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NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 15122
Segunda edição
03.05.2013

Válida a partir de
03.06.2013

Isoladores para linhas aéreas — Isoladores


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compostos tipo suspensão e tipo ancoragem,


para sistemas em corrente alternada com
tensões nominais acima de 1 000 V — Definições,
métodos de ensaio e critério de aceitação
Insulators for overhead lines — Composite suspension and tension insulators
for a.c. systems with nominal voltage greater than 1 000 V — Definitions,
test methods and acceptance criteria

ICS 29.080.10 ISBN 978-85-07-04210-5

Número de referência
ABNT NBR 15122:2013
33 páginas

© ABNT 2013
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Sumário Página

Prefácio ..............................................................................................................................................vii
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3 Termos, definições e abreviaturas....................................................................................2
3.1 Termos e definições ...........................................................................................................2
3.2 Abreviações ........................................................................................................................3
4 Identificação dos isoladores .............................................................................................3
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5 Condições ambientais .......................................................................................................3


6 Transporte, armazenagem e instalação ...........................................................................3
7 Isoladores híbridos ............................................................................................................4
8 Tolerâncias ..........................................................................................................................4
9 Classificação dos ensaios.................................................................................................4
9.1 Ensaios no composto polimérico do revestimento e das saias ....................................4
9.2 Ensaios no isolador ...........................................................................................................4
9.2.1 Ensaios de projeto .............................................................................................................4
9.2.2 Ensaios de tipo ...................................................................................................................5
9.2.3 Ensaios de recebimento ....................................................................................................5
9.2.4 Ensaios de rotina ...............................................................................................................5
10 Ensaios no composto polimérico do revestimento e das saias ....................................7
10.1 Identificação do composto polimérico (ensaio de projeto e tipo) .................................8
10.1.1 Ensaio por espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) ...8
10.1.2 Ensaio de medição do tempo de indução oxidativa (OIT) e da temperatura
de fusão...............................................................................................................................8
10.2 Avaliação do composto polimérico (ensaio de projeto) .................................................8
10.2.1 Rigidez dielétrica ................................................................................................................8
10.2.2 Ensaio termogravimétrico (TGA) (somente para comparação) .....................................8
10.2.3 Ensaios mecânicos e elétricos do composto – Antes e após envelhecimento
em câmara de UV ...............................................................................................................8
10.3 Ensaio de verificação da resistência ao trilhamento e erosão (ensaio
de projeto) ...........................................................................................................................9
10.3.1 Procedimento de ensaio ....................................................................................................9
10.3.2 Amostras de ensaio ...........................................................................................................9
10.3.3 Critério de aceitação ..........................................................................................................9
11 Ensaios de projeto no isolador .........................................................................................9
11.1 Geral ....................................................................................................................................9
11.2 Itens de ensaio segundo ABNT NBR 15643.....................................................................9
11.2.1 Ensaio nas interfaces e conexões dos terminais integrantes .......................................9
11.2.2 Ensaio no material das saias e do revestimento ..........................................................10
11.2.3 Ensaio no material do núcleo..........................................................................................10
11.3 Precondicionamento específico para o ensaio nas interfaces e conexões
dos terminais integrantes segundo a ABNT NBR 15643 ..............................................10

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11.3.1 Ensaio de supressão súbita de carga ............................................................................10


11.3.2 Ensaio termomecânico ....................................................................................................11
11.4 Ensaio nas interfaces e conexões dos terminais integrantes .....................................12
11.5 Ensaio de dureza ..............................................................................................................12
11.6 Ensaio de envelhecimento acelerado.............................................................................13
11.7 Ensaio de trilhamento e erosão ......................................................................................13
11.8 Ensaio de flamabilidade ..................................................................................................13
11.9 Ensaio no material do núcleo..........................................................................................13
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11.10 Ensaio de verificação da resistência a ataques químicos ...........................................13


11.11 Ensaio de carga-tempo no núcleo montado ..................................................................13
11.11.1 Amostras para ensaio ......................................................................................................13
11.11.2 Ensaio de carga mecânica ..............................................................................................13
12 Ensaios de tipo no isolador ............................................................................................14
12.1 Ensaios elétricos ..............................................................................................................14
12.2 Ensaio de verificação do limite de dano e ensaio de verificação da rigidez
da interface entre os terminais integrantes e o revestimento do isolador .................15
12.2.1 Corpos de prova ...............................................................................................................15
12.2.2 Método de ensaio .............................................................................................................15
12.2.3 Critério de aprovação.......................................................................................................16
12.3 Ensaio de verificação da aderência................................................................................16
12.3.1 Amostragem .....................................................................................................................16
12.3.2 Preparação das amostras................................................................................................16
12.3.3 Procedimento de ensaio ..................................................................................................17
12.3.4 Critério de aceitação ........................................................................................................17
13 Ensaio de recebimento no isolador................................................................................17
13.1 Geral ..................................................................................................................................17
13.2 Verificação das dimensões (E1 + E2) .............................................................................18
13.3 Verificação do sistema de travamento (E2) ...................................................................18
13.4 Verificação da estanqueidade da interface entre os terminais integrantes
e o revestimento do isolador (E2) e da carga mecânica nominal (CMN) (E1) ............18
13.4.1 Penetração do corante .....................................................................................................18
13.4.2 Avaliação da CMN ............................................................................................................19
13.4.3 Critério de aceitação ........................................................................................................19
13.5 Ensaio de zincagem (E2) .................................................................................................19
13.6 Ensaio de verificação da aderência................................................................................19
13.6.1 Amostragem .....................................................................................................................19
13.6.2 Preparação das amostras................................................................................................19
13.6.3 Procedimento de ensaio ..................................................................................................19
13.6.4 Critério de aceitação ........................................................................................................19
13.7 Procedimento de reensaio ..............................................................................................20
14 Ensaios de rotina no isolador .........................................................................................20
14.1 Inspeção visual.................................................................................................................20
14.2 Ensaio mecânico de rotina ..............................................................................................20

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Bibliografia .........................................................................................................................................33

Anexos
Anexo A (informativo) Princípio do limite de danos, coordenação da carga e ensaios para
isoladores compostos tipo suspensão e tipo ancoragem ...........................................21
A.1 Introdução .........................................................................................................................21
A.2 Comportamento carga-tempo e limite de danos ...........................................................21
A.3 Coordenação da carga de serviço ..................................................................................21
A.4 Ensaios de verificação.....................................................................................................22
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A.5 Ensaio de projeto – Ensaio de carga-tempo do núcleo (ver Figura A.4) ....................24
A.5.1 Ensaio de ruptura de 1 min .............................................................................................24
A.5.2 Ensaio de carga mecânica nominal de 96 h ..................................................................25
A.6 Ensaio de tipo – Ensaio mecânico de carga-tempo ......................................................25
A.7 Utilização dos resultados dos ensaios de projeto e tipo .............................................25
A.7.1 Reta carga-tempo do usuário (ver Figura A.5) ..............................................................25
A.7.2 Carga mecânica máxima (CMM) .....................................................................................26
A.7.3 Determinação da linha reta de carga-tempo do usuário em comparação com
a curva de carga mecânica nominal do isolador..........................................................26
Anexo B (informativo) Exemplo de dois dispositivos possíveis para o ensaio de supressão
súbita de carga .................................................................................................................29
B.1 Dispositivo 1 (Figura B.1a) ..............................................................................................29
B.2 Dispositivo 2 (Figura B.1b) ..............................................................................................29
Anexo C (informativo) Guia das solicitações mecânicas não normalizadas e de carga
mecânica dinâmica de isoladores compostos tipo suspensão e tipo ancoragem ....31
C.1 Introdução .........................................................................................................................31
C.2 Cargas de torção ..............................................................................................................31
C.3 Cargas de compressão (flambagem) .............................................................................31
C.4 Cargas de flexão ...............................................................................................................31
C.5 Cargas mecânicas dinâmicas .........................................................................................32
C.6 Limites ...............................................................................................................................32

Figuras
Figura 1 – Ensaio termomecânico – Ciclo típico (ver 11.3.2) ........................................................12
Figura A.1 – Curva carga – tempo e limite de danos do núcleo montado com
os terminais integrantes ..................................................................................................22
Figura A.2 – Representação gráfica da relação entre o limite de dano da característica
mecânica e as cargas de serviço de um isolador com 16 mm de diâmetro
do núcleo...........................................................................................................................23
Figura A.3 – Cargas para ensaio ......................................................................................................23
Figura A.4 – Verificação da inclinação da curva carga-tempo do isolador ..................................27
Figura A.5 – Curva carga-tempo do usuário ...................................................................................27
Figura A.6 – Comparação entre a curva carga-tempo do usuário com a curva carga
nominal-tempo do isolador .............................................................................................28

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Figura B.1 – Exemplo de dois dispositivos possíveis para o ensaio de supressão súbita
de carga .............................................................................................................................30

Tabelas
Tabela 1 – Ensaios a serem realizados após alterações no projeto ...............................................6
Tabela 2 – Requisitos físicos do polímero ........................................................................................9
Tabela 3 – Ensaios de projeto ..........................................................................................................10
Tabela 4 – Arranjo de ensaio para ensaios elétricos .....................................................................15
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Tabela 5 – Amostragem para os ensaios de recebimento .............................................................18

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Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.
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A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 15122 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03), pela
Comissão de Estudo de Isoladores para Linhas Aéreas e Subestações (CE-03:036.01).
O seu 1º Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 03, de 29.03.2012
a 28.05.2012, com o número de Projeto ABNT NBR 15122. O seu 2º Projeto circulou em
Consulta Nacional conforme Edital nº 09, de 18.09.2012 a 17.10.2012, com o número
de 2º Projeto ABNT NBR 15122.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 15122:2004), a qual foi
tecnicamente revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard defines the terms used and specifies test methods and their acceptance criteria
for composite insulators.

