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Fisiologia primeiro bimestre

Na contração muscular, a actina desliza sobre os filamentos da miosina, que


conservam seus comprimentos originais. A contração se inicia na faixa ansiotrópica, ou
A, onde a actina e a miosina se sobrepõem. Durante a contração, a faixa isotrópica (I)
diminui de tamanho, enquanto os filamentos de actina penetram na faixa A.
Concomitantemente, a faixa H, formada somente pelos filamento grossos (miosina)
também se reduz, à medida que esses filamentos são sobrepostos pelos filamentos
finos (actina). Isso irá resultar em um grande encurtamento do sarcômero.

A contração muscular depende da disponibilidade de íons cálcio e o relaxamento


muscular está na dependência da ausência destes íons. O fluxo de íons cálcio é
regulado pelo retículo sarcoplasmático (RS), para a realização rápida dos ciclos de
contração muscular. O RS é uma rede de cisternas do retículo endoplasmático liso, que
envolve e separa em feixes cilíndricos grupos de miofilamentos.

Quando despolarizado, o RS libera os íons cálcio passivamente até os filamentos finos


e grossos. Ao ser polarizado novamente, o RS transporta o íon cálcio de volta às
cisternas, interrompendo a atividade contrátil.
A contração uniforme de cada fibra muscular é responsabilidade do sistema de túbulos
T. Esse sistema é constituído por uma rede complexa de invaginações tubulares do
sarcolema da fibra muscular.

Nervos motores controlam a contração normal das fibras musculares esqueléticas.


Ramificados dentro do tecido conjuntivo do perimísio neste local de inervação, o nervo
perde sua bainha de mielina e forma a dilatação que se situa dentro de uma depressão
da superfície da fibra muscular. Esta estrutura é chamada de placa neural ou junção
mioneural, onde o axônio possui inúmeras mitocôndrias e vesículas sinápticas, e
libera acetilcolina, que se difunde através da fenda sináptica, da placa motora e vai se
prender a receptores específicos aos sarcolemas das dobras juncionais.
Uma fibra nervosa pode inervar uma única fibra muscular, ou se ramificar e inervar até
160 fibras musculares, formando uma unidade motora. O número de unidades
motoras em determinado músculo é relacionado com a delicadeza de movimentos
requerida do músculo.

Afasias de broca e Wernicke


A área de Broca se situa no lobo frontal. Quando ela é atingida, ocorre a  afasia
motora ou a afasia de Broca. Afeta principalmente a expressão: estilo
telegráfico, baixa fluidez, problemas de sintaxe e gramática, vocabulário
reduzido, dificuldade em encontrar as palavras certas, problemas de
articulação...

A afasia de Wernicke é causada por danos na área de Wernicke, perto do córtex


auditivo primário. A pessoa afetada não tem dificuldade em falar, mas utiliza
palavras inadequadas e sem construção lógica com uma alta fluidez, o que torna
a sua fala seja incompreensível. Sua compreensão oral e escrita também é
perturbada. No entanto, ela não tem consciência da sua doença.

Existem outros tipos mais raros de afasia, como afasia mista, a afasia


global (esta é a forma mais grave), a afasia de condução, a afasia transcortical
motora e a afasia sensorial transcortical.

Causas da afasia

A afasia geralmente é causada por um acidente vascular cerebral (AVC) devido à


má irrigação do cérebro, causada por uma hemorragia (quando há o
sangramento de um vaso sanguíneo) ou isquemia (quando um vaso sanguíneo
entope).

Entre as possíveis origens da afasia, há também o traumatismo craniano(devido


a um choque violento ou a um coma), um tumor no cérebro ou uma doença
degenerativa como o mal de Alzheimer

Como ocorre o controle do sistema endócrino pelo hipotálamo

O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, as quais são


responsáveis pela secreção de substâncias denominadas, genericamente, hormônios.

As glândulas endócrinas (do grego endos, dentro, e krinos, secreção) são assim


chamadas porque lançam a sua secreção (hormônios) diretamente no sangue ou na
hemolinfa, no que se distinguem das glândulas exócrinas (do grego exos, fora), que
lançam suas secreções para fora do corpo ou nas cavidades de órgãos ocos.

Como agem os hormônios


As glândulas endócrinas sempre liberam os hormônios no sangue (ou na hemolinfa),
porque eles atingem todas as células do corpo. Cada hormônio atua apenas sobre alguns
tipos de células, denominadas células-alvo. As células-alvo de determinado hormônio
possuem, na membrana ou no citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais,
capazes de se combinar especificamente com as moléculas do hormônio. É apenas
quando a combinação correta ocorre que as células-alvo exibem a resposta característica
da ação hormonal.

Regulação hormonal por FEED-BACK


Como a glândula endócrina “sabe” quanto de hormônio deve liberar no sangue?

Essa pergunta já vem sendo respondida a tempo pelos cientistas. A regulação da


secreção de diversos hormônios é feita por um mecanismo conhecido como feed-back
negativo.

A expressão inglesa feed-back (traduzida como “retroalimentação”) é usada para indicar


a regulação de uma glândula pelo seu próprio produto final. O feed-back é negativo
porque o aumento do produto final inibe a atividade da glândula.

