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Matemática Financeira – Prof. Guilherme Neves


1 Juros Compostos ................................................................................................................... 2
1.1 Período de Capitalização ............................................................................................... 2
1.2 Fórmula do Montante Composto.................................................................................. 3
2 Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta ................................................... 3
3 Convenção Linear e Convenção Exponencial ........................................................................ 4
4 Taxas Equivalentes .............................................................................................................. 18
5 Taxa Nominal e Taxa Efetiva ............................................................................................... 20
6 Taxa Real e Taxa Aparente .................................................................................................. 21
7 Capitalização Contínua ........................................................................................................ 31
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1 Juros Compostos

No regime de capitalização composta, o juro gerado em cada período


agrega-se ao capital, e essa soma passa a render juros para o próximo
período. Daí que surge a expressão “juros sobre juros”.

Imagine a seguinte situação: Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros


compostos durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados
em cada período e o montante após o período de cada aplicação.
ଶ଴
Os juros gerados no primeiro ano são ∙ 10.000 = 2.000 e o montante após
ଵ଴଴
o primeiro ano é 10.000 + 2.000 = 12.000.
ଶ଴
Os juros gerados no segundo ano são ∙ 12.000 = 2.400 e o montante
ଵ଴଴
após o segundo ano é 12.000+2.400=14.400.
ଶ଴
Os juros gerados no terceiro ano são ଵ଴଴
∙ 14.400 = 2.880 e o montante após
o terceiro ano é 14.400 + 2.880 = 17.280.
ଶ଴
Os juros gerados no quarto ano são ଵ଴଴ ∙ 17.280 = 3.456 e o montante após o
quarto ano é 17.280 + 3.456 = 20.736.
ଶ଴
Os juros gerados no quinto ano são ଵ଴଴
∙ 20.736 = 4.147,20 e o montante
após o quinto ano é 20.736 + 4.147,20 = 24.883,20.

1.1 Período de Capitalização

O intervalo de tempo em que os juros são incorporados ao capital é


chamado de período de capitalização.

Dessa forma, se o problema nos diz que a capitalização é mensal, então os


juros são calculados todo mês e imediatamente incorporados ao capital.

Capitalização trimestral: os juros são calculados e incorporados ao capital uma


vez por trimestre.

E assim por diante.

Caso a periodicidade da taxa e do número de períodos não estiverem na


mesma unidade de tempo, deverá ser efetuado um “ajuste prévio” para a
mesma unidade antes de efetuarmos qualquer cálculo. Abordaremos este
assunto em seções posteriores (taxas de juros).
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1.2 Fórmula do Montante Composto

Para calcular o montante de uma capitalização composta utilizaremos a


seguinte fórmula básica:

‫( ∙ ܥ = ܯ‬1 + ݅)௡

M → montante (capital + juros).

C → Capital inicial aplicado.

i → taxa de juros

n → número de períodos.

Observe que se a capitalização é bimestral e aplicação será feita durante 8


meses, então o número de períodos é igual a 4 bimestres.

Não utilizaremos uma fórmula específica para o cálculo dos juros compostos.
Se por acaso em alguma questão precisarmos calcular o juro composto,
utilizaremos a relação:

‫ܬ= ܯ‬+‫ܯ= ܬ⇔ ܥ‬−‫ܥ‬

2 Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta

Considere a seguinte situação: João aplicará a quantia de R$ 1.000,00 a uma


taxa de 10% ao mês. Calcule os montantes simples e compostos para os
seguintes períodos de capitalização:

a) 1 mês
b) 15 dias (meio mês)
c) 2 meses

Resolução

a) Capitalização Simples

‫ܯ‬ௌ = ‫( ∙ ܥ‬1 + ݅ ∙ ݊)

‫ܯ‬ௌ = 1.000 ∙ ሺ1 + 0,1 ∙ 1ሻ = 1.100

Capitalização Composta

‫ܯ‬஼ = ‫( ∙ ܥ‬1 + ݅)௡

‫ܯ‬஼ = 1.000 ∙ (1 + 0,1)ଵ = 1.100

Observe que, para ݊ = 1, o montante simples é igual ao montante composto.


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b) Capitalização Simples

‫ܯ‬ௌ = ‫( ∙ ܥ‬1 + ݅ ∙ ݊)

‫ܯ‬ௌ = 1.000 ∙ ሺ1 + 0,1 ∙ 0,5ሻ = 1.050

Capitalização Composta

‫ܯ‬஼ = ‫( ∙ ܥ‬1 + ݅)௡

‫ܯ‬஼ = 1.000 ∙ (1 + 0,1)଴,ହ = 1.048,81

Observe que, para ݊ = 0,5, o montante simples é maior do que o montante


composto.

c) Capitalização Simples

‫ܯ‬ௌ = ‫( ∙ ܥ‬1 + ݅ ∙ ݊)

‫ܯ‬ௌ = 1.000 ∙ ሺ1 + 0,1 ∙ 2ሻ = 1.200

Capitalização Composta

‫ܯ‬஼ = ‫( ∙ ܥ‬1 + ݅)௡

‫ܯ‬஼ = 1.000 ∙ (1 + 0,1)ଶ = 1.210

Observe que, para ݊ = 2, o montante simples é menor do que o montante


composto.

Em resumo, temos as seguintes relações

݊=1 O montante simples é igual ao montante composto.


0<݊<1 O montante simples é maior do que o montante
composto.
݊>1 O montante simples é menor do que o montante
composto.

3 Convenção Linear e Convenção Exponencial

Vimos que se o número de períodos for menor do que 1, é mais vantajoso para
o credor cobrar juros simples.

Utilizaremos esse fato a favor do credor quando, na capitalização composta, o


número de períodos for fracionário.

Por exemplo, estamos fazendo uma aplicação a juros compostos durante 3


meses e meio. Podemos dizer que o tempo 3,5 meses é igual a 3 meses + 0,5
meses. Assim, poderíamos calcular o montante no período fracionário sob o
regime simples (para ganhar mais dinheiro obviamente).
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Em Matemática Financeira, quando o número de períodos é fracionário,


podemos calcular o montante de duas maneiras:

- Convenção Exponencial

- Convenção Linear

Um capital de R$ 10.000,00 será aplicado por 3 meses e meio à taxa de 10%


ao mês, juros compostos, em que se deseja saber o montante gerado.

