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LEGISLAÇÃO

LEI N. 5.810/1994 – REGIME JURÍDICO ÚNICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS


CIVIS DO ESTADO DO PARÁ – PARTE I

Livro Eletrônico
© 05/2019

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SUPERVISORA DE PRODUÇÃO: Emanuelle Alves Melo

ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Giulia Batelli, Juliane Fenícia de Castro, Laís Rodrigues e Thaylinne Gomes Lima

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DIAGRAMADOR: Washington Nunes Chaves

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Lei n. 5.810/1994 – Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Esta-
do do Pará – Parte I
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Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Pará – Lei Estadual n.
5.810/1994 – Parte I...................................................................................4
Das Disposições Preliminares........................................................................5
Do Provimento, do Exercício, da Carreira e da Vacância.................................. 11
Capítulo I - Do Provimento......................................................................... 11
Capítulo II - Da Nomeação.......................................................................... 12
Exercícios................................................................................................. 40
Gabarito................................................................................................... 57
Gabarito Comentado.................................................................................. 58

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REGIME JURÍDICO ÚNICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS


CIVIS DO PARÁ – LEI ESTADUAL N. 5.810/1994 – PARTE I
Olá, querido(a) aluno(a)! A partir de agora, teremos seis aulas para estudarmos

o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

instituído por meio da Lei Estadual n. 5.810/1994 e cobrado em nossa prova

para o Ministério Público do Estado do Pará.

Apesar deste Estatuto ter muitas particularidades, nele estão presentes diver-

sos institutos jurídicos já consagrados e muito aprofundados no direito administra-

tivo brasileiro.

Portanto, as aulas serão destinadas a dar destaque aos pontos mais particula-

res e, também, a proporcionar aprofundamento teórico sobre os institutos jurídicos

envolvidos no grau necessário e indispensável para a compreensão do conteúdo.

Além de dar destaque a pontos dogmáticos, visaremos apresentar o conteúdo

de maneira reflexiva, de modo que torne mais claro o fundamento de cada segmen-

to deste Estatuto. É claro, sempre teremos por principal objetivo o oferecimento

de substrato suficiente para que você esteja à altura de acertar qualquer questão

avaliativa deste tema em nosso concurso.

A fim de que a abordagem pretendida seja feita de forma mais clara e organi-

zada para você, trabalharemos com sistema de comentários individualizados a

cada artigo da lei, fazendo-se menções e associações com outros artigos sempre

que for conveniente para o melhor entendimento da matéria.

Bons estudos!

Seja imparável!

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Das Disposições Preliminares


Art. 1º. Esta lei institui o Regime Jurídico Único e define os direitos, deveres, garantias
e vantagens dos Servidores Públicos Civis do Estado, das Autarquias e das Fundações
Públicas.
Parágrafo único. As suas disposições aplicam-se aos servidores dos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas.

De início, perceba que a abrangência institucional deste Estatuto recai sobre a

Administração Pública Direta do Estado (todos os seus órgãos) e sobre as Autarquias

e Fundações Públicas estaduais. Dessa maneira, NÃO são abrangidos por este es-

tatuto os empregados de empresas públicas e sociedades de economia mista, nem

mesmo os empregados de empresas vinculadas contratualmente ao Poder Público.

No que tange às fundações, é importante que tenhamos claro em nossa mente

que este Estatuto abrange somente as FUNDAÇÕES PÚBLICAS DE DIREITO

PÚBLICO, não as fundações públicas de direito privado.

O motivo é simples: as fundações públicas de direito público têm regime

jurídico idêntico ao das autarquias, e  seus agentes ocupam CARGOS públicos

criados por lei. Já as de direito privado possuem funcionários ocupantes de

EMPREGOS públicos, regidos – como todo o setor privado – pela CLT e demais

normas de direito do trabalho.

Art. 2º. Para os fins desta lei:


I – servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público;

O conceito de servidor deve sempre ser tratado com cuidado, a depender do

contexto. Muitas vezes, fala-se do servidor com objetivo de fazer menção a todos

os agentes públicos, dentre eles agentes políticos, empregados públicos, particula-

res em colaboração com o Poder Público, agentes credenciados e, inclusive, os pró-

prios servidores públicos.

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Afinal de contas, quais são as classificações de agentes públicos, e quando se

deve falar especificamente do Servidor Público?

Antes de concluirmos sobre isso, saibamos qual é o conceito de agente públi-

co, e quais são as características essenciais para nele se enquadrar determinado

sujeito. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2015), agente público “é toda pes-

soa física que presta serviços ao Estado e às pessoas jurídicas da Administração

Indireta”.

Observando este conceito, você pode, em um primeiro momento, estranhar sua

simplicidade, pois nele poderiam se enquadrar pessoas que não têm nenhum vín-

culo com o Poder Público, como, por exemplo, os voluntários em situações de cala-

midade pública. Segundo José dos Santos Carvalho Filho (2015), agentes públicos

são “conjunto de pessoas que, a qualquer título, exercem uma função pública como

prepostos do Estado”. Para complementar, Carvalho Filho ainda sustenta que “o que

é certo é que, quando atuam no mundo jurídico, tais agentes estão de alguma

forma vinculados ao Poder Público.”.

Contudo, tudo é melhor explicado a partir do seguinte raciocínio: nem todos

os agentes públicos têm vínculo contratual ou legal com o Estado, mas todos eles

exercem atividades de interesse do Estado e podem agir em nome dele.

Com algumas variações de nome (e sem exclusão de outras classificações exis-

tentes na doutrina), a maioria da doutrina classifica os agentes públicos pelas se-

guintes espécies, que são abordadas por José dos Santos Carvalho Filho (2015):

AGENTES POLÍTICOS: são aqueles aos quais incumbe a execução das dire-

trizes traçadas pelo Poder Público. Desenham os destinos fundamentais do Estado

e criam as estratégias políticas por eles consideradas necessárias e convenientes

para que o Estado atinja seus fins. Têm funções de direção e orientação estabele-

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cidas pela Constituição. Exemplos clássicos: deputados, senadores, Presidente da

República, vereadores e, segundo parcela da doutrina (com discordância de Carva-

lho Filho), juízes e membros do Ministério Público.

AGENTES PARTICULARES COLABORADORES: embora sejam particulares,

exercem certas funções especiais que podem se qualificar como públicas. Sujei-

tam-se a encargo em favor da coletividade a que pertencem, de maneira normal-

mente transitória. Exemplos clássicos: jurados, mesários, concessionários e per-

missionários de serviços públicos.

SERVIDORES PÚBLICOS: pessoas que se vinculam ao Estado por uma relação

permanente de trabalho e que recebem, por período de trabalho ou por produção,

uma correspondente remuneração. São regidos em regra por Estatutos próprios.

 Obs.: Muitos diferenciam os Servidores Públicos Estatutários dos Empregados

Públicos, por terem regimes jurídicos diferentes. Os primeiros (seu caso),

são regidos por Estatutos e ocupam CARGOS PÚBLICOS. Os segundos, por

sua vez, são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho e pelas demais

legislações trabalhistas aplicáveis ao setor privado, e ocupam EMPREGOS

PÚBLICOS.

 Nosso Estatuto abrange, somente, os Servidores Públicos Estatutários, por

óbvio. Os empregados públicos, que se vinculam a empresas públicas e

sociedades de economia mista (regime jurídico de direito privado), não

são abrangidos pela nossa lei e não serão objeto do nosso estudo.

Outros doutrinadores podem apresentar diversas categorias, como Hely Lopes

Meirelles, que traz os agentes credenciados.

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Nosso edital prevê a cobrança da conceituação de cargo, emprego e função

pública. A diferença entre tais conceitos é muito bem elucidada por Maria Sylvia

Zanella Di Pietro, cujo posicionamento é grandemente predominante em provas.

Vejamos:

CARGO PÚBLICO e EMPREGO PÚBLICO são, cada um, uma unidade de

atribuições destinadas a um servidor ou empregado. A diferença basilar entre

ambos é o tipo de vínculo que liga o servidor ao Estado:

• O ocupante de emprego público tem vínculo contratual, sob a regência

da CLT.

• O ocupante de cargo público tem um vínculo legal, baseado em um Es-

tatuto de Regime Jurídico Único, que, em nosso caso, é instituído pela Lei

Estadual n. 5.810/1994.

FUNÇÃO PÚBLICA, por sua vez, com base na atual Constituição Federal, abran-

ge dois tipos de situações:

• A função exercida por agentes públicos contratados temporariamente com

base no art. 37, inciso IX, da Constituição Federal, para a qual não se

exige, necessariamente, concurso público, em razão da urgência da

contratação, que se funda em necessidade temporária de excepcional

interesse público. As hipóteses enquadradas nesse requisito são elencadas

na Lei Federal n. 8.745/1993.

• As funções de natureza permanente, que normalmente são gratificadas, cor-

respondentes a Chefia, Direção, Assessoramento ou outro tipo de atividade

para a qual o legislador não crie o cargo respectivo; em geral, são funções

de confiança, de livre designação e dispensa. A previsão constitucional

dessas funções está no art. 37, inciso V, que as aponta nos seguintes termos:

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Art. 37.
V  – as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de
cargo efetivo, (...), destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessora-
mento.

A diferença básica entre essas duas espécies de função é simples: a primeira

espécie de função (temporária) pode ser ocupada independentemente de concurso

público, por pessoa que seja titular tão somente da função; já a segunda espécie

pode ser ocupada apenas, e tão somente (redundância proposital), por servidores

efetivos, já concursados, que serão titulares do cargo efetivo e da função. Exem-

plos práticos dessa segunda espécie são as funções de Assistente de Promotoria,

Assistente Chefe de Apoio Administrativo, Chefe de Departamento, dentre outros.

II – cargo público é o criado por lei, com denominação própria, quantitativo e venci-
mento certos, com o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura
organizacional que devem ser cometidas a um servidor;
III – categoria funcional é o conjunto de cargos da mesma natureza de trabalho;
IV – grupo ocupacional é o conjunto de categorias funcionais da mesma nature-
za, escalonadas segundo a escolaridade, o nível de complexidade e o grau de respon-
sabilidade;

Apenas por questão didática, julgo importante alertar que o conceito de cargo

anteriormente repassado é o teórico/doutrinário; no caso do artigo ora em comen-

to, o conceito de cargo é específico e aplicado ao contexto do Estatuto.

Para entendermos melhor essa separação conceitual, vamos direto aos exem-

plos concretos, que elaboramos com vistas a dar enfoque ao contexto do nosso

certame:

GRUPO OCUPACIONAL: Servidores de nível superior do quadro do MP-PA;

Servidores de nível médio do quadro do MP-PA.

CATEGORIA FUNCIONAL: Analista Ministerial, Assistente Ministerial

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CARGO: Analista Ministerial – Especialidade Administração; Analista Ministerial

– Especialidade Direito; Analista Ministerial – Especialidade Controle Externo.

Parágrafo único. Os cargos públicos serão acessíveis aos brasileiros que preencham os
requisitos do art. 17, desta lei.

Perceba: é possível que qualquer BRASILEIRO seja nomeado para assumir car-

go público no Estado do Pará. Ademais, esta é a regra seguida inclusive no Estatuto

do Servidor Público Federal e em praticamente todos os Estatutos Estaduais. Isso

significa que os cargos públicos NÃO SÃO privativos de brasileiros natos.

Tanto Brasileiros NATOS quanto NATURALIZADOS podem prover cargos

públicos. É  suficiente o preenchimento dos requisitos do art. 17 do Estatuto que

estamos estudando.

Art. 3º. É vedado cometer ao servidor atribuições e responsabilidades diversas das ine-


rentes ao seu cargo, exceto participação assentida em órgão colegiado e em comissões
legais.

Este artigo estabelece uma vedação ao desvio de função, como regra ge-

ral. É justo que haja tal vedação, uma vez que a utilização da mão de obra de um

servidor em tarefas inerentes a um cargo diverso configura, diretamente, burla à

exigência de concurso público e enriquecimento ilícito por parte da Admi-

nistração Pública, que está deixando de remunerar outra pessoa para realizar o

trabalho de que necessita.

As exceções, por sua vez, existem justamente porque são situações em que tal

burla e tal enriquecimento não existem. O artigo ora em comento fala em órgão

colegiado e comissões legais justamente porque, normalmente, a participação

nesses ambientes decorre de uma incumbência institucional. Por exemplo, podemos

citar as Comissões de Concurso e os Conselhos de Ética (órgãos colegiados).

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Para participar em algumas comissões ou conselhos, os servidores podem rece-

ber adicionais previstos em lei. Já para participar em outras comissões ou conse-

lhos, é possível que não exista previsão de adicional, mas tão somente de diárias e

ajudas de custo, que estudaremos nas próximas aulas.

