federal n. 8.112/1990). Todavia, em nosso Estatuto, somente se aplica a des-

tituição em caso de infrações sujeitas à penalidade de demissão (art. 192).

Questão 11    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa incorreta:

a) A demissão ou destituição de cargo em comissão ou de função gratificada em

razão de improbidade administrativa implica a indisponibilidade dos bens e o res-

sarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.

b) No caso de apuração de destituição de cargo em comissão ou de função gra-

tificada, a exoneração eventualmente efetuada será convertida em destituição de

cargo em comissão ou de função gratificada.

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c) A demissão ou destituição de cargo em comissão ou de função gratificada em

razão de lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual implica a

indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal

cabível.

d) O servidor que sofrer demissão em razão de abandono de cargo não mais pode-

rá retornar ao serviço público estadual.

Letra d.

a) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Art. 193 cumulado com art.

190, inciso IV.

b) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta.

c
 ) Errada. A questão pede pela alternativa incorreta. Art. 193 cumulado com art.

190, inciso X. Informação em conformidade com o art. 192, caput e parágrafo único.

d) Certa. A questão pede pela alternativa incorreta.

Questão 12    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

a pena de demissão será aplicada com a nota “a bem do serviço público”, sempre

que o ato fundamentar-se em:

I – crime contra a Administração Pública.

II – insubordinação grave em serviço.

III – ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa

própria ou de outrem.

IV – corrupção.

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a) I, II e III

b) I, III e IV

c) II, III e IV

d) I e IV

e) II, apenas

Letra b.

I) Certo. Art. 194 cumulado com art. 190, inciso I.

II) Errado. Tal conduta não é aludida pelo art. 194, razão pela qual, embora tam-

bém seja causa de demissão, não se configura como “a bem do serviço público”.

III) Certo. Art. 194 cumulado com art. 190, inciso VII.

IV) Certo. Art. 194 cumulado com art. 190, inciso X.

Questão 13    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

assinale a alternativa correta:

a) Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver prati-

cado, na atividade, falta punível com suspensão ou demissão.

b) A cassação da aposentadoria ou da disponibilidade será precedida de ato admi-

nistrativo, que é a medida final para tanto.

c) As penalidades disciplinares serão aplicadas pela autoridade competente para

nomear em qualquer caso.

d) A ação disciplinar prescreverá em 5 anos, quanto às infrações puníveis com

suspensão.

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Letra c.
a) Errada. Tais penalidades serão aplicadas aos inativos que, em atividade, hou-
verem praticado ato punível com demissão, apenas (art. 196).
b) Errada. A medida final para tais penalidades é o processo administrativo (art.
196, § 1°).
c) Certa. Art. 197, inciso I.
d) Errada. As infrações puníveis com suspensão sujeitam-se ao prazo prescricional
de 2 anos (art. 198, inciso II).

Questão 14    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que


instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,
julgue o item subsequente:
A ação disciplinar prescreverá em 5 anos, quanto às infrações puníveis com demis-
são, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição.

Certo.
Informação em consonância com o texto literal do art. 198, inciso I.

Questão 15    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que


instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,
julgue o item subsequente:
A ação disciplinar prescreverá em 120 dias, quanto à repreensão, e em dois anos,
quanto à suspensão.

Errado.
O prazo prescricional para a suspensão está correto. Contudo, conforme o art. 198,

inciso III, o prazo prescricional para a repreensão é de 180 dias, na verdade.

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Questão 16    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se consumar, salvo

em caso de conduta permanente.

Errado.

Conforme o art. 198, § 1°, o prazo de prescrição começa a correr da data em que

o fato se tornou conhecido.

Questão 17    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares

capituladas também como crime.

Certo.

Literalidade do art. 198, § 2°.

Questão 18    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar suspende a pres-

crição, até a decisão final proferida por autoridade competente.

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Errado.

Cuidado! A banca poderá trocar “interrompe” por “suspende”, que são fenômenos

distintos. O art. 198, § 3°, diz que o prazo é interrompido, isto é, volta ao zero.

Suspensão seria algo diferente: o prazo congelaria onde estivesse, o que não é o

caso.

Questão 19    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

As penas disciplinares serão aplicadas através de portaria ou decreto, no caso de

demissão, destituição de cargo em comissão ou de função gratificada, cassação de

aposentadoria ou de disponibilidade.

