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Universidade Federal de Itajubá - IEPG 2021

ADM042

ADMINISTRAÇÃO
DE OPERAÇÕES
EM MANUFATURA
MÓDULO 2

Professor Dr. Fabiano Leal 2021

SUMÁRIO

1. TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO


APRESENTAÇÃO GERAL

2. PRODUÇÃO ENXUTA

3. BPMN

4. SIPOC

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BIBLIOGRAFIA

CAMPOS, A. L. N. Modelagem de Processos com BPMN. 2° edição, Brasport, 2014.

DUMAS, M.; LA ROSA, M; MENDLING, J; REIJERS, H.A. Fundamentals of Business Process Management.
APRESENTAÇÃO GERAL

Springer, 2 .ed., 2018.

KRAJEWSKI, LJ; MALHOTRA, M.K.; RITZMAN, L.P. Administração de produção e operações, Pearson, 11ª
Ed. 2017.

AVALIAÇÃO

A frequência será registrada por meio de atividades a serem realizadas após cada dia de
aula, onde o prazo para entrega vai até o próximo dia de aula.
APRESENTAÇÃO GERAL

As atividades são individuais e não contabilizam pontos para a nota.

Fique atento ao registro no SIGAA de sua frequência em aulas, pois este é também um
critério de reprovação.

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AVALIAÇÃO

NOTA 1 (Módulo Leal)

- (10 pontos) Prova online, individual, via SIGAA: 10/06/2021


APRESENTAÇÃO GERAL

- Data limite para lançamento da nota 1: 18/06/2021

NOTA 2 (Módulo Leal)

- (10 pontos) Trabalho em equipes de 2 ou 3. Entrega: 05/08/2021


- Data limite para lançamento da nota 2: 12/08/2021

SUBSTITUTIVA (Módulos Leal e Favaretto)


- (10 pontos) Prova online, individual, via SIGAA: 18/08/2021
- Data limite para lançamento da nota da substitutiva: 20/08/2021

AVALIAÇÃO
NOTA 2 - TRABALHO
- Em equipes de 2 ou 3 alunos.
- A equipe deverá pesquisar por um processo real (manufatura, prestação de serviço,
APRESENTAÇÃO GERAL

administrativo), seja na internet ou mesmo entrevistando algum profissional.


- Este processo deverá ser mapeado via BPMN, utilizando o portal bpmn.io.

Entregas referentes a este trabalho


- Um relatório em pdf ou docx, com:
a) capa com nome da disciplina (módulo), do professor, dos alunos e um título;
b) descrição curta do processo escolhido, com a referência (se for uma descrição
da internet, citar o site; se for fruto de uma entrevista, citar o nome e email do
entrevistado);
c) mapa do processo em BPMN, feito no portal bpmn.io (cole o mapa em uma
página em formato paisagem);
d) explicação da lógica representada (explique o que o leitor deverá entender ao
ver o BPMN do processo).

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AVALIAÇÃO

Entregas referentes a este trabalho

- Entregue também o arquivo .bpmn do seu mapeamento.


APRESENTAÇÃO GERAL

- Compacte o relatório e o arquivo bpmn em um único arquivo .RAR

Cuidados

• Não escolha um processo cujo bpmn já esteja disponível na internet ou em qualquer


outra forma de publicação. Se isto for constatado, a nota do trabalho será zero.
• Não escolha um processo que gere um mapa muito simples. Consulte o professor
caso tenha dúvidas a respeito da complexidade.
• Serão avaliados a escrita e a formatação, a complexidade do processo, o uso do
BPMN e a explicação da lógica do processo.

SEÇÃO NÍVEL 2

Este será o layout dos slides.

- O nome de cada um dos 2 capítulos aparecerá na borda inferior do slide.

- Cada capítulo é dividido em algumas seções de nível 1, indicadas na borda


SEÇÃO NÍVEL 1

esquerda do slide.

- Cada seção de nível 1 é dividida em algumas seções de nível 2, indicadas na


borda superior do slide.

NOME DO CAPÍTULO

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TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS


DE PRODUÇÃO

VOLUME E VARIEDADE

a) Volume de fluxo processado


CRITÉRIOS DE DIFERENCIAÇÃO

Altos volumes de fluxo (transporte público, fábricas de cimento, parques temáticos,


usinas de álcool etc).

Baixos volumes de fluxo (costureiro de alta costura, fabricante de máquinas


especiais, consultório odontológico, fabricante de satélites etc).

b) Variedade de fluxo processado

Baixa variedade (usina de aço, metrô, unidade de recrutamento militar, fábrica de


vidro plano etc).

Alta variedade de fluxo (fábrica de moldes especiais, personal trainer, restaurante de


luxo etc).

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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RECURSO DOMINANTE E INCREMENTO DE CAPACIDADE

c) Recurso dominante
CRITÉRIOS DE DIFERENCIAÇÃO

Recurso humano dominante na execução (consultoria, artesanato, serviços médicos,


linhas de montagem manuais etc).

Recurso tecnológico dominante na execução (usina hidrelétrica, fábrica de alumínio,


fábrica de latas de refrigerante etc).

d) Incrementos de capacidade

Incremento de capacidade produtiva em grandes degraus de cada vez (companhias


aéreas, tratamento de água, planta petroquímica etc).

Incremento de capacidade produtiva de forma gradual (escritório, salão de beleza,


fabricação de móveis especiais etc).

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO POR TAREFA (JOB SHOP)

- Produção de pequenos lotes


- Grande variedade de produtos
- Variados roteiros de produção
TIPOS DE PROCESSOS

- Associado ao arranjo físico (layout) funcional

Equipamentos agrupados por função, para permitir que os fluxos percorram qualquer
roteiro que seja necessário.

Necessidade de maiores espaços físicos para a movimentação; necessidade de um


cuidadoso controle de custos de movimentação.

O fluxo de material não é único; depende da programação das operações.

Equipamentos em geral são universais e muito flexíveis.

Permite a continuidade da produção no caso de pane de uma das máquinas.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO POR TAREFA (JOB SHOP)

Retífica Forja Torno


TIPOS DE PROCESSOS

Pintura Solda Perfuradora

Escritório Fresa Fundição

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO POR TAREFA (JOB SHOP)


TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO POR TAREFA (JOB SHOP)


TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LOTES (BATCH)


É similar ao processo por tarefa, pois o arranjo físico ainda é funcional. Porém, já
há especialização e dedicação de funcionários aos equipamentos.

Uma vez feita a preparação do equipamento (setup), um lote (batelada) é produzido e


TIPOS DE PROCESSOS

enviado para a próxima etapa do processo.

Exemplos: estamparias de montadoras de veículos, indústrias de alimentos, indústrias


de embalagem etc.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO EM LINHA
TIPOS DE PROCESSOS

Produção de peças discretas (unidades), fluindo de estação de trabalho à estação de


trabalho. As estações de trabalho são posicionadas de tal forma a seguir a sequencia de
etapas (isto não ocorre no processo por tarefas).

Linhas de montagem em geral, indicado para produção de grande volume e menor


variabilidade.

Este tipo de processo segue o arranjo físico linear (por produto).

Os recursos são dispostos em torno do percurso do produto, não sendo partilhados


entre muitos produtos (como é o caso do layout funcional).

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LINHA
TIPOS DE PROCESSOS

Linhas de montagem foram muito utilizadas por Ford, na primeira metade do século
XX.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO EM LINHA
TIPOS DE PROCESSOS

Arranjo físico linear em forma de U

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LINHA
TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO EM LINHA
(Cicle time) Tempo do Ciclo (TC): representa de quanto em quanto tempo uma peça é
entregue pronta .
TIPOS DE PROCESSOS

Peças produzidas
Operação
Opera ção Operação Operação

Δt
Δt = tempo de ciclo

Taxa de produção da linha: 60 peças por hora


Tempo de ciclo = 1 minuto por peça

Embora se utilize a palavra “Tempo”, na verdade o “Tempo” de Ciclo é uma taxa


(quantidade de tempo por unidade produzida).

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LINHA
t = 4 min t = 1 min
Entrada das peças
TIPOS DE PROCESSOS

t = 2 min

t = 3 min

t = 1 min
Saída das peças
TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO EM LINHA
t = 4 min t = 1 min
Entrada das peças
TIPOS DE PROCESSOS

t = 2 min

TC = 6 min

t = 3 min

t = 1 min
Saída das peças

Nesta linha, a primeira peça sai após 11 minutos. Após a primeira peça, o intervalo
entre peças é de 6 minutos.