- Convenção Exponencial

A convenção exponencial diz que o período, mesmo fracionário, será utilizado


no expoente da expressão do montante.

Assim, M = C ⋅ (1 + i ) n

M = 10.000 ⋅ (1 + 0,10)3,5

M = 10.000 ⋅1,103,5
O valor 1,103,5 = 1,395964 deverá ser fornecido pela questão.

M = 10.000 ⋅1,395964

M = 13.959, 64
- Convenção Linear

A convenção linear considera juros compostos na parte inteira do período e,


sobre o montante assim gerado, aplica juros simples no período fracionário.

Podemos resumir a seguinte fórmula para a convenção linear:

M = C ⋅ (1 + i ) Int ⋅ (1 + i ⋅ n frac )
Nessa formula “Int” significa a parte inteira do período e nfrac a parte fracionária
do período.

M = 10.000 ⋅ (1 + 0,10)3 ⋅ (1 + 0,10 ⋅ 0,5)

M = 10.000 ⋅1,103 ⋅1, 05

M = 13.975,50
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Como era de se esperar, o montante da convenção linear foi maior do que o


montante da convenção exponencial.

EC 1. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) O valor de um


investimento de R$ 20 000,00, a uma taxa de juros compostos de 50% ao ano,
ao final de dois anos é

a) R$ 45.000,00
b) R$ 47.500,00
c) R$ 60.000,00
d) R$ 90.000,00
e) R$ 50.000,00

Resolução

‫( ∙ ܥ = ܯ‬1 + ݅)௡

‫ = ܯ‬20.000 ∙ (1 + 0,50)ଶ = 45.000,00

Letra A

EC 2. (BACEN 2010/CESGRANRIO) Um investidor aplicou R$ 20.000,00 num


CDB com vencimento para 3 meses depois, a uma taxa composta de 4% ao
mês. O valor de resgate dessa operação foi, em reais, de (Nota: efetue as
operações com 4 casas decimais)
a) 20.999,66
b) 21.985,34
c) 22.111,33
d) 22.400,00
e) 22.498,00

Resolução

‫( ∙ ܥ = ܯ‬1 + ݅)௡

‫ = ܯ‬20.000 ∙ 1,04ଷ

O enunciado mandou efetuar as operações com 4 casas decimais.

1,04 × 1,04 = 1,0816


1,0816 × 1,04 = 1,124864 ≅ 1,1249

‫ = ܯ‬20.000 ∙ 1,04ଷ = 20.000 ∙ 1,1249 = 22.498,00

Letra E

EC 3. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Os juros auferidos pela aplicação de um


capital no valor de R$ 12.500,00, durante dois anos, a uma taxa de juros
compostos de 8% ao ano, são iguais aos da aplicação de um outro capital no
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valor R$ 10.400,00, a juros simples, à taxa de 15% ao ano. O tempo em que o


segundo capital ficou aplicado foi igual a

a) 22 meses
b) 20 meses
c) 18 meses
d) 16 meses
e) 15 meses

Resolução

Aplicação a juros compostos:

‫ ∙ ܥ = ܯ‬ሺ1 + ݅ሻ௡
‫ = ܯ‬12.500 ∙ ሺ1 + 0,08ሻଶ
‫ = ܯ‬14.580

Assim, o juro composto é a diferença entre o montante e o capital aplicado


14.580 – 12.500 = 2.080.

Esse juro é igual ao da aplicação à taxa simples. A resposta do tempo de


aplicação será dada em meses. Como a taxa é de 15% ao ano, a taxa
equivalente mensal é 15%/12 = 1,25%=0,0125 ao mês.

‫݊∙݅∙ܥ= ܬ‬
2.080 = 10.400 ∙ 0,0125 ∙ ݊
2.080 = 130 ∙ ݊
݊ = 16 ݉݁‫ݏ݁ݏ‬

Letra D

EC 4. (AFRE-SC 2010/FEPESE) Suponha que uma taxa de juros compostos


de 10% ao mês acumule no final de 5 meses $ 10.000,00. Calcule o valor
inicial do investimento e assinale a alternativa que indica a resposta correta.

a) $ 2.691,43
b) $ 3.691,43
c) $ 4.691,43
d) $ 5.691,43
e) $ 6.691,43

Resolução

Na capitalização composta o montante é dado por

‫( ∙ ܥ = ܯ‬1 + ݅)௡

10.000 = ‫( ∙ ܥ‬1 + 0, 10)ହ


8

10.000 = ‫ ∙ ܥ‬1,61051

10.000
‫=ܥ‬ = 6.209,21
1,61051

Não há gabarito compatível e a questão foi anulada.

EC 5. (Esp-Adm-Orç-Fin-Púb Pref. de São Paulo 2010/FCC) Uma pessoa


aplicou metade de seu capital, durante um ano, a uma taxa de juros compostos
de 8% ao semestre. Aplicou o restante do capital, também durante um ano, a
uma taxa de juros simples de 4% ao trimestre. A soma dos juros destas
aplicações foi igual a R$ 4.080,00. O montante referente à parte do capital
aplicado a juros compostos apresentou o valor de
a) R$ 14.400,00.
b) R$ 14.560,00.
c) R$ 14.580,00.
d) R$ 16.000,00.
e) R$ 16.400,00.

Resolução

Digamos que o capital total aplicado seja 2x. Assim, como utilizamos a
metade do capital em cada uma das aplicações, então o capital das
aplicações será x.

1ª aplicação (Regime Composto)

Sabemos que ‫ ܥ = ܯ‬+ ‫ ܯ = ܬ ⇔ ܬ‬− ‫ܥ‬

No regime composto, a relação entre o montante e o capital é a seguinte.

‫( ∙ ܥ = ܯ‬1 + ݅)௡

A taxa é de 8% ao semestre e o tempo de aplicação é igual a 1 ano (2


semestres).

