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Comunicado de Resultados

Resultados consolidados a 30 de Setembro de 2005


28 de Outubro de 2005

“Highlights”
Vendas brutas aumentam 12% para 3.280 milhões de Euros
crescimento de 4% em Portugal e de 18% no Brasil, no universo de lojas actuais e em moeda local

Resultados líquidos acumulados de 65 milhões de Euros


De acordo com o comunicado pela Modelo Continente a 21 de Abril, e nos termos das disposições previstas no Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho n.º 1606/2002, a Modelo Continente apresenta os seus
resultados a 30 de Setembro de acordo com as normas internacionais de relato financeiro (IFRS). No presente comunicado, a Modelo Continente apresenta as suas demonstrações financeiras referentes ao período homólogo
de 2004 reexpressas em IFRS.

Consolidado
Vendas brutas (M.€)
O volume de vendas brutas da Modelo Continente totalizou nos primeiros 9 meses 3.280
2.941
do ano 3.280 milhões de euros, variando 12% face a período homólogo de 2004.
Esta evolução assenta num crescimento de 4% em Portugal e num acréscimo
superior a 30% do contributo referente à actividade no mercado brasileiro. Este
último desempenho tem subjacente uma variação de 12% do volume de negócios da
empresa em moeda local, que decorre de um aumento de 18% no universo de lojas 3ºT 04 3ºT 05

actuais no Brasil e reflecte a alienação do grupo de lojas da área metropolitana de Cash-flow operacional (M.€)
São Paulo, concretizada em Junho do presente ano. Beneficia adicionalmente de uma 184 191

apreciação de 18% da cotação média do Real face à moeda europeia.

O cash-flow operacional acumulado da empresa totalizou 191 milhões de Euros,


representando 6,8% das vendas líquidas. Este montante é 7 milhões de Euros
superior ao do ano anterior, e incluiu o impacto resultante da referida alienação de 3ºT 04 3ºT 05

lojas no Brasil. Res. líquido do exercício (M.€)


64 65
O resultado consolidado líquido acumulado no período atingiu 65 milhões de
Euros, situando-se no mesmo patamar do valor homólogo de 2004. Este montante
beneficia uma vez mais de uma redução dos encargos financeiros em 5 milhões de
Euros, fruto da conjugação de uma diminuição do custo médio da dívida e da
redução do nível de endividamento financeiro líquido para um valor próximo de 700
3ºT 04 3ºT 05
milhões de euros.
Endivid. fin. líquido (M.€)
Esta nova redução da dívida, aliada à recente reestruturação do financiamento da 760
702

empresa que permitiu um alargamento significativo da maturidade do seu


endividamento, contribuiu para um reforço adicional da solidez da estrutura
financeira da Modelo Continente.

3ºT 04 3ºT 05

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Portugal
Em Portugal, a Modelo Continente tem vindo a operar num quadro marcado pela persistência de um sentimento
económico muito negativo, em face do fraco ritmo de crescimento do produto interno e das elevadas taxas de
desemprego. Com crescente dificuldade de colocação das suas exportações e fortes desequilíbrios nas finanças
públicas nacionais, o país tem vindo a perder posição competitiva e não tem sabido criar condições para retomar
o movimento de convergência do produto per capita para os referenciais europeus. Este contexto tem tido
reflexos muito concretos e imediatos no comportamento do consumidor nacional, que tem vindo a privilegiar
gamas de produtos de preço médio mais baixo e desenvolvido uma forte apetência por acções promocionais.

Adicionalmente, a empresa tem estado sujeita a um forte incremento da concorrencialidade do mercado, por via
do aumento da área de venda disponível em mais de 7% ao longo dos 2 últimos anos. Este acréscimo,
correspondente a cerca de 90.000 de m2, traduz-se numa natural redistribuição da quota de mercado nas
localidades onde se estabelece uma nova unidade comercial, antevendo-se que esta tendência se venha a
agravar à medida que se concretizam as licenças de abertura atribuídas no âmbito do novo regime de
licenciamento comercial.

