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Psiquiatria da Infância e

Adolescência

Georgina Maia
Psiquiatria da Infância e
Adolescência
PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA =
PEDOPSIQUIATRIA

Âmbito : Diagnóstico e tratamento das perturbações psiquiátricas


da Infância e da Adolescência

Faixa etária abrangida: 0 - 18 Anos

Colaborar na Prevenção : Pela promoção da saúde mental

Pelo despiste e tratamento precoces


Psiquiatria da Infância e Adolescência
ESSENCIAL UM CONHECIMENTO DO
DESENVOLVIMENTO NORMAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

FASES DO DESENVOLVIMENTO

•Feto

•1ª. Infância - 0 - 3 Anos

•2ª. Infância - 3- 5 Anos

•3ª. Infância ou Latência - 6 - 10 Anos

•Puberdade - 11 - 12 Anos

•Adolescência - 13 -18 Anos : 1ª. Fase - 13-15 Anos

2ª. Fase - 16-18 Anos


Psiquiatria da Infância e
Adolescência
• Noções de:

– Vinculação
– Resiliência
– Vulnerabilidade
– Factores de Risco
– Factores Protectores
Psiquiatria da Infância e Adolescência

Diferenças na metodologia da consulta:

- Idade – Fase de Desenvolvimento

- Objectivo da Consulta
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Diagnósticos

NOÇÃO DO NORMAL E DO PATOLÓGICO


– Intensidade
– Duração
– Repercussão no quotidiano
» Criança /adolescente
» Família
» Escola/infantário
» Relacionamento com os pares
Avaliar:
• O que é próprio de cada fase do desenvolvimento ou patologia
• As dificuldades sentidas por alguns pais na relação com os seus filhos,
independentemente da criança não apresentar psicopatologia
• Não dizer "isso passa com a idade"
• Não culpar os pais sem uma aliança terapêutica estabelecida
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Diagnósticos I

Nosologia (Sintoma)

• Perturbações da Alimentação e do Comportamento Alimentar


• Perturbações do Sono
• Perturbações do Controle Esfincteriano
• Perturbações da Linguagem e da Fala
• Perturbações das Aptidões Motoras
• Perturbações de Tiques
• Perturbações Específicas da Aprendizagem
• Perturbações Disruptivas do Comportamento / Oposição
• Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Diagnósticos II
• Perturbação Reactiva da Vinculação – Inibida e Desinibida

• Outros diagnósticos da Infância e Adolescência

– Mutismo Electivo;
– Perturbação de Ansiedade de Separação,
– Fobia Escolar

• Perturbações Afectivas ( Depressão, Depressão Major, Bipolar)

• Perturbações Globais do Desenvolvimento

– Autismo =Perturbação Pervasiva do Desenvolvimento


– Perturbação de Asperger
– Perturbação Desintegrativa
– Perturbação de Rett

• Psicose Infantil – Esquizofrenia

• Debilidade Intelectual
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Diagnósticos III

Perturbação da Adaptação

Perturbação de Conversão

Perturbação Dissociativa

Perturbação de Ansiedade

Perturbação Obsessiva-Compulsiva

Perturbação Somatoforme

Perturbação de Identidade de Género

Perturbação da Personalidade (Não antes dos 18 anos – Pert. Pers. Antissocial)


Perturbação Autística
Défice qualitativo na interacção social

a) Acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais


(contacto ocular, expressão facial, postura corporal e gestos
reguladores da interacção social)
b) Incapacidade para desenvolver relações com os companheiros,
adequadas ao nível de desenvolvimento
c) Ausência da tendência espontânea para partilhar com os outros
prazeres, interesses ou objectivos
d) Falta de reciprocidade social ou emocional

Défice qualitativo na comunicação

Padrões de interesses, comportamento e actividades restritos, repetitivos e


estereotipados

Atraso ou funcionamento anormal em, pelo menos, uma das seguintes áreas,
com início antes dos 3 anos de idade:
Interacção social
Linguagem usada na comunicação social
Jogo simbólico ou imaginário
Perturbação Autística II

Défice qualitativo na comunicação


a) Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral (não
acompanhada de tentativas para compensar através de modos
alternativos de comunicação como gestos ou mímica)
b) Nos que têm um discurso adequado, uma acentuada incapacidade na
competência para iniciar ou manter uma conversação com os outros
c) Uso estereotipado ou repetitivo da linguagem ou linguagem
ideossincrática
d) Ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou de jogo social imitativo
adequado ao nível de desenvolvimento
Perturbação Autística III

Padrões de interesses, comportamento e actividades restritos, repetitivos e


estereotipados

a) Preocupação excessiva po padrões estereotipados e restritivos de


interesses anormais na intensidade e no seu objectivo

b) Adesão inflexível a rotinas ou rituais específicos não funcionais

c) Maneirismos motores estereotipados e restritivos (ex: sacudir ou rodar as


mãos ou dedos ou movimentos complexos do corpo)

d) Preocupação persistente com partes de objectos


Perturbação Autística IV

Prevalência
Média de 11,3 por 10000
4M/1F

Prognóstico depende da capacidade de adquirir linguagem e do


desenvolvimento cognitivo

Tratamento: Várias modalidades multisensoriais


Psicofarmacologia para os sintomas associados: agressividade,
instabilidade motora acentuada, alterações do sono.
Apoio aos pais
Articulação com as estruturas educativas
Perturbação de Rett
Após o 5.º mês

a) Diminuição do crescimento do perímetro craniano


b) Desenvolvimento de movimentos manuais estereotipados
c) Aparecimento de má coordenação da marcha ou dos movimentos do tronco
d) Incapacidade grave no desenvolvimento da linguagem receptiva-expressiva
com grave atraso psicomotor
e) Perda do envolvimento na interacção social

Só foi diagnosticada no sexo feminino

Muito menos frequente que a Perturbação Autística

Mutação Genética defeito genético no MECP2, um gene regulador no cromossoma X

Evolução grave. Reduzida capacidade de recuperação.


Perturbação de Asperger
“O autista inteligente”

NÃO HÁ UM ATRASO GERAL CLINICAMENTE SIGNIFICATIVO:

A) Da Linguagem

B) No desenvolvimento cognitivo ou desenvolvimentos das aptidões


de auto-ajuda próprias da idade, no comportamento adaptativo
(diferente da interacção social) e na curiosidade acerca do meio
ambiente durante a infância

Prevalência: 4,3 casos/10000 (Fombonne)


M»F
Perturbação Desintegrativa da 2.a Infância

A)Desenvolvimento aparentemente normal durante, pelo menos, os


dois primeiros anos de vida, com comunicação verbal e não-verbal,
relação social, jogo e comportamento adaptativos adequados à
idade

B)Perda clínicamente significativa de aptidões previamente adquiridas


(antes da idade dos 10 anos) em, pelo menos, duas das áreas
linguagem receptiva ou expressiva, competências sociais ou
comportamento adaptativo, controlo intestinal ou vesical, jogo,
competências motoras.

Mau prognóstico quanto à possibilidade de recuperação.

Prevalência: 1:100.000

M»F
Perturbações da Alimentação

Anorexia
Anorexia neonatal
Anorexia do 2º trimestre
Anorexia simples
Anorexia da 2ª. Infância
Anorexia nervosa
Obesidade
Bulimia
Caprichos alimentares
Fobias alimentares
Mericismo
Vómitos
Pica
Potomania
Coprogafia
ANOREXIA NERVOSA
CLASSIFICAÇÃO

Critérios DSM – IV

1. Recusa em manter um peso corporal igual ou superior ao minimamente


normal para a idade e altura (Perda de 15% do peso em relação ao peso
ideal ou incapacidade de acompanhar as curvas de percentis por
recusa em manter o peso normal – IMC« 17,5%

2. Medo em ganhar peso ou de engordar mesmo quando o peso é


insuficiente;

3. Perturbação da imagem corporal ou negação da gravidade do


acentuado emagrecimento actual

4. Amenorreia (♀) (3 ciclos consecutivos)/Atraso no desenvolvimento dos


caracteres sexuais (♂). Atraso no aparecimento da menarca

2 Tipos: Restritivo e Tipo Ingestão Compulsiva/Tipo Purgativo


ANOREXIA NERVOSA
• Prevalência: 1 a 5% das raparigas adolescentes;
0,5% , nas mulheres, em geral,

• Incidência: 95% ♀: 5% ♂;

• Diferença de género 1/10

• Maior prevalência nas sociedades industrializadas

• Início mais comum entre os 14 e 18 anos

• Melhor prognóstico se logo no início da adolescência

• Pior prognóstico se início antes da puberdade

• Predisposição genética individual e factores ambientais


ANOREXIA NERVOSA
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Psiquiátrica:
Baixa auto-estima, sintomas
depressivos, ansiedade Endócrina/Metabólica:

Comporta/ perfeccionista Amenorreia

Isolamento social Aumento GH

Libido diminuída Osteoporose

Comporta/s de negação Hipotermia

Cardiovasculares:
Gastrointestinais:
Bradicardia Renais:
Obstipação
Hipotensão Cálculos
↑ das enzimas
Arritmias hepáticas Edema
ANOREXIA NERVOSA
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
- Equipa multidisciplinar: nutricionista, psiquiatra
(individual e familiar).
- Em ambulatório: abordagem mais gradual e integrada
do peso e normalização dos hábitos alimentares.
Possívelmente psicofarmacologia.

• Evolução com recaídas frequentes, por vezes com


evolução para a cronicidade.
- 25 a 50% recuperam totalmente;
- Muitas mantêm alterações do comportamento alimentar;
- 5% morrem.
BULIMIA NERVOSA
DEFINIÇÃO

• Prevalência de 1 a 5%;
• Início no fim da adolescência;
• Incidência: 10 ♀: 1 ♂;
• Factores predisponentes: baixa auto-estima
e perfeccionismo;
• Evolução crónica e silenciosa.

• Episódios recorrentes de voracidade alimentar com consequentes


vómitos auto-induzidos, abuso de laxantes e exercício em excesso
(pelo menos 2 episódios por semana durante 3 meses).
BULIMIA NERVOSA
ETIOLOGIA E CLÍNICA
Etiologia:
- Factores Genéticos;
- Factores Culturais;
- Factores Biológicos.