The composite insulators covered by this Standard are intended for use as suspension or tension,
but it should be noted that these insulators may occasionally be subjected to compression or bending,
for instance when used as spacers between phases.

This Standard can be applied in part to hybrid composite insulators whose core is made of homogeneous
material (porcelain, resin) (see Clause 7).

This Standard does not include requirements dealing with the choice of insulators for specific
operating conditions.

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NORMA BRASILEIRA ABNT NBR 15122:2013

Isoladores para linhas aéreas — Isoladores compostos tipo suspensão


e tipo ancoragem, para sistemas em corrente alternada com tensões
nominais acima de 1 000 V — Definições, métodos de ensaio e critério
de aceitação

1 Escopo
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Esta Norma define os termos usados e especifica os métodos de ensaio e respectivos critérios
de aceitação para isoladores compostos.

Os isoladores compostos cobertos por esta Norma são previstos para serem usados em suspensão
ou ancoragem, mas deve-se observar que esses isoladores podem ocasionalmente ser submetidos
à compressão ou flexão, por exemplo, quando usados como espaçadores entre fases. Nesse caso
o isolador passa a ser denominado isolador distanciador.

Esta Norma pode ser parcialmente aplicada a isoladores compostos híbridos cujo núcleo é feito
de material homogêneo (porcelana, resina) (ver Seção 7).

Esta Norma não inclui requisitos que tratam da escolha de isoladores para condições específicas
de operação.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5032, Isoladores para linhas aéreas com tensão acima de 1 000 V – Isoladores
de porcelana ou vidro para sistemas de corrente alternada

ABNT NBR 5456, Eletricidade geral – Terminologia

ABNT NBR 5472, Isoladores para eletrotécnica – Terminologia

ABNT NBR 10296:1988, Material isolante elétrico – Avaliação de sua resistência ao trilhamento elétrico
e à erosão sob severas condições ambientais – Método de ensaio

ABNT NBR 13977, Cabos ópticos – Determinação do tempo de indução oxidativa (OIT) – Método
de ensaio

ABNT NBR 15123, Isoladores para linhas aéreas com tensões nominais acima de 1 000 V – Cadeias
e arranjos de isoladores para sistemas de corrente alternada

ABNT NBR 15255, Unidades de isolador composto para cadeia, para linhas aéreas com tensão acima
de 1 000 V – Classes de resistência mecânica e ferragens integrantes padronizadas

ABNT NBR 15643, Isoladores poliméricos para uso interno e externo com tensão nominal superior
a 1 000 V – Terminologia e ensaios de projeto

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ABNT NBR 15122:2013

ASTM D149, Standard test method for dielectric breakdown voltage and dielectric strength of solid
electrical insulating materials at commercial power frequencies

ASTM D412, Standard test methods for vulcanized rubber and thermoplastic elastomers – Tension

ASTM D2240, Standard test method for rubber property – Durometer hardness

ASTM D3182, Standard practice for rubber materials, equipment, and procedures for mixing standard
compounds and preparing standard vulcanized sheets
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ASTM D3418, Standard test method for transition temperatures and enthalpies of fusion
and crystallization of polymers by differential scanning calorimetry

ASTM D6370, Standard test method for rubber-compositional analysis by thermogravimetry (TGA)

ASTM E204, Standard practices for identification of material by infrared absorption spectroscopy, using
the ASTM coded band and chemical classification index

ASTM G155, Standard practice for operating xenon arc light apparatus for exposure of non-metallic
materials

ABNT IEC/TR 62039, Guia de seleção de materiais poliméricos para uso externo sob alta tensão

ISO 3452 (all parts), Non-destructive testing – Penetrant testing

3 Termos, definições e abreviaturas

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os termos e definições das ABNT NBR 5456
e ABNT NBR 5472, e os seguintes.

3.1 Termos e definições

3.1.1
carga mecânica excepcional
carga que ocorre com um tempo máximo de duração de uma semana durante toda a vida útil de uma
dada instalação

NOTA 1 A carga mecânica excepcional e a temperatura correspondente são definidas pelo usuário para
representar as condições de serviço, sendo que a CME ultrapassa a CMO (ver 3.2).

NOTA 2 Recomenda-se assumir que a carga mecânica excepcional não produza qualquer deformação
permanente nos isoladores.

3.1.2
carga mecânica ordinária
carga que representa o peso dos condutores, ferragens, acessórios etc., sem gelo, para uma cadeia
de suspensão, ou a carga mecânica de tração aplicada a uma cadeia de ancoragem, levando-se
em consideração a temperatura e a velocidade dos ventos mais frequentes

NOTA A carga mecânica ordinária e a temperatura correspondente são definidas pelo usuário, de maneira
a representar as condições de serviço mais frequentes.

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ABNT NBR 15122:2013

3.1.3
Isolador tipo suspensão
isolador instalado no plano vertical destinado a suportar os esforços eletromecânicos decorrentes
da sua montagem na condição de operação

3.1.4
Isolador tipo ancoragem
Isolador instalado em um plano horizontal ou um plano inclinado destinado a suportar
eletromecanicamente os esforços de tração nos cabos condutores na condição de operação
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NOTA O isolador tipo suspensão ou tipo ancoragem podem ser o mesmo diferenciados somente quanto
à função e posição de instalação.

3.2 Abreviações

As seguintes abreviaturas são utilizadas nesta Norma:

E1, E2 Conjuntos de amostras para ensaio de recebimento

MAV Valor médio da carga de ruptura obtido no ensaio de carga mecânica

CME Carga mecânica excepcional

CMN Carga mecânica nominal

CMO Carga mecânica ordinária

CMRO Carga mecânica de rotina

CMRU Carga mecânica de ruptura

4 Identificação dos isoladores


Deve atender aos requisitos da ABNT NBR 15643, devendo ainda cada isolador ser marcado com sua
carga mecânica nominal e a identificação do lote (número de série ou código de rastreio).

5 Condições ambientais
As condições ambientais usuais para as quais os isoladores podem ser submetidos, quando
em operação, são definidas na ABNT NBR 15643.

6 Transporte, armazenagem e instalação


Devem atender aos requisitos da ABNT NBR 15643, sendo que as informações quanto ao manuseio
de isoladores compostos podem ser obtidas na publicação técnica do Cigré número 184 [3]. Durante
a instalação, ou quando usado em configurações não normalizadas, os isoladores compostos
de suspensão podem ser submetidos a uma torção elevada, cargas de compressão ou de flexão para
as quais eles não foram projetados. O Anexo C fornece um guia para tais cargas.

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ABNT NBR 15122:2013

7 Isoladores híbridos

Como estabelecido na Seção 1, esta Norma pode ser parcialmente aplicada a isoladores híbridos cujo
núcleo ou partes integrantes são constituídos por material homogêneo (porcelana, vidro). Em geral,
os ensaios mecânicos carga–tempo e os ensaios no material do núcleo não se aplicam a núcleos
de porcelana ou vidro. Para tais isoladores, as partes interessadas devem fazer um acordo quanto
à seleção dos ensaios desta Norma e da ABNT NBR 5032 a serem utilizados.

8 Tolerâncias
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A menos que acordado de outra maneira, uma tolerância de ± (0,04 × d + 1,5) mm quando
d ≤ 300 mm, ± (0,025 × d + 6) mm quando d > 300 mm, com tolerância máxima de ± 50 mm, deve
ser permitida em todas as dimensões nas quais as tolerâncias específicas não são solicitadas
ou fornecidas no desenho do isolador (sendo d a dimensão a ser considerada, em milímetros).

A medição da distância de escoamento deve estar relacionada com as dimensões do projeto


e as tolerâncias, quando determinadas a partir do desenho do isolador, mesmo que essa dimensão
seja maior que o valor originalmente especificado. Quando um valor mínimo para a distância
de escoamento for especificado, a tolerância negativa é também limitada por este valor.

No caso de isoladores com distância de escoamento superiores a 3 m, é permitida a medição


de uma seção reduzida do isolador, com dimensão em torno de 1 m e, depois, que seja realizada
uma extrapolação.

9 Classificação dos ensaios

9.1 Ensaios no composto polimérico do revestimento e das saias

Os ensaios destinam-se a identificar o material polimérico e avaliar as propriedades e características


pertinentes dos materiais compostos poliméricos utilizados nos isoladores poliméricos.

9.2 Ensaios no isolador

9.2.1 Ensaios de projeto

O objetivo dos ensaios de projeto é verificar a adequação do projeto, do material e do método


de fabricação (tecnologia). O projeto de um isolador composto é definido pelos seguintes elementos:

— material do núcleo e do revestimento e respectivos processos de fabricação;

— material dos terminais integrantes, seu projeto e método de fixação (excluindo o acoplamento);

— espessura da camada do revestimento sobre o núcleo (incluindo a camisa intermediária, quando


utilizada);

— diâmetro do núcleo.

Quando ocorrerem mudanças no projeto do isolador polimérico, uma requalificação deve ser executada
de acordo com a Tabela 1.

