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GOVERNANÇA

TRIBUTÁRIA
Aula 02

Prof° Gilberto Luiz do


Amaral
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO –
UMA NECESSIDADE EMPRESARIAL

• Custo tributário – principal item na


composição do preço final de produtos e
serviços;
• Globalização X Competitividade X
Sobrevivência.
Redução de Custo Tributário:

• Ilegal: Evasão ou Sonegação Fiscal;


• Legal: Elisão Fiscal ou Planejamento
Tributário.
Evasão ou Sonegação Fiscal: Ato de caráter
doloso tendente a eliminar, reduzir ou
retardar o pagamento do tributo devido;
Fraude: Toda ação ou omissão dolosa
tendente a impedir ou retardar, total ou
parcialmente, a ocorrência do fato gerador,
ou a excluir ou modificar as suas
características essenciais.
CONSEQUÊNCIAS:

• Responsabilidade Criminal: todos que participam


direta e indiretamente;
• Multas: até 225%;
• Indisponibilidade de bens;
• Prestígio abalado: Empresa e seus sócios ou
acionistas.
Planejamento Tributário: Conjunto de
medidas contábeis, administrativas ou
judiciais, dentro do âmbito da legalidade,
com o objetivo de evitar, minimizar ou adiar
a ocorrência do próprio fato gerador do
tributo.
FINALIDADES DO
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

• Evitar a incidência do imposto: tomam-se


providências com o fim de evitar a
ocorrência o fato gerador do tributo;
• Reduzir o montante do tributo: as
providências são no sentido de reduzir a
alíquota ou reduzir a base de cálculo do
tributo.
FINALIDADES DO
PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

• Retardar o pagamento do tributo: o


contribuinte adota medidas que têm por fim
postergar (adiar) o pagamento do tributo,
sem a ocorrência da multa. Necessário a
adoção de medidas administrativas ou
judiciais.
A autoridade administrativa pode desconsiderar atos
ou negócios jurídicos:

• Praticados para DISSIMULAR ocorrência de fato


gerador do tributo ou natureza dos elementos
constitutivos da obrigação tributária;
• Procedimentos a serem estabelecidos por lei
ordinária.

(Norma Antielisiva, Artigo 116 – Parágrafo único).


MP 66/2002:

• Tentou regulamentar a Lei Complementar


104/2001;
• Teria validade a partir e de 01/12/2002;
MP 66/2002:

• Para a desconsideração de ato ou negócio


jurídico dever-se-á levar em conta, entre
outras, a ocorrência de:
I. Falta de propósito negocial;
II. Abuso de forma;
MP 66/2002:

• Considera-se indicativo de falta de


propósito negocial a opção pela forma mais
complexa ou mais onerosa, para os
envolvidos, entre duas ou mais formas para
a prática de determinado ato;
MP 66/2002:

• Considera-se abuso de forma jurídica a


prática de ato ou negócio jurídico indireto
que produza o mesmo resultado econômico
do ato ou negócio jurídico dissimulado.
É nulo o Negócio Jurídico quando tiver por
objetivo fraudar Lei Imperativa.
É nulo o Negócio Jurídico Simulado, mas
subsistirá o que se dissimulou, se válido for
na substância e na forma.
Também comete Ato Ilícito o titular de um
direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu
fim econômico ou social, pela boa fé ou
pelos bons costumes.
ABUSO DE DIREITO E ABUSO
DE FORMAS:
• Para se constatar o abuso de direito é
necessário identificar a intenção do agente em
lesar terceiro (teorias subjetivas); verificar se
o exercício do direito contraria a finalidade
social, se falta interesse legítimo nesse
exercício, se há desequilíbrio dos interesses,
ou ainda, se há exercício anormal do direito
subjetivo (teorias objetivas).
ABUSO DE DIREITO E ABUSO
DE FORMAS:

• No abuso de formas há uma vontade ostensiva


e outra oculta, distinta da primeira, com o
objetivo de iludir terceiros, no caso o Fisco,
que estaria sendo fraudado.
• Negócio Jurídico Indireto Aquele em
que as partes celebram para através dele
atingir fins diversos do que representam a
estrutura típica daquele esquema negocial.
PRETENSÃO DA NORMA
ANTIELISIVA:

Combater são os negócios elisivos


atentatórios, aqueles que utilizam uma
estrutura jurídica aparente para disfarçar o
real objetivo da operação, qual seja,
unicamente, a redução dos custo tributário.
• Não há qualquer finalidade empresarial ou
negocial a não ser deixar de pagar o tributo
ou pagá-lo em um montante menor.
• Não constituem Atos Ilícitos os praticados no
exercício regular de um direito reconhecido.
PROPÓSITO NEGOCIAL
(BUSINESS PURPOSE):

Consiste no excludente de ilicitude exercício


regular de um direito reconhecido.

(CC/2002, art. 188)


PROPÓSITO NEGOCIAL

Conjunto de razões de caráter econômico (aumento


de receita ou diminuição de custo e despesa),
comercial (ganho de eficiência – participação no
mercado), societário (reestruturação motivada por
entrada ou saída de sócios ou sucessão hereditária)
ou financeiro (acesso a financiamentos ou
empréstimos), que justifique a operação ou
procedimento (atos ou negócios jurídicos diminuam
a tributação).
TESTE DO PROPÓSITO
NEGOCIAL:
• Existem razões de caráter econômico, comercial,
societário ou financeiro que justifiquem a operação?
• Elas estão consubstanciadas em laudos, pareceres,
relatórios ou estudos?
• Financeiramente, as operações são relevantes em
relação ao montante economizado de tributos?
• Há prazo razoável entre a data das operações
precedentes (Propósito Negocial) e a data da economia
de tributos?
PLANEJAMENTO DE
“PRATELEIRA”:

• A adoção reiterada de estruturas de


planejamentos tributários por inúmeras
empresas e grupos econômicos, passaram
a ser embatidos de modo mais intenso pelo
fisco, tanto o federal como o de alguns
estados.
EXEMPLOS:

• Incorporação às avessas ou “incestuosa”, quando


a empresa deficitária incorpora a lucratividade,
para fins de aproveitamento de prejuízos fiscais;

• Utilização de empresa veículo, para fins de


aproveitamento de ágio; a subcapitalização de
empresa, com o intuito de aproveitamento de juros
sobre empréstimos;
EXEMPLOS:

• Operação “casa e separa”, para reduzir ou


eliminar o ganho de capital na transferência de
controle societário;
• Importação de bens através de “tradings” para
fugir da incidência do IPI nas operações
subsequentes;
• Criação de unidades de tributação em outros
estados, para aproveitamento de benefícios
fiscais;
EXEMPLOS:

• Transformação de empresas atacadistas,


varejistas ou industriais em exportadoras, para
fins de recebimento e utilização de créditos de
PIS, COFINS E ICMS;
• Criação de holdings cruzadas, para a geração de
despesas de aluguel e/ou arrendamento e para a
utilização de créditos de PIS e COFINS;
EXEMPLOS:
• Restituição de capital social, com a finalidade
de reduzir ganhos de capital;
• Constituição de empresas no lucro presumido,
com o intuito de geração de despesas e
créditos de PIS e COFINS por empresas no
lucro real;
• Cisão de empresa e posterior incorporação
para transferência de créditos de ICMS.
OBRIGADO!

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