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o SEGUNDO LIVRO DAS

CRÔNICAS
o SEGUNDO LIVRO DAS
CRÔNICAS

INTRODUÇÃO

A introdução conjunta a l e 2 Crônicas é feita imediatamente antes do comentário de


Crônicas .

CAPÍTULO 1
1 A solene oferta de Salomão em Gibeão. 7 A escolha da sabedoria por parte de
Salomão é abençoada por Deus. 13 O poder e a riqueza de Salomão.

Salomão, fi lho de D avi, fort a leceu-se no 8 Res ponde u-Lhe Salomão: De grande be-
seu reino, e o SEN HOH, seu Deus , era com ele e nevolê nc ia us aste para com Davi, meu pai, e a
o engrand eceu sobremaneira . mim me fi zeste reina r em se u luga r.
2 Falou Sa lomão a todo o Israe l, aos capi - 9 Agora, pois, ó SENHOH D e us, cumpra- se
tães de mil e aos de cem , aos juízes e a todos a Tua promessa feit a a D av i, me u pai; porque
os príncipes e m todo o Israel , cabeças de Tu me co nstituíste rei sobre um povo numero-
fa míli as; so como o pó d a terra.
3 e foi com toda a congregação ao alto qu e lO D á -m e, pois, ago ra, sab e dori a e co-
estava em Gibeão, porque a li estava a te nda d a nhecime nto , para que e u saiba co ndu zir-m e
congregação de D eu s, que Moisés, servo do à testa des te povo; pois que m pode ria julgar a
SENHOH, tinh a feito no deser to. es te gra nde povo?
4 M as D avi fi ze ra s ubi r a arc a de D e us de ll Disse Deus a Salomão: Porquanto fo i
Quiriate-Jea rim ao luga r que lhe h avia pre- es te o desejo elo te u coração, e não pe di ste r i-
p ara do, po rgu e lhe a rm ara um a tend a em quezas, bens ou honras, ne m a morte dos que
Je rusal ém . te a borrecem , nem t a mp ou co pediste lo nge-
5 Ta mbém o a ltar de bronze que fizera vidade , mas sabedoria e conh ecim en to , pa ra
Bezalel , fi lho de Uri, filho de Hur, es tava a li p od e res julga r a Meu povo, so bre o qua l te
di a nte do tab ernáculo do SENHOH; e Sa lomão e constituí rei ,
a co ngregação consultara m o SENHOH. 12 sa bedori a e co nhecimento são dados a
6 Sa lomão ofereceu ali sacrifícios pera nte o ti, e te d a rei riquezas, ben s e honras, qu ais não
SEN HOH , sobre o altar de bron ze que es tava na teve nenhum re i antes de ti , e de pois de ti não
ten da da congregação; e ofereceu sobre ele mil h averá teu igua I.
holocau stos . 13 Vo ltou Sa lomão para J e rus a lé m , d a
7 Naquela mesma noite, apareceu D e us a sua id a ao alto qu e es tá e m Gib eão, d e di a n -
Salomão e lhe disse: Pede-Me o qu e queres que te da te nda da congregação; e re in ou sobre
Eu te dê. Israe l.

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1: 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

14 Salomão ajuntou carros e cavaleiros; 16 Os cavalos de Salomão vinham do Egito


tinha mil e quatrocentos carros e doze mil cava- e da Cilícia; e comerciantes do rei os recebi am
~ l> l eiro s, que colocou nas cidades para os carros e da Cilícia por certo preço.
junto ao rei, em Jerusalém. 17 Importava-se do Egito um carro por seis-
15 Fez o rei que, em Jerusalém , houves - centos siclos de prata e um cava lo, por cento e
se prata e ouro co mo pedras, e cedros em cinquenta; nas mesmas condições, as carava nas
abundância como os sicômoros que estão nas os trazia m e os exportavam para todos os reis
pl anícies. dos heteus e para os reis da Síria.

I. Fortaleceu-se. Ou, "estabeleceu-se". passagem em que se encontra um relato da


Era com ele. Ver 1Cr 9:20; 11:9. Uma construção desse altar.
das lições mais importantes de Crônicas é Bezalel. Ver Êx 31:2; 35:30 . Qu anto
que a presença e a bênção do Senhor confe- à sua genea logia , ver 1 Crônicas 2:3 a 20.
rem aos seres humanos verdadeiro sucesso. Ele era descendente de Judá por meio de
E o engrandeceu sobremaneira. Ver Hezrom , Calebe e Hur (lCr 2:3 -5, 18-20).
1Cr 29:25. Estava ali. Do heb. sarn, que é a
3. Gibeão. Uma cidade cerca de dez variante textual adotada pela KJV e é tra-
quilômetros a noroeste de Jerusalém. duzid a como "ele o pôs di ante do taberná-
Os h abita ntes anteriores da cidade adora- culo". Vários ma nuscritos hebraicos trazem
vam nos altos. Às vezes, esse termo é empre- sham, um advérbio que significa "ali ", e a
gado para indicar os centros de adoração a frase seria então traduzida co mo "estava
Deus. D e acordo com 1 Reis 3:4, Salom ão ali diante do tabern áculo", como ocorre na
foi a Gibeão para oferecer sacrifícios a Deus. ARA e em outras versões em português .
A tenda da congregação. Qu ase 480 A LXX concorda com essa última variante.
anos (ver 1Rs 6:1) haviam decorrido desde Consultaram o SENHOR. A frase ta m-
que Moisés, por ocasião da saída do Egito, bém pode ser tradu zida como "o bu scava m"
construiu o tabernáculo do deserto. Essa (ACF), "o visitavam" (ARC), "o procura-
antiga estrutura sagrad a, que teve um sig- vam" (TB), isto é, o alta r. O a ntecedente do
nificado tão grande na história de Israel , pronome tanto pode ser "o a ltar" como "o
ainda era o centro de adoração para o povo SENHOR". A LXX apoia a tradução que faz
de Deus. Fora erigida para servir como um referência ao altar.
lugar onde Deu s prometera encontrar-S e 6. Perante o SENHOR. O tabernáculo
com Seu povo (Êx 25:8, 22; Nm 17:4). construído por Moisés era o santuário de
Os israelitas continuaram a ir ali para se Deus, ou o lugar de Sua habitação (Êx 25 :8).
aproxim ar da presenç a do Senhor. O altar ficava di ante da entrada do taber-
4. Mas Davi fizera subir a arca. náculo (Êx 40:6) e, assim , era considerado
Contrariamente à ordem de Moisés, Israel como se estivesse perante o Senhor (ver
mantinha, na prática, dois centros nacio- ]z 20:23 , 26).
nais de adoração (Dt 12:5, 6, 11 , 13, 18; Holocaustos. Ver 1Rs 3:4.
16:2; 26:2 ; 31:11). 7. Apareceu Deus. A comunicação foi
Tenda. Ver 1Cr 15:1. num sonho (1Rs 3:5).
5. O altar de bronze. Ver Êxodo 27:1 a 8, 8. De grande benevolência usaste.
em que são dad as as instruções para a cons- Há uma declaração mais completa da res-
trução do altar de bronze, e Êxodo 38 :1 a 7, posta de Salomão (ver 1Rs 3:6-9).

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2 CRÔNICAS 1:17

9. Tua promessa. Isto é, a promessa de ali (lRs 3:15) e a n arrativa do julgamen to


que a casa de Davi e de Salomão permane- no caso das du as prostitutas e da criança
ceria para sempre (lCr 17:23 -27; 28:7). (lRs 3:16-28).
Como o pó. Ver a declaração paralela: 14. Carros e cavaleiros. Ver com. de
"povo grande, tão numeroso, que se não 1Rs 10:26. O relato dos carros e cavalei-
pode contar" (lRs 3:8). ros de Salomão, de seus tesouros de prata
10. Sabedoria e conhecimento. Ver e ouro e de suas atividades relativas ao
com. de 1Rs 3:9. comércio de cavalos e carros entre o Egito
Para que eu saiba conduzir-me. e os reis dos heteus e da Síria (2Cr 1: 14-17)
A ACF e a ARC dizem: "para que possa sair é quase idêntico ao que é registrado em
e entrar", isto é, conduzir o povo como um 1 Reis (10:26-29).
pastor (Nm 27:17; ver 1Rs 3:7). 15. Ouro. Este metal não é mencio-
12. Bens e honras. Ver 1Cr 29:25. nado na declaração paralela (lRs 10: 27)
Aqui o relato resumido omite a promessa nem em 2 Crônicas 9:27.
condicional de vida longa (ver 1Rs 3:14). Sicômoros. Esta árvore não é o sicô-
13. Da sua ida ao alto. As palavras moro tão comum na América do Norte e
"da sua ida" não se encontram no hebraico, na Inglaterra, mas a figueira-sicômoro (ver
que diz simplesme nte: "E Salomão veio ao 1Cr 27:28), que era comum nas terras bai-
alto que estava em Gibeão para Jerusalém." xas de Judá e no vale do Jordão.
Obviamente é necessário algum tipo de 16. Da Cilícia. Ver com. de I Reis I0:28
frase explicativa aqui, ou então que fique para uma discussão completa do texto
com a tradução da LXX: "do alto", em vez paralelo.
~ · de "ao alto". O relato de Crônicas omite 17. Heteus. No tempo de Salomão o
detalhes como: o que aconteceu quando império heteu (hitita) já se havia fragme n-
Salomão acordou e descobriu que havia tado, mas aind a existiam muitos reinos
tido um sonho, sua ida a Jerusalém para heteus no norte da Síria, nas vizinhanças
oferecer sacrifícios no santuário que estava do Eufrates.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

I - PR, 32 7-I2- Ed, 48; T 3, 449; 15- PR, 54


2 , 3 - PR, 27 T9, 281 16- PR, 56
li - PR, 28, 29 12 - PR, 29

CAPÍTULO 2
1, 17 Os trabalhadores de Salomão para a construção do templo. 3 A embaixada
enviada a H irão solicitando trabalhadores e fornecimento
de materiais. 11 Hirão envia resposta amável.

1 Resolveu Salom ão edificar a casa ao nome 2 Designou Sa lomão setenta mil ho-
do como também casa para o seu reino.
S EN HOH , mens para levarem as cargas, oitenta mil, pa ra

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2: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

talharem pedras nas montanhas e três mil e coros de cevada, vinte mil batas de vin ho e vinte
seiscentos, para dirigirem a obra. mil batas de azeite.
3 Salomão mandou dizer a Hirão, rei de li Hirão, rei de Tiro, respondeu por uma
Tiro: Como procedeste para com Davi, meu pai, carta que e nviou a Salomão, di ze ndo: Porquanto
e lhe mandaste cedros, para edificar a casa em o SENHOR ama ao Seu povo, te constituiu rei
que morasse, assim também procede comigo. sobre ele.
4 Eis que estou para edificar a casa ao nome 12 Disse mais H irão: Bendito seja o SEN HOR , <4 :;:;
do SENHOR, m e u Deus, e lha consagrar, para Deus de Israel, que fez os céus e a terra; que deu
queimar perante Ele incenso aromático, e Lhe ao rei Davi um filho sábio, dotado de discrição
apresentar o pão contínuo da proposição e os e entendimento, que edifique casa ao SENHOR e
holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, para o seu próprio reino.
n as Festas da Lua Nova e nas festividades do 13 Agora , pois, envio um homem sáb io de
SENHOR, nosso De us ; o que é obrigação perpé- grande entendimento, a saber, Hirão-Abi ,
tua para Israel. 14 filho de uma mulher das filhas de Dã e
5 A casa qu e edific arei há de ser grande, cujo pai foi homem de Tiro; ele sabe lavrar em
porque o nosso Deus é maior do que todos os ouro, em prata, em bronze, em ferro, em pedras
deuses. e em m adeira, em obras de púrpura , de pano
6 No entanto, quem seria capaz de Lhe edi- azul, e de linho fino e em obras de carmesim; e
ficar a casa, visto que os céus e até os céus dos é hábil para toda obra de entalhe e para elaborar
céus O não podem conter? E quem sou eu para qualquer plano que se lhe proponha , juntamen-
Lhe edificar a casa, senão para queimar incen- te com os teus peritos e os peritos de Davi, meu
so perante Ele? senhor, teu pai.
7 Manda-me , pois, agora, um homem que 15 Agora, pois, mande o meu senhor para os
saiba trabalhar em ouro, em prata, em bronze, seus servos o trigo, a cevada, o azeite e o vinho
em ferro, em obras de púrpura, de carmesim e de que falou.
de pano azul; que sa iba fa zer obras de entalhe 16 E nós cortaremos tanta madeira no
juntamente com os peritos que estão comigo em Líbano quanta houveres mister e ta faremos
Judá e em Jerusalém, os quais Davi, meu pai, chegar em jangadas, pelo mar, a Jope, e tu a
empregou. farás subir a Jerusalém.
8 Manda-me também madeira de cedros, ci- 17 Sa lomão levantou o censo de todos os
prestes e sândalo do Líbano; porque bem sei que homens estrangeiros que havia na terra de
os teus servos sabem cortar madeira no Líbano. Israel, segundo o censo que fi zera Davi, seu
Eis que os meus servos estarão com os teus, pai; e achara m-se cento e cinq uenta e três mil
9 para me prepararem muita madeira; por- e seiscentos.
que a casa que edificarei há de ser grande e 18 Designou deles setenta mil para leva rem
maravilhosa. as cargas, oitenta mil pa ra talharem pedras nas
lO Aos teus servos, cortadores da madeira , montanhas, como também três mil e seiscentos
darei vinte mil coros de trigo batido, vinte mil para dirigirem o trabalho do povo.

1. Resolveu Salomão edificar. Os para o Senhor é expressa em sua mensagem


cap. 2 a 7 narram a construção e consagra- a Hirão de Tiro (lRs 5:5).
ção do templo, e no geral são paralelos a Nome do SENHOR. Ver ICr 22:7, lO ;
1 Reis 5 a 8. No relato de Reis, a determi- 28:3; 29:16; lRs 5:3, 5. Ver também vol. l,
nação de Salomão de construir uma casa p. 148 -151.

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2 C RÔNICAS 2:6

Casa para o seu reino. Isto é, o palá- estar presente com Seu povo (ver Êx 25:8)
cio real e seus vários edifícios. Esses são e para qu e Seu nome fosse glorificado na
descritos em I Reis 7: I a I2 , mas são men- Terra. Nele dev iam ser realizados os vári os
cion ados só de passagem em 2 Crônicas ritos e cerimônias instituídos para o taber-
(2: I2 ; 7:II; 8:I). náculo do deserto.
2. Designou. Literalmente, "contou" Incenso aromático. Ver Êx 30:7, 8.
(ver Lv I5:I 3), do heb. safar. O escritor do Apocalipse viu a fumaça do
Setenta mil. A informação dada aqui é incenso acompanhando as orações dos sa n-
repetida no v. I8 (ver com. de I Rs 5: I5 , I6). tos até a presença de De us (Ap 8:3 , 4).
3. Hirão. No original, é grafado como O incenso representa os méritos e a inter-
"Hirão" (em IRs 5:I, 2, 7, IO , I8), mas como cessão de Cristo, Sua perfeita justiça: a
"Hurão" em Crônicas (exceto em ICr I4:I). única coisa que torna aceitável a Deus a
Os v. 3 a I6 tratam dos arranjos feitos por adoração de seres pecadores (ver PP, 353). ..,. ~
parte de Salomão com Hirão, de Tiro. Esse O pão contínuo da proposição. Ver
ass unto é apresentado em I Reis (5: I-I8). com. de Êx 25:30; Lv 24:5-8. O pão da pro-
O relato em Reis menciona os emissários posição apontava para Cristo, o pão vivo
enviados por Hirão a Salomão (IRs 5:I), um (ver Jo 6:33-35, 48-5I ; PP, 354).
detalhe que não se encontra em Crônicas. Os holocaustos. Ver com. de Êx 29:38 -
Ta mbém inclui , como parte da mensagem 4I; Nm 28:3-IO. O fogo para essas ofertas
de Salomão, a referência à impossibilidade devia arder continuamente e nunca se apa-
de Davi construir o templo por causa de gar, nem de di a nem de noite (ver Lv 6:9,
sua s guerras (IRs 5:3), a informação de que I2, 13).
Salomão descansou das guerras (IRs 5:4) Festividades. Ver ICr 23:3 I; Nm 28:I6-
e a promessa do Senhor a Davi (IRs 5:5), 29:39; ver com. de Lv 23.
três itens que não são mencionados neste 5. Há de ser grande. O templo e m
capít ulo, mas em I Crônicas 22:8 a IO. si não devia ser grande em dimensões físi-
Os assuntos que se encontram em C rônicas cas, mas uma es trutura de incompa rável
e que não ocorrem no relato de Reis são: o beleza e inigualável esplendor, decorado
acordo entre Hirão e Davi (2Cr 2:3), a parte com pedras preciosas e adornado com ouro
do incenso aromático, do pão contínuo da polido; devia representar adequadamente a
proposição e dos holocaustos da manhã e da beleza excepcional que caracteriza a Deus e
tarde nos serviços do templo (v. 4), a gran- todas as coisas relacionadas a Ele.
deza do templo como uma casa para Deus Maior do que todos os deuses. Ver
(v. 5, 6), a solicitação de um trabalhador Êx I8:II ; Dt IO:I7; SI 77:I3; 95: 3; I35:5.
h ábil em metal e tecido (v. 7), os tipos de 6. Os céus dos céus O não podem
árvores desejadas (v. 8) e o pagamento dos conter. Salomão repetiu esse pensamento
cortadores de madeira de Hirão (v. 10). em sua oração de dedicação do templo
Assim também procede comigo. (2Cr 6:I8 ; lRs 8:27). Nenhuma estrutura
Estas palavras, que não estão no hebraico, terrena pode adequadamente representa r a
foram acrescentadas pelos tradutores. Estão magnificência e a glória de Deus. Ao escre-
implícitas na frase anterior: "Como proce- ver a H irão, de Tiro, Salomão não hesitou em
deste para com Davi, meu pai". exaltar a Deus por Sua gra ndeza e bondade.
4. Ao nome do SENHOR. O templo Se o povo de Deus no passado não tivesse
devia ser construído como uma habitaç ão hesitado constantemente em glorificar o
para Yahweh, a fim de que Ele pudesse Senhor e se tivesse proclamado Seus louvores

2 19
2:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

às nações ao redor, muitos dos habitantes da 12. Bendito seja o SENHOR. Hirão
Terra logo teriam chegado ao conhecimento fala com deferência e respeito do Deus dos
do verdadeiro Deus e O teriam adorado em hebreus, que abençoara tão grandemente a
Seu templo em Jerusalém. Davi e a seu filho (cf. v. li), o que sugere
Quem sou eu [...]? Ne sse ponto de que ele ficou impressionado com a religião
sua vida, Salomão era um homem de pro- de Israel.
funda devoção e marcante humildade. Fez os céus e a terra. A religião
Reconhecia sua total insignificância diante hebraica colocava ênfase na verdade de que
da grandeza do Céu e do esplendor e mag- Deus é o Criador dos céus e da Terra, e apre-
nificência de Deus. sentava esse fato como uma das importantes
7. Um homem que saiba trabalhar. características que distinguiam Yahweh dos
Um h ábil artífice. deuses das nações vizinhas . A observância
Que saiba fazer obras de entalhe. do sábado tinha o objetivo de ressaltar esse
Isto é, hábil em fazer gravação de desenhos. aspecto. Assim, quando falou de Yahweh,
Empregou. Ver lCr 22:14, 15; 28:21. Hirão se referiu a Ele de forma significativa
8. Ciprestes. A ARC diz "faias", mas a como o Criador dos céus e da Terra e rendeu
referência é provavelmente a ciprestes. o devido respeito à Sua exaltada posição e ao
Sândalo. A ARC di z "algumins" aqui Seu santo nome (ver com. de lRs 5:7).
e "almugue" em l Reis 10:11 e 12. Essa 13. Hirão-Abi. Algumas versões, como
madeira foi levada de Ofir pelos navios de a ARA, preferem tra nsliterar a expressão;
Hirão e usada para fazer colunas para o tem- outras a traduzem como "Hirão m e u pai"
plo e para o palácio, e também para cons- (ACF).
truir instrumentos musicais (lRs 10:11, 12). 14. Filhas de Dã. De acordo com
Não h á como identificar exatamente que l Reis 7:14, Hirão era "filho de uma mulher
árvore é essa, mas talvez foss e o sândalo ou viúva da tribo de Naftali". Isto não é neces-
algum tipo de zimbro. sariamente uma contradição, pois a mãe
Madeira. Ver lRs 5:6. podia ter sido da tribo de Dã, e o pai, ori-
10. Darei. O pagamento era em ali- ginalmente um membro da tribo de Naftali
mentos. Uma medida , ou coro, equivalia a que se tornou cidadão naturalizado de Tiro.
220 litros; um bato, a 22 litros. O acordo Ele sabe lavrar. Estas palavras, bem
era mutuamente vantajoso, pois Hirão pre- como o resto do verso, parecem se aplicar a
cisava de artigos de alimentação, que a Hirão e não a seu pai tírio. ..s;
Fenícia produzia em pouc a quantidade e Davi, meu senhor. O uso deste termo
que Israel tinha com fartura , e Salomão denota subserviência, ou pelo menos
precisava de madeira, que era escassa em extremo respeito (ver Gn 32:4, 5, 18; 42:10;
Israel e abundante na Fenícia. 2Rs 8:12). Davi red uzira à vassa lagem
11. Por uma carta. O fato de Hirão grande parte da Palestina e da Síria, desde
responder por escrito não é explicitamente as fronteiras do Egito até o Eufrates.
declarado em Reis. 15. De que falou. Ver v. 10.
Ama ao Seu povo. Hirão havia che- 16. Jangadas. Isto é, balsas .
gado a reconhecer que o Senhor estava com Jope. Uma cidade na costa do Mediter-
Davi e que os israelitas eram de fato ama- râneo, cerca de 55 km a noroeste de Jeru-
dos por Yahweh. A fidelid ade de Davi em salém. Era o porto natural de Jerusalém.
reconhecer o Senhor deve ter impressio- Jonas tomou a li o navio para Társis (Jn 1: 3).
nado as nações vizinhas. Quando o templo foi reconstruído, após o

220
2 CRÔNICAS 2:18

retorno do cativeiro babilônico, jangadas Esta seção de Crônicas é paralela a


com toras de cedro novamente foram leva- Reis 5:13 a 18, mas com diversas varia-
das de Tiro para Jope (Ed 3:7), que hoje é ções. Nada é dito em Crônicas sobre a
chamada Jaffa. primeira leva de 30 mil homens, dos quais
17. Estrangeiros. Os que não eram lO mil serviam a cada mês (lRs 5:13, 14).
israelitas. Este grupo sem dúvida consis- É registrado o total de 153.600 \s tra ngei-
tia principalmente dos descendentes das ros, um detalhe não mencionado em Reis.
primitivas tribos cananeias que não foram 18. Setenta mil. Estes itens também
desapossadas por Israel (ver Jz 1:21 -36; são registrados em 1 Reis 5:15 .
1Rs 9:20, 21). Três mil e seiscentos. Ver com. de
Segundo o censo. Provavelme nte a 1 Reis 5:16 para uma explicação da apa-
alusão aqui é ao censo mencionado em rente discrepância entre este número e os
1 Crônicas 22:2. Os habitantes nativos 3,3 mil que figuram ali . Os 70 mil carre-
foram reduzidos à escravidão na época da gadores de cargas, 80 mil talhadores de
conquista (ver com. de Jz 1:28, 30, 33, 35; pedras e 3,6 mil supervisores dão um total
cf. Js 9:27). de 153.600 trabalhadores (ver v. 17).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-3- PR, 35 13, 14- PR, 35


7 - PR, 63 14 - PR, 63

CAPÍTULO 3
O local e a época da construção do templo. 3 As medidas e os on1-amentos
do edifício. 11 Os querubins. 14 O véu e as colunas.

Começou Sa lomão a edificar a Casa do 5 Também fez forrar de madeira de cipreste


SENHOR em Jerusalém , no monte Moriá , onde a sala grande, e a cobriu de ouro puro, e gravou
o SENHOR aparecera a Davi, seu pai, lugar que nela palmas e cadeias .
Davi tinha designado na eira de Ornã , o jebuseu. 6 Também adornou a sa la de pedras prec io-
2 Começou a edificar no segundo mês, no sas; e o ouro era de Parvaim.
dia segundo, no ano quarto do seu reinado. 7 Cobriu também de ouro a sala, as traves ,
3 Foram estas as medidas dos alicerces os umbrais , as paredes e as portas; e lavrou que-
qu e Sa lomão lançou para edificar a Casa de rubins nas paredes.
Deus: o comprimento em côvados, segundo o 8 Fez mais o Santo dos Santos, cujo com-
primitivo padrão, sessenta côvados , e a largu- primento, segundo a largura da sala grande,
ra , vinte. era de vinte côvados, e também a largura , de
4 O pórtico diante da casa media vinte cô- vinte; cobriu-a de ouro puro do peso de seiscen-
vados no sentido da largura do Lugar Santo, e tos talentos.
a altu ra, cento e vinte, o qu e, dentro, cobriu de 9 O peso dos pregos era de cinquenta siclos
ouro puro. de ouro. Cobriu de ouro os cenácu los.

221
3:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

~ I> lO No Santo dos Santos, fez dois querubins 13 eles estavam postos em pé, e o seu rosto,
de madeira e os cobriu de ouro. virado para o Santo Lugar.
ll As asas estendidas, juntas, dos querubins 14 Também fez o véu de estofo azul, púrpura,
mediam o comprimento de vinte côvados; a asa carmesim e linho fino; e fez bordar nele querubins.
de um deles, de cinco côvados, tocava na parede 15 Fez também diante da sala duas colunas
da casa; e a outra asa, de cinco côvados, tocava de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel,
na asa do outro querubim. sobre cada uma, de cinco côvados.
12 Também a asa do outro querubim era 16 Também fez cadeias, como no Santo dos
de cinco côvados e tocava na outra parede; era Santos, e as pôs sobre as cabeças das colunas;
também a outra asa igualmente de cinco côva- fez também cem romãs, as quais pôs nas cadeias.
dos e estava unida à asa do outro querubim. As 17 Levantou as colunas diante do templo,
asas destes querubins se estendiam por vinte uma à direita, e outra à esquerda; a da direita,
côvados; chamou-lhe Jaquim, a da esquerda , Boaz.

1. Monte Moriá. O lugar onde o tem- Sessenta côvados. Ver lRs 6:2.
plo foi construído é aqui identificado como 4. Vinte côvados. O pórtico diante da
o monte da terra de Moriá, onde Abraão casa tinha a mesma largura do templo, que
provou sua disposição para oferecer Isaque era de 20 côvados e tinha 1O côvados de
(Gn 22:2, 9). fundo (lRs 6:3).
Eira de Ornã. Ver 2Sm 24:16-25 Cento e vinte. De acordo com 1 Reis
(Araúna); 1Cr 21:14-28. A aparição do anjo 6:2, a altura do templo era de 30 côvados.
a Davi, a ordem do mensageiro celestial O livro dos Reis não dá a altura do pórtico,
para que construísse um altar de sacrifí- mas a medida dada aqui, de 120 côvados
cios na eira de Ornã e a resposta por meio ou 53,3 m, caracterizaria uma estrutura
do fogo talvez tenham sido consideradas diferente de qualquer outra conhecida na
um indicativo de que este era o local que o arquitetura antiga. Um pórtico de 20 x lO
Senhor havia escolhido para Israel sacrifi- x 120 côvados seria na verdade uma torre
car e adorar (1 C r 22:1-5). com dimensões de um arranha-céu. Talvez
2. No dia segundo. Ver 1Rs 6:1. O o número correto seja, na verdade, 20 côva-
texto de Crônicas não menciona o mês, mas dos, em harmonia com vários manuscritos
em Reis ele é identificado e chamado pelo da LXX e da Siríaca (ver com. de 1Rs 6:3).
nome antigo, zive. Após o exílio esse mês 5. Madeira de cipreste. A ACF e a
ficou conhecido pelo nome de iar, adotado a ARC trazem "madeira de faia", mas a refe-
partir da palavra babilônica Aiaru. O escri- rência é provavelmente ao cipreste.
tor de Crônicas também não menciona que A sala grande. Isto é, o lugar santo, que
isso foi no ano 480 após o êxodo. tinha 40 côvados de comprimento (1Rs 6:17).
Pode-se colocar o quarto ano de Salo- E a cobriu de ouro puro. O madeira-
mão provisoriamente em 967/966 a.C., de mento do interior do templo era recoberto
outono a outono. Consequentemente, o de ouro. Ver 1Rs 6:20-22.
templo foi iniciado na primavera de 966 (ver 6. Pedras preciosas. O templo era
vol. 2, p. 118, 143-144). adornado com pedras preciosas que haviam
3. O primitivo padrão. Quanto ao sido reunidas por Davi (lCr 29:2). Os navios
valor do côvado em diferentes períodos da de Hirão levaram para Israel pedras precio-
história israelita, ver vol. 1, p. 143. sas de O fi r (1 Rs 10: 11).

222
2 CRÔNICAS 3: 16

Parvaim. Este lugar não foi identifi- tinha 20 côvados de largura, as asas esten-
cado. Pensa-se que fosse na Arábia. O nome didas dos dois querubins juntos iam de
Parvaim, na Bíblia, ocorre apenas aqui. uma parede a outra. Assim, cada querubim
7. A sala. O luga r santo. O que é dito ocupava dez côvados, e cada asa tinha cinco
aqui é uma continuação do v. 5, e o objetivo côvados. Dessa forma, a asa externa de cada
é explicar como a sala toda, com suas tra- querubim tocava uma das paredes externas
ves, umbrais, paredes e portas, estava total- do edifício, enquanto que a asa interna de
mente recoberta de ouro (ver 1Rs 6:21, 22). ambos se tocavam.
Querubins. Com resp eito a essas 12. Asa. Ver com. do v. 11.
decorações murais, ver 1Rs 6:29. A pala- 13. Em pé. A altura de cada um dos
vra "querubins" é na verdade incorreta, pois querubins nessa posição era de dez côvados
"querubim" já é uma transliteração da forma (lRs 6:26).
hebraica plural; portanto, o "s" seria desne- Para o Santo Lugar. Literalmente, "para
cessário. A forma mais correta para o singu- a casa". "Casa" parece se referir ao "Santo
~ "" lar seria "quérube" (que, embora exista no Lugar" (ver v. 5-7). Se assim for, os querubins
português, é praticamente desconhecida). no templo de Salomão não estavam de frente
8. Segundo a largura. O lugar santís- um para o outro com a cabeça inclinada para
simo era um cubo perfeito, com 20 côvados de baixo, como era o caso dos que ficavam sobre
comprimento, largura e altura (ver 1Rs 6:20). o propiciatório (Êx 25:20), mas estavam em
Seiscentos talentos. Isto seria cerca de pé, como guardiães, cada um numa das extre-
20 toneladas de ouro, se o peso de um talento midades da arca, e ambos olhando para a
for considerado como sendo de 34,2 kg. frente, para o lugar santo e para a frente do
9. Cinquenta sidos. Uma vez que um edifício, que ficava voltada para o leste.
siclo pesa 11,4 g, 50 siclos seriam cerca de 14. Véu. Este formava a separação entre
570 g. Esse seria um peso insignificante o lugar santo e o santíssimo. Em 1 Reis 6:21,
para todos os pregos usados no santuário. este véu não é mencionado, mas há referên-
A referência aqui é provavelmente ao peso cia a correntes de ouro colocadas "em frente
de cada prego individual. Alguns, com base do santuário interno" (NVI) ou "na en trad a
numa emenda sugerida pela LXX, traduzem do Lugar Santíssimo" (NTLH). O véu pro-
a passagem da seguinte forma: "O peso dos vavelmente ficava suspenso pelas correntes
pregos era de um siclo para cada cinquenta de ouro.
siclos de ouro." Assim os pregos, que possi- Azul, púrpura, carmesim. As cores
velmente eram usados para fixar as lâminas do véu do tabernáculo eram "azul, púrpura
de ouro nas superfícies de madeira, pesa- e carmesim" (Êx 26:31).
riam, no total, cerca de 410 kg. Fez bordar nele querubins. Figuras
Cenáculos. Ver com. de 1Cr 28:11. de querubins celestiais foram trabalhadas
10. Dois querubins. Ver 1Rs 6:23-28. na tapeçaria do véu (ver Êx 26:31).
De madeira. A ACF diz: "de obra 15. Duas colunas. Ver com. de 1Rs 7:15.
móvel". O exato sentido da fras e não é conhe- O capitel. Isto é, a parte superior de
cido. A LXX traz "de madeira". De acordo uma coluna.
com 1 Reis 6:23, os querubins eram feitos 16. Cem romãs. Evidentemente havia
de madeira de oliveira (ver com. de Ne 8:15). 100 romãs numa franja superior e 100 numa
11. Vinte côvados. Isto é, o compri- franja inferior em cada coluna, num total de
mento total das asas dos dois querubins era de 400 romãs para ambas as colunas (2Cr 4:13;
20 côvados. Uma vez que o lugar santíssimo 1Rs 7:20, 42; cf. Jr 52:22, 23).

223
3:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

17. Diante do templo. "No pórtico Jaquim. Que provavelmente significa


do templo" (lRs 7:21). Foi colocada uma "Ele estabelecerá".
coluna em cada lado do pórtico, formando a Boaz. Que provavelmente significa
entrada do templo. "Nele há força".

CAPÍTULO 4
1 O altar de bronze. 2 O mar de fundição sobre doze bois. 6 As dez pias, candeeiros
e mesas. 9 Os pátios e os utensílios de bronze. 19 Os utensílios de ouro.

1 També m fez um altar de bronze de vinte lO E o mar pôs ao lado direito, para o lado
côvados de comprimento, vinte de largura e sudeste.
dez de altura. 11 Depois, fe z Hirão as panelas, e as pás, e
2 Fez ta mb ém o mar de fundiç ão , redon- as bacias. Assim, terminou ele de fazer a obra
do, de dez côvados de um a bord a até a outra para o rei Salomão, para a Casa de Deus:
bord a, e de cinco de altura; e um fio de trinta 12 as duas colunas, os dois globos e os doi s
côvados era a medida de sua circunferência. capitéis que estavam no alto das duas colunas;
~ "' 3 Por ba ixo d a sua borda , em redor, havia as duas redes, para cobrirem os dois globos dos
figur as de colocíntidas, dez em cada côvado ; capitéis que estavam no a lto das colun as;
estava m e m du as fil eiras, fundid as quando se 13 as quatrocentas romãs para as duas
fundiu o mar. redes , isto é, duas fileiras de romãs para cada
4 Assentava-se o mar sobre doze bois; três rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis
olhavam para o norte, três, para o ocidente, que estavam no alto das colunas.
três , para o su l, e três, para o oriente; o mar 14 Fez também os suportes e as pias sobre
apoiava-se sobre eles, cujas partes posteriores eles,
convergia m para dentro. 15 o mar com os doze bois por baixo.
5 A grossura dele era de qu atro dedos, a sua 16 Também as panelas, as pás, os garfos e todos
borda , como borda de copo, como flor de lírios; os utensílios fez Hirão-Abi para o rei Salomão,
comportava três mil batos. para a Casa do SENHOR, de bronze purificado.
6 Também fez de z pias e pôs cinco à 17 Na planície do Jordão, o rei os fe z fun-
direit a e cinco, à esquerd a, para lava rem dir em terra barrenta, entre Sucote e Zereda.
ne las o que perte ncia ao holocausto; o mar, 18 Fez Salomão todos estes objetos em
poré m, era para que os sacerdotes se lavas- grande abundância, não se verificando o peso
sem nele. do seu bron ze.
7 Fez tam b ém de z candee iros de ouro, 19 Também fez Salomão todos os uten-
seg undo fora ordenado, e os pôs no templo, sílios do Santo Lugar de Deus: o altar de ouro
cinco à dire ita e c inco à esquerda. e as mesas, sobre as quais estavam os pães da
8 Também fez de z mesas e as pôs no tem - proposição;
plo , cinco à dire ita e cinco à esquerda; tam- 20 e os candeeiros com as suas lâmpadas de
b é m fez cem bacias de ouro. ouro puro, para as ace nderem , segundo o costu-
9 Fez mais o pátio dos sacerdotes e o me, perante o Santo dos Santos.
pátio grande, como também as portas de les, 21 As flores , as lâmpad as e as tena zes eram
as quais cobriu de bronze. do mais fino ouro,

224
2 CRÔNICAS 4: ll

22 como também as espevitadeiras, as ba- dentro do Santo dos Santos e as portas do Santo
cias, as taças e os incensários, de ouro finíssi- Lugar do templo eram de ouro.
mo; quanto à entrada da casa, as suas portas de

1. Também fez. O cap. 4 trata da mobí- 7. Candeeiros. Ver 1Rs 7:49; Jr 52:19.
lia, dos vasos e dos utensílios do templo. Havia dez candeeiros no templo de Salo-
Altar de bronze. A construção do altar mão. Talvez esses dez fossem à parte do can-
de bronze para os holocaustos não é men- deeiro original do tabernáculo (Êx 25:31-39;
cionada no relato paralelo de l Reis 6 e 7, Êx 37:17-24). Não é dito se foram ou não fei-
mas há uma alusão casual a ele em l Reis tos segundo o modelo daquele.
8:64 e 9:25. O fato de o altar estar locali- 8. Dez mesas. Provavelmente essas dez
zado no pátio, diante do templo, fica claro mesas se destinavam aos pães da proposição
a partir de 2 Crônicas 6:12 e 2 Reis 16:14. (em 2Cr 4:19 e 1Cr 28:16 mencionam-se
O altar de bronze no templo, descrito por "mesas" para os pães da proposição), embora
Ezequiel, era acessado através de vários l Reis 7:48 mencione apenas uma mesa.
degraus ou pavimentos (Ez 43:13-17). Havia apenas uma mesa no tabernáculo
2. O mar de fundição. Um grande (Êx 25:23, 30; 37:10).
recipiente feito de metal fundido (quanto ao Cem bacias. Estas bacias são mencio-
seu tamanho, ver com. de 1Rs 7:23). nadas em 1 Reis 7:50, embora a quantidade
3. Figuras de colocíntidas. Os v. 2 a delas não seja informada ali.
5 concordam quase palavra por palavra com 9. Pátio dos sacerdotes. Evidente-
1 Reis 7:23 a 26; contudo, o texto hebraico mente o "átrio interior" (ver 1Rs 6:36; 7:12),
de Crônicas menciona duas fileiras de "bois", e provavelmente o "átrio superior" de Jere -
e o de Reis fala de "colocíntidas" ("cabaças", mias 36:10.
NTLH). A palavra hebraica para "bois", Pátio grande. Ver 1Rs 7:12. O fato de
beqarim, e para "cabaças" ou "colocíntidas", que o templo tinha dois pátios também é
peqa' im, são um pouco parecidas e podem evidenciado em 2 Reis 21:5 e 23:12.
ter sido confundidas . Muitos comentaris- De bronze. No antigo Oriente as por-
tas acreditam que o texto de Crônicas devia tas eram, às vezes, cobertas de bronze.
trazer a palavra "colocíntidas", tal como o de O palácio de Salmaneser em Balawat tinha
Reis (assim como está na ARA). grandes portas revestidas de bronze, de
4. Doze bois. Este verso é pratica- supostamente 6,7 m de altura, sendo que
mente idêntico a 1 Reis 7:25. cada uma das duas folhas tinha 1,8 m de
5. De quatro dedos. Ver 1Rs 7:26. largura (cf. 1Rs 6:32).
Três mil batos. Em 1 Reis 7:26 a capa- 10. Lado direito. O mar (v. 2) foi colo-
cidade é dada como sendo de 2 mil batos. cado no pátio, no canto sudeste do tem-
Talvez 2 mil batos fosse a quantidade de plo. Em hebraico, as direções são dadas do
água geralmente mantida no tanque, mas, ponto de vista de alguém que esteja voltado
cheio até à borda, este comportaria 3 mil para o leste; assim, o lado direito indica
~ ~ batas. Um bato equivalia a 22 litros (ver o sul (cf. lRs 7:39; ver também com. de
com. de 1Rs 7:23; vol. 1, p. 145). Gn 23:19; Êx 3:1).
6. Dez pias. Ver lRs 7:38, 39. Os dez 11. Fez Hirão. Os v. 11 a 18, que des-
suportes sobre os quais ficavam as pias são crevem os itens de bronze, são paralelos a
detalhadamente descritos em 1 Reis 7:27 a 37. 1 Reis 7:40 a 47.

225
4:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

As panelas. Ver IRs 7:40. As panelas nordeste de Tell Ed-Dâmiyeh. Outros a


aqui mencionadas eram usadas para cozer identificam com Tell el-Ahtsats, na mesma
a ca rne com vistas a propósitos sacrificais área geral. Jacó construiu uma casa em
(ver ISm 2:13, 14). Sucote com palhoças para o seu gado, após
12. Duas colunas. Ver 2Cr 3:15-17. seu retorno da Mesopotâmia (Gn 33:17).
Globos. Ver IRs 7:41. Zereda. A loc alizaç ão exata desta
Capitéis. Ver com. de 2Cr 3:15 . cidade é desconhecida.
Redes. Ver I Rs 7:4 1. 18. O peso do seu bronze. A passa-
13. Romãs. Ver IRs 7:42. gem paralela em I Reis 7:47 diz: "Deixou
14. Os suportes. Havi a dez desses Salomão de pesar todos os utensílios pelo
suportes para as dez pias (1 Rs 7:43). seu excessivo número, não se verificando,
15. O mar. Ver 2Cr 4:2; IRs 7:23, 24. pois, o peso do seu bronze." Assim, o peso
Doze bois. Ver 2Cr 4:4; IRs 7:25. dos utensílios de bronze não foi avaliado.
16. Também as panelas. A pala- 19. Todos os utensílios. Os v. 19 a
vra aqui traduzida por "panelas" é traduzida 22 dão uma lista dos objetos de ouro (ver
como "recipientes" em Êxodo 27:3. Estes reci- I Rs 7:48-50).
pientes eram usados para recolher as cinzas. As mesas. A passagem paralela de
Os garfos eram usados para manusear a carne I Reis 7:48 diz "a mesa". Da mesma forma,
das ofertas sacrificais (ver ISm 2:13, 14). em 2 Crônicas 13:11 e 29:18, apenas uma
Hirão-Abi. Ver com. de 2Cr 2:13. mesa é me ncionada. O tabernáculo tinha
Bronze purificado. Bronze polido ou apenas uma mesa para os pães da pro-
brunido. posição (Êx 25:23, 30; 37: 10). Mas , em
17. Sucote. Uma cidade a leste do 2 Crônicas 4:8, mencion am-se dez mesas
Jordão (Jz 8:4, 5), identificada por alguns no templo (ver com. deste texto).
como Tell Deir'alla, locali zada 1,5 km 20. Os candeeiros. Ver com. do v. 7.
ao norte do ribeiro de Jaboq ue e li km a Para as acenderem. Ver Êx 27:20.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

17, 19, 21- PR, 36

CAPÍTULO 5
1 A dedicação dos tesouros. 2 A solene colocação da arca no lugar santíssimo.
11 Ao ser louvado, Deus dá um sinal visível de Seu favor.

l Assim, se acabo u tod a a obra que fe z o 2 Congregou Salomão os anc iãos de Israel
rei Salomão para a Casa do SENHOR; então , e todos os cabeças das tribos, os príncip e s
trouxe Salomão as coisas que Davi, seu pai, das famílias dos israelitas, e m Jer usa lém ,
havia de dic ado; a prata, o ouro e os ute n- para fazerem s ubir a arca da Aliança do
sílios, ele os pôs e ntre os tesouros da Casa SENHOR, ela Cidade ele Davi, que é Sião, para
de Deus. o templo.

226
2 CRÔNICAS 5:4

3 Todos os homens de Israel se congrega ram Moisés a li puse ra junto a Hore be, qu ando o
jun to ao rei, na ocas ião da festa, que foi no sé- SEN HOR fez a lia nça com os filho s de Israel, ao
timo mês . saírem do Egito.
4 Vieram todos os anciãos de Israel, e os le- J 1 Qu a ndo saíram os sacerdotes do sa nt uá-
vitas tomaram a arca rio (porqu e todos os sacerdotes, que es tava m
5 e a levaram para cim a, com a te nda da presentes , se sa ntifica ram , sem respeita re m os
congregação, e ta mbé m os uten sílios sagrados seus turnos);
que ne la hav ia; os levitas-sacerdotes é que os Fi- 12 e qu a ndo todos os lev itas qu e era m ca n-
zeram subir. tores, isto é, Asafe, Hem ã, Jedutum e os filh os e
6 O rei Salom ão e toda a congregação de irmãos deles, ves tidos de linho fino , estavam el e
Israel, que se reunira a ele, estavam diante ela arca , pé, para o oriente do altar, com címbalos, a laCi-
sac rifi cando ovelhas e boi s, qu e, de tão nume - des e ha rpas, e com eles até cento e vinte sacer-
rosos, não se pod iam contar. dotes, que tocavam as trombetas;
7 Puseram os sacerdotes a arca da Aliança 13 e quando em un íssono, a um tempo, to-
do SENHOR no seu luga r, no santuário mais inte- ca ram as trombetas e cantara m para se fa ze rem
rior do templo, no Santo dos Sa ntos, debaixo das ouvir, para louvarem o SEN HOR e rend er-lh e gra-
asas dos querubin s. ças; e quando levantaram eles a voz com trom-
8 (Pois os querubins estendia m as asas sobre betas, címbalos e outros in strumentos mCi sicos
o lugar el a arca e, elo alto, cobr ia m a arca e os para louva rem o SE NHOR, porque El e é bom,
seu s vara is. porque a Sua misericórdi a dura para sempre,
9 Os va rais sobressaíam ta nto, que s u ~s então , sucedeu que a casa, a sa ber, a Casa do
pontas era m vistas elo Santo Luga r, defront e do SEN HOR , se encheu de uma nu ve m;
Sa nto dos Santos, porém ele fora não se viam . 14 de maneira que os sacerd otes não pod ia m
lO Aí estão os va rais até ao di a ele hoje .) estar ali pa ra min istrar, por ca usa da nu ve m, por-
Nada havi a na arca senão as dua s tábuas que que a glóri n do SEN HOR encheu a Casa de De us.

1. Assim, se acabou. Este verso, n a mais ba ixa, no extre mo s ul d a cida de d e


realid ade, se e ncaixaria m e lhor no final do Je rusa lém: a velha fort a leza je busi ta el e
capítu lo 4, poi s resume os m ate riais m e n - Sião, conq uista da por D avi, onde e le fez
c ionados a li . No re lato para le lo ele é o a residência real (2Sm 5:6-9; 1Cr 11 :5 , 7 ).
último verso do capítulo (lRs 7:5 1). A colin a onde o te mplo foi con struído ficava
2. Congregou [... ] os anciãos. O s n o nor te da cordilhe ira do monte S ião.
cap . 5:2 a 7:22 são um relato d a d ed ica - A arc a for a le vad a da casa de Obe de-Edom ~
ção do templo de Sa lomão (ve r com. d e p a ra a Cida d e de D avi (2 Sm 6:12 , 16;
1Rs 8 :1-9: 9). O texto d e 2 Crônicas 5: 2- 1Cr 15).
11 e 14 reprodu z de fo rma quase exata o 3. Da festa. A Festa dos Tab e rnác ulos,
re la to d e 1 Re is 8 :1 a 11. C rônicas acres- realizada após a dedicação (ver com . d e
centa um impor ta nte d e t a lh e não enc on- 2Cr 7:8 -10). E sta fest a e ra uma oca sião
tra do em Re is: as circunstâ ncias sob as a legre e ntre os hebre u s (Lv 23 :39-43; cf.
qu a is ocorreu a manifestação d a presen ça Ne 8 :14-18).
de Deus (2Cr 5:II -13). 4. O s levitas. A passagem p a ra-
Cidade de Davi. A a rca h avia s ido le la diz "os sacerdote s" (IRs 8:3). O re la to
g u a rdada num a te nda n a Cid ade de D avi aind a declara que "pu sera m os sacerdo-
(lCr 16:1). A C ida de de D avi era a área tes a arca d a a liança d o SENHOR no se u

22 7
5:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

lugar" (2Cr 5:7). Dessa forma, "levitas" aqui Deus. O vaso de maná e a vara de Arão já
designa os levitas descendentes de Arão e, não estavam mais ali (ver com. de IRs 8:9).
assim, sacerdotes. Fez aliança. A lei de Deus foi a base
5. A tenda da congregação. O taber- da antiga aliança que Deus fez com Israel
náculo foi transportado de Gibeão (ver em Horebe quando o povo saiu do Egito
2Cr 1:3; PR, 38). (Êx I9:5-8; 34:27, 28), e também foi a
Os levitas-sacerdotes. A ACF, ARC base da nova aliança, segundo a qual Ele
e NTLH tra zem "os sacerdotes e os levi- prometeu escrever essa lei no coração
tas"; na ARA, NVI e BJ está "levitas-sacer- (Jr 3I:33, 34).
dotes" ou "sacerdotes levitas". A tarefa de 11. Porque todos os sacerdotes. A par-
transportar a arca e os móveis do taberná- tir deste ponto até a frase "porque a Sua mise-
culo foi confiada aos coatitas (Nm 3:30, ricórdia dura para sempre" (v. 13), o relato é
3I; 4:4, IS). Arão, cujos filhos eram sacer- peculiar a Crônicas. Entre as duas frases que
dotes, era descendente de Coate (lCr 6:2, formam o curto verso de I Reis 8:IO, o relato
3, 54; para mais detalhes, ver com. de de Crônicas descreve um item importante,
IRs 8:3, 4). dando os detalhes exatos da manifestação da
6. Sacrificando ovelhas e bois. Os presença divina no templo.
sacrifícios nesta ocasião em-respondiam, Todos [... ] se santificaram. Isto é,
numa escala maior, aos serviços ofereci- haviam feito a purificação cerimonial a
dos quando Davi transferiu a arca da casa fim de tomar parte no culto sol~ne (ver
de Obede-Edom para a Cidade de Davi ICr IS:I2).
(2Sm 6: I3; I C r I5:26). 12. Vestidos. Ver ICr I5:27. ,•
7. Querubins. Ver 2Cr 3:ll-I3. Címbalos. Ver ICr I5:28.
9. Os varais sobressaíam. Ver com. As trombetas. Ver ICr I5:24.
de IRs 8:8. 13. Para louvarem o SENHOR e ren-
10. Até ao dia de hoje. Se todo o livro der-Lhe graças. A música é um a forma
das Crônicas foi compilado após o exílio (ver de adoração, e o louvor e as ações de gra-
Introdução a Crônicas, p. l07-I09), o com- ças são um importante elemento da oração.
pilador aqui preserva uma declaração feita Enquanto as pessoas elevavam a voz em ale-
antes da destruição do templo (2 Rs 24:I3; gre louvor a Deus e em grata lembrança de
25:9, I3-I7) e da ocultação da arca numa Suas maravilhosas misericórdias, o Senhor
caverna (ver PR, 453). Se aproximou, e uma nuvem encheu o
Nada havia na arca. Na arca propria- templo.
mente dita se encontravam apenas as duas 14. Encheu a Casa. Ver Êx 40:35;
tábuas de pedra que continham a lei de Is 6:I-5; Lc 9:34.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

I-14- PR, 37-39 4-7- PR, 38


I-3- PR, 37 I2, I3, I4- PR, 38, 39

228
2 CRÔNICAS 6 :1

CAPÍTULO 6
1 Tendo abençoado o povo, Salomão bendiz a Deus. 12 A prece do rei sobre a
plataforma de bronze por ocasião da consagração do templo.

1 Então, disse Sa lomão: O SEN HOR declarou ci nco de largura e três de altura, e a pusera no
que habitar ia em nuvem espessa! meio do páti o; pôs-se e m pé sobre ela, ajoelhou-
2 Edifiq uei uma ca sa para Tua morada, se em presença de toda a congregação de Israel,
luga r para a Tua eterna habitação. estendeu as mãos para o céu
3 Voltou, então, o rei o ros to, e abençoou a 14 e disse: Ó SEN HOR, Deus de Israel, não
toda a congregação de Israel, enquanto ela se há Deu s como Tu , nos céus e na terra, como Tu
~~ ~ mantinha em pé, q ue gua rdas a aliança e a mi sericórdia a Teus
4 e d isse: Bendito seja o SEN HOR, o Deus de servos que de todo o coração anda m di a nte
Israel , q ue falou pessoalmente a Davi, meu pai, de Ti ;
e pelo Seu poder o cumpriu , di zendo: 15 que cumpriste para com Teu servo Davi,
5 Desde o dia em que Eu tirei o Me u povo me u pai, o que lhe prometeste; pessoa lmente, o
da terra do Egito, não escolhi cidade a lguma de disseste e, pe lo Teu pode r, o cumpri ste, como
todas as t ribos de Israel, para edificar uma casa a hoje se vê .
fim de a li estabelecer o Meu nome; nem escolhi 16 Agora, pois, ó SEN HOR, Deus el e Israel,
homem a lgum para chefe do Me u povo de Israel. faze a Teu servo Dav i, meu pai , o que lhe de-
6 Mas escolhi Jerusalé m para que ali seja claras te, di zendo: Não te fa ltará sucessor di a n-
estabelecido o Meu nome e escolhi a Davi pa ra te de M im, que se assente no trono de Israel,
chefe do Me u povo de Israel. conta nto q ue teus filhos guardem o seu ca mi-
7 Ta mbém Davi, me u pai, propu sera em nho, para a ndarem na lei dian te de M im , como
seu coração o edificar um a casa ao nome do tu andas te.
SEN HOR, o Deus de Is rael. 17 Agora, ta mbém , ó SENHOR, De us ele
8 Poré m o SEN HOR disse a Dav i, meu pai: Já Israel, cum pra-se a Tua palavra que di sseste a
q ue desejas te edificar um a casa ao Me u nome, Teu servo Davi.
bem fizeste em o resolve r em te u coração . 18 M as, de fato, habitaria Deus com os ho-
9 Todav ia, tu não edificarás a casa; porém mens na terra? Eis que os céus e até o céu dos
teu filh o, que descenderá de ti , ele a edi ficará céus não Te podem conter, qu anto menos es ta
ao Meu nome . casa que eu edifique i.
lO Assim, cumpriu o SENHOR a Sua pala- 19 Atenta , pois, para a oração de Teu servo
vra que tinha dito, pois me leva ntei em lugar de e para a sua súplica, ó SEN HOR , meu Deus, para
Davi, meu pa i, e me asse ntei no trono de Israel , ouvires o clamor e a oração que faz o Teu servo
como prometera o SEN HOR; e edifique i a casa ao d ia nte de Ti.
nome do SEN HOR, o Deus de Israel. 20 Para que os Teus olhos esteja m abe rtos
11 Nela pus a arca em que estão as tá buas dia e noi te sobre esta casa, sobre este luga r, do
da a liança que o SEN HOR fez com os filhos de q ua l disseste q ue o Teu nome estaria ali ; para
Israel. ouvires a oração qu e o Te u servo fi ze r neste
12 Pôs-se Salomão d iante do a lta r do luga r.
SEN HOR, na presença de toda a congregação de 21 Ouve, pois, a súplica do Teu servo e do
Israel, e estendeu as mãos. Teu povo de Israel, quando orarem neste luga r;
13 Porque Sa lomão tinha fei to um a tribuna ouve do luga r da Tua habitação, el os céus; ouve
de bron ze, de cinco côvados de comprimento, e perd oa .

229
6:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

22 Quando alguém pecar contra o seu pró- da Tua mão poderosa e elo Teu braço estendido,
ximo, e lhe for exigido que jure, e ele vier a jurar e orar, voltado para esta casa ,
diante do Teu altar nesta casa, 33 ouve Tu dos céus , elo lugar da Tu a habita-
23 ouve Tu dos céus, age e julga a Teus ção, e faze tudo o que o estrangeiro Te pedir, a
servos, dando a paga ao perverso, fazendo re- fim de que todos os povos ela terra conheçam o
cair o seu proce der sobre a sua cabeça e justi- Teu nome, para Te temerem como o Teu povo ele
ficando ao justo, para lhe retribuíres segundo Israe l e para saberem que esta casa, que eu edi-
a su a justiça. fiquei, é chamada pelo Teu nom e.
24 Quando o Teu povo de Israel, por ter pe- 34 Quando o Teu povo sair à guerra con-
cado contra Ti, for ferido diante do inimigo, e se tra o seu inimigo, pe lo caminho por que os en-
converter, e confessa r o Teu nome, e orar, e su- viares, e orarem a Ti , voltados para esta cidade,
plicar diante ele Ti nesta casa, que Tu escolheste, e para a casa que edifiquei
25 ouve Tu dos céus, e perdoa o pecado do ao Teu nome,
Teu povo de Israel, e faze-o voltar à terra que lhe 35 ouve Tu elos céus a sua oração e a sua sú-
deste e a seus pais. plica e faze-lhes justiça.
26 Quando os céus se cerrarem, e não hou- 36 Quando pec arem contra Ti (pois não há
ver chuva, por ter o povo pecado contra Ti , e homem que não peque), e Tu Te indi gnares con-
ele orar neste lugar, e confessar o Teu nome, e tra eles e os entregares às mãos elo inimigo, a
se converter dos seus pecados, havendo-o Tu fim ele que os leve cativos a uma ter ra, longe ou
afligido, perto esteja;
27 ouve Tu nos cé us, pe rdoa o pecado ele 37 e na terra aonde forem levados caírem em
Teus servos e do Teu povo ele Israel, ensinando- si, e se converterem, e na terra do seu cativei-
lhes o bom caminho em que andem, e dá chuva ro te suplicarem, dizendo: Pecamos, e perversa-
na Tua terra que deste em herança ao Teu povo. mente procedemos, e cometemos iniquiclade; e
28 Quando houve r fom e na terra ou peste, se converterem a Ti de todo o se u coração e de
s .- quando houver crestamento ou ferrugem, gafa- toda a sua alma,
nhotos e larvas, quando o seu inimigo o cercar 38 na terra elo seu cativeiro, para onde foram
em qualquer das suas cidades ou hou ver alguma levados cativos, e orarem, voltados para a sua terra
praga ou doença , que deste a seus pais, para esta cidade que esco-
29 toda oração e súplica, que qualquer lheste e para a casa que edifiquei ao Teu nome,
homem ou todo o Teu povo ele Israel fi zer, conhe- 39 ouve Tu dos céus, elo lugar el a Tua ha-
cendo cada um a sua própria chaga e a sua dor, e bitação, a sua prece e a sua súplica e faz e-lhes
estendendo as mãos para o rumo desta casa, justiça; perdoa ao Teu povo que hou ver pecado
30 ouve Tu elos céus, lugar ela Tua habita- contra Ti.
ção, p erdoa e dá a cada um segundo todos os 40 Agora, pois, ó meu Deus, es tejam os Teus
seus caminhos, já que lhe conheces o coração, olhos abertos, e os Teus ouvidos atentos h ora-
porque Tu, só Tu, és conhecedor do coração dos ção qu e se fi zer deste luga r.
filhos elos homens ; 41 Levanta-Te, pois , SENHOR Deus , e entra
31 para que Te temam, para a nelare m nos para o Teu repouso, Tu e a arca elo Teu poder;
Teus caminhos , todos os dias que viverem na os Teus sacerdotes, ó S EN HOR Deus, se revistam
terra que deste a nossos pais. ele salvação , e os Teus santos se alegrem elo bem.
32 Também ao estrangeiro qu e não for do 42 Ahl SENHOR D eus , não repulses o Teu
Teu povo ele Israel, porém vier ele terras remo- ungido; lembra-Te das misericórdi as que usaste
tas, por amor elo Teu grande nome e por causa para com Davi, Teu servo.