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ABNT NBR 15122:2013

Quando um isolador composto para suspensão torna-se um isolador de referência (“padrão”) para
uma classe de projeto, os resultados devem ser considerados válidos para toda a classe. Esse isolador
de referência ensaiado define uma classe de projeto dos isoladores que têm as seguintes características:

a) mesmo material do núcleo e saias e mesmo processo de fabricação;

b) mesmo material dos terminais integrantes, mesmo projeto da zona de conexão e mesma geometria
da interface revestimento–terminal integrante e da inteface núcleo-terminal integrante;

c) espessura do material do revestimento sobre o núcleo (incluindo a camisa intermediária, quando


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usada) igual ou maior;

d) solicitações sob cargas mecânicas iguais ou menores;

e) parâmetros do perfil do revestimento equivalentes, ver nota (a) na Tabela 1;

f) diâmetro do núcleo igual ou maior.

9.2.2 Ensaios de tipo

O objetivo dos ensaios de tipo é verificar as principais características de um isolador que dependem
de seu projeto. Os ensaios de tipo devem ser executados somente uma vez para cada projeto
e repetidos quando o material, o projeto ou o processo de fabricação do isolador for alterado
ou quando solicitado pelo comprador. No caso dos isoladores compostos, os ensaios devem confirmar
as características mecânicas do núcleo montado (ver A.4) e aplicam-se a isoladores cuja classe
foi aprovada nos ensaios de projeto (mais detalhes são dados na Seção 11).

Os relatórios referentes aos ensaios de tipo não tem prazo de validade determinado.

Dentro das condições citadas anteriormente, os relatórios de ensaios de tipo permanecem válidos
enquanto não houver significativa disparidade entre os resultados dos ensaios de tipo e os dos ensaios
de recebimento correspondentes executados posteriormente.

9.2.3 Ensaios de recebimento

O objetivo dos ensaios de recebimento é verificar as características de um isolador que podem variar
com o processo de fabricação e com a qualidade do material componente do isolador. Estes ensaios
devem ser executados sobre uma amostragem de isoladores escolhidos aleatoriamente de um lote
que foi submetido aos ensaios de rotina.

9.2.4 Ensaios de rotina

O objetivo dos ensaios de rotina é eliminar isoladores defeituosos, devendo ser executados durante
o processo de fabricação, sendo executados em todos os isoladores.

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Tabela 1 – Ensaios a serem realizados após alterações no projeto

Ensaios que devem ser repetidos:

Ensaios de
Ensaios de projeto
tipo

Ensaios no material da
saia e do revestimento

Ensaios no material
ABNT NBR 15643
ABNT NBR 15643
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do núcleo
Se as alterações no projeto
do isolador abrangerem:

Ensaio de flamabilidade
conexões dos terminais

Ensaio de trilhamento e
Ensaio de carga–tempo
Ensaio nas interfaces e

Ensaio de difusão de

Ensaios mecânicos
no núcleo montado

Ensaio de líquido

Ensaios elétricos
Ensaio de dureza

envelhecimento
integrantes

penetrante
Ensaio de

acelerado

erosão

água
1 Materiais do X Xc X X X X X
revestimento
2 Perfil do revestimento a X X X
3 Material do núcleo X X X X X
4 Diâmetro do núcleo b X X X X X
5 Processo de fabricação X X X X X
do núcleo e dos
terminais integrantes
6 Processo de montagem X X X
do núcleo e dos
terminais integrantes
7 Processo de fabricação X Xc X X X X Xc
do revestimento
8 Processo de montagem X Xc X Xc
do revestimento
9 Material dos terminais X X X
integrantes
10 Projeto da interface das X X X
conexões dos terminais
integrantes

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Tabela 1 (continuação)

Ensaios que devem ser repetidos:

Ensaios de
Ensaios de projeto tipo

Ensaios no material
Ensaios no material

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ABNT NBR 15643

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ABNT NBR 15122


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revestimento
da saia e do

do núcleo
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Se as alterações no projeto
do isolador abrangerem:

Ensaio de flamabilidade
conexões dos terminais

Ensaio de trilhamento e
Ensaio de carga–tempo
Ensaio nas interfaces e

Ensaio de difusão de

Ensaios mecânicos
no núcleo montado

Ensaio de líquido

Ensaios elétricos
Ensaio de dureza

envelhecimento
integrantes

penetrante
Ensaio de

acelerado

erosão

água
11 Projeto das interfaces X X c) X X c)
núcleo/revestimento
/terminais integrantes
12 Tipo de acoplamento X
a
Variações do perfil dentro das seguintes tolerâncias não constituem uma alteração:

- projeção;
- diâmetro;
- espessura na base e na ponta;
- espaçamento;
- inclinação das saias;
- repetição das saias.
b
Variações do diâmetro do núcleo dentro de ± 15 % não constituem uma alteração.
c
Não necessário se puder ser demonstrado que a alteração não influencia na suportabilidade mecânica do núcleo
montado.

10 Ensaios no composto polimérico do revestimento e das saias


Inicialmente, o composto polimérico deve ser submetido aos ensaios apresentados em 10.1 para
a identificação do tipo de material utilizado. Se os resultados obtidos nos ensaios apresentados
em 10.1, quando realizados como tipo ou recebimento, apresentarem resultados divergentes
dos ensaios de projeto realizados anteriormente, os ensaios apresentados em 10.2 devem
ser repetidos para verificar se houve alteração no composto polimérico.

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10.1 Identificação do composto polimérico (ensaio de projeto e tipo)

10.1.1 Ensaio por espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR)

Conforme ASTM E204.

10.1.2 Ensaio de medição do tempo de indução oxidativa (OIT) e da temperatura de fusão

Conforme ABNT NBR 13977 e ASTM D3418.

NOTA Os ensaios apresentados em 10.1.1 e 10.1.2 podem ser realizados como ensaios de recebimento
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mediante prévio acordo entre as partes interessadas.

10.2 Avaliação do composto polimérico (ensaio de projeto)

10.2.1 Rigidez dielétrica

10.2.1.1 Amostragem

Conforme ASTM D149.

10.2.1.2 Procedimento de ensaio

O ensaio deve ser realizado conforme ASTM D149.

10.2.1.3 Critério de aceitação

As amostras devem apresentar valores acima de 10 kV/mm.


NOTA Para revestimento com materiais diferentes de silicone ou EPDM, recomenda-se que os valores sejam
acordados entre as partes interessadas.

10.2.2 Ensaio termogravimétrico (TGA) (somente para comparação)

10.2.2.1 Método de ensaio

Conforme ASTM D6370.

10.2.2.2 Critério de aceitação

A curva típica de degradação obtida no ensaio de tipo não pode sofrer diferenças de ± 5 % em cada
etapa de degradação obtida no ensaio de projeto. Novas etapas de degradação não podem aparecer
na curva obtida no ensaio de tipo, bem como não pode desaparecer qualquer etapa de degradação
anteriormente observada no ensaio de projeto.

10.2.3 Ensaios mecânicos e elétricos do composto – Antes e após envelhecimento em câmara


de UV

10.2.3.1 Procedimento de ensaio

O ensaio de envelhecimento deve ser realizado conforme ASTM G155 (arco xenônio), durante 2 000 h.

O ensaio de dureza antes e após o envelhecimento deve ser realizado conforme a ASTM D2240.

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10.2.3.2 Amostras de ensaio

Devem ser confeccionados dez corpos de prova, preparados de acordo com as ASTM D3182
e ASTM D412 (Tipo DIE A), separados em dois grupos com cinco unidades cada, para execução
dos ensaios, antes e após envelhecimento em câmara de intemperismo artificial.

10.2.3.3 Critério de aprovação

Admite-se um aumento de sete pontos no valor da dureza.

10.3 Ensaio de verificação da resistência ao trilhamento e erosão (ensaio de projeto)


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10.3.1 Procedimento de ensaio

Conforme ABNT NBR 10296:1988, método 1.

10.3.2 Amostras de ensaio

Conforme ABNT NBR 10296.

10.3.3 Critério de aceitação

Ver Tabela 2, sendo que, para polímeros em geral, utiliza-se o critério A da ABNT NBR 10296:1988
e, para polímeros de silicone, utilizam-se os critérios A e B da ABNT NBR 10296:1988.

Tabela 2 – Requisitos físicos do polímero

Norma a ser
utilizada para Ensaios Requisitos
ensaios
ASTM D149 Rigidez dielétrica > 10 kV/mm
Dureza após envelhecimento Aumento máximo de 7 pontos
ASTM D2240
com duração de 168 h (a 175 °C ± 3 °C)
Resistência ao trilhamento e
ABNT NBR 10296 3,50 kV
erosão (quando novo)

11 Ensaios de projeto no isolador


11.1 Geral
Os ensaios de projeto consistem nos ensaios prescritos na ABNT NBR 15643 (ver Tabela 3). Os ensaios
de projeto devem ser realizados somente uma vez e seus resultados registrados em um relatório
de ensaio. Cada parte pode ser efetuada independentemente, sobre novos corpos de prova, quando
apropriado. O isolador composto de um determinado projeto só deve ser considerado qualificado
quando todos os isoladores ou corpos de prova forem aprovados nos ensaios de projeto.

11.2 Itens de ensaio segundo ABNT NBR 15643


11.2.1 Ensaio nas interfaces e conexões dos terminais integrantes

Devem ser selecionados três isoladores completos, retirados da linha de produção, para serem
ensaiados. O comprimento do isolamento (distância entre terminais integrantes) não pode ser inferior
a 800 mm. As ferragens devem ser as mesmas usadas na produção normal dos isoladores e devem

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ser montadas de forma que a distância elétrica entre os terminais integrantes e a saia mais próxima
seja idêntica à dos isoladores da linha de produção. Os isoladores devem ser examinados visualmente
e deve-se verificar se suas dimensões estão em conformidade com os desenhos. Devem
ser submetidos, então, ao ensaio mecânico de rotina conforme 14.2.

