Você está na página 1de 4

Da estabilidade

Conceito: é o direito do trabalhador de permanecer no emprego, mesmo contra vontade


do empregador, enquanto existir uma causa relevante expressa em lei e que permita sua
dispensa.
Funda-se, portanto, no princípio da causalidade da dispensa. Destina-se a impedir a
dispensa e motivada, arbitrária, abusiva.

Estabilidade é diferente de garantia de emprego


A garantia de emprego abrange não só a restrição ao direito pode potestativo de
dispensa (estabilidade), Como também a instituição de mecanismos de recolocação do
trabalhador, de informações...

A estabilidade pode ser:

Absoluta: é a circunstância que confere maior proteção ao empregado, uma vez que este
só poderá ser dispensado mediante a prática comprovada de falta grave ou condutas
previstas no art. 482 CLT.

Relativa: quando empregado pode ser despedido por motivos técnicos, financeiros,
disciplinares ou econômicos.

A estabilidade DECENAL foi criada nos tempos antes da CF/88, para proteger as pessoas
que trabalhavam muito tempo, era tipo uma poupança, mas ai em 1988 veio a CF e
implantou o FGTS.
O (FGTS) foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa,
mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho.
No início de cada mês, os empregadores depositam em contas abertas na Caixa, em
nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário.
O FGTS é constituído pelo total desses depósitos mensais e os valores pertencem aos
empregados que, em algumas situações, podem dispor do total depositado em seus
nomes.

Estabilidade do Cipeiro
Art. 163, 164 CLT
Art. 10, II, a, ADCT
Sum. 339 TST
-> E estabilidade de um ano após o mandato.

Estabilidade da gestante:
Art.10, II, b, ADCT
Art. 391-A CLT
Sum. 244 TST

Estabilidade do dirigente sindical:


Aos dirigentes sindicais, bem como aos seus suplentes, é conferida a estabilidade do
emprego.

Art. 543, §4 CLT, §3 (estabilidade), art. 494 CLT


Art. 8, VIII, CF
Sum. 379 TST
Estabilidade no acidente de trabalho:
Art. 118 da Lei 8213/91
Sum. 378 TST
Sum. 736 STF

Independentemente da modalidade contratual a qual o empregado estiver submetido,


estará sob o amparo da estabilidade de emprego caso incorra em algum acidente de
trabalho ou doença decorrente da prática laboral.

Do Direito Coletivo do Trabalho:


Conceito: Ramo de Direito do Trabalho capaz de regular o organismo sindical, a
negociação coletiva bem como os instrumentos normativos decorrentes dessa
negociação, a representação dos trabalhadores na empresa e, ainda, o direito de greve.

Princípios:
Liberdade associativa e sindical: É o direito que o trabalhador tem de se associar e de
sindicalizar, abrangendo o direito de liberdade para qualquer reunião estável Pacífica e
também o direito de criação e extinção de sindicato. Art. 5, XX, CF.

Autonomia sindical: trata-se da livre estruturação interna do sindicato, sua livre atuação
externa, sua sustentação econômico-financeira E sua desvinculação de controles
administrativos estatais ou em face do empregador.

O que é sindicato?

É uma reunião de pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades profissionais ou


econômicas para defesa dos direitos individuais ou coletivos nas esferas jurídicas ou
administrativas. Art. 511 CLT.

Natureza jurídica: é o direito privado com seus estatutos depositados nos cartórios de
títulos e documentos para produzir efeitos contra terceiros.

CONSELHO – Conselhos Regionais têm por função regular, orientar e fiscalizar a


atividade profissional. São fiscalizados pelo Conselho Federal, órgão hierarquicamente
superior que elabora resoluções para os regionais.
SINDICATO – Representam e defendem os interesses da categoria nas esferas judiciais e
extrajudiciais. Lutam pela melhoria das condições de trabalho, remuneração dos
profissionais, defesa da classe, garantindo todos os direitos trabalhistas previstos em lei.

ASSOCIAÇÃO – Criadas para agregar profissionais de determinada área, buscam


aprimoramento profissional por meio de cursos, congressos e outros. As associações
visam, também, a divulgação e a valorização das profissões.

Direito Coletivo do Trabalho:


Tem o objetivo de tutelar os conflitos de interesses existentes entre empregados
empregadores, a organização sindical e a representação dos trabalhadores. Ele criar
normas e é regido por princípios que regulam as relações de trabalho e as atividades dos
empregados enquanto grupo organizado, que possui autonomia perante os empresários e
o estado.

