DIREITO PROCESSUAL CIVIL O PROCESSO DE CONHECIMENTO A TRILOGIA ESTRUTURAL : JURISDIÇÃO,AÇÃO E PROCESSO 1) JURISDIÇÃO 03/08/98 1.1. A Origem e o conceito de jurisdição.

A jurisdição é o poder que tem o Estado de através da aplicação do Direito Objetivo (conjunto de normas) dirimir os conflitos de interesses. OBS.: O Direito Objetivo é um direito escrito e que é formado pelo conjunto de normas jurídicas que formam a ordem jurídica do Estado. A norma jurídica tem uma dupla função: 1- prefixar a conduta dos indivíduos na sociedade; 2- indicar as regras para a solução dos conflitos de interesses. Par atingir a eficácia das suas funções a norma jurídica é dotada de coercibilidade, significando dizer que a coercibilidade é uma das principais características da norma jurídica. Via de regra, a norma jurídica é dotada de um preceito e de uma sanção. No preceito (comando) a norma vai prefixar a conduta do indivíduo na sociedade, merecendo notar que a violação desse preceito importará em uma sanção. É de se observar que toda atividade jurisdicional desenvolvida pelo Estado nada mais é do que um esforço para reduzir e para solucionar os conflitos.

A Origem da Jurisdição O aparecimento do fenômeno social com a formação das comunidades tem no surgimento dos conflitos a sua principal conseqüência, significando dizer que os conflitos constituem uma decorrência das relações humanas e daí se dizer que o direito nada mais é do que uma relação entre pessoas qualificadas pela norma jurídica (Direito Positivo, direito criado pelo próprio homem). Inicialmente, esses conflitos eram resolvidos pela força bruta, cujo exemplo maior é a Lei de Talião ( olho por olho, dente por dente). Aos poucos as comunidades se conscientizaram que a aplicação constante do Talião constituía um perigo para a sua própria sobrevivência e então passaram a admitir que os conflitos fossem decididos pelo chefe da tribo, surgindo então a primeira noção de Estado e Jurisdição. Assim sendo, desde os primórdios iniciais o Estado e a Jurisdição estão interligados. O exercício da Jurisdição é um exercício do Estado: é o Estado que exerce a Jurisdição. Nas sociedades civilizadas as atribuições do Estado formam os chamados poderes do Estado: O Poder Executivo, Poder Legislativo e o Poder Judiciário. O primeiro pensador que buscou sistematizar esses poderes foi Aristóteles em uma obra denominada “ A Política “. Já na idade moderna o estudo desses poderes foi analisado por Montes Pier. 1.2. Os substitutivo jurisdicionais. O substitutivo jurisdicional se manifesta naquelas situações nas quais a Jurisdição não é exercida pelo Estado. O nosso ordenamento jurídico somente admite os seguintes substitutivos: a)- Desforço Pessoal ou Legítima Defesa da Posse; OBS.: Para o pensamento minoritário a Legítima Defesa da Posse é apenas um resíduo do sistema da auto justiça. b)- Juízo Arbitral (ver parte final Art.86 CPC); c)- Homologação de sentença estrangeira; d)- Transação.

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OBS.: Sob o ponto de vista da sua natureza jurídica a homologação de sentença estrangeira é uma ação, isto é, uma ação de homologação de sentença estrangeira que é ajuizada perante o presidente do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, a homologação de sentença estrangeira é também um substitutivo jurisdicional já que o nosso Poder Judiciário não estará decidindo nenhum conflito uma vez que este já foi decidido pela justiça estrangeira, significando dizer que nossa justiça vai apenas observar se estão presentes os requisitos formais autorizadores da homologação ( Art.9, II, CPC). A Transação é um negócio jurídico bilateral através da qual as partes estabelecem uma reciprocidade de concessões no âmbito do Direito Material e por essa razão somente os titulares do Direito Material têm legitimidade para transigir. É de se observar que o juiz não tem sobre a Transação qualquer valoração de mérito, por ele é uma conseqüência de vontade das partes. Nestas condições o juiz apenas observa se estão presentes os requisitos autorizadores da homologação e que são os seguintes: Direito Patrimonial ( direito disponível ), Capacidade e Forma Prescrita e não Defesa em Lei. Com a Transação as partes é que voluntariamente estão extinguindo o processo e daí se entender que ela é um substitutivo jurisdicional (equivalente jurisdicional). Merece ainda salientar que a Transação incide sobre o Direito Material e por essa razão a sentença que a homologa é uma sentença de mérito, que ao transitar em julgado vai produzir a coisa julgada material (Art.269,IV,CPC). 1.3 As características fundamentais da jurisdição. O Estado é a sociedade politicamente organizada que tem elementos objetivos e um elemento subjetivo. Os elementos objetivos do Estado são o Governo, a População e o Território. O Governo é o órgão de administração do Estado, enquanto a População é formada pelos súditos do Estado, isto é, por todos aqueles que estão submetidos às normas jurídicas do Estado, como por exemplo os brasileiros natos e naturalizados, bem como os estrangeiros que no Brasil têm domicílio fixo. O Território é a base física e geográfica do Estado. Entretanto, o que sinaliza e identifica a presença do Estado é o seu elemento subjetivo, isto é, a Soberania, sem a qual não existe Estado. A Soberania é a capacidade que tem o Estado de se auto-conduzir, de se auto-governar, vale dizer, de se auto-determinar. No Território do Estado Nacional não existe mais de uma soberania, significando dizer que a soberania é una e indivisível. Já sabemos que a Jurisdição e Estado estão interligadas, mas dentre os elementos do Estado é com a Soberania que a Jurisdição se interliga e daí se dizer que o exercício da Jurisdição é exercício da Soberania, sendo que alguns chegam mesmo a dizer que sem Soberania não existe Jurisdição. O certo é que o exercício da Jurisdição se confunde com o exercício da Soberania e por essa razão as características da Soberania também se manifestam na Jurisdição. Assim sendo, em sendo a Soberania una e indivisível, a Jurisdição também é una e indivisível. Conseqüência da unidade e da indivisibilidade da Jurisdição: no Território do Estado Nacional não existe conflitos de jurisdição, mas apenas conflito de competência (Art.2,CPC princípio da demanda). O mérito inicial é uma das mais importantes características fundamentais da Jurisdição o que aparece consubstanciado no Princípio da Demanda (Art.2°, CPC). Daí se dizer que ação é um mecanismo detonador da Jurisdição, vale dizer, a ação é o direito de se exigir a Jurisdição, quer dizer, sem ação não existe Jurisdição. 04/08/98 Obs.: Artigos que tratam da exceção d inércia inicial da Jurisdição: Art.987,988,989 Art.1129 – em relação à conduta do juiz, mais uma hipótese de exceção à inércia inicial da Jurisdição; Art.1142 , 1149, 1159, 1160 – hipótese de exceção da inércia inicial de Jurisdição. Merece observar que no plano interno o Estado Nacional exerce sua soberania com ilimitado, o mesmo ocorrendo com o exercício da Jurisdição. Assim sendo, a ilimitação (plano interno) é também uma das características fundamentais da Jurisdição. Não se pode confundir a limitação com a autolimitação , eis que enquanto a primeira advém de uma força externa contrária à Soberania ao Estado Nacional, a Segunda advém da vontade soberana do povo que se expressa no texto constitucional. Exemplos de auto-limitação:

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a Constituição Brasileira proíbe a pena de morte, de degredo, a prisão perpétua, a pena de trabalhos forçados. A chamada ilimitação mostra que é errôneo conceituar-se a competência como limite e até mesmo como medida de Jurisdição. Segundo a moderna conceituação, a competência é apenas um critério racional que busca estabelecer regras para facilitar o exercício da Jurisdição. 1.4 As modalidades de tutela jurisdicional. A Jurisdição é uma só, mas a maneira do Estado exercê-la vai depender daquilo que se pede, quer dizer dependerá sempre do pedido deduzido pelo demandante. Assim sendo, a Tutela Jurisdicional será sempre determinada pelo pedido. Pedido é aquele que se pede, vale dizer, é a conjunção da pretensão deduzida na petição inicial . Em razão daquilo que se pediu aparecem as modalidades de Tutela Jurisdicional: Tutela Jurisdicional de Conhecimento, Tutela Jurisdicional de Execução e a Tutela Jurisdicional Cautelar.

A Tutela Jurisdicional de Conhecimento e de Execução Enquanto a Tutela Jurisdicional de Conhecimento advém de uma pretensão contestada, a Tutela Jurisdicional de Execução advém de uma pretensão insatisfeita (Art.733 CPC – ex.: ato executório). Quando se diz que a Tutela Jurisdicional de Conhecimento origina-se de uma pretensão contestada quer se dizer que ela se origina do litígio, isto é, dos conflitos de interesses. Assim sendo, é através do processo de conhecimento que vai se buscar dirimir os conflitos de interesses. A Tutela Jurisdicional de Conhecimento tem as seguintes características: conflitos, litígios, possibilidade de contraditório de mérito e a possibilidade da sentença de mérito. Em face do desenvolvido podemos dizer que via de regra a sentença de mérito só ocorre no processo de conhecimento. É de se observar que com a sentença de mérito realiza-se a entrega da prestação jurisdicional. Merece destacar que a sentença constitutiva ao transitar em julgado passa a ser auto-satisfativa ou auto-executável, porque é ela própria independentemente de qualquer outro ato, que vai modificar, extinguir ou criar relações jurídicas. Em verdade a partir do trânsito em julgado da sentença constitutiva ficou inteiramente satisfeita a entrega da prestação jurisdicional. Entretanto, a sentença de mérito poderá ser meramente declaratória. Nesse caso , a sentença ao transitar em julgado não tem força de executoriedade , quer dizer, não se converte em Título Executivo Jurisdicional. Por essa razão quem pretender exigir o direito declarado na sentença terá de propor uma Ação Condenatória para através dela buscar a Sentença Condenatória que ao transitar em julgado se converterá em Título Executivo Judicial (Art.584, I CPC). A Ação Condenatória é aquela na qual o autor pede ao juiz a condenação do réu ao cumprimento de uma prestação ( de dar, de fazer, ou de não fazer ). Julgado procedente o pedido, a partir do trânsito em julgado da sentença, o réu poderá voluntariamente cumprir a prestação que neste caso a pretensão ficou inteiramente satisfeita. Entretanto, se o réu não cumprir o julgado, a pretensão que já agora conta com o reconhecimento do Estado, restará insatisfeita e, para realizá-la será necessário a instauração do processo de execução e daí Amaral Santos explicar que a Tutela Jurisdicional de Execução originar-se de uma pretensão insatisfeita. Levando-se em conta que na execução o credor está deduzindo uma pretensão insatisfeita, nela não se admite defesa, contestação, contraditório de mérito e muito menos a sentença de mérito. É importante salientar que qualquer defesa o devedor não vai executá-la no processo de execução propriamente dito, mas através de um outro processo que são os embargos do devedor. No plano da sua natureza jurídica os embargos do devedor representam uma ação incidental de conhecimento ajuizada pelo devedor em face do exeqüente . Em verdade, quando se instaura o processo de execução é por que já se encerrou o processo de conhecimento (execução por título executivo judicial), ou então é porque a própria lei dispensou o processo de conhecimento ( execução por título executivo extrajudicial ). O certo é que a Tutela Jurisdicional tem por finalidade a formulação da norma concreta aplicável à espécie e à atuação prática desta norma concreta. Na formulação da norma concreta temos o processo

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de conhecimento ou de cognição. Na atuação prática da norma jurídica concreta temos o processo de execução. No plano de sua natureza jurídica o processo de execução é essencialmente coercitivo e daí se falar em execução forçada. Assim sendo, enquanto no processo de conhecimento o juiz exerce uma função jurisdicional cognitiva, no processo de execução ele exerce uma função jurisdicional coercitiva, sendo que essa diferença já aparece manifesta na própria citação. Com efeito, enquanto no processo de conhecimento o réu é citado para se defender, no processo de execução o devedor é citado para cumprir a prestação. O processo de execução se dinamiza através de atos executórios, significando dizer que todos os atos que ocorrem em qualquer modalidade de execução, são atos executórios. Ato executório (ato executivo ou meio executivo) é o meio coercitivo destinado a compelir o devedor a cumprir a prestação como por exemplo a penhora na execução por quantia certa contra devedor solvente ou ainda, a prisão do devedor na execução da prestação alimentícia. EXERCÍCIO Que é processo de cognição? - É aquele que busca dirimir os conflitos de interesses. Qual a diferença entre processo de cognição e processo de execução? - Enquanto o processo de conhecimento busca dirimir os conflitos de interesse, na execução forçada não existe conflitos, porque quando ela se instaura, o conflito já foi decidido por sentença transitada em julgado (execução por título executivo judicial) ou então a própria lei à priore reconheceu a indiscutibilidade do direito inserido no título executivo, havendo por essa razão dispensado o processo de conhecimento (execução por título executivo extrajudicial). Por essa razão na execução forçada, seja por título executivo judicial, seja por título executivo extrajudicial não existe defesa, nem contraditório de mérito e muito menos sentença de mérito. Finalmente, enquanto no processo de conhecimento o juiz exerce função cognitiva, na execução ele exerce uma função coercitiva. Há contraditório no processo de execução? - Não. Pode haver citação por hora certa no processo de execução? Em princípio não existe citação por hora certa no processo de execução, significando dizer que se o oficial de justiça não encontrar o devedor, arrestar-lhe-á tantos bens quantos bastem para garantir a execução ( Art.653 e 654 CPC). OBS.: Corrente doutrinária majoritária admite a citação por hora certa no processo de execução, mas apenas com a finalidade de evitar o perecimento do direito, vale dizer, interromper a prescrição. Qual a natureza jurídica da penhora? - É um ato executivo. Aplica-se ao mandado de citação no processo de execução a advertência contida no Art.285 CPC ? - Não. Porque na execução não existe o contraditório de mérito. A advertência contida do Art.285 do CPC não se aplica ao processo de execução porque neste processo não existe contestação. 10/08/98 Tutela Jurisdicional Cautelar. Art.267,269 IV, 810 do CPC Ela não se destina a dirimir os conflitos de interesses porque estes somente serão dirimidos no processo de conhecimento. Ela também não tem por finalidade realizar a satisfação do crédito que somente será realizado no processo de execução.

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Assim sendo, a finalidade do processo cautelar é garantir o processo principal ( de conhecimento ou de execução ), quer dizer dar tempo ao Estado Juiz para que este possa dirimir o litígio no processo de conhecimento, ou para que este possa no processo de execução realizar a satisfação do crédito. É de se observar que, além das condições genéricas da ação, a cautelar exige dois requisitos específicos: 1°- PERICULUM IN MORA – é a possibilidade ou a potencialidade de dano, isto é, o fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação ( art.798 do CPC); 2° - FUMUS BONI IURIS – é o indício ou a aparência do direito. As características da tutela cautelar: 1° - Tem função preservativa ou garantidora, tendo em vista que ela apenas busca preservar um direito que será alcançado na ação principal ( de conhecimento ou de execução); 2° - Assessoriedade, porque ela vai exigir o ajuizamento da ação principal e por essa razão na petição inicial o requerente, sob pena de indeferimento, terá de esclarecer ao juiz qual é a lide e seu fundamento, isto é, qual será a ação principal ( art.801,III do CPC). É de se observar que a referência à ação principal, na inicial da cautelar, é necessária, para que se possa verificar se o requerente da medida tem legitimidade e interesse para propor a ação principal. Entretanto, se a hipótese for de cautelar satisfativa, obviamente não incidirá na exigência do art.801,III do CPC. 3° - A autonomia – a tutela jurisdicional cautelar não é apenas uma medida, mas sim um processo que goza de autonomia e tanto é assim que a lei exige a citação do requerido. 4° - No processo cautelar não existe contraditório de mérito, eis que o contraditório de mérito fica restrito à discutibilidade do periculum in mora e do fumus boni iuris. Assim sendo, na cautelar não existe lide ( mérito ), porque ela não se destina a dirimir os conflitos de interesses. 5° - Na cautelar não existe sentença de mérito porque ela não se destina a dirimir o litígio, salvo se o juiz extinguí-la pronunciando a decadência ou a prescrição ( parte final do art.810 combinado com art.269,IV do CPC). 6° - Na cautelar em lugar de se falar em autor e réu é de melhor técnica jurídica falar-se em requerente e requerido. Assim sendo, no procedimento cautelar o requerido será citado para impugnar no prazo de 5 dias (Art.802 do CPC). OBS.: Não se pode esquecer que algumas cautelares tais como a notificação ou interpelação judicial, a justificação e a produção antecipada de provas não admitem resposta. 7° - Na cautelar uma vez deferida a liminar, o requerente tem o prazo de 30 dias contados da efetivação ou da execução da medida, para ajuizar a ação principal, sob pena de revogação da liminar (art.806, combinado com o art.808,I ). OBS.: Esse prazo de 30 dias não é decadencial nem de prescrição, sendo apenas um prazo de natureza processual. Classificação: I – quanto ao momento constitutivo: a)- Cautelar Preparatória - é aquela que é ajuizada antes do ajuizamento da ação principal; b)- Cautelar Incidental – é aquela que é ajuizada durante o curso da ação principal. II – Quanto à denominação: a)- Cautelar Nominada ou Típica - é aquela em que o periculum in mora aparece previsto especificamente no CPC, significando dizer que para que cada tipo de periculum in mora, existe prevista uma modalidade de cautelar, tais como por exemplo o arresto, o seqüestro, a busca e apreensão, a separação de corpos, os alimentos provisionais.

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b)- Cautelar Inominada ou Atípica – é aquela em que o periculum in mora aparece previsto no CPC de forma totalmente genérica. OBS.: Por construção pretoriana formou-se por influência da doutrina a chamada Cautelar Satisfativa que é aquela na qual a cautelar por si só esgota a função jurisdicional. O poder geral de cautela é uma das principais características da cautelar. É o poder que a lei confere ao juiz de percebendo no curso de um processo a configuração de periculum in mora, decretar de ofício, independentemente de requerimento da parte, a medida cautelar adequada a fim de esvaziá-lo ou de neutralizá-lo. O Pronunciamento Jurisdicional na Tutela de Conhecimento Significa em verdade a modalidade de sentença que o juiz vai proferir no processo de conhecimento. O processo de conhecimento poderá ser extinto com ou sem julgamento do mérito, sendo que em qualquer hipótese ele será extinto por sentença. Em sendo assim, a sentença é o ato através da qual o Estado Juiz extingue o processo, com ou sem julgamento do mérito. O Art.267 do CPC. Sem ser esgotativo, elenca as causas que autoriza o juiz a extinguir o processo sem julgamento do mérito. Sentença meramente terminativa é aquela que extingue o processo sem julgamento do mérito e que ao transitar em julgado somente vai produzir a coisa julgada formal. Nestas condições, verifica-se que mesmo após o seu trânsito em julgado, a sentença meramente terminativa não tem qualquer repercussão na relação material. Sentença definitiva ou de mérito é aquela que extingue o processo com julgamento do mérito, repercutindo portanto na relação material e que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada material. Os efeitos da sentença: 1° - efeito formal – é a extinção do processo; 2° - efeito material – que dependendo da natureza do pedido poderá ser declaratório, condenatório ou constitutivo, podendo também ser misto, vale dizer, ao mesmo tempo declaratório, condenatório, constitutivo e misto. Daí se falar em sentenças declaratórias, condenatórias, constitutivas e em sentenças mistas. É de se chamar a atenção que a sentença meramente terminativa não tem efeito material só tendo portanto, o efeito material. Por conseguinte o pronunciamento jurisdicional de mérito na tutela jurisdicional de conhecimento poderá ser declaratório, condenatório, constitutivo ou misto. 11/8/98 O pronunciamento jurisdicional declaratório é aquele que é proferido na Ação Declaratória. A AÇÃO DECLARATÓRIA Outras denominações: - Ação Meramente Declaratória, Ação Declaratória Autônoma e Ação Declaratória Pura. Art.4,I,II, do CPC Pressuposto: - é a dúvida quanto à existência ou inexistência da relação jurídica, isto é, do direito. Finalidade: - desfazer a aludida dúvida a fim de se encontrar a certeza jurídica. O objeto: - nesse plano existe uma regra geral segundo a qual o objeto da ação declaratória é o próprio direito, vale dizer, a relação jurídica, significando dizer que a matéria fato não pode ser objeto da ação declaratória. Exceção:

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Essa relação jurídica tem dois grandes momentos: o momento da constituibilidade e o momento da exigibilidade. Assim sendo. de fazer ou de não fazer. Essa teoria vitoriosa em que inclusive aparece consagrada em nosso Código Civil. No preceito primário o juiz declara a existência ou inexistência do direito. o preceito secundário ou sancionador. do CPC – única matéria de fato que pode ser objeto de ação declaratória). d) Direito subjetivo . a ação não mais será declaratória. A sinopse da relação jurídica material Essa relação jurídica é sempre uma relação entre pessoas qualificada pela norma jurídica. Acontece que em razão da natureza do pedido a sentença declartória só tem o preceito primário. da relação jurídica. quem pretender exigir o direito tornado certo por força do trânsito em julgado da sentença meramente declaratória terá de ajuizar uma ação condenatória para através dela buscar a sentença condenatória que ao transitar em julgado passará a ser o título executivo judicial. Assim sendo. II.4.teoria da vontade – o Direito Subjetivo é a expressão da manifestação da vontade do seu titular.Ação Declaratória Positiva – é aquela através da qual se pede ao juiz para declarar por sentença a existência do direito. 3° .É o fato concernente à autenticidade ou falsidade do documento ( Art. esgotada fica a função jurisdicional. não se converte em título executivo judicial.não existe uma uniformidade doutrinária quanto ao conceito de Direito Subjetivo. O pedido: só pode ser exclusivamente declaratório e daí se falar em ação meramente declaratória. A sentença meramente declaratória Via de regra a sentença tem dois preceitos: o preceito primário e o preceito secundário ou sancionador. É interessante destacar que é a presença do dever jurídico na relação que vai determinar a configuração do direito subjetivo.teoria do interesse – O Direito Subjetivo é o interesse juridicamente tutelado ou protegido. (Art. Momento da constituibilidade É aquele momento em que se forma a relação jurídica e no qual aparecem: a) a relação. b) os titulares: credor e devedor c) Dever jurídico – é aquele comportamento que no momento da exigibilidade o credor pode exigir do devedor. enquanto que no preceito secundário ou sancionador ele aplica a sanção adequada ao caso concreto. quer dizer. significando dizer que na relação entre pessoas não existe o dever jurídico.teoria mista – o Direito Subjetivo é aquele que ao mesmo tempo expressa a vontade de seu titular e o interesse assegurado pelo Estado. o elo que vincula entre si os titulares dessa relação. a sentença meramente declaratória ao transitar em julgado não tem força de executoriedade . que dizer. não tendo por tanto. se além da declaração o autor pedir algo mais. havendo três grandes teorias: 1° .584 do CPC). isto porque no momento em que o juiz declara a existência ou inexistência do direito. 2° . Classificação: a). b). da relação jurídica. isto é.Ação Declaratória Negativa – é aquela através da qual se pede ao juiz para declarar por sentença a inexistência do direito. Considerações básicas: 7 . É interessante observar que por não Ter o preceito secundário ou sancionador. Esse dever jurídico será sempre uma prestação de dar. então também não haverá o direito subjetivo. vale dizer.

por oportuno e importante. Ex. Merece ainda ressaltar que o prazo decadencial começa a ser contado a partir do nascimento do Direito Potestativo.o titular do Direito Potestativo só não vai exercê-lo se não quiser. Exercício 1). vale dizer. 286 do CPC) 2). Uma técnica comum para diferenciar um prazo do outro é aquela que observa serem os prazos decadenciais bastante curtos. o direito de escolha na obrigação alternativa. já que sua ausência sinaliza a presença do Direito Potestativo com o respectivo prazo decadencial. Agora. a consumação do prazo decadencial demonstra por si só o total desinteresse do titular em relação ao exercício desse Direito e por essa razão o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a decadência. b). existirá ou uma faculdade ou um Direito Postetativo.Conforme já se destacou. Ex. No Direito Potestativo o querer. esse descumprimento provoca a lesão ou a violação do direito ( direito subjetivo ) e a partir daí surge a pretensão ( de dar.: a faculdade de casar.: A faculdade não é alcançada nem pela prescrição e nem pela decadência.: o direito de renúncia . Direito Potestativo – é a possibilidade de agir que para ser exercida basta a manifestação de vontade de seu titular. mas esse Código não os identifica. razão pela qual podese concluir que: a). se o devedor descumprir o dever jurídico. o direito de revogar mandatos. o seu exercício já se confunde com a manifestação de vontade. Tantos prazos decadenciais como os prazos de prescrição estão enunciados no Código Civil. Na Ação Indenizatória de Perdas e Danos o objeto imediato do pedido é o pedido indenizatório. 8 .: É aquilo que se pede ou é a conjugação da pretensão inserida na petição inicial (Art. Faculdade é a possibilidade de agir que para ser exercido necessita do concurso de mais de uma vontade. sem dono ). A decadência é a perda da possibilidade de se exercer o Direito Potestativo pela inércia do seu titular durante um certo lapso de tempo. de fazer ou de não fazer ) que vai só instrumentalizar através da Ação Condenatória e daí se dizer que o pressuposto da Ação Condenatória é a lesão do direito. É de se observar que nenhuma força alheia à vontade do titular do Direito Potestativo terá capacidade para obstacular ou impedir o exercício desse Direito. que em qualquer modalidade de pedido sempre existirá o objeto imediato. Objeto imediato do pedido é a providência jurisdicional solicitada. eis que a partir daí o seu titular já pode exercê-lo.: Na Ação de Reintegração de Posse o objeto mediato do pedido é o bem ou a coisa sobre a qual se quer a reintegração. Por sua vez. que o Direito Potestativo é alcançado pela decadência.: na Ação de Reintegração de Posse o objeto imediato do pedido é o próprio pedido reintegratório .O que se entende por objeto imediato e por objeto mediato do pedido? Resp. exaurida ou esgotada estará a relação jurídica material. mas nesse caso. porque não se concebe nenhum pedido sem a solicitação da providência jurisdicional. Merece destacar . vale dizer. o objeto mediato do pedido é o bem ou o direito que se quer adquirir com aquela providência. Ex. Cumpre observar. Ex. a prestação de dar. a faculdade de contratar. É de se observar que se nesse momento o devedor cumprir voluntariamente o dever jurídico. já que ninguém tem forças para obstacular o seu exercício. de fazer ou de não fazer.O que é o pedido? Resp. Como ninguém obstacula o exercício do Direito Potestativo.por oportuno e importante.: Pedido certo ou determinado é aquele que tem objeto imediato e objeto mediato. O momento da exigibilidade É aquele momento em que o credor está autorizado a exigir do devedor o cumprimento do dever jurídico. sem o dever jurídico não se configurará na relação o chamado Direito Subjetivo. Trata-se de técnica não muito aconselhável e por essa razão o mais seguro é observar se na relação jurídica existe o dever jurídico.não existe lesão ou violação de Direito Postetativo. o direito de ocupar “ res nullius “ ( coisas de ninguém. Obs.

de fazer ou de não fazer ). Assim sendo. o objeto mediato do pedido. Resp. não havendo portanto. aí sim. na Ação Condenatória o que o autor pretende é que o juiz por sentença condene o réu a cumprir o dever jurídico. a cumprir a prestação ( de dar. Com efeito. para a opinião majoritária na Ação Declaratória o objeto imediato e o objeto mediato do pedido se confundem. Além disso. significando dizer que o prazo de prescrição começa a ser contado a partir do momento em que ocorreu a violação do direito.parágrafo 3° do CPC. ajuizar a Ação Condenatória ( Art. 17/08/98 A AÇÃO CONDENATÓRIA O pronunciamento jurisdicional condenatório e o proferido na Ação Condenatória. O pressuposto da Ação Condenatória é portanto a lesão do direito. Nestas condições.4. mesmo com a prescrição já consumada o réu ao contestar a Condenatória terá de argüi-la por que a prescrição é matéria de defesa não podendo ser pronunciada de ofício. parágrafo único). Para eles. se permanecer inerte. mas apenas o desfazimento da referida dúvida. para obter a coisa julgada material declarando a existência do direito e uma vez obtida essa certeza. que advém do descumprimento do dever jurídico.: Tem. o juiz não pode alegar na Ação Declaratória a falta de interesse processual porque nesta Ação ele não pode antecipar a discutibilidade da prescrição e muito menos pronunciá-la de ofício. está autorizado a pronunciar de ofício a falta de interesse processual. na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato do pedido já contém em si mesmo o objeto mediato.: Na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato do pedido é o pedido declaratório . em sendo a Declaratória imprescritível a questão da prescrição não pode ser discutida nessa Ação.Apontar na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato e o objeto mediato do pedido. se a Ação Condenatória já está prescrita não haverá interesse processual para a Ação Meramente Declaratória. Inicialmente cabe salientar que a questão não é de legitimácio e sim de interesse processual. Por essa razão a opinião majoritária entende que na Ação Meramente Declartória o pedido somente contém o objeto imediato. o autor pede ao juiz a aplicação de uma sanção ao réu. a Ação Meramente Declaratória é imprescindível porque o seu ajuizamento não tem como pressuposto a lesão do direito. Tendo em vista que a finalidade da Ação Meramente Declaratória é apenas desfazer a dúvida quanto a existência ou inexistência do direito. Pergunta-se: Tem o autor legitimidade para a propositura dessa Ação Declaratória? Justificar a resposta. É interessante ressaltar que a partir do momento em que ocorreu a lesão do direito o credor já está autorizado a ajuizar a Ação Condenatória e.Na Ação de Indenização de Perdas e Danos o objeto mediato do pedido é o valor da indenização. Em verdade. é de se ressaltar que esse entendimento não é pacífico. 3). Exercício: No momento em que foi ajuizada a Ação Declaratória já havia se consumado o prazo de prescrição da Ação Condenatória. mas sim na Ação Condenatória. Entretanto. A Ação Condenatória é aquela que em razão do descumprimento do dever jurídico. já que outros processualistas têm uma visão diferente. Para a opinião majoritária. verifica-se que por intermédio dela não se busca a aquisição de direitos. Nesse caso o juiz na forma autorizada pelo Art. que dizer. 9 . Por outro lado. extinguir o processo sem julgamento do mérito. Resp. É ainda de se observar em mesmo havendo a lesão do direito o credor pode ajuizar a Ação Meramente Declaratória. mas apenas a dúvida quanto à existência ou inexistência do direito.267. que vem a se o próprio pedido declaratório. já começou a correr o prazo de prescrição. para dessa maneira. A questão colocada no exercício tem provocado controvérsias. Por todas essas razões se diz que as Ações Condenatórias são ações de prescrição.

III Art. O Pronunciamento Jurisdiconal Constitutivo É o proferido na Ação Constitutiva. Vende-se um laranjal cuja produção só será entregue no ano 2000.586. mas lhe faltará o requisito da exigibilidade e somente vai obter a partir do implemento da condição ou do advento do termo.603 Art. a venda foi realizada na condição de ser satisfeita no ano 2000.I. Em havendo pedido genérico o juiz vai proferir uma sentença ilíquida. terá de examinar a questão da existência ou da inexistência do direito. salvo no Juizado Especial. do CPC). Dentro desse alinhamento. Isto é.286. ele ao sentenciar vai extinguir o processo sem julgamento do mérito por falta de legitimácio ativa. significando dizer que o negócio só produzirá os seus efeitos a partir do implemento da condição. 10 . se o autor produziu a prova. excluindo-se o juizado especial.584. a sentença condenatória sujeita à condição ou a termo ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. Agora.II. mas lhe faltará o requisito da liquidez. Condição é o acontecimento futuro e incerto que subordina os efeitos do negócio jurídico. Sentença Condenatória Genérica Art. Assim sendo.I. parágrafo 1° do CPC).O pronunciamento declaratório na Ação Condenatória Merece acentuar que Qualquer Ação Condenatória é também Declaratória. o juiz julgará procedente o pedido proferindo a sentença condenatória.586. Assim sendo. É essa sentença Condenatória que ao transitar em julgado passará a ser o título executivo judicial ( Art. I. acontecimento futuro. O pedido genérico somente poderá ser deduzido nas hipóteses legalmente previstas (Art. ao contrário. Nessa direção se o juiz verificar que não existe o direito. Ex.: Testamento que só produz efeitos a partir da morte do testador. significando dizer que o ato só começará a produzir os seus efeitos a partir do advento do termo. ao proferir a sentença na Ação Condenatória o juiz antes de examinar a questão da lesão do direito. Isto é. Termo é o acontecimento futuro e certo que subordina a eficácia do ato jurídico. no qual mesmo em havendo pedido genérico o juiz está obrigado a proferir sentença líquida. enquanto o objeto mediato não aparece clareado ou individualizado no pedido inicial. mas. se condenatória (condenatória genérica) ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. se o pedido for genérico o juiz vai proferir sentença ilíquida que. Com efeito. o credor não poderá executar a sentença sem provar que se realizou a condição ou que ocorreu o termo “.: A compra e venda de coisas futuras.572 do CPC A relação material poderá estar subordinada em seus efeitos a uma condição ou um termo. dispõe o Art. Nesse caso é conveniente lembrar que um título executivo para Ter operatividade necessita Ter os seguintes requisitos: certeza.572 do CPC: “ quando o juiz decidir relação jurídica sujeita a condição ou termo. se o autor não produziu a prova da lesão o juiz julgará improcedente o pedido. do CPC). Ex.286. A condição ou termo Art.III. parágrafo 1° Pedido genérico é aquele que tem objeto imediato. significando dizer que antes de se promover a execução Ter-se-á de se promover a liquidação da sentença ( Art. liquidez e a exigibilidade.II. se ele verifica que existe o direito ao fundamentar a sentença declara a existência do direito e a seguir passará a analisar a questão da lesão do direito e.

como por exemplo a que provoca a desconstituição de um contrato é conhecida como Sentença Constitutiva Negativa. cria ou extingue relações jurídicas. Daí se falar em Jurisdição Voluntária ou Administrativa.conflitos ( litígios ) 11 . Militar (Art.a Sentença Meramente Declaratória ao transitar em julgado não tem força de executoriedade.A Ação Constitutiva é aquela que busca modificar. por não existir processo). sob pena de nulidade. Nesse sentido a Sentença Constitutiva é aquela que busca modificar. . Eleitoral. isto é. criar ou extinguir relações jurídicas. b). 3.a Sentença Constitutiva ao transitar em julgado passa a ser auto-satisfativa ou auto-executável. Contenciosa Pressuposto .Função administrativa: nela por não existir litígio o Estado apenas exerce uma função administrativa.a Sentença Condenatória ao transitar em julgado passa a ser título executivo judicial. sendo que alguns falam em Jurisdição Graciosa ( Art. 1. merece salientar que a sentença que desconstitui a relação material.quanto ao objeto: Jurisdição Voluntária e Jurisdição Contenciosa ( Art. A Jurisdição Voluntária e Jurisdição Contenciosa Voluntária Pressuposto – um negócio jurídico que para ser realizado necessita da interveniência e da autorização estatal. mas em casos excepcionais de nulidade absoluta ela produzirá efeitos “Ex Tunc “( desde então. A Jurisdição tem a seguinte classificação: 1. A Jurisdição Voluntária é a administração pública de interesses subjetivos de ordem privada. Via de regra a Sentença Constitutiva produz efeitos “Ex Nunc “( a partir de agora ). Por essa razão se diz que a Sentença Constitutiva ao transitar em julgado passa a ser auto-satisfativa ou auto-executável. o que significa dizer que a sua classificação é apenas um posicionamento de política processual.: Essa classificação tem apenas um caráter administrativo já que não existe hierarquia entre juizes. criar ou extinguir relações jurídicas. c).1° do CPC).Interessados ( Art. Trabalhista. Resumindo: a).1° do CPC) 2. . 1° CPC).Função preventiva: porque ela se destina prevenir ou evitar futuros litígios. não se converte em título executivo judicial. Criminal. a fim de proteger interesses de ordem privada. efeito retroativo).quanto à hierarquia: Jurisdição Inferior e Jurisdição Superior ( Jurisdição de 1° Grau. 18/08/98 1. Nesse particular.6 A Classificação da Jurisdição A Jurisdição é uma só. de 2° Grau e de 3° Grau) Obs.1° do CPC).quanto à matéria: Civil. -Ausência de contraditório -Ela se instrumentaliza pelo procedimento ( expediente administrativo.7. Constitucional. É a própria Sentença Constitutiva independentemente de qualquer outro ato que a partir do seu trânsito em julgado modifica . Características: .

Processo. Crítica à expressão Jurisdição Voluntária. art.2° do CPC) Exercício: Existe semelhança entre a atividade do juiz ao homologar o pedido de separação consensual e a do tabelião ao lavrar uma escritura pública de compra e venda? Justificar a resposta. A Jurisdição Voluntária no CPC Parte Geral: Art. não produzindo portanto coisa julgada material (mesmo quando a lei diz a sentença. . Porque ambos representam o Estado e ambos estão exercendo função administrativa. 1104 do CPC.Função jurisdicional . Não é jurisdição porque nela o juiz não exerce função jurisdicional. Ela não é jurisdição nem é voluntária. Em relação à participação do MP no procedimento de Jurisdição Voluntária existe uma grande controvérsia havendo entre nós dois entendimentos: a).81 do CPC Na Jurisdição Contenciosa ou o MP será parte ou ele atuará como órgão interveniente (fiscal da lei). . Ela também não é voluntária porque nela a preponderância não é a vontade do interessado.1113 e seguintes Merece observar que não existe processo na Jurisdição Voluntária.Partes ( autor e réu.é obrigatório a atuação do MP como órgão interveniente tendo em vista que no procedimento de Jurisdição Voluntária está sempre presente e manifesto o interesse público. decidindo ele mesmo se é ou não necessária a sua atuação como órgão interveniente. No procedimento de Jurisdição Voluntária será o MP intimado para atuar como órgão interveniente ou fiscal da boa aplicação da lei ( Art.1104 do CPC Na Jurisdição Voluntária o MP será interessado sempre que por sua iniciativa se instaurar o procedimento da Jurisdição Voluntária. A participação do Ministério Público no procedimento ( Jurisdição Voluntária).: Interdição requerida pelo MP.Características: . mas sim a posição manifestada pelo Estado neste procedimento administrativo. mas apenas um procedimento administrativo. É de se observar que o segundo entendimento vai aos poucos se firmando como majoritário. no procedimento especial de Jurisdição Voluntária o MP ou será interessado ou atuará como órgão interveniente ( fiscal da lei). na Jurisdição Contenciosa ele tem toda uma estrutura de Jurisdição Voluntária ou Administrativa. significando dizer que as decisões proferidas na Jurisdição Voluntária são de natureza administrativa.1103 ao 1112 Parte Especial: Art. 12 . neste sentido.1105). mas apenas função administrativa. a pesar do CPC discipliná-lo dentre os processos . não é sentença é apenas uma decisão administrativa). É ainda de se observar que no plano da natureza jurídica do inventário existe bastante controvérsia e. É que em sendo intimado caberá ao MP valorar a presença do interesse público. Em resumo.o que é obrigatório é a intimação do MP e não a sua atuação como órgão interveniente. Segundo dispõe o Art. Art. O Ministério Público no processo civil ( Jurisdição Contenciosa) Art.81.: Existe. b).Possibilidade de contraditório. O MP como interessado aparece delineado no Art. Resp. vale dizer. Ex. o MP somente poderá ser parte quando existir uma lei conferindo-lhe legitimácio ativa para a ação.