NOTA Se o fabricante produzir unicamente isoladores de comprimento inferior a 800 mm, os ensaios
de projeto podem ser realizados sobre os isoladores fabricados, e os resultados serão válidos até
os comprimentos ensaiados.

11.2.2 Ensaio no material das saias e do revestimento


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Se espaçadores, anéis de junção ou outras partes essenciais forem usados no projeto do isolador
(principalmente para isoladores com grandes dimensões), as amostras para esses ensaios devem
incluir essas partes essenciais em uma posição típica.

A ABNT NBR 15643 especifica que a distância de escoamento das amostras deve estar entre 500 mm
e 800 mm. Se a inclusão de espaçadores ou junções, como mencionado acima, requerer uma distância
de escoamento maior, os ensaios de projeto podem ser executados em isoladores com distância
de escoamento o mais próximo possível de 800 mm. Se o fabricante produzir unicamente isoladores
com distância de escoamento inferior a 500 mm, os ensaios de projeto podem ser realizados sobre
os isoladores fabricados, e os resultados serão válidos até os comprimentos ensaiados.

11.2.3 Ensaio no material do núcleo

Os corpos de prova são especificados conforme a ABNT NBR 15643. Contudo, se o material
do revestimento não estiver aderido ao núcleo, ele pode ser removido e o núcleo deve ser limpo para
remover qualquer traço de material selante antes de cortar e ensaiar.

11.3 Precondicionamento específico para o ensaio nas interfaces e conexões


dos terminais integrantes segundo a ABNT NBR 15643

Os ensaios devem ser realizados sobre os três corpos de prova, na sequência indicada em 11.3.1
e 11.3.2.

11.3.1 Ensaio de supressão súbita de carga

Os corpos de prova, em uma temperatura entre – 25 °C e – 20 °C, devem ser submetidos a cinco
supressões súbitas de carga, a partir de uma carga de tração igual a 30 % da CMN.

NOTA 1 O Anexo B mostra dois exemplos de dispositivos possíveis para realização do ensaio de supressão
súbita de carga.

NOTA 2 Em alguns casos de aplicação, uma temperatura inferior pode ser escolhida, mediante prévio
acordo entre as partes interessadas.

Tabela 3 – Ensaios de projeto


Nome do ensaio Composição do ensaio
Ensaios de precondicionamento (ver 11.2.1 e 11.3):
Ensaio nas interfaces e conexões dos — ensaio de supressão súbita de carga
terminais integrantes (ver 11.4) — ensaio termomecânico
Ensaio de imersão em água

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Tabela 3 (continuação)

Nome do ensaio Composição do ensaio

Ensaios de verificação:

Ensaio nas interfaces e conexões dos — inspeção visual


terminais integrantes (ver 11.4)
— ensaio de perfuração sob impulso
— ensaio em frequência industrial a seco
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Ensaio de dureza (ver 11.5)

Ensaio de envelhecimento acelerado (ver 11.6)


Ensaios nas saias e no revestimento
Ensaio de trilhamento e erosão (ver 11.7)

Ensaio de flamabilidade (ver 11.8)

Ensaio de líquido penetrante (ver 11.9)

Ensaio de difusão de água (ver 11.9)


Ensaios no material do núcleo
Avaliação da resistência a ataques químicos
(ver 11.10)

Determinação da carga de ruptura média do


núcleo dos isoladores montados com os terminais
Ensaio de carga–tempo no núcleo montado integrantes
(ver 11.11)
Controle de inclinação de curva de carga-tempo do
isolador

11.3.2 Ensaio termomecânico

Antes do início do ensaio, os corpos de prova devem ser tracionados, na temperatura ambiente,
com um mínimo de 5 % da CMN, durante 1 min. Durante este tempo, o comprimento do corpo
de prova deve ser medido com precisão de 0,5 mm. O comprimento assim obtido deve ser considerado
o comprimento de referência.

Os corpos de prova devem ser submetidos a variações térmicas sob uma carga mecânica contínua,
como indicado na Figura 1. Os ciclos térmicos de 24 h devem ser repetidos por quatro vezes. Cada
ciclo de 24 h tem dois níveis de temperatura, cada um com duração mínima de 8 h, o primeiro
a – 35 °C ± 5 °C e o segundo a + 50 °C ± 5 °C. O intervalo de temperatura deve ser pelo menos
de 85 °C. Os ensaios podem ser executados ao ar livre ou em qualquer outro ambiente adequado.

A carga mecânica aplicada deve ser igual à carga mecânica de rotina (CMRO) (pelo menos 50 %
da CMN) do isolador. A carga deve ser aplicada ao corpo de prova na temperatura ambiente, antes
do início do primeiro ciclo térmico.

NOTA As temperaturas e as cargas utilizadas no precondicionamento não necessariamente representam


as condições de operação. Os valores citados são projetados para produzir esforços específicos reprodutíveis
na interface de um isolador.

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0° 180°

12 24 36 48
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8
Temperatura
do ar (°C)
+ 50 ± 5

T (h)
12 24 36 48

- 35 ± 5

Figura 1 – Ensaio termomecânico – Ciclo típico (ver 11.3.2)

O ensaio pode ser interrompido para manutenção por um período total de até 2 h. O ponto de início,
após qualquer interrupção, deve ser o início do ciclo interrompido.

Após a conclusão do ensaio, o comprimento do isolador deve ser novamente medido, de forma análoga,
com a mesma carga e na mesma temperatura original do isolador (o objetivo desta medição é obter
informações adicionais sobre o movimento relativo dos terminais integrantes).

11.4 Ensaio nas interfaces e conexões dos terminais integrantes

O ensaio de imersão de água e os ensaios de verificação devem ser realizados conforme


a ABNT NBR 15643.

11.5 Ensaio de dureza

O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 15643.

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11.6 Ensaio de envelhecimento acelerado


O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 15643.

11.7 Ensaio de trilhamento e erosão


O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 15643 e 11.2.2 para itens de ensaio.

11.8 Ensaio de flamabilidade


O ensaio deve ser realizado conforme a ABNT NBR 15643.
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11.9 Ensaio no material do núcleo


Os ensaios de líquido penetrante e difusão de água devem ser realizados conforme
a ABNT NBR 15643 e 11.2.3 para corpos de prova.

11.10 Ensaio de verificação da resistência a ataques químicos


O ensaio deve ser realizado conforme o ABNT IEC/TR 62039.

11.11 Ensaio de carga-tempo no núcleo montado


11.11.1 Amostras para ensaio

Devem ser selecionados seis isoladores completos, retirados da linha de produção, para serem
ensaiados. O comprimento do isolamento (distância entre terminais integrantes) não pode ser inferior
a 800 mm. Os terminais integrantes devem ser os mesmos usados na linha de produção dos isoladores,
pelo menos até as extremidades do núcleo. Após este ponto, os terminais integrantes podem
ser modificados, de forma a evitar sua falha mecânica.

Os seis isoladores devem ser examinados visualmente e devem ter suas dimensões comparadas com
os desenhos.

NOTA Se o fabricante produzir unicamente isoladores de comprimento inferior a 800 mm, os ensaios
de projeto podem ser realizados sobre os isoladores fabricados, e os resultados serão válidos até
os comprimentos ensaiados.

11.11.2 Ensaio de carga mecânica

Este ensaio deve ser efetuado na temperatura ambiente, em duas partes.

11.11.2.1 Determinação da carga de ruptura média do núcleo dos isoladores montados com
os terminais integrantes (MAV)

Três dos corpos de prova devem ser submetidos a uma carga de tração. Esta carga deve ser
aumentada, de forma contínua e rápida, de zero até aproximadamente 75 % da carga mecânica
de ruptura esperada do núcleo e, então, elevada gradualmente, em um tempo entre 30 s e 90 s,
até que ocorra ruptura ou arrancamento completo do núcleo. Qualquer ensaio que apresente falha
nos terminais integrantes não pode ser considerado. A média dos três valores obtidos deve ser adotada
como a carga média de ruptura (MAV).

11.11.2.2 Verificação da carga suportável por 96 h

Os três corpos de prova restantes devem ser submetidos a uma carga de tração. Esta carga deve ser
aumentada, de forma suave e rápida, de zero até 60 % da carga média de ruptura (MAV), calculada

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em 11.11.2.1 e mantida neste valor por 96 h sem que haja falha (ruptura ou arrancamento completo).
Se, por qualquer motivo, a aplicação da carga for interrompida, o ensaio deve então ser reiniciado
com um novo corpo de prova.

12 Ensaios de tipo no isolador

Um tipo de isolador é definido eletricamente por:

— materiais do revestimento e do núcleo;


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— distância de arco a seco;

— distância de escoamento;

— inclinação das saias;

— diâmetro das saias;

— espaçamento entre as saias.

Os ensaios elétricos de tipo devem ser efetuados somente uma vez para isoladores que satisfaçam
as características apresentadas acima. Os ensaios elétricos devem ser efetuados com os isoladores
equipados com dispositivos de extinção de arco ou controle de campo elétrico (que geralmente
são necessários em isoladores poliméricos para linhas de transmissão), se estes forem parte integrante
do tipo de isolador.

