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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA-

IFPB CAMPUS PICUÍ


TECNICOEM EDIFICAÇÕES INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO

Alex Pereira Dantas


Artur Pereira Dantas Filho
João Victor P. Cordeiro

Relatório Referente a Viagem Técnica a Areia-PB

Picuí/ PB
Novembro/ 2016
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1 INTRODUÇÃO

O presente relatório tem como objetivo relatar a arquitetura encontrada no


município de Areia-PB, em uma viagem realizada no dia 09 de Novembro na
localidade, e relaciona-la ao livro Quatro da Arquitetura no Brasil.
A muitos anos atrás as arquiteturas das edificações eram mais fortes e mais
trabalhosas e com mais detalhes, pois, além de serem mais rígidas e mais difíceis de
serem feitas, também não se tinha os instrumentos tão modernos como os atuais que
ajudam bastante nas construções das edificações.
Com o passar do tempo e o “novo” modo de urbanização, novas técnicas foram
criadas para poder atender ao avanço da tecnologia e da vontade de criar novos
espaços para a arquitetura, Isto mostra que as mudanças históricas modificaram a
arquitetura, a forma de implantação, e por consequência o urbanismo. O que era
informal, tradicional e imposto, com o tempo passou a ser racional e planejado,
atendendo outras funções e necessidades, com adaptações e evoluções
permanentes.
Na viagem a Areia pode se ver essas transformações que ocorreram ao longo
do tempo pois em determinados locais da cidade existi uma arquitetura bem mais
moderna, porem as casa preservadas mostra bem e exaltar a arquitetura do Brasil
colônia.
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2. DESENVOLVIMENTO

Em cada época, a arquitetura é produzida e utilizada de um modo diverso,


relacionando‐se uma forma característica com a estrutura urbana em que se instala.
Um traço característico da arquitetura urbana é a relação que a prende ao tipo de
lote em que esta implantada.

A perspectiva que queremos destacar é, portanto, a da interdependência entre


arquitetura e lote urbano, quando são amadurecidos pelas tradições, de modo
informal, ou quando são pensados e planejados racionalmente a analise dessas
relações e sua evolução oferecem evidentemente, possibilidades explicativas
relevantes, tanto para o estudo da arquitetura, quanto para o estudo dos próprios
fenômenos urbanos.

A produção e o uso da arquitetura e dos núcleos urbanos coloniais baseavam‐


se no trabalho escravo.

O esquema apontado envolvia ainda a própria idéia que se fazia de via


pública. A informidade dos terrenos correspondia à informidade dos partidos
arquitetônicos: as casas eram construídas de modo uniforme e, em certos casos, tal
padronização era fixada nas Cartas Régis ou em posturas municipais. As técnicas
construtivas eram geralmente prometidas, nos casos mais simples as paredes eram
de pau‐a‐pique, adobe ou taipa de pilão.

Os principais tipos de habitação eram os sobrados e a casa térrea. Suas


diferenças fundamentais consistiam no tipo de piso: assoalho no sobrado e de “chão
batido” na casa térrea.

Um novo tipo de residência, a casa de porão alto, representava uma transição


entre os velhos sobrados e as casas térreas. Esse novo tipo de residência ainda de
frente para a rua representava uma transição, longe do comercio, nos bairros de
caráter residencial, a nova formula e implantação permitiria aproximar as residências
da rua, sem os defeitos das térreas, graças aos porões mais ou menos elevados.

Os primeiros anos do século, anteriores à independência, pertencendo ainda


ao período colonial, são facilmente assimiláveis ao século XVIII, uma vez que lhes
não corre ponderam grandes modificações do processo em estudo, repetindo
geralmente os esquemas urbanísticos e arquitetônicos coloniais.

Com a decadência do trabalho escravo e com o inicio da imigração européia,


desenvolveu‐se o trabalho remunerado e aperfeiçoaram‐se as técnicas construtivas.
Foi sob inspiração do ecletismo e com o apoio dos hábitos diferenciados das
massas imigradas, que apareceram as primeiras residências urbanas com nova
implantação rompendo com as tradições e exigindo modificações nos tipos de lotes
e construções.
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Ao mesmo temo conservava‐se em grande parte, a destinação geral dos


compartimentos. A parte fronteira, abrindo para a rua, era reservada para as salas
de visitas. Dispunham‐se os quartos em torno de um corredor ou sala de almoço, na
parte central, ficando cozinha e banheiros ao fundo.

Ao ser calçada a via pública, foram incorporados os espaços necessários para


a formação de pequenos jardins fronteiros aos velhos sobrados de frente de rua,
conferindo‐lhes uma aparência menos arcaica. Por tudo isso, pode‐se afirmar que as
transformações vividas pela arquitetura e pelo urbanismo durante o século XIX, no
Brasil, foram resolvidas em termos de relação arquitetura‐lote urbanas, sem que se
modificasse fundamentalmente o tipo deste, mas apenas suas dimensões e, mesmo
assim, de modo discreto.

Figura 1: Teatro Minerva, Areia-PB Figura 2: Casarão José Rufino

Figura 3: Rua Antiga de Areia-PB Figura 4: Igleja Nossa Senhora da Conceição


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3.Conclusão:
Com este presente trabalho concluímos que o Município de Areia é um lugar
com bastante diversidade cultural e histórica, uma destas diversidades se destaca a
arquitetura local, pois demostra uma arquitetura abrangente, e suas edificações
muito bem elaboradas e que por sua vez mostra como a urbanização e o tempo se
encarregou de modificar o modo de construção das edificações, pois a dificuldade
de construir naquela época era muito maior, porém as edificações eram mais rígidas
e mais fortes, é o caso do casarão de José Rufino, que com dezenas de anos ainda
está muito bem preservado.

O livro por sua vez, conta de forma sucinta e objetiva e em uma ordem
cronológica contando os fatos e as modificações arquitetônicas e urbanísticas, sempre
destacando os motivos das transformações. Onde podemos ver claramente que
segundo o livro e com a experiência vivida na viagem de Areia as modificações que a
modernização e o tempo fez com o modo de planejamento deixando alguns benefícios Comentado [JVC1]:
para serem levemente aplicados nas edificações atuais.
Após a leitura do livro e o resumo feito e com a viagem realizada, podemos
juntar os conhecimentos adquiridos e podemos concluir que o município de Areia é
um patrimônio histórico que deve ser preservado, não só pela cultura mais também
pela parte histórica e toda uma histórica que lá existi.

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