Clínica:
- Peso normal, excesso de peso ou obesidade;
- Hipertrofia bilateral das glândulas salivares;
- Cicatriz ou calo no dorso dos dedos da mão;
- Erosão ácida dos dentes;
- Amenorreia;
- Ansiedade e depressão;
- Alterações laboratoriais raras.
BULIMIA NERVOSA
CLASSIFICAÇÃO
• Critérios DSM – IV
- Episódios recorrentes de ingestão alimentar compulsiva,
caracterizados por:
- Ingestão exagerada num curto período de tempo(<2h);
- Sentimento de falta de controlo sobre a ingestão durante o
episódio;
- Comportamento compensatório recorrente;
- O comportamento alimentar anómalo ocorre, em média,
2x/semana durante 3 meses;
- Auto-conceito depende fortemente do peso e formas
corporais;
- A perturbação alimentar não ocorre exclusivamente num
quadro de anorexia nervosa.
BULIMIA NERVOSA
TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

• O tratamento faz-se com uma equipa multidisciplinar: pediatra,


nutricionista, psiquiatra (individual e familiar).

- Em ambulatório: abordagem mais gradual e integrada do peso e


normalização dos hábitos alimentares. Possível psicofarmacologia.

- Evolução com recaídas frequentes, com evolução a longo prazo


intermitente.
- 50% recuperam totalmente a 10 anos;
- 25% sintomas persistentes durante muitos anos;
- Alguns progridem para AN.
PERTURBAÇÕES DO SONO NA CRIANÇA

O BEBÉ ESTAVA ÓPTIMO... OS PAIS EXAUSTOS


INSÓNIA
AGITADA
- COMUM : o bebé tem períodos de sono breves ( 1 –2 horas), cortados por um acordar
acompanhado de choro e gritos
- GRAVE : poucas horas de sono por dia (por vezes, 4 – 5 horas em 24 horas). O bebé
grita e chora constantemente. Há repercussão importante na vida familiar pelo esforço que exige dos pais.
CALMA
Mais rara. A criança está acordada no leito, com os olhos abertos. Não tem um valor preditivo mas
encontra-se frequentemente nos antecedentes de crianças psicóticas.

ATENÇÃO NO 1.º ANO:


HIPERSÓMNIA : o bebé é descrito como “não acordando nem para comer”; pode provocar decepção e
desinvestimento materno e consequentemente hipoestimulação do bebé
PERTURBAÇÕES DO SONO NA CRIANÇA
Insónia
Na criança, quem se queixa é o dador de cuidados
Pode consistir em a criança só conseguir dormir se acompanhada
Maior frequência de atitudes ambivalentes na interacção familiar

DOIS FACTORES MAIS FREQUENTEMENTES ASSOCIADOS:

• DEPRESSÃO MATERNA – Causa e Consequeência

• TEMPERAMENTO DA CRIANÇA

IMPORTANTE PERGUNTAR E TRATAR


SE NÃO SE RESOLVER RAPIDAMENTE ENCAMINHAR
PERTURBAÇÕES DO SONO COM INÍCIO MAIS
FREQUENTE A PARTIR DO 2.º ANO DE VIDA

I - PERTURBAÇÕES AO DEITAR E ADORMECER


OPOSIÇÃO AO DEITAR – frequente entre os 2 e 3 anos, mas podendo verificar-se
anteriormente. A criança recusa-se a ir-se deitar, com birras quando a colocam na cama.
RITUAIS DE ADORMECIMENTO – Aparecem entre os 2 e os 2,5 e desaparecem entre
os 4 e 6 anos. A criança não adormece se não tiver os seus objectos colocados de determinada
posição, sempre igual (bonecos na cama, copo de água, beijo da mãe, canção...)
FOBIA DE DEITAR – Frequente a partir dos 2,5 anos. Ex: medo do escuro, necessidade
de estar acompanhado com a luz acesa, porta aberta. Quando mais graves, podem ser
semelhantes a situações de pânico. Frequentemente após episódios de sonhos de angústia ou de
terrores nocturnos, como se a criança temesse adormecer e ser, de novo, confrontada com
imagens oníricas angustiantes.
RITMOS DE ADORMECIMENTO – Movimentos ritmados pelos quais a criança se
estimula para poder dormir. Podem manter-se durante o sono.
FENÓMENOS HIPNAGÓGICOS – Fenómenos psíquicos ou motores que aparecem no
adormecimento. Mais frequente entre os 6 e os 15 anos. Ex: sobressalto, sensação de queda,
alterações cinestésicas, etc.. Se muito intensos, podem provocar resistência ao deitar e
adormecer.
PERTURBAÇÕES DO SONO COM INÍCIO MAIS FREQUENTE A
PARTIR DO 2.º ANO DE VIDA

II – PERTURBAÇÕES PAROXÍSTICAS
- Sonho de angústia: A criança acorda a chorar e conta um sonho.
- Terror nocturno: a criança apresenta-se com uma angústia intensa e com sinais
neurovegetativos(taquicardia, taquipeneia, sudação), sem estar completamente acordada.
Pode gesticular e agitar-se. É difícil acalmá-la. A duração é de entre 3 a 20 mns. Depois
adormece e, em geral, não se recorda da situação. Pode tratar-se de um episódio único ou
repetir-se durante um certo período de tempo.
- Sonambulismo – risco de defenestração
OUTROS:
Somniloquia
Bruxismo
Hipersómnias (início na adolescência)
Apneias do sono
PERTURBAÇÕES DO SONO NA CRIANÇA COM
PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO OU
PSIQUIÁTRICAS
• MAIOR PREVALÊNCIA

– ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO
– PERTURBAÇÕES DO ESPECTRO AUTISTA
– PERTURBAÇÃO DE HIPERACTIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO
– PERTURBAÇÃO DE OPOSIÇÃO DESAFIANTE
– PERTURBAÇÕES DO HUMOR E DA ANSIEDADE
PERTURBAÇÕES DO SONO NA CRIANÇA COM
PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO

• Na observação, maior atenção aos factores individuais


da criança, de cada um dos pais e relacionais

– Por vezes, a elaboração da situação clínica do filho encontra-


se a ser realizada e desperta sentimentos de culpabilidade,
de desvalorização, de receios de morte do filho.

• Os pais destas crianças podem necessitar de um apoio


e tranquilização acrescidas e de tempos de intervenção
mais prolongados.
A SAÍDA DO QUARTO DOS PAIS

Favorecer a construção de uma segurança interna

Facilitar posteriores fases do desenvolvimento afectivo


PERTURBAÇÕES DO SONO NA CRIANÇA

Avaliar a gravidade do sintoma de acordo com a


intensidade, duração e repercussão na criança e
família.

O aconselhamento é a única intervenção


terapêutica necessária, na maioria das situações.
Perturbações da Linguagem e da Fala

• Atraso no desenvolvimento da linguagem

• Atraso no desenvolvimento da fala

• Perturbação da articulação

• Afasia

• Gaguez
Perturbações do Controlo Esfincteriano
Enurese
Encoprese
Obstipação psicogénea e megacolon funcional
ENURESE
Critérios de diagnóstico (DSM IV)
1. Emissão repetida de urina na roupa ou na cama (involuntária ou
intencionalmente)
2. Com importância clínica se tem uma frequência bissemanal, no
mínimo, por três meses consecutivos ou pela repercussão a nível
social, escolar ou outras áreas de funcionamento ou pelo sofrimento
que provoca.
3. Idade cronológica de, pelo menos, 5 anos (ou nível de
desenvolvimento equivalente)
4. Não é devida exclusivamente a um efeito fisiológico directo de uma
medicação (ex:diurético) ou uma outra patologia orgânica (ex:
diabetes, spina bífida, epilepsia)

Subtipos: Primária
Secundária (se o controle foi adquirido durante 6 meses)
Nocturna
Diurna
Nocturna e Diurna
Enurese II

Prevalência
Sexo / 5 Anos 10 Anos 18 Anos
Idade
Masculino 7% 3% 1%
Feminino 3% 2% «1%
Total 10%

Evolução

Após os 5 anos, a percentagem de remissão expontânea é entre 5 a 10 %


por ano

Muitas crianças com enurese adquirem o controle na adolescência


Enurese III
Padrão Familiar

• Cerca de 75% das crianças com enurese têm um familiar em 1º. Grau que
apresentou enurese
• A concordância para a perturbação é maior nos gémeos monozigóticos que nos
dizigóticos.
Eventuais repercussões

• Limitação das actividades sociais


• Auto-estima diminuída
• Reacção dos colegas (por vezes, rejeição e humilhação)
• Reacção dos pais (ex: punição, rejeição)
• ------ Apesar de muitas crianças com enurese não apresentarem uma perturbação
mental, tanto esta como as perturbações do desenvolvimento têm uma maior
prevalência neste grupo que na população em geral ------
Enurese IV
Perturbações associadas

Encoprese
Sonambulismo podem estar presentes
Sonhos de angústia

Infecção urinária (5%) - Mais frequente nas crianças com enurese


sobretudo diurna e do sexo feminino

Alguns factores predisponentes

• Educação do controle esfincteriano tardio ou pouco consistente


• Stress psicossocial
• Alteração da capacidade de concentrar a urina
• Um limiar baixo de volume vesical para emissão involuntária
Enurese V

Diagnóstico Diferencial

• Infecção urinária

• Bexiga neurogénea

• Outra patologia orgânica que provoque poliúria ou urgência


miccional (ex: diabetes mellitus e diabetes insipída)
Enurese VI
Tratamento
Medidas educativas

– Registo das noites sem enurese e reforço positivo (resultado em cerca de 20%)
– Explicar mecanismo de formação da urina e do desejo miccional
– Restrição de líquidos
– Acordar à noite – controverso

Psicoterapia

– Reforço da auto-estima
– Perceber a problemática subjacente podendo colocar hipóteses sobre desejos
regressivos, dificuldade de aceitar a diferença dos sexos, factores excitantes ou
geradores de ansiedade, compreender o modo como os pais reagem e podem
perpetuar esta situação

Medicação (nunca antes da criança ter 6 anos)

– Desmopressina (DDAVP) - 1 a 2 inalações em cada narina ao deitar


– Imipramina - Iniciar com 10mg, 1 ao deitar – ECG prévio

Alarme
Encoprese

Critérios de diagnóstico (DSM IV)

A. Emissão repetida de fezes em locais inapropriados (roupas


ou outros como o chão), voluntária ou intencionalmente

B. Periodicidade de, pelo menos, 1 vez por mês durante, no


mínimo, três meses

C. Idade cronológica de, pelo menos, 4 anos ou nível de


desenvolvimento correspondente

D. Não ser devida a medicação (ex: laxativos) ou patologia


orgânica excepto a que provoque obstipação
Encoprese II
Dois Subgrupos 1.Com obstipação e incontinência fecal por refluxo
2. Sem Obstipação

Primária
Secundária
Tipos Nocturna : pouco frequente
Diurna
Contínua
Episódica : mais influenciável por factores externos

Prevalência : 1% de crianças com 5 anos


Mais comum nos rapazes (3 a 4 M/1 F)
Encoprese III

Factores predisponentes

Stress psicossocial (Ex: o nascimento de um irmão; a entrada na escola)


Educação do controle dos esfincteres inadequado ou pouco consistente

Aspectos associados

A criança com encoprese sente-se frequentemente envergonhada e


pode desejar evitar situações embaraçosas.

