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ano

o
5
Novo

CIÊNCIAS
Pitanguá
CIÊNCIAS
Karina Pessôa

5
Leonel Favalli
o
ano

Componente curricular: Ciências

ISBN 978-85-16-11106-9

0058P19031005IM
9 788516 111069

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Formato # Págs miolo LOMBADA


LP PROVA PDF
220 x 275 mm 208 11 mm
Karina Pessôa
Licenciada em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professora de Matemática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Autora de livros didáticos para o ensino básico.

Leonel Favalli
Licenciado e bacharel em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Autor de livros didáticos para o ensino básico.

CIÊNCIAS
5
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais

Componente curricular:
Ciências

MANUAL DO PROFESSOR

1a edição

São Paulo, 2017

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_001a012.indd 1 1/30/18 8:05 PM


Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais
Gerência editorial: Milena Clementin Silva
Edição: Maira Renata Dias Balestri
Assistência editorial: Everton Amigoni Chinellato, Rafael Aguiar da Silva
Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki
Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona
Capa: Marcela Pialarissi
Ilustração: Leonardo de Moura Amaral
Gerência de arte: André Leandro Silva
Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande,
Ingridhi Borges
Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa
Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira
Preparação de texto: Shirley Gomes
Revisão: Deborah Stafussi, Karina Novais, Lilian Vismari, Luciane Gomide,
Viviane Teixeira Mendes
Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein
Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto
Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira,


Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Pessôa, Karina
Novo Pitanguá : ciências : manual do
professor / Karina Pessôa, Leonel Favalli. --
1. ed. -- São Paulo : Moderna, 2017.

Obra em 5 v. do 1o ao 5o ano.
Componente curricular: Ciências.

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Favalli,


Leonel. II. Título.

17-11211 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental   372.35

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho
São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2017
Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2

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APRESENTAÇÃO

O conhecimento de Ciências é essencial para a formação de cidadãos


com uma postura participativa na sociedade, capazes de interagir de
forma crítica e consciente.
Diante disso, elaboramos esta coleção procurando confeccionar um
material de apoio que fornece aos professores e aos alunos uma
abordagem abrangente e integrada dos conteúdos, na qual os alunos
são agentes participativos do processo de aprendizagem.
Durante o desenvolvimento dos conteúdos, procurou-se estabelecer
relações entre os assuntos e as situações cotidianas dos alunos,
respeitando os conhecimentos trazidos por eles, a partir de suas
vivências. Com isso, os assuntos são desenvolvidos de maneira que o
aluno seja agente na construção de seu conhecimento e estabeleça
relações entre esses conhecimentos e seu papel na sociedade.
Diante dessas perspectivas do ensino de Ciências, o professor deixa
de ser apenas um transmissor de informações e assume um papel ativo,
orientando os alunos na construção de seus conhecimentos.
Apoiados nessas ideias e com o objetivo de auxiliar os professores em
seu trabalho em sala de aula, propomos este manual do professor. Nele,
encontram-se pressupostos teóricos, comentários, sugestões e
atividades complementares que visam auxiliar o desenvolvimento dos
conteúdos e atividades propostas em cada volume desta coleção.

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SUMÁRIO
Conhecendo a coleção................ V Produção................................................................................................ XIX

Estrutura da coleção......................................................... V Divulgação.............................................................................................. XX


Espaços não formais
Estrutura do livro do aluno.............................................. V
de aprendizagem..................................................................XX
Estrutura do Manual do professor...............VIII
Procedimentos para visitas
a espaços não formais
A Base Nacional
de aprendizagem...................................................................... XXI
Comum Curricular (BNCC)......... X
A tecnologia como ferramenta
A estrutura da BNCC........................................................... X pedagógica.................................................................................... XXI
Competências da BNCC....................................................... XI Competência leitora............................................... XXII
Competências gerais..............................................................XII
Avaliação................................. XXIV
Competências específicas
de Ciências da Natureza................................................ XIII Três etapas avaliativas.................................. XXIV

Os objetos de conhecimento e as Avaliação inicial ou diagnóstica................. XXIV


habilidades da BNCC............................................................ XIII Avaliação formativa...................................................... XXIV

Tipos de atividades que Avaliação somatória..................................................... XXIV


favorecem o trabalho com Fichas de avaliação
as competências da BNCC.............................. XIV e autoavaliação................................................................ XXV
O trabalho com os Temas
O ensino de Ciências............ XXVI
contemporâneos.................................................................. XV
Fundamentos
Relações entre teórico-metodológicos................................. XXVI
as disciplinas.............................XVI Proposta pedagógica da coleção............. XXVI
Problematização..............................XXIX
A prática docente...................XVII
Observação.....................................XXIX
Procedimentos de pesquisa................. XVIII Atividades de experimentação
Definição do tema............................................................. XVIII investigativa.....................................XXX
Trabalho em grupo..........................XXX
Objetivo da pesquisa................................................... XVIII

Cronograma....................................................................................... XIX Distribuição dos


Coleta de informações.................................................... XIX conteúdos de Ciências......... XXXI
Análise das informações.............................................. XIX Bibliografia............................XXXII

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Conhecendo a coleção
Esta coleção destina-se a alunos e professores dos anos iniciais do Ensino Funda-
mental. Ela é formada por um conjunto de cinco volumes (1o ao 5o ano), sendo cada um
deles dividido em quatro unidades que, por sua vez, são subdivididas em temas. As
unidades se iniciam com duas páginas de abertura que apresentam uma imagem e
algumas questões, com o objetivo de levar os alunos a realizarem reflexões iniciais
sobre o tema abordado. As páginas de conteúdos, as seções especiais e as atividades
apresentam imagens, tabelas, quadros e outros tipos de recursos que favorecem a
compreensão dos assuntos estudados e contribuem para o desenvolvimento de um
olhar crítico para os temas.

Estrutura da coleção
Estrutura do livro do aluno

Páginas de abertura
O ser humano As duas páginas espelhadas de
e os materiais abertura apresentam uma
imagem, um pequeno texto e
questões no boxe Conectando
ideias, que abrem espaço para
VITALII NESTERCHUK/SHUTTERSTOCK

que se inicie a abordagem dos


conteúdos da unidade. As
questões têm como objetivo levar
Pessoa saltando
de bungee jump. o aluno a refletir sobre a situação
apresentada na imagem, explorar
Que coragem saltar de bungee jump! Esse é um
seus conhecimentos prévios
salto de uma grande altura em que a pessoa que salta
é amarrada nos tornozelos, na cintura ou em outra
acerca dos conteúdos e
parte do corpo por uma corda elástica.
aproximar o assunto da realidade
CONECTANDO IDEIAS
1. Que características devem ter os materiais de da criança.
segurança para a prática do bungee jump?
2. No salto de bungee jump, a pessoa se joga e fica
em um movimento de sobe e desce por um tempo.
Qual propriedade você acha que a corda do bungee
jump tem para que isso ocorra?
3. Cite outras propriedades dos materiais que você
conhece.

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Conteúdo
Em cada tema, os conteúdos se iniciam, preferencialmente, com debates ou situações
contextualizadas. Os recursos e as atividades sugeridos ao longo das unidades procuram abordar
assuntos relacionados ao cotidiano dos alunos, permitindo a eles formular trocar ideias e estabelecer
relações entre os conhecimentos científicos e seu cotidiano.
Em vários momentos ao longo da leitura dos textos, os alunos são estimulados a expressarem seus
conhecimentos prévios, de modo a incentivá-los a participar ativamente do processo de aprendizagem.

Boxe complementar
Apresenta informações complementares e curiosidades a respeito dos assuntos tratados no
conteúdo, despertando o interesse do aluno e contribuindo para a complementação dos conteúdos.

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Cidadão do mundo
Essa seção explora os temas contemporâneos com base em
situações do cotidiano. Nela, são propostas questões que exploram
a problemática levantada, estimulando reflexões em relação ao
assunto.
No decorrer dos volumes da coleção são trabalhados os temas
contemporâneos elencados na BNCC: preservação do meio
ambiente; educação para o consumo; educação financeira e fiscal;
trabalho; ciência e tecnologia; direitos da criança e do adolescente;
direitos humanos; diversidade cultural; educação para o trânsito;
sexualidade; saúde; educação alimentar e nutricional; processo de
envelhecimento e valorização do idoso; e vida familiar e social. O
nome do tema contemporâneo abordado é destacado apenas nos
comentários do manual do professor.

Na prática
Essa seção apresenta atividades práticas de execução rápida e que
não exigem muitos recursos para serem desenvolvidas. Com elas,
procura-se levar os estudantes a investigar, na prática, alguns
conceitos e propriedades. O objetivo dessa seção é que o professor
realize as atividades na própria sala, pois são de fácil execução, e
que as utilize como situação-problema para iniciar a abordagem de
alguns conteúdos.

Atividades
INVESTIGAR E COMPARTILHAR
E Coloque a
Nessa seção são propostas atividades que aprofundam os
JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS

pequena rocha
• O que acontece com a água de um copo que permanece algumas horas em sobre o centro
um local que recebe luz solar diretamente?

conteúdos abordados, despertando nos alunos a curiosidade


do filme de PVC,
para que se
forme uma
MATERIAIS curvatura

intelectual, estimulando-os a recorrer aos conhecimentos


para baixo.
• vasilha transparente • corante alimentício • elástico
• copo de vidro pequeno • filme de PVC • pequena rocha Coloque a vasilha
• copo com água F em um local que

científicos para analisar, investigar, formular e resolver


recebe luz solar
diretamente.
Deixe­a nesse
Adicione algumas gotas local por
A
problemas. Além disso, as atividades dessa seção procuram
de corante alimentício no aproximadamente
copo com água. três horas.

Coloque o copo de Após três horas,


B G
estabelecer conexões com outras áreas do conhecimento,
vidro no centro da remova o filme
vasilha transparente. de PVC e
observe
Despeje a água contendo os resultados,
C
favorecendo a integração de saberes.
corante dentro da vasilha anotando­os
transparente, ao redor no caderno. Imagem referente à etapa E.
do copo de vidro.

Imagem referente às etapas B e C.


Realize essa atividade em um dia ensolarado. Fique exposto à luz solar somente
o tempo necessário para a realização da atividade. Para isso, use protetor solar.

Vede bem a vasilha


D
FOTOS: JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS

com o filme de PVC,


sem esticá­lo muito, REGISTRE O QUE OBSERVOU
prendendo­o com o
elástico. 1. O que aconteceu com a água da vasilha?

Investigar e compartilhar
2. Qual era o aspecto da água encontrada no interior do copo de vidro?
Tenha cuidado ao 3. Por quais mudanças de estado físico a água passou durante essa atividade?
manusear o copo
de vidro.
4. Escreva, com suas palavras, como ocorreram as mudanças de estado físico
O copo utilizado
deverá ter altura
da água que você citou na questão acima.

Nessa seção são propostas atividades práticas que permitem


inferior à da vasilha.
5. Por que é preciso utilizar o filme de PVC para vedar a vasilha plástica?
Imagem referente à etapa D. 6. O que você concluiu com a realização dessa atividade?

76 77 aos alunos levantar hipóteses, manipular materiais, investigar,


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organizar as observações e trocar ideias sobre os resultados
PARA SABER FAZER 5 Utilize imagens para decorar seu livro de receitas. Recorte fotos ou ilustrações que mostrem
elementos da receita ou os utensílios da cozinha que serão usados no preparo da receita.
obtidos. Dessa forma, os alunos se tornam um agente ativo no
Livro de receitas
Os livros podem trazer diversos tipos de histórias, informações e instruções.
6 Coloque dicas e cuidados nas receitas, como substituições de ingredientes e avisos para ter
cuidado com fogo ou facas.
processo de aprendizagem.
Um livro de receitas guarda as receitas de que você mais gosta, ou que são pre-
JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS

paradas por sua família há muito tempo, além de trazer as instruções para o pre-
paro dos alimentos.

1 Primeiramente deve-se pensar quais tipos de receitas farão parte do livro. Você pode fazer
um livro temático, com um tipo de prato, por exemplo, salgados. Ou você pode misturar
receitas de pratos, como salgados, massas, saladas e sobremesas.

2 Pesquise receitas em revistas, em jornais e na internet e separe as mais interessantes para


fazerem parte de seu livro.

3 Organize as receitas de acordo com a classificação feita anteriormente.

4 Copie as receitas no livro ou em um programa de edição de texto no computador, imprima e


cole-as nas folhas do livro.

Para saber fazer


JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS

Imagem referente às etapas 5 e 6.

7 Também é possível fazer um livro de receitas digital. Utilizando programas de edição de


textos e de imagens, você pode organizar as páginas do livro e montar um arquivo de
Seção que apresenta um roteiro para orientar o aluno a realizar,
computador com a compilação de receitas que você fez e ainda compartilhar seu livro de
receitas com seus colegas.
passo a passo, atividades frequentemente trabalhadas na escola
AGORA É COM VOCÊ!
Vamos colocar essas dicas em prática e montar um livro de receitas que o au-
xiliarão a manter uma alimentação saudável.
ou construir ferramentas importantes para o desenvolvimento de
cidadãos críticos e atuantes na sociedade. Além disso, a seção
Pesquise receitas que apresentem variedade de ingredientes e proporcionem
uma alimentação balanceada. Associe as receitas às principais refeições, café da
manhã, almoço, jantar e receitas para os lanches que podemos realizar entre essas

também contribui para o desenvolvimento da empatia e da


refeições.
Lembre-se de que, ao preparar as receitas do seu livro, é necessária a ajuda de
Imagem referente à etapa 3. um adulto.

cooperação ao propor trabalhos em grupo.


56 57

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VI

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O que você estudou sobre...
Essa seção tem como objetivo sistematizar os principais conceitos trabalhados na unidade, uma
oportunidade para o aluno realizar uma autoavaliação de sua aprendizagem e retomar os conceitos
estudados. Nela, são apresentados tópicos com os principais conceitos trabalhados.
Para isso, nesse manual são propostas dinâmicas para o trabalho com essa seção, de modo que o
professor avalie a aprendizagem dos alunos, além de estimulá-los a construir colaborativamente
uma síntese dela.

Ícones
No decorrer das unidades, diversos ícones auxiliam a organização e a condução do
trabalho. Veja o significado de cada um deles.

Resposta oral: indica que a Resposta no caderno: Em grupo: indica que a


atividade ou o item da atividade indica que a atividade ou o atividade deverá ser
deve ser respondido item da atividade deve ser realizada em duplas ou
oralmente. respondido no caderno. grupos.

Ideias para compartilhar: indica uma oportunidade para os Ler e compreender:


alunos compartilharem uma ideia ou experiência a respeito de indica que a atividade
determinado assunto. Um espaço para que o aluno expresse envolve a leitura e a
soluções para problemas individuais ou coletivos, propiciando a interpretação de textos e
socialização de hipóteses, conhecimentos, habilidades e vivências. imagens, uma
oportunidade de trabalho
com a competência
leitora. Além das
Atitude legal: indica um breve Dica: indica uma questões de interpretação
momento de reflexão a respeito informação que pode ser sugeridas, há orientações
de atitudes que envolvem utilizada para facilitar o no manual do professor
valores ou competências desenvolvimento e a que auxiliam o
socioemocionais relacionados resolução de uma atividade desenvolvimento dessa
ao assunto tratado. ou item. competência.

Proporção: indica que as Cor: indica que as cores Quadro medida: indica
imagens não estão utilizadas na imagem não a medida de alguns seres
proporcionais entre si. correspondem às reais. vivos adultos.

Para saber mais


Apresenta sugestões de livros, filmes e sites que podem ser explorados pelos alunos. Cada
sugestão é acompanhada por sua sinopse.

Glossário
Apresenta o significado e as informações complementares relacionados a termos que os alunos
possam desconhecer ou não compreender. Eles são destacados no momento em que aparecem
pela primeira vez nos textos do livro do aluno.

Bibliografia
Apresenta ao final de cada volume as principais obras utilizadas para consulta e como referência
na produção das unidades do livro do aluno.

VII

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Estrutura do manual do professor
O manual do professor impresso é organizado em duas partes. A primeira delas é
composta pelos pressupostos teóricos e metodológicos que fundamentam a coleção,
a descrição e as orientações acerca das seções e da estrutura de conteúdos, bem
como suas relações com a BNCC, os quadros de distribuição dos conteúdos de Ciên-
cias, as sugestões de livros, sites e artigos e a bibliografia do manual.
A segunda parte é composta pelas orientações ao professor página a página. Para
isso, o manual traz a reprodução de cada página do livro do aluno em tamanho redu-
zido. Nelas, além do texto do livro do aluno na íntegra, estão as respostas de muitas
atividades. As respostas que não estão nessas páginas, assim como os demais co-
mentários e sugestões ao professor, estão nas laterais e nos rodapés.
Além dos volumes impressos, é disponibilizado um material digital que oferece sub-
sídios ao professor para o trabalho em sala de aula. Esse material possui sequências
didáticas, avaliações, projetos integradores e planos de desenvolvimento compostos
por sugestões para a organização de conteúdos, práticas pedagógicas e atividades
recorrentes na sala de aula, entre outras sugestões.
Conheça a seguir as características das orientações página a página do manual
impresso.

As informações complementares para o


No início de cada unidade são trabalho com as atividades, teorias ou seções,
apresentados os principais assim como sugestões de condução e
conceitos e conteúdos que curiosidades, são organizadas e apresentadas
serão trabalhados. em tópicos em toda a unidade.

Nesta unidade, os alunos estudarão • Inicie a abordagem das páginas de


alguns astros do Sistema Solar com abertura da unidade perguntando
destaque para a Lua, as estrelas e aos alunos se já tiveram a oportu-
as constelações. No decorrer da uni- Para
Paraobservar
observaroocéu céunoturno
noturnocomcom nidade de observar o céu noturno

OO ser
ser humano
por meio de algum instrumento de

humano
dade, serão convidados a perceber
detalhes,
detalhes,Mateus
Mateusvisitou
visitouumumplanetário.
planetário.OsOs
a importância da observação dos observação. Em caso afirmativo, so-
planetários
planetáriossão
sãolocais
locaisincríveis.
incríveis.Neles,
Neles,parece
parece
astros nas atividades humanas ao licite que dividam a experiência com

ee oo Universo
Universo
longo do tempo, desde as antigas que
queestamos
estamosviajando
viajandopelopeloUniverso
Universoe,e,nessa
nessa os colegas.
civilizações até os dias atuais. Com- viagem,
viagem,aprendemos
aprendemosmuito muitosobre
sobreososastros.
astros. • O objetivo das questões sugeridas
preenderão que a aparência do céu, No
Noplanetário,
planetário,Mateus
Mateusobservou
observoualgumas
algumas na página de abertura é de estimular

Acompanhando a
ao ser observado aqui da Terra, muda estrelas,
estrelas,que
quefazem
fazemparte
partededeconstelações.
constelações. os alunos a expor os conhecimentos
de acordo com o local e o horário de que já possuem sobre o assunto. Por
onde é observado, e também da épo- CONECTANDO
CONECTANDOIDEIAS
IDEIAS meio dos conhecimentos prévios

aprendizagem
ca do ano. Ainda serão apresenta- 1.1.Você deles, você pode seguir seu planeja-
Vocêjájávisitou
visitouum
umplanetário?
planetário?Se
Sesim,
sim,ooque
que
dos os conceitos de constelações e mento ou, se for o caso, fazer possí-
você
vocêobservou
observounesse
nesselocal?
local?
mapas celestes, bem como as fases veis alterações.
da Lua, reconhecendo seu movimen- 2.2.Cite
Citeuma
umacaracterística
característicaimportante
importantedo do
planetário • Pergunte o que são as constelações
to ao redor da Terra. Por fim, serão planetáriopara
paraooestudo
estudododocéu
céunoturno.
noturno.
e onde elas ficam durante o dia.

Sugere estratégias
conhecidos alguns equipamentos 3.3.Além
Alémde deestrelas,
estrelas,que
queoutros
outrosastros
astroséé
Aproveite para explicar que, mesmo
de observação, e os alunos poderão possível
possívelobservar
observarnonocéu
céunoturno?
noturno?
durante o dia, as estrelas estão no
compreender que esses instrumentos
céu, só não é possível observá-las
foram desenvolvidos e aperfeiçoa-

para que o professor


porque a luz do Sol, por ser muito in-
dos inicialmente para a observação
tensa, torna menos visível a luz que
do céu. Ainda poderão perceber
vem de outros astros.
como as novas tecnologias permiti-
HILL STREET STUDIOS/GETTY IMAGES
HILL STREET STUDIOS/GETTY IMAGES

realize a avaliação da
ram observações detalhadas dos as-
tros e até explorações espaciais. Acompanhando a aprendizagem
• Trabalhe as questões iniciais para

aprendizagem dos
Destaques da BNCC verificar os conhecimentos prévios
dos alunos. Anote as respostas que
• A seção de abertura permite que os
eles derem para a questão 2.
alunos utilizem o conhecimento das
O ideal é que as principais argumen-

alunos em momentos
linguagens verbo-visuais para par-
tilhar informações, em conformida- tações expostas sejam anotadas em
de com a Competência geral 4 da um caderno, com o objetivo de reto-
BNCC. má-las e analisá-las após o estudo
• A foto do planetário também pode
ser utilizada para iniciar uma discus-
da unidade.
Essa estratégia lhe permite perceber
como os alunos complementaram
oportunos.
são sobre o tema contemporâneo
Ciência e tecnologia, com base na seus modelos iniciais em relação ao
possibilidade de observação da si- assunto estudado.
mulação do céu noturno. Estudantes
Estudantes assistindo
assistindoaa • Amplie as discussões sobre a impor-
uma
umaapresentação
apresentação em
emum
um tância dos planetários não só para a
• Além disso, durante o estudo da uni-
planetário nos
planetário nosEstados
Estados
dade é possível que os alunos iden- Unidos, em
Unidos, em 2016.
2016.
função didática, mas também como
tifiquem uma das constelações e uma atração turística e cultural, de
associem o movimento aparente do grande interesse do público em geral,

Resposta da seção
contribuindo para a inclusão social
Sol e demais estrelas no céu ao mo- 144
144 145
145
vimento de rotação da Terra, desen- por meio do conhecimento científico.
volvendo a habilidade EF05CI10 e a
habilidade EF05CI11 da BNCC.
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• Competência geral 4: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras,
e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística,
27/01/18
27/01/182:40 PMPM
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Conectando ideias
27/01/18
27/01/182:40 PMPM
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Conectando ideias
1. Resposta pessoal. O objetivo desta ques- tão é que os alunos percebam que um simulações detalhadas que trazem o
matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e senti- tão é estimular o interesse dos alunos pela planetário é um importante centro de realismo dos fenômenos do Universo,

Respostas das
mentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Astronomia e permitir discussões que os conhecimento, no qual a Astronomia disponíveis graças ao desenvolvimento
• EF05CI10: Identificar algumas constelações no céu, com o apoio de recursos (como mapas ce- levem a perceber a importância do aces- pode ser apresentada de forma lúdica e aperfeiçoamento das tecnologias.
lestes e aplicativos, entre outros), e os períodos do ano em que elas são visíveis no início da noite. so à ciência em ambientes não formais de seguindo os conhecimentos científi- 3. Resposta pessoal. Espera-se que os alu-

perguntas propostas
• EF05CI11: Associar o movimento diário do Sol e das demais estrelas no céu ao movimento de aprendizagem, nos quais o conhecimen- cos. Nele ainda é possível observar o nos respondam que, além das constela-
rotação da Terra. to é construído de forma interativa. céu noturno de diversas localidades, e ções, podem ser observados os planetas,
2. Resposta pessoal. O objetivo desta ques- em várias épocas do ano, por meio de a Lua e o Universo com mais detalhes.

144 145 na seção.


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Destaques da BNCC A primeira vez que uma


competência ou
No decorrer das unidades são
habilidade da BNCC é
destacadas e comentadas
citada na unidade, seu
algumas relações entre o que está
texto é apresentado na
sendo abordado no livro do aluno
íntegra.
e o que é proposto na BNCC.

VIII

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Destaques da BNCC
• A atividade 4 estimula a reflexão so-
Ler e compreender
3. Marcela ajudou seu pai a juntar o lixo que estava na calçada de sua casa. bre argumentos que justifiquem a
importância da conservação da co-

Marcela, acho que


Não, papai! O lixo pode
entupir as tubulações
bertura vegetal para a manutenção
do ciclo da água, a preservação dos
solos, dos cursos de água e da quali-
Apresenta orientações
vou jogar esse lixo
e sugestões para o
do bueiro e, quando dade do ar atmosférico, contribuindo
no bueiro. chover, poderá haver para o desenvolvimento da habilida-
alagamentos. de EF05CI03 da BNCC, descrita an-
teriormente.
• As atividades desta página utilizam
trabalho com a leitura
Objetivos do tema
recursos verbo-visuais com intuito de
reflexão sobre as atitudes em relação
ao meio ambiente, contribuindo para
Marcela
ajudando
o desenvolvimento da Competência
de textos e imagens,
LISLLEY GOMES FEIGE

seu pai a
geral 4 e da Competência geral 7 da

No início de cada tema são


retirar o BNCC, descritas anteriormente.

contribuindo com o
lixo da
calçada.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

• Peça aos alunos que leiam o quadri-

apresentados seus objetivos.


nho e comentem. Alagamentos ocor-
a. O comentário feito por Marcela está correto? Por quê?

desenvolvimento da
rem quando a água não escoa, acu-
Espera-se que os alunos respondam que o comentário feito por Marcela está correto, mulando-se. Já inundações, ocorrem
quando os rios transbordam por cau-
pois, se as tubulações de coleta de água da chuva estiverem entupidas, a água não
sa de chuvas em excesso.
escoará, provocando seu acúmulo nas ruas e, consequentemente, alagamentos.

b. O que deve ser feito com o lixo que Marcela e seu pai juntaram? Espera-se que
Ler e compreender
• Tirinha é um tipo de narrativa que,
competência leitora
os alunos respondam que o lixo deve ser recolhido e separado para a coleta.

dos alunos. As
c. O que você diria a uma pessoa de sua família se a visse jogando lixo no geralmente, alia de forma simultânea
bueiro? Converse com seus colegas. Resposta pessoal. O objetivo desta questão a leitura verbo-visual de textos, mas
também pode trabalhar apenas com Objetivos
é que os alunos reflitam sobre as consequências de jogar lixo em bueiros.
4. As ações humanas têm contribuído para problemas relacionados ao ciclo da elementos visuais. • Reconhecer a importância dos

orientações são estudos dos astros para as civi-


1 Constelações e mapas celestes

ANGELINAST/ISTOCK PHOTO/GETTY IMAGES


água. Observe a tirinha abaixo. Antes da leitura
• Relembre os alunos que a personagem
lizações. 12
• Conhecer e identificar algumas

© ALEXANDRE BECK
da tirinha já apareceu no trecho da
As pessoas que estão no planetário apresentado nas páginas anteriores obser-

organizadas em três
história em quadrinhos na página 64. das diversas constelações.
varam a projeção do céu noturno e puderam ver algumas constelações.
• Peça aos alunos que, observando • Compreender o conceito de ma-
somente as imagens dos quadri- pas celestes. 1. Você sabe o que é uma constelação? Comente com os colegas.

momentos: antes da
nhos, falem que assunto está sendo • Compreender como o desenvolvi- Ao observar o céu noturno, podemos ver agrupamentos aparentes de
tratado. Anote na lousa os assuntos
mento da tecnologia permitiu o es- estrelas. Alguns astrônomos da antiguidade chamaram de constelações as
citados para confrontá-los depois da
tudo mais detalhado do Universo. regiões que contêm esses agrupamentos de estrelas.
leitura e interpretação.

leitura, durante a leitura


• Identificar algumas constelações
Durante da leitura Uma dessas constelações é a de Órion.
no céu com o apoio de recursos

CADU ROLIMFOTOARENA
Armandinho Sete, de Alexandre Beck. Florianópolis: A. C. Beck, 2015. p. 12.
• Pergunte aos alunos qual é o assunto Uma dica para identificá-la é localizar as
tecnológicos e mapas celestes.
tratado na tirinha. Verifique se perce- Três Marias, que são três estrelas alinhadas,
• Por que é importante conservar as matas ciliares? Converse com os colegas.

e depois da leitura.
bem que se trata da preservação da próximas entre si e de mesmo brilho, cujos
Resposta desta questão nas orientações para o professor.
97 vegetação ao redor de rios, da mata nomes são Mintaka, Alnilan e Alnitaka.
Destaques da BNCC
ciliar, para manter a quantidade de 1. Espera-se que os alunos respondam que Três Marias.
água que precisamos para sobreviver. • Os recursos das páginas 146 e 147 constelações são regiões do Universo que
contêm Constelação de Órion com destaque
• Pergunte o que acham do argumento estimulam os alunos a exercitar a para as Três Marias observada no céu
agrupamentos noturno do município de Vinhedo, São
g19_5pmc_lt_u2_p090a099.indd 97
Resposta
1/27/18 2:14 PM
de Armandinho. Em seguida, divida a curiosidade e a investigação, con- As Três Marias fazem p
aparentes de Paulo, em 2016.
turma em grupos de quatro integran- templando a Competência geral 2 estrelas, que parecem o caçador.
4. Espera-se que os alunos respondam que as matas ciliares protegem os rios e nascentes, con-
tes e peça que discutam a questão. da BNCC. formar figuras no céu.
tribuindo para o ciclo da água e a manutenção da umidade do solo e do ar, o que contribui 2. Circule no esquema
para a evaporação. Também protegem o solo, facilitando a infiltração das águas da chuva que Depois da leitura • Também permitem aos alunos utili- Resposta na imagem
• Peça aos alunos que representem, Segundo a lenda da m
abastecem os reservatórios de água subterrâneos. zar o conhecimento das linguagens
por meio de dois desenhos, um am- verbo-visuais para ler e interpretar çador que, após sua morte
biente com mata ciliar e o mesmo informações, em conformidade com constelação.
ambiente sem a mata ciliar. a Competência geral 4 da BNCC, Ainda de acordo com
• Deixe que expressem suas opiniões descrita anteriormente. de caça correspondentes à
por meio do registro figural e conver-
sem com os colegas sobre o assunto. Na constelação Cão M
mente, mais brilhante do cé

97 Atitude legal Atitude legal


• Converse com os alunos sobre
a importância do uso de óculos
Peça o acompanhamento
de um adulto quando
Como vimos, o nom
das constelações está rela
realizar uma atividade fora cionado a mitos e lendas d
de sol, pois as lentes possuem de casa ou fora da escola. cultura de um povo ou civi

Orientações e
proteção.
zação. A constelação d
g19_5pmc_mp_u02_p094a111.indd 97 30/01/18 7:19 PM • Ao observar o céu noturno, é ne-
Órion faz parte da cultura da

Respostas
cessário o acompanhamento de
civilizações grega e roman

MÁRCIO GUERRA
um adulto responsável para auxi- Crianças e um

sugestões para Outros povos também nome


adulto observando
liar a encontrar locais com melhor o céu noturno.
visualização do céu. aram suas constelações d
acordo com sua cultura.

Respostas das atividades e questões o trabalho com • Veja a seguir um texto que apresen-
ta a importância da observação das
constelações para os povos da An- 146
Gravura que representa
constelação de Ório

que não estão nas páginas reduzidas o boxe Atitude tiguidade.

g19_5pmc_lt_u4_p144a155.indd 146 27/01/18 2:40 PM g19_5pmc_lt_u4_p144a155.indd 147

do livro do aluno. legal.


[...] Os povos da Antiguidade associaram as constelações a pessoas, deu- • Competência geral 2: Exercitar a curiosidade inte-
ses e objetos de suas histórias, religiões e mitos [...]. As constelações e al- lectual e recorrer à abordagem própria das ciências,
gumas estrelas isoladas vêm sendo usadas para fins práticos desde o pas- incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica,
sado remoto. Há muitos séculos, por exemplo, que os navegantes usam a a imaginação e a criatividade, para investigar cau-
Estrela Polar (no Hemisfério Norte) e o Cruzeiro do Sul (no Hemisfério
sas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver
Sul) para se orientar. No Egito antigo, os conselheiros do faraó aprende-
ram a prever a data da inundação anual do Nilo, tão importante para o problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas)
cultivo das margens, a partir do primeiro aparecimento da estrela Sírio com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
acima do horizonte, no início da primavera. [...]
TIPLER, Paul A.; LLEWELLYN, Ralph A. Física moderna. Tradução Ronaldo Sérgio de Biasi.
3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001. p. 447.

146

g19_5pmc_mp_u04_p144a157_a.indd 146 9/26/19 2:56 PM

No decorrer das unidades, sempre que


oportuno, são apresentadas citações
que enriquecem e fundamentam o
trabalho com o conteúdo proposto.

Mais atividades Saberes integrados

Além das atividades presentes no São apresentadas relações do


livro do aluno, novas propostas são conteúdo abordado com outras
feitas nessa seção. Para a disciplinas e áreas do conhecimento,
realização de algumas dessas assim como sugestões de trabalho com
atividades, é necessário que sejam esses conteúdos.
organizados alguns materiais com
antecedência.
O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE...

Apresenta sugestões de condução para


Ideias para compartilhar a seção, levando em consideração as
peculiaridades de cada conteúdo.
Orientações e sugestões para o
trabalho com o boxe Ideias para
compartilhar.

IX

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_001a012.indd 9 9/27/19 9:00 AM


A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Desde as publicações da atual Constituição brasileira (1988) e da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (1996), tem sido recorrente no Brasil a ideia de se estabelecer um
documento normativo como referencial curricular para orientar os processos de ensi-
no e aprendizagem no país e delimitar as aprendizagens consideradas essenciais da
Educação Básica.
Nesse sentido, nas últimas décadas, algumas publicações e legislações contribuí-
ram para consolidar no país uma proposta de educação que valorizasse a formação
cidadã.
Sendo assim, foram de extrema importância as publicações das Leis no 10.639
(2003) e no 11.645 (2008), que complementaram a Lei de Diretrizes e Bases da Educa-
ção, tornando obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e dos povos in-
dígenas. Essas iniciativas fazem parte do processo de luta e mobilização por uma
educação voltada para combater o racismo e valorizar a diversidade cultural.

