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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Exercícios

Nome do Estudante: Gorett Estevão Daniel.


Código: 708163218
Nome do Docente: Valdemar Correia Mussa

Curso: Licenciatura em Ensino de História


Disciplina: História das Sociedades IV
Ano de Frequência: 4º Ano

Milange, Março, 2020


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Categorias Indicadores Padrões Classificação


Pontuação Nota Subtotal
Máxima do
Tutor
Estrutura Aspectos  Capa 0.5
organizacionais  Índice 0.5
 Introdução 0.5
 Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
Conteúdo Introdução  Contextualização 1.0
(indicação clara do
problema)
 Descrição dos 1.0
objectivos
 Metodologia adequada 2.0
ao objecto de trabalho

Análise e  Articulação e domínio 2.0


discussão do discurso académico
(expressão escrita
cuidada,
coerência/coesão
textual)
 Revisão bibliográfica 2.0
nacional e
internacional
relevantes na área de
estudo
 Exploração de dados 2.0
Conclusão  Contributos teórico 2.0
práticos
Aspectos Formatação  Paginação, tipo e 1.0
gerais tamanho de letra,
paragrafo,
espaçamento entre
linhas
Referências Normas APA 6ª  Rigor e coerência das 4.0
bibliográficasedição em citações/referências
citações e bibliográficas
bibliografia
Recomendações para melhoria:

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Índice
Introdução...................................................................................................................................3

Unidade I.....................................................................................................................................4

Unidade II...................................................................................................................................4

Unidade III..................................................................................................................................4

Unidade IV..................................................................................................................................5

Unidade V...................................................................................................................................5

Unidade VI..................................................................................................................................6

Unidade VII................................................................................................................................6

Conclusão....................................................................................................................................7

Bibliografia.................................................................................................................................8

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Introdução
História é a ciência responsável por estudar os acontecimentos passados. Esse estudo, no
entanto, não é feito de qualquer maneira, pois o historiador, em seu ofício, deve colocar em
prática uma análise crítica do seu objeto de estudo a fim de racionalizar a conclusão sobre os
acontecimentos investigados.

A palavra “história” tem origem no idioma grego e é oriunda do vocábulo “hístor”, que
significa “aprendizado”, “sábio”. Sendo assim, faz referência ao conhecimento obtido a partir
da investigação e do estudo. A importância da História está em seu papel de nortear o homem
no espaço e no tempo, dando-lhe a possibilidade de compreender a própria realidade.

O presente trabalho de História das Sociedades 4 aborda questões relacionadas com as


unidades 1 a 7 do módulo da cadeira supracitada com o objectivo de analisar aspectos da
história da luta pela libertação dos povos africanos, especificamente o papel dos líderes e dos
movimentos pan-africanos e nacionalistas quer políticos como artísticos e literários. Para este
trabalho foi necessária uma pesquisa bibliográfica devidamente citada ao longo do texto e
mencionada na bibliografia final do trabalho.

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Unidade I
Resposta ao número 1.1., alínea a):

A literatura Moçambicana, desde a década 30, coloca-se numa posição de combate contra a
retirada da quinhenta do operário, numa ação constante de luta, denúncia e crítica da ação
colonial. O poder desta literatura reside no seu foco pois ela se debruçava sobre questões
ligadas à realidade sócio-política vivida em Moçambique “num tom de revolta contra o
colonialismo, de denúncia das arbitrariedades e injustiças geradas pela dominação” (Noa,
2008, p.38-39).
Resposta ao número 1.2., alínea a):

Com o estatuto missionário reconheceu-se a organização eclesiástica, atribuíam-se subsídios


às novas dioceses e confiou-se às missões o ensino nas escolas para os nativos. Deste modo a
Igreja Católica, conforme afirma Teixeira (1993, p.34), por meio das missões não só formou
fieis e religiosos reflexivos com ideias de libertação e valorização da moçambicanidade como
também possibilitou que muitos moçambicanos pudessem estudar no exterior onde ideias
revolucionárias eram discutidas acesamente.

Unidade II
Resposta ao número 2.1., alínea a):

Patrice Lumumba teve um papel de propagar a consciência na luta da África contra o


colonialismo e o racismo. Ele destacou-se pela clareza com que defendeu as ideias pan-
africanas de unidade contra o colonizador e procurou fazer uma campanha pela superação das
disputas regionais e separatistas para unificar e fortalecer o país contra o imperialismo; visto
que haviam vários partidos políticos congoleses na luta pela independência. Conforme
Altman (2014, p.27) mesmo após a proclamação da independência quando eleito primeiro-
ministro continuou mobilizando o povo para forçar a Bélgica a garantir a uma independência
do Congo em inteira ruptura com a metrópole.

Unidade III
Resposta ao número 3.1., alínea a):

Numa perspectiva social o papel de Jomo Kenyatta foi de unir a burguesia colonial e as
massas nativas. Segundo Decranene (1962, p.13) o líder Africano Jomo Kenyatta no campo

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nacionalista teve um papel de liderança e conscientização das massas e da classe letrada onde
o pan-africanismo permeava toda sua acção, mesmo que com aparências de misturas. A
política de Kenyatta foi de continuidade administrativa e manteve vários funcionários civis
coloniais em seus antigos cargos.