A Tabela 1 indica as características do projeto de um isolador que, quando alteradas, implicam


a repetição dos ensaios elétricos de tipo.

Um tipo de isolador é definido mecanicamente por:

— CMN máxima para um determinado diâmetro do núcleo;

— método de fixação dos terminais integrantes.

O ensaio mecânico de tipo deve ser executado somente uma vez para isoladores que satisfaçam
os critérios acima para um determinado tipo de isolador. O ensaio mecânico de tipo deve ser repetido
apenas quando uma ou as duas características forem alteradas.

A Tabela 1 indica as características do projeto de um isolador que, quando alteradas, implicam


a repetição dos ensaios mecânicos de tipo.

12.1 Ensaios elétricos

Os arranjos de ensaio para ensaios elétricos mostrados na Tabela 4 devem ser executados de acordo
com a ABNT NBR 15123 para confirmar os valores especificados. A interpolação dos resultados
dos ensaios elétricos pode ser usada para isoladores com comprimento intermediário, desde que
o fator entre as distâncias de arco dos isoladores cujos resultados formam as extremidades da faixa
de interpolação seja menor ou igual a 1,5. A extrapolação não é permitida.

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Tabela 4 – Arranjo de ensaio para ensaios elétricos


Ensaio Arranjo de ensaio
Arranjo de ensaio normalizado (conforme
Ensaio de tensão suportável de impulso ABNT NBR 15123) de uma cadeia de isoladores
atmosférico, a seco ou arranjo de isoladores, quando o ensaio de
impulso de manobra não é solicitado
Arranjo de ensaio normalizado (conforme
Ensaio de tensão suportável em frequência ABNT NBR 15123) de uma cadeia de isoladores
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industrial, sob chuva ou arranjo de isoladores quando o ensaio de


impulso de manobra não é solicitado
Ensaio de tensão suportável de impulso Arranjo de ensaio normalizado (conforme
de manobra, sob chuva (para isoladores ABNT NBR 15123) de uma cadeia de isoladores
utilizados em sistemas com tensão nominal ou arranjo de isoladores quando o ensaio de
≥ 345 kV impulso de manobra é solicitado

12.2 Ensaio de verificação do limite de dano e ensaio de verificação da rigidez


da interface entre os terminais integrantes e o revestimento do isolador
12.2.1 Corpos de prova

Quatro isoladores retirados da linha de produção devem ser ensaiados. No caso de isoladores
de grandes dimensões, corpos de prova podem ser fabricados, montados na linha de produção com
um comprimento de isolamento (distância entre os terminais integrantes) não inferior a 800 mm.
Ambos os terminais integrantes utilizados devem ser idênticos àqueles utilizados na linha de produção.
Os terminais integrantes devem ser montados de modo que a parte isolante entre o terminal integrante
e a saia mais próxima seja idêntica à adotada na linha de produção do isolador. Os isoladores devem
ser examinados visualmente e deve ser verificado se as dimensões estão de acordo com o desenho
e, então, os isoladores devem ser submetidos ao ensaio mecânico de rotina de acordo com 14.2.

NOTA Se o fabricante produzir unicamente isoladores de comprimento inferior a 800 mm, os ensaios
de projeto podem ser realizados sobre os isoladores fabricados, e os resultados serão válidos até
os comprimentos ensaiados.

12.2.2 Método de ensaio

12.2.2.1 Ensaio mecânico inicial

Os quatro corpos de prova devem ser submetidos a uma carga de tração aplicada entre os terminais
integrantes, à temperatura ambiente. Esta carga deve ser aumentada, de forma contínua e rápida,
de zero até 70 % da CMN e, então, mantida neste valor por 96 h.

12.2.2.2 Aplicação de corante

Ambas as extremidades de um dos quatro corpos de prova devem, ao final das 96 h de ensaio,
ser submetidas ao ensaio para verificação de fissuras no revestimento, utilizando o método
de penetração de corante, segundo a série ISO 3452. A região a ser pesquisada abrange
o comprimento completo da interface entre o revestimento e o terminal integrante e inclui uma área
adicional, suficientemente extensa, além da extremidade do terminal integrante.

A verificação deve ser executada da seguinte maneira:

a) a superfície deve ser prévia e adequadamente limpa com um detergente;

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b) um corante, que deve agir durante 20 min, deve ser aplicado na superfície limpa;

c) a superfície deve ser limpa e seca, sendo removido o excesso de corante;

d) um produto revelador deve ser aplicado, se necessário;

e) a superfície deve ser inspecionada.

NOTA Alguns materiais de revestimento podem ser penetrados pelo corante. Nesses casos, recomensa-se
que evidências sejam fornecidas para validar a interpretação dos resultados.

Após o ensaio de penetração, o corpo de prova deve ser inspecionado. Se qualquer fissura aparente
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ocorrer, o revestimento e, se necessário, os terminais integrantes e o núcleo devem ser cortados


perpendicularmente à fissura aparente, no meio de sua região mais larga. A superfície de cada uma
das partes deve ser então investigada para comprovar a ocorrência da fissura.

12.2.2.3 Ensaio mecânico final

Os três corpos de prova restantes devem ser então novamente submetidos a uma carga
de tração, aplicada entre os terminais integrantes, à temperatura ambiente. A carga de tração deve
ser aumentada, de forma contínua e rápida, de zero até aproximadamente 75 % da CMN e, então,
deve ser gradualmente aumentada até o valor da CMN em um intervalo de tempo entre 30 s e 90 s.
Se for obtido o valor de 100 % da CMN em um tempo inferior a 90 s, a carga (100 % da CMN)
deve ser mantida pelo tempo remanescente, até 90 s (este ensaio deve ser considerado equivalente
a um ensaio de suportabilidade da CMN durante 1 min). Para se obterem mais informações sobre
o ensaio, quando não houver impedimentos (por exemplo, limitações de carga de tração máxima
da máquina de ensaio), a carga pode ser aumentada até a ruptura, devendo este valor ser registrado.

12.2.3 Critério de aprovação

O isolador deve ser considerado aprovado neste ensaio se:

a) nenhuma falha (ruptura, arrancamento parcial ou completo do núcleo ou fratura dos terminais
integrantes) ocorrer durante o ensaio de 96 h com 70 % da CMN (ver 12.2.2.1) ou durante
o ensaio de suportabilidade com 100 % da CMN, durante 1 min (ver 12.2.2.3);

b) nenhuma fissura for indicada pelo método de penetração de corante descrito em 12.2.2.2.

12.3 Ensaio de verificação da aderência


O ensaio de verificação da aderência analisa a qualidade da aderência nas interfaces núcleo/
revestimento e terminais integrantes/revestimento.

12.3.1 Amostragem

Devem ser ensaiados três isoladores.

12.3.2 Preparação das amostras

Com equipamento apropriado (serra, fresa etc.) deve-se fazer um corte longitudinal no centro
do núcleo do isolador.

Caso o isolador apresente uma distância entre ferragens superior a 800 mm, ele deve ser cortado
em seções com aproximadamente 800 mm para compor os corpos de prova. Caso o isolador
apresente uma distância entre ferragens inferior ou igual a 800 mm, todo o isolador deve
ser considerado corpo de prova.

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Obrigatoriamente um dos corpos de prova deve conter a interface terminal integrante/revestimento,


do lado oposto da ruptura ou deslocamento da ferragem, após o ensaio de ruptura mecânica. Neste
caso, o corte deve iniciar na ferragem, deixando expostas todas as interfaces do isolador (ferragem/
revestimento e núcleo/revestimento) e toda a área de compressão.

O comprimento do corte a ser realizado em cada corpo de prova deve deixar aproximadamente
250 mm de núcleo com revestimento.

12.3.3 Procedimento de ensaio


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Tensionar manualmente o revestimento, objetivando deslocá-lo do núcleo e da ferragem. Realizar


uma verificação visual para observar a existência da aderência do revestimento nas interfaces
(ferragem/revestimento e núcleo/revestimento).

12.3.4 Critério de aceitação

O revestimento deve ter aderência em todos as amostras.

Se um único isolador tiver uma região com falta de aderência, o projeto do isolador deve ser rejeitado.

13 Ensaio de recebimento no isolador


13.1 Geral

Nos ensaios de recebimento, duas amostras devem ser usadas, E1 e E2. O tamanho destas amostras
está indicado na Tabela 5. Se o lote for superior a 10 000 isoladores, estes devem ser distribuídos
em um número ótimo de lotes, contendo cada um entre 2 000 e 10 000 isoladores. O resultado
dos ensaios deve ser avaliado separadamente para cada lote.

Os isoladores devem ser selecionados aleatoriamente do lote. O comprador tem o direito de fazer
a escolha. As amostragens devem ser submetidas aos ensaios de recebimento aplicáveis.

Os ensaios de recebimento são:

a) verificação de dimensões (E1 + E2);

b) verificação do sistema de travamento (E2);

c) verificação da estanqueidade da interface entre os terminais integrantes e o revestimento


do isolador (um isolador da amostragem E2);

d) verificação da CMN (E1);

e) zincagem (E2);

f) verificação da aderência (E1).

No caso de uma amostra não satisfazer um ensaio, o procedimento do reensaio deve ser aplicado,
conforme prescrito em 13.7.

Apenas os isoladores da amostra E2 podem ser usados em serviço e somente se o ensaio


de determinação da massa da camada de zinco for realizado por método magnético.