Por fim, ressalta-se que a participação nessas comissões ou órgãos colegiados

deve ser ASSENTIDA, isto é, com o assentimento do próprio servidor. Caso o ser-

vidor tenha a obrigação de participar dessas comissões ou órgãos colegiados,

não será hipótese de exceção do art. 3º, mas sim de responsabilidade inerente

a seu cargo.

Art. 4º. Os cargos referentes a profissões regulamentadas serão providos unicamente


por quem satisfizer os requisitos legais respectivos.

Como exemplo prático, podemos citar o caso do contador. Determinado cargo

público de Especialista em Contabilidade (como o Analista Ministerial – Especialida-

de Ciências Contábeis, do MPC-PA) deve ter como requisito para posse o diploma

de formação no curso superior pertinente a essa área, além de regular inscrição

do respectivo Conselho de Fiscalização Profissional. No caso do Procurador do Es-

tado, outrossim, deve haver comprovação de formação em Direito ou outro curso

equivalente, e, ainda, aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil e

inscrição no órgão competente da OAB. O mesmo raciocínio vale para todas as de-

mais profissões.

Do Provimento, do Exercício, da Carreira e da Vacância


Capítulo I - Do Provimento
Art. 5º. Os cargos públicos serão providos por:
I – nomeação;

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II – promoção;
III – reintegração;
IV – transferência;
V – reversão;
VI – aproveitamento;
VII – readaptação;
VIII – recondução.

O edital do MP-PA requer o conhecimento da conceituação doutrinária de Pro-

vimento. O provimento em cargo público pode ocorrer de modo ORIGINÁRIO ou

DERIVADO.

PROVIMENTO ORIGINÁRIO: o servidor público, antes de prover o cargo, não

tinha nenhuma relação com a Administração Pública. O grande exemplo é a Nome-

ação.

PROVIMENTO DERIVADO: antes do provimento do cargo, o servidor públi-

co já teve relação com o Poder Público antes, a qual não foi cessada, mas apenas

passou a ter um status diferente. Exemplos: reversão, reintegração e readaptação.

A seguir, estudaremos de forma individualizada cada uma dessas formas de

provimento.

Capítulo II - Da Nomeação

Seção I - Das Formas de Nomeação

Art. 6º. A nomeação será feita:


I – em caráter efetivo, quando exigida a prévia habilitação em concurso público,
para essa forma de provimento;
II – em comissão, para cargo de livre nomeação e exoneração, declarado em lei.
Parágrafo único. A designação para o exercício de função gratificada recairá, exclusi-
vamente, em servidor efetivo.

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O parágrafo único deste artigo deixa clara uma regra insculpida, também, na

Constituição Federal. O art. 37, inciso V, da CF já estabelece que a designação das

funções de confiança deve recair somente sobre os ocupantes de cargo efetivo.

Assim como os cargos em comissão, as funções de confiança (às vezes referi-

das como “funções gratificadas”, em razão de conferirem remuneração maior ao

ocupante) são destinadas a atribuições de direção, chefia e assessoramento

(art. 37, inciso V, da Constituição). Logo, como o cargo em comissão tem a

mesma destinação, o que se buscou foi evitar que um servidor público recebesse

duas vezes pela mesma tarefa, ou que tarefas de dois cargos diferentes (um efetivo

e um em comissão) fossem reunidas em um só de comissão, burlando-se a exigên-

cia de concurso público.

Para maiores esclarecimentos doutrinários sobre tal diferenciação, remetemos

ao comentário feito ao art. 2º do nosso Estatuto, explorado em minúcias pelo nosso

certame para o Ministério Público do Estado do Pará.

No mais, não há maiores mistérios nesse artigo. Quem nomeia o comissionado é

o agente titular do órgão ou entidade, que também tem a atribuição de exonerá-lo,

independentemente de qualquer motivação específica.

Art. 7º. Compete aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público e


aos Tribunais de Contas na área de sua competência, prover, por ato singular, os car-
gos públicos.

Primeiramente, cabe a consideração do que é um ato administrativo singular.

Maria Sylvia Di Pietro aborda o ato singular com o nome de “ato individual”, que,

segundo ela, “é o que produz efeitos jurídicos no caso concreto”. A autora

ainda cita como exemplos a nomeação e a demissão. Nesta lei, veremos outros

grandes exemplos: todos os atos de provimento, quer originários, quer derivados,

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pois incidem sobre um caso concreto e interferem numa estreita relação jurídica,

ao contrário dos “atos gerais”, que abrangem um conjunto de pessoas em idêntica

situação (exemplos: regimentos e decretos). José dos Santos Carvalho Filho usa o

mesmo nome (“atos individuais”), dando significado praticamente idêntico.

Ademais, o Tribunal de Contas tem tido reconhecida sua autonomia administra-

tiva para prover seus próprios cargos públicos. Esta autonomia é expressamente

prevista na Constituição Federal para os tribunais do Poder Judiciário, no art. 96,

inciso I, alínea “e”, e foi estendida aos Tribunais de Contas.

Art. 8º. O ato de provimento conterá, necessariamente, as seguintes indicações, sob


pena de nulidade e responsabilidade de quem der a posse:
I – modalidade de provimento e nome completo do interessado;
II – denominação de cargo e forma de nomeação;
III – fundamento legal.

Os requisitos apontados neste artigo são mínimos, isto é, sem eles, o ato singu-

lar que der provimento será eivado de nulidade por vício de forma. Todavia, a lei

não fala que esse vício é insanável. Inclusive, a doutrina administrativista majori-

tária e pacificada preceitua que os vícios de forma são suscetíveis de convalidação,

com a correção do ato mediante reforma ou ratificação. Portanto, no silêncio da lei,

é possível entender que a ausência de algum desses requisitos no ato administra-

tivo singular de provimento pode ser suprida por posterior correção, com inclusão

do requisito faltante.

No mais, cabe destacar que a segunda parte do inciso II (forma de nomeação)

só se aplica aos casos de Nomeação Propriamente Dita (provimento originário),

e não às demais modalidades de provimento. Isso porque, no caso de nomeação,

é necessário indicar se a nomeação é em caráter efetivo ou em comissão.

Veja, abaixo, um exemplo de utilização de todos os requisitos deste artigo:

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O Exmo. Secretário de Estado de Administração, no uso de suas atribuições, e tendo

em vista o edital n. 01 do Concurso Público realizado no ano de 2019, resolve:

NOMEAR João da Silva, aprovado no concurso público realizado, em cará-

ter efetivo, para o cargo de Analista Ministerial – Especialidade Direito,

integrante da categoria funcional Analista Ministerial, do Quadro Perma-

nente de Pessoal do Ministério Público do Estado do Pará, com fulcro nos

art. 6º, inciso I, e 10 da Lei Estadual n. 5.810/1994.

Seção II - Do Concurso

Art. 9º. A investidura em cargo de provimento efetivo depende de aprovação prévia


em concurso público de provas ou de provas e títulos, observado o disposto no art. 4º.
desta lei.

Mesmo que esse ponto já esteja dominado, lembre-se:

Cargo de Provimento Efetivo: CONCURSO PÚBLICO

Cargo em Comissão: LIVRE NOMEAÇÃO E EXONERAÇÃO

Art. 10. A aprovação em concurso público gera o direito à nomeação, respeitada a


ordem de classificação dos candidatos habilitados.

Cuidado: esse “direito à nomeação” deve ser interpretado à luz do entendimen-

to pacificado pelo Supremo Tribunal Federal. Esse direito pertence, na maioria dos

casos, à pessoa aprovada dentro do número de vagas ofertadas no edital.

O STF firmou, em sede de Repercussão Geral, nos autos do Recurso Extraordinário

n. 837.311, as hipóteses em que o candidato tem direito subjetivo à nomeação,

sendo uma delas – e mais corriqueira – aquela que acabamos de mencionar (apro-

vação dentro do número de vagas do edital). Dessa decisão, colhe-se o seguinte:

(…)

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o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público


exsurge nas seguintes hipóteses:
I – Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital;
II – Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de
classificação;
III – Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a
validade do certame anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma
arbitrária e imotivada por parte da administração nos termos acima.

 Obs.: O segundo critério dessa listagem já tinha aplicabilidade em razão da

Súmula n. 15 do STF:

Súmula n. 15 STF: Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato


aprovado tem direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem obser-
vância da classificação.”.

§ 1º. Terá preferência para a ordem de classificação o candidato já pertencente ao


serviço público estadual e, persistindo a igualdade, aquele que contar com maior
tempo de serviço público ao Estado.
§ 2º. Se ocorrer empate de candidatos não pertencentes ao serviço público do Estado,
decidir-se-á em favor do mais idoso.

Esses critérios de preferência entram em jogo quando dois ou mais candidatos,

na lista de classificação, empatam nos critérios do edital, que geralmente se

apoiam em maior número de acertos em determinada disciplina cobrada na prova

(como Português e Conhecimentos Específicos, por exemplo).

Para visualizarmos na prática, vamos criar uma situação fictícia:

João, Pedro, Raimundo e André estão empatados nas primeiras colocações do con-

curso pelos critérios do edital. Portanto, devem ser analisados os critérios deste

artigo.

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João, com 72 pontos, tem 40 anos de idade e é Assistente Ministerial do MP de

Contas do Estado do Pará há 3 anos.

Pedro, com 72 pontos, tem 35 anos de idade e é Técnico de Controle Externo do

Tribunal de Contas do Estado do Pará há 8 anos.

Raimundo, com 72 pontos, tem 29 anos de idade e está desempregado e nunca

foi servidor público antes.

André, com 72 pontos, tem 23 anos de idade e está desempregado e nunca foi

servidor público antes.

Logo, a lista de classificação, com base nos critérios desse artigo, ficará da seguinte

forma:

1º: Pedro (Servidor Público Estadual com maior tempo de serviço ao Estado

do Pará)

2º: João (Servidor Público Estadual com tempo de serviço menor, mesmo que seja

mais idoso que Pedro, pois o critério de ser servidor estadual prepondera)

3º: Raimundo (dos que não são servidores estaduais, é o mais idoso)

4º: André (mais jovem dentre os que não são servidores estaduais)

 Obs.: Por interpretação lógica e sistemática, o servidor público estadual que

tem preferência na classificação final é o Servidor Público do Estado do

Pará, seja civil ou militar.

Art. 11. A instrumentação e execução dos concursos serão centralizadas na Secre-


taria de Estado de Administração, no âmbito do Poder Executivo, e nos órgãos
competentes dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público, e dos Tribunais
de Contas.

No Estado do Pará, por força deste artigo, existe a necessidade de que a con-

tratação das bancas, a elaboração dos editais (instrumentação) e a execução dos

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concursos públicos (impulso de suas fases) sejam incumbidas a um único órgão.

O objetivo, de modo patente, é evitar ao máximo a ocorrência de fraudes com se-

leções arbitrárias e corrompidas de bancas e superfaturamentos nos respectivos

contratos.

Portanto, a lei já tratou de designar o órgão que, no âmbito do Poder Execu-

tivo, é responsável por essas incumbências: Secretaria de Estado de Adminis-

tração.

Todavia, no caso dos demais poderes (Legislativo e Judiciário), o próprio órgão

destes deverá indicar um órgão em sua estrutura para ter, de modo centralizado,

essas atribuições, sem distribuí-las para qualquer outro órgão. Um clássico exem-

plo disso é a Comissão de Concurso do Tribunal de Justiça, ou a Comissão de Con-

curso da Assembleia Legislativa. O mesmo raciocínio vale para o Ministério Público

de Contas e para o Tribunal de Contas, que, em ato normativo de efeitos internos,

escolherão um órgão, assim como os outros.

§ 1º O conteúdo programático, para preenchimento de cargo técnico de nível superior


poderá ser elaborado pelo órgão solicitante do concurso.

Para o referido cargo (Técnico de Nível Superior), que abrange vários cargos de

Técnico, pode o órgão solicitante elaborar o conteúdo a ser cobrado em prova,

considerando suas necessidades operacionais e os atributos cognitivos desejados

de seus servidores. Contudo, a instrumentação e a execução do certame continuam

sob o poder do órgão centralizadamente competente.

§ 2º. O concurso público será realizado, preferencialmente, na sede do Município, ou na


região onde o cargo será provido.

Neste ponto, o que se tem a destacar é que a realização do concurso na sede do

Município ou na região de provimento NÃO É obrigatória, mas apenas preferencial.

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§ 3º. Fica assegurada a fiscalização do concurso público, em todas as suas fases, pelas
entidades sindicais representativas de servidores públicos.

No caso de um concurso público para Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do

Pará, por exemplo, o sindicato representativo desses servidores poderá fiscalizar

a lisura do certame em todas as suas fases. Isso, todavia, é um direito da entida-

de, e não uma condição de validade do concurso. Logo, se a entidade se recusar a

exercer tal encargo, não haverá nenhum prejuízo para a integridade do concurso,

desde que a fiscalização de suas fases seja devidamente OPORTUNIZADA à enti-

dade representativa.