[...] A escola tem papel preponderante para eliminação das discriminações e


para emancipação dos grupos discriminados, ao proporcionar acesso aos conhe-
cimentos científicos, a registros culturais diferenciados, à conquista de racionali-
dade que rege as relações sociais e raciais, a conhecimentos avançados,
indispensáveis para consolidação e concerto das nações como espaços democrá-
ticos e igualitários.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e
para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: MEC, 2004. p. 15. Disponível em:
<http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/DCN-s-Educacao-das-Relacoes-Etnico-Raciais.
pdf>. Acesso em: 17 nov. 2017.

Outro marco foi a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educa-
ção Básica (2013), destacando a relevância de temas como Educação do Campo,
Educação Especial, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola, Rela-
ções Étnico-Raciais, Educação em Direitos Humanos e Educação Ambiental.

Nesse contexto, em 2017, após o diálogo entre especialistas, professores e a socie-


dade em geral, foi enviada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a terceira versão
da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e em 2018 aprovada sua versão final.
Esse documento tem o objetivo de definir “o conjunto orgânico e progressivo de apren-
dizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e
modalidades da Educação Básica” (BRASIL, 2018).
Como proposta fundamental, a BNCC destaca que a prioridade da Educação Bási-
ca é a “formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, demo-
crática e inclusiva” (BRASIL, 2018).

A estrutura da BNCC
A BNCC está estruturada em dez Competências gerais. Com base nelas, para o Ensi-
no Fundamental, cada área do conhecimento apresenta Competências específicas.
Esses elementos são articulados de modo a se constituírem em unidades temáti-
cas, objetos de conhecimento e habilidades.
X

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Competências da BNCC
Os debates em torno de currículos referenciados no desenvolvimento de competên-
cias têm sido recorrentes nos últimos anos no Brasil. De modo geral, uma aprendiza-
gem voltada à formação de competências tem como objetivo a construção de relações
cognitivas para que o aluno possa mobilizá-las e refletir acerca da realidade, levantar
hipóteses e solucionar problemas do seu dia a dia.

[...]
Competência é a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos
(saberes, capacidades, informações, etc.) para solucionar com pertinência e eficá-
cia uma série de situações. Três exemplos:
• Saber orientar-se em uma cidade desconhecida mobiliza as capacidades de
ler um mapa, localizar-se, pedir informações ou conselhos; e os seguintes sa-
beres: ter noção de escala, elementos da topografia ou referências
geográficas.
• Saber curar uma criança doente mobiliza as capacidades de observar sinais
fisiológicos, medir a temperatura, administrar um medicamento; e os se-
guintes saberes: identificar patologias e sintomas, primeiros socorros, tera-
pias, os riscos, os remédios, os serviços médicos e farmacêuticos.
• Saber votar de acordo com seus interesses mobiliza as capacidades de saber
se informar, preencher a cédula; e os seguintes saberes: instituições políti-
cas, processo de eleição, candidatos, partidos, programas políticos, políticas
democráticas, etc.
[...]
GENTILE, Paola; BENCINI, Roberta. Construindo competências: entrevista com Philippe Perrenoud, Universidade de
Genebra. Revista Nova Escola, set. 2000, p. 19-31. Disponível em: <https://www.unige.ch/fapse/SSE/teachers/
perrenoud/php_main/php_2000/2000_31.html>. Acesso em: 15 nov. 2017.

Com o desenvolvimento de competências, os alunos são instigados a formar um


repertório cognitivo que possibilita a eles atuar de forma autônoma, responsável e
justa. Os conhecimentos escolares passam a ser mobilizados em prol da resolução de
conflitos e de problemas.
De acordo com a BNCC, as competências auxiliam os alunos na tomada de deci-
sões pertinentes ao longo de sua vida, auxiliando-os em situações e experiências vi-
vidas diariamente.

O conceito de competência, adotado pela BNCC, marca a discussão pedagógica


e social das últimas décadas e pode ser inferido no texto da LDB, especialmente
quando se estabelecem as finalidades gerais do Ensino Fundamental e do Ensino
Médio (Artigos 32 e 35).
[...]
Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem
estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação
clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conheci-
mentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer”
(considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valo-
res para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da
cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece refe-
rências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essen-
ciais definidas na BNCC.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 13.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29 ago. 2019.

XI

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Competências gerais
A BNCC reconhece como princípio fundamental a formação integral dos estudan-
tes. O documento propõe o desenvolvimento global dos alunos, aliando perspectivas
cognitivas e afetivas, além da formação de cidadãos plenos, com pensamento autôno-
mo e preocupados com os desafios contemporâneos.
Assim, adotando como base as discussões éticas apresentadas nas Diretrizes Cur-
riculares Nacionais Gerais da Educação Básica, o documento apresenta dez Compe-
tências gerais que se articulam ao longo de todos os componentes curriculares.

Competências gerais da BNCC

1 Valorizar e utilizar os conhecimentos 6 Valorizar a diversidade de saberes e vivências


historicamente construídos sobre o mundo culturais e apropriar-se de conhecimentos e
físico, social, cultural e digital para entender e experiências que lhe possibilitem entender as
explicar a realidade, continuar aprendendo e relações próprias do mundo do trabalho e
colaborar para a construção de uma sociedade fazer escolhas alinhadas ao exercício da
justa, democrática e inclusiva. cidadania e ao seu projeto de vida, com
liberdade, autonomia, consciência crítica e
responsabilidade.

2 Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à 7 Argumentar com base em fatos, dados e


abordagem própria das ciências, incluindo a informações confiáveis, para formular,
investigação, a reflexão, a análise crítica, a negociar e defender ideias, pontos de vista e
imaginação e a criatividade, para investigar decisões comuns que respeitem e promovam
causas, elaborar e testar hipóteses, formular e os direitos humanos, a consciência
resolver problemas e criar soluções (inclusive socioambiental e o consumo responsável em
tecnológicas) com base nos conhecimentos das âmbito local, regional e global, com
diferentes áreas. posicionamento ético em relação ao cuidado
de si mesmo, dos outros e do planeta.

3 Valorizar e fruir as diversas manifestações 8 Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde


artísticas e culturais, das locais às mundiais, e física e emocional, compreendendo-se na
também participar de práticas diversificadas da diversidade humana e reconhecendo suas
produção artístico-cultural. emoções e as dos outros, com autocrítica e
capacidade para lidar com elas.

4 Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou 9 Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de


visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar
visual, sonora e digital –, bem como e promovendo o respeito ao outro e aos direitos
conhecimentos das linguagens artística, humanos, com acolhimento e valorização da
matemática e científica, para se expressar e diversidade de indivíduos e de grupos sociais,
partilhar informações, experiências, ideias e seus saberes, identidades, culturas e
sentimentos em diferentes contextos e produzir potencialidades, sem preconceitos de qualquer
sentidos que levem ao entendimento mútuo. natureza.

5 Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais 10 Agir pessoal e coletivamente com autonomia,
de informação e comunicação de forma crítica, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
significativa, reflexiva e ética nas diversas determinação, tomando decisões com base em
práticas sociais (incluindo as escolares) para se princípios éticos, democráticos, inclusivos,
comunicar, acessar e disseminar informações, sustentáveis e solidários.
produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal
e coletiva.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29 ago. 2019.

Esta coleção visa o desenvolvimento dessas competências por meio do trabalho


com o texto-base e do desenvolvimento das seções especiais e das atividades.
XII

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_001a012.indd 12 9/27/19 9:00 AM


Competências específicas de Ciências da Natureza
A área de Ciências da Natureza na BNCC apresenta como objetivo principal desen-
volver nos alunos as capacidades de interpretar o mundo, compreendendo sua reali-
dade e engajando-se para atuar de forma responsável e ética diante de problemas. É
possível observar essas competências no quadro a seguir.

1 Compreender as Ciências da 3 Analisar, compreender e 5 Construir argumentos 7 Conhecer, apreciar e cuidar


Natureza como explicar características, com base em dados, de si, do seu corpo e bem-
empreendimento humano, e o fenômenos e processos evidências e informações estar, compreendendo-se
conhecimento científico como relativos ao mundo natural, confiáveis e negociar e na diversidade humana,
provisório, cultural e histórico. social e tecnológico defender ideias e pontos fazendo-se respeitar e
(incluindo o digital), como de vista que promovam a respeitando o outro,
também as relações que se consciência recorrendo aos
estabelecem entre eles, socioambiental e o conhecimentos das Ciências
exercitando a curiosidade respeito a si próprio e ao da Natureza e às suas
para fazer perguntas, buscar outro, acolhendo e tecnologias.
respostas e criar soluções valorizando a diversidade
(inclusive tecnológicas) com de indivíduos e de grupos
base nos conhecimentos sociais, sem preconceitos
das Ciências da Natureza. de qualquer natureza.

2 Compreender conceitos 4 Avaliar aplicações e 6 Utilizar diferentes 8 Agir pessoal e coletivamente


fundamentais e estruturas implicações políticas, linguagens e tecnologias com respeito, autonomia,
explicativas das Ciências da socioambientais e culturais digitais de informação e responsabilidade,
Natureza, bem como dominar da ciência e de suas comunicação para se flexibilidade, resiliência e
processos, práticas e tecnologias para propor comunicar, acessar e determinação, recorrendo aos
procedimentos da investigação alternativas aos desafios do disseminar informações, conhecimentos das Ciências
científica, de modo a sentir mundo contemporâneo, produzir conhecimentos e da Natureza para tomar
segurança no debate de incluindo aqueles relativos resolver problemas das decisões frente a questões
questões científicas, ao mundo do trabalho. Ciências da Natureza de científico-tecnológicas e
tecnológicas, socioambientais e forma crítica, significativa, socioambientais e a respeito
do mundo do trabalho, continuar reflexiva e ética. da saúde individual e coletiva,
aprendendo e colaborar para a com base em princípios
construção de uma sociedade éticos, democráticos,
justa, democrática e inclusiva. sustentáveis e solidários.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 322.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29 ago. 2019.

Os objetos de conhecimento e as habilidades da BNCC


Além das competências, a BNCC apresenta os objetos de conhecimento a serem
desenvolvidos pelos componentes curriculares. Os objetos de conhecimento são for-
mados pelo conjunto de conteúdos, conceitos e processos que envolvem a aprendi-
zagem dos alunos. Esses elementos estão ligados também às habilidades.

[...]
Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada compo-
nente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão
relacionadas a diferentes objetos de conhecimento — aqui entendidos como con-
teúdos, conceitos e processos —, que, por sua vez, são organizados em unidades
temáticas.
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 28.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29 ago. 2019.

As habilidades representam um guia importante, sendo possível aproveitá-las para


verificar os processos de aprendizagem dos alunos. Esta coleção contempla em diver-
sos momentos o trabalho com as habilidades da BNCC.
XIII

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_013a014.indd 13 9/27/19 9:01 AM


Tipos de atividades que favorecem o trabalho
com as competências da BNCC
Ativação de conhecimento prévio
São atividades constituídas principalmente de questionamentos, em sua maioria, orais. Elas resgatam e
exploram os conhecimentos prévios dos alunos, estimulando sua participação e despertando seu
interesse pelos assuntos que estão sendo estudados.
Principais habilidades desenvolvidas: recordar, refletir, reconhecer, relatar, respeitar opiniões
divergentes e valorizar o conhecimento do outro.

Atividade em grupo
Esse tipo de atividade pode ser escrita e/ou oral, contemplando elementos gráficos, e pode ser
realizada coletivamente. Com base em orientações, os alunos devem colaborar entre si, buscando
informações.
Principais habilidades desenvolvidas: pesquisa, análise, interpretação, associação, comparação e
trabalho em equipe.

Debate
Atividade que visa à discussão de diferentes pontos de vista, com base em conhecimentos e opiniões
pessoais. Necessita da mobilização de argumentos e desenvolve a oralidade, levando o aluno a
expressar suas ideias. Além disso, motiva o respeito a opiniões diferentes.
Principais habilidades desenvolvidas: oralidade, argumentação e respeito a opiniões distintas.

Atividade prática
Atividade que visa à utilização de diferentes procedimentos relacionados ao saber científico. Inicia-se
com o levantamento de hipóteses, que serão testadas para serem validadas ou refutadas de acordo
com os resultados alcançados. Pode ser experimental, envolvendo procedimentos científicos, ou pode
ser de construção, quando diferentes materiais são utilizados na elaboração de objetos distintos e
outros produtos, como cartazes e panfletos.
Principais habilidades desenvolvidas: manipulação de materiais, análise, associação, comparação e
expressão de opiniões.

Relatório
Esse tipo de atividade pode estar relacionada às atividades práticas ou projetos, com a finalidade de
analisar e comparar resultados. Contribui para a organização dos resultados e para concluir hipóteses
testadas.
Principais habilidades desenvolvidas: análise, associação, comparação e registro.

Observação
Esse tipo de atividade pode estar presente em atividades práticas ou teóricas e envolve o olhar atento do
aluno sobre uma imagem e/ou situação, antecedendo a análise e auxiliando na comparação de resultados.
Principais habilidades desenvolvidas: utilização de conhecimentos prévios e observação.

Pesquisa
Sob orientação adequada, esse tipo de atividade exige que os alunos mobilizem seus conhecimentos
prévios para obter novas informações em diferentes fontes. Necessita de leituras, cujas informações
devem ser selecionadas e registradas. Também possibilita a troca de ideias entre os alunos.
Principais habilidades desenvolvidas: leitura, escrita, interpretação, seleção, síntese e registro.

Realidade próxima
Atividades que envolvem a exploração e a contextualização da realidade próxima levam o aluno a
buscar respostas e soluções em sua vivência e nos seus conhecimentos prévios.
Principais habilidades desenvolvidas: reconhecimento, exemplificação e expressão de opinião.

Desenho
Esse tipo de atividade permite o registro de conhecimentos prévios e permite que o aluno expresse suas
ideias sobre os conteúdos abordados. Trata-se de uma estratégia útil, sobretudo nos anos iniciais,
durante o processo de letramento e alfabetização.
Principais habilidades desenvolvidas: representação, colorização, análise e expressão de ideias.

XIV

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_013a014.indd 14 1/30/18 8:06 PM


O trabalho com os Temas contemporâneos
A BNCC recomenda que todas as disciplinas escolares trabalhem conteúdos rela-
cionados aos temas contemporâneos. Esses temas estão ligados aos desafios do
mundo atual, entre eles a preservação do meio ambiente e a educação em direitos
humanos.
Os temas contemporâneos têm o amparo da legislação brasileira. A seguir, é possí-
vel observar quais são os temas contemporâneos sugeridos pela BNCC e quais leis
eles representam.

Educação ambiental
Educação em direitos humanos Educação para o
Lei no 9.795/1999 trânsito
Lei no 7.037/2009
Dispõe sobre a educação Lei no 9.503/1997
Aprova o Programa Nacional de
ambiental, institui a Política
Direitos Humanos – PNDH-3 e dá Institui o Código de
Nacional de Educação Ambiental
outras providências. Trânsito Brasileiro.
e dá outras providências.

Educação alimentar e nutricional Direitos da criança


Lei n 11.947/2009
o Processo de envelhecimento, e do adolescente
respeito e valorização do idoso Lei no 8.069/1990
Dispõe sobre o atendimento da
alimentação escolar e do Programa Lei no 10.741/2003 Dispõe sobre o
Dinheiro Direto na Escola aos alunos Dispõe sobre o Estatuto do Idoso Estatuto da Criança e
da Educação Básica e dá outras e dá outras providências. do Adolescente e dá
providências. outras providências.

Saúde, Vida familiar e social, Educação para o consumo, Educação


financeira e fiscal, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Diversidade cultural
Resolução no 7/2010
Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos.

Educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena
Lei no 10.639/2003 e Lei no 11.645/2008
Dispõe sobre a valorização da história e dos saberes produzidos por essas populações.

Esta coleção privilegia o trabalho com os temas contemporâneos de diferentes ma-


neiras. Eles podem aparecer ao longo do desenvolvimento dos conteúdos, nas seções
especiais e nas atividades. Por se tratarem de temas globais que podem ser aborda-
dos em âmbito local, é interessante que o trabalho com esses temas aconteça de
maneira contextualizada às diferentes realidades escolares.

[...] cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas res-
pectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às pro-
postas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida
humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transver-
sal e integradora. [...] Na BNCC, essas temáticas são contempladas em habilidades

XV

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_015a025.indd 15 9/27/19 9:13 AM


de todos os componentes curriculares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas,
de acordo com suas possibilidades e especificidades, tratá-las de forma
contextualizada.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. p. 19-20.
Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29 ago. 2019.

Relações entre as disciplinas


Em consonância com os princípios da BNCC, é importante que as escolas busquem
contemplar em seus currículos o ensino interdisciplinar. Ele pode acontecer, principal-
mente, por meio de atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos de dife-
rentes áreas, envolvendo os professores, os alunos e também outras pessoas da
comunidade escolar e da comunidade local. O objetivo principal dessas atividades
deve ser sempre o de proporcionar aos estudantes uma formação cidadã, que favore-
ça seu crescimento intelectual, social, físico, moral, ético, simbólico e afetivo.
Por isso, é esperado que as escolas adequem as proposições da BNCC à realidade
local, buscando, entre outras ações:

[...]
• contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando es-
tratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e
torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais
as aprendizagens estão situadas;
• decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curri-
culares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para
adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à
gestão do ensino e da aprendizagem;
• selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversi-
ficadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se
necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alu-
nos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de
socialização etc.;
[...]
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018.
p. 16-17. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29 ago. 2019.

A busca pela aproximação dos conhecimentos escolares com a realidade dos estudantes
é uma atribuição da escola, mas também deve ser uma responsabilidade do professor.

A análise do contexto sociocultural oferece as chaves para o diagnóstico do ní-


vel cultural dos estudantes, do seu nível real de desenvolvimento, assim como
das suas expectativas diante da instituição escolar, dos seus preconceitos, etc.
Conhecer as respostas a estas interrogações é requisito essencial para que a
proposta planejada possa se ligar diretamente a esses meninos e meninas reais,
à sua autêntica vida cotidiana.
[...]
Outro requisito prévio importante é conhecer e localizar os recursos que exis-
tem na comunidade, no meio natural e social, que possam sugerir a realização de
tarefas concretas, bem como facilitar e enriquecer outras que podem ser desen-
volvidas através da unidade didática.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinaridade: o currículo
integrado. Trad. Cláudia Shilling. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 225-226.

XVI

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Trabalhar a interdisciplinaridade não é algo tão complicado e algumas dicas podem
ajudar a tornar sua prática mais acessível. O texto a seguir apresenta dicas de como
trabalhar os conteúdos escolares de maneira interdisciplinar.

A realidade é um banco de ideias


O caminho mais seguro para fazer a relação entre as disciplinas é se basear
em uma situação real. Os transportes ou as condições sanitárias do bairro, por
exemplo, são temas que rendem desdobramentos em várias áreas. Isso não signifi-
ca carga de trabalho além da prevista no currículo. A abordagem interdisciplinar
permite que conteúdos que você daria de forma convencional, seguindo o livro
didático, sejam ensinados e aplicados na prática — o que dá sentido ao estudo. Para
que a dinâmica dê certo, planejamento e sistematização são fundamentais.
[...] Quando as disciplinas são usadas para a compreensão dos detalhes, os alu-
nos percebem sua natureza e utilidade.
[Atividades que promovam o diálogo entre conhecimentos] também pedem te-
mas bem delimitados. Em vez de estudar a poluição, é preferível enfocar o rio
que corta o bairro e recebe esgoto. A questão possibilita enfocar aspectos histó-
ricos, analisar a água e descobrir a verba municipal destinada ao saneamento.
Quantas disciplinas podem ser exploradas? É possível que um caso assim seja
trazido pela garotada. Convém não desperdiçar a oportunidade mesmo que você
não se sinta à vontade para tratar do assunto. Não precisa se envergonhar por
não saber muito sobre o tema. Mostre à classe como é interessante buscar o co-
nhecimento. “A formação continuada do professor não se resume a realizar um
curso atrás do outro, mas também [a] ler diariamente sobre assuntos gerais” [...].
Dessa maneira, ele aprende a aproveitar motes que surgem em sala e que ten-
dem a ser produtivos se abordados de forma ampla.
[...]
Como ensinar relacionando disciplinas
• Parta de um problema de interesse geral e utilize as disciplinas como ferra-
mentas para compreender detalhes.
[...]
• Inclua no planejamento ideias e sugestões dos alunos.
• Se você é especialista, não se intimide por entrar em área alheia.
• Pesquise com os estudantes.
• Faça um planejamento que leve em consideração quais conceitos podem ser
explorados por outras disciplinas.
• Levante a discussão nas reuniões pedagógicas e apresente seu planejamento
anual para quem quiser fazer parcerias.
• Recorra ao coordenador. Ele é peça-chave e percebe possibilidades de trabalho.
• Lembre-se de que a interdisciplinaridade não ocorre apenas em grandes
projetos. É possível praticá-la entre dois professores ou até mesmo sozinho.
CAVALCANTE, Meire. Interdisciplinaridade: um avanço na educação. Revista Nova Escola. n. 174, ago. 2004. p. 52-54.

Além de atividades que promovam o diálogo com os conhecimentos de diferentes


áreas, o professor deve criar, no dia a dia da sala de aula, momentos de interação entre
eles. Ao longo desta coleção, são apresentados vários exemplos de atividades que
favorecem o trabalho interdisciplinar. Elas são destacadas na seção Saberes integra-
dos, cujas características foram apresentadas na página IX.

A prática docente
As atuais propostas de ensino sugerem uma metodologia que tenha como objetivo
levar o aluno a organizar e a estruturar seu pensamento lógico e a analisar de forma
crítica e dinâmica o ambiente que o cerca.
XVII

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Para que essa metodologia seja posta em prática, é necessário redimensionar o
papel do professor. É preciso deixar de ser apenas transmissor de conhecimentos e
passar a ser mediador da relação entre o aluno e a aprendizagem.
Como mediador, é preciso promover debates sobre as propostas dos alunos, indi-
car os caminhos que podem levar à resolução dos problemas, orientar as reformula-
ções das hipóteses e valorizar as soluções mais adequadas.

Ser “mediador” não pode ser entendido apenas como sendo um aplicador de
pacotes educacionais ou um mero constatador do que o aluno faz ou deixa de fa-
zer. Ser mediador deve significar, antes de mais nada, estar entre o conhecimen-
to e o aprendiz e estabelecer um canal de comunicação entre esses dois pontos.
MASSINI-CAGLIARI, Gladis; CAGLIARI, Luiz Carlos. Diante das letras: a escrita na alfabetização.
Campinas: Mercado de Letras, 1999. p. 255.

Sendo assim, é papel do professor:


• tornar os conceitos e os conteúdos possíveis de serem aprendidos pelos alunos,
fornecendo as informações necessárias que eles não têm condições de obter
sozinhos;
• conduzir
e organizar o trabalho em sala de aula, buscando desenvolver a autono-
mia dos alunos;
• estimular
continuamente os alunos, motivando-os a refletir, investigar, levantar
questões e trocar ideias com os colegas.
É importante conhecer as condições socioculturais, as expectativas e as competên-
cias cognitivas dos alunos, pois, dessa maneira, terão condições de selecionar situa-
ções-problema relacionadas ao cotidiano deles. É relevante também o trabalho de um
mesmo conteúdo em diversos contextos, a fim de incentivar a capacidade de genera-
lização nos alunos.

Procedimentos de pesquisa
As atividades de pesquisa são fundamentais para desenvolver autonomia, capaci-
dade de análise e síntese, práticas de leitura, além de estimular o trabalho em grupo e
a socialização, entre diversas outras habilidades, dependendo de como a pesquisa é
orientada e de qual será o seu produto final.
Para que a pesquisa escolar obtenha resultados satisfatórios, existem algumas
orientações possíveis de serem transmitidas aos alunos antes de sua realização. Os
pontos principais a serem considerados são: a definição do tema, o objetivo da pes-
quisa, o cronograma, o produto final e a socialização desse produto.
Definição do tema
É importante definir claramente o tema da pesquisa, estabelecendo um objeto de
estudo que desperte o interesse dos alunos.

Objetivo da pesquisa
Para definir o objetivo da pesquisa, cria-se uma problemática inicial sobre o tema
escolhido. Com os alunos, deve-se formular perguntas norteadoras e estabelecer tó-
picos secundários dentro do tema geral.

Igualmente importante é definir um produto final: pode ser um seminário, um


vídeo, uma publicação coletiva, um texto escrito para ser lido na classe... Seja

XVIII

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qual for a escolha, o fundamental é ampliar o público. Por dois motivos: primei-
ro, como forma de incentivar a preocupação com os propósitos da pesquisa e a
forma como ela será comunicada. Segundo, para que a pesquisa cumpra verda-
deiramente sua função. Se na sociedade a meta de uma investigação é dissemi-
nar informações, não faz sentido que na escola ela se transforme em um contato
restrito entre aluno e professor.
MARTINS, Ana Rita. Busca certeira: como selecionar sites confiáveis. Revista Nova Escola. Disponível em: <https://
novaescola.org.br/conteudo/2563/busca-certeira-como-selecionar-sites-confiaveis>. Acesso em: 23 nov. 2017.

Com o objetivo definido, o passo seguinte é escolher quais serão as fontes de pes-
quisa. Deve ser explicada aos alunos a importância da seleção de fontes confiáveis,
que tenham informações sobre suas origens e os respectivos autores. Além disso,
deve ser destacado que a pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, como li-
vros, jornais, revistas, internet, dicionários, enciclopédias, fotos, documentários, fil-
mes, ou até por meio de entrevistas e pesquisas de campo.

Cronograma
Caso o trabalho seja em grupo, os alunos devem estabelecer quem ficará responsá-
vel pela elaboração de cada tópico. Por fim, prazos devem ser definidos para a entrega
desse material. Esse prazo pode conter apenas a data final de apresentação do traba-
lho ou incluir as datas em que cada um terá de entregar a parte que lhe cabe.

Coleta de informações
Nessa fase, cada aluno deverá seguir com a pesquisa do tópico que lhe foi proposto
na etapa anterior. A pesquisa pode ser realizada em diversas fontes, e os alunos deve-
rão selecionar as informações com maior utilidade para a produção final. É trabalho do
professor orientá-los a selecionar fontes confiáveis, bem como imagens para ilustrar e
enriquecer o trabalho, como fotos, desenhos, mapas, tabelas e gráficos. Nessa etapa,
a interação e a troca de experiências entre os alunos são muito importantes, pois des-
sa forma é possível verificar se o trabalho deles está sendo produtivo para o restante
do grupo.

Análise das informações


É importante orientar os alunos a analisarem e a interpretarem as informações cole-
tadas, verificando se elas realmente estão relacionadas com os conteúdos estudados
naquele momento e com as problemáticas propostas no início da pesquisa.
Vale ressaltar que coletar dados, imagens e textos não caracteriza de fato uma pes-
quisa. É preciso que essas informações sejam interpretadas e selecionadas de manei-
ra crítica, tendo em mente sempre o contexto em que serão utilizadas. Nos trabalhos
em grupo, é interessante que essa etapa seja realizada em conjunto, a fim de que cada
um tome conhecimento sobre as informações coletadas pelos colegas.

Produção
Essa etapa pode variar de acordo com o produto final da pesquisa. Se for um traba-
lho escrito, é nesse momento que deve acontecer a produção escrita e, por fim, a
centralização de todos os textos produzidos. Caso a apresentação final seja um semi-
nário, nessa etapa também precisam ser planejados e escritos os cartazes ou slides
que acompanharão a apresentação. Por outro lado, se a apresentação for uma roda
de leitura, nessa etapa é importante treiná-la.
XIX

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De qualquer maneira, é essencial que os alunos percebam a importância de elabo-
rar uma primeira versão, que deverá ser conferida por todos os envolvidos, até mesmo
o professor. Após a leitura de todos, o texto final pode ser escrito.

Divulgação
Com o texto pronto, os cartazes produzidos ou a leitura ensaiada, chegou o mo-
mento de divulgar a pesquisa. Cada evento ou formato de trabalho possui caracterís-
ticas diferentes e é importante ressaltar isso aos alunos. Uma apresentação oral exige
postura, entonação de voz e até o uso de fichas organizadoras para que os alunos não
se percam durante a fala. Já em um trabalho escrito, pode ser necessário criar uma
capa com o nome de cada participante, o nome da escola e a turma em que
estudam.

Espaços não formais de aprendizagem


A escola e suas dependências constituem um espaço formal de ensino-aprendiza-
gem. Mas não é somente no ambiente escolar que a aprendizagem acontece.
Os espaços não formais de ensino-aprendizagem têm se destacado por oportunizar
a aprendizagem de maneira interativa. Por apresentar diferentes recursos e realizar
exposições, esses locais podem contribuir significativamente para a aprendizagem,
pois o público participa ativamente desse processo. Entre as vantagens dos espaços
não formais de ensino-aprendizagem está a de levar a cultura científica a todos, con-
tribuindo para a divulgação científica e o envolvimento da sociedade nos conceitos
científicos.
Na definição de espaços não formais de educação são sugeridas as categorias Ins-
tituições e não Instituições.

[...] Na categoria Instituições, podem ser incluídos os espaços que são regula-
mentados e que possuem equipe técnica responsável pelas atividades executa-
das, sendo o caso dos Museus, Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Parques
Zoobotânicos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa, Aquários,
Zoológicos, entre outros. Já os ambientes naturais ou urbanos que não dispõem
de estruturação institucional, mas onde é possível adotar práticas educativas, en-
globam a categoria não Instituições. Nessa categoria podem ser incluídos teatro,
parque, casa, rua, praça, terreno, cinema, praia, caverna, rio, lagoa, campo de fu-
tebol, entre outros inúmeros espaços. [...]
JACOBUCCI, Daniela Franco Carvalho. Contribuições dos espaços não formais de educação para a formação da
cultura científica. Revista Em extensão, v. 7, 2008. p. 56-57. Disponível em: <http://www.seer.ufu.br/index.php/
revextensao%20/article/viewFile/20390/10860>. Acesso em: 20 nov. 2017.

É possível perceber que a aprendizagem pode ocorrer em diferentes espaços e não


depende somente de instituições de pesquisa. É fundamental expor os objetivos da
realização de visitas a espaços não formais de aprendizagem antecipadamente, orien-
tar os alunos durante a visitação e ressaltar a importância de um relatório para regis-
trar o que foi observado, juntamente com as impressões dos alunos sobre a visitação
e a troca de ideias entre eles, a fim de socializar suas observações e compartilhar suas
opiniões.
Os espaços não formais de educação são fundamentais na disseminação da cultura
humana e da cultura científica, tornando-se instrumentos relevantes na educação e na
formação cidadã.
XX

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Procedimentos para visitas a
espaços não formais de aprendizagem
A visita a espaços não formais pode contribuir para a aprendizagem e garantir mo-
mentos de interação com o objeto de estudo, experiência enriquecedora para a apren-
dizagem. Para que tal experiência seja relevante, é necessária a programação prévia.
É essencial agendar a visita antecipadamente, garantir que haja acompanhamento
específico, indicar o nome da escola, a série, a faixa etária e a quantidade de alunos
que será levada. Além disso, é indispensável providenciar autorizações que devem ser
entregues aos pais ou responsáveis e assinadas por eles. Caso seja necessário pagar
algum valor para a entrada, deve ser identificado na autorização, bem como o local a
ser visitado, o endereço, a data e o horário. É necessário orientar os responsáveis so-
bre os possíveis gastos no dia da visita e sobre o meio de transporte utilizado.
O transporte deve ser contratado antecipadamente e devem ser verificadas as con-
dições de segurança do veículo. O itinerário e os horários previstos devem ser combi-
nados com o motorista.
Caso a visita seja feita em campo, em locais com solo ou rochas, os alunos devem
ser orientados a utilizarem roupas e calçados apropriados, bem como óculos de sol,
boné, protetor solar e repelente de insetos.
Os alunos devem levar um caderno de campo para fazerem suas anotações e, se
possível, aparelhos celulares ou câmeras para registrarem imagens. Se forem conduzir
entrevistas, devem preparar as questões previamente e gravar as respostas para anali-
sá-las e transcrevê-las posteriormente. Esses registros serão essenciais na avaliação
da aprendizagem.

A tecnologia como ferramenta pedagógica


O uso das novas tecnologias da informação e da comunicação já é uma realidade
no cotidiano de crianças e adolescentes. Diante disso, as políticas educacionais e as
práticas pedagógicas em nosso país caminham no sentido de incorporar essas tecno-
logias ao trabalho escolar.
Incluir os recursos tecnológicos nas aulas parece uma tendência inevitável e, ao
mesmo tempo, capaz de contribuir para o desenvolvimento de metodologias inovado-
ras no processo de ensino-aprendizagem. Porém, cabe salientar que, para que o uso
dessas tecnologias como ferramenta de ensino-aprendizagem realmente se justifique
e de fato contribua para esse processo, faz-se necessário um planejamento prévio
considerando sua relação com o conteúdo, os objetivos pretendidos, a aplicação em
sala de aula e a capacitação dos profissionais que delas vão se utilizar. Portanto, deve-
-se adotar o seguinte critério:

[...] Só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteú-
dos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tor-
nam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm
as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planeja-
mento malfeito. “Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem co-
laborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados
sem elas”, afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de Nova Escola. [...]
POLATO, Amanda. Tecnologia + conteúdos = oportunidades. Revista Nova Escola. São Paulo:
Fundação Victor Civita, ano 24, n. 223, jun. 2009. p. 51.

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Com a presença cada vez maior de computadores nas escolas, bem como de alu-
nos que dispõem de aparelhos celulares, a internet passou a ser cada vez mais utiliza-
da na realização de pesquisas e também como recurso didático. Por meio dela,
professores e alunos têm acesso a um universo de informações as quais podem, se
bem exploradas, ser muito úteis e enriquecer o processo de ensino-aprendizagem.

