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CURSO PREPARATÓRIO -

2ª FASE DO EXAME DE ORDEM

DIREITO
ADMINISTRATIVO

Professores José e
Yasminna Aras
RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO
ESTADO

• De acordo com a teoria do risco administrativo, as pessoas jurídicas


de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços
públicos respondem de forma OBJETIVA pelos prejuízos que seus
agentes, nessa qualidade, causem a terceiros, assegurada a ação
regressiva contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa.

• Tratando-se de omissão, o Estado e as demais pessoas jurídicas de


direito público ou privado prestadoras de serviços públicos
respondem de forma subjetiva, pela teoria da culpa administrativa
(culpa anônima, caracterizadora da falta do serviço).

• Não obstante, mesmo nos casos de omissão, responderá o Estado,


objetivamente, em casos de dano ambiental, dano nuclear,
situações de trânsito e de custódia, especialmente envolvendo
danos ocorrentes dentro de hospitais públicos, escolas públicas e
ambientes prisionais. Assim, se um detento fere outro, incidirá a
responsabilidade objetiva do Estado, ante a situação de custódia.

• São excludentes de responsabilidade a força maior, o caso fortuito


e a culpa exclusiva da vítima.

• Tratando-se de dano ambiental e dano nuclear, aplica-se a teoria


do risco integral, não se admitindo a oposição de excludentes de
responsabilidade.

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• Em razão do princípio da dupla garantia, a ação comum
indenizatória pode ser proposta pela vítima apenas contra o Estado
no prazo de 5 anos, tendo como possíveis pedidos a condenação por
danos materiais, morais e estéticos. Não se admite a denunciação
à lide do agente público causador do dano.

• Igualmente aplicando-se o princípio da dupla garantia, a ação


regressiva deve ser proposta pelo Estado contra o seu próprio
agente, nos casos em que tiver agido com dolo ou culpa
(responsabilidade subjetiva), no prazo de 3 anos, não subsistindo a
antiga tese da imprescritibilidade, conforme novo entendimento do
STF.

• Diferentemente do que ocorre com as pessoas naturais (físicas) ou


privadas, o Estado responde tanto por danos decorrentes de
comportamentos ilícitos, quanto por aqueles decorrentes de

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comportamentos LÍCITOS, desde que o dano seja certo (efetivo),
anormal (aquele que supera os meros dissabores da vida em
sociedade) e especial (individualizado).

• As entidades da Administração Pública indireta, assim como as


delegatárias de serviços públicos (concessionárias e
permissionárias) respondem de forma primária e direta pelos
prejuízos que seus agentes causem a terceiros, sendo apenas
subsidiária a responsabilidade do Estado. As delegatárias
respondem objetivamente perante terceiros e usuários dos serviços
públicos.

• Embora prevaleça a regra da irresponsabilidade do Estado por


típicos atos legislativos e judiciais, o Estado responde por danos
decorrentes de leis declaradas inconstitucionais, por leis de efeitos
concretos e pelo erro judiciário, isto é, aquele em que alguém é
preso indevidamente ou ficar preso além do tempo fixado na
sentença.

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Parabéns pelo empenho!

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