‫ ∙ ݔ = ܯ‬1,08ଶ

‫ = ܯ‬1,1664 ∙ ‫ݔ‬

Como ‫ ܯ = ܬ‬− ‫ܥ‬,

‫ܬ‬஼ = 1,1664 ∙ ‫ ݔ‬− ‫ݔ‬

‫ܬ‬஼ = 0,1664 ∙ ‫ݔ‬

2ª aplicação (Regime Simples)

‫ܬ‬ௌ = ‫݊ ∙ ݅ ∙ ܥ‬

Lembrando que a taxa é trimestral e que um ano é composto por 4 trimestres.


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‫ܬ‬ௌ = ‫ ∙ ݔ‬0,04 ∙ 4

‫ܬ‬ௌ = 0,16 ∙ ‫ݔ‬

A soma dos juros compostos com os juros simples é igual a R$ 4.080,00.

‫ܬ‬஼ + ‫ܬ‬ௌ = 4.080

0,1664 ∙ ‫ ݔ‬+ 0,16 ∙ ‫ = ݔ‬4.080

0,3264 ∙ ‫ = ݔ‬4.080

‫ = ݔ‬12.500

Na aplicação do regime composto tivemos o seguinte montante.

‫ = ܯ‬1,1664 ∙ ‫ݔ‬

‫ = ܯ‬1,1664 ∙ 12.500 = 14.580,00

Letra C

EC 6. (CEF 2004 FCC) Um capital de R$ 500,00 foi aplicado a juro simples por
3 meses, à taxa de 4% ao mês. O montante obtido nessa aplicação foi aplicado
a juros compostos por 2 meses à taxa de 5% ao mês. Ao final da segunda
aplicação, o montante obtido era de

a) R$ 560,00
b) R$ 585,70
c) R$ 593,20
d) R$ 616,00
e) R$ 617,40

Resolução

Temos nesta questão duas aplicações: uma no regime de capitalização simples


e outra na capitalização composta. É fato que o montante na capitalização

simples é dado por M S = C ⋅ (1 + i ⋅ n)


A taxa de juros e o tempo de aplicação do capital já estão na mesma unidade.
Podemos aplicar diretamente a fórmula acima. O enunciado informou que a
taxa é de 4% ao mês e o tempo é igual a 3 meses. Dessa forma,

M S = 500 ⋅ (1 + 0, 04 ⋅ 3)

M S = 500 ⋅1,12
10

M S = 560
Esse montante obtido na capitalização simples será o capital da segunda
aplicação.

Teremos agora uma aplicação em juros compostos com capital inicial igual a
R$ 560,00, taxa de juros igual a 5% ao mês durante dois meses.

O montante da capitalização composta é dado por M C = C ⋅ (1 + i ) n .

M C = 560 ⋅ (1 + 0, 05) 2

M C = 560 ⋅1, 052

M C = 617, 40
Letra E

EC 7. (AFRE-CE ESAF 2006) Metade de um capital foi aplicada a juros


compostos à taxa de 3% ao mês por um prazo de doze meses enquanto a
outra metade foi aplicada à taxa de 3,5% ao mês, juros simples, no mesmo
prazo de doze meses. Calcule o valor mais próximo deste capital, dado que as
duas aplicações juntas renderam um juro de R$ 21.144,02 ao fim do prazo.
(Considere que 1,0312 = 1,425760)

a) R$ 25 000,00.
b) R$ 39 000,00.
c) R$ 31 000,00.
d) R$ 48 000,00.
e) R$ 50 000,00.

Resolução

Chamemos o capital total aplicado de 2C. Assim, metade (C) será aplicada
a juros compostos e a outra metade (C) será aplicada a juros simples.

Em qualquer um dos dois tipos de regime, o montante sempre é a soma do


capital com os juros.

M = C + J ⇒ J = M −C
Capitalização Composta
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Capital aplicado: C

Taxa de juros: 3% = 0,03 ao mês

Tempo de aplicação: 12 meses

Assim, o juro da capitalização composta será dado por:

J C = M − C = C ⋅ (1 + i )12 − C

J C = C ⋅1, 0312 − C

J C = 1, 425760 ⋅ C − 1 ⋅ C

J C = 0, 425760 ⋅ C
Capitalização Simples

Capital aplicado: C

Taxa de juros: 3,5% = 0,035 ao mês

Tempo de aplicação: 12 meses

Assim, o juro da capitalização simples será dado por:

JS = C ⋅i ⋅ n

J S = C ⋅ 0, 035 ⋅12

J S = 0, 42 ⋅ C
As duas aplicações juntas renderam um juro de R$ 21.144,02.

J S + J C = 21.144, 02

0, 42 ⋅ C + 0, 425760 ⋅ C = 21.144, 02

0,84576 ⋅ C = 21.144, 02
12

21.144, 02
C=
0,84576

C = 25.000
O capital total aplicado é 2 ∙ .

Logo, 2 ⋅ C = 50.000
Letra E

EC 8. (AFRE-MG ESAF 2005) A que taxa mensal de juros compostos um


capital aplicado aumenta 80% ao fim de quinze meses.

a) 4%.
b) 5%.
c) 5,33%.
d) 6,5%.
e) 7%.

Resolução

Podemos, para facilitar o raciocínio, admitir o que o capital inicial é igual a R$


100,00. Para que o capital aumente 80%, os juros serão iguais a R$ 80,00
(80% de 100,00). Então o montante será igual a R$ 180,00. A taxa e o tempo
estão na mesma unidade.

Apliquemos a fórmula dos juros compostos.

M = C ⋅ (1 + i ) n

180 = 100 ⋅ (1 + i )15

1,80 = (1 + i )15
Foi fornecida uma tabela na prova para o auxílio de questões como essa.
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De acordo com essa tabela, a uma taxa de 4% temos 1, 0415 ≅ 1,80 .


Letra A

EC 9. (Auditor Interno do Poder Executivo-Secretarias de Estado da Fazenda e


da Administração-SC – 2005 – FEPESE) Determine o tempo em meses que
um capital aplicado a uma taxa de juro composto de 3,00% ao mês será
triplicado. Informações adicionais: log 3 ≅ 0,48 e log 1,03 ≅ 0,012.