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Tabela 5 – Amostragem para os ensaios de recebimento


Tamanho do lote Tamanho da amostra
(N) E1 E2
Mediante acordo entre as Mediante acordo entre as
N ≤ 300
partes interessadas partes interessadas
300 < N ≤ 2 000 4 3
2 000 < N ≤ 5 000 8 4
5 000 < N ≤ 10 000 12 6
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13.2 Verificação das dimensões (E1 + E2)

As dimensões indicadas no desenho devem ser verificadas. As tolerâncias indicadas no desenho são
válidas. Se alguma tolerância não for indicada no desenho, os valores mencionados na Seção 8 devem
ser adotados.

13.3 Verificação do sistema de travamento (E2)

As dimensões e os gabaritos dos terminais integrantes são apresentados na ABNT NBR 15255.
A verificação apropriada deve ser feita para os tipos de ferragens utilizados. A verificação do sistema
de travamento, quando aplicável, deve ser realizada conforme a ABNT NBR 5032.

13.4 Verificação da estanqueidade da interface entre os terminais integrantes


e o revestimento do isolador (E2) e da carga mecânica nominal (CMN) (E1)

13.4.1 Penetração do corante

Um isolador selecionado aleatoriamente na amostragem E2 deve ser submetido à indicação de fissura


pelo método da penetração de corante, segundo a série ISO 3452. A região a ser pesquisada abrange
o comprimento completo da interface entre o revestimento e o terminal integrante, e inclui uma área
adicional, suficientemente extensa, além da extremidade do terminal integrante.

A indicação de fissura deve ser verificada da seguinte maneira:

a) a superfície deve ser prévia e adequadamente limpa com um detergente;

b) um corante, que deve agir durante 20 min, deve ser aplicado na superfície limpa;

c) após 5 min da aplicação do corante, o isolador deve ser submetido, à temperatura ambiente, a
uma carga de tração de 70 % da CMN, aplicada entre os terminais integrantes; a carga de tração
deve ser aumentada de forma contínua e rápida, de zero até 70 % da CMN e então mantida neste
valor por 1 min;

d) a superfície deve ser limpa e seca, sendo retirado o excesso de corante;

e) um produto revelador deve ser aplicado, se necessário;

f) a superfície deve ser inspecionada.

NOTA Alguns materiais de revestimento podem ser penetrados pelo corante. Nesses casos, recomenda-se
que sejam fornecidas evidências para validar a interpretação dos resultados.

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Após o ensaio de penetração, o corpo de prova deve ser inspecionado. Se qualquer fissura aparente
ocorrer, o revestimento e, se necessário, os terminais integrantes e o núcleo devem ser cortados
perpendicularmente à fissura aparente, no meio de sua região mais larga. A superfície de cada uma
das partes deve ser então investigada para comprovar a ocorrência da fissura.

13.4.2 Avaliação da CMN

Os isoladores da amostragem E1 devem ser submetidos, à temperatura ambiente, a uma carga


de tração aplicada entre os terminais integrantes. A carga de tração deve ser aumentada de forma
contínua e rápida, de zero até aproximadamente 75 % da CMN e então elevada gradualmente,
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em um tempo entre 30 s e 90 s, até a CMN.

Se for obtido o valor de 100 % da CMN e um tempo inferior a 90 s, a carga (100 % da CMN) deve
ser mantida pelo tempo remanescente. Até 90 s este ensaio é considerado equivalente a um ensaio
de carga nominal durante 1 min a 100 % da CMN.

Para se obterem mais informações do ensaio, quando não houver impedimentos (por exemplo,
limitações de carga de tração máxima na máquina de ensaio), a carga pode ser aumentada até
a ruptura, devendo este valor ser registrado.

13.4.3 Critério de aceitação

O isolador deve ser considerado aprovado neste ensaio se:

a) nenhuma falha (ruptura arrancamento parcial ou completo do núcleo ou fratura dos terminais
integrantes) ocorrer durante o ensaio de 1 min com 70 % da CMN (ver 13.4.1) ou durante o ensaio
de suportabilidade com 100 % da CMN com duração de 1 min (ver 13.4.2);

b) nenhuma fissura for indicada pelo método de penetração de corante descrito em 13.4.1.

13.5 Ensaio de zincagem (E2)

Este ensaio deve ser realizado sobre as partes zincadas por imersão a quente, conforme
a ABNT NBR 5032.

13.6 Ensaio de verificação da aderência

13.6.1 Amostragem

A amostragem para ensaios de recebimento é igual a E1. Este ensaio é realizado após o ensaio
de verificação da carga mecânica especificada.

13.6.2 Preparação das amostras

Ver 12.3.2.

13.6.3 Procedimento de ensaio

Ver 12.3.3.

13.6.4 Critério de aceitação

O revestimento deve ter aderência em todos as amostras.

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Se ocorrer mais de uma amostra com uma região sem aderência, o lote deve ser rejeitado.

Se uma única amostra tiver uma região sem aderência, o ensaio deve ser repetido em uma amostragem
duas vezes maior. Se na segunda amostragem houver um ou mais corpos de prova com falta
de aderência, o lote deve ser rejeitado.

13.7 Procedimento de reensaio

Se apenas um isolador ou um terminal integrante falhar em qualquer ensaio de recebimento,


uma nova amostra igual ao dobro da quantidade original deve ser submetida à contraprova.
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O reensaio deve compreender o ensaio no qual ocorreu a falha.

Se dois ou mais isoladores ou terminais integrantes falharem em qualquer ensaio de recebimento


ou se alguma falha ocorrer no reensaio, o lote completo deve ser considerado em desacordo com esta
Norma e deve ser retirado pelo fabricante.

Se o motivo da falha puder ser claramente identificado, o fabricante pode fazer uma triagem no lote,
de forma a eliminar os isoladores com tal defeito. O lote, após a triagem, pode ser novamente
apresentado para ensaio. Neste caso, o número de isoladores ensaiados deve ser o triplo do número
original. Se algum isolador falhar durante este reensaio, o lote deve ser considerado em desacordo
com esta Norma e deve ser retirado pelo fabricante.

14 Ensaios de rotina no isolador


14.1 Inspeção visual

A inspeção deve ser realizada sobre cada isolador. A montagem dos terminais integrantes sobre
as partes isolantes deve ser conforme os desenhos. A cor do isolador deve ser aproximadamente
a especificada nos desenhos. A identificação deve estar de acordo com esta Norma (ver Seção 4).

Os seguintes defeitos não são permitidos:

a) defeitos superficiais com área superior a 25 mm² (sendo que a área total dos defeitos não pode
exceder 0,2 % da superfície total do isolador) ou com profundidade superior a 1 mm;

b) fissuras na raiz da saia, principalmente próximo aos terminais integrantes;

c) separação ou falta de aderência do revestimento sobre os terminais integrantes, quando aplicável;

d) separação ou defeitos de aderência nas interfaces das saias com o revestimento;

e) protuberâncias decorrentes do processo de moldagem, com comprimento 1 mm acima


da superfície do revestimento.

14.2 Ensaio mecânico de rotina

Todo isolador deve resistir, à temperatura ambiente, a uma carga mecânica de rotina (CMRO)
⎛ +10⎞
que corresponda pelo menos a 50 % da CMN ⎜⎝ 0 ⎟⎠ %, durante pelo menos 10 s.

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Anexo A
(informativo)

Princípio do limite de danos, coordenação da carga e ensaios para


isoladores compostos tipo suspensão e tipo ancoragem
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A.1 Introdução
Este anexo tem por objetivo explicar o comportamento de longa duração de isoladores compostos
tipo suspensão e tipo ancoragem sob cargas mecânicas, mostrar a coordenação típica entre a CMN
e as cargas de serviço e explicar a filosofia dos ensaios mecânicos.

A.2 Comportamento carga-tempo e limite de danos


Uma parte essencial do comportamento mecânico dos núcleos de fibra colados com resina,
tipicamente usados nos isoladores compostos, é seu comportamento carga-tempo, que necessita de
algum esclarecimento.

A vasta experiência obtida com isoladores compostos carregados com cargas de tração, tanto
em laboratório quanto confirmadas em serviço, tem mostrado que a curva carga-tempo é, de fato, uma
curva e não uma linha reta, como apresentado na versão anterior desta Norma. Essa linha reta tem
sido frequentemente mal interpretada, levando à dedução de que um isolador composto deveria reter
somente uma pequena fração da carga mecânica original após um período de 50 anos, qualquer que
seja a carga aplicada.

Sabe-se que o tempo de falha de isoladores compostos sob cargas de tração estáticas seguem
uma curva semelhante à curva apresentada na Figura A.1. Para levar em consideração a dispersão
na caracterísitica de tração do isolador, a curva de suportabilidade é posicionada, como mostrado
na Figura A.1, abaixo da curva de falha. Sendo assintótica, ela indica que para um dado isolador
há uma carga abaixo da qual o isolador não falha, não importando quanto tempo a carga seja aplicada,
desde que o núcleo não seja danificado. Esse nível de carga é conhecido como o limite de dano.
Tipicamente, o limite de dano situa-se em torno de 60 % a 70 % da carga máxima do núcleo, quando
montado com os terminais integrantes.

O limite de danos depende do tipo de material do núcleo, do tipo de terminais integrantes e do projeto
da região de conexão. O limite de danos representa o valor da carga que causa o início de danos
mecânicos microscópicos dentro do material do núcleo.

