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Beauvoir justifica que a perpetuação nas centúrias da submissão feminina deveu-se fundamentalmente

por duas razões: a hegemonia através de um sistema fundamentalmente patriarcal, cuja força de
argumentação alicerçou-se em construções científicas: como a biologia, a psicologia, a economia, a
educação assim como morais fundamentalmente através da religião, e portanto, o fundamento do //~
´~/segundo sexo constituiria um manifesto contra essas contri, que para a autora, não passavam de
mitos e lendas.

ganhou legitimidade e perpetrou-se no meio da sociedade. Esta hegemonia perpetuou-se na criação de


mitos e lendas

cujas os seus argumentos assentavam , apresentaram tipos de mitos e lendas produção e manutenção
de sua dominação.
apresenta as circunstâncias sociais que se impõem sobre as mulheres para limitar sua liberdade desde
os primeiros anos de vida.
os homens definiram as mulheres na tentativa de assegurar a posição dos homens como Sujeito, o tipo
humano absoluto, o universal. O conceito mulher, para Beauvoir, foi atrelado a uma condição de
apêndice do homem em diversas construções sejam elas científicas ou morais.
Ao apontar a insuficiência das contribuições da biologia, da psicanálise e do materialismo histórico para
explicar a hierarquia social entre os sexos, a autora lança-se a uma revisão histórica, etnográfica e dos
mitos da humanidade para, diante das experiências de vida concreta das mulheres,
Fatos e mitos, Simone de Beauvoir se debruça na discussão dos mais variados tipos de mitos e lendas,
bem como de uma extensa rede de pesquisa acerca dos saberes científicos, tais como a biologia, a
psicanálise, a antropologia, a literatura etc.. É um volume que preocupa-se em apresentar como foram
construídos os argumentos acerca da mulher, que estão entranhados na sociedade que foi
contemporânea a autora
Estabelecer a mulher em um estado de dependência, sem dúvida, atende aos interesses econômicos dos
homens, mas Beauvoir insiste que isso se adequa às ambições ontológicas e morais dos homens
também (2010: 159 Atornar-se mulher por meio da hegemonia dos mitos criados pelos homens.
Apresentando como as crenças se perpetuam sobre o conceito mulher, partindo da ideia de que as
argumentações foram construídas dentro de um patriarcado, que é reforçado pelos cristãos, com seu
criador supremo masculino. O patriarcado não se estabeleceu por toda parte sob essa forma radical.
Para ela, além da biologia, da psicologia e da economia, o que determinava a submissão das mulheres
acima de tudo era a civilização. identidade que fosse determinadora de suas ações. a força e o peso que
a família, a educação, a sociedade, o passado e a religião, por exemplo, exerceram ou exercem sobre
nós como nos relacionamos
O FATO DE SER MULHER:
a hierarquia social entre os sexos
A produção social da condição da mulher como Outro inicia-se com o discurso biológico, no qual, uma
das maiores construções sociais, foi associar o conceito “fêmea” como algo inferior, pejorativo, (citação
no power point) 1 na justificação que os dois traços que caracterizam biologicamente a mulher são o seu
domínio sobre o mundo que seria menos extenso que o do homem; e sua maior submissão à espécie.
Contudo, ela refuta estas estâncias demonstrando, primeiramente, são os mecanismos sociais que
impuseram uma visão dicotómica homem/mulher, e no qual, a sua expansão na sociedade é
completamente diferente, pois enquanto, desde a nascença o sexo determina a sua condição e o seu
destino a atuar na sociedade, mitigando a sua liberdade, enquanto, o “O homem funda-se, afirma-se
pela liberdade”, demonstrando , a categoria de gênero não possui motivo se está fundada na biologia,
pois em dois sexos diferentes, encontra-se uma ambiguidade, uma vez, que no caso do homem, existe
uma desvinculação entre a sua identidade de género da identidade natural.

Ela demonstra exercem um lugar pré-determinado desde à sua nascença por conta do seu sexo

No caso da mulher, se impõe a ela; o gênero, a mulher como situação, constitui–se como situação sui
generis, mitigando sua liberdade si, determinando-a.. Daí a frase “não se nasce mulher, torna-se”, ou
seja, o gênero para a mulher é algo que se impõe a ela O problema central, então, seria esta diferença
radical entre a situação para os homens e para as mulheres.

Biologicamente, os dois traços que caracterizariam a mulher seriam os seguintes: Sendo assim, segundo
a análise de Beauvoir, a categoria de gênero não possui fundamento se está fundada na biologia, pois o
sexo não é capaz de definir a mulher; sendo a mulher um indivíduo, ela também se volta ao mundo
porque é escolhendo-se por meio do mundo que o indivíduo se define. Com sua afirmação, ela procura
desvincular a identidade de gênero da identidade natural.

A tomada de consciência dos mecanismos sociais na reprodução de estereótipos de género, no que é


“ser ou fazer” em função do determinismo biológico, e assente numa visão dicotómica homem/mulher
ainda está muito presente na nossa sociedade.
Nessa direção biológica há diversas construções que estão atreladas e são questionadas por Beauvoir
como: o termo fêmea, como algo pejorativo e inferior; outro elemento seria uma repressão. Beauvoir,
portanto, identifica e refuta essas três instâncias que tentam bloquear a liberdade da mulher. Assim, a
filósofa inicia a crítica aos dados da biologia ou o que ouso chamar de uma espécie de sexismo biológico
Ou seja, a biologia é utilizada como base para a legitimação da opressão à mulher).

