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Índice

Introdução...................................................................................................................................4

Objectivos...................................................................................................................................5

Objectivo geral............................................................................................................................5

Objectivos específicos................................................................................................................5

Método do trabalho.....................................................................................................................5

1. Os factores a ter em conta na elaboração duma avaliação escolar......................................6

1.1Avaliação escolar...................................................................................................................7

1.2 Concepção de avaliação........................................................................................................7

1.3 Modelos de avaliação escolar.............................................................................................10

1.4 Avaliação: seus reflexos físicos e psicológicos..................................................................13

1.5 A importância da avaliação no processo de ensino aprendizagem.....................................14

Conclusão..................................................................................................................................16

iv. Referências Bibliográficas...................................................................................................17


i. Introdução
O presente trabalho da cadeira de didáctica de história duma forma geral visa apresentar o
seguinte: Os factores a ter em conta na elaboração duma avaliação escolar. Avaliação escolar
concepção de avaliação Modelos de avaliação escolar, Avaliação: seus reflexos físicos e
psicológicos, A importância da avaliação no processo de ensino aprendizagem.

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ii. Objectivos

Objectivo geral
 Promover uma reflexão sobre a importância do ato de avaliar durante o processo de
ensino- aprendizagem contemplando sua diversidade e relevância.

Objectivos específicos
 Descrever o que é avaliação e os modelos existentes;
 Apontar os danos físicos e psicológicos na vida escolar dos alunos;
 Descrever a importância da avaliação durante o processo de aprendizagem;
 Identificar os conflitos e contradições que circundam a mesma no processo escolar.

iii. Método do trabalho


Para a realização deste trabalho o autor recorreu ao método de pesquisa do manual único e a
internet.

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1. Os factores a ter em conta na elaboração duma avaliação escolar.

A avaliação influência de uma forma ou outra na acção educativa, não podendo assim ser
vista de maneira isolada. Ela é uma prática onde o professor utilizará vários métodos e meios
visando diagnosticar o processo de ensino aprendizagem do seu aluno.

O nosso sistema educacional pauta-se numa avaliação em que classifica os alunos de maneira
quantitativa, provando assim que os alunos são subtidos num mesmo patamar de ensino sem
respeitar as diferenças e limitações de cada um, até porque a educação no momento actual já
provou que não se nivela os alunos numa mesma dimensão de aprendizagem, pois cada um
possui um ritmo e um modo de aprender.

Dentre tantos estudos já realizados se sabe que nas famílias brasileiras a condição social
afecta drasticamente na vida escolar dos filhos, aqueles alunos que crescem num ambiente
estruturado com boa alimentação e uma rotina de vida a qual segue assiduamente podem
aprender mais rápido e com maior facilidade, já aquelas a qual a situação social é precária
com falta de muitas coisas essenciais os resultados acabam sendo menores, devido à
dificuldade diária que vivem.

A avaliação possui entre tantas artimanhas outro factor, os danos físicos e emocionais que os
alunos passam no momento que estão sendo avaliados, isso faz com que se tenha um domínio
sobre os mesmos se tornando um instrumento que mantém o poder e controle do processo de
ensino- aprendizagem ao invés de reorientar o ensino e seu crescimento ao longo dos dias
lectivos.

Para que a escola atinja a premissa da construção do conhecimento será preciso um


redimensionamento das práticas e da forma como avaliar o seu aluno. Ao se falar em
avaliação sua amplitude nos leva a reflectir sobre as formas existentes de avaliação, qual o
caminho mais indicado para compreensão da mesma e como ela pode afectar na vida escolar
dos alunos e promover reflexos na prática do professor

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1.1Avaliação escolar

1.2 Concepção de avaliação


A avaliação é um dos elementos básicos entre outros de desempenho escolar, uma parte de
toda didáctica envolvida no dia-a-dia escolar. Mas o que realmente seria avaliar?

Segundo Garcia (2003 Apud DILIGENTI, 1998, p. 21) o:termo avaliação é de utilização
recente, já que a palavra “exame” era mais frequentemente utilizada para designar provas de
conhecimento. Datam aos remotos 1200 a.C. as primeiras práticas de avaliação/exame de que
temos notícia. Esses exames eram realizados pela burocracia chinesa com intuito de
seleccionar (somente junto aos homens) aqueles que deveriam ocupar cargos públicos. Desde
seus primórdios, portanto, verificamos na avaliação a predominância de um componente
selectivo em detrimento a qualquer aspecto educativo.