O princípio da aderência da jurisdição ao território – o juiz só pode exercer jurisdição no interior de um espaço geográfico previamente determinado e que recebe a denominação de Comarca. o órgão estatal se auto-movimenta.10 Jurisdição e Legislação Estabelecer a relação entre a jurisdição e a legislação Merece destacar que a lei sempre antecede a atividade jurisdicional.8 Os princípios fundamentais da jurisdição 1° . distingue-se da administração.107 do CPC. É de se observar que quando se fala da lei como antecedente da jurisdição. 13 . A Jurisdição só poderá ser exercida por quem dela se achar regularmente investida. A função legislativa liga-se aos fenômenos de formação das normas jurídicas.I. 1.: A regra do Art. por ser função que só se movimenta mediante provocação inicial. tendo ação contínua e incessante iniciativa em relação às necessidades e interesses sociais.: Esses princípios são de natureza constitucional e repercutem em qualquer modalidade de processo e daí se dizer que eles são princípios constitucionais processuais. a vontade concreta da lei. Na jurisdição.11 Jurisdição e Administração Estabelecer a relação entre a Jurisdição e a Administração A jurisdição como atividade destinada a tornar efetiva a ordem legal. a lei é aplicada em virtude de um litígio e em relação a uma pretensão. porquanto através da legislação o Estado estabelece regras gerais. ao contrário. 2° . O juiz opera com a lei e a administração segundo a lei. vale dizer. enquanto o administrador nela vai buscar os limites de sua atividade.82. 1. Na atividade administrativa. atuando com legitimácio extraordinária. o MP terá de atuar como órgão interveniente ( fiscal da lei ). Ele não cria. Ela é sintetizada pela seguinte frase: alguém vai a juízo em nome próprio para garantir direito material alheio. Na jurisdição. quer dizer Ter sido aprovado no concurso de provas e títulos e Ter sido nomeado pelo órgão competente. Resp. O órgão jurisdicional. Legitimácio extraordinária é aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material. 24/08/98 1. por esse motivo. OBS. Esse princípio de investidura é uma imposição constitucional. ao contrário. quer dizer. Em relação à atuação do MP como substituto processual a matéria passou a ser controvertida e até mesmo de constitucionalidade duvidosa. há a aplicação individualizada da norma geral e abstrata contida nos preceitos legais. O poder judiciário sempre pressupõe a existência da lei para aplicá-la aos casos ocorrentes. art. 3° . O juiz procura na lei conteúdo da sentença. eis que ao normatizar as funções do MP a Constituição Federal só faz a previsão das funções típicas não mencionando as funções anômalas ou atípicas como é o caso da atuação do MP como substituto processual. Exercício: Exemplificar casos de exceção ao princípio da aderência. para que dessa maneira possa executar suas funções. sem necessidade de ser provocado. No processo civil há ainda a gestão da atuação do MP como substituto processual.O princípio do juiz natural ou do juiz constitucional ( princípio da investidura ).III do CPC. abstratas e obrigatórias que sem impõe coercitivamente à obediência de todos.II. pois que esta consiste em aplicar o direito objetivo revelado pela norma legal que constitui o Direito Objetivo. a referência a todo e qualquer preceito normativo e não apenas à lei em sentido formal. está acima dos interesses em conflito e só procura fazer efetiva a regra jurídica. a citação em comarcas contíguas e a citação pelo correio.O princípio da indelegabilidade – os atos jurisdicionais só poderão ser praticados pelo juiz. mas dita as leis já existentes e às aplica em cada caso.Sempre que diretamente se manifestar no processo a preponderância do interesse público.

há quanto à jurisdição aqueles de natureza subjetiva. Entretanto. além dos limites de ordem objetiva.12 Os Órgãos da Jurisdição Levando-se em que conta a função jurisdicional é função do Estado. Em verdade. As decisões proferidas no exercício da jurisdição produzem coisa julgada. segundo o qual a sentença terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido sob pena de nulidade ( ver CPC art. já que pela concepção moderna essa função jurisdicional é encarada como poder dever. existem imunidades jurisdicionais de caráter civil para os chefes de estados estrangeiros e para os agentes diplomáticos. em razão de influência da doutrina alemã se entende que no momento em que passou a monopolizar o exercício da função jurisdicional. Assim. o que se verifica é a ação do poder público para tornar efetivo o seu próprio interesse.460 e 468 do CPC No plano antológico o exercício da jurisdição é limitado já que se confunde com o exercício da soberania. 1. Não há. Enquanto a Ação é o instrumento que o cidadão tem para provocar a jurisdição (processo). quer dizer. Com efeito.13 Os Limites da Jurisdição Civil Art. Pode ser dito que os funcionários diplomáticos estão isentos de toda jurisdição civil ou criminal do estado ante o qual se acham creditados. Os limites objetivos da jurisdição civil são traçados em função de sua causa material ou objeto sobre quem incide essa função estatal. a jurisdição civil se exerce sobre todas as pessoas que se encontram no território nacional. A jurisdição é atividade alheia aos interesses cujo conflito vai ser decidido. Os órgãos jurisdicionais são indicados na Constituição e também nas leis de organização judiciária dos estados. o que não acontece com a decisão administrativa que somente terá uma eficácia preclusiva (perda de uma faculdade processual civil) interna. no plano do processo propriamente dito o juiz estará sempre vinculado ao princípio da congruência (acordo.459. é instrumento do estado juiz. Se houver litígio entre a administração e o particular. Natureza jurídica da função jurisdicional Ela não é apenas poder. o processo é o instrumento da jurisdição.459 e 460 ). aquela atua no exercício de autodefesa de seus interesses e não como órgão que se coloque fora e acima do litígio. a causa civil. Objeto portanto da jurisdição civil é a pretensão civil. conceito a que se chega por exclusão: é causa civil toda aquela que não seja penal. só valendo portanto para a própria administração e podendo ser modificada pelo poder judiciário. é que surge o princípio da congruência. a lei é aplicada em função dos interesses do próprio poder administrativo. segundo o qual a sentença sob pena de invalidade terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido (CPC art. Entretanto.468 do CPC retrata a regra concernente aos limites da jurisdição civil ao determinar que a sentença tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. Levando-se em conta que o exercício da jurisdição no plano dos seus limites objetivos está vinculado à pretensão.Na administração. 1. 1.459 e 460). o objeto do processo é a pretensão que qualifica o litígio e que deve ser decidida pelo estado juiz. todos integrantes do poder judiciário. o Estado também passou a Ter o dever de em sendo provocado realizar a entrega da prestação jurisdicional. portanto que se falar em limites subjetivos. ou melhor. É de se observar que a expressão “tem força de lei “ significa ter força cogente ou obrigatória. Também o art. A Ação e o Processo.conveniência). é fácil concluir que os órgãos jurisdicionais são órgãos estatais.14 A Jurisdição Civil no Espaço O que entende por jurisdição civil no espaço? 14 . enquanto na atuação administrativa. De outro lado.

Nessa direção teremos: a). instrumentalmente conexo a uma pretensão de exigir do Estado a prestação jurisdicional num determinado caso concreto e em determinadas circunstâncias. Também o CPC consagra regras a respeito ao apontar soluções para a competência internacional ( CPC art.1 O conceito de Ação Direito Subjetivo Público.88).16 O Notariado e a Jurisdição Voluntária A função do Notário é de administração pública de interesses privados o que se assemelha a uma atividade de jurisdição voluntária. terá de verificar se a causa é da competência da justiça brasileira e. terá de aplicar as normas dos artigos 88 e 89 do CPC.não há ação sem direito 15 . Os civilistas elaboraram a sua teoria com apoio em duas grandes premissas: a). Obs. 2) O DIREITO DE AÇÃO 2.15 O Ministério Público na Jurisdição Voluntária 1. em face da jurisdição de outros estados ou países. é competente a autoridade judiciária brasileira quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. parágrafo primeiro do aludido texto legal acrescenta que “só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas à imóveis situados no Brasil”. Em razão do desenvolvido. Além disso. Modernamente a teoria romana do direito de ação foi retomada por Sabinir.89). sendo que entre nós merece destacar a figura de Teixeira de Freitas.Teoria Civilista Origem: Direito Romano Em Roma Celsus e Ulpianus conceituavam a Ação como o Direito de pedir o que é nosso e nos é devido ( Direito Material ). a atividade do Notário é exercida sob a fiscalização das autoridades judiciárias. b). ou seja. Apesar dos seus atos serem classificados entre os atos forenses extrajudiciais.De acordo com o art. verifica-se que o juiz na jurisdição voluntária e o tabelião no exercício de sua atividade estão exercendo função meramente administrativa.competência concorrente: diz respeito a um conjunto de causas cuja a competência caberá tanto à justiça brasileira quanto à estrangeira ( CPC art. 2. Abstrato. A análise desse conceito nos mostra que os romanos confundiam o direito de ação com o direito material.2 Natureza jurídica ao Direito de Ação Teorias: 1° .: Ao despachar a petição inicial o juiz brasileiro antes de observar a sua competência interna.88 a 90 ).competência exclusiva: causas de competência exclusiva da justiça brasileira (CPC art.12 da lei de introdução ao Código Civil Brasileiro. 1. Autônomo.não há direito sem ação b). O preceito mencionado traça os limites da jurisdição dos tribunais brasileiros no espaço. Genérico. para tanto.

b) A concepção de Rocco: Se o Direito de Ação é incondicionado todo mundo pode propor a ação. mas terá de ser legitimamente exercido surgindo então a teoria das “condições “ ( requisitos ) da ação. 2° . daí se dizer que o juiz julga o pedido e não a ação. Ao criar essas teorias observou Wach que o Direito de Ação para existir dependia apenas da existência de regras concretas de natureza exclusivamente processual e totalmente separadas do Direito Material.I).O Direito de Ação é autônomo em relação ao Direito Material. Entretanto a Segunda premissa mostrou-se inválida e acabou por prejudicar toda concepção civilista. ao Direito Material. Além disso. mas sim o pedido e este é que será procedente ou improcedente. 16 . porque a ação para existir independe da existência do Direito Material. A análise desse conceito nos mostra que continua preponderante a concepção civilista de Direito de Ação. Crítica: Wach não percebeu que além de autônomo o Direito de Ação é também abstrato. isto porque a incondicionalidade é um atributo ou uma qualidade da abstração. 3° . A partir daí chegou-se à conclusão de que en sendo abstrato o Direito de Ação é também incondicionado. Síntese da teoria abstrata. Por essa razão qualquer ação é procedente e por essa razão o juiz não julga a ação . Wach ao criar as suas teses de Direito Processual elaborou a teoria das condições da ação e a teoria dos pressupostos processuais. A partir daí constatou Wach que o Direito de Ação para existir. analisando as noções de abstração e inconstitucionalidade alguns chegaram a concluir que todo mundo pode propor ação. Mais tarde. Por essa razão.Teoria Abstrata do Direito de Ação a) A concepção de Ploz e Dugenkolb : Em sendo abstrato o Direito de Ação é também autônomo. O Direito de Ação é autônomo e abstrato. significando dizer que qualquer ação é procedente. Assim sendo a principal contribuição de Wach foi a de proclamar a autonomia do Direito de Ação em relação ao Direito Material.75 do CC). ao final foi julgado extinto por entender o juiz que não existia o alegado direito material. Essa situação se configura por não terem os civilistas percebido que o juiz não julga a ação mas sim o pedido. Nesta situação é por demais evidente que apesar da inexistência do Direito Material existiu o Direito de Ação. o civilista não consegue explicar a Ação Declaratória Negativa (CPC art.Teoria do Direito Concreto a Tutela Jurídica: Inicialmente dizia Büllow ser o Direito de Ação o direito a uma sentença justa.4°. chegando-se então à conclusão de qualquer ação é procedente. na qual o que se pede é para o juiz declarar por sentença que não existe o direito. independe da existência do Direito Material. 1. Com efeito. já que Büllow vincula conceito de ação ao conteúdo da sentença. os civilistas não conseguem explicar a ação que formalmente existiu a partir da citação que foi transformada em processo que. a teoria civilista entende que o Direito de Ação e o Direito Material representam uma só e mesma coisa. Levando-se em conta essa característica de abstração poderemos concluir que ninguém pode julgar o abstrato.O Direito de Ação é abstrato. quer dizer. c) A concepção atual: Buscou amenizar a concepção de Rocco. isto porque o que é procedente ou improcedente é o pedido. não estando subordinado nada.A primeira premissa mostrou-se válida tendo sido inclusive adotada no Código Civil Brasileiro ( art. 2. Em resumo.

Tem de haver pelo menos duas partes ( princípio da dualidade). Entretanto.IV). segundo a qual “extingue-se o processo sem julgamento do mérito”. a pesar da grande influência da teoria abstrata não se pode dizer que o CPC a adotou porque no inciso X do art. Dentro desse roteiro. Obs. Crítica: O Direito de Ação não é puramente potestativo.Tem de haver um órgão investido de função jurisdicional.267 do CPC. A Teoria Abstrata da Ação no CPC Art. Os Pressupostos Processuais de existência 1° .VI Art.: Esse pressuposto é uma decorrência do princípio da investidura. Ao lado dos Direitos Obrigacionais e dos Direitos Reais. É que enquanto para a doutrina alemã o destinatário da ação é o Estado. Regra geral: A ausência de pressuposto processual provocará a extinção do processo sem julgamento do mérito (CPC art. 25/08/98 Os Pressupostos Processuais Conceito: São os requisitos necessários para a existência e para a validade do processo.Em sendo abstrato o Direito de Ação é também incondicionado.301 do CPC o legislador processual amenizou ao se utilizar da expressão “carência de ação “. aonde o inciso VI do art.Tem de haver uma demanda 17 .267. 2° . a dos Direitos Postetativos.267. Para ele o Direito Potestativo é a possibilidade de agir que para ser exercida basta a manifestação da vontade do seu titular.Teoria Postativa do Direito de Ação Chiovenda concorda com a doutrina alemã no que diz respeito à autonomia e à abstração do Direito de Ação. 4° . Assim é melhor se dizer requisitos para o exercício do Direito de Ação. vale dizer.3. para Chiovenda o Direito de Ação é Direito Potestativo.Em razão da incondicionalidade a expressão condições da ação é imprópria ou inadequada. Chiovenda criou uma terceira categoria. para Chiovenda é o adversário ( A propõe ação contra B). Classificação: Pressupostos processuais de existência e pressupostos processuais de validade.301 A expressão do caput do art. porque o seu exercício além da vontade de seu titular depende da existência de regras concretas e ditadas pelo Estado e que são impropriamente denominadas condição da ação.267 do CPC refere-se às condições da ação deveria se ler e entender requisitos da ação. porque a incondicionalidade é atributo ou qualidade da abstração. mas dela discorda no tocante ao destinatário da ação. 3° . 4. demonstra por si só a influência da concepção abstrata do Direito de Ação. Assim. do princípio do juiz natural ou do juiz constitucional.

os atos por ele praticados serão inválidos.134 do CPC). Assim. A incompatibilidade do juiz para a causa poderá ser absoluta ou relativa. vale dizer. do CPC para extinguir o processo sem julgamento do mérito. A capacidade de fato é a possibilidade de se exercer a capacidade do direito. por se tratar de incompatibilidade relativa do juiz para a causa.134 do CPC). A capacidade de direito é inerente a qualquer pessoa. como por exemplo a consumação da prescrição. que se todo mundo tem a capacidade de direito. A Capacidade Processual (das partes) Art. De outro lado.Competência do juízo. Acontece. CPC). Merece observar que o representante não é parte já que esta é o representado.Pressupostos Processuais de Validade 1° . perante um só juiz) e da coisa julgada.267. o juiz suspeito não está proibido de praticar atos processuais. se o juiz for inicialmente relativamente incompetente ele não aplicará a norma do art. por exemplo. significando dizer que os atos por ele praticados são válidos. o juiz impedido está proibido de praticar ato processual e o ato por ele praticado será inválido (art. porém.267. isto é. Assim sendo. 4° . se a parte não excepcionar para afastá-lo da causa. que se divide em incapacidade absoluta e incapacidade relativa. em lugar de aplicar a norma do art. Essa capacidade de direito inicia-se com o surgimento da personalidade que começa a partir do nascimento com vida (Art.Capacidade processual ( das partes ).IV do CPC. Assim. porque a lei impõe restrições ao exercício da capacidade de direito. 3° . Considerações básicas: No plano da competência não se aplica a regra geral do art. surge a questão da incapacidade. Da mesma maneira. aquele que se achar no exercício dos seus direitos.Originalidade da demanda. Merece ressaltar que por se tratar de incompatibilidade absoluta. enquanto a Segunda será suprida pela assistência (Art. IV. IV. isto porque se o réu não excepcionar haverá a prorrogação da competência passando o juiz a ser competente. O certo é que mesmo que a parte não excepcione para afastar o juiz impedido da causa. 18 . o juiz tem o dever de declinar da competência e remeter os autos para o juiz competente. Cabe observar que para grande parte da doutrina a citação ordenada por juiz impedido poderá valer tão somente para impedir o perecimento do direito. nem todo mundo tem a capacidade de fato. 2° . enquanto a incompatibilidade relativa retrata os casos de suspeição do juiz ( art.267.7° do CPC Capacidade de direito é a aptidão inerente a qualquer pessoa para ser titular de direitos e de obrigações.Citação válida.II. aquele que tiver capacidade de fato.135 do CPC).485.4° do Código Civil). sendo que a primeira será suprida pela representação. os atos por ele praticados serão válidos.8° do CPC). significando ausência do litispendência (existência simultânea. Assim. capacidade para ser parte ou capacidade para estar em juízo. A diferença fundamental entre elas é que enquanto o representante decide em lugar do absolutamente incapaz. A incompatibilidade absoluta retrata os casos de impedimento do juiz (art. em sendo o juiz absolutamente incompetente. somente terá capacidade processual. o assistente decide em colaboração com o relativamente incapaz. Daí se entender que a compatibilidade é também pressuposto processual de validade. do CPC. a citação ordenada por juiz impedido é citação nula. É de se observar que além de competente o juiz também tem de ser compatível para a causa. a sentença de mérito proferida por juiz impedido ao transitar em julgado passará a ser rescindível (art. Merece assinalar que como nem todos têm a capacidade de fato.

214 do CPC). Ex. Essa regra foi construída com aplicação dos seguintes princípios: a)-princípio da instrumentalidade do ato.: No processo de execução o devedor não é citado para se defender. Obs. porque ele está obrigado a aplicar as regras do Art.: A forma do ato processual não é “ ad solemnitatem “(diz-se do ato ou negócio jurídico dependente de solenidade especial para valer). A Citação Válida Art. porque é através dela que se forma o processo e daí se dizer que antes da citação não existe processo. Nulidade Processual Regra básica: O ato processual realizado de forma inadequada. se a pesar dessa inadequação formal alcançar a sua finalidade sem causar prejuízo a qualquer das partes. b)-ela é ato escrito.247 do CPC).267.CPC). Conceito de Citação É o ato através do qual no processo de conhecimento se chama o réu a juízo para se defender e no processo de execução o devedor para cumprir a prestação.13 desse diploma legal. 19 .213 do CPC : “ Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender “ Trata-se de conceituação imperfeita por Ter vinculado a noção de citação a um ato de convocação para defesa.214. o juiz não extinguirá o processo sem julgamento do mérito na forma prevista no Art. de fazer ou de não fazer ). IV do CPC. Exceções à regra geral: citação e intimação que serão nulas quando feitas sem a observância das formalidades e dos preceitos legais ( Art. b)-princípio da finalidade. quer dizer que ela existe apenas para facilitar a prova de que o ato se realizaou. A Natureza Jurídica da Citação Neste plano ela envolve três aspectos: a)-ela é ato do juiz. isto porque nem sempre é a citação ato de convocação para a resposta. c)-princípio da economia processual.: Comparecimento expontâneo do réu supre a falta de citação (Art. será válido. Obs. mas apenas a ação ( Art. parágrafo 1°.É conveniente assinalar que em havendo incapacidade processual ou irregularidade na representação. c)-ela é ato constitutivo. sendo apenas “ad probationem” (para prova. às provas). mas para cumprir a prestação ( de dar. d)-princípio da ausência do prejuízo. enquanto no processo cautelar se chama o requerendo para impugnar e no procedimento de jurisdição voluntária se chama o interessado para acompanhar a atividade administrativa a ser desenvolvida pelo Estado.