Neste caso, estamos desconsiderando os tempos de deslocamento da peça entre as


máquinas.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LINHA

Takt time é o tempo de ciclo necessário para atender a demanda do cliente.


TIPOS DE PROCESSOS

Sistema Toyota de Produção

O takt time é dado em unidade de tempo, normalmente em segundos.

Tempo de trabalho disponível por turno


TAKT TIME =
Demanda do cliente por turno

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO EM LINHA

Tempo de trabalho disponível por turno = 27600 s


(8h menos intervalos)
TIPOS DE PROCESSOS

Demanda do cliente = 18400 por mês (considerando 1 mês com 20 dias úteis) = 920
por dia = 460 por turno (2 turnos)

27600
Takt time = Takt time = 60 segundos
460

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LINHA
TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO EM LINHA

Operação Operação Operação Operação


10 20 30 40
5 min/peça 6 min/peça 3 min/peça 1 min/peça
TIPOS DE PROCESSOS

Demanda: 96 peças por dia

1 dia = 8 horas = 480 minutos (capacidade produtiva)

Takt time = 480/96 = 5 min

Será que a linha atende


o takt time?

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PROCESSO EM LINHA
A Op20 deve ser reprojetada

tempo
TIPOS DE PROCESSOS

Takt time = 5 min

Op10 Op20 Op30 Op40 Podem ser agrupadas

Operação Operação Operação Operação


10 20 30 40

5 min/peça 5 min/peça 3 min/peça 1 min/peça

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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PROCESSO CONTÍNUO
TIPOS DE PROCESSOS

https://www.youtube.com/watch?v=gmhPC47hDQ4

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

COMPARAÇÃO ENTRE OS TIPOS DE PROCESSOS

Processamento de material em fluxo contínuo.

Semelhante à produção em linha, mas com os equipamentos


TIPOS DE PROCESSOS

conexos uns aos outros, em geral por tubulação ou correias


transportadoras, resultando em baixos níveis de estoque em
processo.

Em geral são automatizadas estas estruturas fabris.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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ARRANJO FÍSICO POSICIONAL (PROCESSO POR PROJETO)


TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

ARRANJO FÍSICO POSICIONAL (PROCESSO POR PROJETO)

Neste tipo de arranjo o material (ou o produto) fica parado e os homens e as máquinas
movimentam-se até ele.
TIPOS DE PROCESSOS

Construção de navios, montagem de locomotivas, fabricação de grandes vasos de


pressão, construção civil.

Este arranjo físico minimiza o número de vezes que o produto precisa ser movido e
frequentemente é a única solução viável.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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ARRANJO FÍSICO POSICIONAL (PROCESSO POR PROJETO)


TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

ARRANJO FÍSICO POSICIONAL (PROCESSO POR PROJETO)


TIPOS DE PROCESSOS

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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ARRANJO FÍSICO POSICIONAL (PROCESSO POR PROJETO)


TIPOS DE PROCESSOS

https://www.youtube.com/watch?v=lavm7CausyA

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

“ENGINEERING TO ORDER” E “MAKE-TO-ORDER”

Design-to-Order (Engineering to Order): a empresa


pode projetar novos produtos que ainda não
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

existem e manufaturá-los segundo especificações


únicas dos clientes.

Make-to-order: esta estratégia permite a produção de


produtos em baixo volume, utilizando processo por
tarefa ou mesmo por lotes. O projeto do produto já
existe, mas permite ao cliente um bom nível de
customização (opcionais, cores etc). O processo
apresenta grande variabilidade nos procedimentos.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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ASSEMBLE-TO-ORDER

Assemble-to-order: os itens que compõem o produto já estão fabricados. A sua


montagem apresenta variações de acordo com o pedido do cliente. Possui grau de
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

customização menor que o make-to-order, que por sua vez possui grau de
customização menor que o design-to-order. Linhas de produção ou processo em
lotes podem ser utilizados nesta estratégia.

Estoques de produtos acabados podem se tornar economicamente inviáveis nesta


estratégia, devido à dificuldade em se prever as opções de montagem que serão
solicitadas pelo cliente. Estoques de itens padronizados podem ser mantidos. Esta
estratégia é utilizada na chamada customização em massa.

Veja o exemplo da linha YOU, da Brastemp.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

ASSEMBLE-TO-ORDER
Para as geladeiras, a porta superior e inferior, o gabinete,
os puxadores e as laterais podem ser personalizadas.
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Além disso, o cliente pode escolher entre ter ou não uma


estampa gráfica no interior do produto, nas prateleiras de
vidro, sorveteira e fruteira.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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MAKE-TO-STOCK

Make-to-stock: voltada para produtos produzidos antes mesmo da compra do


cliente, para entrega ou envio imediato. Ideal para produtos padronizados, com
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

alto volume de produção. É possível neste caso uma boa previsibilidade da


demanda. Utiliza-se linha de produção ou mesmo processos contínuos.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

LEAD TIME PERCEBIDO E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Lead time possui vários significados diferentes, dependendo do escopo. Podemos ter o
ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

lead time de manufatura, lead time de entrega etc.

O lead time é o tempo que um produto demora para atravessar todas as operações
requeridas dentro de um processo.

O lead time percebido pelo cliente vai depender da estratégia de produção.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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LEAD TIME PERCEBIDO E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Make to Stock – MTS


ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Produtos padronizados, produção em lotes, utilizando sequências de operações que


devem ser programadas.
percebido pelo cliente

O cliente tem pouco ou nenhum envolvimento direto com o desenho do produto. Um dos
desafios nesta estratégia é obter uma alta acurácia nas previsões, já que as decisões de
produção (Programa Mestre de Produção) são baseadas nelas. Deseja-se balancear um
adequado nível de serviço com o nível dos estoques de produto acabado.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

LEAD TIME PERCEBIDO E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Make to Order – MTO


ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

A estratégia MTO caracteriza-se por volumes de produção baixos, grande flexibilidade


devido ao uso de equipamento de uso geral e mão de obra altamente qualificada,
produtos não padronizados com sequências diferentes.

Produção realizada mediante um pedido do cliente.

percebido pelo cliente

O lead time percebido é maior do que no MTS, devido a inclusão das fases de fabricação
e montagem.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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LEAD TIME PERCEBIDO E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Assemble to Order – ATO


ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

O produto é fabricado desde componentes padrões (semiacabados) mantidos em


inventário. A montagem do produto final inicia-se com o pedido do cliente.

percebido pelo cliente

O lead time percebido inclui a montagem do produto (o inventário já está pronto para
esta operação) e a expedição.

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

LEAD TIME PERCEBIDO E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Engineering to Order – ETO


ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

Semelhante ao MTO, porém no ETO as especificações do cliente requerem um desenho


de engenharia único ou com uma alta customização.

Os materiais normalmente não são comprados enquanto o projeto e a ordem de


produção não são definidos.

O lead time é longo, por incluir todas as fases do trabalho, do projeto à produção .

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

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COMPARAÇÃO ENTRE AS ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO


ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

TIPOS DE PROCESSOS E ESTRATÉGIAS DE PRODUÇÃO

PRODUÇÃO ENXUTA

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LINHA DO TEMPO
O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

INÍCIO DO
SÉCULO XX

Fordismo

Ohnoísmo

Atualização
de conceitos
FINAL
SÉCULO XX

PRODUÇÃO ENXUTA

COMPARAÇÃO COM FORDISMO


O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

Se Henry Ford, o rei da indústria automobilística americana, estivesse vivo hoje, estou
convicto de que ele faria aquilo que fizemos em nosso sistema de produção na Toyota.”

Taiichi Ohno

PRODUÇÃO ENXUTA

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CRISE
O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

Crise do petróleo de 1973

- mudanças que ocorrem em épocas de crise.

Realidade americana: muitos carros, poucos modelos.

- consequentemente, os custos baixaram com o grande número


de carros produzidos.

Problema japonês:

- Como produzir pequenas quantidades de


muitos modelos de carros, cortando custos?

