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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

CAMADA LIMITE TÉRMICA

Aldenize Jesus de Lima

Natália Felipetto Martins

Santa Maria - RS

Dezembro 2020
Sumário
LISTA DE SÍMBOLOS..................................................................................................3
RESUMO....................................................................................................................... 4
OBJETIVOS.................................................................................................................. 5
1. REFERENCIAL TEÓRICO.....................................................................................6
1.1 Conceito de camada limite...................................................................................6
2. CAMADA LIMITE TÉRMICA..................................................................................8
2.1 A equação da energia..........................................................................................8
2.2 As equações da camada limite.............................................................................9
2.3 Propriedades Gerais da camada limite térmica..................................................11
2.4 A camada limite térmica em escoamentos forçados...........................................15
2.5 A camada limite térmica natural.........................................................................16
3. TRABALHOS MAIS RECENTES PUBLICADOS.................................................17
3.1 Termografia Aplicada à Visualização de Transição de Camada Limite em
Aerofólios.................................................................................................................17
3.2 Camada-limite em placa plana: revisitando o Método da Similaridade...............18
4. CONCLUSÃO.......................................................................................................19
REFERÊNCIAS...........................................................................................................20

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LISTA DE SÍMBOLOS

dQ Quantidade de Calor

dt Instante de Tempo

Et Energia

W Trabalho

T Temperatura

e Energia Interna por unidade de massa

k Coeficiente de condutividade térmica do fluído

ρ Massa Específica

Φ Função de Dissipação

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RESUMO

Ao escrever o presente trabalho, tem-se em mente abordar os


conceitos de camada limite térmica, conhecendo suas propriedades
gerais, em um escoamento forçado e a camada limite térmica natural.
Para isso, precisa saber os conceitos fundamentais de camada limite.
Portanto, antes de abordar, o conceito de camada limite térmica foi feito
uma revisão de camada limite, passando pelas equações de energia e
de camada limite. Durante o decorrer do trabalho, foram feitos dois
resumos de artigos recentemente publicados, que abordam a temática
deste trabalho.

Palavras-chave

Cama limite. Camada limite térmica. Equação de Energia. Equação de


Camada Limite

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OBJETIVOS

A monografia aqui proposta tem como objetivo introduzir os conceitos da


camada limite térmica onde o mesmo é de extrema importância no âmbito
da engenharia, fornecendo explicações físicas para o comportamento de
escoamentos de fluidos como o ar ou a água, em circunstâncias de
aplicação pertinentes.

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1. REFERENCIAL TEÓRICO

1.1 Conceito de camada limite


Quando um fluido escoa sobre uma superfície sólida, o fluido
imediatamente em contato com a parede adere à mesma. Observa-se também,
que se a viscosidade for pequena, o aumento da velocidade, de zero para o
valor do escoamento externo, ocorrerá numa região estreita. E nesta camada
estreita que as forças de atrito se fazem importante, retardando o fluido de sua
velocidade externa para um completo repouso na parede. Esta região estreita é
chamada de camada limite.

O conceito de camada limite forneceu o elo que faltava entre a teoria e a


prática. Além disso, este conceito permitiu a resolução de problemas de
escoamentos viscosos que seriam impossíveis de resolver pela aplicação das
equações de Navier-Stokes ao campo de escoamento completo. Na camada
limite, tanto as forças viscosas quanto as de inércia são importantes, por isso,
não é surpreendente que o número de Reynolds (que representa a razão entre
as forças de inércia e as forças viscosas) seja significativo na caracterização
dos escoamentos de camada limite. O comprimento característico usado no
número de Reynolds é o comprimento, no sentido do escoamento, sobre o qual
a camada limite desenvolveu-se, ou alguma medida da sua espessura. Da
mesma forma que em um duto, o escoamento em uma camada limite pode ser
laminar ou turbulento. Não há valor singular do número de Reynolds no qual
ocorre a transição de regime laminar para turbulento na camada limite. Entre os
fatores que afetam a transição em uma camada limite estão: gradiente de
pressão, rugosidade superficial, transferência de calor, forças de campo e
perturbações de corrente livre. Um diagrama esquemático do crescimento da
camada limite sobre uma placa plana é mostrado na Fig. 6.2. A camada limite é
laminar por uma curta distância a jusante da borda de ataque. A transição
ocorre sobre uma região da placa em vez de em uma linha única transversal à
placa. A região de transição estende-se para jusante até o local onde o
escoamento de camada limite torna-se completamente turbulento. Para
escoamento incompressível sobre uma placa plana lisa (gradiente de pressão
zero), na ausência de transferência de calor, a transição de escoamento
laminar para turbulento na camada limite pode ser retardada para um número

