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VIII ENLICA

Encontro Nacional de Licenciatura em Ciências Agrária


VI SEMLICA
Semana de Licenciatura em Ciências Agrárias

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DO ALUNO

Suely de Lima Santos¹; Francineide Pereira Silva²

¹ Aluna do curso de Pedagogia do Instituto Teológico Pedagógico da Paraíba – INTEPPB.


Suely126@hotmail.com ;
² Professora Mestre do Departamento de Agrárias e Exatas, Campus IV, Universidade
Estadual da Paraíba. rochafranci@hotmail.com .

RESUMO

O presente trabalho visa mostrar a importância da família na e com a escola, focando


principalmente a educação do Século XXI, uma vez que esta é colocada como responsável
primordial pelo fracasso e sucesso dos alunos. O professor é um dos principais agentes de
mediação no processo educacional. Deve‐se mostrar como conhecedor de práticas didáticas‐
pedagógicas e metodológicas que auxilia o sujeito a conhecer o mundo e seus problemas, os
fatos sociais da realidade, as injustiças, a solidariedade, os valores construídos na sociedade
denominada da informação e comunicação. Contribuindo desse modo para que o aluno
possa caminhar com liberdade de expressão, e conseqüentemente de ação‐reflexiva. Para
que o educando tenha êxito será necessário descobrir o objetivo que deseja alcançar, a
escola precisa definir esses objetivos de forma ampla onde todos venham desempenhar o
seu papel social, o alvo principal deve ser o intelectual, emocional espiritual do indivíduo,
descobrir a capacidade de analisar, criticar, pensar argumentar além de tudo descobrir qual
o papel de cidadão dentro da sociedade.

Palavras‐chaves: Educação. Família. Escola.

INTRODUÇÂO

Sabe‐se que a educação, família e escola são componentes fundamentais para o


desenvolvimento humano. Nesse estudo não será trabalhado de forma efetiva todos os
elementos da educação que potencializa e possibilita o desenvolvimento humano dentro da
sociedade, em especifico na educação. Desta forma elencamos a família e a escola dentro
deste contexto social‐educacional para entendermos o desenvolvimento sócio‐pedagógico.
Abordar esta temática se pretende analisar as experiências vivenciadas no âmbito
escolar de forma que possa ajudar a compreender a participação família‐ escola, focando o
significado desses agentes na aprendizagem dos educando sob a perspectiva pedagógica

Campina Grande-PB, Realize editor, 2011, ISSN 2237-7476


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dialética freiriana. Dessa forma é importante não incidir sobre as partes isoladas no contexto
da educação, é necessário ser enfatizado aspectos que possibilite a construção de uma
relação intercomunicativa.
O trabalho abordou questões como: o significado da aprendizagem para que o aluno
conheça metodologias para melhorar os conhecimentos, aproximar mais família e escola
como parceiras indispensáveis no processo educacional, nas emoções com instrumentos de
aprender e ensinar dentro da percepção freiriana, isso, são fundamentais para a
aprendizagem do educando tanto no cotidiano como também nas experiências em sala de
aula. Como afirma Freire (2006, p.80‐81), a formação educacional do docente e do aluno
deve ser também humana “para que possa resultar em instrumento de transformação e
intervenção da realidade mais próxima e no mundo em que se insere o processo educativo,
na instituição escolar.”
Uma relação sem diálogo não vai ser proveitosa, segundo Freire (1994), em que os
educando absolvam uma aprendizagem mecânica, ignorando a construção do
conhecimento. Cabe ao professor auxiliar a importância do saber através do diálogo, é
através deste que os sujeitos encontram‐se no verdadeiro momento de aprendizagem
descobrindo o mundo a sua volta.
Para que venham desempenhar uma educação de qualidade pais e professores
devem trabalhar juntos para que as crianças aprendam, porém a educação de qualidade é
responsabilidade de toda comunidade em geral. Se analisarmos percebe‐se que a família é o
primeiro ambiente onde a criança convive e absorve as experiências previas. De acordo com
Gentille (2006), tanto a família como a escola tem o mesmo objetivo: procurar métodos para
fazer a criança desenvolver em todos os aspectos, levando‐os a desenvolver os
conhecimentos e aprendizagem na trajetória educacional.
De acordo com a percepção do autor observa‐se que o papel da escola é aprimorar
os conhecimentos prévios de cada aluno que traz de suas experiências pessoais, além do
mais oferece um ambiente de bens culturais como à leitura e escrita. Acredita‐se que a
formação intelectual do educando é mais ampla uma vez que deve ser contemplada a
interação entre família e escola. Relação esta de respeito e responsabilidade convertendo
num aproveitamento positivo pelos os educando em ambas as instituições.

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Educação significará como efeito, o desenvolvimento de toda estrutura de um


individuo até sua realização integral, e ao mesmo tempo, a afirmação de toda a realidade.
A educação é um típico “que‐fazer” humano, ou seja, um tipo de atividade que se
caracteriza fundamentalmente por uma preocupação, por uma finalidade a ser atingida. A
educação dentro de uma sociedade não se manifesta como um fim em si mesmo, mas como
um instrumento de manipulação ou transformação social segundo (LUCKESI, 1994, p.48).
Assim, observa‐se que a educação está vinculada ao processo social como um todo – família
e escola apresentadas como elementos fundamentais nesse processo de desenvolvimento.

CONSEQUÊNCIA DA NEGAÇÃO DO EDUCANDO COM A EDUCAÇÃO.


Somente uma educação com introdução a realidade humana e cósmica, à luz de uma
hipótese oferecida por uma “história” ou “tradição”, pode impedir sistematicamente no
jovem um ponto de partida desconcentrado e dissociado justamente por causa da
incoerência ou fraqueza com que lhe é proposta a verdade. (GIUSSANI, 2004, p.53).
Para Piaget, é neste período que acontece a formação do pensamento formal do
individuo, isso significa a passagem da vida infantil para adulto, são capaz de formular
problemas e criar hipóteses, ou seja, a descoberta da diferença máxima do sujeito e objeto.
De acordo com (RODRIGUES, 2003, p.20) a educação tem um relacionamento íntimo
com respeito à organização social do homem, de modo que demonstra a convivência entre a
sociedade humana e a educação, levando em consideração, a necessidade humana de uma
educação, visto que a mesma depende de todas as dimensões do ser humano.
Seguindo o pensamento do autor acima Luckesi (1994, p.38) diz que, “o objetivo
principal da educação é adaptar o indivíduo ao meio em que está inserido, integrando o
mesmo reforçando os laços para promover um corpo social”
Dessa forma ao analisar a questão sócio‐educacional, percebe‐se que a educação
reflete problemas sociais, desse modo será necessário investigar sua relação com o
desempenho escolar, pois não é viável compreendê‐la separadamente.
O homem em si tem a capacidade de prover dons naturais surpreendentes, podendo
assim raciocinar e desenvolver teorias capazes de suprir, ou restaurar a vida humana em sua
dimensão ética e moral. Ele com seus conhecimentos podem ter o universo ao seu alcance,

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assim consegue interpretar e investigar os fenômenos criando técnicas que facilite a vida e o
seu desenvolvimento em conjunto e a relação com a sociedade. Dessa forma, o
conhecimento processa um salto qualitativo a partir da apreensão da imagem concreta e
particular, até a colaboração da ideia, que se torna abstrata e universal. De acordo com
Luckesi (1994, p. 115):
[...] o educador é aquele que, tendo adquirido
o nível de cultura necessário para o desempenho de
sua atividade, dá direção ao ensino e a
aprendizagem. Ele assume o papel de mediador entre
a cultura elaborada, acumulada e em processo de
acumulação pela humanidade, e o educando.

O professor do século XXI é um dos principais agentes de mediação no processo


educacional, deve trabalhar como um facilitador no acesso a informações, deve‐se mostrar
como conhecedor de práticas didáticas‐pedagógicas e metodológicas que auxilia o sujeito a
conhecer o mundo e seus problemas, os fatos sociais da realidade, as injustiças, a
solidariedade, os valores construídos na sociedade denominada da informação e
comunicação. Contribuindo desse modo para que o aluno possa caminhar com liberdade de
expressão, e conseqüentemente de ação‐reflexiva. Em contra partida o aluno deve respeitar
o espaço escolar, valorizando o professor sabendo aproveitar a magia do momento, o
encantamento do aprender‐ensinar‐aprender. No processo ensino‐aprendizagem o aluno é
dos sujeitos e o construtor do processo. A aprendizagem envolve sempre alguma mudança
de comportamento ou situações, e isto só acontece na pessoa do aprendiz.
No sistema escolar, o profissional deve tornar seu saber pedagógico uma alavanca
desencadeadora de mudanças, não somente ao nível da escola que é parte integrante, mas
também ao nível do sistema social, econômico e político. Desse modo, a reflexão sobre a
importância e o papel do professor e do seu relacionamento com os educando, vai bem mais
além, pois estamos diante de constantes mudanças onde o “novo” sempre traz expectativas
onde muitas vezes são obscuras, deixando os profissionais perdidos.

A IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR NO DESENVOLVIMENTO DO ALUNO


O professor é agente de educação integral e não apenas transmissor de
conhecimentos; e é de vital importância promover o desenvolvimento de seu aluno levando

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a adquirir atitudes, práticas, reflexão, orientando‐o e assistindo‐o na promoção de um


ambiente escolar mais significativo. LÜCK (2002, p. 28) afirma que:
“o professor é a figura central na formação dos
educandos, é ele quem forma no aluno o gosto ou o
desgosto pela escola, a motivação ou não pelos
estudos; o entendimento da significância ou
insignificância das áreas e objetos de estudos; a
percepção de sua capacidade de aprender, de seu
valor como pessoa” [...]

A vida cotidiana é a objetivação dos valores e conhecimentos do sujeito dentro de


uma circunstância, através dela que se faz concreta a prática pedagógica, no caso do
professor. A vida cotidiana está organizada em torno do aqui agora, do presente do sujeito.
O cotidiano produz através da experiência formas diversas de perceber a realidade que
passam pelos sentidos, lembranças e emoções.
Vivemos numa sociedade de mudanças constantes, nossas culturas estão sendo
influenciada por culturas diferentes da nossa na qual estamos inseridos, isso pode ser
ocasionado por meio de tanta tecnologia, pois está levando a sociedade a perder os seus
costumes, tornando‐se uma sociedade única com as mesmas percepções, levando ao
homem perder a sua origem de modo que o ser humano é induzido a fazer não o que deseja,
mas o que a sociedade lhe impõe. Porém cabe a cada um tomar iniciativa e não deixar que
certas inovações, influência de outros padrões culturais, invada sua condição humana
tornando‐ os todos iguais.
As pessoas dentro da sociedade estão trocando um caminho de incertezas por conta
da imposição da sociedade, que tudo não está referente à educação, que isto tudo é visto na
nossa educação social, por conta da diversidade cultural das pessoas. Na educação do futuro
o individuo deve entender a sua posição no mundo como: questionar e modificar suas ideias,
não aceitar o que lhe impõem ter novas percepções de mundo, se preocupando mais com a
humanidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho proporcionou mostrar a importância da família e a escola no
desenvolvimento educacional do individuo, expondo os pontos positivos e negativos na

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formação socio‐educacional, a fim de alternativas que possibilite um ensino e aprendizagem


de qualidade. Percebe‐se que a educação depende da relação família/escola, elas precisam
estar interligadas, pois uma depende da outra para um possibilitar mais qualidade no
desenvolvimento educacional do educando.
O professor deve inovar seus conhecimentos para competir com as inovações
tecnológicas do século XXI, a escola precisa acompanhar as tecnologias para que não seja
ultrapassada, e possa suprir as necessidades do discente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de


Janeiro: Paz e Terra, 1994.

_________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de


Janeiro: Paz e Terra, 2006. (revisado)

GENTILLE, Paola. Parceiros na Educação. Ed. São Paulo. 2006.

GIUSSANI Luigi. Educar é um risco: como criação de personalidade e de histórica; tradução


Neófita Oliveira—Bauru: EDESC, 2004. ; 21 cm—(Coleção Plural)

LÜCK, Heloisa. Ação Integrada: Administração, Supervisão e Orientação Educacional. 19ª


edição. Petrópolis: 2002. Editora: Vozes.

LUCKESI, C. C. Filosofia da Educação/ Cipriano Carlos Luckesi. – São Paulo: Cortez, 1994. –
p.30. (Coleção magistério. 2º grau. Serie formação do professor)

RODRIGUES, N. Por uma nova escola: o transitório e o permanente na educação. 13ª. ed.
São Paulo: Cortez, 2003.

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A VISÃO DOS ALUNOS SOBRE O CURRÍCULO DE CIÊNCIAS NATURAIS UTILIZADOS


PELOS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL

Claudio Luiz de Souza¹; Jonathan Pereira da Silva²; Adriano Magno da Silva Fernandes³;
Ademir Guilherme de Oliveira 4; Catarina de Medeiros Bandeira5.

1 Graduando em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias, Universidade Federal da Paraíba.


Email:claudioluizpn@hotmail.com

2 jonathancchsa@hotmail.com

3 adrianomsf@hotmail.com

4 Ademir Guilherme de Oliveira Prof. Msc. da Universidade Federal da Paraíba– UFPB/DAP ‐


Campus de Bananeiras, PB. Email: ademircchsa@hotmail.com

5 Catarina de Medeiros Bandeira Profª. Msc. da Universidade Federal da Paraíba –


UFPB/DAP ‐ Campus de Bananeiras, PB. Email: catmbio@hotmail.com

RESUMO ‐ Este trabalho teve por objetivo realizar uma investigação sobre a visão dos alunos
em relação ao currículo de Ciências Naturais utilizado pelos professores no Ensino
Fundamental. O universo pesquisado constou de 254 alunos do sexto ao nono ano que
estudam no turno tarde no Ensino Fundamental da Escola Municipal “MLSM”. Para tanto, foi
utilizada uma amostra composta de 40 alunos. A partir dos resultados da investigação
constatou‐se que o currículo é operacionalizado de forma fragmentada, tendo em vista que
os discentes não manipulam materiais concretos, e nem refletem sobre os conhecimentos
científicos da natureza e suas interfaces com a diversidade humana e ambiental. Portanto,
diante do posicionamento dos alunos, evidenciaram‐se as seguintes questões preocupantes:
inexistência de laboratório de Ciências na escola; os recursos de ensino utilizados no
cotidiano do trabalho docente com o currículo de ciências não estão contribuindo para a
aprendizagem dos alunos. Os discentes não são informados sobre a importância dos
conteúdos de ciências para a vida prática dos mesmos.

PALAVRAS‐CHAVE: currículo, ciências, alunos.

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INTRODUÇÃO

A atual crise de paradigma no cotidiano da prática educativa está cada vez mais
presente nas aulas de Ciências do ensino Fundamental, nas escolas públicas. A forma como
essas aulas estão sendo ministradas tem implicações no processo ensino e aprendizagem e,
consequentemente, na qualidade da modalidade de ensino ofertada.

Nossa pretensão quanto à realização do presente estudo surgiu a partir dos


diálogos informais que tivemos com os professores do Ensino Fundamental. Nesses contatos
com os docentes percebe‐se que a visão instrumental está presente no cotidiano do
trabalho docente com o currículo, durante as aulas de ciências. Essa postura adotada pelos
professores estimula uma aprendizagem fragmentada sobre os conhecimentos das ciências
naturais e suas interfaces com a diversidade das atividades humanas e as questões
ambientais. Diante do exposto, constata‐se que os conteúdos ministrados pelos professores
de ciências são desvinculados da problemática vivenciada pelos alunos no cotidiano de suas
práticas sociais. Nessa perspectiva, a formação discente ocorre em desacordo com as
finalidades previstas na nova LDB expressas em Brasil (1996) conforme a seguir: “A
educação, dever da família e do estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. (BRASIL, 1996, p.
14)

Diante do exposto, o cotidiano da prática pedagógica dos professores que atuam


na disciplina ciências no segundo segmento do Ensino Fundamental deve propiciar a
operacionalização de um currículo contextualizado e interdisciplinar, resultando na
assimilação ativa dos conhecimentos e desenvolvimento de habilidades e atitudes dos
alunos; sobretudo, quanto à possibilidade de utilização dos conteúdos científicos
significativos nas suas práticas sociais. O trabalho docente com o currículo de ciências deve
ser concebido a fim de que o aluno desenvolva competências propiciadoras da compreensão
do mundo capaz de atuar como cidadão crítico na realidade social, utilizando os

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conhecimentos científicos e tecnológicos. Nessa perspectiva, os Parâmetros Curriculares


Nacionais de Ciências Naturais estabelecidos por Brasil (2001) sugere que,

Para pensar sobre o currículo e sobre o ensino de Ciências


Naturais o conhecimento científico é fundamental, mas não
suficiente. É essencial considerar o desenvolvimento cognitivo
dos estudantes relacionado à suas experiências, sua idade, sua
identidade cultural e social, e os diferentes significados e
valores que as Ciências Naturais podem ter para eles, para que
a aprendizagem seja significativa (BRASIL, 2001, p. 27).

Portanto, justifica‐se a realização do aludido estudo, tendo em vista a realização


do trabalho docente com currículo de ciências naturais no segundo segmento do ensino
fundamental a partir de uma visão contextualizada e interdisciplinar, contribuindo para a
aprendizagem ativa e significativa do aluno.

DESCRIÇÃO METODOLOGICA

O presente estudo se propôs a realizar um estudo em relação à visão dos alunos


sobre o currículo de Ciências Naturais utilizado pelos professores do Ensino Fundamental.
Trata‐se de uma investigação qualitativa e quantitativa.

O contexto investigado foi representado pela Escola Municipal de Ensino


Fundamental “LLSM” na cidade de Arara, Estado da Paraíba. No primeiro momento,
procedeu‐se a um levantamento bibliográfico a fim de fundamentar o objeto de estudo e no
segundo, realizou‐se a coleta dos dados através da pesquisa de campo.

O universo da pesquisa constou de 254 alunos do turno tarde que estudam na


unidade de ensino supracitada. Nessa perspectiva, a amostra foi representada por 40
(quarenta) alunos do sexto ao nono ano da referida modalidade de ensino.

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A coleta dos dados na pesquisa de campo foi realizada através da aplicação de


questionário estruturado com oito questões objetivas em relação ao tema estudado. Quanto
à pesquisa bibliográfica, a mesma ocorreu a partir da leitura em livros, artigos e textos da
internet.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

EXISTÊNCIA DE LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS NA ESCOLA

A partir da pesquisa de campo, evidenciou‐se que na amostra de alunos


investigados, 95,00% deles responderam que “não” existe laboratório de ciências na escola,
5,00% disseram que “não sabem” e; nenhum discente se pronunciou de forma positiva “sim”
sobre a questão. Portanto, essa análise mostra que na opinião da maioria dos alunos
inquiridos, não existe laboratório na Escola destinado à realização das aulas práticas
referente aos conteúdos de ciências no segundo segmento do Ensino Fundamenta.

OS RECURSOS DE ENSINO EMPREGADOS DURANTE AS AULAS AJUDAM OS ALUNOS NA


APRENDIZAGEM DOS CONTEÚDOS DE CIÊNCIAS?

Com base na pesquisa de campo junto aos alunos investigados, 15,00% deles
afirmaram que os recursos de ensino empregados durante a aula “sempre” ajudam os
alunos na aprendizagem de ciências; 7,50% disseram que “raramente”, 7,50% disseram que
“às vezes” e; 70,00% optaram pela alternativa segundo a qual esses recursos de ensino
“nunca” contribuem para a aprendizagem dos alunos. Nessa perspectiva, na opinião da
maioria dos discentes, o recurso de ensino utilizado no cotidiano do trabalho docente com o
currículo de ciências não está contribuindo para o processo de ensino e aprendizagem.

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DURANTE AS AULAS OS ALUNOS SÃO INFORMADOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DE CIÊNCIAS


PARA A VIDA PRÁTICA?

De acordo com os dados obtidos na pesquisa de campo, constatou‐se que na


amostra representativa dos alunos investigados, 7,50% afirmaram que durante as aulas os
alunos “sempre” são informados sobre a importância de ciências para a vida prática; 20,00%
responderam que essa condição apenas “às vezes” acontece; 10,00% disseram que
“raramente” e; 62,5% se posicionaram que “nunca” ocorre. Nesse sentido verificou‐se que a
maioria dos alunos pesquisados considera que nunca são informados sobre a importância de
ciências para a vida prática dos mesmos.

AMBIENTE DA APRENDIZAGEM EM QUE OS ALUNOS DEMONSTRAM MAIOR INTERESSE E


MOTIVAÇÃO

A partir da pesquisa de campo realizada com os alunos, constatou‐se que 10,00%


deles informaram que a “sala de aula” é considerada o ambiente da aprendizagem em que
os alunos demonstram maior interesse e motivação; 60,00% afirmaram que é o laboratório
e; 30,00% disseram que é o “ambiente vivo”. Nessa ótica, verificou‐se que a maioria dos
discentes investigados acha que a sala de aula é o ambiente que desperta maior interesse e
motivação para a aprendizagem dos mesmos.

OS CONTEÚDOS DE CIÊNCIAS MINISTRADOS EM SALA DE AULA AJUDAM OS ALUNOS A


ESTABELECER A UNIDADE ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA?

Com base na amostra de alunos entrevistados, 2,50% deles, afirmaram que


“sempre” os conteúdos de ciências ministrados em sala de aula ajudam os alunos a
estabelecer a unidade entre a teoria e a prática; 12,50% disseram que essa condição apenas

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“às vezes” ocorre; 65,00% responderam “raramente” e; 20,00% optaram pela alternativa
“nunca”. Diante dessa análise, evidenciou‐se que a maioria dos alunos considera que apenas
em alguns momentos, os conteúdos da referida disciplina ajudam os discentes a relacionar a
unidade entre a teoria e a prática.

METODOLOGIA EMPREGADA PELOS PROFESSORES DURANTE AS AULAS DE CIÊNCIAS

A pesquisa evidenciou que a partir da amostra dos alunos investigados, 72,50%


afirmaram que o “método expositivo” representa a metodologia empregada pelos
professores durante as aulas de ciências; 7,50% responderam “método grupal”; 17,50%
disseram que é o “método misto” (expositivo + grupal); 2,50% optaram pelo “método
prático” e; nenhum discente se posicionou em torno da alternativa “método experimental”.
Diante dessa análise, constatou‐se que na visão da maioria dos alunos pesquisados, o
método expositivo é utilizado com maior freqüência nas aulas da disciplina ciências.

CONCLUSÃO

A partir da análise dos resultados concluiu‐se que no cotidiano da escola


pesquisada os alunos têm se deparado com aulas de ciências, nas quais, o currículo é
operacionalizado de forma fragmentada, tendo em vista que os discentes não manipulam
materiais concretos e nem refletem sobre os conhecimentos científicos da natureza e suas
interfaces com a diversidade humana e ambiental.

Portanto, diante do posicionamento dos alunos evidenciaram‐se as seguintes


questões preocupantes: inexistência de laboratório de ciências na escola; os recursos de
ensino utilizados no cotidiano do trabalho docente com o currículo de ciências não estão
contribuindo para a aprendizagem dos alunos; os discentes não são informados sobre a
importância dos conteúdos de ciências para a vida prática dos mesmos; o período de
realização das aulas práticas de ciências ocorre apenas de forma esporádica; eventualmente,

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os alunos manipulam materiais laboratoriais, durante as aulas dos conteúdos de ciências; a


sala de aula representa o ambiente da aprendizagem que desperta maior interesse e
motivação dos alunos; os educandos consideram que apenas em alguns momentos, os
conteúdos de ciências ajudam os mesmos a relacionar a unidade entre a teoria e a prática e;
o método expositivo é utilizado com maior freqüência nas aulas de ciências.

Por último, a fim de minimizar os problemas aqui evidenciados, sugere‐se a


implementação de um plano de formação continuada voltado para o atendimento dos
professores de ciências em relação aos parâmetros curriculares nacionais de ciências
naturais e outros paradigmas sobre o currículo. Entretanto, há necessidade do sistema de
ensino assegurar as condições básicas quanto à disponibilidade dos recursos materiais e
laboratoriais necessários ao trabalho docente no cotidiano das aulas de ciências.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

BRASIL – Parâmetros Curriculares Nacionais de Ciências Naturais. In: Secretaria de Educação


Fundamental. Brasília‐DF. MEC/SEF. 2001.
BRASIL – Parâmetros Curriculares Nacionais (5ª a 8ª Séries): Introdução aos Parâmetros
Curriculares Nacionais. 21. In: Secretaria de Educação Fundamental. Brasília‐DF. MEC/SEF.
1998.
LDB Nº 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. In: MEC/CNE/CEB. Brasília‐
DF. 1996.

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A VIVÊNCIA ESCOLAR E O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DOS ALUNOS DE


LICENCIATURA

FLAVIANA GONÇALVES DA SILVA¹; WELLISON FILGUEIRAS DUTRA¹; IZAAC MENEZES DE OLIVEIRA¹;


LUANNA MARIA BESERRA FILGUEIRAS¹; FRANCINEIDE PEREIRA SILVA²;

1Graduandos do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Agrárias.


flavianagoncalves.16@hotmail.com. Catolé do Rocha‐PB. CEP: 58884‐000.

2 Professora Mestre do Departamento de Agrárias e Exatas, Campus IV, Universidade Estadual da


Paraíba. rochafranci@hotmail.com. Catolé do Rocha‐PB. CEP: 58884‐000.

Resumo: O Estágio Supervisionado nas licenciaturas busca proporcionar a compreensão do processo


de ensino‐aprendizagem referido à prática da escola, considerando tanto as relações que se passam
no seu interior com seus participantes, quanto às relações das escolas entre si, como as instituições
inseridas num contexto imediato, assim em um determinado contexto geral. Objetivou‐se analisar a
importância do estágio supervisionado e a vivência na Escola Agrotécnica do Cajueiro, realizando um
diagnóstico local, verificando como ocorre à prática e a rotina escolar. Nesse momento, temos a
chance de verificarmos como se constrói um espaço de produção de conhecimento sobre a prática
pedagógica desenvolvida no cotidiano da escola pública, através de um processo de análise e de
reflexão, nos aproximou‐se da realidade escolar, a fim de se compreender melhor os desafios que se
deve enfrentar no momento da prática do estágio e até mesmo no mercado de trabalho, de forma
crítica. Utilizou‐se a metodologia participativa através da observação, mapeando‐se os principais
momentos da realidade desta escola. O momento que se conheceu os alunos, suas dificuldades,
peculiaridades e anseios. Observou‐se como a escola se organizou para receber os alunos verificando
qual postura deve‐se ter ao estagiar dentro de uma realidade de ensino.

Palavras‐chaves: Estágio. Ensino. Licenciatura.

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ÁCIDO SALICÍLICO EM CONCENTRAÇÕES DE BIOESTIMULANTE STIMULATE® EM SEMENTES PRÉ‐


EMBEBIDAS DE ALGODÃO
1 2
James Luis da Costa e Silva , Napoleão Esberard de Macedo Beltrão

1
Graduando em Agronomia, Campus II CCA (UFPB), E‐mail: jamescnpa@live.com;
2
Embrapa Algodão. E‐mail: napoleao@cnpa.embrapa.br

RESUMO ‐ Considerando a grande importância potencial do algodão, quanto à produção de


fibras e fitomassa, objetivou‐se com este trabalho avaliar os efeitos das concentrações de
ácido salicílico juntamente com o biorregulador stimulate® (promotor de crescimento) em
sementes pré‐embebidas de algodão, assim como estabelecer concentrações no que se
refere à aplicação via semente. O experimento foi desenvolvido em condições de casa de
vegetação, Embrapa ‐ Algodão. Utilizou‐se sementes de algodão (Gossypium hirsutum L.),
cultivar BRS 8H embebidas por 24 horas, com o ácido salicílico nas dosagens de (0, 20, 40 e
60mg por 0,5kg de sementes) e o promotor de crescimento Stimulate® nas doses de (0, 4, 8
e 12 mL por 0,5kg de semente e como controle 10,5ml de água destilada). Foi adotado um
delineamento experimental em blocos ao acaso com quatro repetições, em esquema fatorial
4x4, resultando em 16 tratamentos. O promotor de crescimento stimulate® na maior dose
do bioestimulante com o ácido salicílico apresentou em geral, os resultados mais favoráveis
sobre a percentagem de germinação, o vigor de plântulas e o crescimento inicial das plantas,
porém não foi significativo quanto ao tempo de embebição no índice de velocidade de
germinação.

Palavras‐chave: biorregulador, crescimento, Gossypium hirsutum L

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ACÚMULO DE BIOMASSA SECA E PROTEÍNAS EM PLANTAS DE MILHO ADUBADAS COM


GLUTAMINA, ASPARAGINA E ALANTOÍNA

Diego Anderson Morais do Nascimento1, Ronaldo do Nascimento2, José Wilson da Silva


Barbosa3, Jailma Ribeiro de Andrade3, Aryadne Ellen Vilar de Alencar1.

Ronaldo do Nascimento1, Diego Anderson Morais do Nascimento2, Aryadne Ellen Vilar de


Alencar2, José Wilson da Silva Barbosa3, Jailma Ribeiro de Andrade3,.

1
Professor Associado da Unidade Acadêmica de Engenharia Agrícola (UFCG/CTRN).
ronaldo@deag.ufcg.edu.br
2
Alunos do curso de Graduação em Agronomia da UFPB. Areia ‐ PB.
3
Alunos de Mestrado do Programa de Pós Graduação em Engenharia Agrícola
(UFCG/CTRN). wilsonufcg@hotmail.com

Resumo: A produtividade do milho é mantida graças à adubação nitrogenada, esse nutriente é


usado para síntese de clorofilas, aminoácidos, proteínas, vitaminas, enzimas e hormônios,
tornando‐se de vital importância para que a planta possa atingir o desenvolvimento normal e
formar grãos de qualidade. Entre os elementos essenciais à vida da planta, há cerca de três
vezes mais átomos de nitrogénio na matéria seca do que qualquer outro. As plantas cultivadas
em casa de vegetação com temperatura controlada de 28 ± 1°C e UR 80 %. Foram utilizadas
sementes de milho, cultivar BRS 3060, de uso comum no Rio Grande do Sul, cultivadas em vasos
de polietileno com capacidade para 1,5 kg de areia lavada como substrato. As plantas de milho
foram tratadas com diferentes fontes de nitrogénio. O volume aplicado de cada fonte foi
inicialmente de 5 mL c após de 10 mL para todos os vasos. Em cada vaso foi utilizada uma
"proteção plástica" a fim de evitar a contaminação do substrato com ureia. o presente trabalho
teve como objetivo avaliar o desempenho de plantas jovens de milho, adubadas via foliar com
ureia, isolada e associada a diferentes aminoácidos, através da relação C :N.

Palavras‐chave: milho, aminoácidos, uréia

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Introdução

O milho é uma Poaceae, com produção mundial que supera 600 milhões de toneladas de
grãos. Em termos geográficos a região centro‐sul é responsável por mais de 90% da produção
nacional, sendo o Paraná o estado com maior representatividade dessa cultura (SAASC, 2003;
ABM, 2003). O milho no Rio Grande do Sul é cultivado em todas as microrregiões geográficas. A
grande capacidade de adaptação, aliada à sua utilidade, faz com que ele seja a cultura
económica mais disseminada no estado (Indicações Técnicas, 2001). No Brasil esta cultura é de
grande importância para o agronegócio nacional, como de base de sustentação para a pequena
propriedade, constituindo um dos principais imsumos no complexo agroindustrial brasileiro,
além dos inúmeros benefícios de sua utilização na rotação de culturas no sistema de plantio
direto (Teixeira, 2004).

A produtividade do milho é mantida graças à adubação nitrogenada, esse nutriente é


usado para síntese de clorofilas, aminoácidos, proteínas, vitaminas, enzimas e hormônios,
tornando‐se de vital importância para que a planta possa atingir o desenvolvimento normal e
formar grãos de qualidade. Entre os elementos essenciais à vida da planta, há cerca de três
vezes mais átomos de nitrogénio na matéria seca do que qualquer outro (Santos et ai., 2004).

As principais formas pelas quais o nitrogénio é incorporado à planta são o nitrato (NO3)
e o aunônio (NH4+), sendo a utilização via solo não muito eficiente devido as perdas por
lixiviação ou cflesnitrificação (Strieder, 2003), além da volatilização que sofre a ureia (Ernani et
ai., 2003).

Urna alternativa para minimizar tais perdas seria a incorporação do nitrogénio (N) via
adubação foliar, através de aminoácidos como fontes orgânicas de N, trazendo como benefícios
a rápida incorporação dos mesmos ao metabolismo da planta, como se fossem sintetizados por
ela rmesma, atuando no seu crescimento e desenvolvimento (Raven, 2001).

A forma de nitrogénio disponível afetará a quantidade absorvida que por sua vez poderá
influenciar a relação carbono:nitrogénio (C:N) nas plantas.

Diante do exposto o presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho de


plantas jovens de milho, adubadas via foliar com ureia, isolada e associada a diferentes
aminoácidos, através da relação C :N.

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Metodologia

As plantas cultivadas em casa de vegetação com temperatura controlada de 28 ± 1°C e


UR 80 %. Foram utilizadas sementes de milho, cultivar BRS 3060, de uso comum no Rio Grande
do Sul, cultivadas em vasos de polietileno com capacidade para 1,5 kg de areia lavada como
substrato. As plantas de milho foram tratadas com diferentes fontes de nitrogénio, a saber:
Ureia 1%; Ureia 1% + Glutamina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% + Asparagina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1%
+ Alantoína (1,2 mgN/ mL), e controle sem nitrogénio (H2O) aplicadas via foliar, sendo que em
todos os tratamentos foi colocado 0,2 mL de dispersanteyeí ou. Aos cinco dias após a
emergência (DAE) foi feita a primeira aplicação das diferentes fontes, sendo que esta se repetiu
a cada cinco dias até o término do experimento. Nos intervalos das aplicações foi fornecida às
plantas solução de Hoagland (Hoagland & Arnon, 1938), modificada, sem nitrogénio. O volume
aplicado de cada fonte foi inicialmente de 5 mL c após de 10 mL para todos os vasos. Em cada
vaso foi utilizada uma "proteção plástica" a fim de evitar a contaminação do substrato com
ureia. Aos 30 DAE as plântulas foram levadas ao laboratório para realização das análises
bioquímicas. O teor de proteína foi determinado pelo método de Bradford (1976). A relação C:N
foi obtida através da razão entre massa seca total das plantas e o teor de proteínas, .

A unidade experimental constituiu‐se de um vaso contendo duas plantas. Os


tratamentos, repetidos cinco vezes, foram dispostos inteiramente ao acaso e os seus efeitos
testados pelas médias obtidas que foram comparadas pelo teste Tukey a l % de probabilidade.

Resultados e Discussão

A relação C:N (Tabela 1), foi maior no controle sem nitrogénio, tanto na parte aérea
quanto nas raízes, possivelmente este resultado deve‐se ao menor conteúdo de proteína
apresentado no controle sem nitrogénio, em relação aos demais tratamentos.

Como não houve grande variação na massa seca (dados não mostrados), o fator que
contribuiu para menor relação C:N foi o maior teor de proteínas presentes nos tratamentos com
ureia isolada e associada aos aminoácidos, visto que a relação C:N é dada pela razão entre os
conteúdos de massa seca e proteínas solúveis totais.

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Não houve diferença significativa na relação C:N na parte aérea entre as diferentes
fontes de nitrogénio; no entanto na raiz, a ureia quando associada à asparagina causou
decréscimo na relação C.N em comparação às outras fontes de nitrogénio (Tabela 1).
Comparando‐se a ureia isolada com a associação ureia mais asparagina na raiz o decréscimo na
relação C:N deste último tratamento foi de 50 %. Para a estimativa da relação C:N, tomou‐se por
base o cociente entre o conteúdo de massa seca tcotal e o teor de proteínas solúveis totais.
Tendo em vista que não houve alterações significativas no acúmulo de massa seca das raízes, o
decréscimo na relação C:N provavelmente foi devido ao maior teor de proteínas nas raízes sob o
fornecimento de ureia e asparagina.

Esse aminoácido não atua apenas como precursor de proteínas, mas também como um
elemento‐chave no transporte e no armazenamento do nitrogénio, devido à sua estabilidade e a
elevada razão nitrogênio:carbono (2N:4C) (Taiz & Zeiger, 2004). Provavelmente, ocorreu um
maior transporte da asparagina até as raízes onde foi investido como fonte nitrogenada para a
produção de proteínas neste órgão vegetal.

Tabela 1. Relação carbono/ nitrogénio (C:N), na parte aérea (PA) q sistema radical (SR), em
plantas jovens de milho pulverizadas com água (A), ureia isolada 1% (U), e em
associação com, alantoína (aln), glutamina (gln) e asparagina (asn), aos 30 DAE.

Tratamento Relações C:N

PA SR

Água 0,0112 a 0,0582 a

Uréia 0,0074 b 0,0396 b

U + aln 0,0078 b 0,0358 b

U + gln 0,0084 ab 0,0348 b

U + asn 0,0094 ab 0,0198 c

CV (%) 18,45 15,83

**Médias seguidas de letras minúsculas distintas, na coluna, diferem entre si, pelo teste Tukey à 1 %
de probalidade.

Conclusões

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Conclui‐se que o tratamento com ureia isolada e associada aos diferentes aminoácidos,
toma a relação C:N menor, em plantas jovens de milho, tanto na parte aérea quanto nas raízes.

Referências

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Gazeta, Santa Cruz, 2003. 136p.

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A.; MOTTER, F. O efeito do fertilizante nitrogenado na germinação e crescimento inicial do milho
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Sulbrasileira de Feijão, Lages ‐ SC, 2003. p. 191‐195.

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RAVEN, P.H.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal. 6a ed. Rio de Janeiro: Guanabara
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SANTOS, L.P.; VIEIRA,C.; SEDIYAMA, T.; SEDIYAMA, C.S. Adubação nitrogenada e molibdíca na
cultura da soja: influência sobre a maturação, índice de colheita e peso médio das sementes.
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SÍNTESE ANUAL DA AGRICULTURA DE SANTA CATARINA, v.l, Florianópolis: Instituto CEPA/SC.


Secretaria de Estado da Agricultura e Política Rural. p. 81‐86. 2003.

STRIEDER, M.L.; COSER, R.P. da S; SILVA, P.R.F.; ARGENTA, G.; RAMBO, L.;
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reunião Técnica Catarinense de Milho e Feijão. VI Reunião Sulbrasileira de Feijão, Lages ‐ SC.
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TEIXEIRA, D. V. Milho: superando limites de produtividade. Informativo, Ano XXII, n. 166. Jun
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ACÚMULO DE FITOMASSA DURANTE O CRESCIMENTO INICIAL DE DIFERENTES CULTURAS


SOB ESTRESSE SALINO EM SOLOS DO AGROPÓLO MOSSORÓ‐ASSU

José Leôncio de Almeida Silva1, José Francismar de Medeiros2, Samara Sibelle V. Alves3,
Iarajane B. do Nascimento4, Paulo Sérgio Fernandes Linhares5, Maria Laiane do Nascimento
Silva5, Cezar Augusto M. Rebouças5.
1
Bolsista do CNPq e graduando em Agronomia. Departamento de Ciências Ambientais e
Tecnológicas (DCAT), UFERSA, Mossoró‐RN. E‐mail: jose_leoncio100@yahoo.com.br
2
Eng. Agr. Bolsista do CNPq. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.
3
Doutoranda em Fitotecnia, do DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.
4
Eng.Agr. D.Sc., Bolsista PDJ do INCTsal do DCAT da UFERSA. Mossoró‐RN.
5
Graduandos em Agronomia. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.

Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar o acúmulo de fitomassa durante o crescimento

inicial de diferentes culturas sob estresse salino em solos do agropólo Mossoró‐Assú. O


experimento foi conduzido nos meses de maio a julho de 2010, em casa de vegetação, do
Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas – UFERSA. Foram utilizados dois tipos
de solos, S1: Argissolo Vermelho‐amarelo e S2: Cambissolo háplico. As águas utilizadas para
irrigação foram coletadas em poços de água salobra do Juazeiro – UFERSA, com salinidade
média de 5,56 dS m‐1(SALOBRA) e água do abastecimento urbano com salinidade em torno
de 0,56 dS m‐1(BOA). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em
esquema fatorial 2x3x5, com três repetições, sendo dois tipos de solos, três níveis de
salinidade e cinco culturas (melão, feijão, milho, sorgo e pimentão). Diante dos resultados
obtidos constatamos que houve decréscimo na massa seca das culturas em função do
aumento da salinidade da água de irrigação.

Palavras‐chave: Fitomassa. Estresse Salino. Diferentes tipos de Solos.

Trabalho desenvolvido com recursos do CNPq; Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas,


UFERSA, Mossoró, RN;

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ACÚMULO DE FITOMASSA SECA E PARTIÇÕES NO MELÃO GÁLIA SUBMETIDO A


DIFERENTES NÍVEIS DE SALINIDADE*

Paulo Sérgio Fernandes Linhares1, José F. de Medeiros2, Iarajane Bezerra do Nascimento3,


Ciro Igor Torres Sizenando5, Damiana C. de Medeiros4, José Leôncio de A. Silva5, Antônia
Adailha T. Souza5

1
Bolsista PET e graduando em Agronomia. Departamento de Ciências Ambientais e
Tecnológicas (DCAT), UFERSA, Mossoró‐RN. E‐mail: paulo.catole@hotmail.com
2
Eng. Agr. Bolsista do CNPq. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.
3
Eng.Agr. D.Sc., Bolsista PDJ do INCTsal do DCAT da UFERSA. Mossoró‐RN.
4
Professora Adjunta da UFRN, Natal‐RN
5
Graduandos em Agronomia. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.

RESUMO: Objetivou‐se avaliar a alocação de massa seca nos diferentes órgãos da planta do
meloeiro em função de diferentes níveis de salinidade da água de irrigação e estágios de
desenvolvimento da planta, em Mossoró – RN. O delineamento experimental utilizado foi o de
blocos casualizados, em parcelas subdivididas, apresentando nas parcelas cinco níveis de
salinidade da água (0,54, 1,48, 2,02, 3,03 e 3,90 dS m‐1) e nas subparcelas três estágios de
desenvolvimento da planta avaliados em três épocas de coleta de plantas (15, 30 e 45 dias após o
transplante ‐ DAT). Conclui‐se que todos os parâmetros de crescimento avaliados foram afetados
pela salinidade da água de irrigação. O efeito da salinidade sobre a área foliar e massa seca de
folhas foi variável de acordo com a fase de desenvolvimento das plantas, e o maior acúmulo de
massa seca no meloeiro pele de sapo ocorre aos 45 DAT.

Palavras‐chave: Cucumis melo L.. Crescimento. Qualidade da água.

*Trabalho desenvolvido com recursos do CNPq; Departamento de Ciências Ambientais e


Tecnológicas, UFERSA, Mossoró, RN;

INTRODUÇÃO

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A produção de melão no Rio Grande do Norte se concentra no polo agrícola Mossoró‐


Açu e na Chapada do Apodi, englobando a região semiárida, próxima à zona litorânea, na
qual predominam altos níveis de sais no solo e na água de irrigação. Nessas áreas, a intensa
evaporação, a deficiência em drenagem e o próprio uso de fertilizantes, têm aumentado os
problemas com a salinidade, prejudicando o rendimento das culturas (MEDEIROS, 2001).
A salinidade pode promover a queda dos rendimentos das culturas pelo efeito
osmótico, ou seja, restringindo a absorção de água, com consequentes implicações para os
processos fisiológicos, a salinidade pode levar a intoxicação das plantas, mediante a
presença de íons específicos na água de irrigação, e ainda, por promover desbalanços
nutricionais, pois esta interfere na cinética de absorção de nutrientes.
Devido à importância econômica do melão na região de Mossoró, os técnicos e
produtores sentem a necessidade de obtenção de informações atualizadas que lhes
permitam obter produção elevada, como, por exemplo, verificar o comportamento dessa
cultura em relação à tolerância ao nível de salinidade da água de irrigação. Nesse caso, a
análise de crescimento que, permite avaliar o desenvolvimento da planta é de fundamental
importância para buscar os parâmetros alcançados e a produtividade. Desse modo, o
trabalho teve como objetivo avaliar a alocação de massa seca nos diferentes órgãos da
planta do meloeiro quando submetidas a cinco níveis de salinidade da água em três épocas
de avaliação.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzida na Fazenda Pedra Preta situada à margem direita da BR


304, no Km 13, localizada no município de Mossoró, estado do Rio Grande do Norte a 34m
de altitude e coordenadas geográficas: 4º 39’ 39” S e 37°23’13” .O solo da área
experimental foi classificado como Argissolo Amarelo (EMBRAPA, 1999). Foram coletadas
amostras de solo antes do preparo e avaliadas as características química. Na Tabela 1 estão
os resultados das análises química de solo.

Camada pH MO P K+ Mg+ Ca2+ Mg2+ H+Al3+ CTC

Cm água g Kg‐1 Mg.dm‐3 ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ mmolc dm‐3 ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐

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0‐20 8,0 3,0 10,0 1,1 9,0 9,0 4,0 18,0 32,1

Tabela 1. Caracterização química do solo da área experimental, Mossoró‐RN, 2008.

A cultura utilizada foi o melão Gália, que apresenta uma produtividade na região de
25 a 30 t/ha‐¹. A semeadura foi realizada no segundo semestre de 2008, em bandejas de
poliestireno de 128 células preenchidas com substrato agrícola comercial. Utilizou‐se
espaçamento de 2,0 x 0,4 m, resultando numa população de 12.500 plantas por hectare.
O delineamento utilizado foi blocos casualizado, com quatro repetições. Os
tratamentos constaram de cinco concentrações de sais na água de irrigação que equivale as
seguintes condutividades elétricas (S1‐0,54; S2‐1,48; S3‐2,02; S4‐3,03 e S5‐3,9 dS m‐1). Para
obtenção destes níveis salinos foram utilizadas duas águas, a primeira proveniente do
aquífero Arenito‐açu, correspondente a água de menor salinidade (0,54 dS m‐1); e a outra
proveniente do aquífero localizado no Calcário Jandaíra, correspondente a água de maior
salinidade (3,90 dS m‐1). Os demais níveis salinos foram obtidos pela mistura dessas duas
águas e suas condutividades elétricas monitoradas antes das irrigações. No início e durante o
experimento foram realizadas análises químicas dessas águas, cujos resultados são
mostrados na Tabela 3.
Tabela 2. Análise química das águas utilizadas no experimento.
Água CE pH Ca2+ Mg+ K+ Na+ Cl‐ HCO3‐ CO3‐2

Fonte dS m‐1 Água ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ mmolc dm‐3 ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐

Açu 0,54 7,15 1,80 0,50 0,53 0,79 1,60 4,10 0,35

Jandaíra 3,90 6,90 15,2 2,80 0,15 19,00 25,20 4,80 0,20
* Análise qualitativa.

Durante a execução do experimento foram coletadas plantas e frutos em diferentes


estágios de desenvolvimento da planta (15 dias – crescimento inicial; 30 dias – floração
plena; 45 dias ‐ frutificação plena). A colheita do melão ocorreu de dezembro de 2008 a
janeiro de 2009. As características avaliadas foram: fitomassa seca de caule, folha e frutos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 3. Partição de massa seca total em plantas do meloeiro irrigado com águas de diferentes
níveis de salinidade.

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Salinidade Massa seca* Dias após transplantio (DAT)

(dS m‐1) 15 30 45

MSC (%) 30,3 30,6 8,7

MSF (%) 69,7 16,9 23,8


0,54
MSFR (%) 0,0 52,5 67,5

MST (%) 100,0 100,0 100,0

MSC (%) 27,3 26,1 11,3

MSF (%) 72,7 27,4 29,6


1,48
MSFR (%) 0,0 46,5 59,1

MST (%) 100,0 100,0 100,0

MSC (%) 27,4 28,0 8,0

MSF (%) 72,6 27,2 24,1


2,02
MSFR (%) 0,0 44,8 67,9

MST (%) 100,0 100,0 100,0

MSC (%) 30,0 35,8 10,0

MSF (%) 70,0 19,7 29,3


3,03
MSFR (%) 0,0 42,8 60,7

MST (%) 100,0 100,0 100,0

MSC (%) 30,3 26,4 13,2

MSF (%) 69,7 33,6 26,1


3,90
MSFR (%) 0,0 40,0 60,7

MST (%) 100,0 100,0 100,0

*MSC – Massa seca de caule; MSF – Massa seca de folhas; MSFR – Massa seca de frutos; MST –
Massa seca total

Aos 15 DAT a massa seca de folhas (MSF) nas plantas de meloeiro correspondeu
percentagem média de 70% do acúmulo total de massa seca das plantas, enquanto que a

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massa seca dos caules (MSC) representou cerca de 20%. Aos 30 DAT houve variação na
partição de massa seca nas diferentes partes da planta, de forma que houve aumento na
participação da MSC (31,1%) e inicio da participação da massa seca de frutos (MSFR), com
participação média de 17,4%, e redução na MSF (52,5%). Na última avaliação (45 DAT) houve
praticamente estabilização da MSC (9%) redução na MSF (67,4 %) e aumento considerável
na MSFR (23 %).
De forma geral, pôde‐se verificar que, mesmo sendo as folhas os principais órgãos
responsáveis pelos processos fotossintéticos, esses órgãos são os que apresentam maiores
reduções em virtude do crescimento dos frutos. Esses resultados demonstram que os frutos
são os principais drenos de fotoassimilados desta espécie. Silva Júnior et al. (2006)
verificaram, para este mesmo híbrido, a partição de massa seca da cultura foi de 58% para
MSF+MSC e de 42% para MSFR, valor este bem abaixo do obtido neste trabalho. No entanto,
esses autores atribuem essa menor participação da MSFR ao severo ataque da mosca
minadora que ocorreu naquele experimento, tal fato não ocorrido neste trabalho.
Medeiros et al. (2008) avaliaram o acúmulo de massa seca em duas cultivares de
meloeiro (Orange flesh e cantaloupe) e constataram que as folhas e caules perfizeram cerca
de 32,9 e 45,6%, enquanto que a MSFR contribuiu com 67,1 e 54,5%. Lima (2001),
trabalhando com oito híbridos de melão mostrou que as plantas alocaram 25 a 40% de
fitomassa seca na parte aérea e de 60 a 70% nos frutos. Com base nesses valores, os dados
obtidos para MSC, MSF e MSFR neste trabalho, no final do ciclo da cultura estão próximos
aos valores encontrados por esses autores.

CONCLUSÃO

O efeito da salinidade sobre a área foliar e massa seca de folhas foi variável de acordo com a fase
de desenvolvimento das plantas, e o maior acúmulo de massa seca no meloeiro Gália ocorre aos
45 DAT.

REFERÊNCIAS

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salinidade da água de irrigação. Revista Brasileira Ciências Agrárias, Recife, v.3, n. 3, p. 242‐
247. 2008.

SILVA JÚNIOR, M. J.; MEDEIROS, J. F.; OLIVEIRA, F. H. T.; DUTRA I. Acúmulo de matéria seca e
absorção de nutrientes pelo meloeiro “pele‐de‐sapo”. Revista Brasileira de Engenharia
Agrícola e Ambiental, Campina Grande, v.10, n.2, p.364–368, 2006.

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ACÚMULO DE MATÉRIA SECA DO MELÃO AMARELO (Cucumis melo L.) SUBMETIDO A DIFERENTES
NÍVEIS DE SALINIDADE*

Paulo Sergio F. Linhares1, José Francismar de Medeiros2, Iarajane B. do Nascimento3, Damiana C. de


Medeiros4, José Leôncio de Almeida Silva5, David de H. Campelo5, Keivianne da S. Lima5.
1
Bolsista PET e graduando em Agronomia. Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas
(DCAT), UFERSA, Mossoró‐RN. E‐mail: paulo.catole@hotmail.com

2
Eng. Agr. Bolsista do CNPq. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.

3
Eng.Agr. D.Sc., Bolsista PDJ do INCTsal do DCAT da UFERSA. Mossoró‐RN.

4
Eng. Agrônomo. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.

5
Graduandos em Agronomia. DCAT da UFERSA, Mossoró‐RN.

Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar o acúmulo de matéria seca do melão amarelo

(cucumis mello L.) submetido a diferentes níveis de salinidade. O experimento foi conduzido na
Fazenda Pedra Preto situado à margem direita da BR 304, no Km 13, localizada no município de
Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. As plantas coletadas foram embaladas e transportadas
para o laboratório de irrigação e salinidade da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA),
onde foram separadas em caule, folha e frutos. Após a secagem foram pesadas em balança com
precisão 0,01 g, obtendo‐se a fitomassa seca total, através da soma da fitomassa seca das folhas, do
caule e dos frutos. Diante dos resultados obtidos constatamos que para o acúmulo e partição de
massa seca observou‐se aos 15 DAT (dias após o transplantio) a massa seca de folhas (MSF)
correspondeu percentagem média de 69,97% do acúmulo total de massa seca das plantas, enquanto
que a massa seca dos caules (MSC) representou 30,05%. Aos 30 DAT houve variação na partição de
massa seca nas diferentes partes da planta, de forma que houve aumento na participação da MSC
(35,40%) e inicio da participação da massa seca de frutos (MSFR), com participação média de 28,87%,
e redução na MSF (36,98%). Na avaliação realizada aos 45 DAT verificou‐se que a menor participação
foi MSC (14,64%), e redução na MSF (32,68%) e aumento na MSFR (53,58%). Na última avaliação (60
DAT) houve praticamente estabilização da MSC (12,48%) redução na MSF (24,93%) e aumento
considerável na MSFR (63,70%).

Palavras‐chave: Irrigação. Salinidade. Cucumis melo L.

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*Trabalho desenvolvido com recursos do CNPq; Departamento de Ciências Ambientais e


Tecnológicas, UFERSA, Mossoró, RN.

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ADUBAÇÃO ORGÂNICA COM BIOFERTILIZANTE E DIFERENTES FONTES DE MATÉRIA ORGÂNICA NO


CRESCIMENTO DE MUDAS DE PINHEIRA

Rita Anilda de Lima¹; Jacinto Rômulo Guedes de Paiva¹; Rita de Cassia Paiva Gomes¹; Raimundo
Andrade2 ; Samia Valesca lima¹

¹Graduados em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias pela Universidade Estadual da Paraíba


Campus IV Catolé do Rocha/PB. E‐mail: ritamoca2@hotmail.com

³Professor Doutor Departamento de Agrárias e Exatas, Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV


Catolé do Rocha/PB. E‐mail: raimundoandrade@uepb.edu.br

Introdução

A pinheira (Annona Squamosa, L.) também conhecida como ata ou fruta‐do‐conde pertence
à família Anonaceae e é uma das espécies do gênero Annona, de maior expressão
econômica no Brasil, por apresentar demanda crescente no mercado consumidor, em razão
de ser considerado por muitos como um dos melhores frutos do mundo (MAIA et al., 1986).
As novas mudas devem receber desbrotas frequentes para retirar os novos brotos que
aparecem até 35 cm da superfície do solo. As mudas mais vigorosas com maior altura são de
sementes provenientes de frutos uniformes que produzem maiores numero de folhas, maior
diâmetro e maior porcentagem de germinação (MANICA 2003).

As sementes devem ser obtidas de produtores idôneos, de modo a garantir a qualidade, a


sanidade e a vigor necessárias para um bom desempenho na fase de produção de mudas. As
sementes, uma vez colhidas, devem ser secas, beneficiadas e armazenadas adequadamente para que
não percam o seu valor germinativo em curto espaço de tempo (NOGUEIRA, 2001).

Até pouco tempo, o saco plástico foi o recipiente mais utilizado no Brasil para a produção
de mudas florestais (FERNANDES et al., 1986). Entretanto, o grande inconveniente deste recipiente é

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ser impermeável e provocar forte enovelamento das raízes, como relata Simões (1987), podendo
prejudicar o crescimento futuro das mudas após o plantio.

O biofertilizante é um composto biológico completo de nutrientes essenciais que pode ser


disponibilizado para as plantas aplicando no solo na irrigação ou via foliar os resíduos naturais
derivados de excrementos de animais e da decomposição orgânica (MALA VOLTA, 1984).

Metodologia

A pesquisa foi desenvolvida durante o período de 26 de outubro de 2010 a 27 de fevereiro de


2011, no Centro de Ciências Humanas e Agrárias da Universidade Estadual da Paraíba, em condições
de ambiente protegido numa estufa agrícola, no Campus, IV localizado no município de Catolé do
Rocha, PB, cujas coordenadas geográficas são 6º20’38” S; 37º44’48” W; e uma altitude de 275 m
acima do nível do mar.

O crescimento das mudas foi mensurado através de medições das seguintes variáveis: fitomassa
seca da folha, caule, raiz relação parte aérea, e comprimento da raiz. As mudas de pinheira foram
obtidas por meio de semeio das sementes obtidas de pé francas, e produzidas em sacos de
polietileno preto com 25,5 cm de altura e 9,0 cm de diâmetro, utilizando‐se diferentes fontes de
matéria orgânica oriundos de húmus de minhocas, esterco bovino e caprino bem curtido

. A água para suprimento da irrigação teve como fonte um aqüífero, poço amazonas próximo
ao local do experimento. A análise da água foi realizada pelo Laboratório de Irrigação e Salinidade
(LIS) do Centro de Tecnologia e Recursos Naturais da Universidade Federal de Campina Grande ‐
UFCG.

Os dados foram analisados e interpretados a partir de análise de variância (Teste F) e pelo confronto
de médias pelo teste de Tukey, conforme Ferreira (1996). Foi utilizado o programa estatístico SISVAR‐
5.0 para obtenção das análises.

Resultados e Discussão

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De acordo com o resultado da análise de variância observou‐se efeito significativo (p< 0,01)
para a fitomassa seca das folhas de plantas de pinheira nas aplicações de diferentes dosagens de
biofertilizante. Pela tendência dos resultados mostrados na (Figura 1) percebe‐se que na medida em
que se eleva a dosagem de biofertilizante nas mudas de plantas de pinheira, diminui‐se a fitomassa
seca das folhas de plantas (g.planta‐1) apresentando um comportamento linearmente decrescente,
verificando‐se uma diminuição de 0,29% em comparação com os dados obtidos na aplicação de
diferentes dosagens de biofertilizante.

Os dados apresentados por Dantas et al, (2010) estudando o crescimento de mudas de


pinheira o qual, obteve a fitomassa seca das folhas valores médios de 2,13 (g.planta‐1) o que estão de
acordo com os resultados obtidos na presente pesquisa ao apresentar em média 3, 92 (g.planta‐1).

Aplicação de dosagens de biofertilizante sobre fitomassa seca de folhas de pinheira

3,5
Fitomassa seca folhas (g.plan

2,5

1,5

1 y = -0,0093x + 3,176
R2 = 0,927
0,5

0
0 40 80 120 160
Dosagens de biofertilizante

Figura 1. Fitomassa seca da folha em função da aplicação de dosagens

de biofertilizante, Catolé do Rocha, PB, 2011.

O tratamento submetido à aplicação da fonte de matéria orgânica esterco caprino,


proporcionou um melhor desempenho (Figura. 2), superando húmus de minhocas e esterco bovino
em 3,77% e 0,39%, respectivamente

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Aplicação de diferentes fontes de matéria orgânica na produção de mudas de pinheira

F3 2,56

F2 2,55

F1 2,25

Figura 4:Fitomassa das folhas em função das fontes de matéria orgânica

Fonte:F1=Húmus de minhoca,F2=Esterco Bovino,F3=Esterco Caprino

As dosagens de biofertilizante se ajustaram ao modelo linear sobre o peso seco do caule (g.planta‐1),
conforme apresentado na (Figura 3). Observa‐se que houve um decréscimo dos seus valores médios
com o incremento da dosagem de biofertilizante até a dosagem 160 mL/planta/vez, apresentando
uma redução brusca para a dosagem (D5), da ordem de 0,92, verificando‐se um coeficiente de
determinação da ordem de 0,85 (Figura 3). Apresentando um comportamento linearmente
decrescente, verificou‐se uma diminuição de 0,15% por aumento unitário na aplicação de diferentes
dosagens de biofertilizante. Os dados referentes a presente pesquisa não corroboram com os
resultados obtidos por Dantas et al., (2010), estudando o crescimento de mudas de pinheira.

Aplicação de dosagens de biofertilizante sobre fitomassa seca do caule de pinheira

2,5
Fitomassa seca caule (g.plan

1,5

1
y = -0,0054x + 1,93
0,5 R2 = 0,8584

0
0 40 80 120 160
Dosagens de biofertilizante

Figura 3. Fitomassa do caule em função da aplicação de dosagens de biofertilizante

Catolé do Rocha, PB, 2011.

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De acordo com os resultados da análise de variância observou‐se que não houve efeito significativo
para a fitomassa seca do caule de mudas de pinheira quando submetidas à aplicação de diferentes
fontes de matéria orgânica, por sua vez, em relação ao tratamento submetido à aplicação da fonte
de adubação húmus de minhoca, proporcionou um melhor desempenho (Figura 4), superando o
esterco bovino e esterco caprino em 41,66% e 6,25%, respectivamente, estatisticamente não teve
efeito significativo porem ouve uma tendência.

Aplicação de diferentes fontes de matéria orgânica na produção de mudas de


pinheira

F3 1,6

F2 1,2

F1 1,7

Figura 4. Fitomassa do caule em função das fontes de matéria orgânica

Catolé do Rocha PB 2011.

Fonte: F1=Húmus de minhoca, F2=Esterco Bovino, F3=Esterco Caprino

Conclusões

A fitomassa seca foliar e radicular decresceram com o aumento das dosagens


de biofertilizante, entretanto a aplicação esterco caprino proporcionou um melhor
desempenho de mudas de pinheira em ambiente protegido.

Aumentando‐se as dosagens de biofertilizante, observou‐se uma redução na


fitomassa seca do caule, com melhor desempenho para a fonte de matéria orgânica
húmus de minhocas

Referências

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FERNANDES, P.S. et alii. Sistemas alternativos de produção de mudas de Eucaliptos. Boletim técnico
do Instituto Florestal, São Paulo, 40A(1): 237‐45 1986.

MAIA, G. A.; MESQUITA, J. A. D.; BARROSO, M.A.T.; FIGUEIREDO, R.W.D.


Características físicas e químicas da ata. Revista de Pesquisa Agropecuária Brasileira,
v. 21, n. 10, p. 1072‐1076, 1986.

MANICA, I. Propagação. IN: MANICA, I. ET al.(Ed). Frutas Anonáceas: ata ou pinha,


atemolia cherimólia e graviola: Tecnologia de Produção, Pos‐colheita e mercado.
Porto Alegre, cinco Continentes, 2003, cap.5, p139‐348.

MALAVOLTA, E. Aspectos gerais dos fertilizantes fluidos. In: SEMINÁRIO SOBRE


FERTILIZANTES

FLUIDOS, 1984, São Paulo. Trabalhos apresentados. São Paulo ANDA/POTAFOS,


1984.

NOGUEIRA, H. P. Produção de Mudas. Viçosa‐MG. Ed: Aprenda Faci

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DUBAÇÃO ORGÂNICA COM DIFERENTES TIPOS E DOSES DE BIOFERTILIZANTES NO


CRESCIMENTO DE PIMENTA‐DE‐CHEIRO

Josimar Nogueora da Silva1; Lucimara Ferreira de Figueredo2; Julierme Andrade de Lira1;


Paulo Cássio Alves Linhares1; Ricardo de Sousa Silva1; Raimundo Andrade3
1
Graduandos em Licenciatura em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. E‐
mail: josimar2160@hotmail.com; juliermeandrade@hotmail.com;
paulo_linhares2011@hotmail.com; ricardo.cousa.silva@hotmail.com.
2
Mestranda em Ciências Agrárias, UEPB/EMBRAPA ALGODÃO. E‐mail:
lucimara.uepb@gmail.com.
3
Professor do Departamento de Agrárias e Exatas, Campus IV da UEPB. E‐mail:
raimundoandrade@uepb.edu.br

Resumo: o cultivo de pimenta possui um bom retorno financeiro, apresentando‐se como


uma alternativa de geração de emprego e renda, sem degradar o meio ambiente através da
produção orgânica. No presente estudo buscou‐se avaliar a influência das doses e dos tipos
de biofertilizantes no crescimento de pimenta‐de‐cheiro. O trabalho foi realizado em
ambiente protegido pertencente ao Setor de Vivericultura da UEPB, Campus‐IV, Catolé do
Rocha – PB, no ano de 2010. O delineamento experimental adotado foi inteiramente
casualizado, estudando‐se 4 tipos de biofertilizantes (T1= Biofertilizante comum de esterco
bovino;T2= Biofertilizante enriquecido com farinha de rocha e cinza de madeira; T3=
Biofertilizante com soro comum; T4= Biofertilizante com soro enriquecido com farinha de
rocha e cinza de madeira) e 5 dosagens (D1= 0,0; D2= 10; D3= 20; D4= 30; D5= 40
mL/planta/vez). Avaliou‐se o diâmetro do caule (DC); altura de planta (AP); número de folhas
(NF). Portanto, as concentrações 25% húmus + 75% solo foram as que propiciaram maior
ganho em fitomassa de mudas de pimentão. Portanto, a pimenta‐de‐cheira suporta doses
elevadas de biofertilizantes e apresenta um bom desenvolvimento nos biofertilizantes a base
de esterco bovino comum e soro enriquecido no semiárido paraibano.

Palavras‐chave: Capsicum L., agricultura familiar; caracterização biométrica.