[...]
Não há dúvida de que novas tecnologias de comunicação e informação trouxe-
ram mudanças consideráveis e positivas para a educação. Vídeos, programas
educativos na televisão e no computador, sites educacionais, softwares diferen-
ciados transformam a realidade da aula tradicional, dinamizam o espaço de ensi-
no-aprendizagem, onde, anteriormente, predominavam a lousa, o giz, o livro e a
voz do professor. Para que as [Tecnologias de Informação e Comunicação] TICs
possam trazer alterações no processo educativo, no entanto, elas precisam ser
compreendidas e incorporadas pedagogicamente. Isso significa que é preciso
respeitar as especificidades do ensino e da própria tecnologia para poder garan-
tir que seu uso, realmente, faça diferença.
[...]
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. São Paulo: Papirus, 2007. p. 46.

É necessário, no entanto, tomar certos cuidados para fazer uma boa utilização des-
se recurso, garantindo que os alunos possam usufruir plenamente dos benefícios
desse instrumento e evitando que se desviem dos objetivos pretendidos. A seguir,
são apresentadas algumas sugestões e orientações para incluir essa ferramenta na
prática pedagógica.
• Preparação: mantenha-se informado, converse com os colegas e os gestores
que já tiveram experiências no uso da tecnologia. [...]
• Planejamento: estabeleça quais os conteúdos a serem trabalhados e só de-
pois avalie quais recursos tecnológicos podem colaborar com o aprendizado
deles. A tecnologia deve servir ao ensino e não o contrário. [...]
• Tempo: calcule o tempo necessário para executar, acompanhar e avaliar as
atividades que você irá realizar. [...]
• Teste: antes de utilizar um equipamento ou um programa, teste-o o máximo
que puder. [...]
• Limites: as regras de convivência são importantes em qualquer aula e tam-
bém devem ser feitas para as que utilizam as TIC. Combine com os alunos
quais programas e equipamentos podem ser usados. [...]
• Avaliação: os prazos foram cumpridos? Os objetivos foram alcançados? A
tecnologia colaborou para a evolução do aprendizado da turma? [...]
COMO o professor pode usar a internet a seu favor. Nova Escola, São Paulo: Fundação Victor Civita,
edição especial n. 42, jul. 2012. p. 32-33.

Competência leitora
Cada vez mais sou tomado pela certeza de que ser leitor faz a diferença, [de]
que ser leitor é a possibilidade de construção de um ser humano melhor, mais
crítico, mais sensível; alguém capaz de se colocar no lugar do outro; alguém mais
imaginativo e sonhador; alguém um pouco mais liberto dos tantos preconceitos
que a sociedade vai impondo-nos a cada dia, a cada situação enfrentada. Ser lei-
tor, acredito, qualifica a vida de qualquer pessoa. [...]
RITER, Caio. A formação do leitor literário em casa e na escola. São Paulo: Biruta, 2009. p. 35.

XXII

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Atualmente, a rapidez com que se tem acesso à informação faz com que o contato
com a leitura em contextos reais de informação seja cada vez mais fragmentado. Des-
se modo, é importante que a escola possibilite ao aluno desenvolver estratégias de
leitura que o auxiliem a compreender e explorar mensagens, verbais ou não verbais,
em diversos níveis de cognição.

Promover atividades em que os alunos tenham que perguntar, prever, recapi-


tular para os colegas, opinar, resumir, comparar suas opiniões com relação ao
que leram, tudo isso fomenta uma leitura inteligente e crítica, na qual o leitor vê
a si mesmo como protagonista do processo de construção de significados. Estas
atividades podem ser propostas desde o início da escolaridade, a partir da leitura
realizada pelo professor e da ajuda que proporciona.
SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Trad. Cláudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. p. 173.

Vale ressaltar que a interpretação de um texto acontece de forma progressiva, con-


siderando não apenas a mensagem que o autor pretendia transmitir, mas também os
objetivos do leitor ao ler esse texto, assim como seus conhecimentos prévios e o pro-
cesso de leitura em si. Nesse sentido, é importante a criação de estratégias de leitura,
que permitirão ao aluno:

• Extrair o significado do texto, de maneira global, ou dos diferentes itens in-


cluídos nele.
• Saber reconduzir sua leitura, avançando ou retrocedendo no texto, para se
adequar ao ritmo e às capacidades necessárias para ler de forma correta.
• Conectar novos conceitos com os conceitos prévios que lhe permitirão incor-
porá-los a seu conhecimento.
SERRA, Joan; OLLER, Carles. Estratégias de leitura e compreensão de texto no ensino fundamental e médio. In:
TEBEROSKY, Ana et al. Compreensão da leitura: a língua como procedimento. Trad. Fátima Murad.
Porto Alegre: Artmed, 2003. p. 36-37.

Por fim, se o objetivo principal é formar leitores autônomos a partir da leitura de tex-
tos e imagens apresentadas a esses alunos, é preciso favorecer esse processo, tendo
o cuidado de:
• escolher temas relevantes e interessantes à sua faixa etária;
• selecionar textos verbais com vocabulário e extensão adequados;
• preocupar-se com a gradação da leitura e a complexidade dos textos;
• garantir
que sejam propostas leituras de imagens e de gêneros multimodais, aten-
tando-se para a diversidade de gêneros textuais, de modo que não sejam estuda-
dos sempre os mesmos;
• apresentar ao aluno o objetivo das leituras, a fim de que ele perceba que em al-
guns momentos lemos para estudar e buscar informações e, em outros, a leitura é
realizada por diversão, por exemplo;
• orientar como a leitura deverá ser realizada: silenciosamente, guiada, em grupo,
etc.
Ao longo desta coleção, a competência leitora é estimulada por meio da utilização
de recursos textuais e imagéticos diversificados. Para favorecer a análise desses re-
cursos, são propostas questões de interpretação no livro do aluno, além de sugestões
de questões de análise nas orientações ao professor.
XXIII

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Avaliação
A avaliação deve ser compreendida como um meio de orientação do processo de
ensino-aprendizagem. Isso porque é uma das principais formas pela qual se pode
reconhecer a validade do método didático-pedagógico adotado pelo professor. Além
disso, é possível acompanhar o processo de aprendizagem do aluno, procurando
identificar seus avanços e suas dificuldades.
Para que o processo de ensino-aprendizagem seja bem-sucedido, é necessária
uma avaliação contínua e diversificada. Para tanto, devem ser levados em considera-
ção os conhecimentos prévios dos alunos para que se possa traçar objetivos em rela-
ção aos conteúdos.
A avaliação pode ser realizada individualmente ou em grupo, por meio das expres-
sões oral, textual e pictórica e da realização de diferentes atividades, como entrevistas
e análises de imagens, permitindo a percepção das diferentes habilidades e do desen-
volvimento dos alunos.
A ação avaliativa pode ser realizada de diferentes maneiras e em momentos distin-
tos no decorrer do estudo dos conteúdos, como apresentado a seguir.

Três etapas avaliativas


Avaliação inicial ou diagnóstica
Tem como objetivo perceber o conhecimento prévio dos alunos, identificando inte-
resses, atitudes, comportamentos, etc. Essa avaliação deve ser procedida no início de
um novo conteúdo para que possa haver melhor integração entre os objetivos e os
conhecimentos que os alunos já possuem. Nesse sentido, a coleção apresenta situa-
ções que propiciam conhecer a realidade do aluno, como a sua convivência social, as
relações familiares, etc.

Avaliação formativa
Essa etapa avaliativa consiste na orientação e na formação do conhecimento por
meio da retomada dos conteúdos abordados e da percepção dos professores e dos
alunos sobre os progressos e as dificuldades no desenvolvimento do ensino. Esse
processo requer uma avaliação pontual, ou seja, o acompanhamento constante das
atividades realizadas pelo aluno. Assim, análises de pesquisas, entrevistas, trabalhos
em grupos e discussões em sala de aula devem ser armazenados e utilizados para,
além de acompanhar a aprendizagem dos alunos, avaliar os próprios métodos de
ensino.

Avaliação somatória
Essa avaliação tem como prioridade realizar uma síntese dos conteúdos trabalha-
dos. Assim, deve-se valorizar trabalhos que permitam avaliar a capacidade de organi-
zação e de construção do conhecimento do aluno. Esse método permite um diagnóstico
do aprendizado em um período mais longo, como o final de uma temática, determi-
nando sua relação de domínio com os objetivos propostos. Atividades como produção
e análise de textos, a emissão de opinião e as variadas formas de registro do que foi
estudado são maneiras de verificar o que foi apreendido e como se deu a formação do
conhecimento nos alunos.
XXIV

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Fichas de avaliação e autoavaliação
Para facilitar o trabalho, é possível fazer uso de fichas para avaliar o desempenho da
turma. A seguir, apresentamos um exemplo de ficha de avaliação.

Nome: Sim Às vezes Não

Participa de debates e discussões em sala de aula?

Realiza as tarefas propostas?

Demonstra interesse pela disciplina?

Tem bom relacionamento com os colegas de sala?

Expressa suas opiniões por meio de trabalhos orais


ou escritos?
Consegue organizar o aprendizado?

É organizado com o material didático?

Tem facilidade para compreender os textos?

Respeita outras opiniões sem ser passivo?

O processo de avaliação do ensino-aprendizagem é uma responsabilidade do pro-


fessor, porém os alunos também devem participar desse processo para que identifi-
quem seus avanços e seus limites, colaborando assim para que o professor tenha
condições de avaliar sua metodologia de ensino. Uma das sugestões para esse pro-
cesso é o uso de fichas de autoavaliação, por meio das quais os alunos são estimula-
dos a refletir sobre o seu desenvolvimento em sala de aula e sobre seu processo de
aprendizagem. A seguir, apresentamos um modelo de ficha de autoavaliação.

Nome: Sim Às vezes Não

Compreendo os assuntos abordados pelo professor?

Faço os exercícios em sala e as tarefas da casa?

Falo com o professor sobre minhas dúvidas?

Expresso minha opinião durante os trabalhos em


sala de aula?

Participo das atividades em grupo?

Mantenho um bom relacionamento com meus


colegas de sala?
Organizo meu material escolar?

XXV

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O ensino de Ciências

Fundamentos teórico-metodológicos
Proposta pedagógica da coleção
A curiosidade faz parte do ser humano desde seus primeiros anos de vida. As Ciên-
cias Naturais (Biologia, Física, Química, Astronomia, Geologia) ajudam a despertar
essa curiosidade e a responder às questões que aparecem durante o desenvolvimento
cognitivo dos alunos. Assim, a base para o ensino de Ciências relaciona-se à realidade
próxima e aos questionamentos naturais dos alunos sobre os fenômenos naturais que
os cercam.
Os alunos buscam explicações para os fenômenos naturais e as conquistas tecno-
lógicas baseando-se no conhecimento que constituíram em sua vivência. Muitas ve-
zes, esses conhecimentos são insuficientes ou até mesmo equivocados, exigindo que
busquem outras informações para suprir suas necessidades. Dessa forma, o ensino
de Ciências deve contribuir para que os alunos obtenham essas informações e esta-
beleçam as relações necessárias para a construção do conhecimento científico. Quan-
do o aluno conhece o mundo que o cerca, torna-se capaz de opinar e intervir na
realidade, modificando-a de maneira consciente.
Para se familiarizarem com os procedimentos e o raciocínio científico, os alunos
precisam ser alfabetizados cientificamente. Além de conhecerem a terminologia
científica apropriada e os conceitos estruturantes, eles devem reconhecer a impor-
tância disso no contexto em que vivem. Com base nisso, os alunos podem estabe-
lecer relações entre Ciência, Tecnologia, Sociedade, Ambiente e Saúde e verificar
como isso influencia os seres vivos, os elementos não vivos e todo o futuro do
planeta.
Além disso, o ensino de Ciências é fundamental para desenvolver o pensamento
lógico, assim como para a resolução de situações práticas. É importante ressaltar que
o conhecimento científico contribui para o desenvolvimento tecnológico, que promove
diversos avanços e está presente nos diferentes meios de comunicação diariamente.
Isso exige dos alunos conhecimento científico suficiente para interpretar tais
informações.

[...] Sob essa perspectiva, o ensino de Ciências pode contribuir para que os alu-
nos sejam inseridos em uma nova cultura, a cultura científica, que lhes possibili-
tará ver e compreender o mundo com maior criticidade e com conhecimentos
para discernir, julgar e fazer escolhas conscientes em seu cotidiano, com vistas a
uma melhor qualidade de vida. Entende-se que esse processo, aqui denominado
de alfabetização científica, é uma construção que se prolonga por toda a vida,
contudo, ressalta-se que seu desenvolvimento é fundamental desde a fase inicial
da escolarização (Lorenzetti & Delizoicov, 2001; Tenreiro-Vieira & Vieira, 2011).
[...]
VIECHENESKI, Juliana Pinto; CARLETTO, Marcia Regina. Iniciação à alfabetização científica nos anos iniciais:
contribuições de uma sequência didática. Investigações em Ensino de Ciências, v. 18, n. 3, 2013. p. 526. Disponível
em: <https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/112/76>. Acesso em: 20 nov. 2017.

Diante das exigências da sociedade atual, os conhecimentos científico e tecnológi-


co são essenciais na formação de um cidadão crítico e capaz de compreender o
XXVI

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_p026a030.indd 26 1/30/18 8:06 PM


mundo e suas transformações. Segundo Krasilchick e Marandino (2004), na formação
de cidadãos críticos, algumas competências são necessárias:

[...]
• terconsciência da importância de sua função no aperfeiçoamento individual
e das relações sociais;
• ser capaz de expressar seus julgamentos de valor;
• justificar
suas decisões referindo-se aos princípios e conceitos em que se
basearam;
• diferenciarentre decisões pessoais de âmbito individual e decisões coletivas
de âmbito público;
• reconhecer e aceitar direitos, deveres e oportunidades em uma sociedade
pluralista;
• ouvir e aceitar diferenças de opiniões.
[...]
KRASILCHICK, Myriam; MARANDINO, Martha. Ensino de Ciências e cidadania.
São Paulo: Moderna, 2004. p. 8-9. (Coleção Cotidiano escolar).

O ensino de Ciências deve pautar-se nas necessidades dos alunos e em sua


formação cidadã. Para isso, o professor deve agir como mediador da aprendiza-
gem e desenvolver neles uma postura crítica e ativa na construção do conhecimen-
to. Rompe-se, assim, a ideia de um professor detentor de conhecimentos e alunos
como receptores passivos dessas informações. O professor deve oportunizar
questionamentos, apresentação de ideias, expressão de opiniões e análise de
situações.

[...]
No ensino tradicional, o saber era transmitido principalmente pelo professor,
pelo texto e pela eventual realização de um experimento “mostrado” aos alunos.
Os conteúdos ocupavam um lugar de destaque, e a qualidade do ensino depen-
dia do domínio que o professor tinha dos conhecimentos e da clareza de sua ex-
posição. Essa concepção enciclopédica do ensino foi mudando à medida que se
começou a compreender a necessidade de uma participação mais ativa do aluno,
que se passou a vê-lo como agente da própria aprendizagem. Compartilhamos
da convicção de que para aprender – construir conhecimento – é preciso ofere-
cer aos alunos situações em que possam se posicionar de maneira intelectual-
mente ativa, situações em que possam refletir, fazer novas descobertas, formular
perguntas, discordar, elaborar possíveis respostas etc. Essa postura nos leva a
analisar quais conteúdos têm mais potencial para se tornar objeto de ensino e
como a maneira pela qual são apresentados em classe interfere na
aprendizagem.
[...]
SPINOZA, Ana. Ciências na escola: novas perspectivas para a formação dos alunos.
Trad. Camila Bogéa. São Paulo: Ática, 2010.

Além de auxiliar na ampliação de conhecimentos, o ensino de Ciências pode ajudar


na formação integral do indivíduo, o que justifica sua abordagem desde os anos ini-
ciais do Ensino Fundamental I.
XXVII

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_p026a030.indd 27 1/30/18 8:06 PM


[...] O ensino de Ciências nos anos iniciais também pode auxiliar na construção
de valores e habilidades que possibilitarão aos alunos continuar aprendendo.
Cabe ressaltar que atitudes e valores se constroem desde cedo e quando a escola
proporciona momentos para debates, questionamentos, reflexões, exposição e
confronto de ideias, abre a oportunidade de ensinar valores essenciais ao exercí-
cio da cidadania, como respeito pelas diferentes ideias, tolerância, cooperação,
respeito à diversidade, às regras combinadas em grupo, capacidade de se comu-
nicar, de ouvir e esperar sua vez para se expressar, responsabilidade, senso críti-
co e inclusão social. [...]
VIECHENESKI, Juliana Pinto; CARLETTO, Marcia. Por que e para quê ensinar ciências para crianças.
Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 6, n. 2, mai-ago. 2013. p. 223.
Disponível em: <https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/viewFile/1638/1046>. Acesso em: 20 nov. 2017.

A formação integral dos alunos é uma das metas do ensino de Ciências. Para os
anos iniciais do Ensino Fundamental, alguns objetivos são necessários, entre eles:
• reconhecer que todos têm direito de acesso ao conhecimento científico;
• compreendero ser humano como parte integrante da natureza e agente transfor-
mador do mundo em que vive;
• relacionar
os conhecimentos científicos à produção tecnológica e condições de
vida no mundo atual e ao longo da história;
• desenvolver leitura e interpretação de textos de divulgação científica;
• consultar diversas fontes de informações sobre ciência e tecnologia;
• discutirfatos e informações com base em leituras, observações, experimentações
e registros;
• propor maneiras de investigar hipóteses levantadas;
• basear-se na vivência para coletar dados, como entrevistas e pesquisas em sites,
livros, jornais, etc.;
• ordenar, nomear e classificar;
• praticar os conceitos das Ciências Naturais para solucionar problemas reais;
• desenvolver
o pensamento crítico, a cooperação e a construção coletiva do
conhecimento;
• identificar interações do ser humano com o ambiente;
• reconhecera saúde como um bem individual e comum que deve ser promovido
pela ação coletiva;
• compreender a tecnologia como necessária ao ser humano;
• argumentar, explicar e se posicionar por meio da aprendizagem em Ciências;
• relatar
os conteúdos de Ciências por meio de desenhos, representações, teatros,
música, dança, poemas e outras formas de expressão.
Além disso, o ensino de Ciências deve oportunizar aos alunos o contato com dife-
rentes materiais, para que possam estabelecer ideias, levantar e testar hipóteses, ana-
lisar os resultados, comparar dados, questionar o que acontece ao redor e confrontar
suas ideias com as dos colegas, vivenciando o saber científico.
XXVIII

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_p026a030.indd 28 1/30/18 8:06 PM


Um ponto importante que merece destaque no ensino de Ciências são os conheci-
mentos prévios trazidos pelos alunos dos conteúdos relacionados a Ciências obtidos
fora da escola, que não devem ser descartados pelo professor, pois podem servir de
base para a construção da compreensão dos fenômenos naturais.

[...] Os conhecimentos prévios formam-se a partir de concepções espontâneas


e intuitivas acerca de situações e fenômenos da vida cotidiana, de representações
sociais transmitidas culturalmente e a partir de analogias: quando o aluno não
possui imagens concretas para determinado conhecimento, faz determinadas
associações, cria modelos para entendê-lo. [...]
HOFFMANN, Jussara. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto Alegre: Mediação, 2006. p. 87-88.

Quando o professor identifica os conhecimentos prévios, pode prever as próxi-


mas ações pedagógicas, adaptando seu planejamento. Com base nisso, ele pode
utilizar estratégias que o auxiliam no desenvolvimento didático do conteúdo, como:
problematização, observação, trabalhos em grupo e atividades de experimentação
investigativa.

Problematização
Quando não estão na escola, geralmente, os alunos buscam explicações pró-
prias para os conteúdos científicos de seu interesse, baseando-se nos conheci-
mentos prévios. De certa maneira, esses modelos satisfazem as necessidades
momentâneas dos alunos, embora nem sempre apresentem fundamentação
científica. O professor pode basear-se nessas situações cotidianas, identificando
problemas a serem respondidos pelos alunos em uma situação chamada
problematização.
Quando um aluno percebe que seus modelos são inadequados e que seus conhe-
cimentos prévios são insuficientes para estabelecer explicações satisfatórias, ele sen-
te a necessidade de buscar novos conhecimentos que possam responder aos seus
questionamentos.
Os conteúdos científicos a serem trabalhados devem ser significativos para os
alunos e próximos de sua realidade. Caso contrário, eles não se sentirão motivados
a adequar ou reconstruir seus modelos, o que pode levá-los a criar obstáculos à
aprendizagem.
O professor tem um papel importante como mediador nessa relação. Ao deses-
tabilizar os modelos trazidos pelos alunos e mostrar a ausência de embasamento
científico, ele mobiliza os conhecimentos, estabelecendo um conflito, que exigirá o
levantamento de novas hipóteses e a reconstrução de modelos.

Observação
Por meio da observação, os alunos obtêm informações com os próprios sentidos,
destacando os aspectos mais importantes do que está sendo observado.
A observação pode ocorrer de forma direta ou indireta. Na observação direta, os
alunos entram em contato com os objetos de estudo, vivenciando diferentes situa-
ções, como cheiros, gostos, texturas e outras sensações. Esse tipo de observação
ocorre em atividades que envolvem a manipulação de objetos e materiais e também
atividades de visitação, como a que acontece nos arredores da escola ou em ambientes
externos.
XXIX

1_g19_mdn_mp_parte_geral_5pmc_p026a030.indd 29 1/30/18 8:06 PM


A observação indireta é feita por meio de recursos técnicos, como microscópio, te-
lescópio, fotografias e filmes. Tanto a observação direta quanto a indireta devem ser
previamente planejadas pelo professor para orientar os alunos durante sua execução.
Além disso, as atividades de observação só atingem seu objetivo quando os estudan-
tes se comunicam oralmente e/ou por meio de registros escritos ou desenhos, a fim de
mostrarem os resultados de sua observação.

Atividades de experimentação investigativa


A experimentação investigativa é uma estratégia fundamental no ensino de Ciên-
cias. Ela envolve a manipulação de diferentes materiais, o uso de técnicas científicas e
o levantamento de hipóteses. No teste de suas hipóteses, os alunos observam, ano-
tam e comparam resultados, tendo a oportunidade de compreender e utilizar o que
aprenderam. Trata-se de uma ferramenta fundamental para a construção do conheci-
mento científico.
As atividades de experimentação não devem ser encaradas apenas como uma
estratégia para demonstrar conhecimentos já apresentados aos alunos ou verificar
leis já estruturadas. Com o auxílio do professor e dos conhecimentos prévios dos
estudantes, elas devem ampliar o conhecimento dos alunos e fazer com que eles
as relacionem aos fenômenos naturais, investigando-as e elaborando explicações
sobre elas.
As atividades práticas podem gerar uma situação-problema, que exija dos estudan-
tes ações para resolvê-la ou compreendê-la. Além de motivar, esse desafio desperta
o interesse deles, gerando discussões.
Os resultados das atividades de experimentação investigativas podem ser dife-
rentes do esperado. Durante a montagem de um experimento, por exemplo, podem
ocorrer dificuldades na realização de alguns procedimentos. Essas situações de-
vem ser aproveitadas pelo professor para gerar discussões sobre o que pode ter
ocorrido, incentivando os alunos a trocarem ideias para buscar soluções, identifi-
carem os problemas e, até mesmo, proporem novas formas ou alternativas para os
alguns procedimentos.
Essas situações mostram aos estudantes que o conhecimento científico conti-
nua em constante construção, com base nos problemas, insucessos, avanços e
incertezas.

Trabalho em grupo
A interação entre os alunos, além de desenvolver a cooperação e as noções de
coletividade, também contribui para a construção do conhecimento. Muitas pes-
quisas já demonstraram que a oportunidade de discussão e de argumentação au-
menta a capacidade de compreensão dos temas ensinados e os processos de
raciocínio envolvidos.
Deve-se oportunizar momentos de comunicação, reflexão, argumentação e a troca
de ideias entre os alunos. O diálogo entre eles estimula-os a reconhecer a necessida-
de de obter novas informações, assim como de reorganizar e reconceituar as ideias
preexistentes.

XXX

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Distribuição dos conteúdos de Ciências
Esta coleção foi estruturada levando em consideração as propostas da Base Nacio-
nal Comum Curricular (BNCC) e tomando como princípio a importância da formação
cidadã e integral dos estudantes.
Os quadros a seguir apresentam uma visão geral sobre como as habilidades, compe-
tências e temas contemporâneos foram desenvolvidos nos diferentes objetos de conhe-
cimento. Além disso, apresentamos também relações entre alguns conteúdos
tra­balhados neste ano com objetos de conhecimento de anos anteriores ou posteriores,
apresentados após o quadro de cada unidade, por meio de uma indicação numérica.

UNIDADE 1 FUNCIONAMENTO DO CORPO HUMANO


Objetos de Temas
Habilidades Conteúdos Competências
conhecimento contemporâneos
• Nutrição do • EF04CI06 • Organização do corpo humano. • Competências gerais: • Saúde.
organismo. • EF04CI07 • Células. 1, 2, 4, 8, 9 e 10.
• Hábitos • EF04CI08 • Tecidos. • Competências
alimentares. • EF04CI09 • Órgãos. específicas: 1, 2, 3, 6,
• Sistemas. 7 e 8.
• Integração entre • Nutrição do corpo humano.
os sistemas • Sistema digestório.
digestório, • Estrutura do sistema digestório.
respiratório e
• Dentição humana.
circulatório.
• Sistema respiratório.
• Estrutura do sistema respiratório.
• Sistema circulatório sanguíneo.
• Estrutura do sistema circulatório sanguíneo.
• Composição do sangue.
• Sistema urinário.
• Estrutura do sistema urinário.
• Alimentação equilibrada.
• Nutrientes.

UNIDADE 2 O SER HUMANO E O AMBIENTE


Objetos de Temas
Habilidades Conteúdos Competências
conhecimento contemporâneos
• Propriedades • EF05CI02 • Atividades que o ser humano realiza e que utiliza água. • Competências gerais: • Diversidade cultural.
físicas dos • EF05CI03 • Aproveitamento da água da chuva. 1, 2, 4, 7, 8, 9 e 10.
materiais. • EF05CI04 • Água potável. • Competências
• Ciclo hidrológico. • EF05CI05 • Importância do tratamento da água. específicas: 1, 2, 3, 4,
• Consumo • Ciclo hidrológico. 1 5, 7 e 8.
consciente. • Relação das mudanças de estados físicos da água e o
• Reciclagem. ciclo hidrológico. 2
• Importância do ciclo hidrológico para os ecossistemas
e os seres vivos.
• Influência do excesso de pavimentação das cidades
no ciclo hidrológico.
• Estações de tratamento e água. 3
• Tratamento doméstico da água. 4
• Limpeza das caixas d’água.
• Escassez de água.
• Atitudes para evitar o desperdício de água.
• Tratamento de esgoto.
• Relação da vegetação com o ciclo hidrológico.
• Preservação das matas ciliares.
• Influência do ciclo da água nos ecossistemas.
• Reaproveitamento de materiais.
• Consumo consciente.
• Reciclagem.
• Tipos de resíduos.
• Separação de materiais que formam os resíduos.
• Tempo de degradação dos materiais.
1 e 2 - Transformações reversíveis e não reversíveis (4o ano). 3 e 4 - Misturas (4o ano).

XXXI

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UNIDADE 3 O SER HUMANO E OS MATERIAIS
Objetos de Temas
Habilidades Conteúdos Competências
conhecimento contemporâneos
• Propriedades • EF05CI01 • Propriedades dos materiais. • Competências gerais: • Ciência e tecnologia.
físicas dos • Elasticidade. 1, 2, 3, 4, 7, 8 e 9.
materiais. • Condutibilidade térmica. • Competências
• Interação com o magnetismo. específicas: 1, 2, 3, 4,
• Condutibilidade elétrica. 5 e 7.
• Solubilidade.
• Densidade.
• Magnetismo.
• Propriedades dos ímãs.
• Geração de energia elétrica.
• Circuito elétrico.
• Materiais condutores e materiais isolantes elétricos.
• Aterramento elétrico.
• Elementos de um circuito elétrico.
• Tipos de usinas elétricas.
• Pilhas e baterias.

UNIDADE 4 O SER HUMANO E O UNIVERSO


Objetos de Temas
Habilidades Conteúdos Competências
conhecimento contemporâneos
• Constelações e • EF05CI10 • Constelações. 5 • Competências gerais: • Ciência e tecnologia.
mapas celestes. • EF05CI11 • Mapas celestes. 6 1, 2 e 4.
• Movimento de • EF05CI12 • Observação dos astros durante o dia e durante a • Competências
rotação da Terra. • EF05CI13 noite. 7 específicas: 1, 2, 3,
• Periodicidade das • Ciclo da Lua. 8 4 e 6.
fases da Lua. • Visualização da Lua no céu durante seu ciclo. 9
• Instrumentos • A Lua e as marés.
óticos. • Instrumentos de observação.
• Luneta.
• Lupa.
• Periscópio.
• Evolução dos instrumentos ópticos.

5 , 6 , 7 , 8 e 9 - Calendários, fenômenos cíclicos e cultura (4o ano).

Bibliografia
ANDRÉ, Marli (org.). Pedagogia das diferenças na sala de aula. LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar:
Campinas: Papirus, 1999. estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1996.
ASTOLFI, Jean-Pierre. A didática das Ciências. 12. ed. Cam- MACHADO, Nilson José. Epistemologia e didática: as con-
pinas: Papirus, 2009. cepções de conhecimentos e inteligência e a prática docente.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum São Paulo: Cortez, 1995.
Curricular. Versão final. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: MORAN, José M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/>. Acesso em: 29
A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Pa-
ago. 2018.
pirus, 2000.
BUSQUETS, Maria Dolores et al. Temas transversais em educa-
ção: bases para uma formação integral. São Paulo: Ática, 1997. SCHIEl, D.; ORLANDI, A. S. Ensino de Ciências por investiga-
ção. Centro de Divulgação Científica e Cultural. São Paulo:
CAMPOS, Maria C. da Cunha; NIGRO, Rogério G. Didática de
Ciências: o ensino-aprendizagem como investigação. São USP, 2009.
Paulo: FTD, 1999. VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. São Paulo:
KLEIMAN, Angela. Oficina de leitura: teoria e prática. 15. ed. Martins Fontes, 1987.
Campinas: Pontes, 2013. . A formação social da mente. São Paulo: Martins
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. Fontes, 1989.

XXXII

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Karina Pessôa
Licenciada em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Mestra em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Doutora em Ensino de Ciências e Educação Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Professora de Matemática da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Autora de livros didáticos para o ensino básico.

Leonel Favalli
Licenciado e bacharel em Matemática pela Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR).
Autor de livros didáticos para o ensino básico.

CIÊNCIAS
5
o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais

Componente curricular:
Ciências

1a edição

São Paulo, 2017

g19_5pmc_lt_frontis_p001.indd 1 1/27/18 3:04 PM

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Produção editorial: Scriba Soluções Editoriais
Gerência editorial: Milena Clementin Silva
Edição: Maira Renata Dias Balestri
Assistência editorial: Everton Amigoni Chinellato, Rafael Aguiar da Silva
Gerência de produção: Camila Rumiko Minaki
Projeto gráfico: Marcela Pialarissi, Camila Carmona
Capa: Marcela Pialarissi
Ilustração: Leonardo de Moura Amaral
Gerência de arte: André Leandro Silva
Edição de arte: Ana Elisa Carneiro, Camila Carmona, Rogério Casagrande,
Ingridhi Borges
Editoração eletrônica: Luiz Roberto Lúcio Correa
Coordenação de revisão: Ana Lúcia Carvalho e Pereira
Preparação de texto: Shirley Gomes
Revisão: Deborah Stafussi, Karina Novais, Lilian Vismari, Luciane Gomide,
Viviane Teixeira Mendes
Coordenação de pesquisa iconográfica: Alaíde Stein
Pesquisa iconográfica: Tulio Sanches Esteves Pinto
Tratamento de imagens: José Vitor E. Costa

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira,


Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Pessôa, Karina
Novo Pitanguá : ciências / Karina Pessôa,
Leonel Favalli. -- 1. ed.-- São Paulo : Moderna,
2017.

Obra em 5 v. para alunos do 1 ao 5o ano.


Componente curricular: Ciências.

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Favalli,


Leonel. II. Título.

17-11210 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental 372.35

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho
São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2017
Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2

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VOCÊ ,
CIDADÃO
DO MUNDO!

O que você pode fazer para melhorar o


mundo em que vive?
Plantar uma árvore, não desperdiçar
água, cuidar bem dos lugares públicos e
respeitar opiniões diferentes da sua são
apenas algumas das ações que todos
podemos praticar no dia a dia.
Ao estudar Ciências, você perceberá que
é possível aplicar seus conhecimentos em
situações do cotidiano, enfrentando e
solucionando problemas de maneira autônoma
e responsável.
Este livro ajudará você a compreender a
importância da cidadania para a construção
de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.

