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Lutzomyia

Introdução

Inseto conhecido popularmente como “mosquito palha” ou “birigui” tem


importância como espoliador sanguíneo e transmissor das leishmaníases. É um
mosquito pertencente à família Psychodidae, sendo conhecidas inúmeras espécies
do gênero Lutzomyia distribuídas por todo o continente americano.

Biologia

O desenvolvimento de cada espécie varia muito. Baseando o ciclo tendo L.


longipalpis como modelo, as fêmeas realizam a ovipostura em lugares úmidos que
contenham matéria orgânica em decomposição e protegidos da luz. A
embriogênese se completa em seis a nove dias, quando ocorre a liberação da larva,
que passa a se alimentar de matéria orgânica. A temperatura e umidade mais
elevadas favorecem o desenvolvimento larval. O período de desenvolvimento larval
tem duração de 14-19 dias, seguido da formação da pupa. Após,
aproximadamente, 9 dias ocorre a metamorfose para inseto adulto. A forma adulta
é um inseto pequeno (2-3 mm). Apresenta cabeça posicionada para baixo, asas
lanceoladas e corpo recoberto de pilosidades. Em geral apresenta vôo silencioso e
curto, o que torna sua presença muitas vezes imperceptível. Próximo a esid~encias
e instalações humanas a hematofagia é predominantemente crepuscular e noturna.
Entretanto as fêmeas podem ser ativas mesmo durante o dia nos locais úmidos,
escuros ou sombreados onde repousam,como nas florestas.

Importância e prevenção

O mosquito palha tem importância com inseto espoliador, uma vez que a
hematofagia perturba o repouso do homem, podendo causar-lhe manifestações
atópicas. Entretanto este inseto destaca-se como vetor de doenças humanas, entre
as quais as leishmaníases são as mais importantes. A espoliação humana pode ser
evitada com o uso de repelentes sobre o corpo e sobre as roupas ou mosquiteiros.
Os efeitos danosos da presença do mosquito podem ser minimizados pela
construção das moradias humanas distando em torno de 400-500 m da borda de
áreas bem florestadas. Em casos de infestação em áreas com a presença de espécies
mais adaptadas ao ambiente humano (antropofílicas), o controle do mosquito
também pode ser realizado pela aplicação de inseticidas no local e pela destinação
adequada do lixo orgânico.
Lutzomyia

Asa de Lutzomyia
Culex
Introdução

O gênero Culex engloba mais de 300 espécies, sendo que a maioria habita as
regiões tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, é conhecido popularmente
como “pernilongo” ou “muriçoca”.

Biologia do parasito

A ovipostura é realizada em recipientes que contenham água limpa ou


poluída, dentro ou fora das casas. Os ovos são depositados sobre a água de
maneira aglutinada, de modo a formar uma minúscula jangada. De dois a quatro
dias após a ovipostura, há a eclosão. A larva apresenta sifão respiratório e se
mantém oblíqua à superfície da água. O desenvolvimento larval pode durar de dez
a 20 dias. Após esse período surge a pupa, que dentro de um a três dias dá origem
ao inseto adulto. O Culex é um mosquito pequeno que tem cor de palha. Suas asas
não têm manchas e o seu dorso é pardo-escuro com escamas amarelas. As fêmeas
são hematófagas e há muitas espécies antropofílicas. Elas permanecem em repouso
durante o dia e começam sua atividade ao crepúsculo. Durante o pouso, o inseto
mantém o corpo paralelo à superfície, e a cabeça em ângulo reto. Apresenta várias
espécies que buscam casas como local de abrigo habitual, como o Culex
quinquefasciatus. Ele possui grande capacidade de vôo, podendo percorrer vários
quilômetros de distância.

Importância e prevenção

Durante a hematofagia o inseto causa desconforto, insônia e até


irritabilidade, principalmente quando o número de insetos é grande. A picada
também pode provocar reações alérgicas oriundas de proteínas e peptídeos
presentes na saliva do inseto. Os mosquitos deste gênero podem inocular agentes
de importantes doenças infecto-parasitárias como Wuchereria bancrofi, que causa
a filaríase linfática, também conhecida como elefantíase. Também estão envolvidas
na transmissão de arboviroses como as encefalites virais e a Febre do Oeste do
Nilo. Logo, a prevenção ou a eliminação dessa doença está relacionada ao controle
do vetor e ao tratamento dos doentes. Assim, é necessário controlar o mosquito
com o uso de telas nas portas e janelas, mosquiteiros, inseticidas e repelentes.
Qualquer dessas medidas de controle deve ser realizada criteriosamente, para
evitar intoxicação humana pelos inseticidas. Outras medidas importantes e de
impacto coletivo são o saneamento urbano e a drenagem de banhados. Essas
medidas contribuem diretamente no controle do inseto e nas doenças vetoria das
pelos mesmos em áreas de maior concentração humana.
Culex spp. - Larva. Notar sifão respiratório (seta).