O réu comparece e somente argüi a nulidade. O pedido é aquilo que se pede. É a conjunção da pretensão inserida na petição inicial.741. a lei aponta os requisitos do edital de citação ( Art. mas contém uma irregularidade formal que a torna nula. Hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula: 1°. 31/08/98 não houve aula 01/09/98 A originalidade da demanda como pressuposto processual de validade Significa ausência de litispendêcia ( de duas ações idênticas na causa ) e ausência de coisa julgada. no âmbito da citação e da intimação o legislador adotou o critério do rigorismo formal. esta ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial ( Art. significando dizer que se o edital for publicado com ausência de qualquer daqueles requisitos.584. Nesta hipótese persistirá a nulidade que poderá ser pronunciada de ofício pelo juiz.elemento objetivo: é o pedido. As partes são o sujeito do contraditório instaurado perante o juiz e daí se dizer que as partes e o juiz são os sujeitos principais do processo. 3°. Da mesma maneira.I.232 do CPC. Nesta hipótese ficará prejudicada a argüição de nulidade que não mais poderá ser suscitada em nenhuma instância ou tribunal ( Art.Promovida a execução o réu já agora transformado em devedor poderá através dos embargos à execução rediscutir tanto a nulidade como a falta de citação (Art. Agora. se o juiz não perceber a nulidade e proferir sentença condenatória. significando por tanto falta de citação .301 do CPC). a citação por edital será nula. por força do disposto no Art.232 do CPC). 2°. 20 . a citação nula existe. Nesta hipótese se o juiz acolher a argüição de nulidade e decretá-la. se realizar com ausência de qualquer daqueles requisitos.214.247 do CPC.225 do CPC). 2. significando dizer que se a citação foi mandado. significa que a citação foi considerada válida e neste caso terá produzido todos os seus efeitos. o princípio da preponderância absoluta da forma. Elementos da ação São aqueles elementos que servem para individualizar as causas e as pretensões Classificação dos elementos da ação 1 – elemento subjetivo: as partes Parte é aquele que pede e em face de quem se pede a prestação jurisdicional. se o juiz rejeitar a argüição de nulidade.Assim sendo. Nessa direção a lei aponta os requisitos que devem aparecer no mandado de citação ( art.O réu comparece e contesta. 3– elemento causal: é a causa petendi( fato causador) ou causa de pedir. do CPC). o prazo para resposta começará acorrer da data em que o réu ou seu advogado for intimado da decisão ( Art.O réu permanece revel . isto é. Citação Nula e Citação Inexistente Enquanto a citação inexistente não existe. Agora. ela será uma citação nula por força do disposto no Art. I do CPC). parágrafo 2° CPC).

isto é. parágrafo 3° do CPC).Interesse processual ( Art.267. o réu ao contestar deverá argüir em preliminar ou a litispendência ou a coisa julgada.II do CPC). requerendo portanto.: A ausência de condição da ação identifica o que alguns chamam de carência da ação. 2– Conceito: São requisitos que devem estar presentes para possibilitar o legítimo exercício do direito de ação. parágrafo 4° ). 267 do CPC). A litispendência e a coisa julgada ( coisa julgada material) são causas impeditivas à decisão de mérito e nesse sentido são causas determinadoras da extinção do processo sem julgamento do mérito ( Art.I. combinado com art. Art. Classificação: 1. Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada quando se reproduz ação anteriormente ajuizada (Art. portanto. parágrafo 4° do CPC). V. C . a fim de provocar a extinção do processo sem julgamento do mérito. 2. 267 VI e Art.3°.V do CPC. mas é de se notar que se o réu ao contestar não argüir a carência da ação não haverá preclusão.295. extinguindo dessa maneira o processo ( Art.III do CPC). parágrafo 3° combinado com Art. As Condições da Ação no CPC A .267. em preliminar a extinção do processo sem julgamento do mérito. Art. 2.301.3°. o que vai autorizar a extinção do processo sem julgamento do mérito. Duas ou mais ações serão idênticas quando têm as mesmas partes.301. o direito de ação é também incondicionado. parágrafo 3° do CPC).301. extinguindo. Chama-se litispendência a repetição de uma ação ainda em curso ( Art. Assim sendo. 3. porque antes de proferida a sentença de mérito o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a litispendência ou a coisa julgada. VI e Art. de ofício o processo sem julgamento do mérito. São requisitos que devem estar presentes para possibilitar a decisão de mérito.301.301. Art. a carência da ação. isto é. mas se não o fizer não haverá preclusão. do CPC). Em sendo causas impeditivas à decisão do mérito. Esse fenômeno de igualdade entre duas ou mais ações provocará a litispendência ou a coisa julgada ( Art.Obs.Interesse processual. mas nessa hipótese o réu responderá pelas penalidades de retardamento ( CPC. Por essa razão é melhor de dizer requisitos para o exercício do direito de ação. tanto a litispendência como a coisa julgada deverão ser argüidas na primeira oportunidade que o réu se manifestar nos autos.Possibilidade jurídica do pedido ( Art. 295. na preliminar da contestação ( Art. parágrafo 2° do CPC). VI. 267.Legitimácio “ad causam “ (qualidade de agir). Regra geral: A ausência de qualquer das condições da ação provocará a extinção do processo sem julgamento do mérito ( Art. A Legitimácia “ ad causam “ 21 .VI e Art. combinado com seu parágrafo único.Legitimácio ( Art. B . Obs.: A causa de pedir será sempre o fato causador da ação.5 – As Condições da Ação 1 – Crítica: A expressão é imprópria ou inadequada porque em sendo abstrato. mas nessa hipótese o réu responderá pelas penalidades de retardamento ( parte final do parágrafo 3° do art.VI. o mesmo pedido e mesma causa de pedir.301.267.267.X do CPC).Possibilidade jurídica do pedido.267. parágrafo 1° do CPC). na forma autorizada no art.301. porque o juiz antes de proferida a sentença de mérito está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de qualquer das condições da ação. se for o caso. VI do CPC).301.267. V do CPC).301. V. parágrafo 3° e Art. inciso III). Merece salientar que a carência de ação deverá ser argüida pelo réu na preliminar da contestação ( Art. Encerrada um ação ou um processo através de sentença de mérito transitada em julgado formada estará a coisa julgda material e essa ação não mais poderá ser repetida porque o juiz não pode julgar duas vezes a mesma lide ( Art.295.

284 e seu parágrafo único). somente o proprietário terá legitimácio ativa.: O gestor de negócios que vai a juízo para garantir o interesse substancial do gerido. b). o juiz está autorizado a indeferir a inicial quando for manifesta a ausência dessa 22 .946 A Legítima Ativa sempre que o legislador processual deseja indicar a legitimácia ativa ele se utiliza de forma expressa ou implícita dos seguintes núcleos verbais: compete. Exemplos: a).934 do CPC nos mostra que tanto o proprietário como o mero possuidor têm legitimácio ativa para a Ação de Nunciação de Obra Nova. 08/09/98 A Legítima Ativa Art. Legitimácio extraordinária – é aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material. também.II). significando dizer que nas Ações Petitórias a inicial terá obrigatoriamente de ser instruída com o registro de imóveis. na carência do direito de ação (CPC art. Aqui. É de se levar em conta que há de se ter legitimácio para se provocar a jurisdição ( legitimácio ativa ). a legitimácio ativa também será sinalizada pela relação material e também o titular do direito de ação. será ela uma Ação Possessória.o art. Ex. a Ação Possessória é aquela que busca a defesa da posse.946.X). Assim sendo.941. devendo antes. Além das regras indicativas do CPC. é como se o aludido dispositivo legal estivesse dispondo: cabe ou compete ao possuidor a Ação de Reintegração da Posse. bem como há de se ter legitimácio para a contradita ( legitimácio passiva).295.926.301. Ela é sintetizada pela seguinte frase: alguém vai a juízo em nome próprio para garantir direito material alheio. na extinção do processo sem julgamento do mérito (CPC art.VI).6°). A Legitimácia Passiva A sua ausência importará. intimar o autor concedendo-lhe um prazo de 10 dias para fazer a prova da legitimácio.267. De outro lado. Obs.É o requisito subjetivo da ação. Ação Petitória é aquela que busca a defesa da propriedade e por essa razão para ela. Entretanto.941do CPC nos mostra que somente o possuidor tem legitimácia para a propositura da Ação de Usucapião.o art. que a legitimácio extraordinária só poderá ser exercida nas hipóteses legalmente autorizadas ( CPC art. cabe. 926 do CPC os núcleos verbais aparecem aplicados de forma implícita. salvo nos casos de legitimácio extraordinária. também.I do CPC nos mostra que somente quem for proprietário tem legitimácio ativa para a propositura da Ação Demarcatória. d).: Natureza jurídica da Ação de Nunciação de Obra Nova: em sendo ajuizada pelo proprietário será ela uma Ação Petitória e em sendo ajuizada pelo mero possuidor. Cumpre observar. também. por oportuno e importante. A sua ausência importará. Consideração básica: O juiz está autorizado a indeferir a petição inicial quando a parte for manifestamente ilegítima ( CPC art. c). tudo de conformidade com o disposto no Art.o art. significando dizer que somente o possuidor tem legitimácio ativa para a Ação Possessória. É a pertinência subjetiva da ação significando a existência de uma pretensão subjetivamente razoável. sob pena de indeferimento da inicial ( CPC art.934. ele não deve indeferí-la de plano.no art. 3° do CPC.

Assim. 295. 23 . que a responsabilidade do fiador é secundária. está autorizado a pronunciar de ofício a ausência da legitimácia ativa ou passiva. Os meios protetivos do fiador Por se tratar de responsabilidade secundária. a fiança tem meios protetivos. Ao final. Dentro desse alinhamento. o fiador contesta e no próprio corpo da contestação articulará o chamamento ao processo.267. Chamamento ao processo tem uma natureza mista. Devedor é sempre aquele que está obrigado a cumprir o dever jurídico. vale dizer. a prestação e daí se dizer que a Ação Obrigacional é aquela que busca o cumprimento da prestação e. não haverá preclusão. Agora. Assim. porque será título executivo judicial do credor em relação ao fiador. não se pode imaginar uma relação material sem titulares. uma vez feita a penhora sobre os bens do devedor. sinalizadora da carência de ação (CPC art. no plano do direito das obrigações.I ). 301. É de se observar. mas antes terá de intimar o autor na forma do art.legitimácio passiva. Em sendo assim. seja a passiva importará em causa impeditiva a decisão de mérito. São eles: a). porque o juiz antes de proferida a sentença de mérito. isto é. em relação ao devedor ( chamado).III ). Trata-se da antecipação da Ação Regressiva de Perdas e Danos. de fazer ou de não fazer. na preliminar da contestação. O sujeito ativo é o credor enquanto o passivo é o devedor. podemos dizer que a Ação Obrigacional é. em conseqüência. do devedor. Assim sendo. Em sendo citado para responder a Ação de Cobrança que lhe é ajuizada pelo credor. Assim.é o meio protetivo do fiador na Ação de Execução.VI combinado com o art. condenará o fiador a pagar ao credor.X. porque é ao mesmo tempo uma modalidade forçada ou provodaca de intervenção de terceiros e é também uma ação. normalmente uma Ação de Cobrança ajuizada pelo credor em face do fiador. sem o sujeito ativo e sem o sujeito passivo. Assim. teremos de levar em conta o objeto da obrigação. Essa sentença condenatória ao transitar em julgado terá uma dupla força de executoriedade. de fazer ou de não fazer. se entende que na Ação Obrigacional a legitimácio passiva principal será do devedor. a legitimácio passiva na Ação Obrigcional será sempre daquele que tiver de cumprir a prestação de dar. Obs. Em verdade.II).X) que deverá ser argüida pelo réu na primeira oportunidade que falar nos autos. estes serão judicialmente avaliados e se o laudo de avaliação mostrar que os bens do devedor são suficientes para a satisfação do crédito. Nessa direção. extinguindo de ofício o processo sem julgamento do mérito. o meio protetivo da fiança é o chamamento ao processo (CPC art. Em sendo assim.77.301.O chamamento ao processo . do CPC. mas por causa do direito de regresso e do chamamento ao processo. dependerá sempre da natureza jurídica do direito material. se o réu contestar sem a referida preliminar. seja a ativa. b)-o benefício de ordem . se o juiz julgar procedente o pedido da Ação de Cobrança. primordialmente oponível ao devedor e secundariamente ao fiador. A verificação do devedor. em sendo citado na execução pecuniária poderá o fiador requerer o benefício de ordem para que a penhora incida em primeiro lugar sobre os bens do devedor e somente se estes forem insuficientes para garantir a satisfação do crédito é que ela poderá incidir sobre os bens do fiador. e do seu respectivo conteúdo ou objeto. a prestação de dar. daquele que terá a legitimácio passiva para responder a ação. requerendo a extinção do processo sem julgamento do mérito com apoio no art. mas também será título executivo judicial do fiador (chamante). isto é. Ela é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal ( Ação de Cobrança). porque a responsabilidade patrimonial principal é do devedor. vale dizer.267.: É conveniente recordar que normas dispositivas ou permissivas são aquelas que regulamentam primordialmente o interesse privado e por essa razão podem contratualmente ser afastadas pela vontade das partes. a ausência da legitimácia. quer dizer. somente a análise da relação material poderá nos indicar aquele que tem legitimácio passiva para a ação. (CPC art. na mesma sentença condenará o chamado ( o devedor ) a ressarcir o chamante ( o fiador ). o fiador será excluído da relação processual executória.284 e seu parágrafo único. requerendo a citação do chamado. enquanto a secundária será do fiador. ao contestar deverá o réu argüir a preliminar de carência da ação. é necessário lembrar que a relação material é sempre uma relação entre pessoas qualificadas pela norma jurídica.na Ação de Conhecimento. A legitimácio passiva tal como a ativa tem de estar presente para permitir a decisão de mérito. isto é. mas nesse caso o réu que não argüiu a preliminar responderá pela penalidades de retardamento ( CPC art.

A legitimácio ativa no direito real é sempre do titular da coisa. mas no momento da Ação Real o sujeito passivo se determina. enquanto no plano da execução pecuniária fiador se protegerá por intermédio do benefício de ordem. as normas que no Código Civil disciplinam a fiança são dispositivas. mas nesse caso a sua responsabilidade. já que é toda a sociedade. Enquanto a Ação Obrigacional busca o cumprimento da prestação. a legitimácio passiva para respondê-la será sempre daquele que foi encontrado com a coisa.6° ). passará a ser solidária e portanto equiparável à responsabilidade principal. o seu sujeito passivo é indeterminado. É conveniente não esquecer que a legitimácio extraordinária somente poderá ser exercida nas hipóteses legalmente autorizadas ( CPC art. do titular do domínio . o fiador poderá se proteger promovendo o chamamento ao processo. legitimácio extraordinária e a legitimácio concorrente. A legitimácio passiva na Ação Real Direito real é uma relação material que se estabelece entre o titular da coisa e toda a sociedade. ou passivo. que era secundária. Exemplos: 24 . a Ação Real é aquela que busca a coisa. Nessas condições. somente em situações excepcionais o legislador processual admite a legitimácio extraordinária. Ela é sintetizada pela seguinte frase: alguém vai a juizo em nome próprio para preservar direito material alheio. -34O dever jurídico no direito real é a abstenção ( obrigação de não fazer) porque todo mundo está obrigado a se abster diante do direito real. o sujeito passivo é indeterminado porque é toda a sociedade.Neste particular. Resumindo: A Ação Obrigacional é também oponível primordialmente ao devedor e secundariamente ao fiador. A legitimácio passiva do direito real é de toda a sociedade. porque passa a ser aquele que for encontrado com a coisa. a legitimácio admite a seguinte classificação: legitimácio ordinária. Em resumo: No momento em que se constitui o direito real. Conclusão: A legimácio passiva dependerá para a sua identificação não somente da natureza jurídica da relação material como também do seu objeto. Levando-se em conta que a Ação Real persegue a coisa. Ela é simbolizada pela seguinte frase: alguém vai a juízo para garantir o seu próprio direito material. Ela é a modalidade de legitimácio preferida pelo legislador e daí ser aquela que mais aparece na ação e no processo. Legitimácio ordinária e a extraordinária Legitimácio ordinária – é aquela na qual o titular do direito de ação é também o titular do direito material. razão pela qual no plano contratual o fiador poderá renunciar ao benefício de ordem.09/98 A Legitimácio extraordinária É aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material. significando dizer que no momento constitutivo do direito real. razão pela qual é também conhecida como legitimácio usual. O objeto do direito real é a coisa. No plano da Ação de Conhecimento. A classificação da legitimácio Além do posicionamento ativo. 11. vale dizer.

embora em nome próprio. parte formal é todo aquele que atua com legitimácio extraordinária. Enquanto o representante defende em juízo um direito de outrem em nome de outrem ( ou seja: um direito do representado em nome do representado ). Parte Formal e Parte Material Parte Formal: é aquela que aparece na ação e no processo atuando em lugar do titular do direito material. § 2° ). por um interessse que lhe é próprio. enquanto que o substituto processual está em juízo em nome próprio para defender direito de outrem.Parte Formal é o substituto processual. cabe não esquecer que a principal conseqüência da legitimácio extraordinária é a figura do substituto processual. Substituição processual e sucessão processual ( substituição das partes – CPC art.: Em certas ações a controvérsia em torno da legitimácio extraordinária é bastante nítida. Finalmente. o sucessor comparece como sujeito da relação jurídica de que se tornou titular. Substituto processual e a representação Na substituição processual é parte ( parte formal ) uma pessoa distinta do titular do direito material ( substituído ). b). aquele que atua com legitimácio extraordinária. o gestor de negócios que vai a juízo para garantir o interesse substancial do gerido. Na representação o representado é parte. ao contrário do que se dá na substituição processual. isto porque a sentença de mérito provocada pelo substituto processual dirige-se diretamente ao substituído.Parte Material é o substituído. Assim. muito se discute se ao propor a Ação Civil Pública o MP estará atuando com legitimácio ordinária ou com legitimácio extraordinária. na qual o substituto sempre atua na defesa do direito de outrem.O marido que vai a juízo para a defesa do bem dota. se discute se ele deixou de ser fiscal da lei e se transformou em parte e nesta hipótese se ele passou a atuar com legitimácio ordinário ou com legitimácio extraordinário. A coisa julgada material e o substituto Merece observar que a decisão proferida na causa do substituto produz os efeitos da coisa julgada material para o substituído. passa a atuar em nome próprio. o substituto processual defende em juízo um direito de outrem em nome próprio ( ou seja: um direito do substituído em nome do substituto). A Legitimácio Concorrente 25 . Na sucessão. Parte Material: é o titular do direito material que não aparece nem na ação e nem no processo porque em seu lugar está atuando a parte formal. isto é. por exemplo. O substituto processual. substituindo o titular do direito material. o que não acontece com o substituído já que nesta hipótese a parte é o substituto. já que é ele o titular do direito material. o titular do direito material. mesmo porque o substituto atua como se fosse o próprio substituído. Também na Ação Popular quando o autor autor abandona e o MP assume a responsabilidade de prosseguir com a ação. e sim em nome próprio. Em resumo: a). ao contrário do que sucede com o representante não atua em nome de outrem. vale dizer. embargos de terceiro interpostos por possuidor direto ( CPC 1050. Fica bastante claro que a coisa julgada tem também eficácia para o substituto processual. Assim sendo. Obs.41 e seguintes ) Aquele que sucede a outrem na demanda. quer dizer. O substituto processual é parte ( parte formal ) uma pessoa distinta do titular do direito material ( substituído ).

O interesse processual É o requisito objetivo da ação. art. 301. significando dizer que poderá haver interesse processual para uma ação e não se ter interesse para outra.É aquela que aparece quando há uma pluralidade de titulares do direito de ação sem que a lei exija a participação de todos eles na relação processual. o conceito de legitimácio “ad processum “é genérico e invariável porque quem não tem capacidade para ser parte em um processo não a terá para qualquer outro processo. Ação Possessória é aquela que busca a defesa da posse. identificadora da carência de ação ( CPC 301.: A Ação Petitória é uma ação para a defesa da propriedade e por essa razão somente o proprietário tem legitimácio para a sua propositura e daí se dizer que o juízo petitório é o juízo da prova da propriedade. a legitimácio dos com-possuídores na composse. II ). é a pertinência objetiva da ação significando a existência de uma pretensão objetivamente razoável. quer no condomínio especial. Exemplos: O mero possuidor tem legitimácio para a Ação Possessória e não a tem para a Ação Petitória. É de se relembrar que quando a parte for manifestante ilegítima. O interesse processual resulta da conjugação de dois elementos objetivos. Obs.VI ).267.5°) Legitimácio “ad causam “e Legitimácio “ad processum “ Enquanto a Legitimácio “ad causam” é o requisito subjetivo da ação. variando de ação para ação. Esse impasse foi resolvido com a criação das figuras do representante para suprir a incapacidade absoluta e do assistente em relação à capacidade relativa. A principal conseqüência da Legitimácio Concorrente é o Litisconsórcio Facultativo Unitário. Ausência de Legitimácio Ativa ou Passiva É causa impeditiva à decisão de mérito. podendo se ter legitimácio para uma ação e não tê-la para outra. Se o locatário deixou o imóvel não mais haverá nem necessidade e nem utilidade para a Ação de Despejo.103 e lei 7. § 3°. significando dizer que somente o possuidor terá legitimácio para a sua propositura e daí se dizer que o juízo possessório é o juízo da prova da posse. De outro lado. vale dizer. significando dizer que basta um deles ajuizar a ação e ela estará bem proposta. quer no condomínio geral. 1° parte e art. tem legitimácio para a Ação Petitória e não a tem para a Ação Possessória. III. Por sua vez.X ) e determinadora da extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. É importante destacar que o conceito de Legitimácio ‘ad causam “se caracteriza pelo especialidade e por essa razão vai variar de ação para ação. mas poderá haver interesse processual para a Ação de Cobrança de alugueres atrasados.267. 2° parte). mas se não o fizer não haverá preclusão. a Legitimácio “ad processum “é pressuposto processual de validade. a saber: a necessidade e a utilidade. O conceito de interesse processual é também específico.X ). a legitimácio dos acionistas de uma S/ª Obs. o proprietário não possuidor. Exemplo: A legitimácio dos condôminos. o juiz está autorizado a indeferir a petição inicial ( CPC 295.347/85 art. já que diz respeito à capacidade processual. É ainda conveniente não esquecer que antes de proferida a decisão de mérito o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de legitimácio para dessa maneira extinguir o processo sem julgamento do mérito ( CPC art. § 4° ). mas ele responderá pelas penalidades do retardamento ( CPC 267.: A Legitimácio Concorrente poderá também ser uma decorrência da própria lei (ver Constituição Federal. da mesma maneira se o 26 . A preliminar da ausência de legitimácio deve ser argüida pelo réu na preliminar da contestação ( CPC 301.