Assinale abaixo a única alternativa correta.

a) 5 meses
b) 10 meses
c) 20 meses
d) 30 meses
e) 40 meses

Resolução

Já que a taxa de juros é mensal, então diremos que a capitalização também é


mensal.
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Queremos que o capital seja triplicado. Ou seja, o montante será o triplo do


capital (M = 3.C)

Assim, M = 3⋅C .
Ora, mas sabemos que na capitalização composta o montante é dado por

M = C ⋅ (1 + i ) n . Temos então:

C ⋅ (1 + i ) n = 3 ⋅ C

(1 + 0, 03) n = 3

1, 03n = 3

log1, 03n = log 3

n ⋅ log1, 03 = log 3

log 3
n=
log1, 03

0, 48
n=
0, 012

0, 480 0480 480


n= = = = 40 meses.
0, 012 0012 12
Letra E

EC 10. (CEF 2008 CESGRANRIO) O gráfico a seguir representa as


evoluções no tempo do Montante a Juros Simples e do Montante a Juros
Compostos, ambos à mesma taxa de juros. M é dado em unidades monetárias
e t, na mesma unidade de tempo a que se refere à taxa de juros utilizada.
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Analisando-se o gráfico, conclui-se que para o credor é mais vantajoso


emprestar a juros

a) compostos, sempre.
b) compostos, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de
tempo.
c) simples, sempre.
d) simples, se o período do empréstimo for maior do que a unidade de tempo.
e) simples, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo.

Resolução

O gráfico acima descreve bem o exemplo que fizemos anteriormente (aquele


em que o montante simples foi maior do que o montante composto).

Quando o número de períodos da capitalização for menor do que 1 o juro


simples será maior do que o juro composto.

Letra E

EC 11. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A fração de período pela convenção linear


produz uma renda a e pela convenção exponencial produz uma renda b. Pode-
se afirmar que:

a)  = log ௡ 
b)  < 
c)  = 
d)  = √

e)  > 

Resolução

Vimos que:

=1 O montante simples é igual ao montante composto.


0<<1 O montante simples é maior do que o montante
composto.
>1 O montante simples é menor do que o montante
composto.
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Assim, a fração de período pela convenção linear produz uma renda maior do
que a convenção exponencial.

Letra E

EC 12. (AFRE – PB 2006 FCC) Um capital no valor de R$ 20.000,00 foi


investido a uma taxa de juros compostos de 10% ao ano, durante 2 anos e 3
meses. O montante no final do período, adotando a convenção linear, foi igual
a

a) R$ 25.500,00
b) R$ 24.932,05
c)) R$ 24.805,00
d) R$ 23.780,00
e) R$ 22.755,00

Resolução

Nesse problema temos uma taxa de 10% ao ano e o capital será investido
durante 2 anos e 3 meses. Devemos adotar a convenção linear, então a parte
fracionária do período (3 meses) será utilizada no regime simples. Como o ano
tem 12 meses, 3 meses é igual a 1/4 do ano= 0,25 anos.

Assim,

M = C ⋅ (1 + i ) Int ⋅ (1 + i ⋅ n frac )

M = 20.000 ⋅ (1 + 0,10) 2 ⋅ (1 + 0,10 ⋅ 0, 25)

M = 20.000 ⋅1,102 ⋅1, 025

M = 24.805, 00
Letra C

EC 13. (BESC 2004/FGV) O montante de um principal de R$ 300,00 em


2 meses e 10 dias, a juros de 10% ao mês pela convenção linear, é igual a:

a) R$ 370,00
b) R$ 372,00
c) R$ 373,00
d) R$ 375,10
e) R$ 377,10

Resolução
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De acordo com a convenção linear, a parte inteira do período será aplicada a


juros compostos enquanto que a parte fracionária será aplicada a juros
simples. O período de 10 dias equivale a 1/3 do mês.

 =  ∙ 1 +  ூே் ∙ (1 +  ∙ ௙௥௔௖ )

1
 = 300 ∙ 1 + 0,10 ଶ ∙
1 + 0,10 ∙
3
1 1
 = 300 ∙ 1,21 ∙
1 + = 363 ∙
1 +
30 30
363
 = 363 + = 363 + 12,1 = 375,10
30
Letra D

EC 14. (AFRF 2003/ESAF) Um capital é aplicado a juros compostos à


taxa de 40% ao ano durante um ano e meio. Calcule o valor mais próximo da
perda percentual do montante considerando o seu cálculo pela convenção
exponencial em relação ao seu cálculo pela convenção linear, dado que 1,401,5
=1,656502.

a) 0,5%
b) 1%
c) 1,4%
d) 1,7%
e) 2,0%

Resolução

Assuma, por hipótese, que o capital aplicado é de R$ 100,00.

Convenção Exponencial

 =  ∙ 1 +  ௡

 = 100 ∙ (1 + 0,40)ଵ,ହ = 100 ∙ 1,40ଵ,ହ = 100 ∙ 1,656502 = 165,6502

Convenção Linear

 =  ∙ 1 +  ூே் ∙ (1 +  ∙ ௙௥௔௖ )

 = 100 ∙ 1 + 0,40 ଵ ∙ (1 + 0,40 ∙ 0,5)

 = 100 ∙ 1,40 ∙ 1,20 = 168,00

Cálculo da perda percentual

௜௡௜௖௜௔௟ = 168,00

௙௜௡௔௟ = 165,6502
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௙௜௡௔௟ − ௜௡௜௖௜௔௟ 165,6502 − 168 2,3498 234,98


= = = ∙ 100% = % ≅ 1,398%
௜௡௜௖௜௔௟ 168 168 168

Letra C

EC 15. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) José dispõe de R$ 10.000,00 para aplicar


durante seis meses. Consultando determinado banco, recebeu as seguintes
propostas de investimento:

I – Juros simples de 2% ao mês.


II – Juros compostos de 1% ao mês.
III – Resgate de R$ 12.000,00, ao final de um período de seis meses.

Assinale:

a) se todas apresentarem o mesmo retorno.


b) se a proposta I for a melhor alternativa de investimento.
c) se a proposta II for a melhor alternativa de investimento.
d) se a proposta III for a melhor alternativa de investimento.
e) se as propostas I e III apresentarem o mesmo retorno.

Resolução

I – Juros simples de 2% ao mês durante 6 meses.