PRODUÇÃO ENXUTA

CRISE
O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

• Crescimento econômico • Recessão econômica Século XX


• Grande quantidade produzida • Pequenas quantidades
• Poucos modelos • Vários modelos

PRODUÇÃO ENXUTA

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PRINCÍPIOS
O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

Inspirada nos supermercados, onde um cliente ao retirar um


certo produto da prateleira já acionava seu imediato suprimento.

Produção do produto que o cliente deseja, na quantidade solicitada e no momento


requerido.

Não tolerar qualquer forma de desperdício, venham eles sob a


forma de estoques, esforços, tempo ou dinheiro.

PRODUÇÃO ENXUTA

PRINCÍPIOS
O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

A economia japonesa estava destruída pela guerra e sem


nenhuma riqueza natural que não fosse o esforço coletivo
de seu povo.

A vantagem mais imediata e aparente da utilização do Just in Time é a redução geral de


estoques e a consequente redução do espaço físico requerido para armazenamento.

Menores lotes
Menores estoques
Menores lead times

PRODUÇÃO ENXUTA

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SISTEMA TOYOTA OU PRODUÇÃO ENXUTA?


O SISTEMA TOYOTA DE PRODUÇÃO

A Produção Enxuta, também chamada de Lean Production, pode ser vista como a
releitura ocidental do Just in Time das empresas orientais, notadamente japonesas.

O termo Produção Enxuta foi colocado em pauta com o livro “A


Máquina que Mudou o Mundo”, que mapeou o processo industrial
automobilístico a partir de um estudo de cinco anos do MIT.

Leia o material disponibilizado “DNA Toyota System”, disponível no


SIGAA.

PRODUÇÃO ENXUTA

AUTONOMAÇÃO
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

Autonomação (Jidoka) é um termo japonês que no mundo do Lean Manufacturing


significa: “automatização com um toque humano” ou ainda “automação com
inteligência humana”. A aplicação do jidoka fornece às máquinas e operadores a
capacidade de detectar quando uma condição anormal ocorreu de forma a interromper
imediatamente o trabalho.

PRODUÇÃO ENXUTA

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AUTONOMAÇÃO
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

Autonomação: “automação com um toque humano”. Idéia inicial: teares

Máquinas param devido a uma situação anormal

- evitar produção em massa de produtos defeituosos.

Apenas quando a máquina para, recebe atenção humana

- o trabalhador pode atender várias máquinas,


reduzindo o número de operadores necessários e aumentando a
eficiência.

PRODUÇÃO ENXUTA

POKAYOKE
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

Pokayoke - de Yokeru (prevenir) e Poka (erros de desatenção) é um mecanismo para


prevenir erros de falta de atenção dos operadores, que provocam defeitos.

Baseado no princípio de que os erros humanos são inevitáveis até certo grau.

PRODUÇÃO ENXUTA

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POKAYOKE
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

PRODUÇÃO ENXUTA

GERENCIAMENTO VISUAL
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

PRODUÇÃO ENXUTA

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GERENCIAMENTO VISUAL
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

Andon: causar uma reação nas pessoas logo depois de


diagnosticada a anomalia no processo.

PRODUÇÃO ENXUTA

GERENCIAMENTO VISUAL
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

Uso de “folhas de trabalho padrão”

- fixadas visivelmente em cada posto

PRODUÇÃO ENXUTA

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GERENCIAMENTO VISUAL
Perceba que visualmente é fácil identificar a situação do estoque.
ENTENDENDO OS CONCEITOS LEAN

PRODUÇÃO ENXUTA

SUPERPRODUÇÃO

1- Superprodução

Ideal: Produzir somente o necessário e no momento correto.


7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

Causas

Produzir antecipadamente à demanda.


Altos tempos de setup induzem a produção de grandes lotes.
Falta de coordenação entre demanda e produção.

Grandes distâncias a percorrer, que induzem à superprodução.

PRODUÇÃO ENXUTA

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ESPERA

2 – Espera
7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

Ideal: sincronizar fluxo de trabalho e balancear linhas de


produção

Causas

Burocracia.
Desbalanceamento entre os postos de trabalho .
Taxa de chegada maior que taxa de atendimento (serviços).

PRODUÇÃO ENXUTA

TRANSPORTE
3 – Transporte

Ideal: elaborar um arranjo físico adequado, que minimize as


7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

distâncias.

Causas

Grandes distâncias a serem percorridas ao longo do processo.


Armazenagem incorreta de materiais.
Layout de células mal dimensionado.
Formas inadequadas de transportar materiais.

PRODUÇÃO ENXUTA

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PROCESSAMENTO

4 – Processamento
7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

Ideal: simplificar ou reduzir o número de


componentes ou operações.

Causas

Componentes com funções questionáveis (Engenharia de valor)


Etapas no processo produtivo que não agregam valor.
Única preocupação de fazer mais rápido.

PRODUÇÃO ENXUTA

MOVIMENTAÇÃO

5 – Movimentação
7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

Ideal: economizar movimentos e obter consistência nos


mesmos.

Causas

Falta de padronização e/ou falta de treinamento.

Difícil visualização do desperdício.

Muitas empresas automatizam o desperdício.

PRODUÇÃO ENXUTA

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RETRABALHO

6 – Retrabalho
7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

Ideal: prevenir a ocorrência de defeitos.

Causas

Problemas de qualidade.
Armazenagem de produtos defeituosos.
Transporte de produtos defeituosos.
Uso de dispositivos que não são a prova de falhas.

PRODUÇÃO ENXUTA

ESTOQUE

7 – Estoque
7 TIPOS DE DESPERDÍCIOS

Ideal: eliminar as causas da


necessidade de se manter um
estoque.

Causas

Altos tempos de setup e Lead time.


Máquinas não confiáveis.

PRODUÇÃO ENXUTA

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PUSH SYSTEM – PULL SYSTEM


SISTEMAS EMPURRADO E PUXADO

No push system, sistema empurrado, quando um trabalho é finalizado num posto, o


resultado da operação é empurrado para a próxima estação, ou empurrado para o
inventário final.

No pull system, cada estação puxa os outputs da estação anterior, de acordo com o
necessário, e os outputs no final da operação são puxados de acordo com a demanda
do cliente.

Vamos ver um exemplo

PRODUÇÃO ENXUTA

PUSH SYSTEM
Sistema empurrado (Push) PCP
SISTEMAS EMPURRADO E PUXADO

Previsão
de Compra do
demanda
cliente

Ordem Ordem
Pedido de de
produção produção
de compra

Expedição

Fornecedor Fábrica

PRODUÇÃO ENXUTA

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PULL SYSTEM
SISTEMAS EMPURRADO E PUXADO

Sistema puxado (Pull)

Kanban (não obrigatório)

Expedição

Fornecedor
Fábrica

Compra do
cliente

PRODUÇÃO ENXUTA

POR QUE LOTES PEQUENOS?

Sistemas de produção enxuta utilizam lotes tão pequenos quanto possível.

Vantagens:
LOTES PEQUENOS

- Redução do nível médio de estoque (estoque cíclico);


- Menor lead time;
- Maior facilidade para rastrear defeitos caso uma amostra do lote seja rejeitada;
- Distribuir melhor a carga de trabalho dos postos.

PRODUÇÃO ENXUTA

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LOTE ECONÔMICO

Custo anual ($)


Uma das formas de reduzir a necessidade
de grandes lotes é reduzir o custo de
preparação.
LOTES PEQUENOS

menor
custo
total
Custo de
preparação

Q ótimo
Tamanho do lote (Q)

PRODUÇÃO ENXUTA

O FANTASMA DO SETUP
Uma das desvantagens de lotes pequenos está no problema do setup.

- Tempo de setup: tempo que uma peça aguarda para que o recurso seja preparado
para processá-la.
LOTES PEQUENOS

SETUP: É o tempo decorrido entre a troca do produto do tipo A até a primeira peça boa
do produto do tipo B.

Se o tempo de setup for alto, torna-se inviável ter lotes pequenos.

setup

PRODUÇÃO ENXUTA

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NIVELAR A PRODUÇÃO
Imagine que uma empresa tenha que atender à demanda de 3 produtos diferentes:

360000 por mês


Independente do produto, a
LOTES PEQUENOS

120000 por mês capacidade da empresa é de


40000 unidades por dia.
480000 por mês

Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4


Dia 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6

PRODUÇÃO ENXUTA

NIVELAR A PRODUÇÃO
Observe agora o efeito do nivelamento.

Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4


Di 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6
LOTES PEQUENOS

- Lotes menores
- Melhor distribuição do uso das máquinas
- Maior flexibilidade para atender flutuações repentinas na demanda

PRODUÇÃO ENXUTA

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SIGNIFICADOS DOS “S”


5S

PRODUÇÃO ENXUTA

5 S CONECTADOS COM OUTROS CONCEITOS


5S

Montagem com
luvas brancas Ferramentas
necessárias com Dispositivos luminosos que
fácil acesso indicam problemas
PRODUÇÃO ENXUTA

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AUSÊNCIA E PRESENÇA DOS 5 S


5S

PRODUÇÃO ENXUTA

A FAMOSA IMAGEM DO BARQUINHO


ESTOQUES ESCONDENDO PROBLEMAS

PRODUÇÃO ENXUTA

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KANBAN
Significa cartão, tendo o objetivo de controlar o fluxo de
produção .

Heijunka box
Kanban
produto 01
KANBAN

Kanban
produto 02

Contêineres
O2 vazios
Linha de montagem 1

O1
Célula O3

Linha de montagem 2
Contêineres
O2
cheios

PRODUÇÃO ENXUTA

VÍDEO
REVISÃO DE ALGUNS CONCEITOS

PRODUÇÃO ENXUTA

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BPMN

FLUXOGRAMA X BPMN
O QUE É O BPMN

BPMN

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O QUE É O BPMN
O Business Process Model and Notation (BPMN) (em português Modelo e Notação
de Processos de Negócio), anteriormente conhecido como Business Process
Modeling Notation, (em português Notação de Modelagem de Processos de
Negócio) é uma notação do gerenciamento de processos de negócio (BPM) e trata-
se de uma série de ícones para o desenho de processos.
O QUE É O BPMN

A técnica BPMN é considerada por alguns autores na liderança das técnicas de


mapeamento e modelagem de processos de negócios. A técnica foi publicada
originalmente em 2004.

A técnica foi desenvolvida pela Business Process Management Initiative (BPMI) e


atualmente é mantida pelo Object Management Group, já que as duas organizações se
fundiram em 2005.

O Object Management Group, ou OMG, é uma organização internacional que aprova


padrões abertos para aplicações orientadas a objetos.

BPMN

O QUE É O BPMN
No caso do Brasil, o governo federal realizou uma pesquisa entre as técnicas para
modelagem de processos, e a recomendação foi para a adoção da BPMN para os
projetos do governo.
O QUE É O BPMN

O BPMN é rico em
elementos de
representação, o que
torna possível modelar
os mais complexos
processos. Mas não é
preciso conhecer
amplamente a notação
para começar a modelar
processos.

BPMN

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NÍVEL DE DETALHES

A técnica BPMN pode ser utilizada para se atingir diferentes níveis de detalhes do
processo:

- Nível “Mapa do processo”: simples fluxogramas das atividades, contendo o


nome das atividades e algumas condições de decisão.
O QUE É O BPMN

- Nível “Descrições do processo”: mais informações são inseridas neste nível,


como as pessoas envolvidas, dados utilizados dentro do processo etc.

- Nível “Modelo do processo”: fluxogramas detalhados, com informações


suficientes para uma análise do processo e até mesmo uma simulação.

BPMN

DESTAQUE PARA O BPMN.IO


SOFTWARES PARA USO DO BPMN

http://www.bizagi.com/pt/produtos/bpm-suite/modeler

https://demo.bpmn.io/

Utilizaremos esta plataforma nesta disciplina.

BPMN

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DESTAQUE PARA O BPMN.IO


SOFTWARES PARA USO DO BPMN

https://cawemo.com/

Arquivos salvos na versão on-line poderão ser abertos na off-line. Para instalar, siga os
passos deste site:

http://mauriciobitencourt.com/teoria/simulacao-de-processo-com-bpmn/

BPMN

O QUE SÃO AS POOLS


No BPMN, os processos são representados pelas pools (piscinas).

Nome do
POOLS E LANES

processo

BPMN

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O QUE SÃO AS POOLS


As pools podem indicar o nome do processo ou o participante que pode se
comunicar com outras pools através de fluxos de mensagem.
POOLS E LANES

BPMN

O QUE SÃO AS LANES


Os participantes do processo (departamentos, funcionários etc) são representados
por lanes (raias) e devem estar dentro das pools.
POOLS E LANES

BPMN

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O QUE SÃO AS LANES


As lanes se referem aos participantes que realizam atividades e podem interagir
com os outros atores, representados por outras lanes dentro da mesma pool.

É importante ressaltar que a


POOLS E LANES

interação entre lanes se dá através


de fluxos de sequência,
enquanto a comunicação entre pools
se dá exclusivamente através de
fluxos de mensagem.

BPMN

CRUZAMENTO DO FLUXO SEQUENCIAL COM A LANE

Um dos três Handoffs


POOLS E LANES

OBS.: no BPMN, o círculo à esquerda, de borda


mais fina, representa o início do processo (evento
de início), e o círculo à direita, de borda mais
grossa, representa o final do processo (evento de
fim).

BPMN

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ATIVIDADES CONECTADAS PELO FLUXO SEQUENCIAL

Atividades são consideradas os trabalhos necessários para transformar as


entradas em saídas. Procure sempre usar o verbo no infinitivo para as atividades.
ATIVIDADES

Não importa ligar as OBS.: os nomes


atividades pelo lado, por “Atividade 2” e
cima ou por baixo. “Atividade 3” foram
utilizados de forma
genérica para fins
didáticos apenas.

BPMN

ATIVIDADES PODEM SER TAREFAS OU SUBPROCESSOS


Atividades que não são decompostas são chamadas de tarefas. Se uma atividade
“A” puder ser decomposta em outras tarefas, a atividade “A” passa a ser
considerada um subprocesso.

Chamaremos os subprocessos e
ATIVIDADES

as tarefas de....

Tarefa
ATIVIDADES

Atividades

Subprocesso

BPMN

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SUBPROCESSOS COLAPSADOS
Podemos representar os subprocessos de forma colapsada e depois, em outro
arquivo, mostrar as tarefas que compõem este subprocesso.

Arquivo 1 (pai)
ATIVIDADES

Arquivo 2 (filho)

OBS.: no arquivo 1, as atividades 2 e


3 são tarefas.

BPMN

SUBPROCESSOS EXPANDIDOS
Podemos representar os subprocessos de forma expandida, já com as tarefas que
compõem este subprocesso dentro dele.
ATIVIDADES

BPMN

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REPRESENTAÇÃO DO FLUXO DE SEQUENCIA


O fluxo de sequência é usado para mostrar a ordem em que as atividades serão
executadas. Ele é representado por uma linha contínua.
FLUXO DE SEQUENCIA

O fluxo de sequência deve ser


utilizado dentro da lane e entre as
lanes caso a pool contenha mais de
uma lane.

BPMN

ERRO: LANES SEM HANDOFF

O BPMN abaixo NÃO está correto. O fato da pool possuir mais de uma lane obriga
ao menos um handoff.
FLUXO DE SEQUENCIA

BPMN

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ERRO: LANES SEM HANDOFF


FLUXO DE SEQUENCIA

BPMN

ERRO: POOLS CONECTADAS POR FLUXO DE SEQUENCIA

O BPMN abaixo NÃO está correto. Duas pools não podem ser conectadas por fluxo
de sequência. A ligação entre pools ocorrerá com outro tipo de fluxo, a ser visto
posteriormente.
FLUXO DE SEQUENCIA

BPMN

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HANDOFFS E A IDEIA DA PASSAGEM DO BASTÃO


HANDOFFS

Conforme definição contida no BPM CBOK, “handoff é qualquer ponto em um processo


onde o trabalho ou informação passa de uma função para a outra.”

O handoff pode ser comparado à passagem do bastão em uma corrida de revezamento no


atletismo.

BPMN

HANDOFFS E A IDEIA DA PASSAGEM DO BASTÃO


Em um processo, a entrega do trabalho ou da informação deve chegar para o
responsável correto, no tempo correto e deve ser exatamente aquilo que é o
esperado. Caso contrário, pode-se causar um impacto negativo no resultado do
processo. Se na empresa existem áreas em que o handoff é problemático, é
importante observar e tentar melhorar de alguma forma esta passagem do trabalho
ou da informação.
HANDOFFS

Normalmente em uma primeira rodada de melhorias, os handoffs são os alvos preferidos


e estas melhorias geram resultados benéficos ao processo.