Durante muito tempo se utilizava nas escolas a palavra exame, onde os alunos eram
submetidos a provas e por meio dela os professores calculavam o conhecimento de cada um.
O termo avaliação é um sinónimo que foi adoptado para efectivar a mesma coisa, observar o
conhecimento que o aluno obteve ao longo dos dias lectivos. Actualmente isso continua
ocorrendo, houve alguns avanços, não deixando de ter a mesma significância, porém ainda
assim os professores preocupam-se com o “avaliar”.

Bem se sabe que antigamente, e não precisa ir tão longe no tempo, pouco se via falar nas
escolas sobre dificuldades de aprendizagem, atraso cognitivo e deficiências, com o passar dos
anos isso tornou-se acentuado e passou a causar nos professores medos e receios em ensinar,
logicamente que tantas mudanças ocorridas acabaram por fazer recuar parte dos professores
pela falta de preparo em lidar com situações que até então era incomum ao seu dia a dia.

Se avaliar de um modo geral estava difícil imagina diante de tanta diversidade, porém a
avaliação é um componente integrante na parte educativa e que precisa ser trabalhada e
desenvolvida, uma vez que o próprio sistema exige e cobra para que seja realizada.
Atualmente autores como Luckesi, Garcia, Diligenti e Caldeira entre outros vêm se realizando
estudos para verificar qual a contribuição da mesma no processo de ensino- aprendizagem
inclusive na própria formação do indivíduo.

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Nosso sistema educacional não se preocupa com os índices de aprendizagem e sim com a
aprovação e reprovação dos alunos, com isso “o nosso exercício pedagógico escolar é
atravessado mais por uma pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino/
aprendizagem.” (LUCKESI, 2003, p. 18) Em outras palavras os alunos realizam avaliações
constantemente, mas os conteúdos assimilados são poucos, reproduzindo uma pedagogia
tradicional, onde “ a avaliação está totalmente ligada à concepção tradicional, dando-se por
meio de tarefas para casa e, quase que exclusivamente, pela prova escrita.” (SÁ, 2014, p. 01),
Partindo da ideia a qual o professor fala, o aluno absorve e tem de reproduzir o mesmo na
avaliação. Caldeira afirma que: A avaliação escolar é um meio e não um fim em si mesma;
está delimitada por uma determinada teoria e por uma determinada prática pedagógica. Ela
não ocorre num vazio conceitual, mas está dimensionada por um modelo teórico de sociedade,
de homem, de educação e, consequentemente, de ensino e de aprendizagem, expresso na
teoria e na prática pedagógica. (CALDEIRA 2000, p. 122).

Segundo Gasparin: O novo processo de ensino preconiza uma nova sequência de acção
docente-discente: avaliação do professor; aprendizagem do professor; avaliação dos alunos;
ensino do professor; aprendizagem do aluno e reaprendizagem do professor; avaliação do
professor e dos alunos. Esta fase é o que podemos denominar de prática social inicial do
conteúdo e da avaliação. (Gasparin 2014, p.1976)

Avaliar num sentido mais amplo de conhecimento, quer dizer diagnosticar por meio de
diversas actividades aquilo que o aluno aprendeu ou não ao longo do ano servindo assim para
o professor uma análise de si também, passando assim por um processo dialéctico onde aluno
e professor efectuam uma reflexão do ensino e da aprendizagem. O professor se torna o
mediador, e, utilizando recursos e metodologias diversas na avaliação, garante melhores
aprendizados de seus alunos. Um exemplo de recurso utilizado é o currículo, que pode e deve
ser flexível à instituição, respeitando a história e geografia de cada região.

Tratando-se do currículo, abordando suas teorias, o mesmo é marcado por fases e


características que permeavam e que davam base para acções pedagógicas que visavam a
construção do sujeito adequado para a determinada situação social.

Na década de 70, as Teorias da Correspondência/Reprodução e NSE (Nova Sociologia da


Educação), tiveram base nas teorias marxistas. Autores como, Louis Autusser, Michael
Young e Michael Apple, o currículo passam a ver a educação como um processo de
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transmissão, por causa das relações de classe. Um novo tipo de currículo era imposto, sendo
ele, arbitrário e mecânico, sem proposta de currículo, já que há divisão de classes. Porém,
autores críticos iniciam estudos sobre o currículo (também acontece no currículo oculto), que
este deveria trazer, e o motivo e consequências do então actual.