A.3 Coordenação da carga de serviço


Tanto para a carga mecânica de curta duração quanto para a de longa duração de um isolador
composto completo, as propriedades mecânicas individuais dos tipos de terminais integrantes
também devem ser consideradas. O valor máximo admissível da carga de trabalho para os terminais
integrantes é limitado pelo limite elástico do material metálico e pelo projeto (seção solicitada
mecanicamente) da parte mais fraca do terminal integrante. A carga máxima admissível para o isolador
completo é, contudo, dada pelo limite elástico dos terminais integrantes ou pelo limite de danos
do núcleo montado (sob condições ambientais normais, como indicado na ABNT NBR 15643.

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A Figura A.2 mostra a representação gráfica da relação típica entre o limite de dano e as características
mecânicas de um isolador com 16 mm de diâmetro do núcleo para cargas de serviço típicas.

Em todos os casos, a carga máxima de trabalho (estática e dinâmica) deve estar abaixo do limite
de dano do isolador. É prática normal adotar um fator de segurança de pelo menos 2 entre a CMN
e a carga máxima de trabalho. Isto, normalmente garante que há também margem suficiente entre
o limite de dano do isolador e todas as cargas de serviço. A IEC 60826 [1] fornece um guia para
o cálculo das cargas e aplicação dos fatores de segurança apropriados.
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A.4 Ensaios de verificação


Dois ensaios são prescritos nesta Norma para verificar a rigidez mecânica e o dano:

a) o ensaio de projeto com 96 h de duração (pontos D1 e D2 na Figura A.3) para verificar a posição
da curva carga-tempo do isolador (ver 11.11.2.2);

b) o ensaio de tipo para verificação do limite de dano (pontos T1 e T2 na Figura A.3) para verificar
o limite de dano após carregamento com uma carga constante de 0,7 × CMN para 96 h (ver 12.2).

Carga

Curva da carga de ruptura média

Curva da carga suportável

Limite de danos
do núcleo montado

Tempo (log)

Figura A.1 – Curva carga – tempo e limite de danos do núcleo montado com
os terminais integrantes

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Isolador Núcleo
% CMN kN

130 % 170

Fase plástica
CMN 133
100 %
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80 % Limite de danos
Limite elástico das ferragens
70 %
CME típica *
60 % 80
CMRO
50 %
Fase elástica
40 %

20 % Faixa das cargas


diárias típicas

0% 0

* Carga mecânica extraordinária de trabalho ((1a semana/50 anos).

Figura A.2 – Representação gráfica da relação entre o limite de dano da característica


mecânica e as cargas de serviço de um isolador com 16 mm de diâmetro do núcleo

Carga
MAV Carga para ensaio de tipo
D1 (verificação da CMN suportável) Curva da carga
média de ruptura

CMN T2

60% MAV D2
70% CMN T1

Carga para ensaio


de projeto Limite de danos do
Carga para ensaio
núcleo montado
de tipo (96 h)

1 min 96 h Tempo (log)

Figura A.3 – Cargas para ensaio

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Os ensaios de projeto verificam o ponto inicial da curva carga–tempo atual, utilizando MAV (carga
de ruptura média do núcleo montado) e a posição mínima do limite de dano por meio de um ensaio
de suportabilidade de 96 h com 0,6 MAV.

A escolha da CMN com respeito a MAV é feita pelo fabricante em função de dados estatísticos,
projeto e processo de fabricação e montagem. Não há uma regra simples dirigindo essa relação. Para
verificar a coerência da CMN escolhida, com respeito ao limite de dano do isolador montado, o ensaio
de tipo deve exigir que o isolador suporte 70 % da CMN durante 96 h, seguido da aplicação da CMN
por 1 min. Se a coordenação da carga mecânica for correta, o isolador não sofrerá qualquer
dano durante o ensaio de 96 h e deve ser capaz de suportar a CMN.
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NOTA Em alguns casos, dependendo do nível de CMN escolhido, é possível que o valor da carga para
o ensaio de tipo de 96 h seja superior ao valor da carga do ensaio de projeto de 96 h. Isso não implica a não
realização do ensaio de projeto.

A.5 Ensaio de projeto – Ensaio de carga-tempo do núcleo (ver Figura A.4)


O objetivo deste ensaio é verificar se a inclinação da curva de resistência de um isolador em função
do logaritmo do tempo não é superior a um determinado valor.

Geralmente, a inclinação desta curva não é especificada. Na prática, valores máximos entre
5 % e 7 % da carga de ruptura do núcleo em 1 min, por década de tempo, são encontrados
frequentemente.

Para maior segurança, foi acordado verificar se a inclinação da curva carga-tempo não é superior
a 8 % da carga de ruptura do núcleo durante 1 min, por década de tempo.

A maneira mais simples para alcançar este objetivo é efetuar dois ensaios de ruptura, um com
duração de 1 min, e outro com duração de 96 h. Contudo, é muito difícil prever a carga de ruptura que
fornece um tempo de ruptura médio de 96 h, porque para um mesmo valor médio de ruptura de 1 min,
se a inclinação da curva for de 6 % em vez de 8 %, a carga calculada com base na inclinação de 8 %,
para o ensaio de 96 h é mantida por até 10 semanas em média.

A maneira prática de realizar este ensaio é fazer primeiramente um ensaio de ruptura de 1 min,
e em seguida um ensaio de carga mecânica nominal de 96 h a partir do qual o valor da carga
de ruptura em um tempo de 96 h pode ser estimado.

NOTA A duração de 96 h foi escolhida de maneira a coincidir com o meio da escala logarítmica 1 min-50 anos,
tendo em vista a prática nos laboratórios de ensaios.

A.5.1 Ensaio de ruptura de 1 min

Tanto o valor médio de ruptura durante o ensaio de 1 min (Mméd) quanto o desvio-padrão da dispersão
destes valores (σM) são necessários. Este último é necessário para calcular o valor de carga mecânica
nominal durante 96 h.

O procedimento normal consiste em efetuar três ensaios de ruptura de 1 min e calcular a média (Mméd).
Em seguida, um valor constante deve ser adotado para o desvio-padrão. O valor σM = 0,08 Mméd,
valor coerente com a experiência internacional atual, é sugerido. Contudo, se um grande número
de ensaios (superior a 10) for executado em isoladores de mesmo tipo do isolador sob ensaio, o valor
real de sM pode ser calculado e utilizado na determinação da carga mecânica nominal de 96 h.

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A.5.2 Ensaio de carga mecânica nominal de 96 h


Para verificar se a inclinação da curva de resistência mecânica não é superior a 8 % de Mméd por
década de tempo, é suficiente que o valor médio de ruptura de 96 h (M96) seja pelo menos igual
a 0,7 Mméd. De fato:

96 h = 5 760 min = 3,76 décadas

e, por consequência:

M96 = Mméd (1 – 3,76 × 0,08) = 0,7 Mméd


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Quando o valor da carga nominal de 96 h, correspondente a uma probabilidade de 90 % de passar


no ensaio, é calculado para uma distribuição gaussiana, as tabelas estatísticas indicam:

a) para um ensaio: M96 – 1,282 σM

b) para dois ensaios: M96 – 1,645 σM

c) para três ensaios: M96 – 1,820 σM

Para três isoladores ensaiados, com σM = 0,08 Mméd, o valor da carga nominal de 96 h é:

0,7 Mméd (1 – 1,820 × 0,08) = 0,6 Mméd

Se este ensaio for realizado em três isoladores, há uma probabilidade de 90 % de que o valor médio da
carga de ruptura de 96 h seja igual pelo menos a 0,7 Mméd e que a inclinação da curva de resistência
do isolador seja igual ou menor que 8 % de Mméd, por década de tempo

A.6 Ensaio de tipo – Ensaio mecânico de carga-tempo


O objetivo deste ensaio é verificar a CMN do isolador, levando em consideração os efeitos cumulativos
das cargas. Isto é feito, inicialmente, aplicando-se uma carga de 0,7 CMN durante 96 h e depois
a CMN durante 1 min.

O valor 0,7 CMN para o ensaio de carga mecânica nominal de 96 h foi escolhido porque corresponde
ao valor de inclinação garantida de 8 % por década de tempo da curva de carga-tempo do isolador,
verificada no ensaio de projeto (ver A.5.2).

A informação obtida por este ensaio pode ser utilizada pelo usuário para verificar se a característica
mecânica nominal do isolador está situada acima da linha de cargas mecânicas esperadas.

A.7 Utilização dos resultados dos ensaios de projeto e tipo

A.7.1 Reta carga-tempo do usuário (ver Figura A.5)


As cargas aplicadas ao isolador durante a vida útil podem ser representadas, dentro de uma
primeira aproximação, por uma reta de maneira análoga à curva de resistência mecânica-tempo
dos isoladores compostos.

Uma linha reta, como a indicada na Figura A.5, pode ser determinada pelo usuário a partir das cargas
de tração: CMO, CME e CMM, definidas abaixo, em uma escala em função do tempo, graduada
em décadas.

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A.7.2 Carga mecânica máxima (CMM)

Esta carga é a carga mais alta possível que os isoladores podem sofrer durante toda a sua vida útil
e pode ocorrer durante períodos muito curtos (por exemplo, 1 min) e ultrapassar a carga mecânica
excepcional.

NOTA Não é desejável que ocorra qualquer separação mecânica nos isoladores com esta carga durante
seu tempo de aplicação, porém deformações permanentes nos isoladores são aceitáveis.

A.7.3 Determinação da linha reta de carga-tempo do usuário em comparação com


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a curva de carga mecânica nominal do isolador

Somente duas cargas são necessárias para definir a linha reta de carga-tempo do usuário. Isso é,
então, suficiente para verificar se a terceira carga está situada abaixo ou acima desta reta.