A seguir veremos um exemplo de um caso real com vários handoffs no processo.

BPMN

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CASO REAL: CONSÓRCIO MODULAR

Na fábrica de caminhões da
Volkswagen situada em Resende
(RJ) os principais fornecedores
agregam seus componentes
HANDOFFS

diretamente na linha de montagem


final, sendo que a montadora fica
responsável pelas atividades de:
marketing, vendas,
desenvolvimento de novos
produtos, controle de qualidade do
produto final e controle da
produção.

BPMN

AÇÕES PREVENTIVAS NOS HANDOFFS


A seguir veremos algumas ações para diminuir a ocorrência de falhas nos handoffs.

1 – Padronização da informação

Exemplo: redes de fast food costumam usar combos numerados, ao invés do cliente
descrever todas as combinações que deseja em seu prato.
HANDOFFS

2- Integração e automatização de processos

Isto é muito comum com o uso das chamadas “API” (Application Programming
Interface), protocolos de programação que permitem que dois aplicativos baseados na
internet troquem informações entre si, sem a necessidade de interação humana.
Quando você faz um pedido de compra em um e-commerce, por exemplo, seria
extremamente demorado e suscetível a erros se um funcionário da empresa tivesse que
digitar em outro sistema todas as informações de cobrança. Esse processo de handoff é
feito pela integração dos dois sistemas, muito mais rápido e seguro.

BPMN

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AÇÕES PREVENTIVAS NOS HANDOFFS

3- Uso de checklist

Outra estratégia de handoff muito usada por sua simplicidade e eficiência é o checklist.
Não deixa de ser uma forma específica de padronização de informações, mas tem a
vantagem de poder ser feito sem a interação com sistemas.
HANDOFFS

Quando um mecânico aeronáutico está fazendo a revisão de um avião para a próxima


viagem, ele usa um checklist para se certificar de que está fazendo tudo que precisa. E
caso termine seu turno e outro mecânico venha substituí-lo para continuar a tarefa,
basta ele passar o checklist para o colega, sem grandes complicações.

BPMN

AÇÕES PREVENTIVAS NOS HANDOFFS

4- Gestão visual

Uso de sinais visuais de fácil entendimento, como um semáforo, por exemplo. A


famosa prática do Kanban para registro visual de pedido de trabalho é um excelente
exemplo desta estratégia de handoff.
HANDOFFS

BPMN

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DATA OBJECTS E DATA STORE


DATA OBJECTS, STORE E ASSOCIAÇÃO

Os data objects são informações produzidas e consumidas nos processos. Estes


data objects não são simplesmente mensagens entre atividades.

OBS.: Se as
informações
ficarão registradas
em um local e
poderão ser
acessadas por
outras atividades
(até mesmo em
outras lanes ou
pools), podemos
usar a figura do
data store.

A linha pontilhada
é chamada de
associação.

BPMN

ASSOCIAÇÃO
DATA OBJECTS, STORE E ASSOCIAÇÃO

Anotações podem ser inseridas no BPMN, mas com o cuidado de não poluir
demais a figura. Elas podem ser úteis por registrarem informações consideradas
importantes. Neste caso utiliza-se a associação (linha pontilhada).

BPMN

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O QUE SÃO OS EVENTOS?


São coisas que acontecem ao longo do processo (não são atividades). Podemos ter
eventos de início, intermediários e de fim. São representados por círculos: borda
fina para evento de início, borda dupla para intermediários e borda grossa para
eventos de fim.
EVENTOS

Em geral eventos são escritos no passado.

BPMN

ALGUNS ERROS NO USO DE EVENTOS


Uma pool poderá ter apenas um evento de início, mas poderá ter quantos eventos
intermediários e de fim forem necessários. O evento intermediário deve ser
conectado a um fluxo de sequência, com chegada e saída.
EVENTOS

BPMN

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FUNÇÃO GERAL DOS GATEWAYS


Servem para indicar pontos de divergência no fluxo de sequência (fluxo se “abre”)
ou pontos de convergência (fluxo se “fecha”).
GATEWAYS

BPMN

GATEWAY EXCLUSIVO (XOR)


Gateway Exclusivo: representado por um losango com um X dentro. Somente um
caminho é aceito.
GATEWAYS

OBS.: o software Bizagi também coloca como opção para este gateway a representação do losango vazio.

BPMN

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GATEWAY EXCLUSIVO (XOR)


No exemplo anterior, temos:

Ponto de divergência: cliente pode pagar via cartão, ou via boleto, ou via transferência,
sendo apenas uma destas opções.
GATEWAYS

Ponto de convergência: qualquer forma de pagamento selecionada (apenas uma), que


chegue até o ponto de convergência, liberará a atividade “Conferir informações e
confirmar”.

BPMN

GATEWAY EXCLUSIVO (XOR)


GATEWAYS

BPMN

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GATEWAY EXCLUSIVO (XOR)


GATEWAYS

BPMN

ERRO: EVENTOS REPRESENTADOS COMO ATIVIDADES


Lembre-se que o evento não é uma atividade. A atividade é uma ação, algo que
pode ser cronometrado.
GATEWAYS

BPMN

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GATEWAY EXCLUSIVO E CAMINHO PADRÃO


Você pode escolher registrar um caminho padrão. Neste caso, está pré-selecionado
ao cliente o pagamento por cartão. Entretanto, ele poderá escolher outro caminho.
GATEWAYS

OBS.: O pequeno traço inclinado no fluxo sequencial é uma opção chamada de “default flow”.

BPMN

GATEWAY EXCLUSIVO NA CONVERGÊNCIA


Uma boa prática recomendada é manter apenas uma entrada e uma
saída de fluxo para cada atividade. Os gateways permitem isto.
GATEWAYS

BPMN

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GATEWAY PARALELO (AND)


Gateway Paralelo: representado por um losango com um “+” dentro. Todos os
caminhos serão executados. Neste caso, duas ou mais atividades não têm uma
dependência de ordem uma com as outras.
GATEWAYS

Veja a simulação didática deste processo no Camunda


Modeler, com o plugin Token Simulation (Modelo 1).

BPMN

GATEWAY PARALELO (AND)


GATEWAYS

BPMN

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EXERCÍCIO RESOLVIDO: ARMAZÉNS EM AMSTERDAM E HAMBURGO


Vamos mapear o processo a seguir.

Uma empresa possui dois armazéns que estocam produtos diferentes, que são
nomeados de acordo com sua localização: Amsterdam e Hamburgo. Quando uma ordem
é recebida, ela é distribuída nestes dois armazéns. Se existe pedido na ordem para itens
em Amsterdam, uma sub-ordem é enviada para lá. Por outro lado, se existe pedido na
ordem para itens em Hamburgo, uma sub-ordem é enviada para lá. Após, a ordem é
GATEWAYS

registrada e o processo está completo.

Vamos ver algumas formas diferentes de se mapear este processo com o BPMN.

BPMN

EXERCÍCIO RESOLVIDO: ARMAZÉNS EM AMSTERDAM E HAMBURGO


GATEWAYS

(Alternativa 1)

BPMN

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EXERCÍCIO RESOLVIDO: ARMAZÉNS EM AMSTERDAM E HAMBURGO


GATEWAYS

(Alternativa 2)

BPMN

EXERCÍCIO RESOLVIDO: ARMAZÉNS EM AMSTERDAM E HAMBURGO

A alternativa 1 contém 3 possibilidades: a ordem possui itens de Amsterdam ou


possui itens de Hamburgo ou possui itens de ambos.

Já a alternativa 2 contém 4 possibilidades, sendo as 3 citadas acima e mais uma: a


ordem não possui itens nem de Amsterdam e nem de Hamburgo. Entretanto, esta quarta
possibilidade não condiz com a realidade do processo, portanto, esta alternativa está
GATEWAYS

invalidada.

Vamos ver agora uma alternativa 3, que além de estar correta é mais compacta. Mas para
isto vamos conhecer mais um tipo de gateway.