O grau de repercussão é função do efeito na auto-estima da criança


(reacção dos colegas e dos prestadores de cuidados).

Frequentemente, associado com enurese.

Emissão voluntária : uma perturbação da oposição ou do


comportamento pode estar presente
Encoprese IV

• Diagnóstico Diferencial
Por exemplo: D. de Hirschsprung

• Esclarecimento da situação

• Tratamento: Consultas terapêuticas, psicoterapia, laxativos se


obstipação persistente, numa primeira fase

• Evolução: Mesmo sem tratamento, normalmente desaparece


durante a adolescência
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Depressão
• Aparência de tristeza
• Atitude de desinteresse (de retracção) que pode ou não ser permanente e
com tédio
• Descontentamento, com dificuldade de mostrar prazer seja pelo que for (a
criança deprimida não brinca)
• Sentimento de ser rejeitado ou não amado, coincidindo com tendência para
se afastar de companheiros vividos como decepcionantes
• Incapacidade de receber ajuda ou desconforto, mesmo que o pedido seja
explícito e a aceitação aparente, sem manifestar desprezo ou instabilidade.
• Tendência a regressar a uma posição passiva
• Actividades auto-eróticas
• Diversas queixas somáticas ( alimentares, do sono, etc.)
• Alterações no comportamento
• Dificuldades no rendimento escolar

Duas razões para uma dificuldade no reconhecimento da depressão na criança:

- Dificuldade da criança em a demonstrar


- Dificuldade dos adultos suportarem esse facto
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Tratamento
Enfoque: A relação construída com
a criança/adolescente e sua família – ALIANÇA TERAPÊUTICA
Transferência: O que representamos para a criança /adolescente e sua família e de
que modo isso evolui
Directo
• Consultas Terapêuticas Individuais e Familiares
• Intervenções Familiares
• Psicoterapias pais-mãe/criança
• Psicoterapia individual
• Psicofarmacologia
• Grupos terapêuticos
• Hospital de Dia
• Internamento
• Por outros técnicos
– Terapia da fala
– Intervenção psicomotora
– Apoio psicopedagógico
– Intervenção psicossocial
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Tratamento

Indirecto
• Estruturas educativas (creches, jardins de
infância, escolas)
• Tribunais
• Instituições sociais
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Tratamento
Psicofarmacologia

• Sempre incluída num plano terapêutico abrangente da criança/adolescente e


família.
• Utilizar sempre a dose mais pequena para o efeito terapêutico pretendido.
• Explicando à família o porquê da opção da sua utilização e com
disponibilidade para responder a todas as questões.
• A última decisão é sempre da família. Em casos extremos, possibilidade de
recorrer aos meios judiciais.
• A responsabilidade de dar a medicação à criança/adolescente é sempre da
família.
• Monitorização frequente (semanal, de preferência, ou mais frequente) dos
efeitos da medicação e necessidade de alteração da dose.
• Monitorização simultânea dos possíveis efeitos secundários.
– Ansiolíticos – pouco utilizados.
– Neurolépticos
– Antidepressivos
– Psicoestimulantes
– Estabilizadores do humor
Anti-histamínicos

Fármaco Indicações Contra-indicações Efeitos secundários Risco Interacções Controle Dose


Nome relativas frequentes s somático
Comerc.
Mec. Acção

Hidroxisina -Insónia - -Sedação, dif. Delíri -Depressores do _____ Criança:


(Atarax) inicial Hipersensibilidade cognitivas o SNC 25-50mg à noite ou
Antagonista (curtos -Asma -Agitação/excitação (altas -Med. com ef. de 6/6h
da histamina períodos) -Gravidez paradoxais doses anti-colinérgicos Adolescentes:
-Agitação -Ef. Anti- ) 50-100mg à noite ou
-Sint. extra- colinérgicos de 6/6h
piramidais -Pert.
gastrointestinais
-↓limiar comicial
Melatonina – utilizada para a insónia – 100/200mg – Melotomatina (lojas de produtos naturais
Luzes que estimulam melatonina endógena
Alguns ADTricíclicos ↑ níveis da melatonina ⇒ funcionam como reguladores do sono
Anti-psicóticos de 1ª geração

Fármaco Indicações Contra-indicações Efeitos secundários Riscos Interacções Controle


Nome Comerc. relativas frequentes somático
Mec. Acção
Cloropromazina -Psicoses -Hipersensibilidade -Ef. anti-colinérgicos, -Disquinésia tardia -Depressão do SNC -Peso, IMC, TA, pulso
(Largactil) - -Depressão do SNC sedação, hipotensão -Síndrome Maligno -Ef. anti-colinérgicos -Vigilância de sint.
Haloperidol Agressividade -Hist. de S. Maligno ortostat. dos Neurolépticos (+ sedativos) extra-piramidais (no
(Serenelfi, grave, dos Neurolépticos (+ cloropromazina) (SMN) -Bloqueadores alfa- início e de 3-3 meses)
Haldol, H. agitação -Epilepsia -Sint. extra-piramidais -↓ limiar epiléptico adrenérgicos -Antes de iniciar:
decanoato) -S.G. -Pert. da condução (+haldol e pimozide) -Prolongamento de -Tabaco - ↓ níveis plas ECG (pimozide),
Pimozide Tourette cardíaca (pimozide) -↑ peso QT (pimozide) máticos da maioria dos hemograma, provas f.
(Orap) -Vómitos -Discrasia hemorrágica -fotossensibilidade anti-psicoticos hepática e renal
Bloq. Receptores cíclicos (+ sedativos) -6-6meses/anualmente:
D2 -Auto- -Ginecomastia f. hepática,
agressiv electrólitos,glicémia,
-PGD lipémia,
(menos ECG (pimozide)
eficazes nos
sint. psicot.
neg.)
Anti-psicóticos de 1ª geração – Doses

Fármaco Criança - Adolescente - Criança - psicose Adolescente - psicose


agressividade agressividade
Cloropromazina -início: 10-25mg -início: 25mg -início: 25mg -início: 25-50mg
-manutenção:25-50mg/dia, -manutenção: 25-100mg/dia, -manutenção: 150-300mg/dia, 2x ou -manutenção: 100-600mg/dia, 2x
2x/dia 2x/dia 3x/dia ou 3x/dia
Haloperidol -início: 0,25mg -início: 0,5mg -início: 0,5mg -início: 0,5mg
-manutenção: 0,5-2mg/dia, -manutenção: 1-4mg/dia, 1x ou -manutenção: 1-6mg/dia, 1x ou -manutenção: 2-10mg/dia, 1x ou
1x ou 2x/dia 2x/dia 2x/dia 2x/dia
Pimozide Só recomendado p/ S. Só recomendado p/ S. Tourette Só recomendado p/ S. Tourette Só recomendado p/ S. Tourette
Tourette 1-4mg/dia, 1 a 3 x/dia 1-4mg/dia, 1 a 3 x/dia 1-4mg/dia, 1 a 3 x/dia
1-4mg/dia, 1 a 3 x/dia
Anti-psicóticos de 2ª geração

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle somático


Nome indicações secundários
Comerc. relativas frequentes
Mec. Acção
Clozapina -Psicose - -Sedação -SMN (menos que com N. -ISRS e -Início:
(Leponex) -Mania, pert. Hipersensibilidade -↑ peso e apetite tradicionais) quinidina ⇒ ↑ -Altura, peso, IMC
Olanzapina bipolar -Hist. de SMN -↑ prolactina e -Sint. extra-piramidais nível de anti- -TA, pulso
(Zyprexa) -S. Tourette -Disquinésia ginecomastia (+ com (menos que com N. psicóticos -Hemograma, provas de f.
Quetiapina -Agressividade tardia risperidona e menos tradicionais) -Carbamazepina hepática e renal, glicémia,
(Seroquel, grave com quetiapina) -Disquinésia tardia (menos ⇒ ↓ nível de lipémia
Alzen) -Agitação, delírio -Obstipação que com N. tradicionais) anti-psicóticos -Pesquisa de movimentos
Risperidona -Pert. Globais -Intolerância à glucose -Potenciam anormais
(Risperdal) Desenvolvimento -↑ val. provas de função efeito dos -ECG (ziprasidona)
Ziprazidona hepática depressores do -EEG se há crises ou
(Zeldox) -Prolongamento de QT (+ SNC mioclonias
Bloq. zyprazidona, tb. -chá e cola – -Vigilância 6-6 meses:
Receptores Risperidona?) alteram níveis -Peso, IMC
dopamínicos e -Clozapina – risco importante da risperidona -TA, pulso, ECG e
5-HT de agranulocitose e epilepsia -sumos maçã e ionograma (+ ziprasidona)
-Cataratas (quetiapina) toranja – alt. -Provas de função hepática,
níveis glicémia, lipémia, prolactina,
ziprasidona f. tiroideia (+ quetiapina)
-Movimentos anormais
Clozapina:
-hemograma semanal (1º
6meses, depois quinzenal):
leucocitos inf. 3500 –
atenção; leucocitos inf. 3000
– parar
-em doses altas : EEG e
profilaxia da epil. com
valproato ou gabapentina
Anti-psicóticos 2ª geração– Doses