Art. 12 As provas serão avaliadas na escala de zero a dez pontos, e aos títulos,
quando afins, serão atribuídos, no máximo, cinco pontos.
Parágrafo único. As provas de título, quando constantes do Edital, terão caráter mera-
mente classificatório.

Antes de abordarmos o caráter classificatório, é importante que destinemos um

pouco de atenção a um ponto extremamente objetivo, popularmente conhecido

como “decoreba”. Para ajudá-lo, criei a seguinte ilustração:

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Se seu perfil de estudos tolerar trocadilhos para memorização, aproveite para

considerar as seguintes frases:

DICA
Numa PROVA, a avaliação costuma variar de 0 a 10!
Um TÍTULO representa uma estrela no seu currículo,
e uma estrela clássica possui 5 pontas.

A determinação de que a prova de títulos tem caráter somente classificatório já

tem sido imposta pelo Supremo Tribunal Federal aos órgãos que não adotam essa

regra, a exemplo das decisões tomadas nos processos MS n. 31176/DF e MS n.

32074/DF. Ademais, a Resolução n. 75/2009 do CNJ já determina o caráter unica-

mente classificatório da prova de títulos para os órgãos do Poder Judiciário.

Caráter classificatório é a possibilidade de os Títulos somente melhorarem a

pontuação do candidato. A ausência de determinado título NUNCA poderá cau-

sar a eliminação do candidato. O pior que pode acontecer é alguém ultrapassá-lo

na lista.

Art. 13. O Edital do concurso disciplinará os requisitos para a inscrição, o processo de


realização, os critérios de classificação, o número de vagas, os recursos e a homologa-
ção.

Aqui reside o popular dogma de que o edital é “a lei do concurso”. Todos os

balizamentos para suas fases estão previstos no edital. Portanto, nenhuma das re-

gras nele previstas pode ser desobedecida, sob pena de anulabilidade/nulidade da

fase respectiva.

Art. 14. Na realização dos concursos, serão adotadas as seguintes normas gerais:

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Essas normas são genéricas para todos os concursos públicos do Estado do

Pará, e os editais não poderão contrariá-las. Vejamos:

I – não se publicará Edital, na vigência do prazo de validade de concurso anterior, para o
mesmo cargo, se ainda houver candidato aprovado e não convocado para a investidura,
ou enquanto houver servidor de igual categoria em disponibilidade;

Primeiramente, cabe mencionar que a Constituição Federal NÃO proíbe a re-

alização de novo concurso enquanto houver outro em vigor, ou enquanto houver

servidor em disponibilidade. Na verdade, o que a Constituição faz (art. 37, inciso

IV) é assegurar prioridade de convocação àqueles aprovados no primeiro con-

curso.

Todavia, o Estatuto ora em estudo tratou de dar uma garantia ainda mais

sólida, impedindo a realização de novo concurso enquanto houver candidato

habilitado ainda não convocado, bem como enquanto houver servidor em dispo-

nibilidade, que é uma situação em que o servidor não está lotado em nenhuma

repartição, mas está sendo remunerado normalmente (estudaremos esse instituto

nas próximas aulas com maior aprofundamento).

II – poderão inscrever-se candidatos até 69 anos de idade;

A constitucionalidade desse limite de idade é duvidosa. A Súmula n. 683 do

STF preceitua:

Súmula n. 683 STF: O limite de idade para a inscrição em concurso público


só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser jus-
tificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

Em várias oportunidades, o STF já declarou a inconstitucionalidade de limita-

ções etárias impostas por editais de concursos, mesmo que com fundamento legal.

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Até hoje, parece não ter havido impugnação direta do artigo ora em comento. To-

davia, a lógica de aplicabilidade é a mesma.

O inciso XXX do art. 7º assegura:

Art. 7.
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admis-
são por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

O art. 39, § 3º, da Constituição assegura, ainda, a aplicação desse inciso aos

servidores públicos estatutários.

Por fim, o que se deve considerar é: a limitação de idade para inscrição em con-

cursos públicos só é legítima quando a natureza das atribuições assim determinar.

Portanto, pela nossa análise, a limitação a 69 anos de idade, por si só, sem razão

adequada, é inconstitucional e encontra óbice na Súmula n. 683 do STF.

De qualquer maneira, se a prova questionar diretamente qual é o limite de idade

para inscrição, segundo o texto literal deste Estatuto, assinale tranquilamente que

é de 69 anos.

III – Os concursos terão a validade de até dois anos, a contar da publicação da homo-
logação do resultado, no Diário Oficial, prorrogável expressamente uma única vez por
igual período.

Eis aqui uma reprodução de regra já existente no texto constitucional: art. 37,

inciso III, da Constituição.

IV – Comprovação, no ato da posse, dos requisitos previstos no edital.

Vamos observar esse requisito com um exemplo: se um candidato é aprovado

para Analista Ministerial – Especialidade Direito do MP-PA, sem formação em Direi-

to, mas, quando nomeado, já conseguiu o diploma, a situação do candidato está re-

gular e a posse poderá ocorrer com a apresentação do diploma. Portanto, os editais

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NÃO PODEM exigir que o diploma seja apresentado quando da inscrição, nesse

contexto.

V – participação de um representante do Sindicato dos Trabalhadores ou de Conselho


Regional de Classe das categorias afins na comissão organizadora do concurso público
ou processo seletivo.

Não confunda esse requisito (participação de representante sindical ou conselhei-

ro na Comissão Organizadora) com o disposto no art. 11, § 3º, deste Estatuto.

No presente caso, é OBRIGATÓRIA a participação do representante na Comissão

Organizadora. Todavia, a  fiscalização de todas as fases pelo sindicato (art.  11,

§ 3º) é FACULTATIVA!

§ 1º Será publicada lista geral de classificação contendo todos os candidatos aprova-
dos e, paralela e concomitantemente, lista própria para os candidatos que concor-
reram às vagas reservadas aos deficientes.
§ 2º Os candidatos com deficiência aprovados e incluídos na lista reservada aos defi-
cientes serão chamados e convocados alternadamente a cada convocação de um

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dos candidatos chamados da lista geral até preenchimento do percentual reservado


às pessoas com deficiência no edital do concurso.
§ 3º Equipe multiprofissional avaliará a compatibilidade entre as atribuições do car-
go e a deficiência do candidato durante o estágio probatório.

Vamos entender qual é a consistência dessas regras. Antes disso, tenha em

mente uma informação do próximo artigo: é possível a reserva de até 20% dos

cargos a serem providos por concurso a candidatos PcD (Pessoas com Deficiência).

A maioria dos órgãos não chega ao limite máximo: reservam 5%, normalmente.

Portanto, a partir disso, vamos estudar a regra do § 2º com base em um exemplo

prático:

Se o edital do concurso público fixar a reserva de 5% dos cargos existentes a serem

providos para Pessoas com Deficiência, e houver 60 cargos vagos, a ordem dos pri-

meiros nomeados será a seguinte:

1º - Lista Geral

2º - Lista PcD

3º - Lista Geral

4º - Lista PcD

5º - Lista Geral

6º - Lista PcD

7º - Lista Geral

8º - Lista Geral

9º - Lista Geral

10º - Lista Geral (...)

Perceba que foi necessário o preenchimento do percentual mínimo antes de a lista

geral correr normalmente. No entanto, se o percentual puder ser cumprido com o

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provimento de apenas uma Pessoa com Deficiência, não existirá tal obrigação por

parte do órgão público paraense; como quando houver 20 cargos vagos e apenas

5% reservados às Pessoas com Deficiência.

Por fim, a equipe a analisar a compatibilidade entre a deficiência e as atribuições

do cargo é multiprofissional, uma vez que essa compatibilidade depende de aná-

lises médica, ergonômica, psicológica e socioassistencial, por exemplo. Logo, não

pode tal exame ser feito por profissional de especialidade única.

Art. 15. A administração proporcionará aos portadores de deficiência, condições para


a participação em concurso de provas ou de provas e títulos.
Parágrafo único. Às  pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de ins-
crever-se em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam
compatíveis com a deficiência de que são portadoras, às quais serão reservadas até
20% (vinte por cento), das vagas oferecidas no concurso.

O órgão responsável pela execução do concurso (aquele mesmo, com compe-

tência centralizada, que estudamos anteriormente) deve garantir que a pessoa com

deficiência tenha todos os recursos e todas as concessões técnicas (tecnologia

assistiva e acessibilidade) necessárias para conseguir resolver a prova do con-

curso público em igualdade de condições com as demais pessoas.

Ademais, cabe mencionar que a reserva de cargos a pessoas com deficiência

tem por fundamento uma pretensão estatal de incluir socialmente essas pessoas,

conferindo-lhes estímulos para dar continuidade a projetos de vida já mentalizados

ou que possam ser mentalizados pela pessoa. A ideia, poeticamente, é de não im-

pedir a realização de sonhos em razão da condição de pessoa com deficiência.

Apesar desse propósito, há um entrave jurídico justificável, que é a compati-

bilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência constatada. Portanto, o  di-

reito assegurado às pessoas com deficiência (inclusive com status constitucional:

art. 37, inciso VIII, da Constituição Federal) não é absoluto.

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Quanto ao percentual de 20% mencionado na lei, entendemos oportuno desta-

car que esse percentual não é fixo, mas sim, variável, pois pode o órgão reservar

“até” 20%. É por esta razão que muitos órgãos se sentem legitimados a reservar

5% ou 10%, por exemplo.

O Decreto Federal n. 3.298/1999, adotado expressamente como fonte norma-

tiva pelo edital do nosso concurso para o MP-PA, dispõe sobre a Política Nacional

para a Integração da Pessoa com Deficiência. Tal decreto fixava um limite mínimo

de 5% para pessoas com deficiência. Todavia, o artigo 37 desse decreto, que asse-

gurava esse percentual mínimo, foi revogado pelo Decreto Federal n. 9.508/2018.

Este decreto, por sua vez, fixou o mesmo limite mínimo (5%).

Todavia, este último decreto, ao contrário do anterior, não dispõe sobre nenhu-

ma política de âmbito nacional, e limita-se ao âmbito federal, deixando os Estados

de lado. Veja a ementa do Decreto Federal n. 9.508/2018:

Decreto Federal n. 9.508/2018: Reserva às pessoas com deficiência percentual de


cargos e de empregos públicos ofertados em concursos públicos e em processos seleti-
vos no âmbito da administração pública federal direta e indireta.

Dessa maneira, a fixação do limite mínimo parece encontrar-se em um limbo

jurídico para os Estados e Municípios que não tiverem seus próprios Decretos. Por-

tanto, deve cada Estado e Município editar seu próprio decreto, fixando tal limite.

Seção III - Da Posse

Art. 16. Posse é o ato de investidura em cargo público ou função gratificada.


Parágrafo único. Não haverá posse nos casos de promoção e reintegração.

Em nosso contexto, ao contrário de regra muito conhecida da Lei Federal n.

8.112/1990 (regra de que só há posse em caso de nomeação), quem toma posse

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não é somente o recém-nomeado. É também aquele que está sendo designado

para função gratificada (que deve necessariamente ser ocupante de cargo efetivo,

como já destacamos), revertido ou reconduzido, por exemplo.

Posse é quase sinônimo de investidura. Só não é um absoluto sinônimo porque

possui exceções: promoção e reintegração. Estes dois, citados pelo parágrafo

único, são fenômenos distintos, pois um servidor promovido está apenas con-

seguindo um maior escalão funcional no mesmo cargo que ocupa. O mesmo

raciocínio vale para o reintegrado, que está apenas retomando o exercício de um

cargo de que nunca deveria ter sido afastado.

Estudaremos nas próximas aulas esses institutos.

Art. 17. São requisitos cumulativos para a posse em cargo público:


I – ser brasileiro, nos termos da Constituição;
II – ter completado 18 (dezoito) anos;
III – estar em pleno exercício dos direitos políticos;
IV  – ser julgado apto em inspeção de saúde realizada em órgão médico oficial do
Estado do Pará;
V – possuir a escolaridade exigida para o exercício do cargo;
VI – declarar expressamente o exercício ou não de cargo, emprego ou função pública
nos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, Federal ou Municipal, para
fins de verificação do acúmulo de cargos.

Já informei em momento anterior da aula que basta a pessoa ser brasileira (nata

ou naturalizada, sem distinções) e preencher os requisitos objetivos deste artigo

para assumir cargo público. Outras exigências, além dessas, devem necessa-

riamente ser instituídas por lei ou por norma de força jurídica equivalente

ou superior, sob pena de verificação de cometimento de ilegalidade por parte da

Administração Pública.