230
2 CRÔN ICAS 6: 15

1. Então, disse Salomão. O cap. 6 para a adoração a Deus no mu ndo se ma is


relata a fervorosa oração feita por Salom ão pessoas dentre o povo de Deus tivessem e m
na dedicação do templo. Há uma grande seu coração um desejo semelhante ao de
semelhança entre este rel ato e o de 1 Reis Davi, de construir majestosos templos para
8:12 a 53. As únicas diferenças importan - o Senhor.
tes são a inclusão de uma frase explicativa 8. Bem fizeste. Ver com. de 1Rs 8:18.
(v. 13), que não se encont ra em Reis, e as 9. Tu não edificarás. Davi não ficou
palavras finais da oração, v. 40 a 42, que com raiva quando o Sen hor desaprovou
são bem diferentes das palavras de encerra- seu propósito de edificar o templo. Embora
mento regi stradas em 1 Reis 8:50 a 53 (ver desapontado, aceitou o propósito divino.
com. de 1Rs 1:8). Apesar de ele próprio não ter recebido per-
Em nuvem espessa. Ver IRs 8: 12. missão para construir o templo, continu ou
Q uando Deus Se aproximava dos filhos de diligentemente a obra de preparo, como se
Israel, velava Sua presença para que não fosse o construtor (ver I C r 29:2-5).
fossem consumidos pelo esplendor de Sua 11. Da aliança. Ver com . de 2Cr 5: 10
glória (ver Êx 20:18-2 1; Dt 4:11 ; Sl 18:9, 11). e de 1Rs 8:21.
2. Para Tua eterna habitação. Não 12. Diante do altar. Salomão se co lo-
era plano de Deus que o templo fosse des- cou diante do altar, pondo-se prime ira-
truído (ver PR, 46) ou que a nação de Israel mente em pé para o discurso de dedic ação,
desaparecesse. Se Israel tivesse permane- mas depois se ajoelhou para a oração el e
cido fiel ao Senhor, guardando Seus man- consagração (v. 13).
damentos e partilhando o conhecimento de 13. Feito uma tribuna de bronze .
Deus com as nações ao redor, o mundo todo Este deta lhe não se encontra em Reis.
teria sido alcançado com a luz, o que teria Desta posição elevada, Sa lomão teri a um a
dado a todos os povos da Terra uma opor- visão melhor da congregação, e o povo, por
tunid ade de salvação. Nesse caso, o templo sua vez, te ria oportunidade de ver e ouv ir
se tornaria o centro mundial de adoração a o rei.
Deus, e Jerusalém seria a capital e metró - Ajoelhou-se. Este detalhe não é men-
pole do mundo (OTN, 577). cionado pelo escritor de Reis, mas no fina l
5. Nem escolhi. Esta frase e a primeira da oração declara que Salomão, "estando de
metade do v. 6 não se encontram no relato joelhos [... ] se levantou" (lRs 8:54). Embora
paralelo de Reis . fosse o rei de Israel, Salomão reverente-
6 . Escolhi Jerusalém. Por estar locali- mente se inclinou diante do Rei celestial.
za da na encruzilhada do mundo , Jerus além Esse ato foi um sinal tanto da grandeza
~ 11> es tava situada no lugar ideal para se tornar quanto da humildade do rei, pelo qual este
a principal cidade da Terra e um centro de reconh ece u publi camente sua hum iIde
culto para toda a humanidade. posição diante dAquele que é o gra nde Rei
Escolhi a Davi. Davi é descrito como dos reis e Sen hor dos sen hores.
um hom em segundo o coração de Deus, 14. Que guardas a aliança. Ver
escolhido pelo Senhor para cumprir tod a a Dt 7:9; Ne 1:5 ; SI 89:2, 3; Is 55:3; Dn 9:4.
Sua vontade (At 13:22). Ele se tornou rei de 15. Que cumpriste. Por ocasião da
Israel, não por ambição pessoa l, mas devido dedicação do templo, muitas das promessas
a um chamado direto de Deus (ISm 16:1). de Deus já haviam se cumprido. O Senhor
7. Propusera em seu coração. Ver prometera a ter ra de Canaã a Abraão,
com. de 1Rs 8:17. Haveria muito mais igrejas lsaque e Jacó, e essas promessas estavam

231
6:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

então começando a se concretizar. Havia A maior necessidade do ser humano é


sido prometido a Davi um filho que o suce- aprender a ser humilde e andar diante de
deria no trono, e então essa promessa se Deus em reverência e temor.
cumprira. O futuro que estava diante de 21. Da Tua habitação. O Céu é a
Israel era brilhante, promissor e glorioso. verdadeira habitação de D e us, contudo
Deus demonstrou o que faria por Seu povo Ele condescende em habitar com os se res
se fosse leal a Ele. humanos na Terra (Êx 25:8).
16. Para andarem na lei. Salomão Perdoa. Ver SI 103:12; Is 43:25; 44:22;
compreendia a imptrtância da lealdade Jr 50:20.
a Deus e da obediê cia à Sua santa lei. 24. For ferido. Os que pecam contra ..c ~
Conhecia a glória e paz que adviriam se D eus perdem a proteção divina e estão à
1
Israel permanecesse fiel a Deus, e sabia mercê do inimigo e das forças das trevas.
também dos tristes resultados que a trans- Moisés predisse claramente qu e, se Israel
gressão traria. Assim, a oração do rei se tor- pecasse, a nação cairia diante de seus ini-
nou um sermão, apresentando ao povo um migos (Lv 26:14, 17; Dt 28:15, 25).
solene e comovent~ apelo para que sempre 26. Não houver chuva. Ver com. de
se lembrasse de Deus e andasse em Seus lRs 8:35; cf. Jl l:l8-20.
caminhos. 28. Peste. Ver com. de 1Rs 8:37, 38.
17-..- Cumpra-se. Ver o pedido de Davi 31. Andarem nos Teus caminhos.
em lCr 17:23. Salomão não orou por juízos , mas , caso
18. Habitaria Deus com os homens estes ocorressem, pediu ao Senhor que
na terra? Com que frequência os frágeis pudessem despertar o povo e desviá-lo de
seres humanos têm feito a si mesmos a per- seus maus caminhos. Deus permite que juí-
gunta: H a bitará o grande Deus do Céu com zos sobrevenham aos seres humanos para
os povos da Terra? Deus deu a Moisés a que estes aprendam a justiça (ver Is 26:9).
promessa: "Eu serei contigo" (Êx 3:12). Essa 32. Ao estrangeiro. Salomão orou não
mesma promessa foi dada a Jacó (Gn 31:3, 5; apenas por Israel , mas pelos e strangeiros
48: 15). O salmista disse com confiança: de longe . Não era a vontade de Deus que
"Ainda que eu ande pelo vale d a sombra somente Israel foss e salvo, mas que todos
da morte, não temerei mal nenhum, por- os povos da Terra viessem a conhecê-Lo e a
que Tu estás comigo" (SI 23:4). Jesus deu andar nos caminhos da justiça.
a promessa: "E eis que estou convosco 33. Todos os povos. Ver com. do v. 32.
todos os dias até à consumação do século" 36. Quando pecarem. A nação de
(Mt 28:20). A todo aquele que abre a porta, Israel era jovem e forte. Contudo, havia a
D eus estende a promessa: "Entrarei em possibilidade de que um dia o povo pudesse
sua ca sa e cearei com ele, e ele, comigo" abandonar o Senhor e ser levado cativo para
(Ap 3:20). Em toda parte da Terra pessoas alguma terra estrangeira. Salomão orou fer-
têm crido que Deus habita, sim, com os seres vorosamente para que Deus Se lembrasse
humanos. Todos os que quiserem podem, já de Seu povo nessa hora trágica.
neste mundo, desfrutar a companhia dos 37. Caírem em si. Tanto o espírito de
entes celestiais . sabedoria quanto a voz de Deus convidam
Não Te podem conter. Deus é maior o pecador a cair em si. "Vinde, pois, e arra-
do que todo o universo que criou. Os céus zoemos, diz o SENHOR" (Is 1:18).
dos céus não podem contê-Lo. Quanto E se converterem. Deus convida fer-
menos um templo feito por mãos humanas! vorosamente os extraviados a voltarem para

232
2 CRÔNICAS 6:4 1

E le . H á p erdão e vida p ara os que aceita m Reis. O fina l da oração de Salomão regis-
o convite divino para voltar (ver Ap 22: 17). trada em Crônicas, é diferente do de Reis.
39. Ouve Tu. Os israelitas p ecaram e Evidentemente ambos os escritores regis-
fora m p ara o cativeiro, mas D e u s olhou para tram a oração d e d e dicação de forma um
e les em misericórdia e lhes prometeu res- pouco abreviada; provavelmente não palavra
tauração caso se arrependessem. por palavra, mas apenas na essência .
40. Agora, pois, ó meu Deus. O v. 40 41. Levanta-Te, pois, SENHOR. Este
é semelhante a 1 Reis 8:52, m as os v. 41 e foi um convite específico para que D e us
42 não se e ncontram no rela to para lelo de habitasse n a casa que Salomão construíra.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-42 - PR, 39-42 13 - PR, 39; HR, 194 33 - PR, 68


1-6- PR, 39, 40 14, 18-21, 24, 25 - PR, 40 34-42 - PR, 42
7 - PR, 65 26-33 - PR, 41

CAPÍTULO 7
1 O povo adora depois de Deus aceitar a oração de Salomão. 4 O solene sacrifício de
Salomão. 8 Após observar a Festa dos Tabernáculos e a dedicação do altar, o rei
despede o povo. 12 Deus aparece a Salomão e lhe faz promessas condicionais.

I Tendo Salomão acabado de orar, desceu Davi tinha feito para deles se utiliza r nas ações
fogo do céu e con sumiu o holocausto e os sacri- de graças ao SEN HOR , porque a Sua misericórdia
fícios; e a glória do SENHOR enc heu a casa. dura para sempre. Os sacerdotes que tocava m
2 O s sacerdotes não podiam entrar na Casa as trombetas estavam defronte deles, e todo o
do SENHOR, porque a glória do SEN HOR tinha Israel se mantinha em pé.
enchido a Casa do SENHOR. 7 Salomão consagrou também o meio do
3 Todos os filh os de Israel, vendo descer átrio que estava diante da Casa do SENHOR, por-
o fogo e a glória do SEN HOR sobre a casa, se quanto ali prepararam os holocaustos e a gordu-
encurvaram com o rosto em terra sobre o pa- ra dos sacrifícios pacíficos; porq ue, no altar de
vimento, e adoraram, e louvaram o SENHOR , bronze, que Salomão fizera , não podiam caber
porque é bom, porque a Sua misericórdia dura os holocaustos, as ofertas de manjares e a gor-
para sempre. dura dos sacrifícios pacíficos.
4 Então, o rei e todo o povo ofereceram sa- 8 Assim, celebrou Salomão a fes ta por sete
crifícios diante do SENHOR. dias, e todo o Israel, com ele, uma grande con-
5 Ofereceu o rei Salomão em sacrifício vinte gregação, desde a entrada de Hamate até ao rio
~ "' e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas . do Egito.
6 Assim, o rei e todo o povo consagraram a 9 Ao oitavo dia , começaram a celebrar a
Casa de Deus. Os sacerdotes estavam nos seus Festa dos Tabernáculos, porque, por sete dias,
devidos lugares, como também os levitas com já haviam celebrado a consagração do a lta r; a
os instrumentos músicos do SENHOR, que o rei festa durava sete dias.

233
7: l C O MENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

lO No vigésimo terceiro dia do sétimo mês, 17 Quanto a ti, se andares diante de Mim,
o rei despediu o povo para as suas tendas ; e como andou Davi , teu pai , e fizeres segundo
todos se foram alegres e de coração contente tudo o que te ordenei, e guardares os Meus es-
por causa do bem que o SENHOR fizera a Davi, a tatutos e os Meus juízos,
Sa lomão e a Israel, Seu povo . 18 também confirmarei o trono do teu reino,
ll Assim , Sa lomão acabou a Casa do segundo a aliança que fiz com Davi, teu pai, di-
SENHOR e a casa do rei; tudo quanto Salomão zendo: Não te faltará sucessor que domine em
intentou fazer na Casa do SEN HOR e na sua Israel.
casa, prosperamente o efe tuou. 19 Porém, se vós vos desviardes, e deixa r-
12 De noite, apareceu o SEN HOR a Salomão des os Meus estatutos e os Meus manda mentos,
e lhe disse : O uvi a tua oração e escolhi para que vos prescrevi, e ford es, e servirdes a outros
Mim este lugar para casa do sacrifício. deuses, e os adorardes,
13 Se Eu cerrar os céus de modo que não haja 20 então, vos a rrancarei da Minh a terra
chuva, ou se ordenar aos gafan hotos que consu- que vos dei, e esta casa, que santifiquei ao
mam a terra, ou se enviar a peste entre o Meu povo; Meu nome , lançarei longe da Minh a presen-
14 se o Meu povo, que se chama pelo Meu ça, e a tornarei em provérbio e mo tejo entre
nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se con- todos os povos .
verter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvi- 21 Desta casa , agora tão exaltada , todo
rei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei aquele que por ela pas sar pasma rá e dirá: Por
a sua terra . que procedeu o SEN HOR assim para com esta
15 Estarão abertos os Meus olhos e atentos os terra e esta casa?
Me us ouvidos à oração que se fizer neste lugar. 22 Responder-se-lhe-á: Porque deixara m o
16 Porq ue escolhi e santifiquei esta casa, SENHOR, o Deus de seus pais , que os tirou da
para q ue nela esteja o Meu nome perpetuamen- terra do Egi to, e se apegaram a outros deuses,
te; nela, estarão fi xos os Meus olhos e o Meu co- e os adoraram, e os serviram. J?pr isso, trouxe
ração todos os dias. sobre eles todo este mal.
\\.
\\,
1. Desceu fogo. Deus deu um sinal é feito pelos levitas e cantores que iam
exterior para demonstrar que a oração de adiante das forças de Josafá cont\a o inimigo
Salom ão h avia sido ouvida e que Ele hon- (2Cr 20:21 ). ,
raria o templo com Sua presença. Em várias 4. Ofereceram sacrifícios. Os v. 4 a
\
ocasiões anteriores o Senhor havia tornado lO , que tratam dos sacrifícids â:e Salomão
\
manifesta a Sua presença de maneira seme- e da fes ta que se seguiu , são p aralelos a
lhante (ver Lv 9:24; ]z 6:2 1; !Cr 21:26). I Reis 8:62 a 66 .
Encheu a casa. Ver com. de IRs 8: 10, 11. 5. Vinte e dois mil bois. D e acordo <42!
3. Todos [...] se encurvaram. Os com l Reis 8:63, este foi um "sacrifício
israelitas ficaram grandemente impressio- pacífico". As ofertas pacíficas eram feitas
nados com a santidade e a glória de Deus em ocasiões festivas, quando sacerdotes e
e instintivamente se curvaram em adora- povo se uniam em períodos de santa alegria ,
ção e louvor. dando graças a Deus e louvando-O por Sua
A Sua misericórdia dura. Ver 2Cr 5:13. bondade e pelas bênçãos. A maior parte dos
Esse refrão ocorre também no salmo de louvor animais sacrificados como ofertas pacíficas
escrito por Davi quando a arca foi levada para era consumida pelo ofertante, junto com sua
Jerusalém (lCr 16:34). Cântico semelhante família e amigos.

234
2 CRÔNICAS 7: 13

6. Instrumentos músicos. Ver lCr 23:5. que nenhum prazer do mundo pode tra-
7. Salomão consagrou. Uma vez que zer. Ouando ama verdadeiramente a Deus
o altar de bronze não era suficientemente e O ;dora em espírito e em verdade: o ser
grande para acomodar a quantidade de humano encontra plenitude de paz e ale-
sacrifícios, toda a parte central do pátio do gria. É bom quando um povo e seus gover-
templo foi consagrada para servir como um nantes podem encontrar tal felicidade e
imenso altar. contentamento de coração. Um rei tem
8. A festa. Esta era a Festa dos Taber- pouco a temer quando este é o espírito de
náculos, que durava sete dias e que come- seu povo. A solução para os problemas do
çava normalmente no l5o dia do sétimo mês mundo não pode ser encontrada enqua nto
(ver Lv 23:3 4-36; PR, 45). as pessoas não tiverem paz e alegria no
A entrada de Hamate. Ver com. de Senhor. O melhor remédio para a crítica ou
lRs 8:65. a contenda é se manter perto do Senhor e se
9. Ao oitavo dia. O oitavo dia a par- regozijar em Suas misericórdias.
tir do início da Festa dos Tabernáculos, em 11. Acabou a Casa. Ver col'l\· de lRs 9:1.
harmonia com Levítico 23:36 e 39, era o 22° Prosperamente o efetuou. Salomão
dia do sétimo mês (ver com. do v. lO). efetuou com sucesso tudo o que tinha
Sete dias [...] sete dias. Se os sete planejado.
dias de dedicação duraram do décimo ao 12. Apareceu o SENHOR a Salomão.
16° dia do sétimo mês , e se a observância Os v. 12-22 n arra m a resposta do Senhor
da festa por mais sete dias foi do 16° ao 22° à oração de dedicação feita por Salomão.
dia (ver lRs 8:65), então o "oitavo" dia após Os v. 13 a 15 não se encontram na narra-
o segundo período de sete dias seria o 23° tiva de 1 Reis 9:1 a 9. O relato aqui é mais
dia do mês (ver com. do v. lO). completo do que o de Reis. De acordo com
10. Vigésimo terceiro. Ver l Reis l Reis 9:2, o Senhor "tornou a aparecer" a
8:66, seção em que é feit a a declaração Salomão. D eus havia aparecido pela pri-
de que o povo foi despedido ao oitavo dia. meira vez a ele numa visita noturna em
Começa ndo-se o segundo período de sete Gibeão (2Cr 1:7; lRs 3:5).
dias com o 16° dia do mês , o dia seguinte Escolhi. A partir deste ponto até o
ao início normal da Festa de Tabernáculos, final do v. 15, Crônicas apresenta material
o oitavo dia seria o 23° dia do mês, o que que não se encontra em Reis. O local sobre
é confirm ado por estas passagens . Nesse o monte Moriá, que se tornou memorável
caso, a comemoração prolongada da dedi- pelo fato de Abraão ter feito ali sua supre ma
cação do templo teria abrangido o período demonstração de fé ao se dispor a ofere-
normal da Festa dos Tabernáculos e se cer o próprio filho, e que também foi san-
estendido além dele. tificado pela aparição do anjo para deter a
Para suas tendas. Isto é, para suas praga sobre Jerusalém (lCr 21:15-18), foi
casas (ver com . de lRs 8:66). escolhido como o lugar onde o templo devia
Alegres e de coração contente. ser construído.
A verdadeira religião traz alegria. Os israe- 13. Cerrar os céus. Ver 2Cr 6:26;
litas tinham passado um período feliz Dt 11:17. Deus é quem envia chuva à terra
durante a dedicação do templo e a Festa (Mt 5:45). Em várias ocasiões, quando o
dos Tabernáculos. Ao cantarem louvores a povo se desviou de Deus para servir a falsos
Deus e ao se lembrarem de Sua misericór- deuses, Ele removeu Sua bênção e o resul-
dia, eles experimentaram um tipo de alegria tado foi seca e fome (lRs 17:1; 2Rs 8:1). <~~ ~

235
7: 14 COMENTÁRIO BÍBLICOADVENTISTA

Gafanhotos. Vec 2Cc 6o28 ; h 10ol4, mandam~os de Deus é o caminho da vida


15; Jl1:4. (Pv 3:1, 2).
Enviar a peste. Ver Dt 28:20-22; 18. A aliança que fiz com Davi. Ver
1Cr 21:14; 2Cr 6:28; Jr 24:10. Satanás com. de 2Sm 7:12-16; cf. lRs 2:4; 6:12.
traz doença e dor sobre os seres humanos, 20. Arrancarei. Ver Lv 26:14, 24-33;
quando Deus permite (Jó 2:4-7). Dt 28:15, 36, 37, 64. O escritor de Reis
14. Se o Meu povo [...] se humilhar. diz: "Então, eliminarei Israel da terra que
O desejo de Deus é que os pecadores se lhe dei" (lRs 9:7). Quando o povo de Israel
humilhem, abandonem os pecados, se vol- desobedeceu ao Senhor, atraiu desolação
tem para Ele e vivam. Deus não tem prazer e calamidades para si mesmo e foi levado
no sofrimento e na morte do ímpio, e chama cativo para a Assíria (2Rs 17:20-23) e para
urgentemente os pecadores a se arrepende- Babilônia (2Cr 36: 17-20).
rem e a se desviarem de suas transgressões, Longe da Minha presença. O glo-
para que a iniquidade não lhes acarrete rioso templo que Salomão construíra seria
a ruína (ls 1:18-20; Jr 25:5; Ez 18:30-32; lançado fora como algo totalmente inútil se
Os 6:1). Israel abandonasse o Senhor. A glória ter-
15. Estarão abertos. Era por isso que rena rapidamente se esvai. Israel fracassou ,
Salomão havia orado (2Cr 6:40), e a res- e o templo outrora magnífico foi saqueado e
posta de Deus segue as exatas palavras da destruído (2Rs 25:9).
petição feita por Salomão. Provérbio. A passagem paralela diz:
16. Perpetuamente. Quando Deus "E Israel virá a ser provérbio e motejo entre
escolheu Jerusalém, foi com o propósito de todos os povos" (lRs 9:7). Essas profecias
que Seu nome estivesse lá para sempre (ver concernentes à casa e ao povo tiveram claro
com. de 2Cr 6:2; 1Rs 9:5). Por falha humana cumprimento. O templo de Salomão desa-
esse propósito foi frustrado, mas será cum- pareceu e hoje é apenas um provérbio, e a
prido finalmente na Jerusalém celestial, a triste sorte sofrida pela nação de Israel é um
cidade do Deus vivo que descerá à Terra, testemunho dos trágicos efeitos do pecado.
e onde Deus habitará com Seu povo para 22. Que os tirou. Foi ingratidão e
sempre (Ap 21:1-3). traição da parte de Israel o desviar-se do
17. Se andares. Deus não faz acepção Senhor, que havia operado em favor deles
de pessoas. Ele exige obediência e abençoa um livramento tão maravilhoso no Egito e
os que Lhe são fiéis. Porém, as promessas que os havia estabelecido na terra prome-
são condicionais. Deus não pode abençoar tida. Israel insensatamente se desviou do
aqueles que se recusam a andar no caminho Deus que pode fazer tudo por Seu povo e
das bênçãos (ver com. de lRs 9 :4). Salomão seguiu deuses que não eram nada e que
bem sabia que a senda da obediência aos nada podiam fazer (ver com. de lRs 9:9).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-22 - PR, 45-47 11 - PR, 37 14 - PR, 335


1- PR, 335 12-18 - PR, 45, 46 16 - HR, 195
1-5, 8-10 - PR, 45 13, 14 - PR, 128 20-22- PR, 47

236
2 CRÔNICAS 8: l

CAPÍTULO 8
1 As edificações de Salomão. 7 Ele sujeita a trabalhos forçados os gentios que restaram,
mas torna os israelitas seus oficiais. 11 A filha do faraó é levada para sua casa.
12 Os solenes sacrifícios anuais de Salomão. 14 Ele designa as funções
dos sacerdotes e levitas. 17 Navios buscam ouro de Ofir.

1 Ao fim de vinte a nos , tendo Salomão ter- porque disse: Minha esposa não morará na casa
minado a Casa do SENHOR e a sua própria casa , de Davi , rei de Israel, porque santos são os luga-
2 edificou as cidades que Hirão lhe tinha res nos quais entrou a arca do SENHOR.
~ .. dado; e fez habitar nelas os filhos de Israel. 12 Então, Salomão ofereceu holocaustos ao
3 Depois, foi Salomão a Hamate-Zoba e a SENHOR, sobre o altar que tinha edificado ao
tomou. SENHOR diante do pórtico;
4 Também edificou a Tadmor no deserto e a l3 e isto segundo o dever de cada dia , con-
todas as cidades-armazéns em Hamate. forme o preceito de Moisés, nos sábados, nas
5 Edificou também a Bete-Horom, a de Festas d a Lua Nova, e nas festas fix as, três
cima e a de baixo, cidades fortificadas com vezes no a no: na Festa dos Pães Asmas, na Festa
muros, portas e ferrolhos ; das Semanas e na Festa dos Tabernác ulos .
6 como também a Baalate, e todas as cidades- 14 Também, segundo a ordem de Davi, seu
armazéns que Salomão tinha, e todas as cidades pai, dispôs os turnos dos sacerdotes nos seus mi-
para os carros, e as cidades para os cavaleiros, e nistérios, como também os dos levitas para os seus
tudo o que desejou, enfim, edificar em Jerusalém, cargos, para louvarem a Deus e servirem diante
no Líbano e em toda a terra do seu domínio. dos sacerdotes, segundo o dever de cada dia, e os
7 Quanto a todo o povo que restou dos he- porteiros pelos seus turnos a cada porta; porque
teu s, a morreus, ferezeus, heveus e jebuseus e tal era a ordem de Davi, o homem de Deus.
que não eram de Israel, 15 Não se desviaram do que ordenara o rei
8 a seus filhos, que restaram depois deles na aos sacerdotes e levitas, e m coisa nenhuma,
terra , os quais os filhos de Israel não puderam nem acerca dos tesouros.
destruir totalmente, a esses fez Salomão traba- 16 Assim se executou toda a obra de
lhadores forçados, até hoje. Salomão, desde o dia da fundação da Casa do
9 Porém dos filhos de Israel não fez Salomão SENHOR até se acabar; e assim se concluiu a
escravo algum; eram homens ele guerra, seus co- Casa elo SENHOR.
mandantes, chefes elos seus carros e dos seus 17 Então, foi Salomão a Eziom-Geber e a
cavaleiros; Elate, à praia do mar, na terra de Edom.
lO estes eram os principais oficiais que 18 E nviou-lhe Hirão , por intermé dio de
tinha o rei Salomão, du zentos e cinquenta, que seus servos, navios e marinheiros práticos;
presidiam sobre o povo. foram com os servos de Salomão a Ofir e toma-
li Salomão fez subir a filha de Faraó da ram de lá quatrocentos e cinque nta talentos de
Cidade de Davi para a casa que a ela lhe edificara; ouro, que trouxeram ao rei Salomão.

1. Ao fim de. A ACF diz: "E sucedeu, partiram de Eziom-Geber. O relato paralelo
ao fim de". O cap. 8 trata das atividades d e dos empreendimentos de Salomão, e mbora
construção do rei, de suas ofertas, da nomea- não seja idêntico a este, se encontra em
ção dos sacerdotes, de seus navios que 1 Reis 9:10 a 28.

237
8:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Vinte anos. Salomão começou a cons- Por outro lado, Crônicas menciona algumas
truir o templo em se u quarto ano; a tarefa coisas que não se encontram no relato de Reis.
levou sete anos (lRs 6: 1, 38). Salomão devo - 7. Que restou. O s v. 7 e 8 tratam el a
tou os 13 a nos seguintes à tarefa de cons- questão elos trabalhos forçados que Salomão
truir seu palácio (l Rs 7:1 ). impôs aos cananeus (ver com. de IRs 9:21) .
2. Que Hirão lhe tinha dado. 8. Trabalhadores forçados. Na ACF
Sa lomão de u a Hirão 20 cidades da Galileia e na ARC está "tributários". O tributo e ra
e m troca de m adeira e ouro, m as Hirão pago com trab alho. Quando a terra foi
não se agradou do pagamento (ver com. de tomada p elos israelitas , os h abitantes da
1Rs 9:1 1-13). Pensa-se que talvez ele tenha região fora m feitos tributários e m a ntidos
devolvido as cidades a Salomão, e que essas e m sujeiç ão enqua nto Israel foi um a nação
são as cidades que Salomão então reconstruiu. forte (Jz 1:28) . D avi submeteu muitos dos
E fez habitar nelas. As cidades, por habitantes não israelitas a trabalhos força-
esta re m na fronteira com Tiro, eram prin- elos para pres ta re m serviço nos preparati-
cipalmente habitadas por gentios, mas o rei vos para a construção do te mplo (ICr 22:2).
então as colonizou com israelitas. 9. Não fez [... ] escravo algum. Ver
3. Hamate-Zoba. H amate era um impor- com. de IRs 9:22 .
tante país ao norte de Zobá e Damasco. Davi, 10. Duzentos e cinquenta. Para uma
anteriormente, havia atacado esta região "indo explicação el a aparente discrepância entre
ele estabelecer os seus domínios pelo rio Eu- este n(l!nero e os 550 "ofici ais" mencionados
frates" (ICr 18:3, ARC). A conquista de Hama- em Reis, ver com. ele I Reis 9:23.
te por Salomão não é mencionada em 1 Reis 9. 11. Filha de Faraó. O casamento
4. Tadmor. Talvez esta fosse a impor- de Sa lomão com a princesa egípcia era
ta nte cidade de Paim ira , no deserto da Arábia um a violação direta da ordem ele D e us
(ver, porém , com. de 1 Reis 9:18). (Dt 17:17). O fato de que ela se conve rte u
As cidades-armazéns. Estas prova- e se uniu ao m arido na adoração a D e us
velmente foram fortificadas por Salomão (ver PR, 53) não ju stificou a desobediê nc ia
e guarnecidas de suprimentos para as tro- aos requisitos divinos. A alia nça aparente-
pas, a fim de servirem como bases de apoio mente vantajosa qu e foi assim formad a com
contra p ovos hosti s do norte. Elas constitui- o Egito levou a ali a nças com outras n ações
~ riam postos ava nçados de abastecime nto. vizinhas. Houve casamen tos com prin ce-
5. Bete-Horom. As du as Bete-Horons sas pagãs que finalmente leva ram Salomão
eram cidades gêmeas localizadas n a passa- a se afasta r ele De us e a se entregar à ido-
gem para o pl a nalto que fica entre o vale de latria. Ele foi entrando cada vez mais pelos
Aijalom e a cidade de Gibeão (ver com . de caminhos do mundo, em busca de grandeza
1Rs 9 :17). e glória, e foi ab a ndonando os princípios da
6. Baalate. Ver com. de 1Rs 9 :18. Esta justiça. De um re i sábio e temente a D eus ,
cidade não foi identificada. O re lato de Salomão se dege ne rou num tirano néscio,
Crôn icas não menciona lugares como H azor, ambicioso e opressor. Co m respeito à remo-
Megido e Gezer, onde Salomão empreendeu ção da residênc ia da filh a elo faraó das vizi-
importantes atividades de construção, ne m nhanças do te mplo, ver co m. de 1 Reis 9:24.
os tributos forçados que Salomão impôs pa ra 12. Ofereceu holocaustos. Não há
a construção do templo e do pa lácio, ou sua razão para se supor qu e Salom ão p essoal-
obra em Milo e no muro de Jerusalém. Sobre mente tenha agido como sacerdote no ofere-
esses assuntos, ver com. de l Reis 9:15 a 17. cimento ele holocaustos ao Senhor (ver com.

238
2 CRÔNICAS 8: 18

de 1Rs 9: 25). O rei evidentemente não foi Targuns dizem "desde o dia", que é a tra-
além do que era permitido ao povo comum, dução seguida pela ARA e outras versões .
e deu liberd ade aos sacerdotes para que rea- A palavra tradu zida como "prepa rou" (ACF,
lizassem as funções que, segundo a lei, per- ARC, TE) ta mbém pode ser traduzid a
tenci am exclusivamente a eles (Lv 1:7, 8, 11; como "estabeleceu", "dis pôs" ou "concluiu".
2:2, 9, 16; 3:11 , 16; Nm 16:1-7, 17-40). A TE traduz: "Preparou-se toda a obra de
14. Ordem de Davi. Cf. 1Cr 24. Salomão para o dia em que se lança ram os
O homem de Deus. Esta frase é a fundamentos da casa de Jeová e até qu e foi
designação comum em Reis para um profeta ela acabada." Essa tradução, apoiada pelo
(lRs 12:22; 13:1, 26; etc.). Em Crônicas a hebraico, sugere que a obra de prepa ro de
expressão é encontrada com menos frequên- Salomão foi dividida em doi s períod os, a
cia, mas é aplicada a Moisés (lCr 23:14), a Davi saber: os preparativos feitos a ntes da funda-
(2Cr 8: 14) e a um profeta anônimo (2Cr 25:7, 9). ção do templo e os preparativos desta oca-
15. O rei. Isto é, Davi. Ele es tabele- sião até a conclu são do templo.
cera os reg ulamentos refere ntes aos sacer- 17. Eziom-Geber. Salomão estend e u
dotes, aos levitas, aos cantores e ao tesouro suas ativid ades até este porto na entrada do
(lCr 24:1-26:32) . golfo de Áqaba. Ele construiu e operou urn a
16. Desde o dia. A preposição no ori- base naval ali (ver com. de 1Rs 9:26).
ginal tem o significado de "até o di a" (EJ) ou 18. Enviou-lhe Hirão. Ver com . de
"pa ra o di a" (TE), mas a LXX, a Siríaca e os 1Rs 9:27, 28.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

4, 5 - PR, 71 18 - Ed, 49; PR, 54, 72; T7, 217

CAPÍTULO 9
1 A rainha de Sabá admira a sabedoria de Salomão. 13 O ouro de Salomão. 5 Seus
paveses. 17 O trono de marfim. 20 As taças. 23 Os presentes. 25 Carros
e cavalos. 26 Tributos. 29 Seu reinado e sua morte.

1 Tendo a rainha de Sabá ouvido a fam a de 4 e a comida da sua mesa, o lugar dos seus ofi-
Salomão, ve io a Jerusa lém prová-lo com perguntas cia is, o serviço dos seus criados, e os trajes deles,
difíceis, com mui grande comitiva; com camelos seus copeiros, e os seus trajes, e o holocausto que
ca rregados ele especiarias, de ouro em abundância oferecia na Casa do SEN HOR, ficou como fora ele si
e pedras prec iosas; compareceu perante Salomão 5 e disse ao rei: Foi ve rd ade a palavra que a
e lhe expôs tudo quanto trazia em sua mente. teu resp eito ouvi na minh a terra e a respeito ela
2 Sa lom ão lhe deu res posta a todas as per- tua sa bedoria.
guntas, e nad a lhe houve profundo de mais que 6 Eu, contud o, não cri a no qu e se fa lava, até
não pudesse ex plicar. que vim e vi com os próp ri os olhos. Eis qu e não
3 Vendo, pois, a rain ha de Sabá a sabedor ia me contaram a metade da gra ndeza ela tu a sabe-
de Sa lomão, e a casa que edi ficara, dori a; sobrepujas a fama qu e ouvi.

239
9: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

7 Felizes os teus homens, feli zes estes teus 19 Também doze leões estavam ali sobre os
servos que estão sempre diante de ti e ouvem a seis degraus, um em cada extremo destes. Nunca
tua sabedoria 1 se fi zera obra semelhante em nenhum elos reinos.
8 Bendito seja o SENHOR, teu Deus, que Se 20 Todas as taças de que se servia o rei
agradou de ti para te colocar no seu trono como rei Sa lomão para beber era m de ouro, e também
para o SENHOR, teu Deus; porque o teu Deus ama de ouro puro, todas as ela Casa elo Bosque do
a Israel para o estabelecer para sempre; por isso, Líbano; à prata, nos dias ele Salomão, não se
te constituiu rei sobre ele, para executares juízo dava estimação nenhuma.
e justiça. 21 Porque o rei tinha navios que iam a Társis,
9 Deu ela ao rei cento e vinte ta lentos de com os servos de H irão; de três em três anos, vol-
ouro, especiarias em grande abundância e pe- tavam os navios de Társis, trazendo ouro e prata,
dras prec iosas, e nunca houve especiar ias tais marfim, bugios e pavões.
como as que a rainha deSabá deu ao rei Sa lomão. 22 Assim, o rei Sa lomão excedeu a todos os reis
lO Os servos de Hirão e os servos de Salomão, do mundo, tanto em riqueza como em sabedoria.
que de Ofir tinham trazido ouro, trouxeram tam- 23 Todos os reis do mundo procurava m ir ter
bém madeira de sândalo e pedras preciosas. com ele para ouvir a sabedoria que Deus lhe pu-
li Desta madeira de sândalo fez o rei balaús- sera no coração.
tres para a Casa do SENHOR e para a casa real, 24 Cada um trazia o seu presente, objetos ele
como também harpas e alaúdes para os cantores, prata e de ouro, roupas, ar maduras, es peciarias,
quais nunca da ntes se viram na terra de Judá. cavalos e mulas; assi m a no após ano. -.R1
12 O rei Salomão deu à rainha de Sabá, 25 Tinha Sa lomão q uatro mil cava los em es-
a lé m do equi valente ao que ela lhe trou xera, trebarias para os seus car ros e doze mil cava le i-
mais tudo o que ela desejou e pediu. Assi m , vol- ros, que distribuiu às cidades para os carros e
tou e foi para a sua terra, ela e os seus servos. junto ao rei, em Jerusalém.
13 O peso do ouro que se trazia a Salomão cada 26 Domin ava Sa lomão sobre todos os re is
ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos, desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até ao
14 afo ra o que entrava dos vendedores e dos limite elo Egito .
negocia ntes; tam bém todos os reis da Arábia e 27 Fez o rei q ue, em Jer usa lém , hou ves-
os governadores dessa mesma terra traziam a se prata como pedras e cedros em abundância
Salomão ouro e prata . como os sicômoros que estão nas planícies.
15 Fez o rei Sa lomão du ze ntos paveses de 28 Importavam-se cavalos para Sa lomão, elo
ouro batido; seiscentos sidos de ouro batido Egito e ele todas as terras.
mandou pesar para cada pavês . 29 Quanto aos mais atos de Salomão, tanto
16 Fez também trezentos escudos de ouro os primeiros como os últimos, porventura, não
batido; trezentos sidos de ouro m andou pesar estão escritos no Livro da História de Natã, o
para cada escudo. E o rei os pôs na Casa do profeta, e na Profecia ele Aías, o silonita, e nas
Bosque do Líbano. Visões ele Ido, o vidente, acerca ele Jeroboão, filho
17 Fez ma is o rei um grande trono de mar- ele Nebate?
fim e o cobriu ele ouro puro. 30 Quarenta a nos re inou Sa lomão em
18 O trono tinha seis degraus e um estrado Jerusa lém sobre todo o Israel.
de ouro a ele pegado; de ambos os lados, tinha 31 Desca nsou com seus pais e foi sepultado
braços junto ao assento e dois leões junto aos na Cidade ele Davi , seu pai, e Roboão, seu filh o,
braços. reinou em seu luga r.

240
2 CRÔNICAS 9:14

1. Rainha de Sabá. Os v. 1 a 12 tra- povo através do testemunho de Salomão.


tam da visita da rainha de Sabá. A narrativa Sem dúvida o rei contou à rainha a história
é paralela a 1 Reis 10:1 a 13, havendo apenas do maravilhoso trato de Deus com Israel. Ela
ligeiras variações nos dois relatos . Os arqueó- voltou para sua terra natal com uma profunda
logos geralmente localizam Sabá no sul da impressão da grandeza do Deus de Israel.
Arábia (ver com. de lRs 10:1). 9. Cento e vinte talentos. Se esses
4. O holocausto. Do heb. 'aliyyah, "sala eram talentos de cerca de 34 kg (ver vol. 1,
superior", "cômodo construído no telhado". p. 142), o peso do ouro seria de cerca de
Contudo, a palavra certa provavelmente quatro toneladas; contudo, não há certeza
seja 'olah, como em 1 Reis 10:5. A palavra sobre qual escala de pesos foi usada aqui.
'olah pode ser traduzida como "holocausto". O tesouro terreno que a rainha de Sabá dei-
Uma vez que 'olah é, literalmente, "aquilo xou com Salomão era irrelevante se compa-
que sobe", alguns acham que a referência rado ao tesouro celestial que ele lhe mostrou.
pode ser a uma passagem elevada que foss e 10. Os servos de Hirão. A passagem
particular do rei e proporcionasse acesso de paralela de I Reis 10:11 diz: "os navios de
seu palácio para o templo (ver 1Cr 26:16; ver Hirão" (NVI, NTLH).
com. de 1Rs 10:5). De Ofir [... ] tinham trazido ouro.
1
7. Teus servos. Quando os senhores Ver com. de IRs 10:11.
são, eles próprios, servos do Senhor do Céu, 11. Madeira de sândalo. Esta madeira
os que estão a seu serviço são felizes. Nessa não pode hoje ser identificada com precisão
época Salomão ainda não h avia abando- (ver com. de 2Cr 2:8).
nado ao Senhor e era devotado em servi-Lo. Balaústres. Do heb. mesilloth, "estra-
Amava a Deus e era compassivo com as pes- das". A passagem paralela (lRs 10:12) traz a
soas. Com a paz de Deus em seu coração, palavra mis'ad, "balaústres", que talvez tam-
Salomão era gentil, paciente e atencioso. bém seja a palavra que originalmente esti-
As pessoas próximas sentiam a fascinação vesse aqui (ver com. de 1Rs 10:12).
de sua influência. A grande necessidade 12. Ao que ela lhe trouxera. A passa-
de nosso tempo é de líderes que reflitam o gem paralela (lRs 10:13) diz, em vez disso:
espírito do Céu, para que aqueles sob sua "[Salomão] lhe deu por sua generosidade real".
direção encontrem verdadeira alegria e O sábio rei deu à rainha presentes em troca
duradoura felicidade. dos que ela lhe entregou. O ato de dar não foi
8. Bendito seja o SENHOR. Ver com. de unilateral. Salomão foi tão generoso quanto
1Rs 10:9. Depois que Salomão contou à rai- sua visitante e lhe deu presentes, talvez de
nha de Sabá o segredo de sua sabedoria, paz valor igual aos que ela lhe dera ou até maiores.
e prosperidade, ela foi levada a exaltar, não o 13. Seiscentos e sessenta e seis. -4 Sj
rei, mas a Deus. Se Salomão sempre tivesse Para uma tentativa de avaliação dessa quan-
permanecido fiel ao Senhor, teria conti- tidade de ouro, ver com. de 1 Reis 10:14.
nuado a exercer no mundo uma influência Os v. 13 a 28 falam da renda de Salomão
para o bem, e muitos que não conheciam a e de seus tesouros, seu comércio exterior
Deus teriam sido levados a honrá-Lo. Assim, e seus cavalos e carros. A seção paralela é
de Jerusalém poderia ter-se irradiado para o 1 Reis 10:14 a 29; 4:26.
mundo todo uma luz que tiraria das trevas 14. Vendedores. Do heb. 'anshe hatta-
pessoas de todas as nações. rim. Tarim vem de tur, que significa "pro-
Deus ama a Israel. A rainha de Sabá curar", "tentar encontrar", "investigar", e
aprendeu sobre o amor de Deus por Seu provavelmente denota que um vendedor é

24 1
9:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

alguém que procura ou tenta encontrar coi- 18. Braços. A ACF e a ARC, seguindo
sas. A palavra traduzida como "negocian- o hebraico, trazem "encostos". É presumível
tes" vem de uma raiz que significa "viajar de que esses "encostos" fossem os braços nas
uma parte para outra". laterais do trono, que possivelmente eram
15. Paveses. Do heb. tsinnah, grandes sustentados por leões.
escudos (ver com. de IRs 10:16). 20. Todas as taças. O fato de existi-
Seiscentos sidos. Possivelmente cerca rem essas taças de ouro na Casa do Bosque
de sete quilos. Escudos de ouro não deviam do Líbano tem levado alguns a acreditar
ser usados para proteção em batalha, mas que esse edifício era usado para banquetes
para exposição ao público. O ouro era exten- (com respeito à descrição do edifício, ver
sivamente usado para objetos de exibição no com. de IRs 7:2-6).
antigo Oriente. O rei de Ur tinha um elmo Prata. Ver v. 27.
de ouro. No Egito os esquifes reais eram fei- 21. Társis. Ver com. da passagem para-
tos de ouro. lela, I Reis 10:22, que diz: "Porque o rei
16. Escudos. Do heb. maginnim, escudos, tinha no mar uma frota de Társis."
evidentemente menores que os sinnah 22. Riqueza. Ver com. de 1Rs 10:23 .
(v. 15). Há uma sugestão de que a guarda 23. Todos os reis. Ver com. de 1Rs
real, em anos posteriores, fosse composta de 10:24.
500 homens, já que são mencionados cinco 24. Ano após ano. Os reis vassalos
"capitães de cem" que presumivelmente de Salomão (v. 26) eram obrigados a entre-
estavam no comando dos guardas do palá- gar um tributo anual fixo (ver com. de
cio (2Cr 23:1). O fato de que esses guardas 1Rs 10:25).
estavam divididos em dois grupos, um de 25. Estrebarias. Ver com. de lRs 4:26.
200 e outro de 300 homens, é insinuado em 26. Sobre todos. Ver com. de lRs 4:21.
2 Reis 11:5-7, 9 e lO, em que três partes ou 28. Do Egito. Ver com. de IRs 10:28;
companhias são mencionadas como aqueles 2Cr 1:16.
que entram no sábado, ou estão de guarda 29. Aos mais atos. Os v. 29 a 31 encer-
no sábado, e duas partes correspondem ram a narrativa do reinado de Salomão. Não
aos que "saem no sábado". Se essas dedu- ocorrem em Crônicas declarações concer-
ções estão corretas, os 200 "paveses" e 300 nentes às muitas esposas de Salomão, ao
"escudos" talvez fossem usados pela guarda desvio em seguir a outros deuses, aos adver-
real em certas funções públicas. A guarda sários que o Senhor levantou contra ele e à
pessoal de Salomão é descrita como sendo predição sobre a divisão de seu reino, todas
composta de 60 homens numa determinada encontradas em l Reis ll:l a 40.
ocasião em que a liteira do rei foi carregada Não estão escritos? São aqui mencio-
pelas ruas de Jerusalém numa exibição mag- nados vários relatos importantes que tra-
nífica (Ct 3:7-10). tavam da vida e dos tempos de Salomão.
Trezentos sidos. Provavelmente, cerca Essas fontes, sem dúvida, continham mui-
de 3,5 quilos. tos detalhes que não foram incorporados a
Casa do Bosque. Os escudos de ouro uma história resumida como a de Crônicas.
evidentemente não eram usados com fre- Aías, o silonita. Com respeito a inci-
quência, e em ocasiões normais ficavam dentes relacionados à vida deste profeta, ver
pendurados na Casa do Bosque do Líbano. 1Rs 11 :29-39; 14:2-18.
17. Trono de marfim. Ver com. de 1Rs 30. Quarenta anos. Ver 1Rs 11:42 .
10:18-20. 31. Descansou com seus pais.

242
2 CRÔN ICAS 10:1

Os v. 29 a 31 exibem uma fórmula oficial usada no relato referente a vários reis (ver
de encerramento que daqui por diante foi com. de 1Rs 11:43).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1 - PR, 66 21 - Ed, 49; PR, 54; T7, 217 27- PR, 54


2-6 - PR, 67 23 - PR, 47, 66, 67 28- PR, 56

CAPÍTULO 10
1 Os israelitas se reúnem em Siquém para coroar Roboão e pedem, por meio de
]eroboão, para serem aliviados. 6 Roboão rejeita o conselho dos anciãos e
aceita o dos moços; ele dá ao povo uma resposta dura. 16 Dez tribos
se revoltam, matam Adorão e fazem Roboão fugir.

I Foi Rob oão a Siquém , porque todo o Israel Teu pai fez pesado o nosso jugo, mas alivia-o de
se reuniu lá, para o fazer rei. sobre nós; assim lhe fa larás: M eu dedo m íni-
2 Tendo Jeroboão, filho de N ebate, ouvido mo é mais grosso do que os lombos de meu pai.
isso (pois estava ainda no Egito, para onde fugi- ll Assim que, se meu pai vos impôs jugo pe-
ra da presença do rei Salomão), voltou do Egito. sado, eu ainda vo-lo aum entarei; meu pai vos
3 M andaram chamá-lo; veio ele com todo o castigou com açoites, porém eu vos cas tigarei
Israel a Roboão, e lhe fa laram: com escorpiões.
4 Teu pa i fez pesado o nosso jugo; agora, 12 Veio, pois, Jeroboão e todo o povo, ao ter-
pois, alivia tu a dura servidão de teu pai e o seu ceiro dia, a Rob oão, como o rei lhes ordenara,
pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos. di zendo: Voltai a mim, ao terceiro dia.
5 Ele lhes respondeu: Após três dias , voltai a 13 Dura resposta lhes deu o rei, porque o rei
mim. E o povo se foi . Roboão desprezara o conselho dos anciãos;
6 Tomou o rei Roboão conselho com os homens 14 e lhes falou segundo o conselho dos jo-
idosos que estiveram na presença de Salomão, seu vens , dize ndo: M eu pai fez pesado o vosso jugo,
pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como acon- porém eu ainda o agrava rei; meu pai vos casti -
selhais que se responda a este povo? go u com açoites, eu , porém, vos castigarei com
7 Eles lhe disseram: Se te fi zeres benigno para escorpiões .
com este povo, e lhes agradares, e lhes falares boas 15 O rei, pois, não deu ouvidos ao povo, por-
palavras, eles se farão teus servos para sempre. que isto vinha de D eus, para que o SENHOR con-
8 Porém ele desprezou o conselho que os an- firmasse a palavra que tinha dito por intermédio
ciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os de Aías , o silonita, a Jeroboão, filh o de Nebate .
jovens que haviam crescido com ele e o servia m. 16 Vendo, pois, todo o Israel que o rei não
9 E disse-lhes: Que aconselhais vós que res- lhe dava ouvidos, reagiu , dize ndo: Que parte
pondamos a este povo, que me falou , dizendo: temos nós com Davi? N ão há para nós heran-
Alivia o jugo que teu pai nos impôs? ça no filh o de Jessél Cada homem à sua tenda, ó
10 E os jovens que haviam crescido com ele Israel! C uida, agora , da tua casa, ó Davi! E ntão,
lhe di sseram : Assim fa larás ao povo que disse: Israel se foi às suas tendas .

243
10:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

17 Quanto aos filhos de Israel, porém , que porém os filhos de Israel o apedrejaram, e mor-
habitavam nas cidades de Judá , sobre eles rei- reu. Mas o rei Roboão conseguiu tomar o seu
nou Roboão. carro e fugir para Jerusalém.
18 Então, o rei Roboão enviou a Adorão, su- 19 Assim, Israel se mantém rebelado contra
perintendente dos que trabalhavam forçados, a casa de Davi até ao dia de hoje.

1. Foi Roboão. O cap. lO trata da bondosamente, mostrando que, como seu


revolta de Jeroboão. O registro equivalente rei, estava ali somente para servi-lo e cuidar
é 1 Reis 12:1 a 19. As diferenças nos dois de seu bem-estar, teria ganho o coração das
relatos são poucas e sem importância. pessoas e salvado seu reino.
Siquém. Quanto à possível razão pela 8. Os anciãos. A sabedoria aumenta
qual Roboão escolheu a cidade de Siquém com os anos e a experiência. Os jovens pre-
como o lugar de sua coroação, ver com. de cisam do conselho dos mais velhos e estão
1 Reis 12:1. atraindo problemas e desastres para si mes-
2. Estava ainda no Egito. A palavra mos quando desprezam o conselho sensato
"ainda" é acrescentada na ARA. A ARC traz: dos que têm os cabelos brancos.
"o qual estava, então, no Egito"; a BJ traduziu 10. Os jovens. A resposta dos jovens
como: "que se encontrava no Egito"; e a NVI conselheiros de Roboão não partiu de cora-
traz: "e estava no Egito". O escritor de Crônicas ções amáveis ou mentes sábias. A resposta
ainda não havia se referido à fuga de Jeroboão que eles sugeriram foi envolta em termos
para o Egito (ver 1Rs 11:26-40) e, provavel- severos e drásticos que podiam somente
mente por isso, não disse (cf. KJV) que ele "es- provocar retaliações e revolta.
;5!>- tava ainda no Egito", como o escritor de Reis. 11. Escorpiões. Estes pequenos ani-
3. Mandaram chamá-lo. Alguns mais cujo ferrão na cauda inflige severa dor
supõem que isto significa que ele foi cha- parecem ser usados aqui como figura de
mado, n ão do Egito, pois já havia voltado um açoite provavelmente dotado de afia-
de lá (ver v. 2), mas de Efraim (ver com. de das pontas de metal que tornavam seu uso
1Rs 12:3). Mandaram chamá-lo em Siquém, particularmente cruel e doloroso. Dessa
onde as tribos haviam se reunido para con- maneira, Roboão estava dizendo ao povo que
siderar a hipótese de torná-lo rei. os trataria com maior severidade que seu pai.
4. A dura servidão. O povo tinha justa Ao longo dos séculos tem havido quem pense
razão para reclamar, pois o extenso pro- que o governo deve ser exercido pela força, em
grama de obras públicas havia produzido vez de pela bondade e misericórdia, e que o
pesada carga tributária e um desagradá- povo pode ser mantido em sujeição pela violên-
vel recrutamento para trabalhos forçados cia. No entanto, a História mostra o contrário.
(IRs 5:13, 14). O pedido era totalmente justo, 13. Dura resposta. O rei não mostrou
e tanto a justiça quanto a prudência exigiam nenhuma consideração pelos sentimentos
que o novo rei desse a devida consideração de seus súditos e não revelou nada do espí-
ao assunto que então era trazido a ele. rito de Cristo, mas falou como um endure-
7. Se te fizeres benigno. Não há cido déspota . O propósito, é claro, era fazer
melhor regra de governo que a bondade. uma ostentação de força; mas, na verdade,
No lar e na escola, no trabalho urbano ou ele estava apenas dando uma lamentável
no rural, a bondade aquece o coração e faz demonstração de fraqueza e insensatez.
amigos. Se Roboão tivesse tratado o povo Palavras hostis levam a atos hostis, ao passo

244
2 CRÔNICAS 10:1 7

que palavras amáveis vindas de um coração cuide dos seus próprios negócios e do
bondoso levam à submissão e à obediência , seu país, que nós vamos cuidar dos nos-
à cooperação e à tranquilidade. sos." Estas palavras foram de desafio e de
15. De Deus. Ver com. de 2Cr 11:4. revolta. A sorte tinha sido lançada. A cas a
16. Não lhe dava ouvidos. Reis sábios de Davi, dali por di ante, devia reinar apenas
têm os ouvidos sintonizados com a voz de sobre uma parte do país - principa lmente
seus súditos. Quando Roboão assumiu o sobre Judá, a própria tribo de Davi, e sobre
trono, sua primeira tarefa devia ter sido ave - Benjamim- enquanto a maior parte das tri-
riguar as necessidades de seu povo e pro- bos seguiria um caminho indep endente ,
curar consertar os males existentes. Por sua com seus próprios governantes.
indisposição para ouvir, o rei provocou uma 17. Nas cidades de Judá. Em vist a
revolta e se tornou responsável pela rebelião do fato de Roboão ser da tribo de Jud á, era
que se seguiu. natural que, em circunstâncias como e stas
No filho de Jessé. Havia apenas poucos e m que as outras tribos lhe rejeitava m a
anos, Davi fora um herói nacional. Então, por lid erança , sua própria tribo permanecesse
causa da insensatez de seus descendentes, lea l a ele. Não se sabe se Salomão poupou
seu nome passou a ser detestado em Israel, e su a própria tribo de uma parte dos pesados
as tribos do norte decidiram seguir seu pró- impostos e dos trabalhos forç ados que e le
prio caminho, independendo-se do sul. impôs a Isra el como um todo. Caso o tenh a
Da tua casa. Na verdade, o que as tri- feito , isso foi um incentivo adi cion al para
bos estavam dizendo era: "E agora, Davi , que eles apoi as sem Roboão.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-19- PR, 87-91 3-7 - PR, 89


l , 2- PR, 87 4 - PR, 55; T4 , 628; T7, 218

CAPÍTULO 11
1 Roboão é impedido por Semaías de reunir o exército para subjugar Israel. 5 Ele
guarnece seu reino com fortalezas e provisões. 13 Sacerdotes e levitas excluídos
por Jeroboão, bem como os que temiam a Deus, fortalecem o reino
de ]udá. 18 As esposas e filhos de Roboão.

I Vindo, pois, Roboão a Jerusa lém , reuniu a 4 Assim di z o SENHO R: N ão subireis , ne m


casa de Judá e de Benjamim , cento e oitenta mil pelejareis contra vossos irm ãos; ca da um volte
escolhidos, destros para a guerra, para peleja r para sua casa, porque Eu é que fi z isto. E, obe -
contra Israe l, a fim de restituir o reino a Roboão. decendo ele s à pa lavra elo SENHOR , desistiram
2 Porém veio a pa lavra do SENHOR a de subir contra Jeroboão.
Semaías, homem de Deus, di zendo : 5 Roboão habitou em Jeru salém e, para defe-
3 Fala a Roboão, filho de Salomão, rei de Juclá, sa , fortificou cidades em Juclá;
e a todo o Israel em Judá e Benjamim , di zendo: 6 fortificou, pois, a Belém, a Etã, a Tecoa ,

245
ll: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

7 a Bete-Zur, a Socó, a Adulão, oferecerem sacrifícios ao SENHOR , Deus de seus pais.


8 a Gate, a Maressa, a Zife, 17 Assim, fortaleceram o reino de Juclá e
9 a Adoraim , a Laquis, a Azeca, corroboraram com Roboão, filho ele Salomão,
JO a Zorá , a Aijalom e a Hebrom , todas em por três anos ; porque três anos andaram no ca-
Judá e Benjamim, cid ades fortificadas. minh o de Davi e Salomão.
11 Assim, as tornou em fortalezas e pôs 18 Roboão tomou por esposa a Maalate ,
nelas com andantes e depósitos de víveres , de filha de Jerimote, filho de Davi, e filh a de
azeite e de vinho. Abiail, filha de Eliabe, filho de Jessé,
12 E pôs em cada cidade arsenal de pave- 19 a qual lhe deu filhos: Jeús, Semarias e Zaão.
ses e lanças; fortifi cou-as sobremaneira. Judá e 20 Depois dela , tomou a Maaca, filha de
Benjam im ficaram-lhe sujeitas. Absalão; esta lhe deu a Abias , a Atai , a Ziza e
l3 Também os sacerdotes e os levitas que a Selomite.
havia em todo o Israel recorreram a Roboão de 21 Amava Roboão mais a Maaca, filha de
todos os seus limites, Absalão, do que a todas as suas outras mulheres
14 porque os levitas deixara m os arredores das e con cubinas; porque ele hav ia tom ado dezoito
suas cidades e as suas possessões e vieram para mulheres e sessenta concubinas; e gerou vi nte e
Judá e para Jerusa lém, porque Jeroboão e seus fi - oito filhos e sessenta filhas.
lhos os lançaram fora, para que não mini strassem 22 Roboão designou a Abias, filho de Maaca,
ao SENHOR. para ser chefe, príncipe entre seus irmãos, porque
15 Jeroboão constituiu os seus próprios sa- o queria faze r rei.
cerdotes, para os altos, para os sátiros e para os 23 Procedeu prudentemente e distribuiu
bezerros que fizera. todos os seus filhos por todas as terras de Jud <i
16 Além destes, também de todas as tri- e Benjamim, por todas as cidades fortificadas;
bos de Israel os que de coração resolveram buscar deu-lhes víveres em abund ância e lhes procurou
o SENHOR, Deus de Israel, foram a Jerusalém, para muitas mulheres.