Fármaco Criança - agressividade Adolescente - agressividade Criança - psicose Adolescente - psicose


Olanzapina -início: 2,5mh -início: 2,5-5mg -início: 2,5-5mg -início: 5mg
-manutenção:2,5-7,5/dia,1-2x/dia -manutenção: 2,5-10mg/dia, 1- -manutenção: 5-10mg/dia, 1- 2x/dia -manutenção: 10-20mg/dia, 1-2x/dia
2x/dia
Quetiapina -início: 12,5mg -início: 25mg -início: 25mg -início: 50-100mg
-manutenção: 25-150mg/dia, 2-3x/d -manutenção: 50-200mg/dia, 2-3x/d -manutenção: 50-250mg/dia, 2-3x/d -manutenção: 100-600mg/dia, 2-3x/d
Risperidon -início: 0,25mg -início: 0,25-0,5mg -início: 0,5mg -início: 0,5-1mg
a -manutenção: 0,5-2mg/dia, 1-2x/dia -manutenção: 0,5-4mg/dia, 1-2x/dia -manutenção: 1-4mg/dia, 1-2x/dia -manutenção: 1-6mg/dia, 1-2x/dia
Ziprazidon Não recomendado Não recomendado? 40-160mg/dia? Não recomendado 40-160mg/dia
a

Anti-psicóticos (1ª e 2ª geração) – Comparação de efeitos secundários

Fármacos Ef. sedativo Hipotensão Ef. anti- Ef. Prolongamento ↑ Peso


colinérgico extrapiramidal de QT
Cloropromazina Alto Alto Alto Baixo/médio + ++
Haloperidol Baixo Baixo Baixo Alto +/- +
Pimozide Baixo Baixo Baixo Alto ++ +

Olanzapina Médio Médio Médio Baixo +/- +++


Quetiapina Médio Médio Baixo Baixo +/- +
Risperidona Baixo Médio Baixo Baixo +/- ++
Zyprazidona Baixo Baixo Baixo Baixo +/++ +
Inibidores Selectivos da Recaptação da Serotonina
Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle
Fármaco indicações secundários somático
Nome relativas frequentes
Comerc.
Mec. Acção
Fluoxetina -Depressão major -IMAO -Agitação, -Não há riscos -Com fármacos Início:
(Prozac, Nodep, -Pert. pânico -Insuficiência irrequietude, ansiedade graves excepto: mediados pela -Função
Digassim, Psipax, -Pert. Obs. Comp. hepática -↓ acuidade cognitiva -Síndrome inibição de P450 hepática e renal
Tuneluz) -Pert. Ansiedade Sep. -Apatia serotoninérgico (ver tabelas) -Vigilância de
Fluvoxamina -PPST -Pert. gastro-intestinal (sint. relacionados peso e altura
(Dumirox) -Fobia social -Disfunção sexual com excesso de nas crianças
-Pert. Ans. Generaliz. -Insónia, fadiga serotonina)
Paroxetina -Mutismo selectivo -↓ apetite Pode ser grave: risco
(Seroxat, -Bulímia Nervosa -↑ peso (paroxetina) de crises, coma,
Denerval, -Pert. Disfórica Pré-menstrual -Cefaleias morte
Oxepar, Paxetil, -Mov estereotipados / ritualizados -Rash cutânio O risco é maior se se
Paxpar) e melhoria da socialização em -Sudação associam outros
Sertralina pert. espectro autista (baixas agentes
(Zoloft) doses) serotoninérgicos
Escitalopran (IMAO, trazodona,
(Cipralex) estimulantes)
-Bloq. Pré-
sináptico da
recaptação da
serotonina
Fármaco Dose inicial Dose manutenção Dose máxima
Fluoxetina Crianças: 2,5-5mg Crianças: 10-20mg Crianças: 40mg
Adolescentes: 5-10mg Adolescentes: 20mg Adolescentes: 60-80mg

Fluvoxamina Crianças: 12,5-25mg Crianças: 50-150mg Crianças: 200mg


Adolescentes: 25-50mg Adolescentes: 50-200mg Adolescentes: 300mg

Paroxetina Crianças: 5-10mg Crianças: 10-20mg Crianças: 40mg


Adolescentes: 10-20mg Adolescentes: 20-40mg Adolescentes: 60mg

Sertralina Crianças: 12,5-25mg Crianças: 50-100mg Crianças: 150mg


Adolescentes: 25-50mg Adolescentes: 50-200mg Adolescentes: 250mg

Escitalopran 10-40mg
Anti-Depressivos Tricíclicos

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle


Nome Comerc. indicações secundários Recomendações somático
Mec. Acção relativas frequentes
Clomipramina -Enurese (+ imipramina) -Pert. Cond. -Sedação -Pert. Cond. Card. -Pílula ⇒↑ nível de -Pulso, TA
(Anafranil) -PHDA (2ª linha, se assoc. a Card. -Ef. Anti- (morte reportada tricíclicos -Peso, altura
-Bloq. Pré-sináptico pert. tiques) -Hist. Famil. colinérgicos (boca com desipramina) -Dependência com -ECG no início, 3
recaptação -Pert. Ansiedade Separação morte súbita seca, obstipação, -Crises epil. anticolinérgicos e dias após cada ↑
serotonina -Esquizofrenia visão turva) -Disfunção sexual depressores do SNC dose e de 6-6 ou 12-
-Pert. Pânico
-IMAO (+clomipramina) -Paragem lenta e -Tabaco⇒↓ nível de 12 meses
Imipramina -PPST -Hist. crises -Taquicárdia controlada tricíclicos -Parar se: ↑QT,
(Tofranil) -POC. (clomipramina) epil. -Hipotensão -Ef. colinérgico de -Com IMAO é ↑ PR, ↑QRS ou
-Bloq. pré-sináptico -Tricotilomania -↑ peso “rebound” potencialmente letal freq. card sup. 120.
recaptação (clomipramina) -Alt. condução -“Overdose” é letal -↑ níveis de: Alguns autores:
noradrenalina, -Bulímia Nervosa (2ª linha) (↑PQ) antipsicóticos, hemograma, f. renal,
serotonina e -Dor Crónica metilfenidato, ISRS, f. hepática, f.
dopamina cimetidina, aspirina, tiroideia, ionograma,
-Depressão Major
-Pert. comp. , pert. oposição tiazidas urina II

Indicação/Fármaco Dose inicial Dose manutenção Dose máxima


PHDA/Imipramina Criança: 10mg 50-100mg, 2x/dia 3mg/K/dia
Adolescente: 25mg (0,5mg/k/dia (2,5 a 5mg/k/dia) 100mg/dia

POC/Clomipramina Criança: 10mg Criança: 75mg, 2x/dia 3mg/K/dia


Adolescente: 10-25mg Adolescente: 100mg, 1-2x/dia
(2 a 3mg/k/dia)

Enurese/Imipramina Criança: 10mg Criança: 50mg/dia 2,5mg/K/dia


Adolescente: 25mg Adolescente: 70mg/dia
Estimulantes

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle Dose


Nome indicações secundários Observações somático
Comerc. relativas frequentes
Mec. Acção
Metilfenidato -PHDA -Abuso de -↓ apetite -Paragem do - -Peso e altura -Ritalina LA e
(Ritalina, -Narcolépsia substâncias -Insónia crescimento Simpaticomiméticos (no início e Concerta: não
RitalinaLA, -Sint. de (incluindo em -Disforia (raramente é -Cocaína, de 6-6meses) recomendados antes
Concerta) Hiperactividade familiares) -Estereotipias clinicamente anfetaminas -Pulso e TA dos 6 anos
-Bloq. libertação , dif. de -Psicoses -Perda de peso significativa) -Inibidores do (início, após -Crianças com + 6
e recaptação pré- concentração e -Patologia cardíaca, (tomar após -Agravamento metabolismo ↑ dose e de 6- anos:
sináptica da impulsividade arritmias, refeição, de tiques ou S. hepático (cuidado 6 meses) início: 18mg/dia
dopamina e no autismo hipertensão reforço calórico de Tourette com tricíclicos, -Provas de manutenção: 18-
noradrenalina -Potenciar -IMAO ao fim do dia) -Taquicárdia, anticoagulantes e função 54mg/d
analgésicos -Glaucoma -Irritabilidade hipertensão anti-epilépticos) hepática e f. máximo: 72mg/dia
narcóticos -Hipertiroidismo -Dores -Psicose /mania -IMAO (assoc. tiroideia -Ritalina 10mg:
Menos de 50% -Gravidez abdominais (raramente) contraindicada) (6-6 mese) início:
dos casos -Tiques -Ef. “rebound” -Automutilação -lítio - ↓ ef. -Controle de cr. pré-escolar-2,5mg
normalizam -Depressão ao fim do dia -Cuidados metilfenidato tiques cr.+ velha-5mg
sintomáticament -Epilepsia (pref. farmacos acrescidos em -evitar assoc. com: manutenção:
e com a de acção longa) crianças com fármacos com ef. 10-40mg/dia, 2-3 tomas
terapêutica -Possível ↓ menos de 6 anos cardiovascular e máximo: 60mg/dia
velocidade e com PGD clonidina
crescimento -Preparados de
(trat. longos) acção prolongada
-Tiques têm menos
hiperactividade
rebound e menos
oscilações dos níveis
séricos
Alfa adrenérgicos

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle Dose


Nome indicaçõe secundários somático
Comerc. s frequentes
Mec. Acção relativas
Clonidina -S. G. Tourette - -Sedação -Hipertensão se -Depressores -TA -Início: 0,05mg à
(Catapressan -PHDA Depressão -Hipotensão medicação é do SNC -Pulso noite
) -PPST -Pert. da -↓ freq. e débito interrompida -Anti- -Peso -↑0,05 3x/dia até
Agonista -Pert. do sono condução cardíacos bruscamente colinérgicos -Provas f. obter efeito
pré-sináptico (ass. cardíaca -Cefaleias -Raros casos de -Beta renal clínico
não metilfenidato) -Pert. morte súbita bloqueantes (início) -Dose
específico -Agressividade, gastrointestinais máxima:0,1mg
de α2 agitação, auto- -Secura da boca 3x/dia ou 4x/dia
agressividade -Irritabilidade
-Desmame de
nicotina/opiáceos