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AGRICULTURA FAMILIAR, UM ESTUDO REALIZADO NA COMUNIDADE DE VÁRZEA


COMPRIDA NO MUNICÍPIO DE PIRPIRITURA ‐ PB

Natanaelma Silva da Costa1 – UFPB; Natali Azevedo da Silva2 – UFPB; Leonardo de Oliveira
Barbosa3 ‐ UFPB; Breno Henrique de Sousa4 ‐ UFPB; George Firmino do Nascimento5 –
EMATER

1
Discente do Curso de Graduação em Ciências Agrárias Licenciatura Plena – CCHSA – CEP
58220‐000 Bananeiras – PB Email: ampnatanaelma2@yahoo.com.br
2
Discente do Curso de Graduação em Ciências Agrárias Licenciatura Plena
3
Discente do Curso de Graduação em Ciências Agrárias Licenciatura Plena
4
Docente do Departamento de Educação
5
Extensionista da Empresa de Assistência Técnica – PB CEP 58200‐000

RESUMO
Objetivou‐se com esse trabalho levantar informações quantitativas e qualitativas quanto à
agricultura familiar em uma localidade do município de Pirpirituba – PB; assim como
também identificar problemáticas existentes quanto à agricultura familiar na localidade.
Para que se alcançasse os objetivos traçados foram usados como procedimentos
metodológicos a realização de entrevistas com 10 agricultores familiares. Essa entrevista foi
conduzida de acordo com os preceitos da Pesquisa Ação Participante, o que tornou o
processo de execução do trabalho muito mais dinâmico e produtivo. A produção local é
basicamente feijão e milho, seguidos de bovinos e aves no âmbito de produção pecuária, a
produção é praticamente toda vendida à atravessadores o que inferioriza
consideravelmente os lucros com a venda do excedente, pois grande parte do que se produz
é consumido pela família. Com o estudo foi averiguado que há um potencial produtivo
considerável na localidade, mas que não se tem investimento ou assistência técnica que
subsidie o aumento da produção local.

Palavras‐chaves: Pesquisa ação participante, agricultura familiar, pequeno produtor

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AJUSTE DE FUNÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO DE PROBABILIDADE À TEMPERATURA MÍNIMA DE IGUATU

Aline da Silva Alves 1; Joaquim Branco de Oliveira2; Edmilson Gomes Cavalcante Junior1; Paula
Carneiro Viana1; Priscila de Melo Evangelista Maia1; Francicleiton Freires do Carmo1; Herlon Bruno
Ferreira Barreto1

1
Mestranda em irrigação e drenagem – UFERSA. Bolsista CAPES. Departamento de ciências
ambientais e tecnológicas. CEP: 59.625‐900. Mossoró ‐ RN. Email: tidaline@gmail.com

2
Prof. M. Sc do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE, Campus Iguatu
CEP: 63500‐000. Iguatu ‐ CE. Email: joaquimbranco@ifce.edu.br

Resumo: O Objetivo deste trabalho foi verificar o ajuste da série dados e obter a distribuição
de probabilidade da temperatura mínima para a região de Iguatu (CE), relativa à série
histórica de 1961 – 2005 (30 anos). Cada mês foi dividido em períodos de quinze dias e os
ajustes das funções de distribuição de probabilidade Beta, Gama, Gumbel, Log‐normal,
Normal e Weibull foram verificados com os testes de Kolmogorov‐Smirnov, a 20% de
significância, e qui‐quadrado, a 5% de significância. Os dados de temperatura mínima
apresentaram melhor ajuste às funções Log‐normal e Normal e os piores resultados de
ajuste foram apresentados pela função Gama.

Palavras‐chave: Kolmogorv‐Smirnov, qui‐quadarado, significância, temperatura mínima

Introdução

O conhecimento da precipitação pluvial, temperatura, umidade relativa do ar,


evaporação, direção e velocidade do vento, radiação solar global, ocorrência de orvalho,
nevoeiro, granizo, geadas entre outros, é um importante instrumento na tomada de
decisões relacionadas às atividades agropecuárias (FILHO et al., 2004). Entre essas variáveis
climáticas, a temperatura, definida como o nível de aquecimento do ar, é reflexo direto da
radiação solar. A radiação absorvida pela atmosfera aumenta a temperatura do ar e
contribui para o aumento do processo de evapotranspiração.

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Na ausência de dados de radiação solar, a temperatura pode ser usada como


indicativo de energia no sistema estudado. A temperatura mínima do ar ocorre antes do sol
nascer e a máxima entre as 2 e 3 horas após o meio dia.
Lima (2005) cita que no Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) dispõe de
321 estações meteorológicas convencionais. Das quais, apenas 232 medem a insolação e
somente 58 a radiação por meio de actiniógrafos. Diante da pouca disponibilidade de dados
tão essenciais ao cálculo da evapotranspiração surge a necessidade de trabalhar e verificar
se há falhas na série dos dados de elementos climatológicos mais disponíveis, para que
sejam usados posteriormente em formas alternativas de cálculo da Eto, como a sugerida pelo
boletim FAO 56, que indica procedimentos para a estimativa desses elementos. Um desses
procedimentos consiste na estimativa a partir de dados de temperaturas máxima e mínima.
O objetivo deste trabalho foi verificar o ajuste da série de dados de temperatura
mínima da cidade de Iguatu‐CE em escala quinzenal às funções de distribuição de
pobabilidade Beta, Gama, Gumbel, Log‐normal e Normal e Weibull.

Metodologia

Os dados de temperatura mínima, alternados entre os anos de 1961 a 2005,


utilizados na pesquisa foram obtidos da Estação Climatológica Principal (ECP) de Iguatu‐CE,
através da rede de observações meteorológicas de superfície do Instituto Nacional de
Meteorologia (INMET), situado nas seguintes coordenadas geográficas: latitude 6º 22’ S;
longitude 39º 17’ W e altitude 217,67 m. A classificação climática de Köppen, define Iguatu
como BSw’h’, ou seja, semi‐árido quente, com temperatura média anual de 27,5 ºC e
precipitação pluvial total anual de 750 mm.
De acordo com Assis (1996) em climatologia, se aceita como razoável uma amostra
de dados, com no mínimo 30 anos de observações e o número ideal de classes (k) para o
estudo de distribuição de freqüência varia entre 5 e 20. O método adotado para o cálculo do
número de classes foi proposto por Doane (1976).

1 1

E o intervalo de classe ( c ) foi determinado da seguinte forma:

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X 0,01 X 0,01
c
k
onde Xx e Xn são respectivamente o maior e o menor valor da serie.

Ordenados os dados e obtida a freqüência observada, procedeu‐se a estimativa da


freqüência esperada, por meio das funções estudadas, onde a comparação entre a
freqüência esperada e a observada define se a função é adequada para ser utilizada com os
dados em estudo. Para esta comparação aplicou‐se o teste de qui‐quadrado (x²) a 5% e
Kolmogorov‐Smirnov (KS), a 20% de significância, que segundo Assis et. al. (1996) são
amplamente utilizados, sendo normalmente o primeiro mais eficaz que o segundo.
A distribuição de probabilidade foi obtida através da função que pelos testes
apresentou melhor ajuste a níveis de 50, 70 e 90% de probabilidade.

Resultados e Discussão
Na tabela 1 os resultados dos testes de aderência da 1ª quinzena. Observa‐se que as
funções Beta, Log‐normal e Normal apresentam resultados semelhantes, exceto para os
meses de janeiro e outubro, aderindo na maioria dos meses aos dois testes.

Tabela 1. Aderência das funções de distribuição de probabilidade para a 1ª quinzena, pelo


teste de Kolmogorov‐Smirnov (K) a 20% de significância e qui‐quadrado (X²) a 5%.

Função de Teste de aderencia 1ª quinzena


distribuição Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Beta KX² K K KX² KX² KX² KX² K KX² K KX² KX²
Gama ‐ K ‐ ‐ ‐ KX² KX² K ‐ ‐ ‐ ‐
Gumbel KX² K KX² K K K KX² K KX² KX² KX² KX²
Log‐normal KX² K KX² KX² KX² KX² KX² K KX² KX² KX² KX²
Normal KX² K KX² KX² KX² KX² KX² K KX² KX² KX² KX²
Weibull KX² K K ‐ KX² ‐ ‐ ‐ KX² ‐ ‐ ‐

Na Tabela 2 os resultados dos testes para a 2ª quinzena dos meses. Nota‐se que as
funções Log‐normal, Normal e Beta apresentaram os melhores resultados, onde as funções
Log‐normal e Normal assim como na primeira quinzena obtiveram comportamento idêntico
para todos os meses, aderindo aos dois testes exceto no mês de janeiro que obtiveram

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aderência apenas pelo teste de Kolmogorov‐Smirnov. Segundo os testes a Gama foi a que
demonstrou menor aderência aos dados.

Tabela 2. Aderência das funções de distribuição de probabilidade para a 2ª quinzena, pelo


teste de Kolmogorov‐Smirnov (K) a 20% de significância e qui‐quadrado (X²) a 5%.
Função de Teste de aderencia 2ª quinzena
distribuição Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Beta K KX² KX² KX² KX² KX² KX² ‐ KX² KX² KX² KX²
Gama ‐ ‐ ‐ ‐ KX² KX² ‐ KX² ‐ ‐ ‐ ‐
Gumbel K K KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX²
Log‐normal K KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX²
Normal K KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX² KX²
Weibull K KX² ‐ ‐ KX² KX² KX² ‐ KX² ‐ K KX²

No trabalho observou‐se que o teste qui‐quadrado é mais rigroso que o Kolmogorov‐


Smirnov, mesmo resultado encontrado por Catalunha et al. (2002) trabalhando com análise
de funções de densidade de probabilidade para séries de precipitação pluvial no estado de
Minas Gerais, isto se deve ao fato do teste de KS para sua análise de aderência levar em
consideração apenas a frequência de uma única classe, aquela que apresenta maior valor
absoluto da subtração da função teórica pela função empírica, enquanto no qui‐quadrado
considera de forma cumulativa, não só a classe de maior diferença entre as frequências, mas
as diferenças entre as frequências de todas as classes.
Pela função Normal obteve‐se o valor da temperatura mínima para os níveis de
probabilidade de ocorrência de 50, 70 e 90% em todos os meses de cada quinzena, conforme Tabela
3. Os níveis de probabilidade representam os limites de ocorrência de valores iguais ou inferiores aos
calculados, como exemplo, de acordo com a Tabela 3 existe 90% de chance de que na 1ª quinzena do
mês de fevereiro a temperatura mínima não ultrapasse 23,37°C.

Tabela 3. Probabilidade de ocorrência de Temperatura mínima, pela distribuição Normal.

Temperatura (°C)

Mês 50% 70% 90%

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1Q 2Q 1Q 2Q 1Q 2Q

Jan 23,31 22,54 23,65 23,03 24,14 23,72

Fev 22,34 22,45 22,77 22,82 23,37 23,34

Mar 22,40 22,25 22,73 22,47 23,20 22,81

Abr 22,28 22,20 22,55 22,45 22,94 22,79

Mai 21,72 21,22 22,07 21,65 22,62 22,32

Jun 20,59 20,20 21,00 20,63 21,59 21,24

Jul 20,20 20,23 20,76 20,68 21,58 21,19

Ago 20,33 21,06 20,82 21,54 21,52 22,23

Set 21,70 21,96 22,06 22,35 22,56 22,90

Out 22,46 22,79 23,85 23,10 23,38 23,46

Nov 23,05 23,11 23,37 23,52 23,81 24,10

Dez 23,22 23,36 23,53 23,70 23,96 24,16

A função Normal foi a escolhida para representar a distribuição de probabilidade da


temperatura mínima por haver se mostrado a função de melhor aderência aos dados conforme os
testes utilizados no estudo, como exemplo, a Figura 1 mostra a boa aderência das freqüências
observadas e as freqüências calculadas pela função Normal.

100
fo % ac
90

80 fe % ac
Normal
Freqüência Acumulada (%)

70

60

50

40

30

20

10

0
19,4 19,8 20,3 20,8 21,3 21,7 22,2

Ponto Médio (°C)

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Figura 1. Ajuste da frequência observada e estimada pela função Normal, aos dados de temperatura
mínima do mês de julho da 2º quinzena, a diferentes níveis de probabilidade.

Conclusões
Para todas as quinzenas as funções Beta, Log‐Normal e Normal apresentaram melhor
resultado, com destaque para as funções Log‐Normal e Normal que apresentaram resultados
semelhantes. Em todas as quinzenas os piores resultados foram observados na função Gama.

Referências
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ALFABETIZAÇÃO AMBIENTAL EM COMUNIDADE DO ENTORNO DE UMA UNIDADE DE


CONSERVAÇÃO

Escola Superior de Agricultura “Luis de Queiroz” – Universidade de São Paulo


Av. Pádua Dias, 11, Piracicaba ‐ SP

Raquel Alves de Oliveira¹, Ana Paula Capelo², Camila Carolina de Carvalho², Gabriela
Alejandra da Cruz Malpeli², Laís Olbrick Rodrigues Menossi², Profª Vânia Galindo Massabini³
1 Graduanda em Licenciatura em Ciências Agrárias – ESALQ/USP ,
raqueloliver1@yahoo.com.br
2 Graduanda em Licenciatura em Ciências Agrárias – ESALQ/USP
3 Professora de metodologia de ensino em Ciências Agrárias – ESALQ/USP,
vgmvania@gmail.com

RESUMO
Este é trabalho é o relato de um projeto realizado na comunidade do bairro da Caximba, que
faz parte do município de Apiaí, sul do Estado de São Paulo. Localizada em uma região
preservada de Mata Atlântica, o bairro está dentro do limite de zona de Amortecimento do
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Situada no Vale do Ribeira, que detém a
maior parcela remanescente contínua da Mata Atlântica e de ecossistemas associados do
país, concentra 40% das unidades de conservação do Estado de São Paulo, e também, é uma
região cujos índices de desenvolvimento humano contrasta com a exuberância da Mata
Atlântica.

Palavras chave: alfabetização de jovens e adultos, educação popular, soberania alimentar,


metodologia Paulo Freire.

INTRODUÇÃO
Este é trabalho é o relato de um projeto realizado na comunidade do bairro da Caximba, que
faz parte do município de Apiaí, sul do Estado de São Paulo. Localizada em uma região
preservada de Mata Atlântica, o bairro está dentro do limite de zona de Amortecimento do
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Situada no Vale do Ribeira, que detém a

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maior parcela remanescente contínua da Mata Atlântica e de ecossistemas associados do


país, concentra 40% das unidades de conservação do Estado de São Paulo, e também, é uma
região cujos índices de desenvolvimento humano contrastam com a exuberância da Mata
Atlântica. (ROMÃO, 2006) A comunidade apresenta grande número de jovens e adultos
analfabetos, reflexo do trabalho extrativista iniciado cedo, devido à falta de recursos para a
sobrevivência.
É também através da leitura da realidade que a alfabetização ambientalista tem a proposta
de fazer com que o elemento ambiental provoque a conscientização dos educandos e
educadores sobre a importância de respeitar e conservar o meio ambiente, incluindo as
pessoas que vivem na, e muitas vezes, da natureza.
Segundo Gaudiano (2002, p. 107), o conceito de alfabetização ambiental está relacionado a
“uma educação funcional básica para todas as pessoas, que lhes proporcione os
conhecimentos, as habilidades e as motivações necessárias para enfrentar os requisitos
ambientais e contribuir no sentido de promover o desenvolvimento sustentável”.
Mediante a essa conjuntura, o projeto propôs complementar o Programa do Governo
Federal Brasil Alfabetizado iniciado esse ano na comunidade, através da adaptação do
Método Paulo Freire, com o objetivo final de possibilitar aos educandos e educadores, para
além do contato com as primeiras letras, o reconhecimento da realidade, tendo como foco
principal a alimentação.

METODOLOGIA
O projeto foi desenvolvido por um grupo de educadores em formação durante o estágio
supervisionado em Licenciatura e consistiu de três intervenções educativas aos finais de
semana entre os meses de maio e julho de 2011, realizadas na classe de uma professora de
EJA (Educação de Jovens e Adultos) da comunidade Caximba, que autorizou este
desenvolvimento. Os sujeitos eram doze estudantes, sendo seis em processo de primeiro
letramento (o equivalente à primeira série do ensino fundamental) e seis no equivalente ao
terceiro ano do ensino fundamental. O tema gerador das intervenções foi à relação entre a
cultura local e a soberania alimentar, associando‐a a formação de habilidades iniciais para o
cálculo e escrita.

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RESULTADOS E DISCUSSÃO
Inicialmente, houve preparo teórico com estudos da metodologia Paulo Freire, tanto de
textos do próprio autor, como de outros educadores a respeito de educação popular,
(Brandão1987 e 1993; Feitosa, 2001; Freire, 1982 e 1983; Gaudiano, 2002), para preparo do
projeto e a cada intervenção, reflexões eram realizadas pelo grupo para retomada da ação
diante das dificuldades e evoluções sentidas pelo grupo. Na primeira intervenção, após a
apresentação do grupo, foi realizada a dinâmica do barco com os educandos, a fim de deixá‐
los mais à vontade e iniciar o trabalho com cálculos simples de multiplicação e divisão. Esta
dinâmica consiste em separar a turma em grupos múltiplos do número total de pessoas,
neste caso 12. Então foram feitos grupos de 3, 4 e 6 pessoas.
Na seqüência, realizou‐se um “recordatório alimentar”, resgatando o que cada um comeu no
dia anterior. Cada educando recebeu papéis recortados em forma de um prato, lápis,
canetas e lápis de cor, e, a partir da pergunta, “O que você comeu ontem?”, cada um
respondeu desenhando ou escrevendo em seus pratos Foto 1. A opção de escrever ou
desenhar foi pegadogicamente pensada para não haver constrangimento daqueles que não
dominavam ainda a escrita. Depois de 15 minutos, cada um falou para todos a sua resposta,
e os alimentos foram listados na lousa com as quantidades de pessoas que os consumiram
(tabela 1).
No segundo momento, os alimentos consumidos foram classificados quanto a sua origem
(Roça, Feira, mercado), com o intuito de trazer o debate a respeito da origem dos alimentos
e relacionar a cultura local a uma alimentação saudável e ambientalmente responsável.
A segunda e terceira intervenção buscou uma maior aproximação dos conceitos de
operações matemáticas, devido a este ser um assunto que os educando apresentavam muita
dificuldade, segundo a professora. Para isto, propôs‐se uma atividade relacionada à
realidade cotidiana: a estruturação do texto de uma receita. Assim, na segunda intervenção,
foram trabalhadas, na teoria e na prática, as unidades de volumes, tanto as pertencentes ao
sistema internacional de medidas, como litros e seus submúltiplos, com a realização de
medições e contas simples. Ao final, um bolo foi preparado de maneira coletiva e consumido
no lanche. Após estas atividades as receitas foram copiadas por estes.

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A terceira intervenção continuou o trabalho com unidades de medidas e operações


matemáticas, porém desta vez trabalhando o conceito de massa, com a utilização de uma
pequena balança digital, pesando alimentos e objetos de uso no cotidiano.

CONCLUSÕES

Conclui‐se que o projeto atingiu o objetivo esperado, tanto no que diz respeito a
propiciar oportunidade de formação de educadores no estágio quanto a complementar a
formação do educandos de uma comunidade como a especificada. A metodologia
desenvolvida pode facilitar, aos educandos, o reconhecimento da realidade de sua própria
alimentação e relacioná‐la a iniciação de matemática e ao letramento. Estes resultados
devem‐se a reflexão constante do grupo para desenvolver a metodologia de forma a atingir
a necessidade dos educandos da comunidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRANDÃO, C. R. O que é Método Paulo Freire. 13ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1987. 120p

____________. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, Coleção Primeiros Passos, 28o ed.,
1993.

FEITOSA, S. C. S. Método Paulo Freire: Princípios e Práticas de uma concepção popular de


educação. 1999. 133p. Dissertação (mestrado em filosofia da educação) – Faculdade de
Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo, Cortez, 1982.

FREIRE, P. Educação como Prática da Liberdade, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983

GAUDIANO, E.G. Como tirar a Educação Ambiental do coma? A Alfabetização: um possível


recurso pedagógico‐político. In: Congresso Brasileiro de Qualidade na Educação: Formação
de Professores: Educação Ambiental. Brasília: MEC, SEF, 2002. P. 102‐111.

ROMÃO, D. A. (org.). Vale do Ribeira: Um Ensaio para o Desenvolvimento das Comunidades


Rurais. Brasília: Ministério do Desenvolvimento Agrário, Núcleo de Estudos Agrários e
Desenvolvimento Rural, 2006. 212p.

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TABELAS / FOTOS

Quantidade Quantidade Quantidade


Roça de pessoas Feira de pessoas Mercado de pessoas
Couve 1 Pepino 1 Frango 3
Cebolinha 2 Alface 2 Açúcar 7
Batatinha 1 Pastel 1 Suco 2
Cangalha
Milho 1 Alho 7 (torrada) 1
Feijão 6 Tomate 4 Feijão 6
Pimentão 1 Cebola 3 Lingüiça 1
Tomate Berinjela 1 Sal 7
Farinha 1 Leite 4
Queijo 1 Chá 1
Catupiry 1 Margarina 3
Café 4
Carne 1
Macarrão 2
Arroz 6
Pão 4
Caldo "Knorr" 1

Tabela 1

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Foto 1 – exemplo de atividade desenvolvida por uma educanda.

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ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE RENDA PARA COMUNIDADES QUILOMBOLAS *

João Paulo de Oliveira Silva1; Harisson Barros Henriques2; Aracélia Azevedo Pinheiro 3; José
Maricléferson Gomes e Silva 4; Gilvânia Lima Silva 5; Frederico Campos Pereira 6

1
Aluno do curso de Tecnólogo em Agroecologia, IFPB Campus Picuí/PB. CEP: 58.187‐000. Picuí
PB.Email: joaopaulojp2009@gmail.com

Alunos do curso de Tecnólogo em Agroecologia, IFPB Campus Picuí/PB


6
Professor de produção de sementes e espécies nativas, IFPB Campus Picuí/PB

RESUMO

As alternativas de Geração de Renda na comunidade remanescente de quilombos, Serra do Abreu,


tem buscado contribuir para elaboração, implantação e avaliação de políticas que promovam a
valorização dos produtos e serviços da agricultura familiar. Para tanto, a partir de revisão de
literatura, este trabalho objetiva a descrição de atividades econômicas em comunidades tradicionais
quilombolas no Brasil. A metodologia adotada foram estudos das atividades realizadas pelo Núcleo
de Estudos em Agroecologia (NEA) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba
(IFPB), Campus Picuí, que tem como resultados diferentes estratégias, entre elas, o fortalecimento de
parcerias com entidades da sociedade civil organizada, setor privado, organizações não
governamentais, que buscam estrategias para geração de renda em comunidades rurais.

Palavras‐Chaves: quilombo, reconhecimento, cultura, atividade de subsistência.

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AMINOÁCIDOS COMO FONTES DE NITROGÊNIO EM PLANTAS DE MILHO EM ESTÁDIO VEGETATIVO E


SEU EFEITO SOBRE OS TEORES DE PROTEÍNAS SOLÚVEIS FOLIARES

José Wilson da Silva Barbosa1,Jailma Ribeiro de Andrade2, Aryadne Ellen Vilar de Alencar3,
Diego Anderson Morais do Nascimento4, Ronaldo do Nascimento5.

1
José Wilson da Silva Barbosa, Aluno de Mestrado do Programa de Pós Graduação em
Engenharia Agrícola (UFCG/CTRN). wilsonufcg@hotmail.com

2
Jailma Ribeiro de Andrade, Aluna de Mestrado do Programa de Pós Graduação em
Engenharia Agrícola (UFCG/CTRN). Jailma_asf@hotmail.com
3
Aryadne Ellen Vilar de Alencar, Aluna do Curso de Graduação em Engenharia Agrícola,
(UFCG/CTRN). Bolsista PIBIC. Aryadne_ellen@hotmail.com

4
Diego Anderson Morais do Nascimento, Aluno do curso de Graduação em Agronomia da
UFPB. Areia ‐ PB. dieguinho@hotmail.com

5
Ronaldo do Nascimento, Professor Associado da Unidade Acadêmica de Engenharia
Agrícola (UFCG/CTRN). ronaldo@deag.ufcg.edu.br

Resumo: Na esfera nacional, apesar do Brasil ser o terceiro produtor mundial de milho, produziu
nos últimos anos, quantidade insuficiente para atender as necessidades internas, tendo
iitnportado expressivas quantidades de grãos de milho. A adubação é um dos fatores que mais
contribui para o aumento da produtividade do milho, influenciando não só a produtividade, mas
também na qualidade do produto em consequência do teor de proteínas nos grãos de milho. As
plantas de milho foram tratadas com diferentes fontes de nitrogénio, Ureia 1%; Ureia 1% +
Glutamina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% + Asparagina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% + Alantoína (1,2 mgN/
mL), e controle sem nitrogénio (H20) aplicados via foliar, sendo que em todos os tratamentos foi
colocado 0),2 mL de dispersantey^/ oil. . O volume aplicado de cada fonte foi inicialmente de 5
mL e após de 10 nriL para todos os vasos.O trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho

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de plantas jovens de milho fertilizadas, via folha, com ureia isolada e em associação com
asparagina, alantoína e glutamina, através da quantificação do teor de proteínas.

Palavras‐chave: proteínas, uréia, aminoacidos

INTRODUÇÃO

A cultura do milho no Rio Grande do Sul é de importância estratégica na cadeia produtiva


deste cereal, tendo para o estado significativa importância sócio‐econômica, em termos de renda
e emprego, ocupando aproximadamente 28% do total das áreas com cultivos de grãos de
primavera‐verão (IBGE, 2000/2001). Na esfera nacional, apesar do Brasil ser o terceiro produtor
mundial de milho, produziu nos últimos anos, quantidade insuficiente para atender as
necessidades internas, tendo importado expressivas quantidades (Indicações Técnicas, 2001).

A adubação é um dos fatores que mais contribui para o aumento da produtividade do


milho (Ferreira et al., 2001). Ela influencia não só a produtividade, mas também a qualidade do
produto em consequência do teor de proteínas nos grãos de milho (Sabata & Mason, 1992). O
teor de nitrogénio (N) nas folhas é muito influenciado pela adubação nitrogenada, e segundo
Killorn e Zourarakis (1992), a concentração foliar de nitrogénio reflete sua disponibilidade no solo,
sendo que sua análise pode ser úitil na detecção de deficiência de N e, conseqüentemente, na
predição de produção de grãos.

A aplicação de N mineral em solos pode resultar, às vezes, em baixa frequência de


resposta por algumas culturas, pois o aproveitamento do nitrogénio usado no adubo é
normalmente inferior a 50%, podendo em solos arenosos, atingir entre 5 a 10% (Duque et ai.,
1985), sobretudo pelas elevadas perdas de nitrogénio que podem ocorrer, principalmente por
lixiviação ou desnitrifícação (Gamboa et ai., 1971; Osiname et ai., 1993; Strieder et ai., 2003) e
volatilização da ureia (Ernani et ai., 2003; Sangoi et ai., 2003).

Uma alternativa para minimizar tais perdas seria a incorporação do N via adubação foliar,
através de aminoácidos como fontes orgânicas de N, trazendo como benefícios a rápida
incorporação Jos mesmos ao metabolismo da planta, como se fossem sintetizados por ela mesma,
atuando no seu crescimento e desenvolvimento (Raven, 2001).

Admite‐se que o lugar da adubação foliar na prática agrícola seja complemento da


adubação feita no solo, no que diz respeito ao fornecimento de nitrogénio, fósforo e potássio para
as culturas; possibilitando, dependendo da cultura e de outras condições (inclusive custos), o

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fornecimento de elementos exigidos em pequenas proporções, e exclusivamente por via foliar


(Malavolta, 1980).

Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o desempenho de


plantas jovens de milho fertilizadas, via folha, com ureia isolada e em associação com asparagina,
alantoína e glutamina, através da quantificação do teor de proteínas.

MATERIAL E MÉTODOS

As plantas foram cultivadas em casa de vegetação com temperatura controlada de 28 ±


1°C e UR 80 %. Foram utilizadas sementes de milho, cultivar BRS 3060, de uso comum no Rio
Grande do Sul, cultivadas em vasos de polietileno com capacidade para 1,5 kg de areia lavada
como substrato. As plantas de milho foram tratadas com diferentes fontes de nitrogénio, Ureia
1%; Ureia 1% + Glutamina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% + Asparagina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% +
Alantoína (1,2 mgN/ mL), e controle sem nitrogénio (H20) aplicados via foliar, sendo que em
todos os tratamentos foi colocado 0),2 mL de dispersantey^/ oil. Aos cinco dias após a
emergência (DAE) foi feita a primeira aplicação das diferentes fontes, sendo que esta repetiu‐se a
cada cinco dias até o término do experimento. Nos iintervalos das aplicações foi fornecido às
plantas solução de Hoagland (Hoagland & Arnon, 1938), modificada, sem nitrogénio. O volume
aplicado de cada fonte foi inicialmente de 5 mL e após de 10 nriL para todos os vasos. Em cada
vaso foi utilizada uma "proteção plástica" a fim de evitar a contaminação do substrato com ureia.
Aos 30 DAE as plantas foram levadas ao laboratório para realização das análises bioquímicas.

Para a extração de proteínas, as folhas foram homogeneizadas em almofariz e pistilo, com


10 mL de NaOH O, IN. O extraio obtido foi centrifugado a 2.500 g por 5 minutos, alíquotas de 100
uL foram tomadas para a determinação de proteínas pelo método "dye‐binding" de Bradford
(1976), utilizando‐se soro albumina bovina (BSA) como padrão.

A unidade experimental constituiu‐se de um vaso contendo duas plantas. Os


tratamentos, repetidos cinco vezes, foram dispostos inteiramente ao acaso e os seus efeitos
testados pelas médias obtidas que foram comparadas pelo teste Tukey a l % de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os tratamentos com diferentes fontes de nitrogénio apresentaram um aumento no teor


de proteína, em relação ao controle, tanto na parte aérea quanto nas raízes (Figura 1). Porém
não dliferiram estatisticamente entre si. Observou‐se que o teor de proteínas foi
significativamente superior nas folhas, atingindo uma diferença de 280%, em média,

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comparando‐se os teores nas folhas e nas raízes nas diferentes formas de N aplicadas via folha
(Figura 1). Isto, provavelmente ocorreu devido a rniaior disponibilidade nas folhas tendo em vista
que o fornecimento de N ocorreu via pulverização foliar.

Não houve diferença significativa entre as diferentes fontes de N, ou seja, todas foram
igualmente eficientes, tendo em vista que superaram o controle sem nitrogénio.

O mesmo padrão de comportamento foi verificado nas raízes, onde os teores de proteína
solúveis totais foram estatisticamente iguais entre os tratamentos e superiores ao controle.

Ao que parece, todas as fontes de nitrogénio aplicadas nas folhas, foram efetivamente
absorvidas e utilizadas como fonte nitrogenada para a produção de aminoácidos e posteriormente
proteínas.

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Figura 1. Teor de proteína em plantas jovens de milho pulverizadas com água (A), ureia 1% (U) isolada e em
associação com alantoína (aln), glutamina (gln) e asparagina (asn), aos 30 DAE. Médias seguidas de letras
maiúsculas distintas, diferem entre si, na comparação entre parte aérea (PA) e raízes (R); e minúsculas entre
os tratamentos, em cada parte da planta, pelo teste Tukey à l % de probabilidade.

CONCLUSÃO

Com base nos resultados e nas condições em que o experimento foi realizado conclui‐se
que:

‐ Os tratamentos com ureia isolada e em associação com aminoácidos aumentaram o teor de


proteína em plantas jovens de milho, tanto na parte aérea quanto nas raízes;

‐ O maior teor de proteína foi verificado na parte aérea.

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SANGOI, L.; ERNANI, P.R.; LECH, V.A.; RAMPAZZO, C. Lixiviação de nitrogénio afetada pela forma
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ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DE TIPOS DE ESTERCO E DIFERENTES DOSES DE POTÁSSIO NAS TAXAS DE


MATÉRIA SECA EM MUDAS DE GOIABEIRA ‘PALUMA’

Ricardo de Sousa Nascimento1; Walter Esfrain Pereira2; Roberto de Sousa Nascimento3; Ewerton Bruno da Silva
Soares4; Anailson de Sousa Alves4; Mariana Neves Nóbrega6; Andréia Ferreira da Silva Siqueira7

1
Graduando em agroecologia IFPB Campus‐Picuí CEP 58187‐000. E‐mail: ricardosousapb@gmail.com
2
Profº. Doutor do CCA, UFPB, E‐mail: walterufpb@yahoo.com.br;
3
Mestrando em Ciências do Solo, do PPGCS CCA, UFPB. CEP: 58397‐000. Areia‐PB. E‐mail:
roberto.uni@gmail.com;
4
Graduando em agronomia, UFPB, Campus II, Areia, PB, CEP: 58397‐000;
5
Mestrando em Manejo de Solo e água, do PPGMSA CCA, UFPB. CEP: 58397‐000. Areia‐PB. E‐mail:
Anailson_agro@hotmail.com;
6
Graduanda em agronomia, UFPB, Campus II, Areia, PB, CEP: 58397‐000, E‐mail:
marianannobrega@hotmail.com;
7
Graduanda em Biologia, UFPB, Campus I, João Pessoa, PB, CEP: 58057‐452, E‐mail: deia_siq@hotmail.com;

Resumo: Uma das possibilidades para aumentar a produtividade baseia‐se na melhoria das
práticas agrícolas e na implantação de novos métodos de cultivo na cultura da goiaba. O
objetivo do presente trabalho é comparar a influência de tipos de esterco e diferentes doses
de potássio nas taxas de matéria seca em mudas de goiabeira ‘Paluma’. Os experimentos
foram conduzidos no Viveiro de Fruticultura no Centro de Ciências Agrárias (CCA), Campus II
na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sediada no município de Areia‐PB. As mudas
foram oriundas de propagação seminífera, sendo os frutos da variedade Paluma. Utilizou‐se
nos experimentos o delineamento em blocos casualizados com quatro repetições. No
experimento avaliando tipos de estercos os dados coletados foram submetidos a analise de
variância considerando até 5% de significância pelo teste F e as médias foram comparadas
pelo teste Tukey. E no experimento avaliando doses de K em esterco bovino e de frango
confinado ‐ Para os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e de regressão
polinomial em função das doses de potássio e dos dois tipos de estercos avaliados. O uso do
esterco, sem importar a fonte, aumentou o teor de matéria seca das mudas; as doses de K
aplicadas nos substratos não foram significativas na massa da matéria seca da raiz, massa da
matéria seca da parte aérea.

Palavras‐chave: Psidium guajava, substrato, variedade ‘Paluma’.

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Introdução
A goiabeira (Psidium guajava L.) é uma espécie pertencente à família das Myrtaceas,
originária das regiões tropicais americanas e está mundialmente distribuída. Apresenta
excelentes condições para exploração em escala comercial, em função de seus frutos
atingirem bons preços no mercado e serem muito apreciados pelas suas características tanto
para o consumo de mesa como para a fabricação de produtos industrializados (Manica et al.,
2000).
A goiaba é uma das mais importantes culturas exploradas na Região Nordeste, que
responde por aproximadamente 30% da área cultivada no Brasil (Choudhury, 2001).
Dentre as cultivares mais plantadas, a Paluma apresenta características excepcionais
para o processamento industrial e o consumo in natura, além de ser altamente produtiva e
vigorosa e com sabor mais suave, visando à exportação (Pereira, 1984).
Uma das possibilidades para aumentar a produtividade baseia‐se na melhoria das
práticas agrícolas e na implantação de novos métodos de cultivo, de maneira tal que possam
ser obtidos incrementos na qualidade e produção total de diversas espécies frutíferas
(Mendonça, et al, 2003). Porém há insuficiência de estudos de substratos orgânicos para a
produção de mudas de goiabeira, tornando importante o desenvolvimento de pesquisas
visando à obtenção de maiores informações sobre o seu desempenho tentando minimizar os
custo e obter uma maior eficiência no seu crescimento inicial.
Várias características constituem parâmetros para avaliar as respostas de crescimento
de plantas à intensidade luminosa. Uma das mais importantes é a produção de massa seca
permite avaliar o crescimento de uma planta, pois é reflexo direto da produção
fotossintética líquida, somada à quantidade de nutrientes minerais absorvidos (Engel, 1989).
O objetivo do presente trabalho é comparar a influência de tipos de esterco e
diferentes doses de potássio nas taxas de matéria seca em mudas de goiabeira ‘Paluma’.

Materiais e métodos
OS experimentos foram conduzidos no Viveiro de Fruticultura no Centro de Ciências
Agrárias (CCA), Campus II na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sediada no município
de Areia‐PB nos períodos compreendidos entre janeiro a julho de 2010 e janeiro a junho de

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2011. A região apresenta uma precipitação média anual em torno de 1400 mm, temperatura
variando entre 17 e 33°C e umidade relativa em torno de 90% (BRASIL, 1972).
As mudas foram oriundas de propagação seminífera, sendo que os frutos da variedade
Paluma, de onde foram extraídas as sementes, foram adquiridos no Mercado Central de Areia‐PB. A
emergência deu início por volta de 20 a 25 dias após a semeadura. O material de solo usado para
a condução do experimento foi do tipo (Latossolo Amarelo) na propriedade experimental
Chã de Jardim da própria universidade.
Experimento avaliando tipos de estercos: Os tratamentos foram resultados da mistura de
Terra (60%) e Areia (10%) e de três tipos de Esterco (30%): Bovino, caprino e de frango
confinado, resultando 5 tratamentos. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados,
com quatro repetições e cinco mudas por unidade experimental em sacos de polietileno com
dimensões de 35 cm x 22 cm, totalizando 100 mudas avaliadas.
Experimento avaliando doses de K em esterco bovino e de aves (frango): Foram avaliados
oito tratamentos resultantes da combinação de substratos, resultados da mistura com os
seguintes volumes: terra vegetal (60%) e areia (10%) e de dois tipos de esterco (30%): bovino
e de frango confinado com quatro doses de potássio (0; 1; 2; 3; g dm‐3), utilizando como
fonte cloreto de potássio (MALAVOLTA, 1989). O delineamento utilizado foi o de blocos
casualizados, com quatro repetições e cinco mudas por unidade experimental em sacos de
polietileno com dimensões de 35 cm x 22 cm, totalizando 160 mudas avaliadas.
Quando as mudas atingiram aproximadamente 30 cm de altura, foram retiradas dos
recipientes, lavadas em água corrente e separadas a parte aérea do sistema radicular das
mudas. Em seguida, as folhas, caules e raízes das mudas foram colocados para secar em
estufa de circulação forçada (65 °C) até atingirem peso constante e depois pesadas em
balança analítica, para determinar a matéria seca da parte aérea e radicular, segundo
procedimentos editados pela EMBRAPA (1999).
Análise estatística: Experimento avaliando tipos de estercos ‐ Os dados coletados foram
submetidos a analise de variância considerando até 5% de significância pelo teste F e as
médias foram comparadas pelo teste Tukey. Experimento avaliando doses de K em esterco
bovino e de aves (frango) ‐ Para os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e
de regressão polinomial em função das doses de potássio e dos dois tipos de estercos
avaliados.

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Resultados e discussão

Experimento avaliando tipos de estercos:


Os diferentes tipos de estercos avaliados influenciaram de forma significativa para as
características a massa da matéria seca da raiz e da parte aérea (Tabela 1).
Tabela 1 – Médias da variável massa da matéria seca da raiz (MSR) e massa da matéria
seca da parte aérea (MSPA) e relação parte aérea (RRPA) Areia – PB 2010 em função das
doses de K2O

Tratamento MSR MSPA


RRPA
‐1 ‐1
(g planta ) (g planta )

1 Esterco Bovino 13,2 a 35,2 a 0,37 a

2 Esterco Caprino 13,5 a 36,7 a 0,36 a

3 Esterco de Frango confinado 10,8 a 27,1 b 0,40 a

4 Estercos Bov. + Cap + Frango confinado 12,3 a 30,8 ab 0,40 a

5 Ausência de Esterco 3,6 b 5,7 c 0,65 a

CV % 21,0 12,7 34,3

As médias de matéria seca da raiz e parte área na ausência de esterco foram menores
aos demais tratamentos, já a matéria seca da parte aérea dos tratamentos com esterco
caprino, interação dos três tipos de esterco e o esterco bovino, respectivamente, foram
superiores estatisticamente aos demais. Os valores significativos, foram superiores aos de
Franco et al. (2007), em mudas da mesma cultivar obtidas por estaquia herbácea. E foram
semelhantes ao obtidos por Franco & Prado (2006) observados nos cultivares ‘Paluma’ e a
‘Século XXI’ em condições hidropônicas. Barbosa et al. (2003), também observa valores
semelhantes em gravioleira avaliadas em diferentes estádio de desenvolvimento em
condições de viveiro.
Experimentos avaliando doses de K em esterco bovino e de aves (frango):
As doses de K aplicadas nos substratos não exerceram influência significativa massa da
matéria seca da raiz e da parte aérea (Tabelas 2 e 3).

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Tabela 2 – Médias da variável massa da matéria seca da raiz (MSR) e massa da matéria seca da
parte aérea (MSPA) e relação parte aérea (RRPA) em função das doses de K2O Areia – PB
2010/2011
Dose de K2O (g dm‐3) MSR (g planta ‐1) MSPA (g planta ‐1) RRPA

0 7,06 18,26 0,42

1 6,07 16,55 0,42

2 6,27 16,83 0,40

3 5,78 15,63 0,39

L ns ns ns

Q ns ns ns

CV% 25,42 26,32 13,83

Tabela 3 – Médias da variável massa da matéria seca da raiz (MSR) e massa da matéria seca da parte
aérea (MSPA) e relação parte aérea (RRPA) em função das doses de K2O Areia – PB 2010/2011

TIPO DE ESTERCO MSR (g planta ‐1) MSPA (g planta ‐1) RRPA

AVES 6,52 a 18,13 a 0,38 a

BOVINO 6,07 a 15,51 a 0,43 a

CV% 25,42 26,32 13,83

Os dados referentes as médias da massa da matéria seca da raiz e da parte aérea (g)
não deferiram estatisticamente entre si, tanto em função das doses de potássio (tabela 2)
como para os diferentes tipos de esterco (tabela 3), esse fato ocorreu devido ao alto
índice pluviométrico dos meses em que se seguiu o experimento, em que superou a
média anual de 1400 mm, proporcionando assim o surgimento de pragas, principalmente
o psilídeo (Triozoida sp.), que apesar de atuações de métodos de controle (capinas
regulares, aplicação de defensivos, dentre outros), comprometeu diretamente os
experimento. Segundo Souza et al. (2000) este inseto vem ocasionando severos danos,
em decorrência da redução da área foliar, impedindo o desenvolvimento das partes
jovens da goiabeira. Ainda, segundo estes autores e Dalberto et al. (2004), o período mais

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favorável ao ataque desta praga é o compreendido pelos meses de primavera/ verão


(setembro a maio) quando as temperaturas são elevadas, geralmente associadas com
alto índice pluviométrico.

Conclusões
• O uso do esterco, sem importar a fonte, aumentou o teor de matéria seca das mudas;
• As doses de K aplicadas nos substratos não foram significativas na massa da matéria seca
da raiz, massa da matéria seca da parte aérea.

Referências
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PE: Embrapa Semi‐Árido, 2001. 45p. (Frutas do Brasil; 19).

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“Luiz de Queiróz”, Piracicaba, 202 p. (Dissertação de Mestrado).

FRANCO, C. F.; PRADO, R. de M. Uso de soluções nutritivas no desenvolvimento e no estado


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MALAVOLTA, E. ABC da adubação. 5 ed. São Paulo: Editora Agronômicas Ceres, 1989. 292p.

MANICA, I.;ICUMA, I. M.; JUNQUEIRA, N. T. V.; SALVADOR, J. O.; MOREIRA, A.;MALAVOLTA, E.


Fruticultura tropical 6. Goiaba. Porto Alegre: Cinco Continentes, 2000. 374 p.

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solo. São Paulo: Nobel, 1983. 400p.

MENDONÇA, V.; NETO, A. E. S.; RAMOS, D. J.; PIO, R.; GONTIJO, A. C.T. Diferentes substratos e
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PEREIRA, F.M. Rica e Paluma: Novos cultivares de goiabeira. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
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CRESCIMENTO INICIAL DE MUDAS DE MANGUEIRA ‘ESPADA’ EM SUBSTRATO CONTENDO AREIA,


TERRA E ESTERCO.

Ewerton Bruno da Silva Soares1 – UFPB; Walter Esfrain Pereira2; Ricardo de Sousa Nascimento3; Roberto de
Sousa Nascimento4; Gilberto Alves de Lisboa Júnior5; Marcio Francisco Da Silva5

1
Graduando em agronomia, UFPB, Campus II, Areia, PB, CEP: 58397‐000, bruno.ewerton@yahoo.com.br;
2
Profº. Doutor do CCA, UFPB, E‐mail: walterufpb@yahoo.com.br;
3
Graduando em agroecologia IFPB Campus‐Picuí CEP 58187‐000. E‐mail: Ricardosousapb@gmail.com;
4
Mestrando em Ciências do Solo, do PPGCS CCA, UFPB. CEP: 58397‐000. Areia‐PB. E‐mail:
roberto.uni@gmail.com;
5
Graduando em agronomia, UFPB, Campus II, Areia, PB, CEP: 58397‐000,

Resumo: A produção de mudas constitui uma das etapas mais importantes do sistema
produtivo na fruticultura. O objetivo desse trabalho foi verificar a influencia dos diferentes
níveis de substratos no crescimento inicial de mudas de mangueira. O experimento foi
conduzido no Viveiro de Fruticultura no Centro de Ciências Agrárias (CCA), Campus II na
Universidade Federal da Paraíba (UFPB), sediada no município de Areia‐PB. Forão avaliados
10 substratos, resultantes da combinação de Terra, Areia e Esterco. Os tratamentos serão
aplicados num delineamento de blocos casualizados, com cinco repetições. A unidade
experimental será constituída de cinco mudas. Os dados obtidos foram submetidos à análise
de variância e de regressão polinomial em função das doses de K2O e dos dois tipos de
estercos avaliados. Com o aumento das doses de K2O, aumentou a taxa relativa de
crescimento da altura das mudas, sendo superior no tratamento com esterco bovino com 3 g
dm‐3 de K2O; a taxa relativa de crescimento do diâmetro de caule foi maior no tratamento
com esterco bovino com 1 g dm‐3 de K2O.

Palavras‐chave: mudas, substrato, taxa relativa de crescimento

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ANÁLISE DO ECOSSISTEMA MATA CILIAR PRESERVADA, EM RECUPERAÇÃO E DEGRADADA EM SÃO


JOSÉ DE ESPINHARAS – PB

Fernando Julião de Medeiros Junior1; Maria do Carmo de Amorim2; Micaela Benigna


Pereira2; Josefa Daiana Araújo Lopes2; Paulo Alves Wanderley3.

1‐Estudante de Graduação do Curso de Tecnologia em Agroecologia, Instituto Federal de Educação,


Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB – Campus Sousa. CEP: 58800‐970. Sousa‐PB.
Email: (juliao.junior@hotmail.com).
2‐Estudante de Graduação do Curso de Tecnologia em Agroecologia, Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB – Campus Sousa.
3‐Prof. Dr. Orientador, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba – IFPB –
Campus Sousa.

Resumo: As matas ciliares são sistemas essenciais ao equilíbrio ambiental e devem representar uma
preocupação central para o desenvolvimento rural sustentável. Além de sua importância na garantia
dos recursos naturais desenvolvem funções como: controle da erosão nos cursos d’água evitando o
assoreamento minimizando os efeitos das enchentes filtra os resíduos de produtos químicos como
agrotóxicos melhora a fertilidade do solo e auxilia na proteção da fauna local. As pastagens e as
queimadas contribuem diretamente para a destruição das matas ciliares. O equilíbrio ecológico só é
possível de fato, com o manejo adequado das florestas e a preservação do meio ambiente. Nesse
trabalho objetivou‐se fazer um levantamento das espécies botânicas nativas para análise dos
ecossistemas de mata ciliar, preservada e degradada do Bioma Caatinga.

Palavras‐chave: Preservação, equilíbrio ambiental, recursos naturais.

INTRODUÇÃO
Os modelos de desenvolvimento econômico adotados pelas civilizações foram idealizados,
geralmente, sem considerar a fragilidade e a importância do ambiente terrestre. O uso
indiscriminado do ambiente florestal sem a preocupação de preservá‐los ou conservá‐los, onde as
ações humanas não concebem as matas ciliares como componentes importantes para as mais
diferentes dinâmicas ambientais (ciclos hidrológicos, biodiversidade, solos, dentre outros) colocam
em riscos a preservação dos recursos naturais (PRIMO & VAZ, 2006).

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Segundo Oliveira & Drumond (2002), o termo mata ciliar ou ripária é empregado para
designar as florestas que ocorrem nas margens de cursos de água doce. A mata ciliar ocorre ao longo
do terreno que inclui tanto a ribanceira de um rio ou córrego, de um lago ou represa, como também
as superfícies de inundação chegando até as margens do corpo d'água pela própria natureza do
ecossistema formado pela mata ciliar.
Para Barbosa (2006) as matas ciliares, mesmo protegidas por lei, não escapam da degradação
causada pelo homem, pelo contrário, elas são alvo de todo tipo de agressão, resultando em vários
problemas ambientais que exigem ações corretivas e de caráter multidisciplinar.
Delevati (2003) afirma que as principais causas da degradação das matas ciliares são: intensa
utilização das margens dos rios e arroios para fins de agricultura e construção de estradas, mau uso
do solo; desmatamentos, queimadas dentre outras. Com isso, verifica‐se desbarrancamento das
margens do rio que tem como conseqüência o assoreamento do mesmo.
Uma das alternativas para a recuperação desses ecossistemas é desenvolver constantes
atividades que incentivem a conscientização ambiental, a permanente atualização dos
conhecimentos das pessoas engajadas nas mais diversas formas de atividades sustentáveis
organizados na defesa do meio ambiente. Com a realização do trabalho foi possível fazer um
levantamento das espécies botânicas nativas para análise dos ecossistemas de mata ciliar,
preservada e degradada do Bioma Caatinga.

METODOLOGIA

O trabalho foi realizado no Município de São José dos Espinharas, as áreas visitadas
foram, mata ciliar da ilha e mata ciliar do riacho Santa Gertrudes.

Para análise da mata ciliar ilha (preservada), foi demarcada duas áreas compreendendo
100m² cada. Observou‐se o nível de preservação, a presença de matéria orgânica no solo e a
diversidade da flora daquele ecossistema.

Os tipos de vegetação predominante encontradas foram às plantas arbustivas como: soja


perene (Neonotonia wightii), capim navalha (Hypolytrum pungens), urtiga (Urtica urens L), feijão
bravo (Capparis flexuosa) e água pé (Eichhornia crassipes) formando sub‐bosques pela proteção de
árvores de grande porte como saboneteira (Sapindus saponaria), canafístula (Senna spectabilis),
oiticica (Licania rígida) e coaçú (Coccoloba latifólia). Na fauna encontramos, bem‐te‐vi, rolinha, galo
de campina, cancão, anum preto, gangarra, cajaca de couro, garça d`água e fogo pagô, borboletas,

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formigas, cupins, piolho de cobra, peixes e sagüis. A conservação dessas áreas naturais possibilita
que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possam se deslocar, reproduzir e garantir a
biodiversidade daquela região.

A mata ciliar do riacho (em recuperação e desmatada) foi demarcada em 04 áreas de 100m².
Observou‐se a mudança no tipo de vegetação e nas características físico‐químicas do solo. Solos com
pouca matéria orgânica e bastante compactados. Verificou‐se uma incidência menor de plantas
arbustivas cedendo espaços a plantas maiores e em menores quantidades como: jurema preta
(Mimosa tenuiflora), juazeiro (Ziziphus joazeiro), pinhão manso (Jatropha curcas L), canafístula
(Senna spectabilis) e oiticica (Licania rígida). Nessas áreas a diversidade da fauna é menor
comprometendo o equilíbrio daquele ecossistema.

O programa utilizado para análise dos dados foi o Assistat, tendo como ferramenta a
estatística descritiva por apresentar informação quantitativa tornando os resultados disponíveis para
comparação com outros estudos existentes contribuindo com a base dos dados do Bioma Caatinga.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Percebeu‐se que, a área modificada pela ação do homem tornou‐se improdutiva, servindo
apenas para surgimento de plantas espontâneas, diminuindo assim a quantidade de plantas de
grande porte importantes para a sustentabilidade econômica daquele ecossistema. As queimadas
(práticas utilizadas na agricultura convencional), derrubada de árvores e utilização de inseticidas
agroquímicos, além de degradar o meio ambiente comprometem também os recursos naturais
.

Tabela 1‐ Plantas arbóreas encontradas nas áreas, I e II (preservadas), III, IV e VI (em recuperação) e
V (degradada) em São José de Espinharas‐PB 2011.
Espécie Área I Área II Área Área Área V Área VI Total Média DP
III IV
Oiticica 04 05 02 03 ‐ ‐ 14 2,33± 1,88
(Licania rígida)
Canafístula 01 01 10 03 ‐ ‐ 15 2,50± 3,50
(Senna
spectabilis)
Saboneteira 08 04 03 ‐ ‐ 01 16 2,66± 2,80
(Sapindus
saponaria)
Pereiro ‐ 01 ‐ ‐ ‐ 01 02 0,33± 0,47
(Aspidosperma
pyrifolium)

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Aroeira ‐ 01 ‐ ‐ ‐ 12 13 2,16± 4,41


(Sehinus molle)
Angico ‐ 01 ‐ ‐ ‐ 04 05 0,83± 1,46
(Albizia
polycephala)
Juazeiro ‐ 01 04 ‐ ‐ ‐ 05 0.83± 1,46
(Ziziphus
joazeiro)
Catingueira 01 ‐ ‐ ‐ ‐ 03 04 0,66± 1,10
(Caesalpinia
pyramidalis)
Mororó ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 05 05 0,83± 1,46
(Bauhinia
cheilantha)
Coaçú ‐ 01 ‐ 04 ‐ ‐ 05 0,83± 1,46
(Coccoloba
latifólia)
DP= Desvio Padrão
Tabela 2‐ Plantas arbustivas encontradas nas áreas, I e II (preservadas), III, IV e VI (em recuperação) e
V (degradada) em São José de Espinharas‐PB 2011.
ÁREA I ÁREA II ÁREA III ÁREA IV ÁREA V ÁREA VI
Soja perene Velame Rapadura de Carrapateira Malva branca Mufumbo
(Neonotonia (Croton cavalo (Metrodorea (Sida cordifolia) (Combretun
wightii) campestris) (Desmodium nigra) leprosum)
tortuosum)
Jetirana Jenipapo Urtiga branca Urtiga branca Malícia de gado Bugi
(Jacquemontia (Genipa (Urtica urens L) (Urtica urens L) (Mimosa (Cobretum
gracillima) americana pudica) laxum)
L).
Feijão bravo Jetirana Feijão bravo Malva branca Capim navalha Pinhão
(Capparis (Ipomoea (Capparis (Sida cordifolia) (Digitaria bravo
flexuosa) cairica) flexuosa) horizontalis) (Jotropha
mollissima)
Urtiga branca Feijão Jaramataia Velame Jetirana Relógio
(Urtica urens bravo (Vitex (Macrossiphonia (Ipomoea (Sida
L) (Capparis gardneriana) velame) cairica) rhombifolia)
flexuosa
Crotalária Urtiga Pinhão bravo Jetirana Velame Malva
(Crotalaria branca (Jotropha (Ipomoea cairica) (Macrossiphonia branca
juncia) (Urtica mollissima) velame) (Sida
urens L) cordifolia)

CONCLUSÃO
Com base nos dados presentes nas Tabelas 1 e 2, conclui‐se que as plantas arbóreas mais
freqüentes são: saboneteira, canafístula, oiticica e aroeira. Já em relação aos arbustos, a urtiga
branca, feijão bravo, jitirana e velame aparecem na maior parte das áreas pesquisada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BARBOSA, L. M. Manual para recuperação de áreas degradadas em matas ciliares do estado de São
Paulo. São Paulo: Instituto de Botânica, 2006.

DELEVATI, D. M.; Projeto de Preservação da Mata Ciliar no Rio Pardinho, 2004


Disponível em: <http://www.bvsde.paho.org/bvsaidis/uruguay30/BR08498Delevati.pdf.>
Acesso em: 06 de junho de 2001.

OLIVEIRA, M. C. de; DRUMOND, M. A. Matas Ciliares ‐ Manejo de Bacias Hidrográficas no Controle da


Erosão e na Melhoria do Uso da Água das Chuvas, 2002. Disponível em:
<http://www.cpatsa.embrapa.br/artigos/mataciliar.html.> Acesso em: 06 de junho de 2011.

PRIMO, D.C.; Vaz, L. M. S. Degradação e perturbação ambiental em matas ciliares: estudo de caso do
rio Itapicuru‐Açu em ponto novo e Filadélfia Bahia. Revista Eletrônica da Faculdade de Tecnologia e
Ciências. Ano IV n. 7, junho de 2006.

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ANÁLISE DO SISTEMA PRODUTIVO DO FEIJOEIRO MACASSAR (Vigna unguiculata L. Walp)


NO MUNICÍPIO DE TAPEROÁ – PB

José Thyago Aires Souza¹ ‐ UEPB; Juliane Neves de Lucena²; Wilma Danyella Brasil Campos³
André Aires de Farias4; Alexandra Leite da Farias1; Franklin Gomes Correia5; Suenildo Jósemo
Costa Oliveira6

¹ Graduandos do curso de Agroecologia ‐ UEPB, email: thyagotaperoa@hotmail.com;


² Graduanda em Engenharia florestal – UFCG, email: ju.lucena18@hotmail.com
3
Graduanda em Agroecologia ‐ UFPB, email: danyella_tpb@hotmail.com;
4
Mestrando em Recursos Naturais – UFCG, email: andreaires61@hotmail.com;

5
Graduando em Engenharia Agrícola – UFCG, email: frank_tpb@hotmail.com

6
Professor Dr. do Departamento de Agroecologia e Agropecuária ‐ UEPB, email:
suenildo@ccaa.uepb.edu.br

Resumo: Objetivou‐se fazer uma análise do sistema de produção da cultura do feijoeiro


Macassar e conhecer algumas técnicas utilizadas pelos produtores de feijão do município de
Taperoá – PB. A pesquisa foi realizada em 2011, com aplicação de questionários junto aos
produtores, constatou‐se que a maioria dos produtores cultiva o feijoeiro em áreas que
variam de 02 á 03 ha, sendo que estas apresentaram os mesmos percentuais (26,7%)
respectivamente, já 37,30% dos produtores preferem utilizar aração para o preparo do solo
antes do cultivo do feijoeiro, A grande maioria dos agricultores (53,30%) prefere cultivar o
feijoeiro na forma de covas, percebeu‐se que 93,30% dos produtores não fazem rotação de
cultura. Conclui‐se que o feijoeiro é uma cultura de extrema importância para a economia e
para sobrevivência da agricultura no município, necessitando, portanto de novas tecnologias
para aumento da produção e sustentabilidade do produtor.

Palavras Chave: Vigna unguiculata; Semiárido; Produção

Introdução

O feijoeiro é a cultura anual mais plantada no Brasil, sendo o cereal mais consumido
em seu território, apresenta uma vasta amplitude de genótipos, dividindo‐se basicamente

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em duas espécies vegetais, a Vigna unguiculata, representada pelo feijão caupi ou feijão‐de‐
corda, e o (Phaseolus vulgaris L.), representado pelo feijão carioquinha ou mulatinho. O
feijão comum tem origem americana(TORRES et. al, 2008; MASTRONTONIO et al, 2007) .
O feijão caupi, conhecido no Nordeste brasileiro por feijão macassar (Vigna
unguiculata L.) ou feijão‐de‐corda, é uma leguminosa anual herbácea que produz frutos tipo
vagem, podendo apresentar porte baixo e médio (Quin, 1997).
A região semi‐árida do nordeste do Brasil se caracteriza pela má distribuição das
chuvas no tempo e no espaço, apresentando um período de estiagem que ocorre de
setembro a dezembro, e um período chuvoso, de março a junho, representado por chuvas
de alta intensidade e de curta duração, resultando em elevado risco de perda de solo. As
atividades de agricultura de sequeiro na região se iniciam com as primeiras chuvas do ano,
coincidindo com o período de ocorrência de chuvas erosivas (Santos et al., 2006). Objetivou‐
se com este trabalho fazer uma análise do sistema de produção da cultura do feijoeiro
Macassar e conhecer algumas técnicas utilizadas pelos produtores de feijão do município de
Taperoá – PB

Metodologia

O Município de Taperoá ‐PB (Brasil) está localizado na microrregião do Cariri


Ocidental (7º 12” 23” Sul ‐ 36º 49” 25” Oeste), Possui área territorial de 640 km². O
município está incluído na área geográfica de abrangência do semi‐árido brasileiro
(Ministério da Integração Nacional 2005).

Este trabalho tratou‐se de uma pesquisa quali‐quantitativa, envolvendo agricultores


(produtores de feijão) no município de Taperoá – PB, na qual foram feitas entrevistas através
de questionários, foram feitas visitas nas propriedades onde foi possível observar as lavouras
de perto, aumentando‐se assim a interação e a troca de informações entre os produtores e
os pesquisadores e vice‐versa.

Os dados foram analisados de forma quali‐quantitativa, compreendendo assim a


triangulação, sugerida por Sato (1997) e Thiollent (1998), os quais afirmam que através da

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triangulação é possível que os dados sejam quantificados e descritos à medida que ocorre a
pesquisa.

Resultados e discussão

Para se identificar alguns processos trabalhados durante o ciclo da cultura do


feijoeiro no município de Taperoá ‐PB foi adotado o sistema de questionário, onde foi
possível identificar diversos fatores importantes para a manutenção e expansão dessa
cultura no Cariri Paraibano, foram levantados questionamentos sobre: Área Cultivada,
Práticas Culturais, Forma de Plantio, Rotação de Cultura.

Com base na figura 1, pode identifica‐se que 13,30 % dos produtores destinam uma
área de 01 hectare para a produção de feijão, pois justificam que as áreas restantes da
propriedade são de solo pouco fértil, por isso preferem cultivá‐lo em áreas mais férteis,
como as várzeas que ocupam uma pequena parte das propriedades, sendo que 26,70 %
deles preferem destinar 02 hectares para a produção desta leguminosa, já 26,70 %
afirmaram destinar em média 03 hectares para o cultivo do feijoeiro, enquanto 13,30 % dos
agricultores entrevistados possuem 04 hectares destinados à produção desta leguminosa
nas suas propriedades, sendo que 13,30 % dos produtores cultivam esta leguminosa em
áreas de 05 hectares, sem estes casos específicos onde se produz em grande escala,
considerando‐se que estamos numa região onde a obtenção de tecnologia pelos agricultores
ainda é o maior empecilho para o aumento da produção.

01ha
Área Cultivada
6,70% 13,30% 02ha
13,30%
03ha

26,70% 04ha
13,30% 05ha

mais de
26,70% 05ha

Figura 1: Área cultivada com a cultura do Feijoeiro.

Fonte: Pesquisa direta

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Em consenso com os dados da figura 2 podemos observar que 25,70 % dos


produtores passam a grade aradora antes da implantação da cultura do feijoeiro nesta área,
já 30,30 % deles utilizam o cultivador de tração animal, segundo eles com este equipamento
pode‐se trabalhar sem revolver muito o solo, 6,70% dos produtores utilizam o arado aiveca
de tração animal para este tipo de equipamento, afirmam que este funciona bem melhor do
que o cultivador por ele atingir uma maior profundidade de revolvimento do solo,
incorporando mais os adubos e restos de culturas que por ventura venham a ser utilizados
na adubação da cultura, sendo que a maioria deles (37,30%) utiliza como prática cultural a
aração, acrescentando que com esse tipo de prática é possível tardar a competição entre as
ervas daninhas e a cultura, por conta do revolvimento das mesmas para uma camada mais
inferior do subsolo, sendo assim este material degradado pelos microorganismos do solo,
transformando‐se em matéria orgânica e conseguentemente absorvido pelas plantas na
forma de nutrientes.

Práticas Culturais para o preparo do Solo


Gradagem
37,30% 25,70%
Arado Aiveca
Tração Animal
Cultivador
6,70% Tração Animal
Aração
30,30%

Figura 2: Práticas culturais adotadas pelos agricultores para a cultura do Feijoeiro.

Fonte: Pesquisa direta

Quando questionados sobre a forma de plantio 26,70% responderam que preferem


cultivar o feijoeiro em leirões, pois assim as plantas produzem mais devido a maior facilidade
de penetração das raízes por conta do revolvimento e melhor aeração do solo, facilitando
assim a busca por nutrientes, já a maioria deles (53,30%) preferem cultivar o feijoeiro no
sistema de covas, acrescentam que assim fica melhor para o controle das ervas daninhas,
desde que estas covas sejam cavadas no sistema conhecido como: “xadrez”, onde se pode
passar o cultivador dos quatro lados da planta, 20,0% dos produtores cultivam o feijoeiro
nos dois sistemas, sendo que utilizam o sistema de covas para os terrenos mais planos e o

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sistema de leirões para os terrenos mais declivosos, confeccionando‐os em curva de nível,


evitando assim a erosão e consequentemente os primeiros indícios de desertificação.

Forma de plantio
20,00% Leirões
26,70%

Covas

Leirões e
53,30% Covas

Figura 3: Forma de Plantio

Fonte: Pesquisa direta

Quando abordados sobre o fator rotação de cultura a grande maioria deles (93,30%),
respondeu que costumam cultivar o feijoeiro sempre na mesma área, não havendo assim a
rotação de cultura, havendo consequentemente assim uma diminuição da vida útil do solo,
já 6,70 % dos agricultores responderam que fazem rotação de cultura, pois assim o solo não
irá ficar desgastado, havendo sempre produção, o que consequentemente promovendo a
permanência desse agricultor na zona rural, havendo dessa forma: produtividade, gerando
renda e evitando o êxodo rural.