Unidade IV
Resposta ao Numero 4.1., alínea a):

De acordo com Trigo (1987, p.43) o artista Malangatana pintava quadros que representavam
diversas formas de exploração não somente a colonial como também a pós-colonial, pungindo
aos detentores do poder a conceder uma liberdade social aos moçambicanos. Com imagens da
mitologia africana juntamente com Craveirinha denunciavam a violência colonial como
afirma o mesmo autor.

Segundo Trigo (1987, p.56) os escritores Luiz Bernardo Homwana bem como Noémia de
Sousa com seus contos e José Craveirinha em suas poesias levavam os leitores a analisar os
males da colonização e os perigos da neocolonização, denunciando-os e inspirando os
moçambicanos para uma sociedade nova e melhor.

Unidade V
Resposta ao número 5.1:

A formação das Organizações Democráticas de Massas (ODM’s) foi feita com o objectivo de
mobilizar a população e as ODM’s serviam de intermediárias entre a população e o partido
Frelimo. De acordo com a Frelimo (1976, p.57-68) as ODM’s “permitem à Frelimo conhecer
e sentir, a todo o momento, os problemas, as necessidades, as opiniões, as críticas e as
sugestões dos diferentes sectores da população”.

Resposta ao número 5.2:

A legitimidade das políticas próprias aos diversos sectores sociais aparece plasmada em cada
nos estatutos de cada um desses sectores sociais mas, conforme Reis e Muiuane (1975, p.22),
apenas se concretizam quando delas o povo fizer parte ou ser beneficiado por isso se fazia
necessário transferir as experiencias colectivas das guerras aos populares.

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Unidade VI
Resposta ao número 6.1., alínea a):

Para Sogge (1997, p.75) nas aldeias comunais o papel da educação na sociedade
moçambicana era de formar o “homem novo”. Na cidade onde estou inserida cabe à Educação
iniciar um processo de aprendizagem contínuo que possibilite crianças, jovens e adultos,
alcançarem a excelência em suas habilidades cognitivas e sociais, transformando-se em
profissionais dedicados, críticos e especializados em suas áreas de atuação.

Resposta ao úmero 6.2., alínea b):

Como constrangimento da política da criação do homem novo Sogge (1997, p.79) aponta que
foi negligenciada a agricultura do tipo familiar o que fez a população se ressentir deste
abandono; aliado a isso a saída da mão-de-obra para as cidades e o estrangeiro criou um
défice na produção agrícola familiar.

Unidade VII
Resposta ao número 7.1., alínea a):

Segundo Adam & Coimbra (1997, p. 77-96) as ONG’s por não possuírem fins lucrativos
ajudaram na transformação e no desenvolvimento do país pois sempre fizeram diversos tipos
de ações solidárias, para grupos específicos, como crianças, idosos, meio ambiente, etc., na
construção de uma nação mais livre e democrática.

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Conclusão
Feito o trabalho nota-se que os escritores desempenharam um papel de destaque no processo
de libertação nacional dos povos africanos, em particular de Moçambique. De igual modo os
lideres da luta de libertação serviram de faróis para s diversas nacionalidades. Todos esses
heróis e heroínas com seus sonhos, sacrifícios e esperanças, têm cantado a vida e ao futuro,
fazendo com que seus povos conhecessem uma melhor vida e mais digna.

O conceito de História recebe definições distintas de acordo com diferentes historiadores. O


historiador Marc Bloch, por exemplo, considera que a História não é a ciência que estuda os
acontecimentos passados, mas sim a ciência que estuda o homem e sua ação no tempo. Outros
entendem como o estudo das transformações na sociedade humana ao longo do tempo.

Nesse sentido, o papel do historiador é fazer uma análise crítica que o permita chegar a uma
conclusão sobre determinado acontecimento passado a partir da investigação de fontes
históricas. O historiador não deve glorificar ou demonizar determinado acontecimento, mas
deve analisá-lo criticamente, utilizando todas as fontes que estiverem ao seu alcance e
empregando métodos de análise que o auxiliem em seu exercício.

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Bibliografia
ADAM, Y. & COIMBRA, H. (1997). Messias modernos procuram novos Lázaros: ONG’s
em Moçambique – Que parcerias para eliminar a pobreza. In Sogge, D. ed. Moçambique:
perspectivas sobre a ajuda e o sector civil. Amsterdam: GOM, 77-96.

ALTMAN, M. (2014). Hoje na História: Patrice Lumumba é assassinado no Congo. Opera


Mundi.

DECRANENE, P. (1962). O pan-africanismo (tradução de Octavio Mendes Cajado). São


Paulo: Difusão do Livro.

FRELIMO. (1976). Documentos da Oitava Sessão do Comité Central da Frelimo. Maputo:


Departamento de Informação e Propaganda.

NOA, F. (2008). Literatura Moçambicana: os trilhos e as margens. Porto: Edições


Afrontamento.

REIS, J. & MUIUANE, A. P. org. (1975). Datas e Documentos da História da Frelimo. 2ª ed.
Lourenço Marques: Imprensa Nacional.

SOGGE, D. (1997). O sector civil. In Sogge, D. ed. Moçambique: perspectivas sobre a ajuda
e o sector civil. Amsterdam: GOM, 44-75.

TEIXEIRA, F. N. Igreja Católica em Moçambique: que caminho? Ed. Paulistas, Maputo


1993.

TRIGO, S. “Literatura Colonial - Literaturas Africanas”. Literaturas Africanas de Língua


Portuguesa – Colóquio sobre Literaturas dos Países Africanos de Língua Portuguesa, Lisboa,
Fundação Calouste Gulbenkian (1987).

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