Anti-enuréticos

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle Dose


Nome Comerc. indicaçõe secundários somático
Mec. Acção s frequentes
relativas
Desmopressina -Enurese -Cefaleias e Em doses 0,1-0,4µg/dia à
(Minirin) (ocasiões náuseas tóxicas: noite
-Análogo à H. especiais ou -Intoxicação
Anti-diurética de pela água
manutensão) -Hiponatrémia
Benzodiazepinas

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle


Nome Comerc. indicaçõe secundário Recomendações somático
Mec. Acção s s
relativas frequentes
Alprazolan -Ansiedade situacional -Gravidez -Sedação, -Sem efeitos graves nos principais -Depressores do -Não é
(ef. rápido, curta duração) -Crises comiciais -Abuso de tonturas órgãos SNC (alcool, necessário
(Xanax, Unilan, Prazan, (clonazepan) substâncias -↓acuidade -Síndrome de abstinência após uso anti-
Pazolan) -T. nocturnos, -Apneia do cognitiva prolongado, nomeadamente com histamínicos)
Clonazepan sonambulismo sono -Desinibição, fármacos de acção rápida (alprazolan, -sumo de
(longa duração) -Pert. de pânico (2ª linha) agitação, lorazepan) toranja - ↑
(Rivotril) -Pert.Bipolar (clonazepan – confusão, -nunca parar abruptamente; ↓ lentamente níveis
Clorazepato 2ª/3ª linha) depressão (reduzir 10%-25% por semana, em benzodiasepinas
(Paxium) -Pert. ansiedade -↓ vel. doentes medicados há + de 2 semanas)
Lorazepan generalizada (2ª linha) Crescimento -Usar com cuidado se há patologia
(ef. rápido, curta duração) -Adjuvante nas psicoses, -intoxicação: hepática (neste caso preferir lorazepan)
Lorenin, Lorsedal, Ansilor) mania, agitação grave sonol.,ataxia, -Risco de abuso e dependência
Oxazepan -Insónia grave confusão, -Cuidado em crianças com asma ou
(curta duração) -Acatísia diplopia outra patologia respiratória
(Serenal) -antídoto:
↑ transmissão GABA por flumazenil
ligação receptor GABA2

Benzodiazepinas – Doses

Fármaco Dose inicial Dose manutenção Nº de tomas


Alprazolan Criança – 0,25mg Criança – 0,25-2mg/dia 3 – 4x/dia
Adolescente – 0,25-0,5mg Adolescente – 0,75-4mg/dia
Clonazepan Criança – 0,125mg Criança – 0,25-1mg/dia 1 – 2x/dia
Adolescente – 0,25mg Adolescente – 0,25-2mg/dia
Diazepan Criança – 1mg Criança – 1-10mg/dia 1 – 2x/dia
Adolescente – 1-2mg Adolescente – 2-20mg/dia
Estabilizadores do Humor
Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle somático
Nome indicações secundários
comerc. relativas frequentes
Mec. Acção
Carbamazepina -Crises - -Sedação, tonturas -Agranulocitose -↓ efeito de: pílula, -Início: altura, peso, hemograma c/
(Tegretol e T. comiciais Hipersensibilidade -Náuseas e (atenção à febre e tricíclicos, ISRS, plaq, provas de função hepática e
CR) -Pert.Bipolar -Doença renal, vómitos equimoses), antipsicóticos,eritromi renal, electrólitos
-Inibição da -Agressividade hepática, -↓ acuidade desaconselh. cina, teofilina, T3, T4, -Vigilância:
esteroidogénese (nomeadamente cardiovascular cognitiva assoc. clozapina acetaminofeno 5 dias após ↑ dose – doseamento
glial associada a -Discrasia -↑ peso -Hepatotoxicidade -↑ efeito do valproato plasmático (12h após última toma)
-Inibição compromisso do hemorrágica -visão turva, (+ criança -O seu efeito ↑ se 6-6 meses: doseamentos plasmáticos,
receptores α2 SNC, -Gravidez (1º diplopia pequena) associado a: provas de função hepática e renal,
-Bloq. Canais Na pert.desenvolvi trim) -leucopénia -S. Stevens- antipsicóticos, hemograma c/ plaq, electrólitos
-Bloq. Influxo Ca mento, -assoc. clozapina -rash cutâneo Johnson tricíclicos, ISRS,
glial deficiência -Diabetes insípida metilfenidato,
mental) -Ef. teratogénicos cimetidina,
-Instabilidade eritromicina
do humor
Valproato de Na -Pert. - -Alt. -Hepatotoxicidade -O seu efeito ↑ se -Início: altura, peso, hemograma c/
(Diplexil e D.R – comportamento Hipersensibilidade gastrointestinais (+ criança associado a: plaq, provas de função hepática e
divalproato - , com grande -Doença hepática, -↑ peso pequena, início antipsicóticos, ISRS, renal, irregularidades menstruais,
Depakine e impulsividade renal, -Sedação, fadiga tratamento, atraso eritromicina, hirsutismo
D.Chrono) - cardiovascular -↓ acuidade mental, cimetidina, salicilatos, -Vigilância:
-Inibição enzimas Comportamento -Gravidez (1º cognitiva polifarmacoterapi metilfenidato -Provas de f. hepática e renal 1x/mes
catabólicos do explosivo trim.) -Tremor, tonturas, a) -O seu efeito ↓ se nos 1os4 meses
GABA e do -Enxaquecas -Doença do ovário rash -Agranulocitose associado a: >10 anos – altura, peso, hemograma c/
sinalizador da (valproato) -Trombocitopénia -Perda de cabelo -Pancreatite carbamazepina, plaq, f. hepática e renal de 3-3/6-6
proteinaquinase -Nevralgia do -Irregularidades -Ovário fenitoína, rifanpicina meses
C trigémio e menstruais poliquístico -↓ efeito de: pílula, <10anos – altura, peso, hemograma c/
distonia na -Trombocitopénia benzodiazepinas, anti- plaq., f. hepática e renal de 1-1/2-2
criança -Ef. teratogénico psicóticos, tricíclicos, meses
(carbamazepina T3 e T4 Suspender se transaminases superiores
) a 150-200
-Efeito lento: -testosterona 1x/ano
2-3 meses até -doseamentos plasmáticos:
estabil. Humor e 5 dias após início e ↑ dose e
comp. 6-6 meses
Manter 1 ano /+
Estabilizadores do Humor (cont.)

Fármaco Indicações Contra- Efeitos Riscos Interacções Controle somático


Nome Comerc. indicações secundários
Mec. Acção relativas frequentes
Gabapentina -Crises - -Sedação, tonturas -Ef. extrapiramidais -função renal no início (sem
(só nos adolescentes) comiciais Hipersensibilidade -Enurese -Agressividade nec. vigilância)
(Neurontim) -Pert.Bipolar -D. -Cefaleias, ataxia, -parar lentamente -crianças com alt. f. renal –
-Efeito -Dor cardiovascular, fadiga, nistagmo clearence da creatinina
GABAérgico neuropática hepática, discrasia -Agitação/
(gabapentina, hemorrágica hiperactividade
lamotrigina)
Lamotrigina -POC em assoc. - Febre, s. gripal -Síndrome de -Hemograma, provas f.
(Lamictal) ISRS Hipersensibilidade -Alt. sono, Steven-Johnson hepática
-Inibição 5-HT3 (gabapentina) -Doença hepática, sonolência (rash potencialmente
-Libertador de -Tremor renal, -Cefaleias, ataxia fatal e mais
aspartato e essencial cardiovascular, da -Alt. frequente nas
glutamato ? (topiramato) coagulação gastrointestinais crianças)
-Gabapentina e -Tonturas, tremor, -Ataxia com doses
lamotrigina não diplopia altas
aprovados -alt.cognitivas
Topiramato abaixo dos 16 - -Alt. -Sintomas -aumenta conc. fenitoina -peso no início, 3-3 meses no
(Topamax) anos Hipersensibilidade gastrointestinais psicóticos, -aumenta metabolismo 1º ano, depois anualmente
-Antagonista -Doença hepática, -Anorexia, perda agressividade, anticoncepcionais -provas f. renal – início e se
libertação do renal, peso leucopénia -interage com outros há suspeita de toxicidade
glutamato cardiovascular, -Dif. Cognitivas, de anti-epilepticos
-Inibição discrasia concentração
recaptação GABA hemorrágica -Sedação, tonturas,
-Gravidez, fadiga
aleitamento -Labilidade
emocional
A PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA EM SITUAÇÕES ADVERSAS
(Sir Michael Rutter – 2002)

ALGUNS EXEMPLOS DE EFEITOS “ENDURECEDORES” (STEELING)

• Stress experimental em animais provoca efeitos benéficos no


sistema neuroendócrino

• Saltos repetidos em para-quedas provoca uma adaptação


fisiológica

• Exposição a infecções provoca imunidade relativa

• Experiência de separações felizes na infância inicial provoca


melhor adaptação a admissões hospitalares

• Pobreza em crianças mais velhas aumenta as forças de


adaptação
SPSMIA - HSFX
A PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA EM SITUAÇÕES ADVERSAS
(Sir Michael Rutter – 2002)
ANTES DA SITUAÇÃO TRAUMÁTICA
• Bom nível intelectual /resultados escolares
• Vinculação selectiva segura
• Sentido de autoeficiência
• Estilo de interacções sociais positivo
• Aproximação adaptativa e flexível a novas situações
• Leque de respostas sociais para a solução de problemas

PROVISÃO DE UM LEQUE DE EXPERIÊNCIAS ADAPTATIVAS


• Oportunidade de lidar com sucesso com desafios dentro das
capacidades do indivíduo
• Oportunidade de ter sucesso num leque de situações
A PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA EM SITUAÇÕES ADVERSAS
(Sir Michael Rutter – 2002)

