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Índice
1.Objectivos...................................................................................................................................................4

1.1. Objectivo geral.......................................................................................................................................4

2. Metodologia do Trabalho..........................................................................................................................4

3. Introdução..................................................................................................................................................5

4. O Papel do professor como gestor na sala de aula....................................................................................6

4.1. Frente ao ensino aprendizagem..............................................................................................................6

4.1.1. Frente a avaliação: instrumentos avaliativos.......................................................................................7

4.2. Moldes de comportamento: professor/aluno..........................................................................................8

4.2.1. A educação no passado: professor/aluno............................................................................................8

4.2.2. A educação no presente: professor/aluno............................................................................................9

4.3. Professores: missão, características e didácticas..................................................................................10

4.3.1. Missão (Aprimoramento de suas actividades)..................................................................................10

4.3.2. Características e didáctica dos professores.......................................................................................12

4.3.2.1. O “Professor Policial”....................................................................................................................12

4.3.2.2. O “Professor Povo”........................................................................................................................13

4.3.2.2. O “Professor Reflexivo”.................................................................................................................14

Conclusão....................................................................................................................................................16

Referencias Bibliográficas..........................................................................................................................16
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1.Objectivos

1.1. Objectivo geral


 Compreender como o professor actua como um gestor na sua prática escolar.

Objectivo Especifico

 Levantar quais concepções esses professores tem de gestão educacional dentro da sala de aula e
como essas ideias são desenvolvidas no quotidiano escolar.

2. Metodologia do Trabalho

Para dar início, este trabalho primeiramente fará um levantamento da bibliografia para realizarmos uma
selecção de obras a serem lidas, assim possibilitando um aprofundando do conceito de avaliação. Sendo
que as leituras serão efectivadas tendo por base a análise textual seguida da compreensão e da interpretação
mediante ao ensino aprendizagem. Concomitante às leituras, realizaremos fechamentos e anotações, para
que as informações adquiridas possam ser analisadas, discutidas e sistematizadas adequadamente. Daremos
preferência para as fontes primárias, mas também usaremos fontes secundárias de comentadores
seleccionados para esse fim. Com intuito de estabelecermos relações entre o processo de aprendizagem
com o papel do professor pedagogo e suas funções avaliativas, de modo que resultaremos em uma pesquisa
com carácter bibliográfico, que seu conceito restrito “[...] é a busca de informações bibliográficas, selecção
de documentos que se relacionam com o problema de pesquisa (livros, verbetes de enciclopédia, artigos de
revistas, trabalhos de congressos, teses etc.) e o respectivo fichamento das referências para que sejam
posteriormente utilizadas (na identificação do material referenciado ou na bibliografia final)”. (MACEDO,
1994, 198 p.13) Assim a pesquisa bibliográfica define-se como a selecção de documentos relacionados à
problemática escolhida a fim de aperfeiçoar e identificar o trabalho académico.
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3. Introdução

As dificuldades relacionadas à educação Moçambicana preocupam aos educadores e a toda população no