 =  ∙ 1 +  ∙  = 10.000 ∙ 1 + 0,02 ∙ 6 = 11.200

II - Juros compostos de 1% ao mês durante 6 meses.

 =  ∙ 1 +  ௡ = 10.000 ∙ 1 + 0,01 ଺ = 10.615,20

Portanto, a proposta III é a melhor alternativa de investimento.

Letra D

4 Taxas Equivalentes

Duas taxas são ditas equivalentes quando, aplicadas a um mesmo capital


inicial, pelo mesmo prazo, produzem o mesmo montante.

Essa definição de taxas equivalentes aplica-se tanto a juros simples quanto a


juros compostos. Só que falar em taxas equivalentes no regime simples é o
mesmo que falar em taxas proporcionais.

Essa afirmação não é verdadeira quando se trata de juros compostos.

Exemplo
19

Qual é a taxa trimestral equivalente à taxa de juros compostos de 10% ao


mês?

Duas taxas são ditas equivalentes quando, aplicadas a um mesmo capital


inicial, pelo mesmo prazo, produzem o mesmo montante.

Se considerarmos o tempo igual a um trimestre (três meses), então teremos a


seguinte equação:

C ⋅ (1 + im )3 = C ⋅ (1 + it )1

(1 + 0,10)3 = 1 + it

1 + it = 1,331

it = 0,331

it = 33,1%
Portanto, a taxa de 10% ao mês é equivalente a 33,1% ao trimestre.

Para o cálculo das taxas equivalentes basta efetuar a comparação dos fatores
1 +  ௡

Exemplo

Qual é a taxa anual equivalente à taxa de juros compostos de 20% ao


trimestre?

Já que 1 ano é o mesmo que 4 trimestres, temos a seguinte relação:

1 + ௔௡௨௔௟ ଵ = 1 + ௧௥௜௠௘௦௧௥௔௟ ସ

1 + ௔௡௨௔௟ = 1 + 0,2 ସ

1 + ௔௡௨௔௟ = 2,0736

௔௡௨௔௟ = 1,0736

௔௡௨௔௟ = 107,36%  
20

5 Taxa Nominal e Taxa Efetiva

Há um mau hábito em Matemática Financeira de anunciar taxas proporcionais


(no regime composto) como se fossem equivalentes. Uma expressão do tipo
“24% ao ano com capitalização mensal” significa na realidade “2% ao mês”.

A taxa de 24% ao ano é chamada taxa nominal e a taxa 2% ao mês é chamada


de taxa efetiva.

No regime de juros compostos, uma taxa é dita nominal quando o período a


que a taxa se refere não coincidir com o período de capitalização. Por exemplo,
uma taxa de 24% ao ano com capitalização mensal é uma taxa nominal
porquanto a taxa se refere ao período de um ano, mas a capitalização dos
juros é realizada mensalmente (ou seja, os juros são calculados uma vez por
mês e imediatamente incorporados ao capital). Já quando a taxa é efetiva
quando o período a que a taxa se refere coincide como período de
capitalização. No nosso exemplo, a taxa de 2% ao mês com capitalização
mensal é uma taxa efetiva.

São exemplos de taxas nominais:

- 30% ao mês com capitalização diária.

- 48% ao ano com capitalização bimestral.

Uma taxa de juro é dita efetiva se o período a que ela estiver referenciada for
coincidente com o período de capitalização. Assim, uma taxa de juros de 20%
ao ano com capitalização anual é uma taxa efetiva.

Nesse caso, podemos dizer simplesmente “taxa efetiva de 20% ao ano” que
estará subentendido “20% ao ano com capitalização anual”.

A taxa de juros nominal é a mais comumente encontrada nos contratos


financeiros. Contudo, apesar de sua larga utilização, pode conduzir a ilusões
sobre o verdadeiro custo financeiro da transação, pois os cálculos não são
feitos com taxa nominal !!!

Ao se deparar com uma taxa nominal, para efeito de cálculo, a mesma deve
ser convertida para taxa efetiva por meio da seguinte fórmula:

ܶܽ‫݈ܽ݊݅݉݋ܰ ܽݔ‬
ܶܽ‫= ܽݒ݅ݐ݂݁݁ ܽݔ‬
ܰú݉݁‫ݎ݁݌ ݁݀ ݋ݎ‬í‫ܽݖ݈݅ܽݐ݅݌ܽܿ ݁݀ ݏ݋݀݋‬çã‫݈ܽ݊݅݉݋݊ ܽݔܽݐ ܽ݊ ݏ݋݀݅ݐ݊݋ܿ ݋‬

Vejamos alguns exemplos que mostram a conversão de taxa nominal para taxa
efetiva.
21

Exemplo 1: Taxa nominal de 60% ao ano com capitalização bimestral.

1 ano corresponde a 6 bimestres. Assim, a taxa efetiva bimestral será

60%
ib = = 10% a.b.
6
Se quisermos calcular a taxa efetiva anual, temos que utilizar o conceito de
taxas equivalentes.

Portanto, a taxa efetiva anual será calculada da seguinte maneira:

(1 + ia )1 = (1 + ib )6

1 + ia = (1 + 0,10)6

ia = 1,106 − 1

ia = 0, 7715

ia = 77,15%
Ou seja, se a unidade do período utilizado for ano, a taxa que deverá ser
utilizada para efeito de cálculo será 77,15% a.a. (essa é a taxa efetiva) e não
60% (taxa nominal). Já se a unidade utilizada for bimestre, a taxa utilizada para
efeito de cálculo será 10% a.b..

Para o cálculo dos juros ou do montante, nunca utilizaremos a taxa nominal


diretamente. Devemos utilizar a taxa efetiva implícita na taxa nominal.

6 Taxa Real e Taxa Aparente

Imagine que Thiago fez uma aplicação financeira durante 2 anos e obteve um
rendimento total de 80%. Mas nesse período de 2 anos houve uma inflação
total de 60%. Então, na verdade, o ganho real não foi de 80%, pois se assim
fosse, não estaríamos levando em conta a perda causada pela inflação!

A taxa de 80% do nosso problema é denominada taxa aparente.

A taxa real é aquela que leva em consideração a perda influenciada pela


inflação.