AQUANDO DA ADVERSIDADE

• Diluição do impacto do stress/adversidade


• Provisão de fontes alternativas de apoio – familiares,etc.
• Aumento da capacidade de solução social do problema/
auto-eficiência / “coping” adaptativo
• Aumento da capacidade cognitiva adaptativa positiva
• Evitamento de estratégias de “coping” prejudiciais
(drogas, comportamentos autodestrutivos ou de raiva,
desistência)
A PROMOÇÃO DA RESILIÊNCIA EM SITUAÇÕES ADVERSAS
(Sir Michael Rutter – 2002)
DEPOIS DA ADVERSIDADE
• Semelhantes às descritas quanto às fases anteriores à
adversidade e durante a adversidade

MAS FOCO EM PONTOS DA EXPERIÊNCIA QUE MUDAM


A SUA DIRECÇÃO:

1) Providenciar novas oportunidades


2) Providenciar uma mudança no estado mental

DAR UM SENTIDO ÀS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS


– NÓS PENSAMOS SOBRE AS NOSSAS EXPERIÊNCIAS -
RESUMO DOS PROMOTORES CHAVES DA RESILIÊNCIA

• DIMINUIR O IMPACTO DA ADVERSIDADE

• DIMINUIR AS REACÇÕES DE CADEIA NEGATIVAS

• AUMENTAR AS REACÇÕES DE CADEIA POSITIVAS

• PROPORCIONAR NOVAS OPORTUNIDADES

• NEUTRALIZAR AS EXPERIÊNCIAS NEGATIVAS

• PROMOVER O PROCESSAMENTO COGNITIVO


POSITIVO DAS EXPERIÊNCIAS

(M.Rutter)
Maus tratos
Maus tratos

• Lesões corporais não


acidentais, sevícias sexuais ou
psicológicas, abandono
flagrante e exploração das
crianças, assim como qualquer
outro acto que impeça um
equilibrado desenvolvimento
físico e mental
Comité Nacional para a Prevenção dos Maus Tratos
na Crianças dos EUA
Tipos de maus tratos

• Abuso físico
• Abuso sexual
• Abuso emocional
• Negligência
• Síndrome de Munchausen por procuração

É comum as crianças terem mais de um tipo de


maus tratos
Maus tratos
Em 2005, nos EUA:

 899.000 casos
• 62,8% negligência
• 16,6% abuso físico
• 9,3% abuso sexual
• 7,1% abuso emocional

• 1.460 mortes

Child Maltreatment 2005. United States Dept of Health and Human


Services, Administration for Children and Families
Maus tratos
Factores de Risco
Criança
Criança Familiares/Sociais Pais
Ex-prematuras ou
Ex-prematuras Factores estruturais: Baixa auto-estima
auto-estima
de baixo peso pobreza, desemprego,
habita ção sem Abusado em criança
criança
habitação
Incapacidade ffísica
ísica condi ções b ásicas
condições básicas Depressão
Perturba ção mental
Perturbação Violência na comunidade Toxicodependência
Temperamento Desenraizamento social Doen ça psicológica
Doença psicológica
Comportamento por emigra ção
emigração
Capacidade intelectual
hiperactivo Família monoparental
Família
Baixo n ível cultural
nível
Desestrutura ção familiar
Desestruturação
Gravidez indesejada
Rela ção entre pais
Relação
Abuso Físico
• Actos intencionais que criam um grande
risco ou causam danos físicos na criança.
Os sinais mais comuns de agressão
incluem:

– Lesões Superficiais – Equimoses, queimaduras


– Fracturas ósseas
– Traumatismos cranianos e abdominais
Abuso Físico
Sinais de suspeita
– Atraso na notificação da lesão
– Lesões em locais não típicos de acidentes
– Traumatismos recorrentes
– Relutância ou incapacidade dos pais em
fornecerem a história do aparecimento da lesão
– História não consistente com a lesão ou com o
estado de resolução da mesma
– História varia conforme a fonte de informação
– História e lesões não compativeis com o estadio
de desenvolvimento da criança
– Resposta inapropriada perante a severidade da
lesão
Abuso Físico
Lesões superficiais
Equimoses

Locais acidentais de equimoses Locais não acidentais de equimoses


Abuso Físico
Lesões superficiais
Queimaduras
Abuso Físico

Fracturas

– Cranianas
– Metafisárias
– Costelas
Abuso Físico
• Traumatismos
abdominais
– Pouco frequentes
– Fígado e baço
– Podem causar
perfuração, hemorragia,
contusão de qualquer
órgão intra-abdominal
Abuso Físico
“Shaken infant syndrome”
• Forma mais grave e mais comum de
abuso até aos 9 meses de idade
• Hemorragias subdurais e
subaracnoideias
• Hemorragias retinianas (65 a 95%
casos)

• Manifestações clínicas:
» Irritabilidade, sonolência
» Recusa alimentar
» Aumento do perímetro cefálico
» Fontanela abaulada
» Diminuição nível de consciência
» Convulsões
» Coma, morte
Abuso Físico
“Shaken infant syndrome”
Abuso Físico
Avaliação diagnóstica
• Avaliação laboratorial (hemograma, amilase, transaminases
hepáticas, lipase,TP, APTT, teste de sangue oculto nas fezes, urina II)
– Trauma genitourinario ou abdominal
– DD distúrbios hematológicos
• Inventário ósseo radiológico ou cintigrafia óssea
– Fracturas novas e antigas
 TC-craneoencefalico
• Lesões subaracnoideias, subdurais ou parenquimatosas
 Fundoscopia
• Hemorragias retinianas em crianças <1-2 anos
Abuso Físico
Diagnóstico Diferencial
• Equimoses
– Coagulopatias
– Vasculite
– Trombocitopénia
– Mancha Mongólica
• Queimaduras
– Impétigo bolhoso
– Síndrome da pele escaldada
• Fracturas
– Osteogénese imperfeita
– Sífilis congénita
– Défice de cobre
Abuso Emocional
Incapacidade dos pais ou responsáveis legais em
providenciar um ambiente emocional apropriado,
inclui actos que têm um efeito adverso na saúde
emocional e no desenvolvimento da criança, tais
como:
• Manifestações cl
Manifestações ínicas:
clínicas:
– Ridicularização e humilhação – Atraso no desenvolvimento
– Ameaça ou intimidação social e da linguagem
– Discriminação – Crian ças inseguras,
Crianças
– Rejeição ansiosas, passivas e com
auto-estima
baixa auto-estima
– Encorajamento de comportamento – Dificuldades no
desviante ou criminoso relacionamento e
sociabilização
sociabilização
Negligência
• Incapacidade da família em assegurar a protecção
da criança, com incumprimento das necessidades:

– Físicas: alimentação, higiene, vestuário, protecção, supervisão


– Emocionais: amor, afecto, segurança, apoio emocional e
psicológico
– Educacionais: falta de registo escolar, supervisão de assiduidade
– Médicas: vacinação, consultas de vigilância do crescimento e
desenvolvimento, falha ou atraso na procura de tratamento nas
doenças físicas e mentais
Negligência
• Manifestações clínicas:
– Malnutrição, higiene inadequada
– Doenças infecciosas e/ou crónicas
– Atraso acentuado de crescimento,
desenvolvimento, no discurso e na linguagem
– Anorexia e depressão secundárias
– Calendário de vacinas desactualizado e ausência
de frequência escolar
Síndrome de Munchausen por
procuração
• Situação em que existe simulação de doença
na criança, por parte de um elemento
perturbado da família, na tentativa de
conduzir à utilização de meios auxiliares de
diagnóstico traumatizantes e mesmo ao
internamento.
– Suspeita-se quando:
• O distúrbio só ocorre quando o progenitor está presente ou
após a visita deste;
• Cooperação excessiva dos pais
• Queixas frequentes e inexplicáveis e múltiplos internamentos
com sintomas que só ocorrem na presença do progenitor e
não são confirmados por achados clínicos.
Abuso Sexual
• Qualquer acto praticado com uma criança
que tenha o objectivo a gratificação
sexual de um adulto
• Padrões e Revelação:
– Ocorre em lugares onde o agressor se sente a vontade
para manipular a criança;
– Muitas vezes é recorrente;
– 70 % dos casos ocorrem no ambiente familiar;
– Na maioria dos casos o abusador é um familiar próximo;
– Não há perfil-tipo do abusador;
– Há sempre pelo menos um elemento familiar que não
acredita nas acusações da criança;
Abuso Sexual
Tipos Manifestações
• Comportamentais:
• Com contacto: – Ansiedade,insónias, depressão,
 Toque agressão, raiva
 Inserção de objectos – Regressão a um comportamento
 Masturbação infantil
– Auto-flagelação, tentativa de suicídio
 Sexo vaginal, anal e oral
– Sexualidade precoce
– Problemas de aprendizagem
• Sem contacto:
• Psicossomática
 Exibicionismo
– Dor abdominal recorrente
 Pornografia – Alteração do comportamento
 Conversa erótica alimentar
– Enurese/encoprese
• Física
Abuso Sexual
• Manifestações clínicas Físicas:
– Equimoses em redor das coxas, órgãos genitais, anús, períneo,
nádegas e região inferior do abdómen;
– Lacerações e escoriações nos órgãos genitais femininos (em
particular no hímen);
– Lacerações e escoriações nos órgãos genitais masculinos;
– Fissuras anais;
– Dilatação anal reflexa;
– Hemorragias genitais ou anais;
– Gravidez;
– DST’s;

Uma DST de qualquer tipo numa criança com menos de


12 anos é considerada a existência de abuso sexual até
que se prove o contrário!!
Abuso Sexual
Actuação do médico perante suspeita
1. História Clínica (pediatra sénior)
2. Exame Objectivo (<72 horas após abuso: Imediato)
• Estado de consciência e reacções psicológicas da vítima e
familiares
• Exame Geral (desenvolvimento pubertário, estadios de Tanner)
• Exame perineal com colaboração da cirurgia pediátrica,
ginecologia ou perito de medicina legal.
3. Exames Laboratoriais (DSTs, DIG, Testes Forences)
4. Prevenção (profilaxia das DSTs e prevenção da gravidez)
5. Denúncia judicial
6. Proteger a criança. Se necessário internar.
7. Participar sempre ao núcleo hospitalar (NACF)
Maus Tratos
Estratégias de prevenção/intervenção
• Identificar famílias de risco
• Ensinar às crianças os seus direitos e os tipos de maus tratos
• Orientação e educação prévias dos pais e responsáveis
• Consultas de aconselhamento nutricional, segurança, prevenção de
lesões, desenvolvimento da criança, de cuidados dentários e
oftalmológicos, necessidades educacionais
• Favorecer a vinculação das famílias com uma rede de apoio da
comunidade
• Facilitar o acesso a serviços de educação e assistência
• Reconhecer sinais directos e indirectos de maus tratos
• Comunicar às autoridades competentes
• Equipas multidisciplinares: profissionais de saúde, assistência social,
agentes legais
Maus Tratos
Estratégias de prevenção/intervenção

• Na dúvida INTERNAR a criança!!