Em sintonia com esta nova realidade de consumo e de quadro concorrencial, a Modelo Continente tem vindo a
ajustar a sua operação, aproveitando ainda a oportunidade do novo quadro regulador do sector para estender a
cobertura territorial do seu parque de lojas. As opções definidas têm confirmado a resiliência dos formatos de
base alimentar da empresa e evidenciado o desempenho das insígnias de base não alimentar.

Assim, nos primeiros nove meses do ano o portfólio de formatos da Modelo Continente em Portugal registou um
volume de vendas brutas de 2.186 milhões de euros, crescendo 4% face a idêntico período de 2004. Este valor
incorpora um crescimento global de 2% do conjunto de lojas de base alimentar, especialmente atingidas pelo
acréscimo de concorrência, e um aumento de mais de 10% do volume de negócios das cadeias de retalho
especializado.

Para o mesmo período, o cash-flow operacional situou-se em 137 milhões de Euros, alcançando um rácio sobre
vendas líquidas de 7,1%. Este rácio, sendo inferior ao registado no período homólogo de 2004, traduz o acréscimo
da actividade promocional da empresa como resposta a uma maior concorrencialidade no mercado, bem como às
condições económicas do país que influenciaram um andamento menos positivo do lado da procura.

No decurso dos meses em análise, o esforço de expansão da empresa concretizou-se na abertura de cerca de
40.000 novos m2 de área de venda, correspondente a 5 novas unidades de base alimentar e 33 lojas de retalho
não alimentar. Este esforço permitiu à Modelo Continente finalizar o mês de Setembro com um parque de 320
lojas no mercado português, num total de 473.000 m2 de área de venda.

Brasil
No Brasil, o contexto de mercado mais recente ficou marcado por uma forte instabilidade política e pela
desaceleração do ritmo de crescimento económico do país para níveis próximos de 3%. Tal como em trimestres
anteriores, o desempenho da economia mantém-se muito assente no dinamismo do sector exportador, na medida
em que a procura interna se apresenta muito penalizada pelas elevadas taxas de juro.

Apesar dos bons indicadores globais do país e das recentes reduções da taxa de juro de mercado para valores em
torno dos 19%, o facto da inflação brasileira rondar os 5%, torna este referencial de financiamento como um dos
mais elevados em termos reais no panorama financeiro internacional. Tal facto perpetua um forte ónus sobre
consumidores e investidores locais, especialmente penalizante para a Modelo Continente que não só se confronta
com uma procura de mercado aquém do seu potencial, como concorre com um segmento informal fortemente
enraizado.

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No período em análise, as vendas brutas da Modelo Continente no mercado brasileiro totalizaram 3.4 mil milhões
de Reais. Este valor representa um crescimento de 12% em moeda local, já após a alienação de um conjunto de
10 hipermercados Big na área metropolitana de São Paulo. Este valor traduz um crescimento de 18% no parque
actual de lojas da empresa, e continua a evidenciar a evolução positiva da actividade operacional da Modelo
Continente naquele mercado - nomeadamente quando comparado com o referencial médio do sector e dos
principais concorrentes. Quando convertido em moeda europeia, o volume de vendas brutas totalizou 1.094
milhões de Euros, crescendo 30% após a incorporação da apreciação da cotação média do Real face ao Euro que
no período se situou em 18%.

O cash-flow operacional referente à actividade da Modelo Continente naquele país totalizou 54 milhões de Euros
(6,0% das vendas líquidas), variando 19 milhões de Euros face a igual período do ano passado. Este acréscimo
ficou sobretudo a dever-se à alienação do conjunto de lojas referida anteriormente. Após esta operação, o
parque de lojas da empresa contava com 160 unidades e 372.000 m2 de área de venda neste país, com uma forte
representatividade e posição competitiva nos 3 estados mais a Sul do Brasil.

