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GEOGRAFIA

Assunto: Região Nordeste


Região Nordeste

1 Assunto: Correção do simulado

Assunto: Aspectos gerais e específicos da região


2 Nordeste

Direitos Reservados ao Curso Cidade 2


Reza Vela / Norte-Nordeste me veste
O Rappa e RAPadura

Rasgo de leste a oeste como peste do sul ao


Eu queria chamar no palco directamente de sudeste
Fortaleza, Ceará Rap agreste norte-nordeste (epiderme veste)
O oxente, um arriégua da porra Arranco roupas, verdades poucas, imagens
De Rappa pra RAPadura foscas
De RAPadura pra Rafinha Partindo pratos e bocas, com tapas mato essas
Vem que vem, queridão moscas (Toma)
Deslancha com a sua poesia
Uma salva de palmas, rapaziada Eu meto lacres com backs, derramo frases,
Nordestino até o osso. Oxé ataques
Atiro charques nas bases dos meus sotaques
Minhas irmãs, meus irmãos (oxe)
Se assumam como realmente são Querem entupir nossos fones (a repetirem
Não deixe que sua matrizes, que suas raízes nomes)
Morram por falta de irrigação Reproduzindo seus clones se afastem (dos
Ser nortista e nordestino, meus conterrâneos microfones)
Não é ser seco nem litorâneo
É ter em nossas mãos um destino nunca Trazem um nível baixo, para singles fracos,
clandestino astros de cadastros
Para os desfechos metropolitanos Não sigo seus rastros, (negados padrastos)
Cidade negada como madrasta, enteados já
Ei nortista, agarre essa causa que trouxeste não arrasta
Nordestino, agarra a cultura que te veste Esses órfãos com precatas
Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste (Basta! Ninguém mais empata)
Norte Nordeste Meto meu chapéu de palha, sigo pra batalha
Norte Nordeste Com força agarro a enxada (se crava em
Ei nortista, agarre essa causa que trouxeste minhas mortalhas)
Nordestino, agarra a cultura que te veste (Tive que correr) mais que vocês pra alcançar
Eu digo norte, vocês dizem Nordeste minha vez
Garra com nitidez, rigidez (me fez monstro
camponês)
Exerce influência, em tendência, em
vivência, em crenças, destinos
Se assumam, são clandestinos, se negam
(não nordestinos)
Vergonha do que são, produção sem
expressão (própria) Meto o norte nordeste o povo no topo dos
Se afastem da criação, morrerão por que festivais, vai
são (cópias) Ei nortista, agarra essa causa que trouxeste
Nordestino, agarra a cultura que te veste
Não vejo cabra da peste, só carioca e Eu digo Norte vocês dizem Nordeste
paulista Norte Nordeste
Só frestyleiro em nordeste (não querem
ser repentistas) A chama da vela que reza
Direto com santo conversa
Rejeitam xilogravura o cordel que é Ele te ajuda, te escuta
literatura Num canto colada no chão mas sombras
mexem
Quem não tem cultura jamais vai saber o Pedidos e preces viram cera quente
que é RAPadura Foram nossas mãos que Pedidos e preces viram cera quente
levantaram os concretos, os prédios A fé no sufoco da vela abençoada no dia
Os tetos, os manifestos (não quero mais dormido
O fogo já não existe alí, saíram do abrigo
intermédios) São quase nada
Eu quero acesso direto às rádios, palcos A molecada corre e corre, ninguém tá triste
A molecada corre e corre, ninguém tá
abertos
Inovar em projetos, protestos (arremesso Se tudo move, o prédio é santo
Se é pobre mais pobre fica
fetos) Vira bucha de balão ao som de funk
E apertada tua avenida
Escuta, a cidade só existe (por que A cera foi tarrada
viemos antes) Não se admire
Na dor desses retirantes (com suor e Eu digo oxe, vocês dizem oxente
sangue imigrante) Oxe Oxente
Oxe Oxente
RAPadura, eu venho do engenho (rasgo os
canaviais)
• Eu digo arri, vocês dizem égua
Arri Égua
Arri Égua
• Eu digo O Rappa e vocês dizem dura
O Rappa • Ei nortista, agarra essa causa que
Dura trouxeste
O Rappa Nordestino, agarra a cultura que te veste
Dura Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste
• Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste • Norte
Norte Nordeste Nordeste
Norte Nordeste Norte
• Sou côco e faço cocada embolada, bolo na Nordeste
hora • E o melhor daqui já foi, já foi
Minha fala é a bala de agora, é de aurora e E o melhor daqui já (Bora lá, na palma)
(de Alvorada)
Cortando o céu da estrada do nada, eu • E o melhor daqui já foi, foi, foi
faço de tudo Chuva de gente estranha cai, cai, cai
Com a enxada aro esse mundo e (do O nosso bucho fica pra depois
estudo faço morada) E o que foi, já foi, não vai voltar jamais
• Sou doce lá do engenho e venho com essa • E o melhor daqui já foi, foi, foi
doçura Chuva de gente estranha cai, cai, cai
Contenho poesia pura (a fartura de rima O nosso bucho fica pra depois
eu tenho) E o que foi, já foi, não vai voltar jamais
Desenho nossa cultura por cima e não (por • O cabra não falar inglês, dizem que sou
debaixo) abestado
Tu não sabe o que é isso? Pois não tenho atestado e só falo
Isso é O Rappa e o RAPadura nordestinês
• Ei nortista, agarra essa causa que Tu rai me dai, o rale dei
trouxeste Ta ralendo, rela lá atrás
Nordestino, agarra a cultura que te veste A barrela já tá demais, é um rai e rem
Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste (Vai, que nunca acaba
sai do chão) É uns que sobra, outros desaba
E o que foi não volta mais
• Norte (Vai, vai, vai) Oxe
Nordeste Norte Nordeste