BPMN

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GATEWAY INCLUSIVO (OR)


Gateway Inclusivo: representado por um losango com um O dentro. Um ou mais
caminhos são aceitos.
GATEWAYS

BPMN

GATEWAY INCLUSIVO (OR)


GATEWAYS

BPMN

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GATEWAY INCLUSIVO (OR)


No exemplo anterior, temos:

Ponto de divergência: cliente pode pagar via cartão, ou via boleto, ou via transferência,
ou dividir o valor para pagar uma parte com cartão e outra com boleto, um com boleto e
transferência, ou com as 3 formas ao mesmo tempo, ou qualquer combinação entre elas.
GATEWAYS

Ponto de convergência: qualquer forma de pagamento selecionada (ou mais de uma),


que chegue (ou cheguem) até o ponto de convergência, liberará (ou liberarão) a atividade
“Conferir informações e confirmar”.

BPMN

ERRO: CONVERGÊNCIA INCOMPATÍVEL COM A DIVERGÊNCIA


GATEWAYS

Aqui temos um problema na lógica, pois o ponto de convergência aguarda a finalização


das 3 tarefas. Entretanto, o ponto de divergência permite que nem todas as tarefas
sejam executadas.

BPMN

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LOOP (CICLO)
GATEWAYS

BPMN

TIPOS DE EVENTOS E ATIVIDADES


Até agora utilizamos eventos e atividades de caráter mais genérico, abstrato. É
TIPOS DE EVENTOS E ATIVIDADES

possível especificar tipos de eventos e tipos de atividades, para enriquecer a


comunicação visual do mapa com o leitor.

Aqui vemos um evento de início abstrato (acima) e um evento de início do


tipo mensagem (abaixo).

Aqui vemos uma atividade abstrata


(acima) e uma atividade do tipo manual
(abaixo).

BPMN

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COMO REPRESENTAR EVENTOS DE MENSAGEM


Pode ocorrer em eventos de início, intermediário ou final.
EVENTO DE MENSAGEM

Neste caso, “Vendas” aguarda a chegada de um pedido de compras para iniciar a


atividade “Verificar disponibilidade do produto”. Esta mensagem “Pedido de compras”
vem de um participante externo à pool “Vendas”.

BPMN

ENVIO E CAPTURA DE MENSAGEM


EVENTO DE MENSAGEM

A mensagem dizendo qual é a cor desejada da peça é recebida (capturada) neste


processo registrado na pool.

BPMN

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ENVIO E CAPTURA DE MENSAGEM

Pelo site https://demo.bpmn.io/


EVENTO DE MENSAGEM

Evento captura a mensagem

Evento lança (envia) a mensagem

BPMN

ENVIO E CAPTURA DE MENSAGEM

Perceba que o
processo executado na
pool “Confecção das
EVENTO DE MENSAGEM

peças” não inicia até


que a mensagem
“Pedido do formato”
chegue nesta pool.

Perceba que o
processo executado na
pool “Confecção das
peças” não segue até
que a mensagem “Cor
solicitada” chegue
nesta pool.

BPMN

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FLUXO DE MENSAGEM

Esta é outra forma de


representar a mesma
EVENTO DE MENSAGEM

lógica, mas agora


utilizando o fluxo de
mensagem.

Perceba que o fluxo


de mensagem é
tracejado e só é
utilizado entre pools.

BPMN

MOMENTO FLASHBACK...
EVENTO DE MENSAGEM

BPMN

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FLUXO DE MENSAGEM E POOL BLACK BOX


EVENTO DE MENSAGEM

BPMN

CONSIDERAÇÃO DE ALGUNS AUTORES


Alguns autores consideram como handoffs, além das transições de fluxo sequencial
entre lanes, as transições de fluxo de mensagem entre pools, no caso de
participantes externos ao processo.
EVENTO DE MENSAGEM

Os autores do livro Fundamentals of Business Process Management, de 2018, afirmam


que:

“If the process involves external parties such as customers, business partners, or
suppliers, we use pools to model these external parties and message flows to
capture the handoff between them”.

BPMN

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ERRO: USO DE EVENTOS DE MENSAGEM ENTRE LANES


EVENTO DE MENSAGEM

BPMN

ERRO: USO DE EVENTOS DE MENSAGEM ENTRE LANES


“Messages are triggers, which are generated OUTSIDE of the Pool they are
published in. They typically describe B2B communication between different
Processes in different Pools.”
EVENTO DE MENSAGEM

O evento do tipo mensagem só deve ser usado para comunicação com participantes
EXTERNOS ao processo, não devendo ser utilizado para comunicar com um participante
que já faz parte (ou seja, já é uma raia) do processo.

Partindo deste novo conhecimento adquirido, como ficaria então o processo


mapeado? Para isto, precisaríamos saber um pouco mais sobre de que forma é feita a
comunicação entre a área de compras e o solicitante. Supondo, por exemplo, que a
comunicação fosse realizada como um email disparado automaticamente pelo sistema
central de controle, poderíamos ter então este desenho:

BPMN

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ERRO: USO DE EVENTOS DE MENSAGEM ENTRE LANES


EVENTO DE MENSAGEM

BPMN

TAREFAS QUE ENVIAM E RECEBEM MENSAGENS

Tarefa que envia mensagem


TAREFAS DE COMUNICAÇÃO

Tarefa que recebe mensagem


(não se usa logo após evento de início
do tipo mensagem)

Uma tarefa de envio (Send Task) é uma tarefa que envia uma mensagem para um
participante externo (relativo ao processo).

O participante a quem a mensagem se destina pode ser identificado conectando-se a


tarefa de envio ao participante (externo) usando fluxo de mensagem.

Estes tipos de tarefas são equivalentes aos eventos de envio e recebimento de


mensagens.

BPMN

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TAREFAS QUE ENVIAM E RECEBEM MENSAGENS


TAREFAS DE COMUNICAÇÃO

OBS.: as pools “Solicitante” e “Direção” não serão detalhadas. São chamadas de black box.

BPMN

IMPASSE LÓGICO (DEADLOCK)


Embora este modelo esteja correto em termos de simbologia, existe um impasse
(deadlock) na lógica. Você consegue identificar?
TAREFAS DE COMUNICAÇÃO

BPMN

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IMPASSE LÓGICO RESOLVIDO!


TAREFAS DE COMUNICAÇÃO

BPMN

QUANDO USAR UM EVENTO TEMPORAL?


Algo acontece a cada período de tempo ou em uma data específica. Pode ser de
início ou intermediário.
EVENTO TEMPORAL

BPMN

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EXERCÍCIO RESOLVIDO: TRIBUNAL DE PEQUENAS CAUSAS


Vamos modelar o processo a seguir.

Em um tribunal de pequenas causas, as chamadas ocorrem uma vez por mês para
definir o assunto. O processo para configurar uma chamada começa três semanas
antes do dia da chamada, com a preparação da lista de chamadas contendo
EVENTO TEMPORAL

informações como detalhes de contato das partes envolvidas e a data estimada da


audiência. Uma semana antes da chamada, as partes envolvidas são contatadas para
determinar se estão todas prontas para julgamento. Se for esse o caso, a
chamada é definida, caso contrário, é adiada para a próxima janela de programação
disponível. Finalmente, no dia da chamada, o material da chamada é preparado e a
chamada é realizada.

BPMN

EXERCÍCIO RESOLVIDO: TRIBUNAL DE PEQUENAS CAUSAS


EVENTO TEMPORAL

BPMN

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QUANDO USAR UM EVENTO CONDICIONAL?


Quando a condição é verdadeira, o processo inicia ou prossegue. Pode ser de início
ou intermediário.
EVENTO CONDICIONAL

BPMN

EVITE POLUIR A REPRESENTAÇÃO DE SEU MODELO


REPRESENTAÇÕES “CLEAN”

As atividades de “Encaminhar” e “Receber” podem ser retiradas do mapa, pois o fluxo de


sequencia já é capaz de demonstrar este trâmite.

BPMN

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EVITE POLUIR A REPRESENTAÇÃO DE SEU MODELO


REPRESENTAÇÕES “CLEAN”

BPMN

O QUE REPRESENTA UM EVENTO DE LINK?


Representam uma ligação entre pontos distantes de um mesmo processo, evitando
possíveis cruzamentos de linhas. Perceba novamente a diferença entre um evento
de lançamento e um de captura. Usados somente como eventos intermediários.
EVENTO DE LINK

BPMN

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COMO USAR UM EVENTO DE SINAL?