Na escola, a mesma funciona devido à ideologia dominante e transmite a cultura que detém,
formando a sociedade como pacata e que se acomoda em relação à reprodução social, com a
hegemonia dominante, formadora de mão de obra. A NSE busca compreender e questionar
esse processo.

No final da década de 60 e início da década de 70, o Estruturalismo traz teorias críticas com
um olhar fenomenológico, ou seja, no subjectivo. Tendo Paulo Freire como o principal autor,
o currículo permitia ao aluno entender a sociedade e o mundo o qual está inserido,
relacionado com actividades em que abordava experiências dos sujeitos para que o que o
aluno presenciasse e vivia na sociedade a qual estivesse inserido, fizesse parte do currículo.

Critica a Educação Bancária, onde o aluno é apenas o receptor, a escola tinha que ser
dialógica, onde a educação depende do meio social o qual o aluno convive, buscando saberes
o qual o mesmo irá utilizar na mesma sociedade. Com o Pós-Estruturalismo, no final dos anos
de 1970 até início dos anos de 1990, com autores como, Tomaz Tadeu da Silva e vários outros
que questionam e defendem seus pensamentos, o currículo volta-se para a linguagem, como
construtora de realidade, que mais do que criadora de códigos, é vista como a peça que
interpreta a sociedade.

Os conceitos variam dependendo da relação entre sujeito/objecto e situação, entende-se que


currículo é uma relação de poder, sem que deixe de atribuir significados e sentidos, a
aprendizagem e conhecimentos não têm fim.  O sujeito é o resultado da produção cultural, que
ainda sofre com a desigualdade social. Desse jeito, a escola passa a adoptar metodologias para
que o aluno possa compreender conteúdos que lhes são destinados a partir de sua realidade,
formando sujeitos adequados a esta realidade.

Conforme estudos feitos, o currículo já passou por diferentes conceitos e objectivos, mas, os
mesmos sempre ligados ao mundo do trabalho e que forme um sujeito apto ao mesmo. Porém,
nada adianta quando o aluno não questiona que currículo é este e que sociedade é esta. Tanto
aluno quanto equipe pedagógica, professores e sociedade precisam questionar sobre a
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realidade, para que assim, tomem posição e que busquem a transformação social, que ainda
sofre pela desigualdade e luta de classes.

Sendo assim, a concepção de como avaliar um aluno diante de um currículo indefinido e


talvez inapropriado para aquela sociedade o qual esteja inserido, pode passar por dificuldades,
as quais interferem no processo de desenvolvimento educacional e também fere o emocional
dos educando. Freire destaca:

O ato de estudar, de ensinar, de aprender, de conhecer é difícil, sobretudo exigente, mas


prazeroso (...). É preciso, pois que os educando descubram e sintam alegria nele embutida,
que dele faz parte e que está sempre disposta a tomar todos quantos a ele se entreguem.
(FREIRE, 1993, p.83)

O modelo de avaliar com avaliações prontas está defesa do, os professores precisam entender
que alunos são avaliados diariamente diante de sua colocação, seus argumentos e interesse
pelo assunto existente, o conhecimento além da sala de aula o qual podem buscar e trazer para
a sala e compartilhar com o todo é satisfatório e não pode ser negado, nessa troca de
conhecimento acontece à aprendizagem podendo assim servir como avaliação.

Diante destas premissas se abordará como próximo item os modelos existentes de avaliar,
incorporando um currículo acessível e com a superação no modelo tradicional e como elas
podem contribuir na prática pedagógica do professor e no aprendizado do aluno.

1.3 Modelos de avaliação escolar


Avaliar não é uma tarefa fácil e quando se trata da avaliação dos alunos situação fica um ouço
mais complicada. Para facilitar então o entendimento da mesma se pautará em alguns modelos
de avaliação e seu conceito visando não apenas uma classificação, mas o todo do processo
educativo.

Actualmente boa parte do professorado encontra-se naquela metodologia tradicional de


ensinar, decorar e repassar ao papel ta qual como aprenderam. Mas existem outras formas
para detectar a aprendizagem do aluno como a avaliação mediadora; diagnóstica e sumativa se
explicitarão aqui cada uma para maior entendimento.

