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Isequiel Paulo Manuel

Mariano dos Santos

Teoria de desenvolvimento psicossocial


segundo Erik Erikson

Licenciatura em ensino de Química

Universidade Rovuma
Nampula
2020
Isequiel Paulo Manuel

Mariano dos Santos

Teoria Psicossocial segundo Erik Erickson

Trabalho cientifica de
carácter avaliativo da cadeira
de Psicologia geral
leccionada pela docente
Maria Esperança Gomes

Universidade Rovuma

Nampula

2020
Índice

Introdução…………………………………………………………………………………3

Conceitos iniciais……………………………………………………….……………….4

As oito idades do ciclo da vida…………..…………………………….……..………6

1ª Idade: Bebé………...…………………………………………………………..……..6

2ª Idade: criança de tenra idade………………………...……………………………7

3ª Idade: criança em idade pré-escolar………………………….……………….…7

4ª Idade: criança em idade escolar………………………..………..………….……8

5ª Idade: Adolescente……………..…………………………………….…….…..…..9

6ª Idade: Jovem adulto…………………………...……………………….……...….10

7ª Idade: Adulto………………………………………………….…………….…..…..10

8ª Idade: idoso……………………………………………………..…………..…..….11

Contribuições e criticas da teoria de Erikson……………………..….……...….12


Conclusão…………………………………………………………………….…….….14

Bibliografia……….…………………………………………….……………..…….…15
Introdução

O desenvolvimento psicossocial é um tema da psicologia do desenvolvimento abordado


pelo psicólogo alemão Erik Erikson, discípulo de Freud, com objectivo de explicar que” a
energia que orienta o desenvolvimento é essencialmente de natureza psicossocial pelo
que valoriza as interacções entre a personalidade em transformação e o meio social”, ao
contrário de Freud, que para ele, a energia libidinal é a chave explicativa de
desenvolvimento.
A psicologia de desenvolvimento é uma área especializada da psicologia que só amadureceu com
o despertar do século xx.

Desenvolvimento é conjunto das mudanças contínuas do ser humano ao longo da sua existência.

Erik Homburger Erikson nasceu em frankurt, Alemanha, em 1902 e morreu 1994 tendo
inicialmente optado pela carreira artística, foi convidado a trabalhar em uma escola para pacientes
submetidos à psicanálise, entrando então em contacto com o grupo de Anna Freud mudou-se para
Estados Unidos, continuando seus estudos em psicanálise, tornando-se o primeiro psicanalista
infantil amaricando.

A ênfase nos aspectos psicossociais é o que caracteriza a perspectiva de Erik Erikson.

De facto, apesar de discípulo de Freud, Erikson discorda da teoria deste psicólogo, em especial
quanto aos seguintes aspectos:

1 Valorização exagerada da energia libidinal como chave explicativa do desenvolvimento.

2 Redução do desenvolvimento aos períodos que decorrem da infância a adolescência.

3 Subestimação das interacções individuo - meio.

4 Privilegio concedido à vertente patológica da personalidade.

Erikson apresenta uma teoria de desenvolvimento cujos pressupostos são os seguintes:

1 A energia que orienta o desenvolvimento é essencialmente de natureza psicossocial, pelo que


valoriza as interacções entre a personalidade em transformação e o meio social.

2 O desenvolvimento é um processo continuo que se inicia com o nascimento e se prolonga ate


final da vida.

3 A personalidade constrói-se à medida que a pessoa progride por estádios psicossociais que, no
seu conjunto, constituem ciclo da vida.

4 Em cada estádio manifesta-se uma crise que é vivida em função de aspectos biológicos,
individuais e sociais. A crise consiste num conflito ou dilema que tem que ser enfrentado e
resolvido, havendo uma solução positiva e uma negativa para cada um deles.
5 Os conflitos estão desde o nascimento, latentes no indivíduo, só se tornando patentes e
predominantes em fases específicas do ciclo da vida.

6 As soluções positivas das crises resultam em equilíbrio e saúde mental as negativas conduzem
ao desajustamento e ao sentimento de fracasso.

7 Ajustamento ou desajustamento não são situações ou estados definitivos. Em fase subsequente,


o indivíduo pode passar por experiencias positivas que contrariem as vivencias tidas em estados
anteriores.

Atentando nestes pressupostos, vemos que o conceito de crise é fundamental para a construção da
personalidade. De facto esta desenvolve-se em função da vivencia de crises sucessivas. Com
forme for resolvida a crise, a pessoa situar-se-á mais ou menos adequadamente no contesto social,
retirando ilações para o relacionamento consigo próprio, com os outros e com a vida. A resolução
positiva leva o individuo a dominar mais eficientemente o ambiente que o rodeia, a funcionar de
modo mais consistente e seguro e ser capaz de se compreender melhor a si próprio e aos outros.

