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Secretaria de Estado da Educação

Secretaria de Estado da Educação


Gerência Regional da Grande Florianópolis

Seleção e Organização Curricular da disciplina de ARTE

1 Introdução

Ao nos reunirmos para organizar o currículo da disciplina de arte nos deparamos com o
desafio de propor conceitos, conteúdos e princípios que deverão nortear a prática do ensino
da arte nos nove anos do Ensino Fundamental e nas três séries do Ensino Médio, a fim de
garantir a apropriação e a produção do conhecimento da arte nas escolas públicas.
Entendemos que o material produzido deverá ser lido e estudado, de forma crítica e
responsável, pelos professores que assumirem esta disciplina, conforme a sua área
específica de formação (visual, cênica, musical, dança).
Sabemos que no Brasil, a arte como vivência cultural tem uma longa trajetória, no entanto,
enquanto disciplina do currículo escolar teve seu espaço efetivo, garantida por lei há pouco
tempo. Só foi incluída pela Lei 5692/71 com a nomenclatura de Educação Artística. Neste
período inicial, a formação docente em arte era polivalente e o professor era habilitado para
atuar com as diversas linguagens. Somente na década de 1980 as universidades passaram
a habilitar os professores nas áreas específicas. A partir de então, com as formações
diversificadas, cada professor teve assegurada a garantia de desenvolver suas aulas a partir
de sua própria habilitação.
Com a LDB 9394/96, a disciplina passou a ser obrigatória, assumindo a nomenclatura Arte e
se estendendo a todas as séries do Ensino Fundamental e também no Ensino Médio.
Na Proposta Curricular de Santa Catarina (1998, p. 193) fica claro o entendimento da Arte
como “possuidora de um campo teórico específico, que se relaciona com as demais áreas,
desenvolve o pensamento artístico e a reflexão estética.” A metodologia indicada para o
desenvolvimento da disciplina é a “Proposta Triangular do Ensino da Arte” que foi
sistematizada no Brasil, nos anos 90, por Ana Mae Barbosa e elaborada a partir de três
ações básicas: ler obras de arte, fazer arte e contextualizar histórica, social e esteticamente
a arte.
Sendo assim, a disciplina de arte na escola se torna um campo de conhecimento que
assume um compromisso com a cultura e com o desenvolvimento da sensibilidade dos
alunos. Através do fazer, ler e contextualizar se pretende relacionar arte como saber
consciente e presente na vida dos educandos.
Segundo Barbosa:

Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação,


apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica,
permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a
criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada. (2002, p.18)

Pode-se entender que, na prática escolar, propiciar ao aluno conhecer arte oportunizará que
ele se aproprie de saberes e práticas culturais e estéticas selecionadas inseridas nas
produções e apreciação artísticas, além disto, possibilitará o desenvolvimento do humano
através da experiência sensível e criativa dos estudantes.
Historicamente o que se experencia no cotidiano escolar é a desvalorização das aulas de
arte, que são vistas como suporte para enfeitar a escola ou trabalhar datas comemorativas
de forma “cultural e criativa”, sendo muitas vezes consideradas menos importantes que as
aulas de outras disciplinas por professores de outras áreas e pelos próprios alunos. Mas,
também não faltam exemplos de experiências que se tornam avanços na prática do ensino
da arte na escola, na qual são propiciadas vivências através das quais os educandos
vivenciam não só a produção artística, mas a leitura e a compreensão das manifestações
artísticas enquanto fenômenos históricos e sociais. Por essas experiências positivas é que
gradativamente a arte tem garantido e expandido seu espaço na escola comprovando que a
dimensão sensível faz parte, e não pode ser desprezada, da constituição do homem.

[...] é preciso reiterar a confiança de que, através de uma educação estética,


ética e politicamente contextualizada, que vincule elementos artísticos e extra-
artísticos da realidade, que se enriqueça com aportes de outros campos do
conhecimento, pode-se ter a certeza de que se está adotando uma prática que
é um pensamento em ação, além de uma imprescindível experiência relacional
e dialógica verbal e não verbal. (MEIRA, 2001, p.140)