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de Reynolds, Rex=ρUx / μ, maior que um milhão, se as perturbações externas
forem minimizadas, onde o comprimento x é medido a partir da borda de
ataque da placa. Para fins de cálculo, sob condições típicas de escoamento,
considera-se que a transição geralmente ocorre em um comprimento
correspondente ao número de Reynolds de 5×105. Para ar na condição
padrão, com velocidade de corrente livre U = 30 m/s, isso corresponde ao
comprimento x ≈ 2,4 m ao longo da placa. Na Fig. 6.2, mostra-se a camada
limite turbulenta crescendo mais depressa que a laminar.

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2. CAMADA LIMITE TÉRMICA
2.1 A equação da energia

A troca de calor entre um corpo sólido e um fluido é um fenômeno físico que


se relaciona intimamente à ciência da mecânica dos fluidos. Sobre o campo do
escoamento ocorre um fluxo de calor, fazendo com que a completa descrição
do fenômeno requeira as equações do movimento de um fluido e da energia. E
fato comum que uma analogia existe entre os processos de troca de
quantidade de movimento e de calor, de modo que a distribuição geométrica
dos campos de velocidade e de temperatura apresenta semelhanças. Por
exemplo, se um corpo sólido é exposto a um escoamento de um fluido a uma
temperatura distinta da sua, a variação do campo de temperatura se dará numa
estreita região junto à parede, exatamente como ocorre com o campo de
velocidade. Esta região, por analogia ao processo dinâmico, é normalmente
chamada de camada limite térmica. Para que possamos analisar os processos
de troca térmica, consideremos inicialmente a equação da energia. Para um
fluido incompressível, o balanço de energia é determinado pela energia interna,
pela condução de calor, pela convecção de calor com o escoamento e pela
geração de calor provocada pelo atrito. Em um fluido compressível, aparece
um termo adicional devido ao trabalho provocado pela expansão (ou
compressão) quando o volume varia. Em todos os casos a radiação também
pode estar presente. Sua contribuição é, entretanto, invariavelmente
desprezível, motivo pela qual não a consideraremos mais neste trabalho. O
balanço de energia é feito tomando como base a primeira lei da termodinâmica.
A quantidade de calor dQ adicionada a um elemento fluido durante um instante
de tempo ∆t serve para aumentar a energia por uma quantidade dEt e para
realizar um trabalho dW. Logo,

d Q dE t dW
= + (6.1)
dt dt dt

Considerando válidas a lei de transferência de calor de Fourier e as hipóteses


constitutivas de Stokes, e após algum algebrismo, o balanço de energia resulta
em:

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Onde:

e = energia interna por unidade de massa,

k = coeficiente de condutividade térmica do fluido, e

Φ = função de dissipação.

No caso de um fluido incompressível, div ~u = 0 e de = cdT, de modo que (6.2)


se reduz a

2.2 As equações da camada limite


Quando um fluido escoa ao redor de um corpo que se encontra a uma
temperatura distinta da sua, um campo de temperatura se desenvolve o qual se
assemelha em muitos aspectos ao campo de velocidade. Isto significa que as
variações de temperatura ocorrem numa estreita região vizinha ao corpo,
dando origem a uma camada limite térmica. Nesta camada, a condutividade
térmica exerce o mesmo papel que a viscosidade exercia para a camada limite
cinemática, promovendo a difusão de calor no meio fluido. E na camada limite
térmica que o fluido varia bruscamente sua temperatura, do valor prescrito na
parede, para o valor do escoamento externo. Desde que nesta região os efeitos
convectivos e os efeitos condutivos possuem a mesma ordem de grandeza
podemos escrever:

ordem (efeitos convectivos) = ordem (efeitos condutivos)

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ou seja:

(6.5)

o que resulta em:

(6.6)

ou ainda,

Mas como δc/L = 0(R−1/2), obtemos

o que mostra serem as espessuras das camadas limites relacionados através


de uma propriedade do fluido, P, independendo, portanto, do tipo de
escoamento. Para a dedução das equações de camada limite térmica,
escrevemos a equação da conservação da quantidade de movimento na
direção x e a equação da energia como

(6.7)

10
(6.8)

onde a ordem de grandeza dos vários termos já se encontra indicada.