As crises psicológicas que permitem ao individuo a aquisição de sentimentos , como confiança


em si próprio, autonomia, iniciativa ou ,ao invés, falta de confiança, sentimento de inferioridade e
de culpabilidade, surgem ao longo do ciclo da vida, distribuídas por oito idades em cada uma das
quais aparecem, segundo Erikson, virtudes especificas.

Erikson emprega o termo virtude com o significado de uma aquisição positiva que ocorre quando
é favorável a resolução da crise. Tal aquisição constitui um ganho psicológico emocional e social
que se pode traduzir por um valor, por uma característica de personalidade, por uma competência,
por uma qualidade pessoal ou por um sentimento.

As oito idades do ciclo da vida

Para facilitar a compreensão da teoria de Erikson, começaremos por anunciar uma palavra-chave,
à roda da qual se ordenam os acontecimentos organizadores de cada ma das idades.
1ª Idade: Bebé

(Do nascimento aos 18 meses)

Questão - chave: “o meu mundo social é previsível e protector?”

O conflito típico desta idade é confiança versus desconfiança.

O relacionamento com a mãe é de maior importância.

Se a mãe alimenta bem o filho, se o aconchega e acarinha, brinca e fala ternamente com ele, o
bebé desenvolve o sentimento de que o ambiente é agradável e seguro, criando uma atitude
negativa de desconfiança.

A virtude desenvolvida durante este período é a esperança.

Este período aproxima-se do estádio oral da teoria de Freud.

2ª Idade: criança de tenra idade

(dos 18 meses aos 3 anos)

Questão - chave: “serei capaz de fazer sozinhas as coisas, ou precisarei da ajuda dos outros?”

O conflito típico desta idade é: autonomia versus vergonha e dúvida.

As crianças sente necessidade de protecção, mas simultaneamente, gostam de experimentar. Por


isso sente-se bem sempre que podem exercitar as suas capacidades motoras: correr, puxar,
empurrar, segurar, largar, são actividades que treinam e procuram desenvolver.
Se os pais encorajam a criança a exercitar estas habilidades, ela desenvolve o controlo dos seus
músculos, o que contribui para o domínio do seu próprio corpo e do ambiente que a rodeia. Deste
modo, a criança ganha autonomia.

Se pelo contrário, os pais a impedem de usar as suas capacidades ou exigem que as usem
precocemente, então a contribuir para o aparecimento de sentimentos negativos, nomeadamente
vergonha e dúvida.

É de boa resolução do confronto entre aquilo que ela quer e o que os outros exigem que a criança
adquire força de vontade, virtude própria desta idade.

Este período aproxima-se do estádio anal da teoria de Freud.

3ª Idade: criança em idade pré-escolar

(Dos 3 aos 6anos

Questão - chave “sou bom ou sou mau)

O conflito típico desta idade é: iniciativa versus sentimento de culpa

O desejo de experimentar mantém-se e amplia-se com aquisição de novas capacidades


intelectuais, como o pensamento e a linguagem, que usa como outras formas de explorar a
realidade. Com elas toma iniciativas, idealiza façanhas, e realiza tarefas e exibe-se.

Se os pais compreendem e aceitam o jogo activo das crianças, estas sentem que o seu sentido de
iniciativa é valorizado.

Se, pelo contrário, os pais se impacientam e consideram disparatadas as suas perguntas,


brincadeiras e actividades, as crianças as crianças sentem-se culpadas e inseguras, evitando agir
de acordo com os próprios desejos.
O conflito bem resolvido conduz à tenacidade, virtude própria deste período.

Este período aproxima-se do estádio fálico da teoria de Freud.

4ª idade: criança em idade escolar

(Dos 6aos 12 anos)

Questão - chave: “sou bom sucedido ou não valho nada?”

O conflito típico desta idade é: diligência versus sentimento de inferioridade.

A criança frequenta universo da escola, onde se espera que faça grandes aprendizagens, quer sob
ponto de vista académico quer social. Sonha com o sucesso, desenvolvendo esquemas cognitivos
para se tornar excelente nas tarefas desempenhadas.

Quando a criança se sente menos capaz do que seus pares, passa pela vivência de sentimento de
inferioridade.

Em caso contrário, ao sentir-se bem sucedida e acreditar nas suas capacidades e no seu valor
pessoal, empenha-se com prazer no trabalho, desenvolvendo a diligência.

A virtude própria desta idade é a competência ou perícia.

Este período aproxima-se do estádio de latência da teoria de Freud.

5ª Idade: Adolescência

(Dos 12 aos 20 anos)

Questão - chave:”Quem sou, ou o que virei a ser?”