Pretendemos, com esta proposta de organização curricular, contribuir para que a disciplina
da arte assuma seus saberes específicos e ao mesmo tempo se aproxime das outras
disciplinas do currículo. Através de seus objetivos e conteúdos próprios, integrando seu
campo de conhecimento aos demais, contribuindo para que na escola coexistam o
desenvolvimento racional e emocional com pesos iguais. Rompendo com uma realidade que
muitas vezes se observa, na qual a disciplina da arte abre mão de seus conhecimentos
específicos reduzindo-se a “acompanhamento ilustrativo” de outras áreas do conhecimento.
Em seu texto sobre a educação estética, Vigotski já prevenia que se tomasse cuidado de não
colocar a educação estética, entendida como o ensino da arte, a serviço da pedagogia com
objetivos ligados a transmissão de conhecimentos, sentimentos e moral, ou que se
esvaziasse a experiência estética à dimensão do entretenimento e do gozo. “Essa estética a
serviço da pedagogia sempre realiza funções alheias e, de acordo com a idéia de alguns
pedagogos, deve servir de meio para a educação do conhecimento, do sentimento ou da
vontade moral.” (VIGOTSKI, 2003, p.225)
Com esta proposição esperamos que professores e alunos possam ter uma experiência
significativa e rica no ensino da arte, buscando o conhecimento e o contato com as
produções artísticas nas suas mais diversas linguagens e contextos, buscando a arte
presente no cotidiano e na comunidade, mas também a arte produzida pela humanidade nos
mais diversos períodos. E, que as aulas possam, além da fruição e da contextualização,
permitir a concepção e o fazer artístico e criativo, para que os alunos possam construir seus
próprios sentidos e compreendam o fenômeno da arte a partir das próprias criações.
Referências:
BARBOSA. Ana Mae (org.). Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte. São Paulo: Cortez, 2002.

MEIRA, Marly Ribeiro. Educação estética, arte e cultura do cotidiano. In: PILLAR, Analice Dutra (Org.) A
educação do olhar no ensino das Artes. 2.ed. Porto Alegre: Mediação, 2001. p.119-140.

SANTA CATARINA, Secretaria de Estado da Educação e do Desporto.Proposta Curricular de Santa Catarina:


Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio: Disciplinas Curriculares. Florianópolis: COGEN, 1998.

VIGOTSKI, Lev S. Educação Estética. In: _____________ Psicologia Pedagógica. Porto Alegre: Artmed, 2003,
Cap.13, p.225-243.

2 Mapas conceituais

Na disciplina de Arte podemos contemplar as várias linguagens artísticas: visual, cênica e


musical. A seguir apresentamos mapas conceituais das diversas linguagens para que o
professor visualize onde se pretende chegar e através de que caminhos a arte deverá ser
apresentada aos alunos.

Artes Visuais

Música
Artes Cênicas

3 Organização dos conteúdos – Sugestões de encaminhamentos


metodológicos
Esta listagem de conteúdos e sugestões de procedimentos didáticos pretendem servir como
pontos de partida, referências a serem considerados por cada professor, para facilitar seu
trabalho em sala de aula. Não são receitas para serem aplicadas, mas solicitam a
participação ativa do professor que deverá selecionar, conforme sua formação inicial, as
estratégias a serem propostas para o aluno.
É importante que cada professor inclua em suas aulas as oportunidades que surgirem para
por seus alunos em contato com a arte viva do seu entorno, há também que se propiciar
saídas da escola para visitação a espaços artísticos e culturais e o contato com artistas
locais e regionais. Além disto, é preciso estar atento às novas linguagens, à utilização dos
recursos disponíveis na escola e na comunidade e a apropriação das novas mídias e
tecnologias.

3.1 Artes Visuais


Séries Iniciais:
Sugestões de
Séries Conteúdos Eixos Condutores encaminhamentos
metodológicos
1ª Elementos visuais: • • Deve-se
Cor (primárias e secundárias) Moradia /Identidade levar em conta que nas
Ponto • Família séries iniciais as aulas de
Linhas arte deverão dar ênfase a
(nos mais amplos
Textura experiência e descoberta
formatos e
Forma (geometria básica) dos materiais expressivos
configurações)
Símbolo/signo e do contato com a obra.
• Casa
• O Lúdico
• Escola –
deverá estar presente nas
é importante
propostas.
apresentar a escola
na nova dimensão • O professor
que ora se apresenta, deverá mediar situações
diferente da que propiciem que a
Educação Infantil, criança explore a arte
conhecer os novos local e as representações
ambientes e as sobre a cultura popular e
pessoas que neles o folclore.
trabalham. • Obras feitas
• Fauna e por artistas em diferentes
Flora épocas e situações, nas
diversas expressões
Exemplo: visuais: desenhos,
A família e a infância pinturas, fotografias,
na arte – esculturas, montagens
Representações etc. devem ser
artísticas que apresentadas as crianças.
apresentem crianças e • Os
famílias em diferentes elementos visuais se
épocas e situações e repetem em diversas
nas diversas expressões séries, no entanto
visuais: desenhos, deverão ser trabalhados
pinturas, fotografias, com ênfases diferentes e
esculturas, montagens a partir de obras variadas,
etc. proporcionando um
repertório rico aos alunos.
• Ao
2ª Elementos visuais: • Bairro apresentar obras aos
Cor (primárias, secundárias, • alunos o professor deve
quentes e frias) proporcionar a expressão
Identidade coletiva
Ponto da opinião e da leitura
Linha • Arte
subjetiva da obra.
Forma bidimensional popular
• A
(geometria básica) • Folclore
metodologia triangular
Textura
deve estar garantida em
todas experiências
3ª Elementos visuais: • permitindo ao aluno a
Cor (primárias, secundárias, Município – leitura fruitiva (o prazer
terciárias, quentes e frias) valorização da arte e em contato com a arte), o
Ponto de artistas locais conhecimento
Linha
contextualizado e o fazer
Textura • Explorar criativo.
Forma (bidimensional
a arte dos indígenas e • Cabe
geométrica e orgânica)
dos africanos através lembrar que arte sempre é
Abstracionismo e
de objetos, tradições, criação original, portanto,
figurativismo
costumes, histórias, modelos e cópias não
lendas e narrativas fazem parte de sua
pesquisando as prática
diferentes
representações
destas culturas e
valorizando artistas
de diferentes épocas
que utilizem as
diversas expressões
visuais: desenhos,
pinturas, fotografias,
esculturas,
montagens etc.