I. De Judá e de Benjamim. As tribos de Davi, Judá tinha 500 mil h o m e n s


de Judá e de Benjamim constituíam então (2 Sm 24:9). As forças militares do reino de
a monarquia sulista, que geralmente é cha- Judá , que são dadas em C rô nicas , contavam
mada a nação de Judá. A tribo de Benjamim com 400 mil hom e ns no tempo de Abias
outrora fora mais intima me nte associada (2Cr 13:3), 580 mil home n s no rein ado de
com a tribo d e Efraim, mas o esta beleci- Asa (2C r 14:8) e 1 milhão e 160 mil no rei-
mento d a capital em Jerusalém, n a fronteira nado de Josafá (2Cr 17:14-1 8).
com Benjamim, deve ter sido um dos fato- 2. Semaías. Um profeta de Judá durante
res que influenciaram Benjamim a lançar o reinado de Roboão (ver 2C r 12:5-8, 15).
sua sorte com Jud á (ver com. de 1Rs 12:2 1). 3. Todo o Israel em Judá. A referência
Cento e oitenta mil. Este é um aqui é possivelmente, m as não necessaria-
número moderado e provavelmente repre- mente, a membros das tribos do norte que
senta os home ns trein ados para a guerra nesse tempo h abitavam no territóri o de Judá
que estavam disponíveis nas tribos do sul. e de Benjamim (ver com. de lRs 12:17).
No tempo d a e ntrada e m Canaã, Judá tinh a 4. Eu é que fiz isto. Ver com. de
~ ., 76,5 mil home ns , e Benjamim, 45,6 mil 1Rs 12:15. É claro qu e não era a vontade
(N m 26:22, 41), ou um total de 122 ,1 de Deus que o reino de Davi foss e dividido
mil homens em idade militar. No tempo em duas mon arquias . A vontade divin a era

246
2 CRÔNICAS 11:14

que os israelitas andassem em Seus cami- Zife. Um lugar no sul de Judá (ver
nhos e continuassem a crescer até que, por Js 15:24).
seus esforços missionários, tivessem pro- 9. Adoraim. Provavelmente pode ser
clamado Seu nome em toda a Terra. Mas, identificada com Dúm, uma aldeia monta-
quando os israelitas andaram em seus pró- nhosa cerca de oito quilômetros a oeste de
prios caminhos e abandonaram o Senhor, Hebrom.
Sua mão protetora foi retirada e forças sepa- Laquis. Uma importante cidade na
ratistas inevitavelmente entraram em ação. zona baixa de Judá (ver Js 15:39; 2Rs 14:19;
Era nesse sentido que a divisão do reino 18:14; Mq 1:13), cerca de 40 km a sudoeste
procedia de Deus (ver Ed, 173-177). de Jerusalém.
5. Para defesa, fortificou cidades. Azeca. Cidade a nordeste de Laquis, na
Os v. 5 a 12 tratam das cidades que Roboão Sefelá de Judá (ver Js 10:10, 11; 1Sm 17:1;
fortificou para a defesa de Judá. Essa infor- Ne 11:30).
mação não se encontra em Reis. As cida- 10. Zorá. Cidade em Dã (ver Js 15:33;
des mencionadas ficam na parte sul e oeste 19:41; Jz 13:2, 25; 16:31; 18:2, 11; Ne 11:29).
do país, o que sugere que foram fortifica- Aijalom. Cidade 22 km a noroeste de
das como proteção contra o Egito. A polí- Jerusalém. Fazia parte originalmente do
tica agressiva de Sisaque (ver 2Cr 12:2-9; território de Dã (Js 19:42) e foi designada
1Rs 14:25, 26) provocou essas medidas como uma cidade levítica para os coatitas
defensivas. (Js 21:20, 24).
6. Belém. Cidade cerca de oito qui- Hebrom. Importante cidade cerca de
lômetros ao sul de Jerusalém (ver com. de 30 km a sul-sudoeste de Jerusalém (ver
Gn 35:19). Gn 23:2; 1Cr 3:1; 6:55, 57; 11:1).
Etã. Cidade cerca de quatro quilôme- 11. Depósitos de víveres. Estas cida-
tros a sudoeste de Belém. des não foram apenas fortificadas; foram
Tecoa. Uma cidade cerca de oito quilô- supridas de depósitos de víveres a fim de
metros ao sul de Belém (ver 1Cr 2:24; 4:5; estarem preparadas para suportar um pro-
2Sm 14:2, 4, 9; 2Cr 20:20; Am 1:1). longado cerco.
7. Bete-Zur. Cidade na parte monta- 13. Os sacerdotes e os levitas. Ex-
nhosa de Judá (Js 15:58), 6,5 km ao norte pulsos de seus cargos, os sacerdotes e levi-
de Hebrom. tas saíram do reino do norte e foram para o
Socó. Cidade cerca de 22,5 km a oeste- sul, onde podiam participar da adoração a
sudoeste de Belém (ver 2Cr 28:18; Js 15:35; Yahweh no templo.
1Sm 17:1). 14. Arredores. Isto é, as terras de pasta-
Adulão. Uma fortaleza, mencionada gens que rodeavam as cidades (ver Lv 25:34;
nos tempos de Davi (lSm 22:1) e nova- Nm 32:2-5; ver com. de Js 14:4).
mente num período posterior (Ne 11:30; Suas possessões. Ver Lv 25:29-34.
Mq 1: 15). Ficava na região limítrofe da Porque [... ] os lançaram fora. A polí-
Sefelá. tica de Jeroboão foi estabelecer um culto
8. Gate. Cidade na região da Filístia religioso, com centros próprios de adora-
que em geral ficava sob controle dos filis- ção, que fosse inteiramente distinto do
teus (1 Rs 2:39-41; Am 6:2). culto prestado a Yahweh em Jerusalém
Maressa. Cidade que ficava na Sefelá (lRs 12:26-33). Assim ele esperava fazer
(ver Js 15:44). Foi neste local que Asa derro- com que seus súditos se desligassem da
tou Zerá, o etíope (ver com. de 2Cr 14:9, lO). capital do reino do sul.

247
11:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

15. Constituiu os seus próprios Deus para Judá, sem dúvida, teve o efeito
sacerdotes. Pela nomeação de seus pró- de produzir um grande fervor na vida reli-
prios sacerdotes, Jeroboão destituiu os levi- giosa do reino do sul, e contribuiu para o
tas do serviço que prestavam em relação fortalecimento moral da nação.
à adoração a Yahweh e desferiu um golpe Três anos. A migração de adoradores
direto contra a ordem levítica e tudo o que de Yahweh do reino do norte para o do sul
ela representava para a continuação do ocorreu durante os primeiros três anos do
culto a Deus (ver PR, IOI). reino de Roboão, enquanto ele foi fiel aos
Altos. Dã e Betel eram os dois princi- princípios divinos (ver 2Cr 12: I).
pais centros de adoração no reino do norte 18. Jerimote. Ele não é mencionado
(IRs 12:29-31), mas havia também, por todo em nenhuma outra parte entre os filhos
o território, altos onde eram realizados os das esposas de Davi (2Sm 3:2-5 ; 5:14-16;
ritos da nova religião (ver I Rs 13:32). ICr 3:1-9; 14:4-7), mas pode ter sido filho
Para os sátiros. As versões ACF, ARC de alguma de suas concubinas (ICr 3:9).
e NTLH traduzem a palavra como "demô- Filha de Eliabe. Provavelmente
nios". Deus considera a vil adoração aos neta. A pa lavra hebraica para filh a tam-
ídolos como sendo adoração a demônio s bém pode representar descendentes mais
(ver Dt 32:17; SI 106:37, 38 ; !Co 10: 20). distantes (ver com. de IC r 2:7). A filha do
A política religiosa de Jeroboão abriu irmão mais velho de Davi (I Sm 17: 13) difi-
caminho para que práticas idólatras cor- cilmente poderia ter se tornado esposa do
ruptas foss em introduzidas em Israel, o neto de Davi.
que degradou o povo e o afas tou ainda 20. Filha de Absalão. Maaca era
mais de Deus. provavelmente neta (ver com. do v. 18) de
16. Além destes. Isto é, dos sacerdo- Absalão, uma vez que Tamar foi sua única
tes e levitas que foram aJudá e a Jerusalém filha (ver com. de IRs 15:2).
(v. 13, 14). 23. Procedeu prudentemente. Dis-
Foram a Jerusalém. Essas pessoas se persando seus filhos por toda a Judá, onde
mudaram para Judá. Seu propósito ao sair de sem dúvida ocuparam posições de respon-
Israel e ir para Judá era ter oportunidade de sabilidade e desenvolveram interesses locais
adorar em Jerusalém. A política de Jeroboão além dos do trono, Roboão sabiamente pro-
era impedir visitas a Jerusalém para pro- moveu os interesses de seu reino.
pósitos de adoração. No tempo de Asa E lhes procurou muitas mulheres.
houve novamente uma migração de adora- A KJV traduz a frase como "e ele desejou
dores fiéis de Yahweh para o reino do sul muitas mulheres". Um h arém numeroso era
(2Cr 15:9). considerado como um sinal de realeza e de
17. Fortaleceram o reino. A migração riqueza. Contudo, era algo desaprovado por
de sacerdotes e de devotos adoradores de Deus (Dt 17: 17).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

I-1 7- PR, 91-93 5 - PR, 92 li , 12, 16, 17 - PR, 93

248
2 CRÔNICAS 12:2

CAPÍTULO 12
1 Roboão abandona o Senhor e é punido por Sisaque. 5 Ele e os príncipes se
arrependem mediante a pregação de Semaías e são livrados da destruição,
mas não do saque. 13 O reinado e morte de Roboão.

Tendo Roboão confirmado o reino e ha- Também levou todos os escudos de ouro que
vendo-se forta lec ido, deixou a lei do SENHOR, e, Salomão tinha feito.
com ele, todo o Israel. lO Em lugar destes fez o rei Roboão esc udos
2 No ano quinto do rei Roboão, Sisaque, de bron ze e os e ntregou n as m ãos dos capi-
rei do Egito, subiu contra Jeru salém (porq ue ti- tães da guarda, que gua rdavam a porta da casa
nham transgredido contra o SENHOR), do rei.
3 com mil e du zentos carros e sessenta mil 11 Toda vez que o rei entrava na Casa do
cavaleiros; era inumerável a gente que vinha SENHOR, os da guarda vinham , e usava m os es-
com ele do Egito, de líbios, suquitas e etíopes. c udos, e tornavam a trazê-los para a câmara da
4 Tomou as cidades fortifi cadas que perten- guarda.
c iam a Judá e veio a Jerusalém . 12 Tendo-se ele humilhado, apa rtou-se dele
5 Então, veio Semaías, o profeta, a Roboão a ira do SENHOR para que não o destruísse ele
e aos príncipes de Judá, que, por causa de todo; porque em Judá a inda hav ia boas coisas .
Sisaque, se ajuntara m em Jerusalém, e disse- 13 Fortificou-se, pois, o rei Roboão e m
lhes: Assim diz o SENHOR: Vós Me deixastes a Jer usalém e continuou rei nando. Ti nha Roboão
Mim, pelo que Eu tam bém vos deixei em poder qu arenta e um anos ele idade quando começou
de Sisaque. a rei nar e reinou dezessete anos em Jerusa lém ,
6 Então, se humilharam os príncipes de cidade que o SENHOR escolheu dentre todas as
Israel e o rei e disseram: O SENHOR é justo. tribos de Israel, para ali estabelecer o Seu nome.
7 Vendo, pois , o SENHOR que se humilha- Sua mãe se chamava Naa má, amonita.
ram, veio a palavra do SENHOR a Semaías, di- 14 Fez ele o que era mau, porquanto não dis-
ze ndo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, pôs o coração para buscar ao SENHOR.
em breve lhes darei socorro, para que o Meu 15 Quanto aos mais atos de Roboão, tanto
furor não se derrame sobre Jerusalém , por inter- os primeiros como os últimos, porventura, não
médio ele Sisaque. estão escr itos no Livro da Hi stória de Semaías,
8 Porém serão seus servos, para que conhe- o profeta, e no ele Ido, o vidente, no registro
çam a diferença e ntre a Minha servidão e a ser- das genealogias? H ouve guerras entre Roboão e
vidão dos reinos da terra. Jeroboão todos os seus dias.
9 Subiu, pois , Sisaque, rei do Egito, con- 16 Descansou Roboão com seus pais e foi
tra Jerusa lém e tomou os tesouros ela Casa do sepultado na Cidade de Davi; e Abias, seu filho,
SENHOR e os tesouros ela casa do rei; tomou tudo. reinou em seu lugar.

1. Deixou a lei. Isto evidentemen- outras abominações, como as degrada ntes


te ocorreu após o terceiro ano de Roboão práticas dos sodomitas, foram encorajadas
(2Cr 11: 17). Os males do reinado de Ro- (ver com. de 1Rs 14:22-24).
boão são apresentados mais detalhada- 2. Sisaque. Os v. 2 a 12 dão o relato da
~nte em Reis . Ali é de clarado que o povo invasão de Sisaque de form a mais completa
edificou altos, está tu as e bosques, e que do que l Reis 14:25 a 28. Sisague deixou

249
12:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

seu próprio relato desta invasão na parede Eu também vos deixei. Esta decla-
do grande templo de Amon, em Karnak, ração revela a maneira como o Senhor lid a
no qual alista nomes de cidades de Judá e com a transgressão. Quando Seu povo O
Israel (ver com . de lRs 14:25, ver também abandona e cai em pecado, o Senhor retira
ilustração, no vol. 2, p. 31). Sua mão protetora, permitindo que as for-
3. Mil e duzentos carros. Estes deta- ças do mal façam sua parte em trazer juízo
lhes sobre extensão e composição do exér- sobre a iniquidade (ver PP, 428, 429).
cito egípcio não são mencionados em Reis. 6. Então, se humilharam. Quando
Líbios. Habitantes de um território no ameaçada de castigo, a orgulhosa Nínive
norte da África, a oeste do Egito. O povo se humilhou e recebeu misericórdia do
dessa região frequentemente se infiltrava Senhor (Jn 3:5-10). Assim também, o
no Egito, misturava-se com os egípcios e juízo colocou Judá de joelhos e a levou ao
servia nas tropas mercenárias. Sisaque, ou arrepend imento.
Sheshonk I, foi o primeiro rei de uma dinas- O SENHOR é justo. O povo reconh eceu
tia de reis líbios que governaram o Egito pro- que o Senhor foi justo ao permitir que lh e
vavelmente de 95 0 a 750 a.C. Os líbios são sobreviessem os juízos merecidos.
também mencionados em 2 Crônicas 16:8; 7. Vendo, pois, o SENHOR. Deus não
Daniel 11:43; e Naum 3:9 (vervol. 2, p. 34). tem prazer no sofrimento que os transgres-
Suquitas. Este povo ainda não foi identi- sores trazem sobre si, e está atento para
ficado. Parece ter sido uma tribo de pequena ver se abandon arão suas iniquidades para
importância que habitava no norte da África. que não se cumpram os juízos preditos (ver
Etíopes. Literalmente, cuxitas. Cuxe Ez 18:30-32).
era o nome geral para a região que ficava Socorro. Grande parte do juízo já havia
ao sul do Egito, e que corresponde mais sobrevindo à nação. O Senhor desta vez
ou menos ao Sudão ou Núbia. No período concederia livramento a um remanescente
clássico aplicava-se a essa região o termo e não traria sobre eles a completa destrui-
Etiópia. Essa identificação não deve ser ção que suas iniquidades mereciam (ver
confundida com a da atual Etiópia, que fica 2Cr 12:12; Ed 9:13; Is 1:9).
mais ao sul e ao leste. Sobre Jerusalém. Pelo fato de o povo
4. As cidades fortificadas. As cida- ter-se arrependido, a ameaça da destrui-
~ .,. des qu e Roboão fortificou parecem estar ção imediata de Jerusa lém foi removid a,
entre essas que caíram diante de Sisaque. contudo ainda havi a a possibilidade de isso
Só o nome de duas delas, Socó e Aijalom acontecer no futuro , caso o povo persistisse
(2Cr 11 :7, 10), está legível hoje na inscrição no pecado.
de Karnak (ver com. do v. 2). 8. A diferença entre a Minha servi-
5. Semaías. A narrativa da mensagem dão. Isto é, para que eles pudessem conhe-
de Semaías para Roboão e para os prínci- cer a diferença entre ser servos de Deus e
pes de Judá não ocorre em Reis. O escri- ser servos de um rei pagão. Eles deveriam
tor de Crônicas frequentemente salienta os experimentar a tirania a que a pessoa se
tristes resultados da transgressão e as bên- submete quando se desvia de Deus e enve-
çãos da obediência . reda pelos caminhos do pecado.
Príncipes [...] se ajuntaram. Como 9. Tomou os tesouros. Os tesouros
as cidades menores es tavam sendo toma- do templo, reunidos por Davi e Salomão
das, os príncipes de Judá retrocederam para e dedicados ao Senhor, caíram então nas
Jerusalém. mãos de um rei pagão. Por causa do pecado,

250
2 CRÔNICAS 12:15

os professas filhos de Deus atraíram opró- Quarenta e um. Uma vez que Salomão
brio, não só para si mesmos, mas também reinou 40 anos (2Cr 9:30), Roboão prova-
sobre Deus. velmente na sceu um a no antes de Salomão
10. Capitães da guarda. É presumí- subir ao trono.
vel que os esc udos de ouro fossem para uso 14. Não dispôs o coração. Estas
da guarda rea l (ver com. de 2Cr 9: 16), e os palavras explicam a ra zão das iniquidades
esc udos de bronze foram então entregues de Roboão. A partir deste ponto, à medid a
nas mãos dos capitães da guarda. A pala- que os vários sucessores ao trono são des -
vra para "guarda", ratsim , literalmente sig- critos, seu reinado é caracterizado como
nific a "corredores". Ela aparece também tendo sido bom (reto) ou mau (ver 2Cr 14:2 ;
em 1 Samuel 22:17, e a mesma frase usada 20:32; 21:6; etc.).
nesse texto é traduzida como "homens que 15. Livro da História de Semaías.
corressem", em 1 Reis 1:5. Em todos os Os v. 15 e 16 constituem a fórmula de encer-
casos os homens mencionados parecem ter ramento do reinado de Roboão. Estas pala-
pertencido à guarda pessoal do rei. vras são tipicamente empregadas no fim
13. Fortificou-se. Estas palavras indi- da descri ção do reinado dos monarca s (ver
cam que Roboão se recuperou dos resulta- 2Cr 9:29 ;13:22; 14:1 ; 16:11 , 13, 14; 21:1 ;
dos da invasão de Sisaque. etc.). A seção paralela é 1 Reis 14:29 a 31.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-16 - PR, 93 -96 2-5- PR, 94 14, 16- PR, 96


1 - PR, 93 6-12 - PR, 95

CAPÍTULO 13
1 Abias guerreia contra ]eroboão. 4 Ele declara o direito de sua causa. 13 Confia
em Deus e vence Jeroboão. 21 As esposas e os filhos de Abias.

No décimo oitavo ano do rei Je roboão, de Efr a im , e disse: Ou vi-me, Je robo ão e todo
Abias começou a re inar sobre Judá . Três anos o Israel:
reinou em Jerusa lém. 5 Não vos convém saber que o SEN HOR,
2 Era o nome de sua mãe Micaía, filha de Deus de Israel, deu para sempre a Davi a so-
Uriel, de Gibeá. Também hou ve guerra entre berania de Israel, a ele e a seus fi lhos, por um a
Abias e Jeroboão. a liança de sal?
3 Abias ordenou a peleja com um exército 6 Contudo, se leva ntou Jeroboão, filho de
de valen tes guerreiros, de quatrocentos mil ho- N ebate, servo de Salom ão, filho de Davi , e se
mens escolhidos; e Jeroboão dispôs contra e le a rebelou contra seu senhor.
batalha com oitocentos mil home ns escolhidos, 7 Ajuntou-se a ele ge nte vadi a, homens ma-
todos guerre iros valentes. lignos; fortifi ca ram-se contra Roboão, filho de
4 Pôs-s e Abias e m pé no a lto do monte Salomão; sendo Roboão aind a jove m e indec iso,
Ze m a raim , qu e es tá na região montanho sa não lhes pôde resistir.

251
13:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

8 Agora, pensais que podeis resistir ao reino contra eles por detrás; de maneira que estavam
do SENHOR, que está nas mãos dos filhos de em frente dos homens de Judá, e a emboscada,
Davi; bem sois vós uma grande multidão e ten- por detrás deles.
des convosco os bezerros de ouro que Jeroboão 14 Olhou Judá e viu que a peleja estava
vos fez para deuses. por diante e por detrás; então, clamaram ao
9 Não lançastes fora os sacerdotes do SENHOR, e os sacerdotes tocaram as trombetas.
SENHOR, os filhos de Arão e os levitas, e não 15 Os homens de Judá gritaram; quando gri-
fizestes para vós outros sacerdotes, como as tavam, feriu Deus a Jeroboão e a todo o Israel
gentes das outras terras? Qualquer que vem diante de Abias e ele Judá.
a consagrar-se com um novilho e sete carnei- 16 Os filhos de Israel fugiram de diante ele
ros logo se faz sacerdote daqueles que não são Judá, pois Deus os entregara nas suas mãos.
deuses. 17 De maneira que Abias e o seu povo fi-
lO Porém, quanto a nós, o SENHOR é nosso zeram grande matança entre eles; porque caí-
Deus, e nunca o deixamos; temos sacerdotes, ram feridos de Israel quinhentos mil homens
que ministram ao SENHOR, a saber, os filhos de escolhidos.
Arão e os levitas na sua obra. 18 Assim, foram humilhados os filhos de
11 Cada dia, de manhã e à tarde, oferecem Israel naquele tempo; preval eceram os filhos
holocaustos e queimam incenso aromático, de Judá, porque confiaram no SENHOR, Deus de
dispondo os pães ela proposição sobre a mesa seus pais.
puríssima e o candeeiro de ouro e as suas lâm- 19 Abias perseguiu a Jeroboão e lhe tomou
padas para se acenderem cada tarde, porque cidades: Bete!, Jesana e Efrom, com suas res-
nós guardamos o preceito do SENHOR, nosso pectivas vilas.
Deus; porém vós o deixastes. 20 Jeroboão não restaurou mais o seu poder
12 Eis que Deus está conosco, à nossa fren- no tempo de Abias; feriu o SENHOR a Jeroboão,
te, como também os Seus sacerdotes , toc an- que morreu.
do com as trombetas, para rebate contra vós 21 Abias, porém, se fortificou, e tomou pa ra
outros, ó filhos de Israel; não pelejeis contra o si catorze mulheres, e gerou vinte e dois filhos e
SEN HOR, De us de vossos pais, porque não sereis dezesseis filhas.
bem-sucedidos. 22 Quanto aos mais atos de Abias , tanto
l3 Mas Jeroboão ordenou aos que estavam o que fez como o qu e disse, estão escritos no
de emboscada que fi zessem uma volta e dessem Livro da História do Profeta Ido.

1. No décimo oitavo ano. Este verso é Abias. No original, o nome é grafado no


quase idêntico a 1 Reis 15: l. Nos livros dos livro dos Reis como "Abiam" (BJ) ou Abíão
~ · Reis a narrativa do reinado de cada monarca, (TB; 1Rs 15:1; etc.).
tanto de Judá quanto de Israel, começa regu- 2. Micaía, filha de Uriel. O relato
larmente com a sincronização de seu reinado paralelo diz: "Maaca, filha de Absalão" (lRs
com o do monarca do reino vizinho, mas este 15:2). Abias era o filho de "Maaca, filha de
é o único sincronismo desse tipo encontrado Absalão" (2Cr 11:20-22). Assim, "Micaía"
em Crônicas. Deve-se notar que Crônicas deve ser é outra forma do nome "Maaca".
trata primariamente da nação de Judá, e que Se Maaca era a neta de Absalão, e filha de
menciona Israel só incidentalmente. Quanto Tamar, que era filha de Absalão (ver com.
ao provável significado de "no décimo oitavo de 1Rs 15:2), então Uríel, de Gibeá, deve ter
ano do rei Jeroboão", ver com. de 1 Reis 15:1. sido o marido de Tamar.

252
2 CRÔN ICAS 13:1 8

Houve guerra. Ver 1 Reis 15:7, em que 10. O SENHOR é nosso Deus. Jud á
esta guerra é mencion ada na fórmula de aind a era form almente leal ao culto a Deus,
encerramento do reinado de Abias . embora o próprio Abias não servisse a Deus
3. Quatrocentos mil. O s números de todo o coração (lRs 15: 3).
citados aqui podem ser comparados com os 11. Nós guardamos o preceito.
do censo de Davi: 470 mil homens em idade Empenh ar-se n a observâ ncia dos ritua is
milita r em Jud á e 1,1 milhão em Israel do sa ntuário era considerado como gua r-
(l C r 21:5 ); e com os totais registrados em dar os preceitos de Yahweh (ver Lv 8:35;
2 Sa muel 24:9, de 500 mil hom ens de Nm 3:7; 9: 19; 18:3-5). Contudo, verdadeira-
guerra em Judá e 800 mil em Israel. mente guardar o preceito do Senhor envol-
4. Monte Zemaraim. A localização via não só uma observância extern a dos
exata deste monte não é conhecida. rituais religiosos, m as também um a obe-
5. Deu [... ] a soberania. Abias diência a todos os m andamentos do Senhor
repreendeu o povo de Israel por sua revolta, (ver Dt 11:1 ; 1Rs 2:3).
afirma ndo q ue eles não tinham direito à 12. À nossa frente. O s fi lhos de Judá
independência de Judá, pois De us h avia reivindi cavam q ue D e us estava com eles
dado o reino a Dav i para sempre. para travar suas batalhas e dir igir seus
Aliança de sal. Um pacto fi rm e e ca minhos (ve r 2Cr 32:7, 8).
inviolável (ver com. de Nm 18: 19). Tocando com as trombetas. Ver
6. Servo de Salomão. Ver lRs 11:26-28 . N m 10:8, 9.
7. Homens malignos. As versões Contra o S ENHOR. Ninguém que lute
ARC e ACF trazem "fil hos de Belia l". contra Deus pode esperar vencer.
Litera lmente, "filh os da inutilidade" ou 13. De emboscada. Jeroboão co n-
"filh os da imprestabilid ade" (ver com . de fiava em táticas ava nçada s, mas Ju dá pôs
Dt 13: 13; Jz 19:22; 1Rs 21:10). sua confia nça no Senhor. A despeito do
Ainda jovem e indeciso. No sentido sucesso potenc ial que esses movimentos
de ser inexperiente. Roboão tinha 41 anos de táticos prometiam, n ão podiam trazer vitó-
idade quando começou a reinar (2Cr 12: 13). ria contra Deu s.
8. Reino do S ENHOR. Uma vez que a 15. Feriu Deus a Jeroboão. A vitó-
nação de Judá era uma continuação do reino ria alcançada foi ganh a não p or homen s,
de Davi, que havia sido estabelecido pelo mas por Deus. Os seres humanos, contudo,
Senhor, Abias arrazoou que a resistência con- fo ram instrumentos n as mãos do Se nho r
tra Judá constituía resistência contra Deus. para executar Sua vontade.
Bezerros de ouro. Abias ridicularizou 16. Nas suas mãos. Sem a ajuda de
Israel por se aventurar a levantar- se, ape- Deus , as forças de Israel eram impotentes
nas com a ajuda de bezerros de ouro, contra d ia nte do p ovo de Judá. Israel, com seu s
Jud á, que tinh a a ajuda de Ya hweh. ídolos e bezerros de ou ro, ca iu nas mãos do
9. Lançastes fora os sacerdotes. Ver povo de Judá, que colocou sua confi a nça
2Cr 11:14. no Senhor. -.;t
Qualquer que vem. Em Israe l era pos- 18. Porque confiaram. A narrativa
sível que qu alquer pessoa se torn asse um repetidamente chama a atenção para a ver-
sacerdote, enquanto qu e o Senhor havia dadeira razão do sucesso de Judá. A gra nde
ordenado q ue apenas os descendentes de necessidade do ser hum ano é reconhe-
Arão devessem ofi ciar nessa capacid ade (ver cer sua dep endência da poderosa mão do
N m 18: 1-7) . Senhor e viver e trabalhar de tal form a qu e

25 3
13:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

a presença divina possa estar com ele. Nos Efrom. Esta cidade ainda não foi iden-
últimos dias, o remanescente fiel colocará tificada. Alguns acham que era a Ofra do
sua confiança no Senhor e não será enver- NT, ets-Tsaiyiheh, cerca de oito quilômetros
gonhado (Dn 12: 1). a nordeste de Bete!.
19. Betel. Cidade cerca de 17 km ao 20. Feriu o SENHOR a Jeroboão. Não
norte de Jerusalém. As cidades aqui mencio- há informações disponíveis para indic a r a
nadas não per maneceram por muito tempo maneira precisa em que isto aconteceu.
nas mãos de Judá , pois Baasa, de Israel, 21. Abias, porém, se fortificou.
começou a fortificar Ramá poucos anos mais Achando -se forte e seguro depois de sua
ta rde (ver 1Rs 15:17-21). Ramá ficava cerca vitória sobre Jeroboão, Abias se entregou a
de nove quilômetros ao norte de Jerusalém. uma vid a de lu xúria (ver 1Rs 15:3).
Jesana. Provavelmente Burj el-Isâneh , 22. Livro da História do Profeta
a noroeste de Baal-Hazor, poucos quilôme- Ido. Em 2 Crônicas 12:15, menciona -se
tros ao norte de Bete!. uma obra de Ido sobre genea logias.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

19, 20- PR , 107

CAPÍTULO 14
1 Asa elimina a idolatria. 6 Em período de paz, ele robustece seu reino com fortal ezas
e exércitos. 9 Clamando a Deus, ele derrota lerá e despoja os etíopes.

1 Abias desca nsou com seus pais, e o sepul- 7 Disse, pois, a Judá: Ed ifiquemos estas ci-
taram na Cidade de Davi. Em seu lugar reinou dades, cerquemo-las de muros e torres, portas
seu filho Asa, em cujos dias a terra esteve em e ferro lhos, enquanto a terra ainda está em paz
paz dez anos. diante de nós, pois temos buscado ao SENHOR,
2 Asa fe z o que era bom e reto perante o nosso Deus; temo-Lo buscado, e Ele nos de u re-
SENHOR, seu Deus. pouso de todos os lados.
3 Porque aboliu os altares dos deuses estra- 8 Edificaram e prosperara m. Tinha Asa,
nhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e no seu exército, trezentos mil de Juclá, que tra-
cortou os postes-ídolos. ziam pavês e lança, e du zentos e oitenta mi l de
4 Ordenou a Judá que buscasse ao SENHOR, Benjamim , que traziam escudo e atiravam com
Deus de seus pais, e que observasse a lei e o a rco; todos eram homens va lentes.
mandamento. 9 Zerá, o etíope , saiu contra eles, com um
5 Também aboliu de todas as cidades de Judá exército de um milhão de homens e trezentos
o culto nos a ltos e os altares do incenso; e houve carros, e chegou até Maressa.
paz no seu reinado. lO Então, Asa saiu contra ele; e ordenaram
6 Edificou cidades fortificadas em Judá, pois a batalha no va le de Zefatá, perto de Maressa.
havia paz na terra, e não houve guerra contra ele na- ll C lamou Asa ao SENHOR, seu Deus, e
queles anos, porquanto o SENHOR lhe dera repouso. disse: SENHOR , a lém de Ti não há quem possa

254
2 CRÔN ICAS 14:7

socorrer nu ma batalha entre o poderoso e o des troçados di an te do SEN HOR e diante do


fraco ; ajuda- nos , pois , SENHOR, nosso De us, Seu exé rcito , e leva ra m dali mui gra nd e
porque em T i confi amos e no Teu nome viemos des pojo.
co ntra esta multidão. SENHOR , Tu és o nosso 14 Ferira m todas as c id ades ao re dor de
D e us, não preva leça contra Ti o homem. Gera r, porqu e o terro r do SEN HOR as hav ia in -
12 O SE NHOR fe riu os etíopes d ia nte de vadido; e saq uea ram tod as as cidades, porqu e
Asa e d iante de Judá; e e les fu gira m. havia nelas muita presa .
13 Asa e o povo qu e es tava com ele os 15 Tamb é m feriram as tendas dos don os
p e rseguiram até Gera r ; e caíra m os etíopes do gado , levaram ovelh as e m abundâ nc ia e ca-
~ ,. se m res tar ne m um sequ e r; porqu e foram melos e voltara m para Jer usa lém.

1. Em paz dez anos. Ver v. 6 . Esta eram comuns na Palestina , nessa época, e
informação não é dada em Reis, e m que o faziam parte das formas corrupta s de reli-
relato declara que "houve guerra entre Asa gião oriundas da Pales tina. Moisés orde-
e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias" nou a destruiç ão dos matseboth (ve r com .
(lRs 15:1 6). A declaração não significa que de Dt 12:3; 16:22). Algun s acham que essas
h ouve conflito direto entre Israel e Judá "colunas" eram embl emas fáli cos.
dura nte todo o longo reinado de 41 a nos Postes-ídolos. Do heb. 'ashe rim , postes
do rei Asa (2Cr 16:13; cf. 1Rs 15:10; com de madeira ou árvores sagradas que e ra m
respeito ao cômputo do reinado, ver vol. 2, emblemas da deusa da fe rtilid ade can a-
p. 121), mas que não houve verdadeira pa z neia (ver com. de )z 3:7). Os 'asherim são
entre as duas nações. frequentemente mencionados e m conexão
2. O que era bom. O relato para lelo com a adoração a Baal (Jz 6:25 , 28). Moisés
acrescenta: "como Davi, seu pai" (1 Rs 15: 11). proibiu os israelitas de coloca r um poste-
3. Aboliu os altares. Este verso ap re- ídolo junto ao altar do Senhor e ordeno u
senta um qu adro da terrível idolatria e m que esses emb lemas idolátricos foss em des -
que a nação havia caído após o rein ado de truídos (ver co m. de Dt 7:5 ; 16:21).
Davi. O relato do movimento reformatório 5. Altos. Ver com. do v. 3.
de Asa (lRs 15:1 2) começa com a declara- Altares de incenso. Do heb. hamma-
ção de que ele "tirou da terra os prostitutos- nim. Ta lvez hammanim. ve nha da raiz ham-
cult uais", uma revelação da triste co ndição man, "estar quente". A palavra já foi aplicada
em que a nação havia caído. por algun s a colu nas ou "imagens do sol"
Altos. Ver 2Cr 15:17; 1Rs 15:14. Os altos (como na ARC e na TB); contudo, a opi-
removidos por Asa evidentemente eram aque- nião preva lecente pa rece ser a interpretação
les devotados à adoração de ídolos, pois são de ha-rnmanim como "alta res de ince nso"
mencionados em conexão com isso. Contudo, (como na ARA). A palavra ocorre tamb ém
ou Asa permitiu que continuassem os san- em Levítico 26:30 e Isaías 27:9 (ARC ).
tuários locais não autorizados de adoração 6. Edificou cidades fortificadas. Ver
a Yahweh, ou, se sua campan ha foi dirigida 2C r 11:5 -12.
contra todos os altos, não foi totalmente bem- 7. Edifiquemos estas cidades. A refe-
sucedida, pois "os altos [... ] não foram tirados" rência é a um sistema geral de defesa, tanto
(lRs 15: 14; ver com. de 2Cr 15:17). no sul, cont ra o Egito, quanto no norte,
Colunas. Do heb. Matseboth . Estas contra Israel. Asa fez tudo o que estava
colun as cons isti am de pedras sagradas qu e em seu poder para fortalecer seu rein o e

255
14: 8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

se preparar pa ra perigos que certamente chegada das forças de Asa, Zerá sem dúvida
viriam, de forma que seu povo não sofresse retrocedeu até a expansão mais ampla do
com as agressões de vizinhos hostis. wadi, onde podia fazer uso de seus carros.
8. Trezentos mil. Ver 2Cr 13:3. Provavel- 11. Clamou Asa ao SENHOR. Asa havia
mente esta não era a extensão do exército per- preparado cidades de defesa e tinha um exér-
manente de Asa, mas constituía o número dos cito grande e bem equipado. No entanto,
homens capazes de portar armas no país, que sua confiança não estava apenas em armas
estariam disponíveis em caso de emergência. humanas, mas em Deus. Ao enfrentar o ini-
Pavês. Um grande escudo (ver com. de migo, ele o fez em nome do Senhor e como
2Cr 9:15; 1Rs 10:16). representante de Deus.
9. Zerá, o etíope. Não foi possível iden- Contra Ti. Ao enfrentar Zerá em nome
tificar Zerá a partir de registros contemporâ- do Senhor, Asa sentiu que sua própri a der-
neos. Uma vez que havia cuxitas nas regiões rota seria uma derrota para o Senhor.
do oeste da Arábia e do leste da África que 12. O SENHOR feriu. Deus capacitou
faziam limite com o Mar Morto (ver Gn 10:6), Asa a obter uma incrível vitória. Judá tinha
é possível que Zerá fosse oriundo dali. Talvez poderosos inimigos, tanto no norte quanto no
ele tivesse em seu exército forças líbias auxi- sul. Deixada a si mesma, a nação rapidamente
liares provenientes do Egito, onde gover- teria sucumbido ante o poder superior das
nava uma dinasti a líbia. Asa havia feito o que forças arregimentadas contra ela. Mas, com a
podia para fortalecer as defesas nacionais ajuda de Deus, ela era invencível. O ataque de
e treinar um exército (2Cr 14:6-8). Assim, Zerá foi a última ameaça séria, proveniente do
~ ~ quando Zerá atacou, Judá estava preparado. sul, que Judá enfrentaria. Daí por diante seus
Um milhão de homens. Literalmente, inimigos viriam do norte - primeiro a Assíria,
"mil milhares" (ARC, ed. de 1969). Alguns no tempo de Senaqueribe, e depois Babilônia,
acham que esse número simétrico expressa no tempo de Nabucodonosor, os quais arrui-
a ideia de um exército muito grande , da nariam a nação.
mesma form a que hoje se fala de uma 13. Gerar. Uma cidade cerca de 17 km
"miríade" sem a intenção de transmitir a ao sul de Gaza, na rota para o Egito.
ideia exata ou mesmo aproximada de "dez Seu exército. O exército de Asa. O povo
mil", que é o significado litera l do termo. de Deus foi instrumento em Suas mãos para
Aqueles que sustentam essa opinião salien- executar a obra divina.
tam que um milhão de homens seria algo 14. Feriram todas as cidades. Estas
totalmente fora de proporção. Seja como cidades vizinhas de Gerar eram filisteias.
for, as forças de Zerá obviamente consti- Sem dúvid a, elas haviam ajudado Zerá.
tuíam uma esmagadora multidão para Asa O terror do SENHOR. Quando Deus
e seu exército (ver p. 113-115). manifesta poder em favor de Seu povo, o
Maressa. Uma das fortalezas edifica- temor se apodera do inimigo, e este já não
das por Roboão (2C r 11:8). Estava loca- manifesta mais coragem ou força para resis-
lizada na regi ão baixa de Judá, cerca de tir (ver 2Cr 17:10).
40 km a sudoes te de Jerusalém. 15. Camelos. Gerar estava na fron-
10. Vale de Zefatá. A noroeste de teira do deserto que ficava ao sul, entre a
Maressa h á um amplo wadi (vale) que Palestina e o Egito, e os habitantes dessa
chega até a planície filisteia. A referênci a região, portanto, deviam ter muitos came-
aqui é provavelm en te a essa região. Com a los (ver 1Sm 27:9; 30:17).

256
2 CRÔNICAS l 5: l

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

l-15- PR, 110-112 2-9- PR, llO ll-13- PR, lll, 112

CAPÍTULO 15
1 Asa, juntamente com ]udá e muitos de Israel, movidos pela profecia de Azarias,
fazem solene aliança com Deus. 16 Ele depõe sua mãe devido à idolatria. 18 Leva
as coisas consagradas para a casa de Deus e desfruta longo período de paz.

Veio o Espírito de Deus sobre Azarias, lO Reuniram-se, em Jerusalém, no terceiro


filho de Odede . mês, no décimo quinto ano do reinado de Asa .
2 Este saiu ao encontro de Asa e lhe disse: ll Naquele dia, ofereceram em sacrifício ao
Ouvi-me, Asa, e todo o Judá, e Benjamim. SENHOR, do despojo que trouxeram, setece ntos
O SENHOR está convosco, enquanto vós estais bois e sete mil ovelhas.
com Ele; se O buscardes, Ele Se deixará achar; 12 Entraram em aliança de buscarem ao
porém, se O deixardes, vos deixará. SENHOR, Deus de seus pais, de todo o coração e
3 Israel esteve por muito tempo sem o verdadei- de toda a alma;
ro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem lei . 13 e de que todo aquele que não buscas-
4 Mas, quando, na sua angústia, eles volta- se ao SENHOR, Deus de Israel, morresse, tanto
ram ao SENHOR, Deus de Israel, e O buscaram, o menor como o maior, tanto homem como
foi por eles achado. mulher.
~~ 5 Naqueles tempos, não havia paz nem para 14 Juraram ao SEN HOR , em alta voz, com jú-
os que saíam nem para os que entravam, mas bilo, e com clarins, e com trombetas.
muitas perturbações sobre todos os habitantes 15 Todo o Judá se alegrou por motivo deste
daquelas terras. juramento, porque, de todo o coração, eles ju-
6 Porque nação contra nação e cidade con- raram e, de tod a a boa vontade, buscaram ao
tra cidade se despedaçavam, pois Deus os con- SENHOR, e por eles foi achado. O SENHOR lhes
turbou com toda sorte de angústia . deu paz por toda parte.
7 Mas sede fortes, e não desfaleçam as vos- 16 O rei Asa depôs também a Maaca, sua
sas mãos, porque a vossa obra terá recompensa. mãe, da dignidade de rainha-mãe, porquanto
8 Ouvindo, pois, Asa estas palavras e a pro- e la havia feito a Aserá, uma abominável ima-
fecia do profeta, filho de Odede, cobrou ânimo gem ; Asa destruiu-lhe a imagem , que, feita em
e lançou as abominações fora de toda a terra de pó, queimou no vale de Cedrom.
Judá e de Benjamim, como também das cidades 17 Os a Itos, porém, não foram tirados de
que tomara na região montanhosa de Efraim; e Israel; todavia, o coração de Asa foi perfeito
renovou o a ltar do SENHOR, que estava diante do todos os seus dias.
pórtico do SENHOR. 18 Trouxe à Casa de Deus as coisas con -
9 Congregou todo o Judá e Benjamim e tam- sagradas por seu pai e as coisas que e le
bé m os de Efraim, Manassés e Simeão que mo- mesmo consagrara: prata, ouro e objetos de
ravam no seu meio, porque muitos de Israel utilidade .
desertaram para ele, vendo que o SENHOR, seu 19 Não houve guerra até ao trigés imo quin-
Deus, era com ele. to ano do reinado de Asa.

257
15: 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

1. Azarias. Este profeta não é mencio- livrando-os das mãos de se us inimigos (ver
nado em outra parte além deste capítulo. SI 106:44; 107:6).
O que vem narrado a seguir só se encontra 6. Nação contra nação [...] se despe-
em Crônicas e é uma importante contribui- daçavam. Nesta passagem , o tex to da LXX
ção para a história de Judá. Os fatos aqui pode ser trad uzido como: "E nação guer-
registrados são de interesse para o estudo reará contra nação, e cidade contra cidade,
da experiência religiosa do povo de Deus e porque Deus as confundiu com toda sorte
revelam a grande influência dos que têm o de aflição" (ve r Is 19:2). Um exemplo típico <11 ~
Senhor naquilo que fazem. pode ser ex traído do período dos juízes, um
2. Saiu ao encontro de Asa. Azarias tempo de grande inquietude e debilidade,
esteve com Asa quando este voltava da não só na Palestina, mas em todo o antigo
grande vitória sobre Zerá, o etíope (ver Oriente Próximo. O Egito, que havia sido
2Cr 14:9-15). uma grande potência, tornava-se cada vez
Enquanto vós estais com Ele. Ver mais fraco, até chegar ao nível mais baixo
Tg 4:8. Asa h avia buscado a Deus e feito durante a 20• e a 21• dinastias, c. 1200-
tudo o que podia para andar em Seus cami- 950 a.C. (ver vol. 2, p. 11, 12, 30-34). Forças
nhos e fazer Sua obra (2Cr 14:11). Assim, o desestabilizadoras se evidenciavam por toda
Senhor esteve com ele de maneira poderosa parte, a realeza perdia o respeito do povo,
para guiá-lo e abençoá-lo. os trabalhadores pass avam fome e havia
Ele Se deixará achar. Ver 1Cr 28:9; desordem geral no país. A Assíria ainda
2Cr 15:4, 15 ; 33:12, 13; ]r 29:13; Mt 7:7. não havia subido ao poder e Babilônia era
3. Muito tempo. A tradução literal do fraca (ver vol. 2, p. 38-40). O império heteu,
v. 3 seria: "E muitos dias para Israel sem o que durante a primeira parte desse período
verdadeiro Deus, e sem sacerdote ensina- havia sido um a grande potência, desmoro-
dor, e sem lei." A passagem não tem verbos, nou diante dos ataques dos Povos do Mar
portanto, a determinação do tempo é dada (ver vol. 2 , p. 10, 15-1 7) e se fragmentou
à interpretação. Há divergência de opiniões num grande número de pequenas nações.
quanto a se esta seção é um a profecia sobre O profeta dá uma descri ção vívida e incri-
a história então futura de Israel, se é uma velmente precisa da situação que prevalecia
avaliação da história geral de Israel no pas- no antigo Oriente Próximo na última parte
sado, ou se tem aplicação específica àquele do segundo milênio a.C., embora sua des-
momento presente, isto é, ao período pos- crição também se encaixe em outros perío-
terior à divisão do reino. A observação do dos (ver com. do v. 3).
profeta se aplica a qualquer desses períodos 7. Mas sede fortes. O conselho do
(ver sobre as apostasias no tempo dos juí- profeta foi, na verdade: "Sejam fortes no
zes, em ]z 2:11-19; 3:7-10, 12-14; 4:1-3 ; 6:1- SENHOR, continuem firmes em sua lealdade
6; 8:33-35; 10:6-9). a Ele e enfrentem o futuro com coragem."
Sem sacerdote que o ensinasse. Os Azarias estava encorajando Asa a continuar
sacerdotes eram os instrutores religiosos do com as medidas agressivas que tinha tomado
povo e lhes ensinavam a Palavra de Deus e contra a idolatria e em sua firme política em
a lei do Senhor (ver Lv 10:11 ; Dt 17:9, 11 ; favor dos interesses nacionais de Jud á.
24:8; 33:10; Ed 7:25; Jr 18: 18; Ez 44:23). Terá recompensa. Por ter tomado
4. Voltaram. Qu ando em apuros posição firme ao lado do Senhor, Asa não
o povo se voltava para Deus, Ele ouvia seria abandonado, m as lhe seria permitido
suas orações e era gracioso para com eles, colher as recompensas de seus esforços.

258
2 CRÔNICAS 15: 16

8. A profecia do profeta. O hebraico 10. Décimo quinto ano. Essa reuni ão


desta frase não pode ser traduzido desta em Jerusalém, no 15" ano de Asa, fixa tam-
form a porque a construção não permite o bém esse ano ou o anterior como aq uele
uso da preposição seguida de artigo (" do") em que ocorreu a vitóri a sobre Zerá. Se a
para mostrar a relação e ntre os dois subs- guerra com Zerá, a volta para Jeru salé m,
tantivos. Contudo, sem isso a fras e fica obs- a migração das tribos do norte para o sul
cura. Evidentemente estéÍ faltando algo no e a convocação da assembleia em Je ru salém
texto hebraico. É provável que o manuscrito ocorreram no prazo de três meses, então a
alexandrino da LXX e a versão Siríaca pre- guerra com Zerá foi travada no 15" ano de
servaram o texto correto, pois apresentam o Asa. Do contrário (o que é ma is provável),
nome "Azarias" (v. 1), de forma que a fras e ela ocorreu em se u 14" ano.
fica: "a profecia de Azarias, filho de Odede" 11. Ofereceram. As numerosas ofer-
(ver NTLH, NVI). tas eram provavelmente pacíficas, feitas
As abominações. Poucas reformas são durante uma fe sta geral de regozijo e ações
completas. Asa havia feito grande esforço de graças a Deus em que houve a partici-
para limpar a te rra de suas abominações, pação do povo. Salom ão também ofereceu
m as sua obra evidentemente teve sucesso gra nde número de ofertas pacíficas na dedi-
apenas parcial. Encorajado pelas palavras cação elo templo (ver 1Rs 8:63-6 6).
de Azarias, Asa então renovou seus esfo rços 12. Em aliança. Esta foi um a solene
para remover todo o mal do país. renovação da aliança nacional feita e ntre
Na região montanhosa de Efraim. D e us e o povo no Sinai (Êx 19:5-8;
Ver 2Cr 17:2. Embora não tivesse se empe- 24:3-8). A aliança foi rea firmad a e ntre -<~ ~
nh ado e m guerra aberta contra Israel, Asa Deus e Israel em várias ocasiões da his-
era forte o suficiente para tomar do reino do tória dos jude us , geralm e nte ap ós per ío-
norte várias cid ades front eiriças. dos ele aposta sia (ve r 2R s 23:3; 2Cr 34: 31;
Renovou o altar. Expre ssão seme- Ne 10:28-39).
lhante é empregada em 2 Crônicas 24:4, De todo o coração. Ver Dt 4: 29.
com respeito a Joás . As sim, parece que o 13. Morresse. Quando a ali a nça da
altar tinha sido contamin ado e estava ent ão nação com Yahweh foi renovada , ficou
sendo purificado e reconsagrado ao Senhor. determinado que todo o povo seria incluído,
9. Que moravam no seu meio. A e que todos que não tom assem posição ao
A RC traz "os estrangeiros". Estes eram lado de De us deveria m morrer. No tempo
membros de tribos pertencentes ao reino do de 1\iloisés foi prescrita a pena de morte
norte. Durante o reinado ele Roboão ocor- para quem fosse achado "tra nsgredindo
re u um a migração semelhante el e cidadãos a Sua alia nça" pela adoração ele qual-
de Israel para Juclá (2Cr 11:16). quer outro deu s (Dt 17:2-7; cf. Êx 22:20 ;
E Simeão. Embora Simeão ficasse den- Dt 13: 6 -10, 12-15).
tro das fronteiras do reino do sul (Js 19:1), 14. Juraram ao SENHOR. A aliança
mui tos membros desta tribo provavelmente com Deus foi renovada por solene jurame nto.
tinham ido morar no território de Israel na 16. Maaca. Os v. 16 a 18 podem ser
época da divi são. comparados com 1 Reis 15:13 a 15. H á pou-
Vendo. Quand o o povo ele Israel viu que cas variações, de pequena importância.
D eus estava com Asa e que o abençoava, Sua mãe. Na verdade sua avó, pois
muitos saíram do reino do norte para morar Maaca era a mãe de Abias (ver 2Cr 11: 20 ;
em Judá . ver com . ele 1Rs 15:10; 1Cr 2:7).

259
15:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Aserá. Esta é a tradução literal. A NTLH de Abias sobre Jeroboão (2Cr 13:16-19).
traduz a palavra como "poste-ídolo" e a NVI, Que ele mesmo consagrara. Prova-
como "poste sagrado". velmente, parte dos despojos da vitória sobre
Uma abominável imagem. Do heb. Zerá (2Cr 14:13-15). Sem dúvida, es tavam
mifietseth. Esta palavra indica um ídolo hor- sendo feitos esforços para repor o tesouro do
rível (ver com. de 1Rs 15:13). templo que fora levado por Sisaque durante
17. Não foram tirados. Foram tira- o reinado de Roboão (2Cr 12:9).
dos alguns altos (2Cr 14:3, 5), que evidente- 19. Não houve guerra. Embora a
mente era m centros de adoração a ídolos. Os NTLH traduza "não houve mais guerra", e
altos deixados provavelmente eram santuários a NVI, "não houve mais guerra nenhuma",
locais para a adoração de Yahweh, embora não a frase no hebraico diz simplesmente: "não
fossem autori zados. Talvez tenham persistido houve guerra" (ver com. a seguir).
a despeito dos esforços de Asa em eliminá-los. Trigésimo quinto ano. Presumivel-
De Israel. Estas palavras não se encon- mente o 35o ano do reino do sul (ver com.
tram na passagem paralela de 1 Reis 15:14. de 2Cr 16:1), que seria o 14oano do reinado de
Evidentemente a referência é ao reino do sul, Asa. À luz desse cálcu lo, seria incorreto tra-
pois dificilmente Asa poderia ter empreendido du zir a primeira parte do verso como "não
a tarefa de remover os altos do reino do norte. houve mais guerra", uma vez que o 14° ano
18. Consagradas por seu pai. Provavel- provavelmente marcou o in ício das hostili-
mente, artigos tirados dos despojos da vitóri a dades no reinado de Asa.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1, 2, 7-12, 15 - PR, 112

CAPÍTULO 16
1 Com a ajuda dos siros, Asa fa z com que Baasa deixe de edificar Ramá. 7 Ao ser
reprovado por Hanani, ele o coloca na prisão. 11 Ele não busca a Deus em sua
enfermidade, mas aos médicos. 13 Sua mo1·te e sepultamento.

l No trigési mo sexto ano do rein ado de Asa, e ouro; vai e anula a tua a iiança com Baasa, rei
subiu Baasa, rei de Israel, contra Judá e edi- de Israel, para que se retire de mim.
ficou a Ham á, para que a ninguém fosse per- 4 Ben-H adade deu ouvidos ao rei Asa e
mitido sai r de junto de Asa, rei de Judá, ne m enviou os cap itães dos seu s exércitos contra
chegar a ele. as cidades de Israe l; e fe riu a ljom , a Dã, a
2 E ntão, Asa tomou prata e ouro dos tesou- A bel-M aim e todas as c ida des-a rma zé n s de
ros da Casa do SENHOR e dos tesouros da casa Naftali.
do rei e e nviou servos a Be n-Hadade , rei da 5 Ouvindo isso Baasa, deixo u de edificar a
Síria, que habitava em Damasco, di zendo: Hamá e não conti nuou a sua obra.
3 Haja a liança entre mim e ti , como houve 6 Então, o rei Asa tomou todo o Judá, e trou-
entre meu pai e teu pai. Eis que te mando prata xeram as pedras de Hamá e a sua madeira com

260
2 CRÔNICAS 16:1

que Baasa a edificara; com elas edificou Asa a enfurecera contra ele por causa disso; na mesma
Geba e a Mispa. ocasião, oprimiu Asa alguns do povo.
7 Naquele tempo, veio Hanani a Asa, rei ll Eis que os mais atos de Asa, tanto os pri-
de Judá, e lhe disse: Porquanto confiaste no meiros como os últimos, estão escritos no Livro
rei da Síria e não confiaste no SENHOR, teu da História dos Reis de Judá e Israel.
Deus, o exército do rei da Síria escapou das 12 No trigésimo nono ano do seu reina-
tuas mãos. do, caiu Asa doente dos pés; a sua doença era
8 Acaso, não foram os etíopes e os líbios em extremo grave; contudo, na sua enfermida-
grande exército, com muitíssimos carros e ca- de não recorreu ao SENHOR, mas confiou nos
valeiros? Porém, tendo tu confiado no SENHOR, médicos.
Ele os entregou nas tuas mãos. 13 Descansou Asa com seus pais; morreu no
9 Porque, quanto ao SENHOR, Seus olhos quadragésimo primeiro ano do seu reinado.
passam por toda a terra, para mostrar-Se forte 14 Sepultaram-no no sepulcro que manda-
para com aqueles cujo coração é totalmen- ra abrir para si na Cidade de Davi; puseram-no
te dEle; nisto procedeste loucamente; por isso, sobre um leito, que se enchera de perfumes e
desde agora, haverá guerras contra ti. de várias especiarias, preparados segundo a arte
lO Porém Asa se indignou contra o viden- dos perfumistas. Foi mui grande a queima que
te e o lançou no cárcere, no tronco, porque se lhe fizeram destas coisas.

1. Trigésimo sexto ano. Com exceção A ninguém fosse permitido sair.


desta data, os v. 1 a 6 são paralelos a 1 Reis Isto logicamente se refere à migração
15:17 a 22. Baasa começou a reinar no ter- dos israelitas para Judá após a vitória de
ceiro ano de Asa, reinou 24 anos segundo a Asa sobre Zerá (2Cr 15:9). Uma vez que
contagem inclusiva e foi sucedido por seu a reunião feita em Jerusalém para come-
filho no 26o ano de Asa (1Rs 15:33; 16:8). moração dessa vitória ocorreu no I 5o ano
Isso tornaria impossível uma guerra entre de Asa (2Cr 15:10), deve ter sido nessa
Asa e Baasa no 36° ano de Asa. No entanto, época que as pessoas começaram a dei-
não há contradição se a referência aqui (e xar o reino do norte e que surgiu a necessi-
provavelmente em 2Cr 15:19) for aos anos, dade de Baasa construir uma fortaleza na
não do reinado pessoal de Asa, mas de seu fronteira "para ninguém não deixar sair,
reino, isto é, Judá. O 35o ano do reino do sul, nem entrar a Asa, rei de Judá" (ARC).
contados a partir da ascensão de Roboão, Se essa edificação de Ramá só tivesse
seria o 14° ano de Asa, o ano em que prova- ocorrido no 36° ano do reinado de Asa,
velmente ocorreu, ou pelo menos começou, teriam decorrido 21 anos desde que se ini-
o conflito com Zerá (ver com. de 2Cr 15:10). ciou a migração para Judá até que foram
Nesse caso, 2 Crônicas 15:19 estaria for- tomadas medidas para contê-la. Mas, uma
necendo a informação de que "não houve vez que a morte de Baasa ocorreu no 27°
guerra" no reinado de Asa até aquele ano. ano de Asa, Baasa não poderia ter edifi-
O ano seguinte, o 36° desde a fundação da cado Ramá no 36° ano de Asa. Se o 36°
monarquia da qual Asa era rei, seria o ano ano for considerado como sendo referente
em que Baasa começou a fortificar Ramá. ao governo de Asa no reino sulista de Judá,
Ramá. Provavelmente a Ramá de então a suposta discrepância desaparece e
Benjamim, cidade cerca de nove quilômetros os eventos se encaixam perfeitamente no
ao norte de Jerusalém (ver com. de Js 18:25). 14° e no 15° anos de Asa.