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A avaliação diagnóstica é uma maneira que o professor encontra para fazer um breve
levantamento sobre o que o aluno sabe diagnosticando assim qual seu nível de conhecimento,
suas dificuldades. Essa forma de avaliar auxilia o professor para que o mesmo possa planejar
suas acções visando o desenvolvimento de seu aluno. Quando de detecta as dificuldades esse
verifica o que ele realmente tem conhecimento facilita para que um bom trabalho possa ser
feito redireccionando assim prática pedagógica.

Luckesi nos coloca que: A avaliação diagnóstica será, com certeza, um instrumento
fundamental para auxiliar cada educando no seu processo de competência e crescimento para
a autonomia, situação que lhe garantirá sempre relações de reciprocidade. (Luckesi, 2002, p.
44)

Por meio da avaliação diagnóstica professores e alunos realizam um trabalho conjunto, ou


seja, debatem juntos, esclarecem dúvidas e preocupações juntos, estabelecem vínculos que
garantirá crescimento visto que o professor nada os impõe, mas faz com que os alunos
entendam que partindo daquilo que se sabe ou até mesmo daquilo que se tem dificuldade os
avanços seguem mutuamente alavancando o potencial do aluno e aumentando as chances de
ser melhor do que já se é.

Outro modelo de avaliação que auxilia a prática pedagógica do professor é a somatória/


classificatória, actualmente a mais usada, pois segue um modelo tradicional de avaliar onde é
atribuídas “notas” que somadas e divididas se obtém uma média final. Segundo Hoffmann
(2000, p.22), “a avaliação classificatória se resume à decisão de enunciar dados que
comprovem a promoção ou retenção dos alunos”.

Esses dados recaem novamente nas notas o que tão obviamente não faz com que os alunos
tenham uma aprendizagem para a sua vida como um todo e sim de uma maneira isolada onde
é para um dado momento, o conhecimento não se pode ter para um dado momento existem
coisas que levará para a vida e quando se avalia os alunos apenas naquele momento a
aprendizagem não se efectiva.

Um factor que também deve ser levado em conta é que a diversidade existe seja ela de raça,
cor, cultura logo se tem diversidade de aprendizagem, hoje estudos revelam com clareza que

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existem alunos que se saem melhor escrevendo outros falando e a questão que não quer calar
é porque avaliar todos os alunos de uma única maneira se os alunos não são iguais? Por este e
outros motivos que avaliar é um assunto a ser questionado e debatido, estando diante de
outros modos de avaliar porque ainda há professores que insistem em realizar provas e mais
provas, estabelecer a nota e por consequência uma nota final se podem utilizar outros
instrumentos de avaliação.

A avaliação mediadora juntamente com a diagnóstica nos serve de aporte para novos rumos
no quesito avaliar, porque permanecer na somatória apenas é rotular a todos em uma única
capacidade o que de fato é injusto e desumano. Avaliar de modo medidor é fazer “perguntas,
fazendo-lhe novas e desafiadoras questões, na busca de alternativas para uma ação educativa
voltada para a autonomia moral e intelectual”, Hoffmann (2000, p. 34).

São raros os professores que avaliam seus alunos por meio de pesquisas, uma tarefa de casa,
um questionário, uma leitura, geralmente são duas a três avaliações escritas e nada mais.
Porém quando se avalia os alunos por meio de outras actividades, isso nos garante melhores
resultados, afinal é um processo de construção e este não precisa ocorrer necessariamente na
escola, Hoffmann nos respalda dizendo o seguinte:

Instrumentos de avaliação são, portanto, registros de diferentes naturezas. Ora é o aluno que é
levado a fazer os próprios registros, expressando o seu conhecimento em tarefas, testes,
desenhos, trabalhos e outros instrumentos elaborados pelo professor. Ora é o professor quem
registra o que observou do aluno, fazendo anotações e outros apontamentos. Quanto mais
frequentes e significativos forem tais registros, nos dois sentidos, melhores serão as condições
do professor de adequar as acções educativas às possibilidades de cada grupo e de cada aluno.
(Hoffmann 2006, p.119)

Portanto, através dos registros obtidos pode-se chegar a um resultado final não seguindo
apenas uma linha de avaliação, o professor por meio das anotações que foi fazendo ao longo
de suas aulas pode respaldar-se com mais firmeza e clareza como e de que forma chegou a um
determinado resultado e que muitas vezes pode ser mais recompensador do que se tivesse
apenas adoptado as famosas avaliações escritas ou de alternativas. Se existem outros meios
para se avaliar se deve então usufruí-los e registá-los visto que promove o conhecimento e a
autonomia dos alunos.

