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Medições de quantidades de trabalho para planeamento

com duas abordagens de deslizamento da cofragem

Trabalho realizado por:

Luís Barbosa – 1180839

Sara Neto – 1180888

Ana Carlota – 1180983


Resumo
O seguinte trabalho realizou-se no âmbito da unidade curricular de Métodos de Gestão
na Construção (MGECO), do 2º semestre, do 2º ano da Licenciatura em Engenharia Civil do
Instituto Superior de Engenharia Civil.

Para a realização do trabalho escolheu-se o Tema 1 – Medições de quantidades de


trabalho para planeamento com duas abordagens de deslizamento da cofragem. Assim, para a
construção de um caminho ladeado por um muro em betão armado, foi-nos proposto o
desenvolvimento de um Mapa de Medições, em MS Excel. Este Mapa permitiu a realização de
um outro Mapa de Quantidades e Rendimentos, novamente em MS Excel, com os dados
relativos a rendimentos de mão de obra, de cada tarefa elementar, de forma a ser possível obter
a duração dessas tarefas, na obra proposta, em dias.

Assim, este relatório é acompanhado de dois planeamentos em MS Project e quatro


tabelas de Excel.

Recorrendo ao MS Project para a realização do planeamento da obra, foram estimados


os devidos prazos de execução para as duas soluções apresentadas. As soluções preveem a
construção do muro com uma ou duas juntas de dilatação, sendo, no primeiro caso, a meio
deste, ou seja, para 2 troços de 21 m de desenvolvimento cada um ou, no segundo caso, para 3
troços de 14 m de desenvolvimento cada um.

Por fim, de acordo com os casos (uma junta ou duas juntas), com os resultados obtidos,
realizou-se uma comparação segundo os prazos estimados para cada solução.

Após a conclusão do planeamento, foi possível concluir que a duração da obra varia de
acordo com a solução construtiva, ou seja, para uma junta de dilatação são previstos 88 dias,
terminando a 20 de Setembro de 2019, e para a opção de duas juntas de dilatação são previstos
92 dias, terminando a 24 de Setembro de 2019.

Assim, concluiu-se que a melhor solução a adotar em termos de prazo é a de utilizar


apenas uma junta de dilatação uma vez que a duração da obra se revela inferior à segunda
solução.

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Índice
Resumo ........................................................................................................................................2
Introdução ...................................................................................................................................4
Revisão de bibliografia ................................................................................................................5
Desenvolvimentos efetuados ......................................................................................................6
Mapa de medições ..................................................................................................................6
• Escavações: ......................................................................................................................6
• Cofragem:.........................................................................................................................7
• Armaduras: ......................................................................................................................7
• Betão: ...............................................................................................................................7
• Aterro:..............................................................................................................................8
Mapa de rendimentos .............................................................................................................9
Uma junta de dilatação: .........................................................................................................10
Duas juntas de dilatação: .......................................................................................................11
Considerações finais ..................................................................................................................12
Bibliografia.................................................................................................................................13
Anexos .......................................................................................................................................14
Mapa de medições e mapa de rendimentos para uma junta de dilatação: ...........................14
Mapa de medições e mapa de rendimentos para duas juntas de dilatação: .........................14

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Introdução
No âmbito da unidade curricular de Métodos de Gestão na Construção (MGECO), do 2º
semestre, do 2º ano da Licenciatura em Engenharia Civil do Instituto Superior de Engenharia
Civil foi proposta a realização de um trabalho que tem como objetivo a realização do
planeamento de uma pequena obra, de forma a abordar vários temas do programa da unidade
curricular tais como: Planeamento com MS Project, Medições, Rendimentos de mão de obra,
equipamentos e materiais.

Esta obra deve ser executada num concelho do país cujo dia 24 de junho seja feriado
municipal (S. João). A obra tem como objetivo a criação de um caminho em terra batida, cuja
cota de pronto se irá situar 4,5 metros abaixo do terreno atual, sendo necessário executar
primeiro trabalhos de escavação, bem como construir um muro de suporte de terras do lado
direito (devido a um futuro parque que se desenvolverá nessa zona), enquanto do lado esquerdo
é possível deixar um talude inclinado. O desenvolvimento do muro é de 42 m, o que corresponde
à extensão do caminho que se pretende construir.

Está previsto que a estrutura de suporte (o muro propriamente dito) tenha juntas de
dilatação transversais à peça (ou seja, verticais), mas a sapata não carece de tais juntas.
Atendendo ao seu comprimento, o muro precisa de ter no mínimo uma junta, no total de seu
desenvolvimento, podendo ter no máximo duas.

Figura 1 plano final da obra

As caraterísticas do terreno natural permitem estabelecer taludes com a inclinação


indicada na figura, sem risco de desmoronamento.