261
16:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

2. Prata e ouro. Os tesouros do tem- menos que ele seja o pai de Jeú, o vidente
plo e do palácio, que ficaram desfalcados que profetizou contra Baasa (lRs 16:1-4, 7)
após a incursão de Sisaque (2Cr 12:9), e contra Josafá (2Cr 19:2).
foram repostos pelos despojos de guerra Porquanto confiaste. Esta confiança
(2Cr 15:18); desta vez, porém, foram nova- num rei pagão demonstrou falta de fé em
mente levados embora, e isto por um ato Deus por parte de Asa. A repreensão de
~ .. voluntário do rei. Asa obtivera anterior- Hanani a Asa está em h armonia com as
mente uma grande vitória por colocar sua mensagens de outros profetas de Deus (ver
confiança em Deus e clamar pela aj uda Is 30:1, 2, 7, 15-17; 31:1, 3; Jr 17:5; Os 5:13;
divina (2Cr 14:11 , 12); nesta ocasião, con- 7:11 ; 12:1).
tudo, sua fé fraquejou e ele se voltou para Escapou. Embora Asa tivesse com-
um rei pagão em busca de auxílio. Até pes- prado a aliança de Ben-Hadade, a Síria
soas com um longo histórico de serviços ainda era um país inimigo de Judá, não
fiéis podem vir a macular seu regis tro ao um amigo. Sem dúvida, Asa estava teme-
olhar para as dificuldades do momento, em roso de que Ben-Hadade ajudasse os israe-
vez de colocar a confiança no Senhor. litas em suas medidas contra Judá, e nisso
4. Feriu a Ijom. Os lugares atacados ele estava correto. Por seu ato político ele
ficavam na fronteira norte de Israel, perto havia repelido o rei de Israel, mas pela fé
da Síria (para detalhes adicionais quanto em Deus poderia ter obtido a vitória sobre
às cidades aqui mencionadas, ver com. de as forç as combinadas de Israel e da Síria.
1Rs 15:20). Não era propósito de Deus que Seu povo
5. Deixou de edificar. Asa fora bem- estivesse à mercê de seus inimigos, e só
sucedido no propósito imediato de deter a quando rejeitavam o Senhor ou manifesta-
ameaça de Baasa, mas seu ato de apelar vam falt a de confiança nEle é que experi-
para a ajuda de Ben-Hadade não es tava mentavam a derrota. Se a fé e a coragem
em harmonia com o que se esperaria de de Asa não tivessem falhado nessa ocasião,
um filho de D eus em tais circun stâncias. seu reino teria sido ampliado e o nome do
A falt a de fé por parte do rei deu aos vizi- Senhor, exaltado entre as nações da Terra.
nhos pagãos a oportunidade de lançar 8. Os etíopes e os líbios. Os líbios
opróbrio sobre o nome de Deus, uma vez nesse tempo eram os governantes do Egito.
que provavelmente era bem conhecido o Zerá era um "etíope" (ver com. de 2Cr 14:9).
fato de que, no passado, Yahweh fora exal- Confiado no SENHOR. Como evidên-
tado como a fonte das vitórias militares cia da veracidade de suas palavras, o profeta
de Jud á. cita a experiência do próprio Asa na vitória
6. A Geba e a Mispa. Com respeito sobre Zerá.
à localização destas cidades, ver com. de 9. Por toda a Terra. Os olhos de Deus
1Rs 15:22. A identificação de Mispa como es tão em toda parte, procurando os que O
Tell en-Natsbeh situa a cidade cerca de l3 km servem de todo o coração, para, por meio
ao norte de Jerusalém, num lugar que alguns deles, revelar Seu grande poder e realizar
têm identificado como o sítio da cidade de Suas m aravilhosas obras. Através dos atos
Atarote (ver com. de 2Rs 25:23). de pessoas justas, o mundo se familiariza
7. Hanani. As versões ARC e ACF tra- com a natureza e o poder de Deus. Ao dei-
zem "Hanani, o vidente". O relato dos v. 7 a xar de manifestar fé em Deus, Asa come-
10 não se encontra em Reis. Nada se sabe teu uma injustiça, não apenas para consigo
sobre Hanani além do que é dito aqui, a mesmo e para com a nação, mas também

262
2 CRÔNICAS 16:14

para com Deus. No momento em que Deus 12. No trigésimo nono ano. Uma
procurava alguém por meio de quem pudesse vez que re inou 41 anos (v. 13), Asa eleve ter
Se revelar às nações e qua ndo o rei de Judá ficado gravemente enfermo durante os dois
parec ia ser a pessoa certa para isso, Asa fra- últimos anos elo rei nado. O padrão cro no-
cassou . Se tivesse sido forte e corajoso, avan- lógico elos reinados el e Asa e J osafá indica
çando em nome do Senhor, a reform a que que, durante os últimos três ou qu atro
ele iniciara em Judá poderia ter-se esten- anos ele Asa, Josafá reinou junto com e le.
dido para outras nações, e muitos dentre A doença de Asa pode ter feito com que o
os pagãos conheceriam a Deus e tom ariam rei colocasse o filho como cmTegente.
posição ao lado d Ele e de Seu povo. Nos médicos. Não foi só na gue rra e
Loucamente. Tanto do ponto de vista n as políticas n aciona is qu e Asa coloco u
divino como do humano, o ato de Asa havia indevid a depend ên cia na aj ud a hum a na,
sido lou co. O rei removera apenas tempo- m as também no caso ele sua enfermid ade .
ra riame nte a ameaça de um inimigo, mas Tornou-se fraca a fé elo re i que um dia
para fazer isso ele fortaleceu grandem ente fora tão forte. Um a vi tória nunca é gara n-
a outro . O problema origina l foi resolvido tia ele outra. A força de hoj e não é certeza
apenas parcialmente, e novos problemas da força de am anhã. Na ocasião de s ua
foram criados. gran de vitória sobre Zerá, Asa foi forte na
Haverá guerras contra ti. A paz con- fé e pod eroso em atos . No entanto , são as
seguida por meio da in sen sata política de pessoas fortes que se torna m alvos prin-
Asa ao suborn ar um rei pagão não foi real cipais do inimigo. E m vez de continuar
nem permanente. A prediç ão de Hanani crescendo em força e coragem , Asa foi
~ ... se cumpriu repetida mente na história pos- de c! i nando, até que ch egou aos ú Iti m os
terior de J udá. Asa teve a oportunidade ele a nos de s ua v id a doente , desapontado e
desferir um forte golpe em dois oponentes . ama rgurado, com pouca fé em Deus e se m
Embora não haja relato específico de guer- aj uda hu mana.
ras posteriores em que o próprio Asa esti - 13. No quadragésimo primeiro ano.
ve sse envolvido, o registro diz que "houve Este detalh e, me ncionado aqui no fin a l do
g uerra ent re Asa e Baasa, rei de Israel, relato sobre o re inado de Asa, també m é
todos os seus dias" (l Rs 15:16, 32). dado em 1 Reis 15:10, no início do re lato.
10. Asa se indignou. Hanani agira Crônic as aparentemente coloca m enos
como um mensageiro de Deus, tra nsmi- ênfase na cronologia el o que Reis.
tindo a Asa a palavra do Se nhor com rela- 14. No sepulcro que mandara abrir
ção ao tolo procedime nto que o rei havia para si. Os detalhes refere ntes ao sepulta-
seguido. Mas, em vez de aceitar a mensa- mento ele Asa, me ncionados neste verso, só
gem, Asa ficou indi gnado e voltou sua ira se encontram em Crônicas. O plural "sepul-
co ntra o profeta do Senh or. Um ato insen- cros" (cf. original hebra ico) provavelme nte
sato levo u a outro. O reformador de Jud á se indique um túmulo fa milia r q ue co ntinha
transformou no tirano e opressor do país. vári os compa rtime ntos. Na Palestina era
A in sen satez levo u à crueld ade , à ingra ti- comum o sepultame nto em câ maras esca -
dão e à flagrante injustiça. vadas na rocha (ver Is 22:16; Mt 27:60 ;
11. Os mais atos de Asa. Os v. li a 14 Me 15:46; Lc 23:53).
apresentam o término do reinado de Asa. Perfumes. Isto estava em h a rmo ni a
O relato paralelo se en con tra em I Reis com o cos tume seguido na Palestina (cf.
15:23 e 24. Jo 19: 39, 40).

263
17: 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Mui grande a queima. Não se tra- referência seja à queima de incenso e espe-
tava de cremação, uma vez que essa prá- ciarias, como sugere a tradução da ARA
tica não era seguida pelos hebreus. Talvez a (ver com. de 2Cr 21:19).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

7-10, 12- PR, 11 3 9- PR, 376

CAPÍTULO 17
1 ]osafá sucede Asa e prospera. 7 Ele envia levitas e príncipes para ensinar ]udá.
1O Seus inimigos sentem o terror de Deus, e alguns deles lhe dão presentes
e tributos. 12 Sua grandeza, seus capitães e exércitos.

Em lugar de Asa, rei nou seu filho Josafá, lO Veio o terror do SENHOR sobre todos os
que se fortificou contra Israel; reinos das terras que estava m ao redor de Judá,
2 ele pôs t ropas em todas as cidades for- de maneira que não fizeram guerra contra Josafá.
tificadas de Judá e estabeleceu guarnições na li Alguns dos filisteus traziam presentes a
terra de Judá, como também nas c id ades de Josafá e prata como tributo; tam bém os arábios
Efraim, que Asa, seu pai, tinha tomado. lhe trouxeram gado miúdo, sete mil e setecentos
3 O SEN HOR foi com Josafá, porque andou carneiros e sete mil e setecentos bodes.
nos primeiros ca minhos de Davi , seu pai , e não 12 Josafá se engra ndece u em extremo, co n-
procurou a baalins. tinuamente; e edificou fortalezas e cidades-ar-
4 Antes, procurou ao Deus de seu pai e andou mazéns em Judá.
;2, ~ nos Seus mandamentos e não segundo as obras 13 Empreendeu muitas obras nas cidades de
de Israel. Judá; e tinha, e m Jeru sa lém , gente de guerra e
5 O SEN HOR confirmou o reino nas suas homens valentes.
mãos, e todo o Judá deu presentes a Josafá, o qual 14 Este é o número deles segundo as suas
teve riquezas e glóri a em abundância. fa mílias: em Judá, eram capitães de mil: o chefe
6 Tornou-se-lhe ousado o coração em seguir Adna e, com e le, tre zentos mil homens valentes;
os caminhos do SENHOR, e ainda tirou os altos e 15 depoi s dele, o capitão Joanã e, com ele,
os postes-ídolos de Judá. duzentos e oitenta mil;
7 No terceiro ano do seu reinado, enviou ele os 16 e, depois, Amasias, filho de Zicri, que, vo-
seus príncipes Ben-Hail, Obadias, Zacarias, Nata- luntariamente, se ofereceu ao serviço do SENHOR,
nael e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e, às suas ordens, du ze ntos mil homens va lentes.
8 e, com eles, os levitas Semaías, Netanias, 17 De Benjamim, Eliada, homem valente, e,
Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, com ele, duzentos mil, armados de arco e de escudo;
Tobias e Tobe-Adonias; e, com estes levitas, os sa- 18 depois dele, Joza bade, com cento e oiten-
cerdotes Elisama e Jeorão. ta mil armados para a guerra.
9 Ensinaram em Judá, tendo consigo o Livro 19 Estavam estes no serviço do rei , afora os
da Lei do SENHOR; percorriam todas as cidades de que o rei tinha posto nas cidades fortific adas
Judá e ensi navam ao povo. por todo o J udá.

264
2 CRÔNICAS 17:9

1. Seu filho Josafá. Os cap. 17 a 20 tra- 4. Procurou ao Deus. A grande ind a-


tam de Josafá e seu reinado. O relato desse gação de muitos durante esse tempo era
reinado em Reis é breve (ver 1Rs 22:41- quem prevaleceria: Yahweh ou Baal (ve r
50). O conteúdo do cap. 17 é exclusivo de 1Rs 18:21). ]osafá era firme em sua leal-
Crônicas. dade a Deus, em contraste com o comporta-
Contra Israel. Com a insensata política mento de seu contemporâneo que ocupava
de contratar a ajuda da Síria contra Israel, Asa o trono de Israel.
deixara para o filho um legado de problemas. 6. Tornou-se-lhe ousado o coração.
Logo que Josafá subiu ao trono, foi forçado a A ARC diz: "E exaltou-se o seu coração."
tomar medidas de defesa contra o vizinho do Esta expressão geralmente é empre-
norte. Tudo isso aconteceu na primeira parte gada em sentido negativo (ver Dt 8:14;
de seu reinado, e evidentemente antes de ele 2Cr 26:16; Ez 28:2, 17), mas aqui tem um
fazer aliança com Acabe (2Cr 18:1). sentido inteiramente diferente. O coração
2. Nas cidades de Efraim. Ver 2Cr 15:8. de ]osafá se exaltou em seguir a Deus e
3. Com Josafá. A maior satisfação e Seus caminhos. O rei encontrou satisfação
alegria que pode vir ao coração de alguém é e alegria em sua experiência com D eus.
saber que tem a presença do Senhor. Tanto Encorajado pelo senso do favor divino, ele
Josafá quanto a nação receberam benefícios se animou a partir para outras reformas e
materiais e espirituais como resultado da a animar o povo nos caminhos do Senhor.
presença e da bênção do Senhor. Seu grande objetivo foi exaltar, não a si
Primeiros caminhos. Os primeiros mesmo, mas a Deus.
anos, tanto de Davi quanto de Josafá, foram Tirou os altos. Ele continuou a obra de
melhores do que os últimos de ambos. reforma iniciada por seu pai (2Cr 14:3, 5).
Antes do adultério com Bate-Seba e do Josafá não só removeu os baalins, mas tam-
assassinato de Urias (2Sm 11), Davi dei- bém eliminou os centros de culto aos mes-
xara uma influência para o bem. Por sua mos. Havia, porém, outros altos que eram
vez, Asa demonstrou confiança em Deus e centros locais do culto a Yahweh (ver lRs 3:2,
lealdade aos princípios da justiça que não 4; 1Cr 16:39; 2Cr 1:3), e é possível que ele
foram evidentes em seus últimos anos (ver permitiu a permanência desses (lRs 22:44).
2Cr 16:2-10). 7. Enviou [...] príncipes. O rei enviou
Não procurou a baalins. Durante o os príncipes para várias partes da nação e
tempo em que Josafá reinou, a adoração a os orientou a fazer arranjos para que o povo
Baal alcançou forte domínio sobre o reino fosse instruído, possivelmente pelos levitas
do norte. Ele foi contemporâneo de Acabe e sacerdotes. Os príncipes não pregavam
e Jezabel e viveu durante o tempo em que (ver PR, 191).
Elias levantou a voz em veemente protesto 9. Livro da Lei. Moisés dera impor-
contra a terrível apostasia que assolava o tantes instruções que, se seguidas, teriam
reino do norte (ver 1Rs 16-22). O cronista significado muito para a nação. Josafá com-
fa z apenas uma breve referência a esse pro- preendeu que a prosperidade de seu país
feta (2Cr 21:12-15). Os baalins eram exem- dependia da obediência aos mandamen-
plares locais do deus cananeu da fertilidade tos de Deus. Portanto, ele fez tudo o qu e
(ver vol. 2, p. 22, 23). A adoração deles podia para garantir qu e o povo se famili a-
havia se tornado tão comum que Josafá é rizasse com os requisitos divinos, a fim de
elogiado por não seguir a prática habitual que abandonasse o pecado e and asse nos
[() ~>- de sua época. caminhos do Senhor.

265
17: 1o COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Todas as cidades. As medidas de Trezentos mil. Os dois primei-


Josafá n ão foram apáticas. Os sacerdo- ros números, 300 mil e 28 0 mil , são exa -
tes foram e nviados por todo o país com o tam ente iguais aos números das forças
enca rgo de instruir o povo na le i do Senhor de Judá e Benjamim no tempo de Asa
e nos caminhos da justiça. O resultado dos (2Cr 14: 8) e somam um tota l de 580
sinceros esforços do rei em favor do povo foi mil. Se forem adicion ados os três núm e-
um despe rtamento espiritua l por todas as ros seguintes , 200 mil sob o comando de
regiões. Ele se tornou o prime iro grande rei Amasias, 200 mil sob o comando de Eli ada
reformador de Judá. e 180 mil sob o comando de Jozabade, eles
10. Não fizeram guerra. Isto estava fornecem outro total de 580 mil, ou um a
em harmonia com o plano de D eus . soma total de 1 milh ão e 160 mil hom ens a
O Senhor não Se deleita na guerra , e dese- serviço do rei, além dos que estavam "nas
java que Seu povo permanecesse em paz. cidades fortificadas por todo o Jud á" (v. 19).
11. Traziam presentes a Josafá. Pro- Estima-s e que um exército desse tama-
vavelmente como tributá ri os de Judá (ver nho impli caria um a população para Jud á e
2Sm 8:2). Benjamim de cerca de 900 a 1,2 mil habi- -c!f
Gado miúdo. Algumas das tribos qu e tantes por quilômetro quadrado, que os
viv ia m no nor te do de se rto da Ará bi a, que colocari a entre os países mais densamen te
fica va a leste de J udá , se tornara m tribu - povoados do mundo contemporâ neo. Uma
tárias de Josafá e lh e p aga vam tributo em vez que o total dos últimos três núm ~ros ~
gê ne ro. Is so pode ser compa rado com o exata mente igual à soma dos \:lois. primei- I
tributo de Mesha (Mesa) de Moabe, qu e ros , pode ser qu e os núm eros refere ntes aos
pagava um a grande qu antia a Acabe, qu e doi s primeiros coma nd a ntes represent a~­
e ra o rei de Israel n essa m es ma época sem o núm ero total de homens , e os out ros
(2Rs 3:4). três núm eros represe ntassem o ta m a nho
12. Josafá se engrandeceu em das divisões subordin adas. O total ta m-
extremo. Pelo fato de Josafá seguir fiel- bém pode se referir à soma da popu !ação
mente os cam inh os divin os, De us es teve masculin a em idad e militar. É imp rová-
com ele e o fez ava nç ar de força em força, vel que um exército dessa dim ensão te nh a
de sucesso em sucesso. sido convocado em algum a ocasião pa ra a
13. Gente de guerra. Deus deu paz defesa de Jerusalém.
a Josafá e coloco u "o te rror do SE NHOR A pa lavra aqui traduzida como "mil ",
sobre todos os re inos [... ] ao redor" (v. 10). 'elef, nem sempre denota o número litera l
Contudo , essas bênç ãos não impediram mil (ver com. de Êx 12:37). Por exemplo ,
que Josafá se preparasse para qu alquer 'elef é traduzido como "fa mília" em Juízes
emergência. 6 :15. Pe nsa-se que 'elef, às vezes, possa
14. Segundo as suas famílias. Os representar unid ades m enores qu e mil.
hom ens fora m arrol ados segundo suas Os dados são in suficientes para determinar
fa mílias ou cl ãs, de forma que os proceden- a exata definição em cada caso.
tes de uma mesma linh agem lutavam lado Há dúvida tamb ém quanto à tradu-
a lado com seus parentes. ção de certas expressõ es h ebraicas pa ra
O chefe. Provavelmente o comandante núm eros (ver com. de Et 9: 16; ver tam-
do exército, uma vez que Adna é m encio- bém p. 113 -1 15). Não se pode, por ta nto,
nado primeiramente e tem a maior corpora- ter certeza da dim ensão exata dessas for-
ção do exército. ças militares.

266
2 CRÔNICAS 17: 19

16. Voluntariamente, se ofereceu. constituíssem um exército permanente (ver


Ver Jz 5:9. Isso poderia se referir a algum fe ito com. do v. 14).
va loroso espec ial realizado em um tempo de 19. Nas cidades fortificadas. Não é
crise, ou poderia significar dedicação a um dado o número de sold ados nessas c idades,
determinado serviço por toda a vida. mas, sem dúvida, um gra nde número d e
18. Armados. Isto é, treinados e equipa- home ns seria necessá rio para a defesa dos
dos para a ação, mas não que necessariamente fortes espalh ados por todo o país.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-19 - PR, 190-192 5-9- PR, 191


3-5- PR, 190, 191 10-19 - PR, 192

CAPÍTULO 18
1 ]osafá é persuadido a ir co1n o parente Acabe contra Ramote-Gileade. 4 Acabe,
iludido pelos falsos profetas, é morto, segundo a palavra de Micaías.

I T inh a Josafá riquezas e glór ia em abun- 8 Este é Micaías, filho ele lnlá. Disse ] osafá:
dância ; e apare ntou-se com Acabe. Não fal e o re i ass im. Então, o rei ele Israel c ha-
2 Ao cabo de algun s anos, foi ter com mou um oficial e disse: Traze-me depres sa a
Acabe, em Samaria. Acabe matou ovelhas e Micaías, filho ele lnlá.
boi s em abundância , para ele e para o povo que 9 O rei ele Israel e ] osafá , rei de Jucl á, esta-
viera com ele; e o persuadiu a subir, com ele, a vam assentados, cada um no seu trono, vestidos
Ramote -Gileade. de trajes reais, numa eira à e ntrada el a porta de
3 Aca be, rei de Israel, perguntou a Josafá, Samaria ; e todos os profetas profetizava m dia n-
rei de ]udá: Irás tu , comigo, a Ramote-Gileade? te deles.
Respondeu-lhe ]osafá: Serei como tu és, o meu lO Zeclequia s, filho de Qu enaana , fez para
povo, como o teu povo; iremos, contigo, à peleja. si uns c hifres de ferro e di sse: Assim di z o
4 Disse mais Josafá ao rei de Israel: Consul ta, SEN HO R: Com este, escornea rás os siros, até de
primeiro, a palavra elo SENHOR. todo os consumir. ~ Si
5 E ntão, o rei el e Israel ajuntou os profetas , li Tod os os profetas profet izaram ass im ,
q uatrocentos homens, e lhes di sse: Iremos à pe- di ze ndo: Sobe a Ramote -G il ea d e e triunfa-
leja contra Ramote-Gileacle ou deixarei de ir? rás, porque o SEN HOH a entrega rá nas mãos
Eles disseram: do rei.
6 Sobe, porque Deus a entregará nas mãos 12 O mensageiro que fo ra chamar a M icaías
do rei. Disse, porém, ]osafá: Não há, aqui , ainda falou-lhe, di ze ndo: Eis que as palavras dos pro-
a lgum profeta do SEN HOH, para o consultarmos? fetas, a um a voz, predize m coisas boas para o
7 Respondeu o rei de Israel a Josafá: Há um rei; seja, pois , a tua pal avra como a palav ra de
ainda, por que m podemos consultar o SENHOR ; um deles, e fala o que é bom.
porém eu o aborreço, porque nunca profetiza de 13 Respondeu Micaías : Tão certo como vive o
mim o que é bom , mas somente o que é mau. SENI-IOH, o que meu Deus me disser, isso falarei.

267
18:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

14 E, vindo ele ao rei , este lhe perguntou: naquele mesmo di a, qua nd o e ntrares de câmara
Micaías, iremos a Ramote-Gileade, à peleja , ou em câmara, para te escond eres.
deixarei de ir? Ele respondeu: Sobe e triunfa rás, 25 Então, diss e o rei de Israel: Tornai a
porque eles serão entregues nas vossas mãos. Micaías e devolvei-o a Amom, governador da c i-
15 O rei lhe disse: Quantas vezes te conju- dade , e a Jo ás , filho do re i;
rarei que n ão me fales senão a verdade em nome 26 e direis: Ass im di z o rei: Metei es te
do SENHOR? homem na casa do cárcere e angust iai-o com es-
16 Então, disse ele: Vi todo o Israel di sperso cassez de pão e de água, até que e u volte em paz.
pelos montes , como ovel has qu e não têm pastor; 27 Disse Micaías: Se volta re s e m paz , não
e disse o SEN HOR: Estes não tê m dono; torne fa lou o SENHOR , na ve rdade, por mim . Di sse
cada um e m paz para su a casa. mais: Ouvi isto, vós, todos os povos'
17 Então, o rei de Is rael di sse a Josa fá: Não 28 Sub iram o re i de Israe l e Jos afá , rei de
te di sse e u q ue ele não profe ti za a me u respeito Judá , a Ra mote-Gileade.
o qu e é bom , mas somente o qu e é m au? 29 Disse o re i de Israel a Josafá: Eu me di s-
18 M icaías prosseguiu: Ouvi, pois, a pa la- farçarei e entrarei na peleja; tu , porém, traja as
vra do S EN HOR: Vi o SENHOR assentado no Seu tuas vestes. Disfarço u-se, pois, o rei de Israel, e
trono, e todo o exé rcito do céu estava à Sua di - entraram na peleja .
reita e à Sua esque rda. 30 Ora, o rei da Síria de ra ordem aos capi -
19 Perguntou o SENHOR: Qu e m e nga na- tães dos seus ca rros, di zendo: Não pel eja reis
rá Acabe , o rei de Israel, para que suba e ca ia nem contra p eq ue no ne m contra grande , m as
e m Ra mote-Gi leade? Um di zia des ta ma neira, some nte contra o rei de Israe l.
e outro , de outra. 31 Vendo os capitães dos carros a ]osa fá, dis-
20 Então, saiu um espírito , e se aprese n- seram: Es te é o rei de Israe l. Portanto, a ele se
tou di ante do SEN HOR, e disse: E u o e nganare i. dirigiram para o a taca r. Josafá, poré m, gritou ,
Pe rguntou -lhe o SEN HOR: Com qu ê? e o SEN HOR o socorre u ; De us os desviou dele.
2 1 Respondeu e le : Sairei e serei espírito 32 Vendo os capitães dos carros que não era
me ntiroso na boca de todos os seus profe tas. o rei de Israel, deixaram de o perseguir.
Di sse o SENHOR: Tu o e ngana rás e ainda preva- 33 Então, um homem e nteso u o arco e, ati-
lecerás; sa i e fa ze-o assim. rando ao acaso, feriu o rei de Israel por e ntre as
22 E is que o SENHOR p ôs o espírito me n- juntas da sua armadura; e ntão, di sse este ao seu
tiroso na boca de todos estes te us profe tas e o cochei ro: Vira e leva-me pa ra fora do combate,
SENHOR fa lou o qu e é mau contra ti. porque estou graveme nte fe rido.
23 E ntão, Zedequias, filho de Que naana, 34 A peleja tornou-se renhida naque le dia ;
de u um a bofe tada e m Micaías e disse: quanto ao rei , seg urou -se a si mesmo de pé no
24 Por onde sa iu o Espírito do SENHOR carro defronte dos siros , a té à tarde, mas, ao pôr
pa ra fa la r a ti? Disse Micaías: Eis que o verás do sol, morreu.

1. Aparentou-se com Acabe. Este meio de casa me nto (ver Gn 34:9; Dt 7:3;
capítulo é paralelo a 1 Reis 22:2 a 35. Em ]s 23:1 2). A ali ança entre os reis foi selada
Reis o incidente está em conexão com o pelo casamento de Atali a, a filha de Acabe
relato do reinado de Acabe, enquanto aqui , e Jeza bel, com Jeorão, filho de Josafá (ver
está em conexão com o relato do reinado 2Cr 21:6; ver com. de 2Rs 8:26).
~ ... de Josafá. A palavra traduzid a como "apa- 2. Ao cabo de alguns anos. Isto é, "no
rentou-se" significa fa zer uma ali ança por terceiro ano" (1Rs 22:2). Esse foi o terceiro

268
2 CRÔNICAS 18 :17

e último ano de um período de três anos de As mensagen s que transmitia a Acabe era m
paz entre Israel e a Síria (lRs 22:1). Foi o ano as que lhe e ra m dadas por Deus. Acabe
da morte de Acabe, 853 a.C. , segundo a cro- odiava Micaías porque odiava a verdade e
nologia baseada na lista limmu , da Assíria desprezava o Senhor. A verdade, seja apre-
(ver vol. 2, p. 126). A aliança entre Josafá e ciada ou não, é simplesmente a verdade .
Acabe foi provavelmente feita em 863 a.C., O que o profeta do Senhor dissesse iria se
ou pouco antes, porque Acazias, filho de cumprir, quer Acabe qui sesse ou não.
Jeorão e Atalia (ver com. do v. l), tinha 22 10. Chifres de ferro. Os chifres eram
anos de idade no 12° ano a partir da morte de muitas vezes usados como símbolos de forç a
Acabe e da ascensão de Jorão (2Rs 8:25, 26). e poder (Dt 33: 17; Jr 48:25; Am 6:13).
Matou ovelhas e bois. Acabe encheu li. Sobe. Os profetas disseram estas
Josafá de atenções como parte de um plano coisas porque essa era a mensagem que
deliberado para conseguir a participação do Acabe queria ouvir. Serviam o rei de Israel,
rei de Jud á na campanha pl anejada contra não o Senhor do Céu. Ao dizerem a Aca be
a Síria. que subisse a Ramote-Gileade, estavam lh e
3. Perguntou a Josafá. Este verso é dize ndo que m archasse para a morte (ver
semelhante a 1 Reis 22:4. Daqui em dia nte v. 34).
há somente ligeiras diferenç as entre os rela- 12. Fala o que é bom. O mensageiro
tos de Crônicas e Reis (ver com . de 1Rs 22). de Acabe estava se esforçando para in s-
O meu povo, como o teu povo. truir o profeta do Senhor quanto ao tipo de
O relato paralelo acrescenta: "os meus cava- mensagem qu e ele dev ia dar. Os profetas
los, como os teus cavalos" (lRs 22:4). Oscar- de Deus, poré m, são por ta-vozes do Céu e
ros desempe nh ariam uma parte importante recebem suas mensagens de Deus , não dos
na batalha então iminente. Na batalha de homens. É preciso ter em pouca conta um
Q a rqar, da qu al Acabe acabara de chegar, profeta do Senhor para ac har que seja pos-
Israe l havia fornecido, segundo o relato assí- sível influenciar a mensagem qu e ele deve
rio, 2 mil carros e lO mil soldados de infanta- transmitir.
ria, enqua nto Ben-Hadade, da Síria, possuía 13. O que o meu Deus me disser.
1,2 mil carros, 1,2 mil soldados de cavalaria A Jeremias o Senhor disse: "Eis qu e ponho
e 20 mil soldados de infantaria. na tua boca as Minhas palavras" (]r 1:9).
4. A palavra do SENHOR. Josafá Um verdadeiro profeta fala , não por si
impensadamente concordou em ir com mesmo, mas como representa nte do Senhor.
Acabe co ntra os siros, mas desta vez parece 14. Sobe. Ver com . de 1Rs 22:15.
que sua consciência lhe disse que dev ia pri- Micaías parecia estar falando com dra má-
meiro consultar a vontade do Senhor. tica ironia, simplesmente repetindo a fals a
5. Profetas, quatrocentos. Estes mensagem dos profetas mentirosos (v. 11).
era m falsos profetas . Evidentemente seu tom de voz deixou isso
6. Profeta do SENHOR. Josafá estava cla ro, como é demonstrado pela resposta de
interessado, não tanto num comunicado favo- Acabe (v. 15).
rável, mas verdadeiro. Ele não confiava na 16. Que não têm pastor. O rei cairia ,
palavra dos 400 falsos profetas de Samaria. e o povo seria deixado sem líder.
7. Nunca profetiza de mim o que é 17. Não te disse eu [...]? Aca be era um
bom. O profeta do Senhor não profetizava rei ímpio e sabia que não podia esperar uma
n ada de bom com respeito a Acabe por- boa mensagem do Senhor, mas devia ter
que n ão havi a nada de bom para profetizar. reconhecido que, apesa r disso, a mensagem

269
18:1 8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

divin a era verdadeira . O fato de não havê-la natureza dos fa lsos profetas d e Samaria.
ace ito como tal custou-lhe a vida. Eles falam m e ntiras, n ão a verdade . Seu
18. Vi. Esta é uma visão e m form a de con selho leva à morte, não à vida. Deus não
parábola e deve ser interpretada como tal. colocou o espír ito m entiroso na boca do s
N ela, D e us é representado como se fi zesse fa lsos profetas (ver co m. do v. 18); simpl es-
aq uilo que não impede que aco nteça . Deus mente permitiu que esses emissários de
não coage a vontade . Quando pessoas más Satanás co nseguissem seus próprios fins,
escolhem deliberadamente seguir a men- porque n essa ocasião Ele n ão faria nada
~ tira, E le não intervém. para impedir a morte do ímpio rei de Israel.
Uma vez que Deus é supremo, Sua 23. Deu uma bofetada em Micaías.
recusa de reprimir as forças do m al muitas Este insulto ao profeta do Senhor revela
vezes é representada como se Ele enviasse b em o espírito do maligno. De um a forma
dire ta mente o mal. Pode -se encontrar um ou de outra, Satanás mostra sua natureza
exemplo disso no incidente d as serpentes na atitude de seus e missá rios.
abrasadoras (Nm 21 :4-9). Segundo o relato 24. Eis que o verás. Os e miss á-
de M oisés, "o SENHOR mandou entre o povo rios do maligno veria m , por si próprios ,
serpe ntes abrasadoras" (N m 21: 6). Contudo, os res ult ados de su a m ald ad e . Ze dequias
essas "serpe ntes" não fora m criadas de logo se ria forçado a bu sc ar refú gio do
rep ente n em transportad as miraculosa- des ast re imin e nte e sco nde nd o-se e m
me nte de outro lugar só para aquela ocasião . algum a câmara inte rior, onde te ri a a opor-
Na verd ade, elas já infestavam a área do tun id ade de refl e tir se M icaías havia di to
deserto pela qual os filhos de Israel passa- a verdade ou não.
vam e teriam sido uma fonte rea l de perigo e 26. Volte em paz. Acabe estava se
ca usa de mortes frequ entes se o Senhor, por esforçando para mostrar uma atitude cora-
milagre, não tivesse reprimido esses répteis josa . Tentou mostra r seu d esprezo pela
venenosos. Mas, quando o povo se voltou m ensagem de Micaías e assumiu, ele pró-
contra o Senhor, que os protegia dos muitos prio, o papel de um profeta ao predizer que
perigos do deserto, Deus simplesmente reti- voltaria em pa z. Mas fracassou , tanto como
rou Sua proteção, e o resultado foi a morte profeta quan to como rei.
(ver PP, 429). O m esmo ocorreu no caso de 27. Se voltares. A profecia seria tes-
Acabe. Satanás já estava atuando por meio tada por seu cumprime nto (ver Dt 18:22).
de falsos profetas, e Deus simplesmente não A morte de Acabe (2C r 18 :34) foi a vindica-
impediu que o rei seguisse o curso que havia ção do profeta Micaías.
escolhido para si mesmo. 28. Subiram. Josafá se vi u em estranha
21. Faze-o assim. A ordem divina na companhia e em estranh as circunstâ ncias.
visão em form a de parábola representa a Ele h av ia solicitado um profeta do Se nhor, e
permissão divina . Satanás desejava provocar esse profe ta dera sua mensagem. O fracasso
a morte de Aca be, e o Senhor não o impe- da ca mpanha pla nejad a fora clara e e nfa-
diu. E nqua nto a mão repressora de D e us ticamente pred ito. Se Josafá tivesse e ntão
está estendida, Satan ás n ão te m permissão aceito a mensagem e se recusa sse a acom-
para matar, m as quando a m ão de D e us é panhar Acabe, poderia te r sido um instru -
removida , então o inimigo prossegue em sua mento para poupar a vid a do rei de Israe l e
ob ra de destr uição (ver GC, 614). impedir a de rrota desas trosa e humilha nte.
22. O SENHOR pôs. Mi caías, como Josafá tinh a uma sole ne responsabilid ade
profe ta do Senhor, explicou a verdadeira nessa ocasião, m as fracasso u . Pessoas boas

270
2 CRÔNICAS 18: 34

nem sempre procedem bem , e pessoas mensageiro do Senhor. No entanto, D e us


sábias nem sempre agem como tais. havia predito o retesamento daqu ele arco e
29. Disfarçarei. Escondendo sua iden- a trajetória da fl echa ; e, como o Senhor pre-
tidade, Acabe provavelmente achava qu e disse, assim aco nteceu.
poderia escapar do mal predito por Micaías. 34. Segurou-se a si mesmo de pé.
31. O SENHOR o socorreu. Este deta- Isto é, se escorou. Acabe fez uma corajosa .,. ~
lhe não se encontra em Reis. Se não fosse tentativa para continuar, a fim de que seu
pela intervenção do Senhor, Josafá também exército conseguisse a vitória. Também
teria perdido a vida ness a ocasião. Ele se esperava que ele próprio não encontrasse
lançara numa louca aventura, na qual sabia seu fim da maneira predita por Mic aías.
que o Senhor não tomaria parte. Colocou-se Teve oportunidade de pensa r seriamente no
no terreno do inimigo e, como res ultado, profeta que tinha mandado para a prisão até
quase morreu. Mas, apesar de seu erro tolo, que voltasse em segurança. Mas foi tudo
Deus foi misericordioso e interveio para sal- em vão. Como Deus dissera que as coisas
var a vida do rei de Judá. seriam, assim foram. A bravura de Acabe
33. Ao acaso. O homem que atirou não podia ex piar sua loucura de não crer
a flecha que matou Acabe não sabia em numa mensagem de Deus. À tarde, morre u.
quem estava atirando e também não sabia Embora Micaías est ivesse na prisão, sua
que estava cumprindo a profecia de um predição foi vindicada.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-34 - PR, 192-196 2-PR, 195 3-6- PR, 195, 196


1- PR, 192 3- PR, 196 28, 33, 34 - PR, 196

CAPÍTULO 19
1 Reprovado por ]eú, ]osafá visita todo seu reino. 5 Suas instruções
aos juízes, 8 aos sacerdotes e levitas

I Josafá, rei de Juclá , voltou para sua casa em região montan hosa ele Efraim e fez que e le tor-
paz, para Jerusalém. nasse ao S ENHOR, Deus de seus pais.
2 O vidente Jeú, filho ele Hanani, saiu ao en- 5 Estabe leceu juízes no país , em todas as ci-
contro do rei Josafá e lhe disse: Devias tu aj u- dades fortific adas, de c idade em c idade.
da r ao perverso e amar aqueles que aborrecem 6 Disse aos juízes: Vede o que fazeis, por-
o SENHOR? Por isso, caiu sobre t i a ira da parte que não jul gais da parte do hom em, e sim ela
do SENHOR. parte do SENHOR, e, no julgardes , Ele está
3 Boas coisas, con tudo, se ac ha ram em ti; convosco .
porque tiraste os postes-ídolos da terra e dispu- 7 Agora, pois , seja o temor do SE , HOR con -
seste o coração para buscares a Deus. vosco; tornai cuid ado e fa zei-o, porque não há
4 Habitou, pois, Josafá em Jer usalém; tor- no SENHOR, nosso Deus, injustiça , ne m parcia-
nou a passar p e lo povo desde Berseba até à lidade, nem ace ita Ele suborno.

271
19:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

8 Também, depois de terem voltado para estatutos e juízos, admoestai-os, que não se façam
Jerusalém, estabeleceu aí Josafá alguns dos le- culpados para com o SENHOR, para que não venha
vitas, e dos sacerdotes, e dos cabeças das famí- grande ira sobre vós e sobre vossos irmãos; fa zei
lias de Israel para julga rem da parte do SENHOR assim e não vos tornareis cu lpados.
e decidirem as sentenças contestadas. ll Eis que Amarias, o sumo sacerdote, pre-
9 Deu-lhes ordem, dizendo: Assim, andai no sidirá nas coisas que dizem respeito ao SEN HOR;
temor do SENHOR, com fidelidade e inteireza de e Zebadias , filho de Ismael, príncipe da casa de
coração. Judá, nas que dizem respeito ao rei. Também
10 Toda vez que vier a vós outros sentença con- os levitas serão oficiais à vossa disposição. Sede
testada de vossos irmãos que habi tam nas suas ci- for tes no cumprimento disso, e o SENHOR será
dades: entre sangue e sangue, lei e mandamento, com os bons.

1. Josafá. O cap. 19 tem informação Ajudar ao perverso. Do ponto de vista


que não ocorre no relato de Reis. Inclui humano, pode ter parecido sábia a conduta
tópicos como a repreensão profética a Josafá de Josafá ao se unir a Acabe num ataque
após seu retorno de Ramote-Gileade (v. 1-3), contra a Síria. Esta nação estava crescendo
os esforços pessoais do rei no sentido de em poder e constituía uma ameaça tanto
uma reforma religiosa (v. 4) e sua reforma para Judá quanto para Israel. Os hebreus
do sistema judicial (v. 5-11). tinh am o dire ito de recuperar as cidades
Voltou. Acabe e Josafá não tiveram localizadas do outro lado do Jord ão que a
sucesso em seus esforços para retomar Síria lhes havia tomado. Provavelmente
Ramote-Gileade. As tropas voltaram para Josafá avaliou com cuidado a situação e
casa, e o empreendimento foi abandonado considerou que era sábio o plano de ata-
(ver 1Rs 22:36). O relato implica que os siros car a Síria. No entanto, a aventura não teve
haviam conseguido repelir o ataque, mas a sanção divina e, ao empreendê-la, Josafá
~ ._ não fizeram qualquer tentativa de ampliar se associou a um homem que o Senhor
seu sucesso. Josafá voltou para Jerusalém não podia abençoar. Acabe era um idóla-
são e salvo, como um homem mais triste, tra depravado, enquanto Josafá se esforçava
porém mais sábio. para acabar com a idolatria. Havia pouco
2. Jeú, filho de Hanani. Hanani era em comum entre os dois, e Josafá não tinha
o nome do profeta que repreendera Asa o direito de se unir a um homem tão vil.
por confiar no rei da Síria em vez de no Ele faria melhor e teria mais perspectiva
Senhor, e que fora lançado na prisão por de sucesso se fosse sozinho contra a Síria.
esse ato (2Cr 16:6-10). Jeú foi o profeta Com a ajuda e a bênção de Deus , poderia
que ousadamente censurou Baasa por sua ser bem-sucedido, mesmo sem o auxílio das
iniquidade (lRs 16:1-7); foi tamb ém o his - forças de Acabe. A ajuda humana, caso não
tori ador que relatou o reinado de Josafá tenha a aprovação do Céu, pode se demons-
(2Cr 20:34). trar uma maldi ção em vez de uma bênção.
Saiu ao encontro do rei. Josafá foi Caiu sobre ti a ira. Deus não estava
repreendido numa época propícia, quando, satisfeito com a conduta de Josafá, e tor-
abatido e desanimado, se aproximava de nou conhecido Seu desagrado por meio de
sua capital. Nessas condições, a mensagem uma repreensão direta. O capítulo seguinte
profética pôde operar poderosamente em menciona um grande ataque a Judá pelas
seu coração. forças de Moabe, Amom e dos habitantes

272
2 CRÔNICAS 19:8

do monte Seir, e a destruição dos navios mundo é justo e, porta nto, todas as Suas
de Josafá. decisões são verdadeiras e equitativas (ver
4. Desde Berseba até a região mon- Dt 32:4; Sl9:8; 67:4; 96 :13 ; Ap 19: 11).
tanhosa de Efraim. Isto é, todo o territó - Nem parcialidade. Um juiz justo
rio de Judá, desde Berseba, no extremo sul, decide todo caso com base nos fatos e não
até o monte Efraim e as fronteiras de Israel, de acordo com as pessoas envolvidas. Muitas
no norte. Isto pode ser comparado com a vezes, há parcia lid ade na tomada de deci-
expressão "de Dã até Berseba", empre- sões. Amigos pessoais são favorecidos, e
gada para os territórios somados de Israel e são mostradas considerações especiais aos
Jud á (lSm 3:20; 2Sm 3:10; 17:11 ; 24:2, 15; que estão em posição de devolver favores .
1Rs 4:25 ; 1Cr 21:2; 2Cr 30:5). Julgamentos assim não são imparciais ne m
5. Estabeleceu juízes. Josafá revisou o justos, e não promovem a bênção do C éu.
sistema judicial, ao estabelecer e manter tri- O Senhor não fa z acepção de pessoas -4 ~
bunais de justiça eficientes, com um tribu- (Dt lO: 17; At 10:34; Rm 2:1 1; Gl 2:6; E f 6:9;
nal de apelação em Jerusalém (ver PR, 197). lPe 1:17), e Seus seguidores devem agir ass im.
Cidades fortificadas. Provavelm ente A prática de lisonjear e favorecer os ricos e
havia juízes locais nas aldeias menores, influentes e defraud ar os pobres e humildes
onde os casos mais simples podiam ser acarretou aos líderes de Israel , mais tarde,
decididos. Talvez os anciãos locais tenham algumas das denúncias mais enfáticas encon-
servido como juízes nas áreas rurais. Josafá tradas nos escritos dos profetas.
nomeou juízes para os tribunais maiores Nem aceita Ele suborno. A ju stiça
das cidades mais importantes. do Céu é insubornável, mas este nem sem-
6. Vede o que fazeis. Josafá instou os pre é o caso com a ju stiça dos homen s.
novos juízes a considerar a importância de As decisões são muitas vezes influ encia-
seu trabalho. Deviam ministrar justiça de das por ganhos. Presentes nem sempre são
maneira imparcial a todas as classes, tanto dados por motivos dignos, e favores recebi-
aos pobres quanto aos ricos. dos muitas vezes implicam em ret ribuição.
Da parte do SENHOR. O juiz era pri- O suborno n ão envolve , necessa ri amente,
mariamente um servo de Deus. Devia ser ouro ou prata. Muitas pessoas que ocupa m
destemido e imparcial em todas as decisões posições de confiança são compradas ao
(ver Dt l:l 7; SI 82:1-4; Ec 5:8). aceitar mesmo pequenas dádivas apare n-
Convosco. De us está interessado na temente inocentes. Toda pessoa que se vê
justiça e Se faz presente no tribunal. Ele diante da responsabilidade de tomar deci-
nota todo veredito imparcial e toda viola- sões precisa estar alerta, a fim de não per-
ção da justiça. mitir que um presente de qualquer natureza
7. O temor do SENHOR. A pessoa res- seja um fator determinante no veredito.
ponsável por mini strar justiça tem a cons- 8. Depois de terem voltado para
tante ta refa de decidir casos e precisa fa zer Jerusalém. Esta frase, no final do verso,
seu trabalho reconhecendo que os olhos do literalmente diz: "e voltara m a Jerusalém"
Senhor estão sobre ela. Constantemente (ACF). Mediante um a muda nça na pontua-
decide assuntos em que há litígio e, ao ção vocálica ela pode ser traduzida como:
fazê-lo, precisa se lembrar de que toda deci- "e habitaram em Jerusalém". A LXX deixa
são é registrad a nos livros do Céu. implícita ainda outra mud a nça quando tra-
Não há no SENHOR [ ... ] injustiça. É duz a segunda parte do verso como: "e para
um consolo le mbrar que o grande Juiz do julgar os habitantes de Jerusalém", o que é

273
19:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVE NTI STA

refletido na NTLH, que diz: "para julga rem Entre sangue e sangue. Casos rela-
[... ] as causas dos moradores da cidade". tivos a homicídio (ver Dt 17:8; 19:4-13;
A corte e m co nsideração aqui era um Êx 21:12-15 ; 22:2; N m 35: 11-33).
supremo tribunal, localizado na capital, que Lei e mandamento. Isto é, questões
poderia funcionar tanto em casos religiosos relativas à interpretação e ap li cação das
como civis (ver PR, 197) . várias leis e regulamentos que compu nh am
Estabeleceu aí. Um supremo tribun al o código lega l hebraico.
ou um tribunal de apelação foi estabelecido Admoestai-os. Josafá adm oestou os
na capital (ver com. do v. 5). juízes a servirem fielm ente e com coração
Dos levitas. D avi anteriormente perfeito, no te mor do Senhor (v. 6, 7, 9);
nomeara 6 mil levitas como ofi ciais e juí- então os instou a admoesta r as pessoas que
zes (lCr 23:4). Moisés decretara que sacer- se apresentavam diante deles para que se
dotes e levitas deviam servir como juízes abstivessem do mal, a fim de não tra zer juí-
(Dt 17:8, 9). zos sob re a nação.
Dos cabeças das famílias. Estes 11. Amarias. Ele era o quinto após
eram os chefes das famíli as ou clãs (ver Zadoqu e, o sumo sacerd ote do tempo de
Dt 1:1 5-17). A id ade e a experiênc ia os aju- Davi (ver 2Sm 17: 15; 1Cr 6:8- 11). Uma vez
dariam a tom ar decisões justas e sábias. que Josafá foi o quinto a parti r Davi, a refe-
9. Deus-lhes ordem. Josafá mostrou rência é ao mesmo Amari as em a mbos
sincera preocupação com a administra- os casos.
ção imparci al da justiça e fez tudo ao seu Nas coisas que dizem respeito ao
alcance para coloca r di an te dos novos juízes SENHOR. O sumo sacerdote era o c hefe
a solene responsabilidade que lhes compe- n atural do supremo tribunal no que di zia
tia, enco rajando-os a ser absolutamente jus- respeito aos casos religiosos.
tos e irrepree nsíveis no desempenho de sua Nas que dizem respeito ao rei.
elevada comissão. Zebadias devi a ser o chefe do supremo tri -
No temor do SENHOR. Ver v. 7 e bun al para ass untos civis e crimin ais.
2Sm 23:3. Com os bons. Josafá expresso u sua fé
10. Sentença contestada. Isto é, em qu e Deus es taria com os qu e fossem
casos que poderiam chegar ao tribunal cen- leais e íntegros em seu serviço. A palavra
tral e m Jeru sa lém, provenientes de outras tradu zid a como "será" deveria ser traduzida
cidades. Fica claro a partir desta passagem como um desejo, tornando assim a últim a
que o tribunal da capital era um supremo frase um a bênção ou oração: "E q ue o
tribunal de apelação (ver com. do v. 8). SENHOR seja com os bons".

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-11 - PR, 196-198 2 - FEC, 295 4-11-PR, 197, 198


I - PR, 196 2, 3- PR, 196

274
2 CRÔNICAS 20: l

CAPÍTULO 20
1 Temeroso, ]osafá proclama um jejum. 5 Sua oração. 14 A profecia de Jaaziel.
20 ]osafá exorta o povo e ordena cantores para louvar ao Senhor. 22 A grande
derrota dos inimigos. 26 O povo bendiz a Deus em Baracá e retorna em
triunfo. 31 O reinado de ]osafá. 35 Sua frota, construída em conjunto
com Acazias, é destruída, conforme a profecia de Eliézer.

Depois disto, os filhos de Moabe e os fi - ll eis que nos dão o pago, vindo para lan-
lhos de Amom, com alguns dos me unitas, vie- çar-nos fora da Tua possessão, que nos deste em
ram à peleja contra Josafá. herança .
2 Então, vieram alguns que avisa ram a 12 Ah! Nosso Deus , acaso, não executarás
Josafá , dize ndo: Grande multidão vem contra ti Tu o Teu julgamento contra eles? Porque em nós
dalém do mar e da Síria; eis que já estão em não há força para resistirmos a essa grande mul-
Hazazom-Tam ar, que é En-Gedi. tidão que vem contra nós, e não sabemos nós
3 Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar o que fazer; porém os nossos olhos estão pos-
ao SENHOR ; e apregoou jejum em todo o Judá. tos em Ti.
4 Jud á se congregou para pedir socorro ao 13 Todo o Judá estava em pé dian te do
SEN HOR ; também de todas as cidades de Judá SENHOR , como também as suas crianças, as
veio gente para buscar ao SEN HOR. suas mulheres e os seus filhos .
5 Pôs-se Josafá em pé, na congregação de 14 Então, veio o Espírito do SENHOR no
Judá e de Jerusa lém, na Casa do SENHOR, dian- meio da congregação, sobre Jaaziel , filho de
te do pátio novo, Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel , filho de
6 e di sse: Ah! SENHOR, Deus de nossos pais, Matanias, levita , dos filhos de Asafe,
porventura, não és Tu Deus nos céus? Não és Tu 15 e disse: Dai ouvidos, todo o Judá e vós,
que dominas sobre todos os rei nos dos povos? moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá, ao
Na Tua mão, está a força e o poder, e não h á que vos diz o SENHOR. Não temais, nem vos as-
quem Te possa resistir. susteis por causa desta grande multidão, pois a
7 Porventura, ó nosso Deus , não la nças- peleja não é vossa, mas de Deus.
te fora os moradores desta terra de diante do 16 Amanhã, descereis contra eles ; eis que
Te u povo de Israel e não a deste para sempre à sobem pela ladeira de Ziz; encontrá-los-eis no
posteridade de Abraão, Teu amigo? fim do vale, defronte do deserto de Jeruel.
8 H abitaram nela e nela edificaram um 17 N e ste encontro , não tereis de pele -
santuário ao Teu nome, dizendo: jar; tornai posi ção, fi cai parados e vede o sa l-
9 Se a lgum mal nos sobrev ier, espada por va mento que o SEN HOR vos dará, ó Jud á
castigo, p este ou fome, nós nos apresent a- e Jeru sa lém. Não tem ais, n em vos assus-
remos di a nte des ta casa e diante de Ti, poi s teis; ama nhã , saí-lh es ao encontro, porque o
o Teu nome es tá n es ta casa; e clam are mos SEN HOR é convosco.
a T i na nossa a ngú stia, e Tu nos ouvi rás e 18 E ntão , Josafá se prostrou com o rosto
livrarás. em terra; e todo o Judá e os moradores de
lO Agora , pois , eis que os filh os de Amom Jerusalém também se pro straram p erante o
e de Moabe e os do monte Sei r, cujas ter- SENHOR e O adoraram .
ras não permiti ste a Israel invadir, qua ndo 19 Dispuseram -se os levitas , dos filhos dos
vinham da terra do Egito, mas deles se de s- coa ti tas e dos coreítas, para louvarem o SENHOR,
viaram e não os destruíram , Deus de Israel, em voz alta, sobremaneira.

275
20: 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

20 Pela manhã cedo, se levantaram e saí- o SENHOR os alegrara com a vitória sobre seus
ram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se inimigos.
Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, mo- 28 Vieram para Jerusalém com alaúdes , har-
radores de Jerusalém! Crede no SENHOR, vosso pas e trombetas, para a Casa do SENHOR.
Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profe- 29 Veio da parte de Deus o terror sobre
tas e prosperareis. todos os reinos daquelas terras, quando ouvi-
21 Aconselhou-se com o povo e ordenou can- ram que o SENHOR havia pelejado contra os ini-
tores para o SENHOR, que, vestidos de ornamentos migos de Israel.
sagrados e marchando à frente do exército, louvas- 30 Assim, o reino de Josafá teve paz, porque
sem a Deus, dizendo: Rendei graças ao SENHOR, Deus lhe dera repouso por todos os lados.
porque a Sua misericórdia dura para sempre. 31 Josafá reinou sobre Judá; tinha trinta e
22 Tendo eles começado a cantar e a dar cinco anos quando começou a reinar e reinou
louvores, pôs o SENHOR emboscadas contra os vinte e cinco anos em Jerusalém. Sua mãe se
~ I> filhos de Amom e de Moabe e os do monte Seir chamava Azuba, filha de Si li.
que vieram contra Judá, e foram desbaratados. 32 Ele andou no caminho de Asa, seu pai , e
23 Porque os filhos de Amom e de Moabe se não se desviou dele, fazendo o que era reto pe-
levantaram contra os moradores do monte Seir, rante o SENHOR.
para os destruir e exterminar; e, tendo eles dado 33 Contudo, os altos não se tiraram, porque
cabo dos moradores de Seir, ajudaram uns aos o povo não tinha ainda disposto o coração para
outros a destruir-se. com o Deus de seus pais.
24 Tendo Judá chegado ao alto que olha para 34 Quanto aos mais atos de Josafá , tanto
o deserto, procurou ver a multidão, e eis que os primeiros como os últimos , eis que estão es-
eram corpos mortos, que jaziam em terra, sem critos nas Crônicas registradas por Jeú , filho
nenhum sobrevivente. de Hanani , que as inseriu na História dos Reis
25 Vieram Josafá e o seu povo para saquear de Israel.
os despojos e acharam entre os cadáveres rique- 35 Depois disto, Josafá, rei de Judá, se
zas em abundância e objetos preciosos; toma- aliou com Acazias, rei de Israel , que procedeu
ram para si mais do que podiam levar e três dias iniquamente.
saquearam o despojo, porque era muito. 36 Aliou-se com ele, para fazerem navios
26 Ao quarto dia, se ajuntaram no vale de que fossem a Társis; e fizeram os navios em
Bênção, onde louvaram o SENHOR; por isso, Eziom- Geber.
chamaram àquele lugar vale de Bênção, até ao 37 Porém Eliézer, filho de Dodavá , de
dia de hoje. Maressa, profetizou contra Josafá, dizendo:
27 Então, voltaram todos os homen s de Porquanto te aliaste com Acazias, o SENHOR
Judá e de Jerusalém, e Josafá, à frente deles, e destruiu as tuas obras. E os navios se quebra-
tornaram para Jerusalém com alegria, porque ram e não puderam ir a Társis.

L Os filhos. A narrativa dos v. 1 a 30 não vez que os amonitas já tinham sido men-
se encontra em Reis. Os v. 31 a 37 são parale- cionados anteriormente no verso, a variante
los a 1 Reis 22:41 a 49. correta aqui provavelmente seja mehunim.
Com alguns dos meunitas. Literal- Crê-se que os mehunim ou meunitas (ARA,
mente, "dos amonitas" (cf. ARC, ACF). NTLH, NVI e BJ) habitavam em Ma'ân, que
Em vez de amonitas, a LXX diz mehunim, ficava 30 km a sudeste de Petra, e podem ter
o mesmo povo mencionado em 26:7. Uma ocupado a área próxima ao monte Seir (v. 10).