A impossibilidade jurídica do pedido autoriza o indeferimento da inicial por inepta (CPC art. § 4° ).267.485. mas ele responderá pelas penalidades do retardamento (CPC. O réu deverá argüir na preliminar da contestação a ausência de interesse processual. mas se não o fizer não haverá preclusão. 295. o interesse processual é interesse secundário por ser exclusivamente instrumental. na Ação Meramente Declaratória de fato. mas se não o fizer não haverá preclusão. mas poderá haver para a Ação Indenizatória de Perdas e Danos.I ). o Interesse Processual e a Possibilidade Jurídica do Pedido são exigidas para qualquer tipo de ação. Exemplos: Na Ação Rescisória de coisa julgada formal o pedido é juridicamente impossível.267.invasor já abandonou o imóvel não haverá nem necessidade nem interesse para a Ação de Reintegração de Posse. 1° parte ).II ) o nosso ordenamento jurídico só prevê a Ação Declaratória incidindo sobre o direito.295. III ). 14/09/98 Interesse processual e interesse substancial Enquanto o interesse substancial é o interesse principal porque diz respeito a pretensão e confunde-se com o direito material. VI ). Regra: A ausência da condição especial de procedibilidade provocará a extinção da ação ou do processo sem julgamento do mérito. § 3°. o pedido é juridicamente impossível. Antes de proferida a decisão de mérito poderá o juiz de ofício pronunciar a falta de interesse processual e extinguir o processo sem julgamento do mérito ( CPC. Assim sendo.267. art. 2° parte ). X ). § 3°. o juiz está autorizado a indeferir a petição inicial ( CPC aart. A condição especial de procedibilidade ( condição específica de procedibilidade ) Algumas ações além das condições genéricas exigem algo mais. § 3°. A possibilidade jurídica do pedido Significa que o pedido tem de estar previsto em nosso ordenamento jurídico. Aqui também o réu terá de argüir essa impossibilidade jurídica na primeira oportunidade que se manifestar nos autos. Aqui também o juiz antes de proferir a decisão de mérito está autorizado a pronunciar de ofício a impossibilidade jurídica do pedido. As condições genéricas da ação A Legitimácio. III ). Esse indeferimento da inicial corresponde à extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. porque com exceção do fato concernente à autenticidade ou falsidade do documento ( CPC art. mas ele responderá pelas penalidades de retardamento (CPC art. combinado com art. Caput ). porque o nosso ordenamento jurídico somente prevê a Ação Rescisória para a coisa julgada material ( CPC art.301.4. Quando for manifesto que o autor é carecedor de interesse processual. a ausência de qualquer das condições genéricas da ação importará na extinção do processo sem julgamento do mérito. 27 .§ 3°. I. vale dizer se propagam genericamente para todas as ações e daí se dizer que esses requisitos são as condições genéricas da ação. art. 2° parte ).VI) isto porque a impossibilidade jurídica do pedido é causa impeditiva à decisão do mérito. exigem um plus especial que é a condição especial ou específica de procedibilidade. A ausência de interesse processual sinaliza a carência de ação ( CPC 301.267.267. A impossibilidade jurídica do pedido é causa determinadora da extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. combinado com o seu parágrafo único. extinguindo dessa maneira o processo sem julgamento do mérito ( CPC art.267. autorizando a extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC 267.

a Ação de Reintegração de Posse ajuizada pelo comodante em face do comodatário exige a notificação prévia do último. na parte conclusiva opinará. também. mas via de regra as causas impeditivas à decisão de mérito serão analisadas e decididas no momento da sentença. No procedimento comum sumário. a fundamentação terá que se adentrar pela questão de mérito.6 Os Elementos da Ação Conceito: São aqueles elementos que servem para individualizar as causas e as pretensões. coisa julgada (material). uma fundamentação e uma parte conclusiva ou dispositiva. Uma vez encerrada essa etapa de análise material. o MP chegará a parte conclusiva ou dispositiva na qual opinará pela procedência ou pela improcedência do pedido. se for o caso a condição especial de procedibilidade. ausência de qualquer das condições genéricas da ação. exige a notificação prévia do último. deverá apresentar teoricamente esses requisitos que permitem a decisão de mérito. Na fundamentação o representante do MP examinará e analisará a matéria de fato e a matéria de direito. 3). Obs. Obs.Na execução por quantia certa contra devedor solvente a segurança do juízo é a penhora. ajuizada pelo promitente vendedor em face do promitente comprador. ausência de condição especial de procedibilidade. de regra. terá de examinar em primeiro lugar os pressupostos processuais. É o que acontece por exemplo com o prazo de 120 dias para impetração do Mandado de Segurança. as condições genéricas da ação e.: a).A Ação de Rescisão de Promessa de Compra e Venda Imobiliária. a segurança do juízo é o depósito. Assim sendo.Em certos casos. ausência de qualquer pressuposto processual. enquanto na execução para entrega de coisa certa. a fim de constituí-lo em mora.Os Embargos do devedor exigem a segurança do juizo. exige o prévio oferecimento de fiança idônea. por força do princípio da concentração. No procedimento sumaríssimo ( juizado especial civil ). Técnicas do parecer em concurso do MP O parecer tem de ter um relatório. sendo este o momento para se analisar a matéria de direito material. 28 . 2. ou então com o prazo de 10 dias contados da juntada aos autos do Mandado de Intimação de Penhora.: No procedimento comum ordinário as preliminares concernentes às causas impeditivas à decisão de mérito terão de ser obrigatoriamente decididas pelo juiz no saneador. No relatório se fará uma síntese histórica da causa. Na fundamentação terá o MP de examinar se há elementos para que se profira uma decisão de mérito. 2). Finalmente. ao despachar a petição inicial o juiz já está exercendo atividade saneadora. b). Causas impeditivas à decisão de mérito: litispendência. também a tempestividade funciona como condição especial de procedibilidade. pela procedência ou pela improcedência do pedido.Exemplos: 1). para a interposição dos embargos do devedor. ter-se-á de opinar pela extinção da ação ou do processo sem julgamento do mérito. porque em havendo ausência de qualquer um deles. 4).A Ação de Renovação de Locação Comercial ajuizada pelo locatário em face do locador. para em seguida verificar se o enunciado da questão mostra a presença de tais requisitos.Se o Contrato de Comodato é por prazo indeterminado. Nesta fase. Vencidas essas etapas. tudo será decidido em um só e grande momento que é o da audiência de instrução e julgamento.

: No tocante à titularidade é conveniente não esquecer que nem sempre o titular do direito material é o titular do direito de ação e por essa razão surge a divisão entre a Legitimácio Ordinária e a Legitimácio Extraordinária. bem como os limites da coisa julgada. condições genéricas da ação) A importância dos elementos da ação: o seu estudo é importante para se compreender a litispendência. porque em seu lugar está atuando o substituto processual.natureza jurídica do litisconsorte: é parte Requisitos para se ser parte: titularidade ( legitimacio e interesse processual ) e a capacidade processual ( capacidade para ser parte ou capacidade para estar em juízo). vale dizer. se entende que as partes são os sujeitos do contraditório instaurado perante o juízo. com o seu objeto imediato e com o seu objeto mediato. Elemento objetivo: o pedido.natureza jurídica do litisconsórcio: reunião de partes. vale dizer. porque as partes constituem o elemento subjetivo da ação. Obs. legitimácio. Parte material: é o substituído. já se manifesta um dos principais princípios que norteiam os pressupostos processuais de existência. A principal conseqüência da Legitimácio Extraordinária é a figura do substituto processual. isto é.13. surgindo então o litisconsórcio.6° ). Modernamente. a conexão e a continência.: partes (ver itens: pressupostos especiais de existência. Parte formal: é o substituto processual. o litisconsórcio. Incapacidade processual e irregularidade na representação: CPC art. O elemento subjetivo Conceito: parte é aquele que pede e em face de quem se pede a prestação jurisdicional. Elemento causal: causa petendi ( causa de pedir ). é o titular do direito material que não aparece nem na ação e nem no processo. b). Legitimácio Extraordinária é aquela na qual o titular do direito de ação não é o titular do direito material: alguém vai a juízo em nome próprio para preservar direito material alheio. Assim sendo. Obs. Apesar do princípio da dualidade nada impede que haja várias partes.Classificação: Elemento subjetivo: as partes. porque é ele o titular do direito material. Obs. logo. que é o princípio da dualidade ( tem de haver pelo menos duas partes). enquanto o assistente decide em cooperação com o relativamente incapaz.: 29 . a reunião de partes ao curso do processo. O impasse da incapacidade processual foi resolvido com a criação das figuras da representação ( incapacidade absoluta) e da assistência ( incapacidade relativa). significando dizer que cada litisconsorte é parte. Nesse clássico conceito. o litisconsórcio é uma cumulação subjetiva. A Legitimácio Extraordinária somente poderá ser exercida nas hipóteses legalmente autorizadas ( CPC art. Neste moderno conceito de partes já aparece manifesto que as partes e o juiz são os sujeitos principais do processo. a coisa julgada. é todo aquele que atua com Legitimácio Extraordinária. O representante decide em lugar do absolutamente incapaz. Regra: A coisa julgada material atinge diretamente o substituído. no plano conceitual e no plano da sua natureza jurídica o litisconsórcio é uma reunião de partes. Em resumo: a). Legitimácio Ordinária é aquela na qual o titular do direito de ação é também o titular do direito material: alguém vai a juízo em nome próprio para garantir o seu próprio direito material.

Em relação aos destinatários há entre nós duas correntes: 1° . É importante ressaltar que nas chamadas modalidades de intervenção do terceiro. o que vai provocar a aplicação da norma do art.282. ocasião em que declarou que as partes eram legítimas e estavam bem representadas.IV). É necessário não esquecer que o juiz não pode indeferir de plano ou liminarmente a petição inicial pela falta de pedido.I. 473 do CPC vale para todo mundo. não obtida a conciliação. O objeto mediato do pedido: é o bem ou o direito que se quer adquirir com aquela providência jurisdicional. isto é.É a conjugação da pretensão inserida na petição inicial. a preclusão. combinado com seu parágrafo único I ). para dessa maneira extinguir o processo sem julgamento do mérito. o juiz saneou o feito. segundo a qual antes de proferida a decisão de mérito o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de legitimácio.a eficácia preclusiva regenciada no art. inclusive para o juiz ( opinião minoritária ). operando-se. todo aquele que é estranho à relação processual quer dizer. portanto. O elemento objetivo da ação: o pedido (CPC art.282) Conceito: . cabe destacar que a decisão proferida em saneador não é decisão de mérito. no momento em que este intervém no processo.295. o juiz extinguiu o processo sem julgamento do mérito. Exemplos: 30 . A ausência do pedido torna a inicial inepta e autoriza o seu indeferimento (CPC art. Assim. alegou que a decisão contida no saneador já estava protegida pela imutabilidade da eficácia preclusiva. 15/09/98 Exercício: Em ação de procedimento comum ordinário. mas sim as partes.473 do CPC diz respeito às decisões interlocutórias. Ela só tem uma imutabilidade intrínseca porque somente vale para aquele processo no qual foi encarada e nesse aspecto equipara-se à coisa julgada formal. Está correta a fundamentação do apelante? Justificar a resposta.473 ) mostra que o destinatário dessa eficácia preclusiva não é o juiz.Pedido é aquilo que se pede. Esse Segunda corrente é majoritária. Além disso. ele deixa de ser terceiro e passa a ser parte. Assim sendo. segundo tal concepção a posição do apelante é destituída de amparo legal. é aquele que está fora do processo.267 § 3°. já que nesta hipótese ele está obrigado a aplicar a norma do artigo 284 e seu parágrafo único. Não existe pedido sem objeto imediato. 2° . salvo no caso da assistência simples. segundo esse entendimento a posição do apelante está correta.: Em primeiro lugar é necessário observar que a eficácia preclusiva regenciada no art.Terceiro é todo aquele que não é parte. na audiência de instrução e julgamento por entender que faltava legitimácio ativa. O saneador permaneceu irrecorrido. Entretanto. . O pedido é um dos requisitos essenciais ou obrigatórios da petição inicial (CPC art.a simples leitura do texto legal ( CPC art. Em segundo lugar é necessário se indagar quais são os destinatários dessa eficácia preclusiva das decisões interlocutórias. O autor apelou e com apoio na norma do art.473 do CPC. Resp. O objeto imediato do pedido: é a providência jurisdicional solicitada.

289 ) É aquele no qual o autor formula um pedido principal que é aquele que realmente ele quer.Ação Indenizatória de Perdas e Danos com fundamento na responsabilidade Art. que se condenatória . já que este somente poderá ser deduzido se a causa petendi da ação for o fato correspondente no inadimplemento voluntário da obrigação alternativa. na obrigação alternativa a escolha caberá ao devedor. II . mas também formula um pedido eventual ou subsidiário que só prevalecerá se o juiz não puder conhecer o pedido principal. 3 – Pedido alternativo: Obrigação alternativa é aquela na qual o devedor pode cumprir a prestação de mais de um modo. Assim sendo. mesmo em havendo pedido genérico o juiz está obrigado a proferir sentença líquida. A obrigação alternativa é facilmente reconhecida pela presença da conjunção “ ou “. 2 – pedido genérico. É de se observar que esses incisos não são enunciativos ou explicativos. 2° .286 do CPC. enquanto o objeto mediato não aparece clariado ou individualizado na petição inicial. Art. As exceções: À interpretação restritiva e ao princípio da congruência: 31 . enquanto o objeto mediato do pedido é a coisa sobre a qual se pretende a reintegração. A principal conseqüência do pedido genérico é que em razão da falta de objeto mediato o juiz irá proferir uma sentença ilíquida. Considerações básicas: 1° . 603 ).286. ter-se-á de se promover a sua liquidação ( CPC 586.293.Princípio da congruência – a sentença terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido.286. I – Ação de Petição de Herança. Por sua vez.286 ). na Ação Indenizatória de Perdas e Danos o objeto imediato é o pedido indenizatório. § 1° combinado com o art. 460 ). Exceção: no Juizado Especial Cível. 288. enquanto o objeto mediato do pedido é o valor da indenização. Merece ainda assinalar se a escolha couber ao devedor e o autor não formular o pedido alternativo. É aquele que tem objeto imediato e objeto mediato.Pedido em ordem sucessiva: (CPC art. antes de se proceder a execução do julgado.Os pedidos são interpretados restritivamente ( CPC art. mas lhe faltará o requisito da liquidez.III . Merece assinalar que não existe liberdade para a formulação do pedido alternativo. ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. parte final ). É conveniente destacar que não existe liberdade para a formulação do pedido genérico. já que somente em hipóteses excepcionais ele vai admitir o pedido genérico ( CPC art. 1° parte combinado com art. Se o contrário não dispuser a lei ou o contrato. sob pena de invalidade ( CPC art.286.§ único ). já que neles se faz presente o princípio da taxatividade ( número clausus ) Exemplos: Art. 1° parte ).459. o juiz vai assegurar ao devedor o direito de escolha ( CPC art. já que este só poderá ser formulado se presente estiver qualquer um dos seus pressupostos legais autorizados e que são os previstos nos três incisos do art.286.Na Ação de Reintegração de Posse o objeto imediato é o pedido reintegratório.Ação de Prestação de Contas civil. 4. As modalidades de pedidos 1 – pedido certo ou determinado ( CPC art. Regra geral: Pedido genérico acarreta sentença ilíquida. Merece avisar que o legislador quer o pedido certo ou determinado. É aquele que tem objeto imediato.

vale dizer. independentemente do pedido do autor ( CPC art.Cumulação em sentido estrito: Regra: Só haverá cumulação de pedidos quando o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles. de tal maneira que o acolhimento ou a rejeição de um deles não importará no acolhimento ou na rejeição do outro. por exemplo.20 ). Acumulação de pedidos Classificação básica: a). É aquela na qual o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles Classificação: a). 32 .1° .293.cumulação sucessiva – é aquela na qual existe uma interligação entre os pedidos de tal maneira que o acolhimento de um importará obrigatoriamente no acolhimento do outro. ou então a rejeição de um importará necessariamente na rejeição do outro. Obs. b).: Antes da desindexação da economia qualquer condenação em dinheiro importaria também na correção monetária. O juiz. Obs. Assim sendo. poderá julgar procedente um dos pedidos e improcedente outro.292.: Prestações periódicas são aquelas que vão vencendo ao curso do processo.Cumulação em sentido lato: pedido alternativo ( CPC art. Caput ).Qualquer condenação em dinheiro importará nos juros legais. 3° .292 chama de conexão.289 ). a verdadeira cumulação de pedidos é a cumulação em sentido estrito.As prestações periódicas serão sempre incluídas no pedido. A cumulação em sentido estrito: É a verdadeira cumulação de pedidos.: O que chamamos de interligação o CPC na parte final do art. Exemplo: Ação de Reintegração de Posse cumulada com Perdas e Danos. porque com ela o autor não está preconizando o acolhimento de mais de um pedido. não existe uma relação de dependência causal entre os pedidos.A condenação nas custas processuais e em honorários de advogado por força dos efeitos da sucumbência ( CPC art. Conclusão: A cumulação em sentido lato não é a verdadeira cumulação de pedidos. independentemente de declaração expressa do autor ( CPC art. Exemplo: Uma Ação de Cobrança de duas dívidas oriundas de causas diferentes. Investigação de Paternidade cumulada com Petição de Herança.cumulação simples – é aquela na qual não existe uma interligação entre os pedidos. 2° parte ).288 ) e pedido em ordem sucessiva ( CPC art. Obs.290 ). 2° . Os pressupostos da cumulação de pedidos: Pressuposto genérico: único processo e mesmo réu ( CPC art. b).

Uniformidade de procedimento ( CPC art. 2 .§ 1°. Crítica: Negar a existência de mais de um réu é negar a existência do litisconsórcio. § 1°.Ação Declaratória Incidental deduzida pelo autor ( depois da inicial ) na réplica (CPC art.Reconvenção ( CPC art. Os casos especiais de cumulação de pedidos 1 .I. só poderá haver cumulação de pedidos em face do mesmo réu. III ). O gravame para a incompatibilidade entre os pedidos será o indeferimento da inicial por inepta ( CPC 295.325).Contra Ação Possessória ( Ação Dúplice ) formulada pelo réu na contestação (CPC art. Cumulação de pedidos e cumulação de ações 33 . combinado com o seu parágrafo único.Declaratória formulada ou deduzida pelo réu na contestação ( CPC art.Competência do juízo para conhecer igualmente de todos os pedidos ( CPC art.922). § 2° ). o pedido meramente declaratório somente tem objeto imediato. IV ) 21/09/98 Exercício: Apontar na Ação Meramente Declaratória o objeto imediato e o objeto mediato. significando dizer que em princípio somente o autor pode cumular pedidos. Os pedidos portanto não podem ser excludentes entre si. Quem pode cumular pedidos? -Em princípio é o autor. 315 ) 4 . salvo nos casos especiais de cumulação de pedidos. Logo o litisconsórcio passivo impede a cumulação de pedidos.Compatibilidade entre os pedidos.: Construção doutrinária defende a possibilidade de se admitir a cumulação de pedidos no litisconsórcio passivo unitário. mesmo sendo ele unitário. Já que cada um deles representa os demais é como só existisse um réu e daí a possibilidade de se admitir a cumulação de pedidos. salvo em casos especiais de cumulação de pedidos. O momento oportuno para a cumulação de pedidos É o da petição inicial. -482°. Alegam que no litisconsórcio unitário cada litisconsorte representa os demais. Os pressupostos específicos da cumulação de pedidos: 1° . -Para a opinião majoritária. 5° ).II).292. 3 . sendo esta uma das razões para que o juiz profira uma sentença de igual teor para todos eles. Obs. Para a corrente minoritária. o objeto imediato e o objeto mediato do pedido se confunde.292. Obs. 3° .Assim sendo. É de se observar que esse requisito da compatibilidade não se exige na cumulação em sentido lato ( porque nela não existe cumulação de pedido ). neste caso.: Se os pedidos tiverem procedimentos diferentes já na petição inicial o autor deverá esclarecer que deseja o procedimento ordinário ( CPC 292. significando a coexistência entre os pedidos.