4ª Elementos visuais: Estado de SC


Cor (primárias, secundárias, •
terciárias, quentes e frias, Representantes
neutras, monocromia, estaduais das artes
policromia, cores plásticas-
complementares) • Arte
Ponto
africana
Linhas
Textura • Explorar
Forma bidimensional e a artistas
tridimensional catarinenses de
Escultura diferentes épocas,
Cerâmica privilegiando o
contato , sempre que
possível, com a obra
original visitando
exposições e espaços
culturais.
• Algumas
sugestões: Victor
Meirelles, Franklin
Cascaes, Eli Heil,
Juarez Machado.
Vera Sabino, Guido
Heuer, Hassis ,Willy
Zumblick etc.
procurando mostrar
diferentes linguagens
e estilos.

5ª Arte Brasileira: • Explorar


Da pré-história a arte a artistas brasileiros
indígenas; de diferentes épocas,
A arte do Brasil colônia e privilegiando o
Império; contato, sempre que
Arte Moderna; possível, com a obra
Arte contemporânea. original visitando
exposições e espaços
culturais.

Obs: Não é necessário


sistematizar
linearmente a história
da arte brasileira, mas
levar os alunos a
perceberem a arte
como fenômeno
humano presente em
todos os períodos, com
diferente formas e
intenções e fazer a
identificação e
correspondência com
as manifestações da
arte hoje.

6ª a 9ª séries

Séries Conteúdos Eixos Condutores Sugestões de


encaminhamentos
metodológicos
6ª Conceito de arte e de Os conteúdos são Conforme a Metodologia
manifestações artísticas pontos de partida e Triangular, as aulas de arte
Arte na pré-história (no deverão ser, na medida deverão proporcionar:
mundo e no Brasil) do possível, • A contextualização
Arte primitiva – as primeiras relacionados à arte social e histórica da arte;
civilizações contemporânea e a • A leitura da obra – a
Arte Egípcia manifestações
fruição;
artísticas atuais.
• A produção - o fazer
Grécia Os elementos da artístico.

Roma linguagem visual
Mundo Islâmico continuam sendo
Idade Média explorados em todos os O professor deverá aproveitar
Renascimento conteúdos. e incluir os recursos
Arte Africana tecnológicos e novas mídias
nas suas propostas.
8ª Arte americana: Incas, Maias,
Astecas, índios no continente Eventos culturais e artísticos
americano. da escola e da comunidade
Arte a partir do Renascimento
Arte dos viajantes, o contato
do “velho e do novo mundo”
Arte Moderna

9ª Arte Moderna a partir do


Impressionismo
deverão fazer parte do
As vanguardas do início do
planejamento anual do
século XX
professor. (Não como
Arte Pop, OP, Povera,
elemento decorativo, mas
Instalações e novas
como área de conhecimento)
linguagens.