E como calcular a taxa real nessa situação?


22

Para facilitar o processo mnemônico, utilizaremos as seguintes notações:

A → taxa aparente

I → inflação no período

R → taxa real

É válida a seguinte relação:

A= I + R+ I ⋅R
No nosso exemplo:

A = 80% = 0,8

I = 60% = 0,6

R → taxa real = ?

A= I + R+ I ⋅R
0,8 = 0, 6 + R + 0, 6 ⋅ R

0,8 − 0, 6 = 1, 6 ⋅ R

1, 6 ⋅ R = 0, 2

0, 2 2
R= = = 0,125
1, 6 16

R = 12,5%
Podemos concluir, que a taxa real de juros nesse ambiente inflacionário foi de
12,5%.

A expressão que fornece a taxa real em função da taxa aparente e da inflação


é a seguinte:

A− I
R=
1+ I
No nosso exemplo,
23

A − I 0,8 − 0, 6 0, 2
R= = = = 12, 5% .
1+ I 1 + 0, 6 1, 6
EC 16. (CEF 2008 CESGRANRIO) Qual a taxa efetiva semestral, no
sistema de juros compostos, equivalente a uma taxa nominal de 40% ao
quadrimestre, capitalizada bimestralmente?

a) 75,0%
b) 72,8%
c) 67,5%
d) 64,4%
e) 60,0%

Resolução

Vamos analisar cada parte do enunciado.

“ ... uma taxa nominal de 40% ao quadrimestre, capitalizada bimestralmente”.

Já que um quadrimestre (4 meses) é composto por dois bimestres (2 meses), a


taxa efetiva bimestral é dada por

40%
ib = = 20% a.b.
2
Já que a taxa efetiva bimestral é 20%, para calcular a taxa efetiva
semestral devemos utilizar o conceito de taxas equivalentes. Lembrando
que um semestre é composto por 3 bimestres.

(1 + is )1 = (1 + ib )3

1 + is = (1 + 0, 20)3

is = 1, 728 − 1 = 0, 728

is = 72,8%

Letra B

EC 17. (AFRF 2001/ESAF) Indique a taxa de juros anual equivalente à


taxa de juros nominal de 12% ao ano com capitalização mensal.
a) 12,3600%
b) 12,5508%
c) 12,6825%
24

d) 12,6162%
e) 12,4864%

Resolução

Já que um ano é composto por 12 meses, a taxa efetiva mensal é:

12%
௠ = = 1%  ê
12
Devemos fazer a comparação dos fatores 1 + ௡ para o cálculo da taxa de
juros anual.

1 + ௔ ଵ = 1 + ௠ ଵଶ

1 + ௔ = 1 + 0,01ଵଶ

Consultando a tabela financeira:

1 + ௔ = 1,126825

௔ = 0,126825 = 12,6825%

Letra C

EC 18. (Auditor Fiscal – Pref. de Fortaleza 2003/ESAF) O capital de R$


20.000,00 é aplicado à taxa nominal de 24% ao ano com capitalização
trimestral. Obtenha o montante ao fim de dezoito meses de aplicação.
a) R$ 27.200,00
b) R$ 27.616,11
c) R$ 28.098,56
d) R$ 28.370,38
e) R$ 28.564,92

Resolução

Já que um ano é composto por 4 trimestres, a taxa efetiva trimestral é:

24%
௧ = = 6%   


4
O tempo de aplicação é de 18 meses, mas como a nossa taxa efetiva é
trimestral, então usaremos o fato de que 18 meses equivalem a 6 trimestres.

= ∙ (1 + )௡

= 20.000 ∙ (1 + 0,06)଺ = 28.370,38

Letra D
25

EC 19. (SUSEP 2010/ESAF) No sistema de juros compostos, o Banco X


oferece uma linha de crédito ao custo de 80 % ao ano com capitalização
trimestral. Também no sistema de juros compostos, o Banco Y oferece a
mesma linha de crédito ao custo dado pela taxa semestral equivalente à taxa
cobrada pelo Banco X. Maria obteve 100 unidades monetárias junto ao Banco
X, para serem pagas ao final de um ano. Mário, por sua vez, obteve 100
unidades monetárias junto ao Banco Y para serem pagas ao final de um
semestre. Sabendo-se que Maria e Mário honraram seus compromissos nos
respectivos períodos contratados, então os custos percentuais efetivos pagos
por Maria e Mário, foram, respectivamente, iguais a:

a) 320 % ao ano e 160 % ao semestre.


b) 120 % ao ano e 60 % ao semestre.
c) 72,80 % ao ano e 145,60 % ao semestre.
d) 240 % ao ano e 88 % ao ano.
e) 107,36 % ao ano e 44 % ao semestre.

Resolução

Banco X: 80% ao ano com capitalização trimestral (taxa nominal). Logo, a taxa
efetiva trimestral é 80% /4 = 20% a.t.

O custo efetivo pago por Maria ao longo de um ano (4 trimestres) foi de:

(1 + ௔ )ଵ = (1 + ௧ )ସ

௔ = (1 + ௧ )ସ − 1

௔ = (1 + 0,20)ସ − 1 = 1,0736 = 107,36%

Banco Y: Já que a taxa efetiva trimestral do banco Y é de 20% a.t., a taxa


equivalente semestral será (1+20%)2 – 1 = 0,44 = 44% ao semestre. Como
Mário pagará sua dívida ao final de um semestre, seu custo percentual foi de
44%.

Letra E

EC 20. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) A taxa de juros


compostos anual equivalente à taxa de 30% ao quadrimestre é

a) 114,70%
b) 107,55%
c) 109,90%
d) 90,00%
e) 119,70%

Resolução
26

Lembremos que o quadrimestre é um período de 4 meses e que 1 ano é


composto por 3 quadrimestres.