04 PM g19_5pmc_lt_p003_apresentacao.indd 3 1/27/18 3:05 PM

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Sumário

Funcionamento
do corpo humano ................ 08

1 Organização do
corpo humano.................................................... 10 3 Circulação e excreção
Na prática..................................................................... 10 no corpo humano ........................................ 30
Na prática..................................................................... 35
Na prática..................................................................... 14
Atividades....................................................................36
Atividades.................................................................... 15

2 Nutrição e respiração
4 Alimentação equilibrada ............. 40

no corpo humano ........................................ 16 Cuidado com os alimentos.............. 46

Sistema digestório ........................................ 18 Cidadão do mundo


Na prática..................................................................... 18 Má nutrição infantil ..................................... 48

Sistema respiratório ...................................22 Atividades....................................................................50


Na prática.....................................................................22
O que você estudou sobre... .............. 55
Investigar e compartilhar................... 24
Atividades.................................................................... 26 Para saber mais ............................................................ 55
Para saber fazer
Livro de receitas ................................................56
HELOÍSA PINTARELLI

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O ser humano
e o ambiente ......................... 58

5 A água e o ser humano .................... 60 Cidadão do mundo


Na prática.................................................................... 60 Água, elemento central das
comunidades indígenas.......................... 88
Atividades................................................................... 64
Tratamento de esgoto........................... 90
Investigar e compartilhar.................. 66
Conservação do
6 O ciclo hidrológico.................................... 68 ciclo hidrológico ............................................... 94

Na prática.................................................................... 72 Atividades................................................................... 96

Atividades....................................................................73
9 Reutilização
Investigar e compartilhar................... 76 e reciclagem......................................................100
Atividades............................................................... 107
7 Tratamento de água .............................. 78
Na prática................................................................. 110
Atividades....................................................................82

O que você estudou sobre... ........... 111


8 Escassez de água ......................................... 84
Atividades................................................................... 86 Para saber mais ......................................................... 111

WERLLEN HOLANDA

48 PM g19_5pmc_lt_p004a007_sumario_a.indd 5 9/25/19 5:17 PM

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O ser humano
e os materiais ..................... 112

10 Propriedades
dos materiais....................................................114
Investigar e compartilhar............... 118
Atividades............................................................... 120
Condutibilidade elétrica ................. 123
Investigar e compartilhar.............. 128
Atividades............................................................... 130

11 Usinas
elétricas ..................................................................... 133

Cidadão do mundo
Fontes alternativas de
energia elétrica ............................................. 136

Para saber fazer


Maquete ................................................................. 138

Atividades............................................................... 140

O que você estudou sobre... .......... 143

THAMIRES PAREDES
Para saber mais ........................................................ 143

THAMIRES PAREDES

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O ser humano
e o Universo......................... 144

12 Constelações 14 Instrumentos
e mapas celestes..................................... 146 de observação .............................................. 164
Na prática................................................................ 148 Atividades............................................................... 167

Atividades............................................................... 152 Cidadão do mundo


Investigar e compartilhar.............. 154 Evolução dos
instrumentos ópticos ............................ 168

13 Lua ...................................................................................... 156


O que você estudou sobre... .......... 170
Na prática................................................................ 158
Atividades................................................................ 161 Para saber mais ........................................................ 170
Investigar e compartilhar.............. 162

Glossário ............................... 171


Bibliografia.......................... 176
MÁRCIO GUERRA

Ícones da coleção
Nesta coleção, você encontrará alguns ícones.
Veja a seguir o que cada um deles significa.

A atividade A atividade A atividade deverá Indica que as imagens Indica que as cores Indica uma atitude que
deverá ser deverá ser ser realizada em não estão em utilizadas nas se pode ter para viver
respondida respondida duplas ou grupos. tamanho real de imagens não são melhor em sociedade.
oralmente. no caderno. proporção. reais.

Indica que essa atividade Toda vez que encontrar Indica que poderá Indica um cuidado que se deve ter para
envolve a leitura e a esse ícone, procure o compartilhar com seus colegas realizar uma atividade prática ou uma
interpretação de textos e termo no glossário a uma ideia ou alguma dica para facilitar o desenvolvimento da
imagens. partir da página 171. experiência interessante. atividade.

48 PM g19_5pmc_lt_p004a007_sumario.indd 7 27/01/18 2:48 PM

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Nesta unidade, serão apresentados
os fundamentos da fisiologia huma-
na, iniciando o estudo dos sistemas
digestório, respiratório, circulatório e
urinário. Em seguida, serão explora-
dos os grupos de alimentos e a ali-
mentação saudável. Funcionamento
Destaque da BNCC
• As questões desta página convidam
do corpo humano
os alunos a refletir sobre as neces-
sidades do corpo humano, o que
fornece bases para a compreensão cordão
umbilical
do funcionamento do próprio corpo,
contribuindo para o desenvolvimento
da Competência geral 8 da BNCC.

• Inicie a aula pedindo aos alunos que


observem a imagem e a definam. Ve-
rifique se eles reconhecem que se
trata de um feto no interior do corpo da
mãe. Diga aos alunos que, no interior
do corpo materno, o ser humano, no
início do desenvolvimento, é chama-
do embrião. Após o segundo mês, é
chamado feto.
• Peça a eles que identifiquem algumas
partes do corpo do feto que podem
ser observadas já nesse período de
desenvolvimento. Verifique se eles
identificam cabeça, tórax, abdome,
braços, pernas, mãos, pés, dedos,
olhos.
• Localize com os alunos o cordão um-
bilical. Diga-lhes que o cordão umbi-
lical liga o corpo do feto à placenta,
anexo presente nos mamíferos eu-
térios. Por meio dele, o feto recebe
nutrientes e gás oxigênio e elimina
excretas e gás carbônico, funções
essenciais para que o feto se man-
tenha vivo. Explique a eles que, por
causa da ligação feita pelo cordão
umbilical, a alimentação do embrião
e, posteriormente, do feto, é depen- 8
dente da alimentação da mãe. Caso
ache interessante, leia para eles a re-
portagem citada.
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• Diga aos alunos que outra técnica utili- • Peça aos alunos que façam um desenho para representar uma mulher grávida. Caso seja possí-
zada para observar o desenvolvimento vel, leve para a sala de aula fotos de uma mulher grávida em diferentes momentos da gestação
do embrião ou feto é a ultrassonogra- para que eles observem as mudanças que ocorrem no corpo dela.
fia. Se possível, leve para a sala de aula
uma ultrassonografia de um embrião
ou feto para que eles a observem. Diga
que, quando a mulher está grávida, a
ultrassonografia é solicitada pelo mé-
dico durante o pré-natal (acompanha-
mento da gravidez).

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Acompanhando a aprendizagem
• Anote o retorno dos alunos em rela-
ção ao conhecimento prévio sobre
fisiologia e anatomia humana, como

DR G. MOSCOSO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


nome, posição e funções dos princi-
pais órgãos. Anote também os pontos
em que se mostram mais confusos.
• Considere o conhecimento prévio
dos alunos ao longo do trabalho com
Feto com oito semanas, no esta unidade. Ao final, retome as dú-
interior do útero materno. Esse vidas deles.
feto tem cerca de 4 cm e uma
massa de cerca de 10 g.

• O Ministério da Saúde publicou um


livro que orienta as gestantes sobre
os cuidados com a saúde delas e do
bebê durante o período de gestação.
Entre esses cuidados, está a impor-
tância da nutrição da mãe durante o
período de gestação. Esse livro, inti-
tulado Atenção ao pré-natal de baixo
risco, está disponível em:
Respirar e nos alimentar são atividades <http://dab.saude.gov.
que realizamos todos os dias e, muitas vezes, br/portaldab/biblioteca.
php?conteudo=publicacoes/cab32>.
não nos damos conta de sua importância.
Acesso em: 20 jan. 2018.
Mesmo antes de nascermos, ainda no útero
materno, já nos alimentávamos e recebíamos
o gás oxigênio de que precisávamos para nos
desenvolvermos.

CONECTANDO IDEIAS
1. Em sua opinião, esse feto se alimenta
e respira da mesma maneira que uma
pessoa, após seu nascimento?
2. Qual é o nome da estrutura que liga
o feto ao corpo da mãe? Qual é a sua
importância?
3. Como o feto em desenvolvimento adquire
os nutrientes e o gás oxigênio de que
necessita para se desenvolver?

56 AM g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 9 1/27/18 9:56 AM

Conectando ideias
1. Espera-se que os alunos respondam que não.
2. Espera-se que respondam que é por meio do cordão umbilical, responsável pela troca de
nutrientes e gases entre o corpo materno e o feto.
3. Espera-se que os alunos respondam que os nutrientes e os gás oxigênio provêm do corpo
da mãe e são transportados por meio da placenta e do cordão umbilical.

• Competência geral 8: Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional,


compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros,
com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

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Objetivos
• Compreender a organização es-
trutural do corpo humano, identifi-
cando cada nível de organização: 1 Organização do corpo humano
celular, tecidual, orgânico, sistê-
mico e organismo.
• Reconhecer que os sistemas fi-
siológicos têm diferentes funções NA PRÁTICA
e são integrados.
Para iniciar o estudo do corpo humano, vamos realizar uma brincadeira com
os colegas. Quando o professor disser “AGORA”, você deverá escrever no cader-
Destaque da BNCC no a maior quantidade de nomes de estruturas que formam o corpo de que você
• O reconhecimento dos diferentes ní-
se lembrar, em 1 minuto.
veis de organização, trabalhado nes- Vence quem escrever a maior quantidade de estruturas.
tas páginas, é a base para o entendi-
MATERIAIS

REPRODUÇÃO
mento do funcionamento do próprio
corpo, contribuindo para o desenvol-
• caderno • cronômetro
vimento da Competência geral 8 da
• lápis ou caneta

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
BNCC, descrita anteriormente.

• Para desenvolver a atividade da se- • Escolha uma das estruturas que


ção Na prática, entregue para cada você listou e diga qual é a impor-
aluno uma folha de papel sulfite de tância dela para o corpo humano. Parte de um caderno.

forma que anotem o nome de estru- A resposta depende da estrutura escolhida pelo aluno.
turas do corpo humano que lembra- Ao realizar a brincadeira anterior, certamente você percebeu que existem diver-
rem. Na seção, foi sugerido o tempo
sas estruturas que formam o corpo humano. Cada uma delas realiza determinadas
de um minuto, porém, se julgar con-
funções para o funcionamento do corpo.
veniente, o tempo pode ser alterado.
Caso algum aluno saiba o nome da Para facilitar o estudo do corpo humano, costuma-se organizá-lo em diferentes
estrutura, mas não consegue redigi- níveis estruturais. Vamos estudar alguns desses níveis: as células, os tecidos, os
-lo, oriente-o no que for necessário. órgãos, os sistemas e o organismo.
• Após realizarem a atividade, solicite Todos os seres vivos são constituídos de estruturas chamadas células, incluin-
que leiam as estruturas que escreve- do o ser humano. Desde o momento da concepção, a estrutura do corpo humano
ram, analisando se estão adequadas. vai se formando a partir da união de células. O desenvolvimento do feto apresentado
Caso haja algum equívoco, questio- nas páginas anteriores, por exemplo, iniciou-se a partir de uma célula, que se multi-
ne os alunos para que identifiquem. plicou diversas vezes, permitindo o desenvolvimento do corpo.
• Recolha as folhas dos alunos e re-
As células são as unidades básicas que constituem

DAVID M. PHILLIPS/SCIENCE
SOURCE/FOTOARENA
tome essas estruturas ao final do
os seres vivos. Elas, de forma geral, são microscópicas,
estudo da unidade. Peça a eles que
ou seja, não podem ser vistas a olho nu. Para visualizá-las
identifiquem as funções das estrutu-
é preciso utilizar um microscópio.
ras que anotaram e que foram estu-
dadas.
Célula que forma a pele. Imagem ampliada
• Explique cada um dos níveis de orga- cerca de 8 500 vezes por meio de um
microscópio e colorizada em computador.
nização, utilizando exemplos do cor-
po humano. Apresente as partes de 10
uma célula: membrana plasmática,
citoplasma e núcleo. Algumas células
diferenciadas, como as hemácias de g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 10 1/27/18 9:56 AM g19

mamíferos, não apresentam núcleo. • Por volta de 1838 e 1839, cientistas concluíram que os tecidos eram formados por células. O botâ-

• Diga aos alunos que o termo “célula”


nico alemão Matthias Schleiden (1804-1881) foi responsável por essa descoberta em relação aos
tecidos vegetais, e o zoólogo alemão Theodor Schwann (1810-1882) fez as mesmas observações
foi utilizado pela primeira vez em 1665
relacionadas aos tecidos animais. Com base nessas observações, esses cientistas elaboraram a
pelo cientista inglês Robert Hooke
“teoria celular”, que atribui às células o papel de estrutura fundamental para a vida.
(1635-1703) ao analisar fatias de corti-
ça em um microscópio. Hooke obser-
vou que a cortiça possuía pequenos
espaços vazios, os quais denominou
célula, que significa pequeno com-
partimento.

10

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• Os tecidos são formados por células
e matriz extracelular, que é um con-
junto de macromoléculas produzidas
Veja a seguir a estrutura básica das células dos animais. pelas células para o espaço interce-
lular. Há quatro tipos básicos de teci-
Membrana plasmática: estrutura fina que envolve
dos que compõem o corpo:
as células, separando-as umas das outras. Além
de proteger as células, ela regula a entrada e a
saída de elementos e de substâncias.
..epitelial: formado por células justa-
postas com pequena matriz extra-
MASTER 24/SHUTTERSTOCK

Núcleo: estrutura que comanda as celular. Sua função é a de revesti-


atividades realizadas pelas células. mento de superfície ou cavidades
do corpo, absorção de moléculas,
Citoplasma: todo o conteúdo existente entre percepção de estímulos, contração
a membrana e o núcleo de uma célula. No
e também de secreção.
citoplasma, existem estruturas responsáveis
por diversas funções na célula. ..conjuntivo: apresenta grande quanti-
dade de material extracelular, for­ma­
Representação artística, sem da por fibras e substância amorfa.
escala, de uma célula animal. Tem função de apoiar e proteger os
demais tecidos, de servir como um
meio de trocas e de ser um local de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

Os tecidos são formados por um armazenamento de gordura. O teci-


Representação artística, sem
conjunto de células semelhantes que, escala, de uma célula do do conjuntivo apresenta especiali-
juntas, realizam determinadas funções, pulmão humano. As cores zações — o tecido ósseo, o tecido
e também pelos componentes existen- utilizadas são representativas. cartilaginoso, o tecido sanguíneo e
tes entre essas células. o tecido adiposo.
Os órgãos são estruturas forma- ..nervoso: formado por células com
das por diferentes tipos de tecidos. No Representação artística, sem prolongamentos longos que saem
escala, do tecido pulmonar de um corpo celular e que têm o pa-
corpo humano, existem diversos ór- do corpo humano. As cores
gãos e cada um deles desempenha utilizadas são representativas. pel de gerar, receber e transmitir
impulsos nervosos. Não apresenta
uma ou mais funções específicas no
matriz extracelular.
corpo. 1. Os alunos podem citar coração, pulmões,
rins, estômago, ossos, entre outros órgãos. ..muscular: constituído de células alon­
1. Você sabe o nome de um Representação artística, sem gadas, especializadas em realizar
órgão do corpo humano? escala, do pulmão do corpo contração. Apresenta quantidade
humano. As cores utilizadas mo­derada de matriz celular. As cé-
Qual? são representativas.
lulas musculares podem ser estria-
O conjunto de órgãos que traba-
das ou lisas. O músculo estriado
lham juntos para realizar determinadas
pode ser dividido em esquelético e
funções forma os sistemas.
cardíaco. O tecido muscular liso é
2. Você sabe o nome de um Representação artística, encontrado nos órgãos internos.
sem escala, do sistema Sua ação é involuntária, como a mo-
sistema do corpo humano? respiratório do corpo vimentação do alimento no trato in-
Qual? Os alunos podem citar humano. As cores
o sistema nervoso, o sistema digestório, utilizadas são testinal ou a contração dos vasos
o sistema respiratório, o sistema representativas. sanguíneos.
..Diga aos alunos que a pele é um dos
ILUSTRAÇÕES:

circulatório, o sistema urinário e o


PINTARELLI
HELOÍSA

sistema genital, entre outros. maiores órgãos do corpo humano.


11 Em um ser humano adulto, quando
esticada, ela pode atingir uma área
de cerca de 2 m2. Represente essa
medida no pátio da escola, traçan-
56 AM g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 11 1/27/18 9:56 AM

Mais atividades do no chão, com giz e metro articu-


lado, ou trena, a representação de
• O trabalho com os conteúdos dessa unidade poderá ser complementado com a utilização de um retângulo com medidas de 2 m
um microscópio. Caso a escola tenha um, aproveite a oportunidade e observe células animais e de comprimento por 1 m de largura.
vegetais. Cubra com jornal ou papel pardo
essa representação, a fim de que os
alunos tenham noção da área apro-
ximada da pele do corpo de um ser
humano adulto.

11

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Destaque da BNCC
• O trabalho com os esquemas destas
páginas envolve a análise de informa- Veja a seguir alguns dos sistemas do corpo humano.
ções de caráter científico expostas
na forma gráfica, contribuindo para
Sistema circulatório
o desenvolvimento da Competência Sistema digestório Sistema respiratório sanguíneo
geral 4 da BNCC.

• Explore a imagem. Peça aos alunos


que descrevam o está sendo repre-
sentado e discutam porque é im-
portante conhecer os sistemas do
corpo.
• Apresente brevemente cada um dos
sistemas representados, informando
a função e os principais órgãos deles.
Em seguida, solicite que respondam
Representação artística, sem Representação artística, sem Representação artística, sem
às questões propostas. escala, do sistema digestório escala, do sistema respiratório escala, do sistema circulatório
• Aproveite para informar aos alunos do corpo humano. Esse do corpo humano. Esse sanguíneo do corpo humano.
sistema é responsável pela sistema é responsável pela Esse sistema é responsável
que quando alguns órgãos ou teci- digestão e pela absorção de troca de gases entre o por bombear e transportar
dos do nosso corpo não realizam nutrientes dos alimentos. organismo e o ambiente. sangue pelo corpo humano.
suas funções adequadamente, eles
podem ser substituídos por outros Sistema esquelético Sistema urinário
órgãos ou tecidos saudáveis prove-
nientes do corpo de outra pessoa.
Isso se chama transplante. Algumas
partes do corpo podem ser doadas
por pessoas vivas e saudáveis sem
que elas sejam prejudicadas. Uma
pessoa viva pode doar, por exemplo,
um de seus rins e parte do fígado. No
entanto, alguns órgãos, como o co-
ração, o fígado inteiro e as córneas,
só podem ser doados após a morte
ILUSTRAÇÕES: HELOÍSA PINTARELLI

encefálica da pessoa doadora.


Representação artística, sem escala, Representação artística, sem escala, do
• No Brasil, por causa da falta de doa- do sistema esquelético do corpo sistema urinário masculino (à esquerda)
dores, muitas pessoas aguardam na humano. Esse sistema, juntamente com e feminino (à direita) do corpo humano.
os músculos e articulações, contribui Esse sistema é responsável pela filtração
fila de espera por um transplante. Por para a locomoção do ser humano. do sangue e pela formação da urina.
esse motivo, várias campanhas têm
sido realizadas para conscientizar 3. Qual é o principal sistema do corpo humano que atua quando mastigamos
as pessoas sobre a importância da os alimentos? Espera-se que os alunos respondam que é o sistema digestório.
doação de órgãos e tecidos. Leve
4. Qual sistema do corpo humano atua quando sentimos o cheiro dos
para a sala de aula ou projete um
cartaz utilizado em uma campanha
alimentos? Espera-se que os alunos respondam que é o sistema nervoso.
sobre doação de órgãos e tecidos. 12
• Se a escola possuir laboratório de
informática com computadores co-
nectados à internet, leve os alunos g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 12 1/27/18 9:56 AM g19
• Ao propor atividades em que os alunos realizam pesquisa na internet, oriente-os sobre sites
para realizar uma pesquisa sobre
inapropriados. É importante que compreendam que a busca deve passar por um filtro, devendo
doação de órgãos e tecidos e ficar
levar em consideração apenas o que interessa para sua pesquisa.
por dentro de notícias mais atuais
referentes a esse assunto. O traba-
lho com computador deve ser bem • Competência geral 4: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Li-
orientado e o professor, nesse caso, bras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens
tem o papel de orientador no proces- artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias
so de ensino-aprendizagem. Obser- e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
ve as reações dos alunos ao se depa-
rarem com as informações.

12

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• Veja a seguir um texto sobre os níveis
de organização estrutural do corpo
humano.

Níveis de organização
estrutural
Sistema genital O conjunto de sistemas for-
O corpo humano consiste de vá-
ma um organismo, nesse caso,
rios níveis de organização estrutu-
o corpo humano. ral que estão associados entre si. O
nível químico inclui todas as subs-
tâncias químicas necessárias para
manter a vida. As substâncias quí-
micas são constituídas de átomos,
e alguns deles, como o carbono
(C), o hidrogênio (H), o oxigênio
(O), o nitrogênio (N), o cálcio (Ca),
o potássio (K) e o sódio (Na), são
essenciais para a manutenção da
vida. Os átomos combinam-se
para formar moléculas, que são
dois ou mais átomos unidos.
Representação artística, sem escala, do

MICHAEL JUNG/SHUTTERSTOCK
sistema genital masculino (à esquerda) e Exemplos familiares de moléculas
feminino (à direita) do corpo humano. Esse são as proteínas, os carboidratos,
sistema é responsável pela produção de as gorduras e as vitaminas.
células reprodutoras, entre outras funções. As moléculas, por sua vez, com-
binam-se para formar o próximo
Sistema nervoso nível de organização: o nível celu-
lar. As células são as unidades es-
truturais e funcionais básicas de
um organismo. [...]
O terceiro nível de organização é
o nível tecidual. Os tecidos são
grupos de células semelhantes
Criança que, juntas, realizam uma função
brincando. particular. Os quatro tipos básicos
de tecido são tecido epitelial, teci-
Quando os sistemas realizam do conjuntivo, tecido muscular e
tecido nervoso. [...]
suas funções de forma integrada,
Quando diferentes tipos de teci-
permitem o bom funcionamento dos estão unidos, eles formam o
ILUSTRAÇÕES: HELOÍSA PINTARELLI

do corpo humano. próximo nível de organização: o ní-


Representação artística, sem escala, do sistema vel orgânico. Os órgãos são com-
nervoso do corpo humano. Esse sistema é postos de dois ou mais tecidos dife-
responsável pela coordenação de diversas integrada: no texto, refere-se às partes rentes, têm funções específicas e
funções no corpo humano, como os sentidos. desempenhando suas funções de geralmente apresentam uma forma
maneira conjunta, complementar
reconhecível. [...]
5. Qual sistema está relacionado à gravidez? O quinto nível de organização é o
Espera-se que os alunos respondam que é o sistema genital (sistema reprodutor). nível sistêmico. Um sistema con-
siste em órgãos relacionados que
6. Que sistema do corpo humano é responsável pelos batimentos do
desempenham uma função co-
coração? Espera-se que os alunos respondam que é o sistema mum. [...] O mais alto nível de orga-
circulatório sanguíneo.
13 nização é o nível de organismo.
Todos os sistemas do corpo fun-
cionando como um todo compõem
o organismo — um indivíduo vivo.
56 AM g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 13 1/27/18 9:56 AM
Corpo humano: fundamentos de Anatomia e
Fisiologia, de Gerard J. Tortora. Tradução de
Cláudia L. Zimmer et al. 4. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2000. p. 2.

13

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Destaque da BNCC
• A atividade prática promove a ob-
servação da realidade, com e sem o
auxílio de instrumentos, com o obje- NA PRÁTICA
tivo de melhor compreendê-la, con- Resposta desta questão nas orientações para o professor.
tribuindo para o desenvolvimento da • Explique com suas palavras qual é a principal diferença entre observar sua
Competência geral 1 da BNCC. pele a olho nu e observá-la utilizando um instrumento, como uma lupa.
Para observar e investigar algumas partes de nosso cor-
• Antes de iniciar a seção Na prática, po, muitas vezes, é necessário utilizar alguns instrumentos.
MATERIAL
peça aos alunos que observem bem Para observar mais detalhes de sua pele, por exemplo, realize • uma lupa
a pele das mãos e contem o que no- a atividade a seguir.
taram. Espera-se que percebam que
Observe a pele de sua mão sem utilizar a lupa. Anote no caderno os deta-
existem algumas linhas que se unem,
lhes que você conseguiu observar.
formando figuras.
• Deixe que os alunos se expressem Em seguida, observe a pele de sua mão utilizando a lupa. Anote no caderno
livremente sobre a questão que ini- os detalhes que você conseguiu observar.
cia a seção. Essa questão tem como
objetivo levantar hipóteses dos alu-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
nos sobre a observação a ser reali-
zada. Valorize todas as respostas.
Espera-se que eles respondam que
LUNA 4/SHUTTERSTOCK

os instrumentos ópticos, como lupa


e micros­cópio, possibilitam realizar Pessoa observando
uma observação mais detalhada. detalhes da pele de sua
mão por meio de uma lupa.
• Providencie as lupas para os alunos,
que podem ser organizados em gru-
pos de quatro ou cinco integrantes. Respostas destas questões nas orientações para o professor.
Oriente a atividade e peça a eles que a. O que você pôde perceber quando observou a pele de sua mão bem de
respondam a questão a. perto, por meio de uma lupa?
• Explique a imagem da pele apresenta- b. A foto abaixo mostra as células que constituem a pele humana vistas por
da na questão b. Diga que se trata de meio de um instrumento chamado microscópio. Cite uma diferença entre o
uma micrografia de um tecido de parte que você viu utilizando a lupa e a foto abaixo.
da pele do corpo humano, um pedaço
muito fino de tecido que foi colorido
com corantes e depositado sobre uma
lâmina de vidro. Peça-lhes que discu-
JIM ZUCKEMAN/CORBIS/GETTY IMAGES

tam a questão. Verifique se eles com-


preendem que podemos ver mais de-
Imagem de células da pele
talhes das células com o microscópio.
do ser humano ampliada
• Ao realizar as atividades desta página, cerca de 400 vezes por
meio de um microscópio e
comente que a parte mais escura, que
colorizada em computador.
aparece em cada célula, corresponde
ao seu núcleo.
• Oriente os alunos a fazer registros no
caderno ou em uma folha para que, 14
posteriormente, possam confrontar
suas ideias com as dos colegas.
g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 14 1/27/18 9:56 AM g19

• Competência geral 1: Valorizar


Respostas a. Resposta pessoal. O objetivo desta ques­
e utilizar os conhecimentos his- tão é que os alunos percebam a existência
• O objetivo desta questão é que os alunos per-
toricamente construídos sobre de linhas na pele, além de pelos, que saem de
o mundo físico, social, cultural e cebam que, observando a pele da mão a olho
nu, eles perceberão poucos detalhes, como poros.
digital para entender e explicar a
realidade, continuar aprendendo pelos, rugas, manchas, entre outras carac- b. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos
e colaborar para a construção de terísticas. Porém, observando com algum percebam que só é possível visualizar as cé-
uma sociedade justa, democráti- instrumento de ampliação, como uma lupa, lulas por meio de um microscópio. Apesar
ca e inclusiva. eles enxergarão mais detalhes da pele, como de a lupa ser um instrumento de aumento de
também os poros. imagens, ela não é capaz de ampliar as ima-
gens das células.

14

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Destaque da BNCC
• As atividades desta página envolvem
a interpretação da realidade, aplican-
ATIVIDADES do o conhecimento cons­truído, con-
tribuindo para o desenvolvimento da
1. Observe as células a seguir. Competência geral 1 da BNCC, des-
3 crita anteriormente.
2 1 2
1 2
Mais atividades
3 • Mostre aos alunos exemplos de célu-

HELOÍSA PINTARELLI
ILUSTRAÇÕES:
las vegetais e animais utilizando um
1
microscópio óptico. Para isso, provi-
3
dencie os materiais necessários para
a realização da atividade.
Representação artística, sem Representação artística, sem Representação artística, sem
• Para observar células animais, pode-
escala, da célula muscular escala, da célula nervosa escala, da célula da pele
humana. As cores utilizadas humana. As cores utilizadas humana. As cores utilizadas -se mostrar aos alunos células da
são representativas. são representativas. são representativas. mucosa da boca. Para isso, provi-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

dencie um palito de sorvete e coran-


• Identifique os nomes das estruturas indicadas em cada célula. Escreva os te azul de metileno. Com cuidado, e
números correspondentes abaixo. utilizando o palito, raspe a parte in-
terna da bochecha. Depois, espalhe
2 Membrana plasmática. 1 Citoplasma. 3 Núcleo. o líquido esbranquiçado, presente no
palito, sobre a lâmina e pingue sobre
2. Artur caiu quando andava de bicicleta e fraturou um ele uma gota do corante. Em seguida,

PRAISAENG/SHUTTERSTOCK
dos ossos do braço. Quando há suspeita de fratura, cubra o material com uma lamínula,
o médico pede um exame chamado radiografia. Veja com cuidado, para não fazer bolhas.
ao lado. Ao microscópio, é possível visuali-
zar o formato das células e verificar
a presença de núcleo. Explique aos
alunos que, nesta atividade, eles vi-
Se você cair ou bater alguma parte de seu sualizam somente o citoplasma e o
corpo, avise um adulto.
núcleo, pois a membrana plasmática
é pouco espessa e só pode ser vista
com o auxílio de um microscópio ele-
Radiografia do braço de Artur. trônico. O que será possível observar
é o contorno da célula devido à colo-
a. A qual sistema do corpo humano pertence a estrutura que Artur fraturou? rização do citoplasma.
Espera-se que os alunos respondam que os ossos fazem parte do sistema esquelético. • Peça aos alunos que desenhem no

b. Após o exame, o médico pediu que o braço de Artur fosse imobilizado com caderno as imagens que puderam
uma tala feita de gesso. Por que o braço deve ficar imobilizado? observar com o microscópio óptico.
• Os alunos devem ser estimulados a
Espera-se que os alunos respondam que é para que os ossos fraturados se
realizar os registros dos estudos fei-
regenerem na posição adequada. Deixe que os alunos se expressem livremente. tos, seja com a escrita ou com dese-
Pode ser que não apresentem essa resposta, todavia, complemente as nhos que ilustram tais estudos. Pelos
respostas deles. 15
registros, muitas vezes, é possível
perceber se os alunos entenderam o
que foi observado.
56 AM g19_5pmc_lt_u1_p008a015.indd 15 1/27/18 9:56 AM
• Caso algum aluno tenha sofrido uma fratura óssea, estimule-o a comentar como isso ocorreu, • Diga aos alunos que a fratura óssea é
qual osso fraturou, o que sentiu e como fez o tratamento para recuperar o osso fraturado. Se o a quebra de um osso, provocada por
aluno tiver uma radiografia do osso fraturado em casa, oriente-o a pedir autorização aos pais uma forte pancada, geralmente oca-
ou responsáveis para levá-la à sala de aula para mostrá-la aos colegas e localizar o local de sua sionada por acidente. Essa fratura
fratura. causa dor, inchaço e deixa a pele com
manchas roxas. Em alguns casos,
pode ocorrer uma fratura exposta, ou
Atitude legal seja, o osso pode romper a pele.
• Oriente os alunos a sempre contar com a ajuda de um adulto quando houver um acidente,
mesmo que isso tenha acontecido por causa de uma travessura. O adulto conhece os enca-
minhamentos a serem seguidos.

15

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Objetivos
• Identificar e localizar os órgãos
que fazem parte do sistema di-
gestório do ser humano. 2 Nutrição e respiração
1. Espera-se que os alunos
• Compreender o processo de di-
gestão dos alimentos no corpo do no corpo humano respondam que é por meio
dos alimentos que nosso
ser humano. corpo obtém a energia e os nutrientes
• Compreender as principais fun- necessários para manter-se vivo, se
1. Por que precisamos nos alimentar? desenvolver e realizar suas atividades.
ções do sistema respiratório.
• Identificar e localizar os órgãos 2. Em sua opinião, como o feto que está se desenvolvendo
que fazem parte do sistema res- no interior do útero materno se alimenta?
piratório do ser humano. Espera-se que os alunos respondam que o feto obtém os alimentos
da mãe, por meio da placenta e do cordão umbilical.
• Compreender as fases da respi- Os alimentos que ingerimos fornecem os nutrientes, que são substâncias res-
ração. ponsáveis pela nutrição do corpo humano, essenciais à nossa sobrevivência.
• Conhecer o caminho que o ar Ainda no útero materno, o ser humano já começa a se alimentar. Nessa fase, o
percorre no sistema respiratório organismo da mãe transfere os nutrientes para o feto em desenvolvimento por meio
durante a respiração. de uma estrutura chamada placenta e pelo cordão umbilical.
A nutrição do corpo humano se
Destaque da BNCC relaciona, principalmente, ao sistema A respiração é essencial à sobrevivência
dos seres humanos. Por meio dela, as
• Nesta página, são relacionadas as digestório, que transforma os alimen- células obtêm o gás oxigênio do ar. Nas
funções dos sistemas digestório, tos em partículas menores e absorve células, o gás oxigênio junto com alguns
respiratório e circulatório, contri- os nutrientes. No entanto, não é so- nutrientes obtidos na digestão, liberam
buindo para o desenvolvimento da mente o sistema digestório que parti- energia ao organismo.
habilidade EF05CI06 da BNCC. cipa da obtenção de energia. Esse Durante o processo de liberação de
energia, as células produzem gás
• As questões desta página estimulam processo envolve também a participa-
carbônico, que é eliminado do organismo.
os alunos a compreender seu papel ção do sistema circulatório sanguíneo
O sistema respiratório promove o
na manutenção da saúde de seu pró- e do sistema respiratório. processo de respiração pulmonar.
prio corpo ao promover uma reflexão
sobre a importância da alimentação, 3. Cite duas atividades que
contribuindo para o desenvolvimen- você realiza no dia a dia e
to da Competência geral 8 da BNCC, que necessitam de energia.
Os alunos podem citar andar, correr,
descrita anteriormente. brincar, estudar, entre outras atividades. Os alimentos são muito importantes
4. Cite o nome de um órgão para a vida, pois são substâncias
que faz parte do sistema necessárias para o funcionamento, a
• Peça aos alunos que observem a foto
recuperação e o crescimento do corpo.
e discutam em grupo sobre a impor- digestório. Os alunos podem citar a
boca, o estômago, os Para que essas substâncias possam ser
tância da alimentação para o funcio- intestinos, entre outros.
absorvidas pelo organismo, o alimento
namento do corpo. Observe se eles 5. Cite o nome de um órgão precisa ser transformado em partes
concluem que os alimentos, entre que faz parte do sistema menores. Esse processo recebe o nome
outras funções, fornecem energia. respiratório. de digestão e é realizado pelo sistema
Em seguida, peça a eles que discu- Os alunos podem citar o nariz, digestório.
tam a importância da respiração. a faringe, a laringe, a traqueia,
os brônquios e os pulmões.
• Explique que o gás oxigênio e os ali-
mentos são importantes para que o 16
corpo tenha energia, que é utilizada
em diversas funções. Os alimentos
também podem ser construtores ou
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reguladores.
Mais atividades
• Solicite que os alunos discutam as
atividades em grupo. • Para o estudo dos componentes do sistema digestório, trabalhe com os alunos um objeto educacio-
nal digital, disponível em: <http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/3167>. Acesso
• EF05CI06: Selecionar argumentos em: 20 jan. 2018. Trata-se de um atlas interativo que mostra os principais componentes desse
que justifiquem por que os siste- sistema. Para tanto, apresenta uma animação/simulação que permite aos alunos identificarem
mas digestório e respiratório são os componentes do sistema digestório. Antes de propor a atividade, verifique a possibilidade de
considerados corresponsáveis levá-los ao laboratório de informática da escola, caso exista um com acesso à internet, ou de
pelo processo de nutrição do orga- baixar o objeto em um computador e projetá-lo.
nismo, com base na identificação
das funções desses sistemas.