ENSINO MÉDIO

Série Conteúdo Eixos Condutores Sugestão de


encaminhamentos
metodológicos
1ª • Conceito de arte, beleza • A ênfase no Ensino Conforme a Metodologia
e estética (as diferenças e o Médio deverá ser a Triangular, as aulas de arte
estranhamento) arte brasileira e o deverão proporcionar:
• Manifestações artísticas contato com a arte • A contextualização
na atualidade contemporânea. social e histórica da arte;
• Formas de leitura da obra • A vivência do aluno • A leitura da obra – a
de arte: aspectos objetivos, em contato com a arte fruição;
subjetivos, estilísticos e faz parte de um • A produção - o fazer
sociais (contextualização) objetivo maior que é a artístico.
• Visitação a mostras de formação deste aluno
enquanto público que
arte e “descoberta da arte “
freqüente os espaços O professor deverá aproveitar
na comunidade e cidade
culturais e também e incluir os recursos
• Arte no Brasil – da pré- como produtor de arte tecnológicos e novas mídias
história aos dias atuais e cultura. nas suas propostas.
• Artistas catarinenses
Visitas, passeios(saída de
2ª • Funções da arte nos campo), participação em
diferentes períodos da recitais e espetáculos
história e na deverão ser proporcionados.
contemporaneidade
• Pop art, op art, art A disciplina deve ter em seu
povera, instalações e arte planejamento a organização
com novas mídias. ou participação em eventos
• Arte Conceitual culturais e artísticos que
envolvam a escola e a
• Novas linguagens: A
comunidade.
fotografia, cinema e vídeo-
arte

3ª • Manifestações artísticas,
padrões de beleza e
diversidade cultural através
da história e na atualidade;
• Arte e Sociedade : a
função social da arte
• Conceitos de
impressionismo, pós-
impressionismo, vanguardas
artísticas do Século XX;
• Modernismo no Brasil;
• Tendências da arte no
século XXI;
• Arte Aplicada na
sociedade industrial: O
Design: pesquisa e a
Publicidade;
• Arte e tecnologia: novas
linguagens
• Arte Catarinense e
artistas locais

3.2 ARTES CÊNICAS (TEATRO E DANÇA)


De 1º a 9º ano
Séries Conteúdos Eixos Condutores Sugestões de
encaminhamentos
metodológicos
1ª - Contação de histórias -Ação dramática e a Deve-se levar em conta que
- Dramatização: ação produção teatral deverão ser as artes cênicas nas séries
dramática os eixos condutores de toda iniciais devem propiciar aos
- Mímica a prática pedagógica nas alunos a imaginação, o jogo
- Jogos de Adivinhações: artes cênicas. dramático interno e os jogos
interface com Mímica de faz de conta;
- Teatro de formas animadas -Jogos teatrais.
em interface com artes Os conhecimentos dos
visuais (criação de -Improvisação Teatral. alunos e as situações do
personagens - recorte, cotidiano deverão ser
colagens, pinturas). -O conflito teatral deverá observadas, analisadas e
- Manipulação de silhuetas gerar a ação dramática. levadas em conta;
(objetos, os dedos, as mãos,
fantoches de fácil -Ao trabalhar a dança As atividades deverão
manipulação) enquanto linguagem artística estimular o desenvolvimento
- Teatro de sombras o professor deverá ter claro da percepção, da
- Improvisação de histórias que seus elementos interpretação, e da análise
- Introdução as noções de expressivos são: do comportamento humano,
espaço cênico, postura CORPO: Explora, estuda e da imaginação e a interação
dramático-teatral, e pesquisa quais são os tipos do sujeito com o mundo;
impostação vocal. de movimentos que o corpo
- Montagem de esquetes pode realizar no espaço. As atividades deverão
teatrais temáticas e/ou livres ESPAÇO: Local em que proporcionar que o aluno
- Interface com Dança e ocorrem os movimentos faça uso da linguagem
Expressão Corporal: corporais. Centro de análise dramática e seus elementos
exercícios de improvisação e exercício sobre os níveis específicos de interpretação
de Dança-Teatro. em que o corpo pode ocupar e produção teatral para que
o espaço, e sobre quais as possa apreciar e fazer
dimensões físicas o corpo teatro.
pode dançar.
TEMPO: Investiga e explora
a velocidade e os tipos de
variação de tempo do
movimento corporal
(pesquisa sobre o ritmo e a
duração).
ENERGIA: A dinâmica: quais
são, como são e de que
modo as resistências e
forças físicas que o corpo
pode atingir, manter, reduzir,
ampliar?
RELAÇÃO: Analisa e estuda
os modos da dança
individual, da dança coletiva,
da coreografia cênica e
dramática com objetos e
sem objetos cênicos; a
dança relacionada a outros
meio ambientes e a resposta
do corpo do dançarino e da
coreografia sobre o espaço
físico em que dança.
2ª - Contação com
representações de narrativas
do próprio grupo.
- Exercícios de improvisação
teatral.
- Noções de ocupação de
espaço cênico.
- Criação de esquetes
cênicas temáticas.
- Teatro de Vara.
- Teatro de Fantoches em
interface com artes visuais
(construção de
personagens).
- Expressão Corporal para a
Dança-Teatro.