Rotação de Cultura
6,70%

Sim
Não

93,30%

Figura 4: Rotação de Cultura

Fonte: Pesquisa direta

Conclusão

A maioria dos produtores cultiva o feijoeiro em áreas que variam de 02 á 03 ha, sendo que
estas apresentaram os mesmos percentuais (26,7%), já 37,30% dos produtores preferem
utilizar aração para o preparo do solo antes do cultivo do feijoeiro, A grande maioria dos

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agricultores (53,30%) prefere cultivar o feijoeiro na forma de covas, percebeu‐se que 93,30%
dos produtores não fazem rotação de cultura.

Referências bibliográficas

MASTRANTONIO, J. J. da S.; PORTO, R. G. l.; GOMES, M. C. A escolha de cultivares de feijão


através de um modelo multicritério baseado no saber local. Rev. Bras. Agroecologia, v.2,
n.1, fev. 2007.

MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL ‐ MIN. Nova delimitação do Semi‐Árido Brasileiro.


Brasília, DF, 32p, 2005.

QUIN, F. M. Introduction. In: SING, B. B.; MOHAN RAJ, D. R.; DASHIEL, K. E.; JACKAI, L. E. N.
Advances in Cowpea Research. Ibadan: IITA‐JIRCAS, 1997. p. 9‐15.

SANTOS, T. E. M. Avaliação de técnicas de conservação de água e solo em bacia


experimental do semi‐árido pernambucano. Recife: UFRPE, 2006. 60p. Dissertação
Mestrado

SATO, M. Educação para o ambiente amazônico. Tese (doutorado em Ecologia de Recursos


Naturais) Universidade de São Carlos, São Paulo, 1997.

THIOLLENT, M. Metodologia de Pesquisa e Ação. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1998.

TORRES, S.B.; OLIVEIRA, F.N.; OLIVEIRA, R.C.; FERNANDES, J.B. Produtividade e morfologia
de acessos de caupi, em Mossoró, RN. Horticultura Brasileira. v. 26, n. 4, out.‐dez. UFERSA,
Mossoró – RN, 2008.

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ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DE MEL DE ABELHA (APIS MELLIFERA L.) NOS MUNICÍPIOS DE


BAIA DA TRAIÇÃO E MARCAÇÃO NO ESTADO DA PARAÍBA

Adailson S. Melo1
Pós‐Graduação em Tecnologia Agroalimentar,UFPB/CCHSA, e‐
mail:adailsonsoumelo@hotmail.com
Italo S. Aquino1
1
Prof. Dr. da Universidade Federal da Paraíba, UFPB/CCHSA, e‐mail:
italo.aquino@terra.com.br
George R. B. da Cruz2
Prof. Dr. da Universidade Federal da Paraíba, UFPB/CCHSA, e‐mail:
georgebeltrao@hotmail.com
Alexandre J. S. Miná3
Prof. Dr. da Universidade Federal da Paraíba, UFPB/CCHSA, e‐mail:
alexminha.uab.cchsa@gmail.com
Naijany A. P. Sousa4
Graduação Ciências Agrárias,UFPB/CCHSA, e‐mail: naijany.nadjy@hotmail.com
Maria V. Lins5
Pós‐Graduação em Tecnologia Agroalimentar,UFPB/CCHSA, e‐mail: agrolins@yahoo.com.br
Jeronimo G. Santos6
Técnico laboratorial, UFPB/CCHSA, e‐mail: Jeroh2o@ig.com.br

Resumo:
O Litoral (costeiro) da Paraíba destaca‐se por apresentar condições favoráveis para atividade
apícola. Porém, pouco se sabe sobre a qualidade do mel produzido nesta região,
especialmente sobre presença de microrganismos. O presente trabalho teve como objetivo
avaliar as características microbiológicas de mel de A. mellifera L. nos municípios de Baia da
Traição e Marcação localizados no Litoral (costeiro) da Paraíba. A pesquisa foi realizada no
Laboratório de Microbiologia de Alimentos da Universidade Federal da Paraíba. Foram
coletadas amostras destes municípios e encaminhadas para o LMA para análise
microbiológica do mel de A. melífera L. dos seguintes parâmetros: coliforme 35°C e
termotolerantes, fungos filamentosos e leveduras, Clostridium botulinum, Aeróbios
mesófilos, Salmonella spp. e Staphylococcus coagulase positivos, através da metodologia de
LANARA (1981). Utilizou‐se um delineamento inteiramente casualizado e teste de Tukey
(p<0,05); os dados foram analisados pelo programa SAS© “V8”. Os resultados mostraram
que os parâmetros coliforme 35°C, coliformes termotolerantes, fungos filamentosos e
leveduras, Clostridium botulinum, Aeróbios mesófilos, Salmonella spp. Staphylococcus
coagulase positivos estão dentro das normas pré‐estabelecidas pelo MAPA (2000). Conclui‐
se, então, que o mel de A. mellifera L. coletado nas cidades de Baia da Traição e Marcação,
Paraíba, está dentro da Instrução Normativa nº 11 de outubro de 2000 sendo, assim,
considerados como alimentos seguros.

Palavras‐chave: Apis melífera L., Mel, Microrganismos

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APONTAMENTOS E QUESTÕES PERTINENTES SOBRE O PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS


(PAA) NA COMUNIDADE NEGRA SENHOR DO BONFIM

Euriko dos Santos Yogi1; Carla Rafaela Pereira da Silva2; Cassiana Felipe de Souza³; Ewerton José de
Medeiros Torres4; Rosivaldo Gomes de Sá Sobrinho5; Ana Cristina S. Rosa6.

1
Eng. Agrônomo, bolsista CNPq de Extensão – Nível C (EXPC), DCFS; UFPB, CCA, Campus II, CEP
58397‐000. Email: eurikoyogi@hotmail.com

2
Estudante bolsista (IEX) DCFS; UFPB, CCA, Campus II. Email: Rafaela_2502@hotmail.com

3
Eng. Agrônoma colaboradora DCFS; UFPB, CCA, Campus II. Email: cassianafelipe@gmail.com

4
Professor, DCFS; UFPB, CCA, Campus II. Email: rosivaldo@cca.ufpb.br

5
Professora, DCFS; UFPB, CCA, Campus II. Email: anachrisrosa@terra.com.br

RESUMO: Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das ações do Fome Zero e tem
como objetivo garantir o acesso a alimentos e venda de produtos da agricultura familiar.
Esta é uma das políticas publicas que a Comunidade Negra Senhor do Bonfim acessa, sendo
contempladas 48% das famílias dessa comunidade, composta por 21 famílias remanescentes
de quilombola. A comunidade passa por um processo de desenvolvimento social, cultural e
econômico. Para obtenção dos dados foram aplicados questionários semi‐estruturados, no
período de março a maio de 2011. Apesar dos avanços no lado econômico e social da
comunidade através do acesso a renda no PAA, há uma série de medidas que devem ser
levadas em consideração para que o programa funcione plenamente no desenvolvimento da
agricultura familiar, entre eles a melhoria na infraestrutura e assistência técnica para os
agricultores.

Palavras‐chave: Programa de Aquisição de Alimentos ‐ PAA, Agricultura Familiar,


Comunidade Quilombola.

INTRODUÇÃO

Criado em 2003, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) “é uma das ações do


Fome Zero e tem como objetivo garantir o acesso a alimentos [...] às populações em situação
de insegurança alimentar e nutricional”, (BRASIL, 2011) como indígenas, quilombolas e

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acampados da reforma agrária; como também adquirir para a alimentação escolar,


favorecendo a cultura alimentar local (YASBEK, 2004); bem como promover a inclusão social
no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar (GONÇALVES et al., 2010).
O PAA, enquanto política pública é um dos instrumentos utilizados para a garantia da
segurança alimentar no país. Conforme Belik (2003), a segurança alimentar leva em conta
três aspectos principais: quantidade, qualidade e regularidade no acesso aos alimentos. Para
isso, como afirma o Ministério do Desenvolvimento Agrário (2011), o programa visa
contribuir para a formação de estoques estratégicos e permite aos agricultores familiares a
armazenagem de seus produtos para que sejam comercializados a preços mais justos.
A operacionalização do PAA é simples, pois a compra é feita diretamente [e sem
licitação] pela Conab, por preço compensador, respeitando as peculiaridades e hábitos
alimentares regionais e a situação do mercado local (CONAB, 2011). Dessa forma, o PAA se
configura como mais um mecanismo do Governo Federal para apoiar a agricultura familiar,
sendo uma ação complementar ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura
Familiar (PRONAF).
A Comunidade Negra Senhor do Bonfim, composta por 21 famílias remanescentes de
quilombolas, passa atualmente por um processo de desenvolvimento socioeconômico e
cultural, buscando a garantia dos seus direitos por meio do acesso a políticas públicas como
Bolsa Família e PAA, assim como a promoção do resgate da cultura, preservação ambiental e
melhoria da qualidade de vida. A partir das experiências vivenciadas no Projeto intitulado
“Cultivando autonomia: uma proposta de transição agroecológica, surgiu à necessidade de
identificar quais as principais dificuldades e a importância do fornecimento dos produtos
provenientes da agricultura familiar da comunidade para o PAA.
Assim, a necessidade de avaliação do programa é importante, pois, como afirma
Hespanhol (2009), pode desempenhar como uma política diferenciada em termos de
segurança alimentar e de fomento à produção agropecuária na escala local, ao envolver, de
um lado, os produtores rurais que tem dificuldades para comercializar a produção e, de
outro, as instituições que necessitam da doação de alimentos.

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MATERIAIS E MÉTODOS

Foi realizada uma pesquisa de campo que teve como ferramenta a observação
assistemática e entrevistas semi‐estruturadas com perguntas padronizadas. As
entrevistas foram conduzidas de forma que os entrevistados pudessem se expressar
livremente abordando seus problemas cotidianos e seus anseios. O questionário foi
aplicado no período de março a maio de 2011, com 17 famílias que residem na
comunidade. Além das entrevistas, a associação disponibilizou documentos com dados de
produção e venda para o PAA. Os dados foram organizados e transportados para o
programa Excel e tabulados os de maior relevância em gráficos e tabelas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Baseando‐se nos resultados obtidos pela análise das entrevistas e encontros com os
agricultores familiares residentes no município estudado, verificamos a importância da
agropecuária na composição da renda do produtor. Sabendo‐se que 48% pessoas da
comunidade acessam o PAA, fica evidente a importância dessa política pública na vida
desses agricultores. Aproximadamente 27% da população recebem o auxílio Bolsa Família,
que também aparece como importante fonte de renda complementar para as famílias.

Gráfico1. Fonte de Renda dos moradores.

PAA
8%

13% Bolsa Família

48% Feira/Atravessador
6%

Aposentadoria
27%
Emprego Fora da
Comunidade

O PAA sinaliza um novo estágio no que se refere às políticas de fortalecimento da


agricultura familiar, sobretudo porque atua na comercialização dos produtos (Schmitt,

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2005). A garantia de comercialização é uma grande ajuda para que os agricultores da


comunidade consigam se inserir no mercado, desta forma permanece distante dos mercados
internacionais de commodities agrícolas que segundo (Wanderley, 1999) mostram‐se
inadequados às especificidades desta categoria social, sobretudo no que se refere à escala
de produção e ao padrão tecnológico.
De modo geral o PAA incrementou a renda familiar e a capacidade de produção dos
agricultores da referida comunidade, uma vez que hoje, encontram‐se no quinto ano
consecutivo de contrato. É evidente que o programa contribuiu com a melhoria da auto‐
estima dos agricultores. Além de incentivar a policultura, valoriza os produtos, ajuda na
preservação de costumes e hábitos locais, disponibiliza produtos de boa qualidade para
merenda em creches, escolas e hospitais e liberta o agricultor da relação com o
atravessador.
Por outro lado foi observada certa dependência na comercialização de produtos no
PAA, tendo em vista que apenas 6% da população comercializam seus produtos em feiras
livres ou atravessadores. Segundo Cordeiro (2007), a criação de novos mercados deve ser
estimulada para evitar que os agricultores familiares se tornem dependentes do PAA, tendo
como única opção de comercialização um programa que estabelece limites anuais de
compra e ainda possui uma operação sujeita à incerteza quanto à disponibilidade de
recursos.
Outro aspecto importante a ser levantado é a falta de infraestrutura da comunidade
para diversificação de atividades. Observa‐se no quadro 1, que a comunidade comercializava
bolos e doces, sendo que no contrato do corrente ano, não puderam disponibilizar tais
produtos, pois não possuem cozinha em condições para atender a normas sanitárias.

Quadro1. Produtos, preço e quantidade dos produtos disponibilizados pela comunidade


Senhor do Bonfim para o PAA.
Produto Preço/kg (R$) Quantidade (kg)
Macaxeira 0,66 14.400
Doce de Côco 4,00 2.400
Doce 4,00 2.400

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Banana Pacovan 0,57 18.000


Laranja Cravo 1,08 18.000
Cebolinha 2,28 960
Couve 2,05 960
Coentro 1,69 900
Alface 2,27 885
Chuchu 0,93 1.225
Bolo 4,50 4.700
Carne de Frango 7,00 2.800
Abacate 1,20 3.300
*Dados do contrato de 2008

Foi identificada dificuldade da comunidade em atender a demanda de carne de


galinha caipira, mais uma vez esbarrando na falta de infraestrutura, uma vez que a atividade
requer galpões, maquinário para confecção de ração e ainda um abatedouro que siga as
normas da vigilância sanitária. Além da infraestrutura necessária para a criação, existe uma
série de outros cuidados no manejo e administração dessa atividade que carecem de
acompanhamento técnico para viabilizar a produção, os moradores relatam dificuldade em
transportar seus produtos, dificuldade em lidar com notas fiscais e demais burocracias
corriqueiras além do atraso na liberação de recursos.

CONCLUSÃO

O PAA possui função importante na reestruturação e desenvolvimento da agricultura familiar,


especialmente na comunidade estudada, porém deve levar em conta as dificuldades do agricultor em
cumprir certas imposições do programa. É necessária maior atenção de órgãos públicos e fiscalização
em relação à confecção de contratos e ainda no planejamento da produção, bem como maior
investimento em infraestrutura produtiva e capacitação para a agricultura familiar, possibilitando o
desenvolvimento de fato e colaborando para que o agricultor se torne autônomo.

AGRADECIMENTOS
Agradecemos todo apoio financeiro e científico do CNPq.

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REFERÊNCIAS

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beneficiários. Brasília: CONAB, 2007.

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ASPECTO DOS PEQUENOS PRODUTORES DE LEITE QUANTO AO USO ADEQUADO DE PRÁTICAS DE


HIGIENE DA ORDENHA E MANIPULAÇÃO DO PRODUTO SERTÃO PARAIBANO

Dagmar Luiz Dantas da Silva1, Maria de Fátima Dantas da Silva1, Kátia Otília Gomes Dutra1,
Ianne Gonçalves Silva Vieira1, Raimundo Andrade2

1
Graduados em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias, pela Universidade Estadual da
Paraíba, Campus IV, catolé do Rocha‐PB. CEP: 58884‐000. E‐mail:
dagmaremater@bol.com.br
2
Professor Doutor do Departamento de Agrárias e exatas, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐
000. Catolé do Rocha‐PB. E‐mail: raimundoandrade@uepb.edu.br

RESUMO: O levantamento foi desenvolvido no período compreendido entre os meses de


Abril e Maio/2008, onde foram previamente selecionados 20 pequenos produtores de leite
em 10 comunidades mais próximas, e representativas do município de Belém do Brejo do
Cruz, os quais exploram a área sob o sistema de agricultura familiar com produção diária
entre 20 e 100 litros. Foi aplicado para cada produtor, um questionário aberto, permitindo
dessa forma, que os mesmos, retratassem a realidade local e sua forma de exploração da
atividade pecuária. Os resultados foram que, 95% dos produtores declararam não possuir
local ou sala de ordenha e apenas 5% desses possuem. O percentual de 100% dos
produtores entrevistados declararam que fazem o mesmo os trabalhos de contenção e
ordenha concomitantemente.

Palavras Chave: Higiene, Ordenha, Leite, Qualidade do leite.

INTRODUÇÃO
Nos últimos anos o Brasil tem se destacado como um dos principais produtores de carne e
leite do mundo, ganhando cada vez mais destaque no mercado internacional.
Uma série de fatores deve ser levada em consideração, visto que, como grande produtor de
leite o Brasil pretende assumir um papel de destaque no mercado internacional, tendo em vista, que
o mercado de leite requer um produto de boa qualidade, e a falta dessa qualidade acarreta uma
baixa aceitação dos consumidores e conseqüente queda nas exportações.
A pecuária leiteira da região Nordeste, independente do tamanho da propriedade e de sua
localização, tem como principal característica um sistema de produção com baixa adoção de
tecnologia. Isto ocorre, porque a produção de leite em geral, é uma atividade complementar à

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atividade produtiva predominante na maioria das propriedades de produção de leite da região


Nordeste (ATHIÉ, 1988).
A atual situação da pecuária leiteira no Nordeste brasileiro tem como agravante a baixa
utilização de assistência técnica, a baixa utilização de credito, a falta de planos específicos por partes
das instituições governamentais, altas sazonalidade na oferta de leite, baixa produtividade por
animal e produção por propriedade, pouco ou quase nenhum acesso às informações de mercado e
de novas tecnologias que venham a melhorar o sistema produtivo de leite.
Assim, o conhecimento do perfil dos pequenos produtores sobre a adoção de
práticas adequadas de higiene e manipulação do produto, tem como finalidade fazer um
estudo destes, fazendo um esclarecimento sobre a importância dessas práticas para que
sejam melhoradas e o seu produto adquira maior aceitação no mercado consumidor com
conseqüente crescimento produtivo e econômico, tornando assim, sua propriedade mais
rentável.

MATERIAIS E MÉTODOS
O estudo foi desenvolvido no município de Belém do Brejo do Cruz, localizado na
microrregião de Catolé do Rocha ‐ PB, inserido na depressão sertaneja no semiárido
nordestino.
O levantamento foi desenvolvido no período compreendido entre os meses de Abril e
Maio/2008, onde foram previamente selecionados 20 pequenos produtores de leite em 10
comunidades mais próximas, e representativas do município de Belém do Brejo do Cruz, os
quais exploram a área sob o sistema de agricultura familiar com produção diária entre 20 e
100 litros. Foi aplicado para cada produtor, um questionário aberto, permitindo dessa
forma, que os mesmos, retratassem a realidade local e sua forma de exploração da atividade
pecuária.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
DESTINO DA PRODUÇÃO DE LEITE
De acordo com os dados levantados junto a pequenos produtores rurais foi possível
observar conforme Figura 1, que cerca de 65% dos produtores entrevistados destinam sua
produção para indústria de laticínios e que o restante de 35% destina sua produção para o

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consum
mo in naturaa, o que evvidencia quee uma gran
nde quantid
dade pessoas consome
e o leite
sem nenhum méto
odo de proccessamento
o e ou consservação. A média do iintervalo de
e tempo
entre a ordenha e o destino até o desttino foi de 47,7 minutos para o leite destinado ao
consum
mo in naturaa do leite, e de 38,57 paara o produ
uto destinad
do a fabricação de laticcínios.
S
Segundo Am
miot, (1991
1) o leite crru, o produ
uto integrall, refrigerad
do em prop
priedade
rural produtora de leite é nelaa mantido pelo
p período
o máximo de
d 48h (quarenta e oito
o horas),
mperatura igual ou infferior a 4ºC
em tem C (quatro graus
g Celsiu
us), que deeve ser atin
ngida no
máximo
o 3h (três horas) após o término da orden portado parra estabelecimento
nha, transp
industrial, para ser processad
do, onde deve aprese
entar, no momento
m do
o seu receb
bimento,
temperatura igual ou inferior a 7ºC (sete graus Celsiius).

Total d
de
10
00 Produtor
es
8
80
6
60
Produção
4
40 de leitte
2
20 para
laticínios
0

F
Figura 1. Desstino da Prod
dução de Leitte

UTILIZAÇ
ÇÃO DE SALLAS APROPR
RIADAS PAR
RA ORDENH
HA
V
Verificou‐ s através da Figura 2,
se 2 que apen
nas uma peequena parrte dos pro
odutores
possuem
m um local apropriado
o para a reealização daa ordenha com vasilhaames. Obse
ervou‐se
que 95%
% dos criad
dores declaararam não
o possuir saala de ordeenha apropriada e ape
enas 5%
possuem
m, e o total de 90% faazem o uso de vasilhames plásticcos para ord
denha e traansporte
do prod
duto e 10% m usando vasilhames de metal, o que pod
% continuam de comprometer a
qualidad
de do leite com conseq
qüente queeda na produção leiteirra.
S
Segundo Peeixoto (1985
5) o local daa ordenha deve
d ser beem arejado, com acomodações
adequadas ao servviço, permittindo uma higiene com
mpleta. Pelo
o menos, aas salas de ordenha
o
devem dispor de piso
p cimenttado e águaa em abund
dância paraa a higiene dos animaais e dos
ordenhaadores.

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100
90
80 Produtores que po
ossuem sala
de ordenha
o
70
60
Produtores que nã
ão possuem
50 a de ordenha
sala
40
30
Produtores que uttilizam
20 vasilhame de metaal
10
0

Fiigura 2. Utilização de salas apropriad


das para ordeenha.

UTILIZAÇÃO O DE AJUDAANTES NA PRÁTICA


P DA
A ORDENHA A
E relação a uso de ajudantes para contensãão e ou ordenha o resu
Em ultado obtid
do foi de
100% em ores entrevvistados oss quais decclararam que fazem o mesmo os dois
e produto
trabalho
os concomitantementee, às vezes esquecendo
o de tomar alguns cuid
dados higiênicos na
uto o que acaba comprometendo
obtençãão do produ o a qualidad mento e até a perda
de, o rendim
total do
o seu produto (Figura 3).
3 De acord
do com Valle (1985) o ordenhador
o r não deve conter a
vaca ficando esta tarefa
t por co
onta de outtra pessoa que
q não vai ter contato
o com o leitte.

100

80
Produutores
60 que usam
ajudantes para
enha
a orde
40 Produ utores
que não
am
utiliza
20 ajudantes na
orden nha

Figu
ura 3. Uso dee Utilização de
d ajudantess na prática da
d ordenha.

PRÁTICA
AS DE MAN
NEJO ADEQU
UADO: SUPLEMENTAÇ
ÇÃO MINERA
AL, VACINA
AÇÃO E CON
NTROLE
DE END
DO E ECTOP
PARASITOS
N que diz respeito ao
No o uso de suplementaçãão mineral, vacinação e controle de endo
e ectop
parasitos, 10
00% dos prrodutores entrevistado
os fazem o uso dessas praticas te
endo em

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vista qu
ue o uso daas mesmas condiciona o animal a uma boa produção
p e qualidade do leite
(Figura 4).
C
Conforme L
Lerche (196
69) a vacinaação é umaa medida muito
m efetivva de preve
enção de
doençass, porque aumenta a resistência dos anim
mais contra uma detterminada doença,
estimulando a prod
dução de an
nticorpos.
A mineralização do reb
banho é um
m importante meio de prevenção
p de doenças além de
d
forneceer uma seriee de sais min
nerais não disponíveis
d na ração (H
HOLMES, 19
989).
O controle de endo e ectoparasitos são ind
dispensáveiis na produ
ução leiteiraa a qual
depende da sanidade do aniimal na pro
odução com
mo também
m na qualid
dade do prroduto e
consequ
uentementee na produçção de rend
da no estabe
elecimento (CENAGRI, 2004).

100 Produtores que


90 ção
mineralizaç
80
70 Produtores que fazem
60 vacinação periodica
p
50
40 Produtores que fazem
controle de endo e
30
ectoparasitos
20
10 Produtores que não
s práticas
fazem essas
0

Figura 4.
4 Práticas de manejo adequado: su
uplementaçãão mineral, vacinação
v e controle de
e endo e
ectop
parasitos.

C
CONCLUSÕE
ES
• A maiorria dos peq
quenos prod
dutores (65
5%) destina sua produção para pe
equenas
indústriias de laticín
nios do próprio municíípio e municcípios vizinh
hos;
• A maiorria desses pequenos
p produtores (95%) não possui
p sala d
de ordenha e todos
entrevisstados (100
0%), não posssuem ajudantes para a ordenha e ou conten
nsão dos
animaiss ficando essa tarefa paara a mesma pessoa.

REFERÊNC
CIAS BIBLIO
OGRÁFICAS
AMIOT, J. et al. Ciê
ência y tecn
nologia de laa leche. Zarragoza: Acribia 1991. 547.p

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2007. 36p.

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ASPECTO PRODUTIVO DA CULTURA DO MELÃO: UMA ANÁLISE DOS IMPACTOS NO AGROPÓLO


MOSSORÓ‐ASSÚ/RN

Claudinete Ligia Lopes Costa 1; Maria da Conceição Freitas Moura2; Ludimilla Carvalho Serafim de
Oliveira3, Allysson Pereira dos Santos 4, Shamyra Geórgia de Azevedo e Silva 5;

1
Mestranda em Ciências do Solo – UFERSA, e‐mail: claudinetellcosta@hotmail.com

2
Mestranda em Fitotecnia – UFERSA, e‐mail: ceicaomoura@hotmail.com

3
Professora do Departamento de Agrotecnologia e Ciências Sociais – UFERSA, e‐mail:
ludimillaoliveira@globo.com

4
Mestrando em Ciências do Solo – UFERSA, e‐mail: allysseng@gmail.com

5
Graduanda em Agronomia – UFERSA,e‐mail: shamyrageorgia@hotmail.com

Resumo: O meloeiro é uma espécie polimórfica pertencente à família das Cucurbitáceas e ao gênero
Cucumis. É uma planta anual, herbácea, diplóide e alógama. Tem grande representabilidade na pauta
de exportações de frutos brasileiros, devido o favorecimento das condições climáticas que a região
nordeste apresenta. Os dois principais agropólos são: o baixo Jaguaribe/CE e o Mossoró/Assú ‐ RN. A
presente pesquisa teve como objetivo mostrar os principais impactos ambientais ocasionados pela
atividade produtiva do melão no agropólo Mossoró/Assú ‐ RN. A metodologia baseou‐se em visitas e
observações de campo atrelando as formas de manuseio do preparo firmado do solo na implantação
dessa cultura, além do levantamento de dados bibliográficos. Os resultados mostraram impactos
ambientais no cenário dessa atividade, começando pelo desmatamento, preparo do solo e os tratos
culturais, em especial, ao uso dos agrotóxicos, que além de contaminar o ambiente, podem causar
problemas a saúde humana, seja na aplicação desses produtos no campo ou nos resíduos
alimentares. Dessa forma, os dados mostraram que mesmo sendo impactante a atividade meloeira,
mas é viável de se trabalhar, pois há medidas mitigadoras para a recuperação dessas áreas.

Palavras‐chave: Cucumis melo L., impactos ambientais, sustentabilidade.

INTRODUÇÃO

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O melão (Cucumis melo L.) pertence à família das Cucurbitáceas é uma planta anual, herbácea,
diplóide (2n= 2x=24 cromossomos) possuindo um sistema radicular superficial e praticamente sem
raízes adventícias; apresenta baixa capacidade de regeneração quando danificado, com caule de
crescimento rasteiro ou prostrado, e nós com gemas, sendo que dessas gemas desenvolvem‐se
gavinhas, folhas, novos caules ou ramificações. (FONTES e PUIATTI, 2005).

Para muitos autores o melão é uma planta alógama, porém segundo Mathew et al (1986) há
registro que se trata de uma planta de reprodução mista. Alguns frutos são oriundos de polinização
cruzada e outros da autapolinização.

É uma espécie exigente em temperaturas que de acordo com Nicolas et al. (1989) as mesmas
variam de 28 ºc a 32 ºc para a germinação das sementes, 20 ºc a 32 ºc para a floração e 25 ºc a 30 ºc
para o desenvolvimento vegetativo.

O Nordeste Brasileiro vem se mostrando bastante favorável ao cultivo dessa cultura


(Cucumis melo L.), destacando‐se com uma produção nacional em torno de 99,93%, tendo os Estados
do Ceará e Rio Grande do Norte com uma participação de aproximadamente 60,88% e 37,48%,
respectivamente. (MDICE, 2011).

Dessa forma, há uma exploração nas áreas de cultivo, para o trabalho nas etapas necessárias
para firmar a cultura ao solo, gerando assim impactos ao meio, através do desmatamento, uso
intensivo de maquinários agrícolas, fertilizantes e produtos químicos, que afugenta ou até elimina a
população de inimigos naturais, que antes era responsável pelo equilíbrio ecológico, além de
trabalhar o monocultivo. É entendido, pois, um desequilíbrio resultante da ação do homem sobre o
meio ambiente.

Porém, com as determinações impostas pela legislação ambiental (lei 6.938/81) sobre a
preocupação com o meio ambiente, há a necessidade de trabalhar de modo produtivo e sustentável,
basta adequar aos modos corretos de produção, sempre com a finalidade de produzir em grande
escala para a população e obedecer aos requisitos ambientais, pois é preciso manejar o meio
ambiente de forma segura, para que possa garantir o alimento e uma vida saudável e de qualidade
para os nossos descendentes.

Dessa forma, é necessária a identificação dos impactos presentes nessa atividade que gera
rentabilidade ao Estado do Nordeste Brasileiro, dentre os principais métodos de avaliação de
impacto ambiental, de acordo com Barrow (1997) podemos citar o método Delfos, também

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conhecido como “ad hoc”, a listagem de controle (checklist), as matrizes de interação, as redes de
interação e os modelos de simulação.

Partindo das discussões a cerca do cultivo do meloeiro, o presente trabalho teve como
objetivo mostrar os principais impactos ambientais ocasionados pela atividade produtiva do melão
(Cucumis melo L.) no agropólo Mossoró/Assú/RN.

MATERIAL E MÉTODOS

Como primeira etapa para a realização da pesquisa, foi feita uma revisão de literatura, a fim de
propor um referencial teórico‐analítico para o estudo em questão, averiguando as principais
questões ambientais relacionadas à atividade meloeira. Para isso realizou‐se visitas a campo, em que
foram observados os processos produtivos dessa cultura, as visitas foram realizadas em três fazendas
produtoras de melão (Dinamarca, Nortfruit e Brasil Melon) durante o processo de implantação da
cultura, as mesmas eram pertencentes ao Agropólo Mossoró‐Assú/RN, o qual se encontra na
mesorregião Oeste potiguar no Nordeste Brasileiro.

Partindo das observações, seguiram‐se as anotações dos dados observados, em que gerou
uma matriz, denominada matriz de Leopold, a qual menciona os principais impactos atrelados à
forma de trabalho e exploração das terras cultiváveis. A matriz é um método quantitativo de
avaliação de impacto, que segundo Tommasi (1994), permite uma rápida identificação, ainda que
preliminar, dos problemas ambientais envolvidos em determinado processo, também permite
identificar para cada atividade, os efeitos potenciais sobre as variáveis ambientais. Em cada
quadrado, terá uma interação, sendo na parte superior esquerda, indicando a magnitude da ação
sobre a característica ambiental e a outra metade inferior direita, mostrará a importância da ação. A
avaliação tanto da magnitude como a importância, terá uma escala variando de 1 a 10, além do mais,
se o impacto for benéfico, haverá um sinal (+) antes do valor numérico, caso contrário, o sinal será (‐
).

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Com base nos dados observados em campo, serão discutidos alguns dos principais impactos do
setor agrícola da cadeia produtiva do melão.

Desmatamento das áreas

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É comum observar a prática do monocultivo nas áreas que se cultiva o melão, em virtude da
expansão de novas áreas para a implantação dessa Cucurbitácea, essas áreas que antes era coberta
pela vegetação da caatinga, vão sendo desmatadas e incorporadas ao sistema produtivo do
meloeiro, perdendo assim a biodiversidade. Frente a isso, é observável a limpeza do terreno, através
da mecanização e em muitos casos queimadas, o que geram perdas do teor de matéria orgânica e a
fertilidade do solo. É preocupante, pois esse desmatamento pode levar a consequências mais sérias
como a desertificação.

Preparo do solo para a implantação da cultura

Feito o desmatamento das novas áreas ou o preparo das áreas cultivadas anteriormente, a
camada do solo é submetida a diversos trabalhos, como a aração, gradagem e quando os solos estão
muito compactados é realizada a subsolagem, em seguida é feito o sulcamento para a aplicação dos
fertilizantes de fundação.

No manejo do solo, a maior preocupação esta na mecanização intensiva, o que pode gerar
degradação da estrutura, formação de crosta superficial e a erosão do solo.

A matriz abaixo mostra o grau do impacto das atividades do meloeiro:

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Solo

Componentes

Parâmetros

Propriedades químicas
Propriedades físicas

Microorganismos

Totais parciais
desertificação
erosão
Etapas

A B C D E F

Desmatamento +10 +10 +10 +7 +7 8.8

‐7 ‐4

‐5 ‐5 ‐6 ‐ 5.4

Preparo do solo +7 +7 +7 +6 +5 6.4

‐8 ‐6 ‐4 ‐4 ‐ 5.4
‐5

Monocultivo +6 +8 +5 +6 +5 6.0

‐3 ‐7 ‐4 ‐4 ‐3 ‐ 4.2

Aplicação dos agrotóxicos +4 +8 +8 +3 +3 5.2

‐2 ‐6 ‐1 ‐1 ‐ 3,2
‐6

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Utilização do mulching +3 +3 +7 +3 +3 3.8

‐2 ‐2 ‐6 ‐2 ‐1
‐ 2.6

Utilização da manta +3 +4 +4 +4 +2 3.4

‐2 ‐2 ‐3 ‐2 ‐1 ‐2.0

Tabela 1 ‐ Matriz de Leopold. (Fonte: Tommasi, 1994).

Escala dos impactos: 1 a 3 (moderado desprezível); 4 a 7 (significante); 8 a 10 (Extremo).

Tratos culturais após a cultura em campo

De todos os possíveis impactos ao longo da cadeia produtiva do melão, a utilização dos


agrotóxicos tem sido preocupante, pois mesmo com a fiscalização, ainda é percebida muita
irregularidade na aplicação dos produtos químicos. Uma vez que, a cultura do meloeiro é altamente
demandante dos defensivos agrícolas. (NEVES, et al. 2002).

Merece destacar também, o uso do plástico (Mulching) para o controle das plantas daninhas e
a manta, com a finalidade de evitar ataques de pragas, ambos utilizados na cobertura do canteiro,
pois essa prática pode trazer interferências no ambiente, através da elevação da temperatura do solo
e a redução da oxigenação, podendo assim, contribuir para a perda da biodiversidade do solo.
(FIGUEIRÊDO et al, 2003). Além do mais, esses autores também ressaltam a contaminação do solo
com os restos do plástico que se rompe com os tratos culturais e com retirada do mesmo após o
cultivo. Porém vale ressaltar, um impacto positivo significativo, pois com o controle das plantas
daninhas e as pragas, feito de modo já descrito acima, haverá uma redução da aplicação dos
produtos químicos, minimizando dessa forma, a contaminação do solo por esses produtos.

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CONCLUSÕES
Medidas mitigadoras em recuperação da área degradada são capazes de contornar os
impactos ambientais trazidos pela cultura do melão;

As fazendas estudadas trabalham a sustentabilidade ao usarem os métodos de


gotejamento e controle biológico.

REFERÊNCIAS
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ASPECTOS DA QUALIDADE EXTERNA E INTERNA DO OVO DE POEDEIRA SEMIPESADA (DEKALB


BROWN)

Ana Karoline Rocha Lucena Targino1, Danielle Alves Dantas2, José Humberto Vilar da Silva3
Nalberlania Alves Chagas4, José Jordão Filho5, Thiago de Sousa Melo6

1
Aluna de Bacharelado em Agroindústria‐CCHSA/UFPB/Bananeiras‐PB, Cep 58220‐000. Bolsista PIBIC,
CNPq .E‐mail: karoline_targino@hotmail.com

2
Mestranda em Zootecnia‐ PPGZ/CCA/UFPB/Areia‐PB, Bolsista da CAPES.Email:
danielli.alves@hotmail.com

3
Professor do Programa de Doutorado em Zootecnia – UFPB/AREIA. Bolsista Produtividade em
Pesquisa, CNPq. E‐mail: vilardasiva@yahoo.com.br

4
Mestranda em Zootecnia‐UFCG‐nal_agrarias@hotmail.com

5
Professor do Departamento de Agropecuária do CCHSA/UFPB/Bananeiras – PB. E‐mail:
jjordaofilho@yahoo.com.br
6
Aluno do Mestrado do PPGTA, CCHSA/UFPB, Bananeiras – PB.E‐mail:
thiagosoumelo@hotmail.com

Resumo: Objetivou‐se com essa pesquisa verificar os aspectos da qualidade externa e interna do ovo
de poedeira semipesada (Dekalb Brown). Conduzido no laboratório avícola do Centro de Ciências
Humanas, Sociais e Agrárias (CCHSA), campus III, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), situado
no município de Bananeiras, durante o período de jan de 2010 a outubro de 2010. Na fase de postura
as aves que receberam os diferentes planos de nutrição na fase de crescimento foram removidas
para três planos de nutrição durante a fase de postura: T1 (controle) = 100% das exigências de
proteína total; T2 = 5% de redução da proteína total; e T3= 10% de redução da proteína total. O
experimento foi desenvolvido num delineamento inteiramente ao acaso resultando em nove
tratamentos, cada um com seis repetições de seis aves. As variáveis a estudadas para avaliação
foram: peso do ovo (PO g), peso da gema (PG g), peso da clara (PCL g), peso da casca úmida (PCU g),
peso da casca seca (PCS g) e gravidade especifica (GE). Apenas a variável GE diferenciou

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estatisticamente entre si. Portanto, os níveis de proteína pesquisados não afetaram a qualidade
externa e interna do ovo na fase de produção.

Palavras‐chave: crescimento, nutrição, exigência

INTRODUÇÃO

O ovo é um dos alimentos mais completos para a alimentação humana, pois apresenta na sua
composição uma proteína de excelente valor biológico, que reúne a maior parte dos aminoácidos
essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos (TERRA, 1999). O ovo é um corpo unicelular, formado
no ovário ou oviduto. Compõe‐se de protoplasma, vesículas germinativas e envoltórios, e contém os
nutrientes essenciais para nutrir o gérmen da respectiva espécie (ORNELLAS, 1985).

As quatro partes principais do ovo são a casca, a membrana da casca, a gema e a clara. A casca
representa 10% do peso do ovo, enquanto que a gema, ou ovócito, representa 30% do peso total do
ovo e a clara, ou albume, representa 60% do peso do ovo. O peso da membrana da casca é
desprezível. A casca é constituída por uma armação de substâncias orgânicas (escleroproteína e
colágeno) e minerais (carbonato de cálcio e de magnésio) (ORNELLAS, 1985). A casca externa do ovo
possui pequenos poros para a troca dos gases. A membrana interna e a casca externa, formadas por
queratina, agem como camadas protetoras contra rompimentos e invasões microbianas. Na
extremidade mais larga do ovo, essas membranas estão separadas, dando lugar a um espaço
normalmente considerado como câmara de ar.

Assim objetivou‐se com este trabalho verificar os aspectos da qualidade externa e interna do
ovo de poedeira semipesada (Dekalb Brown).

MATERIAIS E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no laboratório avícola do Centro de Ciências Humanas,


Sociais e Agrárias (CCHSA), campus III, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), situado no
município de Bananeiras, na microrregião brejeira do estado, durante o período de janeiro
de 2010 a outubro de 2010.

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Na fase de crescimento (1 a 6, 7 a 12 e 13 a 16 semanas de idade) as aves foram submetidas


a três planos de nutrição, estabelecidos com base na redução da proteína da ração da seguinte
forma: Tratamentos 1 (T1) controle = 100% das exigências de proteína total; T2 = 5% de redução da
proteína total; e T3= 10% de redução da proteína total.

Na fase de postura as aves que receberam os diferentes planos de nutrição na fase de


crescimento foram removidas para três planos de nutrição durante a fase de postura: T1 (controle) =
100% das exigências de proteína total; T2 = 5% de redução da proteína total; e T3= 10% de redução
da proteína total. O experimento foi desenvolvido num delineamento inteiramente ao acaso
resultando em nove tratamentos, cada um com seis repetições de seis aves, durante 8 semanas,
resultando em duas fases de vinte e oito dias. As rações a base de milho e farelo de soja foram
formuladas de acordo com as recomendações de Rostagno et al. (2005) e, exceto proteína, atender
as exigências das aves em todos os nutrientes. (Tabela 1).

Tabela 1‐ Composição da ração basal utilizada no experimento. Composição percentual das


dietas na matéria natural. UFPB. Bananeiras – PB, 2011

Ingredientes T1* T2** T3***

Milho 58,291 60,978 63,921

Farelo de soja 26,887 24,632 22,110

Óleo 2,538 2,074 1,551

Calcário 9,758 9,764 9,770

Fosfato 1,513 1,524 1,535

Sal comum 0,536 0,536 0,536

DL‐Metionina 0,196 0,212 0,231

L‐Lisina HCl ‐‐‐ ‐‐‐ 0,066

Cloreto de colina 0,100 0,100 0,100

Mistura vitamínica 0,100 0,100 0,100

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Mistura mineral 0,070 0,070 0,070

Antioxidante 0,010 0,010 0,010

Total 100,0 100,0 100,0

Composição química

Proteína Bruta 17,0 16,2 15,3

EM (Kcal/Kg) 2.810 2.810 2.810

Cálcio 4,20 4,20 4,20

Fósforo disponível 0,375 0,375 0,375

Lisina 0,808 0,756 0,750

Metionina + cistina 0,683 0,683 0,683

Triptofano 0,186 0,175 0,162

Treonina 0,580 0,551 0,520

Arginina 1,070 1,008 0,938

Valina 0,723 0,689 0,650

Isoleucina 0,668 0,631 0,591

Leucina 1,431 1,385 1,332

Histidina 0,438 0,420 0,399

Fenilalanina + Tirosina 1,330 1,266 1,194

*Ração Referência – RR; **Ração com redução de 5% da proteína da ração RR; *** Ração com
redução de 10% da proteína da ração RR. 1Recomendação Rostagno et al. (2005) página – 108, para
aves com produção de 50 g de ovo/dia. 2Energia metabolizável determinada com base na
recomendação de Rostagno et al.

As variáveis estudadas para avaliação foram: peso do ovo (PO g), peso da gema (PG g), peso da
clara (PCL g), peso da casca úmida (PCU g), peso da casca seca (PCS g) e gravidade especifica (GE).

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Foram coletados 2 ovos de cada parcela para posteriores analises, cujo peso dos ovos é a
média do peso dos ovos produzidos nos últimos três dias consecutivos de cada fase, posteriormente
obteve‐se o peso da gema e a casca úmida, derivando o peso da clara, o peso da casca seca foi feito
após uma pré secagem em estufa a 60°C por duas horas. Em relação a gravidade especifica todos os
ovos coletados durante o dia foram imersos e avaliados em soluções de NaCl com densidade
variando de 60 a 100%, com intervalos de 2,5 entre elas, sendo a gravidade especifica ou densidade
medido por meio de um densímetro da marca OM‐5565, sendo expresso em g/cm³.

As análises estatísticas foram analisadas utilizando‐se o programa estatístico SISVAR 5.0,


sendo as médias comparadas pelo teste de Student Newman Keuls, a 5% de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os níveis protéicos na fase de sete a dezoito semanas de idade não influenciaram no
desempenho da qualidade interna e externa do ovo, porém para a variável gravidade especifica
pode‐se observar diferença estatística a 5 % de probabilidade pelo teste SNK (Tabela 2).

Tabela 2. Peso do ovo (PO), peso da gema (PG), peso da clara (PCL g), peso da casca úmida (PCU g),
peso da casca seca (PCS g) e gravidade especifica (GE).

Níveis de PB PO PG PCL PCS PCU GE

17,0 62,19 14,17 39,67 5,72 8,81 1,088a,b

17,0 61,46 13,99 38,61 5,85 9,03 1,089a,b

17,0 61,00 14,67 39,72 5,66 8,56 1,088a,b

16,2 59,91 14,65 42,68 6,17 9,40 1,090a

16,2 59,85 15,88 42,11 6,41 9,02 1,089a,b

16,2 62,31 15,63 43,03 5,92 9,36 1,088a,b

15,3 61,09 12,48 35,09 5,00 9,54 1,090a,b

15,3 61,64 15,94 42,34 6,33 9,98 1,087b

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15,3 62,41 15,00 42,52 6,38 10,04 1,090a,b

CV 4,32 15,86 14,85 17,45 20,24 0,15

a,b
Letras na mesma coluna diferem entre si (p<0,05).

Assim, confirmando os resultados do trabalho de Silva et al.(2010), quando reduziu a proteína


da dieta de poedeiras não teve influencia (P<0,05) para as características de qualidade interna do
ovo, ressaltando que proteína deve estar bem balanceada e ser de alta qualidade, para que a ave
possa maximizar sua produção de ovos de maneira economicamente viável.

CONCLUSÃO
Os níveis de proteína pesquisados não afetaram a qualidade externa e interna do ovo nas
variáveis analisadas.

REFERÊNCIAS
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ATIVIDADE DA REDUTASE DO NITRATO EM FOLHAS DE MILHO EM ESTÁDIO INICIAL DE


DESENVOLVIMENTO ADUBADO COM FONTE ORGÂNICA DE NITROGÊNIO

Ronaldo do Nascimento1, Diego Anderson Morais do Nascimento2, Aryadne Ellen Vilar de


Alencar2, José Wilson da Silva Barbosa3, Jailma Ribeiro de Andrade3,.

1
Professor Associado da Unidade Acadêmica de Engenharia Agrícola (UFCG/CTRN).
ronaldo@deag.ufcg.edu.br

2
Alunos do curso de Graduação em Agronomia da UFPB. Areia ‐ PB.
dieguinho@hotmail.com

3
Alunos de Mestrado do Programa de Pós Graduação em Engenharia Agrícola
(UFCG/CTRN).

Resumo: O milho é cultivado em uma diversidade de ambientes que podem ocorrer em


razão da variação de locais, das épocas de semeadura, dos níveis de adubação, das questões
sociais, técnicas e económicas, entre outras. O nitrato é a fonte de N mais comum para as
plantas, e absorvido nas raízes deve ser reduzido à amónia antes de ser incorporado em
compostos orgânicos no próprio sistema radicular e/ou na parte aérea, isso ocorre através
de uma enzima chave, a redutase do nitrato. Foram utilizadas sementes de milho, cultivar
BRS 3060, de uso comum no Rio Grande do Sul, ciultivadas em vasos de polietileno com
capacidade para 1,5 kg de areia lavada como substrato e mantidas em ambiente de casa de
vegetação climatizada com temperatura controlada de 28 ± 1°C e UR 80 %. Para a
quantificação da redutase do nitrato, foi determinado o peso fresco de segmentos foliares,
adicionando‐se a eles 5 mL do meio de incubação, submetendo‐o a vácuo por 5 minutos no
escuro, transferindo‐se para banho‐maria a 30°C. O presente trabalho teve por objetivo
avaliar a eficiência da aplicação foliar de ureia, isolada e associada a diferentes aminoácidos,
através da atividade da enzima redutase do nitrato .

Palavras‐chave: adubação, redutase

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Introdução

O milho é cultivado em uma diversidade de ambientes que podem ocorrer em razão da


variação de locais, das épocas de semeadura, dos níveis de adubação, das questões sociais, técnicas
e económicas, entre outras (Schmildt & Krause, 2003). O milho participa com cerca de 33% da
produção de grãos (IBGE, 2000/2001), contribuindo para a economia estadual sob a forma de
produto consumido in natura e como matéria‐prima das indústrias de transformação (Indicações
Técnicas, 2001).

Durante o estádio de crescimento vegetativo, o milho requer alta demanda por nitrogénio
(N). Cerca de 50 a 70% do nitrogénio total das folhas é integrante de enzimas que estão associadas
aos clioroplastos. Argenta et ai. (2001) e Andreeva et ai. (1998) afirmam que o desenvolvimento e o
funcionamento do sistema fotossintético das plantas é dependente da assimilação de nitrogênio, o
que é feito às custas de um consumo energético, comparável ao gasto na redução do carbono.

O nitrato é a fonte de N mais comum para as plantas, e absorvido nas raízes deve ser
reduzido à amónia antes de ser incorporado em compostos orgânicos no próprio sistema radicular
e/ou na parte aérea, isso ocorre através de uma enzima chave, a redutase do nitrato (E.C. 1.6.6.2)
(Kleinhofs & Warner, 1990; Purcino et ai., 1998). Quando o N na forma de nitrato é adicionado ao
meio de cultivo, a atividade da redutase do nitrato (Oaks, 1992) e a quantidade de proteína‐
redutase do nitrato (Somers et: ai., 1983) são aumentadas em diferentes tecidos das folhas e raízes,
embora a atividade da referida enzima varie em função de alguns fatores, entre eles a própria
concentração de nitrato.

O presente trabalho teve por objetivo avaliar a eficiência da aplicação foliar de ureia,
isolada e associada a diferentes aminoácidos, através da atividade da enzima redutase do nitrato
em plantas jovens de milho.

Metodologia

Foram utilizadas sementes de milho, cultivar BRS 3060, de uso comum no Rio Grande do
Sul, ciultivadas em vasos de polietileno com capacidade para 1,5 kg de areia lavada como substrato
e mantidas em ambiente de casa de vegetação climatizada com temperatura controlada de 28 ±
1°C e UR 80 %. As plantas de milho foram tratadas com diferentes fontes de nitrogénio, a saber:
Ureia 1%; Ureia 1% + Glutamina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% + Asparagina (1,2 mgN/ mL), Ureia 1% +
Alantoína (11,2 mgN/ mL), e controle sem nitrogénio (H2O) aplicadas via foliar, sendo que em todos
os tratamentos foi colocado 0,2 mL de dispersante jet oil. Aos cinco dias após a emergência (DAE)

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foi feita a primeira aplicação das diferentes fontes, sendo que esta se repetiu a cada cinco dias, até
o término do experimento. Nos intervalos das aplicações foi fornecida às plantas solução de
Hoagland (Hoagland & Amon, 1938), modificada, sem nitrogénio. O volume aplicado de cada fonte
foi inicialmente de 5 mL e após de 10 mL para todos os vasos. Em cada vaso foi utilizada uma "capa
plástica" a fim de evitar a contaminação do substrato com ureia. Aos 30 DAE as plantas foram
levadas ao laboratório para realização das análises bioquímicas.

Para a quantificação da redutase do nitrato, foi determinado o peso fresco de segmentos


foliares, adicionando‐se a eles 5 mL do meio de incubação, submetendo‐o a vácuo por 5 minutos
no escuro, transferindo‐se para banho‐maria a 30 °C, também no escuro, por 30 minutos. Após,
decorrido este tempo, foram retiradas aliquotas de 2 mL, determinando‐se o teor de nitrito
adicionando‐se 0,3 mL de sulfanilamida a 1% em HC1 3N; 0,3 mL de N‐1 naftil etilenodiamida 0,2 %
e 1,4 mL de água destilada, deixando‐se em repouso por 20 minutos. Em seguida a leitura foi feita
em espectrofotômetro n» comprimento de onda de 540 nm. A atividade da nitrato redutase foi
determinada pelo método in vivo de acordo com Jaworski (1971).

A unidade experimental constituiu‐se de um vaso contendo duas plantas. Os tratamentos,


repetidos cinco vezes, foram dispostos inteiramente ao acaso e os seus efeitos testados pelas
médias obtidas que foram comparadas pelo teste Tukey a 1 % de probabilidade.

Resultados e Discussão

Observou‐se atividade da redutase do nitrato tanto nas raízes quanto nas folhas (Figura 1).
Isto pode ocorrer de maneira simultânea ou não entre esses órgãos, de acordo com a espécie
(Patê. 1980) e com as ambientais (Costa, 1986). Outro fator extremamente importante é a forma
como o nitrogénio é fornecido à planta, o que pode promover alterações na atividade da enzima.

Em geral houve maior atividade da redutase do nitrato nas raízes do que nas folhas,
independentemente da fonte nitrogenada utilizada (Figura 1). Nas folhas, o tratamento mais
efetivo foi ureia + asparagina; nas raízes as fontes nitrogenadas utilizadas foram igualmente
eficientes (Figura 1), demonstrando que as folhas apresentaram maior sensibilidade de enzima a
variações na fonte de nitrogénio, sendo que diferentes aminoácidos podem acarretar diferentes
respostas na atividade da redutase do nitrato (Aslam et ai., 2001).

A atividade, como também a síntese, da redutase do nitrato é influenciada por vários


estímulos ambientais (Costa, 1986) e endógenos (Srivastava, 1980), dentre os quais, diferentes
aminoácidos. Aslam et ai. (2001), avaliando o efeito diferencial de vários aminoácidos sobre a

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atividade da redutase do nitrato em cevada, observaram que ácido glutâmico, ácido aspártico,
glutamina e asparagina inibiram a atividade da enzima, no entanto o efeito é diferencial nas raízes e
folhas, o que foi observado também neste experimento com plantas jovens de milho.

Figura 2. Atividade da redutase do nitrato, em plantas jovens de milho pulverizadas com água (A),
ureia 1% (U), isolada e em associação com, alantoína (aln), glutamina (gln) e asparagina (asn), aos 30 DAE.
Médias seguidas de letras maiúsculas distintas, diferem entre si, na comparação entre parte aérea (PA) e
raízes (R), e minúsculas entre os tratamentos, em cada parte da planta, pelo teste Tukey à 1% de
probabilidade.

Conclusões

Nas condições em que o experimento foi realizado conclui‐se que a atividade da redutase
do nitrato é influenciada por diferentes fontes de nitrogénio na forma de aminoácidos.

Referências

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ATIVIDADE DA REDUTASE DO NITRATO NAS FOLHAS E RAÍZES DE PLANTAS JOVENS DE


MILHO CUTIVADO COM NITRATO E AMÔNIO COMO FONTES DE NITROGÊNIO

Diego Anderson Morais do Nascimento1; Jailma Ribeiro de Andrade2; José Wilson da Silva
Barbosa3; Ronaldo do Nascimento4 ; 5Bruna Vieira de Freitas.

1 Diego Anderson Morais do Nascimento, Aluno do curso de Graduação em Agronomia da


UFPB. Areia ‐ PB. dieguinho@hotmail.com

2 Jailma Ribeiro de Andrade, Aluna de Mestrado do Programa de Pós Graduação em


Engenharia Agrícola (UFCG/CTRN). Jailma_asf@hotmail.com

3 José Wilson da Silva Barbosa, Aluno de Mestrado do Programa de Pós Graduação em


Engenharia Agrícola (UFCG/CTRN). wilsonufcg@hotmail.com

4 Ronaldo do Nascimento, Professor Associado da Unidade Acadêmica de Engenharia


Agrícola (UFCG/CTRN). ronaldo@deag.ufcg.edu.br
5 Bruna Vieira de Andrade Freitas, Licenciada em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB.
Catolé do Rocha ‐ PB. brunafreitas‐20@hotmail.com

Resumo: A incorporação de nitrogênio em compostos orgânicos acontece de modo intenso


em células de raízes jovens em crescimento e as principais fontes de nitrogênio disponíveis
para as plantas são o nitrato e o amônio. O experimento foi desenvolvido em casa de
vegetação climatizada, com temperatura mínima de 22°C (noite) e máxima de 35°C (dia). No
28° dia após a emergência (DAE) as plântulas foram separadas em dois lotes, sendo que um
deles permaneceu 48 horas sob escuridão e o outro sob luz contínua. A atividade da enzima
nitrato redutase foi determinada através da quantificação do teor de nitrito nas folhas e na
raiz pela a metodologia descrita em Campbell (1996). Tendo em vista a grande importância
econômica da cultura do milho no sistema de produção agropecuária do Brasil, o presente
trabalho tem por objetivo geral verificar a influência de fontes de N e luz sobre a atividade
da enzima NR e sua correlação com a assimilação do N e crescimento das plantas de milho. A
atividade da redutase do nitrato foi influenciada pela fonte de nitrogênio e pelo regime de
luz, sendo que a atividade apresentou maior variação nas folhas do que nas raízes, para as
condições utilizadas neste experimento.

Palavras chaves: enzima, nitrato, nitrogênio

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1.INTRODUÇÃO

A utilização de novas cultivares de milho com melhor adaptação e maior estabilidade de


produção tem sido fundamental para elevação da produtividade desse cereal em áreas do
agreste nordestino e para o sucesso da agricultura regional.
Sabe‐se que a produtividade desse cereal é mantida basicamente graças a fertilização
nitrogenada, e que, no estádio vegetativo há maior demanda desse nutriente o que limitaria
a referida produtividade.
A incorporação de nitrogênio em compostos orgânicos acontece de modo intenso em células
de raízes jovens em crescimento e as principais fontes de nitrogênio disponíveis para as
plantas são o nitrato NO3‐ e o amónio NH4+. O nitrato absorvido pelas raízes é assimilado
nas raízes ou na parte aérea, dependendo da sua disponibilidade, da espécie vegetal e do
estádio de desenvolvimento da planta. No processo de assimilação o nitrato é reduzido a
nitrito (NO‐2) no citosol pela enzima nitrato redutase; enzima essa considerada chave na
assimilação do nitrato (Kleinhofs & Warner, 1990) e posteriormente o nitrito é reduzido a
amônio nos plastídeos da raiz ou nos cloroplastos pela enzima nitrito redutase. ( Raven,
2001).
A rota de assimilação do nitrato em plantas superiores envolve dois estágios sequenciais
citados acima e essa amônia é assimilada nos aminoácidos glutamato e glutamina, os quais
servem para translocar nitrogénio orgânico de fontes para dreno (Salisbury, 1998).
O conhecimento das formas de absorção, assimilação e transporte do nitrogênio em plantas
de milho é importante na avaliação do seu comportamento fisiológico nos diferentes
estágios de desenvolvimento, desde a germinação até a produção da espiga.
É notório que plantas bem nutridas em nitrogênio tem maior capacidade de assimilar CO2,
sintetizando maior número de fotoassímilados e conseqüentemente maior acúmulo de
biomassa.
Tendo em vista a grande importância econômica da cultura do milho no sistema de
produção agropecuária do Brasil, o presente trabalho tem por objetivo geral verificar a
influência de fontes de N e luz sobre a atividade da enzima NR e sua correlação com a
assimilação do N e crescimento das plantas de milho.

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2. MATERIAL E MÉTODOS

Em vasos de polietileno desinfetados com hipoclorito de sódio a 5% durante uma hora, não
perfurados e com capacidade de 1 Kg de areia previamente lavada, foram semeadas 3
sementes de espécies de milho do híbrido BRS 3060 em vasos distintos. Aos três dias após a
emergência foi procedido um desbaste, deixando‐se apenas uma plântula por vaso. Essas
plantas foram irrigadas apenas com água desmineralizada nos primeiros 11 dias após a
semeadura. Em seguida foram iniciados os tratamentos que consistiram de nitrato, amônio e
nitrato associado com amônio na concentração única de 5 mM. A solução com fonte de
nitrogênio foi aplicada aos 12, 16, 20, 24 e 28 dias após a emergência e entre essas
aplicações utilizou‐se soluções completas de nutrientes exceto nitrogênio (Hoagland e
Arnon, 1938).
O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação climatizada, com temperatura
mínima de 22°C (noite) e máxima de 35°C (dia). No 28° dia após a emergência (DAE) as
plântulas foram separadas em dois lotes, sendo que um deles permaneceu 48 horas sob
escuridão e o outro sob luz contínua. Aos 30 DAE, os vasos contendo as plantas foram
transferidos ao laboratório do Departamento de Botânica da Universidade Federal de
Pelotas, onde as mesmas foram retiradas cuidadosamente dos vasos e separadas em folhas
e raiz as quais foram aferidas as massas em balança analítica. Retirou‐se amostras de folhas
completamente expandidas, sendo as mesmas acondicionadas em recipientes adequados e
mantidas à temperatura de 4°C, para posterior determinação da atividade enzimática.
A atividade da enzima nitrato redutase foi determinada através da quantificação do teor de
nitrito nas folhas e na raiz pela a metodologia descrita em Campbell (1996).

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os resultados obtidos demonstraram que houve uma maior variação na atividade da


redutase do nitrato nas folhas, principalmente em condições de luminosidade, em relação à
atividade nas raízes (Figuras 1 e 2).

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Na ausência de luz, praticamente não houve diferenças significativas entre os tratamentos


com fontes de nitrogênio, porém sob condições de luminosidade e nas folhas, houve um
incremento na atividade da nitrato redutase sob o tratamento com amônia isolada (Figura
1). Apesar da maioria das plantas apresentarem diminuição da atividade da redutase do
nitrato sob concentrações elevadas de amônio ( Jackson et al.,1973, Jackson et al.,1976),
alguns estudos têm mostrado correlação entre a absorção de nitrato, atividade da enzima e
presença de amônio. Assim, ao que parece, o efeito da forma de nitrogênio sobre a
atividade da enzima, depende da espécie, estádio de desenvolvimento, genótipo,
concentração da fonte exógena , como luz, temperatura, concentração de oxigênio e gás
carbônico
Atividade da enzima nas folhas

controle nitrato
amónia nit +amónia
Fontes de Nitrogênio
Figura ‐1 ‐ Atividade da nitrato redutase em folhas jovens de milho cultivado com diferentes
fontes de nitrogénio e condições de luminosidade. Letras iguais e maiúsculas, entre os
tratamentos e minúsculas entre regimes de luz. indicam diferenças não significativas pelo
teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Nas raízes e na presença da luz, foi no controle que a enzima apresentou maior atividade,
quando comparada com os demais tratamentos. Já no escuro, o controle e o nitrato se
mostraram mais eficientes que a amônia isolada e associada com o mesmo. Dentre os
tratamentos, somente o controle e o nitrato isolado apresentaram variações para o fator luz.

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Figura 2 ‐ Atividade da nitrato redutase em raízes de plantas de milho cultivado com


diferentes fontes de nitrogénio e condições de luminosidade. Letras iguais e maiúsculas,
entre os tratamentos e minúsculas entre regimes de luz, indicam diferenças não
significativas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

4. CONCLUSÃO

A atividade da redutase do nitrato foi influenciada pela fonte de nitrogênio e pelo regime de
luz, sendo que a atividade apresentou maior variação nas folhas do que nas raízes, para as
condições utilizadas neste experimento.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPBELL, W.H. (1996). Nitrate Reductase Biochemistry comes of page. Plant Physiology,
111:355‐361

CONAB ‐ Companhia Nacional de Abastecimento. Segundo Levantamento de Intenção de


Plantio Dez.2004.

HOAGLAND, D.R.; ARNON, D.I. The water culture method for growing plants without soil.
Califórnia Agricultar ai Experimental Station, circular 347, p. 1‐39, 1938.

KLEINHOFS, A.; WARNER, R.L. Advances in nitrate assimilation. In the Biochemistry of plants
( B.J. Mifli & P.J. Stewart. Eds. ) Academic Press Inc., London, v. 16, p. 89‐120. 1990.

JACKSON, W.A.; KWIK, K.P.; VOLK, RJ. Nitrate uptake during recovery from nitrogen
deificiency. Plant Physiology, 36:174‐1,81,1976.

JACKSON, W.A.; FLESHER, D.; HAGEMAN, R.H. Nitrate uptake by dark‐grown corn seedling.
Some characteristics of apparent indication. Plant Physiology, 51:120‐127,1973.

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LEE H.J AND TITUS J.S., (1992) Factors affecting the in vivo nitrate reductase assay for MM.
106 apple trees. Communications in Soil Science and Plant Analysis 23: 981‐991.

RAVEN, P.H. et ai. Biologia Vegetal. 6a ed, Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro, 2001.
906p,

SÀLISBURY, F.B.; ROSS, C.W. Fisiologia Vegetal, Grupo Editorial Iberoamerica S/A, México,
1998. 760p

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ATRIBUTOS FÍSICOS EM UM ARGISSOLO LOCALIZADO NO CAMPUS DA UFERSA, MOSSORO/RN EM


ÁREA COM ESTAGIO AVANÇADO DE DEGRADAÇÃO*

Jussiara Sonally Jácome Cavalcante1; Maria Laiane do Nascimento Silva2; Jeane Cruz Portela3;
Nildo da Silva Dias4; Bruno Vinicius Valle de Medeiros5; Cezar Augusto Medeiros Rebouças6

1, 2, 5 e 6
Alunos de Iniciação Científica do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, FA/UFERSA,
bolsistas PICI, PIVIC, Estagiário do Laboratório de Física do solo/UFERSA & PIBIC/CNPq, Mossoró/RN, CEP
59.625‐900, e‐mail: jussijacome@hotmail.com, (apresentadora do trabalho),
3 e
Nascimentolaiane@yahoo.com, bruno@hotmail.com & cezar_augusto1992@hotmail.com.
4
Professores do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, FA/UFERSA, Professora adjunta e
Professor adjunto IV da Universidade Federal Rural do Semi‐Árido, bolsista do CNPq; e‐mail:
jeaneportela@ufersa.edu.br; nildo@ufersa.edu.br.