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1.4 Avaliação: seus reflexos físicos e psicológicos.
Todo aluno é um conjunto de acções biológicas, físicas, psicológicas e cognitivas
funcionando assim como um relógio, quando uma das partes para de funcionar o todo acaba
sendo atingido. Na aprendizagem não ocorre diferente, são situações de circunstâncias, mas
intimamente relacionadas.

Quando o aluno é inserido na escola ele já traz junto consigo uma bagagem de vida um tanto
quando relativa, e hoje frente a tantas mudanças ocorridas a maneira de avaliar apenas por
provas vem deixando nos alunos medos, traumas que acabam reflectindo na saúde física e
mental dos alunos, que muitas vezes fazem uma imagem do professor visto como perseguidor,
carrasco entre outros linguajares que deixam marcas profundas.

Pela avaliação, nós professores, muitas vezes, “matamos” nossos alunos, matamos a alma
bonita e jovem que eles possuem; reduzimos sua criatividade, seu prazer, sua capacidade de
decisão. E a seguir, reclamamos que nossos alunos não são criativos. Como poderão ser
criativos, se estivemos, permanentemente, a estiolá-los aos poucos com nosso autoritarismo
arbitrário? (LUCKESI, 2003, P.76).

Quando se reduz a capacidade criativa do aluno se mata aos poucos aquilo que ele tem de
melhor, nossa memória tem uma capacidade extraordinária de gravar tudo o que se é
aprendido, mas na escola isso nem sempre é levado em conta fazendo com que os alunos
percam a cada dia o interesse, ficando desmotivados e deixando de ver o lado bom da
aprendizagem perdurando apenas o lado negativo que criou, ou melhor, que foi levado a criar
devido a tantas pressões e cobranças que se for analisar são infundadas.

Piaget nos diz (1988, p. 41) que: O sentimento que a criança tiver experimentado no passado,
na família e com os professores, orientará os sentimentos futuros. É nesse sentimento
primitivo que irá moldar as emoções e comportamentos mais profundos. Portanto, a
afectividade na fase escolar e na adolescência do educando se apoia na directa relação
afectiva dos pais e professores.

Diante destas situações e tantas outras que podem aparecer, pois ninguém está livre, os alunos
agregam tudo isso e quando chega o dia da temida avaliação os mesmos entram em conflitos
internos com os externos não realizando com sucesso e sendo colocado num ponto onde é
ruim ou fraco e que nada sabe. Por esse motivo os professores devem colocar na balança não
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somente o ensino em questão, mas as vivencias de aluno, e novamente recai-se na questão
sobre como proceder mediante a avaliação, pois ao se usar somente a maneira classificatória
se estaria igualando a todos então cabe um momento de reflexão e usar a maneira diagnóstica
e mediadora para intervir na aprendizagem destes alunos e não causar tantos danos
emocionais e afectivos, pois estes podem deixar marcas para o resto de uma vida.
Vasconcelos (1995, p.37) nos coloca que:

A prática da avaliação escolar chega a um grau assustador de pressão sobre os alunos, levando
a distúrbios físicos e emocionais: mal-estar, dor de cabeça, “branco”, medo, angustia, insónia,
ansiedade, decepção, introjecção de auto-imagem negativa. Uma escola que precisa recorrer à
pressão da nota logo nas series iniciais, é certamente, uma triste escola e não está educando, é
uma escola fracassada.

O auto avaliação é capaz de conduzir o aluno a uma modalidade de apreciação que se põe em
prática durante a vida inteira. Graças a ela os alunos adquirem uma capacidade cada vez
maior de analisar as suas próprias aptidões, atitudes, comportamentos, pontos fortes,
necessidades e êxitos na concepção de propósitos. Eles desenvolvem sentimentos de
responsabilidade pessoal ao apreciar a eficácia dos esforços individuais e de grupo. Aprendem
a enfrentar corajosamente as competências necessárias em várias tarefas e a aquilatar suas
próprias potencialidades e contribuições. Uma vez que se espera do aluno a responsabilidade
por sua própria aprendizagem, é importante que se considere que isto somente ocorrerá se ele
tiver uma visão clara do eu está tentando obter e de como está agindo a respeito. Quando o
desejo de melhorar ocorre, como decorrência de suas percepções e analises, ocorrerão
melhores condições para se aperfeiçoar. (SANT’ANNA, 1998 p. 94).