Art. 18. A compatibilidade das pessoas portadoras de deficiência, de que trata o art. 15,


parágrafo único, será declarada por junta especial, constituída por médicos especia-
lizados na área da deficiência diagnosticada.

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Parágrafo único. Caso o candidato seja considerado inapto para o exercício do cargo,
perde o direito à nomeação.

Já cheguei a mencionar, também, que a equipe avaliativa deve ser multidiscipli-

nar, pelo fato de a compatibilidade da deficiência com as atribuições depender de

análise sob prisma de diversos ramos do conhecimento.

Todavia, se, no momento da verificação (antes da posse) ficar constatada a in-

compatibilidade, o candidato não será nomeado, e o próximo candidato PcD será

convocado.

Art. 19. São competentes para dar posse:


I – No Poder Executivo:
a) o Governador, aos nomeados para cargos de Direção ou Assessoramento que lhe
sejam diretamente subordinados;
b) os Secretários de Estado e dirigentes de Autarquias e Fundações, ou a quem
seja delegada competência, aos nomeados para os respectivos órgãos, inclusive,
colegiados;
II – No Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério Público e nos Tri-
bunais de Contas, conforme dispuser a legislação específica de cada Poder ou
órgão.

Esta classificação de autoridades que dão posse é extremamente objetiva e,

portanto, merece memorização direta. Para auxiliá-lo(a), apresento a ilustração

abaixo:

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Art. 20. O ato de posse será transcrito em livro especial, assinado pela autoridade
competente e pelo servidor empossado.
Parágrafo único. Em casos especiais, a critério da autoridade competente, a posse
poderá ser tomada por procuração específica.

Neste estatuto, pelo que se pode interpretar do dispositivo acima, a posse me-

diante procuração deve ser devidamente justificada (“casos especiais”), e não

pode ocorrer de modo livre como com qualquer negócio jurídico. Ademais, deve a

autoridade competente concordar, discricionariamente, com a posse mediante

procuração (“a critério da autoridade competente”).

Art. 21. A autoridade que der posse verificará, sob pena de responsabilidade, se


foram observados os requisitos legais para a investidura no cargo ou função.

As consequências de posterior descoberta de ausência desses requisitos não

têm como única consequência a perda do cargo pelo servidor. Além disso, a autori-

dade que dá posse responde civil, penal e administrativamente pela falta.

A partir daí, seriam analisados vários fatores, como por exemplo se houve fal-

sidade, dano ao servidor ou quebra de dever funcional para permitir a posse inde-

vida.

Art. 22. A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação do


ato de provimento no Diário Oficial do Estado.

Este é outro ponto extremamente objetivo que merece atenção. Nunca se es-

queça:

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§ 1º O prazo para a posse poderá ser prorrogado por mais quinze dias, em exis-
tindo necessidade comprovada para o preenchimento dos requisitos para
posse, conforme juízo da Administração.

Antes de qualquer aprofundamento, é devido um destaque à parte final do

parágrafo: a juízo da Administração! NÃO EXISTE direito subjetivo do ser-

vidor a tal prorrogação, a qual ocorrerá somente se o órgão concordar com a

pertinência dessa espera (discricionariedade).

Há vários exemplos possíveis para essa “necessidade comprovada para pre-

enchimento de requisitos”. Uma delas pode ser uma espera de quinze dias para

que o candidato complete 18 anos. Outra, pode ser uma espera de quinze dias

para que o candidato cole grau no nível superior exigido para o cargo. Outra,

ainda, pode ser uma espera de quinze dias para que o candidato obtenha con-

firmação do órgão competente sobre sua naturalização brasileira.

§ 2º. O prazo do servidor em férias, licença, ou afastado por qualquer outro motivo
legal, será contado do término do impedimento.

Esse parágrafo se deve ao fato de nosso Estatuto permitir a posse em casos

diferentes de nomeação, como readaptação e recondução. Portanto, se o servi-

dor estiver em férias, licenciado ou, por exemplo, afastado enquanto responde

a processo por improbidade administrativa (motivo legal – art. 20, parágrafo

único, Lei Federal n. 8.429/1992).

§ 3º. Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o ato de provimento será


tornado sem efeito.

Retomaremos essa parte da lei em momento posterior da aula. Contudo,

desde já, grave o seguinte:

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• Se a posse ainda não aconteceu: ATO TORNADO SEM EFEITO

• Se a posse já aconteceu, mas não houve o efetivo exercício no prazo legal:

EXONERAÇÃO.

§ 4º. No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que cons-
tituam seu patrimônio, e declaração quanto ao exercício, ou não, de outro cargo, em-
prego ou função pública.

Na prática, é no dia da posse que o candidato leva alguns termos assinados

(com modelos fornecidos pelo órgão) declarando seu acervo patrimonial e se exer-

ce, ou não, outra função pública (em sentido amplo).

Art. 22-A. Ao interessado é permitida a renúncia da posse, no prazo legal, sen-


do-lhe garantida a última colocação dentre os classificados no correspondente concurso
público.

Se o candidato, dentro do prazo de 30 dias para tomar posse, resolve renunciar

a esse direito, ele ficará no final da fila dos habilitados.

Contudo, por outro lado, se o candidato perder o prazo legal (30 dias),

o ato de provimento será tornado sem efeito e o candidato será absolutamente ex-

cluído do concurso, não ficando nem mesmo na última colocação.

Seção IV - Do Exercício

Art. 23. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições e responsabilidades do


cargo.

Entrar em exercício é pôr as mãos na massa. É começar a cumprir os deveres

próprios de servidor público e também os inerentes ao cargo em que foi empossa-

do.

Art. 24. Compete ao titular do órgão para onde for nomeado o servidor, dar-lhe o
exercício.

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Não confunda: a posse é dada pelas altas autoridades mencionadas no art. 19.

O exercício, por sua vez, é dado pelo chefe do órgão local, configurado como

subdivisão interna do órgão promotor do concurso. Como exemplo, pode-se citar

o Diretor de determinado Órgão Auxiliar vinculado ao Ministério Público do Estado

do Pará.

Uma exceção prática a esse caso é quando o órgão oferece ao servidor a opção

de tomar posse e entrar em exercício no mesmo instante, quando normalmente são

ministradas algumas palestras ou cursos ao servidor. Nesse caso, a mesma autori-

dade que dá posse é quem dá exercício; mas não é a regra geral, frise.

Art. 25. O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 15 (quinze) dias, con-
tados:
I – da data da posse, no caso de nomeação;
II – da data da publicação oficial do ato, nos demais casos.
§ 1º Os prazos poderão ser prorrogados por mais quinze dias, em existindo necessi-
dade comprovada para o preenchimento dos requisitos para posse, conforme juízo da
Administração.

Nesse contexto, há necessidade de memorizar um ponto extremamente objeti-

vo:

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Quanto à hipótese de prorrogação por mais 15 dias, entra em jogo o mesmo

raciocínio apresentado no comentário ao art. 22, § 1º, deste Estatuto, ao qual re-

metemos.

O vínculo jurídico do candidato com o órgão começa NÃO com o exercício, mas,

sim, com a Posse.

Sabendo disso, leia o próximo parágrafo do Estatuto.

§ 2º. Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício nos pra-
zos previstos neste artigo.

• Se a posse ainda não aconteceu: ATO TORNADO SEM EFEITO

• Se a posse já aconteceu, mas não houve o efetivo exercício no prazo

legal: EXONERAÇÃO.

Art. 26. O servidor poderá ausentar-se do Estado, para estudo, ou missão de qualquer


natureza, com ou sem vencimento, mediante prévia autorização ou designação
do titular do órgão em que servir.

O critério principal para existir ou não o pagamento dos vencimentos do ser-

vidor durante esse afastamento é o fato de haver interesse do serviço público

para tanto.

Se existir interesse do serviço: há vencimentos, com certeza. Contudo, a ini-

ciativa para o afastamento não precisa necessariamente partir de autoridade su-

perior, podendo, também, ser requerida pelo servidor e devidamente autorizada

pela referida autoridade. Por fim, havendo interesse do serviço público, há venci-

mentos.

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Se NÃO existir interesse do serviço: não há vencimentos, como regra geral.

Entretanto, essa regra admite exceções, em razão das quais o afastado perceberia

seus vencimentos normalmente. Essas exceções não estão previstas no nosso Es-

tatuto, mas podem ser traçadas oportunamente pela autoridade competente.

Estamos tratando de afastamento para estudo ou missão fora do Estado do Pará.

Outros afastamentos com garantia de vencimentos serão estudados nas próximas

aulas.

Art. 27. O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área do interesse do ser-


viço público, fora do Estado do Pará, com ônus para os cofres do Estado, deverá,
sequentemente, prestar serviço, por igual período, ao Estado.

Desde já, destaque esse dado importantíssimo, que pode passar batido numa

leitura superficial: esse artigo somente se aplica ao Servidor AUTORIZADO

a afastar-se, isto é, quando o servidor requer seu afastamento. Não se aplica

ao servidor designado pelo titular do órgão para afastar-se, porque, neste caso,

estaria o servidor apenas cumprindo ordens próprias de seu cargo.

Para que o servidor tenha o dever de prestar serviço ao Estado do Pará por pe-

ríodo igual ao do afastamento, existem as seguintes condições:

• Servidor ter sido AUTORIZADO, após requerer o afastamento;

• Haver percepção de vencimentos durante o afastamento.

Dessa forma, se o servidor ficou afastado por um ano em tais condições, deverá

prestar serviços ao Estado do Pará por um ano, sob pena de ter que devolver os

valores que recebeu durante o período.

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Art. 28. O afastamento do servidor para participação em congressos e outros even-


tos culturais, esportivos, técnicos e científicos será estabelecido em regulamen-
to.
Art. 29. O servidor preso em flagrante, pronunciado por crime comum, denunciado por
crime administrativo, ou condenado por crime inafiançável, será afastado do exercício
do cargo, até sentença final transitada em julgado.
§ 1º Durante o afastamento, o servidor perceberá dois terços da remuneração, ex-
cluídas as vantagens devidas em razão do efetivo exercício do cargo, tendo direito à
diferença, se absolvido.

Nossa banca certamente adorará cobrar esses parâmetros.

Nas hipóteses do caput, o servidor ficará afastado até a decisão judicial defi-

nitiva transitada em julgado. Em sentido mais prático, podemos considerar não

apenas sentença propriamente dita, mas também acórdãos dos tribunais. Portanto,

enquanto houver apreciação em sede de recurso ou suspensão/pendência do feito,

a condição de recebimento de 2/3 da remuneração persistirá.

Nesses 2/3, considera-se somente o vencimento básico do cargo, excluin-

do-se eventuais gratificações, adicionais e demais vantagens oferecidas ao servidor

por estar em pleno e efetivo exercício de suas atribuições. No caso de absolvição,

o servidor receberá toda a diferença de volta, como se em exercício estivesse (pelo

que se depreende, inclusive pagamento das vantagens perdidas, pois se houvesse

exclusão das vantagens o Estatuto diria expressamente).

§ 2º Em caso de condenação criminal, transitada em julgado, não determinante da


demissão, continuará o servidor afastado até o cumprimento total da pena, com direito
a um terço do vencimento ou remuneração, excluídas as vantagens devidas em razão
do efetivo exercício do cargo.

Por sua vez, o § 2º fala em condenações “não determinantes da demissão”,

que podem consistir em prestação de serviços à comunidade, por exemplo. Nesses

casos, o servidor poderá voltar ao trabalho após o cumprimento da pena que subs-

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tituiu a privação da liberdade, que suspenderia os direitos políticos do servidor, se

fosse aplicada. Nesse caso, entretanto, NÃO haverá restituição da diferença,

pois não houve absolvição.

Art. 30. Ao servidor da administração direta, das Autarquias e das Fundações Públicas


ou dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas,
diplomado para o exercício de mandato eletivo federal, estadual ou municipal,
aplica-se o disposto no Título III, Capítulo V, Seção VII, desta lei.

No momento oportuno, quando tratarmos do referido segmento do nosso Esta-

tuto, elucidaremos com profundidade este tópico.

Desde já, reitero que a regra apontada para o Tribunal de Contas aplica-se ao

MPC-PA, tendo em vista que este integra a estrutura orgânica do TCE-PA.

Art. 31 O servidor no exercício de cargo de provimento efetivo, mediante a sua


concordância poderá ser colocado à disposição de qualquer órgão da administração
direta ou indireta, da União, do Estado, do Distrito Federal e dos Municípios, com ou sem
ônus para o Estado do Pará, desde que observada a reciprocidade.

Um servidor público do Estado do Pará, lotado em qualquer órgão ou entidade

paraense, pode ser “colocado à disposição” de qualquer órgão público, se necessá-

rio. Essa colocação à disposição pode ser interpretada da forma mais ampla possí-

vel, não se restringido a exercício em lotações presencias diversas, podendo, ainda,

consistir em trabalhos remotos para outros órgãos.