Resumo: Objetivou‐se com este trabalho avaliar as propriedades físicas em um Argissolo,


numa paisagem com relevo acentuado, localizado no campus da UFERSA/Mossoró, RN. As
determinações físicas foram realizadas nas profundidades de 0–0,10; 0,10‐0,20 e 0,2 ‐
0,30 m. Foram abertas três pequenas trincheiras para a aquisição das amostras com
estrutura deformadas e indeformadas. Os atributos do solo analisados foram densidade
de partículas, densidade do solo, porosidade total, e análise granulométrica, com base em
metodologia descrita (EMBRAPA, 1997). Resultou‐se uma distribuição granulométrica
com valores altos da fração areia total, apresentando classificação textural Areia franca (0
‐ 0,10 e 0,10‐0,20 m) e Argiloarenosa (0,20 – 0,30 m), densidade de partículas entre 2,45 a
2,63 kg dm‐3; porosidade total (41,2 a 27 %), densidade do solo em torno de 1,48 a 1,77
kg dm‐3. Conclui‐se diante do exposto, características favoráveis a drenagem livre nas
profundidades superficiais do solo (0‐0,10 e 0,10‐0,20 m), enquanto que na profundidade
de (0,20 ‐ 0,30 m) pode inferir em redução da infiltração de água no solo, menor
drenagem e maior retenção de água pela presença da fração argila. E o desprendimento
da massa superficial do solo é favorecido pela paisagem declivosa, no período chuvoso.

Palavras‐chave: erosão, infiltração, retenção de água.

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ATRIBUTOS FÍSICOS RELACIONADOS COM MÉTODOS DE PREPARO DO SOLO NA CULTURA DO


MILHO *

Maria Laiane do Nascimento Silva1; Jussiara Sonally Jácome Cavalcante2; Jeane Cruz Portela3;

Nildo da Silva Dias4; Cezar Augusto Medeiros Rebouças5; Bruno Vinicius Valle de Medeiros6

1
Aluna de Iniciação Científica do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, FA/UFERSA,
2
bolsista PIVIC/CNPq. CEP 59625‐900, Mossoro‐RN. Nascimentolaiane@yahoo.com. Aluna de
Iniciação Científica do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas FA/UFERSA, bolsista
PICI/CNPQ. 3Professora do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, FA/UFERSA.
4
Professor do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, FA/UFERSA. 5Aluno de Iniciação
Científica do Departamento de Ciências Ambientais e Tecnológicas, FA/UFERSA, bolsista PIBIC/CNPQ.
6
Estagiário do laboratório de Física do Solo/UFERSA.

Resumo: As propriedades físicas do solo são facilmente modificadas pelo manejo do solo e da planta.
E o conhecimento das condições físicas do solo é fundamental quanto a sua qualidade frente a
tomada de decisões relacionada com o manejo do solo e da planta. Nesse contexto realizou‐se esse
trabalho como o objetivo de avaliar as propriedades do solo em diferentes condições de superfície,
na presença e na ausência de resíduos culturais, na cultura do milho, no estádio da cultura no auge
do crescimento vegetativo. A pesquisa foi realizada em área experimental da UFERSA/Mossoró,
RN.As determinações físicas foram realizadas nas camadas de solo de 0 – 0,10, 0,10 – 0,20 e 0,20 –
0,30 m. Definiu‐se duas distintas áreas, na cultura do milho, em diferentes condiçoes de superficie do
solo, com 100% e 0% de residuos culturais. Foram abertas três pequenas trincheiras em cada
situação de estudo para a aquisição das amostras com estrutura deformadas e indeformadas. Os
atributos do solo analisados foram densidade de partículas, densidade do solo, porosidade total e
análise granulométrica, com base em metodologia descrita no manual de métodos de análises físicas
(EMBRAPA, 1997). Caracterizou‐se a análise estatística com delineamento em blocos casualisados,
com três tratamentos (profundidades) e dois sistemas de preparo do solo (blocos). Os dados foram
interpretados por meio de análise de variância realizando‐se a comparação de médias entre os
tratamentos através do teste de Tukey a 5 % de probabilidade. Conclui‐se o aumento da porosidade

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e redução da densidade do solo, nas duas primeiras profundidades em estudo, no sistema de manejo
do solo com cobertura superficial.

Palavras‐chave: cobertura do solo, manejo do solo, preparo conservacionista.

INTRODUÇÃO

A cultura do milho é praticada em todos os municípios do Rio Grande do Norte,


apresentando produtividades variadas, em função as diferentes condições climáticas e de
solo de cada região, contribui com apenas 0,26% da produção brasileira. No Nordeste,
participa com cerca 3% da produção (AGRIANUAL,1997).

Sabe‐se que as práticas adotadas de manejo do solo e da planta influenciam de forma


positiva, ou negativa a qualidade física, química e biológica do solo. Quando bem planejadas,
as práticas de manejo do solo e das culturas provocam alterações nas propriedades físicas,
químicas e biológicas do solo que podem resultar num solo melhor estruturado e com
agregados mais estáveis, conseqüentemente, o solo estará mais resistente aos agentes
ativos, que agem diretamente na superfície causando degradação do mesmo. A cobertura
vegetal tem a função de proteger o solo contra o impacto direto das gotas da chuva,
dissipando, parcial ou totalmente, a energia cinética das mesmas, além de contribuir para
uma melhor estrutura de solo e servir como obstáculo físico ao livre escoamento da água
(Cogo, 1981; Amado et al., 1989).

Face ao exposto, elaborou‐se este trabalho com o objetivo de avaliar os efeitos do


manejo dos resíduos culturais nas condições físicas de superfícies, relacionados com as
propriedades físicas do solo, com vistas a fornecer informações básicas que possam ser
aproveitadas na prática da conservação do solo e da água das terras cultivadas.

MATERIAIS E MÉTODOS

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A pesquisa foi realizada em área experimental da Universidade Federal Rural do


Semiárido/ UFERSA, no município de Mossoró, RN. Pertence à mesorregião do Oeste
Potiguar e à microrregião homônima, localizando‐se a noroeste da capital do estado,
distando desta 285 km.

A coleta foi realizada em um Argissolo, e as determinações físicas foram realizadas


nas profundidades de 0 – 0,10, 0,10 ‐0, 20 e 0,20 – 0,30 m. Definiu‐se duas distintas áreas,
envolvendo a cultura do milho, no estádio de crescimento vegetativo, em diferentes
condiçoes de superficie do solo, com 100% de cobertura por resíduos culturais e na ausência
de residuos culturais.
Cada área experimental foi dividida em três sub‐áreas homogêneas, baseando‐se nas
características visuais, dentro destas foram abertas três pequenas trincheiras para a
aquisição das amostras com estrutura deformadas e indeformadas.
Os atributos físicos analisados foram densidade de partículas, densidade do solo,
porosidade total e análise granulométrica, com base em metodologia descrita no manual de
métodos de análises físicas (EMBRAPA, 1997).
Foram coletadas amostras indeformadas, por camada, para determinação da
densidade do solo. Utilizando‐se aparelho tipo Uhland, cada anel, com dimensões de 0,05 m
de altura e 0,049 m de diâmetro. E a coleta de amostrada deformada para as demais
análises, nas mesmas profundidades de solo em estudo.
Caracterizou‐se a análise estatística com delineamento em blocos casualisados, com
três tratamentos (profundidades) e dois sistemas de manejo do solo (blocos). Os dados
foram interpretados por meio de análise de variância realizando‐se a comparação de médias
entre os tratamentos através do teste de Tukey a 5 % de probabilidade. Como ferramenta de
análise, utilizou‐se o programa estatístico SISVAR versão 4.3 (Ferreira, 2000).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados da distribuição granulométrica, referentes às três profundidades são


apresentados na tabela 1 e no gráfico 1. Analisando os dados, verifica‐se uma distribuição
granulométrica caracterizada por valores altos da fração areia total em todas as

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profundidades em estudo, não havendo diferenças estatisticamente significativas nas


mesmas na fração areia total e silte e aumento da argila na camada mais profunda,
apresentando classificação textural areia‐franca para todas as profundidades.

Tabela 1. Distribuição do tamanho de partículas e a classificação textural da área em estudo.

Manejo Prof. (m) Distribuição do tamanho de partícula (g kg‐1) Classificação

do solo Areia Textural (SBCS)

Argila Grossa Fina Total Silte

Com 0,00 ‐ 0,10 30 c 55 a 31 a 860 a 11 a Areia‐ franca


cobertura

Superficial 0,10 ‐ 0,20 50 b 61 a 22 b 830 a 12 a Areia‐ franca

0,20 ‐ 0,30 80 a 61 a 21 b 830 a 9a Areia‐ franca

Sem 0,00 ‐ 0,10 50 b 61 a 23 a 840 a 11 a Areia‐ franca


cobertura

Superficial 0,10 ‐ 0,20 30 c 61 a 24 a 850 a 12 a Areia‐ franca

0,20 ‐ 0,30 70 a 62 a 20 a 810 a 12 a Areia‐ franca

Observou‐se interação significativa entre manejo do solo (com cobertura e sem


cobertura superficial) e profundidade (m) somente para o teor de argila (Figura, 1), nas
profundidades superficiais (0‐0,10 e 0,10‐0,20 m). No entanto não foi observado diferenças
entre o manejo do solo para o restante das variáveis frações areia total e silte), sendo
constatada apenas diferenças entre as profundidades, conforme tabela e figura 1. Isso se
deve ao revolvimento do solo causado pelo preparo excessivo, pois a textura do solo é uma

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característica do solo que representa as proporções relativas das frações areia, silte e argila
do solo, a qual não pode ser alterada, pois é inerente ao solo.

100
Com cobertura superficial
80 a
Teor de argila (g kg-1 )

80 Sem cobertura superficial 70 a

60 50 b 50 b

40 30 c 30 c

20

0
0,00 - 0,10 0,10 - 0,20 0,20 - 0,30
Profundidade (m)

Figura 1: Distribuição do teor de argila em diferentes profundidades e sistema de


manejo de solo

Analisando a tabela 2, verifica‐se aumento da densidade do solo em profundidade em


ambos os sistemas de manejo do solo. Com valores inferiores nas camadas (0‐0,10 e 0,10‐
0,20) no manejo com cobertura superficial, consequentemente valores superiores de
porosidade total. A densidade do solo é influenciada por cultivos que alteram a estrutura do
solo e, por conseqüência, o arranjo e o volume dos poros.

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Tabela 2. Valores médios dos atributos físicos do solo, em três profundidades estudadas, nos dois
sistemas de manejo.

Manejo Profundidade Atributos do solo

Densidade de partículas Densidade do solo Porosidade total

do solo (m) (kg dm‐3) (%)

Com cobertura 0,00 ‐ 0,10 2,48 a 1,62 c 36 a

superficial 0,10 ‐ 0,20 2,51 a 1,73 b 31 ab

0,20 ‐ 0,30 2,52 a 1,86 a 26 b

Sem cobertura 0,00 ‐ 0,10 2,46 a 1,67 b 32 a

superficial 0,10 ‐ 0,20 2,46 a 1,80 a 27 a

0,20 ‐ 0,30 2,54 a 1,83 a 28 a

Quanto aos valores médios de densidade de partículas, apresentados na tabela 2,


estão situados entre 2,46 a 2,54 kg dm‐3, os quais são considerados valores normais dos
minerais presentes no solo em estudo, pois depende da constituição mineralógica e da
condição de formação do material de origem do solo.
CONCLUSÃO

A cobertura do solo proporcionou redução da densidade do solo e melhoria na


porosidade total em superfície.

A diferenciação da fração inorgânica do solo (argila), nas profundidades (0‐0,10 e 0,10‐


0,20 m) deve‐se ao possível revolvimento realizado no preparo inicial do solo.

REFERÊNCIAS

AGRIANUAL 97‐ ANUÁRIO DA AGRICULTURA BRASILEIRA. Itaim, SP: FNB Consultoria & Comércio,
1997, 435p.

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AMADO. T.J.C.; COGO, N.P.; LEVIEN, R. Eficácia relativa do manejo do resíduo cultural de soja na
redução das perdas de solo por erosão hídrica. Revista Brasileira de Ciência do Solo, Campinas, v. 13,
p.251‐253, 1989.

EMBRAPA. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos. Manual de métodos de


análises de solo. 2.ed. Rio de Janeiro: 1997. 212p.

COGO, N.P. Effect of residue cover, tillage‐induced roughness and slopelength on erosion and
related parameters. Purdue University. PhD – Thesis, 1981. 346f.

FERREIRA, D. F. Manual do sistema SISVAR para análises estatísticas. Lavras UFV, 2000, 66p.

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ATRIBUTOS QUÍMICOS DO MARACUJÁ AMARELO PRODUZIDO COM TECNOLOGIA ATENUANTE DOS


EFEITOS DA SALINIDADE DA ÁGUA

José Lucínio de Oliveira Freire1; Lourival Ferreira Cavalcante2; Adely Suelma Pereira Gomes3; Jamilly
Salustiano Ferreira3; Leticia Dayane Marques Almeida3; Ricardo de Sousa Nascimento3; Elma Azevedo
de Medeiros Calado3.

1
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Campus Picuí. CEP: 58187‐000.
Picuí‐PB. E‐mail: lucinio@folha.com.br
2
Professor do DSER/UFPB. Areia‐PB.
3
Discentes do Curso de Tecnólogos em Agroecologia do IFPB, Campus Picuí.

Resumo: O experimento foi conduzido no município de Remígio‐PB, com o objetivo de avaliar os


efeitos do uso concomitante de águas salinas na irrigação, biofertilizante bovino e cobertura do solo
nas características químicas dos frutos do maracujazeiro amarelo. O delineamento experimental foi
em blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 2 x 2, e três repetições, correspondendo a irrigação
com águas de baixa (0,50 dS m‐1) e alta salinidade (4,50 dS m‐1), sem e com aplicação de
biofertilizante bovino comum, sem e com cobertura morta. As caracterizações foram realizadas em
nove frutos por tratamento, no estágio de maturação de 30% da casca amarelada. Os teores de
sólidos solúveis e de vitamina C sofreram elevação com o uso do biofertilizante bovino,
independentemente da salinidade da água de irrigação.

Palavras‐chave: Passiflora edulis. Caracterização de frutos. Sólidos solúveis. Vitamina C.

Introdução

No Nordeste brasileiro, em grande parte do ciclo da cultura maracujazeiro amarelo


(Passiflora edulis f. flavicarpa Deg.), a irrigação ocorre com águas com restrições quanto à salinidade.
É possível que o maracujazeiro amarelo, planta glicófita de elevada sensibilidade à ação dos sais,
apresenta reflexos negativos decorrentes da irrigação de plantas com águas de diferentes níveis de
salinidade nos atributos qualitativos externos e internos dos frutos, o que contraria a preocupação,
nos dias atuais, dos agricultores com a qualidade dos seus produtos.

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Muitos estudos indicam que o uso de fertilizantes de base orgânica, como o esterco líquido,
bioplasma ou biofertilizante de esterco bovino, pode exercer ação atenuante nos efeitos depressivos
da salinidade da água de irrigação no maracujazeiro amarelo (CAVALCANTE et al., 2010). O uso da
cobertura do solo com material de origem vegetal, quando associado à irrigação com água salina,
tem redimido o efeito prejudicial dos sais às plantas por propiciar maior disponibilidade hídrica às
mesmas.

O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos atenuadores da salinidade nos atributos
qualitativos químicos dos frutos do maracujazeiro amarelo produzidos em ambiente protegido
contra perdas hídricas e uso simultâneo de biofertilizante bovino e cobertura do solo

Materiais e métodos

O experimento foi conduzido a céu aberto, em lisímetros de pesagem, entre setembro de


2009 e abril de 2010, no município de Remígio, Estado da Paraíba, inserido na Mesorregião Agreste
Paraibano e Microrregião Curimataú Ocidental.

O substrato constou de uma mistura dos primeiros 10 cm de um ARGISSOLO


AMARELO LATOSSÓLICO Eutrófico, não salino e esterco bovino de relação C/N 16/1, com teor
de umidade de 12%, na proporção em volume de 10:1 (v/v).
O delineamento experimental foi em blocos casualizados, dispostos no esquema fatorial 2 x 2
x 2 e três repetições. A unidade experimental foi representada por três plantas de maracujazeiro
amarelo, transplantadas no espaçamento de 3,0 x 3,0 m para recipientes plásticos com 60 cm de
diâmetro e 50 cm de altura, contendo 130 dm3 de substrato. Os fatores em estudo consistiram de
irrigação (frequência de irrigação de 2 dias) com águas de baixa (0,50 dS m‐1) e alta salinidade (4,50
dS m‐1), sem e com aplicação de biofertilizante bovino comum, sem e com cobertura morta.

O biofertilizante bovino foi obtido conforme procedimentos de Santos; Akiba, (1996). Após a
fermentação, o biofertilizante líquido foi diluído em água na proporção de 1:1 e aplicado na
superfície do substrato contido nos lisímetros uma semana antes do plantio e a cada 90 dias, até o
final do experimento em volume de 10 dm3 planta‐1. A cobertura morta foi efetuada com 10 cm de
capim seda (Cynodon dactilon L.).

Para caracterização dos atributos externos, foram coletados e enviados ao Laboratório de


Biologia, Tecnologia e Pós‐Colheita do Centro de Ciências Agrárias, UFPB, Areia, PB, nove frutos do

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maracujazeiro amarrelo por tratamento, no


o estágio de maturação de 30% d
da casca am
marelada,
acondicionados em bandejas
b de poliestireno
o expandido com
c dimensões de 250 x 150 x 25 mm.

úveis (SS ‐ oBrix)


O teores dee sólidos solú
Os B ometria, utilizando‐se
foram determinadoss por refrato
um refrratômetro portátil,
p mo 5, Instrutherrm®, conforrme metodo
odelo RT‐95 ologia descrrita pela
Associattion of Official Analyticcal Chemistts (2002). Na
N determin
nação da acidez titulávvel (AT),
adicionaaram‐se 3 gotas de fenolfftaleína em 10 mL de suco, titulando
o‐se com solução de hidrróxido de
sódio (N
NaOH) a 0,1 N,
N com resulltados expreessos em g de ácido cítricco por 100 g de suco (IN
NSTITUTO
ADOLFO
O LUTZ, 1985 metria, de acordo com Strohecker; Henning
5) e, na de vitamina C,, por titulom
(1967).

O resultado
Os os foram sub
bmetidos às análises
a de variância
v e comparação de médias pelo
p teste
F a 5% de probabilidade, de acorrdo com Banzatto; Kronkka (2006).

Resu
ultados e disscussão

O aumento da
d salinidadee da água prroporcionou declínio no teor de sóliidos solúveiss (SS) dos
frutos, com superioridade para os produzidos com
m água não salina de 15,7% e de
d 5,2%,
respectivvamente, seem e com bio
ofertilizante,, o que evide
encia que o insumo orgâânico favore
eceu mais
os frutoss dos tratamentos com água
á salina (FFigura 1).

Águaa não salina Águaa salina


15,0

13,61aA
Sólidos solúveis (oBrix)

12,93bA
13,0 12,73aB

11,000bB
11,0

9,0
Sem C
Com
B
Biofertilizante
e bovino

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Figura 1. Teores de sólidos


s solúvveis em fruto
os de maracu
ujazeiro amarelo irrigado
o com água não
n salina
e salina, sem e com biofertilizantte bovino.
*
Médiass seguidas dee mesmas lettras, minúscu ulas entre co
ondições de salinidade
s daa água x sem
m ou com
biofertilizzante e maiúsculas nas in nterações da mesma salinidade da águ ua x sem e com biofertilizzante não
diferem estatisticamen
e nte entre si peelo teste F (P < 0,05).

O valores de SS aumenttaram 6,9% nos frutos de


Os d maracujazzeiro amarelo irrigados com
c água
na com adiçãão do bioferttilizante boviino, enquantto com água salina o acrééscimo foi de
não salin e 17,5%.

N Figura 2, observa‐se que o biofertilizante bovino aumenttou o teor d


Na da acidez titu
ulável em
ácido cíttrico (AT) noss frutos.

Figura 2. Acidez titullável em ácid


do cítrico em
m frutos do maracujazeir
m o amarelo irrrigado com água não
salina e salina,
s em su
ubstrato semm e com biofeertilizante, sem e com co
obertura morta.
*
Médias seguidas de mesmas letrras, maiúsculaas nas interações água x biofertilizantee dentro de cobertura
morta; minúsculas
m nass interações água
á ura morta dentro de biofertilizante e dee mesmas letrras gregas
x cobertu
entre as águas
á x biofertilizante, sem
m ou com cobbertura morta,, não diferem
m estatisticameente entre si pelo teste
F (P < 0,0
05).

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N plantass irrigadas com água de baixa saalinidade, a AT variou


Nas u de 3,06 a 4,31%,
respectivvamente no
os tratamen
ntos sem biofertilizant
b te bovino, com coberrtura morta e com
biofertiliizante e sem
m cobertura morta.
m

A amplitudee de AT nos frutos prod


duzidos com água salinaa foi de 3,20
0% (tratame
ento sem
biofertiliizante e com
m coberturaa morta) a 4,09%
4 (tratamento com biofertilizan
nte e sem cobertura
c
morta). Para fins ind
dustriais, a acidez do succo do maracu
ujá amarelo deve estar eentre 3,2 e 4,5%.
4 Nos
frutos sem e com cobertura morta
m no su
ubstrato, a adição de biofertilizant
b te proporcio
onou um
incremento respectivo de 24,7 e 17,2%, evidenciando
e o efeitos po
ositivos do insumo orgâânico nos
os químicos dos
atributos qualitativo d frutos.

N Figura 3‐A,
Na 3 verifica‐se que o biofertilizantte influencio
ou positivam
mente os te
eores de
vitaminaa C nos fruto
os. Na irrigaçção com águ
ua não salina, os valoress oscilaram de 19,65 a 23,40
2 mg
100 mL‐1, com acrésscimos de 19,1%
1 com a aplicação do
d efluente orgânico. N
Nos tratamen
ntos com
água sallina, o incremento nestaa variável co
om o bioferttilizante foi de 7,2%. Nãão se verifico
ou efeito
significattivo no teor de vitamina C entre os tipos de águaa de irrigação
o com o uso de biofertilizzante.

N frutos produzidos
Nos p em substrato sem cobertura morta, o biofertilizante aumento
ou o teor
de vitam
mina C em 15,4%, entretanto, com
m a utilizaçção da cobeertura mortaa, não houvve efeito
significattivo com a disponibilidad
de de bioferttilizante às plantas
p (Figurra 3‐B).

Figura 3.
3 Teores dee vitamina C total nos frrutos de maaracujazeiro amarelo irrigado com água
á não
salina e salina, sem e com biofeertilizante bo
ovino (A) e sem
s e com biofertilizant
b te e cobertura morta
(B).
*
Médiass seguidas dee mesmas lettras, minúscu ulas entre coondições de salinidade
s daa água x semm ou com
biofertilizzante e maiúsculas nas intterações da mesma
m salinid
dade da águaa x sem e coom biofertilizaante (A) e
minúsculas entre cond dições de salin
nidade da águ
ua x sem ou com
c coberturaa morta e maiúsculas nas interações

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da mesma salinidade da água x sem e com cobertura morta (B) não diferem estatisticamente entre si pelo teste
F (P < 0,05).

Conclusões

O uso do biofertilizante bovino proporcionou elevação dos teores de sólidos solúveis, acidez titulável
e vitamina C do maracujá amarelo, independentemente do teor salino da água de irrigação.

Referências

ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. Official Methods of Analysis of the AOAC. 16a ed.
Washington: AOAC, 2002.

BANZATTO, D. A.; KRONKA, S. N. Experimentação Agrícola. Jaboticabal: FUNEP, 2006. 247 p.

CAVALCANTE, L. F.; VIEIRA, M. S.; SANTOS, A. F. Água salina e esterco bovino líquido na formação de
mudas de goiabeira cultivar Paluma. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 32, n. 1, p. 251
– 261, 2010.

SANTOS, A. C. V.; AKIBA, F. Biofertilizante líquido: uso correto na agricultura alternativa. Seropédica:
UFRRJ. 1996. 35 p.

STROHECKER, R.; HENNING, H. M. Analisis de vitaminas: métodos comprovados. Madrid: Paz


Montalvo, 1967. 428 p.

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AVALIAÇÃO DA ACEITABILIDADE DA PALMA FORRAGEIRA (Opuntia ficus indica) NA


ALIMENTAÇÃO HUMANA

Joel Cabral dos Santos1, Begna Janine da Silva Lima1, Maria Aparecida da Silva Barbosa 2,
Dayanna Medeiros da Costa 2, Albanira Duarte Dias de Araújo2, Andreia Dos Santos Lima2

1
Graduando (a) em Agronomia, CCA‐UFPB, bolsista pela CAPES, Programa de Educação
Tutorial – Conexões de saberes, agronomojoel@gmail.com
2
Graduanda em Licenciatura em Ciências Agrárias, CCHSA/UFPB

RESUMO

A verdura da palma forrageira utilizada para alimentação humana constitui‐se dos cladódios
tenros e jovens, de boa qualidade. São compostos principalmente de água (92%)
carboidratos incluindo fibras (4‐6%), proteínas (1‐2%), minerais, principalmente cálcio (1%).
Contém quantidades moderadas de vitamina C (10‐15mg/100g de carotenoides). Objetivou‐
se com este trabalho avaliar a aceitabilidade da palma forrageira (O. ficus indica Mill) na
alimentação humana. A pesquisa foi realizada no Centro de Ciências Humanas, Sociais e
Agrarias (CCHSA), Campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio da
aplicação de um questionário, com perguntas objetivas de múltipla escolha. Concluiu‐se que
mais de 60% da população avaliada possuía algum conhecimento sobre ter a palma como
alimento, ficou nítido o interesse sobre o referente tema que ganhou ênfase em toda a
pesquisa. Embora seja difícil o acesso aos alimentos e o preconceito ainda existente, a
impressão global foi satisfatória, além disso, a ideia de se inserir o broto da palma forrageira
na alimentação humana tem excelente aceitação, no entanto há a necessidade da oferta dos
produtos no mercado.

Palavras‐Chave: Aceitação, alimento, nutrição.

INTRODUÇÃO

A palma forrageira (Opuntia ficus indica Mill) é uma cactácea que se apresenta como
uma alternativa para as regiões áridas e semiáridas do nordeste brasileiro, visto que é uma
cultura com aspecto fisiológico especial quanto à absorção, aproveitamento e perda de
água, sendo bem adaptada às condições adversas do semiárido, suportando prolongados
períodos de estiagem.

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No Nordeste brasileiro a palma (O. fcus indica Mill) cultivada é utilizada quase que
exclusivamente na alimentação animal. Segundo Souza (1966) e Farias et al. (1984) a data de
introdução da palma forrageira no Nordeste não é bem definida, existindo ainda muita
controvérsia sobre o assunto. Pessoa (1967) relatou que possivelmente tenha ocorrido antes
de 1900, enquanto Pupo (1979) afirmou que a introdução dessa cactácea se deu pelo Estado
de Pernambuco, oriunda do Texas (EUA), por volta de 1880.
Segundo dados de Barbera (2001), no mundo, a palma forrageira vem sendo utilizada
na alimentação humana, como fonte de energia, na medicina, na indústria de cosméticos, na
proteção e conservação do solo, dentre outros e há indícios de que é utilizada pelo homem
mexicano desde o período pré‐hispânico (REINOLDS & ARIAS, 2004).
A verdura da palma forrageira utilizada para alimentação humana constitui‐se dos
cladódios tenros e jovens, de boa qualidade, são finos, de aparência fresca, túrgidos e tem
cor verde brilhante. São compostos principalmente de água (92%) carboidratos incluindo
fibras (4‐6%), proteínas (1‐2%), minerais, principalmente cálcio (1%). Contém quantidades
moderadas de vitamina C (10‐15mg/100g de carotenóides) (FEITOSA TELES et al, 1984;
RODRIGUES FELIZ E CONTWELL, 1988). Diante disso objetivou‐se com este trabalho avaliar a
aceitabilidade da palma forrageira (O. ficus indica Mill) na alimentação humana.

MATERIAL E MÉTODOS

A pesquisa foi realizada no Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrarias (CCHSA),


Campus III da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), por meio da aplicação de um
questionário, com perguntas objetivas de múltipla escolha. O público alvo da pesquisa foram
alunos de Licenciatura em Pedagogia e Ciências Agrárias como também os de Bacharelado
em Agroindústria e Administração somando 108 no total.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No gráfico 1 estão os percentuais de pessoas que tinham conhecimento do uso da


palma na alimentação humana. Pode‐se verificar que mais de 60% da população avaliada
possuía algum conhecimento sobre ter a palma como alimento, ficou nítido o interesse
sobre o referente tema que ganhou ênfase em toda a pesquisa.

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100
0%
90
0%
80
0%
70
0%
Percentagem

60
0%
50
0%
40
0%
30
0%
20
0%
10
0%
0%
0
Siim Não
Código de avaliação

Gráfico
o 1. Conheccimento da palma
p (O. ficus)
fi mentação humana.
na alim

O gráfico 2 mostra os resultados da avaliaçãão sobre a palma (O. fficus indica Mill) na
alimenttação humaana. Emborra seja difíícil o acesso aos alim
mentos e o preconceitto ainda
existentte, a impresssão global foi satisfató
ória.

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
4
30%
20%
10%
0%
Regu
ular Bom Excelentte Ruim Péssimo
C
Código de avaaliação

o global sob
Gráfico 2. Impressão bre o uso da Palma na alimentação
a o humana.

N gráfico 3, estão oss dados perrcentuais re


No eferentes ass pessoas eestarem dispostas a
degustaar os prod
dutos a base
b de palma,
p ape
esar do elevado índ
dice de acceitação,
aproxim
madamente de 80% no consumo destes
d produtos, a oferrta precisa sser impulsio
onada.

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90%
80%
70%
Percentagem

60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
sim Não
Código de avaliação

Gráfico 3. Degustaria pratos (alimentos) à base de palma (O. ficus).

CONCLUSÃO

A idéia de inserir o broto da palma forrageira na alimentação humana tem excelente


aceitação, no entanto há a necessidade da oferta dos produtos no mercado. O maior
percentual dos resultados foram positivos dando margem para o sucesso da produção e
comercialização dos produtos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBERA, GIUSEPPE. História e importância econômica e agroecologia: In: BARBERA,


GIUSEPPE. INGLESE, Paolo (Eds.) Agroecologia, cultivos e usos da palma forrageira. Paraíba:
SEBRAE/PB. 2001. p. 1‐11.

FARIAS I.; FERNANDES, A. P. M.; LIMA, M. A.; SANTOS, D. C.; FRANÇA, M. P. Cultivo de palma
forrageira em Pernambuco. Recife, IPA, 1984. 5p. (IPA. Instruções Técnicas, 21).

FEITOSA – TELLES, F.F; J.W. STULL, W.H; BROWN e F.M. WITING, 1984. Amino and acids of
the prickly pear cactus (Opuntia fícus‐indica). J. Sci.Fd. Agric. 35:421‐425 pp.

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PUPO, N. I. H. Manual de pastagens e forrageiras: formação, conservação, utilização.


Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1979.
PESSOA, A. S. Cultura da palma forrageira. Recife: SUDENE. Divisão de Documentação, 1967.
98p. (SUDENE. Agricultura, 5).

REINOLDS, STEPHEN G.; ARIAS ENRIQUE. General background on Opuntia. Disponível em:
http://www.fao.org/ DOCREP /005/2808E/y2808e04.htm 2004.

SOUZA, A. C. Revisão dos conhecimentos sobre palmas forrageiras. Recife: IPA, 1966. 36p.
(IPA Boletim Técnico, 5).

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AVALIAÇÃO DA FITOMASSA DE CULTIVARES DE MAMONEIRA (Ricinus communis L.) SOB AS


CONDIÇÕES EDAFOCLIMÁTICAS DE CATOLÉ DO ROCHA‐PB

Danielle Alves Dantas1; Ana Karoline Rocha Lucena Targino2; Claudio Silva Soares3, Heloísa Maia
Bezerra4, Yanna Félix Medeiros4, Silvia Helena de Araujo Barros5

1
Mestranda em Zootecnia‐ PPGZ/CCA/UFPB/Areia‐PB, Cep 58397‐000. Bolsista da CAPES. Email:
danielli.alves@hotmail.com

2
Aluna de Bacharelado em Agroindústria‐CCHSA/UFPB/Bananeiras‐ Bolsista PIBIC, CNPq . E‐mail:
karoline_targino@hotmail.com

3
Professor da UEPB, Lagoa Seca‐PB. E‐mail: claudio.uepb@yahoo.com.br

4
Licenciadas em Ciências Agrárias‐UFPB. helomaia_bc@hotmail.com

5
Mestranda em Zootecnia‐ PPGZ/CCA/UFPB/Areia‐PB. E‐mail: shiva45@yahoo.com.br

Resumo: Objetivou‐se avaliar a fitomassa de cultivares de mamoneira sob as condições


edafoclimáticas de Catolé do Rocha‐PB. O experimento foi realizado no setor de oleaginosas
no Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba em Catolé do Rocha‐PB. Utilizou‐se o
delineamento experimental inteiramente casualizado (DIC), sendo os tratamentos
representados por quatro (4) cultivares de mamoneira (BRS Energia, BRS Paraguaçu, BRS
Nordestina e Mirante 10), com cinco (5) repetições, totalizando 20 parcelas, durante o
período de outubro de 2008 a janeiro de 2009. após a semeadura foram coletados os dados
das variáveis, os quais foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias
comparadas através do teste de Tukey a 1 e 5 % de probabilidade. Sendo avaliada a altura
do caule, diâmetro do caule, numero de folhas, numero de cachos, peso seco da raiz, peso
seco das folhas, peso seco das frutas, peso seco das sementes e matéria seca. Verificando de
uma forma geral que o menor desempenho foram alcançados pela cultivar Mirante 10.

Palavras‐chave: BRS Energia, BRS Paraguaçu, Mirante 10

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AVALIAÇÃO DA FITOMASSA EM PLANTAS DE MAMONA CULTIVADAS COM DIFERENTES


DOSES DE NITROGÊNIO

Geffson de Figueredo Dantas1; Marcelo de Andrade Barbosa1;Patricia da Silva Costa1,


Fernanda Ramalho do Nascimento, Evandro Franklin de Mesquita2;

1
Graduandos do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias; Departamento de Agrárias e Exatas;
Setor de Agroecologia; Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB, E‐mail:
geffson@hotmail.com.

2
Professor Doutor do Departamento de Agrárias e Exatas; Setor de Agroecologia; Universidade
Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB. CEP: 58884000.

Resumo
Objetivou‐se com esse trabalho avaliar a fitomassa da variedade EBDA MPA 11 em relação à
fertilização mineral com nitrogênio. O experimento foi instalado em delineamento
inteiramente casualizado com três repetições, sendo cada um com cinco níveis, perfazendo
o total de vinte unidades experimentais, que consistiram da aplicação de N (300; 325; 350;
375 e 400 kg ha‐1) com doses fixas de 250 kg ha‐1 de fósforo e cloreto de potássio, utilizando‐
se como fontes dos elementos os adubos sulfato de amônio, uréia, superfosfato triplo e
cloreto de potássio, respectivamente. O conteúdo de água do solo ao longo do período
experimental foi monitorado diariamente em função da demanda evapotranspiratória,
acrescida de uma lâmina de cerca de 15 % (fração de lixiviação “FL”). Aos 180 dias após a
semeadura foram avaliados: matéria seca da parte aérea por planta, matéria seca da raiz por
planta e matéria seca total por planta. Os tratamentos correspondentes a 400 kg ha‐1
apresentaram maior peso médio para fitomassa de matéria seca da parte aérea e matéria
seca total. Portanto, as maiores doses dos insumos utilizadas responderam positivamente
sobre a fitomassa da mamoneira.

Palavras ‐ Chaves: Ricinus communis L, peso seco, adubos

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AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DA MAMONEIRA VARIEDADE EBDA MPA 11 CULTIVADA COM


DOSES DE FÓSFORO

Marcelo de Andrade Barbosa1; Geffson de Figueredo Dantas1,Anselmo Ferreira da Silva1,


Roniê da Silva Pereira1, Evandro Franklin de Mesquita2;

1
Aluno do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias; Departamento de Agrárias e Exatas; Setor de
Agroecologia; Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB, E‐mail:
marceloandrade.uepb@hotmail.com
2
Professor Doutor do Departamento de Agrárias e Exatas; Setor de Agroecologia; Universidade
Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB. CEP: 58884000.

Resumo: Objetivou‐se com este trabalho avaliar a influência das doses de fósforo sobre a
produção da mamoneira variedade EBDA MPA 11. A adubação química é um dos principais
meios de aumento da produtividade, pesquisas apontam que a adubação fosfatada é um dos
elementos que mais restringe a produtividade das culturas. Neste sentido, a pesquisa teve
como objetivo avaliar o comportamento da variedade de mamona EBDA MPA 11, que têm
sido recomendada para a agricultura familiar, em relação a doses crescentes de fósforo. O
experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com três repetições,
sendo cada um com cinco níveis, perfazendo o total de vinte unidades experimentais, que
consistiram da aplicação de P (250; 275; 300; 325 e 350 kg ha‐1) com doses fixas de 250 kg
ha‐1 de fósforo e cloreto de potássio, utilizando‐se como fontes dos elementos os adubos
sulfato de amônio e uréia, superfosfato triplo e cloreto de potássio, respectivamente. O
conteúdo de água do solo ao longo do período experimental foi monitorado diariamente em
função da demanda evapotranspiratória, acrescida de uma lâmina de cerca de 15 % (fração
de lixiviação “FL”). O fator doses de fósforo influenciou significativamente (p<0,01) os
componentes de produção da mamona.

Palavras Chaves: Ricinus communis L, adubação, produtividade

INTRODUÇÃO

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VIII ENLICA
Encontro Nacional de Licenciatura em Ciências Agrária
VI SEMLICA
Semana de Licenciatura em Ciências Agrárias

A mamoneira (Ricinus communis L.) é uma planta exigente em nutrientes, tendo nas
sementes elevada concentração de óleo e proteínas, o que representa uma demanda por
elementos essenciais, especialmente nitrogênio, potássio, fósforo, cálcio e magnésio. A
cultura conquistou seu espaço econômico, político e ambiental no Brasil devido ao interesse
pela indústria ricinoquímica e pela busca de novas fontes de energias, visto que a obtenção
de diesel a partir do petróleo tem custo elevado, além da queima deste combustível ser
altamente poluente (MORO, 2008).
A variedade EBDA MPA 11 apresenta maior potencial em solos profundos, férteis,
com pouca declividade e livre de encharcamento. É um cultivar de porte alto, bianual
indicado para agricultura familiar na região Nordeste (EBDA, 2010).
A disponibilidade natural dos nutrientes do solo é determinada em virtude da
natureza do seu material de origem, do clima e do manejo, mas mesmo sendo originalmente
fértil, um solo poderá sofrer, ao longo do tempo, redução na sua disponibilidade de
nutrientes (PROCHNOW e ROSSI, 2009). Neste sentido, é importante saber quanto adubar,
como adubar e quando adubar.
Pouco se conhece sobre o efeito do fósforo no equilíbrio nutricional e na
produtividade da variedade EBDA MPA 11 de mamona, bem como o manejo adequado
dessa fertilização com referência a épocas de aplicação, fontes e doses, principalmente,
quando essa cultura é inserida na região semi ‐ árida no estado da Paraíba.
Em fato ao exposto, o objetivou‐se através dessa pesquisa avaliar a influência das
doses de fósforo na variedade EBDA MPA 11, possibilitando a obtenção de informações para
o manejo adequado da adubação no estado da Paraíba.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi desenvolvido sob condições de estufa agrícola localizada no


Departamento Agrárias e Exatas da Universidade Estadual da Paraíba, durante o período de
agosto a outubro de 2010. A cultivar utilizada no experimento foi variedade EBDA MPA 11,
cujo comportamento em relação à adubação mineral ainda precisa ser mais bem estudado.
Como substrato, foi utilizado um solo franco arenoso classificado como Neossolo Flúvico.

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O experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com três


repetições, sendo cada um com cinco níveis, perfazendo o total de vinte unidades
experimentais, que consistiram da aplicação de P (250; 275; 300; 325 e 350 kg ha‐1) com
doses fixas de 250 kg ha‐1 de fósforo e cloreto de potássio, utilizando‐se como fontes dos
elementos os adubos sulfato de amônio e uréia, superfosfato triplo e cloreto de potássio,
respectivamente. O conteúdo de água do solo ao longo do período experimental foi
monitorado diariamente em função da demanda evapotranspiratória, acrescida de uma
lâmina de cerca de 15 % (fração de lixiviação “FL”). Todos os frutos produzidos pela planta
até o último cacho maduro antes do corte, aos 180 DAS, foram computados e pesados;
depois de abertos, procederão à pesagem das sementes de cada tratamento, em uma
balança de precisão. A produção da cultura foi representada pelos seguintes parâmetros:
Número de frutos por planta (NFP),Número de sementes por planta (NSP) e peso sementes
por planta (PSP). Os dados foram analisados estatisticamente segundo Ferreira (2000),
utilizando a análise de variância (ANAVA) aplicando‐se o teste de Tukey a 5 % de
probabilidade para a comparação das médias dos tratamentos estudados.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados das análises de variância (ANAVA) para produção da mamoneira


variedade EBDA MPA 11 se encontram na Tabela 1; pode‐se observar que as doses de
fósforo influenciaram positivamente (p < 0,01) os componentes de produção, discordando
de Ribeiro (2008), Araújo (2010) e Mesquita (2011), que não constataram diferença
estatística das doses de fósforo sobre os componentes de produção da mamoneira.

Tabela 1. Resumos da análise de variância referente ás variáveis Número de Frutos por Planta (NFP),
Número de Sementes por Planta (NSP) e Peso de Sementes por Planta (PSP), relativo a adubação
com doses de fósforo. UEPB. Catolé do Rocha – PB, 2011.

Fonte de
Produção de frutos e sementes
variação

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GL Quadrado médio

NFP NSP PSP

Fósforo 4 56,66** 510,00** 224,16**

Resíduo 8 0,36 3,30 25,96

2,11 2,11 11,54


CV %
208,03** 1872,30** 770,13**
Reg. linear

GL ‐ grau de liberdade; CV ‐ coeficiente de variação; significativo a 0,01 (**) e 0,05 (*) de


probabilidade, ns ‐ não significativo. UEPB. Catolé do Rocha – PB, 2011.
Observa‐ se que o comportamento foi o mesmo com acúmulo de Número de frutos e
sementes de forma linear, quando se aumentaram as doses de fósforo no solo. Verifica‐se
que o aumento no número de frutos e sementes variou de 0,10 e 0,32, respectivamente, por
aumento unitário do insumo; tal comportamento pode ser visualizado através da Figura 1,
juntamente com suas respectivas equações de regressão. Os maiores números frutos e
sementes observadas foram de 39 e 117, referente a dose de 350 kg ha‐1, respectivamente.
Os números de frutos e sementes obtidos na pesquisa foram semelhantes e
inferiores aos (39,74 e 47,75) e (117,33 e 139,92), respectivamente, observado por Mesquita
(2010), ao adubar as plantas com 150 e 250 kg/ha de fósforo, corroborando com a lei do
mínimo ou de Liebig que é preciso fazer adubações calibradas, por exemplo, não adianta ter
quantidades equilibradas dos macronutrientes secundários e dos micronutrientes, se a
quantidade dos macronutrientes primários, ou seja, nitrogênio, fósforo e potássio, estão
insuficientes.

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NFP NSP

120

Número frutos e sementes (Planta-1)


100

80
y = - 8,8 + 0,316**x
60 R2 = 0,92

40

20 y = - 2,9333 + 0,1053**x
R2 = 0,92

0
250 275 300 325 350
Doses de fósforo (kg/ha)

Figura 1. Número de frutos e sementes da mamoneira variedade EBDA MPA 11, em função das doses
crescentes de fósforo. UEPB. Catolé do Rocha – PB, 2011.

70

60
Peso de sementes (Planta-1)

50

40

30 y =- 15,909 + 0,2038**x
R2 = 0,86
20

10

0
250 275 300 325 350
Doses de fósforo (kg/ha)

Figura 2. Peso de sementes da mamoneira variedade EBDA MPA 11, em função das doses crescentes
de fósforo. UEPB. Catolé do Rocha – PB, 2011.

CONCLUSÃO

Com base nos resultados obtidos e nas condições em que o experimento foi realizado
pode‐se concluir que o maior número de frutos e sementes por planta foram de 39 e 117,
referente a dose de 350 kg ha‐1, respectivamente.
O tratamento adubado com a maior dose de fósforo correspondeu ao maior peso de
sementes por planta.

REFERÊNCIAS

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ABREU, C.A.; LOPES, A.S.; SANTOS, G. Micronutrientes. In: NOVAIS, R.F.; ALVAREZ, V.V.H.;
BARROS, N.F.; FONTES, R.L. F.; CANTARUTTI, R.B.; NEVES, J.C.L. (Eds.). Fertilidade do Solo.
Viçosa: SBCS/UFV, p.645‐736. 2007

ARAÚJO. D. L. Adubação NPK no comportamento agronômico da mamona cultivar BRS 149


Nordestina em ambiente protegido. 201. 63 f. Mestrado (Engenharia Agricola) ‐ ‐
Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande, 2010.

BORKERT, C.M; YORINORI, J.T.; FERREIRA, B.S.C.; ALMEIDA, A.M.R.; FERREIRA, L.P.; SFREDO,
G.J. Seja o doutor da sua soja. Informação Agronômica, n. 66, p.1‐17, 1994 (Potafos. Arquivo
do Agrônomo, 5).

CORRÊA, F.L. DE O.; SOUZA, C.A.S.; MENDONÇA, V.; CARVALHO, J.D. Acúmulo de nutrientes
em mudas de aceroleira adubadas com fósforo e zinco. Revista Brasileira de Fruticultura,
v.24, n.3, p.765‐769, 2002.

EBDA, Variedade EBDA MPA 11, Salvador: EBDA, 2010, 1. Folder.

MESQUITA, E. F. Comportamento de duas cultivares de mamona irrigadas sob fertilização


do solo com NPK. 2010, 108 f. Tese (Doutorado em Engenharia Agrícola) ‐ Universidade
Federal de Campina Grande, Campina Grande. 2010.

MORO, E. Manejo da adubação nitrogenada em híbridos de mamona de porte baixo


cultivados na safra e na safrinha em sistema plantio direto. 2008. 118 f. Dissertação
(Mestrado em Agronomia) ‐ Universidade Estadual de Paulista, Botucatu. 2008.

PROCHNOW, L. I.; ROSSI, F. Análise de solo e recomendação de calagem e adubação.


Viçosa: CPT, 308 p., 2009.

RIBEIRO, S. Resposta da mamona, cultivar BRS ‐ 188 Paraguaçu, à aplicação de nitrogênio,


fósforo e potássio. 2008. 81 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agricola) ‐
Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande. 2008.

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AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE GRÃOS DE MILHO CRIOULO NO SISTEMA AGROECOLÓGICO


SÃO BENEDITO. NO DISTRITO DE GALANTE. CAMPINA GRANDE ‐ PB

Augusta Giselle de Albuquerque2, Daniel Duarte Pereira1; Antunes Romeu Lima do Nascimento3,
Márcio Francisco da Silva4, Flávia Janaina de Araújo Silva5

2
Graduanda em Agronomia. CCA/UFPB. Vila acadêmica, Centro de Ciências Agrárias –
Campus II da UFPB. CEP: 58397‐000, Areia‐PB. Email: augusta.agro@gmail.com
1
Professor Adjunto DFCA/CCA/UFPB. Email: danielduartepereira@hotmail.com
3
Graduando em Agronomia. CCA/UFPB. Email: antunesromeu@yahoo.com.br
4
Graduando em Agronomia. CCA/UFPB. Email: marcio_agron@hotmail.com
5
Graduanda em Agronomia. CCA/UFPB. Email: fjas.agro@hotmail.com

RESUMO

O cultivo de milho é, provavelmente, tão antigo quanto os primórdios da agricultura. O estudo do


consórcio milho e sorgo e palma forrageira na Região Semiárida, normalmente assolada por secas,
justifica‐se pelo fato dessas culturas diferirem muito com relação à adaptação à seca. Assim, o
plantio consorciado poderá reduzir os riscos causados por futuros períodos de seca. O objetivo deste
trabalho foi avaliar o desempenho da produção de grãos de milho crioulo consorciado com sorgo
forrageiro e palma forrageira. A Pesquisa foi realizada na Fazenda São Benedito do Amorim, no
Distrito de Galante, município de Campina Grande – PB. Foi plantado o milho crioulo no mês de abril,
nas entrefileiras duplas da palma no espaçamento de 3,00 m x 0,50 m em fileiras simples,
depositando quatro (04) grãos de milho com uma sobrevivência média de três (03) plantas/cova a
população final resultou em 4.800 plantas. As espigas foram colhidas secas naturalmente aos 110
dias após o plantio em seguida descascadas e debulhadas manualmente obtendo uma produção de
1.523 kg.ha‐1 de grãos podendo esse resultado, ser considerado ótimo quando comparados com a
média na região.

Palavras‐chave: Consórcio, Zea mays, Opuntia tuna; Sorghum sp

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AVALIAÇÃO DA PRODUÇÃO DE GRÃOS DE MILHO CRIOULO NO SISTEMA AGROECOLÓGICO SÃO


BENEDITO NO DISTRITO DE GALANTE CAMPINA GRANDE ‐ PB

Augusta Giselle de Albuquerque2, Daniel Duarte Pereira1; Antunes Romeu Lima do Nascimento3,
Márcio Francisco da Silva4, Flávia Janaina de Araújo Silva5

2
Graduanda em Agronomia. CCA/UFPB. Vila acadêmica, Centro de Ciências Agrárias –
Campus II da UFPB. CEP: 58397‐000, Areia‐PB. Email: augusta.agro@gmail.com
1
Professor Adjunto DFCA/CCA/UFPB. Email: danielduartepereira@hotmail.com
3
Graduando em Agronomia. CCA/UFPB. Email: antunesromeu@yahoo.com.br
4
Graduando em Agronomia. CCA/UFPB. Email: marcio_agron@hotmail.com
5
Graduanda em Agronomia. CCA/UFPB. Email: fjas.agro@hotmail.com

RESUMO

O cultivo de milho é, provavelmente, tão antigo quanto os primórdios da agricultura. O estudo do


consórcio milho e sorgo e palma forrageira na Região Semiárida, normalmente assolada por secas,
justifica‐se pelo fato dessas culturas diferirem muito com relação à adaptação à seca. Assim, o
plantio consorciado poderá reduzir os riscos causados por futuros períodos de seca. O objetivo deste
trabalho foi avaliar o desempenho da produção de grãos de milho crioulo consorciado com sorgo
forrageiro e palma forrageira. A Pesquisa foi realizada na Fazenda São Benedito do Amorim, no
Distrito de Galante, município de Campina Grande – PB. Foi plantado o milho crioulo no mês de abril,
nas entrefileiras duplas da palma no espaçamento de 3,00 m x 0,50 m em fileiras simples,
depositando quatro (04) grãos de milho com uma sobrevivência média de três (03) plantas/cova a
população final resultou em 4.800 plantas. As espigas foram colhidas secas naturalmente aos 110
dias após o plantio em seguida descascadas e debulhadas manualmente obtendo uma produção de
1.523 kg.ha‐1 de grãos podendo esse resultado, ser considerado ótimo quando comparados com a
média na região.

Palavras‐chave: Consórcio, Zea mays, Opuntia tuna; Sorghum sp

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AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DE GIRASSOL (CULTIVAR EMBRAPA 122 / V 2000)


SUBMETIDO A DIFERENTES PERÍODOS DE CONVIVÊNCIA COM PLANTAS DANINHAS

Jônatas Raulino Marques de Sousa1; Guilherme de Freitas Furtado1; José Raimundo de Sousa
Junior1; Rodolfo Rodrigo de Almeida Lacerda1; Anielson dos Santos Souza2

1
Alunos do Curso de Agronomia, Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias, CCTA/UFCG,
Pombal, PB, E‐mail: jonatasraulyno@gmail.com
2
Professor Adjunto II, Coordenador do Projeto. Unidade Acadêmica de Ciências Agrárias,
CCTA/UFCG, Pombal, PB, E‐mail: anielson@ccta.ufcg.edu.br

Resumo: A presença de plantas daninhas em áreas cultivadas causa prejuízos diversos para
as culturas devido ao aumento da competição por recursos do meio, como, água, luz e
nutrientes, além de ações indiretas como hospedeiras de pragas e doenças e, muitas vezes,
de ações alelopáticas, ocasionando reduções na produtividade. Para a cultura do girassol, a
presença de plantas daninhas nas áreas de cultivo é um problema preocupante,
principalmente por haver escassez de herbicidas registrados para a cultura. Assim,
considerando que a convivência com as plantas daninhas é um fator limitante para a cultura
do girassol, objetivou‐se avaliar a resposta da cultura, submetida a diferentes períodos de
convivência com a comunidade infestante.O experimento foi conduzido no sitio Monte
Alegre de Baixo localizado no município de Pombal – PB, no período de maio a agosto de
2010 em solo classificado como NEOSSOLO FLÚVICO. O delineamento experimental utilizado
foi o de blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos consistiram de períodos
crescentes de convivência da cultura com as plantas daninhas: T1 – Capina durante todo o
ciclo (0 dias de convivência); T2 – Capina até 80 após a 1ª capina (DAC) (20 dias de
convivência); T3 – Capina até 60 DAC (40 dias de convivência); T4 – Capina até 40 DAC (60
dias de convivência); T5 – Capina até 20 DAC (80 dias de convivência); T6 – Sem capina (100
dias de convivência). As variáveis analisadas foram, peso de aquênios por capítulo, peso de
100 aquênios, produtividade e peso médio do capítulo. Os dados obtidos foram avaliados
mediante estudos de regressão polinomial (linear e quadrática) para o fator período de
convivência. Conforme os resultados, a convivência com as plantas daninhas proporcionou
redução nas médias dos paramentos avaliados para a cultura do girassol. Podendo–se
concluir que a convivência da comunidade infestante com a cultura do girassol até a colheita
ocasiona queda na produtividade; Não houve diferenças significativas para os tratamentos
submetidos até 80 dias de convivência com as plantas daninhas.

Introdução

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O girassol (Helianthus annuus L.) é uma dicotiledônea anual da família Asteraceae,


originária do continente norte‐americano, sendo cultivada nos cinco continentes, com
grande importância na economia mundial. Juntamente com o dendê, a soja e a canola, é
uma das mais importantes culturas produtoras de óleo do mundo. No Brasil, vem
despertando, atualmente, grande interesse nas principais regiões agrícolas, tendo destaque.
Dentre os fatores que interferem na produção do girassol destaca‐se a presença de
plantas daninhas no campo de produção, causando danos diretos ou indiretos, tendo maior
influencia nos estágios iniciais de desenvolvimento da cultura sendo imprescindível a
redução da competição entre a cultura e as plantas daninhas para que se tenha boa
produtividade. Dessa forma, a época e a duração do período de convivência entre plantas
daninhas e culturas influenciam, consideravelmente, a intensidade da interferência.
De acordo com Vidal e Merotto Júnior (2001). A cultura do girassol vem se
expandindo e os problemas com plantas daninhas têm aumentado significativamente,
podendo ocorrer perdas de 23% a 70% no rendimento de grãos, em razão da presença de
espécies infestantes.
Assim, considerando que a convivência com as plantas daninhas é um fator limitante
para a cultura do girassol, objetivou‐se avaliar a resposta da cultura, submetida a diferentes
períodos de convivência com a comunidade infestante.

Material e Métodos

O experimento foi conduzido no sitio Monte Alegre de Baixo localizado no município


de Pombal ‐ PB no período de maio a agosto de 2010 em solo classificado como Neossolo
Flúvico. O município de Pombal – PB está situado na Mesorregião do Sertão Paraibano e
Microrregião de Sousa – PB, possuindo área de 666,7 km2 estando sua sede situada a uma
altitude de 184 metros tendo as seguintes coordenadas geográficas 06°46’ de latitude sul,
37°48’ de longitude oeste e altitude de 148 m (BELTRÃO et al., 2005).
Para o preparo do solo foi realizado de forma convencional com uma aração e duas
gradagens. A adubação foi feita com base na análise de solo (constituída de NPK, utilizando
como fonte uréia, super fosfato simples e cloreto de potássio respectivamente). O plantio foi

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realizado no dia sete de maio de 2010 utilizando‐se a cultivar Embrapa 122 / V 2000 em um
espaçamento de 0,8 m nas entrelinhas. A semeadura foi realizada manualmente e em linha.
A área das parcelas foi de 9,6 m² (2,4 x 4 m), com área útil de 1,6 m² (0,8 x 2 m), um “stand”
de 10 plantas por metro. Com o objetivo de garantir maior uniformidade da área foi
realizada uma capina aos 20 dias após a semeadura, onde posteriormente foram aplicados
os tratamentos. Aos 30 dias após a emergência da cultura, foi realizada adubação de
cobertura com 40 kg ha‐1 de nitrogênio na forma de uréia.
O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados com quatro
repetições. Os tratamentos consistiram de períodos crescentes de convivência da cultura
com as plantas daninhas: T1 – Capina durante todo o ciclo (0 dias de convivência); T2 –
Capina até 80 dias após a 1ª capina (DAC) (20 dias de convivência); T3 – Capina até 60 DAC
(40 dias de convivência); T4 – Capina até 40 DAC (60 dias de convivência); T5 – Capina até 20
DAC (80 dias de convivência); T6 – Sem capina (100 dias de convivência). As parcelas foram
mantidas livres da competição por meio de capinas semanais, após cada período de
convivência.
As variáveis analisadas foram, peso de aquênios por capítulo, peso de 100 aquênios,
produtividade e peso médio do capítulo. Os dados obtidos foram avaliados mediante
estudos de regressão polinomial (linear e quadrática) para o fator período de convivência.

Resultados e Discussão

Os modelos de regressão dos dados de peso de aquênios por capitulo e peso de 100
aquênios, em função dos períodos de ausência e de presença da comunidade infestante na
cultura do girassol, estão apresentados na Figura 1. Constatou‐se que a interação entre
cultura e espécies daninhas após o período de 80 dias a contar do início dos tratamentos,
ocasionou perdas no peso dos grãos de girassol. O tratamento no qual as plantas
permaneceram livres das plantas daninhas por todo o ciclo, obteve media de 21,66 e 5,4 g
para as variáveis peso de aquênios por capitulo e peso de 100 aquênios, respectivamente,
conferindo incremento de 37,84% entre os tratamentos 4 e 6 para o peso de aquênios por
capitulo. Tal fato pode ser explicado pelo grau de competição entre plantas daninhas e

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cultura que pode ser alterado em função do período em que a comunidade estiver
disputando determinado recurso. Nesse sentido Brighenti et al (2004) justificaram que no
início do ciclo de desenvolvimento, a cultura e as plantas daninhas podem conviver por
determinado período sem que ocorram danos à produtividade da cultura

A B

Figura 1: (A) peso de aquênios por capitulo e (B) peso de 100 aquênios da cultura do
girassol (Helianthus annuus L.) em função dos períodos de convivência com plantas
daninhas. Pombal, PB, 2010.

As curvas de produtividade de grãos de girassol e peso médio do capítulo, ajustadas


ao modelo de regressão não‐linear em função dos períodos de convivência da cultura com a
comunidade infestante encontram‐se na Figura 2. A convivência da comunidade infestante
com a cultura até a colheita ocasionou queda na produtividade de 40.61%, quando
comparado com o tratamento 4, no qual o período de convivência foi de 60 dias. Em um
trabalho de matointerferência realizado por Brighenti et al. (2004), foi demonstrado que a
presença das plantas daninhas ocasionou perdas diárias de produtividade correspondentes a
2,5 kg ha‐1, enquanto na ausência até 30 dias após a emergência representou um ganho
diário de 14,4 kg ha‐1. Quando a cultura conviveu com as plantas daninhas por todo o ciclo,
ocorreu queda acentuada no peso médio do capitulo, atingindo 41,92% menos peso em
comparação ao tratamento 4, sendo esse detentor das melhores médias para esse fator
analisado.

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A B

Figura 2: (A) Produtividade e (B) Peso médio do capitulo da cultura do girassol (Helianthus
annuus L.) em função dos períodos de convivência com plantas daninhas. Pombal, PB, 2010.

Conclusões

A convivência da comunidade infestante com a cultura do girassol até a colheita


ocasiona queda na produtividade.
Não houve diferenças significativas para os tratamentos submetidos até 80 dias de
convivência com as plantas daninhas.

Referências

BELTRÃO, B. A. et al. Diagnóstico do município de Pombal. Projeto cadastro de fontes de


abastecimento por água subterrânea. Ministério de Minas e Energia/CPRM/PRODEM. Recife,
2005. 23p.

BRIGHENTI, A. M. et al. Períodos de interferência de plantas daninhas na cultura do girassol.


Planta Daninha, v. 22, n. 2, p. 251‐257, 2004.

VIDAL, R. A.; MEROTTO JÚNIOR, A. Herbicidologia. Porto Alegre: Edição dos Autores, 2001.
152 p.

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AVALIAÇÃO DE DIFERENTES FONTES E CONCENTRAÇÕES DE MATÉRIA ORGÂNICA SOB A CULTURA


DA CENOURA EM AMBIENTE PROTEGIDO

Maria de Fatima Dantas da Silva1; Raimundo Andrade2; Jacinto Rômulo Guedes de Paiva1; Daniele da
Silva Melo1 Salatiel Nunes Cavalcante1 Evandro Franklin de Mesquita2

1
Graduados em Lic. Plena em Ciências Agrárias, Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé
do Rocha/PB E‐mail: fatinhadantas89@hotmail.com

2
Professores Doutores, Departamento de Agrárias e Exatas, Universidade Estadual da Paraíba,
Campus IV, Catolé do Rocha/PB E‐mail: raimundoandrade@uepb.edu.br

Introdução

Entre as hortaliças cujas partes comestíveis são as raízes, a cenoura (DaucuscarotaL.) é a de


maior valor econômico. Destaca‐se pelo valor nutritivo, sendo uma das principais fontes de pró‐
vitamina A (beta‐caroteno). Pertence à família das apiáceas, tem como centro de origem a região
hoje denominada Afeganistão (FILGUEIRA, 2000).

No Brasil, a cenoura encontra‐se entre as dez hortaliças mais cultivadas, com consumo per
capta de 4,29 kg pessoa‐1 ano‐1 (CNPH‐EMBRAPA, 2006).

Cultivada em todo território nacional, a produção brasileira de cenoura é de 785 mil


toneladas (CNPHEMBRAPA, 2006), com destaque para as regiões Sudeste (MG, SP), Sul (PR) e,
recentemente, Nordeste (BA). Neste contexto, a olericultura orgânica tem assumido papel de
destaque como segmento da agricultura que muito cresce.

A água no solo tem sido o principal fator limitante da produtividade das culturas. Quando a
água se torna insuficiente para o ciclo completo da cultura, a deficiência hídrica pode afetar o

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crescimento e o desenvolvimento das plantas e, consequentemente, o rendimento e a qualidade do


produto.

Metodologia

A pesquisa foi desenvolvida em ambiente protegido no Centro de Ciências Humanas e


Agrárias‐CCHA, no Departamento de Agrárias e Exatas‐DAE pertencente a Universidade Estadual da
Paraíba‐UEPB, Campus‐IV, Catolé do Rocha, Estado da Paraíba, localizada a 2 Km da sede do
município, distando 430 Km da capital João Pessoa‐PB. O referido município está situado na região
semi‐árida do Nordeste brasileiro, no Noroeste do Estado da Paraíba, cujas coordenadas geográficas
são: 06º 20’38” de latitude Sul, 37º 44’48” de longitude oeste de Greenwich e uma altitude de 275
m.

O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado (DIC) num fatorial 4x4, com três
repetições, onde foram estudados diferentes concentrações de biofertilizante (C1 = 0 mL L‐1, C2 = 30
mL L‐1, C3 = 60 mL L‐1 e C4= 90 mL L‐1 ) e diferentes fontes de matéria orgânica (F1 = Húmus de
minhocas, F2 = Esterco bovino e F3 = Esterco caprino) no crescimento e produção de cenoura
produzida em ambiente protegido no município de Catolé do Rocha/PB.

No preparo do solo para o semeio de olerícolas em ambiente protegido (estufa) constou de


preparo de solo manual numa profundidade de 30 cm, deixando o solo bem solto, fofo e poroso.
Para o experimento, foram utilizadas sementes certificadas para garantia e sucesso de emergência
de plântulas mais vigorosas. As adubações foram feitas com matéria orgânica bem curtida e em
função do resultada da análise do solo, bem como, aplicação de biofertilizante via foliar.

Resultados e Discussão

Ao observar a figura 1 A verifica‐se que a fonte de matéria orgânica esterco caprino se


sobressaiu em relação aos demais tratamentos, apresentando um valor médiode 62,75 cm sob o
crescimento em altura de plantas de cenoura, o que corresponde uma superioridade de 5,16% e
3,00%, referentes aos tratamentos F1 e F2 e cujos valores foram 59,67 e 60,92 cm em altura de

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plantas de cenoura orgânica cultivada em ambiente protegido. Os valores verificados na presente


pesquisa apresentam superioridade aos observados por Neto Bezerra et al. (2003), que obtiveram
altura mínima de 55,35 (cm) e máxima de 61,31 (cm), estudando o desempenho agroeconômico do
consórcio cenoura x alface lisa em dois sistemas de cultivo em faixa.

No entanto os tratamentos correspondentes as concentrações de biofertilizante, as plantas


de cenoura submetidas a concentração C4 (90 mL L‐1) demonstrou maior crescimento em altura com
valor médio de 63,33 cm, entretanto, verificou‐se um menor porte da planta em crescimento quando
não foi aplicado o biofertilizante, obtendo‐se 59,89 cm com superioridade de 5,74%, conforme
demonstra a Figura 1 B.