Regulação da tireotrofina por feed-back

Um exemplo de feed-back negativo é o controle exercido pela hipófise sobre a glândula


tireoide. A hipófise produz um hormônio trófico, a tireotrofina, que estimula a tireoide
a liberar os hormônios tiroxina e triiodotironina. Quando esses hormônios atingem
determinada concentração no sangue, passam a inibir a produção de tireotrofina pela
hipófise.

Quando a taxa de tireotrofina no sangue diminui, diminuem também as taxas de tiroxina


e triiodotironina no sangue. Desfaz-se, assim, o efeito inibitório sobre a hipófise, que
aumenta a produção de tireotrofina, reiniciando o ciclo regulatório.

Regulação hormonal do nível de cálcio no sangue


Outro exemplo de feed-back negativo no sistema endócrino é a regulação da produção
dos hormônios calcitonina e paratormônio, respectivamente, pelas glândulas tireoides
e paratireoides. Esses dois hormônios são responsáveis pela manutenção dos níveis
normais de cálcio na circulação em torno de 9 a 11 mg por ml de sangue.

Elevação do nível de cálcio no sangue estimula a tireoide a secretar calcitonina. Esse


hormônio promove a deposição de cálcio nos ossos e a eliminação de cálcio na urina,
além de inibir a absorção desse material pelo intestino. Com isso, a taxa de cálcio no
sangue diminui.

Quando a taxa de cálcio se torna menor que 10 mg por 100 ml de sangue, a secreção de
calcitonina é inibida e as glândulas paratireoides são estimuladas a secretar o
paratormônio. Esse hormônio tem efeito inverso ao da calcitonina: libera cálcio dos
ossos para o sangue, estimula a absorção de cálcio pelo intestino e diminui sua
eliminação pelos rins.

Dessa forma, a calcitonina e o paratormônio mantêm um nível adequado de cálcio no


sangue, condição essencial para o bom funcionamento das células.

Oxitocina

A ocitocina, também chamada de oxitocina, é um hormônio sintetizado no núcleo


supra-óptico do hipotálamo e transportada em pequenas vesículas envoltas por uma
membrana através dos axônios dos nervos hipotálamo-hipofisário. Estas vesículas
ficam armazenadas nos terminais nervosos encontrados próximos aos leitos capilares
na neuro-hipófise até a sua secreção para a corrente sanguínea. Deste modo, a
ocitocina apresenta dois sítios de origem: um ovariano e outro hipotalâmico.

Este hormônio também é responsável por desempenhar um importante papel no


processo reprodutivo. Durante a fase folicular do ciclo reprodutivo e durante os
estágios finais da gestação, a ocitocina estimula as contrações uterinas, que facilitam o
transporte do esperma para o oviduto durante o período fértil.

O estímulo primário para a liberação da ocitocina é a distensão mecânica da cérvix


uterina provocada pela insinuação do feto no momento do parto, bem como o ato de
sucção da glândula mamária. Os impulsos são transmitidos por nervos aferentes que
conduzem o reflexo para os corpos neuronais, causando a despolarização da
membrana nervosa, que se propaga para a região terminal do axônio. O influxo de
cálcio gera a fusão dos grânulos e exocitose dos conteúdos granulares, e, então, a
ocitocina e sua neurofisina são liberadas para a circulação sanguínea, sendo
encontradas sob a forma livre ou ligadas a proteínas plasmáticas.

A ocitocina gera também outras ações, como a ejeção do leite. Na lactante, estímulos
táteis e visuais, juntamente com a sucção induzem a liberação da ocitocina na corrente
sanguínea, levando a contração das células mioepiteliais que circundam os alvéolos
presentes na glândula mamária, resultando na liberação do leite. Este hormônio possui
também ação vasodilatadora e ação antidiurética fraca. Estima-se que a meia-vida da
ocitocina gire ao redor de 5 a 12 minutos.
 Uma injeção intramuscular ou intravenosa de edrofônio vai inibir a
acetilcolinesterase . é correto afirmar que ocorrerá um aumento temporário da
acetilcolina na sinapse , o que possibilita a contratação do musculo esquelético
 É correto afirmar que :a área pré frontal é responsável pela emoção; a área
somatossensorial(1,2, e 3 no mapa de brodmann)é responsável pela
informação sensorial ;a área de associação sensorial é responsável pelo
processamento e informação sensorial

É correto afirmar que as áreas funcionais anatômicas do cerebelo são: vernis-


eixo corporal ,pescoço , ombros e quadril ,zona intermediária – regiões distais
dos membros superiores e inferiores e zona lateral-planejamento geral dos
movimentos .
O cerebelo compara os movimentos reais representados pela informação de
feedback sensorial periférico com o movimento pretendido.
O cerebelo ajuda o córtex no movimento do próximo movimento ,enquanto o
movimento presente ainda esta sendo executado ;
O cerebelo participa do aprendizado motor e aprende pelos próprios erros;
 É correto afirmar um conjunto de fibras formam um fascículo ;

A contração uterina durante o parto é responsabilidade da ocitocina. A


secreção do hormônio ocorre . as duas afirmativas estão corretas e a segunda
justifica a primeira