• Para a proteger dos agressores
• Estudar a situação sócio-familiar
• Proceder ao encaminhamento correcto

• O Objectivo da intervenção é a protecção


da criança e a recuperação da família
• Experiência individual que ameaça a saúde e o bem-estar;
Trauma • Perigo intolerável para alguém indefeso;
• Ultrapassa os mecanismos de coping;
• Violam premissas básicas de sobrevivência.

Rutter M, Taylor E. “Child and Adolescent Psychiatry”

Desastre
Um evento que é relativamente repentino, altamente
disruptivo, limitado no tempo e público.
American Psychological Association Task Force on Children’s
Psychological responses to Disaster

“Consiste numa disrupção psicológica e ecológica severa que


excede a capacidade de coping de uma comunidade”.
Organização Mundial de Saúde
Naturais Provocados pelo Homem:
• Furacões; tornados; •Acidentes de avião ou comboio
cheias Desastres •Industriais
•Secas e incêndios •Guerra
florestais •Terrorismo
•Terramotos, tsunamis •Conflitos étnicos

- Testemunhar o desastre
- Testemunhar morte ou tortura
- Através da televisão, jornais ou
relatos

 Provocam danos físicos, psicológicos e económicos;


 Pode persistir sob a forma de sofrimento interno;
 Pode persistir por muitos anos;
Mesmo em crianças com um funcionamento social aparentemente normal.
o As crianças estão sujeitas aos mesmos factores destrutivos que os adultos;
várias perdas diferentes;
o Muitas vezes os pais e professores estão mais atentos aos seus
próprios sintomas que aos das crianças.

oTêm uma expressividade diferente;


o Os sintomas dissociativos podem ser a primeira linha de defesa.
“O que me está a acontecer não é real”
“Eu, o que estou a viver isto, não sou real”
As crianças podem percepcionar a vida como um sonho ou filme; ver
ou ouvir pessoas mortas; amnésia.
Local Community
Family

Child
Stephen J. Cozza, M.D.
Professor of Psychiatry Uniformed Services University
Crianças _ pré escolar
(1-6 anos)

• Passividade •Sintomas regressivos


•Medos generalizados •Ansiedade acerca da morte; dificuldade em
•Comportamento hiperactivo perceber que é permanente
•Confusão cognitiva •Sintomas somáticos
•Dificuldade em falar sobre o evento •Assustado em relação a estímulos inofensivos
•Dificuldade em identificar sentimentos •Imobilização repentina (freezing)
•Distúrbios do sono; pesadelos •Choro chamativo, espalhafatoso
•Ansiedade de separação; dependência dos•Evitamento ou resposta imediata a
cuidadores sensações/sentimentos/situações que
•Irritabilidade e nervosismo relembrem o desastre
Reacção das crianças ao Desastre III

Crianças _ escolar
(6-11 anos)
•Sintomas somáticos
• Sentimentos de culpa e responsabilidade
•Sintomas regressivos
•Representação repetitiva do evento
•Ansiedade da separação
traumático
•Perda de interesse em actividades
•Sente-se incomodado com as lembranças
•Confusão, compreensão inadequado dos eventos
•Distúrbios do sono, pesadelos
traumáticos
•Preocupações com a segurança e perigo
•Incompreensão da morte
•Comportamento agressivo; irritabilidade
•Dá explicações “fantasiosas” para preencher as
•Medo e ansiedade
falhas na compreensão
•Atento às ansiedades dos pais
•Falta de concentração na escola com pior
•Evita a escola
performance escolar
•Alterações do comportamento, da
personalidade e do humor
 A maioria da vítimas recupera sem desenvolver psicopatologia;
 Perturbações psiquiátricas mais frequentes:
oStress pós-traumático
oDepressão
oComportamento de risco
oAbuso de substâncias

PAPEL DO
PROFISSIONAL DE
SAÚDE MENTAL
• Perspectiva alargada:
– O papel do Profissional de Saúde abrange:
• Reactivação dos sistemas da comunidade;
• Planear, supervisionar e avaliar programas e planos alargados à
população;
• ProgramasdeFerramentas
rastreio rápidas, exactas, repetitíveis, sensíveis e específicas
Escalas: Child-PTSD-Reaction-Index,
Diagnostic Interview for Child and Adolescent

 Capacitar outros profissionais ajudando-os na reaquisição e


readaptação dos seus papéis;
 Capacitar os pais nos seus papéis parentais;
 Estar atento ao equilíbrio e saúde mental dos profissionais que participam
na reabilitação da comunidade;
 Definir as suas próprias funções.
1. Psicoeducação
 Crianças
 Cuidadores

2. Intervenção
Psicoterapêutica
 Debriefing
 Individual
 Grupo

3. Psicofarmacologia
– Processo que permite reviver a experiência;
– Em grupo;
– Objectivos:
» Expressar experiências e sentimentos
» Relaxar
» Promover organização cognitiva e auto-controlo
» Identificar e mobilizar capacidades internas e externas
» Explorar de recursos pessoais de coping
» Restituir auto-estima e esperança
- Actividades: pintura, jogos, escrita •Culpa
- Papel do profissional de saúde: •Raiva
» Informar •Exposição
» Facilitar apoio verbal da criança
» Discutir distorções frequentes
precoce
» Referenciar
Estruturas escolares
• Intervenção precoce a um maior número de pessoas - maior
eficiência
• Tratamento focado na discussão do trauma
• Ambientes escolares: propiciam apoio de colegas e professores
• Compreende • Objectivos

Módulos psicoeducacionais -Discussão e troca de ideias


Técnicas cognitivo comportamentais - Encorajar normalidade, rotinas e regras
Jogos, pintura, etc. - Reforçar o regresso ao papel de
estudantes

Saúde mental dos professores


- capacitados para lidar com o desastre ?
Terapia Familiar

Esta deveria ocorrer apenas após a criança ter tido apoio individual.
O IMPACTO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO PRECOCE

NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA CRIANÇA

GEORGINA MAIA
UM BEBÉ NECESSITA DE
UM ADULTO APAIXONADO
POR ELE

 Atento
 Previsível
 Com continuidade na prestação de cuidados
 Capaz de perceber as suas necessidades e os seus sinais e
responder-lhes adequadamente
 Capaz de lhe proporcionar a estimulação adequada ao que o
bebé pode suportar
 De o ajudar a perceber a espera
 De introduzir a frustração suportável

VINCULAÇÃO MÃE/BEBÉ * VINCULAÇÃO ENTRE O


BEBÉ E OUTROS ADULTOS * COM CONTINUIDADE
CRIANÇAS CRIADAS EM INSTITUIÇÃO

Falta de cuidados personalizados


Falta de continuidade nos dadores de
cuidados
Risco aumentado de não criar competência
para a vinculação com os adultos
Efeitos: Perturbação da vinculação
Padrões de hiperactividade e
deficit de atenção (M.Rutter)
Estudo sobre 144 crianças romenas
institucionalizadas precocemente e adoptadas
entre os 25 e os 42 meses
(M. Rutter)
• Perturbação da vinculação: melhoria com a idade e com a boa
qualidade dos cuidados mas alguns mantiveram dificuldades no
contacto social

• Atraso no desenvolvimento psicomotor: evolução muito positiva mas


a maioria não atingiu o nível intelectual das crianças do grupo
controle (crianças adoptadas sem institucionalização precoce) e
cerca de 1/3 apresentava um nível intelectual abaixo da média

• Sindromes autistas:
1/3 – normalidade
1/3 – mantiveram a sintomatologia
1/3 – entre estas duas evoluções
Prevalência de perturbações psiquiátricas em
crianças institucionalizadas

 50% a 60%

Acentuada heterogeneidade entre as crianças


. Algumas com perturbação em todas as áreas
. Outras notavelmente bem

Factores envolvidos:
. Idade de admissão
. Experiências antes e depois da admissão
. Qualidade dos cuidados oferecidos
. Temperamento da criança
. Genéticos (M. Rutter)
Prevalência de Perturbações Psiquiátricas em
Adultos que estiveram em instituição

• Muito elevada com uma acentuada diferença


entre os sexos
– Quase todos os rapazes apresentavam perturbações
do comportamento
– Menor percentagem nas raparigas onde a principal
perturbação consistia em dificuldades nas
capacidades parentais
• Gravidez na adolescência
• Depressão
• Perturbação da Personalidade
(M.Rutter)
PRINCIPAIS SEQUELAS SOCIAIS ESPECÍFICAS
DA
INSTITUCIONALIZAÇÃO PRECOCE/PRIVAÇÃO
EMOCIONAL PROFUNDA
• Perturbação de vinculação indiscriminada

• Sindromes tipo autístico

• Hiperactividade/deficit de atenção

Aos 6 anos, não são específicas as perturbações de comportamento


ou as
perturbações emocionais. (M.Rutter)
EFEITOS ESPECÍFICOS DA
INSTITUCIONALIZAÇÃO PRECOCE/
/PRIVAÇÃO EMOCIONAL PROFUNDA

• SINDROMES TIPO AUTISTA

• DEFICIÊNCIA COGNITIVA

Duração da privação

(M.Rutter)
ALGUMAS CONCLUSÕES QUANTO À
PRIVAÇÃO EMOCIONAL PRECOCE GRAVE:

• As sequelas são surpreendemente específicas

• Ampla heterogeneidade na evolução

• Numa proporção substancial, persistem deficits


residuais importantes

• Após adopção, capacidade admirável de


recuperação (M.Rutter)
Psiquiatria da Infância e Adolescência
História Clínica

Idade da criança/adolescente

Escolaridade

Reprovações

MOTIVO DO PEDIDO DE CONSULTA:

GENOGRAMA

HISTÓRIA ACTUAL

Descrever as alterações espontâneas referidas:

quando surgiram, por ordem de aparecimento, como se agravam, melhoram ou desaparecem,


acontecimentos relacionados no tempo (família, escola, outros)
grau de perturbação que provocam na vida individual e familiar
reacções do próprio e dos próximos a essas alterações e que possam influenciar no seu curso
tentativas anteriores de resolução do problema e seus resultados.