A B

Efeito da fonte de matéria orgânica sobre o Efeito de concentração de


crescimento da planta de cenoura em altura biofertilizante sobre o crescimento de
plantas de cenoura em altura
F
62,75 C4 63,33
3

C3 60,67
F
60,92
2
C2 60,55
F
59,67
1 C1 59,89

Figura 1. Efeito da fonte de matéria orgânica sobre o crescimento de planta de cenoura em altura (A)
e efeito de concentração de biofertilizante sobre o crescimento de plantas de cenoura em altura (B)

Verificando‐se o efeito das fontes de matéria orgânica aplicada sobre o número de folhas de
plantas de cenoura, conforme Figura 2 A percebe‐se que a adubação orgânica a base de esterco
bovino curtido F2 proporcionou um desempenho de 115,83 folhas sobre a variável em evidência
apresentando superioridade de 10,49% em relação ao húmus de minhoca e de 7,49% comparado ao
esterco caprino a base de adubação orgânica em fundação sobre o número de folhas de plantas de

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cenoura cultivada em ambiente protegido. No entanto, ao analisar as diferentes concentrações de


biofertilizante (Figura 2 B) aplicados sobre as plantas em estudo, verificou‐se que a testemunha (C1 =
0 mL L‐1) se sobressaiu melhor em relação aos tratamentos que receberam concentrações
diferenciadas o que provavelmente tenha inibido a absorção de nutrientes pela planta propiciando
um número de folhas superando em 14,20% quando aplicado 90 mL L‐1). Os resultados apresentados
no presente trabalho diferiu dos obtidos por Teófilo et al., (2009) onde o número de folhas
aumentaram linearmente submetidas as condições de Mossoró‐RN.

A B

Efeito da fonte de matéria orgânica


sobre o número de folhas Efeito de concentração de
biofertilizante sobre o número
de folhas em plantas de cenoura
F C
107,75 101,11
3 4
C
F 108,44
3
2 115,83
C
109,44
2
F
104,83
1 C
118,89
1
.

Figura 2. Efeito da fonte de matéria orgânica sobre o número de folhas (A) e efeito de concentração de
biofertilizante sobre o número de folhas (B).

Conclusões

De acordo com os estudos realizados, chegou‐se as seguintes conclusões:

1) Os tratamentos contendo F3 e C4 proporcionou maior desempenho para o crescimento


da planta em altura;

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2) Para o número de folhas a aplicação do esterco bovino incorporado ao solo expressou


maior desempenho;

Referências

EMBRAPA HORTALIÇAS. Produção de hortaliças no Brasil, 1980‐2004. Disponível em:


http://www.cnph.embrapa.br/paginas/hortaliças em números/planilhas‐2004/produção do brasil‐
2004.htm.Acesso em: 25 ago. 2006.

FERRAZ, L.C.C.B. Métodos alternativos de controle de fitonematóides. Informe Agropecuário. V. 16,


n. 172, 1992.

FILGUEIRA, F. A. R. Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na produção e


comercializaçãode hortaliças. 2. ed. rev. amp. Viçosa: UFV, 2000.

NETO BEZERRA, F.; ANDRADE, F. V.; NEGREIROS, M. Z.; SANTOS JÚNIOR, J. J. Desempenho
Agronômico do Consórcio Cenoura x Alface em dois sistemas de cultivo em faixa. Horticultura
Brasileira. Vol 21. No 4. Brasília. Oct/Dez, 2003.

PIMENTEL GOMES, F. Curso de estatística experimental, 12. Ed. São Paulo: Nobel, 1990, 467p.

TEOFILO, T. M. da S.; FREITAS, F. C. L. de.; NEGREIROS, M. Z. de.; LOPES, W. DE A. R.; VIEIRA, S. S.


Crescimento de cultivares de cenoura nas condições de Mossoró‐RN. Ver. Caatinga, v. 22, n. 1, p.
168‐174, jan/mar/2009.

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AVALIAÇÃO DO EFEITO RESIDUAL DA REDUÇÃO DA PROTEÍNA DAS RAÇÕES DE FRANGAS


LEVES E SEMIPESADAS E SEUS EFEITOS SOBRE O DESEMPENHO NA FASE DE PRODUÇÃO

Danielle Alves Dantas¹, Nalberlania Alves Chagas2, Ana Karoline Rocha Lucena Targino³, José
Humberto Vilar da Silva4, José Jordão Filho5, Thiago de Sousa Melo6, Erica Yanna Guimarães
Santa Cruz3

1
Mestranda em Zootecnia‐ PPGZ/CCA/UFPB, CEP: 58397‐000, Areia‐PB, Bolsista CAPES. E‐
mail: danielli.alves@hotmail.com
2
Mestranda em Zootecnia‐UFCG‐nal_agrarias@hotmail.com
3
Alunas de Graduação do CCHSA/UFPB,Bolsista PIBIC, Bananeiras – PB.E‐mail:
karoline_targino@hotmail.com
4
Professor do CCA/CCHSA/UFPB/CAMPUS II e III, CNPq‐PQ. E‐mail:
vilardasiva@yahoo.com.br
5
Professor do Departamento de Agropecuária do CCHSA/UFPB/Bananeiras – PB. E‐mail:
jjordaofilho@yahoo.com.br
6
Aluno do Mestrado do PPGTA, CCHSA/UFPB, Bananeiras – PB.E‐mail:
thiagosoumelo@hotmail.com

Resumo: Objetivou‐se com este trabalho avaliar o efeito residual da redução de proteína
dietética em poedeiras leves (DekalbWhite) e semipesadas (Dekalb Brown) na fase de
crescimento e seus efeitos na fase de postura.O trabalho foi realizado no Campus III
(Bananeiras ‐ PB) da Universidade Federal da Paraíba, do Centro de Ciências Humanas,
Sociais e Agrárias, Na fase de postura as aves que receberam os diferentes planos de
nutrição na fase de crescimento foram removidas para três planos de nutrição durante a
fase de postura: T1 (controle) = 100% das exigências de proteína total; T2 = 5% de redução
da proteína total; e T3= 10% de redução da proteína total. O experimento foi desenvolvido
num delineamento inteiramente ao acaso, resultando em nove tratamentos, cada um com
doze repetições de seis, aves totalizando 648 aves. Os níveis de proteína na fase de sete a

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dezoito semanas não influenciaram o desempenho produtivo das aves na fase de produção.
A redução de até 10% da proteína total de dietas para frangas leves e semipesadas na fase
de crescimento não interfere o desempenho produtivo das aves até a 8ª semana de
produção.

Palavras‐chave: desempenho, postura, aves.

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INTRODUÇÃO

A alimentação avícola constitui cerca de 70% do custo total de produção e a proteína é o


nutriente que mais agrega custo à ração. A ingestão excessiva de proteína por parte das aves é
economicamente dispendiosa, eleva a excreção de nitrogênio e contribui para aumentar a poluição
ambiental, especialmente, em regiões onde predomina um grande número de granjas. A redução do
conteúdo protéico e a suplementação da ração com fontes de aminoácidos pré‐formados são as
principais ferramentas para reduzir a excreção de nitrogênio (Waibel et al., 2000), e otimizar o custo
com a alimentação e o retorno econômico com a criação de poedeiras.

Por outro lado, os problemas derivados do baixo consumo de proteína em poedeiras, também,
proporcionam o fraco desenvolvimento de penas, atraso na maturidade sexual e reduzida produção
de ovos. Outros efeitos da desnutrição são a redução do peso corporal, do nível das reservas
corporais, do pico e da persistência de postura, levando o descarte do plantel mais cedo.

Objetivou‐se com este trabalho avaliar o efeito da redução de proteína da ração de frangas
leves e semipesadas sobre o desempenho produtivo.

MATERIAIS E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no laboratório avícola do Centro de Ciências Humanas,


Sociais e Agrárias (CCHSA), campus III, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), situado no
município de Bananeiras, na microrregião brejeira do estado. O experimento foi conduzido
segundo o delineamento inteiramente ao acaso.
Na fase de crescimento (1 a 6, 7 a 12 e 13 a 16 semanas de idade) as aves foram submetidas
a três planos de nutrição, estabelecidos com base na redução da proteína da ração da seguinte
forma: Tratamentos 1 (T1) controle = 100% das exigências de proteína total; T2 = 5% de redução da
proteína total; e T3= 10% de redução da proteína total.

Na fase de postura as aves que receberam os diferentes planos de nutrição na fase de


crescimento foram removidas para três planos de nutrição durante a fase de postura: T1 (controle) =
100% das exigências de proteína total; T2 = 5% de redução da proteína total; e T3= 10% de redução
da proteína total. O experimento foi desenvolvido num delineamento inteiramente ao acaso
resultando em nove tratamentos, cada um com doze repetições de seis aves, durante 8 semanas,
resultando em duas fases de vinte e oito dias.

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As rações a base de milho e farelo de soja foram formuladas de acordo com as


recomendações de Rostagno et al. (2005) e, exceto proteína, atender as exigências das aves em
todos os nutrientes. (Tabela 1).

Tabela 1‐ Composição da ração basal utilizada no experimento. Composição percentual das


dietas na matéria natural. UFPB. Bananeiras – PB, 2011

Ingredientes T1* T2** T3***

Milho 58,291 60,978 63,921

Farelo de soja 26,887 24,632 22,110

Óleo 2,538 2,074 1,551

Calcário 9,758 9,764 9,770

Fosfato 1,513 1,524 1,535

Sal comum 0,536 0,536 0,536

DL‐Metionina 0,196 0,212 0,231

L‐Lisina HCl ‐‐‐ ‐‐‐ 0,066

Cloreto de colina 0,100 0,100 0,100

Mistura vitamínica 0,100 0,100 0,100

Mistura mineral 0,070 0,070 0,070

Antioxidante 0,010 0,010 0,010

Total 100,0 100,0 100,0

Composição química

Proteína Bruta 17,0 16,2 15,3

EM (Kcal/Kg) 2.810 2.810 2.810

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Cálcio 4,20 4,20 4,20

Fósforo disponível 0,375 0,375 0,375

Lisina 0,808 0,756 0,750

Metionina + cistina 0,683 0,683 0,683

Triptofano 0,186 0,175 0,162

Treonina 0,580 0,551 0,520

Arginina 1,070 1,008 0,938

Valina 0,723 0,689 0,650

Isoleucina 0,668 0,631 0,591

Leucina 1,431 1,385 1,332

Histidina 0,438 0,420 0,399

Fenilalanina + Tirosina 1,330 1,266 1,194

*Ração Referência – RR; **Ração com redução de 5% da proteína da ração RR; *** Ração com
redução de 10% da proteína da ração RR. 1Recomendação Rostagno et al. (2005) página – 108, para
aves com produção de 50 g de ovo/dia. 2Energia metabolizável determinada com base na
recomendação de Rostagno et al.

As variáveis a serem estudadas para avaliação do desempenho produtivo foram: o consumo


de ração (g/dia), a produção de ovos (%/dia), o peso dos ovos (g/dia), a massa de ovos (g/dia), a
conversão alimentar por massa de ovos (kg/kg).

O consumo de ração foi determinado pela diferença entre a quantidade de ração fornecida e
as sobras obtidas, enquanto a produção de ovos representa a porcentagem de ovos coletados
diariamente pelo número médio de aves presentes em cada período experimental. O peso dos ovos
é a média do peso dos ovos produzidos nos últimos três dias consecutivos de cada fase e a massa de
ovos foi obtida pelo produto entre a porcentagem de ovos produzidos e o peso médio dos ovos. A
conversão alimentar foi obtida em quilos de ração por dúzia de ovos produzida e, em quilos de ração
por massa de ovos produzida.

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As análises estatísticas foram analisadas utilizando‐se o programa estatístico. SAEG – Sistema


para Análises Estatísticas e Genética, desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa – UFV (1983).
Sendo as médias comparadas pelo teste de Student Newman Keuls, a 5% de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
O nível de proteína na fase de sete a dezoito semanas não influenciou o desempenho
produtivo (consumo de ração, produção, peso e conversão por massa de ovos) das aves na fase de
produção (P>0,05) (Tabela 2).

Tabela 2. Consumo de ração (CR), produção de ovos (PR), peso de ovo (PO), massa de ovo (MO) e
conversão alimentar (CA) de poedeiras leves e semipesadas. UFPB. Bananeiras – PB, 2011
Níveis de PB CR PR PO MO CA

17,0 97,12 86,21 61,34 53,44 1,89

17,0 96,48 85,02 59,83 50,32 2,02

17,0 95,07 81,65 58,99 47,29 2,07

16,2 95,51 84,15 60,11 50,94 1,94

16,2 98,17 88,32 60,95 54,75 1,87

16,2 96,86 85,53 60,23 51,74 1,93

15,3 96,62 84,41 60,26 51,11 1,97

15,3 96,99 85,89 60,62 52,74 1,91

15,3 95,91 84,76 60,86 52,35 1,91

CV 3,37 6,87 4,15 9,04 8,65

Esses resultados corroboram em parte com aqueles encontrados por Barros et al. (2005), que
trabalhando com efeito residual de níveis protéicos em poedeiras, observaram que não houve efeito
significativo para nenhuma das variáveis produtivas como consumo de ração, produção de ovos,
peso médio do ovo, massa de ovo e conversão por massa de ovo.

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Entretanto, deve‐se ressaltar que a proteína interfere no desempenho e nas reservas


corporais. Sendo essencial que a ave atinja a maturidade sexual em uma idade e um peso
determinado com um mínimo de despesas com alimentação SAKOMURA et al. (2002). ROSA et al.
(1997), trabalhando com poedeiras semipesadas na fase de cria, observaram que o nível de 16% de
proteína bruta foi o que possuiu maiores taxas de postura até a 21ª semana de idade.

CONCLUSÃO
A redução de até 10% da proteína total de dietas para frangas leves e semipesadas na fase de
crescimento não interfere o desempenho produtivo das aves até a 10ª semana de produção.

REFERÊNCIAS
BARROS, L.R., COSTA, F.G.P.,COSTA, J.S., Níveis de proteína para frangas semipesadas no período de
uma a dezoito semanas de idade. Ciência Animal Brasileira, v. 7, n. 2, p. 131‐141, abr./jun. 2006.

ROSA, A. P. et al. Influência dos níveis de proteína bruta e energia metabolizável no desempenho de
fêmeas Plymouth Rock Barrada na fase de recria. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 21, p. 153‐ 158,
1997.

ROSTAGNO, H. S., ALBINO, L. F. T., DONZELE, J. L. OLIVEIRA, R. F.; LOPES, D. C.; FERREIRA, A. S.;
BARRETO, S. L. T. Tabelas brasileiras para aves e suínos. Composição de alimentos e exigências
nutricionais. 2ª edição, Viçosa, editora UFV‐DZO, 2005, 186p.

SAKOMURA. N. K.; BASAGLIA, R.; RESENDE, K. T. Modelo para determinar as exigências de proteína
para poedeiras. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 31, p. 2247‐2254, 2002.

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WAIBEL, P. E., CARLSON, C. W., BRANNON, J. A. et al. Limiting amino acids after methionine and
lysine with growing turkeys fed low‐protein diets. Poultry Science. v.79, p. 1290‐1298, 2000.

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AVALIAÇÃO DO TEOR DE UMIDADE EM AMOSTRA DE MEL DA ABELHA MOSQUITO


(LEUROTRIGONA MUELLERI MOURE IN LITTERIS) DA MICRORREGIÃO DA PARAÍBA

Jordane Rodrigues de Albuquerque1; Italo de Souza Aquino2; Victor Hugo Santos de Assis3;
Janaína Maria Batista de Sousa4; Jerônimo Galdino dos Santos5.

1
Aluna do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias, Campus III da UFPB. CEP: 58220‐000.
Bananeiras – PB. E‐mail: jordane_albuquerque@otmail.com
2
Professor do Departamento de Agropecuária, Campus III da UFPB. CEP: 58220‐000.
Bananeiras – PB. E‐mail: italo.aquino@pesquisador.cnpq.br
3
Aluno do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias. Campus III da UFPB. CEP: 58220‐000.
Bananeiras – PB. E‐mail: hugo_spy@hotmail.com
4
Aluna Doutoranda, PPGCTA, Campus I UFPB. CEP: 58051‐800. João Pessoa ‐ PB. E‐mail:
jananasum@yahoo.com.br
5
Chefe do Laboratório de Controle de Qualidades de Alimentos. Campus III da UFPB. CEP:
58220‐000. Bananeiras – PB.

Resumo: As abelhas indígenas constituem‐se em um grande patrimônio de fauna do


semi‐árido. Pouco se sabe, entretanto, sobre as características de seus produtos. Objetivou‐
se com esse trabalho avaliar o teor de umidade presente em amostras de mel de abelhas
sem ferrão(melíponas) da espécie mosquito (Leurotrigona muelleri Moure in Litteris) da
microrregião da Paraíba. O mel utilizado foi coletado na propriedade do meliponicultor José
de Madalena, situado no distrito de Vila Maia, município de Bananeiras, Paraíba. As coletas
foram realizadas no mês de Junho de 2011, com amostras de três colmeias. Retirou‐se, em
média 200 ml de cada caixa, coletadas diretamente dos potes de mel. Para a retirada do mel
foram utilizadas seringas descartáveis de (200 cc), sendo em seguida, armazenado em potes
esterilizados de 200 ml,temperatura ambiente. As análises das amostras foram realizadas no
Laboratório de Controle de Qualidade de Alimentos (LCQA), do Centro de Ciências Humanas
Sociais e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). As análises foram
avaliadas em triplicatas, seguindo os métodos analíticos preconizados pela legislação
brasileira (BRASIL, 2000) e pela Association of Official Analytical Chemists (AOAC, 1990) para
o controle de qualidade do mel.O resultado obtido na análise do teor de umidade foi de
33,53%, onde o mesmo se enquadra dentro do valor máximo de (35%), sugerido por Villas‐
Bôas e Malaspina (2005) para méis de meliponíneos, com relação ao sugerido pela Codex
Alimentarius (1993), de no máximo (21%) para méis de Apis melífera o valor encontrado na

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análise em ficou a cima, como também para o valor disponibilizado de no máximo (20%)
pela legislação (BRASIL, 2000) para Apis mellifera.

Palavras‐chave: Abelha nativa, Análise, Mel

*Projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico


(CNPQ)

INTRODUÇÃO

A meliponicultura trata da criação racional de abelhas nativas, ou abelhas sem


ferrão.Segundo Aquino (2006, p.31): “Diferentementeda criação racional de abelhas com
ferrão (Apicultura), a prática da meliponicultura dispensa, como regra geral, a indumentária
do apicultor (máscara, macacão, luvas e botas).”Porém, algumas espécies de melíponas são
agressivas. De acordo com Aquino (2006) abelhas como Sanharão e Aripuá utilizam suas
mandíbulas para se proteger. Para sua proteção, o meliponícultor deverá vestir‐se de blusas
com mangas compridas.

A abelha mosquito, que também é conhecida como abelhas jataí, jati, estão bem
distribuídasno Brasil. Aquino (2006) demonstra que no Estado da Paraíba essa abelha é
considerada a menor de todas as melíponas. É uma abelha bem sociável e mansa, possui
cerca de 3 mm de comprimento, seus ninhos podem ser encontrados facilmente em ocos de
árvores, em buracos de rochas e de muros. Na entrada de suas moradas elas fazem um tubo
de cera que durante a noite fecham para evitar a entrada de invasores. Seus ninhos se não
incomodados podem ficar no mesmo local cerca de uns 35 anos, havendo a substituição
periódica de suas rainhas.

O mel dessa espécie é muito escasso e difícil de ser comprado, é um mel fino, com
cheiro marcante, gostoso e nutritivo. Enquanto uma colméia da abelha com ferrão produz
cerca de 15 quilos, uma caixa de abelha mosquito produz em torno de 0,50 quilo de mel.
Entretanto, este mel é muito apreciado e tem alto preço no mercado. Culturalmente,

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acredita‐se nas suas características medicinais, usado para curar cataratas e outras doenças
dos olhos, além de resfriados e gripes em geral. Porém,informações sobre as característica
físico‐químicas deste mel ainda é incipiente.

Objetivou‐se com esse trabalho avaliar o teor de umidade presente em amostras de


mel de abelhas mosquito (Leurotrigona muelleri Moure in Litteris) da microrregião da
Paraíba.

MATERIAL E MÉTODOS

O mel utilizado para a avaliação do teor de umidade da abelha mosquito


(Leurotrigona muelleri Moure in Litteris) foi coletado na propriedade do meliponicultor José
de Madalena, situado no distrito de Vila Maia, município de Bananeiras, Paraíba.

As coletas foram realizadas no mês de Junho de 2011. Coletaram‐se amostras de três


caixas de abelhas. Foi retirado em média 200 ml de mel das três colméias. coletado
diretamente dos potes de mel, tendo os cuidados necessários para não haver contaminação
dos mesmos.

Para a retirada do mel foram utilizadas seringas descartáveis de (200 cc), para cada
colméia, sendo o armazenamento efetuado em recipientes esterilizados de 200 ml,
devidamente identificados, e, em seguida, encaminhados ao Laboratório de Controle de
Qualidade de Alimentos (LCQA).

A análise das amostras foi realizada no LCQA, do Centro de Ciências Humanas Sociais
e Agrárias (CCHSA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). As análises foram avaliadas
em triplicatas, seguindo os métodos analíticos preconizados pela legislação brasileira
(BRASIL, 2000) e pela Association of Official Analytical Chemists (AOAC, 1990) para o
controle de qualidade do mel.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

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Os valores obtidos nas análises das amostras de méis foram comprados aos valores
sugeridos para o mel de meliponíneos por Villas‐Bôas e Malaspina (2005) e pela legislação
brasileira (BRASIL, 2000) e Codex Alimentarius (1993) para o controle de qualidade do mel
de Abelha Apis. Como pode ser observado na Tabela 1,os valores encontrados para o teor de
umidade no mel da abelha mosquito (Leurotrigona muelleri Moure in Litteris)foi de 33,53%,
enquadrando‐se dentro do valor máximo de(35%)sugerido por Villas‐Bôas e Malaspina
(2005)para méis de meliponíneos, Em trabalho realizado com abelhas do México, Venezuela
e Guatemala, Vit. (2004) encontrou o valor da análise de umidade para o mel de melíponas
de (30%), valor bem semelhante aos outros resultados da mesma espécie, com relação ao
sugerido pela Codex Alimentarius (1993), de no máximo (21%). Esse valor ficou, também,
acima do valor estabelecido pela legislação (BRASIL, 2000) para a abelha Apis mellifera
(máximo 20%).

Tabela 1. Resultado físico‐químico da avaliação de umidade do mel da abelha mosquito


(Leurotrigona
muelleri Moure in Litteris)em relação ao parâmetro físico‐químico comparativo entre Villas‐
Boas e Malaspina (2005) para méis de meliponíneos,Codex Alimentarius (1993), e Legislação
brasileira (2000) para controle de qualidade do mel de Apis mellifera.

Mosquito VILLAS‐BÔAS Codex Legislação


Parâmetro Leurotrigona muelleri (2005) Alimentarius Brasileira
Moure in litters (Meliponina) (Apis mellifera) (Apis mellifera)

Umidade 33,53 35 máx. 21 máx. 20 máx.

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FIGURA 1 – Momento da realização de uma das coletas de mel de abelha mosquito


(LEUROTRIGONA MUELLERI MOURE IN LITTERIS).

CONCLUSÃO

O teor de umidade em mel de abelha mosquito (LEUROTRIGONA MUELLERI MOURE


IN LITTERIS) produzido no município de Bananeiras, PB é semelhante ao de mel de abelhas
melíponas de outros estados.

AGRADECIMETOS

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela bolsa


PIBIC ao primeiro autor e ao meliponicultor José de Madalena pela cessão de suas colméias
para obtenção do mel estudado.

REFERÊNCIAS

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AQUINO, Italo de Souza, Abelhas Nativas da Paraíba / Italo de Souza Aquino. 1ª edição. João
Pessoa: Editora Universitária/UFPB. 2006, p. 57

INSTITUTO ADOLFO LUTZ. 1985. Normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz. São Paulo: O
Instituto, 1985, v. 1, p. 159‐165.

VILLAS‐BOAS, J. K.; MALASPINA, O. Parâmetros físico‐químicos propostos para controle de


qualidade do mel de abelhas indígenas sem ferrão no Brasil. Mensagem Doce, n. 82, p. 6‐16,
2005.

CODEX ALIMENTARIUS COMMISSION STANDARD FOR HONEY, 1993:Ref. Nr CL 1993/14‐SH


FAO, Rome, 27p.

CODEX ALIMENTARIUS COMMISSION. Oficial methods of analysis. Vol. 3, Supl, ed. 1990.

BRASIL. Leis, Decretos etc. Instrução Normativa nº 11, de 20 de outubro de 2000.


Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Mel. Diário Oficial da União, Brasília, n°
204, 23 de outubro de 2000. Secção 1.p. 16.

VIT, P; MEDINA, M; ENRIQUEZ, M E. Quality standards for medicinal uses of Meliponinae


honey in Guatemala, Mexico and Venezuela. Bee World 85(1): 2‐5. (2004).

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AVALIAÇÃO FITOSSANITÁRIA EM SEMENTES DE MAMONA

Rodrigo Pereira Leite1; Daniela Vieira dos Anjos Sena1; Wendel Oliveira Maciel2; Danilo Bruno
Neri da Silva Wanderley2; Carmem Valdênia da S. Santana1; Altamiro de Oliveira Malta 2;
Luciana Cordeiro Nascimento3.

1
Pós‐Graduação em Agronomia ‐ Universidade Federal da Paraíba. E‐mail:
leiterp@hotmail.com; danielasenas@hotmail.com
2
Graduandos em Agronomia ‐ Universidade Federal da Paraíba. E‐mails: wendel.
appis@hotmail. com; danilo_neri@hotmail.com
3
Professora da Universidade Federal da Paraíba, Centro de Ciências Agrárias.

Resumo: Objetivou‐se avaliar a incidência de fungos associados a duas cultivares de


mamona BRS‐Energia e BRS‐Nordestina. O método aplicado para a análise da sanidade foi o
de incubação em papel de filtro “Blotter test”, onde 200 sementes de cada cultivar (com e
sem tegumento) foram distribuídas em placas de Petri contendo três folhas de papel de
filtro, e água destilada esterilizados, permanecendo sob temperatura controlada (25± ºC)
por sete dias. Após este período as sementes foram avaliadas com auxílio de um
microscópio estereoscópico e óptico para identificação dos patógenos e quantificação de
sementes infectadas e os dados expressos em porcentagem. Observou‐se na cultivar BRS‐
Energia 72,5% de infecção das sementes com tegumento e 69,5% nas sementes sem
tegumento, tendo maior ocorrência o fungo Aspergillus flavus (50,5%). Na cultivar BRS‐
Nordestina com tegumento, apresentou 99% de infecção, com a retirada do tegumento,
observou‐se 92,5% das sementes infectadas. Em ambas cultivares a região da carúncula foi
caracterizada como área de maior incidência fúngica. Com a retirada do tegumento das
sementes de mamona nas cultivares BRS‐Nordestina e BRS‐Energia reduziu a variedade de
fungos infectantes.

Palavras‐chave: Ricinus communis L.; sanidade; patógenos .

INTRODUÇÃO

A mamona (Ricinus communis L.) é uma oleaginosa de grande importância econômica


e social, sendo o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de sementes de mamona e

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óleo rícino. Por ser uma planta rústica e resistente à seca, a região Nordeste vem se
destacando como maior produtora
O óleo extraído de suas sementes, é utilizado na produção de remédios, cosméticos,
na construção civil, na indústria automobilística, no revestimento de poltronas e paredes de
avião, na fabricação de plásticos biodegradáveis, na fabricação de tintas, vernizes,
lubrificantes, vidros a prova de balas entre outros (Souza et al., 2009) e como matéria‐prima
para produção do biodiesel.
Apesar da rusticidade e da alta capacidade de adaptação, a mamoneira é bastante
afetada por vários microrganismos, tais como fungos, bactérias e vírus, que podem causar
prejuízos econômicos, se as condições climáticas forem favoráveis ao desenvolvimento
desses agentes (Nascimento et al., 2009). A infecção das sementes por microrganismos pode
provocar apodrecimento, morte de plântulas em pré ou pós‐emergência, diminuição do
vigor inicial e aumento da deterioração durante o armazenamento (Ferreira, 2010).
Os fungos são os principais microrganismos que compõem a microflora das sementes
em condições de armazenamento sendo os principais causadores de deteriorações e perdas
durante este período (Puzzi, 2000). Portanto, a preocupação com a qualidade sanitária das
sementes é um importante fator na redução de danos causados por estes agentes, visando o
aumento de produtividade e qualidade dos grãos e das sementes produzidas (Souza et
al.,2006).
Objetivou‐se avaliar a qualidade sanitária em sementes de mamona das cultivares
BRS‐Energia e BRS‐ Nordestina e verificar a remoção do tegumento na ocorrência de fungos.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado no Laboratório de Fitopatologia do Centro de Ciências


Agrárias da Universidade Federal da Paraíba/UFPB, em Areia‐PB, utilizando sementes de
mamona, cultivar BRS‐Energia e BRS‐Nordestina que estavam armazenados por dois anos
em sacolas de papel sob temperatura ambiente (± 25°C).

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Para avaliação da sanidade o método utilizado foi o Blotter test, onde 200 sementes
de cada cultivar (com e sem tegumento) foram distribuídas em placas de Petri contendo três
folhas de papel de filtro, todos esterilizados em autoclave e, posteriormente o papel foi
umedecido com água destilada estéril (ADE). Após a semeadura as placas foram distribuídas,
aleatoriamente, em câmara de incubação com temperatura ambiente (± 25 °C) e, mantidas
por sete dias. Posteriormente, as sementes foram avaliadas com auxílio de um microscópio
estereoscópico e ótico para detecção e identificação dos fitopatógenos e quantificação da
incidência de fungos, sendo os dados expressos em porcentagem.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Em análise dos dados da Tabela 1, observa‐se que 72,5% das sementes com
tegumento da cultivar BRS‐Energia apresentaram infecção. Sendo identificados e
quantificados os seguintes fungos: A. flavus (19,5%), Aspergillus sp. (12%), Aspergillus niger
(6,5%), Rhizhopus sp. (2,5%), Cladosporium sp. (2%), Botrytis sp. (1%) e Fusarium sp. (1%). As
sementes sem tegumento 69,5% apresentaram infecção por; Aspergillus flavus (50,5%) e
Botrytis sp. (27%).

Tabela 1. Quantificação de fungos em sementes de mamona BRS‐Energia com e sem


tegumento.

Na Tabela 2, observa‐se cultivar BRS‐ Nordestina 99% das sementes com tegumento
estavam infectadas por A. flavus (89%), A. niger (18,5%), Rhizhopus sp. (12,5%), em ambas
cultivares foi constatado a região da carúncula como maior área infectada. Com a retirada

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do tegumento nas sementes da cultivar BRS‐Nordestina 92,5% das sementes estavam


infectadas com A. flavus.
Em ambas cultivares observou‐se maior incidência de A. flavus espécie fúngica
característica de sementes em armazenamento. Resultados semelhantes obtidos por Souza
et al.,(2006) que ao estudarem a sanidade em sementes da mamona das cultivares IAC 80 e
Guarani observaram maior incidência fúngica Aspergillus flavus, Aspergillus niger e
Aspergillus ocraceus em todos os lotes estudados. Rocha et al., (2003) ao avaliar a
regeneração in vitro de mamoneira observaram a maior contaminação dos explantes por
fungos contaminantes do gênero Aspergillus. A contaminação de sementes por fungos do
armazenamento (Aspergillus e Penicillium) provoca o decréscimo da germinação,
descoloração bioquímicas, produção de toxinas, modificações celulares e outros (Soave e
Wetel, 1987).

Tabela 2. Quantificação de fungos em sementes de mamona BRS‐Nordestina com e sem


tegumento.

CONCLUSÃO

A retirada do tegumento das sementes de mamona BRS‐Nordestina e BRS‐Energia


reduziram a variedade de fungos infectantes.

REFERÊNCIAS

FERREIRA, R. L. Etapas do beneficiamento na qualidade física e fisiológica de sementes de


milho. 2010. 49f. Dissertação (Mestrado em Agronomia) ‐ Faculdade de Engenharia de Ilha
Solteira, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.Ilha Solteira, 2010.

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NASCIMENTO, A.L.; MARTINS, C.P.S.; MAGALHÃES, H.M.; SALES, N.L.P.; ESCOBAR, A.C.N.;
BRANDÃO, A.A. Sanidade de sementes crioulas de mamona. Revista Brasileira de
Agroecologia, v. 4, n. 2, p. 2830‐2833, 2009.

PUZZI, D. 2000. Abastecimento e armazenamento de grãos. Instituto Campineiro de Ensino


Agrícola, Campinas, Brasil, 666pp.

ROCHA, M. S.; OLIVEIRA, K. C.; COSTA, M. N.; CUNHA, A. O.; CARVALHO, J. M. F. C.; SANTOS,
J. W. Métodos de regeneração in vitro da mamoneira a partir de diferentes explantes.
Revista Brasileira de Oleaginosas e Fibrosas, v. 7, n. 1, p. 647‐652, 2003.

SOAVE, J.; WETEL, M. M. V. S. Patologia de Sementes. Campinas. Fundação Cargill, 1987,


480p.

SOUZA, L. A.; CARVALHO, M. L. M.; KATAOKA, V. Y.; CALDEIRA, C. M.; SILVA, C. D.


Germinação de sementes de mamona (Ricinus communis L.). In: II Congresso Brasileiro de
mamona, Anais... Sergipe. 2006.

SOUZA, L. A.; CARVALHO, M. L. M.; KATAOKA, V. Y.; OLIVEIRA, J. A. Teste de condutividade


elétrica para avaliação da qualidade fisiológica de sementes de mamona. Revista Brasileira
de Sementes, Lavras, v.31, n.1, p. 60‐67, 2009.

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AVALIAÇÃO QUANTIQUALITATIVA E FITOSSANITÁRIA DE PLANTAS DE MANIÇOBA


ENCONTRADAS NO CAMPUS IV DA UEPB
VALDECI ANDRADE DANTAS1; FABIANA XAVIER COSTA2; ALCIDES ALMEIDA FERREIRA 2;
DORALICE FERNANDES3; GEFFSON DE FIGUEIREDO DANTAS4

1
Agrônomo (EMEPA), a disposição da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus IV,
Catolé do Rocha – PB. e‐mail: valdeci.emepa@bol.com.br
2
Professor (a) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e‐mail:
faby.xavierster@gamil.com
3
Assessora administrativa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e‐
mail:doris_uepb@hotmail.com
4
Graduando do curso de Lic. Em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000.
Catolé do Rocha – PB. Email: geffson@hotmail.com

Resumo: A melhor forma de viver, produzir e conservar a biodiversidade da caatinga – um


dos ecossistemas mais ameaçados do Planeta, é preservando as espécies nativas. Objetiva‐
se com este trabalho avaliar as árvores da espécie Manihot pseudoglaziovii – maniçoba, para
que se possa no segundo momento deste projeto, aumentar a quantidade de plantas
existentes, com o intuito de preservação da espécie, insentivo e esclarecimento a
comunidade e aos agropecuaristas, da importância desta planta considerada uma espécie
forrageira. O trabalho teve início em agosto de 2010 e se estenderá até dezembro de 2012
no Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, em Catolé do Rocha, Estado da Paraíba.
As variáveis analisadas no trabalho estão sendo a quantidade de árvores existentes,
fitossanidade e qualidade. Diante dos resultados obtidos em um total de 123 plantas de
maniçoba existentes, não foi observado nenhum problema fitossanitário nem vandalismo.
Todas estavam sem folhas no período de estiagem, mas isso é devido a um mecanismo de
defesa da própria planta para evitar perda de água neste período, devido ao calor e aos
ventos que causam transpiração excessiva pelas folhas. Foi observado que plantas
localizadas em solos claros, pobre em matéria orgânica, são menos desenvolvidas e tem
coloração da folha menos intensa.

Palavras‐chave: Manihot pseudoglaziovii, preservação, espécie

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AVALIAÇÃO QUANTIQUALITATIVA E FITOSSANITÁRIA DA CAESALPINIA FÉRREA – PAU‐FERRO

DO CAMPUS IV DA UEPB EM CATOLÉ DO ROCHA‐PB

Geffson de Figueredo Dantas1; Fabiana Xavier Costa2; Mário Leno Martins Véras1; Diego Frankley da
Silva Oliveira1; Valdeci Andrade Dantas3

1
Graduando do curso de Lic. em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do
Rocha‐PB. Email: geffson@hotmail.com

2
Professora do Departamento de Agrárias e Exatas, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do
Rocha‐PB. Email: fabyxavierster@gmail.com

3
Engenheiro Agrônomo – emepa, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do Rocha‐PB. E‐mail:
valdeci.emepa@bol.com.br

Resumo

Objetivou‐se com este trabalho avaliar as espécies arbóreas que apresentam problemas
fitossanitários e de vandalismo que exige em muitos casos da substituição das mesmas, para isso se
faz necessário uma avaliação criteriosa dos setores do Campus IV da UEPB, onde existem varias
espécies arbóreas com tais problemas fazendo, assim o levantamento individual de todas elas, sendo
nativas ou exóticas, as nativas com um olhar diferenciado buscando informações sobre as mesmas,
para passar a importância delas para comunidade do Cajueiro em que se encontra o Campus IV para
entrar num processo de rearborização e um imprescindível acompanhamento de um trabalho
contínuo e permanente de educação ambiental junto à comunidade envolvida, para que se possa ter
resultados eficazes, pois a educação ambiental é uma ferramenta importantíssima em trabalhos
dessa natureza.

Palavras‐chave: árvores, espécies, educação ambiental

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AVALIAÇÃO QUANTIQUALITATIVA E FITOSSANITÁRIA DA CAESALPINIA FÉRREA – PAU‐FERRO

DO CAMPUS IV DA UEPB EM CATOLÉ DO ROCHA‐PB

Geffson de Figueredo Dantas1; Fabiana Xavier Costa2; Mário Leno Martins Véras1; Diego Frankley da
Silva Oliveira1; Valdeci Andrade Dantas3

1
Graduando do curso de Lic. em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do
Rocha‐PB. Email: geffson@hotmail.com

2
Professora do Departamento de Agrárias e Exatas, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do
Rocha‐PB. Email: fabyxavierster@gmail.com

3
Engenheiro Agrônomo – emepa, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do Rocha‐PB. E‐mail:
valdeci.emepa@bol.com.br

Resumo

Objetivou‐se com este trabalho avaliar as espécies arbóreas que apresentam problemas
fitossanitários e de vandalismo que exige em muitos casos da substituição das mesmas, para isso se
faz necessário uma avaliação criteriosa dos setores do Campus IV da UEPB, onde existem varias
espécies arbóreas com tais problemas fazendo, assim o levantamento individual de todas elas, sendo
nativas ou exóticas, as nativas com um olhar diferenciado buscando informações sobre as mesmas,
para passar a importância delas para comunidade do Cajueiro em que se encontra o Campus IV para
entrar num processo de rearborização e um imprescindível acompanhamento de um trabalho
contínuo e permanente de educação ambiental junto à comunidade envolvida, para que se possa ter
resultados eficazes, pois a educação ambiental é uma ferramenta importantíssima em trabalhos
dessa natureza.

Palavras‐chave: árvores, espécies, educação ambiental

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INTRODUÇÃO

A vegetação da Caatinga é rica em espécies, particularmente aquelas pertencentes a


família Leguminosae, e dentre elas destaca‐se a Caesalpinia férrea Mart. ex Tul., conhecida
regionalmente como jucá ou pau ferro, devido a sua madeira ser de cerne muito duro e de
fibras revessas. É uma espécie de porte arbóreo, perenifólia ou semidecídua, heliófita e de
ampla dispersão, ocorrendo desde o Piauí até o Rio de Janeiro (MAIA, 2004).
É considerada uma espécie multiuso, sendo muito empregada para produção de
carvão, lenha, tábuas, moirões, estacas e cercas, além da sua utilização na alimentação
animal e na medicina, a espécie também tem sua utilidade: a decocção da madeira é
anticatarral e cicatrizante; a casca é desobstruente; as raízes são febrífugas e antidiarreicas;
o fruto tem propriedades béquicas e antidiabéticas (PENNA, 1946; PIO CORRÊA, 1984;
LEWIS, 1987). Nascimento et al. (2002) afirmaram que Caesalpinia ferrea é uma leguminosa
forrageira nativa da região Nordeste, com a fração forrageira sendo, na maioria dos
tratamentos a que foi submetida, percentualmente mais elevada do que em Leucaena
leucocephala (leucena), apresentando também significativos teores de proteínas nas folhas.
Neste contexto, objetivou‐se com este projeto avaliar a Caesalpinia férrea – Pau‐ferro do
Campus IV da UEPB em Catolé do Rocha ‐ PB, no intuito de diagnosticar os problemas fitossanitários,
vandalismo, bem como a quantidade de árvores existentes, para que se possa no segundo momento
deste projeto mostrar a importância desta árvore para o ambiente em que se encontra e fazer bom
uso de suas utilidades e implantar uma rearborização no referido Campus.

MATERIAL E MÉTODOS

Localização

O trabalho foi conduzido no período compreendido entre agosto de 2010 e será estendido
até dezembro de 2012, em toda a área do Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, no
município de Catolé do Rocha‐PB, denominada de Sitio Cajueiro, em imóvel com 102,1333 hectares.
Localizada pelas coordenadas geográficas de 6°2’38”S e 37°44’48”W, altitude de 275 m, com período
de chuvas concentrado entre os meses de abril a julho, precipitação pluviométrica anual média

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NLICA
A
Encontro Nacional de Licencciatura em Ciências Agrária
V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias Agrárias

aproximada de 800 m. O Clima do municíp


pio, de acord
do com a claassificação d
de koppen, é do tipo
BSWh`, ou seja, queente e seco
o do tipo esttepe, com temperatura
t nsal superior a 18ºC,
média men
durante o ano. (Figura 1).

Figura 1. Mapa de localização do


d município
o de Catolé do
d Rocha/PB, 2011.

A pesquisa ainda
a está em
e andamen
nto, foi divid
dida em seto
ores, com baase nos que já foram
concluíd
dos que são no
n meio da estrutura
e us, Suinoculttura e Fruticultura, os qu
físiica do campu ue faltam
a ser teerminados seendo eles: Agroecologia
A a, Olericultura, Oleagino
osas, Bovino
ocultura, Cun
nicultura,
Avicultura, Apiculturra, Caprinocu
ultura.

• Momentos da pesq
quisa

A pesquiisa foi diviidida em duas


d etapaas, sendo que a prim
meira abraange
dois momentos
m e a segunda um mo omento:

‐ Prim
meiro etapa (primeiro momento)
m

o momento foi feito um levantam


No primeiro mento quanttiqualitativo e fitossanittário das
espéciess arbóreas em
m especial do
o pau‐ferro.

O levantam
mento quantitativo referre‐se à quan
ntidade de espécies
e arb
bóreas existe
entes em
cada settor trabalhad
do no campu
us. O qualitativo refere‐sse à conservação das esp
pécies, ou se
eja, se há

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R editorr, 2011, ISSN 2237-7476
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algum problema de vandalismo, implantação inadequada, desidratação, falta de poda, etc. O


levantamento fitossanitário refere‐se à saúde das espécies, no entanto foi observado a espécies
atacadas por fungos, bactérias, cupins, bem como outros parasitas e assim será diagnosticado o tipo
de parasita e doença causada pelos os mesmos.

Todos os momentos da pesquisa foram, estão e serão registrados via câmera


fotográfica e está utilizando um mapa do campus para melhor localização dos setores a
serem trabalhados.

‐ Primeira etapa (segundo momento)

No segundo momento será feito um trabalho de educação ambiental, envolvendo toda a


comunidade do campus, como funcionários, professores e alunos para que se possam apresentar os
resultados das espécies arbóreas encontrados no campus e, assim procurar sensibilizá‐los a respeito
da real situação delas, com o objetivo de conseguir colaboração na preservação das mesmas, bem
como mantê‐los informados dos possíveis problemas encontrados.

Para isso, serão utilizados cartazes, fotos, álbum seriado, palestras e panfletos, datashow.

‐ Segunda etapa (terceiro momento)

No terceiro momento será feito a substituição de espécies arbóreas em especial a


Caesalpinia férrea doentes que não puderam ser recuperadas, mortas, bem como outros problemas.
Será feito a arborização de áreas desérticas, com o objetivo de deixar todo o campus arborizado
quantiqualitativamente e fitosanitariamente, mantendo, assim a preservação de todas as espécies
existentes.

Para isso serão feitas as mudas referentes às espécies que serão substituídas e plantadas,
sobretudo a Caesalpinia férrea.

RESULTADOS E DISCUSSÃO (Parcial do primeiro momento)

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A
de Licenciatura em Ciênccias Agrárias

N
Nesta árvoree foi observaado nos setores concluídos, que são resistentes a pragas e a doenças,
mas a prraticas de vaandalismo e um mau maanejo em suaa poda (Figura 2) teve um
m grande nú
úmero no
meio da estrutura físsica do Camp
pus.

Figgura 2: Maneejo inadequaado da espéccie caesalpinia férrea. UEEPB. Catolé d


do Rocha, 2011.

C
Com base nos
n setores pesquisadoss foram enco
ontradas 30
0 árvores daa espécie Caaesalpinia
férrea em três setorres (gráfico 1).
1 Já em rellação ao van
ndalismo tiveemos num total de nove
e árvores
resultando em 30% do
d valor totaal delas send
do que destaas nove (gráfficos 2 ), vai ser preciso replantar
r
ma está servin
três, um uporte de ceerca no setor de fruticultura e duas por estar do
ndo como su o lado de
um meio
o fio da estraada (setores no meio da estrutura
e física do campus ).

Gráfico 1: Distribuiçãão de árvores por setor no Gráfico 2: distribuição de


d vandalismo entre os setores
s no
meio dad estruturaa física doo campus, meio da estrutura físsica do cam mpus, Suinoccultura e
Suinoculltura e Fruticcultura. UEPB
B, Catolé do Fruticultura. UEPB, Catoléé do Rocha – PB, 2011
Rocha PB 2011

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Com relação aos resultados da fitossanidade estas árvores não apresentaram nenhum
problema.

REFERÊNCIAS

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2004. 413p.

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AVALIAÇÃO
QUANTIQUALITATIVA E FITOSSANITÁRIA DE PLANTAS DE MANIÇOBA ENCONTRADAS NO
CAMPUS IV DA UEPB
VALDECI ANDRADE DANTAS1; FABIANA XAVIER COSTA2; ALCIDES ALMEIDA FERREIRA 2;
DORALICE FERNANDES3; GEFFSON DE FIGUEIREDO DANTAS4

1
Agrônomo (EMEPA), a disposição da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus IV, Catolé do Rocha –
PB. e‐mail: valdeci.emepa@bol.com.br
2
Professor (a) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e‐mail: faby.xavierster@gamil.com
3
Assessora administrativa da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e‐mail:doris_uepb@hotmail.com
4
Graduando do curso de Lic. Em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. CEP: 58884‐000. Catolé do Rocha – PB.
Email: geffson@hotmail.com

Resumo: A melhor forma de viver, produzir e conservar a biodiversidade da caatinga – um


dos ecossistemas mais ameaçados do Planeta, é preservando as espécies nativas. Objetiva‐
se com este trabalho avaliar as árvores da espécie Manihot pseudoglaziovii – maniçoba, para
que se possa no segundo momento deste projeto, aumentar a quantidade de plantas
existentes, com o intuito de preservação da espécie, insentivo e esclarecimento a
comunidade e aos agropecuaristas, da importância desta planta considerada uma espécie
forrageira. O trabalho teve início em agosto de 2010 e se estenderá até dezembro de 2012
no Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, em Catolé do Rocha, Estado da Paraíba.
As variáveis analisadas no trabalho estão sendo a quantidade de árvores existentes,
fitossanidade e qualidade. Diante dos resultados obtidos em um total de 123 plantas de
maniçoba existentes, não foi observado nenhum problema fitossanitário nem vandalismo.
Todas estavam sem folhas no período de estiagem, mas isso é devido a um mecanismo de
defesa da própria planta para evitar perda de água neste período, devido ao calor e aos
ventos que causam transpiração excessiva pelas folhas. Foi observado que plantas
localizadas em solos claros, pobre em matéria orgânica, são menos desenvolvidas e tem
coloração da folha menos intensa.

Palavras‐chave: Manihot pseudoglaziovii, preservação, espécie

INTRODUÇÃO

As plantas da caatinga tem despertado interesse dos pesquisadores, principalmente aquelas


com alta palatabilidade e valor nutritivo, uma vez que, pela sua enorme variabilidade de espécies

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vegetais, a caatinga é a principal fonte de recurso alimentar para os rebanhos, principalmente


caprinos e ovinos da região semi‐árida nordestina.

De acordo com Moraes et al (2007), dentre as centenas de plantas da biota Caatinga, destaca‐
se Manihot pseudoglaziovii por possuir grande resistência à seca devido a presença de raízes com
grande capacidade de reserva e sua folhagem apresenta até 20% de proteína bruta e 60% de NDT,
contribuindo, assim na redução de emagrecimento e mortalidade de animais.

Grande parte dos pecuaristas ainda ver a maniçoba como uma planta tóxica que mata os
animais quando a ingerem. Para Lima (2006), o risco de intoxicação (ácido cianídrico) é eliminado
quando a planta é fornecida na forma de feno. Para Silva e Medeiros (2003), a maniçoba é
considerada uma forrageira com alto grau de palatabilidade, por ser bastante procurada pelos
animais em pastejo, que sempre a consomem com avidez.

Segundo Soares (1995), as folhas e ramos tenros apresentam em média: 20,88, 8,30, 13,96,
62,3 % respectivamente para PB, EE, FB e DIVMS.

Segundo Lima (2006), na EMBRAPA/Semiárido, em plantios de maniçoba com densidade de 10


mil plantas/ha, foram obtidas na estação chuvosa produções da ordem de 5 t MS/ha em dois cortes.
Para o autor, entre algumas limitações para uma divulgação mais ampla do cultivo da maniçoba,
lista‐se a baixa disponibilidade de sementes, associada a problemas de germinação e dormência,
além do baixo enraizamento das estacas utilizadas para propagação vegetativa.

Moraes et al (2007), ao acompanhar a variação do percentual de germinação, verificaram que


o melhor resultado foi a imersão das sementes em água durante um período de cinco horas. O
procedimento que utilizou o processo de escarificação das sementes também apresentou um bom
resultado.

Objetiva‐se com este trabalho avaliar as árvores da espécie Manihot pseudoglaziovii, com o
intuito de diagnosticar os problemas fitossanitários, vandalismo e determinar a quantidade de
plantas existentes na propriedade do Campus IV da UEPB, em Catolé do Rocha‐PB.

MATERIAIS E MÉTODOS

• Local

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NLICA
A
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V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias Agrárias

O presente traabalho está sendo realizzado em tod


do o Campuss IV da Universidade Esttadual da
Paraíba, no municíp
pio de Catolé do Rocha‐‐PB, situado
o a 272 m de
d altitude, 6
6°20’38”S Laatitude e
8”O Longitud
37°44’48 de (Figura 1),
1 no períod
do compreen
ndido entre agosto de 2
2010 a deze
embro de
2012.

A pesquisa está sendo feiita por setores, sendo eles:


e ologia, hortiicultura, Fruticultura,
Agroeco
Núcleo de
d Difusão da
d Palma Forrrageira, Cun
nicultura, Ole
eaginosas, Bovinoculturaa, Capri‐ovinocultura,
Avicultura, Suinoculttura e Apiculltura.

• Mom
mentos da pe
esquisa

A pesquisa foi dividid


da em duaas etapas, sendo qu
ue a primeeira abrangge dois
momentos e a segunda um momen nto:

Figura 1.. Mapa da microrregião


m d Catolé do
de o Rocha‐PB

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‐ Primeira etapa (primeiro momento)

No primeiro momento foi feito um levantamento quantitativo, qualitativo e fitossanitário das


espécies.

O levantamento quantitativo refere‐se a quantidade de plantas existentes em cada setor


trabalhado no Campus. O qualitativo refere‐se à conservação das espécies, ou seja, se há algum tipo
de vandalismo, local inadequado e necessidade de poda. O levantamento fitossanitário refere‐se a
saúde das espécies. Foi observado o ataque ou não por fungos, bactérias e insetos.

Todos os momentos da pesquisa estão sendo registrados via câmera fotográfica e utilizando‐se
um mapa do campus para melhor localização dos setores a serem trabalhados.

‐ Primeiro etapa (segundo momento)

No segundo momento será feito um trabalho de educação ambiental, envolvendo toda a


comunidade do campus, como funcionários, professores e alunos para que se possa apresentar os
resultados das espécies existentes no campus e, assim procurar sensibilizá‐los a respeito da real
situação das mesmas, com o objetivo de conseguir colaboração na preservação, bem como mantê‐
los informados da importância das espécies, tanto no aspecto de preservação da biodiversidade,
quanto no aspecto de potencial forrageiro, especialmente quando se trata da maniçoba por possuir
alta palatabilidade e valor nutritivo.

Para isso, serão utilizados cartazes, fotos, álbum seriado, palestras, panfletos e datachow.

‐ Segunda etapa (terceiro momento)

No terceiro momento será feito a coleta de sementes, produção de mudas (obedecendo os


procedimentos de produção de mudas em especial da maniçoba) e implantação de uma área com no
mínimo 200 plantas (figura 2) que servirá de preservação ambiental e trabalhos de pesquisa e

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demonstrativos com utilização de maniçoba na alimentação de animais de pequeno porte (caprinos e


ovinos).

Fonte: Andrade 2003

Figura 2. Aspectos gerais da flor e fruto da manicoba (Manihot sp.) cultivada em

área de caatinga na Paraiba.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com a tabela 1, no levantamento qualitativo e fitossanitário não foi observado


vandalismo e nenhum ataque por fungos, bactérias ou insetos. Todas as plantas estão sadias e em
locais que não oferecem risco de desaparecimento das mesmas. Foi observado que plantas
localizadas em solos claros, pobre em matéria orgânica, são menos desenvolvidas e tem coloração
das folhas menos intensa. Resultados que justificam esta observação foram encontrados por Moraes
et al (2007), que ao analisarem o efeito da aplicação de matéria orgânica no substrato de
crescimento das plantas, verificaram que as aplicações de 25% e 50% de matéria orgânica no
substrato apresentaram melhores resultados para os parâmetros morfológicos, diâmetro do caule,
altura das plantas e número de folhas em relação a testemunha (sem aplicação de matéria orgânica).
Ainda de acordo com Moraes et al (2007), o excesso de matéria orgânica pode provocar reduções
significativas no crescimento e desenvolvimento das plantas.

No levantamento quantitativo foi observado a existência de um total de 123 plantas de


maniçoba no Campus IV, que compreende uma área total de 104 ha.

Tabela 1. levantamento quantiqualitativo e fitossanitário em plantas de maniçoba encontradas no


Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Catolé do Rocha‐PB, 2011

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Data Nome Nome Vandalismo Observações Fitossanidade N0 Repor

Científico Popular Plantas

20/11/2010 Manihot Maniçoba ‐ Plantas sem Planta sadia 08 Não


folhas
Pseudoglaziovii

07/01/2011 Manihot Maniçoba ‐ Plantas sem Planta sadia 20 Não


folhas
Pseudoglaziovii

19/02/2011 Manihot Maniçoba ‐ Plantas normais Planta sadia 11 Não


com folhas
Pseudoglaziovii

‐ Planta pouco
desenvolvida,
em solo
descoberto,
12/03/2011 Manihot Maniçoba Planta sadia 48 Não
pobre em
Pseudoglaziovii matéria
orgânica, com
coloração das
folhas menos
intensa em
relação as
demais

14/05/2011 Manihot Maniçoba ‐ Plantas normais Planta sadia 22 Não


com folhas
Pseudoglaziovii

23/09/2011 Manihot Maniçoba ‐ Plantas normais Planta sadia 14 Não

Pseudoglaziovii Sem folas

CONCLUSÃO

Existe a necessidade de implantação da espécie para aumentar o número de árvores, haja visto
ser uma planta nativa da caatinga, de potencial forrageiro que merece ser melhor conhecida e
preservada pela comunidade, especificamente pelos agropecuaristas.

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REFERÊNCIAS

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LIMA, G. F. da C. Alternativas de produção e conservação de recursos forrageiros estratégicos no


semi‐árido nordestino. Campina Grande‐PB: Embrapa/Emparn, p. 277‐293. In Encontro Nacional de
Caprinos e Ovinos 1. Anais... editado por Wandrick Hauss de Sousa e Élson Soares dos Santos. João
Pessoa – PB: SEDAP, SEBRAE, INSA, ARCO, 2006.

MORAES, J. P. S. de; ANGELIM, A. E. S.; SILVA, J. A. B. da; GERVÁSIO, R. C. R. G. Avaliação do


crescimento vegetativo em plantas de maniçoba (Manihot pseudoglaziovii) encontradas no bioma
Caatinga – Região do vale do São Francisco. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl.
2, p. 1071‐1073, jul. 2007. QUALITATIVA

SILVA, D. S. da; MEDEIROS, A. N. de, Eficiência do uso dos recursos da Caatinga: Produção e
conservação. João Pessoa – PB: p. 571‐582. In SINCORT 2. Simpósio Internacional sobre agronegócio
da Caprinocultura Leiteira 1. Simpósio Internacional sobre Caprinos e Ovinos de Corte 2. Anais.../
Editado por Elson Soares dos Santos e Wandrick Hauss de Souza. João Pessoa – PB; Emepa, 2003.

SOARES, J. G. G. Cultivo da maniçoba para produção de forragem no semi‐árido brasileiro. Petrolina,


PE: EMBRAPA‐CPATSA, 1995, 4p. (EMBRAPA‐CPATSA. Comunicado Técnico, 59).

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AVALIAÇÕES BIOMÉTRICAS DA MAMONEIRA VARIEDADE EBDA MPA 11 ADUBADA


COM DOSES DE NITROGÊNIO

Roniê da Silva Pereira 1,Gerlani Alves da Silva1, Ana Paula Figueirêdo de Sousa1, Marcos
Vinícius Ribeiro de Sousa1, Evandro Franklin de Mesquita2
1
Graduados do curso de Licenciatura Plena em Ciências Agrárias‐ UEPB‐Campus IV, Catolé do Rocha‐
PB, E‐mail: marceloandrade.uepb@hotmail.com
2
Professor orientador do Departamento de Agrárias e Exatas, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB,
elmesquita4@uepb.edu.br

Resumo: Objetivou‐se através desta pesquisa avaliar o comportamento biométrico da


variedade de mamona EBDA MPA 11, sobre o efeito de doses crescentes de nitrogênio. O
delineamento foi inteiramente casualizado constituído por cinco doses de nitrogênio (300,
325, 350, 375 e 400 kg ha‐1) e com três repetições, totalizando quinze tratamentos. Desta
forma o experimento constou de 20 unidades experimentais, sendo cada uma delas
correspondente a um vaso plástico com 80 kg de solo. Os solos foram irrigados até atingir a
capacidade de campo (CC), posteriormente as irrigações subsequentes estão sendo
realizadas de acordo com a necessidade da cultura, sendo o volume de irrigação calculado
em função da demanda evapotranspiratória, acrescida de uma lâmina de cerca de 15 %
(fração de lixiviação “FL”). Os dados sobre a altura da planta, diâmetro do caule e área foliar,
foram analisados estatisticamente aplicando‐se o teste de Tukey para a comparação de
médias, além das regressões para os fatores quantitativos. Conclui‐se que, as adubações N‐
P2O5‐K2O até 400‐250‐250 kg ha‐1 proporcionaram desequilíbrio nutricional, afetando o
crescimento da mamoneira.

Palavras Chaves: Ricinus communis L, crescimento, adubação química.

INTRODUÇÃO

A cultura da mamona (Ricinus communis L.) conquistou seu espaço econômico,


político e ambiental no Brasil devido ao interesse pela indústria ricinoquímica e pela busca
de novas fontes de energias, visto que obtenção de diesel a partir do petróleo tem custo

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elevado, além da queima deste combustível ser altamente poluente. Os resultados apontam
o biodiesel como uma das alternativas viáveis à substituir combustíveis obtidos do petróleo.
Assim, a mamona vem ganhando espaço em todo o território nacional, principalmente nos
estados do Nordeste e Centro‐Oeste (MORO, 2008).
A variedade EBDA MPA 11 apresenta maior potencial em solos profundos, férteis,
com pouca declividade e livre de encharcamento. É um cultivar de porte alto, bianual
indicado para agricultura familiar e a região Nordeste (EBDA, 2010).
A adubação é uma das principais técnicas para incremento de produtividade e a
rentabilidade das culturas. Contudo, há poucas informações de informações sobre a
resposta da respectiva cultivar a adubação química com N‐P205‐K2O. Além disso, existem
poucos relatos sobre o comportamento da mamoneira sob diferentes condições de
fertilidade do solo, clima e disponibilidade de água. Essa cultura é exigente em fertilidade,
sendo possível aumentar sua produtividade pelo adequado fornecimento de nutrientes pela
fertilização do solo (MESQUITA, 2010).
Neste sentido, a pesquisa está foi desenvolvida com o objetivo de avaliar as
características biométricas da variedade EBDA MPA 11 submetidos a doses crescentes de
nitrogênio.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi desenvolvido sob condições de estufa agrícola localizada no


Departamento de Agrárias e Exatas da Universidade Estadual da Paraíba, durante o período
de agosto a outubro de 2010. A cultivar utilizada no experimento foi variedade EBDA MPA
11, cujo comportamento em relação à adubação mineral ainda precisa ser mais bem
estudado. Como substrato, foi utilizado um solo franco arenoso classificado como Neossolo
Flúvico. O experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com três
repetições, sendo cada um com cinco níveis, perfazendo o total de vinte unidades
experimentais, que consistiram da aplicação de N (300; 325; 350; 375 e 400 kg ha‐1) com
doses fixas de 250 kg ha‐1 de fósforo e cloreto de potássio, utilizando‐se como fontes dos
elementos os adubos sulfato de amônio e uréia, superfosfato triplo e cloreto de potássio,

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respectivamente. O conteúdo de água do solo ao longo do período experimental foi


monitorado diariamente em função da demanda evapotranspiratória, acrescida de uma
lâmina de cerca de 15 % (fração de lixiviação “FL”). Ao, 80 dias após a semeadura (DAS)
foram avaliadas a altura da planta, diâmetro caulinar e área foliar. Os dados foram
analisados estatisticamente segundo Ferreira (2000), utilizando a análise de variância
(ANOVA) aplicando‐se o teste de Tukey a 5 % de probabilidade para a comparação das
médias dos tratamentos estudados.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Conforme a análise de variância (ANOVA), referente à altura das plantas, diâmetro


caulinar e área foliar submetidas aos tratamentos com nitrogênio (Tabela 1), verificou‐se
efeito significativo (p<0,01) dos mesmos somente na avaliação feita aos 80 DAS. Os
resultados da pesquisa discordam com diversos trabalhos na literatura mostram que doses
crescentes de N não sofreram efeito significativo sobre as variáveis de crescimento
(FERREIRA et al., 2006, RIBEIRO, 2008; ARAÚJO, 2010). Referidos resultados evidenciam a
sensibilidade da mamoneira, com relação ao nível correto de adubação, que ainda é pouco
estudado no Brasil, sobretudo nos estados do Nordeste.

Tabela 1. Resumos da análise de variância e significância para altura da planta (AP), diâmetro
caulinar (DC) e área foliar (AF) obtidos até os 80 dias após a semeadura (DAS) da cultivar MPB EBDA
11, em função das doses de nitrogênio. UEPB. Catolé do Rocha – PB, 2011.

Fonte de variação AP DC AF

GL Quadrado médio
Nitrogênio 4 391,25** 16,41** 7255952,39**
Resíduo 8 18,51 0,80 797217,45

CV % 5,00 3,32 13,79


GL ‐ grau de liberdade; CV ‐ coeficiente de variação; significativo a 0,01 (**) de probabilidade;
ns ‐ não significativo.

A altura da Planta (AP) foi até 39% superior aos dados obtidos na dose de máxima
eficiência física, referente à testemunha (300 kg ha‐1). Verifica‐se que o aumento na AP
apresentou um crescimento continuo até altura máxima de 95 cm, correspondente a dose a

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360 kg ha‐1 de nitrogênio. Posteriormente houve um declínio da altura até 68,33 cm,
referente a dose a 400 kg ha‐1 (Figura 1 A). Comparativamente, os resultados obtidos
assemelham‐se aos 96 cm computados por Silva et al. (2007), ao adubar a mamoneira com
120 kg ha‐1 de nitrogênio. Portanto, a adubação nitrogenada é uma das principais práticas de
manejo usadas para aumento da produtividade e da rentabilidade de uma lavoura. Na
mamoneira, é possível se aumentar a produção utilizando‐se esta técnica, porém,
atualmente não se dispõe de informação suficiente para se fazer recomendações de
adubação com base científica devido à escassez de estudos sobre o comportamento dessa
espécie, principalmente em híbridos de porte baixo, sob fertilização química.
A resposta para a altura da muda, 80 dias após a semeadura (DAS), seguiu um
comportamento quadrático para as doses de nitrogênio, sendo que a melhor resposta para o
diâmetro (33,67 mm) foi obtida quando foi utilizada a dose 400 kg ha‐1 (Figura 1 B). Os
valores obtidos na pesquisa foram superiores aos 24,77 mm apresentados por Araújo et al.
(2009) com a cultivar de mamona BRS Nordestina, ao adubar as plantas com 200 kg ha‐1.
As análises de regressão e seu respectivo gráfico (Figura 1 C) permitem constatar
a tendência de crescimento linear na área foliar aos 60 e 80 DAS. Observa‐se que aumento
na área foliar evolui de forma crescente com aumento da concentração do insumo, variando
de 13,327cm² a 38,396 cm2 por aumento unitário do percentual do insumo no solo. Os
valores obtidos foram superiores aos 1050, 2110, 2512 e 2750 cm2 apresentados por Costa
(2008) com a cultivar Paraguaçu, avaliados aos 30, 45, 60 e 75 DAS, utilizando níveis
crescente de densidade do solo (1,4; 1,6; 1,8 e 2 g/cm3). Os resultados obtidos foram
inferiores aos 13.749 e 28.366 cm2 computados por Silva (2008), com a cultivar de mamona
BRS 188 Paraguaçu aos 60 e 80 DAS, nas condições agroecológicas do Recôncavo Baiano,
utilizando 60‐80‐40 kg ha‐1 de N‐P‐K.