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Ei nortista, agarra essa causa que trouxeste
Nordestino, agarra a cultura que te veste
Eu digo oxe, vocês dizem oxente Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste (Vai,
Oxe. Oxente sai do chão)
Eu digo arri, vocês dizem égua
Arri. Égua Norte (Vai, vai, vai)
Eu digo O Rappa e vocês dizem dura Nordeste Norte Nordeste
O Rappa. Dura Ei nortista, agarra essa causa que trouxeste
Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste Nordestino, agarra a cultura que te veste
Norte.Nordeste Eu digo Norte, vocês dizem Nordeste
Sou côco e faço cocada embolada, bolo Norte. Nordeste
na hora
Minha fala é a bala de agora, é de aurora E o melhor daqui já foi, já foi
e (de Alvorada) E o melhor daqui já (Bora lá, na palma)
Cortando o céu da estrada do nada, eu E o melhor daqui já foi, foi, foi
faço de tudo Chuva de gente estranha cai, cai, cai
Com a enxada aro esse mundo e (do O nosso bucho fica pra depois
estudo faço morada) E o que foi, já foi, não vai voltar jamais
Chuva de gente estranha cai, cai, cai
Sou doce lá do engenho e venho com O nosso bucho fica pra depois
essa doçura E o que foi, já foi, não vai voltar jamais
Contenho poesia pura (a fartura de rima
eu tenho) O cabra não falar inglês, dizem que sou
abestado
Desenho nossa cultura por cima e não
Pois não tenho atestado e só falo
(por debaixo) nordestinês
Tu não sabe o que é isso? Tu rai me dai, o rale dei
Isso é O Rappa e o RAPadura Ta ralendo, rela lá atrás
A barrela já tá demais, é um rai e rem que
nunca acaba
É uns que sobra, outros desaba
E o que foi não volta mais. Oxe
Os quatro Brasis...
(SANTOS e SILVEIRA, O Brasil, 2001, p.268)