16

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Mais atividades
• Também pode ser sugerido aos
alunos que acessem a animação/
A circulação do sangue no corpo humano é responsável pelo simulação do objeto educacional di-
transporte de substâncias.
gital no site, disponível em: <http://
Os nutrientes provenientes da digestão e os gases da respiração objetoseducacionais2.mec.gov.br/
são transportados por meio da circulação sanguínea.
handle/mec/3276>. Acesso em: 20
O sistema circulatório sanguíneo é responsável pelos batimentos jan. 2018. Esse objeto educacional
cardíacos e pelo transporte de sangue pelo corpo humano.
apresenta o processo de respiração
pulmonar do ser humano, destacan-
do partes do aparato respiratório e
o caminho que o ar percorre durante
a respiração. Para tanto, verifique a
possibilidade de levá-los ao labora-
tório de informática da escola ou de
baixar o objeto em um computador e
projetá-lo.

Gestante
tomando suco. SYDA PRODUCTIONS/SHUTTERSTOCK

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Destaque da BNCC
• A questão desta página estimula os
alunos a interpretar esquemas que
expressam informações de caráter
Sistema digestório 6. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos
respondam que o alimento passa pela faringe,
pelo esôfago e pelo estômago. Em seguida, o alimento previamente digerido,
científico, contribuindo para o desen-
6. Explique o trajeto dos alimentos segue para o intestino delgado e depois para
volvimento da Competência geral 4 o intestino grosso, onde ocorre a formação
depois que os engolimos. das fezes. As fezes são eliminadas do corpo
da BNCC, descrita anteriormente.
pelo ânus.
Acompanhe nesta página e nas
• Pergunte aos alunos se eles sabem o
páginas 19 e 20 os esquemas que
que acontece com os alimentos que apresentam o caminho que o alimen-
ingerimos. Deixe que se expressem e to percorre em parte do sistema di-
verifique os conhecimentos prévios. gestório de uma pessoa. As setas 1
• Utilize as imagens para apresentar azuis indicam esse caminho.
os processos que ocorrem ao longo
do tubo digestório.
• Para a realização da seção Na práti- 1
ca, leve para a sala de aula bolachas A digestão inicia-se na
ou pães, ou peça aos alunos que le- boca. Nela, os alimentos
dentes
vem de casa. Nesse caso, registre a são triturados pelos
solicitação na agenda do aluno ou dentes e, com o auxílio
em uma folha de papel para que os da língua, são misturados
à saliva, que é produzida bolo
pais ou responsáveis tomem conhe- alimentar
pelas glândulas salivares.
cimento do que foi solicitado. glândulas
Durante a mastigação,
• Verifique, antecipadamente, se al- língua salivares
forma-se uma massa
gum aluno tem alguma restrição úmida e mole de
quanto a ingestão de pães e bo- alimentos que recebe o
lachas de água e sal. Caso tenha, nome de bolo alimentar.
solicite ao aluno que traga de casa bolo alimentar
algum alimento que comumente in-
gere e realize a atividade com esse Representação artística,
alimento. sem escala, de parte do
sistema digestório.
• Caso os alunos não consigam per-
ceber o que acontece em cada situa-
HELOÍSA PINTARELLI

ção, peça que realizem novamente a NA PRÁTICA


atividade. Para isso, eles têm de co-
locar um novo pedaço de bolacha ou • Você já percebeu o que acontece quando coloca um alimento na boca?
Espera-se que os alunos respondam que começam a salivar.
miolo de pão dentro da boca, porém Vamos verificar como a salivação ajuda na mastigação dos alimentos na prática.
sem mastigá-lo por um minuto.
• Enquanto os alunos realizam a ativi- MATERIAL
dade, oriente-os a perceber a exis-
tência e localização de órgãos e • 1 pedaço de miolo de pão ou 1 pedaço de bolacha de água e sal
estruturas presentes na mastigação
e, posteriormente, na deglutição do
alimento. Peça a eles que indiquem
18
no próprio corpo a localização apro-
ximada de cada um desses órgãos
e estruturas. Observe as indicações
que fizerem. Caso estejam indicando g19_5pmc_lt_u1_p016a021.indd 18 1/27/18 10:04 AM g19

de forma inadequada algum órgão Mais atividades


ou estrutura no próprio corpo, orien- • Verifique a possibilidade de trazer para a sala de aula um médico especializado em gastroentero-
te-os por meio de questionamentos. logia ou em odontologia para falar dos problemas que podem afetar o sistema digestório, apre-
sentando as principais formas de prevenção e os tratamentos existentes para tais problemas.
• Oriente os alunos a elaborar algumas questões para fazer ao especialista. Caso julgue interes-
sante, encaminhe um bilhete na agenda dos alunos informando a presença do profissional aos
pais para que, caso tenham alguma questão a ser feita, enviem por escrito.

18

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• Se achar conveniente, informe os
alunos que o sistema digestório do
ser humano pode apresentar alguns
distúrbios e doenças. Veja a seguir.
2 Depois da mastigação,
a língua empurra o bolo
..Ascaridíase: é uma verminose causa­
da pelo verme Ascaris lumbricoides,
alimentar para a faringe.
mais conhecido como lombriga. En-
tre os sintomas da ascaridíase, temos:
dores abdominais, náusea, vômito,
diarreia, perda de massa cor­ pórea,
3 Em seguida, o bolo alimentar é enviado da faringe para o falta de disposição. A contaminação
esôfago por meio de movimentos realizados pelos
ocorre, principal­men­te, pela ingestão
músculos da faringe.
de água e alimentos contaminados
O esôfago é um tubo que conduz o bolo alimentar até o
com os ovos desse verme.
2 estômago por meio de movimentos involuntários.
..Cárie: é a destruição progressiva de
algumas estruturas do dente, cau-
sada pela ação de algumas bacté-
7. Espera-se que os alunos respondam que os dentes rias como a Streptococcus mutans.
auxiliam a transformar os alimentos em partes menores. Essas bactérias agem sobre restos
faringe
7. Qual é a importância dos dentes para a digestão de alimentos que ficam acumulados
dos alimentos? nos dentes, produzindo ácidos que
danificam seu esmalte e outras es-
3 8. O que acontece com os alimentos logo após a truturas. Com o esmalte danificado,
mastigação? Espera-se que os alunos respondam que o dente pode ser invadido por ou-
se forma o bolo alimentar, que é direcionado para o esôfago. tros seres vivos que causam infla-
esôfago 9. Complete o esquema a seguir com as estruturas mações e dor. Para evitar a cárie, é
envolvidas no caminho dos alimentos. necessário cuidar da limpeza dos
dentes com a escovação e o uso de
fio dental. Além disso, é importante
ir ao dentista regularmente.
Boca Faringe Estômago ..Gastrite: é uma inflamação no teci-
do de revestimento interno do estô-
mago. Em situações normais, esse
tecido protege o estômago das en-
zimas do suco gástrico e do ácido
clorídrico. No entanto, quando esse
Coloque o pedaço de bolacha ou de miolo de pão dentro da boca e fique
tecido está inflamado, a ação dos
sem mastigar durante um minuto, tentando perceber o que acontece no interior
ácidos e das enzimas pode irritá-lo.
da sua boca. Em seguida, mastigue o alimento e o engula, colocando a mão no
Os sintomas da gastrite são indi-
pescoço.
gestão, náuseas e dor na região ab-
a. O que você percebeu ao realizar essa atividade? dominal.
b. Que relação essa atividade tem com a digestão dos alimentos? ..Úlcera péptica: é uma ferida que
ocorre na mucosa, tecido que reves-
c. Quando você engoliu o alimento com a mão no pescoço, o que notou? te internamente o estômago. Essa
Respostas destas questões nas orientações para o professor.
ferida ocorre quando o ácido e o
suco gástrico digerem esse tecido.
19
Os sintomas são sensação de ar-
dência, dor abdominal e vômito.

04 AM g19_5pmc_lt_u1_p016a021.indd 19 1/27/18 10:04 AM


..Hemorroidas: são veias dilatadas
Respostas que ocorrem no reto e na região anal.
a. Espera-se que eles respondam que ocorre um aumento na salivação. Podem ocorrer quando há um esfor-
ço repetido para evacuar. Os sinto-
b. Espera-se que os alunos respondam que a saliva auxilia na formação do bolo alimentar.
mas são sangramento após defeca-
c. Espera-se que os alunos respondam que notaram o movimento da faringe, que auxilia no trans- ção e incômodo na região anal.
porte do alimento para o estômago.

19

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Destaque da BNCC
• Nesta página, o assunto digestão é
aprofundado por meio da utilização O estômago produz um líquido que contém substâncias importantes para a
de esquemas científicos, contribuin- digestão. Esse líquido é o suco gástrico.
do para o desenvolvimento da Com-
petência geral 4 da BNCC, descrita
anteriormente.
estômago
4
• Verifique se os alunos compreende-
Quando chega ao estômago,
ram o processo descrito nas páginas o bolo alimentar é misturado
anteriores, solicitando a eles que ao suco gástrico, formando
descrevam o que ocorre com o ali- uma pasta chamada quimo.
mento até a chegada no estômago. Do estômago, o quimo segue
• Utilize as imagens para explicar a di- para o intestino delgado.
4
gestão no estômago e no intestino,
bem como a absorção de nutrientes.
• Diga aos alunos que, na digestão, o

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
fígado tem a função de produzir bile,
que é armazenada na vesícula biliar. 5
O pâncreas produz o suco pancreá­
Representação artística,
tico, com enzimas que digerem os No intestino delgado, o alimento sem escala, de parte do
alimentos. parcialmente digerido é misturado sistema digestório.
a outras substâncias digestivas.
• É fundamental destacar a importân-
As paredes desse órgão absorvem
cia da presença de sucos gástricos as substâncias nutritivas que
e outras secreções que auxiliam a serão levadas para as células do
digestão dos alimentos. Veja a seguir corpo por meio do sangue.
intestino grosso
algumas delas:
..Saliva: é produzida pelas glândulas 5
salivares. É composta por água, en-
zimas e outros solutos. Ela dissolve
6
os alimentos e inicia o processo de
digestão, pois contém enzimas que A parte do alimento digerido 6
auxiliam a digestão de carboidratos. que não é absorvida pelo

ILUSTRAÇÕES: HELOÍSA PINTARELLI


Além disso, a saliva apresenta enzi- intestino delgado vai para o
mas que protegem a mucosa bucal intestino grosso, onde ocorre
a etapa final da absorção das
do ataque de bactérias.
..Bile: secretada pelo fígado, é forma- substâncias. Esse órgão é
responsável, principalmente,
reto
da por água, sais biliares, colesterol, pela absorção de água e sais
lecitina, pigmentos e íons. O papel minerais, formando as fezes.
intestino
desse líquido é emulsificar as gor- Após passar pelo intestino ânus
delgado
grosso, as fezes seguem pelo
duras ingeridas pelo indivíduo.
..Suco pancreático: é produzido pelo reto e são eliminadas pelo ânus. Representação artística,
sem escala, de parte do
pâncreas. Contém água, sais, bicar- sistema digestório.
bonato de sódio e enzimas, as quais 20
auxiliam a digestão de carboidratos,
proteínas e gorduras.
..Suco gástrico: é produzido no estô- g19_5pmc_lt_u1_p016a021.indd 20 1/27/18 10:04 AM g19
mago. Contém ácido clorídrico, cujo • Além da produção da bile, o fígado desempenha outras funções no organismo, como: sínte-
papel é ativar enzimas digestivas para se do colesterol; transformação de amônia em ureia; desintoxicação do organismo; síntese de
a digestão de proteínas. substâncias que participam da coagulação do sangue; destruição das hemácias danificadas;
síntese, armazenamento e quebra do glicogênio; armazenamento das vitaminas A, B12, D, E e K;
armazenamento de alguns minerais, como o ferro e o cobre; síntese de albumina; síntese do hor-
mônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina; reciclagem de hormônios;
principal produtor de eritrócitos no primeiro trimestre de gestação.

20

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Destaque da BNCC
• A questão proposta nesse boxe es-
Dentição humana timula os alunos a compreender seu
papel na manutenção da saúde ao
Nos seres humanos a primeira dentição começa por volta dos seis meses
convidá-los a refletir sobre seus há-
de idade. Ao todo são 20 dentes, que são chamados dentes decíduos ou de
bitos de higiene bucal, contribuindo
leite, sendo 10 em cada arco dental. para o desenvolvimento da Compe-
Entre os 6 e os 12 anos de idade, os dentes decíduos começam a ser subs- tência geral 8 da BNCC, descrita an-
tituídos pelos dentes permanentes. A dentição permanente tem 32 dentes, sen- teriormente.
do 16 em cada arco dental.
De acordo com o tamanho e a forma, os dentes exercem funções diferen- • Converse com os alunos sobre a im-
tes na mastigação. Veja.
portância dos dentes para a diges-
tão. Verifique se eles percebem que
Os dentes Os dentes incisivos os dentes têm a função de cortar,
pré-molares e cortam os alimentos.
rasgar e triturar os alimentos antes
os molares
esmagam e de serem engolidos.
incisivos trituram os • Se possível, leve um espelho à sala
alimentos.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

de aula para que os alunos possam


observar suas próprias arcadas den-
tárias. Não permita que eles manu-
seiem o espelho durante essa ativi-

ILUSTRAÇÕES: HELOÍSA PINTARELLI


caninos
dade. Segure o espelho e peça que,
um a um, se aproxime do espelho
molares caninos molares
para observar a arcada dentária.
• Peça aos alunos que contem a quan-
tidade de dentes e verifiquem se têm
dentição adulta.
• Procure em algum site imagens de
Os dentes
caninos arcadas dentárias que podem ser
incisivos rasgam os reproduzidas e entregues aos alunos
alimentos.
para que, ao observarem os dentes
Representação artística,
sem escala, da dentição Representação artística,
no espelho, pintem os que existem
de uma criança. sem escala, da dentição na boca de cada um.
de uma pessoa adulta.

Assim como as outras partes do corpo, os dentes devem ser bem cuidados.
Para mantê-los saudáveis, é recomendado escovar os dentes corretamente e ir
ao dentista regularmente.

• Utilizando um espelho, observe sua denti-


ção e veja os dentes que você tem. Anote Que cuidados você
tem com seus dentes?
no caderno quais são esses dentes.
Resposta pessoal.

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Ideias para compartilhar


• Deixe que os alunos se expressem livremente sobre os cuidados que têm com os dentes.
Verifique se citaram cuidados como:
..escovar os dentes ao levantar, após as refeições e antes de dormir;
..usar fio dental todos os dias para retirar os restos de alimentos que ficam entre os dentes e
nas gengivas;
..ir ao dentista regularmente;
..evitar alimentos açucarados e gaseificados.

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Destaque da BNCC
• A atividade prática estimula a elabo-
ração de hipótese e a investigação,
contribuindo para o desenvolvimen-
Sistema respiratório
to da Competência geral 2 da BNCC. Como vimos, é necessário que as células recebam o gás oxigênio do ar para
liberar energia para o corpo. A respiração pulmonar é o processo responsável pelas
trocas gasosas entre o corpo humano e o ambiente.
• Explique os conceitos de inspiração
e expiração.
*Espera-se que os alunos respondam que, durante a
• Na seção Na prática, peça aos alunos
que realizem os movimentos de inspi-
NA PRÁTICA respiração, inspiramos o ar rico em gás oxigênio e expiramos
o ar rico em gás carbônico.
ração e de expiração de forma lenta
• Como ocorrem as trocas gasosas entre o organismo e o ambiente durante
para que não sintam desconforto.
a respiração? *
• Leve para a sala de aula sacos de pa-
Para investigar as fases da respiração, re- MATERIAL
pel para que os alunos possam de-
senvolver a atividade. Caso não seja
alize a atividade a seguir.
• saquinhos de papel
possível, solicite com antecedência Agora vamos encher os saquinhos de papel!
que eles tragam o material para a Inspire profundamente pelo nariz e, em

PLUME PHOTOGRAPHY/SHUTTERSTOCK

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
sala de aula. seguida, solte o ar bem devagar dentro do sa-
• A atividade também pode ser reali- quinho de papel. Observe o que ocorre com o
zada por um dos alunos enquanto os saquinho de papel no momento em que você
outros observam o desenvolvimento solta o ar.
e estabelecem as relações solicita-
das na atividade. a. O que aconteceu no momento da
inspiração?
• Sugira uma atividade prática em que
os alunos indiquem no próprio corpo b. O que aconteceu quando você expirou Pessoa enchendo um saquinho de
a localização aproximada de cada um o ar? Respostas destas questões nas papel.
dos órgãos e estruturas do sistema orientações para o professor.
respiratório. Isso possibilita que te- A respiração é dividida em duas fases: a inspiração e a expiração. A inspira-
nham uma noção da localização apro- ção é a entrada de ar nos pulmões e a expiração é a saída de ar dos pulmões para
ximada de cada órgão. É importante, o ambiente. Acompanhe nos esquemas desta página e da próxima o caminho do ar
sempre que possível, confrontar e para o interior do corpo. As setas azuis indicam o caminho percorrido.
contextualizar a teoria e a vida real.
Observe as indicações que fizerem. nariz cavidade
Caso estejam indicando de forma 1 Quando inspiramos, o ar entra nasal
inadequada algum órgão do sistema pelo nariz, passa pela cavidade
nasal e chega até a faringe.
respiratório no próprio corpo, oriente- faringe
-os por meio de questionamentos.
laringe
2 A faringe é um tubo que
conduz o ar até a laringe.

HELOÍSA PINTARELLI
Representação artística, sem
escala, de parte do sistema
respiratório.

22

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Respostas
a. Espera-se que os alunos respondam que parte do ar que estava no ambiente entrou nos pul-
mões, enchendo-os.
b. Espera-se que os alunos respondam que parte do ar que estava nos pulmões saiu e encheu o
balão.

• Competência geral 2: Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das


ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade,
para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar solu-
ções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

22

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Destaque da BNCC
• Nesta página, o assunto respiração é
aprofundado por meio da utilização
3 Da laringe, o ar passa para a de esquemas científicos, contribuin-
traqueia, tubo que conduz o do para o desenvolvimento da Com-
ar e se divide em duas partes petência geral 4 da BNCC, descrita
chamadas brônquios.
anteriormente.

faringe 4 Os brônquios conduzem o ar


até os pulmões, órgãos em que • Discuta com os alunos as informa-
traqueia ocorrem as trocas gasosas.
laringe ções e a questão da seção que trata
da estrutura do nariz. Informe-lhes
que, ao entrar pelas narinas (aber-
5 Nos pulmões, o sangue
recebe o gás oxigênio do turas anteriores do nariz), o ar passa
ar e o transporta para as entre os pelos, que filtram grandes
HELOÍSA PINTARELLI

células do corpo. partículas. Em seguida, o ar percorre


a cavidade nasal (que se inicia nas na-
rinas e vai até o encontro do nariz com
a faringe). Além disso, o muco torna o
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

Representação artística,
brônquios sem escala, do sistema ar mais úmido. O aquecimento do ar
respiratório. ocorre graças aos capilares sanguí-
pulmões neos presentes no nariz que, repletos
de sangue, fornecem calor para o ar.
O sangue também transporta gás carbônico aos pulmões para que • Se achar conveniente, informe aos
seja eliminado do organismo. alunos que o sistema respiratório do
ser humano pode apresentar algu-
mas doenças. Veja a seguir.
10. Qual é o caminho percorrido pelo ar no interior do sistema respiratório
durante a expiração? Espera-se que os alunos respondam que o ar rico em
..Bronquite: é uma inflamação dos
gás carbônico, que está nos pulmões, vai para os brônquios que provoca o acúmulo
brônquios, passa pela traqueia, pela laringe e pela faringe de secreção e dificulta a respiração.
Estrutura do nariz e é liberado no ambiente por meio da cavidade nasal. Essa doença pode ser causada por
vírus, bactérias, poeira, poluentes
A parte interna do nariz tem pelos, que
BERNATSKAYA OXANA/SHUTTERSTOCK

ambientais e químicos, entre outros


filtram o ar e retêm partículas de poeira e im-
fatores, como o cigarro, que estimu-
purezas, além de glândulas que secretam la o agravamento da bronquite. Al-
muco. Além de ser filtrado, o ar que passa guns sintomas da bronquite são
pelo nariz também é aquecido e umedecido tosse, falta de ar e expectoração.
antes de chegar aos pulmões. pelos ..Tuberculose: é uma doença trans-
Por isso, é importante respirar pelo nariz missível causada por uma bactéria
e não pela boca. Na boca não existe um me- chamada Mycobacterium tuberculo-
canismo que filtra, aquece e umedece o ar. sis, também conhecida como bacilo
• Você costuma respirar pela boca? de Koch. Essa bactéria pode atacar
Resposta pessoal. O objetivo desta questão Narinas. várias partes do corpo, mas geral-
é que os alunos façam uma autoavaliação da mente atinge os pulmões. Na tuber-
maneira como eles respiram e verifiquem se devem mudar seus hábitos. Oriente os culose pulmonar, os sintomas mais
alunos a atentar para a respiração a fim de evitar respirar pela boca. 23 frequentes são tosse por mais de
duas semanas, dor no peito, tosse
ou escarro com sangue, fraqueza ou
18 AM g19_5pmc_lt_u1_p022a029.indd 23
..Enfisema pulmonar: é uma dilatação dos alvéolos, provocada pelo ar que permanece nessas 1/27/18 10:18 AM
cansaço, perda de massa corpórea,
falta de apetite, calafrios e febre.
estruturas mesmo após a expiração. Os principais sintomas são a dificuldade para respirar, au-
mento das batidas do coração e uma coloração azulada nas extremidades dos membros do
corpo. Com o tempo, o pulmão e a caixa torácica aumentam de tamanho, resultando no popu-
larmente conhecido “tórax de barril”.

23

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Objetivos
• Representar o funcionamento de
parte do sistema respiratório.
• Observar a atuação do músculo INVESTIGAR E COMPARTILHAR
diafragma no processo de respi-
• O que acontece com os nossos pulmões durante a inspiração? E durante a
ração.
expiração? Espera-se que os alunos comentem que, durante a inspiração, o ar rico
em gás oxigênio entra nos pulmões. Já na expiração, o ar rico em gás
carbônico sai dos pulmões e é eliminando para a atmosfera.
Destaque da BNCC MATERIAIS
• Esta atividade estimula a elaboração
• garrafa plástica transparente com tampa • massa de modelar
de hipóteses, a experimentação e a
análise de resultados, contribuindo • 2 balões de festa • fita-crepe
para o desenvolvimento da Com-
• tubo de caneta esferográfica • tesoura com pontas arredondadas
petência geral 2 da BNCC, descrita
anteriormente.
Peça a um adulto que corte o fundo da garrafa

• Essa atividade permite aos alunos


A plástica e faça um orifício no centro da tampa da
garrafa. Esse orifício deve permitir a passagem do
observar a atuação de alguns com- tubo de caneta.
ponentes do sistema respiratório do
ser humano. Com isso, é possível
simular as trocas gasosas e suas fa-
B Com a fita-crepe, fixe bem um dos balões
na extremidade do tubo de caneta.
ses. A garrafa plástica representa a
caixa torácica; o tubo plástico repre-
senta as narinas, a cavidade nasal, Imagem referente
a faringe, a laringe, a traqueia e um à etapa B.
brônquio; o balão interno representa
um dos pulmões; o balão encaixa-
Apenas o adulto deve manusear a
do no fundo da garrafa representa o
tesoura para cortar a garrafa plástica.
músculo diafragma.
• O corte no fundo da garrafa deve ser
realizado por um adulto, a fim de que
os alunos não se machuquem. A gar- Passe o tubo de caneta pelo interior da Imagem
rafa deve ser cortada de modo que C garrafa, atravessando o orifício da
tampa. Fixe-o com a massa de modelar.
referente à
etapa C.
não fiquem pontas que possam dani-
Certifique-se de que o tubo da caneta
ficar o balão a ser fixado nesse local.
esteja bem preso e o orifício da
• O corte em um dos balões também tampa, bem vedado.
deve ser realizado por um adulto. É balão
importante que esse corte seja feito tampa da
garrafa
próximo ao fundo do balão, para que
ele possa ser encaixado na abertura Encha e esvazie os
tubo de balões algumas vezes
do fundo da garrafa. caneta antes de utilizá-los.
fita-crepe
• O balão cortado deve ficar bem fixo Isso fará com que eles
massa de fiquem mais flexíveis.
no fundo da garrafa, pois os alunos modelar
irão puxá-lo fortemente. Além disso, 24
deve-se evitar a entrada e saída de
ar entre o balão e a borda da garrafa.
• O balão inteiro deve ficar bem pre-
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so ao tubo plástico para não esca- • Oriente os alunos a tomarem cuidado ao puxar o balão fixado no fundo da garrafa, pois ele pode
par. Além disso, é essencial que não escapar ou rasgar se for puxado com muita força.
ocorra entrada e saída de ar pela jun- • Quando os alunos puxarem o balão preso no fundo da garrafa, ocorrerá a entrada de ar no balão
ção do balão e do tubo. que se encontra no interior da garrafa. Isso ocorre porque a pressão interna da garrafa diminui e,
• Oriente os alunos para que prendam com isso, a pressão atmosférica torna-se maior do que a pressão interna da garrafa, causando a
bem o tubo plástico na boca da gar- entrada de ar no balão. Essa atividade representa a atuação do músculo diafragma na respiração.
rafa. Para isso, devem utilizar massa • Enfatize aos alunos que, nessa atividade, foi representado apenas um dos pulmões.
de modelar. Além de fixar, a massa de
modelar tem a função de vedar a
boca da garrafa para que não entre
nem saia ar de seu interior.

24

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• Observe a reação dos alunos em
todo o desenvolvimento da cons-
trução, da separação dos materiais
REGISTRE O QUE OBSERVOU para a atividade às anotações das
conclusões obtidas com o resultado.
1. O que aconteceu com o balão no interior da garrafa quando você puxou o É importante perceber as hipóteses
balão do fundo da garrafa para baixo? que os alunos levantaram e as con-
2. A que etapa da respiração esse movimento equivale? clusões a que chegaram.
• Durante a observação dos resulta-
3. O que aconteceu com o balão no interior da garrafa quando você soltou o
dos da atividade, apresente aos alu-
balão do fundo da garrafa?
nos as seguintes questões: 1. Que
4. A que etapa da respiração esse movimento equivale? órgão o balão representa? 2. Se-
gundo este esquema, como seria o
5. Quais partes do corpo humano são representadas nessa construção? Que
caminho percorrido pelo ar no corpo
etapas da respiração os objetos representam?
humano?
• Caso os resultados obtidos com
essa atividade não tenham sido sa-
D Peça a um adulto que
corte o outro balão ao F tisfatórios, questione os alunos so-
meio. bre o que pode ter ocasionado isso.
Segure a garrafa e
As possíveis causas podem ser:
E
Dê um nó na boca do
balão que foi cortado
puxe o balão
preso no fundo ..há vazamento de ar entre o tubo plás-
ao meio e, com a dela. Em seguida, tico e o bico do balão;
ajuda de um adulto,
estique-o e coloque-o
solte o balão para
que ele volte à
..há vazamento de ar entre o tubo
plástico e a boca da garrafa cortada;
no fundo da garrafa.
Prenda-o com a
posição inicial.
Com cuidado, ..há vazamento de ar no balão encai-
fita-crepe. repita várias xado no fundo da garrafa cortada;
vezes esse
procedimento,
..o balão encaixado no fundo da garra-
fa não está fixado adequadamente;
observando o
que acontece ..os balões estão furados;
com o balão
dentro da
..o balão que representa um dos pul-
garrafa. Anote mões é confeccionado de uma bor-
os resultados em racha que não cede facilmente.
seu caderno. • Deixe que os alunos conversem
sobre os resultados obtidos, des-
cubram quais foram as causas e
encontrem soluções.
Imagem
referente
..Materiais alternativos
FOTOS: JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS

às etapas • A massa de modelar pode ser produ-


D e E. zida a partir da seguinte receita:
Imagem
referente à
Materiais
etapa F.
..2 xícaras de farinha de trigo
..1 xícara de sal
..1/2 xícara de água
25 ..2 colheres (sopa) de óleo de soja
Modo de fazer
18 AM g19_5pmc_lt_u1_p022a029.indd 25 1/27/18 10:18 AM
..Em uma vasilha, misture a farinha e
Acompanhando a aprendizagem o sal. Acrescente aos poucos a
água e mexa até que a mistura tor-
• Anote qual foi o desempenho de cada aluno no desenvolvimento da atividade, as dúvidas, as difi-
ne-se homogênea. Em seguida, co-
culdades no manuseio e na realização da atividade, as conversas com os alunos e as conclusões
loque o óleo e amasse bem, até que
a que chegaram com a construção realizada.
a massa adquira a consistência de
Respostas massa de pão. Se houver necessi-
1. O ar entrou no balão, inflando-o. 5. A garrafa plástica representa a caixa toráci- dade, acrescente água aos poucos,
ca; o tubo de caneta corresponde à traqueia; até a massa adquirir a consistência
2. Inspiração.
o balão no interior da garrafa representa um desejada.
3. O ar saiu de dentro do balão, que murchou.
dos pulmões; o balão no fundo da garrafa
4. Expiração. corresponde ao músculo diafragma.

25

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Destaque da BNCC
• A atividade 1 estimula os alunos a
compreender seu papel na manu-
tenção da saúde de seu próprio ATIVIDADES
corpo ao convidá-los a refletir sobre
seus hábitos de higiene, contribuin- 1. Leia abaixo o trecho de uma história em quadrinhos.
do para o desenvolvimento da Com-
petência geral 8 da BNCC, descrita
anteriormente.

© MAURICIO DE SOUSA EDITORA LTDA.


Ler e compreender
• Uma história em quadrinhos é uma
narração contada, geralmente, na
forma de texto e imagens associados
e organizados sequencialmente.
Antes da leitura
• Pergunte aos alunos se eles comem

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
rápido ou devagar e porque. Deixe
que se expressem.
• Peça aos alunos que comentem so-
bre os personagens da Turma da Mô- Dudu em:
Mastigando, de
nica e seu criador, Maurício de Sou- Mauricio de
sa. Pergunte que outras histórias em Sousa. Magali.
São Paulo: Globo,
quadrinhos eles conhecem. n. 393, p. 32, fev.
2006.
Durante a leitura
[...]
• Comente o texto presente nos dois
primeiros quadrinhos. Tratam-se de a. De que maneira Cebolinha está se alimentando nos dois primeiros quadrinhos?
onomatopeias. Peça aos alunos que
Espera-se que os alunos respondam que Cebolinha está se alimentando
observem as imagens e imaginem o
que o pai do Cebolinha deve estar rapidamente, sem mastigar adequadamente os alimentos.
falando para ele. Em seguida, peça a
eles que leiam os quadrinhos.
b. Durante as refeições você mastiga bem os alimentos? Você deveria mudar
seus hábitos relacionados à mastigação?
Após a leitura
• Pergunte aos alunos se eles estavam
Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é que os alunos avaliem
certos em relação à fala do pai de suas atitudes, valorizando aquelas que trazem benefício à saúde e verificando se
Cebolinha.
precisam mudar alguns de seus hábitos.
• Verifique se os alunos perceberam
que a atitude de Cebolinha na histó- c. Explique por que é importante seguir as recomendações dadas pelo pai de
ria em quadrinhos não contribui para Cebolinha, como comer devagar e mastigar bem os alimentos.
uma boa digestão. Além de mastigar Espera-se que os alunos respondam que a digestão se inicia na boca, e mastigar
bem os alimentos antes de engoli-
-los, existem outras atitudes que bem os alimentos contribui para facilitar as outras etapas da digestão, colaborando
ajudam na digestão. Veja a seguir para melhorar a absorção de nutrientes.
26
algumas delas.
..Fazer as refeições em um ambiente
tranquilo.
..Fazer um lanche no meio da tarde, g19_5pmc_lt_u1_p022a029.indd 26 1/27/18 10:18 AM g19

caso o intervalo entre o almoço e o


jantar ultrapasse seis horas.
..Evitar ingerir alimentos no meio da
noite.
..Evitar comer em excesso.
..Procurar fazer as refeições sempre
nos mesmos horários.