Principais agregados operacionais


Informação síntese referente aos universos base de análise

variação
unid 3.º T 2005 3.º T 2004
valor %
Nº de lojas 480 448 32 7%
Portugal 320 281 39 14%
Brasil 160 167 -7 -4%
Área de venda '000 m2 845 863 -18 -2%
Portugal '000 m2 473 433 40 9%
Brasil '000 m2 372 431 -59 -14%
Vendas brutas M.€ 3.280 2.941 339 12%
Portugal M.€ 2.186 2.102 85 4%
Brasil M.€ 1.094 839 255 30%
Vendas líquidas M.€ 2.814 2.532 282 11%
Portugal M.€ 1.921 1.851 70 4%
Brasil M.€ 893 681 212 31%
Cash-flow operacional M.€ 191 184 7 4%
Portugal M.€ 137 148 -12 -8%
Brasil M.€ 54 35 19 52%
Cash-flow operacional (% vl) 6,8% 7,3% -0,5 p.p. -
Portugal 7,1% 8,0% -0,9 p.p. -
Brasil 6,0% 5,2% 0,8 p.p. -

Perspectivas
Em Portugal, a prossecução das linhas estratégicas da empresa concretizar-se-á num extenso plano de abertura
de novas unidades no futuro próximo, com destaque para os hipermercados Continente de Loures e Covilhã, bem
como 2 centros comerciais Modelo a abrir até ao final do ano. Este esforço de investimento passará igualmente
pela manutenção de uma atitude proactiva de identificação e licenciamento de novas localizações destinado ao

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portfólio de formatos actuais, bem como à implantação de novos conceitos de negócio que partem da base de
activos e competências que a empresa reconhecidamente detém no mercado português.

O desenvolvimento da empresa passará igualmente por uma atitude de forte inovação e de crescente focalização
no cliente, bem como por uma atenção muito especial à optimização dos processos internos de negócio. Neste
campo, destaque para a renovação da imagem da marca Continente, consonante com o propósito de permanente
modernidade e inovação que têm caracterizado a actuação da Modelo Continente no mercado português.

No que respeita à operação da Modelo Continente no Brasil, a avaliação da empresa mantém-se em linha com o
afirmado anteriormente: após uma fase inicial de forte investimento para obtenção de massa crítica e da fase
subsequente de aprofundamento do conhecimento de mercado, de maior experiência operativa e de afinação de
conceitos, a empresa manterá uma perspectiva realista sobre onde é justificado reforçar, manter ou diminuir a
presente alocação de capital empregue por cluster de activos.

Matosinhos, 28 de Outubro de 2005


O Conselho de Administração

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Demonstração consolidada de resultados
Informação síntese
3.º T 2005 3.º T 2004 variação
M.€ % vl M.€ % vl M.€ %

Vendas brutas 3.280 117 2.941 116 339 12%

Vendas líquidas 2.814 100 2.534 100 280 11%

EBITDA 191 6,8 184 7,3 7 4%

Amortizações e depreciações -69 -2,5 -62 -2,5 -7 -12%

Provisões e perdas por imparidade -9 -0,3 -3 -0,1 -6 -

EBIT 112 4,0 119 4,7 -7 -6%

Resultados financeiros -38 -1,4 -43 -1,7 5 -11%

Resultados correntes 74 2,6 75 3,0 -2 -2%

Equivalência patrimonial 2 0,1 1 0,0 1 -

Resultados relativos a investimentos 0 0,0 0 0,0 -1 -

Resultados antes de impostos 75 2,7 76 3,0 -1 -1%

Impostos -10 -0,3 -12 -0,5 2 -17%

Resultado líquido do exercício 65 2,3 64 2,5 1 2%

Res. líquido atribuível a accionistas 65 2,3 63 2,5 1 2%

Res. atribuível aos interesses minoritários 1 0,0 1 0,1 0 -25%

Balanço consolidado
Informação síntese
Setembro 05 Dezembro 04 variação

M.€ % M.€ % M.€ %

Activos não correntes 1.784 66% 1.613 64% 171 11%


Imobilizações corpóreas e incorpóreas 1.295 48% 1.194 47% 101 8%
Diferenças de consolidação 346 13% 265 10% 81 30%
Investimentos 18 1% 49 2% -31 -63%
Impostos diferidos activos 71 3% 60 2% 12 20%
Outros activos não correntes 53 2% 45 2% 8 19%
Activos correntes 902 34% 918 36% -16 -2%
Existências 457 17% 388 15% 69 18%
Clientes e outros activos correntes 302 11% 183 7% 119 65%
Instrumentos de cobertura financeira (derivados) 11 0% 87 3% -76 -87%
Outros investimentos detidos para negociação
Caixa e equivalentes de caixa 132 5% 260 10% -128 -49%
Total do activo 2.686 100% 2.531 100% 155 6%