3ª - Contação de histórias
- Leitura Dramática de contos
da Literatura Infantil
e Contos Universais
(Africanos, Europeus,
Asiáticos, Americanos,e
países da Oceania).
- Representação teatral dos
personagens da Literatura
Infantil.
- Criação de peças coletivas
- Exercícios de improvisação
teatral
- Introdução ao Figurino e à
Sonoplastia
- Criação de esquetes
cênicas
- Dança temática e exercícios
de Expressão corporal para
Dança-Teatro
- Análise dos tipos e estilos
de Dança
- Relações críticas com os
processos do fazer teatral.

4ª - Teatro em interface com


História da Arte
(Pré-História)
- A Construção de
personagens
- Leitura e adaptação de
peças teatrais.
- Concepção coletiva de
Figurino, Cenário e
Sonoplastia.
- Criação de esquetes
cênicas
Dança temática e exercícios
de Expressão corporal para
Dança-Teatro
- Análise dos tipos e estilos
de Dança
- Relações críticas com os
processos do fazer teatral.
- As Danças Afro-Brasileiras:
os estilos e as origens
5ª - Introdução aos jogos
dramáticos.
- Aulas práticas de Dança
Social e Expressão Corporal
para Dança-Teatro.
- Os níveis do corpo: baixo,
médio, alto
- Fundamentos da Dança-
Teatro: a tensão e o
relaxamento; a força e a
resistência; alongamento, a
gravidade e a postura para a
construção de personagens.
- História do Teatro: Teatro
na Grécia Antiga
- História da Dança: a dança-
ritual da Grécia Antiga
- História da Arte Pré-
Colombiana
- A dança religiosa no Antigo
Egito.
- A Origem dos gêneros
dramáticos: a tragédia, o
drama, a sátira, a comédia e
a tragi-comédia.
- A Comédia de Costumes

6ª - História da Arte: Idade Além das sugestões


Média metodológicas para a séries
- A Comédia Dell´Art inicias, as aulas de artes
- Tópicos para pesquisa: os cênicas deverão
Saltimbancos e a comédia de proporcionar que o aluno
costumes. O Arlequim. conheça e compreenda o
- Dramaturgia: Shakespeare contexto de criação em que
e o teatro universal. foram criadas as produções
- Os jogos dramáticos teatrais.
- Montagem de esquetes
teatrais As aulas deverão levar o
- Exercícios de Técnica aluno a gostar, apreciar e
vocal para construção de fazer teatro aplicando os
personagens. elementos teatrais
- Exercícios de Expressão específicos.
corporal para construção de
personagens

7ª - História da Arte: O
Renascimento
- A Dramaturgia Brasileira no
Renascimento
- Montagens teatrais de
cenas das peças do
Renascimento
- Teatro brasileiro no
Renascimento
- Estudos de Construção da
personagem
- Criação de esquetes
contexto coletivo
- Jogos dramáticos


- Barroco: a dramaturgia na
idade Moderna, Séc. XVI e
XVII
- Teatro no Rococó
- Exercícios de improvisação
teatral temáticos
- Jogos dramáticos
- Criação e apresentação de
esquetes teatrais temáticas
- Criação coletiva de textos
dramáticos
- Arte Moderna: a Dança, o
Teatro e Dramaturgia no
período Moderno

9ª - Arte Moderna
- História do teatro:
Stanislavski (direção,
concepções e
métodos)
- Teatro no séc. XX: Piscator,
Brecht.
- Arte contemporânea:
conceitos, produções.
Contextualização, estilos,
formas e linguagens.
- Exercícios de improvisação
teatral temáticos
- Jogos dramáticos
- Criação e apresentação de
esquetes teatrais temáticas
- Criação coletiva de textos
dramáticos