Pode ser de início, intermediário


ou final. O evento de sinal pode
ser utilizado para a
comunicação intra e entre
EVENTO DE SINAL

processos. Enquanto a
mensagem tem um destinatário
específico, o sinal pode ter
inúmeros destinatários. Ele
funciona apenas como um tipo
de “apito”, alertando que o
evento ocorreu, e que quem
estiver aguardando por ele
agora pode prosseguir com seu
processo.

BPMN

COMO USAR UM EVENTO DE ERRO?


Estes eventos tratam de ocorrências fora do desejado. Aplicável a eventos de fim.
EVENTO DE ERRO

OBS.: mais a
frente veremos
que o evento de
erro pode ser
usado como
evento de borda.

BPMN

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GATEWAY CONDICIONADO POR UM EVENTO


Neste caso o desvio condicionado por evento é semelhante ao Gateway exclusivo
(tipo OU). Porém, o que dispara um caminho ou outro é um evento de mensagem,
UM GATEWAY BEM ESPECÍFICO

temporal, condicional, sinal ou mesmo uma tarefa de mensagem.

BPMN

ELEMENTO HUMANO EM AMBAS AS TAREFAS


Tarefa manual: realizada pelo elemento humano, onde o controle desta tarefa não é
executado por um software (sistema).
TAREFA MANUAL E DE USUÁRIO

Tarefa de usuário: realizada pelo elemento humano, onde o controle desta tarefa é
executado por um software (sistema).

A questão não é a execução da tarefa, mas sim o controle.

Tarefas sem esta identificação são chamadas de tarefas abstratas.

Se o software apenas apoia a


execução da tarefa, a tarefa é
dita manual.
Tarefa manual Tarefa de usuário

BPMN

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EXEMPLO: AVALIAÇÃO DE APRESENTAÇÃO ORAL


TAREFA MANUAL E DE USUÁRIO

Neste processo, o professor não executa as tarefas sendo controlado por um software
ou sistema.

Embora a filmagem seja feita com auxílio de um equipamento eletrônico, o controle é do


elemento humano.

BPMN

EXEMPLO: AVALIAÇÃO DE APRESENTAÇÃO ORAL


TAREFA MANUAL E DE USUÁRIO

Neste processo, o professor seleciona o aluno através de uma consulta em uma


planilha eletrônica que mostra qual componente da equipe possui até o momento a
menor nota. No caso, este é o perfil de aluno que o professor deseja escolher. O
controle desta atividade é feito através de sistema.

A questão é enunciada a partir de uma seleção feita por um aplicativo que sorteia
aleatoriamente a questão. O controle desta atividade é feito através de sistema.

BPMN

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AUTOMAÇÃO EM AMBAS AS TAREFAS


Estas são tarefas utilizadas para rotinas automáticas, diferentemente das tarefas de
TAREFA DE SERVIÇO E DE SCRIPT

usuário e manuais.

Tarefas de Serviço: serviços automatizados realizados por aplicações externas ao


processo.

Tarefas de Script: serviços automatizados realizados por aplicações internas ao


processo. Os dados provém do próprio processo.

Tarefa de serviço Tarefa de script

BPMN

AUTOMAÇÃO EM AMBAS AS TAREFAS


TAREFA DE SERVIÇO E DE SCRIPT

BPMN

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EXEMPLO DE TAREFA DE SERVIÇO: WEB SERVICE


Um exemplo muito comum de tarefa automática do tipo serviço é o cálculo do
TAREFA DE SERVIÇO E DE SCRIPT

envio via SEDEX. Através de um web service, sites de compra podem disponibilizar
este serviço, realizado por um sistema externo (Correios), que calcula o SEDEX
através do peso informado do produto e do CEP.

BPMN

DECISÕES SÃO TOMADAS NESTA ATIVIDADE


Uma regra de negócio é uma declaração que define ou restringe o que pode ou não
TAREFA DE REGRA DE NEGÓCIO

ser feito, ou fornece o critério e condições para a tomada de decisões.

Veja o modelo a seguir...

BPMN

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EXEMPLO DE TAREFA DE REGRA DE NEGÓCIO


TAREFA DE REGRA DE NEGÓCIO

BPMN

SUBPROCESSO AD-HOC COLAPSADO


O subprocesso ad-hoc indica um conjunto de atividades desempenhadas sem uma
sequência pré-definida pois suas tarefas não são conectadas pelo fluxo de
sequência.
SUBPROCESSO AD-HOC

BPMN

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SUBPROCESSO AD-HOC EXPANDIDO


SUBPROCESSO AD-HOC

É importante ressaltar que não existe uma obrigatoriedade na execução de todas as


tarefas de um subprocesso ad-hoc. Estas atividades estão relacionadas, geralmente, a
atividades humanas onde a quantidade de vezes e a ordem são definidas pelo executor.

BPMN

EVENTO QUE PODE OCORRER DURANTE A ATIVIDADE


EVENTO DE BORDA NÃO-INTERRUPTIVO

Se o evento de borda ocorrer enquanto a atividade estava sendo executada, um fluxo


paralelo será iniciado, mas a tarefa não é interrompida. A borda do evento é dupla e
tracejada.
OBS.: no exemplo ao
lado, se após 2 dias
úteis a tarefa “Avaliar
reclamação” ainda não
tiver sido finalizada, o
fluxo iniciado no evento
de borda é disparado,
iniciando a tarefa
“Aumentar a
prioridade...”. A
atividade de “Avaliar
reclamação”, entretanto,
poderá ser realizada
normalmente, dando
sequência ao fluxo
normal do processo.

BPMN

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EVENTO QUE PODE OCORRER DURANTE A ATIVIDADE


EVENTO DE BORDA NÃO-INTERRUPTIVO

O trecho acionado pelo evento de borda finaliza com o evento “Cliente notificado”,
mas neste caso o processo não finaliza, pois o evento de borda não interrompe a
atividade “Avaliar reclamação”, que continua mesmo com o evento de borda
acionando o fluxo paralelo.

BPMN

EVENTO QUE PODE OCORRER DURANTE A ATIVIDADE


Se o evento de borda interruptivo ocorrer enquanto a atividade está sendo
EVENTO DE BORDA INTERRUPTIVO

executada, ela será interrompida e o fluxo seguirá pelo conector que se origina no
evento. A borda do evento é dupla e lisa.

OBS.: Se após o início


da tarefa “Confirmar
pagamento” se verificar
que já se passaram 5
dias após a solicitação
de vaga e esta tarefa
ainda não estiver
finalizada, esta é
automaticamente
cancelada e o fluxo que
sai do evento temporal é
disparado, cancelando a
vaga. A atividade citada
não poderá mais ser
realizada, pois foi
interrompida.

BPMN

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PROCESSO DE EMISSÃO DE PASSAPORTE


MODELANDO UM PROCESSO REAL

Construa em BPMN o modelo referente à emissão de passaporte no


Brasil (processo descrito a partir do site da polícia federal, em 2018).

BPMN

PROCESSO DE EMISSÃO DE PASSAPORTE


MODELANDO UM PROCESSO REAL

BPMN

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PROCESSO DE EMISSÃO DE PASSAPORTE


MODELANDO UM PROCESSO REAL

BPMN

PROCESSO DE EMISSÃO DE PASSAPORTE


MODELANDO UM PROCESSO REAL

BPMN

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PROCESSO INTERNO DA UNIFEI MODELADO

LICENÇA GESTANTE

BPMN
PROCESSO INTERNO DA UNIFEI MODELADO

PROCESSO DE CONDUÇÃO DO TCC

BPMN

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QUAIS SÃO OS ERROS DESTES MODELOS?


REVISÃO DA LÓGICA DO BPMN

BPMN

QUAIS SÃO OS ERROS DESTES MODELOS?


REVISÃO DA LÓGICA DO BPMN

BPMN

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QUAIS SÃO OS ERROS DESTES MODELOS?


REVISÃO DA LÓGICA DO BPMN

Este é apenas um
trecho do modelo.

Veja a forma como o


subprocesso
expandido foi
representado.

BPMN

QUAIS SÃO OS ERROS DESTES MODELOS?


REVISÃO DA LÓGICA DO BPMN

Este é apenas um
trecho do modelo.

BPMN

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SIPOC

O QUE É A FERRAMENTA SIPOC


SIPOC é uma sigla formada pelas cinco partes dessa ferramenta: supplier
(fornecedores), input (entradas), process (processo), output (saídas) e customer
APRESENTAÇÃO DA TÉCNICA

(clientes).