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Revisão de bibliografia
Mapa de medições: tabela em Excel, na qual são definidas e quantificadas as quantidades de
trabalho a executar.

Tabela de rendimentos: tabela em Excel que permite, com recurso a fórmulas e tendo em conta
as quantidades calculadas no mapa de medições e os recursos existentes, calcular a duração (em
dias) de cada tarefa.

Juntas de dilatação: separação física realizada com o objetivo de permitir o movimento de


ambas as partes em questão, sem que haja um esforço desnecessário entre elas, como por
exemplo, dilatação do material em causa, sobre efeito do calor.

Esta solução pode ser utilizada em:

• Estruturas de betão;
• Estruturas de vedação;
• Separação entre pisos e azulejos;
• Paredes e Muros.

Figura 2 Exemplo de Junta de dilatação

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Desenvolvimentos efetuados
Numa primeira fase, elaborou-se um mapa de medições, em Excel, e depois, através
do planeamento com recurso a MS Project, estimou-se o prazo de execução da obra.

Neste trabalho, procedeu-se a medições de quantidades de trabalho para efeitos de


planeamento e respetiva comparação, em termos de prazo, da solução de realizar apenas uma
junta de dilatação (a meio do muro, ou seja para 2 troços de 21 m de desenvolvimento cada
um), com a solução de realizar 2 juntas de dilatação (o que corresponde a realizar o muro em 3
troços, de 14 m cada).

Mapa de medições
A elaboração do mapa de medições tem como objetivo determinar as quantidades
necessárias de cada elemento da construção (escavação, armaduras, etc) tornando possível o
preenchimento do mapa de rendimentos.

• Escavações:

Para este projeto as escavações a realizar dividem-se em duas partes: a


escavação geral e a escavação da sapata.

De maneira a obter as medições corretas dividiu-se a escavação geral em três


formas geométricas conhecidas: dois prismas triangulares, cujas bases tem uma relação
de catetos de 2 para 1, e um paralelepípedo.

De igual modo, para a escavação da sapata, considerou-se dois prismas


triangulares com a mesma inclinação e outro paralelepípedo com as dimensões
previstas para a sapata.

2,5

Figura 3 Forma da escavação a considerar para o mapa de medições

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• Cofragem:

No que diz respeito à tabela de medições as cofragens dividem-se em dois


elementos: do muro e da sapata. As cofragens consistem no perímetro do elementos a
construir em betão armando.

Para uma ou para duas juntas a cofragem do muro é constituída pelos mesmo
elementos: dois painéis laterais, iguais em ambos os casos, que, de maneira a facilitar
os cálculos, considerou-se retangulares e com uma largura média (0,75 m).Um painel
frontal, que devido ao facto do muro ser inclinado considerou-se que tem 5.03 m de
altura e um painel traseiro, de 5m de altura, ambos com as larguras indicadas no guião
para cada um dos casos.

Como indicado, o tipo da cofragem é deslizante, o que significa que pode ser
usada a mesma cofragem ao longo de todo o muro, desmontando-a após o
endurecimento do betão e movendo a para o lado.

A cofragem da sapata é o perímetro de um paralelepípedo, composta por dois


painéis frontais e dois laterais.

• Armaduras:

Com os dados do guião, a determinação da quantidade de armadura necessária é


fez-se maneira:

Densidades de armadura para estimar as quantidades de ferro:

▪ 60 Kg de aço / m3 de betão, na sapata;


▪ 100 Kg de aço / m3 de betão, no corpo do muro.

1. Uma junta de dilatação:


▪ Armaduras da Sapata = 1 x (60 kg/m³ x 105 m³) = 6300 Kg
▪ Armaduras do Muro = 3 x (100 kg/m³ x 52,50 m³) = 15750 kg

2. Duas juntas de dilatação:


▪ Armaduras da Sapata = 1 x (60 kg/m³ x 105 m³) = 6300 Kg
▪ Armaduras do Muro = 3 x (100 kg/m³ x 52,50 m³) = 15750 kg

• Betão:

A quantidade de betão necessária para cada elemento é igual ao volume do mesmo.

A betonagem da sapata é feita de uma vez só, por isso a quantidade de betão
necessário equivale ao volume previsto para a sapata.

Já a betonagem do muro é feita por partes(duas ou três). Após calcular a quantidade


de betão necessário para uma parte, através das medidas dadas no guião para cada caso,

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multiplicaram-se os valores obtidos, por dois, no caso de uma junta e por três, no caso de
duas juntas.

• Aterro:
Assim como o betão as quantidades de material necessárias para o aterro equivalem
ao volume do que se pretende preencher.