A condição essencial de validade dessa destinação do servidor é a sua própria

concordância, uma vez que tal destinação certamente influencia a rotina do servi-

dor e de sua família.

Não importa se o Estado do Pará será o responsável pelo pagamento da remu-

neração ou não. O  que importa, além da vontade do servidor, é  a existência de

reciprocidade entre o órgão paraense cedente e o órgão ao qual se destina o tra-

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balho do servidor. Isso quer dizer que o órgão cessionário (que recebe o servidor)

só contará com essa “ajuda” se fizer o mesmo pelo órgão cedente em diferentes

ocasiões.

Seção V - Do Estágio Probatório

Art. 32. Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento efetivo


ficará sujeito a estágio probatório por período de três anos, durante os quais a sua ap-
tidão e capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados
os seguintes fatores:
I – assiduidade;
II – disciplina;
III – capacidade de iniciativa;
IV – produtividade;
V – responsabilidade.
§ 1º. Quatro meses antes do findo período do estágio probatório, será submetida à
homologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, rea-
lizada de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira, sem
prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V deste
artigo.
§ 2º. O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado, observado o
devido processo legal.
§ 3º O disposto no caput deste artigo não se aplica aos servidores que já tenham en-
trado em exercício na data de publicação desta Lei, que se sujeitam ao regime anterior.

Primeiramente, devemos ter em mente os cinco fatores avaliativos para apro-

vação, ou não, no estágio probatório. Tais fatores podem ser memorizados com um

básico mnemônico:

DICA
P – R – I – D – A
Produtividade – Responsabilidade – (capacidade de)
Iniciativa – Disciplina – Assiduidade

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Pelo texto frio da lei, apesar de na prática isso ser diferente, a avaliação do

servidor deverá ser submetida a homologação 4 MESES ANTES de o servidor

completar três anos de exercício e, dessa maneira, adquirir estabilidade, se apro-

vado. Após a submissão à homologação, os fatores PRIDA continuarão sendo

avaliados e, caso alguma constatação seja capaz de mudar significativamente o

resultado da avaliação, poderá haver uma reconsideração dela.

Por fim, cabe destacar que o servidor inabilitado/reprovado será EXONERADO,

pois não ser aprovado no estágio probatório não é uma falta, mas sim, um não

preenchimento de requisitos para o exercício do cargo. É comum as bancas falarem

que o servidor reprovado/inabilitado seria demitido, para causar confusão, mas

você, agora, está atento para isso.

Art. 33. O término do estágio probatório importa no reconhecimento da estabilidade


de ofício.

Não é justo que o servidor seja prejudicado pelo desleixo de seu superior em

efetuar a avaliação, ou pelo descaso da autoridade competente em homologá-la.

Portanto, se passarem os três anos e o servidor não for submetido a nenhuma

avaliação apropriada, a estabilidade será por ele adquirida, presumindo-se que não

houve comportamento suscetível de provocar uma reprovação, coisa que, em tese,

seria prontamente reportada pela autoridade responsável.

Vamos aproveitar para fazer uma diferenciação importante:

Efetividade é a qualidade de cargo efetivo, provido por servidor aprovado em

concurso público. Estabilidade é a impossibilidade de exoneração a qualquer tem-

po, em decorrência de aprovação em estágio probatório, que dura 3 anos, integra-

do pela avaliação dos quesitos estudados no comentário ao artigo anterior. Vitali-

ciedade, por sua vez, é a garantia ostentada por juízes e membros do Ministério

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Público (inclusive do MP-PA) em decorrência de efetivo exercício por dois anos e

participação em cursos de qualificação.

Art. 34. O servidor estável aprovado em outro concurso público fica sujeito a estágio
probatório no novo cargo.
Parágrafo único. Ficará dispensado do estágio probatório o servidor que tiver exer-
cido o mesmo cargo público em que já tenha sido avaliado.

Vamos encarar essas duas situações com exemplos:

João, Assistente Ministerial do Ministério Público do Estado do Pará, é estável nesse

cargo e acaba sendo aprovado para Analista do mesmo órgão. Dessa forma, João

só será estável como Analista após três anos de efetivo exercício, se for aprovado

no estágio probatório.

Lucival, Analista de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Pará,

é estável nesse cargo e resolve pedir exoneração para atuar como advogado. Após

atuar como advogado por alguns anos, Lucival resolve fazer concurso para o mesmo

cargo que ocupava antes, pois sente saudades dos velhos tempos. Ao ser empossa-

do novamente como Analista de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado

do Pará, Lucival será estável, desde seu ingresso.

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EXERCÍCIOS
Questão 1    (FADESP/IF-PA/PEDAGOGIA/2018) (COM ADAPTAÇÕES) Segundo o re-

gime jurídico dos servidores públicos do Estado do Pará, o servidor nomeado para

cargo de provimento efetivo, ao entrar em exercício, ficará sujeito a estágio proba-

tório, quando será observado, entre outros, o seguinte fator:

a) Temperança.

b) Comunicabilidade.

c) Capacidade de iniciativa.

d) Resiliência.

e) Presteza.

Questão 2    (VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR-JUDICIÁRIO/2014) Ao entrar em exercício,

consta do Regime Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994), que o servidor nomeado para

o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de

a) 6 (seis) meses.

b) 10 (dez) meses.

c) 1 (um) ano.

d) 2 (dois) anos.

e) 3 (três) anos.

Questão 3    (VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR-JUDICIÁRIO/2014) Na realização dos con-

cursos, prevê o Regime Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994) que, dentre outras, será

adotada a seguinte norma geral:

a) não se publicará Edital, na vigência do prazo de validade de concurso anterior,

para o mesmo cargo, se ainda houver candidato aprovado e não convocado para a

investidura.

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b) poderão inscrever-se candidatos com até 65 (sessenta e cinco) anos de idade.

c) participarão um representante do Sindicato e um da Ordem dos Advogados do

Brasil – Seção Pará – na comissão organizadora do concurso público ou processo

seletivo.

d) será publicada uma lista única geral de classificação contendo todos os candida-

tos aprovados e os candidatos que concorreram às vagas reservadas aos deficientes.

e) os concursos terão a validade de até dois anos, a contar da publicação da homo-

logação do resultado, prorrogável expressamente por duas vezes por igual período.

Questão 4    (CESPE/TCE-PA/CONHECIMENTOS-BÁSICOS-CARGOS-32-A-36/2016)

De acordo com as disposições contidas na Lei n.º 5.810/1994, que dispõe o regime

jurídico único dos servidores públicos civis da administração direta, das autarquias

e das fundações públicas do estado do Pará, julgue o item que se segue.

A condição de brasileiro nato é requisito para a posse em cargo público integrante

da estrutura do TCE/PA.

Questão 5    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a

alternativa cujos itens indicam hipóteses de provimento dos cargos públicos:

I – Recondução

II – – Readaptação

III – Nomeação

IV – Promoção

V – Exoneração

a) I, II e III

b) III e IV

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c) II, IV e V

d) I, II, III e IV

e) I e V

Questão 6    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva correta.

a) servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público, que pode ser criado

por ato administrativo de efeitos concretos.

b) categoria funcional é o conjunto de cargos da mesma natureza de trabalho.

c) grupo ocupacional é o conjunto de cargos e funções da mesma natureza, esca-

lonadas segundo a escolaridade, o nível de complexidade e o grau de responsabi-

lidade.

d) Os cargos públicos serão acessíveis aos brasileiros natos que preencham os de-

mais requisitos previstos nessa lei.

e) É vedado, em qualquer hipótese, cometer ao servidor atribuições e responsabi-

lidades diversas das inerentes ao seu cargo.

Questão 7    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva correta.

a) A designação para o exercício de função gratificada recairá, exclusivamente, em

servidor efetivo.

b) A nomeação será feita em comissão, quando exigida a prévia habilitação em

concurso público.

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c) Compete aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público

e aos Tribunais de Contas na área de sua competência, prover, por ato plúrimo,

os cargos públicos.

d) O ato de provimento conterá, necessariamente, os motivos do provimento, sob

pena de nulidade e responsabilização da autoridade que der a posse.

e) A aprovação em concurso público não gera o direito à nomeação, como regra.

Questão 8    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva incorreta.

a) O ato de provimento conterá, necessariamente, a modalidade de provimento e

nome completo do interessado, sob pena de nulidade e responsabilidade de quem

der a posse.

b) Terá preferência para a ordem de classificação o candidato já pertencente ao

serviço público estadual e, persistindo a igualdade, aquele que for mais idoso.

c) O ato de provimento conterá, necessariamente, o fundamento legal do provi-

mento, sob pena de nulidade e responsabilidade de quem der a posse.

d) A instrumentação e execução dos concursos serão centralizadas na Secretaria

de Estado de Administração, no âmbito do Poder Executivo.

e) O ato de provimento conterá, necessariamente, a denominação de cargo e for-

ma de nomeação, sob pena de nulidade e responsabilidade de quem der a posse.

Questão 9    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva correta.

a) O concurso público será realizado, obrigatoriamente, na sede do Município, ou

na região onde o cargo será provido.

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b) O conteúdo programático, para preenchimento de cargo técnico de nível supe-

rior, deverá ser elaborado pelo órgão solicitante do concurso.

c) Fica assegurada a fiscalização do concurso público, em todas as suas fases, pe-

las entidades sindicais representativas de servidores públicos.

d) Se ocorrer empate de candidatos pertencentes ao serviço público do Estado,

decidir-se-á em favor do mais idoso.

e) As provas serão avaliadas na escala de zero a cinco pontos, e aos títulos, quando

afins, serão atribuídos, no máximo, dez pontos.

Questão 10    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa correta:

a) As provas de título, quando constantes do edital, terão caráter classificatório e

eliminatório.

b) O regimento interno do órgão promotor do concurso público disciplinará os

requisitos para a inscrição, o processo de realização, os critérios de classificação,

o número de vagas, os recursos e a homologação.

c) Na realização dos concursos, deverá haver comprovação, no ato de inscrição,

dos requisitos previstos no edital.

d) Somente um profissional médico avaliará a compatibilidade entre as atribuições

do cargo e a deficiência do candidato durante o estágio probatório.

e) As provas serão avaliadas na escala de zero a dez pontos, e aos títulos, quando

afins, serão atribuídos, no máximo, cinco pontos.

Questão 11    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos.

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I – Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de inscrever-se

em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam com-

patíveis, ou não, com a deficiência de que são portadoras, às  quais serão

reservadas até 20% (vinte por cento), das vagas oferecidas no concurso.

II – Posse é o ato de investidura em cargo público e ocorre somente em caso de

provimento de cargo por nomeação.

III – Não haverá posse nos casos de promoção e readaptação.

IV – É requisito para a posse que o candidato habilitado tenha dezoito anos de

idade completos.

a) I e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) IV, apenas

e) I e II

Questão 12    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens que apresentam requisitos para a

posse em cargo público:

I – Ser brasileiro nato.

II – Estar em pleno exercício dos direitos políticos.

III – Declarar expressamente o exercício ou não de cargo, emprego ou função

pública nos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, somente,

para fins de verificação do acúmulo de cargos.

IV – Ser julgado apto em inspeção de saúde realizada por médico da confiança do

candidato.

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Lei n. 5.810/1994 – Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Esta-
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a) I e II

b) II e III

c) II, apenas

d) III e IV

e) I e IV

Questão 13    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens que apresentam requisitos para a

posse em cargo público:

I – Ter completado 21 (vinte e um) anos de idade.

II – Possuir a escolaridade exigida para o exercício do cargo.

III – Estar quite com as obrigações eleitorais e militares.

IV – Não haver sofrido sanção impeditiva do exercício de cargo público.

a) I, II e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I e II

e) III e IV

Questão 14    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – A compatibilidade das pessoas portadoras de deficiência será declarada por

junta especial, constituída por médicos especializados na área da deficiência

diagnosticada.

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II – Caso o candidato seja considerado inapto para o exercício do cargo, perderá

o direito à nomeação se o titular do órgão ou da entidade ratificar a consta-

tação.

III – No Poder Executivo, é competente para dar posse o Governador, aos no-

meados para cargos de direção ou assessoramento que lhe sejam direta ou

indiretamente subordinados.

a) I e II

b) III, apenas

c) I e III

d) I, apenas

e) II e III

Questão 15    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – No Poder Executivo, são competentes para dar posse os Secretários de Esta-

do e dirigentes de autarquias e fundações, ou a quem seja delegada compe-

tência, aos nomeados para os respectivos órgãos, exceto os colegiados, caso

em que serão competentes seus respectivos presidentes.

II – São competentes para dar posse, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário,

no Ministério Público e nos Tribunais de Contas, a autoridade indicada pela

legislação específica de cada Poder ou órgão.