Errado.

No referido caso, as referidas penalidades somente serão aplicadas mediante de-

creto, não sendo a portaria – ou qualquer outra forma de ato administrativo – uma

opção. Exegese do art. 185.

Questão 20    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

É dever do servidor atender com presteza às requisições para a defesa do Estado,

às informações, documentos e providências solicitadas por autoridades judiciárias

ou administrativas e à expedição de certidões para a defesa de direitos, para a ar-

guição de ilegalidade ou abuso de autoridade.

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Certo.

Tais deveres, de fato, acompanham o servidor, conforme o texto do art. 177, inciso IX.

Questão 21    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

julgue o item subsequente:

A advertência é uma pena disciplinar prevista expressamente na Lei Estadual n.

5.810/1994, e a reincidência nela acarreta a suspensão do servidor envolvido.

Errado.

Nesse contexto, você deve ter lembrado de nossa ilustração e de nossa dica, que

ressaltaram que todas as penas disciplinares previstas no nosso Estatuto terminam

com “ão” (suspensão, demissão, repreensão, cassação e destituição). Ademais,

a advertência, aqui, é representada pelo instituto disciplinar da REPREENSÃO.

Questão 22    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

e tendo em vista disposições doutrinárias correlatas, julgue o item subsequente:

A natureza e a gravidade da infração deverão ser levadas em conta no enquadra-

mento da infração disciplinar cometida por servidor público do Ministério Público do

Estado do Pará.

Certo.

De fato, com fundamento na doutrina citada em nossa aula (Di Pietro), a natureza

e a gravidade deverão ser consideradas, além dos danos que provierem da infração

ao serviço público.

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Questão 23    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

e tendo em vista disposições jurisprudenciais correlatas, julgue o item subsequente:

É proibida a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, cola-

teral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou

de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou

assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda,

de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos

poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido

o ajuste mediante designações recíprocas.

Certo.

A disposição do item sob julgamento coincide perfeitamente com a disposição da

Súmula Vinculante n. 13, cujo teor é muito importante.

Questão 24    (2012/FADESP/MPE-PA/ANALISTA DE SISTEMA) É vedado ao servidor:

a) facilitar revelação ou deixar de revelar fato de que tem ciência em razão do car-

go, por alegação de que deve permanecer em sigilo.

b) deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada, por 30 (trinta) dias

consecutivos ou alternados.

c) participar da gerência ou administração de associação ou sociedade subvencio-

nada pelo Estado, inclusive as consideradas entidades comunitárias e associação

profissional ou sindicato.

d) participar de gerência ou de administração de empresa privada, de sociedade ci-

vil; ou exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.

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Letra d.

a) Errada. “Deixar de revelar” não é uma vedação ao servidor. Revelar, sim, é uma

vedação.

b) Errada. A falta somente se configura se a ausência por 30 dias for consecutiva,

e não alternada.

c) Errada. A vedação do art. 178, inciso IX, é: “participar da gerência ou adminis-

tração de associação ou sociedade subvencionada pelo Estado, exceto entidades

comunitárias e associação profissional ou sindicato”.

d) Certa. É a vedação do art. 178, inciso VII, do Estatuto.

Questão 25    (2012/FADESP/MPE-PA/ANALISTA DE SISTEMA) A contribuição previ-

denciária do servidor público incidirá sobre a remuneração

a) líquida do servidor, exceto salário-família, com a consequente repercussão em

benefícios.

b) total do servidor, exceto salário-família, com a consequente repercussão em

benefícios.

c) total do servidor, exceto salário-família, sem repercussão em benefícios.

d) total do servidor, incluindo o salário-família, com a consequente repercussão em

benefícios.

Letra b.

A questão restringe-se à cobrança da literalidade da regra do art. 172, § 1º: “A

contribuição previdenciária incidirá sobre a remuneração total do servidor, exceto

salário-família, com a consequente repercussão em benefícios”.

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Questão 26    (2012/FADESP/MPE-PA/ANALISTA DE SISTEMA) As penas disciplina-

res serão aplicadas através de __________, no caso de demissão, destituição de

cargo em comissão ou de função gratificada, cassação de aposentadoria ou de dis-

ponibilidade.