Presença ou ausência de outras alterações associadas, expressamente inquiridas por nós.

Expectativas dos pais quanto a esta consulta


Psiquiatria da Infância e Adolescência
História Clínica (cont.)

HISTÓRIA PREGRESSA
Gravidezes anteriores: Complicações em gravidezes
Complicações em partos
Complicações perinatais

Gravidez actual:
Desejada: Mãe – Pai
Planeada: Mãe – Pai
Aceitação: Mãe – Pai
Sexo desejado: Mãe - Pai
Seguida
Evolução
Expectativa (como imaginava o bebé);
Desde quando sentiu o bebé;
Repercussões no casal
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)
Parto actual
De termo S/N ; Hospitalar S/N; Eutócico S/N;
Dificuldades no trabalho de parto S/N; Peso à nascença ; Choro imediato
S/N; Indice de Apgar 1´, 10`; Complicações perinatais S/N.
Rooming in S/N;
Reacção da mãe e pai ao nascimento, aspecto e sexo do bebé;
Repercussões no casal S/N
Tempo de Internamento: Mãe;Criança
Nome escolhido (Quem escolheu; Motivo)
Primeiros Cuidados Prestados No Domicilio Quem ajudou a mãe no
regresso a casa: papel do pai e/ou outro familiar ou amigos
Estado psíquico da mãe: Satisfação; falta de forças; incapacidade de cuidar
o bebé; apatia; tristeza; ideias estranhas;
Evolução no 1º. Ano de vida. Reacção às 1ªs manifestações do bebé: anotar
a riqueza e expressão afectiva;
Sorriso social S/N; Inicio.; Reacção ao estranho S/N; Inicio; Ansiedade de
separação S/N;
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)

Dadores de cuidados (anotar os dadores de cuidados, precisando idade da


criança, reacção desta e dos familiares e motivo destas mudanças )
Dificuldades nas mudanças e integrações S/N

Separações da mãe ou do pai realmente ocorridas S/N; (Idade, razões,


duração e reacção dos pais e da criança; Reacções às separações
quotidianas; Alguma vez os pais estiveram separados? S/N;

Alimentação- Amamentação S/N ; Tempo de amamentação ________; Se


não, especificar o motivo referido pela mãe e condições da alimentação
artificial; Pegava bem S/N. Boa aceitação de alimentação diversificada S/N;
Aceitação do desmame S/N; Dificuldade em deixar o biberon de dia e de
noite S/N; Dificuldades alimentares S/N (se sim, especificar data do
aparecimento, evolução e reacções dos dadores de cuidados); Anorexia
S/N ; Vómitos S/N ; Cólicas S/N; Regurgitações S/N; Caprichos e rituais
S/N ; Outros S/N
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)

Sono – Condições Externas :local, cama, sozinho, acompanhado, etc.;


Ritmos de sono / vigília . Evolução; Com que idade saiu do quarto dos pais;
Quarto próprio S/N ; Perturbações do sono S/N .Se sim especificar data
do aparecimento, evolução e reacções dos dadores de cuidados) :
Dificuldades de adormecimento S/N; Insónias S/N; Agitação nocturna S/N;
Terrores nocturnos S/N; Pesadelos S/N; Bruxismo S/N; balanceamentos
S/N)
Desenvolvimento Psicomotor ( Segurar a cabeça; Sentar; Gatinhar; Pôr-se
de pé; 1ºs passos sozinho; Actividade motora: Normal S/N ;Agitação S/N ;
Apatia S/N ; Movimentos anormais S/N ; balanceamentos; head-rolling;
descargas motoras; Tiques; se sim, especificar e descrever atitudes dos
pais)
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)

Controle De Esfíncteres (Idade do inicio de aprendizagem: Idade da


aquisição do controle do esfincter urinário: de dia ;de noite;
Idade da aquisição do controle do esfincter anal: de dia ;de noite;
Dificuldade no controle de esfincteriano S/N; Se sim, especificar
atitudes particulares e interesses da criança e atitudes dos pais ou outros
dadores de cuidados)

Linguagem (Vocalizações S/N.;1ªs palavras S/N; quais; 1ªs frases S/N;


Autodesignação S/N; Utilização de pronomes S/N; Apetência para
comunicação verbal S/N; Perturbação especifica da linguagem S/N;
Perturbação especifica da articulação S/N; Se existirem alterações,
especificar e anotar atitudes dos pais e ajudas procuradas para as
ultrapassar
Desenvolvimento de sexualidade (Curiosidade sexual S/N ; Tipo de
explicação dada;
Reconhecimento de diferenças de sexos S/N; Se não, precisar; Actividades
auto-eróticas S/N)
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)

Percurso escolar (Integração na Primária : Idade ; Dificuldades ? S/N; se


sim, precisar a reacção da criança e as atitudes dos pais; Dificuldades de
Aprendizagem S/N; Se sim, precisar quais e as intervenções realizadas;.
Dificuldades na relação com os colegas: S/N; Relação com os
professores; (o que diz/dizia a professora); (se ATL, o que diz/dizia a
educadora); Mudanças de escola ou professores na Primária S/N; se
sim, especificar quais, motivos, relação da criança com cada professor e
reacção desta às mudanças; Integração no 5.º Ano, 7.º e 10.º.
Dificuldades ? S/N; )
Reacção à frustração; como mostra a zanga; como mostra a tristeza
Saúde (Doenças corporais e acidentais S/N; Internamentos S/N;
Intervenções cirúrgicas S/N; Se sim, precisar)
Puberdade S/N; Menarca S/N
Evolução na Adolescência (Amigos, Aceitação da mudança corporal)
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)
HISTÓRIA FAMILIAR
História do pai

Naturalidade; Lugar na fratia; Como descreve o pai a sua infância; Como descreve o pai a
sua adolescência; Boa relação do pai com o avô paterno S/N; Boa relação do pai com a
avó paterna S/N; Como o pai descreve os avós paternos como casal :
Boa/ausente/conflituosa;
Avós Paternos: Doenças significativas S/N ; Tios Paternos: Boa relação entre si S/N;
Dados significativos (ex: doenças, falecimentos) S/N; Idade de Casamento;

História da mãe
Naturalidade; Lugar na fratia; Como descreve a mãe a sua infância; Como descreve a mãe
sua adolescência; Boa relação da mãe com o avô materno S/N; Boa relação da mãe com a
avó materna S/N; Como a mãe descreve os avós maternos como casal :
Boa/ausente/conflituosa; Avós Maternos: Doenças significativas S/N; Tios Maternos: Boa
relação entre si S/N; Dados significativos (ex: doenças, falecimentos) S/N; Idade de
Casamento;

Doenças psiquiátricas de elementos da família: S/N


Outros problemas familiares identificados pelos seus membros:
Relações intrafamiliares: boas/ausentes/conflituosas/aglutinadas
Com o exterior: Convívio com amigos/ Sem convívio com pessoas fora da família nuclear ou
alargada
Psiquiatria da Infância e Adolescência
Hist. Clínica (cont.)

OBSERVAÇÃO (Criança/Adolescente e sua família)

1. Aparência Física – Harmonia, desenvolvimento


físico,vestuário, bizarrias
2. Separação
3. Orientação no tempo, no espaço, em relação a si próprio
4. Inteligência
5. Memória
6. Mímica expressiva; Olhar directo; Sorriso
7. Qualidade do pensamento e do discurso
8. Alterações da compreensão, expressão ou curso da fala
9. Modo de se relacionar na consulta
10. Humor, Afectos, Defesas
11. Capacidade de introspecção
Psiquiatria da infância e adolescência
Hist. Clínica (cont.)
Observação da criança/adolescente

- Humor: - Eutímico S/N/NPA; Depressivo S/N/NPA; Expansivo S/N/NPA;


Lábil S/N/NPA;
- Expressão dos afectos: Presentes e adequadas ao conteúdo do discurso
S/N; Incongruentes S/N;Pobres S/N; Superficiais S/N; Frieza S/N ;
- Ansiedade aparente S/N; Fantasia P/N/R/NPA;
- Actividade enquanto aguarda a consulta (calma; agitada);
- Posição em relação ao acompanhante(natural/ excessivamente próxima/
distante/ oposição);.
- Reacção inicial ao técnico;
- Reacção à separação e reunião com os acompanhantes;
- Utilização da motricidade;
- Adaptação a situação novas;
- Diferenças entre a atitude acompanhada pelas famílias e sozinho na consulta
S/N;
- Actividade exploratória S/N;
- Com capacidade de brincar S/N;
- Com capacidade de atenção S/N;
Psiquiatria da infância e adolescência
Hist. Clínica (cont.)
Observação da criança/adolescente

• Actividades escolhidas e sua evolução na consulta;


• Interesses: ricos S/N;/variados S/N; com ligação ao sexo S/N;
• Actividades de lazer preferidas;
• Adulto a quem se referencia preferencialmente na consulta e dinâmica
familiar observada;
• Refere melhores amigos S/N; se sim, nomes;
• Temas que despertam angústia (referidos pelo próprio; observados na
consulta; negação, não especificados);
• Temas que despertam tristeza (referidos pelo próprio; observados na
consulta, negação);
• Temas que despertam zanga (referidos pelo próprio; observados na
consulta;negação);
• Reacção à frustração;
• Projecto de vida (como se imagina quando for grande profissionalmente e
afectivamente);
• Comportamentos particulares (birras, actividades estereotipadas, outras)