276
2 CRÔNICAS 20:12

2. Do mar. O Mar Morto. Amom e 5. Casa do SENHOR. Esta expressão,


Moabe ficavam a leste deste mar e Seir em sentido mais amplo, incluí os pátios do
ficava ao sul. templo.
Da Síria. Literalmente, "de 1\.ram". Um Diante do pátio novo. Havia dois
manuscrito hebraico diz 'E dom, "de E dom" pátios no templo de Salomão (2 Rs 23:12;
(NTLH, NVI, BJ), e este é provavelmente o 2Cr 4:9; Jr 36:10); é possível que um deles
texto original, uma vez que os invasores se tivesse sido reformado fazia pouco tempo,
aproximaram vindo do sul, mais ou menos por Josafá ou seu pai, e, assim, tivesse sido
da extremidade meridional do Mar Morto, e, denominado o "pátio novo".
naturalmente, seriam descritos como se vies- 6. Sobre todos. Ver 1Cr29:l2; Sl47:2, 8;
sem de Edom. No hebraico consonantal, as Dn 4:17, 25, 32. Josafá sabia que Deus
palavras para Síria e Edom, às vezes, são con- governa sobre toda a Terra e também que,
fundidas , uma vez que a diferença entre elas se os inimigos de Deus triunfassem desta
é apenas numa letra, e as duas letras têm apa- vez, isso traria opróbrio ao nome do Senhor.
rência semelhante (ver com. de 2Sm 8:12). Portanto, clamou a D eus para que vindi-
Hazazom-Tamar. Uma cidade na área casse a Si mesmo diante dos pagãos.
do Mar Morto (ver Gn 14:7). 7. Abraão, Teu amigo. Este é o pri-
En-Gedi. Uma fonte e uma cidade pró- meiro uso desta expressão nas Escrituras.
ximas à metade da praia ocidental do Mar Ocorre novamente em Isaías 41:8 e em
Morto. A fonte que brota de um penhasco Tiago 2:23.
cria um oásis que tem rica vegetação (ver 8. Ao Teu nome. Ver 2Cr 6:5-8. O nome
com. de Js 15:61). de Deus significa Seu caráter.
3. Josafá teve medo. Não há problema 9. Se algum mal nos sobrevier. É uma
~ .,. em se ter medo diante do perigo; errado síntese da prece feita por Salomão na dedi-
é sucumbir ao medo. Pessoas fortes e cora- cação do templo (2Cr 6:24-30). Deus ouvira
josas muitas vezes sentem medo; mas, ape- a oração de Salomão e lhe deu um sinal
sar do temor, elas seguem adiante e agem disso (2Cr 7: 1-3). Portanto, Josafá estava
resolutamente. reivindicando uma resposta àq uela oração.
Buscar ao SENHOR. H avia anos 10. Monte Seir. Esta expressão parece
que Josafá vinha aumentando a força de ser paralela a "meunitas" (v. 1; ver com.
sua nação, equipando o exército e fortifi- deste verso).
cando cidades (2Cr 17:12-19). Mas, nesse Não permitiste. Ver Dt 2:4, 5, 9, 19;
momento de crise, ele colocou a confiança, Nm 20:14-21. Foi ordenado a Israel que pou-
não em homens, mas em Deus. passe os edomitas (ver com. de 2Cr 20:2),
Apregoou jejum. Ver Jz 20:26; 1Sm 7:6; por serem filhos de Esaú, e os moabitas e
Ed 8:21; }12:12-14; Jn 3:5-9. amonitas, por serem filhos de Ló.
4. Socorro ao SENHOR. Judá enfren- 11. Para lançar-nos fora. Uma vez
tava uma ameaça à própria existência, e os que este era o objetivo do inimigo, tratava -se
cidadãos fizeram frente a essa ameaça reu- de um ataque não só ao povo de Deus, mas
nindo-se e buscando juntos a ajuda de Deus. ao próprio Deus .
Num futuro não muito distante, os filhos 12. Em Ti. Na verdade, Josafá estava
de Deus enfrentarão uma ameaça similar dizendo: "Estamos completamente indefe-
da parte de seus inimigos, e eles também sos e à mercê de nossos inimigos, a menos
encontrarão conforto e ajuda voltando-se que venhas em nosso socorro; não sabemos
para Deus (Ap 12:17; 13:15; 17:14; GC, 619). para onde nos voltar em busca de aj uda ,

277
20:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

mas estamos olhando para Ti" (ver Sl25:15; primariamente para que promovessem rege-
123:2; 141:8). neração espiritual ao coração das pessoas.
15. Mas de Deus. Deus Se identificou Mas, quanto maior a prosperidade espiritual
com Seu povo. Os inimigos de Judá eram de uma nação, mais certa seria prolongada
inimigos de Deus, e a batalha que se segui- sua prosperidade material.
ria era a batalha do Senhor. 21. À frente do exército. Enquanto os
16. Ladeira de Ziz. Identificada, em exércitos de Judá ava nçavam contra o ini-
geral, com o Wadi Hatsâtsah, ao norte de migo, os cantores constituíam a vanguarda,
En-Gedi, cerca de 20 km a sudeste de Belém. erguendo, não um grito de guerra, mas lou-
Deserto de Jeruel. A localização exata vores a Deus.
deste lugar é desconhecida, mas deve ter 22. Tendo eles começado a cantar.
sido nas vizinh anças da ladeira de Ziz, pro- Poucas vezes houve uma batalha como esta
vavelmente perto de Tecoa. - homens cantando hinos de louvor a Deus
17. Não tereis de pelejar. Esta era a quando o ataque está para começar. O povo
batalha do Senhor, não de seres humanos. expressava sua fé, e Deus achou por bem
Os inimigos de Judá estavam lutando contra honrá-la. O Senhor havia prometido vitória,
Deus, e Ele interviria em favor de Seu povo. e o povo creu em Sua palavra. A vitória foi
Ficai parados. Estas palavras são deles porque a reivindicaram.
quase idênticas às que Moisés empregou no Pôs o SENHOR emboscadas. A natu-
Mar Vermelho (Êx 14:13), imediatamente reza dessas emboscadas não é revelada , mas
antes de o Senhor ter destruído os exércitos o resultado foi que as forças enviadas contra
do faraó. Como no tempo de Moisés, a vitó- os hebreus se exterminaram mutuamente
ria viria inteiramente de Deus, e os homens (ver v. 23).
seriam testemunhas de Seu grande poder 23. Ajudaram uns aos outros a des-
em favor deles . truir-se. Ver Ez 38:2 1; Zc 14:13.
18. Com o rosto em terra. Josafá e o 24. Ao alto que olha para o deserto.
povo renderam graças ao Senhor pela pro- As versões ARC e ACF trazem: "à atalaia
metida vitória. A batalha ainda n ão havia do deserto". O cenário da batalha era uma
começado, mas a promessa do Senhor foi região selvagem e desolada, na qual uma ata-
aceita. Deus é honrado quando Seu povo laia ou torre de vigia seria usada para obser-
demonstra fé suficiente para Lhe agradecer var a aproximação do inimigo.
as bênçãos e vitórias prometid as. 26. Vale da Bênção. Esta é a tradu-
19. Para louvarem o SENHOR. Esta foi ção literal. As versões ACF, ARC, NTLH e
uma notável demonstração de louvor antes NVI traduzem como "vale de Beraca". Este
da vitória, e não depois. O povo deu graças a vale tem sido identific ado com o Wadi el-
D eus logo que Ele prometeu a vitória. 'Arrub, ao sul de Tecoa. Josafá deu ao local
20. Ao deserto de Tecoa. Tecoa fica este nome em comemoração ao notável
~ .,. cerca de 15 km ao sul de Jerusalém. livramento dos inimigos que Deus conce-
Crede. Não há nada que proporcione deu a Seu povo. O que poderia ter sido um
mais confiança e segurança do que crer no vale de morte se tornou um vale de vida, e
Senhor. Ninguém está verdadeiramente fir- o que poderia ter sido um lugar de maldição
mado até que esteja firmado em Deus. se tornou um lugar de bênção.
Prosperareis. Na antiga aliança, isso 29. Sobre todos os reinos. Talvez
era verdade tanto no sentido material quanto esta tenha sido a ocasião em que os filisteus
no espiritual. Deus enviou Seus profetas levaram "presentes a Josafá e prata como

278
2 CRÔNICAS 20 :37

tributo", e os arábios apresentara m seus pre- que mostrou , e como guerreou" (l Rs 22:46).
se ntes ta mbém a Josafá, e qu ando "veio o Essa declaração aparentemente se refere a
terror do Senhor sobre todos os reinos das coisas como as atividades de edifi cação de
terras que estavam ao redor" (2Cr 17:10, 11). Josa fá (2Cr 17: 12, 13), a força de se us exé r-
Alguns dos principais aspectos do reino de citos (2 Cr 17:14-1 9) e a vitóri a sobre Moabe,
Josa fá fo ram resumidos no cap. 17. Amom e o monte Seir (2C r 20).
31. Josafá reinou. Os v. 31 a 37 apre- 36. Navios [... ] a Társis. A passage m
sentam várias informações finais sobre o paralela diz: "navios de Társis, para irem a
reinado de Josafá. O texto é semelhante a Ofir em busca de ouro" (lRs 22:49). Essa
1 Reis 22:41 a 49, que é o relato integral Társis não deve ser a cid ade identificada
do rein ado de Josafá. A passagem paralela como Tartessus, na Espanha (ver co m. de
acrescenta que Josa fá com eçou seu reinado 1Rs 10:22). Ofir provavelmente fos se o Punt
no quarto ano de Acabe (lRs 22:41) . (ver com. de Gn 10: 29; 1Rs 9: 28).
32. Ele andou. Josafá foi um dos pou- 37. Eliézer. Esta parece ser a única
cos reis de Judá acerca de quem se pode- referência bíblica a este profeta.
ri a dizer qu e seguiu o exemplo de um bom Maressa. Uma cid ade da Sefelá (ver
rei. M as, no reino do norte, Israel, os gover- 2C r 11 :8; Js 15:44; Mq 1:15).
n a ntes que cronologicamente seguiram a Porquanto te aliaste. O relato de C rô-
Je roboão também seguiram seu indigno nicas enfatiza o erro de Josafá em se associ a r
exemplo de apostasia. com o rei de Israel (v. 35), enqu anto o esc ri-
34. Aos mais atos. A passagem para- tor de Reis se refere a essa aliança apenas de
lela inclui a seguinte observaç ão: "e ao poder passagem (lRs 22:49).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-30 - PR, 198-203 l3 - PR, 200 20- Ed , 163; MCH , 42


1,2 - PR, 198 14-17- Ed , 163 22-2 4 - PR, 202
1-4, 12 - Ed, 163 14-21 - PR, 201 27-30 - PR, 203
3-12 - PR, 199, 200 17 - PR, 203

CAPÍTULO 21
1 Jeorão sucede ]osafá e mata seus irmãos. 5 Seu reinado ímpio. 8 Edom e Libna se
rebelam. 12 A profecia de Elias contra ]eorão. 16 Os filisteus e os arábios o
oprimem. 18 Sua doença inc·u.rável, a morte inglória e o sepultamento.

l Desca nsou Josa fá com seu s pais e foi se- 3 Seu pai lhes fez muitas dádi vas ele prata,
pultado com eles na C idade de Davi; e Jeorão, ouro e coisas preciosa s e a inda de cidades forti-
seu filho, reinou em seu luga r. fi cadas em Juclá; porém o reino deu a Jeorão, por
2 Teve este irmãos, filh os de Josa fá : Aza rias , ser o primogênito.
Jeiel, Zacarias, Azarias, Micael e Sefati as; todos 4 Tendo Jeorão ass umido o reino de seu pa i
estes fo ra m filh os de Josa fá, rei de Israel. e havendo-se fortificado , matou todos os se us

279
21:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

irmãos à espada, como também alguns dos prín- 13 m as a ndaste nos ca minhos dos reis de
cipes de Israel. Israel , e induziste à idolatri a a Judá e os mora-
5 Era Jeorão da idade de trinta e dois anos dores de Jeru sa lém , segundo a idol at ri a da casa
quando começou a reinar e reinou oito anos e m de Acabe, e ta mbém mataste a teus irm ãos, da
Je ru sa lém. casa de teu pai, melhores do que tu,
6 Andou nos ca minhos dos reis de Is rae l, 14 eis que o SENHOR castiga rá com gra nd e
como também fizeram os da casa de Acabe, por- fl agelo ao te u povo, aos te us filhos , às tuas mu-
que a filh a deste era sua mulhe r; e fez o qu e e ra lhe res e todas as tuas possessões.
mau perante o SENHOR . 15 Tu terás grand e enferm id ade nas tu as e n-
7 Poré m o SENHOR não quis des truir a casa tra nhas , e nfe rmidad e que aum e ntará di a após
de Davi por causa da aliança que com ele fi ze- di a, até que sa iam as tu as entra nh as .
ra, segundo a promessa que lh e h av ia feito de 16 D espertou, pois, o SENHOR contra Jeo rão
dar a ele, sempre, uma lâmpada e a se u s filhos . o â nimo dos filisteus e dos a rá bios qu e estão do
8 Nos dias de Jeorão, se revoltaram os edo- lado dos etío pes.
mitas contra o poder de Jud á e constituíram o 17 Estes subiram a Jud á, d eram contra ele
seu próprio rei. e levaram todos os be ns qu e se acharam na
9 Pelo que Jeo rão passou ad ia nte com todos casa do re i, como também a se us filhos e as
os se us c h efes, e todos os carros, com ele; de suas mulheres; de m odo qu e não lh e d eixa-
noite, se levantou e feriu os edom itas que o cer- ram filho a lgum, sen ão Jeoacaz, o m a is moço
cava m e os capitães dos carros. deles.
lO Assim , se rebelou Edom para livrar-se do 18 Depois de tudo isto, o SEN HOR o fe riu na s
pode r de Judá, até ao dia de hoje; ao mesmo tempo, suas entra nh as com enfer midade incuráve l.
se rebelou tam bém Libna contra Jeorão, porque 19 E, a um e ntando es ta dia após dia, ao
este deixara ao SENHO R, Deus de se us pais. ca bo de dois a nos, saíram -lhe as e ntra nh as por
11 També m fez a ltos nos montes de Judá, e causa da enfe rmidade, e morreu co m terríve is
sed uziu os ha bitantes de Jerusalé m à idolatria, e ago ni as. O se u povo não lhe queimou aromas ,
fe z desgarrar a Judá. como se fez a se us pais.
12 Então, lhe c hego u às mãos uma carta do 20 Era e le da idade de trinta e dois a nos
profeta Eli as, em que es tava escr ito: Assim di z o quando começou a rein ar e reinou oito anos e m
SEN HOR, De u s de Davi, teu pai: Porquanto não Jer usal ém. E se foi sem deixar de si saudades;
a ndas te nos caminhos de Josafá, teu pai , e nos sepultara m -no n a Cidade de Davi, porém não
caminhos de Asa, rei de Judá, nos sepul cros dos reis.

2. Israel. Embora est e seja o termo influênc ia no re ino, e torn an do-os, d e certa
gera lme nte apli cado ao rei no do norte, tam- forma, rivais do e ntão futuro re i Jeorão.
bém é, às vezes , u sado p ara o reino do sul Jeorão. E le receb e u o reino e nqu a nto
(ver 2Cr 21:1, 4, 6; 28:19, 27). Josafá a inda es t ava vivo (2 Rs 8:16) , tor-
3. Muitas dádivas. Isto pode ser com- nando-se cmTege nte no 17" a no do reinado
para do com o procedimento de Roboão, que de Josa fá (ver com. d e 2Rs 1:17; 3:1).
d e u presentes a seus filhos e os est a beleceu, O primogênito. Es t a e ra a regra
~ .,. ca d a um num loca l (2Cr 11 :23). u s u a l (ver Dt 21:15-17) , mas hou ve exce-
De cidades fortificadas. Josafá colo- ções, como no caso d e Sa lo m ão (lC r 28:5),
co u seus filho s como governa ntes de impor- Abias (2C r 11:18 -22) e J eoacaz (2Cr 36 :1 ;
tantes cida d es, dando-lhes, ass im , pode r e cf. v. 2-5 ).

280
2 CRÔNICAS 21: l3

4. Tendo Jeorão assumido. Provavel- Edom (2Cr 25:11-15), mas isso parece não
mente isso tenha ocorrido após a morte de ter sido permanente. Durante o governo de
Josafá, logo que Jeorão obteve o controle d a João Hircano, no 2o século a.C. , os edomi-
sit uação e se sentiu seguro. tas (que então viviam no sul de Judá) foram
Matou todos os seus irmãos. Prova- uma vez mais reduzidos à vassalagem.
velmente eles tenham exercido influência Deixara ao SENHOR. Este deta lhe
considerável nas cidades que seu pai lhes não se encontra na passagem paralela de
havia dado , e Jeorão, sem dúvida, achou 2 Reis 8:22, que declara simplesmente que
que constituíssem ameaça à sua segurança Libna se rebelou. Libna ficava na região
e à de seu trono. Sua esposa Atalia, que baixa de Judá, perto de Maquedá e Laquis
mais tarde destruiu toda a descendência (Js 10:29-31) e da fronteira filistei a, mas
real (2Cr 22:10), talvez o tenha influenciado seu sítio é incerto. Provavelmente possa ser
na adoção dessa medida drástica. identificada com Tell ets-Tsâfi. A revolta foi ,
Também alguns dos príncipes. Isto sem dúvida, auxiliada pelos ataques filisteus
sugere que os irmãos de Jeorão tinham feito a Judá nos dias de Jeorão (2Cr 21:16, 17).
simpatizantes e partidários entre homens 11. Fez altos. Os predecessores de
influentes do país. Jeorão, Asa e Josafá, tinham removido os
5. Trinta e dois anos. Os v. 5 a lO são altos (2Cr 14:3; 17:6).
paralelos a 2 Reis 8:17 a 22, passagem que, À idolatria. A NVI e a BJ usam o verbo
junto com as fórmulas de abertura e encer- "prostituir-se". Sob a influência de sua
ramento, constitui o relato integral do rei- esposa Atalia, filha de Acabe e de Jezabel,
nado de Jeorão no livro dos Reis. Jeorão encorajou a adoração a deuses pagãos
Oito anos. Esta parece ser a extensão em Judá. Essa adoração envolvia a partici-
do reinado individual, embora Jeorão possa pação nas práticas imorais dos cultos origi-
ter reinado durante um período adicional nários de Canaã (ver vol. 2, p. 20-23).
como corregente (vervol. 2, p. 132-134). 12. Do profeta Elias. Esta é a única
7. Por causa da aliança. "Por amor de referência a Elias em Crônicas. Um relato
Davi, Seu servo" (2Rs 8:19). completo da obra do profeta se encontra em
8. Nos dias de Jeorão, se revolta- 1 Reis 17-1 9 e 21; e 2 Reis 1 e 2. Elias foi um
ram os edomitas. Durante o reinado de profeta do reino do norte e, uma vez que a
Josafá, Edom ficou sem rei (1Rs 22:48), e narrativa de Crôn icas se preocupa primaria-
o país parece ter ficado sob o controle de mente com a história de Judá, ele é mencio -
Judá, pois Josafá fez da cidade de Eziom- nado apenas de passagem. A trasladação de
Geber, que ficava no sul de Edom, sua base Elias é registrada em 2 Reis 2, mas o relato
naval (2Cr 20:36). do reinado de J eorão só ocorre em 2 Reis 8.
9. Feriu os edomitas. Este, eviden- Os eventos bíblicos nem sempre são narra-
temente, é o relato, não de uma vitória, dos em estrita sequência cronológica.
mas da fuga apressada de Jeorão ao ser cer- Não andaste. Esta frase deixa claro
cado por forças edomitas. Em 2 Reis 8:21 que as palavras de Elias foram uma mensa-
é acrescentado o detalhe de que "o povo de gem pessoal dirigida diretamente a Jeorão,
Jeorão [.. .] fugiu para as suas tendas". Jeorão e que Elias ai nda não havia ascendido ao
não conseguiu subjugar Edom, e teve sorte Céu (ver PR, 213).
em escapar vivo. 13. Mataste a teus irmãos. É impro-
10. Até ao dia de hoje. Amazias, mais vável que Jeorão tivesse matado os irmãos
tarde, obteve certa medida de sucesso contra antes da morte do pai. Assim, há indicações

281
21:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

de que Elias ainda não havia sido trasladado tal apuro que teve de comprar os invasores
quando Jeorão começou a reinar indepen- mediante o pagamento de um pesado resgate
~ ;· cientemente (ver com. do v. 12). que incluiu até os tesouros do palácio. Talvez
14. Com grande flagelo. A transgres- alguns membros da família do rei estivessem
são suscita penalidade disciplinar (ver com . fora da capital quando foram surpreendidos
de 2Rs 9:8). Neste caso, tanto o rei quanto o pelo repentino ataque (ver 2Cr 22:1).
povo sofreriam, porque ambos eram culpa- Jeoacaz. É também chamado Acazias
dos. O golpe recaiu primariamente sobre o (2Cr 22:1; 2Rs 8:24 -26) e Azarias (2Cr 22:6,
rei (2Cr 21:15), porque a maior medida de ARC). Basicamente Jeoacaz e Acazias são
culpa era dele, mas também recaiu sobre nomes equivalentes, compostos dos mes-
a nação na forma de uma invasão dos filis- mos elementos ("Yahweh" e "Acaz"), sendo
teus, arábios e etíopes (v. 16). que o nome divino em um dos casos vem
15. Grande enfermidade. Com res- no início (Jeo-acaz) e, no outro, no final do
peito ao cumprimento desta predição, ver nome (Acaz-ias).
v. 18 e 19. 19. Não lhe queimou aromas. Não
16. Despertou, pois, o SENHOR. Ver se conferiram a Jeorão as honras usuais que
1Rs 11:14, 23. Não há menção em Reis a consistiam na queima de madeiras e espe -
essa investida dos filisteus, arábios e etíopes ciarias aromáticas, procedimento geral-
contra Judá. Os vizinhos de Israel sempre mente seguido no funeral dos reis (ver
foram seus inimigos tradicionais e estavam 2Cr 16:14; Jr 34:5).
prontos a atacá-lo quando se apresentasse 20. Sem deixar de si saudades. Ele
uma oportunidade. havia sido tão ímpio e havia realizado tão
17. Todos os bens. A linguagem pode pouco bem que a nação não lamentou seu
ser interpretada como se descrevesse uma falecimento.
pilhagem em Jerusalém, mas não é necessa- Não nos sepulcros. Um sinal de
riamente o caso. O rei pode ter se visto em desonra (ver 2Cr 24:25, 26).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

5, 6 - PR, 192, 193 6, 11- PR, 212, 213 12-19- PR, 213, 214

CAPÍTULO 22
1 Acazias sobe ao trono e reina impiamente. 5 Ele faz aliança com Jorão, filho
de Acabe, e é morto por Jeú. 10 Atalia usurpa o trono após destruir toda a
descendência real, exceto ]oás, que é escondido por sua tia ]eosabeate.

1 Os moradores de Jerusalém, em lugar de 2 Era Acazias de vinte e dois anos de idade


Jeorão, fi zeram rei a Acazias, seu filho mais moço; quando começou a reinar e reinou um ano em
porque a tropa, que viera com os arábios ao ar- Jerusalém.
raial, tinha matado todos os mais velhos. Assim, 3 Sua mãe, fi lha de Onri, chamava-se Atalia.
reinou Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá. Ele também andou nos caminhos da casa de

282
2 CRÔNICAS 22:3

Acabe; porque sua mãe era quem o aconselhava 8 Ao executar Jeú juízo contra a casa de
a proceder iniquamente. Acabe, achou os príncipes de Judá e os filhos dos
4 Fez o que era mau perante o SENHOR, irmãos de Acazias, que o serviam, e os matou.
como os da casa de Acabe; porque eles eram 9 Depois, mandou procurar a Acazias, e,
seus conselheiros depois da morte de seu pai, achando-o em Samaria, onde se havia escondi-
para a sua perdição. do, o trouxeram a Jeú e o mataram; seus próprios
5 Também andou nos conselhos deles e servos o sepultaram, porque diziam: É filho de
foi com Jorão, filho de Acabe, rei de Israel, a Josafá, que buscou ao SENHOR de todo o cora-
Ramote-Gileade, à peleja contra Hazael, rei da ção. E ninguém houve na casa de Acazias que
Síria; e os siros feriram Jorão. pudesse reinar.
6 Então, voltou para Jezreel, para curar-se lO Vendo Atalia, mãe de Acazias, que seu
das feridas que lhe fizeram em Ramá, quan- filho era morto, levantou-se e destruiu toda a
do pelejou contra Hazael, rei da Síria; e desceu descendência real da casa de Judá.
Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a ll Mas Jeosabeate, filha do rei, tomou a Joás,
Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porquanto es- filho de Acazias, e o furtou dentre os filhos do
tava doente. rei, aos quais matavam, e o pôs e à sua ama numa
7 Foi da vontade de Deus que Acazias, para câmara interior; assim, Jeosabeate, a filha do rei
a sua ruína, fosse visitar a Jorão; porque, vindo Jeorão, mulher do sacerdote Joiada e irmã de
ele, saiu com Jorão para encontrar-se com Jeú, Acazias, o escondeu de Atalia, e não foi morto.
~ ~'· filho de Ninsi, a quem o SENHOR tinha ungido 12 Joás esteve com eles seis anos na Casa de
para desarraigar a casa de Acabe. Deus, e Atalia reinou no país.

1. Acazias. Esta seção (v. l-9) é para- "filho" dessa dinastia através de Atalia, "filha
lela a 2Rs 8:25-29. de [Acabe, filho de] Onri". O fato de Acazias
Ao arraial. Os poucos detalhes apresen- estar sob a tutela dessa casa real se eviden-
tados deixam a situação obscura. Aparente- cia nos v. 3 a 5 e em 2 Reis 8:27, em que ele é
mente os príncipes reais estavam em algum chamado "genro da casa de Acabe". Não seria
acampamento fora da capital quando foram surpreendente achar uma referência frag-
cercados por uma tropa de saqueadores ará- mentária a uma era iniciada com Onri, uma
bios, e então foram capturados e mortos. vez que Onri foi um governante tão impor-
2. Vinte e dois. As versões ARC, ACF tante que, muito tempo depois dele, outras
e TB, conforme o original, dizem "quarenta e nações continuaram a se referir à terra de
dois". Este número é dado como 22 em 2 Reis Israel como terra de Onri, e aos reis de Israel
8:26. Acazias não podia estar com 42 anos de como filhos de Onri (ver com. de 2Rs 8:26).
idade quando assumiu o trono, porque seu Do princípio do reinado de Onri até a ascen-
pai morreu com 40 anos (2Cr 21:5, 20). Duas são de Acazias decorreram cerca de 42 anos.
explicações têm sido dadas para isso. Uma Filha de Onri. Na verdade, neta de
delas é que um erro de transcrição foi res- Onri, uma vez que Atalia era filha de Acabe
ponsável pelo uso da palavra "quarenta" em (2Cr 21:6), que era filho de Onri. É mencio-
vez de "vinte". A outra é que a frase hebraica nado Onri em vez de Acabe porque Onri foi
"um filho de 42 anos" se refere, não à idade o fundador da casa (sobre o uso de filho com
de Acazias quando de sua ascensão ao trono, o sentido de neto, ver com. de lCr 2:7).
mas ao número de anos desde a fundação 3. Caminhos da casa de Acabe. Ver
da dinastia de Onri, já que Amazias era um 2Cr 21:6, 13; Mq 6:16.

283
22:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Quem o aconselhava. Esta informa- suas obras ímpias com impunidade, fica-
ção não se encontra em Reis. Atalia era riam cada vez mais ousadas em pecar.
uma mulher enérgica, muito parecida com O propósito da penalidade civil é restrin-
sua mãe Jezabel e naturalmente faria muito gir o transgressor. O próprio Deus ditou
para introduzir a adoração a Baal no reino as penalidades civis a serem aplicadas aos
do sul (ver com. de 2Rs 11:18). transgressores do antigo código de leis de
4. Eles eram seus conselheiros. Israel. Os governos das nações que hoje
Parece que a referência é à sua mãe, Atalia , impõem as penas civis o fazem com auto-
(v. 3) e ao irmão dela, Jorão (v. 5, 6). rização do Céu, de form a que "aquele que
Para a sua perdição. O fato de d ar se opõe à autoridade resiste à ordenação de
ouvidos a maus conselheiros foi a causa Deus" (Rm 13:2; cf. Rm 13: 1, 3-7).
da ruína moral de Acazias , que acabou Por causa das limitações do governo
levando-o à morte. civil, D eu s pode atuar por outros meios a
5. Foi com Jorão. Assim como Josafá fim de punir o pecado. Às vezes, as conse-
fora à guerra com o pai de Jorão, Acabe quências naturais dos maus atos já são uma
(2Cr 18), Acazias se tornou parceiro de Jorão punição suficiente, não sendo necessárias
e se uniu a ele em sua expedição contra os mais medidas. Outras vezes, a mão repres-
siros. Não se pode esperar que advenha sora de Deus é até removida de sobre as for-
algum bem da associação com pessoas más. ças do mal, de modo que surgirá uma cadeia
6. Hazael. Ver com. de 2Rs 8:28. de circunstâncias que cas tigará o pecado
Acazias. As versões ARC e TB trazem com o pecado (ver PP, 728). Ou, então, Ele
"Azarias". Quinze manuscritos hebraicos , a intervém diretamente, como no caso de Uzá
LXX e a Siríaca dizem "Acazias". A passa- (2Sm 6:7) e de Ananias e Safira (At 5:1-11),
gem paralela (2Rs 8:29), cujo texto é prati - ou nomeia indivíduos para executar a sen-
camente idêntico ao de Crônicas, também tença sobre o mal, como no caso de Jeú.
diz "Acazias". O fato de que partiu do Céu a comi s-
7. De Deus. Esta declaração não se são para que Jeú punisse os ímpios cri-
encontra em Reis . Crônicas explica como mes de Acabe e de sua casa não significa
a providência divina esteve envolvida n a que o Céu sancionou todos os d etalh es
morte de Acazias. A morte prematura do do procedimento p elo qual Jeú executou
rei foi interpretada como um juízo sobre ele a ordem. D a mesma forma , quando Deu s
por causa da idolatria. A visita de Acazias a remove Sua mão repressora e permite que
Jorão, de Israel, ocorreu no momento exato o pecado puna o pecado, não se deve con-
~ r- da rebelião de Jeú, e desta forma Jorão, cluir dis so que Ele instigue os atos ímpios
Jezabel e Acazias encontraram seu fim. que são cometidos (PP, 739; ver ainda PP,
Filho de Ninsi. Isto é, neto de Ninsi. 324-3 26).
Jeú era filho de Josafá , que era filho de Os filhos dos irmãos de Acazias.
Ninsi (2Rs 9 :2; ver com. de 1Cr 2:7). Ver com. de 2Rs 10:1 3, 14. Se estes eram os
Ungido para desarraigar. Jeú foi desig- filhos dos irmãos literais do rei, eles deviam
nado para executar a penalidade civil sobre a ser crianças escoltadas por esses "prínci-
casa de Acabe (lRs 19:16; 2Rs 9: 1-10). pes de Judá". Mas é provável que o termo
8. Juízo. Jeú estava executando uma "irmãos" seja aqui empregado em sentido
comissão divina (2 Rs 9:7-9). amplo, de forma a incluir parentes como pri-
Deus opera de várias formas para punir mos e sobrinhos do rei. Havia nesse grupo
o pecado. Se as pessoas pudessem executar 42 pessoas que foram mortas .

284
2 CRÔN ICAS 22:11

9. Mandou procurar a Acazias. Aca- 10. Vendo Atalia. Os v. 10 a 12 des -


zias foi ferido por seus perseguidores "à crevem como Atalia se apoderou do governo
subida de Gur", perto de Ibleão (2Rs 9:27), (ver o relato paralelo em 2Rs 11:1-3 be m
enqu anto fugia para o sul , rumo a Jerusalém. como o comentário referente).
Ele mudou sua rota, pois foi preso quando Destruiu. Do heb. dabar, literalmente,
estava escondido e, então, levado a Jeú (sobre "falou", o que alguns têm interp retado com
a possível rota de fuga, ver com. de 2Rs 9:27). o significado de "tramou contra" ou "pro-
Servos o sepultaram. O sepultamento nunciou sentença". O mais provável é que a
de Acazias foi "na sua sepultura junto a seus palavra correta seja 'abad, "destruiu", o que
pais, na Cid ade de Davi" (2 Rs 9:28). Assim, é atestado por vários manuscritos hebrai-
parece que Acazias foi enterrado no sepulcro cos, b em como pela LXX, a Siríaca , os
dos reis, diferentemente de seu pai Jeorão, a Ta rgun s e por 2 Reis 11:1.
qu em foi negada esta honra (2Cr 21:20). 11. Filha do rei. Isto é, fi lh a de Jorão
Que pudesse reinar. Não havia nin- (2 Rs 11:2).
guém da posterid ade de Acazias que fosse Mulher do sacerdote Joiada. Esta
capaz de governar o reino. Ele tinha apenas informação não se encon tra em Reis. O fato
23 anos de idade quando morreu (ver 2Rs de Jeos abeate ser esposa de Joiada , o sacer-
8:26) e, assim, não teri a fi lhos com id ade dote, ajuda a explic ar sua lea ldad e à des -
suficiente para assumir o trono. Esta obser- cendência de Davi e também mostra como
vação forma a introdução à narrativa da ela estava em posição de esconder o prín-
usurpação da coroa por parte de Atalia. cipe infa nte por tanto tempo.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-1 2- PR, 214, 215 1-4 - PR, 214 8-12 - PR, 215

CAPÍTULO 23
1 Joiada restabelece a ordem e coroa ]oás. 12 Atalia é morta.
16 ]oiada restaura o culto a Deus.

l No sétimo ano, Joiad a se animou e entrou reinará o filho do rei, como fa lou o SENHOR a
em ali a nça com os capitães de cem: Azarias, respeito dos filh os de Dav i.
filho de Jeroão, Ism ael, filho de Joanã, Azarias, 4 Esta é a obra que haveis de fazer: uma
filh o de Obede, M aaseias, fi lho de Adaías, e terça parte de vós, sacerdotes e levita s, que en-
Elisa fate, filho de Zicri. trais no sábado, servirá de gua rdas da porta;
2 Estes percorre ra m Jud á, e congregara m 5 outra terça parte esta rá na casa elo re i; e
os lev itas de todas as cidades de Judá e os ca- a outra te rça parte , à Porta do Fund a mento ;
beç as da s fam ílias ele Israel, e viera m pa ra e todo o povo estará nos pátios da Casa do
Jeru sa lém . SENHOR.

3 Toda essa congregação fez a liança com o 6 Poré m ninguém entre na Casa do SENHOR,
rei na Casa de Deus; e Joiada lhes di sse: Eis que senão os sacerdotes e os lev itas que mini stra m ;

285
23: 1 COM ENTÁ RIO BÍBLICO A DVENTI ST A

es tes en tra rão, porque são sant os ; m as todo o 14 Poré m o sacerd ote Joiad a trouxe pa ra fora
p ovo gua rda rá o preceito do SEN H O R. os capitães que coma nd ava m as tropa s e di sse-
7 Os le vitas rod earão o rei, cada um de lhes: Fazei-a sa ir p or e ntre as fil e iras; se alg ué m
arm as na m ão, e qu a lquer que entrar na casa, a seguir, matai-o à es pada. Porque o sacerd ote
seja morto; es tareis com o rei qu a ndo e ntra r e tinh a dito: Não a m ate m na C asa do S EN H O R.
qu a ndo sa ir. ] 5 Lançara m m ão dela; e ela, pelo caminho
8 Fi zeram , pois, os levitas e todo o Judá se- ela e ntrada dos cava los, fo i à casa do rei, onde a
gu ndo tudo qu a nto lhes orden ara o sacerdote m ataram .
Joiada; tomou cada um os seu s homens, ta nto os 16 Joiada fez alia nça e ntre si mesmo, o povo
qu e entrava m como os que saía m no sábado; por- e o rei , pa ra sere m e les o povo do S EN H O R.
qu a nto o sacerdote Joiada não despediu os turnos. 17 E ntão, todo o povo se diri gi u pa ra a casa
9 O sacerdote Joiada entregou aos capitães de de Baa l e a de rriba ra m ; desp edaçara m os seus
cem as la nças, os paveses e os esc udos q ue h a- altares e as suas im age ns e a Ma tã, sacerd ote ele
viam sido do rei D avi e estavam na Casa de Deus. Baal , m atara m pera nte os alta res.
10 Disp ôs todo o povo, cada um de arm as 18 E ntrego u Joiacl a a s up e rinte ndên c ia el a
na m ão, desde o lado direito da casa rea l até ao C asa do S EN H OR nas m ãos dos sacerd otes le-
se u lado esque rdo, e até ao a lta r, e até ao tem - v itas , a qu e m D av i des ign a ra para o e nca rgo
plo, pa ra ro dear o rei. ela Ca sa do SEN H OR, pa ra oferecere m os holo-
11 Então, tro uxera m para fora o fil ho do rei, caustos do SEN H O R, como es tá esc rito na Lei ele
pusera m-lhe a coroa , e ntrega ram -lhe o Li vro do Moisés, com alegri a e com ca nto, segund o a in s-
Testemunh o e o constituíra m rei; Joiada e seus tituição de Dav i.
filh os o un gira m e grit aram : Viva o reil 19 Coloco u p orte iros às portas d a Casa do
12 Ouvindo Atalia o cla mor do p ovo q ue SE N HOR , para qu e n ela n ão e ntra sse nin gué m

corri a e lo uvava o rei, veio pa ra ond e es te se que de qu alq ue r form a fosse imundo.
ac hava na Casa do S EN HOR; 20 Tomou os capitães ele cem , os nobres, os
13 olh ou , e eis que o rei es tava junto à co- governad ores do povo e todo o povo ela te rra, e !::i
lun a, à e ntrad a, e os capitães e os qu e tocavam todos es tes conduzira m , el a Casa do SEN H OR, o
trom be tas , junto ao rei; e todo o povo ela te rra se rei ; passa ra m , pela port a sup eri or, para a casa elo
aleg rava, e se tocavam trombe tas. Ta mbé m os rei e asse nta ra m o re i no trono elo rein o.
ca ntores com os instrum e ntos músicos diri gia m 21 A legrou-se todo o povo ela terra , e a c ida-
o ca nto ele lo uvores . Então, Ata li a rasgou os seus de ficou tra nquila, pois havia m ma tado Atali a
ves tid os e cla mou: T raição! Tra ição! à espada .

l. No sétimo ano. Este capítulo tra t a em Reis, contudo, é dito que Joiada "m a ndo u
d a qu e d a d e A t a l ia e d a sucessão d e J oás . E le [.. .]cha mar os capitães dos cá rios e da g ua rd a"
é p a ra le lo a 2 Re is 11:4 a 20. Os dois re la tos (2Rs 11:4). O s cinco home n s era m provave l-
são essen c ia lme nte o mesmo, e mbora h aja mente capitães d os 500 soldados que compu-
impo rt a ntes p o ntos de dife re n ça (ve r com . nham a g u a rda p essoa l de A talia . A princ ipa l
d e 2 R s 11). responsabilida d e d a g u a rda rea l era, n a tu-
Joiada se animou. C riou c o rage m e ralme nte, proteger a v ida do rei. A p assage m
se fo rt a le c e u p a r a a p e nosa e xp e ri ê n c ia parale la de 2 Reis 11:4 ac re scenta o inte re s-
c om A t a li a. sa nte detalhe d e qu e Joiad a os fez "jura r no
Os capitães de cem. São m e n c ion ados templo do S EN HO R. E ntão lhe s mostrou o
cinco home ns . O nome deles n ão é informado filho do rei" (NVI). Te ndo visto o ve rdade iro

286
2 CRÔNICAS 23:18

rei, os capitães da guarda real entraram então 8. Todo o Judá. Isto é, os oficiais do
numa aliança com Joiada de que dali em governo de Judá presentes ali.
dia nte sua lealdade seria dedicada a ele. No sábado. Ver com . de 2Rs 11:5, 7.
2. Todas as cidades. Um grande número Não despediu os turnos. As turmas
de levitas e outros indivíduos de confiança de sacerdotes e levitas que completaram seu
foram trazidos a Jerusalém, provavelmente sob turno e normal mente seriam dispensadas
o pretexto de alguma festa religiosa, quando foram retidas para aquela emergência, a fim de
poderiam apoiar o sumo sacerdote no teste de auxiliar os que começavam seu turno (sobre as
força com a rainha que em breve ocorreria. turmas de sacerdotes e levitas, ver 1C r 24, 25).
3. Toda essa congregação. Isto é, 9. Lanças. Ver 2Rs 11:10.
toda a assembleia dos levitas, os principais lO. E até ao altar. Ver com. de 2Rs 1l:ll.
homens da nação e os capitães da guarda real 11. Trouxeram para fora o filho do
(2Rs 11:4). rei. O jovem príncipe foi levado para fora
4. Haveis de fazer. A narrativa de do templo, onde fora mantido escondido.
Crônicas menciona as instruções dadas O Livro do Testemunho. Provavel-
aos sac erdotes e levitas. O escritor de Reis mente uma cópia do livro da Lei (ver com.
fala das ordens dadas aos guardas do palá- de 2Rs 11:12).
cio (2Rs 11:5-8). Há certa correspondência Viva o rei! Ver com. de 2Rs 11:12.
n as ordens dadas pa ra os dois grupos, mas 12. Ouvindo Atalia. Os v. 12 a 15 , que
elas não são exatamente paralelas. Os lev i- descrevem a sorte de Ata lia, são quase idênti-
tas deviam ser divididos em trê s grupos . cos a 2 Reis 11:13 a 16 (ver com. deste tex to) . ~ ~
5. Na casa do rei. Em 2 Reis 11:5, a 16. Fez aliança. Os v. 16 a 21 tra-
expressão "casa do rei" parece aplicar-se ao tam da renovação da aliança com Yahweh,
palácio, onde se esperava que parte da guarda da abolição do culto a Baal e do estabele-
real estivesse em serviço. Em Crônicas, cimento do rei no trono, e são paralelos a
contudo, o termo talvez tenha sido aplicado 2 Reis 11:17 a 20.
aos aposentos onde o jovem rei fora escon- Entre si mesmo. A passagem paralela
dido no recinto do templo. Se um grupo de diz: "entre o S ENHoR" (2Rs 11:17). Nesse
levitas tivesse ficado no palácio para obser- caso, Joiada representava o Senhor, pois a
var os acontecimentos, é possível que isso aliança foi feita entre o Senhor, de um lado,
logo criasse suspeita e desse a Atalia a opor- e o rei e o povo, de outro. Também houve
tunidade de tom ar medidas retaliativas con- uma aliança entre o rei e o povo (ver com.
tra os conspiradores. de 2Rs 11:17).
Porta do Fundamento. A localização 17. Para a casa de Baal. Acerca
desta porta é desconhecida. da destruição deste templo , ver com. de
Nos pátios. Este era o procedimento 2 Reis 11:18.
usual. Exceto as pe ssoas da máxima con- 18. Entregou Joiada a superinten-
fiança, não se devia permitir que ninguém dência. Este verso e o seguinte são uma
es tivesse próximo ao novo rei no momento expansão da breve nota contid a em 2 Rei s
da coroação. 11:18: "E ntão, o sacerdote pôs oficiais
6. Senão os sacerdotes. Esta instru- sobre a Casa do SENHoR" (A RC, AC F) .
ção enfatiza ainda ma is a orientação prece- É dada aqui uma descrição da restaura-
dente (v. 5). Era de importância fundamental ção dos serviços regul ares do templo que
que ninguém tivesse acesso à área do templo foram negligenciados durante o reinado de
sem autorização. Atalia (2Cr 24:7).

287
23:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Dos sacerdotes levitas. As versões Canto. O Pentateuco não contém um


antigas trazem: "dos sacerdotes e dos levi- relato dos serviços musicais a serem realiza-
tas". Esta parece ser a construção correta, dos no santuário, e parece que estes foram
um a vez que era dever dos sacerdotes ofere- pela primeira vez estabelecidos por Davi
cer os holocaustos (Nm 18: 1-7) e dos mú si- (ver 1Cr 16:4 -6, 37, 41 , 42; 23:5; 25:1, 6, 7;
cos levitas louvar ao Senhor com cânticos 2Cr 29:25, 26).
(lCr 23:5; 25:1-7). 19. Porteiros. Isto é, guard as coloca-
Designara. Davi h avia dividido os dos às portas.
sacerdotes e levitas em várias turmas ou Ninguém que [... ] fosse imundo. Ver
turnos (l Cr 23:6; 24:3 ; 25:1). v. 6; Lv 5:2 , 3; Dt 24:1, 4.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

8 - PR,2 15 12-17, 21- PR, 216

CAPÍTULO 24
1 Joás reina corretmnente nos dia de Joiada. 4 Ordena a reparação do templo. 15 A morte
de Joiada e seu honroso sepultamento. 17 Joás cai em idolatria e mata Zacarias, filho de
]oiada. 23 ]oás sofre um saque por parte dos siros e é morto por Zabade
e ]eozahade. 27 Amazias o sucede no trono.

Tinha Joás sete a nos de idade quando co- 7 Porque a perversa Ata li a e se us filhos ar-
meçou a reina r e quarenta a nos reinou em ruin aram a Casa de D e u s; e u sa ra m tod as as
Jerusalém . coisas sagradas da C asa do SENHOR n o serv i-
2 Era o nome de sua m ãe Zíbia , de Berseba. ço dos baa lín s.
Fez Joás o q ue era reto perante o SENHOR todos 8 Deu o rei ordem e fi zera m um cofre e o
os dias do sacerdote Joiada. puseram do lado de fora , à porta da Casa do
3 Tomou-lhe Joiada duas mulheres; e gerou SEN HOR.
fi lhos e filhas. 9 Publicou-se, em Judá e e m Je rusalé m , que
4 Depois d isto, resolve u Joás restaurar a trouxesse m ao SENHOR o imposto que Moisés,
Casa do SENHOR. servo de Deus, hav ia posto sobre Israel, no deserto.
5 Reuniu os sacerdotes e os levitas e lhes 10 Então, todos os príncipes e todo o povo se -c2J
disse: Saí p elas c idades de Judá e levantai di- alegraram , e trouxe ra m o im posto, e o la nça ram
n heiro de todo o [srael para reparardes a casa do no cofre, até aca bar a obra.
vosso Deus, de a no em ano; e, vós, apressai-vos 11 Qu a ndo o cofre era le vado por inter mé-
ni sto. Porém os levitas n ão se apressara m. dio dos levitas a uma comissão rea l, vendo-se
6 Mandou o rei chamar a Joi ada, o chefe, e que h avia muito dinheiro, vinha o escri vão do
lhe pe rguntou: Por q ue não requereste dos levitas rei e o comissário do sum o sacerdote, esvazia-
que trouxesse m de Judá e de Jerusalém o imposto va m-no, tom ava m-no e o levava m de novo ao se u
que Moisés, servo do SENHOR, pôs sobre a con- lugar; assim faziam dia após d ia e ajuntara m d i-
gregação de Israel, pa ra a te nda do Testemunh o? nh eiro em abundâ ncia ,

288
2 CRÔNICAS 24:2

12 o qual o rei e Joiada davam aos que di- Deus: Por que transgredis os mandamentos do
rigiam a obra e tinham a seu cargo a Casa do SENHOR, de modo que não prosperais? Porque
SENHOR; contrataram pedreiros e carpinteiros, deixastes o SE NHOR, também Ele vos deixará.
para restaurarem a Casa do SENHOR, como tam- 21 Conspiraram contra ele e o apedreja-
bém os que trabalhavam em ferro e em bronze, ram, por mandado do rei, no pátio da Casa do
para repararem a Casa do SENHOR. SENHOR.
13 Os que tinham o encargo da obra traba- 22 Assim, o rei Joás não se lembrou da be-
lhavam, e a reparação tinha bom êxito com eles; neficência que Joiada, pai de Zacarias, lhe fi-
restauraram a Casa de Deus no seu próprio es- zera, porém matou-lhe o filho; este, ao expirar,
tado e a consolidaram. disse: O SENHOR o verá e o retribuirá.
14 Tendo eles acabado a obra, trouxeram ao 23 Antes de se findar o ano, subiu contra
rei e a Joiada o resto do dinheiro, de que se fi- Joás o exército dos siros; e, vindo a Judá e a
zeram utensílios para a Casa do SENHOR, ob- Jerusalém, destruíram, dentre o povo, a todos
jetos para o ministério e para os holocaustos, os seus príncipes, cujo despojo remeteram ao rei
taças e outros objetos de ouro e de prata. E con- de Damasco.
tinuamente ofereceram holocaustos na Casa do 24 Ainda que o exército dos siros viera com
SENHOR, todos os dias de Joiada. poucos homens , contudo, o SENHOR lhes per-
15 Envelheceu Joiada e morreu farto de mitiu vencer um exército mui numeroso dos ju-
dias; era da idade de cento e trinta anos quan- deus, porque estes deixaram o SEN HOR , Deus
do morreu. de seus pais. Assim, executaram os siros os juí-
16 Sepultaram-no na Cidade de Davi com zos de Deus contra Joás.
os reis; porque tinha feito bem em Israel e para 25 Quando os siros se retiraram dele, dei-
com Deus e a Sua casa. xando-o gravemente enfermo, conspiraram con-
17 Depois da morte de Joiada , vieram os tra ele os seus servos, por causa do sangue dos
príncipes de Judá e se prostraram perante o rei, filhos do sacerdote Joiada, e o feriram no seu
e o rei os ouviu. leito, e morreu.
18 Deixaram a Casa do SENHOR, Deus de 26 Sepultaram-no na Cidade de Davi,
seus pais, e serviram aos postes-ídolos e aos ído- porém não nos sepulcros dos reis. Foram estes
los; e, por esta sua culpa, veio grande ira sobre os que conspiraram contra ele: Zabade, filho
Judá e Jerusalém. de Simeate, a amonita, e Jeozabade, filho de
19 Porém o SENHOR lhes enviou profetas Sinrite, a moabita.
para os reconduzir a Si; estes profetas testemu- 27 Quanto a seus filhos , e às nume rosas
nharam contra eles, mas eles não deram ouvidos. sentenças proferida s contra ele , e à resta ura-
20 O Espírito de Deus Se apoderou de ção da Casa de Deus, eis que estão escritos no
Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs Livro da História dos Reis. Em seu lugar, reinou
em pé di ante do povo e lhes disse: Assim diz Amazias, seu filho.

1. Joás. Este capítulo, que trata do reinado Os outros detalhes do verso são os mesmos
de Joás, é paralelo a 2 Reis 12. Em geral, pre- de 2 Reis 12:1, com exceção do sincronismo
valece a mesma ordem, mas aqui importan- da ascensão de Joás no sétimo ano de Jeú,
tes detalhes são acrescentados (v. 3, 7, 15-22). que só se encontra em Reis.
Sete anos de idade. No livro dos Reis, 2. Todos os dias do sacerdoteJoiada.
este detalhe constitui a última informação "Todos os dias em que o sacerdote Joiada o
mencionada no capítulo anterior (2Rs 11:21). dirigia" (2Rs 12:2).

289
24:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

~ ,. 4. Restaurar a Casa. Esta declaração projeto. Além disso, havia as ofertas volun-
implica que, durante o reinado dos reis após- tárias . De acordo com 2 Reis 12:7 e 8, os
tatas precedentes como Jeorão (2Cr 2 1:6), sacerdotes receberam dinheiro do povo,
Acazias (2Cr 22:3, 4) e Atalia (2Cr 22:10), mas não o canalizaram para a obra de repa-
quando o culto a Baal foi encorajado ração do templo.
(2Cr 24:7), o templo havia ficado completa- 7. Arruinaram a Casa. Esta informa-
mente descuidado. ção não se encontra em Reis. Parece que
5. Levantai dinheiro de todo o durante o reinado de seu pai, Acazias e seus
Israel. Ver 2 Reis 12:5: "Recebam -no os irm ãos mais velhos realizaram os desígnios
sacerdotes, cada um dos seus conhecidos." de sua mãe contra o templo.
Parece que devia ser feita em todo o país Dos baalins. Ev identeme nte era pro-
uma coleta geral para o templo, e que cada pósito de Atalia abolir a adoração a Yahweh
levita devia fazê-la localmente entre seus e substituí-la pela adoração a Baal. O fato
conhecidos. de ter sido construído um templo a Baal é
De ano em ano. A reparação do tem- evidenci ado em 2 Crônic as 23 :1 7.
plo era uma grande tarefa, e o recolhimento 10. Todos os príncipes. Parece que
de fundos durar ia vários anos. os principais promotores desse projeto não
Apressai-vos nisto. Em sua condi- eram sacerdotes, mas príncipes e outros líde-
ção arruinada, o templo era um a vergonh a res seculares. Quando captou o espírito da
para o povo e um insulto a Yahweh. Um obra, o povo ficou feliz em doar para causa
sacerdócio devotado e um povo consagrado tão digna. Ao estar envolvidos na empreitada,
deviam ter feito da reparação do templo sua estavam empenh ados no serviço de Deus, e a
prioridade. alegria do Senhor lhes enchia o coração.
Não se apressaram. De acordo com 11. Quando. Toda vez que o cofre ficava
2 Reis 12:6 o templo aind a não havia sido cheio, era levado pelos levitas a um a comis-
repa rado no 23° ano de Joás. Fica implí- são real , ocasião em que era esvaziado na
cito aqui que os levitas eram responsáveis presença do sumo sacerdote ou seu com is-
pela demora. sário e de um escrivão real. O dinheiro era
6. Chamar aJoiada. Evidentemente era então pesado e colocado em sacolas (ver
o rei que estava primariamente preocupado com. de 2Rs 12:10, 11 ).
com a ob ra de reparação do templo. Como 12. O rei e Joiada. Isto deixa claro que
sumo sacerdote, Joiada devia ter feito disso a supervisão fin al do processo estava nas
sua principal preocupação, mas provavel- mãos do rei e do sumo sacerdote. A mbos
mente os sacerdotes haviam fic ado mais pareciam ser homens retos e íntegros, e se
interessados em seus próprios assuntos do podia co nfi ar que lidariam adequadamente
que na obra do Senhor. com o dinheiro, sem irregularidades.
O chefe. Isto é, o líder dos sacerdotes. Pedreiros e carpinteiros. Fica evi-
O imposto que Moisés. O regula- dente, a partir das várias categorias de
mento designava um imposto de meio siclo trabalhadores, que o templo precisava de
para o serviço do santu ário (Êx 30:13-16). exten sos reparos. É provável que tivesse
De acordo com 2 Reis 12:4, o dinheiro rece- sido parcialmente demolido para a retirada
bido das "coisas consagradas", por parte de de material a ser empregado no templo de
pessoas que fi zeram votos ao Senhor ou que Baal (ver v. 7; 2Cr 23: 17).
dedicaram an imais ou objetos (ver Lv 27:2- 14. O resto do dinheiro. Foi reco -
28), também havia sido designado para esse lhido tanto dinheiro que nem todo ele era

290
2 CRÔNICAS 24:23

necessário para a reparação do edifício. adoração a Yahweh era ap enas formal.


O rei e o sumo sacerdote foram novamente No íntimo ainda eram devotados à idol atria.
consultados quanto ao que fazer com o Veio grande ira sobre Judá. O Senhor
excesso de fundos. não podia permitir que Sua bênção repou-
No relato de Crônicas, não há menção sasse sobre Seu povo qu ando se afastaram
à fid elidade das pessoas comissionadas, a dEle e adoravam ídolos. Sua mão protetora
quem não se pediam contas, e também não foi, porta nto, retirada e foi permitido que
se menciona o fato de os sacerdotes conti- sobreviessem juízos à nação.
nuarem a receber o dinh eiro designado para 19. Porém o SENHOR lhes enviou
eles (2Rs 12:15, 16). profetas. Em Sua bond ade, De us Se
Utensílios para a Casa. Ver com. de empenhou a fim de levar o povo de volta aos
2Rs 12:13. caminhos da justiça. Foram enviados profe-
Ofereceram holocaustos. Os rituais tas para mostrar claramente os resultados
usuais do templo continuaram até a morte que adviriam da insistência em desobede-
de Joiada. cer. Só se conhece por nome um desses pro-
:.s ~ 15. Envelheceu Joiada. Esta seção fetas: Zacarias (v. 20).
(v. 15-22), que trata da morte e sepulta- 20. Do sacerdote. Isto é, do sumo
mento de Joiada e da apostasia de Joás após sacerdote. Joiada era o sumo sacerdote, e
a morte do idoso sacerdote, não se encon- Zacarias era seu filho. É um testemunho
tra em Reis. da fidelidade de Joiada o fato de ele ter um
Cento e trinta anos. A partir da época filho a quem o Senhor pôde conferir a ele-
do êxodo, a Bíblia não contém registro de vada honra do dom de profecia.
a lguém que tenha alcançado idade igual Zacarias [... ] se pôs em pé diante do
à de Joiada. Uma vez que Joás reinou 40 povo. Ou, "se pôs em pé acima do povo"
anos (v. 1), Joiad a devia ter mais de 90 anos (ARC). A fim de obter a atenção do povo
quando foi colocado em execução o plano mais facilmente, Zacarias havia fic ado numa
contra Atalia e em favor da coroação de Joás. posição mais alta. Quando foi ler a lei para o
16. Com os reis. Esta era um a honra povo, Esdras se colocou numa plataforma de
incomum. Sem dúvida , isto se deveu em madeira feita para esse fim (Ne 8:4).
parte ao respeito de que desfrutava por sua Por que transgredis [...]? A pergunta
devoção religiosa, aos serviços qu e prestou constituía uma repreensão. Por que trans-
à nação no que di z respeito à subversão de gredir se isso trará a ruín a (ver Ez 18:3 1)?
A tal ia e à coroação de JoéÍS, à sua 1igação Também Ele vos deixará. D e u s não
com a família real por me io de sua jovem força Sua presença e Sua bênção sobre
esposa (2C r 22:11 ; c f. 22:2) e ao fato de ele ninguém. Quando as p essoas recu sam a
ter prati ca mente ocupado o ofício de rei por direção divina , o Senhor retira de las Seu
dez ou 12 anos, até Joás ter idade suficiente Espírito, e, então, e las são de ixadas à mercê
para rein ar. do cruel senhor que escolheram.
17. Vieram os príncipes. Eles se apre- 21. Mandado do rei. Joiada salvou a
se ntaram com o propósito de pedir um favor vida do infante rei e o colocou no trono.
particular ao rei. O verso seguinte revela No entanto, o rei teve pouca gratidão pela
claram ente a natureza da petição. bondade que lhe fora mostrada e ordenou a
18. Deixaram a Casa do SENHOR. morte do filho de seu benfeitor.
Joiada elevara a nação consigo em seu rea- 23. Findar o ano. Do he b. tequpah,
vivamento religioso, mas para muitos a literalmente, "um período de mudança",

291
24:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

como o equinócio, e, portanto, o final do Filhos do sacerdote Joiada. Parece


ano (ver Êx 34:22). que outros filhos de Joiada tiveram a mesma
O exército dos siros. Ver com. de 2Rs sorte que Zacarias.
12:17. E o feriram no seu leito. Esta era a
24. Poucos homens. Este verso explica casa de Milo (2Rs 12:20). Milo era prova-
o anterior. Apenas um pequeno destaca- velmente uma área fortificada na Cidade de
mento do exército invasor derrotou um Davi. Davi (2Sm 5:9; 1Cr 11:8) e Salomão
grande exército liderado pelos príncipes de (l Rs 11:27) fizeram obras em Milo.
Judá. Os príncipes foram mortos (v. 23) e, 26. Não nos sepulcros dos reis.
assim, foi executado juízo contra os líderes Joás, que havia começado seu reinado
apóstatas da nação (ver v. 17). de maneira tão promissora, não recebeu
Com seus poucos fiéis, Gideão des- a honra de ser sepultado nos sepulcros
truíra um grande exército de midianitas reais. Em 2 Crônicas 21:20, afirma-se que
(Jz 7). Mas, quando o povo de Deus se foi negado a Jeorão, da mesma forma, o
apostatou, a proteção do Senhor foi reti- privilégio de ser sepultado nos se pu ler os
rada e um grande exército de hebreus caiu dos reis, por causa de seus maus atos.
nas mãos de poucos soldados inimigos. Jeozabade. Ver com. de 2Rs 12:21.
Executaram os siros os juízos. 27. Sentenças proferidas con-
O Senhor permitiu que os inimigos exe- tra ele. Isto é, as mensagens proféticas.
cutassem o juízo contra Judá, da mesma A palavra aqui traduzida como "senten-
forma que Ele, mais tarde, empregou a ças", 1nassa', vem da raiz nasa', que sig-
Assíria para pr~sito semelhante (ver nifica "levantar". A partir da ideia de
Is 10:5-7; ver com. de 2Cr 22:8). levantar a voz, massa' passou a referir-se
25. Quando os siros se retiraram. Joás a "pronunciamento". Massa' é frequente-
impediu que o exército invasor saqueasse a mente usada para pronunciamentos pro-
própria Jerusalém enviando a Hazael os tesou- féticos (Is 15:1; 17:1; etc.) e duas vezes é
ros do templo e do palácio (2Rs 12:18). traduzida como "profecia" (Pv 30:1, KJV;
Gravemente enfermo. Joás, provavel- 31:1, ARC).
mente, tenha sido gravemente ferido pelos Livro da História. Do heb. midraslt,
siros. uma "exposição" ou "comentário".

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

20-22- OTN, 619

292
2 CRÔNICAS 25: l

CAPÍTULO 25
1 Amazias começa bem seu reinado. 3 Ele executa justiça contra os traidores. 5 Contrata
um exército de israelitas contra os edomitas, mas, em face da palavra do profeta, perde
cem talentos e os manda embora. 11 Ele vence os edomitas. 10, 13 Descontentes com
a dispensa, os israelitas fazem saques ao voltar para casa. 14 Amazias se orgulha
de sua vitória e serve os deuses de Edom em desprezo às admoestações do
profeta. 17 Ele desafia ]eoás e é derrotado. 25 Seu reinado.
27 Ele morre numa conspiração.