Em relação a este tópico do mapa de medições, teve-se em atenção os seguintes


dados:

▪ Colocação de saibros de boa qualidade, com compactação, na zona


envolvente da sapata (do lado do caminho, até à cota final deste antes do
pavimento e do lado oposto, até à mesma cota);
▪ Colocação de tout-venant por camadas de 0.10 m, numa espessura total de
0.20 m, para pavimentação do caminho, até à cota de pronto do caminho e
em toda a largura;
▪ Enchimento com saibros de boa qualidade, sem compactação (no tardoz do
muro).

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Mapa de rendimentos
Terminado o mapa de medições, avançou-se para a construção do mapa de
rendimentos, com o objetivo de determinar o número de dias necessário para cada tarefa.

Todos os rendimentos usados no mapa de medições foram os sugeridos no guião do


trabalho. Estes rendimentos tinham diferentes unidades e como tal, o método de cálculo dos
dias a partir de cada um era diferente.

A tabela seguinte demonstra o método de calculo utilizado para cada unidade de


rendimento:

Rendimentos Nº de
Designação dos trabalhos Unidades Quantidade Parcial Total Trabalhadores trabalhadores H/Dia Dias
3
Escavação/Betonagem/Aterro m /h x y x/y -- z 8 total/8
cofragem H.h/m2 x y x*y -- z 8 total/(8*z)
Armadura Kg/h x y x/y -- z 8 total/8

Não foi necessário proceder ao cálculo do número de dias para o estaleiro (montagem
e desmontagem [3 e 5, respetivamente]), para o endurecimento do betão (5 dias por cada
betonagem), para a limpeza geral da obra ( igual aos dias de desmontagem de estaleiro [5]) nem
para a receção provisória da obra (1 dia), uma vez que estes valores foram fornecidos no guião
do trabalho.

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Tarefas críticas
Uma junta de dilatação:

Representadas a vermelho, na figura abaixo podemos concluir que as tarefas críticas na


construção do muro com uma junta de dilatação são: a montagem do estaleiro, a escavação
geral, as colocações das cofragens do muro, as respetivas armaduras, betonagens e
endurecimento, os aterros com compactação, a colocação do Tout-venant (as duas camadas), a
limpeza da obra e, por último, a receção provisória.

Figura 4- Gráfico de Gant para um muro com uma junta

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Duas juntas de dilatação:

Tal como no quadro anterior, representadas a vermelho, na figura abaixo podemos


concluir que as tarefas críticas na construção do muro com duas juntas de dilatação são: a
montagem do estaleiro, a escavação geral, as colocações das cofragens do muro, as respetivas
armaduras, betonagens e endurecimento, os aterros com compactação, a colocação do Tout-
venant (as duas camadas), a limpeza da obra e, por último, a receção provisória.

Figura 5 Gráfico de Gant para um muro com duas juntas de dilatação

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Considerações finais
Foi possível obter as quantidades e duração de todas as tarefas envolvidas na obra
proposta. Para tal realizaram-se quatro estudos, materializados em folhas MS Excel, onde se
efetuou uma análise comparativa entre duas hipóteses: uma junta de dilatação ou duas juntas
de dilatação.

Este processo foi indispensável para a realização do planeamento no MS Project, uma


vez que neste software é fundamental o conhecimento da sequência das tarefas, para se obter
a duração da obra.

Durante todo o processo de planeamento, foram tidos em conta os seguintes fatores:

- número de horas de trabalho: 8 horas por dia;

- dias úteis de trabalhos, onde foi excluído o feriado municipal.

Uma vez que a obra tem início no dia 20 de maio de 2019, a duração varia de acordo
com a solução construtiva, ou seja, para uma junta de dilatação são previstos 88 dias,
terminando a 20 de Setembro de 2019, e para a opção de duas juntas de dilatação são previstos
92 dias, terminando a 24 de Setembro de 2019.

De modo a reduzir o prazo de execução da obra, procedeu-se à otimização do seu


planeamento. Para tal, após o início da escavação geral, previu-se o início da escavação da
sapata sem que a primeira estivesse concluída. Para além disso, foi prevista a imediata colocação
das armaduras da sapata e do muro enquanto as restantes unidades estavam a ser fabricadas.

Desta forma, concluiu-se que a melhor solução a adotar em termos de prazo é a de


utilizar apenas uma junta de dilatação uma vez que a duração da obra se revela inferior à
segunda solução.

Seria interessante comparar estes dados com os dados do custo de material, o que
permitia definir com mais rigor a opção mais vantajosa.

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Bibliografia

• Guião de trabalho.

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Anexos
Mapa de medições e mapa de rendimentos para uma junta de dilatação:

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Mapa de medições e mapa de rendimentos para duas juntas de dilatação:

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