(1 + ௔ )ଵ = (1 + ௤ )ଷ

1 + ௔ = (1 + 0,3)ଷ

1 + ௔ = 2,197

௔ = 1,197 = 119,70%
Letra E

EC 21. (DNOCS 2010/FCC) Uma pessoa fez um empréstimo em um


banco no valor de R$ 25.000,00, tendo que pagar todo o empréstimo após 18
meses a uma taxa de juros de 24% ao ano, com capitalização mensal. O valor
dos juros a serem pagos no vencimento pode ser obtido multiplicando R$
25.000,00 por:

a) (1,02)ଵ଼ − 1
b) (18 ∙ భఴ√1,36 − 1
c) (18 ∙ భమ√1,24 − 1
d) (3 ∙ √1,24 − 1
e) (6 ∙ య√1,24 − 1

Resolução

O primeiro passo é calcular a taxa efetiva mensal. O problema forneceu a taxa


nominal de 24% ao ano com capitalização mensal. Portanto, a taxa efetiva
mensal é de 24%/12 = 2%.

= ∙ (1 + )௡

+  = ∙ (1 + )௡

 = ∙ (1 + )௡ −

 = ∙ (1 + )௡ − 1

 = 25.000 ∙ (1 + 0,02)ଵ଼ − 1

 = 25.000 ∙ (1,02)ଵ଼ − 1
Letra A

EC 22. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) Um empréstimo


pós-fixado foi pago com uma taxa aparente de 23,20%. Sabendo-se que a taxa
de inflação no período do empréstimo foi de 10%, a taxa de juros real foi de

a) 12,00%
27

b) 25,52%
c) 16,52%
d) 33,20%
e) 13,20%

Resolução

Para facilitar o processo mnemônico, chamaremos de:

A → taxa aparente

I → inflação no período

R → taxa real

É válida a seguinte relação:

 =++∙

0,2320 = 0,10 +  + 0,10 ∙ 

0,2320 − 0,10 = 1,10 ∙ 

1,10 ∙  = 0,1320

 = 0,12 = 12%

Letra A

EC 23. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Um investidor aplicou o capital de


R$ 24.000,00, resgatando todo o montante após um ano. Sabe-se que a taxa
real de juros desta aplicação e a taxa de inflação do período correspondente
foram iguais a 10% e 2,5%, respectivamente. O montante resgatado pelo
investidor foi de

a) R$ 27.060,00
b) R$ 27.000,00
c) R$ 26.460,00
d) R$ 26.400,00
e) R$ 25.800,00

Resolução

Para facilitar o processo mnemônico, chamaremos de:

A → taxa aparente

I → inflação no período

R → taxa real
28

É válida a seguinte relação:

 =++∙

 = ,  + ,  + ,  ∙ ,  = ,  = , %

Então o montante resgatado pelo investidor é dado por

= ∙ 1 + ଵ = 24.000 ∙ 1 + 0,1275ଵ = 27.060,00

Letra A

EC 24. (BESC 2004/FGV) Uma rentabilidade nominal de 80%, em um


período em que a inflação foi de 20%, equivale a uma rentabilidade real de:
a) 20%
b) 44%
c) 50%
d) 55%
e) 60%

Resolução

Para facilitar o processo mnemônico, chamaremos de:

A → taxa aparente

I → inflação no período

R → taxa real

É válida a seguinte relação:

 =++∙

0,80 = 0,20 +  + 0,20 ∙ 

0,60 = 1,20 ∙ 

0,60
= = 0,50 = 50%
1,20

Letra C

EC 25. (BNB 2004 ACEP) A quantia de R$ 5.000,00 foi aplicada por um


período de 2 anos, transformando-se em R$ 40.000,00. Se a rentabilidade real
no período foi de 100%, qual a inflação medida no mesmo período?

a) 100% ao período
b) 200% ao período
c) 300% ao período
d) 400% ao período
e) 500% ao período
29

Resolução

O problema já nos deu diretamente o valor de R (taxa real): 100% = 1.

Calculemos a taxa de juros aparente no período.

M = C ⋅ (1 + A) n
O valor de n é igual a 1, pois a taxa real foi dada para todo o período de 2
anos (biênio).

40.000 = 5.000 ⋅ (1 + A)1

8 = 1+ A
A=7
Para calcular a inflação no período, vamos utilizar a fórmula descrita
anteriormente.

A= I + R+ I ⋅R
7 = I + 1 + I ⋅1
6=I+I
2⋅ I = 6
I =3
Para transformar a inflação em termos percentuais devemos multiplicar
por 100%.

I = 3 ⋅100% = 300%
Letra C

EC 26. (SEFAZ-SP 2006/FCC) Um investidor aplicou R$ 80.000,00 no


início de um determinado ano e resgatou no final de dois anos o montante de
R$ 98.280,00, esgotando-se totalmente seu crédito referente a esta operação.
Sabe-se que a taxa de inflação referente ao primeiro ano de aplicação foi de
5% e ao segundo, 4%. Então, a correspondente taxa real de juros, no período
desta aplicação foi de
30

a) 11,25%
b) 12,5%
c) 12,85%
d) 13,65%
e) 13,85%

Resolução

Para calcular a inflação acumulada podemos utilizar a seguinte fórmula:

 =  + ૚  ∙  + ૛  ∙ ⋯ ∙  + ࢑  − 

Dessa forma, a inflação acumulada nos dois anos foi de:

 = 1 + 0,05 ∙ 1 + 0,04 − 1 = 0,092

Para o cálculo da taxa aparente, consideraremos  = 1, pois queremos calcular


a taxa real no período de 2 anos.

= ∙ (1 + )௡

98.280 = 80.000 ∙ (1 + )ଵ

 = 0,2285

 =++∙

0,2285 = 0,092 +  + 0,092 ∙ 

0,1365 = 1,092 ∙ 

0,1365
= = 0,125 = 12,5%
1,092

Letra B

EC 27. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) O artigo 1º da Lei 11.948 de 28 de junho


de 2007, que dispõe sobre o salário mínimo a partir de 1º de abril de 2007, é
transcrito a seguir: “A partir de 1º de abril de 2007, após a aplicação do
percentual correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor – INPC, referente ao período entre 1º de abril de 2006 e 31 de
março de 2007, a título de reajuste, e de percentual a título de aumento real,
sobre o valor de R$ 350,00 (trezentos e cinqüenta reais) o salário mínimo será
de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais).” Considerando que o INPC acumulado
no período foi de 3,4%, o percentual a título de aumento real a que a lei se
refere foi de:
a) 5,2%.
b) 4,8%.
c) 5,0%.
d) 5,8%.
e) 5,5%.
31

Resolução

Vejamos primeiramente qual foi o aumento aparente do salário mínimo.