A equação (6.7) mostra que os efeitos de boiância serão importantes quando


G=0(R 2), o que ocorre apenas com velocidades de escoamento muito
pequenas e grandes diferenças de temperatura.

Da equação (6.8) é evidente que os termos ∂ 2 θ/∂x2 e v∂p/∂y podem ser


desprezados quando comparados respectivamente com os termos ∂ 2 θ/∂y2 e
u∂p/∂x. O termo dominante na função de dissipação, Φ, é (∂u/∂y) 2.
Concluímos que as equações de camada limite térmica assumem a forma

Como na teoria de camada limite a pressão é conhecida, o sistema de cinco


equações acima pode ser utilizado para determinar as cinco incógnitas, u, v, ρ,
T, µ. O acoplamento das equações (6.10) e (6.11) acima se dá através de ρ, de
µ e do termo de boiância. Nos casos em que ρ e µ puderem ser considerados
independentes da temperatura e que G ≪ R2, a equação (6.10) poderá ser
resolvida independentemente de (6.11). Neste caso, u e v passarão a ser
grandezas conhecidas em (6.11), a qual pode ser resolvida facilmente para T.
Note que enquanto (6.10) é não linear, a equação (6.11) para T é linear.

2.3 Propriedades Gerais da camada limite térmica


Os escoamentos onde as velocidades são baixas, e as diferenças de
temperatura grandes o suficiente para que as forças de boiância não possam
ser desprezadas, são chamados escoamentos naturais. Escoamentos onde

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ocorre o contrário, isto é, altas velocidades e baixas temperaturas, tal que a
boiância pode agora ser desprezada e as propriedades do fluido consideradas
independentes da temperatura, são chamados escoamentos forçados. A
velocidades moderadas, quando o calor gerado por atrito e o trabalho realizado
por compressão podem ser desprezados, a dependência do campo de
temperatura no campo de velocidade depende apenas do número de Prandtl.
As condições de contorno para o campo de temperatura podem ser
especificadas de vários modos. A temperatura sobre um corpo pode ser
constante ou variável; ou ainda, pode-se prescrever o fluxo de calor na parede.
Isto significa dizer que o gradiente de temperatura na parede pode aparecer
como uma condição de contorno. Paredes que não exibem fluxo de calor para
o fluido são chamadas paredes adiabáticas.

Nestas,

Para o escoamento em camadas limite, uma analogia pode ser traçada entre o
coeficiente de troca térmica e o coeficiente de atrito. Como visto anteriormente,
as soluções para as equações de camada limite possuem a forma

Se os efeitos da dissipação viscosa e do trabalho provocado por compressão


puderem ser desprezados, as soluções da camada limite térmica podem ser
expressas como

(6.17)

Logo, o fluxo de calor pode ser escrito como

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o que nos define

(6.18)

o número de Nusselt.

Esta relação nos mostra que para toda camada limite laminar – quando
dissipação e trabalho por compressão puderem ser desprezados – o número
de Nusselt é proporcional à raiz quadrada do número de Reynolds. A tensão na
parede, de acordo com (6.15) dada por

Da definição

e da expressão (6.18) segue-se que

(6.19)

O número de Prandtl é, portanto, decisivo para a obtenção das propriedades da


camada limite térmica e em particular, para o cálculo da taxa de transferência
de calor tanto em escoamentos naturais quanto em escoamentos forçados.
Fisicamente, o número de Prandtl caracteriza a razão entre o transporte de
quantidade de movimento e o transporte de calor. E, portanto, esperado que o
número de Prandtl sirva como uma medida direta da razão entre as espessuras
das camadas limites cinética e térmica. Os dois casos limites quando P → 0 e

P → ∞ são mostrados esquematicamente na figura abaixo.