Capital próprio atribuível aos accionistas da MC 855 32% 642 25% 213 33%
Capital próprio atribuível a minoritários 8 0% 7 0% 1 13%
Total capital próprio 863 32% 649 26% 214 33%
Passivos não correntes 879 33% 711 28% 168 24%
Empréstimos 744 28% 594 23% 149 25%
Impostos diferidos passivos 46 2% 44 2% 2 5%
Outros passivos não correntes 64 2% 56 2% 8 15%
Provisões 25 1% 17 1% 8 44%
Passivos correntes 944 35% 1.171 46% -226 -19%
Empréstimos 63 2% 157 6% -95 -60%
Instrumentos de cobertura financeira (derivados) 39 1% 92 4% -54 -58%
Fornecedores e outros passivos correntes 842 31% 920 36% -78 -9%
Provisões 1 0% 1 0% 1 110%
Total passivo 1.823 68% 1.882 74% -59 -3%
Total capital próprio + passivo 2.686 100% 2.531 100% 155 6%

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Transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IAS/IFRS)
Sem prejuízo de uma análise mais detalhada de todos os elementos consolidados, incluindo critérios
valorimétricos e políticas contabilísticas utilizadas, as principais diferenças da adopção das IFRS na demonstração
de resultados face ao POC no que respeita aos resultados, no acumulado do 3.º trimestre de 2004, podem ser
resumidas em:
8 64
62
-4 -2

Resultado Amortizações Resultados Outros Resultado


líquido e depreciações financeiros líquido
POC IFRS

Nota: (1.i) (1.ii)

(1.i) Amortizações e depreciações

Tal como o referido no comunicado de 21 de Abril, sobre o impacto da adopção das IFRS, as despesas com
reparação e manutenção são registadas directamente como custo do exercício o que implica uma diminuição das
imobilizações no balanço de abertura por contrapartida de reservas. Este movimento origina uma diminuição do
valor das depreciações, no período em apreço, de 8 milhões de Euros.

(1.ii) Resultados financeiros

Diminuição de 4 milhões de Euros nos resultados financeiros, resultante de rendimentos de títulos de


participação – “Outros investimentos detidos para negociação”. Em IFRS, estes títulos são valorizados pelo justo
valor, pelo que no balanço de abertura já incluem o rendimento, que em POC só foi reconhecido no 1.º trimestre
de 2004 aquando da venda dos títulos de participação.

Resultados extraordinários

Até ao final do 3.º trimestre de 2004, ainda de acordo com o POC, a Modelo Continente classificou como
“Resultados extraordinários” cerca de 17 milhões de Euros. Em IFRS, não existe esta categoria, pelo que esses
movimentos foram reclassificados para rubricas de carácter operacional, contribuindo para a rubrica de cash-
flow operacional (EBITDA).

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Modelo Continente, SGPS, SA
“Sociedade aberta”
Sede: Rua João Mendonça, n.º 529, 4464 - 501 Senhora da Hora
Capital social: 1.100.000.000 Euros
Matriculada na C.R.C. do Porto sob o n.º 38 045
Pessoa Colectiva n.º 501 532 927

A Modelo Continente interage numa base permanente com os agentes do mercado, encontrando-se o
departamento de Relações com Investidores ao dispor para responder a qualquer questão ou pedido
apresentado.

Departamento de Relações com Investidores


Rua João Mendonça, 529 – 6ºDto
4460-501 Senhora da Hora
Matosinhos – Portugal
Telefone: 351.22.9561958
Email: investor.relations@modelocontinente.pt

Em linha com as recomendações da CMVM, foi adicionalmente estruturado um gabinete especificamente


vocacionado para o atendimento de investidores particulares.

Gabinete de Apoio ao Investidor


Rua João Mendonça, 529 – 6ºDto
4460-501 Senhora da Hora
Matosinhos – Portugal
Telefone: 351.22.9561958
Fax:351.22.9561318
Email: investor.relations@modelocontinente.pt

www.modelocontinente.pt
www.sdb.com.br

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