país. Se pensarmos que alguns anos atrás um dos maiores desafios era garantir o acesso dos alunos à
escola, avançamos nesse sentido. O Estado ampliou o número de escolas e tornou o ensino obrigatório e
gratuito. Mas ainda falta garantir a democratização do saber a todos que tiveram acesso ao ensino. Parece
óbvio quando se fala que a função da escola é ensinar, imaginando que o aluno de forma espontânea, irá
aprender. Mas se observarmos a actual situação educacional do nosso país, concluímos que o caminho é
longo e exige muito estudo, reflexão, comprometimento profissional e vontade política. Não basta colocar
todos os alunos na sala de aula sem que sejam oferecidas condições para que o ensino e aprendizagem
aconteçam. E pela observação directa do que acontece nas escolas, é perceptível que o ensino e
aprendizagem precisam melhorar. Por outro lado, o professor diante desta realidade sente-se desvalorizado
e está encontrando dificuldade para enfrentar o desafio de melhorar os baixos índices de aprendizagem que
os alunos vêm obtendo nas estatísticas oficiais e que também podem ser observados no dia-a-dia escolar e
nas avaliações sobre o conteúdo trabalhado. Em contraposição, os professores mais conscientes da
importância de sua função para a vida dos alunos, querem mudar essa situação, porque sabem que a escola
pública é o único espaço para que os alunos da classe trabalhadora adquiram o saber sistematizado,
necessário à sua emancipação social. Diante disso, o desafio posto é a necessidade de repensar a
organização do ensino, a articulação entre teoria e prática. Mesmo porque um ensino de conteúdos
científicos sem relação com o cotidiano dos alunos e descontextualizado, provavelmente não desperte o
interesse deles. A partir das dificuldades educacionais observadas, entendemos que existe uma proposta
educacional que se orienta por princípios democráticos, emancipadores dos sujeitos sociais, e acreditamos
que esta possa contribuir com a prática pedagógica que valoriza o saber sistematizado, a compreensão da
realidade histórica, dando mais condições para que os professores possam enfrentar o desafio do cotidiano
escolar, que hoje se apresenta desinteressante e permeado pelos problemas sociais.
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4. O Papel do professor como gestor na sala de aula

No entanto, compreendemos como papel do educador, a mediação do ensino, que tem como função não
apenas a aplicação de nota, mas também considerar como parte do processo educativo, os erros, além da
realização de trabalhos sob uma análise e um retorno, ou seja, esse instrumento processual intui o
direccionamento do estudo do aluno. Deste modo deve-se destacar a importância de se aprender a
aprender para que assim consiga colaborar na adesão do conhecimento do aluno e na efectivação de sua
prática docente.Com intuito de responder ao principal desafio de sua profissão, o professor deve propiciar
o acesso à cultura e a ciência, tendo consciência de que se faz necessário à inclusão de todos, sem
excepção de nenhum educando na participação do saber mediante ao contexto social. Nesta perspectiva,
sua responsabilidade está posta a fim de garantir, que o que o aluno aprende vale a pena ser objecto de
aprendizagem, ou seja, deve fazer com que o ensino se efective como significativo para o aluno.
Compreendesse então que sua tarefa é despertar no educando a curiosidade por aprender e fazê-lo sentir
se parte do processo, tomando como próprio a experiência da aprendizagem.

Neste sentido, para ser um “bom professor”, não basta ser apenas um orador, ou saber todos os conceitos
de determinada área, pois ensinar não é apenas uma questão de falar; na aprendizagem o que realmente
importa é asseguras que o ouvinte com intenção de aprender está entendendo; tratasse de explicar para ser
compreendido com isto o “bom professor” é aquele que trabalha com intenção formativa.

4.1. Frente ao ensino aprendizagem

Na função de professor, compete-lhe propiciar ao aluno o acesso à cultura e à ciência, mediante a inclusão
de todos os sujeitos neste processo que se consolida mediante o ensinar e o aprender. Nesta perspectiva, sua
responsabilidade está posta a fim de garantir que o aluno evolua, conscientizando-o, sobretudo, do que
precisa fazer para ampliar sempre mais o seu conhecimento. Compreende-se então que, além de lançar mão
de várias estratégias de ensino que vem ajudar o aluno a aprender, sua tarefa é despertar o estudante à
busca por aprender. Neste sentido, ser professo não é ser bom orador ou saber todos os conceitos de
determinada área, tendo em vista que os alunos os memorizem, pois como exposto por Mendez, “Não se
deve aprender pela memória, mais sim sobre o que realmente foi compreendido pela inteligência. E não se
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deve exigir da memória mais do que estejamos certos do que a criança sabe.” (COMENIO, 1628 apud
MENDEZ, 2002, p. 5).