O conflito típico desta idade é: identidade versus confusão

É nesta fase que o adolescente chega à compreensão da sua singularidade como pessoa,
adquirindo a noção de que é um ser único, com identidade própria, mas inserido num meio social
onde tem vários papéis a desempenhar. Neste sentido, o adolescente vai ter de integrar diversas
auto-imagens – jovem, amigo, estudante, seguidor, líder, trabalhador, homem ou mulher – numa
única imagem. É a partir desta única imagem formada de se próprio, em função dela, que escolhe
uma carreira profissional e um estilo de vida.

Se nos períodos anteriores conseguir obter confiança básica, autonomia, iniciativa e diligência, os
adolescentes constroem mais facilmente a sua identidade.

Se, ao contrario, manifestarem dificuldades em saber o que são, o que querem, que opções fazer
e que papel desempenhar, vivem situações difíceis de confusão e indecisão.

A virtude desenvolvida nesta fase é a lealdade ou fidelidade.

Este período aproxima-se ao estádio genital da teoria de Freud.

6ª Idade: Jovem adulto

(Dos 20 aos 35anos)

Questão – chave: “ partilharei a minha vida com alguém, ou vivei sozinho?”

Conflito típico desta idade é: intimidade versus isolamento.

O jovem adulto esta preparado para estabelecer laços sociais caracterizados pelo bem-querer,
amizade, partilha e confiança.

A intimidade requer que o sentimento de identidade pessoal facilite o relacionamento com outrem
numa base de compromissos, alteração de hábitos e, mesmo, de aceitação de sacrifícios. Por
outras palavras, exige que se esteja predisposto e se seja capaz de regular os ciclos de trabalho, os
tempos de lazer e as épocas de procriação com pessoa com quem se partilha a vida.

As dificuldades em estabelecer relacionamentos íntimos contribuem para que as pessoas se


fechem em si mesmas e permaneçam no isolamento.
As virtudes desenvolvidas nesta idade são o amor e a aflição

7ª Idade: Adulto

(Dos 35 aos 65 anos)

Questão – chave: “sou bem sucedido conjugal e profissional?”

O conflito típico desta idade é: generatividade versus estagnação.

O termo generatividade foi criado por Erikson para designar o comprometimento do adulto em
ralação ao futuro e à nova geração. As preocupações com os jovens, o seu bem – estar e o desejo
de contribuir para o mundo melhor desenvolvem a potencialidades do eu e incrementam a
afirmação pessoal do adulto.

Se, em vez de desenvolver actividades que considera produtivas e úteis aos outros, o adulto se
preocupa apenas consigo próprio, a sua vida caracteriza – se pela estagnação.

As virtudes adquiridas nestes estádios são a produção e ajuda aos outros.

8ª Idade: idoso

(Dos 65 anos em diante)

Questão – chave: “vive uma vida preenchida, ou a minha vida foi um fracasso?”

O conflito típico desta idade é: integridade versus desespero.

Normalmente, esta fase coincide com a situação reforma em que a pessoa se empenha em
reflectir, fazendo um balanço da sua vida
Se sente satisfeito por considerar que a sua vida teve mérito, surge o sentimento de integridade.

Se a pessoa se apercebe de que nada fez que tivesse sentido e de que já é demasiada tarde para
começar de novo, surge o desespero.

A principal virtude desenvolvida nesta idade é a sabedoria.

Contribuições e criticas da teoria de Erikson

Muitas pessoas preferem a teoria de Erikson do que à de Freud porque não acreditam que as
pessoas são dominadas por instintos sexuais. Uma teoria como de Erikson, que enfatiza nossa
natureza adaptativa e racional, tende a ser aceita com mais facilidade. A teoria de Erikson
também enfatiza os conflitos sociais e os dilemas pessoais que as pessoas podem recordar,
facilmente antecipar ou observar nas pessoas que conhecem.

Por outro lado, a teoria de Erikson pode ser criticado por ser vaga quanto as causas do
desenvolvimento. Quais tipos de experiencias as pessoas precisam ter a fim de serem bem -
sucedidas na solução de conflitos psicossociais? Como a consequência de um estágio psicossocial
influencia na personalidade em uma fase posterior? Erikson não é muito específico sobre esses
temas importantes. Assim, a sua teoria é, sobretudo, uma visão descritiva do desenvolvimento
social e emocional do ser humano que não explica adequadamente por que ou como esse
desenvolvimento ocorre.
Conclusão

Ao término deste trabalho com o tema teoria Psicossocial de Erikson, concluímos que o
desenvolvimento é um processo continuo que se inicia com o nascimento e se prolonga ate final
da vida. As crises psicológicas que permitem ao individuo a aquisição de sentimentos, Os
conflitos estão desde o nascimento, latentes no indivíduo, só se tornando patentes e
predominantes em fases específicas do ciclo da vida.
Bibliografia

ABRUNHOSA, Maria António, psicologia 12, parte2, Real editora.

RABELHO, Elaine, et, PASSOS, José Silveira, Erikson e a teria psicossocial de desenvolvimento

SHAFFER David R. psicologia de desenvolvimento

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