Na maioria das vezes, os termos usados concentravam-se em colocar Beauvoir (e eventualmente outras
mulheres) em seu lugar, ou seja, sob o domínio da reprodução da espécie e da subordinação intelectual
e sexual aos homens. Nesse sentido, o ataque à visão beauvoiriana de maternidade foi fundamental. O
termo não maternal não é escolhido ao acaso e sim por marcar um aspecto da experiência vivida das
mulheres que está necessariamente ligado à biologia. Evocar a questão da biologia, da natureza e do
“instinto” maternal era, como estratégia de conservação das relações de forças no campo, a postura
mais tradicional. Afinal, grande parte da discussão de Beauvoir em O Segundo Sexo gira em torno de
como a associação entre “feminino”, “biologia” e “natureza” é o elemento-chave de toda a produção
social da condição da mulher como Outro.

1
O A MULHER? É muito simples, dizem os amadores de fórmulas simples: é uma matriz, um ovário; é
uma fêmea, e esta palavra basta para defini-la. Na boca do homem o epíteto "fêmea" soa como um
insulto; no entanto, ele não se envergonha de sua animalidade, sente-se, ao contrário, orgulhoso se dele
dizem: "É um macho!" O termo "fêmea" é pejorativo, não porque enraíze a mulher na Natureza, mas
porque a confina no seu sexo. E se esse sexo parece ao homem desprezível e inimigo, mesmo nos bichos
inocentes, é evidentemente por causa da inquieta hostilidade que a mulher suscita no homem;
entretanto, ele quer encontrar na biologia uma justificação desse sentimento. (BEAUVOIR, 1970, p. 25).
FRASE DE TRANSIÇAO:
O acesso frustrado ou bloqueado das mulheres às oportunidades de exercer a liberdade certamente se
deve em parte ao seu papel biológico na reprodução, mas não pode explicar totalmente a opressão
sistemática das mulheres. A biologia é especialmente perniciosa para as mulheres porque, embora
mulheres e homens surjam como formações históricas, como Beauvoir faz questão de demonstrar, eles
o fazem de maneira desigual. Enquanto as mulheres se constituem como “outro” sistematicamente. O
primeiro volume, ela afirma que a biologia não é o destino para as mulheres, muito menos o casamento
ou a maternidade. como prova de que não foi a “inferioridade das mulheres que determinou sua
insignificância histórica: foi a insignificância histórica delas que as condenou à inferioridade”.

mostrar o poder da autoridade biológica e científica para confinar as mulheres em seus relacionamentos
sexuais corpos e negar-lhes agência e liberdade. Essas imagens prendem as mulheres na biologia, fazem
disso seu destino e servem para justificar seu acesso limitado à liberdade. como os fatos físicos ou
fisiológicos também são políticos.
através deste olhar masculino.

TRABALHO. Uma condição que está atrelada é a questão do trabalho, como durante a Segunda Guerra
Mundial, em que foi feita forte propaganda para a mulher ocupar os postos de trabalho que eram de
homens, mas após o término da guerra os discursos de fragilidade voltam às discussões, porque a
mulher não poderia chegar à condição de igualdade com os homens. Estes discursos contribuem para
conformar a subjetividade feminina, fazendo parte da cultura entendida como lugar de identificação e
de criação de sentido e, como consequência, são reproduzidos, por sua vez, pela própria mulher em seu
papel de socializadora e mediadora, em sua função de reprodutora dos valores e normas que sustentam
esta forma de organização social baseada na divisão de trabalho por sexo.

A PROPRIA SOCIEDADE:Ele só tem realidade vivida enquanto assumido pela consciência através das
ações e no seio de uma sociedade;
As “qualidades” da mulher como o Outro são exaltadas e perpassadas pela sociedade como algo
definitivo. Fixa-se a mulher num lugar, o mundo para a mulher não é apresentado como deveria ser a
todo ser existente, com todas as possibilidades, o que faz com que se frustre o projeto humano de
autoafirmação e criação. significações hierarquizadas sobre a mulher tornam-se opressões no campo
político..

O QUE PRETENDE MOSTRAR? A sujeição da mulher à espécie, os limites de suas capacidades individuais
são fatos de extrema importância; o corpo da mulher é um dos elementos essenciais da situação que ela
ocupa neste mundo. Mas não é ele tampouco que basta para a definir .
O corpo feminino foi outro assunto abordado no livro. Para Simone, “a objetificação sexual do corpo das
mulheres desempenha um papel importante na perpetuação de sua opressão”, assim, a mulher ideal
era o objeto de desejo dos homens. A mulher sente uma alienação sobre seu próprio corpo ao
reconhecer que “ele é reduzido a um objeto sexual por certo tipo de olhar masculino – um olhar que a
vê como presa para ser caçada e possuída, e não uma pessoa em processo de devir”.

A EDUCAÇAO COMPLETAENTE OPOSTA: de Beauvoir reflete sobre a experiência vivida pelas mulheres
capítulo sobre a infância, em que a autora discorre sobre diferenças nas criações de meninos e meninas
a partir de corpos que, ao menos até o início da adolescência, são bastante similares.

ALERTA.:
Mesmo diante das mais diversas e opressoras condições impostas às mulheres
concedidas ao seu sexo, ou seja, não ter que assumir a preocupação relacionada à própria subsistência e
viver na dependência de um marido. Deste modo, encontramos na presente discussão tecida pela
escritora, A nadificação impede a solidificação

religião:com todas estas coisas que nos foram impostas , é limitador de nossa condição
as religiões forjadas pelos homens refletem essa vontade de dominio: procuraram argumentos nas
lendas de Eva, de pandora, puseram a filosofia e a teologia ao serviço dos seus desígnios