De outro lado.267.Renúncia parcial A renúncia incide sempre sobre o direito material. No plano doutrinário a exceção seria a Ação Declaratória Incidental formulada pelo autor na réplica ( CPC art. O juiz pode cumular pedidos? Segundo dispõe o art. De outro lado. É ainda necessário destacar que o parágrafo 4° do art. Somente os titulares do direito material têm legitimidade para transigir. 3 . o autor não poderá. Ampliação do pedido ( CPC art. desistir da ação “. A desistência poderá ser total ou parcial. de ofício.269. é evidente que o juiz não tem legitimidade para cumular pedidos. para aqueles que em sentido estrito diferenciam a cumulação de pedidos da cumulação de ações. VIII ). 294 do CPC. Por essa razão a desistência é uma das causas determinadoras da extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. não tendo qualquer repercussão no direito material. significando dizer que quem renuncia está abrindo mão do direito material. sem o consentimento do réu. para julgá-las simultaneamente. 294 ) Somente é permitida antes da citação. observando-se que depois dela não mais será possível por causa da regra proibitória do art. VI ). 2 2.Transação parcial A transação é um negócio jurídico bilateral que incide sobre o direito material e através dela as partes estabelecem mútuas concessões relativas ao direito material. 105 do CPC o juiz. As modificações do pedido Elas podem ser de duas modalidades: quantitativas e qualitativas ( alteração ).325 ). e daí se dizer que quem desiste está apenas desistindo da ação. eis ai uma cumulação de pedidos provocada pelo juiz. para aqueles que “lato sensus “entendem que a cumulação de pedidos é a cumulação de ações representam uma só e mesma coisa. Por essa razão a renúncia é uma das causas determinadoras da extinção do processo com julgamento do mérito ( CPC art. É por demais evidente que a desistência parcial acarretará a redução do pedido. eis que na cumulação de pedidos existe uma única petição inicial e que não acontece na cumulação de ações. a fim de evitar decisões contraditórias. A renúncia poderá ser total ou parcial. É por demais evidente que a renúncia parcial provocará a redução do pedido.Em sentido lato se entende que a cumulação de pedidos e a cumulação de ações se confundem representando uma só e mesma coisa. está autorizado a reunir ações conexas ou em continência proposta em separado. Os casos de redução do pedido 1 – Desistência parcial Em primeiro lugar é necessário observar que a desistência incide apenas sobre o direito de ação. 267 do CPC dispõe: “is de decorrido o prazo para resposta. Ora. Os requisitos formais autorizadores da transação são dos seguintes: 34 . A modificação quantitativa do pedido pode ser de duas modalidades: ampliação e redução. em sentido estrito se entende que a cumulação de pedidos e a cumulação de ações são fenômenos diferentes.

A modificação qualitativa do pedido é a substituição de um pedido por outro pedido. o autor não poderá alterar o pedido “ Nesse primeiro segmento não há qualquer tipo de controvérsia.a). Requisitos de admissibilidade da modificação qualitativa do pedido 1 – Depois da citação somente será permitida a modificação qualitativa do pedido com o consentimento do réu ( CPC art. eis que se o autor neste caso da revelia promover uma nova citação do réu não se poderá impedir a modificação qualitativa do pedido. c). 2° .264 ). significando dizer que somente o réu poderá concordar ou discordar.forma prescrita e não defesa em lei. A transação poderá ser total ou parcial. 4. O polêmico artigo 321 do CPC Esse dispositivo legal terá de ser dividido em dois segmentos: 1° .“ ainda que ocorra revelia. não podendo ser suprida pelo juiz. Crítica: Essa interpretação ao admitir a não outiva do réu. § único ).“salvo promovendo nova citação do réu.264. É por demais evidente que a transação parcial vá provocar a redução do pedido. 2 – Saneado o processo não mais se admitirá a modificação qualitativa do pedido (CPC art. Assim sendo. isto porque a declaração da vontade do réu é personalíssima.Compromisso relativo à parte do objeto do litígio. aonde o texto legal fala em citação. ou como querem outros a substituição de uma ação por outra ação. direito disponível. 5 – Recurso parcial A modificação qualitativa do pedido Disciplina legal: CPC art.direito patrimonial. 35 . está em verdade admitindo que a manifestação da vontade do réu seja suprida pelo juiz. b). eis que se o réu é revel não poderá haver a alteração do pedido.Levando-se em conta que a declaração da vontade do réu tem de ser personalíssima. eis que este é de natureza exclusivamente instrumental não incidindo portanto sobre o direito material. a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 dias” A redação desse trecho do artigo 321 do CPC tem provocado interpretações divergentes. É de se observar que a manifestação ou a declaração da vontade do réu é personalíssima e insuprível pelo juiz. não pode ela ser suprida pelo juiz. vale dizer. Merece acentuar que não se pode confundir a transação com o compromisso processual.O sentido do texto legal é bem claro.legitimidade.264 e 321 Ela é também conhecida como alteração do pedido ( CPC art. havendo entre nós duas correntes: a). A conseqüência processual da modificação qualitativa do pedido: ao réu será devolvido integralmente o prazo para a resposta. d). deverá se ler e entender intimação. A transação por incidir sobre o direito material é uma das causas determinadoras da extinção do processo com julgamento do mérito.agente capaz.264. § único ). b).

Merece observar que a escritura de compra e venda tem de declarar expressamente que se trata de venda “ ad corpus “. significando dizer que o comprador está adquirindo o que existir. b).Nestas condições regularmente intimado. comparecer para discordar também não poderá ocorrer a alteração do pedido. se ao emitir-se na posse do imóvel adquirido. o concurso de ações é também conhecido como concurso eletivo. Na compra e venda “ad mensuram “o vendedor se responsabiliza pelas dimensões imobiliárias que aparecem descritas na escritura de compra e venda.Actio Redibitória – é a ação de rescisão da compra e venda com a devolução da coisa. o réu terá o prazo de 15 dias contados da juntada aos autos do mandado de intimação. que é a compra e venda “ ad mensuram “.: Assim como em sentido estrito não se pode confundir a cumulação de ações com a cumulação de pedidos. o comprador não encontrar os 60 alqueires. também não se pode confundir uma ou outra com o concurso de ações. Se dentro desse prazo não comparecer não haverá a modificação qualitativa do pedido e se dentro do prazo. encontrando uma área menor. a lei coloca à sua disposição uma dentre as seguintes ações: 36 . Assim sendo. 22/09/98 O concurso de ações Ocorre quando a lei coloca à disposição do titular do direito mais de uma ação a sua escolha e como é ele próprio que vai escolher ou eleger a ação a ser proposta. a outra ou as outras não mais poderão ser ajuizadas. OBS.: A compra e venda com vício redibitório e as sus conseqüentes ações estão atualmente normatizadas no Código de Defesa do Consumidor.: Vício redibitório é o defeito oculto da coisa. se comparecer dentro do prazo e concordar terá igualmente no mesmo prazo de oferecer a contestação. pelo seu todo e sem especificação da medida da área ). o primeiro entendimento está aos poucos se firmando como majoritário.: Apesar da polêmica. porque no silêncio do contrato vai prevalecer a interpretação mais favorável ao adquirente. significando dizer que se a escritura anuncia 60 alqueires de terras. Agora. se a escritura descreve 15 alqueires e ao se emitir na posse o comprador somente encontrar 10 alqueires. porque se entende que já ficou satisfeito o interesse substancial do autor. o comprador está adquirindo 60 alqueires de terras. É de se notar que o pedido redibitório poderá ser cumulado com o indenizatório de perdas e danos. OBS. Na compra e venda com vício redibitório a lei coloca à disposição do titular do direito uma dentre as seguintes ações: a). o vendedor não se responsabiliza pela dimensão da área imobiliária que aparece descrita na escritura de compra e venda. As causas de sua formação I – Compra e venda com vício redibitório. Regra geral: Ajuizada uma das ações. OBS. OBS.Actio Quantis Minoris – é a ação para se conseguir o abatimento proporcional do preço. vale dizer o que ele encontrar. Assim sendo. tomadas no contrato de compra e venda. ele adquiriu tão somente estes 10 alqueires. pouco importando o número de alqueires descrito na escritura. II – Compra e venda “ad mensuram “ ( por medida ) Na compra e venda “ad corpus “ ( diz-se de gleba ou de porção de terras.

: Conforme já se percebeu as causas determinadoras do concurso de ações se vinculam ao direito material. 284 e seu parágrafo único do CPC. Para se evitar o perigo da impossibilidade geográfica é aconselhável formular-se o pedido em ordem sucessiva ( CPC art. Merece ressaltar que cada fato é um fato e os fatos nunca se repetem. b) – Execução por quantia certa em face de devedor solvente com apoio no art. A causa petendi A causa de pedir é requisito essencial ou obrigatório da petição inicial (CPC art.282. O pedido redibitório poderá ser cumulado com o de perdas e danos.289 ). III). mas excepcionalmente poderá ocorrer o concurso tendo como causa preponderante a própria lei processual civil. OBS. Exemplo: Se o inquilino não pagar os alugueres o locador tem à sua disposição uma dentre as seguintes ações: a) – Ação de Despejo por falta de pagamento. 37 .I. enquanto o pedido eventual ou subsidiário poderá ser o redibitório cumulado com perdas e danos. b). no qual o pedido principal será o de complementação da área. I ). Procurar saber a causa de pedir é procurar saber qual o fato causador da ação. A causa de pedir é sempre um fato ou um conjunto de fatos. ajuizada uma delas a outra ou as outras não mais poderão ser ajuizadas por se entender que ficou satisfeito o interesse do autor.282. A ausência da causa de pedir torna a inicial inepta e autoriza o seu indeferimento (CPC art. Cada fato tem o seu próprio universo totalmente diferente do universo de outros fatos.Actio Ex Empto – é a ação para se conseguir a complementação da área. na qual tem preponderância a relação material ( Contrato de Locação ). por não ter ficado satisfeito o interesse do autor.a). Nessa hipótese. Assim sendo. A causa de petendi é um fato ou um conjunto de fatos que alteram a realidade externa e repercutem na esfera jurídica das pessoas.Actio Quantis Minoris – é a ação para se conseguir o abatimento proporcional do preço. Regra geral: No concurso de ações.é a ação de rescisão da compra e venda com a devolução da coisa. mesmo que sejam eles aparentemente iguais.IV.295.: Aqui a preponderância é a Lei Processual Civil. c). Exceção: É o caso da Actio Ex Empto extinta sem julgamento do mérito pela falta de objeto decorrente da impossibilidade geográfica da complementação. Pode acontecer que no curso dessa ação ( Actio Ex Empto ) o laudo pericial comprove a impossibilidade geográfica de se obter a complementação da área e nesse caso o juiz terá de extinguir o processo s/ julgamento do mérito por falta de objeto. É em razão dessa repercussão que o legislador processual dispõe: “o fato e os fundamentos jurídicos do pedido “( CPC art. serão eles sempre distintos. Por essa razão em havendo mais de um fato eles serão sempre diferentes.III). poderá ser o de abatimento proporcional do preço. É interessante não esquecer que o juiz não pode indeferir de plano a inicial pela ausência de causa de pedir. ele poderá ainda se valer ou da Actio Redibitória cumulada com perdas e danos ou da Actio Quantis Minoris. se a causa de pedir aparece representada por um conjunto de fatos. como também. 585 do CPC. Ela é regulada pela Lei do Inquilinato. combinado com o seu parágrafo único. porque nesta hipótese ele está obrigado a aplicar a regra do art.Actio Redibitória . OBS.

3°– Conjunto de fatos distintos e heterogêneos Exemplo: Uma Ação de Separação Litigiosa com fundamento no adultério e na agressão física. Exemplo: Uma Ação de Rescisão Contratual com fundamento em 50 infrações da mesma cláusula do contrato. Esses fatos além de diferentes repercutem apenas sobre sujeito do contrato prejudicado pelas infrações contratuais. 2° . para os que erraram o juiz julgará improcedente a ação ). repercutindo na esfera jurídica de várias pessoas. Nesta hipótese porque os fatos são diferentes se houver litisconsorcio ele será simples. 264 ). A ajuíza uma Ação Indenizatória de Perdas e Danos em face de B e C. porque de igual estrutura. Levando-se em conta que os fatos incidem sempre sobre a mesma cláusula contratual.Conjunto de fatos distintos e homogêneos.264.Conjunto de fatos distintos e homogêneos. Nesta hipótese. ajuizaram uma ação para obtenção dos aludidos pontos. 2° . porque cada infração é um fato e cada fato é uma causa de pedir.Sempre que a causa de pedir representa um conjunto de fatos. ao contrário. Neste caso haverá tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes e o juiz vai ter de examinar fato por fato. ( Para os que acertaram o juiz julgará procedente a ação. Neste caso o litisconsórcio é simples com 50 causas de pedir. repercutindo na esfera jurídica de uma só pessoa. haverá tantas causas de pedir quanto o número de infrações. Exemplo: 50 candidatos ao concurso do MP.Saneado o processo não mais se admitirá a modificação da causa de pedir (CPC art.264 e seu parágrafo único ).Depois da citação só será possível a modificação da causa de pedir com o consentimento do réu ( CPC art. sob a alegação de terem sido os réus os responsáveis pelo acidente que danificou o automóvel do autor. OBS. Assim temos: 1° . quando.: Neste segundo exemplo o autor se apoia em uma colisão de veículos que dá origem a vários fatos e se há mais de um fato eles são sempre diferentes. As modalidades de pluralidade de causa petendi 1° . já que aí existe tantas causas de pedir quanto o número de litisconsorte e o juiz terá de examinar fato por fato. parágrafo único). porque de estrutura igual. esses fatos são diferentes. sob alegação de que acertaram a 2° questão da prova de Direito Penal sem que a Banca lhes computassem os pontos daquela questão. poderá parecer à primeira vista que existe uma repetição de fatos e essa homogeneidade nos transmite uma falsa imagem de fatos iguais. e usual se falar na pluralidade da causa de pedir. A modificação da causa de pedir As suas regras são as mesmas que disciplinam a modificação qualitativa do pedido ( CPC art. porque alguns autores podem ter acertado a referida questão e outros podem ter errado. 38 .

Finalmente merece relembrar que a controvérsia relativa à interpretação do art. também. § 3° ). em havendo coisa julgada é imperativo de ordem pública a extinção do segundo processo sem julgamento do mérito. mas o objeto ou o pedido de uma. abrange o das outras ( CPC art. § 3°. VI. 267. Nessa direção. 267. OBS. Por essa razão. Antes de proferida a decisão de mérito. extinguindo dessa maneira o segundo processo sem julgamento do mérito. A coisa julgada. VI. 267. 2° parte ). § 3°. 267. 301 do CPC autoriza o juiz a pronunciar de ofício a litispendência. mas ele responderá pelas penalidades de retardamento ( CPC art. 2° parte ). o réu ao contestar o segundo processo deverá argüir em preliminar a extinção desse segundo processo sem julgamento do mérito. do mesmo diploma legal ). mesmo porque o juiz não pode julgar duas vezes a mesma lide ( CPC art. VI ). VI do CPC). § 2° ). requerendo dessa maneira a extinção do segundo processo sem julgamento do mérito ( CPC art.Duas ou mais ações são idênticas quando têm as mesmas partes. 301 autoriza o juiz a pronunciar de ofício a coisa julgada.: Esse fenômeno da igualdade entre duas ou mais ações vai provocar ou a questão da litispendência ou a questão da coisa julgada. § . o parágrafo 4° do art. Regularmente citado. Continência Duas ou mais ações estão em continência sempre que há identidade quanto às partes e à causa de pedir. 28/09/98 A conseqüência processual da litispendência Em havendo litispendência.321 do CPC no que concerne à modificação qualitativa do pedido vale também para a modificação da causa de pedir. 1° parte ). esquecer que o parágrafo 4° do art. 301. a fim de se evitar sentenças contraditórias. 104 ). Regra: 39 . 267. o réu ao contestar o segundo processo deverá argüir em preliminar a coisa julgada. por ser mais amplo. mas se não o fizer não haverá preclusão. 1° parte ).: A modificação de elementos meramente circunstanciais não importa em modificação de causa de pedir.267. para dessa maneira extinguir o processo sem julgamento do mérito ( CPC art. mas se não o fizer não haverá preclusão porque é imperativo de ordem pública a extinção desse segundo processo sem julgamento do mérito. Conclusões: 1° . significa dizer que formada ficou a coisa julgada material e por essa razão o processo não poderá se repetido ( CPC art. combinado com o artigo 301. Conexão Duas ou mais ações são conexas quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir (CPC art. Também. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a litispendência. 301. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a coisa julgada. Não se deve. extinguindo dessa maneira o segundo processo sem julgamento do mérito ( CPC art. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido ( CPC art. não esquecer que antes de proferida a decisão de mérito. 103 ). também. o segundo processo terá de ser extinto sem julgamento do mérito ( CPC 267. um processo por sentença de mérito ou definitiva transitada em julgado. 471 ). 301. § 3°. VI. mas ele responderá pelas penalidades de retardamento ( CPC art. Merece. combinado com o art. § 3° ).OBS. Litispendência é a repetição de uma ação já em curso ( CPC 301. A coisa julgada Extinto. tal como a litispendência é causa impeditiva à decisão de mérito (CPC art.

II: é essencial no que diz respeito ao autor. É a regra do art.Competência concorrente e territorialmente diversa: as ações conexas tramitam perante juízos de comarcas diferentes. 105 ). A natureza jurídica da prevenção A prevenção não é critério de determinação da competência.Competência concorrente e territorialmente idêntica: as ações conexas em continência tramitam perante juízos diferentes da mesma comarca. Neste caso. porque diz respeito à causa de pedir.: O juiz competente para determinar a reunião dessas ações é aquele que estiver prevento. 106 do CPC. para o juiz que em primeiro lugar tomou conhecimento da causa. 40 .7 A Ação e a Exceção A ação ou a demanda é o meio de se provocar a jurisdição. para que sejam julgadas simultaneamente. como acontece por exemplo com as exceções de incompetência. ou ainda as exceções substanciais. 2° . como por exemplo o apelido. Em sentido lato ( sentido amplo ) o vocábulo exceção significa meio de defesa com o que ocorre nos embargos do devedor e como aquelas que aparecem inseridas na contestação. 282. como por exemplo a argüição da prescrição e a exceção do contrato não cumprido. Art. Art. É que ao citá-lo o oficial de justiça providenciará a sua qualificação. enquanto o vocábulo exceção tem uma dupla conceituação. A petição inicial é o instrumento da demanda. OBS. como por exemplo a exceção de retomada na ação de renovação de locação comercial. de impedimento ou de suspensão. prevento estará o juiz do despacho liminar. Regras para a aplicação da prevenção: 1° .Em havendo ações conexas ou em continência. É a regra do art. Em sentido estrito o vocábulo exceção significa defesa indireta processual. I: requisito essencial ou obrigatório. Neste caso a competência será deslocada para o juiz que estiver prevento.8 Petição Inicial e seus requisitos O ato postulatório inicial é a própria demanda. 219 do CPC. mas em relação ao réu basta a indicação de qualquer elemento que possa facilitar a sua localização. Essa reunião poderá ser requerida por qualquer das partes. vale dizer. 2. como também poderá ser determinada de ofício pelo juiz ( CPC art. para se evitar sentenças contraditórias é imperativo de ordem pública a reunião dessas ações propostas em separado. Nesta hipótese a prevenção firmar-se-á pela primeira citação válida. Quando se aplica as regras da prevenção é porque anteriormente já se determinou a competência e ao determiná-la observou-se que há mais de um juiz igualmente competente para a causa ( Competência concorrente ). Os requisitos da petição inicial Art. Conceito de prevenção Significa anterioridade de conhecimento e daí se dizer que prevento estará o juiz que em primeiro lugar tomar conhecimento da causa. 282. 2.282.III: requisito essencial. aquele que despachou em primeiro lugar. quer dizer. sendo apenas uma das causas de seu deslocamento.