Supplier: são os fornecedores do processo, ou seja, aqueles que são responsáveis por
disponibilizarem as entradas do processo.

Input: são as entradas do processo, ou seja, tudo que entra no processo de uma forma
e sofre uma modificação para ser transformado em saída.

Process: é qual processo que está sendo analisado no SIPOC.

Output: são as saídas do processo, ou seja, tudo o que sai do processo após sofrer
uma modificação.

Customer: é o cliente do processo, ou seja, o beneficiado com a realização daquele


processo.

SIPOC

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O QUE É A FERRAMENTA SIPOC


APRESENTAÇÃO DA TÉCNICA

SIPOC

O QUE É A FERRAMENTA SIPOC


Geralmente essa ferramenta está associada com as fases iniciais dos projetos
Seis Sigma e muitas vezes ela é seguida pela construção de um fluxograma pelo
APRESENTAÇÃO DA TÉCNICA

time de melhoria.

Também é importante lembrar que o SIPOC apresenta uma visão macro do processo,
portanto não é recomendado que se inclua detalhes do processo.

SIPOC

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O QUE É A FERRAMENTA SIPOC


Fornecedores Entradas Processo Saídas Clientes
Suppliers Inputs Process Outputs Customers
APRESENTAÇÃO DA TÉCNICA

Requerimentos Requerimentos
Requirements Requirements

S1 I1 R1 C1
O1 R1
S2 I2 R2 C2
P1 O2 R2

S3 I3 R3 R3 C3

I4 R4

Sn Im Ro Oq Rp Cr

SIPOC

O QUE É A FERRAMENTA SIPOC

Fornecedores Entradas Processo Saídas Clientes


Suppliers Inputs Process Outputs Customers
APRESENTAÇÃO DA TÉCNICA

Requerimentos Requerimentos
Requirements Requirements

S1 I1 R1 C1
O1 R1
S2 I2 R2 C2
P1 O2 R2

S3 I3 R3 C3

I4 R4

Sn Im Rm Oq Rq Cr

M1 M4
M7
M1 M4 M7
M2 M5
M8 M2 M5 M8

M3 M9 M3 M6 M9
M6

Mapeamentos de diversos processos de uma empresa Mapeamentos conectados

SIPOC

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APRESENTAÇÃO DO CASO

Vamos considerar agora uma pizzaria. Esta pizzaria possui 4


APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

áreas participantes distintas: atendimento, cozinha, embalagem


e entrega. Neste exemplo a seguir, vamos interligar os
processos através da técnica SIPOC.

Cada processo Pn será conectado através dos elementos do SIPOC

SIPOC

PROCESSO “ATENDIMENTO”
R - requerimentos
APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

SUPPLIERS INPUTS R PROCESS OUTPUTS R CUSTOMERS


Informações Sabor,
sobre o quantidade O pedido
sabor da e tamanho deve ter
pizza, devem ser informações
quantidade compatíveis Atendimento Pedido Cozinha
legíveis
e tamanho com a para
Cliente capacidade entrega
da pizzaria Sabor,
1 quantidade
Dados e tamanho
Endereço completos devem ser
para entrega com rua, compatíveis
bairro, com a
número e capacidade
referência da pizzaria

SIPOC

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PROCESSO “COZINHA”
R - requerimentos
APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

SUPPLIERS INPUTS R PROCESS OUTPUTS R CUSTOMERS


O pedido
deve ter
Pedido para informações
Atendimento
entrega legíveis Pizza feita
Cozinha Pizza de acordo Embalagem
Sabor, com o
quantidade com o
pedido pedido do
e tamanho
cliente
devem ...
2
Ingredientes
Distribuidor Ingredientes de
(externo) qualidade,
dentro da
validade e
com o
desconto

SIPOC

PROCESSO “EMBALAGEM”
R - requerimentos
APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

SUPPLIERS INPUTS R PROCESS OUTPUTS R CUSTOMERS

Pizza feita
Pizza Embalagem
de acordo
Cozinha com o dentro do
com o
pedido padrão
pedido do Embalagem Pizza Entrega
cliente embalada definido
com o
endereço Endereço
Caixas no
Distribuidor
(externo)
Caixas de
papelão formato 3 para
entrega
completo e
especificado legível
para
embalagem no contrato e
com o nome
da pizzaria
impresso de
forma
correta

SIPOC

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PROCESSO “ENTREGA”
R - requerimentos
APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

SUPPLIERS INPUTS R PROCESS OUTPUTS R CUSTOMERS


Pizza Embalagem Pizza feita
embalada dentro do de acordo
Embalagem com o padrão com o
endereço definido pedido
para Entrega Entrega Cliente
entrega da pizza Pizza
Endereço
entregue
completo e
dentro do
legível
4 prazo
esperado

Embalagem
sem
deformação

Troco
correto se
necessário

SIPOC

BPMN A PARTIR DOS SIPOCS DA PIZZARIA


APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

SIPOC

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EXPERIÊNCIA RUIM DO CLIENTE DA PIZZARIA

Analisando o último quadro do SIPOC pode-se notar que o cliente da


APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

pizza faz quatro requerimentos sobre o produto que está recebendo.

O primeiro requerimento vem sendo checado desde o início do


processo, portanto, tem menor potencial de falha.

O segundo requerimento é um requisito que não está totalmente sob controle da


entrega. O motoboy pode até ser ágil na entrega, mas se os processos anteriores
atrasarem o pedido, o cliente ficará insatisfeito.

O terceiro requerimento está sob controle do processo de entrega.

O quarto requerimento dependerá de alterações no SIPOC, para garantir que o troco de


fato seja levado pelo motoboy.

SIPOC

EXPERIÊNCIA RUIM DO CLIENTE DA PIZZARIA

1. Que alterações você faria no processo para que houvesse uma


APLICAÇÃO EM UMA PIZZARIA

diminuição na probabilidade do cliente receber a pizza fora do prazo que


ele espera? Registre a mudança no quadro SIPOC.

2. Que alterações você faria no processo para que houvesse uma


diminuição na probabilidade do cliente não receber o troco que espera?
Registre a mudança no quadro SIPOC.

SIPOC

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APRESENTAÇÃO DO ARTIGO
ARTIGO SOBRE CADEIA DE SUPRIMENTOS

Vamos converter a figura a seguir (original deste artigo) em um mapeamento


estruturado pela técnica SIPOC.

SIPOC

DESENHO APRESENTADO NO ARTIGO


ARTIGO SOBRE CADEIA DE SUPRIMENTOS

SIPOC

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SIPOC PROPOSTO
ARTIGO SOBRE CADEIA DE SUPRIMENTOS

Suppliers Inputs Process Outputs Customers


Supplier 1.1 Pedido diário Supplier 2.1 Material 6 Supplier 1.1
Supplier 1.3 Pedido semanal Materiais 4 Supplier 1.3
Supplier 2.2
Materiais 5 Supplier 1.3
Automaker Pedido diário (2h) Sub-assembly 1 Automaker
Supplier 2.1 Material 6 Pedido diário Supplier 2.1
Supplier 1.1
Supplier 1.2 Componente 3 Material 6 Supplier 1.2
- - Pedido diário Supplier 1.2
Automaker Pedido diário (2h) Componente 1 Automaker
Supplier 2.2 Materiais 4 Pedido semanal Supplier 2.2
Supplier 1.3
Supplier 2.2 Materiais 5
Supplier 1.2 Pedido diário Componente 2 Supplier 1.2
Supplier 1.3 Componente 2 Pedido diário Supplier 1.3
Supplier 1.1 Material 6 Supplier 1.2 Componente 3 Supplier 1.1
Supplier 1.1 Pedido diário - -
Supplier 1.1 Sub-assembly 1 Pedido diário (2h) Supplier 1.1
Automaker
Supplier 1.3 Componente 1 Pedido diário (2h) Supplier 1.3

SIPOC

VÍDEO NO YOUTUBE
RESUMO SOBRE A TÉCNICA

https://www.youtube.com/watch?v=6P1JZ5EKofI

SIPOC

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ADM042

ADMINISTRAÇÃO
DE OPERAÇÕES
EM MANUFATURA
MÓDULO 2

Professor Dr. Fabiano Leal 2021

Prof. Dr Fabiano Leal 100

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