I Era Amazias da idade de vinte e cinco lO Então, separou Amazias as tropas que
anos quando começou a reinar e reinou vinte e lhe tinham vindo de Efraim para que voltassem
nove anos em Jerusalém; sua mãe se chamava para casa; pelo que muito se acendeu a ira deles
Jeoadã, de Jerusalém. contra Judá, e voltaram para casa ardendo
2 Fez ele o que era reto perante o SENHOR; em ira.
não, porém, com inteireza de coração. li Animou-se Amazias e, conduzindo o seu
3 Uma vez confirmado o reino nas suas mãos, povo, foi-se ao vale do Sal, onde feriu dez mil
matou os seus servos que tinham assassinado o dos filhos de Seir.
rei, seu pai. 12 Também os filhos de Judá prenderam
4 Porém os filhos deles não matou, mas fez vivos dez mil e os trouxeram ao cimo de um ..o~ ~
segundo está escrito na Lei, no Livro de Moisés, penhasco, de onde os precipitaram, de modo
no qual o SENHOR deu ordem, dizendo: Os pais que todos foram esmigalhados.
não serão mortos por causa dos filhos, nem os 13 Porém os homens das tropas que
filhos, por causa dos pais; cada qual será morto Amazias despedira, para que não fossem com
pelo seu próprio pecado. ele à peleja, deram sobre as cidades de Judá ,
5 Amazias congregou aJudá e o pôs, segundo desde Samaria até Bete-Horom; feriram deles
as suas famílias, sob chefes de mil e chefes de três mil e fizeram grande despojo.
cem, por todo o Judá e Benjamim; contou-os 14 Vindo Amazias da matança dos edomitas,
de vinte anos para cima e achou trezentos mil trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir,
escolhidos capazes de sair à guerra e manejar tomou-os por seus deuses, adorou-os e lhes
lança e escudo. queimou incenso.
6 Também tomou de Israel a soldo cem mil 15 Então, a ira do SENHOR se acendeu
homens valentes por cem talentos de prata. contra Amazias, e mandou-lhe um profeta que
7 Porém certo homem de Deus veio a ele, lhe disse: Por que buscaste deuses que a seu
dizendo: Ó rei, não deixes ir contigo o exército povo não livraram das tuas mãos?
de Israel; porque o SENHOR não é com Israel, 16 Enquanto lhe falava o profeta, disse-lhe
isto é, com os filhos de Efraim. o rei: Acaso, te pusemos por conselheiro do rei?
8 Porém vai só, age e sê forte; do contrário, Para com isso. Por que teríamos de ferir-te?
Deus te faria cair diante do inimigo, porque Então, parou o profeta, mas disse: Sei que Deus
Deus tem força para ajudar e para fazer cair. resolveu destruir-te, porque fizeste isso e não
9 Disse Amazias ao homem de Deus: Que deste ouvidos ao meu conselho.
se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei 17 Então, Amazias, rei de Judá, tomou
às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem conselho e enviou mensageiros a Jeoás, filho
de Deus: Muito mais do que isso pode dar-te de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo:
o SENHOR. Vem, meçamos armas.

293
25:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

18 Porém Jeoás, rei de Israel, respondeu Bete-Semes; levou-o a Jerusalém , cujo muro ele
a Amazias, rei de Judá: o· cardo que está no rompeu desde a Porta de Efraim até à Porta da
Líbano mandou dizer ao cedro que lá está: Dá Esquina, quatrocentos côvados .
tu a fi lha por mulher a meu filho; mas os animais 24 Tomou todo o ouro e a prata, e todos os
do campo, que estavam no Líbano, passaram e utensílios que se acharam na Casa de Deus,
pisaram o cardo. com Obede-E dom, e os tesouros d a casa
19 Tu di zes: Eis que feri os edomitas; e o do rei , como também refé ns ; e voltou para
teu coração se ensoberbeceu para te gloriares ; Samaria.
agora, fica em casa; por que provocarias o ma l 25 Amazias , filho de Joás, rei de Judá, viveu
para caíres tu, e Judá, contigo? quinze anos depois da morte de Jeoás, filho de
20 Mas Amazias não quis atendê-lo; porque Jeoacaz , rei de Israel.
isto vinha de Deus, para entregá-los nas mãos 26 Ora, os mais atos de Amazias, tanto os
dos seu s inimigos, porquanto buscaram os primeiros como os últimos, porventura , não
deuses dos edomitas. estão escritos no Livro da História dos Reis de
21 Subiu, então, Jeoás, rei de Israel, e Judá e de Israel?
Amazias, rei de Judá, e mediram armas em 27 Depois que Amazias deixou de seguir ao
Bete-Semes, que pertence aJudá. SENHOR, conspiraram contra ele em Jerusal ém,
22 Judá foi derrotado por Israel, e fugiu cada e ele fugiu para Laquis ; porém enviaram após
um para sua casa. ele homens até Laquis e o matara m ali.
23 E Jeoás, rei de Israel, prendeu a Amazias, 28 Trouxeram-no sobre cavalos e o sepul-
rei de Judá , filho de Joás, filho de Jeoacaz, em taram junto a seus país na Cidade de Davi.

1. Amazias. Este capítulo, que trata do 5. Congregou aJudá. Os v. 5 a 13 dis-


reinado de Amazias, é paralelo a 2 Reis 14:1 a cutem a força militar da nação e um ata- .,. ~
20. Os paralelos são particularmente próximos que de Edom. A maior parte dessa seção
nos v. 1 a 4, que correspondem a 2 Reis 14:2 a é peculiar a Crônicas. Em Reis o relato da
6; nos v. 17 a 24, que correspondem a 2 Reis guerra contra Edom constitui um único
14:8 a 14; e nos v. 25 a 28, que correspondem verso (2Rs 14:7).
a 2 Reis 14: 17 a 2(i). Contudo, há várias infor- Trezentos mil. Número inferior ao da
mações importantes não encontradas em Reis, época de Josafá (2Cr 17:14-18), de provavel-
particularmente nos v. 5 a 10 e 13 a 16. mente 580 mil (ver com. de 2Cr 17:14), e aos
2. Não, porém, com inteireza de 580 mil guerreiros de Asa (2Cr 14:8). Sem
coração. "Ainda que não como Davi, seu dúvida, o contingente da nação havia dimi-
pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera nuído grandemente durante as desastrosas
Joás, seu pai" (2Rs 14:3). Tanto a respeito de guerras de Jeorão e Joás (ver 2Cr 21:8, 16;
Joás (2Cr 24:2) como de Amazias é dito que 24:23, 24).
fizeram "o que era reto perante o SENHOR", 6. Cem mil homens. Havia pouco
mas nenhum desses dois reis foi totalmente tempo fora dito que o exército de Israel sob
íntegro de coração no que fez, pelo menos o comando de Jeoacaz tinha 50 cavaleiros
não durante todo o reinado. Cada um deles e 10 mil homens na infantaria (2Rs 13:7).
demonstrou notáveis debilidades e recebeu Esse número evidentemente constituía, não
a pena por suas falhas. O fato de Amazías o número de homens disponíveis para o ser-
deixar de remover os altos não é mencionado viço militar em Israel, mas, o exército per-
(cf. 2Rs 14:4). manente deixado após a desastrosa guerra

294
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A) Fim da Agressão Síria so b Adacl-nirari B) Expa nsão de Israe l com Jeroboão ll C) Expa nsão de Judá sob Amazias e Uzias

CJ PROSPERIDADE MATERIAL E ADVERSIDADE ESPIRITUAL


Território governado Terras t ributárias
(2 Rs 13- 15 ; 2Cr 25, 26 )

A Síria (sob Hazael c Ben-Hadade 111 ) guerreia contra Jeoacaz e Jeroboão 11 , de Israel, submete a Síria "até a entrada de Hamate" Azarias (Uzias), de Judá, expandem o reino ao sul e ao leste,
]eoás, de Israel (A) . Adad-nirari 111, da Assíria, esmaga a Síria c lhe c impõe tributos sob re essa região. A riqueza acrescentada a subjuga ndo Edom, Amam , Moabe, a Filíst ia, os árabes de
impõe pesados tributos. Jeoás recupera as cidades israelitas que a Israel c seu orgulho atraem condenação profética e leva a nação Cur-Baal e os meu nins. Cont udo, Amazias in troduz os deuses
IV
Síria havia tomado de Jeoacaz. (B) Durante a fraqueza assíria, a sofrer uma retaliação assíria. (C) Enquanto isso, Amazias e edom itas, e o orgulho de Uzias o leva à queda. ;z
25:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

contra a Síria. O fato de Amazias ser compe- Ou, como provavelmente foi o caso, ele não
lido a contratar uma força extra para apoiar deu razão nenhuma. Isso os levaria a supor
seu exército indica claramente que 300 mil que haviam sido di spensados porqu e se pôs
era o número aproximado de homens dispo- em dúvida sua boa fé. Teriam ficado irados
níveis em Jud á nessa época (v. 5). da mesm a forma.
7. Ir contigo. A força n ão é determi- 11. Ao vale do Sal. O va le do Sal (ver
nada merame nte por números. O exército 2Sm 8:13 ; 1Cr 18:12) ficava provavelme nte
de Judá , com Deus , seria muito mais forte perto do Mar Morto (ver com. de 2Rs 14:7).
do que com o acréscimo do contingente de O registro de Reis também declara qu e eles
Israel sem a presença do Senhor. tomaram Se la, que significa "rocha". Esta
Com os filhos de Efraim. Isto é acres- deve ser a famosa região de Petra, cerca
centado como explicação e mostra que o de 80 km ao sul do Mar Morto. "Petra" é
termo "Efraim" é empregado como sinônimo a palavra grega para "rocha". Sela, provavel-
para a nação de Israel (ver Os 5:11 , 14; 6:4). mente , era a capital edomita naqu ela época.
8. Vai só. A versão ACF di z: "Se quise- 12. Ao cimo de um penhasco.
res ir, faze-o assim." O que o profeta estava Este devia ser um penhasco que se pro-
di zendo, na rea lidade, era: "Mas, se você jetava sobre a cidade de Petra. A c idade
insistir em ir, pensando que dessa forma edomita de Sela fic ava sobre a esc arpada
será fort e, vá e m frente , empregue toda a montanha Um.m al Biara, o único luga r
sua força , e m esmo assim não terá êxito." onde foram achados vestígios desse período .
O mensageiro de Deus se esforçou a fim Este massacre de prision eiros não é men-
de que Amazias p ercebesse a loucura de cionado em Reis, mas é plausível e m vista
depender de ajuda humana sem a forç a do da guerra selvagem praticada naquela época
Senhor (ver 2Cr 16:7-9). (ver 2Rs 8: 12; Am l:ll , 13).
Força para ajudar. Algumas das maio- 13. Samaria até Bete-Horom. Ne-
res derrotas sobrevindas ao povo de Deus nhum desses dois lugares ficava na rota de
resultaram de se esquecer que o Senhor tem um exército que estaria voltando da es tra-
poder (ver Nm 13:31-33; 14:1, 29-33). da de Edom para o país de Israel. Samaria,
9. Dos cem talentos. Esta foi uma a capital de Israel , ficava cerca de 55 km ao
típica reação humana. Amazias devia ter pen- norte de Jerusalém, e as du as Bete-Horons
sado mais no que era certo ou errado do que ficavam cerca de 15 e 20 km a noroeste de
no pagamento que havia sido feito ao rei de Jerusalém. Se as tropas tivessem sido dis-
Israel, que se demonstraria uma perda total. pensadas antes de começa r a m archa para
No entanto, mesmo que os homens de Israel Edom , as forças de Jud á teriam estad o em
o tivessem acompanhado na campanha con- posição de imp edir as de predações feitas
tra Edom, Amazias não estaria em situação pelos israeli tas dispen sados. É possível qu e
melhor por causa disso. Um ato de loucura depois de os israelitas terem voltado para
nunca pode ser reparado por outro. seu país, foram enviados de Samaria, pelo
10. Muito se acendeu. Dificilmente rei Jeoás, para fazer uma inves tida contra
poderia te r sido diferente. É possível que Judá, e os soldados irados ca íram sobre os -.. ~
Amazias lhes tenha dito a verdadeira razão habitantes da á rea fronteiriça nas proximi-
p ara dispensá-los, ou seja, que o Senhor dades de Bete-Horom.
não estava com Israel (v. 7) e que, por- 14. Trouxe consigo os deuses. Es ta
tanto, a presença deles traria derrota seção (v. 14-1 6), qu e trata da adoração dos
(v. 8). Isso, é cl aro, os teria deixado irados. deuses edomitas por parte de Am azias,

296
2 CRÔNICAS 25 :2 7

não se encontra em Reis . Era uma prática 23. Prendeu a Amazias. Ver com. de
comum levar consigo os deuses dos países 2Rs 14:13.
conquistados, não necessariamente para 24. Com Obede-Edom. Havia um clã
adorá-los, mas como troféus de vitória. levítico com este nome (ver 1Cr 26:4, 8, 15).
Por seus deuses. A que ponto chega 25. Quinze anos. Esta é uma declaração
a loucura do ser hum ano! Os deuses edo- cronológica incomum. Em nenhuma outra
mitas tinham sido incapazes de ajudar seu parte (exceto no relato paralelo de 2Rs 14:1 7)
povo contra o ataque de Judá, enquanto é dito que determinado rei de Israel ou Judá
Yahweh tinha dado a Amazias uma grande viveu um certo número de anos após a morte
vitória sobre Edom, mas o rei se inclinou de outro rei. Alguns presumem que, embora
em adoração diante desses ídolos edomitas a Bíblia diga que Amazias "viveu" após a
capturados. morte de Jeoás, ela não afirm a que ele rei-
16. Por que teríamos de ferir-te? nou; e que é improvável que Amazias tenha
A repreensão do profeta resultaria em sido libertado imediatamente após sua cap-
humilde arrependimento, caso a mensagem tura. Presumem também que nessa época o
fosse aceita, ou em ira e amargura , se fosse povo de Judá provavelmente colocou Uzias,
rejeitada. Amazias se recusou a dar ouvidos o filho de 16 anos de Amazias, no trono (ver
à razão ou à voz de Deus e, aparentemente, com. de 2Cr 26:1); e que Amazias, provavel-
estava a ponto de ordenar a execução do mente, só foi libertado após a morte de Jeoás,
profeta. ocasião em que talvez lhe tenha sido permi-
Resolveu destruir-te. Foi revelado ao tido voltar a seu país, onde viveu por mais
profeta que a vil apostasia de Amazias não 15 anos . Se correta, essa reconstrução for-
passaria impunemente, e que havia sido nece explicação razoável para uma corregên-
decretado contra ele o juízo divino. cia nesse período.
17. Tomou conselho. Mas não com Os v. 25 a 28, que tratam do fim do rei-
Deus. Havendo abandonado o Senhor, o rei nado de Amazias, são paralelos a 2 Reis
recorreu a homens cujos conselhos eram 14:17 a 20.
contrários à vontade divina e qu e desperta- 27. Depois que. Ou, "a partir do
ram os juízos que Deus havia determi nado. momento em que" (NVI). A LXX e as
Os v. 17 a 24, qu e tratam do imprudente antigas versões latinas favorecem a tradu-
desafio que Amaz ias fez a Jeoás e da desas- ção "no tempo em que". Não se pode fixar
tros a derrota de Amazias, são paralelos a um momento preciso com base na prepo -
2 Reis 14:8 a 14 (ver com. dos mesmos). sição min, aqui tradu zida como "depois
Meçamos armas. Literalme nte, "Ve- que", um a vez que ela pode denotar qual-
jamo-nos face a face" (ARC, ACF). Era um quer momento após o início da apos ta-
desafio de guerra. sia (ver Gn 4:3; Jz 11:4; Is 24:22; Os 6:2).
18. O cardo. Com respeito a esta pará- Alguns presumem que Am azias se des-
bola, ver com. de 2Rs 14:9. viou do Senhor (2Cr 25:14-16) por ocasião
20. Isto vinha de Deus. Ver com. de de sua adoração aos deuses capturados na
2Cr 22:8. Foi decretado juízo contra o rei de campanh a edomita; que foi nessa época
Judá por sua adoração aos deuses de Edom que ele enviou seu precipitado desafio a
(v. 16), e o Senhor escolheu este método ao Jeoás e deflagrou a imprud ente guerra
permitir que sobreviesse o juízo. que provocou uma derrota desastrosa à
21. Bete-Semes. Cidade cerca de 25 km sua nação e resultou em sua própria cap-
a oeste de Jerusalém (ver com. de 2Rs 14:15). tura (v. 17-23). Foi nessa época que se

297
26:1 COM ENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

formou contra ele a conspiração que colo- a fuga dele para Laquis , onde foi morto ,
cou seu filho de 16 anos , Uzias, no trono . só ocorreu 15 anos após a morte de Joás e,
Assim , o breve relato indic a ria que sua portanto, mais de 15 anos após o in ício da
morte ocorreu qu ase imediatamente após conspiração. Todavia , não se pode estabe-
o início da conspiração. Contudo, a decla- lecer defi nitivame nte, a partir das informa-
ração cronológica do v. 25 e a f rase ini- ções disponíveis, que a conspiração te nha
cia l do 27 levaram alguns a ac reditar qu e começado tão cedo ass im . -<~ ?!

CAPÍTULO 26
1 Uzias sobe ao trono, reina e prospera nos dias de Zacarias. 16 Ele se exalta e tenta
exercer funções sacerdotais. Por isso, é ferido de lepra, 22 morre e é sucedido por Jotão.

I Todo o povo de Judá tomou a Uzias, qu e lavradores e vinh ateiros, nos montes e nos ca m-
era de dezesseis a nos , e o con stituiu re i e m lugar pos férteis , porque era am igo da agricultura.
de Amazias, se u pai. 11 Tinha ta mb é m Uzia s um exército de ho-
2 Ele e di fico u a E la te e a res tituiu a Jud á, mens d es tros n as a rm as, qu e saía m à gue rra e m
depoi s qu e o re i descansou com se us pa is . tropas , segundo o ro l feito pe lo escrivão Je ie l e
3 Uzias tinha dezesseis a nos qu ando co me- Maaseias , ofici a l, sob a direção de H a n a ni as,
çou a rei n a r e c inque nta e doi s a nos reinou em um dos príncipes do rei.
Je ru salé m. Era o nome de su a m ãe Jecoli as, de 12 O núm ero tota l dos ca beças das fa mí li as,
Je rus a lé m. hom ens val entes, era de dois mil e seiscentos .
4 E le Fez o que era reto perante o SEN HOR , 13 D e baixo d a s suas ordens, havia um exé r-
seg und o tudo o que fi zera Am azias, se u pa i. cito guerreiro d e treze ntos e sete mil e quinh en-
5 Propôs-se busca r a D eus nos dias de Zacarias, tos hom e n s, q u e faz ia m a gu e rra com gra nd e
qu e era sábio nas visões de Deus; nos di as em que poder, pa ra ajud ar o rei co ntra os inimigos .
buscou ao SENHOR, Deus o fez prosp e ra r. 14 Prep a ro u-lhes Uzias, p a ra todo o exérci-
6 Sa iu e g uerreou contra os fi li ste us e que- to , escudos, la nças, cap acetes, couraças e a rcos
brou o muro d e Cate, o de Jabné e o de As dod e; e até fund as pa ra a tira r pe dras .
e ed ifico u c ida d es no territó rio de Asdode e 15 Fabricou e m Jeru sa lé m máquinas, ele in -
e ntre os filisteus. ve nção d e h omen s p e ritos, d es tin adas para as
7 D eus o ajudou contra os f iliste u s, e contra torres e cantos das mura lhas, para atira re m f le-
os arábi os que h a bitava m em Gur-Baal , e co n- chas e grand es p e dras; divu lgou-se a su a fam a
tra os meunitas . a té muito longe , p orqu e foi m a rav ilhosa m ente
8Os a monitas deram presentes a Uzias, c uj o ajudado, até que se torno u forte.
re nom e se es pa lhara até à entrad a do Egi to, por- 16 Mas , have nd o -se já fortificado, exa ltou-se
que se tinh a torn ado e m extremo forte . o seu coração p a ra a sua própria r uína , e come-
9 Ta mbém edificou Uzias torres e m Jeru sa- teu tra n sgressões co ntra o SENHOR , se u D e us,
lé m , à Porta d a Esquina, à Por ta do Va le e à porque e ntrou no templo do S EN HOR para qu e i-
Porta do  ngul o e as fortificou . mar incenso n o a lta r do ince n so.
10 Ta mb é m e dificou torres no d eserto e 17 Poré m o sacerd ote Aza ri as entrou após
cavou muit as c istern as , porqu e tinh a muito ele, com oitenta sace rdotes do S EN HOR , hom e ns
ga do , ta nto nos vales como nas campinas; tinha ela maior firm eza;

298
2 CRÔNICAS 26: 7

18 e resistiram ao rei Uzias e lhe disseram : lança ram fora; até ele mesmo se deu pressa em
A ti , Uzias, não compete queimar incenso pe - sair, visto que o SEN HOR o fer ira.
ra nte o SENHOR , mas aos sacerdotes, filhos de 21 Assim , ficou leproso o rei Uzias até ao dia
Arão, que são consagrados para este mister; sa i da sua morte; e morou, por ser leproso, numa
do sa ntuário, porque transgredi ste; nem será casa separada, porque foi exc luído da Casa do
isso para honra tua da parte do SENHOR Deus. SENHOR; e Jotão, seu filho , tinha a seu ca rgo a
19 Então, Uzias se indi gnou ; tinh a o incen- casa do rei , julga ndo o povo da terra.
sá rio na mão para queimar incenso; indignan- 22 Qu a nto aos mais atos de Uzias , ta nto
do-se ele, pois, cont ra os sacerdotes, a lepra lhe os prime iros como os últimos, o profeta Isa ías,
sa iu na testa pera nte os sace rdotes, na Casa do filho de Amoz, os escreveu.
SEN HOR, junto ao a ltar do incenso. 23 Descansou Uzias com seus pais , e, com
20 Então, o sumo sacerd ote Aza ri as e todos seus pai s, o sepu lta ram no ca mpo do sepulcro
os sacerdotes voltaram -se pa ra ele, e eis que que era dos reis ; porque dissera m: Ele é le proso.
estava leproso na testa, e apressadamente o E Jotão, seu fi lh o, reinou em se u lugar.

1. Uzias. Quase todo este capítulo 3. Dezesseis anos. O s v. 3 e 4 são pa ra-


co nstitui uma adi ção ao re lato do reinado lelos a 2 Reis 15:2 e 3. O sincronismo co m
de Uzias e m 2 Reis 14:21 , 22 e 15:1 a 7. Israel (2Rs 15 :1), como de costume, não está
A separação do relato do rein ado de Uzias incluído em C rônicas, um a vez qu e Crônicas
n essas duas seções e m Reis, tendo entre não trata dos reinados do reino do norte.
elas a narrati va do rei nado de Jeroboão li 5. Zacarias. Esta é a única referênc ia
(2Rs 14:23-29), levou alguns a concluir qu e e este profeta.
as informações referentes a Uzias contidas Buscou ao SENHOR. Declarações como
em 2 Reis 14:21 e 22 ocorrem como um esta, que salientam as bê nçãos da obediên-
apê ndice ao relato do rein ado de Amazias. cia e os ama rgos frutos da transgressão, são
Concluíram ainda que a segunda introdu- típicas do livro el as Crônicas.
ção do reinado de Uzia s, que ve m após o 6. Contra os filisteus. Os v. 6 a 15 tra-
relato de Jeroboão II, talvez indique que tam das façan has militares de Uzias, el e suas
Uzias tenha tido um período de corregên- obras públi cas e el e seu poderio bélico. Esta
cia com seu pai, e que a segunda seção se seção se encontra apenas em C rônicas e é
refere ao início de seu rein ado solo. O nome uma importante contribuição às inform a-
Uzias é usado de maneira uniforme em ções sobre o rein ado de Uzias. Crê-se que a
Crônicas, exceto e m 1 Crôn icas 3:12 , em expressão "Azriau de lauda", e ncontrada nos
qu e o nome Azarias ocorre numa genea lo- registros assírios , re fira-se a Aza rias (Uzias)
gia. Nos registros assírios é usado o termo de Judá. Se assim for, esses registros (ver
Azriau, qu e, de ma neira ge ra l, é identifi- co m. de 2Rs 14:28; 16:5) confirmam o qua-
cado com Azarias. O relato de 2 Crônicas dro mostrado na Bíblia sobre a importâ nc ia
26 :1 e 2 é id êntico ao de 2 Reis 14:21 e 22, militar de Uzias.
exceto pelo uso do nome "Aza rias" nes ta 7. Filisteus. Filisteus e arábios ta m-
última . As versões ACF, ARC , NVI, BJ, bém são me ncionados juntos em 2 Crônicas
ARA e NTLH trazem "Uzia s". 17: 11 e 21:16.
2. Elate. Cidade localizada no golfo de Gur-Baal. Este luga r é desconh ecido,
Áqaba, não muito distante de Ez iom-Geber embora algun s creiam qu e seja um a reg ião
(ver com. de 2Rs 14:22). de Edom.

299
26:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Meunitas. Eram o povo de Maom, nas o reinado de Tiglate-Pileser III (745-727; ver
vizinhanças do monte Seir (ver com. de com. de 2Rs 14:28).
2Cr 20:1). 14. Fundas para atirar pedras. Lite-
8. Amonitas. Ver 2Cr 20:1, passagem ralmente, "para pedras de fundas". Talvez a
em que se relata a participação de Amom referência seja a pedras para uso em fund as .
em uma confederação que atacou Josafá. 15. Máquinas. Talvez semelhantes ~ ~
9. Torres em Jerusalém. Os muros, à catapulta ou balista romana, de época
nas cidades orientais, ainda têm gran- posterior.
des torres nas portas. Essas torres servem Divulgou-se [... ] até muito longe.
como albergue para as tropas e como depó- Tiglate-Pileser III faz várias referências a
sito de armas em tempos de emergência. "Azriau de lauda" (ver com. do v. 13).
A porta aqui mencionada ficava provavel- 16. Cometeu transgressões contra
mente na extremidade noroeste da cidade o SENHOR. Em circunstâncias normais
(ver 2Cr 25:23). somente os sacerdotes tinham permissão
À Porta do Vale. Esta era provavel- para entrar no templo, e só eles podiam ofe-
mente a porta que ficava na extremidade recer incenso sobre o altar de ouro diante
sudoeste (ver Ne 2:13; 3:13; ver mapa n a do véu (ver Nm 18:1-7). Uzias foi culpado de
p. 444). presunção em sua tentativa de assumir essa
Porta do Ângulo. Ver Ne 3:19, 20, sagrada prerrogativa sacerdotal.
25. Alguns acham que esta torre ficava no 17. Com oitenta sacerdotes. Uzias
lado oriental de Sião, num ângulo do muro, provavelmente entrou no templo com uma
e assim servia para defender tanto Sião comitiva considerável e talvez tenha feito
quanto o monte Moriá dos ataques prove- esforços para resistir à tentativa do sacerdote
nientes do sudeste. de expulsá-lo. Azarias, porém, estava prepa-
10. No deserto. Isto é, nas áreas de rado para recorrer à força se necessário.
pastagem. As torres se destinavam a prote- 18. Para honra tua. A transgres-
ger contra bandos saqueadores de beduínos. são nunca é honra, mas vergonha. Uzias
Campinas. Do heb. mishor, "solo plano", às maculou seu nobre registro por esse pecado
vezes, aplicado ao fértil planalto entre o ribeiro no final de seu reinado.
de Arnom e a cidade de Hesbom (ver Dt 3:10; 19. Uzias se indignou. Um peca-
4:43; Js 13:9, 16, 17, 21; 20:8; Jr 48:8, 21), mas do quase invariavelmente leva a outro.
aqui a referência é a uma área em Judá. Os sacerdotes estavam cumprindo seu de-
Campos férteis. Esta palavra é a ver ao tentar impedir o rei ele oferecer sa-
mesma traduzida como "Carmelo", mas crifícios, mas isso encheu o rei de violenta
aqui deve ser traduzida como "campos fér- indignação.
teis". Contudo, havia um local em Judá cha- A lepra lhe saiu. Enquanto o rei perma-
mado Carmelo, 11 km ao sul de Hebrom. necia diante elo Senhor com o coração cheio
13. Um exército. Este exército de 307 de ira e rebelião, caiu sobre ele um juízo
mil e 500 homens é comparável ao exército divino. Ao ser ferido de lepra, ele compreen-
de 300 mil homens de Amazias (2Cr 25:5), deu com horror que a mão ele Deus o tocara.
mas é bem menor do que os exércitos atribuí- 20. Apressadamente o lançaram
dos a Asa (2Cr 14:8) e Josafá (2Cr 17:14-1 8). fora. Agarrando o rei ferido de lepra, os
Com grande poder. Se Uzias era o sacerdotes estavam preparados para lançá-
Azriau das inscrições assírias , deve ter sido lo fora do templo à força , mas, aterrorizado,
a figura dominante na Ásia oriental durante Uzias se apressou a sair.

300
2 CRÔN ICAS 26:23

21. Numa casa separada. Pela lei (Is 6: 1). Uma vez que parece ter cont inu ado
mosaica, não era permitido aos leprosos seu ministério profét ico até o reinado de
morarem com os outros; deviam habitar Esar-H adom (Is 37:38), que ascendeu ao
sozin hos, remotamente, "fora do arraial" trono da Assíria em 681 a.C., Isaías devia
(Lv 13:46). ser um jovem quando começou sua obra,
Excluído. Nunca mais o rei pôde entrar por volta do ano 740 (ver PR, 305, 310).
nos recintos sagrados do templo. 23. Campo do sepulcro. "Na cidade
A casa do rei. Jotão se tornou corregen- de Davi " (2Rs 15:7). O significado é, pro-
te e passou a governar o país a partir do mo- vavelmente, que Azarias foi sepu ltado num
mento em que seu pai foi acometido de lepra. campo destinado ao sepultamento dos
22. Isaías. Ele recebeu a gloriosa visão reis , mas não nos sepulcros rea is propria-
de Deus "no ano da morte do rei Uzias" men te ditos.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

l-23 - PR, 303-305 15 - PR, 303 16-21 - PR, 304

CAPÍTULO 27
1 ]otão reina e prospera. 5 Ele subjuga os amonitas. 7 Seu reinado. 9 Acaz o sucede.

I Tinh a ] otão vinte e cin co anos de idade cem talentos de prata, dez m il coros de trigo e
quando começou a reinar e dezesseis anos re i- dez mil de cevada ; isto lhe trouxeram os filhos
nou em Jerusalém. Era o nome ele sua mãe de Amom tam bém no segundo e no terceiro ano . -<~ ~
Jerusa, filha de Zadoque. 6 Assim, ]otão se foi tornando ma is podero-
2 Fez o que era reto perante o SENHOR , se- so, porq ue dirigia os seus caminhos segundo a
gundo tudo o que fizera Uzias, seu pai, exceto vo ntade do SENHOR, seu Deus .
que não entrou no templo do SEN H OR. E o povo 7 Qua nto aos mais atos de ]otão, tod as as
continuava na prática elo ma l. suas gue rras e empreendimentos, eis que tudo
3 Ele edificou a porta de cima da Casa do está escr ito no Livro da Históri a dos Reis de
SENHOR e também edificou muitas obras sobre Israel e de Judá.
o Muro de Ofe l. 8 Tinha vinte e cinco a nos de idade quan -
4 Também edificou cidades na região mon- do começou a rein ar e reinou dezesseis anos em
tanhosa de Judá e nos bosques, castelos e torres . Jerusalém.
5 Ele também guerreou contra o rei dos fi - 9 Descansou ]otão com seus pais, e o sepu l-
lhos de Amom e prevaleceu sobre eles, de modo taram na Cidade de Davi ; e Aca z, seu filho , rei-
que os filhos de Amom, naquele a no, lhe deram nou em seu lugar.

I. Jotão. Este capítulo, que trata do rei- apenas uma informação que não se encon-
nado de Jotão, é para lelo a 2 Reis 15:32 a tra em Crônicas : as medidas que a Síria
38, porém mais completo. Reis menciona tomou contra Judá (2Rs 15:37).

30 1
27:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

2. No templo. Isto é, Jotão não entrou confiança popular depositada em fortifica-


ilegalmente no templo como seu pai havia ções e no poder humano (Is 2:15; Os 8:14;
feito antes dele (2Cr 26: 16-20). cf. Is 17:3, 4).
Continuava na prática do mal. O 5. Filhos de Amom. Depois da morte de
escritor de Reis amplia essa informação Uzias, os amonitas provavelmente se recusa-
ao declarar que "o povo ainda sacrificava ram a continuar pagando tributos (2Cr 26:8),
e queimava incenso nos altos" (2Rs15:35). mas Jotão os subjugou novamente.
Os pronunciamentos dos profetas desse E no terceiro ano. Por três anos,
período dão evidências de que existia uma Amom continuou a enviar tributos a Jotão
corrupção moral profundamente arraigada e depois provavelmente parou de fazê-lo.
que estava minando a força da nação (Is 1:4; Crê-se que isso aconteceu no tempo em que
21-24; Os 4:1, 2; Mq 3:10-12). Acaz assumiu o trono, após o reinado solo
3. A porta de cima. Provavelmente a de Jotão (de apenas quatro anos). A exten-
porta localizada no muro norte do pátio do são total atribuída ao reinado de Jotão é de
templo (ver Jr 20:2; Ez 9:2). 16 anos (v. 1, 8), mas , durante o primeiro
Ofel. A parte norte da colina situada na período deste, provavelmente de cerca de
extremidade sudeste de Jerusalém. 12 anos, crê -se que Jotão foi corregente com
4. Edificou cidades. Evidentemente Uzias. Com respeito aos 20 anos de Jotão
para defesa e proteção contra Israel e a versus seus 16 anos (2Rs 15:30, 33), ver
Síria, bem como contra a potência emer- vol. 2, p. I 34.
gente da Assíria que, sob a liderança de 6. Dirigia os seus caminhos. De
Tiglate-Pileser III (745 -727), estava, ne ssa forma característica, o autor de Crônicas
época, ativamente interessada nos assuntos salienta a causa da prosperidade: consagra-
do ocidente da Ásia. ção ao Senhor.
Castelos. Isto é, fortale za s. Tanto Uzias 7. Todas as suas guerras. Na última
quanto Jotão demonstraram ansiedade inco- parte de seu rein ado, Jotão foi forçado a
mum para fortificar o país (ver 2Cr 26:9-15). lutar contra incursões de Israel e da Síria
Os profetas da época denunciaram a (2Rs 15:37).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

l,2-PR,305

CAPÍTULO 28
1 Acaz reina de forma ímpia e é afligido pelos siros. 6 Habitantes de Judá são levados
cativos pelos israelitas, mas enviados de volta, por recomendação do profeta Odede.
16 Acaz pede a ajuda da Síria, mas não a recebe. 22 Em sua angústia, ele se
torna ainda mais idólatra. 26 Ao morrer, é sucedido por Ezequias.

l Tinha Acaz vinte anos de idad e quando Jerusalém; e n ão fe z o gu e era reto perante o
começou a reinar e reinou dezesseis anos em SE N HOR , como Davi, seu p ai .

302
2 CRÔNICAS 28:1

~· 2 Andou nos caminhos dos reis de Israel e Amasa, fil ho de Hacllai, contra os que voltavam
até fez imagens fundidas a baalins. ela batalha
3 Também queimou in censo no vale do 13 e lhes disseram: Não farei s entrar aqu i
filho de H inom e que imou a seus próprios fi- esses cativos, porque intentais acrescentar
lhos , segundo as abominações dos gentios que aos nossos pecados e à nossa culpa diante do
o SENHOR lançara de diante elos filhos ele Israel. SENHOR ainda outros ; a nossa culpa já é grande,
4 Também sacrificou e queimou incenso nos e o brasume ela ira elo SENHOR está sobre nós.
altos e nos outeiros , como ta mbém debaixo ele 14 Então, os homens armados deixaram os
toda árvore frondosa. presos e o despojo diante elos príncipes e ele
5 Pe lo que o SENHOR, seu Deus, o ent regou toda a congregação.
nas mãos elo rei dos siros, os quais o derrotaram 15 Homens foram designados nominalmen-
e levara m dele em cativeiro uma gra nde multi- te, os quais se levantaram , e tomaram os cativos,
dão de presos, que trouxeram a Damasco; tam- e do despojo ves tiram a todos os que estavam
bém foi e ntregue nas mãos do rei de Israel, o nus; vest iram-nos, e calçaram-nos, e lhes deram
qual lhe infligiu grande derrota. de comer e de beber, e os ung iram ; a todos os
6 Porque Peca, fi lho de Remalias, matou que, por fracos, não pod iam a ndar, leva ra m
em Judá , num só di a, cento e vinte mil , todos sobre jumentos a Jericó, cidade das Palmeiras,
homens poderosos, por terem abandonado o a seus irmãos. Então, voltara m para Samaria.
SENHOR , Deus de seus pais. 16 Naquele tempo, mandou o rei Acaz pedir
7 Zicri, homem valente de Efraim , matou aos reis da Assíria que o ajudassem.
a Maaseias, fi lh o do rei , a Azricão, alto oficial 17 Pois viera m , de novo, os edomitas, e der-
do palácio, e a Elcana , o segundo depois do rei. rotaram Judá, e levaram presos em cati veiro.
8 Os fi lhos de Israe l levara m presos de Judá, 18 Também os filisteus deram contra as c i-
seu povo irmão, duzentos mil: mulheres, fi lhos dades da campina e elo sul de Judá, e tomaram
e filhas; e saquearam deles grande despojo e o Bete-Semes, Aija lom, Gederote, Socó e suas a l-
trouxeram para Samaria. de ias, Timna e suas alde ias e Cinza e suas al -
9 Mas estava ali um profeta elo SENHOR , deias; e habitava m ali.
cujo nome era Odecle, o qua l saiu ao encontro 19 Porque o SENHOR humilhou a Jud á por
do exército que vinha para Samaria e lhe disse: causa ele Acaz, rei de Israel; porque este permiti-
E is que , iranclo-Se o SENHOR, De us ele vossos ra que Juclá caísse em dissolução, e ele, de todo,
pais, contra Judá, os ent regou nas vossas mãos , se entregou à transg ressão contra o SENHOR .
e vós os matastes com taman ha raiva , que che- 20 Veio a ele T iglate-Pileser, rei da Assíria ;
gou até aos céus. porém o pôs em aperto, em vez de fortal ecê-lo.
lO Agora, cuidai s em sujeitar os fi lhos ele 21 Porque Acaz tomou despojos ela Casa
Jud á e Jer usalém, para vos serem esc ravos e es- do SENHOR, el a casa do re i e da dos príncipes
cravas; acaso, não sois vós mesmos culpados e os de u ao rei ela Assír ia; porém isso não o
contra o SENHOR, vosso De us? ajudou.
11 Agora, pois, atendei-me e fazei vo ltar 22 No tempo da sua a ngú stia, cometeu
os presos que trouxestes cativos ele vossos ir- ainda maiores transgressões contra o SENI-IOH;
mãos, porque o bra su me da ira do SENHOR ele mesmo, o rei Acaz.
está sobre vós. 23 Pois ofe receu sacrifícios aos deuses ele
12 E ntão, se levantaram alguns homens Damasco, que o ferira m, e disse: Visto que os
dentre os cab eç as dos filhos ele Efraim, a deuses elos reis ela Síria os ajudam , eu lh es ofe-
saber, Azarias , fi lho de Joanã, Berequias, filho recerei sacrifícios para que me ajudem a mim.
ele Mesilemote, Jeízquias , filho de Sa lum , e Porém eles foram a sua ruína e a de todo o Israe l.

303
28: 1 COMENTÁRIO BÍB LICO ADVENTISTA

24 Ajuntou Acaz os utensíli os da Casa de 26 Quanto aos mais atos dele e a todos os
Deus, fê-los em pedaços e fec hou as portas da seus cam inhos, tanto os primeiros como os últi-
Casa do SENHOR ; e fez para si altares em todos mos , eis que estão escritos no Livro da História "'li:!
os cantos de Jeru salém. dos Reis de Judá e de Israel.
25 Também, em cada cidade de Judá, 27 Descansou Acaz com se us pais, e o se-
fez altos para queimar incenso a outros deu- pultaram na cidade, em Jer usalém, porém não
ses; assim, provocou à ira o SENHOR , Deus de o pusera m nos sepu lcros dos reis de Israel; e
seus pais. Ezequias, seu filho, reinou em seu lugar.

I. Acaz. Este capítulo, q ue trata do re i- 7. Alto oficial do palácio. As versões


nado de Acaz, é paralelo a 2 Reis 16. O relato AC F e ARC trazem "mordomo", mas a refe-
de Crônicas é mais completo que o de Reis, rência evidentemente é ao principal fun cio-
mas não menciona alguns detalhes in forma - nário do palácio (ver 1Rs 4:6; 18:3).
dos no livro anterior. O segundo depois do rei. Ver 1Sm
2. Imagens fundidas a baalins. Ver 23 :17; Et 10:3. A morte desses três persona-
com. de Jz 2:11; ver também 1Rs 16: 31; gen s importantes é mencionad a por causa
2Rs 1:2; 2Cr 21:6; 22:3; 24:7. da íntima ligação deles com Acaz. O golpe
3. Vale do filho de Hinom. Este va le que os atingiu, alcançou também o rei.
fic ava a sudoes te de Jerusa lém (ver Js 15:8; 8. Duzentos mil. E ram mulh eres e
18:16). Foi palco de alguns dos ritos m ais crianças levadas como esc ravas .
crué is e revoltantes, provavelmente deriva- 9. Um profeta. Esta seção (v. 9-15 ),
dos do culto ca naneu. que trata do retorno dos prisioneiros, se
Queimou a seus próprios filhos. encontra apenas em Crônicas.
Aparentemen te sacrificados como holo- Irando-Se o SENHOR. O Senhor que-
caustos a Moloque (ver com. de Lv 18:21; ria fazer Israe l sab er qu e não era devido a
20:2; Dt 18:10; 32: 17). O sacrifíc io hum ano suas faça nhas qu e obtivera vitória nessa
era uma das abominações mais terríveis da campanh a, mas devido ao pecado ele Judá.
Pales tina e, no período de Judá, não era A mão protetora de D eus fora retirada de
uma prátic a religiosa incomum (Jr 7:31; Juclá; por isso Israel triun fara.
19:2-6; 32:35; Ez 16:20, 21). Com tamanha raiva. O fato ele a prote-
5. O SENHOR [... ] o entregou. Ver ção elo Sen hor ser retirada de Judá não justi-
com . de 2Cr 22 :8. ficava as medidas severas e cruéis tomad as
6. Abandonado o SENHOR. Qu ando por Israel contra o rei no vizinho. O Senhor
a proteção do Senhor é removida, o ser é um Deus de infinita justiça, "longânimo e
humano descobre, para sua tristeza, que gra nd e em misericórdia, q ue perdoa a ini-
o senhor escolhido pode ser terrivelmente quidade e a transgressão, aind a qu e não
cruel. Depois de p erdas tão grandes, não inocenta o culpado" (Nm 14:18). O Senhor
havia nad a que pudesse impedir a Síria e permitiu q ue a Assíria foss e o instrumento
Israel de sitiarem Jerusalém. Contudo, não para punir Seu povo, mas predisse, por sua
a tomaram (2Rs 16:5). O objetivo dos ali a- vez, que castigaria "a arrogância do coração
dos era depor Acaz e estabelecer um novo do rei da Assíria" (Is 10:12; ver Is 10:5-1 2;
governante de sua própria escolha (Is 7:6). com. de 2Cr 2:8).
O p ânico de Acaz é vividamente descrito 10. Não sois vós mesmos culpados
em Isaías 7:2 . [...]? Isto é: Vocês não têm suas própr ias

304
2 CRÔNICAS 28:24

transgressões contra o Se nhor que tam- de Acaz ou do povo de Judá. Quando ata-
bém merecem juízo? Vocês são tão inocen- cou a Filístia e a Síria, o que buscava era
tes que sua indignação contra seus irmãos promover seus próprios interesses e os de
possa ter justificativa aos olhos do Céu? sua nação. Os assírios estavam tão prontos
11. Fazei voltar os presos. Por meio a destruir a nação hebraica como a qualquer
de Moisés, o Senhor proibiu aos israe- outra nação. E Acaz e Ezequias logo desco-
litas reduzir seus irmãos à escravidão bririam isso.
(Lv 25:42-46). 21. Não o ajudou. Acaz verificou , para
Sobre vós. Israel testemunhara o des- sua tristeza, que a voracidade de um rei assí-
tino que sobreviera ao povo de Judá quando rio não era facilmente satisfeita, e que , com
a ira do Senhor caiu sobre eles. A adver- seu tolo plano, havia atraído para si apenas
tência de a ira de Deus ser dirigida contra tristeza e aflição.
Israel fez alguns dos cabeças da nação pen- 22. Ainda maiores transgressões.
sarem seriamente. Em vez de aprender lições de sua angús-
12. Os cabeças. Os chefes patriarcais tia, Acaz ainda se tornou mais amargo e
das tribos do norte são aqui mencionados obstinado. Ele passou de um pecado para
como "Efraim" (ver Is 7:2, 5, 9; Os 5:9-14). outro, condu zindo seu povo por um cam i-
15. Cidade das Palmeiras. Ver Dt 34:3. nho descendente que só poderia terminar
16. Reis da Assíria. Os v. 16 a 21, em ruína.
que tratam do apelo de Acaz pela ajuda da 23. Deuses de Damasco. Em vez
Assíria, são paralelos a 2 Reis 16:7 a 9 (ver de cair em si e perceber que a aflição se
também Is 7, 8). devia a ter abandonado o Se nhor, Acaz
18. Os filisteus. Tendo sido feridos por se tornou mais enraivecido e amargo con-
Uzias (2Cr 26 :6), os filisteus certamente tra Deus, e seguiu um procedimento que
estavam ansiosos por desforra. As cidades atraiu juízos ainda mais severos sobre si e
tomadas ficavam nas regiões que, com fre- a nação. Quando Tiglate-Pileser conquis-
quência, eram objeto de disputa entre Judá tou Damasco, Acaz foi a essa cidade para
~ .,. e a Fi lístia. prestar homenagem ao rei assírio. Enquanto
Habitavam ali. Não se tratavam so- estava lá, viu um altar do qual fez uma
mente de pequenas incursões em áreas de cópia e a colocou em frente ao templo em
fronteira, mas de sérios ataques em que Jerusalém, tirando o altar de bron ze de seu
áreas capturadas eram ocupadas e possuí- lugar (ver 2Rs 16:9-16).
das durante certo tempo. 24. Fê-los em pedaços. Ver com. de
20. Tiglate-Pileser. Es te foi Tiglate- 2Rs 16:17. Parece ter havido uma destrui-
Pil eser III (745-727 a.C.), um dos maiores ção geral dos utensílios sagrados do templo.
conquistadores entre os imperadores assí- Fechou as portas. Acaz pôs fim aos
rios . Segundo os cânones eponímicos assí- serviços do templo. As lâmpadas foram apa -
rios, ou lista limmu (ver vol. 2, p. 38, 139), gadas, interrompeu -se a queima de incenso
ele foi contra os filisteus, em 734, e cont ra e o oferec imento de sacrifícios foi desconti-
Damasco, em 733 e 732. É possível que nuado (2Cr 29:7).
essas campanhas tenham sido empreendi- Altares em todos os cantos. Um
das em resposta ao urgente ap elo de Acaz único gra nde altar de holoc austos e ra
por ajuda. um método poderoso para impressionar
Em vez de fortalecê-lo. O rei da a mente do povo com a doutrina d e um
Assíria não estava interessado no bem-estar Llllico Deus verdadeiro. Numerosos a ltares

305
28:25 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

em toda s as partes de Jerus além mostra- Provocou à ira. Ver Dt 32: 16, 17.
vam inequivocamente o politeísmo que 27. Sepulcros dos reis. Tratamento
Acaz promov ia. semelhante foi dado a Jeorão, Joás e Uzias
25. Altos. Ver v. 2-4. (2Cr 21: 20; 24:25, 26; 26:23) .

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-27- PR , 322-330 6-1 5 - PR, 649


2, 3 - PR , 324 19, 22 -24 - PR, 330

CAPÍTULO 29
1 O bom reinado de Ezequias. 3 Ele restaura a religião. 5 Exorta os levitas. 12 Eles se
santificam. e purificam a casa de Deus. 20 Ezequias oferece sacrifícios solenes,
nos quais os levitas participam mais que os sacerdotes.

I Tinh a Ezeq ui as vi n te e c inco a nos de 9 Porqu e eis q ue nossos pais ca íram à es pa-
id ade quando co meço u a reina r c reinou vinte da, e, por isso, nossos Filhos, nossas filh as e nos-
e nove anos em Jeru sa lém. Sua mãe se chamava sas mulhe res est iveram em cative iro.
Ab ia e era filh a de Zacari as. I O Agora, es tou resolvido a fazer a li a nça
2 Fez ele o que era reto perante o SENH OR, com o SENHOR, D e us ele Israe l, para qu e sedes-
segu ndo tudo qua nto fizera D av i, se u pai. vie el e nós o a rdor da Sua ira .
3 No prim e iro a no do seu re inado, no pri- 11 Filh os meus, não sejais neglige ntes, pois
meiro m ês, ab riu as portas d a Casa elo S EN HOR o SEN HOR vos escolhe u para es tard es d ia nte
e as reparou. d E le pa ra O se rvircles, para serdes Seus mini s-
~ 4 Trouxe os sacerdotes e os lev itas, ajuntou - tros e queimardes in censo.
os na praça o ri enta l 12 E ntão, se levantaram os lev it as:
5 e lhes disse: Ouvi-me, ó lev itasl Sant ifi ca i- l\ll aa te , filho de A m asa i, e Jo e l, fi lh o el e
vos, agora, e sa ntificai a Casa elo SEN HOR, De us Aza ri as, elos fi lh os dos coat it as; do s fi Ih os el e
ele vossos pais ; t ira i elo santuá ri o a imundíc ia. Merari, Qu is, fi lh o de Ab di , e Azarias, filho
6 Porque nossos pais prevaricaram e fizeram o de ] ea le le l; elos gerson i tas, ] oá, filh o el e Zim a,
que era mau perante o SENHOR , nosso D e us, e O e Éd e n , fi lh o ele Joá;
deixaram; desviaram o seu rosto elo tabe rn áculo 13 elos filhos ele E li sa fã, Si nri e Je ue l; elos fi-
elo SENHOR e Lhe volta ram as costas. lhos ele Asafe, Zaca ria s e Mata ni as;
7 També m fec hara m as portas do pórtico, 14 dos fi lhos ele H e mã, Je uel e Simei ; elos fi-
apaga ram as lâmpadas, não queimaram incen- lhos ele Jecl utum , Sema ías e Uziel.
so, ne m oferece ram holocau stos nos santuários 15 Congrega ra m a se us irmãos, santificaram-
ao Deus de Israe l. se e vieram seg undo a ordem d o rei p e las pa-
8 Pelo que ve io grande ira do SEN HOR sob re lavra s do SENHOR, para purificarem a Casa elo
]udá e Jeru salé m , e os entregou ao terror, ao es- SENHOR.
panto e aos assobios, como vós o estais vendo 16 Os sacerdotes entrara m na Casa elo
com os p róprios olhos. SENHOR, para a purific ar, e tirara m para fora,

306
2 CRÔNICAS 29:1

ao pátio da Casa do SEN HOR , toda imundícia 26 Es tavam, pois, os levitas em pé com os
q ue ac haram no templo do S EN HOR; e os levi- instrum entos de Davi, e os sacerdotes, com as
ta s a tomara m , para a levarem fora , ao ribeiro trombetas.
de Cedrom. 27 Deu ordem Ezeq ui as que oferecessem o
17 Começaram, pois, a santificar no primei- holocausto sobre o altar. Em começa ndo o holo-
ro dia do primeiro m ês; ao oitavo dia do m ês, causto, começou também o cântico ao SENHOR
viera m ao pórtico do SEN HOR e sa ntificaram a com as tromb e tas, ao som dos instrum entos de
Casa do SENHOR em oito di as; no décimo sexto Davi, rei de Israel.
dia do mês, acabaram. 28 Toda a congregação se prostrou , quan-
18 Então, foram ter com o rei Ezequias no do se entoava o cântico, e as trombetas soavam; ""' ~
palácio e disseram: Já purificamos to da a Casa tudo isto até findar- se o holocausto.
do SEN HOR , como ta mbé m o altar do holocaus- 29 Te ndo eles acabado de oferece r o sacr i-
to com todos os seus uten sílios e a mesa da pro- fício, o re i e todos os qu e se ac hava m com ele
pos ição com todos os seus objetos. prostraram -se e adora ram .
19 Também tod os os objetos que o rei Acaz, 30 Então, o rei Ezequias e os príncipes orde-
no seu reinado, lançou fora, na sua transgressão, naram aos levitas que lou vassem o SENHOR com
já preparamos e santificamos ; e eis que estão as palavras de Davi e de Asafe, o vidente. E les o
di a nte do altar do SEN HOR . fi zeram com a legria, e se inclina ram, e adoraram.
20 Então, o rei Ezequias se leva ntou de ma- 31 Disse ainda Ezequias: Agora, vos con sa-
drugada, re uniu os príncipes da cidade e subiu à grastes a vós mesmos ao SENHOR; chegai-vos e tra-
Casa do SENHOR. zei sacrifícios e ofertas de ações de graças à Casa
2 1 Mandou trazer sete novilhos, sete car- do SENHOR. A congregação trouxe sacrifícios e
neiros , sete cordeiros e sete bodes, como oferta ofertas de ações de graças, e todos os qu e esta-
pelo pecado a favor do reino, do sa ntuário e de vam de coração disposto trouxeram holoca ustos.
Judá; e aos filh os de Arão, os sacerdotes, que os 32 O número dos holocaustos, que a congre-
oferecessem sobre o altar do SENHOR. gação trou xe, fo i de setenta bois, cem ca rn eiros
22 Mortos os novilhos , os sacerdotes tom a- e du zentos cordeiros ; tud o isto em holocausto
ram o sangue e o asp ergi ra m sobre o a ltar; m a- para o SENHOR.
taram os carneiros e aspergiram o sangue sobre 33 Ta mbém foram consagrados seiscentos
o a ltar; também mataram os cordeiros e asper- bois e três mil ovelhas.
gira m o sangue sobre o altar. 34 O s sacerdotes, porém, era m mui pou-
23 Para oferta p elo p ecado, trouxeram os cos e não podia m esfolar a todos os holocaustos;
bodes perante o rei e a congregação e puseram pelo que seus irmãos, os levitas, os ajuda ram ,
as mãos sobre eles . até find a r-se a obra e até qu e os outros sacer-
24 Os sacerdotes os mataram e, com o san- dotes se santificaram; porque os lev itas foram
gue, fi ze ram uma oferta pelo pecado, ao p é do mais retos de coração, para se sa ntificarem, do
a ltar, para expiação de todo o Israel, porque o rei que os sacerdotes.
tinh a ordenado que se fi zesse aquele holocausto 35 A lém elos holoca u stos e m ab und â ncia,
e ofert a pelo pecado, por todo o Israel. houve também a gordura das ofertas pacíficas e
2 5 Também esta beleceu os levitas na C asa as libações pa ra os holocaustos. Ass im, se es ta-
do SEN HOR com címba los , alaúd es e harpas, se- be leceu o m ini stério da Casa do SENHOR .
g undo mandado de Dav i e de Gade, o vidente do 36 Ezequi as e todo o povo se a legrara m por
rei, e elo profeta Natã; porque es te mandado veio causa daqu ilo qu e De us fi zera para o povo, por-
do SENHOR, por intermédio de Seus profetas. que, subitamente, se fe z esta obra .