III – A critério da autoridade competente, a posse poderá ser tomada por procu-

ração específica, sempre que o candidato assim optar.

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a) I e II

b) I e III

c) II e III

d) II, apenas

e) I, apenas

Questão 16    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – A autoridade que der posse verificará, sob pena de responsabilidade, se fo-

ram observados os requisitos legais para a investidura no cargo ou função.

II – A posse ocorrerá no prazo de 15 dias, contados da publicação do ato de pro-

vimento no Diário Oficial do Estado.

III – O prazo para a posse poderá ser prorrogado por mais 15 dias, em existindo

necessidade comprovada para o preenchimento dos requisitos para posse,

conforme juízo da Administração.

IV – O prazo do servidor em férias, licença, ou afastado por qualquer outro moti-

vo legal, será contado da publicação do ato de provimento nos expedientes

internos do órgão, aos quais o servidor já possui acesso.

V – Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o sujeito envolvido será exo-

nerado.

a) II, IV e V

b) I e III

c) II e IV

d) IV e V

e) I, III e V

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Questão 17    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – Ao interessado é permitida a renúncia da posse, no prazo legal, caso em que

será definitivamente eliminado do concurso.

II – Exercício é o efetivo desempenho das atribuições e responsabilidade do cargo.

III – Compete ao titular do órgão para onde for nomeado o servidor, dar-lhe o

exercício.

IV – O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 15 dias, contados da data

da posse, no caso de nomeação.

V – Os prazos para início do exercício do cargo poderão ser prorrogados por mais

trinta dias, em existindo necessidade comprovada para o preenchimento dos

requisitos para posse, conforme juízo da Administração.

a) II, III e IV

b) IV e V

c) I, III e V

d) I e II

e) I e IV

Questão 18    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício no prazo

de dez dias.

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II – O servidor poderá ausentar-se do Estado, para estudo, ou missão de qual-

quer natureza, com ou sem vencimento, mediante prévia autorização ou

designação do titular do órgão em que servir.

III – O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área do interesse do ser-

viço público, fora do Estado do Pará, com ônus para os cofres do Estado,

deverá, em sequência, prestar serviço, por igual período, ao Estado.

a) I, apenas

b) III, apenas

c) I e III

d) I e II

e) II e III

Questão 19    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

o servidor preso em flagrante, pronunciado por crime comum, denunciado por cri-

me administrativo, ou condenado por crime inafiançável, sofre algumas consequên-

cias especiais em razão dessa condição. Sobre elas, assinale a alternativa correta.

a) O servidor será afastado do exercício do cargo, até que o processo judicial cor-

respondente seja suspenso, ou até o deferimento de medida liminar que determine

a soltura.

b) Durante o afastamento, o servidor perceberá dois quintos da remuneração, ex-

cluídas as vantagens devidas em razão do efetivo exercício do cargo, tendo direito

à diferença, se absolvido.

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c) Durante o afastamento, o servidor perceberá dois terços da remuneração, exclu-

ídas as vantagens devidas em razão do efetivo exercício do cargo, não tendo direito

à diferença, mesmo que absolvido.

d) Em caso de condenação criminal, transitada em julgado, não determinante da

demissão, continuará o servidor afastado até o cumprimento total da pena, com

direito a um terço do vencimento ou remuneração, incluídas, nesse caso, as vanta-

gens devidas em razão do efetivo exercício do cargo.

e) O servidor será afastado do exercício do cargo, até sentença final transitada em

julgado.

Questão 20    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O servidor no exercício de cargo de provimento efetivo, mediante a concordância

do titular do órgão ou entidade, poderá ser colocado à disposição de qualquer ór-

gão da administração direta ou indireta, da União, do Estado, do Distrito Federal e

dos Municípios, com ou sem ônus para o Estado do Pará, desde que observada a

reciprocidade.

Questão 21    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Quatro meses antes do findo período do estágio probatório, será submetida à ho-

mologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, re-

alizada de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira,

sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores avaliativos pertinentes.

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Questão 22    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado, mesmo que haja

irregularidades formais-legais, uma vez que na Administração Pública predomina a

teoria do consequencialismo ou da instrumentalidade: basta que a finalidade do ato

seja alcançada para que o ato seja legal.

Questão 23    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O término do estágio probatório importa o reconhecimento da estabilidade do ser-

vidor de ofício, mesmo sem avaliação formal.

Questão 24    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O servidor estável aprovado em outro concurso público fica sujeito a estágio pro-

batório no novo cargo. Contudo, ficará dispensado do estágio probatório o servidor

que tiver exercido o mesmo cargo público em que já tenha sido avaliado.

Questão 25    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Após aprovação no estágio probatório, o servidor do Ministério Público do Estado do

Pará tornar-se-á vitalício no cargo.

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Questão 26    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Nos casos de provimento de cargo de forma derivada, antes do provimento do car-

go, o servidor público já teve relação com o Poder Público, a qual não foi cessada,

mas apenas passou a ter um status diferente.

Questão 27    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Função pública, em um de seus aspectos constitucionais, destina-se a pessoas con-

vocadas em razão de excepcional interesse público, temporariamente.

Questão 28    (FADESP/MPE-PA/ANALISTA-JURÍDICO/2012) Na aprovação em con-

curso público, caso ocorra empate de candidatos não pertencentes ao serviço pú-

blico do Estado, decidir-se-á em favor do;

a) servidor federal.

b) mais qualificado.

c) que tiver obtido maior nota na prova de títulos.

d) mais idoso.

Questão 29    (FADESP/MPE-PA/ANALISTA-JURÍDICO/2012) No período de ________

antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da

autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acor-

do com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira. - A expressão

que completa corretamente a lacuna acima é;

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a) pelo menos cinco meses.

b) quatro meses.

c) dois meses.

d) seis meses.

Questão 30    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) Ao entrar

em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito

a estágio probatório por período de __________, durante os quais a sua aptidão e

a capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.

A expressão que completa corretamente a lacuna é

a) dois anos.

b) seis meses.

c) um ano.

d) três anos.

Questão 31    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) A posse do

servidor público ocorrerá no prazo de __________ dias, contados da publicação do

ato de provimento no Diário Oficial do Estado.

A expressão que completa corretamente a lacuna é

a) 30 (trinta).

b) 20 (vinte).

c) 60 (sessenta).

d) 90 (noventa).

Questão 32    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) Terá prefe-

rência para a ordem de classificação em concurso público, o candidato já perten-

cente ao serviço público

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a) municipal.

b) federal.

c) estadual.

d) na esfera do judiciário.

Questão 33    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) A designa-

ção para o exercício de função gratificada recairá, exclusivamente, em servidor

a) temporário.

b) com nível superior.

c) inativo.

d) efetivo.

Questão 34    (FADESP/MPE-PA/TÉCNICO-EM-INFORMÁTICA/2012) De acordo com

a Lei n. 5.810, de 24.01.1994, servidor é a pessoa:

a) legalmente investida em DAS.

b) interinamente investida em cargo público.

c) legalmente investida em cargo público.

d) que presta serviços para um ente público qualquer.

Questão 35    (VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR-JUDICIÁRIO/2014) Estabelece o Regime

Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994) que, para fins de aprovação no estágio probató-

rio, serão observados os seguintes fatores:

a) obediência, atenção, capacidade de iniciativa, resultado da atividade do servidor.

b) assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabili-

dade.

c) urbanidade, presteza, inteligência, iniciativa e produtividade.

d) senso ético, absenteísmo, civismo, assiduidade e produtividade.

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e) meticulosidade, subordinação, bom comportamento, adaptação e responsabili-

dade.

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GABARITO
1. c 25. E

2. e 26. C

3. a 27. C

4. E 28. d

5. d 29. b

6. b 30. d

7. a 31. a

8. b 32. c

9. c 33. d

10. e 34. c

11. d 35. b

12. c

13. b

14. d

15. d

16. b

17. a

18. e

19. e

20. E

21. C

22. E

23. C

24. C

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GABARITO COMENTADO
Questão 1    (FADESP/IF-PA/PEDAGOGIA/2018) (COM ADAPTAÇÕES) Segundo o re-

gime jurídico dos servidores públicos do Estado do Pará, o servidor nomeado para

cargo de provimento efetivo, ao entrar em exercício, ficará sujeito a estágio proba-

tório, quando será observado, entre outros, o seguinte fator:

a) Temperança.

b) Comunicabilidade.

c) Capacidade de iniciativa.

d) Resiliência.

e) Presteza.

Letra c.

A alternativa “c” é a única a apresentar fator citado no rol de fatores do art. 32

do nosso Estatuto, que são: produtividade, responsabilidade, capacidade de

iniciativa, disciplina e assiduidade. As demais alternativas consistem em ele-

mentos inventados, no calor do momento, pelo examinador.

Questão 2    (VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR-JUDICIÁRIO/2014) Ao entrar em exercício,

consta do Regime Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994), que o servidor nomeado para

o cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por período de

a) 6 (seis) meses.

b) 10 (dez) meses.

c) 1 (um) ano.

d) 2 (dois) anos.

e) 3 (três) anos.

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Letra e.

De acordo com o caput do art. 32 de nosso Estatuto, o referido período é de

três anos.

Questão 3    (VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR-JUDICIÁRIO/2014) Na realização dos con-

cursos, prevê o Regime Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994) que, dentre outras, será

adotada a seguinte norma geral:

a) não se publicará Edital, na vigência do prazo de validade de concurso anterior,

para o mesmo cargo, se ainda houver candidato aprovado e não convocado para a

investidura.

b) poderão inscrever-se candidatos com até 65 (sessenta e cinco) anos de idade.

c) participarão um representante do Sindicato e um da Ordem dos Advogados do

Brasil – Seção Pará – na comissão organizadora do concurso público ou processo

seletivo.

d) será publicada uma lista única geral de classificação contendo todos os candida-

tos aprovados e os candidatos que concorreram às vagas reservadas aos deficientes.

e) os concursos terão a validade de até dois anos, a contar da publicação da homo-

logação do resultado, prorrogável expressamente por duas vezes por igual período.

Letra a.

a) Certa. Essa é a determinação do art. 14, inciso I, do nosso Estatuto.

b) Errada. O limite máximo de idade, na verdade, é de 69 anos (art. 14, inciso II).

c) Errada. A previsão existente é a de que, na comissão organizadora, participa-

rá um representante do Sindicato dos Trabalhadores ou de Conselho Regional de

Classe (art. 14, inciso V). Não há previsão de acompanhamento por parte da OAB.

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d) Errada. Não existe uma “lista única geral”. O que existe são uma lista geral,

com todos os candidatos habilitados, e outra lista somente com os candidatos com

deficiência. Não há, portanto, uma “lista única”, como sugere a assertiva.

e) Errada. Conforme o art. 14, inciso III,

Art. 14.
III – os concursos terão a validade de até dois anos, a contar da publicação da homo-
logação do resultado, no Diário Oficial, prorrogável expressamente uma única vez por
igual período.

Questão 4    (CESPE/TCE-PA/CONHECIMENTOS-BÁSICOS-CARGOS-32-A-36/2016)

De acordo com as disposições contidas na Lei n.º 5.810/1994, que dispõe o regime

jurídico único dos servidores públicos civis da administração direta, das autarquias

e das fundações públicas do estado do Pará, julgue o item que se segue.

A condição de brasileiro nato é requisito para a posse em cargo público integrante

da estrutura do TCE/PA.

Errado.

Como ressaltamos em aula, basta que o candidato seja brasileiro, quer nato, quer

naturalizado. Não é legítima nenhuma discriminação entre brasileiros natos e natu-

ralizados, ressalvadas as hipóteses previstas na Constituição Federal.

Questão 5    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a

alternativa cujos itens indicam hipóteses de provimento dos cargos públicos:

I – Recondução

II – Readaptação

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III – Nomeação

IV – Promoção

V – Exoneração

a) I, II e III

b) III e IV

c) II, IV e V

d) I, II, III e IV

e) I e V

Letra d.

I – Certo. Art. 5º, inciso VIII.

II – Certo. Art. 5º, inciso VII.

III – Certo. Art. 5º, inciso I.

IV – Certo. Art. 5º, inciso II.

V – Errado. Exoneração não é forma de provimento, e sim de vacância do cargo.

Logo, não consta do rol do art. 5º.

Questão 6    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva correta.

a) servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público, que pode ser criado

por ato administrativo de efeitos concretos.

b) categoria funcional é o conjunto de cargos da mesma natureza de trabalho.

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c) grupo ocupacional é o conjunto de cargos e funções da mesma natureza, esca-

lonadas segundo a escolaridade, o nível de complexidade e o grau de responsabi-

lidade.

d) Os cargos públicos serão acessíveis aos brasileiros natos que preencham os de-

mais requisitos previstos nessa lei.

e) É vedado, em qualquer hipótese, cometer ao servidor atribuições e responsabi-

lidades diversas das inerentes ao seu cargo.