1.5 A importância da avaliação no processo de ensino aprendizagem.


A avaliação é um pré-requisito para obtenção de notas durante o período escolar e académica
sendo uma via de regra, e como toda regra é fundamental assim é a avaliação. Mesmo sendo
ela vista como um processo doloroso, tanto para o aluno (o qual tem que obter a nota mínima
ou mais) quanto para o professor (problemas relacionados à correcção e questionamentos de
sua actuação em sala de aula), a avaliação tem de ser vista como um processo contínuo, com
total participação dos alunos. Segundo os PCN’s:

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Necessária à disponibilidade para o envolvimento do aluno na aprendizagem, o empenho em
estabelecer relações entre o que já sabe e o que está aprendendo. Essa aprendizagem exige
uma ousadia para se colocar problemas, buscar soluções, e experimentar novos caminhos, de
maneira diferente da aprendizagem mecânica, no qual o aluno limita seu esforço apenas em
memorizar ou estabelecer relações directas e superficiais. (PCN, 1997, p.99).

Mesmo a avaliação como algo monstruoso e assustador tanto para professores como para
alunos ela é necessária, por meia da mesma se consegue obter dados que mesmo não tendo
tanta relevância eles nos mostram até onde o aluno aprendeu e o que ficou na dúvida e não foi
assimilado com sucesso. Por meio destes diagnósticos e observações os professores podem e
devem fazer retomadas de conteúdos se necessário for para o bem do aluno e de seu
aprendizado.

Sabe-se que, durante muito tempo, a avaliação constituiu quase exclusivamente em medir
resultados finais de aprendizagem. Assim, a função social da avaliação, quer dizer, a
certificação das aprendizagens realizadas e a selecção dos estudantes, foi muito relevante que
a função pedagógica de analise dos processos e de detenção dos obstáculos ou problemas de
aprendizagem. Além disso, muitas práticas de avaliação de antes e de agora estão
impregnadas por esse modelo. A ideia de que se pode medir qualquer tipo de aprendizagem e
de que avaliar é algo ‘técnico’, ‘preciso’, ‘objectivo’ e inclusive ‘científico’ aparece como
pano de fundo de determinadas concepções de alguns professores sobre a avaliação.
(QUINQUER, 2003, p. 17).

 A tarefa de avaliar é uma missão complexa, que exige que o docente seja um exímio
observador, capaz de ver o aluno, além das aparências, capaz de ver o aluno em sua
totalidade, percebendo os avanços do educando, pois, sempre há avanço, ainda que pequeno,
embora muitas vezes o educador não perceba. “A tarefa do professor ao avaliar exige
competência, discernimento, equilíbrio, além, é claro, de conhecimentos técnicos.”
(ANTUNES, 2002, p. 10).

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iv. Conclusão

Em jeito de conclusão deste trabalho cientifica o autor tem por abordar o seguinte: A
avaliação influência de uma forma ou outra na acção educativa, não podendo assim ser vista
de maneira isolada. Ela é uma prática onde o professor utilizará vários métodos e meios
visando diagnosticar o processo de ensino aprendizagem do seu aluno. Segundo Garcia (2003
Apud DILIGENTI, 1998, p. 21) o:termo avaliação é de utilização recente, já que a palavra
“exame” era mais frequentemente utilizada para designar provas de conhecimento. Datam aos
remotos 1200 a.C. as primeiras práticas de avaliação/exame de que temos notícia. Esses
exames eram realizados pela burocracia chinesa com intuito de seleccionar (somente junto aos
homens) aqueles que deveriam ocupar cargos públicos, Avaliar não é uma tarefa fácil e
quando se trata da avaliação dos alunos situação fica um ouço mais complicada. Para facilitar
então o entendimento da mesma se pautará em alguns modelos de avaliação e seu conceito
visando não apenas uma classificação, mas o todo do processo educativo, Todo aluno é um
conjunto de acções biológicas, físicas, psicológicas e cognitivas funcionando assim como um
relógio, quando uma das partes para de funcionar o todo acaba sendo atingido. Na
aprendizagem não ocorre diferente, são situações de circunstâncias, mas intimamente
relacionadas. A avaliação é um pré-requisito para obtenção de notas durante o período escolar
e académica sendo uma via de regra,

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v. Referências Bibliográficas
ANTUNES, Celso. A Avaliação da Aprendizagem Escolar. 4ª ed. Rio de Janeiro: Vozes,
2002.

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