307
29:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

1. Ezequias. O relato do reinado de A imundícia. Ou seja, poeira e sujeira,


Ezequias abrange quatro capítulos: 29 a mas talvez também tenha incluído objetos
32. O contraste com o relato paralelo de idolátricos (ver 2Rs 16: 10-16).
2 Reis 18 a 20 é claro. Em Crônicas a prin- 8. Ira. Ver 2Cr 24:18.
cipal ênfase está na reforma religiosa de E os entregou ao terror. É o que
Ezequias , à qual são dedicados três capítu- Moisés havia predito (ver Dt 28:15 , 25, 37).
los (29-31), enquanto que em Reis este tópico 9. Pais caíram. Ver 2Cr 28:5, 6, 8, 17, 18.
é tratado em poucos versos (2 Rs 18:4-6). 10. Aliança com o SENHOR. Um pacto
Só um capítulo em Crônicas (2Cr 32) é de que dali por diante a nação serviria a
dedicado ao relato dos assuntos civis do rei- Yahweh. Este pacto foi renovado de tempos
nado, enquanto em Reis esse é o assunto em tempos, após períodos de transgressão
que recebe mais ênfase (2 Rs 18:7-20:21). (2Cr 15:12; 34:31; 2Rs 23:3; Ne 10:28, 29).
Assim , 2 Crônicas 29 a 31 consiste de mate- 12. Então, se levantaram os levi-
rial quase que inteiramente novo, enquanto tas. Este verso enumera dois membros de
o cap. 32 é apenas um resumo do que cons- cada uma das três gra ndes subtribos leví-
titui praticamente a totalidade do relato do ticas: Coate , M erari e Gérson (com res-
rei nado de Ezequias em Reis. peito à tríplice divisão dos levitas, ver
Abia. A forma mais curta "Abi" ocorre lCr 23:6).
em 2 Reis 18:2. 13. Filhos de Asafe. Também havia
3. Primeiro mês. Isto é, nisã, o primeiro uma tríplice divisão dos levitas músicos
mês do ano sagrado, não o primeiro mês (lCr 25:1-6; 2Cr 5:12).
de reinado. Com respeito à numeração dos 14. Filhos de Hemã. Este verso men-
meses e ao método de contagem dos anos de ciona dois levitas de cada um dos grupos
reinado, vervol. 2, p. 92, 93, 100, 121-124. musicais restantes: os coatitas filhos de H emã
Abriu as portas. O pai de Ezequias, e os meraritas filhos de Jedutum. Estes, junto
Acaz, havia fechado essas portas e inter- com os pares precedentes, form am um total
rompido os serviços do templo (2Cr 28:24). de sete pares, ou de 14 homens principais, da
4. Na praça oriental. O local da reu- ordem levítica (ver 1Cr 6:18-47).
nião foi provavelmente uma área aberta em 15. Congregaram a seus irmãos.
frent e à porta leste, ou seja, a porta dian- Como líderes de suas casas, eles tinham a
teira do compl exo do templo (ver Ed 10:9; responsabilidade e autoridade de exec utar
Ne 3:26; 8:1, 3). es ta tarefa.
5. Santificai-vos, agora. Ver v. 15, 34; 16. Entraram. Os sacerdotes entraram
2Cr 30:3 , 15 , 17. Davi atribuiu a calamidade no lugar santíssimo, bem como no primeiro
gue acompanhou sua tentativa de trazer a compartimento do templo, para exec utar a
arca para Jerusalém ao fato de os sacerdo- obra de limpeza. Nesses compartimentos os
tes não terem se santificado. Quando, pos- levitas não podiam entrar.
te riormente , e stava prestes a completar a Ribeiro de Cedrom. Este parece ter
rem oção da arca, exigiu que todos os sacer- sido usado como um local para se jogar lixo
dotes e levita s que tomariam parte nas ceri- (ver 1Rs 15:1 3; 2Rs 23:12; 2Cr 15:1 6; 30 14).
mônias se santificassem (lCr 15:12-14). 17. Em oito dias. Parece qu e os pri-
Santificai a Casa. Esta obra incluiu a meiros oito dias foram empregados em
remoção da sujeira e do entulho que se havia limpar o exterior, e os outros oito dias , na
acumulado durante o longo período em que limp eza do templo em si. Assim, no dia 16
o templo es teve fora de uso (ver v. 15, 16). de nisã, a obra de purificação já havia sido

308
2 CRÔNICAS 29:36

completada. Está claro que nesse curto Ofertas de ações de graças. Nas
período de apenas 16 dias não poderiam ofertas pacíficas e de ações de graças, a
ter sido efetuados grandes reparos no tem - maior parte da vítima pertencia ao adora-
plo. Evidentem ente estes não foram neces- dor, à família e aos am igos, e era consu-
sários na época, pois, provavelmente, não mida num alegre festival de ações de graças
se havia permitido que o templo em si fosse (ver Lv 7:11-21). Os holocaustos eram intei-
danificado, mas profanado por negligência. ramente consum idos no altar (Lv 1: 3-17).
18. Altar do holocausto. Acaz remo- 34. Esfolar. Do heb. pashat, "d es -
veu este al tar de sua posição regular e o pro- nudar"; usado para um an imal, significa
fan ou (2Rs 16:14, 15). "esfolar", "tirar a pele a".
Mesa da proposição. Somente uma Mais retos de coração. É provável
mesa é mencionada aqui (ver 2Cr 4:8, 19; que os sacerdotes, como classe, est ivessem
cf. 1Cr 28:16; ver com. de 1Rs 7:48). mais profund amente envolvidos do que os
19. Lançou fora. Ver 2Cr 28:24; levi tas nas corrupções introdu zidas durante
2Rs 16:14, 17. o reinado de Acaz.
21. Sete novilhos. Os vários ani- 35. Em abundância. Esta é outra
mais aparentemente eram tanto para holo- ra zão pela qual os sacerdotes não puderam
causto como para ofertas pelo pecado (ver esfolar todos os holocaustos. Sem dt.'ivida,
2Cr 29:23, 24; cf. Lv 1:2, 3). estavam ativamente ocupados com suas
23. Puseram as mãos. Ver Lv 4:4, 15, muitas atividades, como queimar a gor-
24, 29. dura das ofertas pacíficas (ver Lv 3:3-5)
24. Para expiação. Ver Lv 4:20, 26, e cuidar das libações para os holocaustos
31, 35. (Nm 15:3-5).
25. Estabeleceu os levitas. Ele colo- 36. Ezequias e todo o povo se ale-
cou os levitas músicos no templo, restau- graram. Davi e o povo se alegraram com
rando a antiga adoração coral estabelecida as ofertas levadas para a edificação do tem-
originalmente por Davi (lCr 25:1). plo (lCr 29:9), e as pessoas retornaram para
De Gade. Não há em outra parte a casa "alegres e de coração contente" após
informação de que o serviço musical do a dedicação do templo (lRs 8:66). "Todos
templo foi estabelecido por injunção dos os príncipes e todo o povo se alegrara m"
profetas Gade e Natã; mas é interessante quando foram levadas ofertas para restau-
saber que esta importante parte do serviço rar o templo nos dias de Joás (2Cr 24:10).
do templo foi instituíd a de acordo com a Não há a legri a mais santa e mais profunda
vontade divina, conforme atesta a mensa- elo que aquela que vem ela colaboração com
gem profética . D eus em Seu serviço.
26. Instrumentos de Davi. Ver Para o povo. Eles se alegraram pelo
1Cr 23:5; Am 6:5. que Deus tinha feito pelo povo em prepa-
Com as trombetas. Ver Nm 10:8; rar-lhes o coração para participar elo culto
1Cr 15:24; 2Cr 5:12. naquela ocasião e para realizar um a res-
30. Asafe, o vidente. O nome de tauração dos serviços do templo, que por
Asafe está na introdução de vários salmos alguns anos estiveram interrompidos.
(SI 50; 73-83). Subitamente. Ezequias acabara de
31. Agora, vos consagrastes. Lite- subir ao trono e teve pouco tempo para efe-
ralmente, "vocês encheram a mão", presu- tuar uma mudança ela apostasia el e Acaz
mindo-se que "mão" seja símbolo de serviço. para a lealdade a Yahweh. A mão de D eus foi

309
30: I COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

vista na repentina mudanç a da indiferença na adoração a Deus. Isso era motivo para
e hostilidade para a alegre participação grande alegria .

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

I-36- PR, 33 1-335 6- PR, 33 1, 332 16-19, 24,29 - PR, 332,333


1-4 - PR, 331 7- PR, 332 30- MCH [MM 89/53], 238
5 - PR, 332 8- PR, 328 36- PR, 333
10, 11, 15 - PR, 332

CAPÍTULO 30
1 Ezequias proclama uma Páscoa solene para ]udá e Israel no segundo mês.
13 A congregação destrói os altares idólatras e observa a festa durante
catorze dias. 27 Os sacerdotes e levitas abençoam o povo.

Depois di sto, Ezequias e nviou mensagei- 7 Não sejais como vossos p a is e como vos-
ros por todo o Israel e Jud á; escreveu também sos irmãos, qu e prevaricaram contra o SENHOR,
ca rtas a Efraim e a Manassés para qu e viessem Deus de se us pais , pe lo qu e os e ntrego u à deso-
à Casa do SENHOR, em Jeru salém, para celebra- lação, como estais vendo.
rem a Páscoa ao SENHOR, D eus de Israel. 8 Não endureçais , agora, a vossa cerviz,
2 Porque o rei tivera conselho com os como vossos p ais; confiai-vos ao S ENHOR , e
seu s prínc ipes e com tod a a congregação e m vinde ao Se u sa ntuário qu e Ele sa ntifico u para
Jerusalém , pa ra celebra rem a Páscoa no segun- sempre, e servi ao S EN HOR , vosso D e us, para
do mês que o ardor da Sua ira se desvie de vós.
3 (Porqu a nto não a pude ra m celebrar no de- 9 Porqu e, se vós vos co n ve rterd es ao
vido tempo, porque n ão se tinh a m santificado S EN HOR, vossos irmãos e voss os fil h os ac h a-
sacerdotes e m número suficiente, e o povo não rão mis ericórdia perante os qu e os leva ram ca -
se aju ntara ainda em Jerusalé m .) . tivos e torn a rão a esta te rra; porque o S EN HOR ,
4 Foi isto aprovado p elo rei e toda a vosso D e u s, é mi sericordioso e compassivo e
congregação ; não desviará de vós o rosto , se vos con ve rt e r-
5 e resolve ra m que se fiz esse pregão por todo des a El e .
o Israel, desd e Berseba até Dã, para que viessem 10 O s co rreios foram p assa ndo de c idade
a celebrar a Páscoa ao S EN HOR , D e us de Israel, em cidade, p ela terra de Efra im e M a n assés
e m Jerusalém ; porque não a celebrava m já com a té Zebulom ; porém rira m- se e zomba ram
grande número de assistentes, como prescrito. del es.
6 Partira m os correios com as cartas do rei ll Tod avia, alguns de Aser, de Manassés e
e dos se us príncipes, por todo o Israel e Judá, de Zebulom se humilharam e foram a Je rus a lé m.
segundo o m a ndado do rei , dize ndo: Filhos de 12 També m e m Judá se fe z sentir a m ão de
Israel, voltai"vos ao SEN HOR , Deus de Abraão, de Deus , dando -lhes um só coração, para c umpri -
Isaque e de Israel, p a ra qu e Ele Se volte para o rem o mandado do rei e dos prín c ipes, segundo
res tante que escapou do poder dos reis da Assíri a. a palavra do SENHOR.

3 10
2 C RÔ N ICAS 30: 2

13 Ajuntou-se em Jerusa lém muito povo, 21 Os filho s de Israel que se ac haram em


para celebrar a Festa dos Pães Asmos, no se- Jerusalém celebraram a Festa dos Pães Asmos
~ ~- gundo mês, mui grande congregação. por sete dias, com gra nde júbilo; e os levitas e os
14 Dispuseram-se e tiraram os altares que sacerdotes louvaram ao SENHOR de dia em di a,
havia em Jerusalém ; também tiraram todos os com instrumentos que tocaram for temente em
altares do incenso e os lançaram no vale de honra ao SEN HOR.
Cedrom. 22 Ezequias fa lou ao coração de todos os le-
15 Então, imolaram o cordeiro da Páscoa no vitas que revelavam bom entendimento no ser-
décimo quarto dia do segundo mês; os sacer- viço do SENHOR; e comeram , por sete dias, as
dotes e os levitas se envergonharam, e se san- ofertas da festa, trouxeram ofertas pacíficas e
tificaram , e trouxeram holocaustos à Casa do renderam graças ao SENHOR, Deus de seus pais.
SE NHOR . 23 Concordou toda a congregação em cele-
16 Tomaram os seus devidos lugares, segun- brar outros sete dias, e, de fato, o fizeram com
do a Lei de Moisés, o homem de Deus; e os sa- júbilo;
cerdotes aspergiam o sangue, tomando-o das 24 pois Ezequias , rei de Judá, apresentou
mãos dos levitas . à congregação mil novilhos e sete mil ovelhas
17 Porque havia muitos na congregação que para sacrifício; e os príncipes apresentaram à
não se tinh am santificado; pelo que os levitas congregação mil novilhos e dez mil ovelhas ; e os
estavam encarregados de imolar os cordeiros da sacerdotes se santificaram em gra nde número.
Páscoa por todo aquele que não estava limpo, 25 Alegraram-se toda a congregação de
para o santificarem ao SENHOR. Judá, os sacerdotes, os levitas e toda a congre-
18 Porque uma multidão do povo, muitos de gação de todos os que vieram de Israel, como
Efrai m, de Manassés, de Issacar e de Zebulom também os estrangeiros que vieram da terra de
não se tinham purifica do e, contudo, comeram a Israel e os que habitavam em Judá.
Páscoa, não como está escrito; porém Ezequias 26 Houve grande alegria em Jerusalém ; por-
orou por eles, dizendo: O SENHOR, que é bom , que desde os dias de Salomão, filho de Davi,
perdoe a todo aquele rei de Israel, não houve coisa semelhan te em
19 que dispôs o coração para buscar o Jerusalém .
SENHOR Deus, o Deus de seus pais, ainda que 27 E ntão, os sacerd otes e os levitas se levan-
não segundo a purificação exigida pelo santuário. taram para abençoar o povo; a sua voz foi ouvi-
20 Ouviu o SENHOR a Ezequias e sarou a da, e a sua oração chegou até à santa habitação
alma do povo. de Deus, até aos céus.

1. Por todo o Israel e Judá. Isto e as do norte já haviam sofrido deportação


mostra a preocupação de Ezeq uias n ão (2 Rs 15: 29; 1Cr 5:26).
apenas com Judá, mas também com Israel. 2. No segundo mês. A obra de lim-
Tendo restaurado a adoração no templo, peza e sa ntificação do templo só foi com-
ele enviou cartas para todo o território de pletada no 16° dia do primeiro m ês
Israel, convidando o povo dali a vir para o (2Cr 29 :1 7), e o serviço da Páscoa com e -
serviço da Páscoa. çava, regularmente , no 14° dia do primeiro
A Efraim e a Manassés. Estas eram mês (Êx 12:2, 6; Lv 23:5) . M as, em casos
as principais tribos no território do reino de emergência, a lei permitia que pes-
do norte que ainda não tinham sido levadas soas observass em a Pás coa no 14° dia do
para o cativeiro. As tribos a leste do Jordão segundo mês (Nm 9: 6- ll ).

311
30:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

3. No devido tempo. Isto é, no dia I4 contra Israel nos dias de Peca e tomara a
de nisã. Galileia, toda a terra de Naftali , e Gileade
5. Pregão. Do heb. qol, literalmente, (2Rs I5:29). Além disso, havia levado os
"uma voz". O governo de Judá decretou que rubenitas, os gaditas e "a meia tribo de
se enviasse um aviso aos habitantes de Israel Manassés" (1Cr 5:26). O débil remanes -
convidando-os para a Páscoa . A narrativa cente preservado recebera mais uma opor-
não implica a proclamação de um decreto tunidade de se arrepender (ver PR, 287-291)
oficial. Dificilmente Ezequias poderia ter antes da vinda de Salmaneser, que aprisio -
feito uma proclamação oficial no reino de nou Oseias e iniciou o cerco final a Samaria
Oseias sem a cooperação do rei israelita , e (2 Rs I7:4-6; I8:9, IO).
não há indícios de tal cooperação. 10. Até Zebulom. As tribos de Rúben
D esde Berseba até Dã. Um a expres- e Gade não são mencionadas; é possível que
são semelhante estivera em uso durante tivessem sofrido uma deportação em grau
o período dos juízes (Jz 20: I; I Sm 3:20) maior que as outras.
e durante a monarquia unida (2Sm 3: IO; Riram-se. A atitude das tribos do norte
17:11; 24:2; lRs 4:25; 1Cr 21:2). Mas, depois foi, no geral, de hostilidade a Deus e a Seu
da divisão do reino, esta é a primeira ocor- culto.
g; .. rência de seu uso na narrativa bíblica. 11. Alguns de Aser. Apesar da hosti-
Com grande número. Ou, "fazia lidade geral, alguns das tribos do norte res-
muito tempo" (NTLH). Nos dias de ponderam ao gracioso convite de Ezequias e
Roboão, de Judá , muitos dos fiéis em Israel foram a Jerusalém para o serviço da Páscoa .
abandonaram sua nação a fim de adorar ao Não importa quão disseminada seja a apos-
Senhor em Jerusalém (2Cr ll:l6, 17), e nos tasia, o Senhor sempre tem uns poucos fiéis
dias de Asa muitos israelitas novamente se que permanecem leais (ver Rm 9:27; ll:3 , 5).
uniram a seus irmãos em Judá (2Cr I5:9). 12. Também em Judá. Em contraste
Jeroboão havia estabelecido a adoração com Israel, em Jud á as pessoas responderam
aos bezerros de ouro em Bete! e Dã para à atuação do Espírito Santo e com um só
desencorajar seu povo de ir a Jerusalém coração aceitaram o convite para ir à Páscoa.
adorar (lRs I2:27-33), e Baasa fortificou 13. Pães Asmos . Esta festa, como a
Ramá, perto da fronteira , para impedir que Páscoa, era normalmente observada no pri-
os israelitas fossem para Judá (2Cr 16:1). meiro mês, nos sete dias consecutivos à
Mas, depois de tanto tempo, abria-se nova- Páscoa (Êx 12:18; Lv 23:5-8; Nm 28:I6, 17).
mente a oportunidade para um convite aos 14. Tiraram todos os altares. Estes
habitantes de Israel para irem adorar em altares eram os que Acaz tinha erigido "em
Jerusalém. Oseias, um marionete da Assíria todos os cantos de Jerusa lém" (2Cr 28:24).
(ver com. de 2Rs 17: 1), que governava um No primeiro ano de seu reinado Ezequias
reino já parcialmente desmembrado, pro- removeu esses altares devotados a falsos
vavelmente era fraco ou indiferente para deuses.
interferir com os mensageiros de Ezequias. No vale de Cedrom. Ver com . de
6. Os correios. Literalmente, "os cor- 2Cr 29 :I 6.
redores" (pessoas que correm). 15. Os sacerdotes e os levitas se
O restante que escapou. Quando envergonharam. Até este ponto muitos
estas palavras foram escritas, as partes leste sacerdotes h aviam negligenciado se puri-
e norte do reino de Israel já haviam caído nas ficar (2Cr 29:34; 30:3) . M as então, enver-
mãos da Assíria. Tiglate- Pileser III subira gonhados pelo fervor geral, santificaram-se

312
2 CRÔNICAS 30:26

pela purificação ritual a fim de estarem preciso enfrentar as emergências conforme


prontos para as cerimônias pascais. as circunstâncias o exijam.
16. Lei de Moisés. Há muitas referên- 20. Ouviu o SENHOR a Ezequias.
cias à lei em Crônicas (ver 2Cr 14:4; 17:9; O fato de o Senhor ouvir a oração de Eze-
23:18; 24:6). quias mostra que a sinceridade espiritual aos
Aspergiam o sangue. Ver Lv 1:5, ll, olhos de Deus é preferível a uma adesão fria
15; 3:2, 8, 13. e formal a estritas prescrições legais.
17. Não se tinham santificado. Pes- Sarou a alma do povo. O Senhor per-
soas das tribos do norte estavam, em sua doou os pecados daqueles que verdadei-
maior parte, envolvidas em algum tipo de ramente O buscaram (ver SI 41:4; Jr 3:22;
contaminação moral da qual ainda não Os 14:4).
tinham se purificado (v. 18). 21. Sete dias. Segundo os requisi-
Imolar os cordeiros da Páscoa. Os tos mosaicos (Êx 12:18; 23:15; Lv 23:6;
cordeiros pascais deviam ser imolados pela Nm 28:17).
"congregação de Israel" (Êx 12:6). Contudo, Com grande júbilo. A verdadeira reli-
neste caso, foram imolados pelos levitas gião produz alegria e júbilo. Os serviços da
para os membros da congregação que ainda religião devem contribuir para a felicid ade e
não se haviam purificado. satisfação de todos os que deles participam.
18. Muitos de Efraim. A enumera- Os festivais religiosos dos hebreus eram de
ção das tribos indica a vasta área abrangida molde a trazer santo prazer às pessoas.
pelos mensageiros de Ezequias ao convidar Que tocaram fortemente. Ver 1Cr 15:28;
pessoas do reino do norte para a Páscoa 2Cr 5:12, 13.
em Jerusalém. 23. Outros sete dias. Este foi um
Não como está escrito. Os que não esta- acréscimo voluntário aos requerimentos
vam puros não podiam comer da Páscoa na da lei, que deu ao povo um a festa de duas
época regular, mas podiam um mês mais tarde semanas em vez dos sete dias usuais. A festa
(Nm 9:6, 7, ll). Nesse caso, a Páscoa já havia adicional foi resultado e um sinal do ab un-
sido adiada para o segundo mês. Portanto, foi dante zelo e da alegria produzidos pelos pri-
feita uma concessão especial para que as tri- meiros sete dias de festividades.
bos do norte que não se houvessem purificado 25. Toda a congregação. Havia três
participassem das ofertas pascais. classes de pessoas presentes neste festival:
~ ~~- 19. Dispôs o coração. Mais do que a (l) habitantes de Judá, incluindo pessoas
mera pureza cerimonial, este era o requisito comuns, sacerdotes e levitas; (2) habitan-
importante. Nem tudo foi feito de acordo tes de Israel; (3) prosélitos, tanto de Israel
com a estrita letra da lei. Mas, uma vez que quanto de Judá.
as circunstâncias tornavam isso impossível, 26. Desde os dias de Salomão.
o espírito da lei foi seguido. Deus é razoável, A última ocasião em que fora possível aos
e Seus verdadeiros servos são homens razoá- povos de Israel e de Judá estarem juntos para
veis e prudentes. Todos que se empenham uma festa semelhante, em Jerusalém, foi na
na obra do Senhor verificam que as circuns- época de Salomão, quando o reino ainda
tâncias, às vezes, alteram os casos e que estava unido. D epois da divisão não pôde
podem surgir situações extremas em que haver mais um serviço religioso que incluísse
o discernimento e a razão precisam substi- os cidadãos de ambas as nações, exceto no
tuir a estrita observância da letra da lei. Isso caso dos israelitas que saíram do reino do
não é desculpa para o relaxamento, mas é norte para morar em Judá. Nesta ocasião, a

313
30:27 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

nação do norte estava tão enfraquecida que 27. Abençoar o povo. Provavelmente
novamente os israelitas que o desejaram com a bênção sacerdotal ordenada por
puderam vir a Jerusalém para adorar. Moisés (Nm 6:22-27).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-27 - PR, 288-291, 5-9- PR, 288 12, 21-23 - PR, 337
335-338 10, 11- PR, 336,337 26, 27- PR, 338
1,2-PR,335 10-13 - PR, 291

CAPÍTULO 31
1 O povo prossegue na destruição da idolatria. 2 Ezequias organiza os turnos dos
sacerdotes e levitas e faz provisões para o trabalho e a manutenção deles.
5 A prontidão do povo para entregar ofertas e dízimos. 11 Ezequias
nomeia oficiais para administrar os dízimos.
20 A sinceridade de Ezequias.

l Acabando tudo isto, todos os israelitas 5 Logo que se divulgou esta ordem, os filhos
que se achavam ali saíram às cidades de Judá, de Israel trouxeram em abundância as primícias
quebraram as estátuas, cortaram os postes- do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo
ídolos e derribaram os altos e altares por todo produto do campo; também os dízimos de tudo
o Judá e Benjamim, como também em Efraim e trouxeram em abundância.
Manassés, até que tudo destruíram; então, tor- 6 Os filhos de Israel e de Judá que habita-
naram todos os filhos de Israel, cada um para vam nas cidades de Judá também trouxeram
sua possessão, para as cidades deles. dízimos das vacas e das ovelhas e dízimos das
2 Estabeleceu Ezequias os turnos dos sacer- coisas que foram consagradas ao SENHOR, seu
dotes e dos levitas, turno após turno, segundo Deus; e fizeram montões e montões.
o seu mister: os sacerdotes e levitas, para o ho- 7 No terceiro mês, começaram a fazer os
locausto e para as ofertas pacíficas, para minis- primeiros montões; e, no sétimo mês, acabaram.
trarem e cantarem, portas a dentro, nos arraiais 8 Vindo, pois, Ezequias e os príncipes
do SENHOR. e vendo aqueles montões, bendisseram ao
3 A contribuição que fazia o rei da sua pró- SENHOR e ao Seu povo de Israel.
pria fazenda era destinada para os holocaustos, 9 Perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos
para os da manhã e os da tarde e para os holo- levitas acerca daqueles montões.
caustos dos sábados, das Festas da Lua Nova lO Então, o sumo sacerdote Azarias, da casa
e das festas fixas, como está escrito na Lei do de Zadoque, lhe respondeu: Desde que se co-
SENHOR. meçou a trazer à Casa do SENHOR estas ofertas,
4 Além disso, ordenou ao povo, moradores temos comido e nos temos fartado delas, e ainda
de Jerusalém, que contribuísse com sua parte há sobra em abundância; porque o SENHOR
devida aos sacerdotes e aos levitas, para que pu- abençoou ao Seu povo, e esta grande quantida-
dessem dedicar-se à Lei do SENHOR. de é o que sobra.

314
2 CRÔNICAS 31: I

11 Então, ordenou Ezeq uias que se prepa- e que er1travam na Casa do SENHOR, para a obra
rassem depósitos na Casa do SENHOR. de cada dia pelo seu ministério nos seus ca rgos,
12 Uma vez preparados, recolheram neles segundo os seus turnos.
fie lmente as ofertas, os dízimos e as coisas con- 17 Quanto ao registro dos sacerdotes, foi ele
sagradas ; disto era intendente Conanias, o levi- feito segundo as suas famílias , e o dos levitas de
ta , e Simei, seu irmão, era o segundo. vi nte anos para cima fo i feito segundo os se us
l3 Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, ca rgos nos seus turnos .
Jozabade, Eliel, Ismaq uias , Maate e Benaia era m 18 Deles , foram regist rados as crianças, as
superintendentes sob a direção de Conani as e mulheres, os filh os e as fi lhas, uma grande mul-
Simei, seu irm ão, nomeados pelo rei Ezequias e tidão, porque com fidelidade se houveram sa n-
por Aza ria s, chefe da Casa de Deus. ta mente com as coisas sagradas.
14 O levita Coré, filho de Imna e guarda 19 Dentre os sacerdotes , filh os de Arão, qu e
da porta oriental, estava encarregado da s ofer- moravam nos campos dos arredores das suas
tas voluntári as que se faziam a Deus, para cidades, havia , em cada cidade, homens que
distribuir as ofert as do SENHOR e as coisas fora m designados nominalmente para di st ribuí-
santíssi mas. rem as porções a todo homem entre os sacerdo-
15 Debaixo das suas ordens es tava m tes e a todos os levitas que foram registrados .
Éden , Miniamim , Jesua , Semaías, Amarias e 20 Assim fez Ezequias em todo o Judá;
Seca nias , nas cidades dos sacerdotes, para com fez o que era bom , reto e verd adeiro perante o
fid elidade di stribuírem as porções a seus ir- SEN HOR, seu Deus.
mãos, segundo os seus turnos, tanto aos peque- 2 1 Em toda a obra que começou no servi-
nos como aos grandes; ço da Casa de Deus, na lei e nos mandamentos,
16 exceto aos que estavam registrados nas para bu scar a seu Deus, de todo o coração o fez
genea logias dos homens , de três anos para cima, e prosperou.

I. Acabando tudo isto. D epois de ter- permitidas n a nação apóstata de Israel?


minada a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos. Essas m edid as, sem dúvida, te riam sido
Todos os israelitas. Todo o corpo de impossíveis alguns anos antes; mas, nesse
adoradores presentes, incluindo tanto os de te mpo, Israel era apenas uma som bra do que
Judá quanto os do reino do norte. fora no passado. A m aior parte de seu ter-
As estátuas. Literalmente, "colun as", ritório já tinha sido invadida p ela Assíria, e
comuns entre os c ultos dos cananeu s (ver m ultidões dentre o povo fora m levadas em
com. de Gn 28 :1 8). cativeiro. Na verdade, o enfraq uecido re ma-
Os postes-ídolos. O s asherim, ou pos- nescente da n ação estava prestes a e nfre n-
tes sagrados de m adeira. Simbolizavam a fer- ta r seu fim.
~ ,.. tilidade físic a (ver com. de 2Cr 14: 3; 33:7). Os juízos já ocorridos e as m e nsa-
Em Efraim. O golpe contra a idolatria gens dos profe tas h avia m impression ado o
foi desferido em "todo o Judá e Benjamim, povo, embora es te ainda n ão tivess e aban-
como também em Efraim e Manassés", pro- donado a idolatri a (ver PR , 287, 33 6). Mas ,
vavelmente de m a neira n ão tão comple ta sob essas condi ções, possivelmente hou-
nos últimos , uma vez que a palavra "todo" é vesse suficiente medo ou apatia na popula-
u sada em conexão com os territórios de Judá. ção para enfraquecer sua oposição à zelosa
Alguns indaga m: como medidas tão fortes minoria que voltou de Jerusalém des truindo
contra o sistema da religião idólatra foram altares e imagens por onde passava.

315
31:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Outra possibilidade é que "todos os 5. Trouxeram em abundância. Os


israelitas que se achavam ali ", inclusive as v. 5 e 6 descrevem a resposta à ordem de
multidões de Judá e Benjamim, depois de Ezequias (v. 4).
passarem pelas cidades do reino do sul, Primícias. Ver Nm 18:12-18; Dt 18:4.
tenham sido convidadas pela mino ria israe- Os dízimos. Ver Gn 14:20; 28:22;
lita que fora à festa para estender a reforma Lv 27:30-32; Nm 18:21-24; Ne 10:37; 13: 12;
a Israel. Caso alguns grupos dessa revolu- Ml 3:8-12; Mt 23:23; Hb 7:5-9.
ção popular espontânea tenham feito rápi- 6. Os filhos de Israel. Os habitantes
das incursões a vários altos localizados em do reino do norte que haviam migrado para
Efraim e Manassés, não seria de admirar Judá e se estabelecido ali (ver 2Cr 10:17;
que ten ham tido sucesso, dadas as condi- 11:13, 14, 16; 30:25).
ções existentes nessa época no reino do 7. Sétimo mês. O povo começou a
norte. Contudo, não há detalhes sobre como levar seus dízimos em gênero no terceiro
foi efetuada essa destruição dos sant uários mês (que começava em maio ou junho),
israeli ta s idólatras, nem há indicativos de quando terminou a colheita dos grãos, e
que Ezequias tenha realizado qualquer ope- continuou até o sétimo mês (q ue começava
ração oficial fora de seu próprio reino, pois e m setembro ou outubro), quando termi-
é dito que "assi m fez Ezequias em todo o nou a colheita dos pomares e das vinhas.
Judá " (v. 20). O sétimo mês era a época em que normal-
2. Estabeleceu [... ] os turnos. mente se celebrava a Festa da Colheita
Ezeq ui as restaurou o sistema de serviço ou dos Tabernáculos (Êx 23:16; Lv 23:34),
em turnos , da forma como Davi original- depois de todos os frutos terem sido colh i-
mente o instituíra (ver 1Cr 23:6; 24 :1; tam- dos e a vindima estar terminada.
bém 2Cr 8:14). 9. Aos sacerdotes. O que Ezequias per-
3. A contribuição que fazia o rei. guntou aos sacerdotes provavelmente pode
A referência aqui é à contribuição do rei ser averiguado a partir da resposta dada no
para as ofertas regulares do templo (ver v. lO. Ezequias ficou surpreso com a grande
1Cr 23 :31) ordenadas por Moisés (Nm 28, quantidade de produtos doados , e talvez
29). Em meio à negligência geral do templo, tenha ficado em dúvida quanto a se o que
este sistema de serviços tinha sido descon- via representava o total do que havia sido
tinuado, e o rei então o renovou, tomando a levado ou se os sacerdotes já haviam tirado
diante ira. Ele e ncorajou o povo ao assumir, o necessário para suprir suas necessidades.
por si mesmo, uma parte completa dessas 10. Azarias. Se este e ra o corajoso
ofertas como sua responsabilidade. sacerdote com este nom e que resistiu a
4. Parte devida aos sacerdotes. Uzias (2Cr 26:17, 18), ele deve ter passado
O povo foi instruído a dar aos sacerdotes e algum tempo afastado do cargo, possivel-
aos levitas os dízimos e as primícias (v. 5) mente deposto pelo idólatra Acaz, já que !S
ordenados por Moisés (Nm 18:12-30). o sacerdote durante o reinado de Acaz foi
Para que pudessem dedicar-se. Do Urias , que era mais dócil (2Rs 16:10-16).
heb. chazaq, que basicamente significa "ser Casa de Zadoque. O sacerdócio
forte", "estar firme". Aqui parece ter o sig- desta linhagem, que descendia de El eaza r
nificado de "c umprir estritamente". Com (lCr 24:3), deve ser diferenciado do da casa
o devido apoio, os sacerdotes e levitas não de Itamar, que perdeu a posição para a casa
teriam necessidade de dedicar-se a empreen- de Zadoque quando Abiatar foi deposto por
dimentos secu lares (ver Ne 13:10-14). Salomão (1Rs 2:26-35). No fin al da história

316
2 CRÔN ICAS 3 1:21

de Jud á, o sacerdócio estava com a casa de moravam nas c idades lev íticas e que não
Zadoq ue (Ez 44: 15). tinham parte nos sacrifícios do templo.
O SENHOR abençoou. Qua ndo o povo 17. De vinte anos para cima. O regis-
foi fi el em leva r seus dízimos, Deus o abe n- tro dos levitas era feito ele acordo com sua
çoou dand o-lhe colh eita abundante (ver função e suas divisões (ver 1Cr 23:24).
M l 3: 10). 18. Foram registrados. O nome ele
11. Depósitos. As contribuições feitas todos foi escrito nos registros oficiais, inclu -
em forma de primícias e dízimos foram tão sive o elas mulheres e crianças, tanto filho s
grandes que uma provisão especial teve de quanto filhas . Dessa forma, todo indivídu o
ser fei ta pa ra seu armazenamento. pe rtencente às famíli as sacerdotais rece -
13. Sob a direção. Conanias e Simei bia sua justa parte, e ninguém era negligen-
deviam fic a r encarregados dos dízimos leva- ciado ou discrimin ado .
dos ao templo, eles tinha m vários outros 19. Nos campos. Os oficiais ta mbém
levitas sob seu com ando. eram des ignados para distribuir porções
14. Ofertas voluntárias. Estas ofer- para os sacerdotes e levitas que vivia m em
tas era m distinta s das primícias e dos dízi- áreas rura is, fora el as cidades sacerclota is
mos (Dt 12:6). (ver Lv 25:34; Nm 32:2-5; ]s 14:3, 4; 21 :2).
Santíssimas. Eram assim design a- Designados nominalmente. Nas
das as ofertas de manjares, as ofertas pelos vá rias cidades eram designados oficiais
p ecados e as ofertas pela culpa (Lv 2:3; por nom e para faze r a distribuição entre os
6: 25; 7:1 , 6). sacerdotes e lev itas elas áreas rurais . Assim ,
15. Cidades dos sacerdotes. As cid a- ninguém devia ser negli genciado, nem
des ele Juclá e ele Benjamim originalmen te mesmo os que viviam em distritos , onde
dadas aos sacerdotes são alistadas em Jos ué havia a probabi lid ade de ser esquec idos.
21:9 a 19. 20. O que era bom. Ezequ ias deu evi-
16. Genealogias dos homens. O sig- dênc ias de qu e era ju sto e reto, de qu e era
nificado pode ser de qu e os levitas que ser- um homem íntegro , q ue dese mpenh ava
via m no templo e aq ueles cuj o nome estava seus deveres da melhor forma possível.
registrado como ta l, juntam ente com seus 21. Prosperou. A melhor ga ranti a da
fi lhos do sexo ma sc ulino, ele três anos para prosperidade foi a just iça, equ idade e inte-
cim a, eram sustentados com a porção di á- gridade. Ezequias foi fie l a Deus e justo com
ria proven iente do próprio sa ntuário. Ass im, se u povo, e, como res ultado, ele prospe rou,
não devia m repartir isso com outros que bem como a nação.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-21 - PR, 338, 339 1, 20, 21 - PR, 338 21- MJ, 149

3 17
32: 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

CAPÍTULO 32
1 Senaque1·ibe invade ]udá, e Ezequias se fortifica e encoraja seu povo. 9 Senaqueribe
blasfema, por discurso e por cartas; Ezequias e Isaías oram. 21 Um anjo destrói o
exército assírio, para felicidade de Ezequias. 24 Ele ora em sua doença, e Deus
lhe dá um sinal de sua recuperação. 25 Ezequias se orgulha e é humilhado
por Deus. 27 Sua riqueza e suas obras. 31 Seu erro diante da embaixada
de Babilônia. 32 Ele morre e é sucedido por Manassés.

I D epois des tas coisas e desta fidelida- lO Ass im di z Senaqueribe, rei da Assíria:
de, veio Senaque ribe, rei da Assíria, entrou em Em que confiais vós, para vos deixardes sitiar
~ Judá, aca mpou- se contra as cidades fortific adas em Jerusa lém?
e intentou apodera r-se delas . ll Acaso, não vos incita Ezequias, para mor-
2 Ve ndo, poi s, Ezequi as que Senaqueribe rerdes à fome e à sede, di zendo: O SE NHOR ,
vinha e que estava resolvido a p elejar contra nosso Deus , nos li vrará das m ãos do re i ela
Jeru salém , Assíria?
3 resolveu , de acordo com os seu s prínci- 12 Não é Ezequi as o m esm o que tirou os
pes e os se us home ns valentes, tapar as fon- seus a ltos e os seus a lta res e fa lou a Jucl á e a
tes elas águas que havia fo ra ela cidade; e eles Jerusalém, dizendo: Di a nte de ape nas um a ltar
o ajudaram. vos prostrareis e sobre ele queimareis ince nso?
4 Assim , muito povo se ajuntou , e taparam 13 Não sa beis vós o que eu e meus pa is fi -
todas as font es, como ta mbém o ribeiro que cor- zemos a todos os povos elas terras? Acaso, pude-
ri a pelo meio ela terra, pois diziam : Por que vi- ram, ele qualqu er maneira, os deu ses das nações
riam os reis da Assíria e ac hariam tantas águas? daqu elas terra s livrar o seu país das minh as
5 Ele cobrou ân imo, restaurou todo o muro mãos?
que brado e sobre ele ergueu torres; levantou 14 Qual é, ele todos os deuses daquelas na-
também o outro muro por fora , fortificou a Milo ções que meus pais destruíra m, que pôde livrar
na C idade de Dav i e fe z armas e esc udos em o se u povo das minha s mãos, para que vosso
abundância. Deus vos possa livrar das minhas mãos?
6 Pôs oficiais ele guerra sobre o povo, reu- 15 Agora, pois, não vos engane Ezequias,
niu-os na praça el a porta da cidade e lhes falou nem vos incite ass im , nem lhe deis crédito;
ao coração, di ze ndo: porque nenhum de us de nação a lgum a, nem
7 Sede fortes e corajosos, não temais , nem de reino algum pôde livrar o seu povo das mi-
vos ass ustei s por causa do re i da Assíria, nem nhas mãos , nem da s mãos de meus pais; qu a nto
por cau sa de toda a multidão que está com ele ; menos vos poderá livrar o vosso Deus el as mi-
porque Um há conosco maior elo que o que está nhas mãos?
com ele. 16 Os seus servos fal aram aind a mais contra
8 Com e le está o braço ele carne, mas co- o SENHOR Deus e con tra Ezeq ui as, Seu servo.
nosco, o SENHOR , nosso Deus , para nos ajudar 17 Senaqueribe escreveu também ca rtas,
e para guerrea r nossas guerras. O povo cobrou pa ra blasfemar do SENHOR, Deus ele Israel, e
ânimo com as palavras ele Ezequ ias, rei ele Juclá. para falar contra Ele , di zendo: Ass im como os
9 D epoi s disto, e nquanto Senaque ribe, deuses das nações ele outras terras não livra ra m
rei ela Assíria, com todo o seu exército siti ava o seu povo elas minhas mãos, assim também o
Laquis, enviou os seus servos a Ezequia s, rei de Deus de Ezequi as não li vrará o Seu povo das
Juclá, que estava em Jeru salém, dizendo: minhas mãos.

3 18
2 CRÔNICAS 32 :1

18 Clamaram os servos em a lta voz em ju- Jerusalém; e a ira do SEN HOR não veio contra
daico contra o povo de Jerusalé m , que estava eles nos di as de Ezeq uias.
sobre o muro, para os atemorizar e os perturba r, 27 Teve Ezequias riquezas e glória em grande
para tomarem a cidade. abundância; proveu-se de tesourari as pa ra prata,
19 Falaram do Deus de Jerusalé m, como dos ouro, pedras preciosas, especia rias, escudos
deu ses dos povos da terra, obras das mãos dos e toda sorte de objetos desejáveis ;
homens. 28 também proveu -se de armazéns para a
20 Porém o re i Ezequias e Isaías, o profe ta, colheita do cereal , do vinho e do azeite; e de
filho de Amoz, oraram por causa disso e clama- es trebarias para toda esp éc ie de anim ais e
ram ao Céu. ele redis para os re banhos.
21 E ntão, o SENHOR enviou um anjo qu e 29 Edificou também cidades e possuiu ove-
destruiu todos os homens vale ntes, os chefes e lhas e vacas em ab undância; porque Deus lhe
os príncipes no arra ial do rei da Assíria; e este, tinha dado mui numerosas possessões .
com o rosto coberto de vergonha, vo ltou para a 30 Também o mesmo Ezequias tapou o ma-
sua terra. Tendo ele entrado na casa de seu deus, nancial superior das águ as de Giom e as ca-
os seus próprios filhos ali o mata ram à espada. nali zou para o ocidente da C idade de Davi.
22 Assim , livrou o SENHOR a Ezeq uias Ezequias prosperou em toda a sua obra.
e os moradores de Jerusalém das mãos de 31 Contudo, quando os embaixadores dos
Senaquer ibe, rei da Assíria , e da s mãos de tod os príncipe s da Babilônia lh e fora m e nvi ados
os inimigos; e lhes deu paz por todos os lados. para se inform a rem do prodígio qu e se de ra
23 Muitos tra ziam presentes a Jerusalém ao naquela te rra, Deus o desa mparou, pa ra pro -
SEN HOR e coisas prec iosíssimas a Ezequias, rei vá-lo e fa zê-lo conhecer tudo o que lh e esta-
de Judá, de modo que, depoi s disto, foi enaltec i- va no coração.
do à vista ele todas as nações . 32 Quanto aos mais atos de Ezequ ias e às
24 Naqueles di as, adoece u Ezequias mortal- suas obras ele mi sericórdia, eis qu e estão esc ri-
mente; então, orou ao SENHOR , que lhe falou e tos na Visão do Profeta Isaías , fil ho de Amoz,
lhe de u um sina l. e no Livro da Hi stória dos Reis de Jud á e de
25 Mas não corresponcleu Ezequias aos be- Israel.
nefícios que lhe foram Feitos; pois o seu coração 33 Desca nsou Ezequias com seus pai s, e o
se exaltou. Pelo qu e houve ira contra ele e con- sepultaram na subida para os sepu lcros dos fi -
~ 1> tra Judá e Jerusalé m. lhos de Davi; e todo o Judá e os habitantes de
26 Ezequias, porém , se humilhou por se te r Jerusalém lhe presta ram honras na sua morte; e
exa ltado o se u coração, ele e os h abitantes de Manassés, se u fi lho, reinou em seu lugar.

1. Senaqueribe, rei da Assíria. Em cercadas ou muradas de Jud á e levado cati-


sua maior parte, este capítulo é paralelo vas 200.150 pessoas, além de grande qu a n-
a 2 Reis 18 :1 3 a 20:21, e a Isaías 36 a 39. tidade de despojos. Essa campanha ocorreu
Os versos 2 a 8, que descrevem os prepa- no 14° ano do reinado solo de Ezequ ias
rativos de defe sa fe itos por Ezequias, são (não de sua provável cOt-regência). O ano
qu ase inteiramente suplementares. foi 701 a.C. , segundo a datação geralme nte
Intentou apoderar-se delas. Sena- aceita para o registro de Senaq ueribe.
queribe conseguiu em grande parte realizar Quanto à ques tão de se a na rrativa deste
seu propósito (2 Rs 18:13). Em seus regi s- capítulo descreve uma campanha ou duas,
tros, ele afirma ter tomado 46 das cidad es ver com. de 2 Reis 18:13 .

3 19
32:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

2. Contra Jerusalém. Senaqueribe se condu zia a águ a para um novo rese rvató-
propôs a sa ir contra Jerusalém, mas o paga- rio, o tanqu e de Siloé (ver Ne 3:15 [S elá];
mento de tributos fez com qu e desistisse ]o 9:7), e, provavelm ente, construiu outro
tempora riamente (ver com. de 2R s 18:14- muro, qu e deixava o novo tanque dentro da
16). É digno de nota que, em seu relato da cidade (ver com . do v. 5). Assim, as fontes
campanh a, Senaqueribe não afirm a ter con- que ficavam fora da cid ade passara m a ser
w
quistado Jerusalém. usadas dentro dos muros. o
o
3. De acordo com os seus príncipes. 5. O muro quebrado. Isaías 22:9 e lO
O objetivo da reunião com os príncipes foi mencion a brechas no muro da Cidade de
discutir planos pa ra o fortalecimento da ci- Davi , que foram reparadas derrubando -se
dade contra um ataque posterior. É certo casas e usando-se esse material para refor-
que todos os preparativos feitos por Ezequias çar o muro.
dificilmente poderiam ter sido efetu ados O outro muro por fora. Este provavel-
no tra nscurso de uma campanha de ve- mente era um muro adi cional, construído por
rão rea li zada por Senaqueribe contra Judá. fora do aqueduto e da Cidade de Davi, e que
Evidentemente essas foram medidas de lon - rodeava o tanque de Siloé. Isaías 22:11 men-
go alcance, tomadas para fortalecer as defe- ciona o "reservatório entre os dois muros".
sas da nação contra uma futura investida. Milo. Não se sabe exata mente o que era
Tapar as fontes das águas. Ezequias MiJo, mas deve ter sido urn a pa rte das for-
tinha em me nte um duplo propósito. Ele tificações de Jeru sa lém, provavelmente um
queria tapar as fontes que ficavam fora da forte local de defesa dentro da cidade anti ga
cidade para qu e os assírios não tivessem (ver 2Sm 5: 9; 1Rs 9:15 , 24 ; 11:27).
suprimento de água conveniente , e con- Armas. Do heb. shelah, "algo qu e é sol-
duzir a água, por meio de um tún el, para tado," ou "algo qu e é enviado". O termo
dentro da cidade, a fim de a umentar sua pode apropri adamente significar qualqu e r
provisão durante o cerco (2Cr 32: 30; ver arma qu e é la nçada, qu er sejam "lanças"
com. de 2Rs 20:20). (NTLH, NVI), dard os ou outras a rmas de
4. Todas as fontes. A principal fonte arremesso.
que Ezequias tapou foi a de Giom (v. 30), 6. Praça. Do heb. rechob, "um lu ga r
a atual Fonte da Virgem, na encosta sul da aberto", e, daí, o luga r abe rto diante da
colina e m que o templo foi construído. El a porta da cidade (ver com . de 2Cr 29:4).
fic ava num a caverna fora do muro da cidade, E lhes falou ao coração. "Animando-
e su as águ as originalmente fluíam para o os" (NVI); ou , "e os encorajou" (BJ).
vale de C edrom, ond e teriam abastecido 7. Sede fortes e corajosos. D epoi s
os invasores assírios. Os jebuseus , antes da de fazer tudo o que o pod e r humano e ra
conquista de Jerusalém por Davi, fi zeram capaz para fort alecer as defesas da cid ade,
um conduto que levava a água da fonte para Ezequias encorajou o povo a colocar a con-
um local de armazenamento qu e podi a ser fiança em De us . A desp eito do poder do
alcançado mediante uma passagem sub- inimigo, a pessoa qu e confia no Senhor e
terrânea que saía do interior da cidade (ver O reverencia sempre tem motivos pa ra ter
2Sm 5: 8). M ais tarde , um aqu eduto pas- coragem, pois a batalh a não é sua, mas de
sou a levar essa água para o "aç ude velh o" Deus (ver 2Cr 20:15 ).
ou "aç ude infe rior" (Is 22:9, 11). Ezequias Um há conosco maior. Ver 2Rs 6:16.
fez um novo aqueduto, o túnel de Siloé (ver 8. Conosco, o SENHOR. Ver ls 14:24-
2Cr 32: 30 ; ver com. de 2Rs 20:20), que 27; 40:9-17, 28-3 1.

320
2 CRÔNICAS 32:25

9. Enviou os seus servos. Ver 2Rs 20. Isaías, o profeta. Depois da pri-
18:17. A submissão anterior de Ezequias meira tentativa dos enviados assírios para
(2Rs 18:14-16) não é mencionada em desencorajar o povo de Jerusalém, Ezequias
Crônicas. enviara uma mensagem a Isaías instando-o
10. Assim diz Senaqueribe. Ver 2Rs a orar ao Senhor, e recebera do profeta a
18:17-21. O relato em Reis é mais detalhado. resposta de que o Senhor enviaria certo
12. Os seus altos. Ver 2Rs 18:22. rumor até Senaqueribe que o faria vol-
Os assírios tiveram uma impressão errada tar à sua terra (2Rs 19:1-7). Então, depois
da natureza da reforma de Ezequias, pois da volta de Rabsaqué a Senaqueribe , em
os altares tirados por ele não foram os de Libna , os enviados fizeram sua segunda
Yahweh, mas dos deuses pagãos, introduzi- visita (2Rs 19:9-14), com mais mensagens
dos por Acaz (ver 2Cr 28:23, 25; 31:1); e os insultantes. Ezequias levou a carta ao tem-
altos, embora fossem usados para a adora- plo, buscando fervorosamente a ajuda do
ção a Yahweh, eram no mínimo semipagãos. Senhor, e então recebeu uma mensagem de
13. Não sabeis [... ]? Os interessan- Isaías, dizendo que sua oração fora ouvida,
tes detalhes de 2 Reis 18:23 a 32 não são que Deus defenderia a cidade por amor a
m encionados em Crônicas. Em vez disso, Davi e que Senaqueribe voltaria para casa
o relato vai diretamente para o ponto em sem sitiar Jerusalém (2Rs 19:14-34).
que os enviados se esforçam para provar a 21. Enviou um anjo. Ver 2 Reis 19:35 e
pretensão da invencibilidade assíria, men- 36 e Isaías 37:36 e 37, que são relatos para le-
cionando os sucessos passados e a inca- los da destruição do exército assírio e da par- "" 2
pacidade dos deuses de outras nações tida de Senaqueribe da Judeia para a Assíria.
para ajudá-las contra o poder assírio (ver Ali o mataram. De acordo com 2 Reis
2Rs 18:33, 34). 19:37 e Isaías 37:38, Senaqueribe foi morto
14. De todos os deuses. Ver 2Rs por seus filhos Adrameleque e Sarezer, qu e
18:35. depois fugiram para a Armênia (KJV) ou
15. Não vos engane. Esta passagem terra de Ararate. A morte de Senaqueribe
continua o argumento de 2 Reis 18:29 e 30. ocorreu em 681 a.C., segundo a cronologia
Argumento semelhante é encontrado em baseada nos registros assírios.
2 Reis 19:10 a 13. 24. Naqueles dias. Ver 2Rs 20:1-ll;
17. Cartas, para blasfemar. Isto Is 38. Isto ocorreu 15 anos (2Rs 20:6) antes
se refere à mensagem mandada por do fim de seu reinado de 29 anos (2Rs 18:2).
Senaqueribe depois que os enviados foram Portanto, foi no 15" ano do reinado de Eze-
de Laquis para Libna e chegou a notícia da quias, caso os 15 anos adicionais tenham
aproximação do exército egípcio coman- sido contados de maneira inclusiva, como
dado por Tiraca, que fora ajudar Ezequias era comum se fazer; se não, foi em seu 14"
(ver com. de 2Rs 19:8-14). ano, no qual Senaqueribe foi contra as cida-
18. Em judaico. Depois de mencio- des fortificadas de Judá (2Rs 18:13).
nar a carta levada pelos enviados em sua Um sinal. Este sinal consistiu do retro-
segunda viagem a Jerusalém, o cronista, ou cesso da sombra no relógio do sol (2Rs 20:8-11).
volta a um incidente que ocorreu anterior- 25. O seu coração se exaltou. Com
mente na primeira visita (2Rs 18:28), o qual respeito ao relato do orgulho de Ezequias por
ele relata de forma abreviada, ou menciona ocasião da visita dos enviados babilônicos e
uma segunda tentativa de propaganda "para à manifestação do despra zer de D e us, ver
[... ] atemorizar e [...] perturbar" o povo. 2 Reis 20:12 a 19 e Isaías 39.

321
32 :26 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

26. Não veio. Ao receber a repreensão famili arizassem com a verdadeira natureza de
de Isaías , Ezequias se humilhou e aceitou Deus. Assim o caminho teria sido aberto para
a vontade do Sen hor. Esse arrependimento levar muitos ao conhecimento e à adoração do
não é registrado em Reis nem em Is aías, Deus que fez o céu e a Terra.
mas há registro do consequente adiamento Para prová-lo. O te ste não foi para
da sentença pronunciada, juntamente com informação de Deus, mas para benefício de
a resposta de Ezequias que manifestava sua Ezequias. O orgulho qu e levou ao fracasso
gratidão (2 Rs 20: 19; Is 39:8). Como resul- do rei já se havia enraizado em seu coração
tado do arrependimento de Ezequias, o e, se não fosse reprimido, o levaria à ruína.
golpe só foi desferido por Babi lôni a nos dias Em misericórdia, Deus permitiu surgirem
de Nabucodonozor, um século depois. circunstâncias que revelassem a Ezequ ias a
27. Riquezas e glória. Ver 2Rs 20:13 ; verdadeira condição de seu coração. A expe-
Is 39 :2 . riência ilustra a maneira de Deus operar no
28. Do cereal, do vinho e do azeite. desenvolvimento do caráter humano. Muitas
Estes são repetidamente mencionados jun- vezes, os seres humanos não estão cientes
tos como sendo os principais frutos da dos defeitos de sua natureza . Só quando são
terra e como si nais das bênçãos celestiais confrontados com vári as provas é que esses
(2Cr 31:5; Nm 18:12; Dt 7: 13; Ne 5:11 ; pontos fracos se tornam apa rentes.
Jr 31:12; etc.; cf. Ap 6:6). Se uma prova cumprir seu propósito, de
29. Porque Deus lhes tinha dado. forma que a alma seja verdadeiramente exer-
D eus dá aos homens poder para obter citada (Hb 12: 11), talvez não seja necessária
riquezas e abre Sua dadivosa mão para que nenhuma outra prova naquele ponto particular.
participem de Seus tesouros (ver Gn 24:3 5; Se a alma se rebela sob a repreensão, podem
1Cr 29:12; Jó 42:12; Pv 10: 22). ser enviados outros testes e provas, até que
30. Tapou o manancial superior. ocorra uma reforma ou que o caso seja aban-
Ver 2Cr 32 :4; 2Rs 20:20. donado como sendo sem esperança (Os 4:17).
31. Os embaixadores. Ver 2Rs 20:11- D esta forma, o cristão pode ser encorajado
13; Is 39:1 , 2 . na provação. O fato de ele ser levado a supor-
Para se informarem do prodígio que tar provas demonstra que o Senhor vê nele
se dera. O retrocesso da sombra no reló- algo precioso que deseja desenvolver. Se não
gio do sol (2Rs 20:11 ; Is 38:8) foi de especial houvesse nele nada que pudesse glorificar o
interesse para os astrólogos e astrônomos de nome de Deus, o Senhor não gastaria tempo
Babilônia e deve ter sido assunto de indaga- refinando-o (ver T 7, 214; Jó 23:10). <~ s
ção especial por parte dos enviados. A ocor- 32. Visão do Profeta Isaías. Este foi
rência desse milagre proporcionou a Ezequias o título dado pelo profeta Isaías a su a pro-
uma oportunidade única de dar testemunho fecia (Is l:l ).
do poder e da bondade de Deus. Se Ezequias 33. Subida. Do heb . ma'aleh, "um a
tivesse sido fiel e contasse aos representantes subida", "um aclive" (N m 34 :4), cujo signifi-
de Merodaque-Baladã exatamente como hav ia cado aqui não é inteiramente claro. Pode -se
ocorrido esse incidente, e como Deus havia referir a uma localização mais no alto, de
operado um milagre tanto de cura quanto na forma qu e Ezeq uias tenha si do se pultado
natureza, esses homens poderiam ter voltado no local mais elevado dos sepulcros rea is,
para Babilônia com uma mensagem que teria acima dos túmulos dos reis que o haviam
feito com que muitos naquela terra idólatra se precedido no trono de Jud á .

322
2 CRÔNICAS 33 :1

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-23 - PR, 349-362 PR, 351; T5, 195 25 - PR, 346


3-6 - PR, 350, 351 17 - PR, 355 26- PR, 347
7, 8- PR, 349 20- PR, 354 31 - PR, 346
8 - MCH [MM 89/53], 32; 21 - GC, 512 ; PR, 361

CAPÍTULO 33
1 O ímpio reinado de Manassés. 3 Ele institui a idolatria e não se deixa admoestar.
11 É levado para Babilônia. 12 Libertado mediante sua oração a Deus, ele procura
acabar com a idolatria. 18 Seus atos. 20 Após a morte, ele é sucedido por Amam,
21 o qual reina impiamente e é morto por seus servos. 25 Os assassinos
são mortos, e Amam é sucedido por ]osias.

I Tinha Manassés doze anos de idade quan- 8 e não removerei mais o pé de Israel da te rra
do começou a reinar e cinquenta e cinco anos que destinei a seus pais, contanto que tenham
reinou em Jerusalém. cuidado de fazer tudo o que lhes tenho mand a-
2 Fez o que era mau perante o SE NHOR , do, toda a lei, os estatutos e os juízos dados por
segundo as abominações dos gentios que o intermédio de Moisés.
SENHOR expulsara de suas possessões, de dian- 9 Manassés fez errar a J udá e os moradores
te dos filhos de Israel. de Jerusalém, de maneira que fi zeram pior do
3 Pois tornou a edificar os altos que que as nações que o SENHOR tinha destruído de
Ezequias, seu pa i, havia derribado, levantou al- diante dos filhos de Israel.
tares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se pros- lO Falou o SENHOR a Manassés e ao Seu
trou diante de todo o exército dos céus , e o povo, porém não Lhe deram ouvidos.
serviu. li Pelo que o SEN HOR t rouxe sobre eles os
4 Edificou altares na Casa do SENHOR, da príncipes do exército do rei da Assíria , os qu a is
qual o SE NHOR tinha dito: Em Jerusalém, porei prenderam Manassés com ganchos, amarrara m-
o Meu nome para sempre. no com cadeias e o levaram à Babilônia.
5 Também edificou altares a todo o exérci- 12 Ele, angustiado, suplicou deveras ao
to dos céus nos dois átrios da Casa do SENHOR, SENHOR, seu De us , e muito se humilhou peran-
6 queimou seus filhos como oferta no vale te o Deus de seus pais;
do filho de Hinom , adivinhava pelas nuvens , era l3 fez-Lhe oração, e Deus Se tornou favo-
agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com ne- rável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez
cromantes e feiticeiros e prosseguiu em fa zer o voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reco-
que era mau perante o SENHOR , para O provo- nheceu Manassés que o SENHOR era Deus.
car à ira. 14 D epois disto, edificou o muro de fora
7 Também pôs a imagem de escultura do da Cidade de Davi, ao ocidente de Giom , no
ídolo que tinha feito na Casa de Deus, de que vale, e à entrada da Porta do Peixe, abrangendo
Deus dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta Ofel, e o levantou mui alto; também pôs c he-
casa e em Jeru salém, que escolhi de todas as tri- fes militares em todas as cid ades fortifi cadas
bos de Israel, porei o Meu nome para sempre ele Judá.

323
33: 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

15 Tirou d a Casa do SENHOR os deu se s an tes que se humilh asse, eis que tudo está na
es tra nhos e o ídolo, como tamb ém todos os História dos Videntes .
a lt a re s q ue edificara n o monte da Casa do 20 Assim, Manassés descansou com seus
SEN HO R e em Jer usa lé m , e os lanço u fora da pais e foi sepultado na sua própria casa; e
~ i~' cidade. Amom , seu filho, reinou em seu lugar.
16 Restaurou o altar do SENHOR, sacrificou 21 Tinha Amom vi nte e dois anos de idade
sobre ele ofertas p acífic as e de ações de gra- quando começou a rei nar e reinou dois anos em
ças e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR, Jerusalém.
Deus de Israel. 22 Fez o que era mau perante o SENHOR,
17 Contudo, o povo ainda sacrificava nos como fi zera Manassés, seu pai ; porque Amom
altos, mas somente ao SENHOR, seu Deus. fez sacrifício a todas as imagens de escultura
18 Quanto aos mais atos de Manassés, e à que Manassés , seu pai, tinha feito e as serv iu .
sua oração ao seu Deus, e às palavras dos viden- 23 Mas não se humilhou p era nte o SENHOR,
tes que lhe fa laram no nome do SENHOR , Deus como Ma nassés, seu pai, se humilhara; antes,
de Israel, eis que estão escritos na História dos Amom se tornou mais e m ais culpável.
Reis de Israel. 24 Conspiraram contra ele os seus servos e
19 A sua oraç ão e como D eu s Se tornou fa- o mataram em sua casa.
vorável para com ele, todo o seu pecado, a sua 25 Porém o povo da terra fe riu todos os que
transgressão e os lugares onde edificou altos e conspirara m contra o rei Amom e con stituiu a
colocou pos tes-ídolos e imagens de escultura, Josias, seu filho , rei em seu lugar.