Letra b.

a) Errada. A primeira parte da alternativa está correta. Ela peca, contudo, ao afir-

mar que a criação do cargo pode ocorrer mediante ato administrativo, o que está

errado, pois é por lei que se criam os cargos (art. 2º, incisos I e II).

b) Certa. Literalidade do art. 2º, inciso III.

c) Errada. Na verdade, “grupo ocupacional é o conjunto de categorias funcio-

nais da mesma natureza, escalonadas segundo a escolaridade, o nível de comple-

xidade e o grau de responsabilidade” (art. 2º, inciso IV).

d) Errada. Não há restrição a brasileiros natos na lei. Podem ser tanto os natos

como os naturalizados (art. 2º, parágrafo único).

e) Errada. Tal vedação não é absoluta, como sugere a alternativa ao afirmar “em

qualquer hipótese”. Segundo o art. 3º, o cometimento de atribuições diversas tem

previsão legal (portanto, lícita) em caso de participação assentida em órgão

colegiado e em comissões legais.

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Questão 7    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva correta.

a) A designação para o exercício de função gratificada recairá, exclusivamente, em

servidor efetivo.

b) A nomeação será feita em comissão, quando exigida a prévia habilitação em

concurso público.

c) Compete aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público

e aos Tribunais de Contas na área de sua competência, prover, por ato plúrimo,

os cargos públicos.

d) O ato de provimento conterá, necessariamente, os motivos do provimento, sob

pena de nulidade e responsabilização da autoridade que der a posse.

e) A aprovação em concurso público não gera o direito à nomeação, como regra.

Letra a.

a) Certa. Literalidade do art. 6º, parágrafo único.

b) Errada. Quando exigida a prévia habilitação em concurso público, a nomeação

é feita em caráter efetivo, na verdade.

c) Errada. O ato de provimento dos cargos públicos é singular, e não plúrimo/

geral (art. 7º).

d) Errada. Os motivos do provimento não correspondem a um elemento do rol

do art. 8º, que estabelece os elementos indispensáveis do ato de provimento, sob

pena de nulidade, que são: modalidade de provimento e nome completo do

interessado, denominação de cargo e forma de nomeação e fundamento

legal.

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e) Errada. Segundo a literalidade do art. 10, a aprovação gera direito à nomeação.

A interpretação desse artigo, por sua vez, deve ocorrer à luz do entendimento do

STF, repassado na nossa aula. Em questões objetivas, no entanto, deve ser tomada

em conta a literalidade do artigo, a menos que o enunciado da questão faça refe-

rência expressa ao entendimento do STF.

Questão 8    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva incorreta.

a) O ato de provimento conterá, necessariamente, a modalidade de provimento e

nome completo do interessado, sob pena de nulidade e responsabilidade de quem

der a posse.

b) Terá preferência para a ordem de classificação o candidato já pertencente ao

serviço público estadual e, persistindo a igualdade, aquele que for mais idoso.

c) O ato de provimento conterá, necessariamente, o fundamento legal do provi-

mento, sob pena de nulidade e responsabilidade de quem der a posse.

d) A instrumentação e execução dos concursos serão centralizadas na Secretaria

de Estado de Administração, no âmbito do Poder Executivo.

e) O ato de provimento conterá, necessariamente, a denominação de cargo e for-

ma de nomeação, sob pena de nulidade e responsabilidade de quem der a posse.

Letra b.

a) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 8º,

inciso I.

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b) Certa, pois a questão pede pela alternativa incorreta. Se houver empate entre

candidatos/candidato já pertencentes ao serviço público estadual, o primeiro crité-

rio de desempate seguinte será aquele que contar com maior tempo de serviço

público ao Estado. O critério de maior idade (mais idoso) só entra em jogo entre

candidatos ainda não pertencentes ao serviço público estadual.

c) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 8º,

inciso III.

d) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 11,

primeira parte.

e) Errada, pois a questão pede pela alternativa incorreta. Literalidade do art. 8º,

inciso II.

Questão 9    (INÉDITA/2019) Conforme a Lei n. 5.810/1994, que dispõe o Regime

Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, assinale a alterna-

tiva correta.

a) O concurso público será realizado, obrigatoriamente, na sede do Município, ou

na região onde o cargo será provido.

b) O conteúdo programático, para preenchimento de cargo técnico de nível supe-

rior, deverá ser elaborado pelo órgão solicitante do concurso.

c) Fica assegurada a fiscalização do concurso público, em todas as suas fases, pe-

las entidades sindicais representativas de servidores públicos.

d) Se ocorrer empate de candidatos pertencentes ao serviço público do Estado,

decidir-se-á em favor do mais idoso.

e) As provas serão avaliadas na escala de zero a cinco pontos, e aos títulos, quando

afins, serão atribuídos, no máximo, dez pontos.

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Letra c.

a) Errada. Há apenas preferência pela realização do concurso em tal localidade,

e não obrigatoriedade (art. 11, § 2º).

b) Errada. De acordo com o art. 11, § 1º, tal encargo é apenas uma faculdade

(“poderá”), e não um dever.

c) Certa. Literalidade do art. 11, § 3º.

d) Errada. A decisão pelo mais idoso só se aplica para candidatos empatados e

não pertencentes ao serviço público (art. 10, § 2º).

e) Errada. Na verdade, “as provas serão avaliadas na escala de zero a dez pon-

tos, e aos títulos, quando afins, serão atribuídos, no máximo, cinco pontos”.

Lembre-se das dicas que foram dadas na aula.

Questão 10    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa correta:

a) As provas de título, quando constantes do edital, terão caráter classificatório e

eliminatório.

b) O regimento interno do órgão promotor do concurso público disciplinará os

requisitos para a inscrição, o processo de realização, os critérios de classificação,

o número de vagas, os recursos e a homologação.

c) Na realização dos concursos, deverá haver comprovação, no ato de inscrição,

dos requisitos previstos no edital.

d) Somente um profissional médico avaliará a compatibilidade entre as atribuições

do cargo e a deficiência do candidato durante o estágio probatório.

e) As provas serão avaliadas na escala de zero a dez pontos, e aos títulos, quando

afins, serão atribuídos, no máximo, cinco pontos.

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Letra c.

a) Errada. Há apenas preferência pela realização do concurso em tal localidade,

e não obrigatoriedade (art. 11, § 2º).

b) Errada. De acordo com o art. 11, § 1º, tal encargo é apenas uma faculdade

(“poderá”), e não um dever.

c) Certa. Literalidade do art. 11, § 3º.

d) Errada. A decisão pelo mais idoso só se aplica para candidatos empatados e

não pertencentes ao serviço público (art. 10, § 2º).

e) Errada. Na verdade, “as provas serão avaliadas na escala de zero a dez pon-

tos, e aos títulos, quando afins, serão atribuídos, no máximo, cinco pontos”.

Lembre-se das dicas que foram dadas na aula.

Questão 11    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos.

I – Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de inscrever-se

em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam com-

patíveis, ou não, com a deficiência de que são portadoras, às  quais serão

reservadas até 20% (vinte por cento), das vagas oferecidas no concurso.

II – Posse é o ato de investidura em cargo público e ocorre somente em caso de

provimento de cargo por nomeação.

III – Não haverá posse nos casos de promoção e readaptação.

IV – É requisito para a posse que o candidato habilitado tenha dezoito anos de

idade completos.

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a) I e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) IV, apenas

e) I e II

Letra d.

I – Errado. As atribuições do cargo devem ser, sim, compatíveis com a deficiência

da pessoa. O erro, portanto, deve-se ao segmento “ou não”. O percentual reserva-

do, por sua vez, está correto (20%, conforme o art. 15, parágrafo único).

II – Errado. Na verdade, em nosso Estatuto, a posse é o ato de investidura em

cargo público ou função gratificada, inclusive em formas de provimento diferentes,

ao contrário da popular regra do Estatuto do Servidor Público da União, conforme

nossa abordagem em aula.

III – Errado. Na verdade, não haverá posse nos casos de promoção e reinte-

gração (art. 16, parágrafo único).

IV – Certo. Informação em conformidade com o art. 17, inciso II.

Questão 12    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens que apresentam requisitos para a

posse em cargo público:

I – Ser brasileiro nato.

II – Estar em pleno exercício dos direitos políticos.

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III – Declarar expressamente o exercício ou não de cargo, emprego ou função

pública nos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual, somente,

para fins de verificação do acúmulo de cargos.

IV – Ser julgado apto em inspeção de saúde realizada por médico da confiança do

candidato.

a) I e II

b) II e III

c) II, apenas

d) III e IV

e) I e IV

Letra c.

I – Errado. Pode o candidato ser brasileiro nato ou naturalizado, sem distinções

(art. 17, inciso I).

II – Certo. Informação em conformidade com o art. 17, inciso III.

III – Errado. A declaração sobre exercício ou não de outro cargo, emprego ou fun-

ção pública deve considerar órgãos e entidades da Administração Pública Federal,

Estadual e Municipal (art. 17, inciso VI).

IV – A aptidão deve ser atestada em inspeção de saúde realizada em órgão médico

oficial do Estado do Pará (art. 17, inciso IV).

Questão 13    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens que apresentam requisitos para a

posse em cargo público:

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I – Ter completado 21 (vinte e um) anos de idade.

II – Possuir a escolaridade exigida para o exercício do cargo.

III – Estar quite com as obrigações eleitorais e militares.

IV – Não haver sofrido sanção impeditiva do exercício de cargo público.

a) I, II e IV

b) II, III e IV

c) I, III e IV

d) I e II

e) III e IV

Letra b.

I – Errado. A idade mínima para tomar posse em cargo público é de 18 anos

(art. 17, inciso II).

II – Certo. Informação em consonância com o art. 17, inciso V.

III – Certo. Informação em consonância com o art. 17, inciso VII.

IV – Certo. Informação em consonância com o art. 17, inciso VIII.

Questão 14    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – A compatibilidade das pessoas portadoras de deficiência será declarada por

junta especial, constituída por médicos especializados na área da deficiência

diagnosticada.

II – Caso o candidato seja considerado inapto para o exercício do cargo, perderá o

direito à nomeação se o titular do órgão ou da entidade ratificar a constatação.

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III – No Poder Executivo, é competente para dar posse o Governador, aos no-

meados para cargos de direção ou assessoramento que lhe sejam direta ou

indiretamente subordinados.

a) I e II

b) III, apenas

c) I e III

d) I, apenas

e) II e III

Letra d.

I – Certo. Informação em consonância com o teor do art. 18.

II – Errado. Nosso estatuto não prevê a exigência de ratificação pelo titular do

órgão/entidade. Aliás, não há previsão para ratificação por quaisquer autoridades.

III – Errado. O Governador só será competente para dar posse aos ocupantes de

cargos de direção e/ou assessoramento que lhe sejam diretamente subordinados,

e não indiretamente.

Questão 15    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – No Poder Executivo, são competentes para dar posse os Secretários de Esta-

do e dirigentes de autarquias e fundações, ou a quem seja delegada compe-

tência, aos nomeados para os respectivos órgãos, exceto os colegiados, caso

em que serão competentes seus respectivos presidentes.

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II – São competentes para dar posse, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário,

no Ministério Público e nos Tribunais de Contas, a autoridade indicada pela

legislação específica de cada Poder ou órgão.

III – A critério da autoridade competente, a posse poderá ser tomada por procu-

ração específica, sempre que o candidato assim optar.

a) I e II

b) I e III

c) II e III

d) II, apenas

e) I, apenas

Letra d.

I – Errado. A referida competência dos Secretários e Dirigentes tem lugar inclusive

em caso de órgãos colegiados (art. 19, inciso I, alínea b).

II – Certo. Informação em consonância com o art. 19, inciso II.

III – Errado. A posse mediante procuração, em nosso Estatuto, ao contrário do

federal, só pode ocorrer “em casos especiais” (conceito em branco a ser preenchido

pela Administração), e não sempre que o candidato desejar.

Questão 16    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – A autoridade que der posse verificará, sob pena de responsabilidade, se fo-

ram observados os requisitos legais para a investidura no cargo ou função.

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II – A posse ocorrerá no prazo de 15 dias, contados da publicação do ato de pro-


vimento no Diário Oficial do Estado.
III – O prazo para a posse poderá ser prorrogado por mais 15 dias, em existindo
necessidade comprovada para o preenchimento dos requisitos para posse,
conforme juízo da Administração.
IV – O prazo do servidor em férias, licença, ou afastado por qualquer outro moti-
vo legal, será contado da publicação do ato de provimento nos expedientes
internos do órgão, aos quais o servidor já possui acesso.
V – Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o sujeito envolvido será exo-
nerado.

a) II, IV e V
b) I e III
c) II e IV
d) IV e V
e) I, III e V

Letra b.
I – Certo. Informação consonante à literalidade do art. 21.
II – Errado. O prazo para a posse, na verdade, é de 30 dias. A informação seguin-
te (contagem a partir da publicação no DOE) está correta (art. 22).
III – Certo. Literalidade do art. 22, § 1º.
IV – Errado. A contagem para o servidor nas referidas condições, na verdade,
ocorre a partir do término do impedimento, como, por exemplo, quando o servidor
volta das férias ou da licença (art. 22, § 2º).