Descobrir o que a criança sabe é olhar atentamente para aquilo que ela demonstra no dia-a-dia e em
momento específicos, porque é preciso agir sobre o que ela ainda não sabe, sendo este o processo avaliativo
na perspectiva formativa. Diante deste processo a avaliação ganha seu destaque por se efectivar na recolha
de informações para intervenções por parte do professor, a partir da análise e interpretação das
particularidades de cada aluno, sendo essencial a acção conjunta entre educadores e educandos, porque,
juntos, responsabilizam-se pela evolução do conhecimento. O processo avaliativo que se volta para a
ampliação do conhecimento busca compreender as falhas apresentadas pelos educandos, tendo em vista a
acção dos educadores para a superação pelos educandos do que se apresenta ainda incompreensível. Para
isso, cabe-lhe colectar dados, analisá-los e tomar uma atitude que favoreça a melhoria da aprendizagem.

Perante o ensino aprendizagem, a avaliação ganha seu destaque no papel de instrumento de intervenção por
parte do professor, permitindo analisar e interpretar as particularidades de cada aluno. Neste segmento, a
aprendizagem deve ser posta diante da medicação e da acção conjunta entre educadores e educandos,
buscando a qualidade do ensino através de intervenções pedagógica. No entanto, cabe ressaltar que a
intervenção do educador neste processo de tomada de decisões é dirigida com o objectivo de melhorar a
aprendizagem do aluno. Aprendizagem esta que requer mais do que uma mera transferência mecânica e
sim uma compreensão crítica do trabalho entre professor e aluno visando à produção da inteligência de
forma que o educando tenha amparos para criar seus próprios conhecimentos. A acção pedagógica voltada
à aprendizagem tem como intuito a condição de passagem de um estado para outro, ou seja, o acto de
educar é mais que uma transferência de conteúdo, pois tem como característica ser uma actividade
sistemática, que visa estabelecer mudanças no ser humano diante das condições vivências por cada um.
Num segundo momento, as situações de ensino aprendizagem devem ser avaliados de forma ampla, para
que se obtenham reais resultados de sua efectivação, compreendendo a análise das falhas apresentadas
pelos educandos. Surge assim a exigência de uma formação diferenciada para os educadores, pois devem
saber como agir frente às divergentes situações problemáticas no contexto educacional.

4.1.1. Frente a avaliação: instrumentos avaliativos

Segundo os conceitos avaliativos compreendemos a necessidade de utilizar meios que busquem destacar o
entendimento que o aluno adquiriu sobre o conteúdo estudado e demonstrando o mesmo ao professor.
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Dessa forma cabe ressaltar que é de real importância permear diversos instrumentos avaliativos, o qual
podemos citar: o portfólio, a co-avaliação, o mapa conceitual, a aula e a prova. No âmbito educacional
existem vários professores pedagogos contrários ao processo avaliativo, posicionamento este, decorrente da
falta de conhecimento a cerca de suas aplicações, pois acreditam que uma avaliação só se consiste em uma
prova, entretanto de acordo com Demo (2002, p. 44) “[...] para avaliar não é necessário prova”. Deste
modo, devemos ressaltar que o actuante dessa área tem como dificuldade compreender a utilização dos
instrumentos avaliativos que não se limitam a simplesmente, aula e prova, como centro da didáctica.

Nesta compreensão passamos a ver os meios utilizados durante o processo de avaliação, não mais como
principais, podendo haver o surgimento de novos ambientes de ensino, não banalizados pela inconsistência
metodológica. Na actuação do professor, existe uma questão muito vivenciada por todos, que seria o fato de
não compreender a importância da avaliação como meio de promoção da aprendizagem, por esse motivo
demonstram descaso no processo e só o aplicam com objectivo de obedecer às exigências das escolas.Com
isto posto, o problema central da avaliação é fazer o aluno aprender, não empurrá-lo para frente e sim
acompanhar seu desempenho e intervir em favor da recuperação do aluno caso haja dificuldades na adesão
de conhecimento. Sendo assim, é de obrigação do pedagogo professor evitar o baixo rendimento do aluno,
mediando este ensino aprendizagem.

4.2. Moldes de comportamento: professor/aluno

Quando se fala em moldes de comportamentos e situações de ensino, tanto em relação ao professor quanto
ao aluno, o que se pode verificar em um primeiro momento, são as diferenças existentes em tempo passado
e em tempo presente dentro de uma escola. É importante demonstrar essa diferença, pois assim pode-se
estabelecer um comparativo, supondo que os problemas ocorridos actualmente em sala de aula, são
decorrentes da drástica mudança implantada no ensino, e também da mudança dos valores culturais de
época para época.