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Figura 1. Altura da planta


p (A), Diâmetro
D cau
ulinar (B) e área foliar (C
C) da mamon
neira variedaade EBDA
MPA 11,, em função das doses crrescentes de nitrogênio. UEPB. Catoléé do Rocha – PB, 2011.

CONCLU
USÃO

C
Com base nos dos obtidos e nas condições em qu
n resultad ue o experimento foi realizado
pode‐see concluir que
q a resposta da mam
moneira a aplicação
a dee nitrogênio
o mineral de
d forma
desbalaanceada afetou o crescimento da mamoneira
m a.

R
REFERÊNCIA
AS

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MESQUITA, E. F. Comportamento de duas cultivares de mamona irrigadas sob fertilização


do solo com NPK. 2010, 108 f. Tese (Doutorado em Engenharia Agrícola) ‐ Universidade
Federal de Campina Grande, Campina Grande. 2010.

MORO, E. Manejo da adubação nitrogenada em híbridos de mamona de porte baixo


cultivados na safra e na safrinha em sistema plantio direto. 2008. 118 f. Dissertação
(Mestrado em Agronomia) ‐ Universidade Estadual de Paulista, Botucatu. 2008.

RIBEIRO, S. Resposta da mamona, cultivar BRS ‐ 188 Paraguaçu, à aplicação de nitrogênio,


fósforo e potássio. 2008. 81 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Agricola) ‐
Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande. 2008.

SILVA, T. R. B.; LEITE, V. E.; SILVA, A. R. B.; VIANA, L. H. Adubação nitrogenada em cobertura
na cultura da mamona em plantio direto. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.42, n.9,
p.1357‐1359, 2007.

SILVA, V. Características fisiológicas de cultivares de Mamoneira (ricinus communis l.) No


recôncavo baiano. 2008. 73 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias) ‐ Universidade
Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas. 2008.

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BARRAGENS SUBTERRÂNEAS: ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA FAMÍLIAS NO SERTÃO


PARAIBANO

Semirames do Nascimento Silva1; Eliezer da Cunha Siqueira2

1
Graduanda em Tecnologia em Agroecologia IFPB Campus Sousa, e‐mail:
sns242010@hotmail.com
2
Docente IFPB Campus Sousa, e‐mail: eliezer.siqueira@ifpb.edu.br

Resumo: O presente trabalho objetivou‐se em avaliar e acompanhar a construção de duas


Barragens Subterrâneas nas comunidades Jenipapeiro do Meio e Carrapato no Município de
Aguiar no sertão da Paraíba. A água é um bem precioso e insubstituível. É um recurso
natural fundamental para as diferentes atividades humanas e para a vida na terra,
propiciando ao homem qualidade de vida. A falta de água potável para consumo humano,
animais e para produção de alimentos, já é um grande problema que a humanidade está
enfrentando. Na tentativa de amenizar e/ou solucionar os problemas advindos das
irregularidades das chuvas no tempo e no espaço, entidades como a Embrapa tem criado e
adaptado alternativas de convívio com o Semiárido. As barragens subterrâneas selecionadas
foram construídas como resultado do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que
pretende assegurar à população rural acesso à água, tanto para consumo da família e dos
animais, como para produção de alimentos, ensinando‐se a cuidar da terra de maneira
sustentável. Durante a construção das duas barragens foram identificados alguns problemas,
principalmente na primeira comunidade Jenipapeiro do Meio.

Palavras ‐ chave: Terra. Água. Sustentabilidade.

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BIOMASSA DO MELOEIRO CANTALOUPE TIPO “HARPER” FERTIRRIGADO COM DOSES DE N


E K EM FUNÇÃO DA ÉPOCA DE COLETA

Ana Paula Alves Barreto Damasceno1, José Francismar de Medeiros2, Keivianne da Silva
Lima3, Damiana Cleuma de Medeiros4, Daniel da Costa Dantas5, Breno Leonan de Carvalho6,
Fabíola Pascoal Nogueira7.

1
Engenheira Agrônoma, Doutoranda em Irrigação e Drenagem, ESALQ, Avenida Pádua Dias, 11, CEP 13418‐900,
2 3
Piracicaba/SP. Fone: (19) 3447‐8549, pauladamasceno1@hotmail.com; Engenheiro Agrônomo, Doutor, UFERSA; Aluna de
4 5 6
Graduação em Agronomia, UFERSA; Professora Adjunta, UFRN; Doutorando em Irrigação e Drenagem, UFRPE; Aluno de
7
Graduação, UFERSA; Mestre em Irrigação e Denagem, UFERSA.

RESUMO – Este trabalho objetiva avaliar o acúmulo de massa seca no meloeiro Cantaloupe
tipo “Harper” fertirrigado com diferentes níveis de nitrogênio e potássio. O experimento foi
em condições de campo em fazenda produtora na região do Agropolo Assu‐Mossoró, RN.
Utilizou‐se o delineamento em blocos casualizados, com duas repetições. Os tratamentos
foram formados pela combinação de doses crescentes de nitrogênio – N (N1 – 5; N2 – 37,78;
N3 – 111,65; N4 – 237,65; N5 – 442,05; N6 – 666,41 kg ha‐1) e potássio ‐ K2O (K1 – 5; K2 –
82,86; K3 – 195,67; K4 – 364,61; K5 – 574,13; K6 – 827,54 kg ha‐1), formando os tratamentos:
T1 ‐ N1K1, T2 – N2K2, T3 – N3K3, T4 – N4K4, T5 – N5K5, T6 – N6K6, sendo a dose N3K3 a adotada
pelos produtores da região. Houve efeito da fertirrigação nitrogenada e potássica, de forma
isolada, no acúmulo de massa seca do meloeiro. Observou‐se aumento na massa seca da
parte vegetativa e total ao longo do ciclo.
Palavras‐chave: Cucumis melo L. Nutrição de plantas, massa seca.

INTRODUÇÃO
A região Nordeste do Brasil, situada na zona semiárida, é a maior produtora nacional
de melão, destacando‐se o Estado o Rio Grande do Norte que, por suas características
climáticas, favorecem o desenvolvimento da cultura. O monitoramento do desenvolvimento
da cultura possibilita a utilização de práticas de manejo que visem à otimização da aplicação
de água através da lâmina de irrigação mais adequada em cada fase fenológica da cultura.
Com o uso da fertirrigação, torna‐se fácil a adaptação das quantidades e
concentrações dos nutrientes específicos exigidos pelas culturas em cada fase de

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desenvolvimento. Para se planejar a aplicação em fertirrigação das doses dos nutrientes ao


longo do ciclo da cultura, é imprescindível o conhecimento das curvas de crescimento e de
absorção de nutrientes pela cultura.
O nitrogênio no meloeiro, além de ser o nutriente absorvido em maior quantidade,
exerce influência no crescimento e desenvolvimento, tendo efeito direto nas relações fonte‐
dreno, por alterar a distribuição de assimilados entre a parte vegetativa e reprodutiva
(QUEIROGA et al., 2007). O nutriente extraído do solo em maior quantidade pelo meloeiro é
o potássio (MEDEIROS et al., 2008), este nutriente influencia o crescimento do meloeiro,
pois as principais funções deste nutriente na planta estão relacionadas com a ativação de
muitas enzimas envolvidas na respiração e na fotossíntese.
Identificar o comportamento de crescimento de hortaliças na região, a partir de
mensuração da matéria seca acumulada pela planta e, ou de suas partes secas (folhas, caule,
frutos, flores e raízes) é fundamental ao planejamento do método de cultivo que expresse o
máximo potencial produtivo das plantas (VIDIGAL et al., 2007).
Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi determinar o acúmulo e partição de massa
seca do meloeiro Cantaloupe tipo “Harper” fertirrigado com doses de nitrogênio e potássio.

MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi realizado de 15 setembro de 2009 a 14 de novembro de 2009 na
Fazenda Nova Vida, localizada na comunidade de Pedra Preta, Mossoró‐RN (4º59’45,22” de
latitude sul e 37°23’13,309” de longitude a oeste),altitude de 51m. O clima, de acordo com
Köppen, é do grupo BSwh’, quente e seco; com precipitação pluviométrica bastante
irregular, média anual de 673,9 mm; temperatura de 27 °C e umidade relativa do ar média
de 68,9% (CARMO FILHO; OLIVEIRA, 1995). O solo foi classificado como Argissolo Amarelo
(EMBRAPA, 1999). As análises químicas do solo foram realizadas no Laboratório de Análises
de Água, Solo e Planta da UFERSA segundo metodologia da EMBRAPA (1997). O experimento
foi instalado em blocos casualizados, com duas repetições. Os tratamentos foram formados
por doses de nitrogênio – N (N1 – 5; N2 – 37,78; N3 – 111,65; N4 – 237,65; N5 – 442,05; N6 –
666,41 kg ha‐1) combinadas com doses de potássio ‐ K2O (K1 – 5; K2 – 82,86; K3 – 195,67; K4 –
364,61; K5 – 574,13; K6 – 827,54 kg ha‐1), formando‐se os tratamentos, T1 ‐ N1K1, T2 – N2K2, T3

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– N3K3, T4 – N4K4, T5 – N5K5, T6 – N6K6, para caracterização da marcha de absorção. O Preparo


do solo e adubação de fundação foram realizados 15 dias antes do plantio, com uma aração
e uma gradagem, abertura dos sulcos para adubação, e construção dos camalhões, com 0,5
m de largura e 0,2 m de altura, destinados ao plantio. A adubação de fundação foi realizada
na profundidade de 0,25 m, com uma dose de 360 kg ha‐1 da formulação 6‐24‐12 (N‐P2O5‐
K2O). A instalação do sistema de irrigação e mulching: Utilizou‐se um sistema de irrigação
por gotejamento que através da metodologia adaptada por Merriam & Keller (1978). O
plantio realizou‐se a semeadura no dia 04/09/2009, desenvolvido por uma empresa
especializada na produção de mudas. O transplantio foi realizado no dia 16/09/2009, 12 dias
após a semeadura (DAS) utilizando o espaçamento 2,0 x 0,3 m. Utilizou‐se a cultivar de
melão híbrido F1 Caribbean Gold RZ do tipo cantaloupe “Harper”, A área plantada foi de
0,38 hectares. Foram aplicados via fertirrigação diariamente a partir do 9º DAT, até 57º DAT.
A injeção de fertilizantes foi realizada por meio de pulmão, levando dessa forma a solução
nutritiva. Foram utilizados 5 pulmões independentes, um para cada dose nitrogênio e
potássio, sendo aplicadas pela manhã doses de nitrogênio e à tarde as doses de potássio.
Foram realizadas quatro coletas de plantas, aos 20 dias após o transplantio (DAT), parte
vegetativa (caule + folha), e aos 34, 44 e 62 DAT, parte aérea total (caule + folha + fruto). As
plantas foram retiradas do campo e acondicionadas em sacos plásticos, sendo levadas
imediatamente ao Laboratório de Irrigação e Salinidade do Departamento de Ciências
Ambientais da Universidade Federal Rural do Semi‐Árido (UFERSA). Após a retirada do peso
fresco, cada parte foi acondicionada em saco de papel e foi levado para secagem em estufa
com circulação forçada de 65 °C para obtenção do peso seco e posterior tabulação dos
dados.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
O conteúdo de matéria seca na parte vegetativa e total em função dos dias após o
transplantio (DAT) apresentou em média tendência quadrática para o acúmulo. Na média
para os tratamentos em relação aos dias no campo, os valores de matéria seca total na parte
aérea aumentaram de 12,99 a 295,88 g planta‐1 e para a matéria seca na parte vegetativa de
18,96 a 124,62 g planta‐1, no período de 20 a 62 dias após o transplantio.

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Aos 21 DAT estima‐se o acúmulo de 21,68 g planta‐1, correspondente a 17,4 % do


acumulado na parte vegetativa e 16,63 g planta‐1, correspondente a 5,6 % do total
acumulado. Entre 35 e 45 DAT o acúmulo chega a 83,98 g planta‐1, correspondendo a 63,4 %
do conteúdo na parte vegetativa e 149,29 g planta‐1, correspondendo a 50,5 % do conteúdo
total. Ao final do ciclo verificou‐se acúmulo de 124,62 g planta‐1 de matéria seca na parte
vegetativa e 295,88 g planta‐1 de matéria seca total Figura 1 (A e B).
Vidigal et. al. (2007) verificou que a planta de abóbora híbrida tipo Tetsukabuto, cv.
Suprema, teve lento crescimento até 56 DAS, intensificando‐se a partir daí a produção de
matéria seca até o final do ciclo. Houve acúmulo de matéria seca das plantas, ao longo do
ciclo, sendo que a produção total de matéria seca máxima ocorreu aos 89 DAS, atingindo
1.657,92 g planta‐1.

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A. B.

350,0
140,0 lny = -0,0050**x2 + 2,926**x - 37,55
lny = 0,0755**x2 + 0,544**x - 28,1

Conteúdo de matéria seca total


R² = 0,98**
Conteúdo de matéria seca na parte

300,0 R² = 0,99**
120,0
250,0
vegetativa (g planta-1)

100,0

(g planta-1)
80,0 200,0

60,0 150,0

40,0 100,0

20,0 50,0
0,0 0,0
15 25 35 45 55 65 15 25 35 45 55 65
Dias após o transplantio Dias após o transplantio

Figura 1 Valores médios para conteúdo de matéria seca na parte vegetativa e total em
função das épocas de coleta ou das doses de N e K aplicadas. Mossoró – RN, 2010.

Para o conteúdo de matéria seca total em função das doses de N, se ajustou modelo
cúbico. O valor máximo estimado foi de 93,4 g pl‐1, como média Figura 2 (A). Para o
conteúdo de matéria seca total em função das doses de K, se ajustou modelo quadrático. O
valor máximo estimado foi de 89,2 g pl‐1 Figura 2 (B).

A. B.

120,0 120,0
Conteúdo de matéria seca total

Ponto máximo
Conteúdo de matéria seca total

100,0 Ponto máximo 100,0

80,0 80,0
(g planta-1)
(g planta-1)

60,0 60,0
lny = 5,7E-07*x3 - 0,0006 4n.s.x2 + 0,153**x + lny = -5,7E-05**x2 + 0,0273n.s.x + 85,90
40,0 82,88 40,0 R² = 0,60
R² = 0,76**
20,0 20,0

0,0 0,0
0 200 400 600 800 0 200 400 600 800 1000
Doses de N aplicadas Doses de K aplicadas

Figura 2 Valores médios para conteúdo de matéria seca na parte vegetativa e total em
função das épocas de coleta ou das doses de N e K aplicadas. Mossoró – RN, 2010.

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CONCLUSÕES
O acúmulo de massa seca do meloeiro foi crescente ao longo do ciclo, tanto da parte
vegetativa quanto total. O acumulo de massa é afetado pelas doses de nitrogênio e de
potássio, sem, no entanto, haver interação entre estes nutrientes.

AGRADECIMENTOS
Agradecemos o apoio financeiro do CNPq e a CoopyFrutas pelas cessões da área, água
e outros tipos de apoio importantes para condução da cultura. A
FINEP/FAPERN/UFERSA/EMPARN/UFRN‐CTARN pelo apoio na realização da pesquisa. A
CAPES/PROCAD‐NF pelo apoio financeiro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARMO FILHO, F.; OLIVEIRA, O. F. Mossoró: um município do semi‐árido nordestino,
caracterização climática e aspecto florístico. Mossoró: ESAM, 1995. 62p. (Coleção
Mossoroense, Série B).

Embrapa. Sistema brasileiro de classificação de solos. Rio de Janeiro: CNPS, 1999. 412p.

EMBRAPA. Manual de métodos de análise de solo. Rio de Janeiro: CNPS, 1997. 212p.
(Documento, n. 1).MERRIAM, J. L., KELLER, J. Farm irrigation system evaluation: a guide for
management. Logan: Utah State University, 1978. 271 p.

MEDEIROS, J. F.; DUARTE, S. R.; FERNANDES, P. D.; DIAS, N. S.; GHEYI, H. R. Crescimento e
acúmulo de N, P e K pelo meloeiro irrigado com água salina. Horticultura Brasileira, Brasília,
v.26, n.4, p.452‐457, 2008.

MERRIAM, J. L., KELLER, J. Farm irrigation system evaluation: a guide for management.
Logan: Utah State University, 1978. 271 p.

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QUEIROGA, R. C. F.; PUIATTI, M.; FONTES, P. C. R.; CECON, P. R.; FINGER, F. L.. Influência de
doses de nitrogênio na produtividade e qualidade do melão Cantalupensis sob ambiente
protegido. Horticultura Brasileira, Brasília, v.25, n.4, p.550‐556, out./dez. 2007.

VIDIGAL, S. M.; PACHECO, D. D.; FACION, C. E. Crescimento e acúmulo de nutrientes pela


abóbora híbrida tipo Tetsukabuto. Horticultura Brasileira, Brasília, v.25, n.3, p.375‐380, jul.‐
set 2007.

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CACTÁCEAS PREDOMINANTES EM AFLORAMENTOS ROCHOSOS NO SEMIÁRIDO


PARAIBANO

José Thyago Aires Souza¹; André Aires de Farias²; Nagnaldo Tavares de Lucena³; Kercio
Estevam da Silva¹; Wilma Danyella Brasil Campos4; Juliane Neves de Lucena5 Suenildo Jósemo
Costa Oliveira6 .

¹ Graduandos em Agroecologia – UEPB, email: thyagotaperoa@hotmail.com;


kercio_10@hotmail.com
² Mestrando em Recursos Naturais – UFCG, email: andreaires61@hotmail.com;
³ Graduando em zootecnia– UFPB, email: nagnaldo@hotmail.com;
4
Graduanda em Agroecologia ‐ UFPB, email: danyella_tpb@hotmail.com;
5
Graduanda em Engenharia florestal – UFCG, email: ju.lucena18@hotmail.com
6
Professor do Departamento de Agroecologia e Agropecuária ‐ UEPB, email:
suenildo@ccaa.uepb.edu.br

Resumo: O surgimento da vegetação espontânea na região semi árida dá‐se logo após o
período chuvoso, onde a intensidade de vida vegetal é exuberante, mesmo em solos rasos,
no entanto, percebe‐se que até nos afloramentos rochosos a natureza também ressurge de
forma exuberante. Este trabalho objetivou a caracterização das populações de Cactáceas
que predominam nos afloramentos rochosos ou frestas dos lajedos em área de Caatinga no
Semi Árido Paraibano. Adotou‐se o método de amostragem simples, onde se foi identificada
a espécie, logo após foi feito toda a sua classificação botânica. Opuntia inamoena,
Pilosocereus gounellei e Melocactos bahienses foram as cactáceas que apresentaram um
maior número de indivíduos, já Cereus jamacaru e Pilosocereus pachycladus tiveram um
número menor de plantas encontradas.

Palavras Chave: Caatinga, Opuntia, Semi árido.

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Introdução

A vegetação predominante do semi árido nordestino é a caatinga, que, botanicamente,


constitui‐se em um complexo vegetal rico em espécies lenhosas e herbáceas, sendo as
primeiras caducifólias e as ultimas anuais, em sua maioria. A Caatinga, bioma único no
mundo, segundo DRUMOND (2000) é caracterizada pela floresta seca composta de
vegetação xerófila de porte arbóreo, arbustivo e herbáceo, com ampla variação de
fisionomia e flora e elevada diversidade de espécies, pertencentes às famílias
Caesalpiniaceae, Mimosaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae e Cactaceae. Comenta ainda
VASCONCELOS (1999) que as características fitossociológicas (densidade, cobertura e
freqüência) das famílias dessas espécies são determinadas, principalmente, pelas variações
locais do solo e pluviosidade.

AB’SÁBER (2003) descreve os solos sob a vegetação de caatinga como rasos e


pedregosos, assim como ROMARIZ (1996), que incrementa ao relatar que nestas áreas
ocorrem muitos afloramentos rochosos onde predominam as cactáceas e as bromeliáceas.
AB’SÁBER (2006), relata exemplos de cactáceas associadas a afloramentos rochosos fora da
área compreendida pela caatinga na região nordeste do Brasil, como o que ocorre no Morro
de Ipanema no centro‐sul da depressão periférica paulista. Este trabalho objetivou definir os
aspectos estruturais e caracterizar populações de Cactáceas que predominam nos
afloramentos rochosos em área de Caatinga no Semi Árido Paraibano.

Metodologia

Para se estudar e caracterizar as cactáceas que predominam nas frestas das rochas foi
selecionada uma área localizada no Município de Pararí que situa‐se na região central do
Estado da Paraíba, Meso‐Região Borborema e Micro‐Região Carirí Ocidental, a sede
municipal tem uma altitude de 498 metros e localiza‐se através das coordenadas geográficas
758.787EW e 9.190.087NS‐MC‐39.

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Figura 1: Localização Geográfica do Município de Parari‐PB

A vegetação local é predominantemente arbustiva e encontra‐se bastante alterada em


virtude dos muitos anos de exploração, os pontos que, mas favorecem esta exploração são:
a retirada da lenha para uso doméstico ou confecção de carvão e a caprinocultura, sendo
estes dois pontos, umas das principais causas da desertificação.

A Pesquisa foi realizada durante os meses de Outubro de 2010, a área em estudo foi
escolhida devido a predominância de afloramentos rochosos, onde foi realizado o
levantamento florístico, Foram levadas em consideração os indivíduos vivos com
circunferência a altura da base ≥ 2 cm e altura total ≥ 1,80 m. no qual foi adotado o método
de amostragem simples, onde se foi identificada a espécie, logo após foi feito toda a sua
classificação botânica.

Resultados e discussão

É possível encontrar grande parte das cactáceas que vegetam na caatinga normal
vegetando nos afloramentos rochosos (lajedos), A quantidade de plantas existente nos
lajedos não chega á um número tão elevado como nas condições naturais da caatinga,
devido ás condições de dificuldade de sobrevivência das espécies em ambientes tão restritos
para o desenvolvimento do sistema radicular das plantas e conseqüentemente este stress
influi no desenvolvimento da parte aérea já que estes dois sistemas estão diretamente

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VIIII EN
NLICA
A
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V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias Agrárias

ligados, na figura 1 é possívvel observar o percen


ntual de cada espéciee de cactáceae nos
afloram
mentos rochosos.

N levantam
No mento florístico feito nos aflorame
entos rocho
osos (lajedo
os) no muniicípio de
Pararí no
n Cariri Paaraibano forram identifficas 05 (cin
nco) espéciees de vegettais pertenccentes á
família cactáceae (Figura 1),, sendo qu
ue a mais predominante foi o Opuntia in
namoena
do á um tottal de 38 plaantas, send
chegand do 44,8 % do
o total de plantas
p enco
ontradas, enquanto
que o Pilosocereu
us gounelleei foi a seggunda plan
nta mais encontrada
e no levantamento,
possuindo um totaal de 29 plaantas, obteendo 31,2 % do total, já Melocacctos bahiensses foi a
terceiraa planta enccontrada co
om maior frreqüência no
n levantam
mento, ondee pôde‐se catalogar
c
10 plantas chegand
do‐se a um total de 10
0,8 %, com base na figgura 1 podee‐se observaar que o
Cereus jamacaru
j e o Pilosoccereus pach
hycladus forram as plan
ntas encontradas com
m menor
freqüên
ncia neste tipo
t de amb do encontraadas e catalogadas apenas 08 plaantas de
biente send
cada espécie, repreesentando respectivam
r mente 8,6% do total dee plantas en
ncontradas.

Figura 2: Cactáceaas predomin


nantes nos afloramento
a os rochososs, Parari ‐PB
B, 2010.

Cactáceeas que prredominaam nos aflloramento


os
rochoso
os
40,80%

31,20%

1
10,80%
8,60% 8,60%

Meloocactos O
Opuntia Pillosocereus Cereus Pilosocereuss
bahiienses inaamoena g
gounellei jamacaru pachycladus

Esstes resultaados vão de


d acordo com BARB
BOSA et. all. 2007 que observou
u que a
vegetaçção que oco
orre nos lajedos em todo
t o Cariiri, apresen
nta espéciess caracteríssticas de
afloram
mentos rochosos e umaa menor diversidade em
m relação à caatinga qu
ue a circund
da.

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E também com ROMARIZ (1996), que relata que em áreas de caatingas onde ocorrem
muitos afloramentos rochosos predominam as cactáceas e as bromeliáceas. Possuindo estas
adaptações ao armazenamento de água no caule.

Conclusão
Opuntia inamoena, Pilosocereus gounellei e Melocactos bahienses foram as cactáceas
encontradas com maior freqüência no ambiente dos lajedos, mostrando‐se estar mais
adaptadas á este tipo de ambiente.Cereus jamacaru e Pilosocereus pachycladus tiveram um
número menor de plantas encontradas.

Referências Bibliográficas

AB’SÁBER, A.N. Os Domínios da natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo:


Ateliê Editorial, 2003.

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CARACTERÍSTICAS BIOMÉTRICAS DA BANANEIRA NANICÃO (3º CICLO) EM FUNÇÃO DO


USO DE BIOFERTILIZANTES

TORRES, Pedro Barreto1; DINIZ, Manara Soares1; NASCIMENTO, Olivânia dos Santos1;
CAMPOS, Amanda Costa1; MEDEIROS, Aldair de Souza1; SANTOS, José Geraldo Rodrigues
dos2
1
Estudantes de Graduação do Curso de Licenciatura Plena em Ciências Agrárias da
Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV, em Catolé do Rocha/PB.
2
Professor Departamento de Agrárias e Exatas ‐ UEPB, Campus IV, localizado no Sítio
Cajueiro, S/N, Zona Rural, CEP 58.884‐000, em Catolé do Rocha/PB.
josegeraldo@uepb.edu.br.

Resumo: A utilização de resíduos orgânicos de origem animal ou vegetal, tais como estercos,
compostos orgânicos, húmus de minhoca e biofertilizantes, têm sido empregados com
sucesso para a fertilização dos solos. o objetivo da pesquisa foi estudar os efeitos de 4 tipos
e de 5 dosagens de biofertilizante na área foliar da bananeira Nanicão (3º ciclo). O
experimento foi conduzido, em condições de campo, na Escola Agrotécnica do Cajueiro, no
município de Catolé do Rocha, no estado da Paraíba. O delineamento adotado foi o de
blocos casualizados, com 20 tratamentos, no esquema fatorial 4 (B1 ‐ não enriquecido à
base de esterco, B2 ‐ enriquecido à base de esterco, B3 ‐ não enriquecido à base de soro e
B4 ‐ enriquecido à base de soro) x 5 ((D1 = 0 L/planta/vez, D2 = 0,4 L/planta/vez, D3 = 0,8
L/planta/vez, D4 = 1,2 L/planta/vez e D5 = 1,6 L/planta/vez), com quatro repetições,
totalizando 80 plantas experimentais. Os tipos de biofertilizante não afetaram de forma
significativa a área foliar da bananeira Nanicão (3º ciclo). A maior área foliar da planta foi
obtida com a aplicação de uma dosagem ótima de biofertilizante em torno de 0,80
L/planta/vez.
Palavras‐chave: Banana, ciclos, , resíduos orgânicos.

Introdução
A agricultura orgânica surge como uma das alternativas para o melhoramento do
manejo e da conservação do solo, como também para a sua fertilidade e uma maior
produtividade das culturas. A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo na
forma fresca, sendo cultivada na maioria dos países tropicais e de Norte a Sul do Brasil,
garantindo emprego e renda pra milhares de brasileiros. Constitui um importante alimento,
contendo vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gordura, além de baixo teor calórico
(TACO, 2006; BORGES & SOUSA, 2009). Em 2008, a produção brasileira de bananas foi de
aproximadamente 7,2 milhões de toneladas, em uma área de aproximadamente 520 mil

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hectares, destacando‐se o estado da Bahia como o maior produtor nacional da fruta, com
uma produção total de 1,4 milhão de toneladas (AGRIANUAL, 2009).
A bananeira é uma cultura que apresenta crescimento rápido, necessitando de bons
níveis de nutrientes no solo para obtenção de produção satisfatória, sendo indispensável um
bom programa de adubação para o seu cultivo (LAHAV, 1995; BORGES & SOUZA, 2009). A
utilização de resíduos orgânicos de origem animal ou vegetal, tais como estercos, compostos
orgânicos, húmus de minhoca e biofertilizantes, têm sido empregados com sucesso para a
fertilização dos solos (PRIMAVESI, 1987; SANTOS, 1992). A exploração orgânica de fruteiras
tropicais, com ênfase para a bananeira, é de fundamental importância na programação de
uma alimentação equilibrada e, conseqüentemente, para a saúde humana (GUERRA et al.,
2007). O objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento vegetativo de plantas de
bananeira Nanicão (3º ciclo), submetidas a diferentes tipos e dosagens de biofertilizantes
nas adubações de cobertura.
Metodologia
O experimento foi conduzido no período de fevereiro de 2009 a fevereiro de 2010, em
condições de campo, na Escola Agrotécnica do Cajueiro, no Centro de Ciências Humanas e
Agrárias ‐ CCHA da Universidade Estadual da Paraíba ‐ UEPB, Campus‐IV, distando 2 km da
sede do município de Catolé do Rocha‐PB, no Noroeste do Estado da Paraíba, localizado
pelas coordenadas geográficas 6°21¢ de latitude sul e 37°45¢ de longitude ao oeste do
meridiano de Greenwich, tendo uma altitude de 250 m.

O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados, com 20 tratamentos,


no esquema fatorial 4 x 5, com quatro repetições, totalizando 80 plantas experimentais.
Foram estudados os efeitos de 4 tipos de biofertilizantes (B1 ‐ não enriquecido à base de
esterco, B2 ‐ enriquecido à base de esterco, B3 ‐ não enriquecido à base de soro e B4 ‐
enriquecido à base de soro) e de 5 dosagens de biofertilizante (D1 = 0 L/planta/vez, D2 = 0,4
L/planta/vez, D3 = 0,8 L/planta/vez, D4 = 1,2 L/planta/vez e D5 = 1,6 L/planta/vez) na área
foliar da bananeira Nanicão (1º ciclo).O solo da área experimental é classificado como
Neossolo Flúvico, com textura franco arenosa. A bananeira foi irrigada através de adaptação
do sistema de irrigação localizado denominado “Bubller”, desenvolvido pela Universidade do
Arizona (USA).

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As adubações de cobertura foram realizadas mensalmente, sendo utilizados os tipos e as


dosagens de biofertilizantes preconizadas para a pesquisa. O biofertilizante do tipo B1 foi
produzido à base de esterco verde de vacas em lactação (70 kg) e água (120 L), adicionando‐
se 5 kg de açúcar e 5 L de leite para acelerar o metabolismo das bactérias. Para a produção
do biofertilizante B2, foram utilizados 70 kg de esterco verde de vacas em lactação, 120
litros de água, 3 kg de farinha de rocha, 3 kg de cinzas de madeira, 5 kg de açúcar e 5 litros
de leite. O biofertilizante B3 foi produzido à base de 90 litros de soro (obtido no processo de
produção de queijo) e 5 kg de açúcar. O biofertilizante B4 foi produzido à base de 90 litros de
soro, 3 kg de farinha de rocha, 3 kg de cinzas de madeira e 5 kg de açúcar. A fermentação
das bactérias durava aproximadamente 35 dias, sendo o material coado em uma peneira
para separar a parte líquida da sólida.

O acompanhamento do crescimento das plantas foi feito através de medições de área


foliar unitária e área foliar da planta. O acompanhamento da área foliar unitária foi feito
medindo‐se a terceira folha, nos sentidos longitudinal e transversal, sendo estimada
multiplicando‐se o produto do comprimento e largura pelo fator 0,8 (MOREIRA, 1987). A
área foliar da planta foi estimada multiplicando‐se a área foliar unitária pelo número de
folhas vivas.

Os efeitos de diferentes tipos e dosagens de biofertilizantes na área foliar da bananeira


Nanicão (3º ciclo) foram avaliados através de métodos normais de análises de variância
(teste F), utilizando‐se o modelo polinomial (FERREIRA, 2000), enquanto que o confronto de
médias foi feito pelo teste de Tukey. Foi utilizado o programa estatístico SISVAR para
realização das análises estatísticas.

Resultados e Discussão

A evolução da área foliar unitária da bananeira (3º ciclo), em relação às dosagens de


biofertilizante, teve um comportamento quadrático, com coeficiente de determinação de
0,91 (Figura 1). Observa‐se que a área foliar unitária foi aumentada com o incremento da
dosagem de biofertilizante até o limite de 0,78 L/planta/vez, que proporcionou uma área
foliar unitária máxima de 0,90 m², havendo redução a partir daí. Os resultados obtidos na
pesquisa se aproximam dos constatados por Cavalcante et al. (2010) e Pereira et al. (2010),

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que, em experimentos com a bananeira Nanicão (1º e 2º ciclos), obtiveram áreas foliares
unitárias máximas de 0,89 e 0,95 m2 para dosagens ótimas de biofertilizante de 0,74 e 0,78
L/planta/vez, respectivamente.

0,9
Área Foliar Unitária (m²)

0,8

0,7
y = 0,63 + 0,68x - 0,44x 2
0,6 R2 = 0,91

0,5

0,4
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6
Dosagens de Biofertilizantes (L/planta/vez)

Figura 1: Variação da área foliar unitária da bananeira Nanicão (3º ciclo) em função de dosagens de
biofertilizantes.

A evolução da área foliar da planta da bananeira Nanicão (3º ciclo), em relação às


dosagens de biofertilizante, também teve comportamento quadrático, com coeficiente de
determinação de 0,90 (Figura 2). Observa‐se que a área foliar da planta foi aumentada com o
incremento da dosagem de biofertilizante até o limite de 0,83 L/planta/vez, que
proporcionou uma área foliar máxima da planta de 12,43 m², havendo redução a partir daí,
mostrando que o aumento de dosagem de biofertilizante nem sempre significou aumento da
área foliar da bananeira Nanicão. Isto pode estar associado ao aumento acentuado da
população de microrganismos no solo com o incremento da dosagem de biofertilizante, com
aumento conseqüente do consumo de nutrientes, como nitrogênio, que, dentre os
macronutrientes, é o principal responsável pelo crescimento vegetativo das plantas
(MALAVOLTA et al., 1997). Tal fato também foi comprovado por Cavalcante et al. (2010) e
Pereira et al. (2010), que, em experimentos com a bananeira Nanicão (1º e 2º ciclos),

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obtiveram áreas foliares máximas da planta de 12,20 e 13,17 m2, respectivamente, para
uma dosagem ótima de biofertilizante de 0,78 L/planta/vez.

14

13
Área Foliar da Planta (m²)

12

11

y = 10,07 + 5,67x - 3,41x 2


10
R2 = 0,90

8
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6
Dosagens de Biofertilizantes (L/planta/vez)

Figura 2: Variação da área foliar da bananeira Nanicão (3º ciclo) em função de dosagens de
biofertilizantes.

Conclusões

A maior área foliar da planta foi obtida com a aplicação de uma dosagem ótima de
biofertilizante em torno de 0,80 L/planta/vez.

Referências

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CARACTERÍSTICAS DE CRESCIMENTO DE OVINOS SANTA INÊS CRIADOS NO ESTADO DA


PARAÍBA

Michelly Dayane Araújo de Almeida1, George Rodrigo Beltrão da Cruz2, Clebson


Almeida de Oliveira3, Flaviana Venancio da Silva1, Genilson Barbosa da Silva1, Giorgio de
Oliveira Mendes1

1
Estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias CCHSA/UFPB, Campus III –
Bananeiras (PB). E‐mail:almeida.michelly@hotmail.com
2
Professor DAP/CCHSA/UFPB, Campus III – Bananeiras (PB). E‐mail:
georgebeltrao@hotmail.com
3
Mestrando do Programa de Pós Graduação em Tecnologia Agroalimentar CCHSA/UFPB,
Campus III – Bananeiras (PB).

Resumo: O interesse pela exploração de pequenos ruminantes e de outras atividades


alternativas sustentáveis no Nordeste brasileiro está transformando o cenário dos nossos
sistemas produtivos. Entretanto, sabe‐se que a produção atual é insuficiente para atender a
demanda. O objetivo deste trabalho foi analisar a característica de crescimento de ovinos da
raça Santa Inês criadas no Brejo Paraibano. Foram utilizados dados de pesagem de 87 ovinos
da raça Santa Inês criadas no setor de caprinocultura e ovinocultura da Universidade Federal
da Paraíba, Bananeiras (PB). Os animais são alimentados com capim elefante
(PennisetumpurpureumSchum.), braquiárias e concentrado protéico. O controle de pesos foi
realizado a cada sete dias. As médias das variáveis estudadas foram comparadas utilizando o
teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Observou‐se que machos e fêmeas
apresentaram pesos semelhantes durante praticamente todas as fases do crescimento com
ligeira superioridade para as fêmeas principalmente na fase pós aleitamento. Nota‐se que o
ganho em peso dos animais não foi influenciado pelo sexo. Houve diferença significativa
para estação de nascimento nos pesos dos animais apenas aos 182 dias de idade onde os
animais nascidos na estação seca apresentaram maiores pesos. Com isso pode‐se concluir
que a estação de nascimento, o sexo da cria e o ano de nascimento não influenciam o
crescimento dos animais.
Palavras chave: produção animal, brejo paraibano, ovinocultura

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Introdução
Na ovinocultura de corte moderna é economicamente viável abater os animais antes
de atingirem o peso adulto ou peso à maturidade, o que compromete programas de
nutrição e de seleção devido à ausência de informações sobre o processo completo de
crescimento, principalmente em relação à identificação de períodos nos quais os animais
crescem com maior ou menor eficiência (Guedes et al., 2004). De acordo com Sorio et. al
(2010), a produção de carne ovina no Brasil em 2005 foi de 72,6 mil toneladas, sendo
esperado para o ano de 2011 uma produção em torno de 78,1 mil toneladas. Os autores
ressaltam que o consumo de carne ovina está voltado principalmente para a população rural
da região Nordeste e do Rio Grande do Sul, levando a necessidade de um crescimento do
consumo nas demais regiões e resultam, consequentemente, em uma maior produção e
possível exportação.
O interesse pela exploração de pequenos ruminantes e de outras atividades
alternativas sustentáveis no Nordeste brasileiro está transformando o cenário dos nossos
sistemas produtivos. Ao longo das últimas décadas, a ovinocultura tropical tem alcançado
transformações importantes nos diversos elos de suas cadeias produtivas, mercê de uma
notória expansão dos mercados regional e nacional como também à adesão de criadores
dotados de maior visão empresarial. Entretanto, sabe‐se que a produção atual é insuficiente
para atender a demanda. Assim, o objetivo deste trabalho foi analisar a as características de
crescimento de ovinos da raça Santa Inês criadas no Brejo Paraibano.

Metodologia
Os animais utilizados neste estudo foram criados no setor de Caprinocultura e
Ovinocultura pertencente ao Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias da
Universidade Federal da Paraíba, localizado no município de Bananeiras, Estado da Paraíba.
O Município de Bananeiras está localizado na microrregião do Brejo Paraibano. A altitude
local é de aproximadamente 552 m, situando‐se entre as coordenadas geográficas 6°41’11’’
de latitude sul e 35°37’41’’ de longitude, a oeste de Greenwich, com clima quente e úmido.
A temperatura da região varia entre a máxima de 36 0C e a mínima de 18 0C com
precipitação média anual de 1.300 mm (IBGE, 2010). Os animais são criados em regime semi‐

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intensivo alimentando‐se de capim elefante (PennisetumpurpureumSchum.), braquiárias,


forrageiras nativas e concentrado protéico. O sal mineral é fornecido à vontade em cochos.
Utiliza‐se o aleitamento natural e o sistema de monta natural a campo. O controle sanitário
é sistemático.
Foram utilizados dados de pesagem de 87 ovinos mestiços da raça Santa Inês, sendo
44 machos e 43 fêmeas, com data de nascimento a partir do mês de fevereiro de 2009. O
controle de pesos foi realizado a cada sete dias e sendo anotados em fichas individuais
contendo dados referentes à vida reprodutiva de cada animal. A partir das fichas de
produção e reprodução foi editado um arquivo contendo o número do animal, número da
mãe, número do pai, data de nascimento de todos os animais, data de parto, peso ao
nascimento e a cada sete dias além da data do controle de peso. Foram eliminadas as
pesagens que iniciaram 28 dias após o nascimento e aquelas com menos de quatro
controles.
Para a análise dos efeitos ambientais e de ambiente permanente as médias de peso
dos animais foram comparadas utilizando o seguinte modelo estatístico:

Em que:
µ= média comum a cada observação;
Si= efeito relativo ao sexo do animal (machos e fêmeas);
Ej= efeito da estação de nascimento (chuva e águas);
Ak= efeito relativo ao ano de nascimento (2009, 2010 e 2011);
εijk= erro aleatório.

As médias foram comparadas utilizando‐se o procedimento “General Linear Model” ‐


GLM ‐ do programa SAS (1996) através do teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

Resultado e Discussão
Observa‐se que machos e fêmeas apresentaram pesos semelhantes durante
praticamente todas as fases do crescimento com ligeira superioridade para as fêmeas

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principalmente na fase pós aleitamento. Santos et al (2003) observaram que o peso de


ovinos Santa Inês ao nascimento varia entre 3,2 e 3,6 kg, e detém um ganho de peso diário
que varia de 98 a 175 g/dia. Observa‐se que os valores obtidos no presente estudo são
semelhantes aos informados na literatura, com ligeira superioridade para os valores obtidos
no presente estudo principalmente para o peso ao nascimento (3,64 kg).
Na Tabela 1, pode‐se observar a média dos pesos dos ovinos em função do sexo.
Nota‐se que o ganho em peso dos animais não foi influenciado pelo sexo, visto que não
houve diferença significativa (P<0,05) nos intervalos de crescimento. Observou‐se que, as
fêmeas demonstraram uma pequena variação em relação aos machos. Este fato deve ter
ocorrido devido ao conjunto de dados, onde a maioria dos machos são descartados logo ao
parto ou entre 3 a 8 meses, e as fêmeas permanecem ao setor, assim, deixando o banco de
dados com mais informações de fêmeas que de machos.

Tabela 1.Média dos pesos de ovinos Santa Inês (kg) em função do sexo
Machos Fêmeas
Idade (dias)
Peso (kg) DP (±) Peso (kg) DP (±)
Nascimento 3,64a 0,77 3,64a 1,05
91 14,39a 2,10 16,17a 3,50
182 24,69a 3,87 26,13a 6,42
Letras iguais na mesma linha não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey (P<0,05)

As médias dos pesos em função da estação de nascimento (chuvosa ou seca) estão


apresentadas na Tabela 2. Observa‐se que houve diferença significativa para os pesos dos
animais apenas aos 182 dias de idade, onde os animais nascidos na estação seca
apresentaram maiores pesos. Desse modo, pode‐se considerar que a estação de nascimento
não detém influência significativa no ganho de peso de ovinos Santa Inês, visto que os pesos
dos animais nas demais fases de crescimento não diferiram estatisticamente. Este fato
possibilita programar coberturas, e consequentemente nascimentos, durante todo ano
resolvendo assim problemas ligados a estacionalidade produtiva.

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Tabela 2.Média dos pesos de ovinos Santa Inês (kg) em função da estação de nascimento

Estação chuvosa Estação seca


Idade (dias)
Peso (kg) DP (±) Peso (kg) DP (±)
Nascimento 3,52 a 0,86 3,70 a 0,95
91 15,36 a 2,27 15,11 a 4,47
182 22,29 b 5,09 28,37 a 4,45
273 33,75 a 3,23 33,42 a 5,65
Letras iguais na mesma linha não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey (P<0,05)

São apresentadas na Tabela 3 as médias dos pesos de ovinos Santa Inês (kg) em função
do ano de nascimento. Observa‐se que o ano de nascimento não influenciou no ganho em
peso dos ovinos. Esta avaliação não é conclusiva pelo fato de que as variações sazonais no
Nordeste serem cíclicas de no mínimo três anos e no presente estudo avaliou‐se dados de
praticamente dois anos (2009 e 2010). Assim, sugerimos a continuidade das avaliações para
observar a ciclicidade de secas na região e possibilidade de influência no ganho em peso de
ovinos.
De acordo com Pires et al. (2000), o peso ao nascimento está diretamente relacionado
com fatores de ordem genética e a nutrição da ovelha gestante, enquanto que o peso ao
desmame depende principalmente da produção de leite da ovelha e da disponibilidade de
alimentos sólidos ao cordeiro.

Tabela 3. Média dos pesos de ovinos Santa Inês (kg) em função do ano de nascimento
2009 2010 2011
Idade (dias)
Peso (kg) DP (±) Peso (kg) DP (±) Peso (kg) DP (±)
Nascimento 3,35 a 0,76 3,80 a 0,96 3,90 a 1,02
91 15,02 ab 2,42 16,37 a 4,46 9,10 b ‐
182 23,89 a 5,42 27,66 a 5,28 ‐ ‐
273 31,83 a 4,32 36,12 a 4,22 ‐ ‐
Letras iguais na mesma linha não diferem estatisticamente pelo teste de Tukey (P<0,05)

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Conclusões
Com base nos resultados observados no presente estudo pode‐se concluir que a
estação de nascimento, o sexo da cria e o ano de nascimento não influencia o crescimento
de ovinos Santa Inês criados no Brejo Paraibano.

Referências
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CARACTERÍSTICAS DE CRESCIMENTO DE OVINOS SANTA INÊS CRIADOS NO ESTADO DA


PARAÍBA

Michelly Dayane Araújo de Almeida1, George Rodrigo Beltrão da Cruz2,


Clebson Almeida de Oliveira3, Flaviana Venancio da Silva1, Genilson Barbosa da Silva1,
Giorgio de Oliveira Mendes1

1
Estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias CCHSA/UFPB, Campus III –
Bananeiras (PB). E‐mail:almeida.michelly@hotmail.com
2
Professor DAP/CCHSA/UFPB, Campus III – Bananeiras (PB). E‐mail:
georgebeltrao@hotmail.com
3
Mestrando do Programa de Pós Graduação em Tecnologia Agroalimentar CCHSA/UFPB,
Campus III – Bananeiras (PB).

Resumo: O interesse pela exploração de pequenos ruminantes e de outras atividades


alternativas sustentáveis no Nordeste brasileiro está transformando o cenário dos nossos
sistemas produtivos. Entretanto, sabe‐se que a produção atual é insuficiente para atender a
demanda. O objetivo deste trabalho foi analisar a característica de crescimento de ovinos da
raça Santa Inês criadas no Brejo Paraibano. Foram utilizados dados de pesagem de 87 ovinos
da raça Santa Inês criadas no setor de caprinocultura e ovinocultura da Universidade Federal
da Paraíba, Bananeiras (PB). Os animais são alimentados com capim elefante
(PennisetumpurpureumSchum.), braquiárias e concentrado protéico. O controle de pesos foi
realizado a cada sete dias. As médias das variáveis estudadas foram comparadas utilizando o
teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade. Observou‐se que machos e fêmeas
apresentaram pesos semelhantes durante praticamente todas as fases do crescimento com
ligeira superioridade para as fêmeas principalmente na fase pós aleitamento. Nota‐se que o
ganho em peso dos animais não foi influenciado pelo sexo. Houve diferença significativa
para estação de nascimento nos pesos dos animais apenas aos 182 dias de idade onde os
animais nascidos na estação seca apresentaram maiores pesos. Com isso pode‐se concluir
que a estação de nascimento, o sexo da cria e o ano de nascimento não influenciam o
crescimento dos animais.

Palavras chave: produção animal, brejo paraibano, ovinocultura

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CARACTERÍSTICAS DO SOLO E ESTERCO UTILIZADOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE DIFERENTES


CULTIVARES DE MAMONA NO ALTO SERTÃO PARAIBANO

Ana Karoline Rocha Lucena Targino1, Danielle Alves Dantas2; Claudio Silva Soares3, Heloísa Maia
Bezerra4, Yanna Félix Medeiros4, Silvia Helena de Araujo Barros2

1
Aluna de Bacharelado em Agroindústria‐CCHSA/UFPB/Bananeiras Cep 58220‐000‐ Bolsista PIBIC,
CNPq . E‐mail: karoline_targino@hotmail.com

2
Mestranda em Zootecnia‐ PPGZ/CCA/UFPB/Areia‐PB,. Bolsista da CAPES. Email:
danielli.alves@hotmail.com

3
Professor da UEPB, Lagoa Seca‐PB. E‐mail: claudio.uepb@yahoo.com.br

4
Licenciadas em Ciências Agrárias‐UFPB. helomaia_bc@hotmail.com

Resumo: O presente trabalho foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Algodão e instalado no
Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, localizado no município de Catolé do Rocha‐PB.
Objetivou‐se com este trabalho analisar as características do solo e esterco utilizados para o
desenvolvimento de diferentes cultivares de mamona. Para condução do experimento foram
coletados cinco amostras do solo, para analises física e química, com profundidades de 0 a 20 e 20 a
40 cm. O plantio foi realizado no dia 9 de outubro de 2008 após o enchimento dos vasos com areia
foi adicionado 1 L (0,558kg) de esterco caprino bem curtido e proveniente do setor de caprinocultura
do Campus IV. A cultivar Mirante 10, apresentou menor adaptação às condições de solo e esterco
orgânico de Catolé do Rocha‐PB, pois a mesma apresentou um menor produtividade
desenvolvimento.

Palavras‐chave: analises, solo, esterco caprino.

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INTRODUÇÃO

Diante da importância da mamoneira foram lançadas cultivares, pela Embrapa Algodão, com
características que se adaptam ao ecossistema de cada região brasileira. Já que essa cultura
apresenta alta demanda por nutrientes, conforme estudos de Ferreira et al. (2004) o cultivo deve ser
estabelecido em solos com fertilidade natural média a alta com o uso continuo de adubos orgânicos,
os quais podem melhorar os atributos físicos do solo, tais como a porosidade, estrutura e capacidade
de retenção de água, e alguns atributos químicos, teor de nutrientes e de matéria orgânica.

Assim, a determinação do ótimo ecológico da mamoneira é difícil de determinar, porque varia


de acordo com as cultivares e local de plantio. Por isso, objetivou‐se com este trabalho analisar as
características do solo e esterco utilizados para o plantio de diferentes cultivares de mamoneira.

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente trabalho foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Algodão e instalado no


Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, localizado no município de Catolé do Rocha‐PB. Este
município está inserido no sertão paraibano, sob coordenadas de 6°20’38” S e 37°44’48” O, altitude
de 272 m do nível do mar. O clima do município, de acordo com a classificação de Koppen, é do tipo
BSWh’, ou seja, quente e seco do tipo estepe, com temperatura média mensal superior a 18oC,
durante todo o ano.

Para condução do experimento foram coletados cinco amostras do solo, para analises física e
química, com profundidades de 0 a 20 e 20 a 40 cm, análises foram realizadas no Laboratório de Solo
e nutrição de plantas da EMBRAPA, Campina Grande, PB. 2008, posteriormente o experimento
adotou o Delineamento Inteiramente Casualizado (DIC), com quatro cultivares de mamona e cinco
repetições, totalizando 20 parcelas.

Na condução do experimento foram utilizados as cultivares BRS ENERGIA (Trat 1), PARAGUAÇU
(Trat 2),, NORDESTINA(Trat 3), e MIRANTE 10(Trat 4),, produzidas e cedidas pela Embrapa Algodão.
A semeadura foi realizado em vasos plásticos de 60 L, tendo como medidas 57 cm de altura, 40 cm
de diâmetro superior e 26,5 cm de diâmetro inferior. O plantio foi realizado no dia 9 de outubro de
2008 após o enchimento dos vasos com areia foi adicionado 1 L (0,558kg) de esterco caprino bem
curtido e proveniente do setor de caprinocultura do Campus IV. Foi realizada a analise do esterco

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caprino no laboratório de analise de tecidos e plantas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em


2008, período inicial do experimento.

Foram semeadas três sementes em cada vaso que, após 15 dias da sua emergência, foi
realizado o desbaste deixando‐se uma planta como unidade experimental.

As avaliações de crescimento das plantas foram realizadas aos 84 dias após o plantio através
das seguintes variáveis: altura do caule – foram efetuadas medições do colo até o ápice do ramo
principal das plantas, com auxílio de uma régua graduada em centímetros; diâmetro do caule –
efetuou medições no colo das plantas, com o auxílio de um paquímetro manual graduado em
milímetros; número de folhas ‐ feito através da contagem das folhas de cada planta e expressa em
unidade por planta; área foliar – determinada através do comprimento da nervura central da folha,
segundo metodologia citada por Severino (2006).

Os dados das variáveis foram submetidos à análise de variância pelo teste F e as médias
comparadas através do teste de Tukey a 5% de probabilidade. A análise estatística foi realizada no
programa SISVAR 5.0.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise química (Tabela 1) e física (Tabela 2) do solo utilizado como substrato dos vasos foi
realizada no Laboratório de solos e nutrição de plantas da EMBRAPA ALGODÃO. Azevedo e Gondim
(2006) relatam que a mamoneira desenvolve‐se e produz bem em vários tipos de solo, com execeção
daqueles de textura argilosa, que apresenta deficiência em drenagem. Solos profundos, com boa
drenagem, de textura franca e bem balanceados quanto aos aspectos nutricionais favorecem ao seu
desenvolvimento.

Tabela 1. Características químicas do solo usado como substrato no experimento. UEPB.


Catolé do Rocha – PB, 2011
.

Ident pH Ca Mg Na K S H+Al T V Al P M.O

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H2O

Prof. 1:2,5 Complexo Sortivo (mmolc/dm3) % mmolc/dm mg/dm g/kg


3 3
(cm)

20‐40 7,9 47 6,4 2, 4, 59, 0,0 59,6 10 0,0 87,2 5,7


0 0 6 0

Análises realizadas no Laboratório de Solo e nutrição de plantas da EMBRAPA. Campina Grande, PB.
2008.

Tabela 2. Características físicas do solo usado como substrato no experimento, UEPB. Catolé
do Rocha – PB, 2011
.

Identificação Granulometria (%) Classificação

Textural

Profundidade Areia grossa Areia fina Silte Argila


(cm)

0‐20 43 29 22 6 Franco Arenoso

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20‐40 46 24 22 8 Franco Arenoso

Identificação Umidade‐% Densidade Porosidade

Profundidade Capacidade Ponto de Global Real Total (%)


(cm) de Campo Murcha

0‐20 9,62 5,33 1,58 2,38 33,84

20‐40 10,51 5,73 1,53 2,46 37,84

Análises realizadas no Laboratório de Solo e nutrição de plantas da EMBRAPA. Campina Grande,

PB. 2008.

Na adubação para semeadura das cultivares de mamoneira foi utilizado adubo orgânico,
especificamente o esterco caprino, cuja análise foi determinada no Laboratório de Análise de Tecido
de Planta do Campus II da Universidade Federal da Paraíba, localizada na cidade de Areia/PB (Tabela
3).

Tabela 3. Características químicas do esterco utilizado no experimento. UEPB. Catolé do


Rocha – PB, 2011

B N P K Ca Mg S Fe Cu Mn Zn Na

mg/kg ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐g kg‐1‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐mg kg‐1‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐

58,42 18,73 3,74 8,17 7,13 7,76 9,77 4176,00 64,80 2472,48 73,08 599,62

Análise realizada no laboratório de analise de tecidos e plantas. Universidade Federal da Paraíba


(UFPB) 2008

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Para as médias das variáveis analisadas observa‐se diferença significativa (P<0,05)


entre as cultivares estudadas (Tabela 4).

TABELA 4. Variáveis analisadas das cultivares de mamona: Altura do caule (ALT), diâmetro
do caule (DIAM), número de folhas (NF) e área foliar (AF). UEPB. Catolé do Rocha – PB, 2011.

TRAT ALT DIAM NF AF

(mm) (mm) (und) (cm²)

1 51,0a,b 25b 44a 3085,5b

2 57,7a,b 29,8a 28,4b 4992,2a

3 57,0a 30,6a 27,6b,c 5303,4a

4 48,6b 23b 18,2c 1900,7b

Contradizendo os estudos de Guimarães et al. (2006), para a avaliação da fitomassa os


melhores resultados foi para cultivar Nordestina, com as mesmas condições de cultivo, ou
seja, com adubação orgânica.

CONCLUSÃO
A cultivar Mirante 10, apresentou menor adaptação às condições de solo e esterco orgânico de
Catolé do Rocha‐PB, pois a mesma apresentou um menor desenvolvimento.

REFERÊNCIAS
AZEVEDO, D. M. P. de; GONDIM, Tarcisio M. S. Sistema de cultivo e espaçamento. In: Cultivo da
Mamona. Campina Grande‐PB: Embrapa Algodão, Setembro, 2006.

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FERREIRA, G. B. et al. Deficiência de fósforo e potássio na mamona (Ricinus communis L.): descrição
e efeito sobre o crescimento e a produção da cultura. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MAMONA, 1.,
2004, Campina Grande. Energia e sustentabilidade ‐ Anais... Campina Grande: Embrapa Algodão,
2004. CD‐ROM.

SEVERINO, L. S. Curiosidades. In: SEVERINO, L.S.; MILANI, M.; BELTRÃO, N.E.M. Mamona: o produtor
pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2006. Cap. n/6. P. 244‐
248.

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CARACTERIZAÇÃO BIOMÉTRICA DE FRUTOS DE Enterolobium contortisiliquum (Vell.)


Morong

Rosemere dos Santos Silva1, Edna Ursulino Alves1, Flávio Ricardo da Silva Cruz1, Leandra
Matos Barrozo¹, Luciana Rodrigues de Araújo¹, Evio Alves Galindo¹, Bruno Ferreira da Silva¹
1
Universidade Federal da Paraíba ‐ CCA‐UFPB, Campus II, Rodovia BR 079, Km 12, s/n CEP:
58397‐000.

rosyufpbio@hotmail.com;ednaursulino@cca.ufpb.br;flricardocruz@hotmail.com;leandrabar
roza@yahoo.com.br;
lraraujo1@yahoo.com.br;eviogalindoea@hotmail.com;brunoufpb10.gmail.com

RESUMO: A espécie Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong., popularmente conhecida


como tamboril é uma Fabaceae com altura variando de 20 a 35 metros que tem grande
importância silvicultural, sendo bastante apropriada para reflorestamento devido ao rápido
crescimento inicial e, em seus frutos há uma substância denominada saponina, que pode ser
utilizada para fabricação de sabões. Os estudos biométricos é uma das ferramentas que
muito contribuem para o uso racional e eficiente de espécies com potenciais econômicos, de
forma que este trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Análise de Sementes do
Departamento de Fitotecnia e Ciências Ambientais, do Centro de Ciências Agrária da
Universidade Federal da Paraíba, em Areia ‐ PB. Para avaliação dos valores biométricos
(comprimento, largura e expessura) de frutos de E. contortisiliquum foi utilizado paquímetro
analógico graduado em milímetros. O valor médio de comprimento de fruto foi de 80,3, mm
e o número médio de sementes por fruto correspondeu a 10,95.

Palavras‐chave: tamboril, biometria, sementes florestais.

INTRODUÇÃO

O Brasil é um dos países mais ricos em diversidade vegetal, cuja riqueza natural é
distribuída em sua vasta extensão continental e expressa pela diversidade e endemismo das
espécies, tendo assim grande importância mundial (ASSUNÇÃO e FELFILI, 2004). A riqueza

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vegetal vem sendo fortemente agredida por diversos fatores. Sobre isso, Andrade et al.
(2007) ressaltaram que o avanço da agropecuária não planejada, a expansão dos centros
urbanos e a construção de estradas são fatores que contribuem igualmente para a
devastação florestal. O estudo das características biométricas de frutos e sementes de
espécies vegetais é uma das ferramentas que colaboram para ampliar o conhecimento a
respeito das variações que ocorrem na natureza.
A caracterização biométrica de frutos auxilia no fornecimento de dados úteis para a
conservação e exploração de recursos de valor econômico, além de ser um importante
instrumento para detectar a variabilidade genética dentro de diferentes populações de uma
mesma espécie (GUSMÃO et al., 2006; VIEIRA e GUSMÃO, 2008). Além disso, Cruz et al.
(2001) enfatizaram que a avaliação da biometria de frutos pode fornecer importantes
informações para a distinção de espécies do mesmo gênero. A espécie Enterolobium
contortisiliquum (Vell.) Morong., comumente conhecida por orelha‐de‐macaco, timbaúba,
ximbó, tamburé, entre outros nomes é uma planta pioneira que ocorre em diversas
formações florestais, desde o Ceará, Piauí, Maranhão, Pará até o Rio Grande do Sul. Além
das características comuns às leguminosas arbóreas possui outras características que a
tornam útil, a exemplo de seus frutos que possuem saponina, além de madeira leve que é
utilizada na fabricação de barcos, brinquedos, móveis entre outros (LORENZI, 2002).
Diante do exposto e considerando a importância dos temas abordados, esta pesquisa
teve como objetivo estudar características biométricas de frutos de E. contortisiliquum.

METODOLOGIA

O trabalho foi realizado no Laboratório de Análise de Sementes do Departamento de


Fitotecnia e Ciências Ambientais, do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da
Paraíba, em Areia ‐ PB, cujos frutos foram coletados durante os meses de novembro e
dezembro de 2010, em três árvores matrizes no mesmo município. Para o estudo da
caracterização biométrica foram utilizados 100 frutos da cada árvore, selecionados
aleatoriamente do total de frutos coletados em cada matriz. O município localiza‐se a

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6°58’12’’S e 35°42’15’’W, cuja região encontra‐se numa altitude de 574,62 m, com


temperatura média anual entre 23‐24 ºC e precipitação de 1.400 mm.
Os valores de comprimento, largura e espessura de frutos foram avaliados utilizando‐
se paquímetro analógico, sendo que após esse procedimento, os frutos foram beneficiados
com auxílio de um marrete de borracha, sendo contabilizado o número de sementes por
fruto. Os dados obtidos foram submetidos à estatística descritiva, classificados e plotados
em histogramas de distribuição de frequência de acordo com o critério de Scott (1979),
utilizando o programa SISVAR (FERREIRA, 2007).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com os dados da Figura 1A pode‐se observar que o comprimento de frutos


de E. contortisiliquum variou de 40,1 a 124,6 mm, sendo que a maioria tinha comprimento
médio entre 78,6 a 86,3 mm. Em relação ao diâmetro o mesmo ficou distribuído em dez
classes de frequência, cujos valores variaram de 25,2 a 60,7 mm, sendo que a maior
porcentagem de frutos tinha diâmetro entre 51 e 59 mm (Figura 1B). Souza et al. (2007)
acrescentam que a localidade, o comprimento do dia, a incidência de chuvas, entre outros
fatores podem favorecer a expressão fenotípica de frutos de diferentes espécies vegetais.

A B
70 60 64 70 59
60 49 51
Frequência (%)

60
Frequência (%)

50 40 44
40 26
50 37 39 38
30 23 19 40
20 11 7 1 30 16
10 1 20 12
0 10 1 4
0
40,1-47,8
47,8-55,5
55,5-63,2
63,2-70,9
70,9-78,6
78,6-86,3
86,3-94
94-101,7
101,7-109,4
109,4-117,1
117,1-124,8

25,2-28,7
28,7-32,3
32,3-35,8
35,8-39,4

53,6-57,2
57,2-60,7
39,4-43
43-46,5
46,5-50,1
50,1-53,3

Comprimento (mm) Largura (mm)

Figura 1: Comprimento (A) e largura (B) de frutos de E. contortisiliquum.

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Os valores de espessura dos frutos agrupados em dez classes de frequência (Figura


2A) variaram de 9,0 a 27,9 mm, cuja maior frequência de espessura de frutos foi de 16,6 a
18,5, correspondendo a 70%. Na Figura 2B estão os dados do número de sementes por fruto
de E. contortisiliquum, sendo que a maioria tinha número de sementes em torno de 7,4 a 9,2
e 11 a 12,7. Além de fatores genéticos, o número de sementes por fruto de uma espécie
pode ser influenciado pelas condições ambientais (MACEDO et al., 2009).

A B
80 70 70 58 58
Frequência (%)

56

Frequência (%)
49 60 44
60 50
36 36 32 35
40 32 40
23 30 20
12 15 20 12
20 7 1 4
10 2
0 0
9-10,9
10,9-12,8
12,8-14,7
14,7-16,6
16,6-18,5
18,5-20,3
20,3-22,2
22,2-24,1
24,1-26
26-27,9

2,1-3,8
3,8-5,6
5,6-7,4
7,4-9,2

11-12,7
9,2-11

12,7-14,5
14,5-16,3
16,3-18,1
18,1-19,8
Espessura (mm) Número de sementes/fruto

Figura 2: Espessura (A) e número de sementes por fruto (B) de E. contortisiliquum.