A expressão que completa corretamente a lacuna acima é

a) portaria.

b) ato judiciário.

c) decreto.

d) processo administrativo.

Letra c.

Conforme o art. 185, inciso II, quando for caso de demissão, destituição de cargo

em comissão ou de função gratificada, cassação de aposentadoria ou de disponi-

bilidade, a pena disciplinar será aplicada mediante decreto. Nas demais hipóteses,

será mediante portaria (inciso I).

Questão 27    (2014/VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Maria, servidora públi-

ca do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, faltou de forma injustificada, no ano de

2013, 6 (seis) vezes no mês de janeiro, 10 (dez) vezes no mês de março, 8 (oito)

vezes no mês de maio, 15 (quinze) vezes no mês de julho, 10 (dez) vezes no mês

de agosto e 15 (quinze) dias no mês de outubro. Nos termos do Regime Jurídico

Único (Lei n. 5.810/1994), deverá ser aplicada a Maria a pena de

a) censura.

b) suspensão.

c) demissão.

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d) repreensão.

e) multa.

Letra c.

É demissão, porque a conduta descrita no enunciado enquadra-se no art. 190, III,

que é uma causa de demissão: “faltas ao serviço, sem causa justificada, por 60 dias

intercaladamente, durante o período de 12 meses”.

Questão 28    (2014/VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) A responsabilidade ci-

vil do servidor público, no âmbito do Regime Jurídico Único,

a) por dano causado a terceiros, determina que ele responda perante a Fazenda

Pública, independentemente de culpa.

b) considera que absolvição judicial, afastando a autoria do servidor, não repercute

na esfera administrativa.

c) não se estende aos sucessores do servidor público que venha a falecer no curso

do processo administrativo ou judicial.

d) decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em preju-

ízo ao erário ou a terceiros.

e) determina que as sanções civis, penais e administrativas não poderão ser cumu-

ladas.

Letra d.

a) Errada. O servidor, ao causar dano, só responderá se tiver agido com dolo ou

culpa (responsabilidade subjetiva), ao contrário da Administração como um todo,

que responde objetivamente, independentemente de culpa.

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b) Errada. A negativa de autoria, na esfera criminal, afeta a esfera administrativa

(art. 182).

c) Errada. A responsabilidade civil estende-se aos sucessores, até o limite do valor

da herança (art. 180, § 3º).

d) Certa. É a regra do art. 180.

e) Errada. As sanções aplicadas nas três esferas podem, sim, ser cumuladas, pois

são independentes entre si (art. 181).

Questão 29    (2014/VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) No que diz respeito à

seguridade social, o Regime Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994) prevê que

a) um de seus objetivos é a irredutibilidade do valor dos benefícios.

b) os planos de previdência estaduais não cobrirão o evento reclusão.

c) a contribuição previdenciária incidirá somente sobre o vencimento base do servidor.

d) ela será fundada totalmente nas contribuições dos servidores.

e) será assegurado ao servidor o direito à saúde, não alcançando seus dependentes.

Letra a.

a) Certa. No art. 166, inciso III, tal objetivo está expressamente estampado.

b) Errada. A reclusão é um evento de cobertura obrigatória (art. 172, inciso I).

c) Errada. Conforme o art. 172, § 1º, em regra, a contribuição previdenciária in-

cidirá sobre a remuneração total do servidor, exceto salário-família, com a conse-

quente repercussão em benefícios.

d) Errada. A  seguridade social do servidor tem várias fontes de financiamento

(art. 168), e não somente a contribuição dos servidores.

e) Errada. Conforme o art. 166, os dependentes do servidor também são benefi-

ciados pela seguridade social do servidor.

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Questão 30    (2014/VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR JUDICIÁRIO) Conforme previsto na

Lei n. 5.810/1994, o servidor que praticar atos de lesão aos cofres públicos e dila-

pidação do patrimônio estadual ficará sujeito à aplicação da pena de

a) suspensão.

b) demissão a bem do serviço público.

c) multa.

d) ressarcimento ao erário.

e) repreensão.

Letra b.

O art. 194 elenca algumas hipóteses em que a demissão do servidor terá o caráter

de “a bem do serviço público”. Dentre as hipóteses albergadas pelo referido artigo,

encontra-se a conduta de praticar atos de lesão aos cofres públicos e dilapidação

do patrimônio estadual (art. 190, inciso X).

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