V – Errado. De acordo com o art. 22, § 3º, a consequência da não tomada de pos-

se no prazo é a tornada do ato de provimento sem efeito.

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Questão 17    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – Ao interessado é permitida a renúncia da posse, no prazo legal, caso em que

será definitivamente eliminado do concurso.

II – Exercício é o efetivo desempenho das atribuições e responsabilidade do cargo.

III – Compete ao titular do órgão para onde for nomeado o servidor, dar-lhe o

exercício.

IV – O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 15 dias, contados da data

da posse, no caso de nomeação.

V – Os prazos para início do exercício do cargo poderão ser prorrogados por mais

trinta dias, em existindo necessidade comprovada para o preenchimento dos

requisitos para posse, conforme juízo da Administração.

a) II, III e IV

b) IV e V

c) I, III e V

d) I e II

e) I e IV

Letra a.

Errado. Caso o interessado renuncie à posse no prazo legal, ser-lhe-á garanti-

da a última colocação dentre os classificados no correspondente concurso público

(art. 22-A). A eliminação definitiva do concurso só ocorrerá se o interessado deixar

de se manifestar no prazo legal para posse (30 dias).

Certo. Literalidade do art. 23.

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III – Certo. Literalidade do art. 24.

IV – Certo. Literalidade do art. 25, inciso I.

V – Errado. A prorrogação do prazo para o início do exercício do cargo poderá

ocorrer por mais 15 dias, na verdade (art. 25, § 1º).

Questão 18    (INÉDITA/2019) Em conformidade com a Lei Estadual n. 5.810/1994,

que instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

Pará, assinale a alternativa que indica os itens corretos:

I – Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício no prazo

de dez dias.

II – O servidor poderá ausentar-se do Estado, para estudo, ou missão de qual-

quer natureza, com ou sem vencimento, mediante prévia autorização ou

designação do titular do órgão em que servir.

III – O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área do interesse do ser-

viço público, fora do Estado do Pará, com ônus para os cofres do Estado,

deverá, em sequência, prestar serviço, por igual período, ao Estado.

a) I, apenas

b) III, apenas

c) I e III

d) I e II

e) II e III

Letra a.

I – Errado. Caso o interessado renuncie à posse no prazo legal, ser-lhe-á garan-

tida a última colocação dentre os classificados no correspondente concurso público

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(art. 22-A). A eliminação definitiva do concurso só ocorrerá se o interessado deixar

de se manifestar no prazo legal para posse (30 dias).

II – Certo. Literalidade do art. 23.

III – Certo. Literalidade do art. 24.

IV – Certo. Literalidade do art. 25, inciso I.

V – Errado. A prorrogação do prazo para o início do exercício do cargo poderá

ocorrer por mais 15 dias, na verdade (art. 25, § 1º).

Questão 19    (INÉDITA/2019) De acordo com a Lei Estadual n. 5.810/1994, que

instituiu o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará,

o servidor preso em flagrante, pronunciado por crime comum, denunciado por cri-

me administrativo, ou condenado por crime inafiançável, sofre algumas consequên-

cias especiais em razão dessa condição. Sobre elas, assinale a alternativa correta.

a) O servidor será afastado do exercício do cargo, até que o processo judicial cor-

respondente seja suspenso, ou até o deferimento de medida liminar que determine

a soltura.

b) Durante o afastamento, o servidor perceberá dois quintos da remuneração, ex-

cluídas as vantagens devidas em razão do efetivo exercício do cargo, tendo direito

à diferença, se absolvido.

c) Durante o afastamento, o servidor perceberá dois terços da remuneração, exclu-

ídas as vantagens devidas em razão do efetivo exercício do cargo, não tendo direito

à diferença, mesmo que absolvido.

d) Em caso de condenação criminal, transitada em julgado, não determinante da

demissão, continuará o servidor afastado até o cumprimento total da pena, com

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direito a um terço do vencimento ou remuneração, incluídas, nesse caso, as vanta-

gens devidas em razão do efetivo exercício do cargo.

e) O servidor será afastado do exercício do cargo, até sentença final transitada em

julgado.

Letra e.

a) Errada. O limite do afastamento do exercício do cargo, na verdade, é até a sen-

tença final transitada em julgado (art. 29).

b) Errada. O servidor, nesse caso, receberá dois terços da remuneração (art. 29,

§ 1º).

c) Errada. Nessa situação, caso seja absolvido, o servidor terá direito, sim, à dife-

rença (art. 29, § 1º).

d) Errada. As vantagens decorrentes do efetivo exercício do cargo, nesse caso,

são excluídas (art. 29, § 2º).

e) Certa. Vide comentário à letra a.

Questão 20    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O servidor no exercício de cargo de provimento efetivo, mediante a concordância

do titular do órgão ou entidade, poderá ser colocado à disposição de qualquer ór-

gão da administração direta ou indireta, da União, do Estado, do Distrito Federal e

dos Municípios, com ou sem ônus para o Estado do Pará, desde que observada a

reciprocidade.

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Errado.

A única condição volitiva (de vontade) envolvida nesse contexto, conforme nosso

destaque em aula, e conforme o art. 31, é a concordância do próprio servidor, e não

do titular do órgão/entidade.

Questão 21    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Quatro meses antes do findo período do estágio probatório, será submetida à ho-

mologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, re-

alizada de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira,

sem prejuízo da continuidade de apuração dos fatores avaliativos pertinentes.

Certo.

Informação em inteira consonância com a literalidade do art. 32, § 1º.

Questão 22    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O servidor não aprovado no estágio probatório será exonerado, mesmo que haja

irregularidades formais-legais, uma vez que na Administração Pública predomina a

teoria do consequencialismo ou da instrumentalidade: basta que a finalidade do ato

seja alcançada para que o ato seja legal.

Errado.

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A primeira parte do item sob julgamento está correta: o servidor inabilitado no es-

tágio probatório realmente será exonerado. Todavia, conforme o texto do art. 32,

§ 2º, deverá ser observado o devido processo legal. Logo, eventual inobservância

de procedimentos ou formas previstas em lei invalidará qualquer ato atinente à

exoneração.

Questão 23    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

O término do estágio probatório importa o reconhecimento da estabilidade do ser-

vidor de ofício, mesmo sem avaliação formal.

Certo.

Na questão anterior, o devido processo legal era essencial para a exoneração. Por

outro lado, no caso da conferência de estabilidade (algo melhor para o servidor),

eventual ausência de avaliação implicará uma aprovação tácita (de ofício, conforme

o art. 33) do servidor relativamente aos critérios avaliativos (PRIDA).

Questão 24    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o


Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o
item subsequente.
O servidor estável aprovado em outro concurso público fica sujeito a estágio pro-
batório no novo cargo. Contudo, ficará dispensado do estágio probatório o servidor
que tiver exercido o mesmo cargo público em que já tenha sido avaliado.

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Certo.
De fato, ambas as informações estão corretas e em conformidade com a literalida-
de do nosso Estatuto (art. 34, caput e parágrafo único). Em aula, fizemos desta-
ques pertinentes sobre o tema.

Questão 25    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o


Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o
item subsequente.
Após aprovação no estágio probatório, o servidor do Ministério Público do Estado do
Pará tornar-se-á vitalício no cargo.

Errado.
Lembre-se de nossa diferenciação: estabilidade é a garantia decorrente de aprova-
ção no estágio probatório. Vitaliciedade, por sua vez, é a garantia de juízes e mem-
bros do MP (até mesmo do MP-PA) após efetivo exercício por dois anos e frequência
em cursos de qualificação.

Questão 26    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Nos casos de provimento de cargo de forma derivada, antes do provimento do car-

go, o servidor público já teve relação com o Poder Público, a qual não foi cessada,

mas apenas passou a ter um status diferente.

Certo.

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Está correta a conceituação de provimento derivado de cargo público, coincidente

com nossos estudos.

Questão 27    (INÉDITA/2019) À luz da Lei Estadual n. 5.810/1994, que instituiu o

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Pará, julgue o

item subsequente.

Função pública, em um de seus aspectos constitucionais, destina-se a pessoas con-

vocadas em razão de excepcional interesse público, temporariamente.

Certo.

Tal hipótese, trabalhada em aula, encontra respaldo no art. 37, inciso IX, da Cons-

tituição Federal.

Questão 28    (FADESP/MPE-PA/ANALISTA-JURÍDICO/2012) Na aprovação em con-

curso público, caso ocorra empate de candidatos não pertencentes ao serviço pú-

blico do Estado, decidir-se-á em favor do;

a) servidor federal.

b) mais qualificado.

c) que tiver obtido maior nota na prova de títulos.

d) mais idoso.

Letra d.

Conforme o art. 10º, § 2º,

Art. 10.
§ 2º Se ocorrer empate de candidatos não pertencentes ao serviço público do Estado,
decidir-se-á em favor do mais idoso.

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Questão 29    (FADESP/MPE-PA/ANALISTA-JURÍDICO/2012) No período de ________

antes de findo o período do estágio probatório, será submetida à homologação da

autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acor-

do com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira. - A expressão

que completa corretamente a lacuna acima é;

a) pelo menos cinco meses.

b) quatro meses.

c) dois meses.

d) seis meses.

Letra b.

É o que dispõe o art. 32, § 1º:

Art. 32.
§1º Quatro meses antes do findo período do estágio probatório, será submetida à ho-
mologação da autoridade competente a avaliação do desempenho do servidor, realizada
de acordo com o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira, sem prejuízo
da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos incisos I a V deste artigo.

Questão 30    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) Ao entrar

em exercício, o servidor nomeado para o cargo de provimento efetivo ficará sujeito

a estágio probatório por período de __________, durante os quais a sua aptidão e

a capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo.

A expressão que completa corretamente a lacuna é

a) dois anos.

b) seis meses.

c) um ano.

d) três anos.

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Letra d.

Três anos é o prazo constitucional do estágio probatório (art. 41 da CF).

Questão 31    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) A posse do

servidor público ocorrerá no prazo de __________ dias, contados da publicação do

ato de provimento no Diário Oficial do Estado.

A expressão que completa corretamente a lacuna é

a) 30 (trinta).

b) 20 (vinte).

c) 60 (sessenta).

d) 90 (noventa).

Letra a.

É de 30 dias o prazo previsto no art. 22, caput.

Questão 32    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) Terá prefe-

rência para a ordem de classificação em concurso público, o candidato já perten-

cente ao serviço público

a) municipal.

b) federal.

c) estadual.

d) na esfera do judiciário.

Letra c.

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É a regra do art. 10, § 1º:

Art. 10.
§ 1º Terá preferência para a ordem de classificação o candidato já pertencente ao ser-
viço público estadual e, persistindo a igualdade, aquele que contar com maior tempo de
serviço público ao Estado.

Questão 33    (FADESP/MPE-PA/AUXILIAR-DE-ADMINISTRAÇÃO/2012) A designa-

ção para o exercício de função gratificada recairá, exclusivamente, em servidor

a) temporário.

b) com nível superior.

c) inativo.

d) efetivo.

Letra d.

É a regra do art. 6º, parágrafo único:

Art. 6º.
Parágrafo único. A designação para o exercício de função gratificada recairá, exclusiva-
mente, em servidor efetivo.

Questão 34    (FADESP/MPE-PA/TÉCNICO-EM-INFORMÁTICA/2012) De acordo com


a Lei n. 5.810, de 24.01.1994, servidor é a pessoa:
a) legalmente investida em DAS.
b) interinamente investida em cargo público.
c) legalmente investida em cargo público.
d) que presta serviços para um ente público qualquer.

Letra c
Esta é a definição do art. 2º, inciso I, do Estatuto.

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Questão 35    (VUNESP/TJ-PA/AUXILIAR-JUDICIÁRIO/2014) Estabelece o Regime


Jurídico Único (Lei n. 5.810/1994) que, para fins de aprovação no estágio probató-
rio, serão observados os seguintes fatores:
a) obediência, atenção, capacidade de iniciativa, resultado da atividade do servidor.
b) assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabilidade.
c) urbanidade, presteza, inteligência, iniciativa e produtividade.
d) senso ético, absenteísmo, civismo, assiduidade e produtividade.
e) meticulosidade, subordinação, bom comportamento, adaptação e responsabilidade.

Letra b.
Tais elementos são os elencados de forma literal no art. 32 do Estatuto.

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