CONCLUSÃO

Os frutos de E. contortisiliquum variam para todas as variáveis analisadas, sobretudo,


para comprimento e espessura.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, L.A.; OLIVEIRA, L.S.B.; VIEIRA, R.M.; GONÇALVES, G.S. Viveirismo para agricultores
familiares: uma iniciativa capaz de gerar trabalho e renda, além de promover a inclusão
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CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA E ESTUDO DE TENDÊNCIA NAS SÉRIES TEMPORAIS DE


TEMPERATUA DO AR E PRECIPITAÇÃO EM AREIA‐PB
James Luis da Costa e Silva1, Patrícia Clemente Abraão1, Leandro Moscoso Araújo2, Germana
Dias de Lima1, Napoleão Esberard de Macedo Beltrão 3, Heretiano Gurjão Filho 4, Péricles de
Farias Borges 4

1
Graduando em Agronomia,Campus II CCA (UFPB), E‐mail: jamescnpa@live.com;
2
Mestrando em Solos leandro_moscoso@hotmail.com
3 Pesquisador da
Embrapa Algodão, Campina Grande/PB. E‐mail: napoleao@cnpa.embrapa.br
4
Professor do Departamento de Ciências Fundamentais e Sociais,
Areia – PB E‐mail: heretianogurjao@globo.com; pericles@cca.ufpb.br

Resumo – A busca pela otimização da prática agrícola é uma questão estrategicamente


fundamental diante da necessidade de produzir alimentos para população cada vez maior,
Este trabalho tem por objetivos apresentar as principais características da distribuição
temporal da precipitação e da temperatura do ar em Areia (PB), além de estabelecer uma
caracterização do período da estação chuvosa, bem como verificar a ocorrência de
tendências nas séries temporais desses dois elementos climáticos por meio de uma
estatística descritiva. A pesquisa foi realizada através de dados coletados no posto
meteorológico no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB),
Campus II, Areia‐PB. O estudo observou‐se os dados respectivos a precipitação e
temperatura do ar referente aos anos de 2000 a 2009, os quais foram analisados no
software SAEDE, a estatística empregada foi à estatística descritiva. Devido à relativa
variabilidade interanual da precipitação, não se verificaram tendências significativas no seu
valor médio anual, por meio das análises das séries temporais de 2000 a 2009.

Palavras‐chave: precipitação, temperatura do ar e séries temporais.

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CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE GALINHA CAIPIRA NA CIDADE SERRA GRANDE‐PB*

Cidinei Trajano Silva¹; Yvana Maria Gomes dos Santos ² Valderêdo Aleixo de Souza Júnior5;

Erick Augusto Ferreira da Silva4; Leonardo Nóbrega Dos Santos5; Mario Cesar De Lima5;

Ricardo Dos Santos Monteiro5

1
Aluno mestrado – PPGZ – Areia ‐ UFPB‐CCA: Email: cidineitrajano@yahoo.com.br
2
Aluno (a) Bacharelado em Agroindústria UFPB CCHSA‐Bananeiras – PB
4
Aluno UFPB VIRTUAL‐UAB‐Polo Mari‐PB
5
aluno (a) curso técnico CFT‐ UFPB –CCHSA‐Bananeiras – PB

Resumo: Objetivou‐se realizar a caracterização da produção de galinha caipira na cidade Serra


Grande localizada na Mesorregião Sertão Paraibano no mês de dezembro de 2010. Foram,
entrevistados 30 criadores na zona rural e 30 na zona urbana, sendo aplicado um questionário
composto de 45 questões a cada produtor o questionário abordava questões sobre a estratificação
social dos produtores, dados gerais sobre a caracterização da produção, manejo alimentar, manejo
sanitário, alimentos alternativos, dificuldades e desafios enfrentados pelos produtores de galinha e
comercialização. Sendo analisados dados como: a idade, nível de instrução, renda Mensal, categoria
ocupacional dos entrevistados, preferências em relação ao consumo de carne, período de compra da
carne de galinha caipira, tipos de embalagens utilizados na compra da carne, forma de conservação
da carne. Onde a idade dos entrevistados em media foi de 42,2, a renda familiar em torno de 400 a
600 R$, a produção da carne é basicamente para o consumo familiar. Observou‐se que estes
criadores tanto da zona urbana e rural criam os animais de forma bastante rústica, basicamente sem
instalações, utilizam o sistema de criação intensivo, a maioria utiliza milho e a alimentação é feita
com resto de culturas. Com o observado na pesquisa o preço da carne girar em torno de 13 a 16 R$
unidade/viva, os consumidores estão satisfeito em relação ao preço do produto porém exigem que a
galinha seja de procedência e qualidade garantida.

Palavras‐chave: Galinha Caipira, Serra Grande, Preço, Carne, Comercialização

*Parte da monografia do primeiro autor.

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INTRODUÇÃO

No Brasil a criação de galinhas teve início na colonização, eram criadas pelos produtores no
sistema extensivo, produzindo ovos e carne de excelente qualidade, sendo que essas aves se
disseminaram pelo país e foram denominadas de caipiras. Tais aves eram o resultado de vários
cruzamentos sem a interferência do homem (SILVA, 2000).

A criação de frangos tipo caipira vem sendo apontada como uma atividade lucrativa, devido
ao aumento da procura por alimentos de origem animal isentos de resíduos de medicamentos ou
promotores de crescimento despertando o interesse de pequenos produtores rurais, como forma de
aumentar a renda familiar, dando‐lhe sustentabilidade, possibilitando assim sua permanência em na
propriedade (SOARES, 2006).

Os produtos caipiras são um nicho de mercado já explorado anteriormente no Brasil, mas


que vêm novamente conquistando espaços, tornando‐se cada dia mais valorizado por um crescente
número de consumidores cada vez mais esclarecidos e preocupados com a melhoria da qualidade de
vida, que busca na alimentação natural, a base para a manutenção de uma vida mais saudável.

A criação de frango caipira no Brasil tem‐se mostrado ótima alternativa como fonte de renda
para pequenas propriedades, pois a ave é rústica, produtiva e apresenta elevada qualidade da carne.
Além disso, os produtos da avicultura alternativa são direcionados a um nicho de mercado bastante
exigente, tornando essa atividade cada vez mais eficiente e rentável.

A literatura disponibiliza poucos dados de produção e comercialização de galinha caipira,


principalmente na nossa região do semi árido, Assim, este estudo avaliou produção e
comercialização da galinha caipira e participação na agricultura familiar na em duas cidades da
Paraíba.

MATERIAIS E MÉTODOS

O presente trabalho foi realizado no município de Serra Grande sertão paraibano ‐ 432 km da
capital do estado. O período de estudo foi dividido em três fases, utilizou‐se um questionário com 45
perguntas entre elas questões discursiva, onde foram entrevistados 30 criadores e consumidores de
produtos de galinha caipira. No período de 20 janeiro a 17 março de 2010. Foram feitas visitas a casa

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dos produtores, onde foram retiradas fotos do sistema de criação, e gravados vídeos com os
produtores. Na zona urbana e zona rural, Os criadores foram escolhidos aleatórios na população
total do município. A equipe de entrevistadores formada por quatro alunos do curso de ciências
agrárias CCHSA/UFPB.

A terceira fase foi interpretação de dados que foram recolhidos, os questionários e foram
analisadas, todas as questões presente no mesmo, com isso foi retirado as medias em percentagem
dos entrevistados e formulados as tabelas e gráficos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
As dimensões de mercado e criadores de galinha caipira são difíceis de se estimar.
Encontramos pouca literatura a respeito. Mas, é um mercado que vem crescendo, no Brasil, e
aumentou o número de consumidores de produtos "orgânicos", "naturais" ou "saudáveis",
certificados por alguma entidade independente ou não, neste caso simplesmente com a declaração
de qualidade orgânica pelo produtor. O mercado de orgânicos é interessante e a médio prazo, são
esperadas taxas de crescimento do mercado mundial entre 5% a 40%, dependendo do produto em
questão (UNCTAD, 1999).

O gráfico‐1Apresenta a classificação dos criadores de galinha caipira na cidade de Serra


grande‐PB quanto ao sexo os dados apresentados foram 59% de criadores do feminino e 41% do
sexo masculino. As mulheres exercem as atividades das criações de galinha caipira em demasia.
Justificado pelo fato de ser uma criação de fácil manejo e não requer muito esforço físico alem de ser
uma atividade desenvolvida nas imediações das suas residências.

Gráfico‐1 Criadores de galinha caipira Gráfico‐2 estratificação social Serra Grande

CRIADORES DE GALINHA CAIPIRA NA


CIDADE DE SERRA GRANDE
1º MAS
41%

2º FEM
59%

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Em uma pesquisa feita por Bolis (2002), A maioria dos entrevistados pertencia ao sexo
feminino (60%), 69,98% tinham mais de 31 anos de idade, 41,37% possuíam 2o grau completo e
24,74% possuíam 3o grau completo. Quanto à situação econômica, 27,67% recebiam entre um e três
salários mínimos 20,71% recebiam de 7 a 10 salários mínimos, Portanto, a decisão de pagar mais
caro era devida não somente à maior disponibilidade de dinheiro, mas à consciência de adquirir um
produto de maior qualidade, que atenda às expectativas.

Os dados coletados referentes a estratificação social dos criadores de galinha caipira estão
expostos nos gráficos 2.

Os criadores de galinha caipiras entrevistado na cidade de serra grande no sertão paraibano


em 48% estão dentro da media, não diferenciando apesar de ficar 5% a menos não diferiram da
renda que é média em torno de 400 a 600 R$, sendo essa média dentro das proximidades de um
salário mínimo que é aproximadamente com isso tendo que atender as exigências da famílias com o
crescimento de uma renda extra, nesse cenário que entra a exploração agropecuário

O gráfico ‐ 3 abaixo mostra em média as quantidades de aves presentes nas propriedades


dos entrevistados, serra grande teve uma media maior em todas as aves galinha, galo e pintinhos,
mas quando passou a analisar as outras aves presente na (perus, guinés, patos) propriedade o
quadro se inverteu.

Gráfico‐3 criações de aves na propriedade

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VIIII EN
NLICA
A
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V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias Agrárias

SG

12
10
8
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4
2
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Galos Fraangas Pitin
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C
CONCLUSÃO
O
A criação dom
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caracterizam pela sua form
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R editorr, 2011, ISSN 2237-7476
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adequadas, bem como, adoção de praticas de manejo que contemplam eficientemente os


aspectos reprodutivos, nutritivos e sanitários.

Destes criadores muitos são analfabetos tendo grandes dificuldades de assimilar novas
técnicas de conhecimento.

REFERÊNCIAS
ARENALES, M.C., Produção orgânica de aves de postura e corte. Agroecologia hoje, ano III, n. 18, p.
11‐13, Janeiro/Fevereiro 2003.BOLIS, D. A., Análise de mercado para frangos orgânicos, dissertação
de mestrado, Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), Joaçaba, 2002.

BOLIS, D. A., Análise de mercado para frangos orgânicos, dissertação de mestrado, Universidade do
Oeste de Santa Catarina (UNOESC), Joaçaba, 2002.

SILVA, J. A. Tópicos da tecnologia de alimentos. Editora Varela. São Paulo, 2000. 227 p.

SOARES, M. A. Níveis de proteína bruta em dietas para frangos do tipo caipira. Monografia
(Graduação em Zootecnia) – Curso de Zootecnia, Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande,
2006. 28 p.

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CARACTERIZAÇÃO DO EGRESSO DOS PROFISSIONAIS DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS


AGRÁRIAS APÓS A CONCLUSÃO DO CURSO

Renata de Lima1 – UFPB; Leonardo de Oliveira Barbosa2; Marcos Barros de Medeiro3

1
Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias, Campus III da UFPB. CEP: 58220‐
000. Bananeiras ‐ PB. Email: renatinhalavosier@hotmail.com
2
Estudante do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias, Campus III da UFPB. CEP: 58220‐
000. Bananeiras ‐ PB. Fone: 9147‐3470. E‐mail: leonardo.ufpb@hotmail.com
3
Professor do Departamento de Agropecuária, Campus III da UFPB. CEP: 58220‐000.
Bananeiras‐PB. Email: mdmedeiros@gmail.com

RESUMO

O campo de atuação do Licenciado em Ciências Agrárias tem se ampliado consideravelmente


nos últimos anos. Esse profissional conquistou espaços e, cada vez mais, está se inserindo
em setores e serviços diferenciados que vão desde a docência, em instituições públicas de
pesquisa e extensão, ONG’s, exercendo como extensionista, consultores e agentes de
pesquisa‐desenvolvimento e também em outras funções como técnico‐administrativo.
Objetivou‐se a partir deste trabalho diagnosticar a caracterização dos egressos em
Licenciados em Ciências Agrárias do CCHSA/UFPB após a conclusão do curso. A pesquisa
utilizou metodologia quantitativa. Foi usada como ferramenta de pesquisa a coordenação do
Curso que possuem um banco de dados sobre os estudantes que concluíram o curso, esses
dados são periodicamente atualizados, a Plataforma Lattes do CNPq, as publicações dos
Resultados de Processos Seletivos e de Concursos Públicos, nas listas de alunos dos
Programas de Pós‐Graduação Mestrados e Doutorados, bem como pelas informações
prestadas pelos próprios ex‐alunos via e‐mail. Ficou constatado que últimos 20 anos o curso
de Licenciatura em Ciências Agrárias, um total de alunos de 180 que se formaram no curso
nos períodos 1992.1 até 2010.1, desde rastreados 127 (71%) tem pelo menos um Título de
Pós‐Graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós‐doutorado), 151 (85%) estão no
mercado de trabalho exercendo a profissão.

Palavras‐chaves: Licenciado em Ciências Agrárias, egressos, rastreamento

INTRODUÇÃO

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A educação profissional é concebida por muitos como uma resposta ao mercado de


trabalho, para adequação dos menos abastados ao sistema produtivo capitalista.
Os Egressos contribuem com o processo de mudança das instituições de ensino, com
a determinação das necessidades de educação bem como, para a compreensão da realidade
do mundo do trabalho, por fornecerem informações pertinentes a essas áreas, que
fundamentam a tomada de decisões (Cerqueira, et al 2007)
Segundo Sakai e Corsoni Júnior (2004) os estudos com egressos vêm sendo
valorizados em avaliações de programas educacionais e que, atualmente, a avaliação de ex‐
alunos tem sido recomendada nas políticas de recursos humanos. Os estudos com egressos
possibilitam estabelecer um elo entre a formação e a prática, ao avaliarem o currículo que
tiveram e o exercício da profissão.
De acordo com Deluiz (2003), acompanhar egressos oferece elementos não apenas
para avaliar a ação formadora, mas deve ser utilizado como um instrumento que avalie a
qualidade e o uso social do conhecimento adquirido.
O campo de atuação do Licenciadoem Ciências Agrárias tem se ampliado
consideravelmente nos últimos anos. Esse profissional conquistou espaços e, cada vez mais,
está se inserindo em setores e serviços diferenciados que vão desde a docência, em
instituições públicas de pesquisa e extensão, ONG’s, exercendo como extensionistas,
consultores e agentes de pesquisa‐desenvolvimento e também em outras funções como
técnico‐administrativo.
O Curso de Graduação em Licenciatura Ciências Agrárias é oferecido pela
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no Centro de Ciências Humanas, Sociais e Agrárias
(CCHSA) Campus III de Bananeiras, os profissionais tem uma formação para atuarem no
ensino fundamental e médio, no ensino técnico profissionalizante e no ensino superior, os
profissionais recebem conhecimentos vastos a cerca de métodos de produção agropecuária,
beneficiamento de produtos agrícolas e metodologias de ensino. O curso ainda propicia
várias vias de atuação desde ensino, pesquisa e extensão nos campos distintos das ciências
agrárias.
No Brasil, algumas pesquisas têm sido efetuadas, visando conhecer a inserção de
outras áreas no mercado de trabalho. A realização de estudos desta natureza, com os

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graduados em Licenciatura em Ciências Agrários, pode reunir amplo conjunto de


informações como: quais as exigências mercadológicas para os cientistas nos últimos anos,
quais os problemas enfrentados para conseguir emprego e quais as tendências de mercado.
Objetivou‐se a partir deste trabalho diagnosticar a caracterização dos egressos em
Licenciados em Ciências Agrárias do CCHSA/UFPB após a conclusão do curso.

MATERIAIS E MÉTODOS

O CCHSA está situado entre os municípios de Bananeiras e Solânea, com 640 metros
de altitude, tem temperaturas oscilando entre 14ºC e 30ºC e precipitação pluviométrica
anual entre 800 a 1600 mm. Atualmente, o CCHSA oferece os cursos de Graduação de
Bacharelado em Agroindústria, Licenciatura em Ciências Agrárias, Bacharelado em
Administração, Pedagogia e Agroecologia. Alem dos cursos de graduação tem‐se também o
Programa de Pós‐Graduação:Processos e Tecnologia de Produtos Agroalimentares e
Qualidade de Matérias Primas Agroalimentares.
Mediante desafios que a profissão abrange, elaborou‐se um rastreamento a partir de
um banco de dados construído ao longo de 20 anos de acompanhamento do destino dos
egressos com total de 180 alunos constatando a ocupação dos mesmos após a conclusão do
curso.
A pesquisa utilizou metodologia quantitativa. Foi usada como ferramenta de pesquisa
a coordenação do Curso que possuem um banco de dados sobre os estudantes que
concluíram o curso, esses dados são periodicamente atualizados,a Plataforma Lattes do
CNPq, as publicações dos Resultados de Processos Seletivos e de Concursos Públicos, nas
listas de alunos dos Programas de Pós‐Graduação Mestrados e Doutorados, bem como pelas
informações prestadas pelos próprios ex‐alunos via e‐mail.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

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Após os levantamentos realizados nos últimos 20 anos o curso de Licenciatura em


Ciências Agrárias, constatou‐se um total de alunos de 180que se formaram no curso nos
períodos 1992.1 até 2010.1, desde rastreados 127 (71%) tem pelo menos um Título de Pós‐
Graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós‐doutorado), 151 (85%) está no
mercado de trabalho exercendo a profissão de professor de educação básica, educação
profissional (ensino técnico, tecnológico e profissionalizante) como também na educação
superior nas instituições federais, foram constatados ainda alguns que atuam como tutor em
outras atividades tais como Assessoria técnica/Consultoria/ Administração e Gestão
Os resultados revelam que os licenciados atuam nas diversas áreas de formação do
curso, em sua maioria na docência, sendo também constatadas a atuação dos graduados em
instituições públicas de pesquisa e extensão e ONG’s, exercendo como extensionistas,
consultores e agentes de pesquisa‐desenvolvimento e também em outras funções como
técnico‐administrativo.
Tendo os dados sido coletados, contabilizados, foi feita a porcentagem e cerca de
90% dos egressos estão colocados e absorvidos no mercado de trabalho, nas diferentes
áreas. O fato do número de profissionais licenciados que está empregados ser muito
expressivo demonstra o quanto o mercado é receptivo a esses profissionais, refletindo a
qualidade da formação do Curso de Ciências Agrárias e a facilidade de adequação de seus
profissionais ao mundo do trabalho.

CONCLUSÃO

O perfil do profissional é passar por um processo de restauração no qual o


desenvolvimento é uma das habilidades que estão ligadas diretamente ao censo critico e
reflexivo do docente. Através da analise por meio do rastreamento, pode‐se concluir que os
ex‐alunos rastreados do curso após sua formação em licenciatura obtiveram oportunidade
de continuar sua produção curricular.

REFERÊNCIAS

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CERQUEIRA, M. B. R.; ALMEIDA, D. R.; GARIBALDE,É. O Egresso da Escola Técnica de Saúde


da
UNIMONTES: conhecendo sua realidade no mundo do trabalho. Montes Claros. P.1‐64 Out.
de
2007.

DELUIZ, Nei se. Metodologias e resultados do acompanhamento de egressos da educação


profissional. Brasília: 2003. (Mime Gr. ‐ Texto apresentado no Seminário Nacional de
Educação Profissional, Brasília, 16 a 18/06/03.

SAKAI, M. H.; CORDONI Jr, Luiz. Os egressos da Medicina da Universidade Estadual de


Londrina: sua formação e prática médica. Revista Espaço para Saúde, Londrina, v.6,
dez.2004, p.34‐47, 2004.

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CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS GERADOS NO CEMITÉRIO DE CATOLÉ DO


ROCHA – PB, APÓS O DIA DE FINADOS

JOSÉ SEBASTIÃO DE MELO FILHO1; FABIANA XAVIER COSTA 2; MÁRIO LENO MARTINS VÉRAS3;
LEONARDO PEREIRA DA SIVA 3; VALDECI ANDRADE DANTAS4

1
Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. Email:
sebastiaouepb@yahoo.com.br
2
Professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e‐mail: faby.xavierster@gmail.com
3
Graduando em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias (UEPB)
4
Agronômo (EMEPA), a disposição da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

RESUMO

Objetivou‐se com este trabalho caracterizar os resíduos sólidos gerados no cemitério de


Catolé do Rocha – PB, após o dia de finados, utilizando como instrumento de sensibilização a
educação ambiental. A pesquisa foi realizada no cemitério Frei Damião do município de
Catolé do Rocha – PB, após o dia de finados. De acordo com os dados encontrados,
observou‐se que os tipos de resíduos sólidos expostos ao ar livre, após o dia de finados no
cemitério em Catolé do Rocha ‐ PB obteve um percentual de aproximadamente 64,1 % de
papel, enquanto que o plástico com uma porcentagem de 31,1 %. O destino dos resíduos
sólidos no referido cemitério é o lixão da cidade, ou seja, por não haver usina de reciclagem
o cemitério transfere problema, criando outro de natureza anti‐ecológica.

Palavras – chave: educação ambiental, sensibilização, plásticos

INTRODUÇÃO
Entre os diversos problemas ambientais existentes, o dos resíduos sólidos urbanos
tem‐se tornado um dos maiores desafios da atualidade. Com o acelerado avanço tecnológico
e o crescimento da população houve incremento na produção de bens e serviços. Assim, à
medida que são produzidos e consumidos, acarretam uma geração cada vez maior de
resíduos, os quais, quando dispostos inadequadamente, trazem significativos impactos à
saúde pública e ao meio ambiente. Um dos grandes problemas ambientais hoje é o lixo. Ao
estudar o "lixo" percebemos que consumimos muitos produtos para viver e que,

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acomodados no conforto, levamos para casa muitas embalagens que precisam ser
descartadas. Os resíduos sólidos "lixo" é um dos grandes problemas que ameaçam a vida no
planeta terra, porque além de poluir o solo, a água e o ar, também atrai animais que
veiculam doenças. Ao contrário das tribos primitivas que só produziam o necessário para a
sua sobrevivência, vivemos numa sociedade consumista onde as pessoas têm valor pela
quantidade de bens que possuem. Geralmente, quem tem maior poder aquisitivo, acaba por
consumir mais, produzindo mais lixo. A coleta seletiva é citada como uma alternativa para o
problema dos resíduos sólidos, possibilitando melhor reaproveitamento do papel, vidro,
metal, plástico e matéria orgânica.
Somente com a criação de novos hábitos poderemos contribuir para a construção de
uma sociedade mais consciente, mais civilizada, mais atenta, mais comprometida em
preservar e melhorar a qualidade ambiental fazendo com que o nosso planeta terra se torne
mais limpo. De acordo com (NUNESMAIA, citado por SANTIAGO 2001) “Os resíduos urbanos
constituem uma das grandes preocupações das sociedades contemporâneas”.
Na concepção de Pereira, et al (2005), o homem colocou‐se numa posição em que,
devido a sua falta de cuidado na disposição final de seus próprios resíduos, se vê obrigado a
repensar seus atos e tornar uma postura mais digna quanto aos problemas que já causou e
vem causando ao meio ambiente.
Para Fernandes (2007), o aumento da quantidade do lixo é significativo na medida em
que as cidades também crescem e que o lixo tem se tornado objeto de estudo nas ultimas
décadas por ambientalistas preocupados com o esgotamento contínuo dos recursos naturais
já que a praticidade da vida moderna provoca insensatez do uso indiscriminado dos recursos
naturais na medida em que matérias que a natureza leva centenas de milhares de anos para
produzir são transformados em produtos que são utilizados por muito pouco tempo,
desprezados e dispostos em lugares que comprometem o meio ambiente.
Segundo Félix (2007), o trabalho educacional é, sem dúvida, um dos mais urgentes e
necessários meios para reverter essa situação, pois atualmente, grande parte dos
desequilíbrios está relacionada à condutas humanas geradas pelos apelos consumistas que
geram desperdícios, e pelo uso inadequado dos bens da natureza e, é através das

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instituições de ensino, que poderemos mudar hábitos e atitudes do ser humano, formando
sujeitos ecológicos.
Diante do exposto, objetivou‐se com este trabalho caracterizar os resíduos sólidos
gerados no cemitério de Catolé do Rocha – PB, após o dia de finados, utilizando como
instrumento de sensibilização a educação ambiental.

MATERIAL E MÉTODOS

‐ Localidade e data
O projeto foi desenvolvido no cemitério Frei Damião do município de Catolé do Rocha –
PB, situado a 272 m de altitude, 6°20’38”S Latitude e 37°44’48” A Longitude, no período 2 de
novembro de 2011 (Figura 1).

Figura 1‐ Cemitério Frei Damião de Catolé do Rocha – PB, 2011

‐ Materiais utilizados
Foi utilizados jalecos, máscaras, luvas, sacos plásticos, conforme observa‐se na
(Figura 2), cadernos para anotação, canetas, calculadora e computador para digitação dos
dados.

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Figura 2‐ Materiais utilizados no projeto, Catolé do Rocha – PB, 2011


‐ Colaboradores do projeto
O projetou contou com a colaboração de três alunos de graduação (José Sebastião
Melo, Mário Véras, Leonardo Silva) e um funcionário (Valdeci Dantas) da Universidade
Estadual da Paraíba (UEPB), tendo a frente a orientadora e coordenadora, professora
Fabiana Xavier Costa da referida instituição.

‐ Educação ambiental e coleta dos resíduos sólidos


A educação ambiental foi utilizada como instrumento fundamental para sensibilizar
a população que frequentou o cemitério no dia de finados, portanto foram entregues folders
com explicação do projeto, objetivo, a fim de que alcançasse a sensibilização por parte das
pessoas que frequentaram o cemitério.
A caracterização dos resíduos sólidos, bem como a coleta para a pesagem foi feita
no dia seguinte, após dia de finados, separando o lixo na fonte geradora, de acordo com sua
natureza ‐ plástico, vidro, metal e papel ‐ (Figura 3). Depois foi encaminhado para pesagem
na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

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Figura 3 – Separação do lixo de acordo com sua natureza. Catolé do Rocha – PB, 2011.

‐ Destino dos resíduos sólidos

Foi observado o destino dado aos resíduos sólidos no cemitério de Catolé do Rocha,
visto que, não existe usina de reciclagem na cidade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com os dados da tabela 1, os tipos de resíduos sólidos expostos ao ar livre,


após o dia de finados no cemitério Frei Damião em Catolé do Rocha ‐ PB obteve um
percentual de aproximadamente 64,1 % de papel, enquanto que o plástico com uma
porcentagem de 31,1 %. Entretanto o metal foi o menos gerado, com um percentual de 4,8
%, sendo que o vidro e o lixo orgânico não foram detectados na pesquisa, apesar de que no
dia de finados foi encontrado um bom número de flores levados pelas pessoas para seus
entes queridos, observou‐se que as mesmas foram utilizadas exclusivamente para
catatumbas, sem haver sujeira no meio ambiente.
Cruz (2009), trabalhando com resíduos sólidos na Universidade Estadual da Paraíba,
encontrou resultados bem inferiores a desta pesquisa para o papel e plástico gerado por
semana, ou seja, 7%, haja vista, que o percentual para o plástico e papel encontrado nesta

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pesquisa, além de ter sido maior, foi referente a kg/ dia (Tabela 1). Isso demonstra a falta de
educação ambiental por parte das pessoas que frequentam os cemitérios no dia de finados
no município de Catolé do Rocha ‐ PB.

Tabela 1. Levantamento do lixo em cemitério Frei Damião após dia de finados, levando em
consideração as classificações: papel, plástico, vidro, metal e lixo orgânico, em
Catolé do Rocha – PB, 2011

Magnitude
Porcentagem
Kg/dia
(%)
Parâmetro
Papel 20,2 64,1
Plástico 9,8 31,1
Vidro ‐ ‐
Metal 1,5 4,8
Lixo Orgânico ‐ ‐
TOTAL 31,5 100

CONCLUSÕES

O destino dos resíduos sólidos do cemitério de Catolé do Rocha – PB é o lixão da


cidade, ou seja, por não haver usina de reciclagem o cemitério transfere problema, criando
outro de natureza anti‐ecológica.

Observou‐se que o trabalho de Educação ambiental é uma ferramenta


importantíssima em projetos dessa natureza e que deve ser feito de forma contínua e
permanente para que se possa obter resultados eficazes.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos todo apoio a Universidade Estadual da Paraíba para realização deste.

REFERÊNCIAS

CRUZ , Erilene Batista da Silva. COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EDUCAÇÃO


AMBIENTAL: SUSTENTABILIDADE NO SEMI‐ÁRIDO PARAIBANO. Monografia. Universidade
Estadual da Paraíba (UEPB), 55 pag. 2009.

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FELIX, Rozeli Aparecida Zanon. Coleta seletiva em ambiente escolar. In: Rev. eletrônica
Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517‐1256, v.18, janeiro a junho de 2007.

FERNANDES, Marlene. Coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos: Um estudo da gestão


dos programas de Florianópolis/SC, Belo Horizonte/MG e Londrina/PR. (Dissertação de
Mestrado) Universidade do Vale do Itajaí, Campus Biguaçu, 2007.

PEREIRA, Aloanni; OAZEN, Filipe Ferreira; URT, Luiz Eduardo. Lixo urbano. (Dissertação de
Mestrado) Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro, 2005.

SANTIAGO, Fabiana Xavier Costa. Levantamento qualitativo e quantitativo dos resíduos


sólidos gerados no Campus I da UEPB. 2001. Monografia (Curso de Licenciatura e
Bacharelado em Ciências Biológicas). UEPB. Campina Grande, 2001.

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CARACTERIZAÇÃO E INDENTIFICAÇÃO DE USO DE PLANTAS MEDICINAIS NO ASSENTAMENTO JACU


NO MUNICÍPIO DE POMBAL‐PB

Helton de Souza e Silva1; Francisco Almir de Araújo2; Delzuite Teles leite1; Otoniel Batista
Fernandes2; Patrício Borges Maracajá3

1
Aluno da UFCG‐CCTA‐UAGRA. CEP: 58840‐000. Pombal ‐ PB. Email: helton_agronomia@hotmail.com
; delzuiteteles@hotmail.com
2
Engenheiro Agrônomo. E‐mail: yuribottazzari@hotmail.com ; otonielstr@hotmail.com
3
Professor Associado da UFCG‐CCTA‐UAGRA. E‐mail: patricio@ufcg.edu.br

RESUMO
A utilização das plantas medicinais é orientada por uma série de conhecimentos acumulados
desde mais antigas civilizações até os dias de hoje. Com esse trabalho objetivou‐se realizar
diagnóstico sobre plantas medicinais utilizadas pela comunidade do Assentamento Jacu, no
Município de Pombal ‐ PB. Foi realizada entrevistas através de questionário semi‐
estruturado a fim de levantar informações sobre o uso de plantas medicinais e suas curas.
Esse questionário foi aplicado a 30 pessoas das quais, 15 mulheres e 15 homens, dentre as
40 famílias residentes no assentamento. As espécies utilizadas em maior frequência no
tratamento de doenças pelos moradores do assentamento jacu foram aroeira
(Myracrodruon urundeuva), angico (Anadenanthera macrocarpa) e mororó (Bauhinia
cheilantha).
Curandeirismo ainda é uma prática muito procurada nessa comunidade rural, sendo que
33% dos moradores ainda recorrem a essa pratica no tratamento inicial de doenças. A
maioria dos moradores do assentamento jacu utiliza produtos naturais no tratamento de
doenças, correspondendo a 67% dos entrevistados.

INTRODUÇÃO
O Brasil é conhecido pela sua riqueza florística, com uma estimativa de cerca de 55
mil espécies vegetais (BRACK et al., 2007), dentre essas destaca‐se as plantas de caráter
medicinal, representando alto valor econômico e sociocultural.
A utilização das plantas medicinais é orientada por uma série de conhecimentos
acumulados desde mais antigas civilizações até os dias de hoje, da difusão de informações
tendo como influência o uso tradicional transmitido oralmente entre diferentes gerações
(DIEGUES, 1996). As novas tendências globais de uma preocupação com a biodiversidade e
os ideais de desenvolvimento sustentável trouxeram novas perspectivas ao estudo das
plantas medicinais (LORENZI e MATOS, 2008) vem como reforço contra a ameaça de

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extinção de inúmeras espécies, muitas destas ainda desconhecidas pela ciência (AGRA,
1994).
No Estado da Paraíba, uso de ervas medicinais com fins terapêuticos ainda é bastante
comum com a especialidade no meio rural e urbano de baixo poder aquisitivo (AGRA e
SILVA, 1993). Neste sentido objetivou‐se com esse trabalho realizar diagnostico sobre
plantas medicinais utilizadas pela comunidade do Assentamento Jacu, no Município de
Pombal ‐ PB.

MATERIAL E MÉTODOS
O estudo foi realizado Município de Pombal, PB alto sertão da Paraíba, no
Assentamento Jacu, que fica a 8 km do centro da cidade na BR 427, sentido Pombal, Paulista.
Foi realizado nos meses de janeiro e fevereiro de 2011 com os moradores do assentamento
Jacu. As primeiras visitas as casas dos moradores, ocorreram através do intermédio de um
dos agricultores que residia desde a fundação do assentamento, e que o mesmo relatou
toda a história desta comunidade, facilitando assim o andamento da pesquisa e o acesso aos
moradores.
Foi realizada entrevistas através de questionário semi‐estruturado a fim de levantar
informações sobre o uso de plantas medicinais e suas curas. Esse questionário foi aplicado a
30 pessoas das quais, 15 mulheres e 15 homens, dentre as 40 famílias residentes no
assentamento.
Os dados obtidos da pesquisa foram analisados através de cálculos percentuais. As
tabelas e gráficos foram elaborados e padronizados no programa Microsoft Excel 2003.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através das entrevistas constatou‐se que as espécies utilizadas em maior freqüência
para fins medicinais, pelos moradores do Assentamento Jacu, foram aroeira (Myracrodruon
urundeuva), angico (Anadenanthera macrocarpa) e mororó (Bauhinia cheilantha) com
freqüência de 50% (Tabela 1). As partes usadas, forma de uso e indicações das espécies
nativas utilizadas pelos populares do Assentamento Jacu, estão descriminadas na tabela 1.

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Tabela 1 – Espécies Medicinais Nativas, de uso comprovado pelos Populares do


Assentamento Jacu, Pombal ‐ PB, 2011.
NOME FREQÜÊNCIA PARTE FORMA DE
ESPÉCIE FAMÍLIA INDICAÇÕES
VULGAR DE USO USADA USO
Antiinflamatório,
Cervicite, Vaginite,
Banho de
Myracrodruon urundeuva Aroeira Gastrite,
acento,
Anacardiaceae 50% Entrecasca Hemorróidas,
Decocção,
Doenças
Compressas.
respiratórias e
Aparelho urinário
Antiinflamatório
uterino,
Infusão,
antitumoral,
Ipê roxo compressas,
Tabebuia impetiginosa Casas e sedativo, bursite,
Bignoniaceae 10% maceração,
folhas. tendinite, gengivite,
decocção,
febres, distúrbios
tintura.
circulatórios e
gripes...
Dor de dente
Feijão Raizes,
Chá, infusão, (mascar a casca),
Capparis flexuosa L. Capparaceae bravo 10% cascas,
mascar. doenças venéreas,
folhas.
vermes.
Chá, banho,
Tosse, catarro,
Raiz, cozimento,
Cumaru gripes, sinusite,
Amburana cearensis Fabaceae 33% sementes, lambedor,
coqueluche,
entrecascas maceração,
problemas resp.
mascar.
Coqueluche,
cicatrizante,
depurativo do
Decocção,
Angico Entrecasca, sangue,
maceração,
Anadenantheramacrocarpa Leguminoseae 50% resina, antiinflamatório,
lambedor,
cascas, flores. gonorréia, tosse,
gargarejos.
bronquite, afecções
do pulmão e das
vias respiratórias.
Hipoglicemiante,
tosse, baixar o
Mororó Folhas, Decocção, colesterol,
Bauhinia cheilantha Leguminoseae 50% sementes, chá, antiinflamatório,
cascas. lambedor. afecções da
garganta, distúrbios
nervosos, diurético.
Cicatrizante,
Frutos, Lambedor, pó
Pau ferro catarro, diarréia,
folhas, raízes, da vargem,
Caesalpinia férrea Leguminoseae 7% diabetes, febre,
entrecascas, chá,
Tonico para o
vargem. garrafada.
sangue, gripes.
Mal estar,
cicatrizante,
Juazeiro Maceração,
Folhas e problemas
Ziziphus joazeiro Rhamnaceae 43% chá e pó da
entrecascas. intestinais,
entrecasca.
dentrifício, Tonico
capilar.
Problemas renais,
cicatrizante dos
Jaramataia Cascas, ossos, coluna,
Vitex gardnerian Verbenaceae 33% Chá, infusão.
folhas, frutos calmante,
antiinflamatório,
dores

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NLICA
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VI
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MLICA
Semana
A
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A grande parte dos moradores


m d Assentam
do mento Jacu crê em currandeirismo
o, sendo
que 33%
% procuram
m benzedeirras no tratamento inicial de enfermidades, o mesmo percentual
prefere levar os en
nfermos parra o hospitaal. Já 17% deles consultam farmaccêutico paraa indicar
algum medicamen
m to, o mesm
mo percentu
ual conduz os
o enfermo
os para unid
dade de saú
úde para
consultaa com especialista (Figgura 1).

Figura 1. Percentaagem de moradores


m do Assentam
mento Jacu, quanto à preferênciaa para o
tratamento enfermiddades. Pomb
bal, PB. 2011
1.

O morado
Os ores do Asssentamento
o Jacu em sua maioria preferem
m utilizar produtos
p
naturaiss na cura de
d enfermid
dades (67% os (Figura 2). O uso
%) e 33% ussam produtos químico
desses produtos naturais prin
ncipalmentee os fitoteráápicos é peerigoso, porrque nem se
empre o
processso de prepaaração maiss indicado é o mesmo para planttas diferenttes e a com
mbinação
pode reesultar em efeitos
e imprrevisíveis (SIMÕES, 198
89).

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Figura 2.. Percentual dos produto


os utilizados na cura de enfermidade
e s no assentaamento Jacu.. Pombal,
PB. 2011
1.

A maioria dos
d morado
ores do Asssentamento
o Jacu (67%
%) atribuiu o uso de produtos
p
naturaiss, por ser uma
u práticaa costumeirra, sendo transmitidass de geraçãão para gerração. Já
17% uttilizam essses produttos por não
n terem condiçõess econômicas para adquirir
medicam
mentos ind
dustrializado
os, e 16% preferem o uso e pro
odutos natu
urais, pelo fato, da
comunidade não teer assistênccia médica (Figura 3).

Figurra 3. Motivo de utilização


o dos produttos naturais no
n Assentam
mento Jacu. P
Pombal, PB. 2011.

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CONCLUSÕES
As espécies utilizadas em maior frequência no tratamento de doenças pelos
moradores do assentamento jacu foram aroeira (Myracrodruon urundeuva), angico
(Anadenanthera macrocarpa) e mororó (Bauhinia cheilantha).
Curandeirismo ainda é uma prática muito procurada nessa comunidade rural, sendo
que 33% dos moradores ainda recorrem a essa pratica no tratamento inicial de doenças.
A maioria dos moradores do assentamento jacu utiliza produtos naturais no
tratamento de doenças, correspondendo a 67% dos entrevistados.

REFERÊNCIAS
Agra, M.F. “Contribuição ao estudo das plantas medicinais na Paraíba: Plantas medicinais
dos Cariris Velhos”, UFPB, João Pessoa, 1994.

AGRA, M. F. ; SILVA, M. G. Plantas medicinais usadas como comestíveis na Paraíba(Brasil) e


na literatura. Revista Brasileira de Farmácia, v. 72, n.2, p. 42‐44, 1993.

BRACK, P.; VALDELY FERREIRA KINUPP, V. F.; SOBRAL, M. E. G. Levantamento preliminar de


espécies frutíferas de Árvores e arbustos nativos com uso atual ou Potencial do rio grande
do sul. Revista Brasileira de Agroecologia. v.2, n.1, 2007.

DIEGUES, A. C. S. O mito moderno da natureza intocada. HUCITEC, São Paulo. 1996.


LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2ª.ed. Nova
Odessa: Instituto Plantarum, 2008. 852p.

SIMÕES, C. M. O. Plantas da medicina popular do Rio Grande do Sul. 3 ed. Porto Alegre, RS:
Editora da Universidade/ UFRGS, 1989.

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CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DOS FRUTOS DA BANANEIRA (Musa spp.) COMERCIALIZADOS E


DESCARTADOS NA EMPASA‐CG.

Lucas Cavalcante da Costa¹ – UFPB; Edmilson Igor Bernardo²; João Félix dos Santos Neto¹; Rayssa
Ribeiro da Costa¹; Wellington Souto Ribeiro³; José Alves Barbosa4.

¹ Alunos de Graduação da Universidade Federal da Paraíba/CCA/ Campus II: costalc@ymail.com.br

²Mestrando no Programa de Pós‐Graduação em Agronomia: Fitotecnia, Campus do Pici/Universidade


Federal do Ceará (UFC):edmilson_i@hotmail.com
³Mestrando no Programa de Pós‐Graduação em Fitotecnia, Universidade Federal do Viçosa (UFV):
wellingtisouto@yahoo.com.br
4
Professor Associado do Departamento de Ciências Fundamentais e Sociais, CCA/UFPB:
jotabarbosa2000@yahoo.com.br

Resumo: Este trabalho teve o objetivo de estudar as características físicas dos frutos comercializados
e descartados de banana ‘pacovan’ (Musa spp), na EMPASA‐CG no período de junho de 2009 a maio
de 2010. Os frutos foram coletados na EMPASA‐Campina Grande‐PB, junto aos distribuidores de
banana ‘pacovan’, selecionados entre os três mais representativos do mercado atacadistas em
relação ao volume comercializados. As amostras foram avaliadas quanto às características físicas do
produto apto para comercialização e os descartes. Os frutos comercializados apresentaram maior
peso por fruto, comprimento e diâmetro, os frutos descartes no desembarque apresentaram maior
comprimento e diâmetro em relação aos frutos descartes na consignação, os frutos descartes na
consignação apresentaram menor rendimento em casca e maior rendimento em polpa.

Palavras‐chave: Descartes, atacadista, perdas, Musa spp.

INTRODUÇÃO

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A banana Musa spp. é um dos frutos mais produzidos e consumidos no mundo, tipicamente
tropical é uma monocotiledônea da ordem Scitamineae, família Musaceae que abrange cerca de 30
espécie (MANICA, 1997). A produção mundial de banana alcançou em 2004 cerca dos 103 milhões
de toneladas, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de bananas, aproximadamente 6,5
milhões de toneladas, antecedido pelos Estados Unidos em segundo, com 10 milhões de toneladas e
a Índia em primeiro com 16,8 milhões de toneladas (FAO, 2005).

A produção do nordeste corresponde a 34% de toda produção do país, sendo sua maior
ocorrência nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e
Ceará. De acordo com IBGE (2002), a Paraíba apresenta uma área de 16.937 hectares com uma
produção média de16988 Kg.ha‐1, seu cultivo abrange todo estado da Paraíba desde a Mesorregião
da Mata Paraibana, Agreste, Borborema e sertão.

Cerca de 97% dos cultivares são do tipo mesa encabeçada pela pelas c.v. ‘pacovan’, prata‐
comum, comprida e maçã, os outros 3% corresponde aos cultivares destinados a indústria como
‘nanica’, ‘nanicão’ e ‘grande naine’. A cultivar ‘pacovan é um triploide, pertencente ao grupo AAB,
sendo uma mutação da “Prata”, sua planta é de porte alto e vigoroso, superando em quase o dobro
da produtividade da “Prata” (EMBRAPA, 1994; BORGES et al., 1997). Para se escoar parte dessa
produção foi criada a EMPASA de Campina Grande‐PB, que funciona como um território onde são
defendidos os interesses dos comerciantes e produtores. Com um fluxo elevado de produto
hortifrutigranjeiro, proveniente dos municípios circunvizinhos, de outros estados da federação e até
de estados de outras regiões do país como São Paulo, Goiás e Mato Grosso, (NASCIMENTO, 2002). O
objetivo deste trabalho foi caracterizar fisicamente os frutos da bananeira c.v. ‘pacovan’
comercializados e descartados na Empasa‐CG, no período de junho de 2009 a maio de 2010.

MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no Centro de Ciências Agrárias CCA da UFPB na cidade de Areia‐PB. A
coleta dos frutos de banana ‘pacovan’, foi realizado na EMPASA‐CG, junto aos atacadistas de grande,
médio e pequeno porte. As coletas compreenderam frutos aptos à comercialização aqui
denominados de comercializáveis, frutos descartados no momento de desembarque e frutos
descartados consignados. Após a coleta os frutos foram transferidos para o Laboratório de Química e

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Bioquímica do CCA/ UFPB‐Areia‐PB, onde foram avaliados quanto às características físicas


compreendendo as avaliações de: peso, comprimento e diâmetro do fruto e rendimento em casca e
polpa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O peso médio dos frutos comercializados variou de 130 a 190 gramas. Os maiores frutos
ocorreram nos meses de fevereiro e março (Fig.1). Os frutos caracterizados como perdas no
desembarque apresentaram certa homogeneidade não ultrapassando uma média de 160 gramas
com exceção dos frutos do mês de janeiro. Já os frutos caracterizados como perdas na consignação
apresentaram peso médio superior a 150 gramas nos meses de julho, agosto e setembro, os menores
frutos ocorreu nos meses de outubro, novembro e abril.

PESO (g) FRUTO COMERCIALIZÁVEL


PESO (g) FRUTO DESCARTE NO DESEMBARQUE
PESO (g) FRUTO DESCARTE DA CONSIGNAÇÃO
200
180
MASSA DOS FRUTOS (g)

160
140
120
100
80
60
40
20
0
Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai
TEMPO DE COLETA (MÊS)

Fig.1. Peso médio dos frutos comercializados e descartados no desembarque e na consignação de


banana c.v. ‘pacovan’ na Empasa‐CG, no período de junho de 2009 a maio de 2010.

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De acordo com a Fig.2, os frutos comercializados apresentaram comprimento médio superior


a 20 cm nos meses outubro e fevereiro e os menores comprimentos nos meses de dezembro, janeiro
e maio em torno de 18 cm, no entanto os frutos descartados no desembarque apresentaram os
valores médios maiores nos meses de agosto janeiro e maio, enquanto os menores valores se
fizeram presentes nos meses junho, setembro e outubro. Os frutos descartes na consignação
apresentaram maiores comprimentos nos meses de agosto, dezembro, janeiro, fevereiro, março e
maio, em média 19 cm, nos outros meses seus comprimentos ficaram em torno de 15 cm.

COMPRIMENTO DO FRUTO COMERCIALIZÁVEL


COMPRIMENTO DO FRUTO DESCARTE NO DESEMBARQUE
COMPRIMENTO DO FRUTO DESCARTE DA CONSIGNAÇÃO
25

20
COMPRIMENTO (cm)

15

10

0
Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai

PERÍODO DE COLETA (MÊS)

FIg.2. Comprimento médio dos frutos comercializados e descartados no desembarque e na


consignação de banana c.v. ‘pacovan’ na Empasa‐CG, no período de junho de 2009 a maio de 2010.

Os frutos comercializados apresentaram diâmetro médio que variou de 3,7 a 3,9 cm nos
meses de fevereiro, junho e novembro, Fig. 3, e os menores diâmetros oscilou de 3,2 a 3,4 cm nos
meses de maio e outubro. Os frutos descartes no desembarque apresentaram diâmetros
praticamente homogêneos em torno de 3,7 cm nos meses de março e novembro, nos outros meses,

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essa oscilação ficou em torno de 3,5 cm. Os frutos descartes na consignação apresentaram
resultados semelhantes aos frutos descartes no desembarque Fig.3.

DIÂMETRO (cm) DO FRUTO COMERCIALIZÁVEL


DIÂMETRO (cm) DO FRUTO DESCARTE NO DESEMBARQUE
4 DIÂMETRO (cm) DO FRUTO DESCARTE DA CONSIGNAÇÃO

3, 5

3
DIAMMETRO (cm)

2, 5

1, 5

0, 5

0
Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai

PERÍODO DE COLETA (MÊS)

FIG.3. Diâmetro médio dos frutos comercializados e descartados no desembarque e na consignação


de banana c.v. pacovan na Empasa‐CG, no período de junho de 2009 a maio de 2010.

Os rendimentos em casca dos frutos comercializados apresentaram‐se maiores nos meses de


outubro, novembro, janeiro, fevereiro, março abril e maio, no restante dos meses foram inferiores
ou igualaram‐se aos rendimentos dos descartes Fig.4. Os frutos descartes no desembarque
apresentaram valores superiores aos descartes na consignação.

O que era esperado, visto que, os frutos encontravam‐se em estádio avançado de


maturação, o que torna as cascas mais finas e, portanto, menos pesadas em relação as cascas dos
frutos no estádio breack. O rendimento em polpa para os frutos comercializados foi maior nos meses
de junho e setembro em torno de 55%. Já os frutos descartes no desembarque o rendimento em

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polpa oscilou de 55 a 60%, os maiores rendimentos ocorreu nos meses de abril e maio. No entanto, o
maior rendimento em polpa foi apresentado pelos frutos descartes na consignação, isto se deve
provavelmente pelo avançado estado de maturação em que os frutos se apresentavam, em sua
maioria, em estado avançado de senescência bastante úmidos e exsudando.

REND. (% ) CASCA FRUTO COMERCIALIZÁVEL


REND. (%) CASCA DO FRUTO DESCARTE NO DESEMBARQUE
REND. (%) CASCA DO FRUTO DESCARTE DA CONSIGNAÇÃO
50

45

40

35
RENDIMENTO (%)

30

25

20

15

10

0
Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai

PERÍODO DE COLETA (MÊS)

Fig.4. Rendimento médio em casca dos frutos comercializados e descartados no desembarque e na


consignação de banana c.v.’pacovan’ na Empasa‐CG, no período de junho de 2009 a maio de 2010.

CONCLUSÕES

¾ Os frutos comercializados apresentaram maior peso por fruto, comprimento e diâmetro;


¾ Os frutos descartes no desembarque apresentaram maior comprimento e diâmetro em
relação aos frutos descartes na consignação;

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¾ Os frutos descartes na consignação apresentaram menor rendimento em casca e maior


rendimento em polpa.

REFERÊNCIAS

EMBRAPA. A cultura da banana. Brasília:Embrapa‐SPI, 1994.97p. (Coleção plantar,16)

FAO 2005. Disponível site:url:http//www.fao.org/foodstat.html.

Acesso em 25 de julho de 2010.

IBGE. Produção agrícola municipal, culturas temporárias e permanentes, Brasil, 2002. v.29

MANICA, I. Fruticultura Tropical 4, Banana. Porto Alegre: Cinco Continentes, 1997. 485p.

NASCIMENTO. H. de O. As interações comerciais na EMPASA‐CG: produção de espaço, rede e


consolidação territoriais. Boa Impressão. Campina Grande. 2002. 138p.

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CARACTERIZAÇÃO QUANTIQUALITATIVA E FITOSSANITARIA DO JUAZEIRO NO SEMI‐ÁRIDO


PARAIBANO

JOSÉ SEBASTIÃO DE MELO FILHO1; FABIANA XAVIER COSTA 2; MÁRIO LENO MARTINS VÉRAS3;
VALDECI ANDRADE DANTAS4; DORALICE FERNANDES DA SILVA 5

1
Graduado em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias, Campus IV da UEPB. Email:
sebastiaouepb@yahoo.com.br
2
Professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), e‐mail: faby.xavierster@gmail.com
3
Graduando em Licenciatura Plena em Ciências Agrárias (UEPB), e‐mail:
mario.deus1992@hotmail.com
4
Agronômo (EMEPA), a disposição da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
5
Mestre em Fitotecnia. UEPB. Email: doris_uepb@hotmail.com

Resumo: Objetivou‐se com este trabalho avaliar espécies de juazeiro do Campus IV da UEPB
em Catolé do Rocha ‐ PB, No intuito de diagnosticar problemas fitossanitários, vandalismo,
como quantidade de árvores existentes. Todos os momentos da pesquisa estão sendo e
serão registrados via câmera fotográfica, será utilizado um mapa do campus para melhor
localização dos setores a serem trabalhados. Demonstra‐se no setor de fruticultura
levantamento quantitativo com 101 espécies arbóreas do juazeiro, não aconteceu
vandalismo, obteve algumas observações qualitativas no transcorrer do levantamento,
como: Planta em fase de desenvolvimento, com poucas folhas, competição nutricional por
espaço, com ervas daninhas e na Fitossanidade das espécies em alguns casos apresentou
periderme desidratada, falta de nutrientes, folhas amareladas, fungos, cupins, formigas.
Espécies arbóreas apresentam problemas fitossanitários e de vandalismo que exige em
muitos casos a substituição das mesmas, se faz necessário uma avaliação criteriosa dos
setores onde existem espécies arbóreas com tais problemas para que possa no segundo
momento da pesquisa fazer o processo de rearborização, em especial com mudas de
Juazeiro.

Palavras‐chave: pragas, vandalismo, educação ambiental

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INTRODUÇÃO

O juazeiro (Zizyphus joazeiro), planta perenifólia, heliófila e seletiva higrófita,


característica e exclusiva de várzeas da região semi‐árida (Caatinga). Seu profundo sistema
radicular permite retirar água do subsolo para manter‐se verde mesmo durante o período de
estiagem. Produz anualmente grande quantidade de semente viáveis, que são amplamente,
disseminadas pelos animais. É uma planta da família Rhamnaceae, de habito arbóreo,
espontânea e é típica da região da Caatinga. Pode atingir de 5‐10 metros de altura e a
largura de seu tronco pode chegar a 30‐50 cm de diâmetro. As folhas possuem uma camada
de cera, as flores são pequenas.

A planta é utilizada popularmente para limpeza dos dentes, gengivite, dores causadas pela
extração de dente, queda de cabelo, asma, gripe, pneumonia, tuberculose, bronquite,
constipação, inflamação de garganta, indigestão, problemas do estomago, escabiose,
dermatite seborréia, problemas de pele, dores de cabeça, como cicatrizante de feridas,
todos os tipos de febres e expectorante (ALBUQUERQUE et al., 2007; SCHÜHLY et al., 2000).
Esta planta é rica em ácido betulínico que possui atividade antibiótica, outros estudos
demonstraram que essa substância tem ação anticancerígena combatendo tumores,
carcinomas e melanonas (PISHA et al,1995;KIM et al,1998).
MATERIAIS E MÉTODOS

O presente trabalho está sendo realizada em todo o Campus IV da Universidade Estadual


da Paraíba, no município de Catolé do Rocha situado a 272 m de altitude, 6°20’38”S Latitude
e 37°44’48” A Longitude (Figura 1), no período compreendido entre agosto de 2010 a
dezembro de 2012.
A pesquisa será feita por setores, sendo eles: Agroecologia, Olericultura, Fruticultura,
Projeto de Palmas, Oleaginosas, Bovinocultura, Cunicultura, Avicultura, Suinocultura,
Apicultura, Caprinocultura, Piscicultura.
Todos os momentos da pesquisa foram e serão registrados via câmera fotográfica e foi
utilizado um mapa do campus para melhor localização dos setores trabalhados.

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VIIII EN
NLICA
A
Encontro Nacional de Licencciatura em Ciências Agrária
V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias Agrárias

No terceiro momento
m seerá feito a substituição
s o de espéciies arbóreas doentes que não
puderam
m ser recup
peradas, mo
ortas, bem como outro
os problemas. Será feitto a arborizzação de
áreas deesérticas, co
om o objetiivo de deixaar todo o caampus arborizado quan
ntiqualitativvamente
e fitosanitariamentte, mantend
do, assim a preservaçãão de todas as espéciess existentess.

Figgura 1‐ Mapa da Micro


orregião de Catolé do Rocha
R – PB

RESU
ULTADOS E DISCUSSÃO
O
Tabela 1 ‐ Levantam mento quanntiqualitativvo e fitossanitário dos juazeiros encontradoss no
setor dee fruticulturra do campu
us IV da UEPB em Cato olé do Rochaa – PB, 2011

Setor: Vandalism
mo O
Observações Fito
ossanidadee Nº de
e
ultura
Fruticu Plantas

Juazeirro Não há EEm Perriderme 8


d
desenvolvimmento, dessidratada
Data:
p
poucas folhaas,
08/10//2010
competição
n
nutricional com
c
o
outras plantas

Juazeirro Não há B
Boas condiçõ
ões ‐ 43

Data:
11/10//2010

Campina Grande-PB, Realize


R editorr, 2011, ISSN 2237-7476
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Juazeiro Não há ‐ Falta de 23


nutrientes e
Data:
desidratadas,
19/10/2010
Folhas
amareladas,
típico de falta de
nutrientes) e
fungos

Juazeiro Não há Competição Cupins, 27


nutricional com Formigas, Fungos
Data:
ervas daninha e (cochonila)
25/10/2010
com outras periderme
plantas desidratada

Podemos demonstrar que no setor de Fruticultura o levantamento quantitativo, há 101


espécies arbóreas do juazeiro, não aconteceu vandalismo durante o levantamento
quantitativo. Sendo que obteve algumas observações qualitativas no transcorrer do
levantamento, como: planta em fase de desenvolvimento, com poucas folhas, competição
nutricional com outras plantas, com boas condições, competição nutricional com ervas
daninhas e na Fitossanidade das espécies em alguns casos apresentou periderme
desidratada, falta de nutrientes, folhas amareladas, típico de falta de nutrientes e fungos,
cupins, formigas.

Nesses tipos de projetos é imprescindível um acompanhamento de um trabalho continuo


e permanente de educação ambiental junto à comunidade envolvida, para que se possam
ter resultados eficazes, pois a educação ambiental é uma ferramenta importantíssima em
trabalhos dessa natureza.

CONCLUSÃO
As espécies arbóreas apresentam problemas fitossanitários e de vandalismo que exige em
muitos casos a substituição das mesmas, para isso se faz necessário uma avaliação criteriosa
dos setores onde existem as espécies arbóreas com tais problemas para que possa no
segundo momento da pesquisa fazer o processo de rearborização.

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AGRADECIMENTOS
A todos que colaboraram e colaboram direta ou indiretamente com a pesquisa.

REFERÊNCIAS

ALBUQUERQUE, U. P.; MEDEIROS, P. M.; ALMEIDA, A. L. S.; MONTEIRO, J. M.; NETO, E. M. F.


L.; MELO, J. G.; SANTOS, J. P. 2007. Medicinal plants of the caatinga (semi‐arid) vegetation
of NE Brazil: A quantitative approach Journal of Ethnopharmacology. 114: 325–354

SCHÜHLY, W., HEILMANN, J., ÇALIS, I., STICHER, O. Novel triterpene saponins from Zizyphus
joazeiro. Helvetica Chimica. Acta. 83: 1509–1516. 2000 PISHA, E., et al. 1995. Discovery of
betulinic acid as a selective inhibitor of human melanoma that functions by induction of
apoptosis. Nat. Med. 1: 1046‐1051.

KIM, D. S., et al. 1998. Synthesis of betulinic acid derivatives with activity against human
melanoma. Bioorg. Med. Chem. Lett. 8: 1707‐1712.

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COMO A PLATAFORMA MOODLE PODE SER APLICADA EM UM CURSO TÉCNICO DE


AGROECOLOGIA?

Maria Luciene de Oliveira Lucas1; Sandra Barros Sanchez2; Rafael Salazar Santos3; Graciela dos Santos
Oliveira4

1
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Fone: (21) 3787‐3741.
E‐mail: lucienelucas@ufrrj.br
2
Professora do Colégio Técnico da UFRRJ; Vice coordenadora do Programa de Pós‐Graduação em
Educação Agrícola, Campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, CEP 23890‐000.
Seropédica/RJ.

E‐mail: sbsanchez2003@yahoo.com.br
3
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.Fone: (21) 2682‐1210

Email: rsalazar@ufrrj.br
4
Instituto Superior de Tecnologia de Paracambi. Fone: (21) 3693‐5462

E‐mail: graciela.dossantosoliveira@yahoo.com.br

RESUMO

Hoje em dia grandes partes das agressões ambientais são fruto da falta d compreensão do
homem que continua a desperdiçar, agredir e depredar o meio ambiente. O papel da escola
é, não só, transmitir conhecimento, mas principalmente educar e preparar o aluno para
enfrentar um futuro incerto ante essas questões. Com o avanço das novas tecnologias de
informação, estamos entrando no que se costuma chamar de “sociedade do conhecimento”,
onde a escola troca o conhecimento obsoleto e ultrapassado, muitas vezes morto, pelo
estímulo à aquisição, à geração e a difusão do conhecimento vivo, integrado aos valores e
expectativas da sociedade. O uso amplo das tecnologias é um caminho para alinhá‐lo ao
desenvolvimento e para disponibilizar as informações necessárias à construção do
conhecimento. O MOODLE, que é Ambiente de Aprendizado Dinâmico Modular Orientado a
Objeto, consiste em um pacote de softwares cuja função é possibilitar a construção de
cursos e disciplina via internet. A proposta desse projeto é analisar se a utilização da
plataforma MOODLE propiciará aos alunos do Curso de Agroecologia do Colégio Técnico da
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CTUR), conhecimento, estímulo, interação,

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reflexão, questionamentos, construção e sintetização dos assuntos abordados dentro da sala


de aula.

Palavras‐chave: Tecnologia Educacional, Educação a Distância, Plataforma Moodle.

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COMPONENTES DE CRESCIMENTO DO AMENDOIM BR‐1 ADUBADO COM BIOFERTILIZANTES

Ianne Gonçalves Silva Vieira1, Kátia Otília Gomes Dutra1, Salatiel Nunes Cavalcante1, Claudinete Lígia
Lopes da Costa2, José Geraldo Rodrigues dos Santos3.

1
Grad. em Lic. Plena em Ciências Agrárias pela UEPB, Campus IV – Catolé do Rocha.E‐
mail:iannegoncalves@hotmail.com.
2
Mestranda em Ciências do Solo, Universidade Federal Rural do Semi Árido – Mossoró‐RN.
3
Professor Doutor do Departamento de Ciências Agrárias e Exatas da UEPB, Campus IV, Catolé do Rocha.

Resumo: Objetivou‐se na pesquisa analisar o crescimento da cultura do amendoim (nome científico)


sob aplicação diferenciada de biofertilizantes. Foram estudados os efeitos de 3 tipos de
biofertilizante à base de esterco bovino (T1‐não enriquecido;T2‐enriquecido com farinha de rocha e
cinza de madeira e T3‐enriquecido com farinha de rocha, leguminosa e cinza de madeira) em 6
concentrações diferentes (C1=0 ml L‐1;C2=35 ml L‐1;C3=70 ml L‐1;C4=105 ml L‐1;C5=140 ml L‐1 e C6=175
ml L‐1), aplicados via aérea. O experimento foi realizado em condições de campo no Campus IV da
Universidade Estadual da Paraíba, em Catolé do Rocha‐PB. O delineamento experimental utilizado foi
de blocos ao acaso possuindo 18 tratamentos em esquema fatorial 3x6 com quatro repetições,
totalizando 72 parcelas experimentais. As adubações de cobertura foram feitas em intervalos de 10
dias entre uma aplicação e a seguinte, totalizando 7 aplicações. Os biofertilizantes foram produzidos
em biodigestores formados por recipientes plásticos. Concluiu‐se que o aumento da concentração de
biofertilizante não proporcionou aumento da área foliar do amendoim, a produção da biomassa da
planta requereu maior concentração de biofertilizante para atingir o valor máximo do que a
produção propriamente dita do amendoim e o crescimento do amendoim BR‐1 não sofreu efeitos
significativos dos diferentes tipos de biofertilizantes.
Palavras chaves: Amendoim BR‐1. Crescimento. Biofertilizantes. Concentrações.

Introdução
O amendoim (Arachis hypogaea L.) é originário do Brasil e de países fronteiriços, como
Paraguai, Bolívia e Norte da Argentina. O amendoim faz parte da família Leguminosae apresentando
um processo especial de frutificação, denominado geocarpia, em que uma flor aérea, após ser
fecundada, produz um fruto subterrâneo. Suas flores são amarelas, agrupadas em número variável
ao longo do ramo principal ou também dos ramos secundários, conforme a variedade ou o tipo

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vegetativo. Dependendo das condições ou das características das variedades, a vagem pode
apresentar lojas sem sementes ou com sementes atrofiadas.
No Brasil, em especial no Nordeste, essa oleaginosa tem sido tradicionalmente cultivada em
condições de agricultura de sequeiro, sujeita aos elevados riscos causados pelas variações do clima. A
cultura mostra‐se bem adaptada à seca, existindo espécies com genótipos mais aclimatados às
condições de baixa disponibilidade hídrica, em função das características morfológicas e fisiológicas
(ARAÚJO e FERREIRA, 1997).
O amendoim responde bem à adubação orgânica, que traz como vantagens a melhoria das
condições físicas, químicas e biológicas do solo. O uso de resíduos orgânicos de origem animal ou
vegetal, tais como estercos de animais, compostos orgânicos, húmus de minhoca e biofertilizantes,
tem sido prática utilizada na fertilização dos solos (SANTOS, 1992).
No presente trabalho será abordado o uso de biofertilizante líquido na cultivar de Amendoim
BR‐1 e sua influência no crescimento da cultura enfatizando o uso da agricultura orgânica.