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Figura 6.1: Distribuição de temperatura na camada limite, casos limites

E aparente desta figura, que no caso de P → 0, é possível se desprezar a


ocorrência da camada limite cinética quando do cálculo da camada limite
térmica. Neste caso, os componentes da velocidade podem ser substituídos
por U(x) e V (x, y) = −(dU/dx) y, respectivamente na equação da energia.
Segue-se que o campo de temperatura é determinado por

(6.20)

A equação acima pode ser reduzida a uma EDO através da transformação de


similaridade

Isto nos conduz a seguinte expressão para o número de Nusselt:

Para o caso especial U(x) = U∞, a solução de (6.20) é:

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Para o caso P → ∞, a hipótese simplificadora consiste em assumir que o
campo de temperatura se desenvolva inteiramente numa região onde o perfil
de velocidade seja linear; isto é, assume-se que

(6.21)

A substituição

transforma a equação da energia na seguinte EDO,

cuja solução pode ser expressa em termos de funções gama incompletas.


Adiantamos que para o caso da placa plana

2.4 A camada limite térmica em escoamentos forçados


As equações de camada limite térmica para um escoamento incompressível de
um fluido de propriedades constantes são:

As condições de contorno podem ser escritas como

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Sendo o campo de velocidade independente do campo de temperatura, as
duas equações (6.22) e (6.23) podem ser resolvidos, o resultado sendo
utilizado para a obtenção da solução de (6.29). Caso µ(∂u/∂y) 2 possa ser
desprezado em (6.29), esta equação se torna idêntica à equação (6.28) para P
= 1. Nestas circunstâncias, segue-se que

é a solução do problema térmico.

2.5 A camada limite térmica natural


No caso de uma placa vertical aquecida a pressão em cada plano horizontal ´e
igual a pressão gravitacional, sendo, portanto, constante. A única causa do
escoamento é a diferença de peso na região do fluido provocada pela variação
de densidade. As equações do movimento com dp/dx = 0 e β = 1/T∞ são

onde:

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3. TRABALHOS MAIS RECENTES PUBLICADOS
3.1 Termografia Aplicada à Visualização de Transição de Camada
Limite em Aerofólios

O artigo escolhido baseia-se em uma apresentação teórica dos conceitos


aplicados e apresenta uma proposta para a detecção de transição camada
limite, testada em túneis de vento com aerofólios de baixa velocidade, usando
câmeras de imageamento infravermelho. Este método baseia-se no fato de que
uma diferença de temperatura na superfície do perfil aerodinâmico sob
escoamento laminar e turbulento é induzida por uma diferença na troca de
calor entre os dois regimes: a troca de calor é maior em escoamentos
turbulentos e pode ser detectada por estas câmeras. A indústria aeronáutica
tem grande interesse nesse estudo, já que a força de arrasto reduzida resulta
em economia de combustível nas aeronaves.
A metodologia usada no trabalho foi ensaios em túnel de vento a fim de
testar a possibilidade de visualizar a transição da camada limite com sensores
térmicos e validar a metodologia para futuras aplicações em ensaios em voo. A
primeira é a chamada "técnica passiva", onde o fluxo de ar é aquecido antes de
atingir a superfície de sustentação, e a segunda, chamada "técnica activa”, em
que a superfície do perfil aerodinâmico é aquecida antes dos testes. Devido às
configurações de túnel de vento, a técnica ativa foi escolhida, de forma a
aumentar o contraste e obter resultados mais satisfatórios, substituindo a
primeira tentativa (sem aquecimento) que não possibilitou bom contraste.
Um aerofólio assimétrico de perfil supercrítico foi montado no túnel de vento
e o escoamento foi iniciado nas condições descritas no item anterior. O motivo
disso é a troca de calor com o ambiente no período em que o perfil foi retirado
da estufa e montado na câmara de ensaios do túnel. Observa-se que a
temperatura diminui imediatamente após o início do escoamento, devido ao
aumento do coeficiente de troca de calor por convecção, com o ar em
movimento em contato com a superfície. Na região do bordo de ataque a
temperatura diminui, devido ao alto coeficiente de troca de calor por convecção
graças à pequena espessura da camada limite. Como consequência, observa-
se o gradiente de temperatura obtido no teste, onde tais variações entre o
bordo de ataque e a bolha de separação é de cerca de 4°C.
Resultados preliminares mostram que a observação de transição da
camada limite com câmera infravermelho fornece resultados satisfatórios e
consistentes em comparação com outro método de visualização. Os testes de
túnel de vento mostraram que o método tem potencial para uso em ensaios
mais complexos e pode ser vantajoso para vários tipos de aplicação, como
ensaios de voo ou testes em túnel de vento.