1. Manassés. O cap. 33 trata dos rei- 3. Baalins. A forma plural de Baal.


nados de Manassés (v. 1-20) e Amam A passagem paralela de 2 Reis 21:3 traz a
(v. 21-25) e é paralelo a 2 Reis 21. A ordem forma singular "Baal" (ver com. de Jz 2: 11 ).
e o conteúdo de ambos os capítulos é seme- 4. Porei o Meu nome. Ver 2Cr 7:16.
lhante, mas há várias diferenças. O livro A passagem paralela diz: "Em Jerusalém
dos Reis inclui: (l) o nome das duas rai- porei o Meu nome" (2Rs 21:4), mas aqui o
nhas-mães , (2) o derramamento de sangue original diz: "Em Jerusalém estará o Meu
inocente por parte de Manassés, (3) as pala- nome" (ARC).
vras de advertência do Senhor e (4) os deta- 6. Seus filhos. Estes filhos parecem
lhes referentes ao sepultamento de Amom. ter sido sacrificados como ofertas queima-
H á importantes adições em Crônicas, entre das aos deuses.
elas: (l ) o relato do cativeiro de Manassés, Vale do filho de Hinom. Este deta-
(2) seu arrependimento e retorno a Judá, lhe não se encontra em Reis (ver com. de
(3) suas atividades de construção, (4) seus 2Cr 28:3).
esforços contra a idolatria e sua restaura- Feitiçarias. Manassés recorreu a agên-
ção do culto ao Senhor e (5) os relatos sobre cias satânicas, empregando vários tipos de
seu rein ado encontrados na "História dos adivinhação, necromancia e feitiçaria, atra-
Videntes" (v. 19). Os v. 11 a 19 constituem vés das quais os poderes do mal tornavam
uma seção quase inteiramente nova. O rei- conhecida sua vontade e dirigiam os negó-
nado de Manassés é importante na história cios da nação.
de Judá por ter testemunhado um reaviva- 7. A imagem de escultura. De acordo
mento do culto pagão e uma severa perse- com 2 Reis 21:7, esta era umaAserá (NTLH),
guição aos inocentes adoradores de Yahweh. ou poste-ídolo (ver com. de 2Cr 14: 3). Jud á

324
2 CRÔNICAS 33: 15

havia descido tão baixo que este emblema nação, a Assíria (ver vol. 2, p. 44, 141, 142).
feminino de fertilidade foi colocado no Foi assim que um rei assírio pôde levar um
recinto sagrado do templo. Mais tarde, Josias rei de Judá cativo para Babilônia, em vez de
"tirou da Casa do SENHOR o poste-ídolo, que para Nínive. O rei que levou Manassés para
levou para fora de Jerusalém até ao vale de Babilônia pode ter sido Esar-Hadom, que
Cedrom, no qual o queimou" (2Rs 23:6). governou a Assíria e Babilônia durante todo
8. Não removerei mais o pé de o seu reinado, ou Assurbanípal, que assumiu
Israel. Este verso indica claramente que o título por pouco tempo, embora durante a
a herança da terra de Canaã por parte de maior parte de seu reinado Babilônia tenha
Israel estava condicionada à obediência às sido governada por outra pessoa, sob super-
leis que Deus havia dado por meio de Seu visão assíria .
servo Moisés (ver Jr 18:7- 10). 13. Fez-lhe oração. O Senhor é bom
9. Pior do que as nações. Os povos e misericordioso, pronto a perdoar aqueles
pagãos que originalmente h abitavam a terra que O invoca m em sinceridade de coração.
de Canaã foram destruídos de diante de Para Jerusalém. Se foi Assurbanípal
Israel por causa de suas iniquidades, con- que colocou Manassés de volta no trono,
tudo, o professo povo de Deus avançou mais esse tratamento é parale lo ao que o mesmo
no pecado do que os pagãos ao seu redor. rei assírio dispensou a Neco (Necau I), do
10. Falou o SENHOR. "Por intermé- Egito, que foi levado para a Assíri a e liber-
dio dos profetas, Seus servos" (2Rs 21:10; tado a fim de voltar para casa como vassalo
ver a inda 2Rs 21:11-15, que descreve a men- da Assíria.
sagem profética). O escritor de Reis acres- 14. Edificou o muro. A constrLI-
g centa que "Manassés derramou muitíssimo ção deste muro poderia indicar (l) um a
sangue inocente, até encher Jerusalém de mudança de atitude da parte de Manassés
um ao outro extremo" (2Rs 21:16). para com seu soberano assírio e prepara-
11. Prenderam. Esta seção, que trata tivos para um a revolta, ou (2) prepa rati-
do cativeiro de Manassés e de seu arrepen- vos feitos, como vassalo assírio, para defesa
dimento, restauração e reform as (v. 11-17), contra o Egito. A última parte do reinado
é peculiar a Crônicas . Tanto Esar-Hadom de Assurbanípal foi marcada por dive rs as
(681-669 a.C.) quanto Assurbanípal (669- invasões e revoltas, pois a Assíria se apro-
627? a.C.) mencionam Manassés entre os ximava de seu fim. O aumento das forti-
reis da Ásia ocidental que eram seus vassalos. ficaçõ es feitas por Manassés se estendeu
Ganchos. Do heb. chochim, gue alguns desde o lado oeste de Giom (no leste de
interpretam como sendo espinhos que eram Jerusalém), passando pela Porta dos Peixes
at ravessados no nariz ou nas bochechas dos (no norte) e fazendo um ci rcuito em torno
cativos para levá-los por meio de uma corda. de Ofel (a parte norte da colina sudeste).
Relevos assírios retratam pessoas importan- Assim, a obra provavelmente incluiu grande
tes sendo levadas para o cativeiro com gan- parte do muro todo. Uzias, Jotão e Ezequias
chos atravessados nos lábios ou no nariz (ver fizeram anteriormente uma obra considerá-
Is 37:29; cf. Am 4:2). Outros interpretam cho- vel em várias partes do muro de Jerusa lém
chim como "concavidades", "reentrâncias". (2Cr 26:9 ; 27:3; 32:5).
E o levaram à Babilônia. Babilônia 15. O ídolo. Parece ser uma referên-
era parte do impér io assírio, e vários reis cia a Aserá que o próprio Manassés colo-
assírios, com o título de reis de Babilônia, cara no templo (ver 2Cr 33 :7; cf. 2Rs 21 :7).
reinaram sobre ela e sobre sua própri a O ídolo deve ter sido recolocado por seu

325
33:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

filho Amom (ver v. 22), pois seu neto Josias por Manassés, primeiramente para ritos
removeu "o poste-ídolo" (Aserá) do templo e pagãos (v. 3) e, mais tarde, para a adoração
o queimou no vale de Cedrom (2Rs 23:6). a Yahweh .
16. Restaurou o altar. Acaz mudou 18. Sua oração ao seu Deus. Há
de lugar o altar de bronze (2Rs 16:14); uma obra apócrifa intitulada "Oração de
Ezequias o reconsagrou (2Cr 29: 18); e tal- Manassés", que afirma ser a oração que esse
vez Manassés também o tenha removido e rei proferiu no cativeiro. O autor desconhe-
profanado, p ermitindo que se deteriorasse. cido viveu pouco antes do 3° século a.C . e
17. Altos. Em fase anterior de seu rei- sua obra é considerada espúria.
nado, Manassés havia resta urado os altos 20. Na sua própria casa. Isto é, "no
qu e seu pai derribara (v. 3; 2Cr 31:1). jardim da sua própria casa , no jardim de
Somente ao SENHOR, seu Deus. Os Uzá" (2Rs 21:18). Era comum nos tempos
altos não eram necessariamente centros antigos construir casas próximas à rua, com
para a adoração de ídolos, pois Yahweh tam- pátios internos. A casa de um rei poderia
bém era adorado nesses lugares (ver com. facilm ente ter um jardim dentro de seus
de 2Cr 17:6). De us ordenou aos israelitas, muros, e assim se poderia dizer que o jar-
por ocasião de sua entrada em Canaã, que dim estava "na" casa.
destruíssem os altos pagãos (Nm 33:52) 21. Vinte e dois anos. Os v. 21 a 25, que
e qu e oferecessem seus sacrifícios ape- tratam do reinado de Amom, são paralelos a
nas no "lugar que o SENHOR, vosso Deus, 2 Reis 21:19 a 26. O autor de Reis menciona
escolher" como Sua habitação (Dt 12:4; o nome da mãe de Amom, Mesulemete, e
ver também v. 2-14). Contudo, durante de seu parentesco. Amom tinha apenas 16
as condições provisórias, enquanto ainda anos por ocasião do nascimento de Josias
não havia um santuário central, era permi- (ver 2Cr 34:1).
tido o oferecimento de sacrifícios em alta- 22. Como fizera [... ] seu pai. Es ta
res locais. Samuel ofereceu sacrifício num declaração sugere qu e M a nass é s não
"alto" que evidentemente não era idolá- destruiu as imagens de es cultura que
trico, e Deus o comissionou a oferecer um fizera, mas apenas as colocou de lado, a
sacrifício local em Belém (ver 1Sm 9:12; menos que o cronista e steja simplesmente
16:1, 2). O perigo de se permitir esse tipo expressando o fato de que as im agens que
de adorãção em altos era que os israelitas Amom adorou era m dos mesmos deuses
fre quentemente ocupavam os velhos san- adorados por seu pai . A históri a de Judá
tuários cana neus e, assim, estavam cons- se tornou, deste ponto e m diante , uma
tantemente suj eitos à tentação da idolatria m era sucessão de reformas e rec aídas,
e das abominações praticadas nesses luga- com reis que seguiram os passos de seus
res pelos pagãos. predec essores.
Contudo, mesmo após o estabeleci- 23. Mas não se humilhou. Esta decla-
mento do serviço do templo, os altos per- ração não se encontra em Reis. O escritor
man eceram e ai nda fora m usados até o de Reis não menciona o arrependim ento de
~ tempo de Ezequias (ver com. de 2Rs 18:4; Manassés e, por isso, não contrasta a expe-
2Cr 31:1). As pessoas continuaram a adorar riência do filho com a do pai.
a Deus nesses lugares mesmo quando não 24. Conspiraram contra ele. Amom
adoravam ídolos (ver com. de 1Rs 3:2, 3; pare ce ter sido morto num a insurreiç ão
2Rs 12:3). Ezequias removeu esses altos, geral. Alguns acham que os fatos assim
mas, após sua morte, eles foram restaurados brevemente registrados refletem um

326
2 CRÔNICAS 33:25

conflito hostil entre um partido de reforma os cidadãos de nações reb eldes para outras
religiosa e outro de reação religiosa, no localidades.
qual o último foi transitoriamente der- 25. Feriu todos. Isto indica uma rea-
rotado. Outros acham que o assassinato ção geral do povo comum contra os cons-
de Amom foi feito por um grupo antias- piradores e sugere que a população geral
sírio. A província de Samaria parece ter tinha para com a Assíria uma atitude de
participado de uma revolta antiassíria em vassalagem tranquila e resignada.
a lgum momento durante o reinado de O registro aqui não dá a fórmula de
Assurbanípal (chamado "Osnapar", em Ed encerramento geralmente usada para indicar
4:10), e parece ter sido punid a da maneira o fim de um reinado. Com respeito à declara-
característic a dos assírios, a de transferir ção costumeira, ver 2 Reis 21:25 e 26.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-25- PR, 381 -383 9- PR, 381 11-13, 21-25 - PR, 382 , 383

CAPÍTULO 34
1 O bom reinado de ]osias. 3 Ele destrói a idolatria. 8 Dá ordens para o reparo do
templo. 14 Hilquias encontra o Livro da Lei, e ]osias o envia a Hulda para
consultar ao Senhor. 23 Hulda profetiza a destruição de Jerusalém,
mas não na época de Josias. 29 ]osias faz com que o Livro seja
lido numa assembleia solene e renova a aliança com Deus.

I Tinha Josias oito anos de idade quando co- 5 Os ossos dos sacerdotes queimou sobre os
m eçou a reinar e reinou trinta e um anos em seus altares e purificou aJudá e a Jerusalém .
Jerusalém. 6 O mesmo fez nas cidades de Manassés, de
2 Fez o que era reto perante o SENHOR, andou Efraim e de Simeão, até N aft ali , por todos os
em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se lados no meio das suas ruínas .
desviou nem para a direita nem para a esquerda. 7 Tendo derribado os altares, os postes-ído-
~ li' 3 Porque, no oitavo ano de seu reinado , los e as im age ns de escultura, até redu zi-los a
sendo ainda moço, começou a buscar o Deus pó, e tendo despedaçado todos os altares do in-
de Davi, seu pai; e, no duodécimo ano, come- censo em toda a terra de Israel, então, voltou
çou a purificar a Judá e a Jerusalém dos altos, para Jerusalém.
dos postes-ídolos e das imagens de escultura e 8 No décimo oitavo ano do seu reinado, ha-
de fundição. vendo já purificado a terra e a casa, enviou a
4 Na presen ça dele, derribaram os altares Safã, filho de Azalias, a M aaseias , govern ador
dos baalins; ele despedaçou os altares do incen- da cidade, e a Joá, filho de Joacaz, cronista, para
so que estavam acima deles; os postes-ídolos e repararem a Casa do SEN HOR , seu Deus.
as imagens de escultura e de fundi ção, quebrou- 9 Foram a H ilquias, sumo sacerdote , e en-
os , reduziu-os a pó e o aspergiu sobre as sepul- tregaram o dinheiro que se tinha trazido à C asa
turas dos que lhes tinham sacrificado. de Deus e que os levitas, guardas da porta,

327
34:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

tinham ajuntado, dinheiro provindo das mãos 21 Ide e consultai o SENHOR por m im e
de Manassés, de Efraim e de todo o resto de pelos restantes em Israel e Judá, acerca das pa-
Israel, como também de todo o Judá e Benjamim lavras deste livro que se achou; porque grande é
e dos habitantes de Jerusalém . o furor do SENHOR, que se derra mou sobre nós,
10 Eles o entregaram aos que dirigiam a porquanto nossos pais não guardaram as pala-
obra e tinham a seu cargo a Ca sa do SENHOR, vra s do SENHOR, para fazerem tudo quan to está
para que pagassem àqueles que faziam a obra, escrito nes te livro.
trabalhadores na Casa do SENHOR, para repara- 22 Então, Hilquias e os enviados pelo rei
rem e restaurarem a casa. foram ter com a profet isa Hulda, mulher de
11 Deram-no aos carpinteiros e aos edifica- Salum, o guarda-roupa, fil ho de Tocate , filho de
dores, para comprarem pedras lavradas e ma- Harás , e lhe falaram a esse respeito. Ela habita-
deiras para as junturas e para servirem de vigas va na Cidade Baixa, em Jerusalém.
para as ca sas que os reis de Judá deixaram cair 23 Ela lhes disse: Assim diz o SENHOR, o Deus
em ruína. de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a Mim:
12 Os homens procederam fielmente na 24 Assim diz o SENH OR : Eis que trarei males
obra ; e os superintendentes deles eram Jaate sobre este lugar e sobre os seus moradores, a
e Obadias, levitas, dos filh os de Merari, como saber, todas as maldições escritas no livro que
também Zacarias e Mesulão, dos filhos dos coa- leram di ante do rei de Judá.
tiras, para superintenderem a obra. 25 Visto que me deixaram e queimaram in-
13 Todos os levitas peritos em instrumentos censo a outros deuses, para Me provocarem à ira
músicos eram superintendentes dos carregado- com todas as obras das suas mãos, o Meu furor
res e dirigiam a todos os que faziam a obra, em está derramado sobre este lugar e não se apagará. -<4 ~
qualquer sorte de trabalho. Outros levitas eram 26 Porém ao rei de Judá , que vos enviou a
escrivães, oficiais e porteiros. consultar o SENHOR, assim lhe direis: Assim di z
14 Quando se ti rava o dinheiro que se havia o SENHOR, o Deus de Israel, acerca das palavras
trazido à Casa do SEN HOR, Hilquias, o sacerdo- que ouviste:
te, achou o Livro da Lei do SENHOR, dada por 27 Porquanto o teu coração se enterneceu, e
intermédio de Moi sés. te humilhas te perante Deus, quando ouviste as
15 Então, disse Hilquias ao escrivão Safã: Suas ameaças contra este lugar e contra os seus
Achei o Livro da Lei na Casa do SENHOR. moradores, e te humilhaste perante Mim , eras-
16 Hilquias entregou o livro a Safã. E ntão, gaste as tuas ves tes, e choraste perante Mim,
Safã levou o livro ao rei e lhe deu relatório, di- também Eu te ouvi, diz o SENHOR.
zendo: Tudo quanto se encomendou a teu s ser- 28 Pelo que Eu te reunirei a teu s pais, e
vos , eles o fazem. tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os
17 Contaram o dinheiro que se achou na teus olhos não verão todo o m a l que hei de tra-
Casa do SEN HOR e o entregaram nas mãos dos zer sobre este lugar e sobre os seus mora dores.
que dirigem a obra e dos que a exec utam. Então, levaram eles ao rei esta resposta.
18 Rel ato u mais o escrivão ao rei, dizendo: 29 Então, deu ordem o rei, e todos os an-
O sacerdote Hilqui as m e entregou um livro . ciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntara m.
Safã leu nele diante do rei. 30 O rei subiu à Casa do SENHOR, e todos
19 Tendo o rei ouvido as palavras da lei, ras- os homens de Judá , todos os moradores de
gou as suas ves tes. Jerusalém , os sacerdotes, os levitas e todo o
20 Ordenou o rei a Hilquias, a Aicão, filho povo, desde o menor até ao maior; e leu diante
de Safã, a Abdom , fi lho de M ica , a Safã, o escri- deles todas as palavras do Livro da Aliança que
vão, e a Asa ías, servo do rei, dizendo: fora encontrado na Casa do SENHOR.

328
2 CRÔNICAS 34:6

31 O rei se pôs no seu lugar e fez aliança habitantes de Jerusalém fi ze ra m segundo a


a nte o SENHOR, para o segu irem , guardarem os aliança de Deus, o Deus de seus pais.
Seus mandamentos, os Seus testemunhos e os 33 Josias tirou todas as abominações de
Seus estatutos, de todo o coração e de toda a todas as terras que eram dos fi lhos de Israel; e a
a lma, cumprindo as pal avras desta aliança, qu e todos quantos se ac haram em Israel os obri go u a
estava m escritas naque le livro. qu e servissem ao SENHOR, seu Deus. Enq ua nto
32 Todos os que se acharam em Jeru salém ele vive u, não se desviara m de seguir o SENHOR ,
e e m Benjamim a nuíra m a esta a liança; e os Deus de seus pais.

1. Josias. Os cap. 34 e 35 descrevem o por todo o país, mas a reforma não foi com-
reinado de Josias. Na maior parte do relato pleta. No 18° ano a idolatria ainda estava fir-
é preservada a mesma ordem de 2 Reis memente entrincheirada na mente do povo
22 e 23. O escritor de Reis dá mais deta- (ver PR, 392, 396, 397, 398, 400, 401 ).
lhes sobre a reforma moral e religiosa ocor- Altos. Ver com. de 2Cr 33 :17.
rid a após ter sido achado o Livro da Lei 4. Derribaram. A narrativa das medi-
(2Rs 23:4 -20, 24 -27) e me nciona breve- das de Josias contra a idol atri a no 12° ano é
m ente o reparo do templo (2 Rs 22 :3-7), a semelhante ao relato de 2 Reis 23, que, con-
celebração da Páscoa (2Rs 23: 1-23) e a bata- tudo, coloca os eventos no 18o ano. Talvez o
lha contra Neco (2Rs 23:29, 30). O livro de relato de Reis contenha todo o período de
2 C rônicas, contudo, men ciona brevemente reforma desde seu início no duodécimo ano.
esta reforma do 18o ano (2C r 34:33), mas Reduziu-os a pó. Como também se
fala da campa nha anterior contra a ido- fez ao bezerro de ouro fundido por Arão no
latria no 12o a no (2 Cr 34:3 -7) . Também deserto (Êx 32:20).
acrescenta algun s detalhes sobre o reparo 5. Dos sacerdotes. Não necessari a-
do templo e a guerra com Neco e se detém mente de todos os sace rdo te s idólat ras;
extensa mente na celebração da Páscoa pois muitos parecem ter sid o deixados até
(2Cr 35:1-19). Ambos os escritores dão um o 18° a no de Josias, qu ando o rei mudou
relato quase idê ntico da descoberta el a lei os sacerdotes de Jud á p a ra Je rusalém e
e da renovação da aliança (2Cr 34:14-32; matou os sacerdo tes de Israel (2 Rs 23 :5 ,
2Rs 22:8-23: 3). Em 2 Reis 22:1, ac rescenta- 8, 9, 19, 20). Es tes últimos não eram lev i-
w
se o nome da mãe de Josias, Jedida. tas (2Cr 11:14, 15). o
CC

2. Nem para a direita. Ver 2Rs 22 :2. 6. Cidades de Manassés. Nessa


Este é o único governante com respeito ao épo ca, Josias exercia certo controle no
qu al é feita essa declaração. Assim, Josias antigo território do rein o do norte, ond e o
cumpriu as espec ific ações expostas por poder assírio tinh a com eçado a se e nfra-
Mo isés com respeito ao futuro rei de Israel qu ecer. Antes elo 18° ano de Josias, a
(Dt 17:20; cf. Dt 5: 32; 28 :14). Assíria estava nos últim os estágios de
3. No oitavo ano. Josias tinh a apenas declínio, e Babilôni a h avia se tornado um
16 anos de idad e (ver v. 1) quando começou a es tado indep e ndente. Josias destruiu o
pensar seriamente em sua responsabilidade. altar erigido em Bete! e os altos de Sa ma ri a
No duodécimo ano. O relato não (2 Rs 23:15, 19).
coloca tod a a reforma no duodécimo ano, Das suas ruínas. O significado el o
mas apenas seu início. A primeira campanha hebraico n ão é claro. A LXX di z: "dos se us
resultou na dest ruição de objetos idolátricos lu gares". Talvez o verso todo deva ser I igado

329
34:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

ao seguinte, desta form a: "Até chegar a 19. Rasgou as suas vestes. Josi as
Naftali, com suas ruínas [regiões] ao redor, ficou profundamente comovido enquanto
ele quebrou os altares e os postes-ídolos." ouvi a a palavra do Senhor. A lei sa lientava
Grande parte da nação do norte, nessa que as bênçãos seri am encontradas ape nas
época, devia estar em ruínas, depois de ter no caminho d a obediência, e qu e a deso-
sido invadida pela Assíria no início do rei- bediênci a tra ria desolação e ruína. Ele
nado de Ezequias (2 Rs 18:9-ll). bem sabia qu e a nação, por causa de suas
8. No décimo oitavo ano. Este ano transgressões , se encontrava em face da
foi 62 3/622 a. C ., retrocedendo -se o côm- destrui ção.
puto a partir do quarto ano de Jeoaquim 22. Hulda. Ver com. de 2Rs 22:14.
como o primeiro de Nabucodonosor, e a O guarda-roupa. Literalm ente, "ves-
partir da morte de Josias em seu 31" ano, tes". Talvez a referência seja aos trajes dos
em 609 a.C. (data bas eada na nova crônica sacerdotes ou às vestes reais.
babilônica; ver vol. 2, p. 79). Na Cidade Baixa. Literalm ente ,
Purificado a terra. Depois de puri - "segundo", provavelm ente o seg undo setor
ficar o templo , Josi as estava pronto para da cidade . A tradução "colégio" (KJV) segu e
começar sua obra de reparo. os Targuns (ver com. de 2Rs 22:14).
Enviou a Safã. Este era o escrivão 23. Ela lhes disse. Com respeito à
(2Rs 22: 3, lO), um dos principais funcio- men sagem de Huld a , ver com. de 2 Re is
nári os do rei. Os outros funcionários aqui 22:16a20.
alistados não são mencionados no rel ato 28. Em paz. Es ta profecia era condi-
paralelo de Re is. cional. Mas, uma vez que Josias não de u
9. Das mãos de. Para o reparo do tem- ouvidos às advertências proferidas e impru-
plo, os levitas recolheram fundos dos habi- dentemente insistiu num a guerra contra
tantes do território do antigo reino do norte o rei do Egito , ele veio a morrer, não e m
e também dos de ] udá . paz, ma s devido a ferim entos de bata lha
10. Restaurarem a casa. Evid en- (2C r 35:20-24; ver Material Suplem e ntar
tem ente o templo p e rd eu muito com a de Ellen G. White sobre 2Rs 23:29, 30) .
negligência. Seus sucessores também não tiveram o pri-
12. Fielmente. D e acordo com 2 Reis vilégio de passar seus a nos em paz: Jeoacaz
22:7, n ão foi feito nenhum cômputo dos foi levado para o Egito, ond e morreu cativo
fundos entregues nas mãos dele s, porque (2Rs 23:34); Jeoaq uim seria sepultado "como
eles faziam sua obra fielme nte . se sepulta um jumento" e lançado "para
14. Livro da Lei. Durante a apostasia fora das portas de Jerusalém" (]r 22:19);
ocorrida no rein ado de M a nassés, o exem - Joaquim seria levado para Babilônia, ma s
plar do Livro da Lei que ficava no templo seria libertado da prisão no 37" ano ele se u
havia sumido. Possivelme nte fo ra perdido cativei ro (2Rs 25:27); e Zedequias viu seu s
por indife rença, ou escondido por algum filhos serem mortos diante de seus olhos,
sacerdote fiel durante a perseguição de e foi então cegado e levado para Babilônia
Manassés (ver 2Rs 21:16). (2Rs 25:7).
15. Ao escrivão Safã. A passagem 29. Os anciãos [... ] se ajuntaram.
paralela acrescenta: "e este o leu" (2Rs 22:8). Ver com. de 2Rs 23:1-3, que é quas e idê n-
17. Contaram. Literalmente, "despe- tico a 2Cr 34:29-31.
jara m". Eles despejaram o dinheiro que foi 30. Os levitas. A passagem para lela
encontrado nos cofres. diz "os profetas" (2Rs 23:2). Evidentemente,

330
2 CRÔNICAS 34: 33

Josias foi acompanhado por sacerdotes, levi- inspiradora e enérgica fi zeram com que o
tas e profetas, sendo qu e Crônicas men- povo, exteriormente , andasse nos cami -
ciona sacerdotes e levitas, e Reis menciona nhos do Senhor. Na realidade, porém, não
sacerdotes e profetas . houve uma reform a profunda . O mal estava
32. Em Jerusalém e em Benjamim. tão arraigado que o povo se absteve da apos-
A frase usual é "Judá e Benjamim" (2C r 11 :3, tasia completa somente enqu anto o próprio
~ ~>- 23; 15:2, 9; etc .). rei esteve presente para lhe dar o exemplo.
33. Tirou. A passagem paralela tem No 13° ano de Josias (Jr 1:2), Jeremi as co me-
mais detalhes (ver 2Rs 23:4 -20). çou seu mini stério, conclamando-os a seguir
Enquanto ele viveu. Josias fez muito o Senhor, mas eles não quiseram ouvir. Não
bem através de sua reforma. Durante se voltaram para o Senhor "de todo o cora-
sua vida, seu fiel exemplo e sua liderança ção [.. .], mas fingidamente" (Jr 3: 10).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

1-33 - DTN, 216; PR, 384 , 6, 7 - PR, 397, 398 29, 30 - DTN, 216
392-401 14-1 9 - PR, 393 29-31 - PR, 400, 401
3-5 - PR, 396, 397 21 - PR, 398 32, 33- PR, 401
23 -28 - PR, 399, 400

CAPÍTULO 35
1 ]osias celebra um.a Páscoa solene. 20 Provoca Faraó -Neco e
é morto em Megido. 25 Lamentações por ]osias.

I Josias celebrou a Páscoa ao SEN HOR , em e haja, para cada gr upo, um a pa rte das fa mílias
Je ru sa lé m; e mataram o corde iro da Páscoa no dos levitas.
décimo quarto dia do pr imeiro mês. 6 Imolai o corde iro da Páscoa; e sant ifica i-
2 Estabeleceu os sace rdotes nos seus cargos vos e preparai-o para vossos irmãos, fa ze ndo
e os a nimou a servirem na Casa do SEN HOR . segundo a pa lavra do SENHOR , dada por inte r-
3 Disse aos levitas que e nsinava m a todo o médio de Moisés.
Israel e estavam consagrados ao SEN HOR: Ponde 7 Ofe receu Josias a todo o povo cordeiros e
a arca sagrad a na casa que ed ificou Sa lom ão, cab ritos elo reba nho, todos para os sac rifícios da
filho de Davi, rei de Israe l; já não tereis esta Páscoa, em número ele trinta mil, por todos que
carga aos ombros; servi , pois, ao SE NHOR, vosso se ac hava m ali; e, de bois, três m il ; tud o isto era
Deus, e ao Seu povo de Israel. da fazend a elo rei.
4 Preparai-vos segundo as vossas famílias, 8 Também fi zeram os se us príncipes ofer-
segun do os vossos turnos , segundo a presct·i- tas volu ntárias ao povo, aos sacerd otes e aos le -
ção de D av i, rei d e Israel, e a de Sa lom ão, vitas; Hilqu ias, Zacarias e Je iel, chefes el a Casa
seu fi I h o. ele Deus, deram aos sacerdotes, para os sacrifí-
5 Ministrai no santuário segund o os grup os c ios ela Páscoa, dois mil e seiscentos cordeiros e
das famílias de vossos irmãos, os filhos do povo; cabritos e trezentos bois.

33 1
35: I COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

9 Conanias, Semaías e Natanael, seus ir- 18 Nunca, pois, se celebrou tal Pá scoa em
mãos, como também Hasabias , Jeiel e Jozabade, Israel, desde os dias elo profeta Samuel; e ne-
chefes dos levitas, apresentaram aos levitas, nhum dos re is de Israel celebrou ta l Páscoa,
para os sacrifícios da Páscoa, cinco mil cm·dei- como a que celebrou Josias com os sacerdotes
ros e cabritos e quinhentos bois. e levitas, e todo o Judá e Israel, que se ac haram
lO Assim , se preparou o serviço, e puseram- ali, e os habitantes de Jerusalém.
se os sacerdotes nos seus lugares e também os 19 No décimo oitavo ano do re inado ele
levitas , pelos seus turnos , segundo o mandado Josias, se celebrou esta Páscoa .
do rei. 20 Depois de tudo isto, have ndo Josias já res-
11 Então, imolaram o cordeiro da Páscoa; e taurado o templo, subiu Neco, rei do Egito, para
os sacerdotes aspe rgiam o sangue recebido das guerrear contra Carque mis , junto ao Eufrates.
mãos dos lev itas que esfolavam as reses . Josias saiu de encontro a ele.
12 Puse ram de parte o que era para os ho- 21 Então, Neco lhe mandou mensageiros,
locaustos e o dera m ao povo, segundo os grupos dizendo: Que tenho eu contigo, rei de Jud á?
das família s, para que estes o oferecessem ao Não vou contra ti hoje, mas contra a casa qu e
SENHOR, como está escrito no Livro de Moisés; me fa z guerra; e disse Deus que me ap ressas-
e ass im fi zeram com os bois. se; cuida de não te opores a Deus , que é com i-
13 Assaram o cordeiro da Páscoa no fogo, se- go, para que Ele não te destrua .
gundo o rito; as ofertas sagradas cozeram em pa- 22 Porém Josias não tornou atrás; a ntes, se
nelas , em caldeirões e em assadeiras; e os levitas disfarçou pa ra pelejar contra ele e, não dando
as repartiram entre todo o povo . ouvidos às palavras que Neco lhe falara da pa rte
14 D epois, as prepararam para si e para de Deus , saiu a pelejar no va le ele Megiclo.
~ ~~- os sacerdotes; porque os sacerdotes, filhos de 23 Os flecheiros atiraram contra o rei Josias;
Arão, se ocuparam, até à noite, com o sacrifício então, o rei disse a seus servos: Tirai-me daqui,
dos holocaustos e da gordura; por isso é que os porque estou gravemente ferido .
levitas prepara ram para si e pa ra os sacerdotes, 24 Seus servos o tiraram elo carro, leva-
filhos de Arão. ram-no para o segundo carro que tinha e o
15 Os cantores, filhos de Asafe, estavam nos transportara m a Jerusalé m; ele morre u, e o se-
se us lugares, segundo o mand ado de Davi, e de pultaram nos sepulcros de seus pais. Todo o
Asafe, e de H emã, e de Jedutum, vidente do rei, Judá e Jerusalém prantearam Josias.
como também os porteiros , a cada porta ; não 25 Jeremi as compôs uma lamentação sobre
necessitaram de se desviarem do seu mini stério; Josias ; e todos os cantores e ca ntoras, nas suas
porquanto seus irmãos, os levitas, preparavam o la mentações, se têm referido a Josias , até ao dia
necessá rio para e les . de hoje; porque as deram por prática em Israel, e
16 Assim, se estabeleceu todo o serviço do estão escritas no Livro de Lamentações.
SEN HOR, naquele dia, para celebrar a Páscoa e 26 Quanto aos atos de Josias e às suas be-
oferecer holocau stos sobre o a ltar do SENHOR, neficê nci as, segundo está escrito na Lei elo
segundo o mandado do rei Josias . SENHOR,
17 Os filhos de Israel que se ac haram pre- 27 e aos mais atos, tanto os primeiros como
sentes celebraram a Páscoa naqu ele tempo e a os últimos, eis que estão escritos no Livro da
Festa dos Pães Asmas, por sete dias. História dos Reis de Israel e de Juclá.

1. Celebrou a Páscoa . Crônicas dá Josias (v. 1-19), enquanto que a seção para-
um longo e de ta lh a do re lato da Páscoa de lela de Reis é muito bre ve (2Rs 23:21-2 3).

332
2 CRÔNICAS 35: l

Não há razão para se achar dificul- acomodações antes do dia 14. Mesmo se m
dade na narrativa, como alguns o fazem , a campanha de reform a, o prazo dado pa ra
por causa de tantas atividades do 18° ano tudo isso ter ocorrido é impossível.
de Josias terem ocorrido antes do dia 14 do A tentativa de concentrar todos esses
primeiro mês daquele ano. É certo que l3 eventos num período tão curto, porém, é
dias é um período curto demais para tirar desnecessária. A solução óbvia se encontra
"todas as abominações de todas as terras no fato de que o mês de abibe (mais tarde
que eram dos filhos de Israel" (2C r 34:33), chamado nisã), sempre me ncionado como
exec uta r os sacerdotes israelitas e mudar os sendo o primeiro, era o primeiro do ano reli-
sacerdotes dos altos de Judá para Jerusalém, gioso, m as não do ano civil (ver vol. 2, p.
e ainda fazer os preparativos para a maior 93, 94, 100). Obviamente o l8o ano do rei-
Páscoa já celebrada no reino - mesmo que , nado de Josias não começou duas semanas
como alguns sugerem, o longo relato de antes da Páscoa , mas seis meses antes, no
Reis inclua alguns dos eventos da reforma dia 1° de tisri (o sétimo mês), o Ano Novo
anterior que se iniciou no 12" ano. Tem-se do outono (vervol. 2, p. 90, 93 , ll8, 130).
sugerido que a campanha contra a idola- Os eventos que precederam essa Páscoa
tria do 18° ano só começou após as fest as podem ser resumidos com base em 2 Re is
da Páscoa e dos Pães Asmos. A sequência 22 e 23 e 2 Crônicas 34 e 35, da seguinte
elas narrativas parece contradizer isso, e o maneira:
mesmo ocorre com a declaração de que os l. No 18° ano ele seu reinado, Josi as
sacerdotes locais de J udá foram levados a enviou Safã, o escrivão, para dizer ao sumo
Jerusalém para comer "pães asmos no meio sacerdote que contasse o dinheiro recolhido
de seus irmãos" (2Rs 23:9). pelos porteiros do templo (2Rs 22:4) e que
No entanto, mesmo que a campa- fi zesse arranjos para o reparo do templo.
nha contra a idolatria seja colocada após a 2. "Quando se tirava o dinheiro" (2C r
Páscoa, o tempo ainda é insuficiente para 34:14), o Livro da Lei foi e ncontrado.
que todos os outros eventos registrados 3. Hilquias, o sacerdote, deu o livro a
tenha m ocorrido entre o primeiro e o 14" Safã, que o leu (2 Rs 22:8).
dias do mesmo mês . O dinheiro havia sido 4. Safã foi ao rei, anunciou que o dinh eiro
contado e pago aos trabalhadores contrata- havia sido recolhido e entregue aos supervi-
dos antes que o livro fosse entregue ao rei; so res da obra de reparo, e então leu para o
depois veio a consulta formal com Hulda, rei o livro recém-encontrado (2 Rs 22:9, lO).
a convocação de um a grande assembleia, a 5. O rei enviou altos oficiais para con-
fim de fazer a aliança da obed iência e depois sultarem a profetisa Hulda (2C r 34:20-22).
os preparativos para uma fest a importante, 6. Josias convocou "todos os anciãos de
;;;.- realizados por pessoas não acostumadas Judá e de Jerusalém" e "todos os hom ens
com o procedimento adequado para a festa, de Judá, todos os moradores de Jerusalém",
mas que estavam decididas a observá-la de bem como "todo o povo, desde o menor até
acordo com todos os regulame ntos. Os cor- ao maior" (2Cr 34:29, 30), para que foss em
deiros (foram usados mais de 30 mil) eram ao templo, e leu para eles o livro; diante
normalmente separados no décimo dia do disso, o povo fez uma aliança com o Sen hor
mês, e precisava m ser feitos os arranjos no para obedecer a tudo o que estava escrito
templo para essas ofertas e para milhares de no livro (v. 31).
outras; além disso, multidões de adoradores 7. Josias "tirou todas as abominações
precisavam viaj ar para Jerusalém e achar de todas as terras que eram dos filhos de

333
35 2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Israel" (2Cr 34:33). A campanha foi com- 6. Imolai o cordeiro da páscoa. Uma
pleta e abrangente (2Rs 23:4-20). vez que estas palavras foram dirigidas aos
8. Josias ordenou ao povo qu e observasse levitas (v. 3), parece que nesta ocasião os
a Páscoa "como está escrito neste Livro da levitas novamente tiveram a responsabi-
Aliança" (2Rs 23:21). liclacle de imolar os cordeiros pascais (ver < ~
9. A Páscoa, a maior de todas as que já 2Cr 30:17). Originalmente, os cordeiros
haviam sido realizadas no reino, foi cele- pascais eram imolados pelas próprias p es-
brada no dia 14 do primeiro mês desse soas (Êx 12:6).
mesmo 18" ano (2Cr 35:1, 19). Santificai-vos. Ver 2Cr 29:5, 15 ; 30:3,
Décimo quarto dia do primeiro mês. 15; Ed 6:20.
Moisés especificou que essa era a data em Preparai-o para vossos irmãos. Eles
que a Páscoa dev ia ser observada (Lv 23:5); deviam preparar a Páscoa para seus irmãos
não foi uma festa adiada para o segundo leigos.
mês, como a de Ezequias (2Cr 30:2, 13). 7. Ofereceu Josias. Ezequias havia
O "primeiro mês" se referia ao início do ano feito ao povo doações semelhantes de
religioso, era chamado abibe (m ais tarde, animais, porém em quantidade menor
nisã) e ocorria na prim avera (ver vol. 2, (2Cr 30:24).
p. 88, 89). E, de bois, três mil. Estes era m para
2. Nos seus cargos. Os sacerdo- ofertas pacíficas, das quais o povo comia
tes foram nomeados para os vários cargos (v. 13).
a flm de desempenhar os deveres que lhes 8. Hilquias. O sumo sacerdote (2Cr
cabiam. 34:9).
E os animou. Ver 2Cr 29:4-ll. Zacarias e Jeiel. Provavelmente o
3. Ensinavam a todo o Israel. Era segundo e o terceiro sacerdotes em ordem
responsabilidade dos levitas instruir o hierárquica. Evidentemente eram hom ens
povo na lei e nas coisas de De us (Lv 10:11; ricos e importantes bem como capazes de
Dt 33:8, lO; cf. 2Cr 17:7-9; Ne 8:7). contribuir liberalmente.
Estavam consagrados. Estes levitas 11. Aspergiam o sangue. Ver 2Cr 30:16.
foram separados e santificados para a obra 12. Puseram de parte. A LXX diz:
do Senhor. "Santidade ao SENHOR" era a "prepararam". Os holocaustos deviam ser
inscrição na mitra de Arão (Êx 28:36). tratados ele man e ira inteiramente dife-
Ponde a arca sagrada na casa. Esta rente elas ofertas pascais. O cordeiro pas-
ordem indica que a arca fora anteriormente cal devia ser assado inteiro (Êx 12:8, 9),
removid a do templo e então foi restaurada enquanto o holocausto era cortado em
a seu devido lugar. O relato bíblico não pedaços (Lv 1:12) e completamente quei-
informa quando a arca fora removida de seu mado. As ofertas pacíficas deviam ter cer-
lugar usual no templo, nem quem o fez. Uma tas partes removi das para o sacerdote
suges tão é a de que ten ha sido removida (Lv 7:29-34).
para que se fizessem os reparos no templo. 13. Assaram o cordeiro da Páscoa.
Esta carga. Ver Nm 7:9; lCr 15:2. Ver com. de Êx 12:8, 9; Dt 16:7.
4. Segundo os vossos turnos. Isto é, Cozeram. Do heb. bashal, "cozinha-
segu ndo as .i nstruções escritas preparadas ram" ou "cozeram". Estas eram as ofertas
por Davi e Salomão com respeito às divi- pacíf-icas imoladas dura nte os sete dias da
sões dos sacerdotes e levitas designados Festa dos Pães Asmas (Dt 16:1 -8), que era
para os serv iços do templo (ver lCr 23, 24). celebrada após o dia 14 de nisã.

334
2 CRÔNICAS 35:24

15. Não necessitaram de se desvia- adicionais sobre a si tuação na época, ver


rem. Nem os cantores nem os guardas dos com. de 2Rs 23:29).
portões precisaram deixar seus postos de 21. Não te opores a Deus. Estas pala-
serviço para preparar suas próprias ofertas, vras são notáveis por virem de um rei pagão
pois os levitas as prepararam para eles. e se di rigirem ao rei de Jud á, que era um
17. Celebraram a Páscoa. A Páscoa se rvo do Deus vivo. Neste caso, Deus estava
era observada no dia 14 de nisã, e a Festa falando com Josias por meio de Neco, como
dos Pães Asmos era observada do dia 15 o v. 22 mostra (ver Material Suplementar de
ao dia 21 do mês (Êx 12:1 8; Lv 23:5-8; E ll e n G. W hite, sobre 2Rs 23:29, 30) . Esta
Nm 28:16 , 17). foi um a ocasião em que a coragem deve -
18. Desde os dias do profeta Sa- ria se manifestar pela prudênci a, e na qual
muel. A passagem paralela di z: "desde Josias teria se demonstrado um home m
os dias dos juízes qu e julgara m Israel" m a is sábio se tivesse reconhecido nas pa la-
(2Rs 23:22). Samue l foi o último dos juízes. vras de Neco uma mensagem de Deus (ver
Todo o Judá e Israel. "Israel", aqui, com . do v. 22).
que r dizer o território do antigo reino de 22. Antes, se disfarçou. Acabe teve
Israel, que naquele momento, aparente - uma conduta sem e! h ante na guerra contra
m en te, estava sob o co ntrol e de Josias, a Síria (l Rs 22:3 0).
pelo menos até certo ponto (ver com. de Da parte de Deus. Deus fal a ao ser
2Cr 34:6; também vol. 2, p. 72). hum ano de muitas manei ras, e a sabedori a
20. Depois de tudo isto. Estas coisas sempre inclui o est a r al e rt a à voz do C é u ,
ocorreram 13 anos após a Páscoa de Josias, qu er ven ha de um le igo ou de um profeta ,
no 18" ano (v. 19), uma vez qu e ele reinou de um compatrio ta ou de um mensage iro de
por 31 anos (2C r 34: 1). A história de Jud á terras distantes. Obviamente seria justifi- .. c;
durante esse período de 13 anos é quase um cável que Josias question a sse se as pal a-
completo vácuo. Alguma ideia das condições vras rea lmente procediam de Deus , m as
que prevaleceram durante esse período pode e le tinh a à disposição a o ri entação profé-
ser obtida de livros proféticos desse tempo, ti ca, pela qual poderi a ave rigu ar a q ues-
como Jerem ias, Habacuque e Sofonias. tão. N a verdade , ele nunca devia te r
Havendo Josias já restaurado o tem- empreendido essa ave ntura sem a ap rova-
plo. Esta frase explica a que vem imed iata- ção do Céu. Ao recusar-se a dar ouvidos às
mente an tes: "Depois de tudo isto". A frase pa lavras de Neco, Josias reje itou a voz de
gu er di zer gue os eventos que seguem ocor- De us e as sim precipitou a própria morte .
reram depois do tempo em que Josias res- 24. O segundo carro. Possivelme nte
taurou o templo. um carro m a is pesado e confortáve l do qu e
Contra Carquemis. Esta seção, que um carro de guerra.
trata da morte de Josias em batalh a contra Ele morreu. O rel ato aqui apare nte-
Neco (v. 20-27), é paralela a 2 Reis 23:29 e me nte co ntradiz o da m orte de Jos ias e m
30. O relato de Crônicas contém mais deta- 2 Reis 23:29 e 30, que sugere que o rei mor-
lhes que o de Reis. O objetivo de Neco era reu e m Megido. O inciden te pode ser ente n-
ajudar os ass íri os co ntra as forças babilôni- dido de duas form as: (1) Josias morreu em
cas, que haviam se dirigido para o oeste e Megido e pode-se considerar que a decl a-
ameaçavam a Síria e a Palestina, pois, no ração de que "ele morreu" (2Cr 35:24) ini-
final, essas forças acabariam se torn ando cie uma nova frase que res ume o incidente
uma ameaça para o Egito (para detalhes descrito nos versos a nteri ores ; ou (2) Josi as

33 5
35:2 5 COM ENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

morreu e m Jerusalém, como 2 Crônicas Jeremias por Josias tenh a sido escrita, e, se
35:24 sugere, e as declarações "o matou em foi, ac abou se perdendo.
Megido" e "de Megido [... ]o levaram morto" Nas suas lamentações. Menestréis, em
(2Rs 23:29, 30) podem ser tom adas em seu seus cantos fúnebres, ca ntaram a morte pre-
sentido literal de "ocasionou sua morte em matura do último rei bom de Judá. Jeremi as
M egido" e "de M egido o levaram mori- solicitou que os homens não chorassem por
bundo". O pa rticípio 1neth, tradu zido como Josias, mas por seu sucessor Salum (Jr 22: 10-
"morto" em 2 Reis 23: 30, ta mbém pode se 12), isto é, Jeoacaz (ver com . de 1Cr 3:15),
referir a alguém que deve morrer, com o em que, após um rein ado de apenas três meses,
Deuteronômio 4: 22 e, possivelmente , tam- foi levado para o Egito (2 Rs 23 :30-34).
bém em G ênesis 20:3. Escritas no Livro de Lamentações.
Nos sepulcros. "No seu jazigo" (2Rs Era um livro de cantos fún ebres provavel-
23 :30), que evidentemente estava em um dos mente ainda existente nos dias do croni sta.
sepulcros familiares de seus antepassados. 26. Suas beneficências. Literalm ente,
25. Jeremias compôs uma lamenta- "bondades", isto é, seus bons atos . De acordo
ção. Jeremias começou seu ministério no com 2 Reis 23:25 , "n ão houve rei qu e lhe
13° a no de Josias (Jr 1: 2) e, assim , conti- fosse semelhante, qu e se convertesse ao
nuou su a obra profética durante 18 anos SE NHOR de todo o seu coração, e de toda a
antes da morte de Josias (2C r 34:1 ). N ão sua alma, e de todas as suas forças, segundo
há evidências de que esta lamentação de toda a Lei de Moisés".

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

24, 25 PR, 405

CAPÍTULO 36
1 Jeoacaz sobe ao trono, é deposto pelo faraó e levado para o Egito. 5 Jeoaquim. faz um
mau reinado e é levado acorrentado para Babilônia. 9 Joaquim o sucede, reina mal e
é levado para Babilônia. 11 Zedequias sobe ao trono, faz um mau reinado,
despreza os profetas e se rebela contra Nabucodonosor. 14 Jerusalém,
devido aos pecados dos sacerdotes e do povo, é inteiramente
destruída. 22 A proclamação de Ciro.

I O povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de 4 O rei do Egito con stituiu a E li aquim ,
Josias, e o fez rei em luga r de seu pai, em Jerusalém. irmão ele Jeoacaz, rei sobre Jud á e Jeru sa lém e
2 Tinha Jeoacaz vinte e três anos de id ade lhe mudou o nome para Jeoaguim ; mas ao irmão
quando começo u a reinar e reinou três meses Jeoacaz tomou Neco e o levou para o Egito.
em Jerusa lém; 5 Tinha Jeoaquim a idade de vinte e cinco
3 porque o rei do Egito o depôs em Jerusa lém anos qu ando começou a reina r e reinou onze
e impôs à terra a pena de cem ta lentos de prata anos em Jerusa lém. Fez e le o qu e era mau pe-
e um de ouro. rante o SEN H OR, seu Deu s.

336
2 C RÔNI CAS 36: I

6 Subiu, pois, contra ele Nabucodonosor, rei 16 Eles, p orém , zombava m dos me nsagei-
da Babilôni a, e o amarrou com duas cadeias de ros, desprezavam as pa lavras de Deus e mofa-
bron ze , para o levar à Babilônia. vam dos Seus profetas , até que subiu a ira do
~ .,. 7 Também alguns dos utensílios da Casa do SEN HOR cont ra o Seu povo, e não houve remé-
SE NHOR levou Na bucodonosor para a Babilônia, dio algum.
onde os pôs no seu te mplo. 17 Por isso, o SENH OR fez subir cont ra e le
8 Quanto aos mais atos de Jeoaquim , e às o rei dos caldeus, o qua l matou os seus jovens
abominações que cometeu , e ao mais qu e se à espad a, na casa do Se u Santuário; e não teve
achou nele , eis que estão escritos no Livro da piedade nem dos jovens nem das donzelas , nem
História dos Reis de Israel e de Judá; e Joaquim , dos velhos nem dos mais avançados em idade ; a
seu filho, reinou em seu luga r. todos os deu nas suas mãos .
9 T inha Joaquim dezoito anos quando co- 18 Todos os utensílios da Casa de Deus ,
meçou a reina r e reinou três meses e dez dias gra ndes e p equ enos , os tesouros da Casa do
em Jerusalém . Fez ele o que era mau perante o SEN HOR e os tesouros do rei e dos seus prínci-
SEN HO R. pes , tudo levou ele para a Babilôni a.
10 Na primavera do ano, ma ndou o rei 19 Queimara m a C asa de Deus e derr iba -
Na bucodonosor levá-lo à Babilônia, com os mais ra m os muros de Jerusalé m ; todos os seus pa-
preciosos utensílios da Casa do SE NHOR; e esta- lácios queimaram , destruindo também todos os
beleceu a Zedequias, seu irmão, rei sobre Judá seus preciosos objetos .
e Jeru salém. 20 O s que escaparam da espada , a esses
li Tinha Zedequias a idade de vinte e um levou ele pa ra a Babilônia, onde se torna ra m
anos quando começou a reinar e reinou onze seus servos e de seus filh os, até ao te mpo do
a nos e m Jeru sa lém. reino da Pérsia ;
12 Fez o que era mau perante o SEN HOR, 21 pa ra que se c umpri sse a palav ra do
seu Deus, e não se humilhou perante o profe ta SEN I-IOB , por boca de Jeremi as, até que a terra
Jeremi as, que falava da parte do SEN HOR. se agradasse dos Seus sá bados; todos os di as da
13 Rebelou-se ta mbém contra o re i desolação repousou, até que os sete nta a nos se
Na bucodonosor, que o tinh a ajurame ntado cumprira m.
por De us; mas endureceu a sua cerviz e tanto 22 Porém , no primeiro ano de C iro, re i
se obstinou no seu coração, q ue não voltou ao da Pérsia, para que se cumprisse a palav ra do
SENHOR, Deus de Israel. S EN HOR , por boca de Je remi as, despe rto u o
14 Também todos os chefes dos sacerdotes SEN HOR o espírito de C iro, rei da Pérsia, o qua l
e o povo aumentava m mais e mais as transgres- fez passa r pregão por todo o seu re ino, co mo
sões, segundo todas as abominações dos gen- também por escrito, di zendo:
tios; e conta minara m a casa que o SENH OR 23 Assim di z Ci ro, rei da Pérsia: O SEN HOR,
tinha sa ntificado em Jerusalém. Deus dos céus, me deu todos os rei nos da terra
15 O SENHOR, Deus de seus pais, começan- e me encarregou de Lhe edifica r uma casa em
do de madrugada, falou-lhes por intermédio dos Jeru salém , que está em Judá; qu em entre vós é
seu s men sageiros , porque Se compadecera do de todo o seu povo, que suba, e o SEN HOR, seu
seu povo e da Sua própria morada. De us, seja com ele.

1. Joacaz. Ta mbém ch am ado Salum Portanto, norm almente não teri a suced ido o
(Jr 22: 11). Não era o filh o m ais velho de pai no trono. O povo deve ter tido a lgum a
Josias (ver 2Cr 36:2 , 5; ver com. de l C r 3:15). razão para preferir Joacaz a Jeoaquim , e a

337
36:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

razão pode ter sido o fato de que Jeoaquim na campanha do terceiro ano de Jeoaq uim
pertencia a um grupo pró-egípcio. (Dn l:l , 2).
2. Vinte e três anos. A passagem para- Zedequias, seu irmão. "Irm ão" aqui
lela dá o nome e o pare ntesco da mãe de .é equiva lente a "pare nte" (ver com . de
Jeoa caz (2Rs 23:31) . lCr 2:7), um a vez qu e Zedequi as era tio
3. Rei do Egito o depôs. De acordo de Jeoaquim (2 Rs 24:17) e filho de Josias
com 2 Reis 23:33, "Faraó- Neco o mandou (lCr 3:15).
prende r em Ribl a, na terra de Hamate". 11. Zedequias. O relato paralelo se
Ribla ficava na Síria , junto ao rio Orontes. encontra em 2Rs 24:1 8-25:21.
É possível qu e Neco tenha convocado Joacaz 12. Perante o profeta Jeremias. Ver
para ir a Ribl a, e ali o tenh a alge mado. Jr 21:1-7; 24:1-lO; 27:1 2-22 ; 32:3-5; 34:1-22;
4. Eliaquim. Ver com. de 2Rs 23: 34. 37: 1, 2; 38:4-6, 14-28.
E o levou para o Egito. Com respeito 13. Contra o rei Nabucodonosor.
à referênci a de Jeremias ao fato de Joacaz Ver Jr 52:3 ; Ez 17:1 3, 15, 18, 19.
ter sido levado para o Egito e à sua predi- 14. Também. Es ta seção (v. 14-16)
ção de qu e ele não voltari a do exílio, ver trata dos pecados qu e res ultara m n a queda
Jeremias 22:10 a 12. de Jud á. E m 2 Reis 17:7 a 23, há um relato
5. Vinte e cinco anos. Portanto, e le mais longo com as razões para a queda de
era mais velho que Jeoac az (ve r v. 2). A pas- Israel, o reino do norte.
;:: sagem paralela acrescenta o nome de sua Chefes dos sacerdotes. Ver a visão de
mãe (2Rs 23:36). Ez 8:11 , 12 .
6. E o amarrou. Ver com. de 2Rs 24:5. Todas as abominações. Ver re lato
8. Quanto aos mais atos. Ver 2Rs das visões em qu e são re tratad as a lg u-
24:5. mas dessas abomin ações que des per tara m
Abominações. Ver Jr 22:1 3-19. a ira do Senhor contra a n ação (Ez 8 :3,
9. Joaquim. Ver com. de 2Rs 24:6. lO , 14, 16; cf. Jr 7:11 , 17, 18, 30). Pa rece
Dezoito anos. As versões ACF e ARC ter havid o p ouca s das terríveis abomin a-
trazem "oito anos", ma is isto obviamente é ções dos pagãos qu e não fossem e nt ão pra-
erro de algum cop ista. A Siríaca tráz vá rias ticadas pelo professo povo de De us de ntro
versões da LXX e 2 Reis 24:8 vertem como dos pátios sagrados do te mplo. E m vista
"dezoito" (ver co m. de Jr 22:28) . Joaquim de tal situação, o di a da ruína não podia
era casado e já tinha cinco filh os, em 592 estar longe.
a.C. , c inco anos depois de ir para Babilônia, 15. Por intermédio dos Seus mensa-
segundo se sabe por regis tros cuneiformes geiros. Ent re estes estava m homens como
encontrados em escavações em Babilônia. Jeremi as, Habacuque e Sofonias (verJr 7:25 ,
10. Na primavera do ano. Literal- 26; 25: 3, 4 ; 35:15 ; 44:4). Jere mias deixou
mente, "na volta do ano" (ver com. de lR s claro que os juízos já estava m começa ndo a
20:22). Isto foi em nisã, o Ano Novo da pri- ca ir e que a rec usa em dar ouvidos às adver-
mavera, "no tempo em que os reis costu- tências só podia termin ar e m comp leta des-
mam sair para a guerra" (2Sm ll:l). truição (Jr 7:12-16, 32-34; 25 :29-31).
Mandou [... ] levá-lo à Babilônia. Para 16. Zombavam dos mensageiros. Ver
um relato mais completo do cerco e da depor- ]r 5:12; 17: 15; 20:8; 26:2 0-2 3; 37: 15-21.
tação pa ra Babilônia, ver 2 Re is 24:10 a 16. 17. Por isso, o SENHOR fez subir.
Os mais preciosos utensílios. Al guns Qu ando Israe l pecou , o Senhor permitiu
destes já haviam sido levados para Babilônia que os assírios executassem juízo contra e les

338
2 CRÔNICAS 36:22

(Is 10:5, 6), e desta vez Ele permitiu que os (]r 52:28), no oitavo ano, 597 a.C. (2Rs 24:12-
calde us executassem juízo sobre um povo 16), no 18° ano, 587 a.C . (]r 52: 29), no
que era "mais justo" do que eles (H c 1:6-13). 19° ano, 586 a.C. (2 Rs 25:7, 8, ll ) e no 23°
18. Todos os utensílios. Ver 2Rs ano, 582 a.C. (Jr 52:30).
25:13-16; ]r 52:17-20. 21. Setenta anos. Ver Jr 25:11, 12;
19. Queimaram a Casa de Deus. Ver 29:10.
2Rs 25:9; cf. SI 74:3, 6, 7. 22. Primeiro ano de Ciro. Não o pri-
20. A esses levou ele. Os hebreus não meiro ano contado a partir da conqui sta da
foram todos levados para Babilônia de uma Média, c. 533 a.C. O s babilônios e os judeus
só vez. O primeiro cativeiro provavelmente só contavam o início do reinado de Ciro só
ocorreu em 605 a.C. (ver com. de 2Rs 24:1 ; após a época em que ele assumiu o controle
cf. Dn l:l-6). Outros cativeiros ocorreram de Babilônia. Os v. 22 e 23 são repetidos em
no sétimo ano de Nabucodonosor, 598 a.C. Esdras l:l , 2 e 3 (ver p. 107-1 09).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE

l-4 - PR, 412 lO- PR, 43 8, 439 14-16 - TI , 280


6, 7- PR, 422 12, 13 - PR, 447 15, 16 - GC, 19; MCH
9, lO - PR, 438 13 - PR, 450, 451 [MM 89/53], 285
9-19 - PR, 422, 42 3 14- PR, 449 19-21 - PR , 459, 460

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