ENSINO MÉDIO

Séries Conteúdos Eixos Condutores Sugestões de


encaminhamentos
metodológicos
1ª - Introdução ao estudo sobre -Ação dramática e a - Utilizar os jogos teatrais, no
os dramaturgos e produção teatral desenvolvimento de
encenadores brasileiros deverão ser os eixos estratégias para analisar,
(clássicos e condutores de toda a relacionar e desenvolver
contemporâneos): prática pedagógica nas propostas de soluções
contextualização, estilos e artes cênicas. cênicas para situações do
linguagens. cotidiano.
- Leituras dramáticas de -Jogos teatrais.
textos da dramaturgia -Estabelecer através do
nacional -Improvisação Teatral. teatro na escola o
- Formação de equipes para desenvolvimento da
montagem de esquetes -O conflito teatral percepção, da crítica e da
teatrais. deverá gerar a ação interação do sujeito com a
- Exercícios de improvisação dramática. sociedade mundo.
teatral
- Criação coletiva da obra -Ao trabalhar a dança -Conhecer, contextualizar,
dramática enquanto linguagem analisar e criticar produções
- Interface com Literatura: artística o professor teatrais dos diversos períodos
estudo das origens, estilos e deverá ter claro que da história, seus estilos e
linguagens dos movimentos seus elementos gêneros dramáticos.
artísticos e literários. expressivos são:
- Teatro no Romantismo, e no CORPO: Explora, -Produzir, explorar e
Realismo estuda e pesquisa experimentar a linguagem
- Teatro contemporâneo (séc. quais são os tipos de teatral e seus elementos
XX e XXI): gêneros, formas e movimentos que o específicos.
linguagens. corpo pode realizar no
- Inovações e mídias espaço. -Experimentar e refletir o
tecnológicas na construção ESPAÇO: Local em fazer teatral.
dramática. que ocorrem os
movimentos corporais.
2ª - Revisão: História da Arte Centro de análise e
- Movimentos e períodos da exercício sobre os
arte universal níveis em que o corpo
- Introdução à Antropologia pode ocupar o espaço,
da Arte: interface com e sobre quais as
Sociologia e Etnografia. dimensões físicas o
*** ANTROPOLOGIA DA corpo pode dançar.
ARTE: Estudo do homem, TEMPO: Investiga e
suas atividades, sua cultura,a explora a velocidade e
época de vida, e conceitos os tipos de variação de
artísticos da mesma. tempo do movimento
- Formação de equipes para corporal (pesquisa
montagem de esquetes sobre o ritmo e a
teatrais. duração).
- Exercícios de improvisação ENERGIA: A dinâmica:
teatral quais são, como são e
- Criação coletiva da obra de que modo as
dramática resistências e forças
físicas que o corpo
3ª - Revisão: História da Arte pode atingir, manter,
- Movimentos e períodos da reduzir, ampliar?
arte contemporânea RELAÇÃO: Analisa e
(universal e brasileira) estuda os modos da
- Antropologia da Arte: dança individual, da
interface com Sociologia e dança coletiva, da
Etnografia. coreografia cênica e
*** ANTROPOLOGIA DA dramática com objetos
ARTE: Análises sobre a e sem objetos cênicos;
evolução artístico-social do a dança relacionada a
homem, suas atividades, sua outros meio ambientes
cultura,a época de vida, e e a resposta do corpo
conceitos artísticos da do dançarino e da
mesma. coreografia sobre o
- Formação de equipes para espaço físico em que
montagem de esquetes dança.
teatrais.
- Exercícios de improvisação
teatral
- Criação coletiva da obra
dramática
3.3 Música

Os conteúdos de Música estão organizados por blocos divididos em: Anos inicias (1º, 2º, 3º,
4º e 5º), Anos finais (6º, 7º, 8º e 9º) do ensino fundamental e Ensino Médio. Assim o fizemos
por que entendemos que uma proposta curricular de educação musical não deve limitar
conteúdos exclusivos para cada ano. Cabe ao educador musical, analisando cada situação
específica, selecionar a forma que organizará os conteúdos assim como as metodologias
aplicadas. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais:
Quando e como trabalhar os vários tipos de música levados para a sala de aula
vai depender das opções feitas pelo professor, tendo em vista os alunos, suas
vivências e o meio ambiente, e vai depender da bagagem que ele traz consigo:
vai depender de seu “saber música” e “saber ser professor de música”. (PCN's:
ARTE, Pg. 79)

Para que uma proposta de ensino de música obtenha êxito, se faz necessário
instrumentalizar as escolas, investir massivamente no ensino de música. As escolas
necessitam de uma sala específica para a disciplina, precisam dispor de instrumentos
musicais (melódicos, harmônicos e rítmicos), aparelhos de som e recursos tecnológicos para
o ensino de música.
Uma educação musical de sucesso não poderá ser feita diante das condições atuais
das escolas que, sem recursos, utilizam apenas a música para regular a rotina das crianças
ou para apresentações em dias de festa. O foco musical fica no professor, que muitas vezes
– se não na totalidade – leva seus instrumentos para a sala de aula, utiliza recursos próprios
e com um número excessivo de turmas e estudantes por sala, não consegue desenvolver um
ensino de música que contemple a demanda da disciplina. Ensinar música musicalmente,
principal apregoação de Swanwick (2003), é um desafio bastante árduo. Muito temos
conseguido fazer com métodos alternativos, instrumentos de materiais reciclados, flautas
doce, vozes e percussão corporal, mas ainda assim fica uma lacuna devido à falta de
instrumentos adequados.