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3.2 Camada-limite em placa plana: revisitando o Método da
Similaridade

Neste artigo, o conceito de camada-limite que Ludwig Prandtl postula que


o escoamento em torno de um corpo liso deveria ser dividido em duas regiões:
1 - Próximo à superfície a viscosidade governa o escoamento; 2 - Distante da
superfície a viscosidade tem efeito desprezível, e o escoamento satisfaz a
teoria de Euler. Evidentemente, nesse caso, a solução deve satisfazer as
condições apropriadas na fronteira dessas duas regiões. Tais hipóteses, e a
equações derivadas a partir das equações de Navier- Stokes, receberam o
nome de “Formulação em Camada-limite”. Abriu o caminho para soluções
aproximadas de problemas práticos importantes na área de engenharia. O
poder do Método da Similaridade reside no fato de se ter uma equação
ordinária a ser resolvida, ao invés de um sistema de equações parciais e, além
disso, o procedimento e a solução envolvendo série ou Runge Kutta, se
aproximam muito mais de um método analítico exato do que de um método
numérico propriamente dito, de diferença finita, por exemplo. Não se limita,
aqui, na solução do Problema de Blasius, mas estende-se a análise para o
problema da solução da Equação da Energia, ou seja, na obtenção da camada-
limite térmica, onde pode-se obter o perfil de temperatura e o gradiente de
temperatura, ao longo da camada-limite.

Inicialmente, resolve-se o problema de condição de contorno definido,


seguindo os passos de Blasius, ou seja, usando uma expansão em série de
potência. Esse tipo de procedimento não possibilita uma solução com a
precisão necessária para os tempos atuais, mas permite uma solução
aproximada mais adequada para a condição da derivada segunda na parede
[f’’(0)]. A partir da solução em série descrita, utiliza-se o valor da derivada
segunda na parede, como primeira aproximação, para solução da rotina de
Runge Kutta de 4ª Ordem (BUTCHER, 2016). Como, nesse caso, o valor de
f’(η) para η tende para o limite, tem-se melhor controle na escolha adequada
desse valor.
Amplos resultados, numéricos e gráficos são apresentados e discutidos,
com o objetivo de demonstrar o procedimento de solução de camada-limite em
placa plana, hidrodinâmica e térmica, através do Método da Similaridade.

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4. CONCLUSÃO

Foi visto que a camada limite térmica desenvolve-se quando um fluído


escoa ao longo de uma superfície (isto é, velocidade zero em relação a
superfície). E que a taxa de transferência de calor por convecção em qualquer
lugar ao longo da superfície está diretamente relacionada com o gradiente de
temperatura nesse local. Portanto, a forma do perfil de temperatura na camada
limite térmica define a transferência de calor por convecção entre uma
superfície sólida e o fluido que escoa sobre ela. E com os trabalhos
recentemente publicados, pode-se ver os conceitos de camada limite térmica
aplicados na prática, possibilitando assim ver a interação entre a prática e a
teoria.

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REFERÊNCIAS
1) PANTALEÃO, ÁTILA, TEORIA DA CAMADA LIMITE DISPONIVEL EM:
<http://www.nidf.ufrj.br/wpcontent/uploads/2019/05/CursoCamadaLimite
_APSF2.pdf>. ACESSADO EM: 12 DE DEZEMBRO DE 2020
2) ÇENGEL, Yunus; GHAJAR, Afshin. TRANSFERÊNCIA DE CALOR E
MASSA, 4ªEdição. AMGH Editora Ltda. 2012
3) SALVADOR, Cezar. MECÂNICA DOS FLUIDOS I.
4) BIDINOTTO, J.H; KLEINUBING, M; CATALANO, F.M; BELO, E.M.
Termografia Aplicada à Visualização de Transição de Camada Limite em
Aerofólios. Semina: Ciências Exatas e Tecnológicas, Londrina, v. 37,
n. 1, p. 143-158, jan./jun. 20167
5) NOGUEIRA, Élcio; SOARES, Marcus Vinicius Ferreira. Camada-limite
em placa plana: revisitando o Método da Similaridade. Cadernos
UniFOA, Volta Redonda, n. 37, p. 15-31, ago. 2018.

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