4.2.1. A educação no passado: professor/aluno

Muito do que se sabe em relação à educação no passado, a situação e regras de uma escola, são relatos
empíricos de professores e alunos da época. Se comparada a educação actual com a de trinta anos atrás,
com certeza encontrar-se-á uma mudança drástica em vários sentidos.
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Houve uma época em que o professor era tão valorizado que representava status ter essa
profissão. Aulas nos cursos ginasial e colegial costumavam ser ministradas até por
médicos e engenheiros, e compensava financeiramente. Os alunos eram habituados a se
colocarem de pé quando o mestre entrava na sala. O respeito aos mais velhos era regra de
educação [...] (RODRIGUES, Valdes. 2008).

A citação acima é bastante pertinente a este tópico do trabalho, pois nos mostra a realidade totalmente
diferente de décadas passadas dentro da escola. É certo que havia muito mais respeito dos alunos pelos
professores, e que estes eram considerados profissionais de status devido ao valor que obtinham pela
profissão. Naquela época, os alunos viviam em outra atmosfera social, os valores actuais são bem distintos
dos da época em questão; jamais podiam contar com a velocidade de informações e entretenimento que os
estudantes recebem nos dias actuais, e os pais também logravam impor mais respeito aos filhos.

Sem dúvida houve um tempo em que ensinar era muito menos complexo. A vida, em seu
cotidiano, era muito mais comunitária e as salas de aula abrigavam, nas escolas, número
muito menor de alunos. Além de tudo isto, as cabecinhas estavam menos desarrumadas
pelos meios de comunicação de massa com sua transmissão de valores conflitantes
(MORAIS, 1986, p. 13).

Ao entendermos a citação de Morais (1986) acima reproduzida, pode-se afirmar que, desde a sua escrita, a
educação já demonstrava sinais de mudanças, e o autor salienta a maior facilidade existente no trabalho
docente em escolas regulares no passado, devido às características actuais antes inexistentes nos alunos e
nas escolas. Mas, por outro lado, é bastante questionável a situação de tempos atrás em sala de aula, no que
diz respeito à postura do professor, que muitas vezes demonstrava ares de superioridade, ou seja, os alunos
tinham respeito adquirido através do medo que o mesmo impunha. E o que se tem consciência, é que
educação e conhecimento somente são adquiridos integralmente, quando se há compromisso,
responsabilidade, cordialidade e respeito entre professor e aluno.

4.2.2. A educação no presente: professor/aluno

O que acontece actualmente na educação, na relação professor-aluno, é preocupante ao pensarmos que a


educação estruturada é indispensável para o indivíduo. Mas a decorrência de confrontos entre educador e
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estudante acaba abalando essa estrutura, que resulta em professores insatisfeitos e alunos com precários
conhecimentos sobre diversas disciplinas.

[...] Os tempos foram mudando, os governos deixando de valorizar esses profissionais, e


hoje chega a ser uma aventura ter de enfrentar uma classe de quarenta alunos, sem os
mesmos meios de disciplina e ganhando muito mal. Os resultados foram: a queda na
qualidade do ensino e o crescimento da violência, dentro e fora das classes. Muito dessa
culpa cabe também aos pais, que muitas vezes se esquecem de cuidar da educação em
casa e também não acompanham de perto a vida escolar de seus filhos. Acham que a
escola tem que dar instrução e educar o aluno, quando a obrigação primordial é deles, em
casa [...] (RODRIGUES, Valdes. 2008).

Ao longo da década de 90 até os dias actuais, nota-se a complexidade dos problemas da educação, em
virtude de má disciplina e baixo índice de aprendizado tomando proporções assustadoras para um país em
desenvolvimento. A situação não só pode como deve ser revertida, e o professor com sua sabedoria,
importância e mudança de hábitos pode ser o grande provedor da solução. Como visto, há grande distinção
de situações de ensino entre passado e presente, mas não há dúvidas de que o professor que se disponibiliza
a adequar os meios actuais nos momentos didácticos e a ser um aliado do aluno, conseguirá dele o mesmo
respeito que imperava nas salas de aula de tempos atrás. A partir deste ponto, será feito um estudo sobre a
missão dos professores, suas respectivas características e didácticas, e a importância de aprimoramento de
suas actividades dia após dia.