௜௡௜௖௜௔௟ = 350 e ௙௜௡௔௟ = 380

௙௜௡௔௟ − ௜௡௜௖௜௔௟ 380 − 350


= = = 8,57%
௜௡௜௖௜௔௟ 350

A inflação no período considerado, medido pelo INPC, foi de 3,4%.

Calculemos o aumento real:

 =++∙

0,0857 = 0,034 +  + 0,034 ∙ 

0,0517 = 1,034 ∙ 

0,0517
= = 0,05 = 5%
1,034

Letra C

7 Capitalização Contínua

Voltemos à fórmula = ! ∙ ( + )࢔ .

Essa formula é a base para virtualmente todos os cálculos financeiros,


aplicando-se a contas bancárias, empréstimos, hipotecas e anuidades.

Alguns bancos calculam o juro acumulado não uma vez, mas várias vezes por
ano!

Se, por exemplo, uma taxa de juros anual de 5% é capitalizada


semestralmente, o banco usará metade da taxa de juros anual como taxa por
período. Daí que, num ano, um capital inicial de R$ 100,00 será composto duas
vezes, cada vez a uma taxa de 2,5%. Assim, teremos
2
100 x 1,025 = 105,0625, cerca de seis centavos a mais do que o mesmo
dinheiro renderia se fosse composto anualmente a 5%.

Na comunidade bancária podemos encontrar todos os tipos de composição de


juros - anual, semestral, trimestral, e mesmo diário.

Suponha que a capitalização será feita 12 vezes ao ano (uma vez por mês). O
banco usa a taxa de juros anual dividida por 12. A taxa usada seria igual a 5%
dividido por 12.

O montante obtido seria igual a


32

12
 0, 05 
M = 100 ⋅  1 + 
 12 

M = 105,11
Cerca de 11 centavos a mais do que o mesmo dinheiro renderia se fosse
composto anualmente a 5%.

Suponha que a capitalização será feita 1000 vezes ao ano . O banco usa a
taxa de juros anual dividida por 1000. A taxa usada seria igual a 5% dividido
por 1000.

O montante obtido seria igual a

1000
 0, 05 
M = 100 ⋅  1 + 
 1000 
M = 105,12
Cerca de 12 centavos a mais do que o mesmo dinheiro renderia se fosse
composto anualmente a 5%.

Parece que qualquer aumento no número de capitalizações no período não


afetará o resultado – as mudanças acontecerão em dígitos cada vez menos
significativos.

Mas será que esse padrão continua? É possível que, não importa o quão
elevado seja n, os valores do montante estacionem em algum ponto.

Esta intrigante possibilidade foi de fato confirmada!!

Imagine agora que queiramos capitalizar o nosso valor principal a TODO


INSTANTE. Não estamos falando a cada hora, nem a cada minuto, nem muito
menos a cada segundo. Estamos falando a TODO INSTANTE. Qual seria o
montante ao final de um ano?

Essa resposta é dada pela fórmula, M = C ⋅ ein , onde


e = 2, 7182818... .
Essa capitalização “a todo instante” é denominada capitalização
contínua.

Vejamos um exemplo:
33

Calcule o montante após 20 anos, da aplicação, a juros compostos, de um


capital de R$ 1.000,00, à taxa de 5% ao ano, considerando a capitalização
contínua.

Resolução

Devemos aplicar a fórmula do montante em uma capitalização contínua.

M = C ⋅ ein
M = 1.000 ⋅ e0,05⋅20

M = 1.000 ⋅ e1 = 1.000 ⋅ 2, 71828


M = 2.718, 28
EC 28. (Inspetor Fiscal – Prefeitura do Município de São Paulo –
1998/ESAF) Um capital de R$ 10.000,00 é aplicado à taxa mensal de 5% por
um prazo de 40 meses, com regime de capitalização contínua. Qual o
montante resultante dessa aplicação? (Use e = 2,7)

a) R$ 62.300,00
b) R$ 63.900,00
c) R$ 66.700,00
d) R$ 72.900,00
e) R$ 75.600,00

Resolução

Devemos aplicar a fórmula do montante em uma capitalização contínua.

M = C ⋅ ein
M = 10.000 ⋅ 2, 7 0,05⋅40

M = 10.000 ⋅ 2, 7 2

M = 72.900, 00
Letra D
34

EC 29. (SEFAZ-SP 2009/FCC) Considere que o logaritmo neperiano de


1,8 é igual a 0,6. Aplicando um capital de R$ 25.000,00 a uma taxa de 4% ao
mês, com capitalização contínua, verifica-se que o montante, no momento do
resgate, é igual a R$ 45.000,00. O período de aplicação é igual a

a) 12 meses.
b) 15 meses.
c) 18 meses.
d) 21 meses.
e) 24 meses.

Resolução

O montante, na capitalização contínua é dado por = ∙


௜௡

45.000 = 25.000 ∙
଴,଴ସ௡


଴,଴ସ௡ = 1,8

ln
଴,଴ସ௡ = ln 1,8

0,04n ∙ ln
= ln 1,8

0,04 ∙ 1 = 0,6

0,6
= = 15 


0,04

Letra B

EC 30. (SEFAZ-SP 2006/FCC) Um capital de R$ 50.000,00 foi aplicado à


taxa semestral , durante 2 anos, com capitalização contínua, apresentando, no
final do período, um montante igual a R$ 200.000,00. Utilizando ln 2 = 0,69 (ln
é o logaritmo neperiano), tem-se que  é igual a

a) 14,02%
b) 17,25%
c) 30%
d) 34,5%
e) 69%

Resolução

Observe que como a taxa é semestral, então o número de períodos é igual


a 4 semestres.

O montante, na capitalização contínua é dado por = ∙


௜௡

200.000 = 50.000 ∙
ଶ௜


ସ௜ = 4
35

ln
ସ௜ = ln 4

ln
ସ௜ = ln 2ଶ

4 ∙ "
= 2 ∙ "2

4 ∙ 1 = 2 ∙ 0,69

 = 0,345 = 34,5%

Letra D