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Destaque da BNCC
• A atividade 2 envolve a análise de
2. Observe a imagem ao lado. uma ilustração científica e a inter-

KALING 2100/SHUTTERSTOCK
pretação dela com base nos conhe-
a. Qual é o nome do órgão em cimentos estudados, contribuindo
destaque nesta radiografia? para o desenvolvimento da Com-
Intestino grosso. petência geral 4 da BNCC, descrita
anteriormente.
b. Escreva duas funções desse órgão.
Os alunos podem dizer que é nesse
• Retome com os alunos os órgãos
órgão que ocorre a etapa final da do sistema digestório e sua posição
no corpo. Em seguida, oriente-os na
absorção de substâncias durante a rea­lização das atividades.
digestão. Além disso, é no intestino
Radiografia de um órgão do sistema Acompanhando a aprendizagem
grosso que se formam as fezes. digestório do ser humano.
• Utilize as atividades desta página

3. Numere, em ordem crescente, os órgãos do sistema digestório de acordo com para verificar se os objetivos em rela-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

o caminho que o alimento faz durante a digestão. ção ao aprendizado sobre o sistema
digestório foram atingidos. Verifique
3 esôfago 4 estômago os pontos em que mais explicações
são necessárias.
7 reto 1 boca

5 intestino delgado 6 intestino grosso

2 faringe 8 ânus

4. Complete as sentenças sobre a digestão dos alimentos. Para isso, utilize as


palavras abaixo.

delgado saliva estômago


dentes gástrico alimentar grosso

a. O alimento é triturado pelos dentes e misturado à saliva ,


formando uma massa mole e úmida chamada bolo alimentar .
b. No estômago o bolo alimentar é misturado ao suco gástrico

e se transforma em quimo.
c. No intestino delgado ocorre a absorção de nutrientes que são
grosso
levados pelo sangue e no intestino ocorre a absorção de
água e sais minerais e a formação das fezes.
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Ler e compreender
• Cartum é um gênero jornalístico em
que se critica assuntos polêmicos 5. A criança que aparece na foto está utilizando um aparelho conhecido como
por meio do grafismo e humor. inalador. Esse aparelho geralmente é utilizado no tratamento de problemas
Antes da leitura respiratórios, no qual são colocados medicamentos para que a pessoa os
• Peça aos alunos que observem a inale, chegando diretamente ao sistema respiratório.
imagem e identifiquem qual é o as- a. Em que etapa da respiração ocorre a

THANYA WAT RACHTIWA/SHUTTERSTOCK


sunto abordado. Solicite que identifi-
inalação do medicamento nessa
quem a crítica apresentada.
situação? inalador
• Deixe que se expressem livremente
Durante a inspiração.
e verifique se identificam que o fu-
mante está acendendo uma bomba
no seu corpo ao acender um cigarro.
Durante a leitura
Criança fazendo inalação.
• Pergunte aos alunos se conseguem
identificar o prejuízo que o fumo cau-
sa ao organismo. Nesse caso, pare- b. Você já utilizou um inalador? Por quê?
Resposta pessoal. A resposta depende da vivência Utilize medicamentos

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
ce se destacar o câncer de pulmão e
somente sob
doenças do coração. orientação médica e
dos alunos.
• Diga-lhes que, além desses prejuízos, sob a supervisão de
um adulto.
o fumo pode acarretar outros ma-
les menos divulgados à saúde do ser
humano. Alguns deles são: perda de 6. Observe o cartum apresentado abaixo.
cabelo; catarata; formação de rugas
© CAULOS

prematuramente; perda de audição;


câncer de pele; deterioração dos den-
tes; enfisema pulmonar; osteoporose;
úlcera gástrica; descoloração dos den-
tes; câncer uterino e abortamento; de-
formação dos espermatozoides; pso-
ríase (afecção inflamatória cutânea);
doença de Buerger (inflamação das
artérias, veias e nervos das pernas).
Só dói quando eu respiro,
Após a leitura de Caulos. Porto Alegre:
• No item b os alunos terão de obser- L&PM, 1976. p. 81.

var a imagem de um cartum e elabo- a. De acordo com seus conhecimentos, explique a mensagem abordada no cartum.
rar uma questão. Com isso, terão de
Espera-se que os alunos respondam que o cartum aborda o tabagismo, que é uma
interpretar um registro figural para
poderem elaborar na língua ma- das principais causas de diversas doenças do sistema respiratório. Por isso, o autor
terna uma questão para um colega
responder. Nesse sentido, é preciso do cartum compara o ato de acender um cigarro ao ato de acender uma bomba.
que a questão seja bem-elaborada e
sem erros gramaticais. Além disso,
ela deve ser coerente com a imagem
apresentada para a outra pessoa ob-
28
servar, compreender e responder.
• No áudio Por que fumar prejudica a
saúde?, apresentado no objeto edu-
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cacional digital, discute-se os efeitos • Retome os órgãos do sistema respiratório e suas posições no corpo humano. Além disso, peça
que o cigarro produz no pulmão e aos alunos que relacionem sistema digestório e respiratório, buscando revisar a integração entre
em outros órgãos do corpo humano. os sistemas fisiológicos.
Além disso, aborda os componentes
químicos que constituem o cigarro.
Verifique a possibilidade de levar para Mais atividades
a sala de aula esse áudio e apresentá- • Caso seja possível, providencie a visita de um médico especializado em pneumologia para falar
-lo aos alunos. Disponível em: <http://
sobre a asma e outras doenças do sistema respiratório. Oriente os alunos a elaborarem um roteiro
objetoseducacionais2.mec.gov.br/
de perguntas a serem feitas a ele.
handle/mec/14369>. Acesso em: 20
jan. 2018.

28

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Destaque da BNCC
• O item b da atividade 6 desta página
b. Pesquise sobre os problemas causados pelo tabagismo. Em seguida, elabore aprofunda a questão do tabagismo,
uma questão com base no cartum apresentado na página anterior e peça a conscientizando os alunos sobre
um colega que a responda. seu papel na manutenção da própria
Corrija as respostas dadas por seu colega à questão que você elaborou. saúde, o que contribui para o desen-
volvimento da Competência geral 8
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos elaborem uma questão relacionada ao
da BNCC, descrita anteriormente.
tabagismo e aos prejuízos que ele pode causar ao sistema respiratório. O cigarro
faz mal para a saúde? Fumar é como acender uma bomba? • Utilize as atividades 7 e 8 para veri-

7. O mergulhador que aparece na ficar se os objetivos relacionados ao

BLUE-SEA.CZ/SHUTTERSTOCK
foto ao lado está usando um sistema respiratório foram atingidos.
equipamento de mergulho que
apresenta um cilindro Mais atividades
contendo gás oxigênio. • Caso na escola exista um laboratório
de informática com computadores
conectados à internet, visite o site
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

Mergulhador usando um disponível em: <https://www.cancer.


equipamento de mergulho. org.br/sobre-o-cancer/prevencao/
a. Por que é necessário o uso desse cilindro contendo gás oxigênio? tabagismo/>. Acesso em: 20 jan.
2018. Esse site permite que os alu-
Espera-se que os alunos respondam que o sistema respiratório do ser humano é adequado
nos entrem em contato com mais
para obter o gás oxigênio do ar atmosférico, não conseguindo absorvê-lo da água. informações a respeito do que o
fumo pode causar aos seres huma-
b. O que pode acontecer a uma pessoa que, por algum motivo, permaneça nos. Com isso, eles constroem uma
dentro da água por alguns minutos, sem equipamento adequado? postura mais crítica com relação a
Espera-se que os alunos respondam que essa pessoa poderá morrer esse vício, presente na vida de mui-
tas pessoas. Além de apresentar aos
afogada, pois no período em que ela ficar dentro da água, não conseguirá respirar. alunos os males que o fumo provoca,
essa seção tem como objetivo for-
8. Utilize as palavras do quadro para completar as frases a seguir. mar nos alunos uma posição crítica
com relação ao tabagismo.
inspiração respiração expiração filtrar

a. A inspiração é o processo no qual o ar entra em nosso corpo e chega


aos pulmões.
b. O nariz, a laringe, a traqueia, os brônquios e os pulmões são órgãos
relacionados à nossa respiração .
c. A expiração é o processo no qual o ar sai dos pulmões.
d. Os pelos do nariz contribuem para filtrar o ar que entra em nosso
corpo.
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Objetivos
• Compreender as principais fun-
ções do sistema circulatório san-
guíneo. 3
1 Circulação e excreção
• Identificar e localizar os órgãos
que fazem parte do sistema cir- no corpo humano
culatório sanguíneo.
Muitas vezes ouvimos falar de campanhas que esti-

ACERVO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE/GOVERNO FEDERAL


• Relacionar algumas característi-
mulam a doação de sangue, ou de pessoas que precisa-
cas do sangue, do coração e dos
ram realizar uma transfusão sanguínea.
vasos sanguíneos.
• Identificar os componentes do 1. Em sua opinião, por que o sangue é tão
sangue e suas principais funções. importante para nosso corpo?
• Conhecer os componentes do
Espera-se que os alunos relacionem o sangue ao
transporte de substâncias pelo corpo.
sistema urinário. Adesivo de campanha de doação de sangue
• Compreender as principais fun- veiculada pelo Ministério da Saúde, em 2017.
ções do sistema urinário.
Como vimos, os nutrientes provenientes da digestão e o gás oxigênio obtido
por meio da respiração precisam chegar a todas as células do corpo humano.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
Destaque da BNCC
2. Como você acha que o gás oxigênio e os nutrientes chegam até as
• Nesta página, são relacionados o células? Espera-se que os alunos respondam que o transporte dessas
sistema circulatório, a distribuição substâncias é realizado por meio do sangue.
Quando os nutrientes e o

TRAVEL VIIEW/SHUTTERSTOCK
dos nutrientes e a eliminação dos re-
gás oxigênio chegam às célu-
síduos, de forma a mostrar a integra-
las do corpo humano, são for-
ção entre os sistemas fisiológicos,
madas algumas substâncias
contribuindo para o desenvolvimen-
to da habilidade EF05CI07 da BNCC. que podem ser tóxicas e que
precisam ser eliminadas. Uma
• As questões desta página estimulam
delas é o gás carbônico, que é
os alunos a compreender seu papel
na manutenção da saúde de seu pró-
eliminado pela respiração. Al-
prio corpo ao convidá-los a refletir gumas substâncias são elimi-
sobre seus hábitos de higiene, con- nadas com a urina e outras,
tribuindo para o desenvolvimento da por meio do suor.
Competência geral 8 da BNCC, des-
3. Em que momentos
crita anteriormente.
você transpira mais?
Criança suada bebendo água.
• Explique aos alunos que o corpo pre-
cisa incorporar algumas substâncias,
como foi estudado anteriormente, Ao praticar atividade física, beba água para manter o corpo hidratado.
mas também precisa eliminar outras.
Pergunte qual substância é eliminada
Para que essas substâncias sejam eliminadas, elas são transferidas das células
na respiração (gás carbônico).
para a corrente sanguínea, que as transporta até os sistemas que as eliminarão. O pro-
• Diga-lhes que o sangue equivale a
cesso de eliminação de substâncias tóxicas do corpo humano é chamado excreção.
cerca de 8% da massa corpórea de
3. Espera-se que os alunos respondam que transpiram quando faz muito calor
uma pessoa adulta ou cerca de 5 li- 30 e quando realizam esforço físico.
tros. Explique-lhes que um indivíduo
do sexo masculino tem, em média, de
5 a 6 litros de sangue, já uma mulher g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 30 7/5/18 2:45 PM g19

adulta tem de 4 a 5 litros de sangue. Atitude legal


• Informe aos alunos que durante a prática de atividades físicas, o corpo libera água do organis-
mo por meio do suor. A reposição da água deve ser feita para não causar danos ao organismo.

• EF05CI07: Justificar a relação entre o funcionamento do sistema circulatório, a distribuição


dos nutrientes pelo organismo e a eliminação dos resíduos produzidos.

30

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• Diga aos alunos que o coração divi-
de-se em quatro câmaras, que são
as cavidades que recebem e bom-
4. Observe seus braços ou mãos e verifique se você consegue perceber beiam sangue. As duas câmaras
alguns vasos sanguíneos. Qual é a importância dessas estruturas? superiores são os átrios direito e
esquerdo. Os átrios são separados
5. Coloque sua mão direita aberta no centro do peito. O que você sentiu? por um septo — o interatrial. As duas
Espera-se que os alunos percebam os batimentos cardíacos.
O sistema circulatório sanguíneo é responsável por bombear o sangue e câmaras inferiores são os ventrículos
transportá-lo por todo o corpo humano. direito e esquerdo. Um sulco coro-
nário separa externamente os átrios
O sangue transporta nutrientes, células, gás oxigênio, dos ventrículos.
gás carbônico, entre outras substâncias no organismo. • Leve para a sala de aula um livro de
vasos
Ele é bombeado pelo coração e percorre todas as partes Anatomia Humana e mostre aos alu-
sanguíneos
do corpo por meio dos vasos sanguíneos. nos a imagem da caixa torácica. Além
O coração, o sangue e os vasos sanguíneos fa- disso, peça a eles que toquem o pró-
coração
zem parte do sistema circulatório sanguíneo. Ob- prio tórax e sintam os ossos das cos-
telas.
serve o esquema ao lado.
• Pergunte se já sofreram algum aci-
Os vasos sanguíneos se ramificam no corpo dente no qual se machucaram, e se
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

humano. Alguns desses vasos são microscópi- no ferimento formou-se um coágulo.


cos e são denominados capilares. Deixe que falem sobre isso com os
colegas. Verifique se concluem que,
As artérias transportam o sangue em muitos casos, uma marca fica no
do coração para os pulmões e local do ferimento — a cicatriz. Ex-
para outras partes do corpo.
plique que o sangramento resulta do
corte de vasos sanguíneos e que o
As veias transportam o sangue sangue possui mecanismos de “fe-
das diferentes partes do corpo chamento” do corte, que ocorre pela
para o coração. formação de coágulos.
• Na coagulação, ocorre a formação
HELOÍSA PINTARELLI

de uma estrutura de proteínas se-


melhante a uma rede, denominada
Representação artística,
coágulo, em que células sanguíneas
sem escala, do sistema ficam aderidas. Dessa forma, o coá-
MARYNA MAIBORODA/SHUTTERSTOCK

circulatório sanguíneo. gulo fecha a abertura causada pela


lesão no vaso sanguíneo e interrom-
coração pe a perda de sangue. A coagulação
é um processo complexo e envolve
O coração está ligado tanto a artérias várias reações químicas.
quanto a veias. O coração é um órgão que
bombeia sangue para todo o corpo. Esse
órgão localiza-se entre os pulmões e é pro-
tegido pela caixa torácica, formada pelas
Representação artística, sem costelas.
escala, do coração humano.
4. Espera-se que os alunos respondam que é direcionar o sangue para diversas
partes do corpo humano. 31

26 AM g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 31 1/27/18 5:18 PM


• Além de participarem da formação do coágulo, as plaquetas auxiliam na formação de tampões,
que, em caso de ferimentos, ajudam nos processos iniciais do bloqueio da perda de sangue.
Muitas vezes, nos casos de vasos e lesões pequenos, o tampão de plaquetas é suficiente para
bloquear a perda de sangue. Ao entrar em contato com a parede do vaso lesado, as plaquetas
aumentam de tamanho, tornam-se viscosas e aderem umas às outras, formando, dessa maneira,
o tampão de plaquetas. Ele se liga à camada interna do vaso, interrompendo a perda de sangue.

31

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Destaque da BNCC
• O estudo das células do sangue rela-
ciona o sistema circulatório e outros 6. Quantos litros de sangue, aproximadamente, você acha que existem no
sistemas fisiológicos, contribuindo corpo de uma pessoa adulta?
para o desenvolvimento da habili-
dade EF05CI07 da BNCC, descrita 1 litro X 5 litros 50 litros
anteriormente.
O sangue transporta substâncias por todo o corpo humano, como nutrien-
tes, resíduos e gases. Ele também contém células que protegem o corpo huma-
• Peça aos alunos que digam o que no de agentes causadores de doenças. O sangue é composto de um líquido
sabem sobre o sangue. Pergunte se chamado plasma, de plaquetas e de células, como os glóbulos vermelhos e os
acham que há células no sangue. glóbulos brancos.

NATIONAL CANCER INSTITUTE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


• Explique as partes do sangue com
auxílio das imagens desta página. Os glóbulos vermelhos, ou
hemácias, são células
Saberes integrados responsáveis pelo transporte
de gás oxigênio e de gás
• A questão 6 favorece uma relação carbônico por todo o corpo
com a disciplina de Matemática. Ao humano.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
iniciar esse tópico, foi apresentada
uma questão para que os alunos
Os glóbulos brancos, ou
identifiquem a quantidade aproxi-
leucócitos são células
mada, em litros, de sangue existente relacionadas às defesas do
no corpo de um ser humano adulto. corpo humano. Eles protegem
Deixe que eles se expressem livre- o organismo de invasores,
mente, estimando a resposta. Se como vírus e bactérias.
possível, sugira que realizem uma
pesquisa em livros sobre o corpo
humano. Após chegarem a uma con-
As plaquetas são pequenos
clusão, diga-lhes que a quantidade
fragmentos celulares que
de sangue existente no corpo de um auxiliam na coagulação do
ser humano adulto é de, aproxima- sangue, isto é, formam
damente, 5 litros. Represente essa substâncias que evitam a
quantidade utilizando água. perda de sangue.
• Para isso, utilize uma garrafa plásti- Sangue humano ampliado cerca de 2 500 vezes
por microscópio eletrônico.
ca descartável de dois litros e uma
garrafa plástica descartável de um O plasma é um líquido amarelado que constitui cerca
litro. Pergunte aos alunos como eles de metade do volume do sangue do corpo humano. Nele, há
podem representar a quantidade de
substâncias como água, proteínas, nutrientes e hormônios.
5 litros com esse material, ou seja,
ST BART IENCE PHOTO LIBSTOCK
W'S HOSPRARY/
ITAL/

encheriam duas vezes a garrafa de


LATIN

2 litros e uma vez a de 1 litro e despe-


HOLOME

jariam em um recipiente com capaci- Plasma obtido por meio de um processo que o separa
SC

dade mínima de 5 litros. dos outros componentes do sangue.

32

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Mais atividades
• Outra abordagem pode ser realizada usando dois baldes — um de 7 litros e outro de 3 litros. Peça
aos alunos que, com esses baldes, representem a capacidade de 5 litros. Essa é uma atividade
de raciocínio lógico em que os alunos terão de encher três vezes o balde de 3 litros, e despejar
o conteúdo no balde de 7 litros até enchê-lo. Ao fazer isso, sobrarão 2 litros no balde de 3 litros.
Oriente-os a esvaziar o balde de 7 litros e adicionar nele o conteúdo que sobrou no balde de
3 litros. Novamente devem encher o balde de 3 litros. O conteúdo agora deve ser despejado no
balde de 7 litros, totalizando 5 litros no interior do balde.
• Após realizar essa representação, utilize a água para regar vegetais ou para outra atividade, evi-
tando o desperdício.

32

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Destaque da BNCC
• A análise dos esquemas, que ex-
Como vimos, o sangue transporta substâncias, inclusive as substâncias tóxi- pressam informações sobre a po-
cas. Para que elas sejam retiradas do sangue, ele precisa ser filtrado. Esse papel é sição dos órgãos, e a comparação
realizado pelo sistema urinário. do sistema urinário entre os gêneros
Veja a seguir os componentes do sistema urinário do ser humano. contribuem para o desenvolvimento
da Competência geral 4 da BNCC,
descrita anteriormente.

• Peça aos alunos que observem as


imagens com os dois esquemas de
rins rins sistema urinário — o de um menino
e o de uma menina. Eles podem ob-
servar semelhanças e diferenças en-
tre os sistemas urinários, de acordo
com o sexo.
• Cada rim mede de 10 a 13 centíme-
ureteres
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

tros de altura, de 5 a 7,5 centímetros


de largura, de 2,5 a 3 centímetros
ureteres
de espessura e tem massa de 120 a
180 gramas. Os rins recebem cerca
bexiga de 1,2 litro de sangue por minuto, o
bexiga uretra urinária uretra que equivale a um quarto do sangue
urinária
que é bombeado pelo coração. Todo
o sangue do corpo de uma pessoa

ILUSTRAÇÕES: HELOÍSA PINTARELLI


é filtrado cerca de 12 vezes em uma
hora.
• Além da função de filtrar o sangue,
Representação Representação
artística, sem artística, sem os rins desempenham outras impor-
escala, do sistema escala, do sistema tantes funções, como a secreção
urinário feminino. urinário masculino. de duas importantes substâncias:
a eritropoetina e a renina. A eritro-
O sangue chega aos rins, que retêm as substâncias tóxicas. Com o excesso de poetina interfere na maturação dos
água, essas substâncias formam a urina. glóbulos vermelhos no sangue e na
medula óssea. Uma produção insu-
7. Complete o esquema a seguir com o caminho da urina no corpo humano. ficiente de eritropoetina pode levar o
ser humano a uma anemia grave. E a
renina auxilia no controle do volume
ureteres bexiga urinária dos líquidos e da pressão arterial do
Rins organismo humano. Além disso, os
rins também participam na síntese
uretra de vitamina D, que controla a absor-
Meio externo ção de cálcio pelo organismo.
• Diga-lhes que a bexiga urinária é um
33 órgão muscular que funciona como
local de armazenamento temporário
da urina.
26 AM g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 33 1/27/18 4:40 PM
• A camada mucosa, que reveste a bexiga, apresenta pregas que permitem a ela aumentar seu
volume. A bexiga também é formada por camadas musculares que auxiliam na contração e na
distensão do órgão e no controle da eliminação da urina para o meio externo. A bexiga é capaz de
armazenar cerca de 800 mililitros de urina. No entanto, quando a quantidade de urina na bexiga
está em torno de 300 mililitros, geralmente a pessoa sente vontade de urinar.

33

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• Se achar conveniente, informe aos
alunos que o sistema urinário do
ser humano pode apresentar alguns
problemas: 8. Coloque os números em ordem crescente e descubra os nomes
..Cálculos renais: também conheci- das estruturas em destaque.
dos como pedras nos rins, são cris-
tais que se formam por causa do
2 4 1 3
acúmulo de certas substâncias nos O ser humano tem dois
rins. Esses cristais alojam-se nes- I S R N
ses órgãos ou em qualquer outra
parte do sistema urinário. Quando
R I N S
, responsáveis pela filtração do
os cristais são pequenos, podem
ser eliminados com a urina, muitas sangue. Nesse processo, são retirados do organismo
vezes ferindo os ureteres ou a ure- o excesso de água e outras substâncias que precisam
tra. Isso pode causar fortes dores. ser eliminadas.
Em alguns casos, em razão do ta- A água e as substâncias que ficam retidas nos rins
Representação artística,
manho dos cristais, pode ocorrer o sem escala, de parte do formam a urina.
bloqueio dos canais pelos quais a sistema urinário.
urina passa. Esse bloqueio, além de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
causar dor, pode prejudicar as fun-
A urina sai dos rins, passa pelos
ções renais.
..Insuficiência renal: consiste na dimi- 1 4 7 6 5 8 3 2
nuição ou na perda da função de
filtração do sangue. Com isso, as U T E R E S E R
substâncias tóxicas começam a se
acumular no sangue, comprome- U R E T E R E S e fica
tendo a saúde do organismo. Geral-
armazenada na bexiga urinária.
mente, a insuficiência renal é causa-
da pelo agravamento de doenças Em um adulto, quando a quantidade de urina
como diabetes, hipertensão arterial armazenada na bexiga urinária está entre 200 mL Representação artística,
(pressão alta), cálculos renais e e 400 mL, surge a vontade de urinar. sem escala, de parte do
sistema urinário.
também pela ocorrência constante
de infecções urinárias. Os principais
sintomas da insuficiência renal são:
cansaço, náusea, vômito, perda de A urina é conduzida da bexiga
apetite, palidez e pressão arterial urinária até a
elevada.
• De forma geral, em crianças meno- 5 4 1 3 6 2
ILUSTRAÇÕES: HELOÍSA PINTARELLI

res de dois anos de idade, os me-


R T U E A R
canismos de controle voluntário do
sistema nervoso ainda não estão
completamente desenvolvidos. Esse U R E T R A e, em seguida,
é um dos motivos de a criança não para o meio externo.
Representação artística,
conseguir controlar a vontade de uri-
sem escala, de parte do
nar. A falta de controle voluntário da sistema urinário.
micção é chamada incontinência.
34

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Mais atividades
• Represente na prática a capacidade de armazenamento e a quantidade de urina no interior da be-
xiga que faz a pessoa sentir vontade de urinar. Para tanto, providencie um balão, um funil e água.
• Encaixe o funil na boca do balão e despeje cerca de 300 mililitros de água. Isso representará o ta-
manho aproximado da bexiga urinária quando uma pessoa sente vontade de urinar. Em seguida,
acrescente mais 500 mililitros de água no balão para que os alunos percebam a quantidade de
urina que a bexiga urinária é capaz de armazenar. Realize essa atividade em um local que possa
ser molhado, como uma pia, por exemplo.

34

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Destaque da BNCC
• A atividade desta página estimula os

NA PRÁTICA alunos a elaborar hipóteses, realizar


experimentos e interpretar resulta-
• Você já percebeu como os batimentos do seu coração mudam de ritmo, dos, contribuindo para o desenvol-
vimento da Competência geral 2 da
acelerando ou diminuindo conforme a atividade que você realiza ou as
BNCC, descrita anteriormente.
emoções que está sentindo? Resposta desta questão nas orientações
para o professor.
Vamos verificar como o coração se comporta quando realizamos diferentes
tipos de atividades. Para verificar a frequência cardíaca, mediremos a pulsação. • Para o desenvolvimento da ativida-
de, peça ajuda ao professor de Edu-
MATERIAIS cação Física para orientar os alunos
na realização dos diferentes exercí-
• relógio ou cronômetro • caneta • papel para anotar os dados cios físicos e na medição da frequên-
cia cardíaca. Oriente-os a anotarem
as medidas em uma folha.
Fique em repouso du-
• Com o professor de Matemática, auxi-
rante 10 minutos e depois Pessoa medindo
a pulsação. lie os alunos a construir um gráfico de
realize os seguintes proce-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

colunas. Se preciso, forneça a eles pa-


dimentos. pel quadriculado para que construam
Coloque as pontas dos o gráfico. Oriente-os na construção
dedos indicador e médio, de desse registro. Observe as medidas
uma das mãos, sobre o pulso feitas pelos alunos e siga procedimen-

BUTSAYA/SHUTTERSTOCK
da outra mão. Veja a foto ao lado. tos como os apresentados a seguir.
• Sejam as medidas da frequência car-
Conte a pulsação durante 15 segun-
díaca:
dos. Em seguida, multiplique o valor encontrado por 4. O valor obtido
equivale à quantidade de batimentos cardíacos, em repouso, em 1 minuto. ..ao acordar: 64 batimentos por minuto.
Para observar as variações de sua frequência cardíaca, meça seus bati-
..depois de caminhar até a escola: 84
batimentos por minuto.
mentos em diferentes momentos do dia e ao realizar diferentes atividades. Veja
algumas sugestões. ..depois de correr: 150 batimentos por
minuto.
..trinta minutos após o almoço: 75 ba-
Ao acordar, Depois Ao assistir timentos por minuto.
ainda
deitado.
Depois de
caminhar.
de correr.
Trinta
minutos após à televisão. ..ao assistir à televisão: 70 batimen-
o almoço. tos por minuto.
• Oriente os alunos a desenharem o
Resposta destas questões nas orientações para o professor. plano cartesiano no caderno ou no
a. O que você percebeu ao comparar sua frequência cardíaca em cada ati- papel quadriculado. A reta horizontal
vidade realizada? representa as atividades A, B, C, D
b. Construa, em seu caderno, um gráfico de colunas com os resultados que e E e a reta vertical as frequências
cardíacas. Oriente os alunos a de-
você obteve. Depois de pronto, compare seu gráfico com os dos colegas.
marcarem valores na reta horizontal
O que você percebeu?
– pode-se utilizar 1 cm para cada 10
batimentos cardíacos ou um quadri-
35 nho do papel quadriculado para cada
10 batimentos. Eles podem destacar
os valores de 50 em 50. Por exemplo,
26 AM g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 35 1/27/18 10:26 AM para construir a coluna da atividade
Respostas A, os alunos terão de considerar uma
• Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos expressem seus conhecimentos altura aproximada de 6,4 cm. A largu-
prévios sobre os batimentos cardíacos, com base em sua vivência. ra da coluna pode ser de 2 cm ou um
a. Espera-se que os alunos respondam que sua frequência cardíaca variou de acordo com a ativi- quadrinho.
dade que eles realizaram. Em atividades que exigem maior esforço físico, a frequência cardíaca
é maior.
b. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos concluam que a frequência cardíaca varia de uma
pessoa para outra, mas que ela aumenta quando realizam esforço físico.

35

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Destaque da BNCC
• A atividade desta página envolve a
interpretação de recurso verbo-vi­
sual, um trecho de história em qua- ATIVIDADES
drinhos, contribuindo para o desen-
1. O Menino Maluquinho estava mexendo em uma lata e se machucou. Veja.
volvimento da Competência geral 4
da BNCC, descrita anteriormente.

Ler e compreender
• História em quadrinhos é um tipo de Não mexa
em objetos
narrativa que alia de forma simultâ- pontiagudos ou
nea a leitura de textos verbal e vi­sual, cortantes, para
mas que também pode trabalhar evitar ferimentos.
Em caso de
apenas com elementos visuais. acidente, peça
Antes da leitura ajuda a um
adulto.
• Pergunte aos alunos se conhecem
os personagens Bocão e Maluquinho

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
da história em quadrinhos apresen-
tada e seu autor, Ziraldo.
• Peça a eles que observem as imagens
e tentem identificar o que acontece
nessa história em quadrinhos antes
da leitura. Verifique se eles identificam
que os personagens conversam so-
bre o sistema circulatório sanguíneo. As descobertas do Lúcio,
Durante a leitura de Ziraldo. O Menino
© ZIRALDO

Maluquinho. São Paulo,


• Pergunte aos alunos o que os perso- Abril, n. 2, p. 34, out. 1994.
nagens estão fazendo. Verifique se
comentam que o Menino Maluqui- a. O sistema do corpo humano responsável pelo transporte de sangue é o:
nho se machucou e Bocão aprovei-
tou para explicar, por meio de uma sistema respiratório. X sistema circulatório sanguíneo.
analogia, a importância do sangue
no transporte de substâncias para o sistema urinário. sistema digestório.
organismo. Diga aos alunos que essa
b. Cite o nome de um órgão que faz parte desse sistema.
comparação foi feita para simplificar
o entendimento do processo de cir- Os alunos podem citar o coração ou os vasos sanguíneos.
culação do sangue.
c. Quais são os nomes dos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte do
• Reforce para os alunos que eles não sangue no corpo humano?
devem manipular objetos pontiagu-
Espera-se que os alunos respondam artérias, veias e capilares.
dos que possam causar acidentes.
No entanto, caso um acidente ocorra, d. Converse com seus colegas sobre o que o Menino Maluquinho poderia ter
devem procurar a ajuda de um adulto. feito para evitar o acidente. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos
Depois da leitura comentem que o Menino Maluquinho não deveria manipular objetos pontiagudos e/
36 ou cortantes.
• Sugira aos alunos que desenhem
o caminho que, na opinião deles, o
sangue percorreu de dentro do cor-
po até a liberação pelo ferimento. g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 36
• De forma geral, na educação, esse gênero literário pode fornecer subsídios para o desenvolvi-
1/27/18 10:26 AM g19

• Pergunte o que acontecerá com o mento da capacidade de análise, interpretação e reflexão do leitor. Como as histórias em quadri-
ferimento do Menino Maluquinho nhos apresentam uma linguagem mista, verbal e não verbal, ela pode proporcionar o desenvolvi-
depois de um período de tempo. mento da criatividade por parte dos alunos, pois as figuras são mais interativas do que os textos.
Verifique se eles respondem que o Isso desenvolve maior desempenho da memória.
ferimento vai parar de sangrar por-
que o sangue vai coagular no local
do ferimento.

36

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Destaques da BNCC
• A atividade 2 incentiva a ação soli-
2. Veja a foto abaixo. 2. b. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos dária de doar sangue, contribuindo
respondam que esse ato pode ajudar a salvar vidas. para o desenvolvimento da Compe-

ESB PROFESSIONAL/SHUTTERSTOCK
tência geral 10 da BNCC.
• A atividade 3 estimula os alunos a com-
preender seu papel na manutenção da
saúde de seu próprio corpo ao convi-
dá-los a refletir sobre a ingestão diária
de água, contribuindo para o desen-
A legenda da foto volvimento da Competência geral 8
não foi inserida da BNCC, descrita anteriormente.
para não
comprometer a
realização da • Informe aos alunos que quando uma
atividade. pessoa sofre um acidente e perde
muito sangue, sua vida corre perigo.
a. Marque um X no quadro que melhor descreve a legenda dessa foto. Nesse caso, os médicos podem inje-
tar na vítima o sangue de uma pes-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

Pessoa tomando soro. X Pessoa doando sangue.


soa saudável, através de um proces-
b. Converse com seus colegas sobre a importância desse ato. so chamado transfusão sanguínea. A
transfusão sanguínea também pode
c. Em seu município há locais em que é possível realizar o procedimento ser necessária quando as pessoas
mostrado acima? Se necessário, realize uma pesquisa. passam por certos tipos de cirurgia
Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos pesquisem sobre a ou têm determinado tipo de doença.
• O sangue usado nas transfusões é
existência de hemocentros no município onde moram.
recolhido em postos médicos espe-
3. O ser humano precisa beber de 1,5 L ciais, chamados bancos de sangue.

RICCARDO MAYER/SHUTTERSTOCK
a 2 L de líquido por dia. O líquido Depois de recolhido, o sangue é ana-
lisado e, se apresentar condições
ingerido ajuda a prevenir problemas
ideais, fica armazenado sob refrige-
que afetam o sistema urinário.
ração até ser solicitado pelos hospi-
a. Você costuma ingerir líquidos com tais. Porém, nem sempre os bancos
frequência? de sangue têm estoque suficiente
Resposta pessoal. O objetivo desta para suprir as necessidades da co-
questão é que os alunos façam uma
autoavaliação de seus hábitos munidade. Por isso, é muito impor-
relacionados à ingestão de água. tante que as pessoas doem sangue.
Criança bebendo água. • Observe a reação dos alunos na con-
versa sugerida no item b da atividade 3.
b. Por que a ingestão de líquidos ajuda a prevenir problemas no sistema
Verifique qual é a postura deles em
urinário?
relação ao tema proposto. Diga-lhes
Espera-se que os alunos respondam que os líquidos ajudam na formação da urina, que se reúnam em grupos de três ou
que é um processo que contribui para eliminar substâncias tóxicas do organismo. quatro pessoas e apresentem sua opi-
nião a respeito do tema. Explique que
cada um tem o seu modo de pensar a
respeito do assunto, mas todas as opi-
37
niões devem ser respeitadas. O que
importa é que entendam que o ato de
doar sangue é importante, pois ajuda a
26 AM g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 37 1/27/18 10:26 AM
salvar a vida de muitas pessoas.
• Explique que não pode doar sangue a pessoa que:
..tenha menos de 16 anos e mais de 60 anos;
..tenha massa corpórea menor do que 50 kg; • Competência geral 10: Agir

..esteja com gripe ou febre;


pessoal e coletivamente com
autonomia, responsabilidade,
..esteja grávida ou amamentando; flexibilidade, resiliência e deter-
..tenha se submetido a uma cirurgia de grande porte há menos de 6 meses; minação, tomando decisões com

..tenha comportamento de risco em relação à Aids; base em princípios éticos, demo-

..teve hepatite após os 10 anos de idade. cráticos, inclusivos, sustentáveis


e solidários.