4.3. Professores: missão, características e didácticas

A carreira de um professor engloba uma gama de deveres a serem cumpridos, é necessário então, que o
mesmo perceba a importância de se preocupar com a qualidade de sua docência. Para que isso aconteça, o
professor deve se auto avaliar em todos os dias de seu trabalho, tendo em vista o controle e o conhecimento
sobre sua missão, suas características e sua didáctica.

4.3.1. Missão (Aprimoramento de suas actividades)

Para um professor estar em constante aprimoramento de seu trabalho, é necessário que ele reconheça que
uma formação continuada de suas respectivas qualificações é fundamental, assim, poderá colocar em
prática suas acções e estratégias para manter a disciplina e respeito em sala de aula, e fazer com que o
aluno se interesse pelo conteúdo a ser ministrado. De acordo com Liberali (1999), a auto-reflexão que o
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professor deve providenciar sobre seu trabalho, consiste em verificar quatro acções: descrever, informar,
confrontar e reconstruir. Cortez (2003), apoiado em Liberali (1999) nos demonstra estas quatro acções.
Segundo o autor, o momento de descrever, consiste no acto do professor relatar por escrito suas acções em
aula, aqui, conseguirá de maneira eficaz fazer uma autocrítica de suas estratégias e objetivos traçados para
certo conteúdo. No que diz respeito a informar, o autor relata que nesta etapa o professor vai em busca de
teorias para embasamento e fundamentação da aula planejada. “A maneira como ensino demonstra qual a
relação de poder existente na sala de aula” (CORTEZ, 2003, p. 225). O confrontar consiste em uma análise
sobre postura e atitudes nos momentos do ato de ensinar, assim, o professor poderá chegar à conclusão se
está de maneira correta, proporcionando ou não, o conhecimento e crescimento de seu aluno.

Finalmente, há o reconstruir, que é o momento de encarar com maturidade e


humildade que não estamos prontos/acabados, que estamos sempre em
crescimento/mudança. É a fase de enxergar – sozinha e também com a ajuda dos
participantes – que há lacunas em nossa prática que podem ser
melhoradas/preenchidas, à medida que entendemos e aprendemos novas formas de
agir (Cortez, 2003, p. 225).

De acordo com Cortez (2003), a ação de reconstruir, é a consciência de que o professor nunca está
totalmente preparado em todos os aspectos que engloba sua missão, é reconhecer que uma evolução de suas
qualificações é de extrema relevância para a sua profissão. Em contrapartida, Sheppard (1974), propõe uma
outra perspectiva e demonstra como ser um bom professor com cinco princípios diários, para que assim, o
mesmo possa avaliar suas acções e métodos e não se perca em meio a seus planeamentos e objectivos,
proporcionando a seus estudantes conhecimento com qualidade.

Segue abaixo, a tabela contendo os princípios mencionados por Sheppard (1974), que podem subsidiar a
missão diária do profissional de educação.

1)
Descubra onde você se encontra: pré-teste.

2)
Especifique aonde deseja ir: defina os objectivos.

3)
Planeje uma viagem e desfrute-a: planeje e execute um programa de ensino.
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4)
Determine para onde se dirige: avalie continuamente.

5)
Modifique seus planos de viagem, se necessário: ajuste os programas de ensino.

As quatro acções mencionadas por Cortez (2003) apoiado em Liberali (1999) e os princípios diários
propostos por Sheppard (1974), são ferramentas importantes às quais os professores devem levar em
consideração para uma auto-avaliação. Uma reflexão proposta por Morais (1986) é bastante pertinente ao
profissional; para o autor, o professor considerado indispensável é aquele que sabe ensinar a caminhada
independente, ou seja, a sua própria dispensabilidade. Sabe-se da existência de diferentes perfis de
educadores, e que nem todos considerariam esta análise de trabalho necessária. No entanto, se a maioria
passasse a reconhecer a imprescindibilidade deste acto, e a valorizar sua missão diária enquanto um
formador, o ensino nas escolas regulares de nosso país já estaria dando um grande salto em crescimento.