Metodologia
A pesquisa foi desenvolvida em condições de campo, no período de junho a outubro de
2010, no Centro de Ciências Humanas e Agrárias‐CCHA, pertencente à Universidade Estadual da
Paraíba‐UEPB, Campus‐IV, Catolé do Rocha, Estado da Paraíba. O referido município está situado na
região semiárida do Nordeste brasileiro, no Noroeste do Estado da Paraíba, nas coordenadas
geográficas: 06º20’38” de latitude Sul e 37º44’48” de longitude ao oeste do Meridiano de
Greenwich, tendo uma altitude de 275 m.
O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, num esquema fatorial 3x6,
com quatro repetições, totalizando 18 tratamentos e 72 plantas experimentais com 14 plantas por
parcela experimental.
. Foram estudados os efeitos de 6 concentrações de biofertilizante (C1= 0 ml L‐1; C2= 35 ml L‐1;
C3= 70 mlL‐1; C4= 105 ml L‐1; C5= 140 ml L‐1 e C6= 175 ml L‐1) e 3 tipos de biofertilizante líquido (T1‐ não
enriquecido; T2‐ enriquecido com farinha de rocha e cinza de madeira e T3‐enriquecido com farinha
de rocha, leguminosa e cinza de madeira) utilizados no crescimento do amendoim BR‐1. As
adubações de cobertura foram feitas em intervalos de 10 dias entre uma aplicação e a seguinte,
totalizando 7 aplicações.
O preparo das leiras para o cultivo do amendoim foi realizado de forma manual numa
profundidade de 30 cm, deixando o solo da leira bem pouco compacatado.

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O semeio foi realizado no dia 02/06/2010, colocando‐se vinte sementes por metro linear da
leira, numa profundidade de 2,0 centímetros. As leiras tinham comprimento de 1,3 metros
espaçadas em 1 metro e separadas por uma distância de 0,5 metro, com uma densidade
populacional de 14 plantas por leira.
Os biofertilizantes foram produzidos, de forma anaeróbia, em biodigestores formados por
recipientes plásticos, com tampa roscada, com capacidade individual para 240 litros. O biofertilizante
do tipo B1 foi produzido utilizando‐se 70 kg de esterco verde de vacas em lactação e 120 litros de
água, adicionando‐se 5 kg de açúcar e 5 L de leite para acelerar o metabolismo das bactérias. Para a
produção do biofertilizante B2, foram utilizados 70 kg de esterco verde de vacas em lactação, 120
litros de água, 4 kg de farinha de rocha, 3 kg de cinza de madeira, 5 kg de açúcar e 5 litros de leite. O
biofertilizante B3 foi produzido utilizando‐se 70 kg de esterco verde de vacas em lactação, 120 litros
de água, 4 kg de farinha de rocha, 5 kg de leguminosa, 3 kg de cinza de madeira, 5 kg de açúcar e 5
litros de leite.
As variáveis de crescimento estudadas foram área foliar unitária, área foliar da planta, peso
verde da planta e peso seco da planta.
A área foliar unitária foi obtida com o auxílio de uma régua graduada em centímetros,
medindo‐se a folha aos sentidos longitudinal e transversal sendo, estimada multiplicando‐se o
produto do comprimento e largura pelo fator 0,5. A área foliar total foi obtida multiplicando‐se a
área foliar unitária pelo número de folhas da planta.
O peso verde da planta foi obtido depois da retirada das vagens do amendoim, utilizando‐se
balança de precisão. O peso seco foi determinado em estufa a uma temperatura de 60º C após a
estabilização dos valores.
Os dados foram analisados e interpretados a partir de análise de variância (Teste F),
utilizando‐se do programa SISVAR 5.0, sendo confrontadas as médias para análise qualitativa, pelo
teste de Tukey, conforme (FERREIRA, 2000).

Resultados e Discussões
As análises estatísticas das variáveis de crescimento do amendoim não revelaram efeitos
significativos de concentrações (C) e tipos (T) de biofertilizante, pelo teste F, sobre a área foliar
unitária, a área foliar da planta, o peso verde da planta e o peso seco da planta (Tabela 1). Para todas
as variáveis, a interação CxT não apresentou significância estatística, indicando que as concentrações
de biofertilizante se comportaram de maneira semelhante dentro dos tipos e vice‐versa. Os
coeficientes de variação giraram entre 13,69% e 32,67% para as variáveis estudadas, sendo

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considerados razoáveis, em se tratando de experimento em nível de campo, de acordo com Pimentel


Gomes (2009). Observa‐se, na Tabela 1, que as médias das variáveis estudadas, quanto à
concentração de biofertilizante, foram muito aproximadas, com exceção da concentração C4 (105
ml/L) para o peso verde da planta e para o peso seco da planta, que se sobressaiu das demais,
mesmo com diferenças não significativas. Para o peso verde da planta, a concentração C4 superou as
dosagens C1, C2, C3, C5 e C6 em 10,4%, 8,7%, 1,6%, 1,6% e 13,7%, respectivamente (Figura 1),
enquanto que, para o peso verde da planta, a superação foi de 12,8%, 6,3%, 3,9%, 1,4% e 10,1%,
respectivamente (Figura 2).
Tabela 1 Resumo das análises de variância das variáveis de crescimento do amendoim, além das
médias dos fatores envolvidos para o modelo adotado.

O fato da concentração C4 (105 ml L‐1) ter superado as concentrações C5 (140 ml L‐1) e C6 (175
ml L‐1), embora de forma não significativa, é uma prova de que o aumento da concentração de
biofertilizante não necessariamente significa aumento do crescimento vegetativo da planta do
amendoim, fato também observado por vários pesquisadores tanto para a cultura do amendoim
como para outras culturas, tão como feijão macassar (SUASSUNA, 2007; COSTA, 2007; COSTA et al.,
2008) e mamoeiro (SOUZA ALVES et al., 2008; FRANÇA, 2007), dentre outros. Fonseca (2005),
trabalhando com adubos orgânico e inorgânico, observou que a matéria seca das folhas e das hastes
do amendoinzeiro não foi influenciado de forma significativa pelos substratos orgânicos e nem pelo
adubo comercial aos 50 como aos 80 DAS.
O comportamento dos efeitos dos tipos de fertilizante também foi similar, no entanto, para
peso verde da planta, T3 (enriquecido com farinha de rocha, leguminosa e cinza de madeira) superou

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T1 e T2 com intensidade maior (8,6% e 7,0%, respectivamente), embora com diferenças não
significativas.

Figura 1 Efeitos de concentrações de


biofertilizante sobre o peso verde da planta do
amendoim.

Figura 2 Efeitos de concentrações de


biofertilizante sobre o peso seco da planta do
amendoim.

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Conclusões

1. O aumento da concentração de biofertilizante não necessariamente significou aumento da área


foliar do amendoim.
2. A produção da biomassa da planta requereu maior concentração de biofertilizante para atingir o
valor máximo do que a produção propriamente dita do amendoim.
3. O crescimento do amendoim BR‐1 não sofreu efeitos significativos dos diferentes tipos de
biofertilizantes.

Referências Bibliográficas

SOUSA ALVES, A. Efeitos de diferentes dosagens de biofertilizante e de intervalos de aplicação na


produtividade e na qualidade da produção do mamoeiro Havaí. Campina Grande‐PB: UEPB/PIBIC,
2008. 33p

SUASSUNA, J. Desempenho produtivo do feijoeiro macassar sob diferentes concentrações de


biofertilizante e intervalos de aplicação. 2007. 29p. Monografia (Graduação em Licenciatura em
Ciências Agrárias) ‐ Centro de Ciências Humanas e Agrárias, UEPB, Catolé do Rocha‐PB, 2007.

COSTA, A. V. Crescimento e produção de feijão macassar (Vignaunguiculata L) sob diferentes


dosagens e concentrações de biofertilisantes.2007. 37p. Monografia (Graduação em Licenciatura
em Ciências Agrárias) ‐ Centro de Ciências Humanas e Agrárias, UEPB, Catolé do Rocha/PB, 2007.

COSTA, Z. V. B.; ANDRADE, R.; SANTOS, J. G. R.; CAVALCANTI, M. L. F.; ARAIUJO, D. L.; MELO, W. B.;
MELO D. S.; SILVA, M. F. D. ; FREITAS, B. V. . Produção do Maracujazeiro‐Amarelo em Função da
Aplicação de Dosagens de Biofertilizante em Diferentes Intervalos de Aplicação. in: XX Congresso
Brasileiro de Fruticultura, 2008, Vitoria‐ES. Frutas para todos, Estratégias,tecnologia e visão
sustentável..Vitoria‐ES :tecart editora ltda., 2008.

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Biofertilizante e Intervalos de Aplicação. 2007, 32p. (Monografia de Graduação). UEPB/CCHA,
Catolé do Rocha‐PB. 2007.

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Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.32, n.5, p. 481‐484, maio, 1997
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SANTOS, A. C. V. Biofertilizantes líquido: o defensivo agrícola da natureza. 2 ed., rev. Niterói:


EMATER – RIO, 1992. 162p. (Agropecuária Fluminense, 8)
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COMPONENTES DE PRODUÇÃO DA MAMONEIRA VARIEDADE EBDA MPA 11 CULTIVADA COM


DOSES DE NITROGÊNIO

Geffson de Figueredo Dantas1; Marcelo de Andrade Barbosa1;Paula Lorane Melo de Jesus1;


Núbia Marisa Ferreira1; Evandro Franklin de Mesquita2

1
Aluno do curso de Licenciatura em Ciências Agrárias; Departamento de Agrárias e Exatas;
Setor de Agroecologia; Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB,
E‐mail: geffson@hotmail.com

2
Professor Doutor do Departamento de Agrárias e Exatas; Setor de Agroecologia;
Universidade Estadual da Paraíba, Campus IV, Catolé do Rocha‐PB. CEP: 58884000.

Resumo
Objetivou‐se com este trabalho avaliar o comportamento da variedade de mamona EBDA
MPA 11, sobre os efeitos de crescentes dosagens de nitrogênio, pelos órgãos
governamentais, para a agricultura familiar, em relação a doses crescente de nitrogênio. O
delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado constituído por uma
cultivar de mamona e quinze tratamentos com três repetições, ou seja, cinco doses
crescentes de N com doses fixas de P e K. Desta forma o experimento constou de 45
unidades experimentais, sendo cada uma delas correspondente a um vaso plástico com 80
kg de solo, onde está sendo cultivada uma planta de mamona até aos 180 dias após
semeadura (DAS). Os dados foram Número de Frutos por Planta (NFP), Número de
Sementes por Planta (NSP), Número de Racemo por Planta (NRP) e Peso de Sementes por
Planta (PSP), foram analisados estatisticamente aplicando‐se o teste de Tukey na
produção da mamoneira. Os tratamentos com nitrogênio não tiveram efeito significativo
sobre os componentes de produção, excetuando o peso de frutos por planta.
Palavras ‐ Chaves: Racemo, frutos e sementes

INTRODUÇÃO
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Agrárias

A variedade EBDA MPA 11 apresenta maior potencial em solos profundos, férteis,


com pouca declividade e livre de encharcamento. É um cultivar de porte alto, bianual
indicado para agricultura familiar e a região Nordeste (EBDA, 2010).
A disponibilidade natural dos nutrientes do solo é determinada em virtude da
natureza do seu material de origem, do clima e do manejo, mas mesmo sendo
originalmente fértil, um solo poderá sofrer, ao longo do tempo, redução na sua
disponibilidade de nutrientes (PROCHNOW e ROSSI, 2009). Neste sentido, é importante
saber como adubar e quando adubar.
Diante do exposto, o objetivo desse projeto foi estudar a influência das doses de
nitrogênio na variedade EBDA MPA 11, possibilitando a obtenção de informações para o
manejo adequado da adubação nitrogenada no estado da Paraíba.

MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi desenvolvido sob condições de estufa agrícola localizada no
Departamento Agrárias e Exatas da Universidade Estadual da Paraíba, durante o período de
agosto a outubro de 2010. A cultivar utilizada no experimento foi variedade EBDA MPA 11,
cujo comportamento em relação à adubação mineral ainda precisa ser mais bem estudado.
Como substrato, foi utilizado um solo franco arenoso classificado como Neossolo Flúvico. O
experimento foi instalado em delineamento inteiramente casualizado com três repetições,
sendo cada um com cinco níveis, perfazendo o total de vinte unidades experimentais, que
consistiram da aplicação de N (300; 325; 350; 375 e 400 kg ha‐1) com doses fixas de 250 kg
ha‐1 de fósforo e cloreto de potássio, utilizando‐se como fontes dos elementos os adubos
sulfato de amônio e uréia, superfosfato triplo e cloreto de potássio, respectivamente. O
conteúdo de água do solo ao longo do período experimental foi monitorado diariamente
em função da demanda evapotranspiratória, acrescida de uma lâmina de cerca de 15 %
(fração de lixiviação “FL”). Todos os frutos produzidos pela planta até o último cacho
maduro antes do corte, aos 180 DAS, foram computados e pesados; depois de abertos,
procederão à pesagem das sementes de cada tratamento, em uma balança de precisão. A
produção da cultura foi representada pelos seguintes parâmetros: Número de frutos por
planta (NFP), Número de sementes por planta (NSP) e Peso de Sementes por Planta (PSP).
VIIII EN
NLICA
A
Encontro Nacional de Licencciatura em Ciências Agrária
V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias
Agrárias

Os dado
os foram an
nalisados estatisticamente segun
ndo Ferreiraa (2000), uttilizando a análise
de variância (ANO
OVA) aplicaando‐se o teste de Tukey
T babilidade para a
a 5 % de prob
comparração das médias
m dos tratamentoss estudadoss.

RESULTA
ADOS E DISC
CUSSÃO

D acordo com
De c a análise de variân
ncia (Tabelaa 1), os tratamentos co
om nitrogên
nio não
tiveram
m efeito sign
nificativo so
obre os com
mponentes de produçãão, excetuaando os pessos dos
frutos por
p planta,, sementess e cascas, corroborando com de
d Sampaio
o et al. (2006) e
Mesquitta (2010) que notaram
m efeito sign
nificativo de
e doses de nitrogênio sobre os número
n
de racemo, frutos e sementes por planta da mamo
oneira, utilizzando doses de cresce
ente de
nitrogên
nio.

Tabela 1.
1 Resumos da d análise de variância reeferente às variáveis Núm
mero de fruto
os por plantaa (NFP),
Número de Sementees por Plantaa (NSP), Núm mero de Raccemo por plaanta (NRP) e Peso de Sementes
por Plan
nta (PSP ), 18
80 dias após a semeadurra em função o das doses de nitrogênio. UEPB, Caatolé do
Rocha – PB, 2011

O número de frutos e sementees por planta (Figuraa 1) apreseenta efeito linear


significaativo a 1% de
d probabilidade pelo teste F, jun
ntamente co
om valores do coeficie
ente de
determinação alto indica que é possível explicar
e o número
n de frutos
f e sem
mentes em função
das dosses de nitro
ogênio. O nú
úmero de frutos
f e sem
mentes por planta em função dass doses
de nitro
ogênio onde houve um nto 0,17 e 0,52 g para cada aum
m incremen mento unitáário do
insumo,, atingindo
o pesos dee máximos estimadoss de 34,73 e 104,2, respectivam
mente,
correspondente a dose
d 400 kgg ha‐1 ).
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Os resultados do número de frutos por planta obtido na pesquisa foram inferiores


ao 86,6 frutos por planta obtido por Corrêa et al. (2006) em diferentes sistemas de plantio,
utilizando a fórmula 30‐60‐30 kg de NPK ha‐1.
As plantas adubadas com 400 kg ha‐1 de nitrogênio apresentaram valores estimadas
de 104,2 sementes por planta (Figura 24). Esses valores, mesmo utilizando doses maiores
de nitrogênio, foram inferiores aos 422,91; 636,40 e 355,25 g planta‐1 citados por
Capistrano (2007), utilizando 90 kg ha‐1 de nitrogênio, em condições de campo, no
município de Aquiraz – CE, com a BRS 149 Nordestina, e por Diniz Neto (2008), com a
mesma cultivar, utilizando 120 kg ha‐1 de nitrogênio, em Pentecoste e Limoeiro do Norte,
CE, respectivamente.
De acordo com o resumo da análise de variância (ANAVA), observa‐se que o
nitrogênio influenciou significativamente o peso de sementes por planta (PSP),
respondendo linearmente a análise de regressão apresentando o coeficiente de
determinação de 0,92. A cada aumento unitário do insumo representa um ganho de peso
de semente por planta na ordem de 0,23 g, alcançado valor máximo de 50,19, referente à
dose maior do insumo (Figura 2). Os resultados da pesquisa foram inferiores aos a 151,51 e
185,92 g planta‐1 de sementes por planta constatado por Mesquita (2010) peso de
sementes por planta correspondentes quando submetidos as dosagem de nitrogê, ao
adubar as plantas 200 e 300 kg ha‐1, respectivamente. Também foram valores maiores do
que 63,23 g indicado por Ribeiro et al. (2009) em plantas adubadas com 200 kg ha‐1 de
nitrogênio, mas, com 90 e 60 kg ha‐1 de P2O5 e K2O. Santos et al. (2004) afirmam que sob
deficiência de N, a frutificação, quando ocorre, é fraca, com poucos racemos, frutos e
sementes por plantas e com peso abaixo esperado.
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NFP NSP

120

Número de frutos e senentes (Planta-1)


100

80

y = - 102,2 + 0,516**x
60 R2 = 0,96

40

20 y =- 34,067 + 0,172**x
R2 = 0,96

0
300 325 350 375 400
Doses de nitrogênio (kg/ha)

Figura 1. Número de frutos e sementes por planta total da mamoneira variedade EBDA MPA 11, em
função das doses crescentes de nitrogênio. UEPB, Catolé do Rocha – PB, 2011

60

50
Peso de sementes (Planta-1)

40

30
y =- 42,767 + 0,2324**x
20 R2 = 0,92

10

-
300 325 350 375 400
Doses de nitrogênio (Kg/ha)

Figura 2. Peso de sementes por planta total da mamoneira variedade EBDA MPA 11, em função das
doses crescentes de nitrogênio. UEPB, Catolé do Rocha – PB, 2011
60

50
Peso de sementes (Planta-1)

40

30
y =- 42,767 + 0,2324**x
20 R2 = 0,92

10

-
300 325 350 375 400
Doses de nitrogênio (Kg/ha)

Figura 3. Altura do racemo primário da mamoneira variedade EBDA MPA 11, em função das doses
crescentes de nitrogênio. UEPB, Catolé do Rocha – PB, 2011

Pode‐se observar através da (Figura 3), que a mamoneira variedade EBDA MPA 11
respondeu significativamente ao aumento das doses de nitrogênio, a altura do primeiro
racemo apresentou significância a 1% pelo teste Tukey nas doses de nitrogênio, com uma
taxa de incremento de 0,86 cm a cada aumento unitário do insumo, atingindo valor
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máximo de 21, 38 cm para a dose de 400 kg ha‐1 de N (Figura 3). Estes resultados foram
inferiores aos 50,16; 48,5 e 68, 8 cm cm registrados por Araújo (2010) e Diniz et al. (2008),
ao adubarem as plantas de mamoneira com nitrogênio.

CONCLUSÕES
A aplicação de doses crescentes de nitrogênio, fósforo e potássio de forma isolada
no cultivo da mamoneira, variedade EBDA MPA 11 até os limites de 400 kg ha‐1 de
nitrogênio, 250 kg ha‐1 de fósforo e 250 kg ha‐1 de potássio, respectivamente, não foi
suficiente para as plantas desenvolverem todo o seu potencial produtivo constatando‐se,
assim, desequilíbrio nutricional, confirmando os postulados da Lei de Liebig.

REFERÊNCIAS
EBDA, Variedade EBDA MPA 11, Salvador: EBDA, 2010, 1. Folder.

PROCHNOW, L. I.; ROSSI, F. Análise de solo e recomendação de calagem e adubação.


Viçosa: CPT, 308 p., 2009.

FERREIRA, P. V. Estatística experimental aplicada à agronomia. 3 ed. Maceió: EDUFAL,


2000. 422 p.

SAMPAIO, L.R.; ALBUQUERQUE, R.C.; BELTRÃO, N.E.M.; LIMA, R.L.S. Rendimento da


mamoneira submetida a diferentes fontes e doses de nitrogênio. In: CONGRESSO
BRASILEIRO DE MAMONA, 2, 2006, Aracajú. Anais... Aracajú: SAGRI, Embrapa Tabuleiros
Costeiros e Embrapa Algodão, 2006. CD – ROM.

MESQUITA, E. F. Comportamento de duas cultivares de mamona irrigadas sob fertilização


do solo com NPK. 2010, 108 f. Tese (Doutorado em Engenharia Agrícola) ‐ Universidade
Federal de Campina Grande, Campina Grande. 2010.

CORRÊA, M. L. P.; FERNANDES, F. J. A.; PITOMBEIRO, J. B. Comportamento de cultivares de


mamona em sistemas de cultivo isolados e consorciados com caupi e sorgo granífero.
Revista Ciência Agronômica, v. 37, n. 2, p.200‐207, 2006.

CAPISTRANO, I. R. N. Desenvolvimento inicial da mamoneira sob diferentes fontes e doses


de matéria orgânica. 2007. 61 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia) ‐ Universidade
Federal do Ceará, Fortaleza. 2007.
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DINIZ NETO, M. A. Holística na mamoneira: cultivares, época de plantio, adubação


Mineral e ambiente. 2008. 133 f. Tese (Doutorado em Agronomia) ‐ Universidade Federal
do Ceará, Fortaleza. 2008.

RIBEIRO, S.; CHAVES, L. G.; GUERRA, H. O. C.; GHEYIS, H. R.; LACERDA, R. D. Resposta da
mamoneira cultivar BRS‐188 Paraguaçu à aplicação de nitrogênio, fósforo e potássio.
Revista Ciência Agronômica, v. 40, n. 4, p. 465‐473, 2009.

SANTOS, C. M. S.; R. A.; XAVIER, R. M.; FERREIRA, M. M. M. F.; SEVERINO, L. S; BELTRÃO, N.


E. M; DANTAS, J. P.; MORAES, C. R. A. Deficiência de Nitrogênio na Mamona (Ricinus
Communis L.): Descrição e Efeito Sobre o Crescimento e a Produção da Cultura. In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE MAMONA, 1, 2004, Campina Grande. Energia e
Sustentabilidade. Anais... Campina Grande: Embrapa Algodão, 2004. CDROM.
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COMPONENTES DE PRODUÇÃO DO AMENDOIM BR‐1 ADUBADO COM BIOFERTILIZANTES

Ianne Gonçalves Silva Vieira1, Kátia Otília Gomes Dutra2, Salatiel Nunes Cavalcante2, José
Geraldo Rodrigues dos Santos3, Raimundo Andrade3.
1
Grad. em Lic. Plena em Ciências Agrárias pela UEPB, Campus IV – Catolé do Rocha.E‐mail:
iannegoncalves@hotmail.com.
2
Grad.(a) em Lic. Plena em Ciências Agrárias pela UEPB, Campus IV – Catolé do Rocha
3
Professores Doutores do Departamento de Ciências Agrárias e Exatas da UEPB, Campus
IV, Catolé do Rocha.

Resumo: O objetivou‐se na pesquisa analisar a produção do amendoinzeiro em função da


aplicação diferenciada de biofertilizantes. Foram estudados os efeitos de 3 tipos de
biofertilizante à base de esterco bovino (T1‐não enriquecido; T2‐enriquecido com farinha de
rocha e cinza de madeira e T3‐enriquecido com farinha de rocha, leguminosa e cinza de
madeira) em 6 concentrações diferentes (C1=0 ml L‐1; C2=35 ml L‐1; C3=70 ml L‐1; C4=105 ml
L‐1; C5=140 ml L‐1 e C6=175 ml L‐1), aplicados via aérea. O experimento foi realizado em
condições de campo no Campus IV da Universidade Estadual da Paraíba, em Catolé do
Rocha‐PB. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso possuindo 18
tratamentos com esquema fatorial 3x6 e quatro repetições, totalizando 72 parcelas
experimentais. As adubações de cobertura foram feitas em intervalos de 10 dias entre uma
aplicação e a seguinte, totalizando 7 aplicações. Os biofertilizantes foram produzidos em
biodigestores formados por recipientes plásticos. Concluiu‐se que não houve efeito
significativo em relação número grãos por vagem entre os tipos de biofertilizante. O
enriquecimento do biofertilizante com farinha de rocha, leguminosa e cinza de madeira
favoreceu o número e peso de grãos por vagem.
Palavras chaves: Amendoim BR‐1. Produção. Tipos de biofertilizantes. Concentrações.

Introdução
O amendoim (Arachis hypogaea L.) é originário do Brasil e de países fronteiriços,
como Paraguai, Bolívia e Norte da Argentina. O amendoim faz parte da família leguminosae
apresentando um processo especial de frutificação, denominado geocarpia, em que uma
flor aérea, após ser fecundada, produz um fruto subterrâneo. Suas flores são amarelas,
agrupadas em número variável ao longo do ramo principal ou também dos ramos
secundários, conforme a variedade ou o tipo vegetativo. Dependendo das condições ou das
características das variedades, a vagem pode apresentar lojas sem sementes ou com
sementes atrofiadas. As sementes provenientes dos óvulos constituem a parte de maior
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interesse econômico, devido ao seu elevado teor de óleo comestível, ultrapassando 40%
em algumas variedades (JOSÉ ,1973).
No Brasil, em especial no Nordeste, essa oleaginosa tem sido tradicionalmente
cultivada em condições de agricultura de sequeiro, sujeita aos elevados riscos causados
pelas variações do clima. A cultura mostra‐se bem adaptada à seca, existindo espécies com
genótipos mais aclimatados às condições de baixa disponibilidade hídrica, em função das
características morfológicas e fisiológicas (ARAÚJO e FERREIRA, 1997).
O amendoim responde bem à adubação orgânica, que traz como vantagens a
melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo. O uso de resíduos orgânicos
de origem animal ou vegetal, tais como estercos de animais, compostos orgânicos, húmus
de minhoca e biofertilizantes, tem sido prática utilizada na fertilização dos solos (SANTOS,
1992).
No presente trabalho será abordado o uso de biofertilizante líquido na cultivar de
Amendoim BR‐1 e sua influência na produção da cultura enfatizando o uso da agricultura
orgânica.
Metodologia
A pesquisa foi desenvolvida em condições de campo, no período de 02/06/2010 a
02/10/2010 no Centro de Ciências Humanas e Agrárias‐CCHA, na Escola Agrotécnica do
Cajueiro pertencente à Universidade Estadual da Paraíba‐UEPB, Campus‐IV, Catolé do
Rocha, Estado da Paraíba. O referido município está situado na região semiárida do
Nordeste brasileiro, no Noroeste do Estado da Paraíba, nas coordenadas geográficas:
06º20’38” de latitude Sul e 37º44’48” de longitude ao oeste do Meridiano de Greenwich,
tendo uma altitude de 275 m.
O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso, num esquema
fatorial 3x6, com quatro repetições, totalizando 18 tratamentos e 72 plantas experimentais
com 14 plantas por parcela experimental
. Foram estudados os efeitos de 6 concentrações de biofertilizante (C1= 0 ml L‐1; C2=
35 ml L‐1; C3= 70 mlL‐1; C4= 105 ml L‐1; C5= 140 ml L‐1 e C6= 175 ml L‐1) e 3 tipos de
biofertilizante líquido(T1‐ não enriquecido; T2‐ enriquecido com farinha de rocha e cinza de
madeira e T3‐enriquecido com farinha de rocha, leguminosa e cinza de madeira) utilizados
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na produção do amendoim BR‐1. As adubações de cobertura foram feitas em intervalos de


10 dias entre uma aplicação e a seguinte, totalizando 7 aplicações
O preparo das leiras para o cultivo do amendoim foi realizado de forma manual
numa profundidade de 30 cm, deixando o solo da leira bem solto, fofo e poroso.
O semeio foi realizado no dia 02/06/2010, colocando‐se vinte sementes por metro
linear da leira, numa profundidade de 2,0 centímetros. As leiras tinham comprimento de
1,3 metros espaçadas em 1 metro e separadas por uma distância de 0,5 metro, com uma
densidade populacional de 14 plantas por leira. A emergência ocorreu seis dias após a
semeadura, tendo‐se obtido um índice de germinação de 98%.
Os biofertilizantes foram produzidos, de forma anaeróbia, em biodigestores
formados por recipientes plásticos, com tampa roscada, com capacidade individual para
240 litros, contendo uma mangueira ligada a uma garrafa plástica transparente com água
para retirada do gás metano produzido pela fermentação do material através de bactérias.
O biofertilizante do tipo B1 será produzido utilizando‐se 70 kg de esterco verde de vacas em
lactação e 120 litros de água, adicionando‐se 5 kg de açúcar e 5 L de leite para acelerar o
metabolismo das bactérias. Para a produção do biofertilizante B2, serão utilizados 70 kg de
esterco verde de vacas em lactação, 120 litros de água, 4 kg de farinha de rocha, 3 kg de
cinza de madeira, 5 kg de açúcar e 5 litros de leite. O biofertilizante B3 foi produzido
utilizando‐se 70 kg de esterco verde de vacas em lactação, 120 litros de água, 4 kg de
farinha de rocha, 5 kg de leguminosa, 3 kg de cinza de madeira, 5 kg de açúcar e 5 litros de
leite.
A colheita do amendoim foi iniciada quando 70% das vagens atingiram a maturação
completa, que ocorreu entre 85 e 90 dias. As etapas de colheita envolveram o arranquio,
passando pelo processo de cura em condições de campo e finalizando com o recolhimento
das vagens. Após o arranquio, as plantas foram enleiradas para secagem de modo a reduzir
a umidade das sementes.
A secagem foi feita no próprio campo, em ambiente aberto e em dias ensolarados.
A umidade da semente para posterior armazenamento estava entre 8 e 10%.
As variáveis de produção estudadas número de grãos por vagem, peso de 100
sementes e peso de grãos por vagem.
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Os dados foram analisados e interpretados a partir de análise de variância (Teste F),


utilizando‐se do programa SISVAR 5.0, sendo confrontadas as médias para análise
qualitativa, pelo teste de Tukey, conforme (FERREIRA, 2000).
Resultados e Discussão
As análises estatísticas não revelaram efeitos significativos de concentrações de
biofertilizante (C), pelo teste F, sobre o número de grãos por vagem, o número de grãos
por planta e o peso de 100 grãos do amendoim. Por sua vez, os tipos de biofertilizante (T)
afetaram significativamente o número de grãos por vagem e o peso de 100 grãos, aos
níveis de 0,01 e 0,05 de probabilidade, pelo teste F, respectivamente. Para todas as
variáveis, a interação CxT não apresentou significância estatística, indicando que as
concentrações de biofertilizante se comportaram de maneira semelhante dentro dos tipos
e vice‐versa. Os coeficientes de variação giraram entre 8,98% e 29,02% para as variáveis
estudadas, sendo considerados razoáveis, em se tratando de experimento em nível de
campo, de acordo com Pimentel Gomes (2009).

Tabela 1 Resumo das análises de variância das variáveis de Número Grão Vagem (NGV),
Número de Grão por Planta (NGP) e Peso de 100 grãos (P100G) do amendoim, além das
médias dos fatores envolvidos para o modelo adotado.
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Os efeitos de tipos de biofertilizante sobre o número de grãos por vagem do


amendoim estão apresentados na Figura 1. Observa‐se que os tipos T2 e T3 superaram de
forma significativa o tipo T1, apresentando uma média 24,6% superior, sendo que o
enriquecimento do biofertilizante proporciona aumento da produtividade da cultura.

Figura 1 Efeitos de tipos de biofertilizantes sobre o número de grãos por


vagem do amendoim.

Os efeitos de tipos de biofertilizante sobre o peso de 100 grãos do amendoim estão


apresentados na Figura 2. Observa‐se que o tipo T2 superou os tipos T1 e T3 em 5,9% e
6,7%, respectivamente.

Figura 2 Efeitos de tipos de biofertilizantes sobre o peso de 100 grãos


amendoim.

Os tipos de biofertilizante (T) afetaram significativamente o peso de grãos por


vagem, ao nível de 0,01 de probabilidade, pelo teste F. Para todas as variáveis, a interação
CxT não apresentou significância estatística, indicando que as concentrações de
biofertilizante se comportaram de maneira semelhante dentro dos tipos e vice‐versa. Os
coeficientes de variação giraram entre 25,24% e 33,33% para as variáveis estudadas, sendo
considerados razoáveis, em se tratando de experimento em nível de campo, de acordo
com Pimentel Gomes (2009).
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Figura 3 Efeitos de tipos de biofertilizantes sobre o peso de grãos por vagem do


amendoim.

Conclusão
• O enriquecimento do biofertilizante com farinha de rocha, leguminosa e cinza de
madeira favoreceu o número e peso de grãos por vagem.
• Não houve efeito significativo em relação ao número de grãos por vagem em
nenhum tipo de biofertilizante.

Referências
ARAÚJO, W.F.; FERREIRA, L.G.R. Efeito do déficit hídrico durante diferentes estádios do
amendoim. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.32, n.5, p. 481‐484, maio, 1997
JOSÉ, A. Principais culturas. Instituto Campineiro de Ensino Agrícola. 2ed . Campinas; v.1,
1973. 117p
SANTOS, A. C. V. Biofertilizantes líquido: o defensivo agrícola da natureza. 2 ed., rev.
Niterói: EMATER – RIO, 1992. 162p. (Agropecuária Fluminense, 8)
PIMENTEL GOMES, F. Curso de Estatística Experimental. 13. ed. São Paulo: Nobel, 2009.
430p.
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COMPOTAMENTO PRODUTIVO DE DIFERENTES CULTIVARES DE GIRASSOL NO PERÍMETRO


IRRIGADO DE SÃO GONÇALO, MUNICÍPIO DE SOUSA‐PB

Weliton Carlos de Andrade1,2, José Augusto2,Guilherme Gomes Rolim2, Cícero Fábio de Sousa
Alvarenga2, Daniel Soares de Abrantes, José Cledson Lima Benevides1

Leandro Gonçalves dos Santos3

1
Licenciado em Ciências – Habilitação em Biologia, CFP/UFCG, Sousa, Brasil

(e‐mail: welitonca@gmail.com)
2
Graduandos do Curso de Tecnologia em Agroecologia, IFPB, Sousa, Brasil
3
Professor Mestre Pesquisador do IFPB, Sousa, Brasil

Resumo: O girassol (Helianthus annuus L.) é uma oleaginosa que vem ganhando destaque como
opção econômica devido ao elevado teor de óleo e a capacidade de aproveitamento total da
planta. O Objetivo deste trabalho foi avaliar a produtividade e alguns caracteres de interesse
agronômico de diferentes cultivares de girassol no Perímetro Irrigado de São Gonçalo, Sousa‐PB. O
experimento foi conduzido em área experimental do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Paraíba, campus Sousa, no período de Junho a Dezembro de 2010. O arranjo
experimental foi em blocos casualizados, com 4 repetições. Ao final do ciclo avaliou‐se a produção
de grãos, a altura de plantas, a data de floração inicial, o número de plantas acamadas e quebradas.
Algumas cultivares mostraram‐se adaptadas as condições locais e de manejo com produção
superior a 1500 kg ha‐1 , como foi o caso da V50070 que produziu 2059,1 kg ha‐1 de grãos.

PALAVRAS‐CHAVE: Helianthus annuus, oleaginosa, genótipos, aquênios

Introdução

O perímetro irrigado de São Gonçalo, localizado no município de Sousa, sertão paraibano,


construído em 1932, é administrado pelo DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as
Secas) e compreende um complexo hídrico com infra‐estrutura de irrigação e assentamento de
colonos, que em geral praticam agricultura familiar, se detendo atualmente ao cultivo de frutíferas,
principalmente coco e banana. Porém devido à pequena diversidade de culturas o produtor torna‐
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se vulnerável a ações climáticas, ataque de pragas e doenças e as oscilações do mercado. Com isso
percebe‐se a necessidade de pesquisas com o intuito de introduzir novas culturas de boa
adaptabilidade e viáveis, oferecendo a oportunidade de diversificar a produção local (ROLIM et al,
2010).

O girassol (Helianthus annuus L.) é originário das Américas onde inicialmente era utilizada
como alimento pelos índios americanos em mistura com outros vegetais. Atualmente, é cultivado
em todos os continentes ocupando o quarto lugar como fonte de óleo comestível, além de
despertar interesse no mercado de biocombustíveis, devido ao elevado teor de óleo nos aquênios e
de sua ampla adaptação as diferentes regiões edafoclimáticas do país (CASTRO & FARIAS, 2005
apud MACHADO, 2006), podendo se constituir numa alternativa adicional para cultivo e,
principalmente, compor um sistema de produção de grãos, com grande potencial de utilização.

O rendimento obtido pelo girassol depende da cultivar assim como das condições
ambientais a que for submetida (EMBRAPA, 1999; ABREU et al., 2001). No Brasil grande parte
territorial é considerada apta para o cultivo do girassol, por apresentar condições climáticas
favoráveis ao seu desenvolvimento, porém ocupa uma posição pouco expressiva no que se diz
respeito à produção de girassol. Entretanto, é bastante significativo o incremento de áreas
destinadas à exploração com esta cultura. A demanda crescente possibilitará forte expansão na
área de cultivo de girassol, sendo a cultura apontada como uma nova alternativa econômica em
sistemas de rotação/sucessão de grãos (BACKES et al., 2008).

O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento produtivo de dez


variedades de girassol, nas condições do Semiárido paraibano.

Metodologia

O experimento foi conduzido entre os meses de junho e dezembro de 2010, no campo


experimental do Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia da Paraíba – Campus Sousa,
localizado no Perímetro Irrigado de São Gonçalo, município de Sousa, Paraíba, coordenadas
06º50´454”S, 38º17´905”W e altitude 223 m. Segundo a classificação de Köppen, o clima da área é
do tipo Aw’ (quente), com temperatura média anual por volta dos 27ºC e índice pluviométrico em
média de 800 mm anuais, com chuvas de verão‐outono, resultantes da atuação das frentes de
convergência intertropical. O índice xerotérmico, que indica os números de dias biologicamente
secos, está compreendido entre e 150 e 200 dias (EMEPA, 2003).

O experimento foi conduzido em blocos casualizados com 4 repetições, onde foram


avaliados dez genótipos de girassol, a citar: BRS G27, Embrapa 01, Embrapa 122T, EXP 1456DM,
HLA 211CL, HLA 887, M735, NTO 2.0, Paraiso 22 e V 50070. Cada parcela experimental tinha 4
linhas com 6 m de comprimento cada. Foram colocadas 3 sementes por cova, espaçadas a cada 0,3
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m buscando‐se a densidade de 45000 plantas ha‐1. O desbaste foi realizado 7 dias após a
emergência, deixando uma planta por cova e vinte e uma plantas por linha.

Na adubação de base foi realizado apenas o suprimento de Fósforo com a aplicação de 40


kg ha‐1 (Superfosfato Simples). Aos vinte e cinco dias após a emergência das plantas, procedeu‐se a
adubação de cobertura com 40 kg N ha‐1 (Uréia), 40 kg ha‐1 (Cloreto de Potássio) e 2 kg B ha‐1 (Ácido
Bórico), ao mesmo tempo em que também foi feita a capina. As características químicas do solo (0
– 30 cm) podem ser descritas por: pH (H2O) = 7,2; H++Al3+ = 1,3 cmolc dm‐3; Ca2++Mg2+ = 10,1 cmolc
dm‐3; Ca2+ = 7,1 cmolc dm‐3; K = 0,39 cmolc dm‐3 (Mehlich‐1); P = 439 mg dm‐3 (Mehlich‐1); MO =
15,4 g dm‐3; S = 10,8; CTC = 12,2; V = 88 %; PST = 1%.

O estudo foi realizado sob regime irrigado desde o plantio até a fase final de enchimento
dos grãos, perfazendo quarenta e cinco irrigações, com turno de rega de 2 dias e com aplicação de
9 mm de água. Foram avaliadas as seguintes características: Altura média de vinte plantas por
parcela (ALT); data de floração inicial contada desde o plantio (DFI), produtividade de grãos (PROD),
número de plantas acamadas (NPA) e número de plantas quebradas (NPQ).

A colheita foi realizada quando os grãos apresentavam um teor aproximado de 11% de


umidade. De cada parcela foi desprezada uma linha de bordadura de cada lado e uma planta das
extremidades de cada linha. As variáveis em estudo foram submetidas à análise de variância
utilizando o programa estatístico SAS (1996) e havendo significância, procedeu‐se o teste de
médias.

Resultados e Discussão

A análise de variância (Tabela 1) dos resultados obtidos, demonstraram efeito altamente


significativo (p<0,01) para as variáveis DFI e PROD, enquanto que as demais não apresentaram
significância (ns) como pode ser observado na Tabela 2.

A altura de plantas das cultivares avaliadas não apresentou significância e com isso não
diferiram entre si pelo teste de médias. Houve uma pequena variação de 15,2% na altura das
plantas, sendo a HLA 887 a cultivar de menor estatura com 139,7 cm, e V50070 a cultivar de maior
estatura com 160,9 cm.

TABELA 1 ‐ Resumo da análise de variância dos dados referentes à altura de plantas (ALT) em cm,
data de floração inicial (DFI) em dias, produção de grãos (PROD) em kg ha‐1,
número de plantas acamadas (NPA) e número de plantas quebradas (NPQ). IFPB,
Sousa, PB, 2010.
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QM
FV GL
ALT DFI PROD NPA NPQ

Cultivares 9 139,2 149,8 453513,3 0,23 0,37

Bloco 3 343,9 34,3 266387,5 0,11 2,85

Erro 23 107,2 3,7 129541,4 0,11 0,64

Média 150,2 76,6 1516,1 0,17 0,61

CV(%) 6,89 2,51 23,74 201,08 130,80

TABELA 2 ‐ Resumo do teste de médias dos dados referentes à altura de plantas (ALT) em cm,
data de floração inicial (DFI) em dias, produção de grãos (PROD) em kg ha‐1,
número de plantas acamadas (NPA) e número de plantas quebradas (NPQ). IFPB,
Sousa, PB, 2010.

Cultivares ALT DFI PROD NPA NPQ

BRS G27 150,9 a 78,8 a 1549,9 a 0,75 a 0,25 a

Embrapa 01 147,2 a 66,0 b 1832,6 a 0,25 a 0,50 a

Embrapa 122 T 152,9 a 65,0 b 1487,7 a 0,25 a 1,00 a

EXP 1456DM 146,4 a 81,0 a 1524,7 a 0,00 a 1,00 a

HLA 211CL 152,8 a 78,8 a 1714,2 a 0,00 a 0,25 a

HLA 887 139,7 a 83,0 a 1053,9 b 0,00 a 0,75 a

M735 155,3 a 79,8 a 1440,3 a 0,00 a 0,50 a

NTO 2.0 144,6 a 78,3 a 1146,7 b 0,33 a 1,00 a

Paraiso 22 150,1 a 76,0 a 491,4 b 0,00 a 0,00 a

V50070 160,9 a 79,5 a 2059,1 a 0,00 a 0,50 a

Média 150,2 76,61 1516,1 0,17 0,61

CV(%) 6,89 2,51 23,74 201,08 130,80


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F ns ** ** Ns ns

** e *, correspondem respectivamente, a significativos de 1% e 5%, pelo teste de F. As


médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott‐Knott, a
5% de probabilidade.

O florescimento ocorreu entre sessenta e cinco a oitenta e três dias após a semeadura,
havendo a formação de dois grupos homogêneos. As cultivares Embrapa 122T e Embrapa 01 foram
as mais precoces, florescendo cerca de dez dias antes da média obtida para esta variável.
Resultados semelhantes foram encontrados por BALBINOT JR. et al. (2009) e BACKES et al. (2008),
que ao estudarem o desempenho de cultivares de girassol relataram a Embrapa 122T como a
cultivar de florescimento mais precoce. As demais cultivares apresentaram uma variação de
setenta e seis a oitenta e três dias, mas não diferiram entre si pelo teste de médias, sendo a HLA
887 a mais tardia para o florescimento.

A produção de grãos ficou entre 491,4 kg ha‐1 (Paraiso 22) e 2059,1 kg ha‐1 (V50070), com
média geral de 1516,1 kg ha‐1. As cultivares Paraiso 22, NTO 2.0 e HLA 887 não diferiram entre si
pelo teste de médias e foram as menos produtivas, sendo a Paraiso 22 a pior com 491,4 kg ha‐1.
Houve uma variação de 319% entre as cultivares para a produção de grãos, destacando‐se além da
V50070 (a mais produtiva com 2059,1 kg ha‐1), as cultivares Embrapa 01, HLA 211CL, BRS G27 e EXP
1456DM, com produtividade média superior a 1500 kg ha‐1. Produtividade semelhante para as
cultivares da Embrapa foram encontradas por BACKES et al. (2008), BALBINOT JR. et al. (2009) e
LIRA et al. (2010).

O número de plantas acamadas e o número de plantas quebradas além de terem sido


muito baixo, não tiveram efeitos significativos, que é o desejado, pois não resulta em perda de
stand e consequentemente na produção. Em sistemas de colheita mecanizada as plantas acamadas
ou quebradas não são colhidas pelas máquinas, sendo esta variável indesejada nestes sistemas de
produção.

Conclusões

As cultivares Embrapa 01, HLA 211CL, BRS G27 e EXP 1456DM foram as mais produtivas
com rendimentos superiores a 1500 kg ha‐1, mostrando‐se adaptadas as condições locais e ao
manejo adotado.

Referencias
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ABREU, J.B.R.; MENEZES, J.B.O.X.; SCOFIELD, H.L.; SCOLFORO, L.; ARAÚJO, L.A.; SOUZA, M.M.;
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cultivares de girassol (Helianthus annuus). In: Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol, 14.
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FESURV/IAM. 180 p. p.48‐49. (FESURV. Rvdocumentos, 1).

BACKES, R. L.; SOUSA, A.M. de; BALBINOT JUNIOR, A.A.; GALLOTTI, G.J.M. BARAVESCO, A.
Desempenho de cultivares de girassol em duas épocas de plantio de safrinha no Planalto Norte
Catarinense. Scientia Agraria, v. 09, n. 01, p. 41‐48, 2008.

BALBINOT JR, A.A.; BACKES, R.L.; SOUZA, A.M. Desempenho de cultivares de girassol em três épocas
de semeadura no Planalto Norte Catarinense. Scientia Agraria, v. 10, n. 02, p. 127‐133, 2009.

EMEPA: Disponível em <http://www.emepa.org.br/empresa/uesaogonçalo.html> Acessado em: 28


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Londrina: EMBRAPA‐CNPSo, Documentos, 21, 1999, 92p.

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girassol (Helianthus annuus L.) no estado do Rio Grande do Norte. In: IV Congresso Brasileiro de
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MACHADO, C.S. Aspectos de interesse da polinização entomófila de Helianthus annus L. no


Recôncavo Baiano. 2006. Dissertação de mestrado. Universidade Federal da Bahia. Cruz das Almas,
Bahia.
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ROLIM, G. G.; SANTOS, F. M.; RAMALHO, J. T.; WANDERLEY, P. A; OLIVEIRA, J. J.; HAFLE, O. M.
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CONTROLE DE CUPINS NASUTITERMES SP. COM EXTRATOS VEGETAIS ETANÓLICOS

Natanaelma Silva da Costa¹ ‐ UFPB; Marcos Barros de Medeiros² ‐ UFPB; Maria José
Araújo Wanderley³ ‐ UFPB; Rita Gracielle Fidelis da Silva4 – UFPB

1
Discente do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias – CCHSA – CEP:58220‐000 –
Bananeiras – PB ‐ Email: ampnatanaelma2@yahoo.com.br
2
Docente do Departamento de Agropecuária – CCHSA ‐ CEP:58220‐000 – Bananeiras – PB
3
Docente do Departamento de Agropecuária
4
Discente do Curso de Licenciatura em Ciências Agrárias – CCHSA – CEP:58220‐000 –
Bananeiras – PB

RESUMO: Objetivou‐se com esse trabalho testar alguns extratos vegetais e sua eficiência
no controle de cupins. Após o processo de obtenção dos extratos etanólicos foram
utilizados 4 espécies de vegetais, o fruto da Pimenta do reino, a semente do Coentro, a Raiz
do Gengibre e o Cravo da Índia. Foram utilizados 20 recipientes de polietileno, onde foram
distribuídos os 400 insetos em 5 tratamento e 4 repetições, onde 4 são os extratos e 1 a
testemunha. As avaliações foram conduzidas durante 3 dias a cada 24 horas e foi verificado
que os extratos de Pimenta do Reino e Cravo da índia apresentam efeito letal sobre a
biologia dos cupins, mediante as condições dos testes. Sendo os extratos vegetais uma boa
alternativa no controle de insetos praga como os cupins

Palavras‐chave: Bioinseticidas, pragas urbanas

INTRODUÇÃO

A maioria das espécies de cupim são importantes agentes de degradação da


madeira e compostos celulósicos em geral, implicados na ciclagem de nutrientes nos
ecossistemas. Também exercem poderosa influencia benéfica no solo, canalizando‐o e
assim contribuindo para a manutenção ou recuperação da porosidade, aeração, umidade e
ciclagem de partículas minerais e orgânicas entre horizontes [veja Harris, 1971 e Lee &
Wood, 1971 apud FILHO & PONTES, 1995). E a maioria dos cupins apresenta hábito
alimentar herbívoro, em especial de material vegetal em vários estágios de decomposição
(FONTES 1987; OLIVEIRA et al.1988 apud CUNHA, et al 2009).
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Os Nasustitrmes sp. são considerados pragas urbanas, umas vez que causa
inúmeros danos a estruturas de edificações acarretando despesas e prejuízos aos
moradores das grande e pequenas cidades, onde seu controle geralmente é realizado com
a utilização de cupinicidas, produtos químicos que possuem um efeito residual maléfico à
saúde humana. O uso indiscriminado desses produtos causa resistência nos insetos o que
acaba promovendo reincidência da praga no local tratado.
O uso de agrotóxico no controle de pragas é uma prática desaconselhável por
diversos motivos e pesquisadores vêem ao longo do tempo desenvolvendo métodos para
realizar esse controle com eficácia e sem os efeitos nocivos dos agroquímicos. Uma
alternativa ao uso dos agrotóxicos no controle de pragas são os extratos vegetais de
plantas inseticidas. Sabendo disso e objetivando testar a eficiência de controle de extratos
vegetais etanólicos de 4 espécies de plantas foi realizado um bioensaio de laboratório.

METODOLOGIA

Para iniciar‐se os bioensaios foi preciso realizar a obtenção dos extratos vegetais
etanólicos, fora utilizados 4 espécies, sendo elas: o fruto da Pimenta do reino (Piper nigrum
L.), a semente do Coentro (Coriandrum sativum L.), a Raiz do Gengibre (Zingiber officinalis)
e o Cravo da Índia (Caryophilus aromaticus).
Os vegetais foram desidratados em estufa a 45º C, após esse processo o material foi
levado ao triturado (moído). Tendo sido obtidos os pós vegetais iniciou‐se o processo de
obtenção dos extratos etanólicos.
Foram utilizados 4 recipientes de vidro de 800mL os quais foram cobertos com
papel alumínio afim de criar um ambiente escuro uma vez que algumas propriedades dos
vegetais são fotossensíveis e podem ser perdidas e/ou alteradas na presença de luz, em
cada um foi depositados 500mL de álcool (etanol ‐ combustível) e 100 g. de pó vegetal
formando uma solução que passou a ser agitada com um bastão de vidro a cada 24 horas
por 3 dias, afim de facilitar a extração das propriedades dos vegetais pelo solvente (etanol).
Os recipientes foram colocados em repouso, nos intervalos entre cada agitação das
soluções, em um ambiente escuro para que impedir a incidência de luz sobe as soluções.
VIIII EN
NLICA
A
Encontro Nacional de Licencciatura em Ciências Agrária
V SEM
VI
S
MLICA
Semana
A
de Licenciatura em Ciênccias
Agrárias

P
Passado os três dias ass soluções foram
f coadaas em papel filtro afim de retirar a parte
sólida de
d cada solu
ução Figura 1.

Figura 1 – Solução sendo coad


da em papeel filtro
D
Depois quee a parte só
ólida é sepaara a soluçãão é levadaa ao Rotaevvaporador, a uma
temperatura de 75
5ºC e a um vácuo de 600,
6 isso afim de que o solvente ffosse separaado do
extrato.. Os extrato
os foram exttraídos e arrmazenadoss em refrigeerador a um
ma temperattura de
2º a 4º C.
O bioensaio
o foi condu
uzido no Lab
boratório de
d Entomolo mpus III da UFPB,
ogia do Cam
foram capturados
c 400 espécimes de cup n reserva de mata Attlântica
pins Nasutittermes sp. na
do campus. O delineamento experimenttal foi inteiramente caasualizado, sendo distrribuído
em 5 traatamentos e 4 repetiçõ
ões, sendo o tratamento 1, a Testtemunha (TT), tratamen
nto 2, o
3 a Pimenta do Reino (PR), o tratamento 4, a Semente de
Gengibrre (G), o trratamento 3,
Coentro
o (SC) e o trratamento 5,
5 o Cravo da
d Índia (CI)).
O indivíduos foram diivididos em
Os m 20 recipientes de polietileno, previamente limpos
e desinfetados. Paara que os insetos fo
ossem expo
ostos aos extratos, forram recortaados 5
papeis filtro que foram umedecidos com
c diluiçõ
ões de cada extrato em uma mistura
m
homogêênea de 5m
mL de águ
ua destiladaa e 5mL de
d álcool etílico hidraatado à 92% e o
tratameento Testem
munha a misstura foi só com água e alcool.
A avaliaçõ
As ões foram conduzidas
c a cada 24 horas duraante 3 dias, onde os insetos
i
mortos eram retiraados e feita a contagem
m acumulativa.
FFoi aplicado o teste de médias,, o teste de d Tukey, e para a avvaliação daa % de
Eficiênccia de Contrrole (%EC) a formula dee Abbott (19925)

n em T após o tratamento
% Mortalid
dade Corriggida = (1 ‐ ) * 100
n em Co
o após o trattamento
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Onde: n =nº de insetos vivos, T = Tratamento avaliado, Co = nº de insetos vivos na


testemunha

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com o teste de média realizado os extratos mais eficientes após 24hs de
exposição dos cupins aos extratos foi a Pimenta do Reino, seguida da Semente de Coentro
e do Cravo da Índia, após 48 horas o extrato de Pimenta do reino se manteve eficaz nos
controle dos cupins não diferenciando‐se estatisticamente os demais tratamento já após
72 horas a Pimenta do Reino reafirmou‐se como o extrato com efeito mais rápido e
eficiente seguido do Cravo da índia, esses dados podem ser observados na tabela 1.

Tabela 1 – Teste de médias de mortalidade de Nasutitermes sp. após 24, 48 e 72 horas de


ação dos extratos vegetais.

Tratamentos Médias de (%) de Médias de (%) de Média de (%) de


mortalidade após 24 mortalidade após 48 mortalidade após 72
horas horas horas
Testemunha 0.0 b 5.0 b 13.75 c
Gengibre 7.5 b 18.75 b 37.5 bc
Pimenta do Reino 62.5 a 98.75 a 100 a
Semente de Coentro 33.75 ab 36.25 b 51.25 bc
Cravo da Índia 26.25 ab 47.5 b 76.25 ab
As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Tukey (P< 0,01).

Na tabela 2 estão descritos os resultados da avaliação da % de Eficiência de


Controle, onde é evidenciado que o extrato de Pimenta do Reino durante os 3 dias de
avaliação é o mais eficiente no controle natural de cupins, sendo o extrato de Cravo da
índia o segundo com melhor desempenho de % EC.

Tabela 2 – Número de insetos vivos, Eficiência de Controle de Nasititermes sp. após


submetidos a exposição residual de extratos vegetais bioativos.
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Tratamentos Nº de EC dos Nº de %EC dos Nº de %EC dos


insetos extratos insetos Extratos insetos extratos
vivos vegetais vivos vegetais vivos após 72
antes do após 24 após 48 após 48 após 72 horas
tratament horas horas horas horas
o (%) (%)
Testemunha 20 ‐ 19 ‐ 17,25 ‐
Gengibre 20 7.5 b 16,25 14.76 b 12,5 27.62 b
Pimenta do 20 62.5 a 0,25 98.53 a 0 100 a
Reino
Semente de 20 33.75 ab 12,75 30.94 b 9,75 44.66 b
Coentro
Cravo da Índia 20 25.0 ab 10,5 45.41 ab 72.09 ab
4,75
As médias seguidas pela mesma letra não diferem estatisticamente entre si. Tukey (P< 0,01).

CONCLUSÃO

Com a realização dos bioensaios foi verificado a eficiência do uso de extrato vegetal
etanólico de Pimenta do Reino e de Cravo da Índia, sendo essas uma boa alternativa
bioinseticidas no controle de cupins Nasutitermes sp.

REFERÊNCIAS

FILHO, E. B.; PONTES, L. R. Aspectos atuais da biologia e controle de cupins. Piracicaba ;


FEALQ, 1995. 184 p.
CUNHA, F. M.; WANDERLEY‐TEIXEIRA, V.; TEIXEIRA, A. A. C.; ALBUQUERQUE, A. C.; RIBEIRO,
L. M. S.; ALVES, L. C.; BRAYNER, F. A. Histologia do canal alimentar de operários da
Nasutitermes Coxipoensis (holmgren) (isoptera: termitidae) Arq. Inst. Biol., São Paulo,
v.76, n.2, p.307‐312, abr./jun., 2009
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CONTROLE HIDROTÉRMICO PÓS‐COLHEITA DE MOSCAS DAS FRUTAS EM FRUTOS DE CAJAZEIRA

Lucas Cavalcante da Costa¹ – UFPB; Rayssa Ribeiro da Costa¹; Samara Ribeiro da Costa
Barboza¹; Wellington Souto Ribeiro²; José Alves Barbosa³.

¹ Alunos do Curso de Graduação da Universidade Federal da Paraíba/CCA/ Campus II:


costalc@ymail.com.br

² Mestrando no Programa de Pós‐Graduação em Fitotecnia, Universidade Federal do


Viçosa (UFV): wellingtisouto@yahoo.com.br

³ Professor Associado do Departamento de Ciências Fundamentais e Sociais, CCA/UFPB:


jotabarbosa2000@yahoo.com.br

Resumo:
As moscas‐das‐frutas são consideradas como as pragas mais importantes das fruteiras
nos países tropicais e subtropicais, destacando‐se no Brasil as espécies dos gêneros
Anastrepha e Ceratitis, que provocam grandes prejuízos econômicos. Portanto, o objetivo
deste trabalho foi avaliar a eficiência do tratamento hidrotérmico no controle da
infestação de moscas‐das‐frutas do gênero Capitata em cajá. Os frutos foram infestadas
com 20 ovos imaturos de C. capitata, e após 48 horas, imersos em água quente durante
0; 10; 15 e 20 minutos a 46º C. Obtendo‐se 91% de mortalidade com o tempo de 20
minutos de exposição.

Palavras‐chave: Sobrevivência, Ceratitis capitata, spondias, água quente, infestação.

Introdução

A cajazeira (Spondias mombim L.) planta da família das Anacardiáceas situa‐se


entre as frutíferas que se adaptam muito bem as condições nordestinas, produzindo,
muito embora ainda de forma silvestre, frutos nutritivos, saborosos e de grande
aceitação pelo mercado consumidor (BOSCO et al., 2000).
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O cajá apresenta a cor amarelo‐laranja, polpa ácida, aromática, comestível e


saudável, possui alto potencial para o processamento industrial, o que pode agregar valor
ao longo da cadeia produtiva, constituindo uma fonte alternativa de emprego para a
região (SILVA, 1975; FERREIRA et al., 1987; EMBRAPA 1999).

Os tratos fitossanitários na cajazeira são indispensáveis para o sucesso da


atividade. Na fase juvenil é muito freqüente a presença de pulgão e percevejo. Durante a
fase de frutificação é comum à presença de inseto picador‐sugador, na maioria
coleópteros (BOSCO et al., 2000). Ocorre também infestação pela Ceratitis capitata e
Anastrepha grandis, vulgarmente conhecidas como moscas‐das‐frutas, recomendando‐se
inicialmente monitoração e posterior controle que pode ser através de métodos
químicos, físicos ou biológicos (VIEIRA NETO, 2002).

As moscas‐das‐frutas são consideradas segundo Martiolli (1985) e Matrangolo (1998)

como as pragas mais importantes das fruteiras nos países tropicais e subtropicais, destacando‐

se no Brasil as espécies dos gêneros Anastrepha e Ceratitis. Provocam prejuízo econômico por

induzirem a queda prematura dos frutos ou sua inutilização comercial. No cajá o ataque das

moscas‐das‐frutas inicia‐se quando o fruto se encontra no estádio de maturação “de vez”. Após

a eclosão as larvas se alimentam da polpa e facilitam a entrada de fungos e bactérias

provocando podridão e queda dos frutos (VIEIRA NETO, 2002).

Água quente tem sido usada no tratamento de frutas, raízes, bulbos, etc. com a
finalidade de reduzir a presença de vírus patogênicos, nematóides, fungos, bactérias e
insetos, e, segundo Wachowicz e Carvalho (2002) o principal objetivo de seu uso é a
eliminação de larvas e ovos da mosca‐das‐frutas em frutos destinados a exportação.

Sharp (1990) relatou que a água quente para tratamento quarentenário consiste
na imersão de frutas em água a 43 – 46ºC. Temperaturas inferiores a 43ºC não são
recomendadas e temperaturas superiores a 46ºC, tendem a produzir excessivas
alterações. O tempo que as frutas devem ficar submersas sem provocar alterações vai
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depender da temperatura e circulação da água, tamanho e grau de maturidade do fruto,


e das suas características físicas como, espessura da polpa.

A água quente é utilizada para eliminar larvas e ovos da mosca‐das‐frutas em


frutos direcionados á exportação. A sua maior aplicação se dá para mamão e manga. Para
o mamão, recomenda‐se aplicar o tratamento no tempo máximo de 18 horas após
colheita e em duas etapas: 1ª denominada pré‐aquecimento em temperatura de 42º C
por 30 minutos; a 2ª é aquecimento em água a 49º C por 20 minutos. Este procedimento
permite a eliminação de ovos situados a 4‐5 mm de profundidade na casca dos frutos
(BLEINROTH, 1995). Em mangas, as frutas são mergulhadas no mínimo a 12 cm da
superfície da água á 46,1º C por 70 a 90 minutos (BLEINROTH, 1994).
A imersão em água quente tem sido usada com sucesso como tratamento
quarentenário na desinfestação de papayas, mangas e bananas. O objetivo deste
trabalho foi verificar a eficiência do tratamento com água quente no controle da
infestação de moscas‐das‐frutas em cajá.

Material e Métodos

A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Química e Bioquímica do CCA‐UFPB com


frutos de cajazeira, oriundos de plantas cultivadas no Centro de Ciências Agrarias da
Universidade Federal da Paraíba (CCA/UFPB) – Areia‐PB. Os frutos de cajazeira foram colhidos
no final do período de frutificação no estádio de maturação “de vez”. Após a colheita os frutos
foram acondicionados em caixas plásticas e transportados para o Laboratório de Química e
Bioquímica, onde foram lavados, selecionados e sanitizados.

Infestação: Cada fruto foi infestado com vinte ovos imaturos de Ceratitis capitata (C.
capitata) oriundos de criação mantida no Laboratório de Entomologia do CCA/UFPB. Os
ovos foram transferidos para os frutos com auxílio de seringa sendo depositados
diretamente na polpa através de uma pequena incisão na casca do fruto, que em seguida
foi protegida com fita adesiva apropriada. Os frutos ficaram armazenados a temperatura
ambiente durante 48 horas.
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Tratamento térmico: Os frutos foram imersos diretamente em água quente na


temperatura de 46ºC por 0; 15 e 20 minutos (Imagem 1A), imediatamente resfriados em
banho de água a 10ºC, secos, acondicionados em bandejas de isopor e armazenados a
temperatura ambiente por 12 dias.

Contagem das larvas: a contagem foi realizada manualmente com o auxílio de lupas e
pinças.

Delineamento experimental: O experimento foi realizado em delineamento


experimental inteiramente casualizado, com 5 tratamentos, 3 repetições e 7 frutos por
repetição. Os dados foram analisados pelo procedimento PROBIT (SAS Institute, 1988).
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Imagem 1 - Controle hidrotérmico em frutos de cajazeiras (1A) e Larvas de C. capitata


coletadas de frutos de cajá (1B). Areia – PB – 2010.

Resultados e Discussão

A Figura 1, mostra que a probabilidade de resposta de sobrevivência de larvas de


Ceratitis capitata (C. capitata) nas amostras submetidas a tempo de imersão em tratamento
hidrotérmico ou em água a 46º C há 10 minutos foi suficiente para promover a morte de
50% das larvas nos frutos (Imagem 1B). À medida que o tempo de exposição aumenta, a
probabilidade de resposta é diretamente proporcional a este aumento, atingindo o
percentual de 91% de mortalidade aos 20 minutos de exposição ao tratamento hidrotérmico
(Imagem 1A).

Portanto, as estimativas de tempo, propostas por esse trabalho,