Anos Iniciais (1º, 2º, 3º, 4º e 5º) e Anos Finais (6º, 7º, 8º e 9º)

Séries Conteúdos Eixos Condutores Sugestões de


encaminhamentos
metodológicos
Anos iniciais -Percepção Sonora; *Produzir sons com a O professor tem participação
do Ensino -Timbre voz, o corpo o entorno direta na escolha do melhor
Fundamental -Altura e com materiais método de trabalho à partir de
1º, 2º, 3º, 4º e 5º-Duração diversos; suas experiências e estudos,
anos -Intensidade *Exploração de vários fazendo uso dos métodos
-Melodia meios de produção existentes, para educação
-Andamento sonora; musical, que são: Willens,
-Ritmo *Organizar sons e Dalcroze, Orff, Kodály, Villa-
-Harmonia silêncios; Lobos, Suzuki, Paynter,
-Textura *Registros gráficos Schafer, Swanwick entre
-Forma convencionais ou não outros.
convencionais; Gravar as composições para
*Participar de jogos e audição com seus
brincadeiras musicais; educandos;
*Utilizar o Ritmo Dar enfase às brincadeiras
associado ao cantadas, mantendo o
movimento, danças e cuidado para não cair nas
expressões corporais; músicas de rotina o que torna
*Interpretar músicas e a prática condicionante
canções de diversas servindo à objetivos não
épocas e culturas; musicais;

Anos Finais do -Elementos Básicos da Enfoque no caráter O Professor deve escolher,


Ensino Música expressivo no sentido dentre as metodologias de
Fundamental -Parâmetros do som interpretativo educação musical, qual a que
6º ,7º,8º,9º -Percepção sonora Audição e apreciação: mais se adequará a sua
Anos -Paisagem sonora Ouvir e falar sobre um proposta de trabalhado.
-História da Música variedade de músicas
Ocidental gravadas e ao vivo,
-Compositores apresentando
-História da MPB contrastes de estilos,
-Instrumentos da Orquestra incluindo obras de
Acústica compositores famosos
-Voz e aparelho fonador e performances
-Escalas próprias, bem como de
-Figuras rítmicas e alturas outras composições e
-Compasso simples e improvisações;
composto Execução e
-Andamento composição:
-Ritmos Brasileiros Explorar e utilizar uma
-Timbres série de fontes sonoras,
-Construção de incluindo sua voz,
instrumentos corpo, sons do
-Música e mídia cotidiano e de
-Trilha sonora instrumentos de altura
-Exercícios vocais determinada e
-Percussão Corporal indeterminada.
Criar, selecionar e
organizar sons em
resposta a diferentes
estímulos
Desenvolver idéias
musicais simples
através de improvisos,
composições e arranjos
ENSINO MÉDIO

Séries Conteúdos Eixos Condutores Sugestões de


encaminhamentos
metodológicos
Ensino -História da música -Usos e funções da O Professor deve escolher,
Médio -Música e mídia música no cotidiano; dentre as metodologias de
-Indústria cultural -Habilidades motoras: educação musical, qual a que
-Estética Corporais, vocais e mais se adequará a sua
-Sistemas de musicais: instrumentais; proposta de trabalhado.
modal, tonal, atonal e outros; -Execução,
-Percussão corporal improvisação,
-Músicas de vanguardas do recriação e arranjos;
século XX -Classificação, análise
-Música contemporânea e reflexão e
posicionamento crítico;
-Audição, comparação
e discussão;
composição,
execução, apreciação

4 Sugestões de Referências:

4.1 Artes Visuais:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Temas de Filosofia. 3 ed. São Paulo, Ed. Moderna, 2005.

BEUTTENMÜLLER. Viagem pela Arte Brasileira. São Paulo, aquariana, 2002.

CAMPOS, Neide Palaez. A construção do olhar estético-crítico do Educador.


Florianópolis: Editora da UFSC, 2002.
COSTA, Cristina. Questões de Arte: a natureza do belo, da percepção e do prazer estético,
São Paulo, Ed. Moderna, 1999.

DERDYK, Edith. Formas de Pensar o desenho: Desenvolvimento do Grafismo Infantil. São


Paulo: Scipione, 1989.
DUARTE JR., João Francisco. Fundamentos Estéticos da Educação São Paulo: Cortez,
1981.
_____ . Por que arte-educação? Campinas: Papirus, 1983.
_____ . O sentido dos sentidos. 4 ed. Curitiba, Criar Edições Ltda., 2006.

FEIST, Hildegard. Pequena viagem pelo mundo da arte. São Paulo, Ed. Moderna, 1996

FUSARI, Maria F. de Rezende; FERRAZ, Maria Heloisa C. de T. Arte na educação escolar.