4.3.2. Características e didáctica dos professores

Para se estudar as características e didácticas de perfis de profissionais da educação, teorias e textos


organizados por Novoa (2000), que é de extrema importância ao tema deste trabalho, serão utilizados.
Aqui, aborda-se a tipificação dos profissionais de educação, principiando um estudo sobre uma sugestão de
postura ao professor, que tentará propor-se por meio da pesquisa realizada com indivíduos envolvidos no
processo de ensino fundamental e médio. Segundo Nidelcoff (1983), existem linhas que caracterizam o
trabalho dos professores, ou seja, são características que revelam a identidade do trabalho dos mesmos.

4.3.2.1. O “Professor Policial”

De acordo com o autor, este professor caracteriza-se pelo autoritarismo. É o único que sabe e ensina, e os
estudantes são aqueles que não sabem e devem apenas aprender. O aprendizado se dá apenas pelo acto de
escutar e prestar atenção a quem sabe. Os objectivos desse tipo de professor são:

 Manter a disciplina, fazer com que os alunos obedeçam sem questionar;


 Prioriza o factor intelectual e consideram bons alunos aqueles com boas notas;
 Pretende que os alunos cumpram tudo que lhes foi ordenado;
 Condena a rebeldia e o espírito crítico, formando indivíduos que só concordam com o
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que lhe és dito.


Quanto ao conteúdo a ser ensinado:

 Aprecia a cultura popular e a experiência;

 Preocupa-se com a funcionalidade dos conteúdos;


 Revisa os conteúdos ideológicos dos livros e textos.

Como trabalha:

 Não é capaz de perceber as origens sociais do fracasso escolar;

 Valoriza apenas o conhecimento;

 Considera a avaliação património do professor;

 Não incentiva a autocrítica;

 Estimula atitudes passivas e conformistas;

 Puni de maneira radical o mau comportamento, mas não obtém sucesso.

 Considera a escola apolítica;

 Não vê os pais como companheiros de trabalho;

 Força um ritmo de trabalho aos alunos;

 Sente que seu trabalho é um sacrifício que não é reconhecido;

 Se sente injustiçado pela responsabilidade do trabalho, porém faz o mínimo exigido.

4.3.2.2. O “Professor Povo”

Para Nidelcoff (1983), este tipo de professor não se preocupa apenas com a aprendizagem intelectual, mas
visa a formação de atitudes, visto que seus alunos são pessoas e não “máquinas de aprender”. No que diz
respeito ao método de aprendizagem, sua linha geral é:

“Partir da observação e da análise de situações reais e concretas”.

Objectivo:
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 Ajudar o aluno a ser capaz de liberar-se das estruturas opressivas da sociedade.

Quanto ao conteúdo a ser ensinado:

 Expressa sempre uma ideologia e uma cultura e ao optar por um ou outro, o educador
posiciona-se frente aos mesmos.

Como trabalha:

 Incentiva os alunos a verem a realidade com lucidez e espírito crítico;


 Auxilia os alunos a assumirem seu compromisso diante da realidade;

 Ajuda os alunos a descobrirem a capacidade que têm;

 Parte sempre da observação e análise das situações reais e concretas a fim de captar a

Bagagem que os alunos trazem;

 Valoriza o trabalho em grupo;

 As normas de disciplina são construídas e vividas pelas próprias crianças;

 Responsabiliza-se pela aprendizagem de cada estudante;

 Avalia a si mesmo como um educador, não como um simples transmissor de informações;

 Leva em conta os factores sociais do rendimento escolar;

 Respeita o ritmo de cada um;

 Posiciona-se frente ao papel político da escola;

 Sente-se integrante da realidade dos alunos;