9 O Despacho Liminar: de conteúdo positivo e de conteúdo negativo. a condição especial de procedibilidade. c)-Iniciar a atividade de saneamento.V: requisito essencial ( ver. do CPC somente é exigido naquelas comarcas cujos os atos não sejam divulgados nem na imprensa oficial e nem na imprensa local. no qual o juiz observa se estão presentes as condições genéricas da ação e. No procedimento comum sumário a petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação. As finalidades do despacho liminar a). OBS. 258 do CPC ). não valendo para tanto.: Ao exercer esse tipo de controle o juiz observa por exemplo se estão presentes os pressupostos processuais e os requisitos da petição inicial. 283 do CPC é considerada requisito da petição inicial.282. Art. se pretender perícia. Tanto no procedimento comum sumário como no sumaríssimo do Juizado Especial Cível. que é apresentada na própria audiência.“cite-se “ Despacho liminar de conteúdo negativo – indeferimento da petição inicial – sentença 41 . Indeferimento da petição inicial. OBS. sendo aconselhável que o requerimento seja instruído com os documentos necessários e também com o rol de testemunhas (CPC art. ato meramente administrativo. é por demais evidente a valoração do mérito. 397 ). conforme acontece por exemplo na Ação Especial de Alimentos e na Ação de Prestação de Contas.VII: requisito essencial OBS. o art.282. bem como com a indicação do rol de testemunhas e. Ë de se lembrar que também o artigo 396 do CPC mostra que o momento da prova documental para o autor é o da petição inicial. 282. Depois da inicial só poderão ser juntados aos autos documentos representativos de fatos posteriores à inicial ( CPC art.396 e 297 ) e depois dela só poderão ser juntados aos autos documentos representativos de fatos posteriores a ela ( CPC art.: Conforme já se disse a norma do art. É o chamado despacho inicial. Art. Se por ventura o juiz deferir a Tutela Antecipada já no despacho liminar. b)-Controle da admissibilidade da ação. 14 ). art.34). o juiz está se adentrando pelo mérito. IV: requisito essencial porque diz respeito ao pedido. mas um simples requerimento ( Lei 9099. O momento oportuno para o autor produzir a prova documental é o da petição inicial ( CPC art. ele realiza apenas um juízo formal. também.282. No procedimento comum sumaríssimo não haverá tecnicamente uma petição inicial.: O momento da prova documental para o réu é o da contestação ( CPC art.VI: requisito essencial porque diz respeito às provas que o autor pretende produzir. Espécies de despacho liminar: Despacho liminar de conteúdo positivo . Art.Controle da regularidade forma OBS. I. o primeiro despacho do juiz na petição inicial. o autor já terá na inicial que formular os seus quesitos e indicar assistente técnico.283 ). 2. Em algumas ações de procedimento especial já ao exarar o despacho liminar. o momento da prova documental e da prova oral para o réu é o da contestação.Art. 39. Tem de ser ato com conteúdo jurisdicional. vale dizer.: O requisito da petição inicial previsto no art.: Ao exarar o despacho liminar o juiz não faz valoração de mérito. OBS. 397 ). se for o caso.

b). porque quando a hipótese for de indeferimento parcial ter-se-á que se dizer obrigatoriamente “indeferimento parcial “. No plano de sua natureza jurídica o indeferimento da inicial é uma sentença. o indeferimento da inicial corresponderá a uma sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada formal. A expressão indeferimento da inicial já indica por si só que se trata de indeferimento total.indeferimento da inicial por razões de mérito. OBS. o indeferimento parcial da inicial é uma decisão interlocutória e nesse caso o recurso adequado será o agravo ( retido ou de instrumento). Ora. 504 ). 267. não se pode dizer que é uma decisão interlocutória porque o autor não vai agravar e o réu é citado para responder e não para agravar. Entretanto. A pesar da crítica. Entretanto. OBS. o indeferimento da inicial corresponderá a uma sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada formal. As hipóteses de indeferimento da inicial por razões formais 42 . a expressão encontra-se consolidada.: Neste caso. c). Crítica à expressão liminar ou despacho inicial Despacho é o ato praticado pelo juiz sem qualquer conteúdo decisório e que apenas visa dar impulso ao processo. mas sim de extinção da ação. O despacho por ser destituído de conteúdo decisório é irrecorrível (ver CPC art. nem sempre este indeferimento corresponderá a uma sentença meramente terminativa. ( tendo em vista que não houve citação ). I. sendo a apelação o recurso adequado ( CPC art. OBS. As causas determinadoras do indeferimento da petição inicial a). a hipótese não é de extinção do processo. já que em verdade não se trata de despacho.Levando-se em conta que a inicial poderá ser indeferida por razões de mérito. 295 ) É o indeferimento da petição inicial.Natureza jurídica do despacho liminar de conteúdo positivo Ele tem um claro conteúdo decisório já que ao exará-lo o juiz decidiu em princípio que estavam presentes os requisitos da petição inicial.: Neste caso. conforme já se demonstrou o despacho liminar é ato decisório e por essa razão a expressão é inadequada.indeferimento da inicial pela inadmissibilidade da ação.indeferimento por razões formais. os pressupostos processuais e as condições da ação. Crítica à redação do art. mas sim de ato decisório. 2° . o indeferimento da inicial corresponderá a uma sentença definitiva ou de mérito que ao transitar em julgado produzirá a coisa julgada material.: Neste caso.Já que ainda não houve a citação. 29/09/98 O despacho liminar de conteúdo negativo ( CPC art. do CPC 1° . 296 ).

295.295. 284 e seu parágrafo único. para a opinião dominante o juiz terá de aplicar a regra do artigo 284 e seu parágrafo único.295.Indeferimento da inicial por inepta em razão da falta da causa de pedir ( CPC art. I ).I. 4° .: Nesta hipótese o juiz não pode indeferir de plano a inicial. parágrafo único).: Aqui. Nesta hipótese a inicial só não será indeferida se puder adaptar-se ao procedimento legal adequado ( CPC art. combinado com o seu parágrafo único. o juiz não poderá indeferir de plano a inicial. 284 e seu parágrafo único. combinado com o seu parágrafo único. I ).: Dentro do nosso ordenamento jurídico a adequação é sempre possível.Indeferimento da inicial por inepta porque a narração dos fatos não tem uma adequação lógica com a conclusão ( CPC art. já que está obrigado a aplicar a regra do art. VI ).Indeferimento da inicial em decorrência da ausência de qualquer dos requisitos previstos nos artigos 282 e 283 do CPC ( ver CPC art. § 1°.Indeferimento da inicial pôr não ter o procedimento escolhido pelo autor qualquer correspondência com a natureza da causa ou valor da ação. o juiz não poderá indeferir de plano a inicial. OBS.: Nesta hipótese o juiz não pode indeferir de plano a inicial porque está obrigado a aplicar a regra do art. Conclusão: O indeferimento da inicial pôr razões formais corresponde a sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado somente produzirá a coisa julgada formal. I do CPC somente é obrigatório para aquelas comarcas cujos os atos processuais não são divulgados nem pelo diário de justiça e nem pela imprensa local.Indeferimento da inicial por inepta em razão da falta de pedido ( CPC art. também. 292.284 e seu parágrafo único. 39. I. porque terá de intimar o autor para suprir a omissão no prazo de 48 horas. As hipóteses de indeferimento da incial pela inadmissibilidade da ação 43 . 7° . 295. combinado com o seu parágrafo único.1° .: A compatibilidade entre os pedidos é um dos requisitos específicos da cumulação em sentido estrito ( CPC art. também. I do CPC.295. Conforme já se assinalou. Aqui. O que se discute é se o juiz pode de ofício adequar ou se ele terá de aplicar a regra do art. Nesta hipótese.Indeferimento da inicial pôr inepta em razão da incompatibilidade entre os pedidos (CPC art. combinado com o art. OBS. OBS. Cumulação em sentido estrito é aquela na qual o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles.39. OBS. I. 3° . 2° .V ). sob pena de indeferimento da inicial (CPC art. combinado com o seu parágrafo único. 6° . OBS.Indeferimento da inicial pela não observância do art. II ). o gravame para a incompatibilidade entre os pedidos é o indeferimento da inicial pôr inepta. I.295.39. 5° . IV ). É de se chamar a atenção que no art. 284 e seu parágrafo único. I ). porque está obrigado a aplicar a regra do artigo 284 e seu parágrafo único do CPC.

indefere a inicial pronunciando a decadência ou a prescrição. VI ). aplicando-se portanto a norma do art. 295. conhecer da prescrição e decretá-la de imediato “ ( CPC 219.: Nesta hipótese deverá se dar ao autor uma oportunidade para fazer a prova da legitimácio.II ). aonde o texto legal fala em prescrição deverá se ler e entender decadência.267. De conseguinte. extinguindo dessa maneira o processo sem julgamento do mérito ( ver CPC art. Nessa direção. § 3°. 1° parte ). quando o juiz extingui um processo pronunciando a decadência ou a prescrição. 295. cabe lembrar que a decadência é a perda da possibilidade de se exercer o direito potestativo pela inércia do seu titular durante um certo lapso de tempo. de ofício. IV. Todos esses princípios e regras concernentes às condições genéricas da ação se aplicam também no que diz respeito ao indeferimento da petição inicial. somente se a inicial versar sobre direito não patrimonial é que o juiz poderá indeferir a inicial pronunciando a prescrição. de acordo com essa hermenêutica. combinada com a interpretação sistemática e. Neste aspecto. É de se notar que as condições genéricas da ação constituem causas impeditivas à decisão de mérito. se prevalecer a interpretação literal ou gramatical. seja ela ativa ou passiva. 219.: Aqui também é aconselhável que se conceda ao autor a oportunidade de comprovar o interesse processual. IV. combinado com o art. b).Indeferimento da inicial pôr ser parte manifestamente ilegítima ( CPC art. quando o juiz com apoio no art. III ). OBS. OBS.267. Acontece. a regra do art. aplicando-se portanto. 267. está ele proferindo uma sentença de mérito.Indeferimento da inicial pôr manifesta ausência de interesse processual (CPC art. c). VI ) o indeferimento da inicial pela inadmissibilidade da ação corresponde à sentença meramente terminativa que ao transitar em julgado só produzirá a coisa julgada formal. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a ausência de qualquer das condições genéricas da ação. sendo portanto causas determinadoras da extinção do processo sem julgamento do mérito ( ver CPC art. o aludido texto não terá qualquer aplicabilidade. porém. Em conseqüência para que a norma do parágrafo 5° do art.III ).295. § 5° Segundo dispõe o artigo 269. combinado com o seu parágrafo único.Diz respeito ao indeferimento da inicial pela falta de qualquer das condições da ação ou pela falta da condição especial de procedibilidade se esta for exigível. Conclusão: Segundo o critério adotado pelo CPC ( art.Indeferimento da inicial pôr inepta em razão da impossibilidade jurídica do pedido (CPC art. Pôr essa razão é necessário buscar o apoio da interpretação lógica. § 5° ). Segundo a norma legal acima indicada somente nos direitos não patrimoniais é que o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a prescrição. Assim sendo. Assim temos: a). que o direito não patrimonial tal como a ação não patrimonial é imprescritível. O indeferimento da inicial pôr razões de mérito Disciplina legal: CPC art.295. É ainda de se lembrar que antes de proferida a decisão de mérito. 219 do CPC tenha aplicabilidade. o juiz poderá. 284 e seu parágrafo único. ele está proferindo uma sentença de mérito que ao transitar em julgado vai produzir a coisa julgada material. 44 .295. verifica-se que o campo do direito não patrimonial é o campo do direito potestativo e que este é diretamente alcançado pela decadência. I. “ Não se tratando de direitos patrimoniais. 284 e seu parágrafo único. IV do CPC.

já que se quer havia sido citado.10 – Valor da causa: Ação de valor estimativo. 02/10/98 A Apelação ( CPC art. 4° . somente nele o juiz está autorizado a exercer no prazo de 48 horas o juízo de retratação ( CPC art. as ações de valor legal. verifica-se que o recurso adequado para impugná-la é a apelação ( CPC art.? Justifique a resposta. Disciplina legal: art.258 combinado com art. indeferiu a inicial com apoio no art. 296 ) Em sendo o indeferimento da inicial uma sentença.O juiz somente pode indeferir a inicial pronunciando a decadência. a prescrição continua sendo matéria de defesa. Impugnação do valor da causa. A ausência do valor da causa autorizará o indeferimento da petição inicial.296 ). terá de imediatamente remeter os autos para o Tribunal competente ( CPC art. Uma vez citado. É que o tribunal anulará a sentença anterior pôr entender que o autor era titular da legitimácio ativa.O juiz não pode indeferir de plano a inicial pronunciando a prescrição.Conclusão: 1° . II do CPC. tendo o acórdão tramitado em julgado. O autor apelou e o Tribunal deu provimento a apelação pôr entender que o autor tinha legitimácio. O Tribunal anulou a sentença decidindo pela legitimácio ativa e o acórdão transitou em julgado. 295. mas nessa hipótese o juiz não poderá indeferí-la de plano porque está obrigado a aplicar a norma do artigo 284. o réu ao contestar argüiu a falta de legitimácio ativa.282.296. A questão diz respeito à extensão da eficácia preclusiva em relação ao réu. sustentando portanto a mesma causa que anteriormente provocara o indeferimento da petição inicial. havendo portanto uma decisão transitada em julgado.V. § 5° ). parágrafo único ). não podendo portanto ser pronunciada de ofício pelo juiz.Apesar do texto legal ( CPC 219. 45 .Ao indeferir a inicial pronunciando a decadência. o réu contestou e argüiu em preliminar a ausência do legitimácio ativa. 2. Os autos voltaram para a vara de origem e o juiz ordenou a citação do réu. 296 ) É interessante notar que nesta apelação que se destina e. Merece observar que o valor da causa que é requisito da petição inicial é o valor para efeitos processuais e não o valor para efeitos fiscais.258 a 261 do CPC O valor da causa é requisito essencial da petição inicial ( CPC art. Pergunta-se: A preliminar argüida pelo réu já não está prejudicada ou preclusa em razão da decisão do Tribunal. Para a opinião dominante a eficácia preclusiva não se estender ao réu porque no momento da decisão ele não era parte. está o juiz proferindo sentença de mérito ou definitiva que ao transitar em julgado vai produzir a coisa julgada material. já tendo se operado a eficácia preclusiva consagrada no artigo 473 do CPC. 1° parte e seu parágrafo único. 2° . Exercício: O juiz entendendo que a falta de legitimácio ativa era claríssima. Regularmente citado. Se o juiz dentro desse prazo mantiver a sentença recorrida.CPC). 3° .

cumprimento.259. Art. Demarcatória e Reivindicatória. que é o que ele realmente deseja.” Merece observar que a norma do aludido parágrafo único diz respeito exclusivamente às causas de valor estimativo. o valor da causa para efeitos fiscais está disciplinado na legislação tributária. 260 impõe valor legal ou obrigatório para as ações que envolvem prestações vencidas e vincendas. Petição inicial com pedido alternativo. Jurisprudências minoritárias admitem incorporar as Ações Possessórias.Causas de valor estimativo ou facultativo: são aquelas cujo o valor é fixado pela parte. as causas de valor obrigatório são as seguintes: Art. Segundo o art. Trata-se de decisão interlocutória. O elenco do art. significando dizer que se a ação não estiver inserida nesse elenco. Art. algumas Ações de Despejo – Lei do Inquilinato ). há ações reguladas pôr leis próprias ( ex. Art. principalmente as de Reintegração no dispositivo legal acima indicado. 258 do CPC tem concepção “lato sensu “(em sentido amplo).259.259 são fechados e portanto não admitem a aplicação da analogia e nem da interpretação extensiva. porque as de valor legal poderão ser corrigidas de ofício pelo juiz a qualquer momento. 46 .259. porque nela o autor formula mais de um pedido e deseja o acolhimento de todos eles. mas também formula um pedido eventual ou subsidiário. conforme acontece com certas Ações de Despejo. 2– Causas de valor legal ou obrigatório: são aquelas cujo o valor já aparece determinado no próprio texto legal. mas nesse aspecto o código não é esgotativo. presume-se aceito o valor atribuído à causa na petição inicial.261 ).VII: Ação de Divisão. que somente prevalecerá não podendo o juiz conhecer o pedido principal. salvo se estiver regulada pôr lei própria com a determinação do seu valor ( ex. OBS. modificação ou rescisão de negócio jurídico.III: art. As causas de valor legal ou obrigatório aparecem elencadas nos artigos 259 e 260 do CPC. 259 do CPC.II: Ação cuja petição inicial contenha uma cumulação em sentido estrito. 289 ). Trata-se de cumulação em sentido lato ( ver CPC art.IV: Petição inicial com pedido em ordem sucessiva. cujo o valor será estimativo venal do imóvel.: A cumulação em sentido estrito é a verdadeira cumulação de pedidos. abrangendo qualquer remédio judicial de provocação de jurisdição.259. A impugnação exige petição própria que será autuada em apenso e em seguida o autor será ouvido para se manifestar no prazo de 5 dias.V: Ação que tenha pôr objeto a existência. validade.288). Após o que com ou sem auxílio de perito o juiz decidirá fixando portanto o valor da causa. 259 do CPC expressa número calusus.: Pedido em ordem sucessiva é aquele no qual o autor formula um pedido principal. Lei do Inquilinato ) e que também são de valor legal ou obrigatório.259. I : Ação de Cobrança de Dívidas. Art. ela será de valor estimativo ou facultativo. Também o art. Merece ainda salientar que o vocábulo causa utilizada no art. OBS.VI: Ação de Alimentos. O parágrafo único do art. porque.Enquanto o valor da causa para efeitos processuais aparece disciplinado no CPC. Trata-se de cumulação em sentido lato ( ver CPC Art.259. Classificação das causas quanto ao valor 1. O momento oportuno para impugnação do valor da causa: prazo da contestação observando-se que a legitimácio para a impugnação é do réu ( CPC art. seja ela contenciosa ou voluntária. celebrado pôr contrato. 261 do CPC dispõe que “não havendo impugnação.259. OBS. Art. Trata-se de entendimento minoritário porque os tipos legais do art.

isto porque na execução forçada não existe função cognitiva. já que antes de decidir o conflito. significa que antes de decidir o juiz terá obrigatoriamente de admitir o contraditório e a instrução. Tanto é assim que no processo de execução o devedor não é citado para se defender. Em verdade. a impugnação do valor da causa é apenas um incidente processual. a produção da prova e da contraprova. Merece também esclarecer que a impugnação ao valor da causa não suspende o andamento da ação.CITAÇÃO 3. 2 – O poder da coerção – Esse poder de coercibilidade manifesta-se flagrantemente no processo de execução. mas apenas para impugnar. O melhor conceito de citação é o ato através do qual se convoca o réu para se defender (processo de conhecimento ) ou ainda para cumprir a prestação ( processo de execução ). mas apenas para cumprir a prestação. Além disso. levando-se em conta que no processo cautelar não existe contraditório de mérito. 3.213 e seguintes Crítica ao conceito de citação do art. Ato executório é o meio coercitivo destinado a compelir o devedor a cumprir a prestação.213. mas este erro não impedirá que o juiz corrija o valor se o caso for de causa de valor legal ou obrigatório. prover e decidir ( se desenvolve gradualmente durante o curso do processo) O conhecer é uma decorrência do princípio da inércia inicial da jurisdição. Também na jurisdição voluntária o interessado não é citado para se defender. É interessante acentuar que não se conhecerá de impugnação ao valor da causa. é necessário destacar que no plano da sua natureza jurídica. o juiz não tem legitimidade para impugnar o valor da causa. 1. porque nesta modalidade de jurisdição não existe litígio.9 Os poderes fundamentais da jurisdição 1 – Poder de decisão não abrange apenas o ato de decidir. mas apenas função coercitiva. significando dizer que ele é citado apenas para acompanhar a função administrativa desenvolvida pelo estado nos procedimentos de jurisdição voluntária.1 Do conceito de citação Disciplina legal: CPC do art. no processo de execução o devedor não é citado para se defender. determinar a intimação de testemunhas ou desentranhamento de documentos.Assim sendo. 3 . valorá-las e proferir ato decisório. Todos os grandes atos que ocorrem na execução são atos executórios.O poder de documentação – É apenas uma decorrência de se documentar pôr escrito os atos processuais. mas ele também se manifesta no processo de conhecimento e no processo cautelar. terá de conhecê-lo e para conhecê-lo terá de ser provocado. O prover. ao conduzir o processo de execução se limita o juiz a determinar a realização de ato executório ( meio executivo ). mas para cumprir a prestação. Finalmente. pôr exemplo. O importante é visualizar que o poder de decidir se exerce gradualmente ao curso do processo. mas o juiz não poderá proferir sentença na ação. mas poderá corrigir em qualquer momento do processo as causas de valor legal ou obrigatório. Nem sempre a citação é ato de convocação para a defesa ou para a resposta. formulada no corpo da contestação. quando o juiz. sem decidir sobre o valor da causa. para finalmente. ou também para impugnar ( 47 . vale dizer. pôr exemplo. Assim sendo. o requerimento nesse processo não é tecnicamente citado para contestar. Pôr todas essas razões se diz que o poder de coerção aparece com maior plenitude no processo de execução. porque o ato decisório se realiza pôr etapas e envolve os seguintes momentos: conhecer.

As hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. 3. no ato processual a forma é apenas “ad probationem “(para provas. Na mesma direção. sem observância das prescrições legais” ( CPC art. Assim sendo. Nesta hipótese prejudicada estará a argüição de nulidade (preclusão lógica ) que não mais poderá ser suscitada em nenhuma instância ou tribunal.processo cautelar ). o artigo 225 do CPC elenca os requisitos do mandado de citação significando dizer que se a citação pôr mandado não contiver qualquer daqueles requisitos. 3° . daí se falar em falta de citação.O réu permanece revel. É que na citação e na intimação a forma integra a essência do ato.: O comparecimento espontâneo do réu supre a falta de citação (CPC. porque somente através dela se forma a relação processual. não sendo apenas “ad probationem. Agora. 214 ). quando feitas. O princípio da preponderância absoluta da forma ( critério do rigorismo formal) Via de regra. diz se do ato ou negócio jurídico dependente de solenidade especial para valer). na citação a forma integra a essência do ato. será uma citação nula. Falta de citação e citação nula Na citação inexistente. e não “ad solemnitatem”( para a solenidade. às provas). 214. b) – a citação é ato do juiz. isto é. a citação nula existe. OBS. o artigo 232 do CPC elenca os requisitos do edital de citação. bem como para acompanhar a atividade administrativa desenvolvida pelo estado nos procedimentos especiais de jurisdição voluntária. § 2° ). 05/10/98 “As citações e as intimações serão nulas.O réu comparece e somente argüi a nulidade da citação.2 A natureza jurídica da citação Sob esse ponto de vista a citação envolve três aspectos importantes: a) – a citação é ato escrito ( não existe citação verbal ). 247). ele será válido ( regra geral ) Citação e a intimação que serão nulas quando feitas sem a observância das formalidades ou das prescrições legais ( CPC art. pôr exemplo. o processo ( ver CPC art. o prazo para a contestação começará a ser contado da data em que o réu ou seu advogado foi intimado da decisão ( CPC art. havendo inclusive a revelia.Conforme já se diz. A simples leitura do aludido dispositivo legal nos mostra que no tocante `citação e à intimação o legislador consagrou o princípio da preponderância absoluta da forma ( critério do rigorismo formal ). significando que a forma apenas existe para facilitar a prova da realização do ato. 48 . 1° . Se o juiz acolher a argüição e decretar a nulidade da citação.O réu comparece e contesta. c) – a citação é ato constitutivo.247 ). significando dizer que se o edital for publicado com a ausência de qualquer daqueles requisitos.214. Nesta hipótese persiste a nulidade de citação que poderá ser a qualquer momento pronunciada de ofício pelo juiz. se o ato se realizou de forma inadequada mas atingiu a sua finalidade sem prejuízo às partes. mas contém um vício formal que a torna nula.art. 2° . a citação pôr edital será nula. Nessa direção. se o juiz rejeitar a argüição é porque a citação foi considerado válida e como tal terá produzido todos os seus efeitos. conforme indica a própria expressão não ocorreu a citação.§ 1°). De outro lado.