• O Nordeste [...] é uma área de


povoamento antigo, onde a constituição do
meio mecanizado se deu de forma pontual
e pouco densa e onde a respectiva
circulação de pessoas, produtos,
informações, ordens e dinheiro era
precária, tanto em razão do tipo e da
natureza das atividades como em virtude
da estrutura da propriedade. A influência
do fenômeno da globalização [...] em
certas manchas do território regional, vão-
se dar sobre um quadro socioespacial
praticamente engessado.
ESFCEX 2012-13
ESFCEX 2012-13 A
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"Há dor que mata a pessoa sem dó nem piedade.
Porém não há dor que doa como a dor de uma
saudade." (Patativa do Assaré)
Asa Branca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), 1947.

• Quando olhei a terra ardendo • Entonce eu disse, adeus


Qual fogueira de São João Rosinha
Eu perguntei a Deus do céu, ai Guarda contigo meu
Por que tamanha judiação coração
• Que braseiro, que fornaia • Hoje longe, muitas légua
Nem um pé de plantação Numa triste solidão
Por falta d'água perdi meu gado Espero a chuva cair de
Morreu de sede meu alazão novo
Pra mim vortar ai pro meu
• Inté mesmo a asa branca sertão
Bateu asas do sertão
• Quando o verde dos teus
olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chore
não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
ESFCEX 2010-2011
ESFCEX 2010-2011 E
Feira de Mangaio (Sivuca e Glorinha Gadêlha, 1979)
• Fumo de rolo arreio de cangalha • Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer Eu tenho pra vender, quem quer
comprar comprar
Bolo de milho broa e cocada Farinha, rapadura, e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer Eu tenho pra vender, quem quer
comprar comprar
Pé de moleque, alecrim, canela Pavio de candeeiro, panela de barro
Moleque sai daqui me deixa Menino vou me embora tenho que
voltar
trabalhar Xaxar o meu roçado que nem boi de
E Zé saiu correndo pra feira de carro
pássaros Alpargata de arrasto não quer me
E foi pássaro voando pra todo lugar levar
Tinha uma vendinha no canto da Porque tem um sanfoneiro no canto
rua da rua
Onde o mangaieiro ia se animar Fazendo floreio pra gente dançar
Tomar uma bicada com lambu Tem o Zefa de purcina fazendo renda
assado E o ronco do fole sem parar
E olhar pra Maria do Joá Mas é que tem um sanfoneiro no
Tinha uma vendinha no canto da canto da rua
rua Fazendo floreio pra gente dançar
Onde o mangaiero ia se animar Tem o Zefa de purcina fazendo renda
Tomar uma bicada com lambu E o ronco do fole sem parar
assado
E olhar pra Maria do Joá
ESFCEX 2007-2008
ESFCEX 2007-2008 B
Obras do Mestre Vitalino
Cidades desiguais:
Boca do Rio e Imbuí em Salvador/BA
Os Capitães da Areia. Jorge Amado, 1937