37

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Ler e compreender
• O texto da atividade 5 faz parte de
um artigo científico de autoria da So-
ciedade Brasileira de Nefrologia. Um
artigo científico é um gênero textual
de autoria declarada que apresenta
relato de resultados de pesquisas.
Antes da leitura
• Oriente os alunos a ler o título do tex-
to e apresentar seus conhecimentos
sobre o assunto tratado. Anote na
lousa as respostas deles.
• Peça a eles que procurem o signifi-
cado da palavra “transplante”. Leve
para a sala de aula um dicionário e
oriente-os a consultá-lo sempre que
precisarem. Aproveite para trabalhar
como se procura uma palavra no di-
cionário.
• Pergunte se conhecem alguém que
já passou por esse procedimento.
• Além disso, oriente-os a identificar a
autoria do texto, que se encontra ao
final do mesmo. Verifique se perce-
bem que trata de um texto produzido
por uma sociedade de nefrologia.
Oriente os alunos a procurarem o
significado da palavra “nefrologia”.
Durante a leitura
• Oriente os alunos na leitura do texto,
auxiliando-os caso não conheçam
alguma palavra.
• Peça aos alunos que analisem o que
responderam antes de iniciar a lei-
tura para confrontar seus conheci-
mentos prévios com o conhecimento
científico.
Depois da leitura
• Pergunte aos alunos qual é o assunto
tratado no texto. Verifique se perce-
bem que se trata da caracterização
do transplante renal.
• Verifique se compreenderam as in-
formações, perguntando se esse
procedimento melhora a qualidade
de vida da pessoa e quando ele é in-
dicado.
g19
Resposta
5. Deixe que os alunos se expressem livremente sobre essa questão, verifique se destacam a
importância de a pessoa transplantada ter uma melhora na qualidade de vida, pois o novo rim
realizará as funções de filtração do sangue e a eliminação de líquidos e toxinas.

38

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Destaque da BNCC
• A questão 6 evidencia a importância
6. Nena realiza um tratamento periódico por causa de problemas no rim. do bom atendimento por parte dos
Veja seu depoimento. profissionais de saúde, promovendo
a empatia, o que contribui para o de-
Meu nome é Maria Aparecida, mas todos

ARQUIVO PESSOAL
senvolvimento da Competência ge-
me conhecem por Nena. Eu tenho 71 anos e há ral 9 da BNCC.
9 anos descobri que tenho problema de rim.
Realizo um tratamento para poder filtrar meu
sangue. Para fazer esse tratamento, preciso ir Ler e compreender
ao hospital três vezes por semana, na segunda,
na quarta e na sexta-feira. • Depoimento é um gênero textual no
qual são narrados fatos vividos por
Em cada sessão, que dura 3 horas e 30 mi- uma pessoa. Atualmente, é muito uti-
nutos, são aplicadas duas agulhas. Em uma de- lizado em redes sociais.
las sai o sangue “impuro” do meu corpo e é en- Maria Aparecida (Nena).
Antes da leitura
caminhado para uma máquina, que filtra o meu sangue. O sangue filtrado
• Pergunte aos alunos se já escreve-
volta para meu corpo pela outra agulha que entra em uma veia.
ram um depoimento e com que fina-
Durante esse processo, não sinto dor, eu até durmo. Após o trata- lidade.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

mento, sinto muita fraqueza e preciso da ajuda das pessoas para poder • Oriente-os a identificar a autora do
me locomover. depoimento. Solicite que associem o
Diariamente, preciso tomar alguns medicamentos para manter mi- nome à pessoa apresentada na foto.
nha pressão arterial equilibrada e cuidar de meu coração. Durante a leitura
Eu me sinto bem realizando esse tra- • Faça uma roda de leitura do depoi-
tamento, pois as pessoas que me atendem mento, em que cada aluno lê uma
são muito atenciosas e carinhosas. parte do texto.
Ouça os depoimentos das
Depoimento de Maria Aparecida pessoas idosas. Elas têm muitas • Peça que leiam o texto e destaque
Cascales Aragão, 71 anos, jan. 2007. experiências para nos contar. algumas informações, como as apre-
sentadas a seguir. Eles podem grifar
no texto:
a. Pesquise o nome do tratamento realizado por Nena.
..Qual é a idade de Nena?
Espera-se que os alunos respondam hemodiálise.
..Há quanto tempo ela faz o trata-
b. Como é conhecida a máquina que auxilia no tratamento do problema de mento que consta no depoimento?
saúde de Nena? ..Com qual idade começou a realizar
o tratamento?
..Quantas vezes, por semana, ela rea­
Hemodialisador, rim artificial ou máquina de hemodiálise.

c. O que pode ser feito para que Nena não precise mais realizar esse tratamento? liza esse tratamento?
Ela precisaria receber um transplante de rim. ..Qual é o local em que o tratamento
é feito?
d. As pessoas que atendem Nena são profissionais da área de saúde. Qual é a
importância do trabalho desses profissionais? ..Quanto tempo demora cada sessão
do tratamento?
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos comentem sobre a importância do
..O que ela sente durante o tratamento?
trabalho dos profissionais da saúde e sobre a importância dos cuidados que eles ..Como ela se sente após o tratamento?
têm com os pacientes , destacando que as atribuições desses profissionais
contribuem para o monitoramento e a recuperação dos pacientes. 39 ..Como são as pessoas que atendem
Nena neste tratamento?
Depois da leitura
g19_5pmc_lt_u1_p030a039.indd 39 1/27/18 10:26 AM • Pergunte aos alunos se conhecem
• Competência geral 9:Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, alguém que realizou o mesmo trata-
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhi- mento que Nena.
mento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identida- • Caso conheçam, oriente-os a con-
des, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. versar com essa pessoa e a regis-
trar o depoimento dela. Eles podem
gravar com o celular ou gravador o
depoimento e depois transcrever.
Com a transcrição, irão organizar as
informações que coletaram com a
entrevista e elaborar um texto.

39

g19_5pmc_mp_u01_p008a057_a.indd 39 9/26/19 2:49 PM


Objetivos
• Reconhecer a importância de
uma alimentação equilibrada.
• Conhecer os principais nutrientes
4
1 Alimentação equilibrada
e os alimentos que os possuem. Para que o ser humano cresça e se desenvolva adequadamente, é necessária
• Conhecer como os alimentos são uma alimentação nutritiva e variada.
agrupados.
Os alimentos são necessários

ANTONIO DIAZ/SHUTTERSTOCK
• Identificar os malefícios que a in- para que possamos sobreviver e rea­
gestão em excesso de doces e lizar diversas atividades, como estu­
alimentos gordurosos pode cau- dar, trabalhar, brincar e praticar exer­
sar ao organismo.
cícios físicos.
No período da gestação, a mãe
Destaque da BNCC fornece ao embrião e ao feto os nu­
• Nesta página, os alunos são convida- trientes de que ele necessita para
dos a refletir sobre as mudanças que crescer e se desenvolver.
ocorrem no cardápio ao longo do de- Após o nascimento, pelo menos
senvolvimento, de acordo com as ne- nos primeiros seis meses de vida, o

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
cessidades individuais ligadas à idade, bebê necessita do leite materno, que
para a manutenção da saúde do orga-
é o alimento mais indicado para seu
nismo, contribuindo para o desenvol-
crescimento e desenvolvimento.
vimento da habilidade EF05CI08 da
BNCC. Conforme o bebê cresce, dife­
rentes alimentos devem ser inseridos
e ofertados em maior quantidade e Mãe amamentando bebê.
• Inicie, solicitando aos alunos que es-
variedade.
crevam no caderno algumas das ati-
vidades que realizaram em uma par- Após cerca de seis meses, o bebê já pode ingerir, aos poucos, algus alimentos.
te do dia (ou do dia anterior), antes Quanto maior for a variedade de alimentos, mais nutrientes serão ingeridos, contri­
de ir para a escola e quais alimentos buindo para o crescimento e desenvolvimento do bebê. Como a dentição ainda está
ingeriram nesse período. se formando, os bebês ingerem alimentos na forma pastosa, por meio de papinhas.
• Pergunte se a alimentação deles mu-
1. Você já viu um bebê
SIX NINE PIXELS/SHUTTERSTOCK

dou ao longo dos anos. Incentive-os


sendo alimentado?
a contar as próprias experiências.
Que alimento ele
• Apresente as imagens e solicite
estava ingerindo?
que descrevam as mudanças que
ocorrem na alimentação dos bebês. Conforme a criança cres­
Complemente o que eles já sabem ce, são inseridos alimentos só­
com informações do texto, ressal- lidos variados, o que deve se
tando que as necessidades nutricio- manter durante a infância e
nais variam com a idade. Essa mu- adolescência.
dança ocorre tanto em quantidade
como em qualidade.
Bebê sendo alimentado
• Aproveite a foto da mãe amamentan-
com papinha.
do para dizer aos alunos que, des- 1. Resposta pessoal. Os alunos podem citar leite materno, papinhas, sucos, frutas
de o primeiro dia de vida até os seis
40 raspadas ou esmagadas, entre outros alimentos.
meses, o leite materno é o melhor
alimento para o bebê, pois supre as
suas necessidades alimentares. Veja g19_5pmc_lt_u1_p040a047.indd 40 1/27/18 10:34 AM g19
• Para mais informações sobre nutrição infantil, consulte a cartilha disponível no link: <http://ftp.
algumas vantagens da amamenta-
medicina.ufmg.br/observaped/cartilhas/Cartilha_Orientacao_Nutricional_12_03_13.pdf>. Aces-
ção com leite materno:
..é um alimento que não necessita de so em: 20 jan. 2018.

preparo;
..é facilmente absorvido e digerido
pelo organismo do bebê;
..possui nutrientes que protegem a • EF05CI08: Organizar um cardápio equilibrado com base nas características dos grupos ali-
criança contra infecções;
..estabelece vínculo afetivo entre mãe mentares (nutrientes e calorias) e nas necessidades individuais (atividades realizadas, idade,
sexo, etc.) para a manutenção da saúde do organismo.
e filho.

40

g19_5pmc_mp_u01_p008a057.indd 40 30/01/18 7:08 PM


Destaque da BNCC
• Nesta página, os alunos são apre-
Os alimentos ingeridos pelo ser humano podem ter origem animal ou vegetal. sentados às características dos gru-
pos alimentares, contribuindo para
As carnes, os ovos e o leite são alimentos Alimentos como frutas, o desenvolvimento da habilidade
de origem animal. Muitas vezes, esses verduras e legumes têm EF05CI08 da BNCC, descrita ante-
alimentos podem ser transformados em origem vegetal. riormente.
outros produtos, que são chamados
derivados. O queijo, por exemplo, é um
alimento feito à base de leite. Ele é, • Peça aos alunos que observem a
portanto, um alimento derivado do leite, imagem e digam quais são os ali-
assim como o iogurte e a coalhada.
mentos de origem vegetal e quais
são os alimentos de origem animal.
Corrija-os quando necessário.

FOTOS: PUHHHA/SHUTTERSTOCK
• Explique a eles que o nosso corpo
utiliza os nutrientes existentes nos
alimentos para obter a energia de
que necessita. A obtenção dos nu-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

trientes dos alimentos pelo corpo hu-


Alimentos de origem animal e alimentos de origem vegetal. mano ocorre por meio da digestão.
Entre os nutrientes encontrados nos alimentos estão as proteínas, as gordu- • Apresente os nutrientes citados na
ras, os carboidratos, as vitaminas e os sais minerais. Precisamos, diariamente, seção, explicando suas funções para
desses nutrientes em quantidades suficientes e equilibradas. o funcionamento do corpo. Aprovei-
te essa seção para dizer aos alunos
que os alimentos são compostos
As funções dos nutrientes por mais de um tipo de nutriente, em
diferentes proporções. No entanto,
Os nutrientes presentes nos alimentos exercem uma ou mais funções em
não existe alimento que contenha
nosso organismo. sozinho todos os nutrientes neces-
No quadro abaixo são apresentadas as principais funções de cada um dos sários para o bom funcionamento do
nutrientes. organismo. Por isso, nossa alimenta-
ção deve ser composta por um car-
Nutrientes Principais funções dápio variado e equilibrado, que ga-
Participam da multiplicação das células, permitindo o crescimento e o ranta a ingestão de diferentes tipos
Proteínas
desenvolvimento do corpo humano. de nutrientes.
Fornecem a energia necessária para a realização de diversas • Informe aos alunos que o leite ma-
Carboidratos
atividades.
terno é o único alimento que contém
Gorduras Fornecem e armazenam energia. todos os nutrientes necessários ao
Vitaminas Ajudam no crescimento do corpo humano e na manutenção das células. bebê durante os primeiros meses de
vida. Por isso, até completar seis me-
Participam da constituição e formação dos ossos, dos dentes e das
Sais minerais células sanguíneas, além de auxiliar no funcionamento das células do ses, os bebês não precisam de outro
corpo humano. alimento que não seja o leite materno.
Fonte de pesquisa: A saúde de nossos filhos, de Publifolha e Departamento de Pediatria do Hospital Israelita • Diga que um problema que atinge
Albert Einstein. São Paulo: Publifolha, 2002.
o nosso país é o desperdício de ali-
mentos. Peça que observem em uma
41 de suas refeições quanto alimento é
descartado, da casca de vegetais aos
alimentos que o próprio aluno ou as
34 AM g19_5pmc_lt_u1_p040a047.indd 41 7/5/18 2:45 PM pessoas de sua casa deixam no prato.
• Informe que existem receitas simples, nas quais são usados alimentos, ou parte deles, que se-
Oriente-os a listarem o que observa-
riam descartados. Em alguns sites é possível encontrar muitas receitas. Por exemplo, o Projeto
ram e a conversarem com os colegas
Apoema – Educação Ambiental apresenta em sua página na internet receitas econômicas que
sobre as pessoas que passam fome,
nos ajudam a aproveitar os alimentos. Essas receitas estão disponíveis em: <http://www.apoema.
abordando também àqueles que se
com.br/receitas.htm>. Acesso em: 20 jan. 2018.
alimentam de restos de alimentos jo-
gados no lixo. Relacione esses fatos
ao desperdício de alimentos.

41

g19_5pmc_mp_u01_p008a057.indd 41 7/5/18 3:12 PM


Destaque da BNCC
• Nesta página, os alunos são apre-
sentados às características dos gru- Para uma alimentação equilibrada, é fundamental ingerir alimentos naturais,
pos alimentares, contribuindo para frescos, variados e em quantidades adequadas.
o desenvolvimento da habilidade Apenas um tipo de alimento não é capaz de fornecer todos os nutrientes de
EF05CI08 da BNCC, descrita ante- que precisamos. Por isso, devemos ingerir alimentos variados. Para facilitar a esco­
riormente.
lha dos alimentos, eles podem ser reunidos em grupos. Observe no quadro abaixo
• As questões desta página estimulam alguns desses grupos.
os alunos a compreender seu papel

FOTOS: 1.HARMPETI/SHUTTERSTOCK, 2.JIANG HONGYAN/SHUTTERSTOCK, 3.TIMMARY/SHUTTERSTOCK, 4.PICSFIVE/SHUTTERSTOCK, 5.NATTIKA/SHUTTERSTOCK, 6.OKSANA STEPANOVA/SHUTTERSTOCK, 7.VALENTINA
RAZUMOVA/SHUTTERSTOCK, 8.OFC PICTURES/SHUTTERSTOCK, 9.AKEPONG SRICHAICHANA/SHUTTERSTOCK, 10.NIK MERKULOV/SHUTTERSTOCK, 11.JAMAKOSY/SHUTTERSTOCK, 12.BINH THANH BUI/SHUTTERSTOCK, 13.MAKS
NARODENKO/SHUTTERSTOCK, 14.TIM UR/SHUTTERSTOCK, 15.MAKS NARODENKO/SHUTTERSTOCK, 16.MAKS NARODENKO/SHUTTERSTOCK, 17.FIRST_EMOTION/SHUTTERSTOCK, 18.IAN 2010/SHUTTERSTOCK, 19.BAIBAZ/
SHUTTERSTOCK, 20.ANDREY_KUZMIN/SHUTTERSTOCK, 21.GRESEI/SHUTTERSTOCK, 22.TIM UR/SHUTTERSTOCK, 23.INDIGOLOTOS/SHUTTERSTOCK, 24.NATTIKA/SHUTTERSTOCK, 25.DEBBI SMIRNOFF/ISTOCK PHOTO/GETTY
IMAGES, 26.POPOVA PHOTO/ISTOCK PHOTO/GETTY IMAGES, 27.APERTURE SOUND/SHUTTERSTOCK, 28.RAVL/SHUTTERSTOCK, 29.BAIBAZ/SHUTTERSTOCK, 30.MADLEN/SHUTTERSTOCK, 31.M. UNAL OZMEN/SHUTTERSTOCK,
32.COPRID/SHUTTERSTOCK, 33.VINAP/ISTOCK PHOTO/GETTY IMAGES, 34.ALEN KADR/SHUTTERSTOCK
na manutenção da saúde de seu pró- Principais
prio corpo ao convidá-los a refletir Grupo Exemplos de alimentos
nutrientes
sobre seus hábitos alimentares, con-
tribuindo para o desenvolvimento da 1 2 3 4

Competência geral 8 da BNCC, des- A Carboidratos.


crita anteriormente. Pão, milho, macarrão e arroz.
5
7
11
9

• Após a leitura das informações con- 6


8
Vitaminas e sais
tidas no quadro, relacione na lousa B minerais. 10

outros alimentos e peça aos alunos


que os agrupem de acordo com o Cenoura, abóbora, beterraba, tomate, alface, brócolis e repolho.
quadro. Cite alimentos como:
..Grupo A: polenta, cereal matinal, Carboidratos,
12
13 14
15 16 17 18

amido de milho, farinha de milho, C vitaminas e sais


farinha de mandioca, pipoca e torra- minerais.
das. Mamão, laranja, maçã, pera, morango, manga e banana.

..Grupo B: acelga, berinjela, couve- Carboidratos,


19 20 21
-flor, pepino, pimentão, rúcula, va- gorduras,
gem, chuchu, abobrinha, broto de D proteínas,
vitaminas e sais
bambu e espinafre.
..Grupo C: acerola, abacate, abacaxi,
minerais. Iogurte, leite e queijo.

22 27
goiaba, jabuticaba, melão, uva, tan- 24 25

gerina, carambola, limão, caqui e 23

caju. E Proteínas.
..Grupo D: requeijão, ricota, coalhada
26
28

e creme de leite.
..Grupo E: lentilha, atum enlatado, Carne bovina, carne de peixe, ovo, feijão, soja, grão­de­bico e ervilha.

bife grelhado, linguiça, omelete e 29 30 31 33


34

salsicha.
32

..Grupo F: azeite de oliva, azeite de F


Carboidratos e
gorduras.
dendê, banha de porco, glucose de
milho e mel. Chocolate, bala, sorvete, açúcar, manteiga e óleo.
Fonte de pesquisa: A saúde de nossos filhos, de Publifolha e Departamento de Pediatria do Hospital
Israelita Albert Einstein. São Paulo: Publifolha, 2002.

42

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42

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Destaque da BNCC
• Nesta página, os alunos são convi­
2. Observe dois exemplos de refeições e escreva a letra correspondente ao dados a analisar um cardápio equi-
grupo a que pertence cada alimento indicado. Para isso, utilize as letras librado de acordo com as carac-
do quadro apresentado na página 42. terísticas dos grupos alimentares,
contribuindo para o desenvolvi­
CAFÉ DA MANHÃ mento da habilidade EF05CI08 da
C suco de laranja laranja C BNCC, descrita anteriormente.
maçã C • As questões desta página estimulam
D leite os alunos a compreender seu papel
pão A na manutenção da saúde de seu pró-
prio corpo ao convidá-los a refletir
E ovo sobre seus hábitos alimentares, con-
manteiga F
tribuindo para o desenvolvimento da
Competência geral 8 da BNCC, des-

PHOTOS/ISTOCK
PHOTOS/GETTY
MARGOUILLAT
Alimentos
presentes em um crita anteriormente.

IMAGES
café da manhã.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

• Retome as funções dos nutrientes e


ALMOÇO
os grupos alimentares.
B alface tomate B
• Oriente os alunos a fazer em duplas
a questão 4. Auxilie-os quando ne-
salsinha
B repolho B cessário.
• Diga aos alunos que o café da manhã
arroz A é a primeira refeição do dia. Como há
B cenoura um período longo de jejum desde a
GE
S
última refeição até o café da manhã,
TT
YI
MA
feijão E
HOT
O/G
E
essa refeição fornece os nutrientes
E carne bovina DIOGO PPR
/ISTO
CK P

para que possamos retomar as ati-


Alimentos presentes em um almoço. vidades. Além disso, durante o sono,
há gasto de energia. Dessa forma,
3. Liste abaixo os alimentos que você geralmente ingere no almoço e todas as refeições são importantes,
indique o grupo a que pertence cada um deles. Resposta pessoal. mas o café da manhã é indispensável
para a nutrição do corpo.
Alimento Grupo
• Pergunte a eles qual é o horário da úl-
tima refeição que geralmente fazem
e que alimentos costumam ingerir no
café da manhã.
• Discuta a questão 5, comentando
os relatos dos alunos e valorizando
a diversidade de hábitos alimentares
no almoço, que varia de acordo com
4. A partir das informações que você anotou, é possível afirmar que seu a cultura local e tradições familiares.
almoço é variado, isto é, contém grande variedade de alimentos?
Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos realizem uma
autoavaliação de seus hábitos alimentares, verificando se precisam alterar algum deles. 43

34 AM g19_5pmc_lt_u1_p040a047.indd 43 1/27/18 11:58 AM

Mais atividades
• Proponha aos alunos que escolham um colega que não seja da sala de aula e realize uma en-
trevista, perguntando quais alimentos ele geralmente come no café da manhã, no almoço e no
jantar. Para isso, oriente-os a fazer um quadro no qual vão inserir os alimentos de cada refeição
e classificá-los de acordo com o grupo de alimentos.

43

g19_5pmc_mp_u01_p008a057.indd 43 30/01/18 7:08 PM


Destaque da BNCC
• Nestas páginas, os alunos são apre-
sentados ao Guia Alimentar para a Não há uma dieta considerada a mais saudável. O importante é que as refei­
População Brasileira, que orienta um ções sejam compostas por alimentos variados, ricos em nutrientes, nas quantida­
cardápio equilibrado de acordo com des adequadas.
as características dos grupos alimen- Atualmente, muitos dos alimentos que ingerimos são produzidos em indústrias.
tares, contribuindo para o desenvol-
No entanto, devemos ter alguns cuidados na escolha dos alimentos, pois alguns
vimento da habilidade EF05CI08 da
processos industriais podem al­
BNCC, descrita anteriormente.
terar a quantidade de nutrientes.
• O estudo do Guia Alimentar para a
População Brasileira estimula os alu-
Para orientar os brasileiros Alimentos
nos a compreender seu papel na ma- na escolha dos alimentos, o Mi­ in natura
nutenção da saúde do próprio corpo nistério da Saúde publicou uma
ao convidá-los a refletir sobre seus cartilha chamada Guia Alimentar
hábitos alimentares, contribuindo para a População Brasileira.
para o desenvolvimento da Com- Nela, entre outras informações,
petência geral 8 da BNCC, descrita você encontra orientações so­
anteriormente. bre como podemos escolher os
Abacaxi.
alimentos analisando a maneira
como eles são produzidos.
• Explique que a alimentação é parte da
cultura e pode ser bastante diferen-
Veja a seguir algumas orien­
te entre as famílias. O Guia Alimentar tações desse guia.
para a População Brasileira, no en-
tanto, serve para orientar na hora de
escolher a quantidade e os tipos de
alimentos a serem incorporados no
Prefira os alimentos in natura ou
cardápio. Chame a atenção para o minimamente processados. Esses
fato de o guia ser dividido de acordo alimentos são obtidos diretamente
com o processamento dos alimentos. de plantas e animais, sem ter
• Deixe claro que os alimentos in natu- passado por processos que
alteram seus nutrientes. Frutas,
ra devem ser consumidos em maior
legumes, verduras, raízes, ovos,
quantidade e que os alimentos ultra- carnes, mandioca, arroz, feijão, Milho.
processados podem ser ingeridos são alguns exemplos desses
ocasionalmente. alimentos.
• Oriente os alunos a identificarem os
Óleos vegetais, gorduras, sal e
alimentos in natura, alimentos pro-
açúcar são produzidos pelas
cessados e alimentos ultraproces- indústrias a partir da extração de
Peixe.
sados que listaram na questão 3 da substâncias presentes em
página 43. Oriente-os a escrever na alimentos in natura. Geralmente,
frente dos alimentos a letra N para os esses alimentos são utilizados no
alimentos in natura, a letra P para os preparo das refeições. Eles devem
processados e U para os ultrapro- ser utilizados com moderação,
evitando­se seu excesso.
cessados. Oriente-os a analisar os
alimentos que mais gostam de inge-
rir e verificar se está de acordo com 44
o que é proposto no Guia Alimentar
para a População Brasileira.
• Reforce a importância da ingestão g19_5pmc_lt_u1_p040a047.indd 44 1/27/18 10:34 AM

de água para o bom funcionamento


dos sistemas fisiológicos.

44

g19_5pmc_mp_u01_p008a057.indd 44 30/01/18 7:08 PM


• Veja a seguir um texto sobre a alimen-
tação das crianças na fase escolar.

[...]
A fase escolar compreende crian-
ças de 7 anos a 10 anos incomple-
tos e é caracterizada por um perío-
do de crescimento e demandas
nutricionais elevadas. O cardápio
das crianças nessa faixa etária já
está adaptado às disponibilidades
e costumes dietéticos da família.
Assim, é importante reforçar às
famílias a importância de uma ali-
mentação saudável e equilibrada,
pois isso irá refletir na saúde da
criança da mesma forma.
Nessa fase é comum a criança ter
um alto gasto energético devido ao
metabolismo que é mais intenso
que o do adulto. Além disso, há
nessa faixa etária intensa ativida-
de física e mental. Assim, a falta de
apetite comum à fase pré-escolar é
substituída por um apetite voraz.
É comum, nessa idade, também, a
diminuição da ingestão de leite e,
consequentemente, limitação do
suprimento de cálcio. As mães de-
vem estar atentas a fim de com-
pensar a falta de ingestão de leite
por meio de outros alimentos ricos
em cálcio.
[...]
FERNANDES, B. S. et al. Cartilha de
orientação nutricional infantil. Disponível em:
<http://ftp.medicina.ufmg.br/observaped/
cartilhas/Cartilha_Orientacao_
Nutricional_12_03_13.pdf>.
Acesso em: 20 jan. 2018.

34 AM

45

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Destaque da BNCC
• As questões das páginas 46 e 47 es-
timulam os alunos a compreender
seu papel na manutenção da saúde
Cuidado com os alimentos
de seu próprio corpo ao convidá-los 5. Que cuidados você e as pessoas que moram em sua residência têm com
a refletir sobre seus hábitos em rela- os alimentos antes de ingeri-los?
ção aos alimentos, contribuindo para Antes de ingerir os alimentos, devemos ter alguns cuidados. Veja alguns deles.
o desenvolvimento da Competência
geral 8 da BNCC, descrita anterior- A Verificar a data de validade dos
produtos alimentícios e o estado de
mente. Além disso, envolvem ob- conservação de suas embalagens.
servação e análise de imagem, con-
tribuindo para o desenvolvimento
da Competência geral 4 da BNCC,
descrita anteriormente. B Tomar água
filtrada ou fervida.

• Peça aos alunos que observem a


imagem e, em duplas, levantem os
cuidados apresentados. Observe-
-os enquanto realizam a atividade,
ajudando-os se necessário. Ao final
da atividade, retome os cuidados,
escrevendo-os na lousa com o au-
C Mastigar
xílio dos alunos. bem os
alimentos.
• Explique a importância de cada cui-
E Preferir alimentos
dado. naturais e frescos.
A. Alguns alimentos, principalmente
os industrializados, têm indica-
ção do período de tempo no qual
eles devem ser consumidos. Se a
data estiver vencida, é provável D Conservar os
alimentos em
que o produto não esteja em boas lugares limpos
condições para ser consumido, e frescos.
podendo causar danos à saúde
de quem ingeri-lo. Além disso,
uma embalagem deformada ou
WERLLEN HOLANDA

violada pode alterar a qualidade


do produto e prejudicar a saúde
de quem o consumir.
B. O filtro retém grande parte das
impurezas e dos microrganismos
causadores de doenças exis- F Alimentar­se em
tentes na água. Muitos desses locais limpos.
microrganismos não resistem a
altas temperaturas; por isso, po- 5. Resposta pessoal. O objetivo dessa questão é que os alunos façam uma
de-se também ferver a água. autoavaliação com relação aos cuidados que eles têm com os alimentos ao se
46 alimentar, a fim de que avaliem possíveis atitudes que precisam mudar ou passar a ter.
C. Mastigar bem os alimentos auxilia
na digestão.
D. A qualidade de alimentos guarda- g19_5pmc_lt_u1_p040a047.indd 46 1/27/18 10:34 AM g19

dos em ambiente limpo e seco se F. É importante manter a higiene do ambiente, principalmente daquele onde nos alimentamos.
conserva por mais tempo, evitan- Dessa forma, evitamos a propagação de seres prejudiciais à nossa saúde.
do que sejam contaminados e pre- G. Lavar os alimentos, principalmente os que serão consumidos crus e com casca, remove im-
judiquem a saúde do ser humano. purezas que podem causar danos à saúde do ser humano.
E. Alimentos naturais não contêm H. É importante manter a higiene do ambiente e dos objetos utilizados na cozinha.
conservantes, ao contrário dos I. Lavar as mãos antes de preparar os alimentos e de se alimentar contribui para evitar doenças.
industrializados, e são, portan-
J. Cozinhar bem os alimentos, como a carne, evita que doenças causadas por vermes sejam
to, mais saudáveis. No entanto,
transmitidas ao ser humano.
deve-se ficar atento ao prazo de
validade, que geralmente é menor K. A fim de evitar sua contaminação, é importante proteger os alimentos da poeira, dos insetos
do que os industrializados. e de outros animais.

46

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• Explique que os cuidados com os ali-
mentos são ainda mais importantes
em viagens, pela dificuldade de saber
a procedência dos alimentos.
G Lavar, cuidadosamente, alimentos
como frutas, legumes e verduras, • Veja a seguir o trecho de um texto
principalmente os que serão
sobre algumas doenças de viajantes.
ingeridos crus e com casca.

As doenças transmitidas através


da ingestão de água e alimentos
contaminados estão entre os prin-
cipais riscos para a saúde durante
H Lavar a as viagens. Mais de 250 doenças
louça e podem ser transmitidas desta for-
limpar o
I ma, causadas por agentes infec-
ambiente. Lavar bem as J Cozinhar bem
os alimentos. ciosos (incluindo príons), toxinas
mãos antes de
preparar os (produzidas por agentes infeccio-
alimentos e de sos ou por organismos marinhos)
se alimentar. e contaminantes químicos. Estas
doenças podem ocorrer em qual-
quer país do mundo, inclusive nos
mais desenvolvidos. Em países em
desenvolvimento, onde a infraes-
trutura de saneamento básico é
inadequada ou inexistente, o risco
de transmissão é ainda maior, vis-
to ser relativamente comum a con-
taminação das fontes de água e de
alimentos com resíduos fecais.
[...]
Doenças transmitidas através da
água e alimentos
Cólera
Diarreia dos viajantes
Doença de Chagas
Proteger os alimentos
Encefalopat ia espong i forme
K transmissível (“doença da vaca
de poeira, insetos e
outros animais. Representação louca”)
de uma cozinha.
Febre tifoide
Hepatite A
6. O que a falta desses cuidados pode causar ao ser humano? Hepatite E
Leptospirose
7. Marque um X nos cuidados apresentados na cena que você e as pessoas
Poliomielite
que moram em sua residência geralmente têm. Resposta pessoal. Toxoplasmose
Verminoses
A B C D E F
Cives – Centro de Informação em Saúde para
Viajantes. Disponível em: <http://www.cives.
ufrj.br/informacao/viagem/protecao/dta-iv.
G H I J K html>. Acesso em: 20 jan. 2018.

6. Resposta esperada: a falta desses cuidados pode causar doenças ao


ser humano, como as verminoses. 47

34 AM g19_5pmc_lt_u1_p040a047.indd 47 1/27/18 10:34 AM

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Objetivos
• Conhecer alguns distúrbios nutri-
cionais.
• Relacionar distúrbios nutricionais
e hábitos comportamentais.

Destaque da BNCC
• Nesta seção, é possível trabalhar o
tema contemporâneo Saúde, pois
discute fatores que determinam a
condição de saúde de indivíduos
e coletividades, mostrando que as
situações de saúde são produzidas
nas relações sociais e culturais.
• Nesta seção, os alunos são convida-
dos a refletir sobre a ocorrência de
distúrbios nutricionais entre crianças
e jovens, mediante a análise de seus
hábitos, contribuindo para o desen-
volvimento da habilidade EF05CI09
da BNCC.
• Esta seção apresenta aos alunos
problemas sociais relacionados à
alimentação, conscientizando-os
sobre a aquisição de novos hábitos
na nossa sociedade e seu reflexo na
saúde da população, contribuindo
para o desenvolvimento da Compe-
tência geral 10 da BNCC, descrita
anteriormente.
• Estimula os alunos a compreender
seu papel na manutenção da saúde
de seu próprio corpo ao convidá-los
a refletir sobre seus hábitos alimen-
tares, contribuindo para o desenvol-
vimento da Competência geral 8 da
BNCC, descrita anteriormente.

Ler e compreender

• Reportagem é um texto jornalístico


considerado um gênero textual não
literário. Como texto jornalístico, a
reportagem é veiculada por meios de
comunicação, como jornais, revis-
tas, televisão, internet, entre outros.