Direito de greve: art. 9 CF. É um recurso legítimo de resistência e pressão que os


sindicatos de trabalhadores possuem para resolver impasses nas negociações. Lei de
greve nº 7783/89

Organização sindical:
- E a livre associação profissional ou sindical sem qualquer intervenção ou autorização
prévia do estado;
-É vedada a criação de mais de um sindicato por base territorial (município)
- Cabe ao sindicato defender os interesses coletivos ou individuais, inclusive na esfera
administrativa judicial.
- Cabe a assembleia Geral do sindicato estabelecer a contribuição sindical que será
descontada na folha de pagamento do trabalhador;
- Ninguém será obrigado a filiar-se ou manter se filiado a nenhum sindicato;
- A participação dos sindicatos é obrigatória nas negociações coletivas de trabalho;
- É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a
cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano
após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Acordo Coletivo

O Acordo Coletivo acontece entre a empresa (ou um grupo de empresas) e o


sindicato dos trabalhadores na regulamentação de normas coletivas como, por exemplo,
para estabelecer regras em relação ao pagamento de horas extras além do mínimo fixado
na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
A principal vantagem do Acordo Coletivo é que ele permite às empresas e aos
empregados estabelecerem regras específicas para as condições de trabalho. Como as
normas trabalhistas são impositivas, há pouca margem para escolhas. Assim, a CLT
possibilita que, por meio do Acordo, sejam negociadas diretrizes mais vantajosas do que
aquelas obrigatoriamente exigidas. § 1º do artigo 611 da CLT.
No caso da jornada de trabalho, por exemplo, a carga horária máxima é de 44
horas semanais. Mas para os empregados de uma determinada empresa, esse limite
pode ser considerado inadequado. Nesse caso, o sindicato pode iniciar uma negociação
com a organização para definir uma jornada menor. Essa mesma lógica vale para outros
pontos da lei trabalhista.
É importante destacar que o Acordo Coletivo só terá validade se houver uma
negociação envolvendo empresa, trabalhadores e o sindicato. Para isso, é fundamental
que os pontos acordados sejam debatidos e aprovados pela Assembleia Geral de
Trabalhadores, que deve ser convocada exclusivamente para essa finalidade. Tem
validade de 2 anos.
Convenção Coletiva
A Convenção Coletiva também trata da regulamentação de normas em comum
acordo, porém, esta acontece entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal,
ou seja, pelo representante dos trabalhadores e empregadores.
Na prática, acordo e convenção coletiva se assemelham. Ambos os instrumentos
existem para firmar condições de trabalho específicas. A diferença está no fato de que a
Convenção se aplica a toda uma categoria de trabalhadores, justamente por isso é
necessário que a negociação ocorra entre os sindicatos patronais e trabalhistas.
Não custa reforçar: o Acordo Coletivo é feito entre o sindicato dos trabalhadores e
uma empresa ou algumas empresas.
Para que seja válida, a Convenção Coletiva também depende da aprovação das
propostas por parte das assembleias gerais, que devem ser realizadas tanto pelo
sindicato patronal quanto pelo sindicato dos trabalhadores.
Eventualmente, acordo e convenção coletiva podem tratar das mesmas questões,
como remuneração, benefícios, jornada de trabalho etc. No caso de haver conflito entre
os termos estabelecidos, deve prevalecer o instrumento que apresente as medidas mais
benéficas aos trabalhadores.
Por exemplo, se o Acordo prevê uma jornada de trabalho de 7 horas diárias e a
Convenção estabelece que a jornada será de 6 horas, a empresa que firmou o Acordo
deverá se submeter ao que está definido na Convenção.

Dissídio Coletivo (conflito coletivo ou individual)


Quando não se consegue nenhum tipo de acordo entre as partes, ou seja, entre o
sindicato dos trabalhadores e patronal, então é hora da Justiça do Trabalho entrar em
ação. É nesse momento que acontece o Dissídio Coletivo, onde o juiz do Tribunal
Regional do Trabalho vai julgar e decidir sobre as questões que foram objeto de conflito
entre as partes.
O Dissídio Coletivo é um processo mais prolongado. Isso porque ele só ocorre
depois de esgotadas as negociações na fase da Convenção Coletiva. Esse tipo de
solução é muito comum quando há divergências sobre reajustes salariais e os sindicatos
patronais e dos trabalhadores não conseguem chegar a um acordo.
Nesse caso, os termos discutidos na Convenção Coletiva devem ser enviados para
mediação judicial, que é feita pela Justiça do Trabalho. Ou seja, a decisão final cabe ao
juiz responsável.

Você também pode gostar