“Neste tempo a porta caíra para um lado e


um do grupo, certo dia em que passeava na
extensão dos seus domínios (porque toda a
zona do areal do cais, como aliás toda a
cidade da Bahia, pertence aos Capitães da
Areia), entrou no trapiche. [...] Todos
reconheceram os direitos de Pedro Bala à
chefia, e foi desta época que a cidade
começou a ouvir falar nos Capitães de Areia,
crianças abandonadas que viviam do furto.
Nunca ninguém soube o número exato de
meninos que assim viviam. Eram bem uns
cem e destes mais de quarenta dormiam nas
ruínas do velho trapiche”.
Transposição das águas
do Rio São Francisco
Que será
Boato Ribeirinho Que será de mim (que será de mim)
Que será de José Serafim
(Nilton Freitas / Wilson Dantas / Qual será o destino do menino
Wilson Freitas, 2007) Que nasceu e cresceu aprendendo a pescar
surubim
• Corre um boato na beira do rio Que será de mim (que será de mim)
Que o velho Chico pode morrer Que será de José Serafim (ê José)
Virar riacho e correr pro nada Qual será o destino do menino
Viajando por temporada Que nasceu e cresceu aprendendo a pescar
Quando a chuva do meu Deus
Dará chegar, dará chegar surubim
• Quando a chuva do meu Deus Não deixe morrer Mas não deixe o rio morrer
Dará chegar Se não morre o ribeirinho
• Já dizia Frei Luiz de Xiquexique De fome, de sede, de sei lá o quê
Quão chique é ter Se não morre o ribeirinho
Um rio pra nadar a correr De fome, de sede, de sei lá o quê
Quão chique é ter Não deixe morrer
Um rio pra pescar e pra beber
Mas não deixe o rio morrer
• Não deixe morrer
Não deixe o rio morrer Se não morre o ribeirinho
Se não o que será de mim De fome, de sede, de sei lá o quê
Que só tenho esse rio pra viver Se não morre o ribeirinho
• Se não o que será de mim De fome, de sede, de sei lá o quê
Que só tenho esse rio pra viver Se não morre o ribeirinho
De fome, de sede, ôh de sei lá o quê
NORDESTE • Dividindo a partir de
INDEPENDENTE Salvador
• Já que existe no sul esse O nordeste seria outro
conceito país
Que o nordeste é ruim, seco Vigoroso, leal, rico e
e ingrato
Já que existe a separação de feliz
fato Sem dever a ninguém
É preciso torná-la de direito no exterior
• Quando um dia qualquer isso
for feito
• Jangadeiro seria o
Todos dois vão lucrar senador
imensamente O cassaco de roça era
Começando uma vida o suplente
diferente
De que a gente até hoje tem Cantador de viola, o
vivido presidente
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar
independente
• O vaqueiro era o líder do • O Brasil ia ter de importar
partido Do nordeste algodão, cana,
Imagina o Brasil ser dividido caju
E o nordeste ficar Carnaúba, laranja, babaçu
independente Abacaxi e o sal de cozinhar
• Em Recife, o distrito industrial • O arroz, o agave do lugar
O idioma ia ser nordestinense O petróleo, a cebola, o
A bandeira de renda cearense aguardente
"Asa Branca" era o hino O nordeste é auto-suficiente
nacional O seu lucro seria garantido
• O folheto era o símbolo oficial Imagina o Brasil ser dividido
A moeda, o tostão de E o nordeste ficar
antigamente independente
Conselheiro seria o • Se isso aí se tornar realidade
inconfidente E alguém do Brasil nos visitar
Lampião, o herói inesquecido Nesse nosso país vai
Imagina o Brasil ser dividido encontrar
E o nordeste ficar Confiança, respeito e amizade
independente
• Tem o pão repartido na • Pois se lembrem que o
metade povo brasileiro
Temo prato na mesa, a É amigo do povo
cama quente português
Brasileiro será irmão da • Se um dia a separação
gente se fez
Vai pra lá que será bem Todos os dois se
recebido respeitam no presente
Imagina o Brasil ser Se isso aí já deu certo
dividido antigamente
E o nordeste ficar Nesse exemplo concreto
independente e conhecido
• Eu não quero, com isso, Imagina o Brasil ser
que vocês dividido
Imaginem que eu tento E o nordeste ficar
ser grosseiro independente
SÍNTESE

• Ocupação histórica;
• Manchas de modernidade:
• Litoral industrial, urbanizado e turístico,
• Agricultura comercial no oeste da região;
• Agricultura irrigada nos vales do semi-árido.
• Regionalização interna;
• Transposição do rio São Francisco;
• Polígono da seca e bioma da caatinga;
• Principal região de repulsão demográfica.
EQUIPE

Professor Adriano
Professora Rúbia

Direitos Reservados ao Curso Cidade 65


OBRIGADO!

TELEFONE

61 3340-0433 / 61 98175-4509

EMAIL
contato@cursocidade.com.br

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