Antes da leitura • Solicite que leiam o título da reportagem ceber as grandezas. Em seguida, faça um
• Explique aos alunos o que é reportagem e e apresente seus conhecimentos sobre o levantamento das possíveis causas des-
em qual meio de comunicação a apresen- assunto tratado. Anote na lousa as respos- ses problemas, escrevendo na lousa as
tada nesta página foi veiculada. Verifique tas dadas pelos alunos. ideias deles.
se eles identificaram que se trata de uma • Peça que leiam o texto e compare as res-
reportagem obtida de um site. Durante a leitura postas dadas pelo texto com as ideias le-
• Pergunte aos alunos se sabem o que sig- • Oriente os alunos na leitura do texto, au- vantadas pelos alunos, corrigindo-as.
nifica obesidade e má nutrição. Caso não xiliando-os, caso não conheçam alguma
saibam, oriente-os a procurar o significado palavra. Depois da leitura
em um dicionário. Aproveite para trabalhar • Promova uma discussão sobre os dados • Pergunte aos alunos qual é o assunto tra-
como se procura uma palavra no dicionário. apresentados, ajudando os alunos a per- tado no texto.

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• Caso ache interessante, aprofunde o
estudo sobre desnutrição, informan­
do os alunos que o Brasil esteve até
pouco tempo no mapa mundial da
fome, que aponta os países com grau
importante de insegurança alimentar.
Ainda assim, muitas famílias têm difi­
culdade de garantir o aporte neces­
sário de nutrientes na alimentação
por falta de recursos financeiros.
• Diga aos alunos que, no Brasil, exis­
tem diversas entidades que desenvol­
vem projetos para diminuir o número
de casos de desnutrição, principal­
mente entre as crianças. Algumas
dessas entidades são: Pastoral da
Criança, Projeto Nutrir, Projeto Nutri­
centro e Sociedade de Assistência à
Criança. Alguns dos serviços que as
entidades desenvolvem são a pesa­
gem das crianças e o acompanha­
mento de seu crescimento.
• Além dos diversos serviços prestados
pelas entidades, há a distribuição da
multimistura, que é um alimento com
aparência de farinha, que contém vá­
rios nutrientes e deve ser inserida na
alimentação das crianças.
• O Ministério da Saúde distribui uma
caderneta que é utilizada para regis­
trar o crescimento e o desenvolvi­
mento da criança até os 10 anos de
idade. Ela é conhecida como Cader­
neta de Saúde da Criança. Essa ca­
derneta auxilia o acompanhamento
da saúde da criança, ajudando a evi­
tar a desnutrição e a reduzir a morta­
lidade infantil.
• Verifique a possibilidade de desen­
volver essa seção, articulando com
algumas das informações a respeito
de como identificar a desnutrição e
como tratá-la. Há também nesse site
diversos volumes dos manuais Ven-
cendo a desnutrição, que podem ser
explorados durante esse trabalho.
Disponível em: <http://www.cren.
org.br/>. Acesso em: 20 jan. 2018.

Respostas
1. Esta questão tem como objetivo fazer com que os alunos avaliem sua alimentação e verifiquem
a necessidade de mudar algum hábito alimentar.
2. Resposta pessoal. Os alunos podem citar doenças como hipertensão, diabetes, câncer, déficit
de crescimento, anemia, entre outras doenças.

• EF05CI09: Discutir a ocorrência de distúrbios nutricionais (como obesidade, subnutrição etc.)


entre crianças e jovens a partir da análise de seus hábitos (tipos e quantidade de alimento
ingerido, prática de atividade física etc.).

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Destaque da BNCC
• A atividade 1 retoma o conhecimento
sobre as características dos grupos
alimentares e a atividade 2 o aplica ATIVIDADES
na avaliação de um cardápio equili-
brado, contribuindo para o desenvol- 1. Associe os nutrientes à sua importância. Para isso, escreva na coluna da direita
vimento da habilidade EF05CI08 da as letras correspondentes.
BNCC, descrita anteriormente.
Participam do crescimento do corpo humano
• A atividade 2 estimula os alunos a D
e da manutenção das células.
compreender seu papel na manuten- A Carboidratos e gorduras.
ção da saúde de seu próprio corpo
ao convidá-los a refletir sobre seus Participam da formação dos ossos e das
B Proteínas. C
hábitos alimentares, contribuindo células.
para o desenvolvimento da Com- C Sais minerais.
petência geral 8 da BNCC, descrita A Fornecem energia para o organismo.
anteriormente. D Vitaminas.
Participam da multiplicação das células, do
B
crescimento e do desenvolvimento do corpo.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
• Retome os grupos alimentares estu-
dados no capítulo. 2. A atenção e o cuidado com a alimentação são importantes para o
• Oriente os alunos a fazer, individual- desenvolvimento do corpo humano. Responda às questões a seguir sobre os
mente, a atividade 1, corrigindo-a na seus hábitos, analisando se contribuem ou não para uma vida saudável.
sequência.
a. Liste no caderno os alimentos que você comeu nos últimos três dias: hoje,
• Oriente-os a fazer a atividade 2 e pro-
ontem e anteontem. Resposta pessoal.
mova uma discussão sobre as res-
postas dos alunos, incentivando-os b. Analisando os alimentos que você listou no caderno, verifique se você come,
a se expressar. diariamente, alimentos de todos os grupos apresentados na página 42. Quais
deles você ingere em maior quantidade? E em menor quantidade?
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos confrontem a lista que fizeram com os
alimentos citados no quadro da página 42.

c. Existe algum grupo de alimento que não faz parte da sua alimentação? Se
existe, que grupo é esse? O que você pode fazer para melhorar sua
alimentação nesse aspecto?
Resposta pessoal. O objetivo desta questão é que os alunos façam uma
autoavaliação de seus hábitos alimentares e verifiquem se precisam inserir
alimentos de algum grupo em suas refeições.

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Destaque da BNCC
• A atividade 3 estimula os alunos a
3. Identifique o momento no qual os cuidados com os alimentos devem ser compreender seu papel na manuten-
tomados: antes, durante ou após a refeição. Para isso, escreva a letra ção da saúde de seu próprio corpo ao
correspondente a cada cuidado. convidá-los a refletir sobre seus hábi-
tos em relação aos cuidados com os
A Verificar a data de B C Conservar os
alimentos, contribuindo para o desen-
validade dos produtos alimentos em volvimento da Competência geral 8
alimentícios e o estado Mastigar bem
lugares limpos e da BNCC, descrita anteriormente.
de conservação de os alimentos.
frescos.
suas embalagens. • A atividade 4 envolve a observação e
a análise da realidade, com base nos
D E F Lavar, cuidadosamente, conhecimentos adquiridos durante
alimentos como frutas, o estudo da unidade, contribuindo
Preferir alimentos Alimentar-se em legumes e verduras,
naturais e frescos. locais limpos. principalmente os que para o desenvolvimento da Com-
serão ingeridos crus e petência geral 1 da BNCC, descrita
com casca.
anteriormente.
G H I
Proteger os
Lavar a louça e Lavar bem
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

limpar o ambiente.
alimentos de poeira • Peça a cada aluno que leia um dos
as mãos.
e de insetos.
hábitos citados na atividade 3, ex-
plicando-o. Em seguida, oriente-os
a preencher o quadro, corrigindo-os
Antes A C D E F G H I na sequência.
• Solicite que analisem os alimentos
Durante B E contidos nos pratos da atividade 4,
com base nos grupos alimentares
Após C G H I estudados, e respondam à atividade.

4. Observe as imagens a seguir.


A B
GUSTAVO MELLOSSA/
SHUTTERSTOCK
MAKTUB2499/
SHUTTERSTOCK

Macarrão com molho de tomate Arroz, feijão, carne bovina,


e manjericão. cebola, couve, tomate e ovos.

• Qual dos dois pratos apresenta uma refeição variada? Por quê?
O prato B ilustra uma refeição variada, porque tem alimentos de vários
grupos e maior variedade de nutrientes.

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Destaque da BNCC
• A atividade 5 retoma o conhecimento
sobre as características dos grupos 5. Observe a foto a seguir.
alimentares e a elaboração de um
cardápio equilibrado, contribuindo
para o desenvolvimento da habili-
dade EF05CI08 da BNCC, descrita
anteriormente.

• Peça aos alunos que observem a


foto da atividade 5 e cite os alimen-

STUDIO TRINDADE 51/


SHUTTERSTOCK
tos representados. Essa estratégia
estimula os alunos a localizar infor-
mações na leitura das legendas das
Refeição
fotos.
contendo arroz,
• Cite aos alunos a frase “Combine ali- feijão, alface,
frango grelhado
mentos naturais de forma criativa e
e tomate.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
colorida”. Peça para que expliquem
o que entenderam sobre essa frase.
Verifique se eles compreendem que Classifique os alimentos apresentados na foto de acordo com os grupos que
se trata de inserir na alimentação va- eles fazem parte.
riedade de alimentos.
a. Grupo A: arroz
• Peça que representem com um de-
senho uma alimentação que se apro- b. Grupo B: tomate e alface
xime da frase “Combine alimentos
naturais de forma criativa e colorida”. c. Grupo E: carne de frango e feijão

6. Observe os alimentos apresentados nas fotos e contorne aqueles que devem


Acompanhando a aprendizagem
ser conservados na geladeira.
• Utilize a atividade 5 para verificar se
os alunos compreenderam os gru- A B C D

VALDIS OSINS/SHUTTERSTOCK
GULYASH/SHUTTERSTOCK
pos de alimentos.
MELODIA PLUS PHOTOS/
SHUTTERSTOCK
ORINOCO ART/
SHUTTERSTOCK

Manteiga. Leite em pó. Arroz cru. Carne.

• Em que local as pessoas de sua família conservam os alimentos que não são
conservados em geladeira?
Resposta pessoal. Essa questão permite aos alunos analisar se os locais onde os
alimentos são armazenados estão adequados.

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52

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Destaque da BNCC
• A atividade 7 retoma o conhecimen-
7. Desenhe nos espaços abaixo os alimentos que você mais gosta de comer, de to das características dos grupos
acordo com o grupo aos quais cada um pertence. alimentares e a elaboração de um
cardápio equilibrado, contribuindo
Vitaminas e sais para o desenvolvimento da habili-
Carboidratos minerais dade EF05CI08 da BNCC, descrita
anteriormente.
• A atividade 7 auxilia os alunos a com-
preender seu papel na manutenção da
saúde de seu próprio corpo ao exerci-
tar a elaboração de um cardápio equi-
librado, contribuindo para o desenvol-
vimento da Competência geral 8 da
BNCC, descrita anteriormente.
• Esta atividade também promove a
elaboração de recurso gráfico que
Carboidratos, vitaminas e sais Carboidratos, gorduras, proteínas, expressa informações de caráter
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

minerais vitaminas e sais minerais científico, contribuindo para o desen-


volvimento da Competência geral 4
da BNCC, descrita anteriormente.

• Peça aos alunos que citem outros


alimentos que geralmente devemos
conservar na geladeira. Diga aos
alunos que, na geladeira, os alimen-
tos mantêm-se a uma temperatura
que os conserva adequados por um
perío­do maior de tempo para serem
ingeridos. Além disso, na geladeira
Proteínas os alimentos também ficam protegi-
dos de insetos que possam contami-
ná-los.
• Na atividade 7, em vez de desenhar,
os alunos podem escrever ou colar
imagens de alimentos que gostam de
comer. Veja se os alimentos perten-
cem aos referidos grupos. Oriente-os
a consultar o quadro da página 42.

Acompanhando a aprendizagem
• Compare seus desenhos com os dos colegas. Que semelhanças vocês • Utilize a atividade 7 para verificar se
notaram? E quais são as diferenças? Resposta pessoal. os alunos conseguem aplicar os co-
53 nhecimentos sobre os grupos de ali-
mentos e cardápio balanceado.

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53

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Destaque da BNCC
• A atividade 8 estimula os alunos a
compreender seu papel na manuten- 8. Veja a situação apresentada a seguir e dê sua opinião.
ção da saúde de seu próprio corpo Ariele gosta de comer sanduíche. No almoço e no jantar ela deixa de comer os
ao convidá-los a refletir sobre seus alimentos preparados por seu pai para comer sanduíche.
hábitos alimentares, contribuindo
para o desenvolvimento da Com-
petência geral 8 da BNCC, descrita
Filha, você precisa
anteriormente.
comer outros tipos
• Esta atividade envolve a análise de
de alimentos, para
uma situação e sua interpretação Papai, não precisa não ficar doente.
com base nos conhecimentos ad- se preocupar. Vou
quiridos no estudo da unidade, con- comer sanduíche.
tribuindo para o desenvolvimento da
Competência geral 1 da BNCC.

LISLLEY GOMES FEIGE


• Peça aos alunos que observem a si-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
tuação e que a descreva. Verifique a
compreensão, corrigindo-os se ne- Ariele e seu pai conversando na cozinha.
cessário. Oriente-os a observar os
alimentos que estão sobre a mesa e a. A refeição que Ariele quer comer é mais variada do que a que o pai dela está
que o pai da menina está utilizando preparando? Por quê?
para preparar a refeição.
Espera-se que os alunos respondam que não, pois a refeição que o pai de Ariele está
• Em seguida, divida-os em grupos e
solicite que compartilhem as respos- preparando tem maior variedade de alimentos e, consequentemente, maior
tas e discutam o último item. variedade de nutrientes.
b. O pai de Ariele tem razão em dizer que ela poderá ficar doente? Por quê?
Espera-se que os alunos respondam que sim, porque na alimentação de Ariele há
excesso de alguns nutrientes e falta de outros, podendo comprometer o bom
funcionamento de seu organismo.

c. A desnutrição é a falta de qualquer um dos nutrientes no organismo do ser


humano. Ela é causada, principalmente, por uma alimentação pobre em
nutrientes. Se Ariele comer apenas sanduíche, ela poderá ter desnutrição? O
que ela deve fazer para evitar que isso ocorra?
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos respondam que ela poderá ter
desnutrição. Para que isso não ocorra ela deve comer alimentos variados e em
quantidades adequadas.

d. Os principais ingredientes dos sanduíches geralmente são alimentos


ultraprocessados. Você considera esse tipo de alimento benéfico para a
saúde? Converse sobre isso com os colegas. Resposta pessoal. Espera-se
que os alunos percebam que a
54 alimentação deve ser baseada em alimentos nutritivos e, preferencialmente, naturais.

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O QUE VOCÊ ESTUDOU SOBRE...
• Para revisar o conteúdo sobre
organização do corpo humano,
O QUE VOCÊ peça aos alunos que escolham

ESTUDOU SOBRE...
um órgão dos sistemas estudados
na unidade e, no laboratório de in-
formática, pesquisem na internet
• a organização estrutural do corpo humano? uma foto de secção anatômica
• a nutrição do corpo humano? CA
desse órgão, apresentando um de
seus tecidos. Na foto, eles devem
• a circulação e a excreção do corpo humano?
M
IL
A
CA

identificar as células e o núcleo


R M
O
N

• a alimentação equilibrada?
A

delas, se for o caso. Auxilie-os na


pesquisa e escolha da foto.
• Para revisar os sistemas fisiológi-
cos, sugira que desenhem quatro
silhuetas em cartolina. Em uma
PARA SABER MAIS delas, eles devem desenhar os
órgãos do sistema digestório e o

O
REPRODUÇÃ
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

• Meu primeiro atlas dobra e desdobra do corpo humano. caminho percorrido pelo alimen-
Vários autores. Yoyo Books. to. Na segunda silhueta, devem
Dobre e desdobre as páginas desse livro e descubra fatos desenhar os órgãos do sistema
interessantes sobre o corpo humano que você nem imaginava. respiratório e o caminho percorri-
do pelo ar, na inspiração e na expi-
ração. Na terceira silhueta, devem
ÃO

• O grande livro do corpo humano, de


REPRODUÇ

representar o coração e os pul-


Minna Lacey. Usborne. mões, assim como o caminho que
Você tem muitas perguntas sobre o corpo humano? Nesse o sangue percorre dentro do cor-
livro você achará as respostas para algumas de suas po. Por fim, na última das silhue-
perguntas. tas devem representar o sistema
urinário feminino ou masculino e o
UÇÃO caminho da urina. Verifique e cor-
• Uma viagem pelo corpo humano, de John Haslam e Steve rija os desenhos e, em seguida,
REPROD

Parker. Queen Books. promova uma discussão sobre a


Faça uma viagem com os alimentos no interior do sistema relação entre os quatro sistemas.
digestório. Esse e outros segredos do corpo humano são • Para revisar o último item, solicite
desvendados nesse livro. aos alunos que recortem fotos de
alimentos e façam uma colagem
UÇÃO

que represente todas as refeições


REPROD

• O que Ana sabe sobre... alimentos saudáveis, de Simeon de um dia.


Marinkovic. Nova Alexandria.
Nesse livro você verá a importância de uma alimentação
equilibrada com muito bom humor e aprenderá a
importância de uma alimentação variada para sua saúde.

55

42 AM g19_5pmc_lt_u1_p048a057.indd 55 1/27/18 10:42 AM

Amplie seus conhecimentos


• CAMPBELL, N.; REECE, J. Biologia. Porto Alegre: Artmed, 2010.
• JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica – texto e atlas. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2008.
• SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
• TORTORA, G. J. Corpo humano: fundamentos de Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre: Artmed,
2012.
• WEFFORT, V. R. S.; LAMOUNIER, J.A. Nutrição em pediatria – da neonatologia à adolescência.
Barueri: Manole, 2017.

55

g19_5pmc_mp_u01_p008a057.indd 55 30/01/18 7:08 PM


Objetivos
• Realizar pesquisas em fontes di-
versas para a construção do livro
de receitas.
PARA SABER FAZER
• Construir um livro de receitas.
Livro de receitas
Destaque da BNCC
Os livros podem trazer diversos tipos de histórias, informações e instruções.
Um livro de receitas guarda as receitas de que você mais gosta, ou que são pre-
• A confecção de um livro de receitas paradas por sua família há muito tempo, além de trazer as instruções para o pre-
envolve análise, organização criterio- paro dos alimentos.
sa e manipulação de materiais, o que
contribui para o desenvolvimento da 1 Primeiramente deve-se pensar quais tipos de receitas farão parte do livro. Você pode fazer
Competência geral 2 da BNCC, des- um livro temático, com um tipo de prato, por exemplo, salgados. Ou você pode misturar
crita anteriormente. receitas de pratos, como salgados, massas, saladas e sobremesas.

2 Pesquise receitas em revistas, em jornais e na internet e separe as mais interessantes para


fazerem parte de seu livro.
• Leia com os alunos o processo de
confecção de um livro de receitas e 3 Organize as receitas de acordo com a classificação feita anteriormente.
forneça os materiais necessários.
• No laboratório de informática, orien- 4 Copie as receitas no livro ou em um programa de edição de texto no computador, imprima e
cole-as nas folhas do livro.
te-os a pesquisar receitas em sites
especializados.

JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS


• Chame a atenção deles para o formato
de uma receita: há uma lista de ingre-
dientes e, em seguida, um texto que
explica como preparar o prato. Faça
uma analogia com a descrição de ati-
vidades experimentais deste livro.
• Para ilustrar o livro, oriente os alunos
a colar fotos dos pratos ou a dese-
nhar alguns dos ingredientes ao lado
das listas. Se o livro de receitas for
digital, podem ser inseridas fotos en-
contradas na internet ou mesmo do
alimento feito por um adulto respon-
sável pelo aluno.
• Essa atividade é uma oportunidade
de envolver os familiares na vida es-
colar dos alunos. Peça que conver-
sem com os responsáveis para que
ajudem a realizar a pesquisa e coleta
das imagens sobre o tema. Além dis-
so, receitas tradicionais de família po-
dem ser inseridas no livro. Imagem referente à etapa 3.

• Receitas com reaproveitamento de 56


alimentos também podem ser inse-
ridas no livro de receitas. Relembre
os alunos de que no site do projeto g19_5pmc_lt_u1_p048a057.indd 56 1/27/18 10:42 AM g19

Apoema – Educação Ambiental exis- • Com o objetivo de trabalhar com a regionalização, pergunte aos alunos qual é o alimento típico da
tem sugestões de receitas. Disponí- região em que moram. Caso não saibam, sugira que realizem uma pesquisa e escrevam no livro
vel em: <http://www.apoema.com. uma receita do alimento. Os alunos também podem pesquisar receitas típicas de outras regiões
br/receitas.htm>. Acesso em: 20 jan. do Brasil e de outros países. Chame a atenção para o fato de os ingredientes serem acessíveis.
2018.
Mais atividades
• Caso ache interessante, convide um cozinheiro para dar uma aula de culinária para os alunos,
apresentando os métodos para melhor organização na hora de preparar um prato, bem como os
cuidados na cozinha.

56

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• Veja a seguir um texto sobre uma in-
fluência da ciência na culinária e na
conservação dos alimentos.
5 Utilize imagens para decorar seu livro de receitas. Recorte fotos ou ilustrações que mostrem
elementos da receita ou os utensílios da cozinha que serão usados no preparo da receita.
A culinária e a ciência
6 Coloque dicas e cuidados nas receitas, como substituições de ingredientes e avisos para ter [...] Entre o final do século XVII e o
cuidado com fogo ou facas. início do XVIII, o cientista francês
Denis Papin empreendeu numero-
sas experiências sobre a conserva-
ção dos alimentos. Em 1783, o quí-

JOSÉ VITOR ELORZA/ASC IMAGENS


mico francês Antoine-Laurent de
Lavoisier avaliou a qualidade da
preparação de caldos medindo a
densidade do produto final. No iní-
cio do século XIX, Nicolas Appert,
um confeiteiro francês, conseguiu
aperfeiçoar um sistema de conser-
vação que antecipava as ideias e as
descobertas de Louis Pasteur, ba-
seado na esterilização das substân-
cias a serem conservadas, a fim de
matar não só os microrganismos
vivos (os fermentos), mas também
seus germes, obtendo, inclusive,
em escala industrial.
Décadas depois Pasteur revolu-
cionou a ciência com a técnica de
pasteurização, que está agora ge-
neralizada na indústria de conser-
vas e utilizada com os mais diver-
sos objetivos, tais como a conser-
Imagem referente às etapas 5 e 6.
vação do vinho e do leite.
Técnicas para preparar e conser-
7 Também é possível fazer um livro de receitas digital. Utilizando programas de edição de var os alimentos foram essenciais
textos e de imagens, você pode organizar as páginas do livro e montar um arquivo de para garantir alimentos à popula-
computador com a compilação de receitas que você fez e ainda compartilhar seu livro de ção ao longo da nossa evolução. A
receitas com seus colegas. partir do século XIX, para aumen-
tar a sua produtividade, a indús-
tria se viu obrigada a adaptar anti-
AGORA É COM VOCÊ! gas técnicas artesanais, sem pre-
judicar a higiene dos alimentos,
Vamos colocar essas dicas em prática e montar um livro de receitas que o au- como a conserva de produtos de
xiliarão a manter uma alimentação saudável. origem animal.
Pesquise receitas que apresentem variedade de ingredientes e proporcionem [...]
uma alimentação balanceada. Associe as receitas às principais refeições, café da COELHO, Natalia Barreto. Ciência que dá
gosto: a relação entre a culinária e o ensino de
manhã, almoço, jantar e receitas para os lanches que podemos realizar entre essas ciências na educação de jovens e adultos.
refeições. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal
do Rio de Janeiro, Núcleo de Tecnologia
Lembre-se de que, ao preparar as receitas do seu livro, é necessária a ajuda de Educacional para a Saúde. 2017. 97 p. Rio de
Janeiro: NUTES/UFRJ, 2017. Disponível em:
um adulto. <http://www.nutes.ufrj.br/mestrado/arquivos/
Dis.Natalia%20Barreto%20Coelho.pdf>.
57 Acesso em: 27 jan. 2018.

42 AM g19_5pmc_lt_u1_p048a057.indd 57 1/27/18 10:42 AM

57

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Água e saneamento básico são os as-
suntos-chave desta unidade. Primeiro,
os alunos serão apresentados ao ciclo
da água e ao problema de sua escas-

O ser humano
sez. Em seguida, conhecerão os servi-
ços de distribuição de água e de coleta
de esgoto e resíduos sólidos, com foco
na reutilização e na reciclagem.

Destaques da BNCC
e o ambiente
• O trabalho com estas páginas en-
volve a observação da realidade,
analisando-a e explicando-a sob a
luz dos conhecimentos científicos
sobre a natureza, contribuindo para
o desenvolvimento da Competência
geral 1 da BNCC.

• Peça aos alunos que observem a foto


e a descrevam. Em seguida, solicite a
cada um que relate um dia de chuva
que presenciou: se a chuva era inten-
sa, se haviam raios, como estavam as
ruas, se houve queda de energia elé-
trica, se outros fatos fora do comum
aconteceram.
• Explique que a chuva faz parte do
ciclo hidrológico da água, que será A chuva já foi tema de músicas e de filmes, como do
estudado nesta unidade. musical Cantando na chuva, que é um clássico do cinema.
• Caso ache interessante, apresen- A cena mais conhecida desse filme é do ator Gene Kelly
te o caso da reportagem citada nas
(1912-1996) dançando e cantando na chuva. Mas não é só
orientações da página 59, que ocor-
reu durante as fortes chuvas de ja- no cinema que a chuva é importante. Ela é essencial para
neiro de 2018, em Santa Catarina. a vida na Terra.
Discuta com os alunos a importância
da solidariedade e da cooperação
CONECTANDO IDEIAS
em situações de desastres naturais. 1. Você conhece alguma música ou filme cujo tema é a
Conectando ideias chuva?
2. Qual é a importância da chuva para o ambiente?
1. Resposta pessoal. Esta questão
tem como objetivo verificar se os 3. Explique a importância da ocorrência das chuvas para
alunos percebem que a chuva é o ser humano.
tema de músicas e filmes. Deixe 4. Você já presenciou situações em que a chuva causou
que se expressem. Caso men- danos? Comente com seus colegas.
cionem alguma música, solicite
que cantem para os colegas.
2. A chuva é importante para repor
58
a quantidade de água que é li-
berada pelos seres vivos e pelo
ambiente por meio da evapora- g19_5pmc_lt_u2_p058a067.indd 58 1/27/18 11:07 AM g19

ção e transpiração. • Competência geral 1: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre
3. A chuva auxilia na reposição da o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar apren-
água e umidade no ambiente, dendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
além de ser fundamental para a
agricultura.
4. Resposta pessoal. Os alunos
podem citar situações que en-
volvem alagamentos, desmoro-
namento de terra por causa do
excesso de chuvas, entre outras.

58

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• O texto a seguir apresenta uma no-
tícia sobre as consequências de um
alagamento.

[…]

EVERETT COLLECTION/EASYPIX
Vizinhos ajudam protetora
a salvar 14 cães e gatos
A assessora parlamentar Maria-
na Garcia, 28, perdeu toda mobí-
lia e os eletrodomésticos de sua
casa. Mas não se queixa: conse-
guiu salvar seus 11 cães e três ga-
tos. Um resgate possível graças à
colaboração de seus vizinhos.
Mariana mora há 15 anos no
bairro Rio Tavares, no sul da ilha,
um dos mais destruídos pelo tem-
poral que atingiu Florianópolis.
[…]
Na manhã seguinte, os mesmos
vizinhos se distribuíram para
cuidar dos bichos de Mariana,
que atua voluntariamente como
protetora dos animais.
Apesar do desespero, todos fo-
ram salvos. […]
TORRES, Aline. Chuvas em SC tiram quase
1.900 pessoas de suas casas, diz Defesa Civil.
UOL, São Paulo, 12 jan. 2018. Disponível em:
<https://noticias.uol.com.br/cotidiano/
ultimas-noticias/2018/01/12/chuvas-em-sc-
tiram-quase-1900-pessoas-de-suas-casas-diz-
defesa-civil.htm>. Acesso em: 25 jan. 2018.

Cena do filme Cantando na


chuva. Direção de Stanley
Donen e Gene Kelly. Estados
Unidos: MGM, 1952 (103 min).

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07 AM g19_5pmc_lt_u2_p058a067.indd 59 1/27/18 11:07 AM

Mais atividades
• Peça aos alunos que imaginem como seria se a água que utilizamos em nosso dia a dia se es-
gotasse completamente. Peça a eles que imaginem como seria não ter água para saciar a sede,
preparar os alimentos, tomar banho, limpar o ambiente, regar os vegetais, saciar a sede dos
animais, entre outras atividades nas quais a água é essencial.
• Deixe que conversem sobre isso entre si e percebam as consequências que as atitudes humanas
que provocam a devastação do ambiente podem causar ao próprio ser humano. Para tanto, pode
ser abordada a questão da distribuição de água por regiões do Brasil por meio da animação e
simulação presente no objeto educacional digital. Disponível em: <http://objetoseducacionais2.
mec.gov.br/handle/mec/19963>. Acesso em: 25 jan. 2018.

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Objetivos
• Reconhecer a importância da
água na vida cotidiana.
• Reconhecer a importância da
5
1 A água e o ser humano
água no meio ambiente. 1. Espera-se que os alunos respondam que a água coletada nesta cisterna é
proveniente da chuva que cai no telhado da casa.
Destaques da BNCC
NA PRÁTICA
• Os alunos são convidados a pensar
Reúna-se a quatro colegas e elaborem uma atividade prática que permite inves-
em usos da água nas atividades co-
tidianas, contribuindo com o desen- tigar a importância da água para a sobrevivência e o desenvolvimento de uma planta.
volvimento da habilidade EF05CI04 Vocês devem descrever as etapas e sugerir um roteiro de observação dos resulta-
da BNCC. dos. Ao final, vocês devem entregar a atividade prática para outro grupo realizá-la.
• Ao pensarem e estruturarem uma
atividade prática, eles desenvolvem Ao sugerir a atividade prática acima, você e seus colegas perceberam que a
a experimentação como uma ativida- água é um componente do ambiente essencial à vida na Terra. A chuva é fundamen-
de investigativa, contribuindo para o tal na reposição da água no ambiente. 2. Resposta pessoal. Espera-se que os alunos
respondam que elas a utilizam em suas residências.
desenvolvimento da Competência

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.
1. Observando os

SÉRGIO PEDREIRA/PULSAR IMAGENS


geral 2 da BNCC.
• Na atividade prática, é solicitado
encanamentos encanamento

que os alunos elaborem um texto em


mostrados na foto, de
conjunto, valorizando o trabalho em onde você acha que
grupo. Isso contribui para o desen- provém a água que
volvimento da Competência geral 9 abastece essa cisterna?
da BNCC.
2. Em sua opinião, por que
as pessoas coletam
• Diga aos alunos que as cisternas essa água? cisterna

podem ser de alvenaria ou construí- Cisterna caseira em Tucano,


das com material plástico. A água da na Bahia, em 2015.
chuva é captada por calhas e dutos
do telhado, enchendo assim a cis- Além de ser essencial para a vida na Terra, a água também é utilizada em di-
terna. Em geral, as cisternas devem versas atividades que o ser humano realiza em seu cotidiano.
ser enterradas, pois isso controla a Muitas pessoas coletam a água proveniente das chuvas para o consumo do-
variação de temperatura em seu in-
méstico. Em alguns locais, as pessoas captam a água da chuva e a armazenam em
terior e mantém a qualidade da água
caixas chamadas cisternas, como é o caso mostrado na foto acima.
e dos materiais com que a cisterna
foi produzida. Ela deve ser mantida 3. Observando a foto acima, explique com suas palavras como a água da
fechada para evitar que animais te- chuva é coletada em uma cisterna. Espera-se que os alunos expliquem que a
nham acesso à água. água da chuva que cai no telhado é direcionada por meio de canos até o reservatório da cisterna.
• Diga aos alunos que existem outras 4. O que uma pessoa que utiliza a água de cisternas para ingerir ou preparar
formas de coletar água da chuva alimentos deve fazer antes de realizar essas atividades?
para posterior utilização, como uso A água proveniente das chuvas, coletada em cisternas, pode ser utilizada em
de tonéis e baldes. Durante a chu- atividades como regar as plantas e lavar o quintal. 4. Espera-se que os alunos
va, esses recipientes são colocados respondam que a pessoa deve filtrar e ferver a água, para eliminar agentes que
próximos às calhas de onde escorre
60 podem provocar doenças.
a água.

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• EF05CI04: Identificar os principais usos da água e de outros materiais soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das
nas atividades cotidianas para discutir e propor formas sustentáveis diferentes áreas.
de utilização desses recursos. • Competência geral 9: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
• Competência geral 2: Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito
abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da di-
a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar cau- versidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades,
sas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

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Destaques da BNCC
• As questões desta página orientam
ERNESTO REGHRAN/PULSAR IMAGENS

O ser humano também neces- os alunos a perceber a importância


sita da água para gerar energia elétri- da água para a vida, estimulando a
ca, irrigar plantações, fabricar pro- consciência de preservação dos re-
dutos, entre outras atividades. cursos hídricos, contribuindo para o
desenvolvimento da Competência
5. Como você acha que a geral 7 da BNCC.
água contribui para gerar
energia elétrica nas usinas
hidrelétricas? • Peça aos alunos que citem usos da
água em situações diversas do co-
tidiano. Deixe que se expressem e
anote na lousa as ideias que surgi-
rem. Complete com usos que não
foram citados.
• Apresente as imagens da página e
pergunte como a água está sendo
Usina hidrelétrica de Itaipu, uma
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de fevereiro de 1998.

das maiores do mundo, em 2015. utilizada em cada caso. Ao apresen-


Parte dessa usina localiza-se no tar a usina hidrelétrica, mostre aos
estado do Paraná. alunos, em um mapa do Brasil, a lo-
calização do estado do Paraná.
A água também é fundamental nas atividades agrícolas, tanto em plantações
• Diga aos alunos que a usina hidre-
quanto na criação de animais. Quando a quantidade de chuva não é suficiente, é ne-
létrica de Itaipu é a maior usina hi-
cessário irrigar o solo para que algumas plantas se desenvolvam adequadamente.
drelétrica do mundo. Ela é binacio-
Resposta pessoal. O objetivo desta questão é
6. Você já regou alguma planta? que os alunos expressem sua vivência e nal, pois se localiza no rio Paraná, na
percebam a importância da água para as plantas. fronteira entre o Brasil e o Paraguai,
7. De onde provém a água que você utiliza para regar as plantas? e foi construída em conjunto entre os