4.3.2.2. O “Professor Reflexivo”

Mackay (2003) apresenta ainda outro tipo de professor: o professor reflexivo. Em seu livro O Professor
Reflexivo: guia para investigação do comportamento em sala de aula, a autora trata de formas variadas
para se chegar a ser um professor reflexivo com dicas para uma pesquisa ordenada, a fim de distinguir e
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solucionar problemas habituais de uma sala de aula, motivando os professores às práticas reflexivas em seu
contexto de trabalho. Segundo Mackay, os professores estão constantemente tomando decisões, o que

pode acontecer antes, durante e depois da aula. A prática reflexiva, cujos principais elementos são o
conhecimento geral (académico) e os valores pessoais, liberta o professor do comportamento de rotina, faz
com que planeje aulas mais atractivas e o habilita a agir de forma determinada, melhorando a prática do
ensino.Características deste profissional:
 Tenta resolver problemas em sala de aula;
 É ciente dos valores e suposições que trazem para o ensino;
 É sensível ao contexto do qual ensina;
 Participa do desenvolvimento curricular e de projectos;
 Assume a responsabilidade pelo próprio desenvolvimento profissional.
Estágios do ensino reflexivo:

 O Professor identifica um problema em sala de aula;


 Analisa suas possíveis causas;
 Colecta e estuda dados que o ajudarão a resolver os problemas (registros de sala de aula, planos de
aula e journals, observações em sala documentadas (vídeo e fita K7), questionários e entrevistas
também são dados relevantes que o professor reflexivo pode utilizar);

 Utiliza as informações que reuniram para mudar alguns aspectos de suas aulas, como uma
Alternativa válida para a resolução de problemas da classe.

Um educador que reflecte sobre os problemas que ocorrem em sua sala de aula é um educador que busca o
desenvolvimento dos alunos, assim, torna-se viável sempre reflectir sobre o comportamento de seus
estudantes e suas dificuldades, bem como, suas próprias dificuldades e causas das mesmas. Portanto, o
professor reflexivo tende a ser diferente, porque não é um professor rotineiro, busca novidades, pesquisa,
estuda, e com isso, melhora sua prática de ensino. Com base nas características dos professores analisados,
pode-se dizer que é imprescindível que, nas escolas, onde existem profissionais de várias formações, cada
qual com seus valores, modo de agir e pensar, haja respeito a essa diversidade de pensamento buscando
desenvolver acções a serem seguidas por todos na busca de um mesmo objectivo.
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Conclusão

Diante das discussões por nós realizadas durante o trabalho, pode se concluir que a avaliação é uma óptima
oportunidade para que quem aprende coloque em prática seus conhecimentos, também deve ser um
momento de exposição e superação de dúvida. Entretanto esse processo deve ocorrer com integração entre
professor e aluno, ou seja, requer uma mediação por parte do educador, a fim de possibilitar uma
aprendizagem de qualidade. No entanto pode se definir o processo avaliativo muito além do que apenas a
aplicação do instrumento, prova, pois consiste em facilitar a aprendizagem e demonstrar a capacitação do
sujeito em analise. Desta forma a avaliação requer uma boa actividade de ensino, sendo essa sistemática.
Perante estes seguimentos compreendemos como necessário que o professor saiba realizar de forma
qualificada seu papel de mediador da aquisição, da construção de conhecimento realizada pelos alunos. E o
educador tem como função também garantir uma aprendizagem significativa, podendo utilizar como
aparato os instrumentos prova e aula (expositiva). No entanto cabe ao educador o processo de ensinar, este
que envolve disposição e a busca de condições de efectivação do ensino e aprendizagem. Através destas
perspectivas compreende-se o ensinar não somente como um processo técnico e sim algo que para além de
apenas estabelecer objectivos é posto com a necessidade de apropriação, pois, segundo Freire (1993,p. 27)
“[...] não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o acto de
ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende”. Assim torna-se possível fazer considerações
a cerca de como o profissional da educação deve agir no processo avaliativo em detrimento das finalidades
e necessidades do ensino.
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Referencias Bibliográficas

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SHEPARD, Willian Clarence. Como ser um bom professor. Traduzido por Maria Amélia Matos. São
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