São Paulo, Cortez, 1992.
MEIRA, Marly Ribeiro. Filosofia da criação: reflexões sobre o sentido do sensível. Porto
Alegre: Mediação, 2003.
OLIVEIRA, Jô & GARCEZ, Lucília. Explicando a Arte. Rio de Janeiro, Ediouro, 2001

OLIVEIRA, Jô & GARCEZ, Lucília. Explicando a Arte Brasileira. Rio de Janeiro, Ediouro,
2004.

PEIXOTO, Maria Inês Hamann. Arte e Grande Público: A distância a ser extinta. Campinas,
SP: Autores Associados, 2003.
PILLAR, Analice Dutra.(Org.) A educação do Olhar no ensino das artes. Porto Alegre:
Mediação, 1999.
PILLOTO, Sílvia Sell Duarte; SCHRAMM, Marilene de Lima Korting (Org). Reflexões sobre
o Ensino da Arte. Joinville. Editora Univille, 2001.
RAMALHO e OLIVEIRA, Sandra. Imagem também se lê. São Paulo. Edições Rosari Ltda.,
2005
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada: Da pré-história ao pós Moderno. Rio de Janeiro,
Ediouro, 2004.

4.2 Artes Cênicas:

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São Paulo: HUCITEC, Campinas: UNICAMP, 1995

BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas: 128 – 131. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. BRECHT, Bertold. Pequeno Organom Para O Teatro
[ S.1.] : [ s.n.] , [1948].

CYPRIANO, Fabio. Métodos criativos da dança-teatro de Pina Bausch são investigados


em livro. Disponível em: www.Uol.com.br/diversao e arte. Acesso em : 31 de Junho de
2007.

FERNANDES, Ciane. A dança teatro de Pina Bausch: redançando a história corporal.


Disponível em: www.unirio.br/opercevejoonline/7/artigos/4/artigo4.htm. Acesso em: 31 de
Junho de 2007

GROTOWSKI, Jerzi. Em Busca de Um Teatro Pobre: 13-22. Rio De Janeiro : Civilização


Brasileira 1992

JAPIASSU, Ricardo. Metodologia do Ensino de Teatro. Papiros:2003.

MARQUES, Isabel. Dançando na Escola. Artigo Científico. Departamento de Metodologia


de Ensino - Faculdade de Educação. UNICAMP - USP. Junho/1997. Disponível em:
www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/03n1/artigo3.pdf
SPOLIN, Viola. Improvisação para o Teatro. Perspectiva:2003.
STANISLAVSKI, Constantin. A construção da Personagem. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1989.

4.3 Música:

HENTSCHKE, Liane; BEN, Luciana Del, Organizadoras. Ensino de Música: propostas


para pensar e agir em sala de aula. São Paulo: Moderna, 2003.

ANTUNES, Celso. Inteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência sonora. Rio de


Janeiro: Vozes, 2006.

SWANWICK, Keith. Ensinando Música Musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003.

BENNETT, Roy. Uma Breve História da Música. Rio de Janeiro: Zahar , 1998.
____________. Elementos básicos da música. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

BONA, Pasquale. Método Completo de Divisão Musical; São Paulo: Vitale, 1996.

BRITO, Teca Alencar de. Koellreutter educador: o humano como objetivo da educação
musical. São Paulo: Pierópolis, 2001.

COELHO, Teixeira. O que é industria cultural. São Paulo: Brasiliense. 1989.

FUBINI, Enrico. La estética musical desde la antigüedad hasta el siglo XX. Madrid:
Alianza Editorial, 1994.

GRIFFTHS, Paul. A Música moderna. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.

MED, Bohumil. Teoria da Música. Brasília: Musimed, 1996.

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PRIOLLI, Maria Luísa de Mattos. Princípios Básicos da Música para Juventude 1º vol.
Rio de Janeiro:14ª edição,1984.
_______. Princípios Básicos da Música para Juventude 2º vol. Rio de Janeiro:14ª
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SOUZA, Jusamara (Org.). Música, cotidiano e educação. Porto Alegre: UFRGS, 2000.
TATIT, Luiz. Análise semiótica através das letras. São Paulo: Ateliê, 2001.
TINHORÃO, José Ramos. Cultura popular: temas e questões. São Paulo: 34, 2001

WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das letras, 1989.
5 EQUIPE DE PRODUÇÃO:

Artes Visuais:
• Maria Cristina Fernandes Faria
• Marisa Mendes Corrêa
• Mirtes Giacomolli
• Vanderléa Pereira Alves da Luz

Artes Cênicas:
• Alessandra Impaléa
• Maria Gorete Schwinden Garcia

Música:
• Everton de Almeida
• Jaqueline Rosa

Coordenação:
• MSc. Maria Luiza Passos Soares

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