Estas cargas são definidas pelo usuário de maneira a representar as condições de serviço.
Se o usuário conhecer a curva de frequência cumulativa das cargas reais, ele então pode empregá-la
diretamente. Se a prática para determinar o primeiro ponto for utilizar uma aproximação determinística,
com as cargas básicas definidas pela administração e com coeficientes de segurança, então
a carga resultante pode ser posicionada no gráfico em função de sua duração esperada. Convém que
o segundo ponto que define a reta carga-tempo seja ainda o valor da CMO.

É evidente que outras aproximações são possíveis para traçar esta linha reta.

A curva de carga nominal-tempo do isolador (Figura A.5) define o tempo no qual uma certa carga
pode ser aplicada com uma alta probabilidade que, durante o ensaio mecânico subsequente de 1 min,
com um valor inferior a CMN, nenhuma ruptura ocorra.

Convém que a curva de carga mecânica nominal-tempo esteja acima da linha reta de carga-tempo
para qualquer tempo de operação inferior a 50 anos.

EXEMPLO Como guia para os usuários, uma prática corrente dentro de certos climas temperados
ou de condições climáticas não extremas são utilizadas as seguintes relações entre as cargas mecânicas
definidas: considerando a CMM igual a unidade (1,0), CME cerca de 0,6 e CMO entre 0,20 e 0,33.
Estes valores são baseados em uma expectativa de vida ao redor de 50 anos. No pior caso,
com CMO = 0,33 × CMM, a inclinação mínima da linha reta carga-tempo é de 9 % da CMM por década
de tempo.

A Figura A.6 mostra a comparação entre a curva carga-tempo do usuário e a curva de carga mecânica
nominal do isolador verificada pelos ensaios de projeto e tipo.

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Carga Mecânica Carga de ruptura


“1 min”
Inclinação máxima
8% por década
Mméd

M96 provável

0,7 M méd
1,820 δM
0,6 M méd
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Carga nominal 96 h
96 h (3,76 décadas)
50 anos (7,42 décadas)

0 1 10 110 2 10 3 10 4 10 5 10 6 10 7 Tempo (mín.)

Figura A.4 – Verificação da inclinação da curva carga-tempo do isolador


Carga Mecânica
CMM Inclinação máxima 9% da
CMM por década

CME

60
CMO
33

20

1 semana (4 décadas) 50 anos (7,42 décadas)

1 2 3 4 5 6 7
0 1 10 10 10 10 10 10 10 Tempo
(min)

Figura A.5 – Curva carga-tempo do usuário

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Carga
CMN
Mecânica
Curva suportável do isolador. Inclinação máxima de 8%

0,7 CMN

Reta carga-tempo do usuário.Inclinação mínima de 9%

CMM
0,4 CMN
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CMO

96 h (3,76 décadas)

0 0 101 10 2 10 3 10 4 105 10 6 10 7 Tempo (mín.)

Figura A.6 – Comparação entre a curva carga-tempo do usuário com a curva carga
nominal-tempo do isolador

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Anexo B
(informativo)

Exemplo de dois dispositivos possíveis para o ensaio de supressão


súbita de carga
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B.1 Dispositivo 1 (Figura B.1a)


O dispositivo consiste em um gancho A, uma alavanca de destravamento B e uma placa de montagem C.
O gancho A pode girar em torno de seu eixo, que é ligado à placa de montagem. A tração é aplicada
ao isolador por meio de um parafuso adequado ou cavalote (ou manilha) D.

Durante o tempo em que o isolador estiver sob tração, a alavanca de destravamento B é mantida
na posição indicada pelas linhas cheias da Figura B.1a. Uma pequena força é suficiente para deslocar
a alavanca de destravamento B, para a posição indicada na figura por linhas tracejadas, por rotação
em torno de seu eixo, que se desloca na direção X.

Esta operação da alavanca de destravamento provoca o giro do gancho A em torno do seu eixo,
liberando assim o parafuso ou o cavalote D.

B.2 Dispositivo 2 (Figura B.1b)


O dispositivo consiste em uma peça de ruptura E aparafusada em duas extremidades metálicas F
e G, destinadas a ligar o isolador à máquina de tração.

A peça de ruptura E tem a forma de um haltere, cujo diâmetro é calibrado em função do tipo de aço
usado e da carga de ruptura desejada.

O aço utilizado para a peça E tem um limite elástico próximo da carga de ruptura.

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D x
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Z
Z

A C

a) Dispositivo 1

F E G

Diâmetro

a) Dispositivo 2

Figura B.1 – Exemplo de dois dispositivos possíveis para o ensaio de supressão súbita
de carga

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Anexo C
(informativo)

Guia das solicitações mecânicas não normalizadas e de carga mecânica


dinâmica de isoladores compostos tipo suspensão e tipo ancoragem
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C.1 Introdução
Este Anexo fornece um guia para as condições de serviço nas quais cargas mecânicas não convencionais
são aplicadas em um isolador composto tipo suspensão ou tipo ancoragem. Exemplos dessas cargas
mecânicas não normalizadas são cargas de: torção, compressão (encurvamento) e esforços de flexão.
Referência é feita, com base na experiência do isolador em serviço até o momento, no desempenho
mecânico esperado de isoladores compostos sujeitos, em serviço, a cargas mecânicas dinâmicas.

Isoladores compostos para ancoragem/suspensão são projetados inicialmente para operar sob cargas/
esforços mecânicos de tração. Contudo, em certas aplicações, cargas adicionais não normalizadas
podem ser aplicadas ao isolador. Recomenda-se evitar, se possível, que um isolador tipo suspensão
ou tipo ancoragem seja submetido a essas cargas não convencionais. Um guia para minimizar
a introdução de tais condições de carga é dado no CIGRÉ Composite Insulator Handling Guide [2].

C.2 Cargas de torção


Na operação de linhas de transmissão, se ocorrer a torção dos condutores e isso precisar de correção
pela rotação do isolador composto, então uma carga de torção pode ser aplicada ao isolador composto.
Além disso, a probabilidade de dano ao isolador é aumentada se uma cadeia com um único isolador
for utilizada para suportar dois condutores. Nesses casos, o uso de dois isoladores com ou sem
ferragens de interconexão é preferível. A aplicação de esforços torsionais deve ser evitada, sempre
que possível, durante a montagem do condutor. A submissão dos isoladores a cargas torsionais
excessivas pode levar a uma redução na integridade mecânica do isolador composto.

C.3 Cargas de compressão (flambagem)


Condições especiais aparecem no caso de cadeias de suspensão em V, nas quais o isolador pode
ser submetido a cargas de compressão (se a carga de vento for maior que a massa suportada, então
o isolador na direção do vento fica sem carga e passa a ser submetido à compressão). Como resultado
de cargas críticas de flambagem aplicadas ao isolador, um dano significativo pode ocorrer.

C.4 Cargas de flexão


Isoladores compostos com grande dimensão podem ser submetidos a cargas críticas de momento
durante operação de montagem na cadeia. A aplicação de tais cargas deve ser evitada sempre que
possível. A submissão de um isolador a uma carga crítica de momento pode causar uma grande
deflexão no isolador, que pode ocasionar danos e perda da integridade mecânica do isolador.

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C.5 Cargas mecânicas dinâmicas


Experiências em serviço até o momento indicam que cargas mecânicas dinâmicas são improváveis
em duração ou amplitude para serem prejudiciais ao desempenho mecânico de isoladores compostos
para ancoragem/suspensão.

C.6 Limites
É difícil fornecer valores gerais para limite de cargas não normalizadas devido à grande variedade
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de projetos e materiais usados em isoladores compostos para suspensão. A carga máxima intrínseca
para o núcleo de materiais comuns, antes que o dano ocorra, é da ordem de 400 MPa em flexão
e 60 MPa em torção, quando a suportabilidade dos terminais integrantes em relação à haste também
deve ser levada em consideração. Contudo, o grande deslocamento frequentemente causado
por cargas não normalizadas pode aplicar esforços no material do revestimento e nas suas interfaces
com o núcleo ou com os terminais integrantes, conduzindo ao dano.

Por exemplo, com uma carga de 400 MPa, um isolador com 2 m de comprimento e núcleo com 16 mm
de diâmetro poderia ter uma deflexão de 1,8 m. Por este motivo, é recomendável que o comprador informe
ao fabricante antecipadamente, sempre que possível, a possibilidade de aparecerem deslocamentos
ou cargas mecânicas não normalizadas para determinar se elas podem ser críticas para o isolador.
Assim sendo, cargas de trabalho/deslocamentos, a necessidade de ensaios, o procedimento de ensaio
e as cargas de ensaio/deslocamento podem ser determinados mediante prévio acordo entre as partes
interessadas.

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Bibliografia

[1] IEC 60826, Design criteria of overhead transmission lines

[2] IEC Guide 111, Electrical high-voltage equipment in high-voltage substations – Common
recommendations for product standards

[3] CIGRÉ 22.03, Technical brochure 184 – Composite Insulator Handling Guide, 04/2001
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[4] CIGRÉ 22.03, Electra nr 214, 2004 – Brittle fracture of composite insulators – Field experience,
occurrence and risk assessment

[5] CIGRÉ 22.03, Electra nr 215, 2004 – Brittle fracture of composite insulators – Failure mode
chemistry, influence of resin variations and search for a simple insulator core evaluation test
method

[6] CIGRÉ D1.14, Technical brochure 255 – Material properties for non-ceramic outdoor insulation,
08;2004

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