Na reconvenção o autor reconvindo será citado. Pôr todas essas razões não pode o defensor público receber a citação prevista no art. o réu já agora transformado em devedor poderá atrvés dos embargos à execução argüir a falta ou a nulidade da citação ( CPC art. significando dizer que o defensor público é um agente do estado e não um procurador escolhido pela própria parte.: Procurador legalmente autorizado é aquele que tem poderes expressos e específicos para receber citação. 2– Quanto à forma: citação pelo correio. OBS. esta ao transitar em julgado passará a ser título executivo judicial. Esse entendimento é bastante controvertido e só merece ser sustentado em concurso da defensoria pública.§ 1° ). OBS. e).215. 316 ).215. sucursal ou filial ( CPC art. que não necessita de poderes expressos para a citação porque tais poderes já lhes é autorizado pela própria lei ( CPC art. b). § 3° ).316 do CPC. desde que o locador esteja fora do território nacional sem ter comunicado ao locatário de que deixou na localidade. sendo que além disso a ação tem de ser concernente à alugueres ( CPC art.Feita através de pessoa do administrador do imóvel encarregado do recebimento dos alugueres. desde que essas pessoas tenham praticado o fato causador da ação e desde que o réu esteja ausente ( CPC art. eis que ele não é um procurador. que não necessitam de procuração com poderes expressos e específicos para a citação.É aquela feita através de mandatário. principalmente porque não poderá ele contestar fatos que não conhece. A citação quanto ao destinatário Citação pessoal é aquela que é feita diretamente ao réu ou ao seu representante legal (CPC art.É aquela feita através de procurador presumido.: Procurador presumido é o diretor ou o gerente de pessoa jurídica estrangeira que aqui tenha agência. 1° parte ).215. surge uma grande controvérsia que diz respeito à própria natureza jurídica da defensoria pública como instituição. citação pôr oficial de justiça e citação pôr edital (CPC art. É que para uma corrente doutrinária o defensor público não atua com procuração. I ). procurador com poderes para receber citação. § 2° ). 471. administrador.É aquela que é feita através de procurador legalmente autorizado ( CPC art. OBS. parte final ). 49 . onde estiver situado o imóvel. A citação quanto à forma A partir da reforma do CPC a citação pelo correio passou a ser a modalidade preferencial.Quanto ao destinatário: citação pessoal e citação não pessoal. já que sempre foi peculiar ao processo trabalhista. Classificação da citação d. na pessoa do seu procurador.: Neste dispositivo o texto legal confundiu intimação com citação. f). Citação não pessoal: a). feitor ou gerente. porque tais poderes já lhes são autorizados pela própria lei ( CPC art. eis que a relação contratual não se estabelece entre ele e o assistido e sim entre ele e o estado. c). se o juiz não perceber a nulidade e proferir uma sentença condenatória. Promovida a execução do julgado.Agora. d). É de se observar que a citação pelo correio não é uma novidade entre nós.57 ). 215. Na hipótese do autor reconvindo estiver representado pela defensoria pública. 221 ). 12.Na oposição os opostos serão citados através dos seus advogados.

Conforme já salientado. a intimação é a que somente ocorre durante o curso do processo. O procedimento da citação pelo correio far-se-á pôr correspondência com aviso de recepção e na forma renegociada no artigo 223 do CPC. Apesar do legislador preferir a citação pelo correio ( ver CPC art.citação pôr hora certa. b). apesar da sua preocupação conceitual. Assim sendo. Intimação e Notificação A fim de evitar confusão o legislador teve uma preocupação conceitual e pôr essa razão definiu citação no art. ele é apenas notificado ou interpelado. 2. o mesmo ocorrendo com a lei disciplinadora da execução fiscal. o requisito “sine Qua non “ ( sem o qual não. “D”). OBS. mas sim no próprio escritório da empresa citanda e para alguém que esteja diretamente ligada à gerência ou à direção.Quando o litígio versar sobre direitos indisponíveis ( CPC art. É que no processo de execução não existe função jurisdicional cognitiva. 50 . O destinatário da notificação não é citado e muito menos intimado. Em se tratando de pessoa jurídica com sede em edifícios. determina a citação postal como modalidade preferencial. 213 do CPC e intimação no art. art.222. exigindo-se que o carteiro lhe faça a entrega pessoalmente e contra recibo. d). 316 e 740 do CPC ).222. Citação. Em verdade. sendo esta a razão pela qual o legislador afastou a citação postal da execução forçada ( CPC art. este se impossibilitou. 4. 3. a lei disciplinadora da Ação Especial de Alimentos. indispensável ) para a intimação é a existência do processo. não é ato para cientificar alguém que terá de fazer ou deixar de fazer alguma coisa em um processo. Os requisitos do mandado de citação aparecem regenciados nos artigos 225 e 226 do CPC. ou quando desde o início o autor optou pôr esse tipo de citação ( ver CPC art.222 ). A citação pôr mandado Merece ressaltar que em qualquer citação pôr oficial de justiça. “A”.Além disso.: Ver ainda as hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula.Na execução forçada. Entretanto.Quando o autor preferir outra forma de citação (CPC art.Quando o réu residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência (CPC art. A notificação ou interpelação judicial não forma processo. 234. a correspondência não pode ser entregue na portaria do prédio. para que faça ou deixe de fazer alguma coisa. muitas vezes o legislador confundiu intimação com citação e vice-versa ( ver pôr ex. 247 ).citação pôr mandado. Na citação postal o prazo para a contestação começará a ser contado a partir da juntada aos autos do aviso de recebimento. “B”. Assim sendo. 222. ele a excepciona. vele dizer é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo. nula será a citação quando feita sem a observância das formalidades e dos preceitos legais ( CPC art. não a admitindo nos seguintes casos: 1. ela vai se instrumentalizar pôr mandado. a citação pôr oficial de justiça admite a seguinte classificação: a). “F”).224 ).222. A principal característica da citação pôr oficial de justiça é que ela é sempre uma citação pôr mandado. mas sim função jurisdicional coercitiva. “C” ).999. “E”). enquanto a citação é ato constitutivo do processo. 1105. nula será a citação pôr mandado quando feita com a ausência de qualquer dos seus requisitos ( ver CPC 225 e 226 ). c). A notificação ou interpelação judicial encontra-se consagrada no CPC como uma das medidas cautelares que não admitem resposta. A citação pôr oficial de justiça É aquela que é feita nas situações em que a lei não permite a citação pelo correio.citação em comarcas contíguas.citação do demente ou daquele que esteja impossibilitado de recebê-la. ou quando pôr qualquer razão. Didaticamente. O destinatário da correspondência será o próprio citando.

OBS. portanto. se o réu citado pôr hora certa permanecer revel. o oficial de justiça dará pôr feita a citação ( CPC 228. é também modalidade de citação pôr oficial de justiça. mas apenas presunção. porque ele tem a obrigação de juntar aos autos. § 1° ). O dia seguinte Em lá voltando.II). dandolhe de tudo ciência ( CPC art. não podendo portanto. 2° .: No Estado do Rio de Janeiro.Deixa com pessoa da família ou com um vizinho aviso para comunicar ao citando que ele ( oficial de justiça ) voltará no dia seguinte. Natureza jurídica da Curadoria Especial: o assunto não é entre nós tranqüilo. O aprimoramento da citação pôr hora certa Ela somente vai se aperfeiçoar quando o escrivão enviar ao réu carta.229 ). se o citando não for encontrado e persistir a suspeita de ocultação. enquanto em outros estados e também no Distrito Federal esse exercício cabe ao Ministério Público. II ).9°. terá de nomear-lhe curador especial ( CPC art. fazer acordos.O Curador Especial é apenas um representante da parte pôr determinação da própria lei (opinião majoritária). declarando-lhe o nome (CPC art. havendo a respeito dois entendimentos: 1° .Citação pôr hora certa Natureza jurídica: É uma das modalidades de citações presumidas. atuando. A Curadoria Especial Conforme já se destacou. 228.9°. a prova do envio da correspondência.O Curador Especial é um substituto processual. ( entendimento minoritário ). 06/10/98 O prazo para contestação na citação pôr hora certa O prazo começa a ser contado a partir da juntada nos autos do mandado da citação.Suspeita de ocultação ( requisito de índole subjetiva ) 3° . Levando-se em conta que a citação pôr hora certa não é certeza de citação. Disciplina legal da citação pôr hora certa: CPC art. Curador Especial não é o titular do direito material controvertido e pôr essa razão não poderá praticar qualquer ato que exija a titularidade desse direito. desistir ou transigir. o juiz sob pena de nulidade processual absoluta ou insanável. telegrama ou radiograma. as atribuições da Curadoria Especial são exercidas pela defensoria pública.227 a 230.Três tentativas ( índole objetiva ) infrutíferas de localizar o réu em seu domicílio ou residência. II o legislador entendeu que o contraditório é de interesse público. sob pena de nulidade absoluta ou insanável ( CPV art. 2°. ao réu revel citado pôr hora certa o juiz terá de nomear-lhe Curador Especial. deixando certidão da ocorrência através de contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. sob pena de nulidade da citação pôr hora certa. Requisitos de admissibilidade da citação pôr hora certa: 1°. conciliar. § 2° ). O Curador Especial tem o dever de contestar. É de se observar que não basta o escrivão certificar nos autos o envio da correspondência. 51 . porque nestas hipóteses do art. com legitimácio extraordinária. 9°.

: Via de regra a atuação do Curador Especial com apoio no art. o que pôr si só lhe confere legitimácio para denunciar a lide. II e art. 1042. já que terá perdido o direito de regresso. o que pôr si só impede o Curador Especial de denunciar a lide. I do CPC é atuação de Actio. Curador Especial tem legitimácio para a reconvenção? Essa matéria é também controvertida. perderá o direito de regresso que não mais poderá exercer nem mesmo através de ação autônoma. se a revelia a alcançasse os fatos não haveria razão para a lei autorizar o Curador Especial a negar genericamente os fatos ( ver CPC art. É pôr demais evidente que além de contestar. Num primeiro entendimento responde positivamente. já que não haveria a configuração do contraditório.9°. Merece salientar que em sendo a denunciação da lide obrigatória. Para a corrente minoritária a interligação entre os fundamentos da defesa e a reconvenção (ver CPC art. Além disso. A Curadoria Especial no processo de execução Levando-se em conta que na execução propriamente dita não existe contraditório de mérito. não tendo portanto. nos casos de citação fícta em que o réu tenha permanecido revel ( ver CPC art. isto é. § único ). se assim fosse. tem o Curador Especial o dever de articular uma defesa perfeita. a atuação do Curador Especial seria meramente decorativa. levando-se em conta que o executado poderá deduzir a sua defesa através dos embargos à execução. 2° . Merece ainda considerar que a revelia somente incide sobre a matéria de fato. II ). A questão da legitimácio do Curador Especial para a denunciação da lide está interligada com a questão da obrigatoriedade da denunciação da lide.302. Merece observar que para o réu o momento oportuno para denunciar a lide é o da contestação. terá articulado uma defesa imperfeita ou incompleta. já que esta é uma ação que aparecerá embutida na ação principal. O Curador Especial tem legitimácio para denunciar a lide? Levando-se em conta que o Curador Especial somente é convocado a atuar nos casos de citação presumida. não alcançando portanto a matéria de direito. 7° do CPC são obrigatórias. sob a alegação de que somente os fatos são alcançados pela revelia. Pôr essa razão se discute se a revelia produz efeitos nos processos contestados pela Curadoria Especial. Essas são as principais razões que afastam a legitimácio do Curador Especial para a reconvenção. I. 9°. No tocante à obrigatoriedade da denunciação da lide existe entre nós duas correntes: 1° .302. de propositura de ação.Todas as hipóteses disciplinadas no art. atuação de defesa. vale dizer. já que esta é uma ação na qual apesar da conexão existe autonomia. 52 . II OBS. ficando ainda o Curador Especial com o espaço da matéria de direito para sustentar a sua contestação. Dentro dessa visão. o dever de impugnar. que dizer.9°. se o réu apenas contestar e não denunciar a lide. para aqueles que entendem ser a denunciação da lide obrigatória. parágrafo único ). defesa ou contestação. aquele que não a deduzir no momento oportuno. I. Entretanto. Disciplina legal da Curadoria Especial: CPC art. Entretanto.Merece lembrar que em relação aos fatos o Curador Especial está autorizado a contestar pôr negação geral.Somente a hipótese em que a denunciação da lide corresponde a uma demanda pela evicção é que ela era obrigatória. Para a corrente majoritária Curador Especial não tem legitimidade para a reconvenção. Além disso se o réu apenas contestar sem oferecer reconvenção não lhe haverá qualquer prejuízo. fato pôr fato ( ver CPC art. 315 ) confere legitimácio ao Curador Especial para reconvir. alguns comentaristas entendem que nesses casos a atuação do Curador Especial é atuação de excépcio. impossível se torna qualquer possibilidade de autuação do Curador Especial. nesses embargo a opinião majoritária vem admitindo a atuação do Curador Especial.

: 53 . II ). A multa reverterá em benefício do citando e será liquidada e paga nos próprios autos da ação em curso. 233: Estabelece uma multa de cinco vezes o salário mínimo para aquele que requerer dolosamente a citação pôr edital. 172 ). 173. quer dizer. O horário da citação: nos dia úteis. II. 9°. 231. A citação pôr edital Disciplina legal: CPC art. 216 ). Os atos iniciados antes das 20 horas poderão ser concluídos após o horário parâmetro (CPC art. será citado na unidade em que estiver servindo se não for conhecida a sua residência ou nela não for encontrado ( CPC art.: O militar em serviço ativo.231. é citação fícta ou presumida. 231. a atuação do Curador Especial com apoio no art. Pôr sua vez. 942 do CPC. § 1° ). a citação pôr edital tal como a citação pôr hora certa.III: Ver como exemplo a citação pôr edital. Art. o artigo 1042 do CPC regencia a atuação do Curador Especial nos procedimentos de inventários. determinada no art.II ). 231. OBS. É conveniente não esquecer que ao réu revel citado pôr edital o juiz terá de nomear-lhe Curador Especial. a fim de evitar o perecimento do direito ( CPC art. 247 ).231 a 233 Art. nula será a citação pôr edital pela não observância das formalidades e das prescrições legais ( ver CPC art. O art. 230 do CPC Regencia duas modalidades de citações pôr oficial de justiça: a citação em comarcas contíguas de fácil comunicação e a citação em comarcas localizadas na mesma região metropolitana. Ver também as hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. OBS. 218 ).: a) – Inacessível é o país que não cumpre as nossas cartas rogatórias ( CPC art. mas se encontra em lugar ignorado.No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu. § único ). das 6 às 20 horas ( CPC art. OBS. de contestação. Citação após às 20 horas e citação nos domingos e feriados: depende de autorização do juiz ( CPC art. Os impedimentos à citação: ( ver CPC art.Pôr sua vez. a notícia de sua citação será divulgada também pelo rádio.: Para efeitos forenses o Sábado é considerado dia útil. Também a citação do demente ou daquele que esteja impossibilitado de recebê-la. do CPC. sob pena de nulidade processual insanável ( CPC art.II: Aqui o réu é conhecido. 217 ). é atuação de exceptio. 9°.I : Réu desconhecido ou incerto são os terceiros interessados. 231. Art. O lugar da citação: é aquele aonde o réu for encontrado ( ver CPC art. No plano de sua natureza jurídica. OBS. é citação pôr oficial de justiça ( ver CPC art. Art. 172. se na comarca houver emissora de radiodifusão (CPC art. salvo a citação. OBS. 232: Elenca os requisitos do edital de citação. § 1° ). incerto e não sabido. 216. Segundo dispõe o artigo 173 do CPC. b) . “ durante as férias e nos feriados não se praticarão atos processuais”.§ 2° ). § 2° ). Art. podendo também encontrar-se em lugar inacessível. 172.: Se o edital for publicado com a ausência de qualquer daqueles requisitos.

Depois da citação não poderá mais haver aditamento ou ampliação do pedido ( ver CPC art. sem o consentimento do réu ( CPC art. como pôr exemplo.A citação válida induz litispendência ( CPC art. Merece observar que a citação somente terá forças para interromper a prescrição se ela se efetivar dentro dos prazos indicados nos parágrafos 2° e 3° do art. para evitar a consumação da prescrição. Considerações básicas: 54 .219 ). 3° e 4° ). a doença grave é uma das causas impeditivas à citação. 41 ). 219.Esses impedimentos não são absolutos. a fim de evitar o perecimento do direito. 4° . 264 ).219. 219 ). a citação do demente ou daquele que esteja impossibilitado de recebê-la. 219 do CPC ( ver CPC art. quer dizer.A primeira citação válida. Segundo dispõe o inciso IV do art. firma a prevenção do juízo ( CPC art. Os efeitos processuais da citação 1° .A citação válida é ato constitutivo da relação processual ( ver CPC art. porque em caso contrário a hipótese deixa de ser de impedimento para ser de impossibilidade de citação ( CPC art. O efeitos da citação Ela produz efeitos processuais e efeitos materiais. 294 ). 7° . OBS. 217. 219 do CPC. É ainda de se observar que o autor não pode ser prejudicado pela lentidão do aparelho judiciário. poderá ser feita a citação. porque mesmo com a presença de causa impeditiva. 3° .Depois da citação não poderá ocorrer a modificação da causa de pedir. § 1° ). vale dizer. 2 – Interrompe a prescrição – é conveniente destacar que a interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação ( CPC art. 218). 5° . 2° . 264 ).Constitui o devedor em mora.A partir da citação válida a relação material passa a ser controvertida. 8° . 13/10/98 Os efeitos materiais da citação 1.: Mora é o retardamento culposo no cumprimento da obrigação. O art. a coisa torna-se litigiosa ( CPC art. 6° . aliás neste caso ter-se-á de saber se existe previsão para a recuperação.Depois da citação o autor não poderá alterar o pedido ( modificação qualitativa). Em princípio os efeitos processuais e materiais da citação aparecem centralizados no art. nas hipóteses de competência concorrente e territorialmente diversa. § 2°. 214 ). 219 ).Depois da citação só será permitido a substituição voluntária das partes nos casos expressos em lei ( CPC art. 218 regencia uma modalidade de citação pôr oficial de justiça. mas é de se destacar que em relação aos efeitos processuais esse dispositivo legal não é esgotativo. sem o consentimento do réu ( CPC art. razão pela qual vem se entendendo que dentro daqueles aludidos prazos o que o autor tem que fazer é o preparo da citação.

momento ou fase.processo de conhecimento b).: No processo de conhecimento existe ainda um procedimento sumaríssimo que é o do Juizado Especial Cívil.processo de execução c). a forma em que é movido o ato. No processo de execução o seriado de atos processuais tem pôr finalidade garantir a realização e a satisfação do crédito. Processo e procedimento: Sob o ponto de vista do direito processual o processo é uma soma dos atos que se realizam para a composição do litígio. Ainda sob o ponto de vista do direito processual. porque o juiz impedido está proibido de praticar ato processual. Os tipos de processo: a). Apesar disso. a citação ordenada pôr juiz incompetente é válida e produzirá todos os seus efeitos. Finalmente. 2° . Formas de processo: Levando-se em conta que cada um dos tipos de processos se exterioriza em procedimentos é necessário indagar em que esquemas formais cada tipo processual se revela. o vocábulo procedimento tem o significado de etapas. o vocábulo processo significa a forma de se instrumentalizar a jurisdição voluntária ou administrativa. isto porque o juiz suspeito não está proibido de praticar ato processual. O processo é o movimento em sua forma intrínseca. O processo é uma direção no movimento. No processo de conhecimento existe um procedimento comum ( ordinário ou sumário ) e um procedimento especial. No processo cautelar o seriado de atos processuais tem pôr finalidade garantir o processo principal. alguns entendem que a citação ordenada pôr juiz absolutamente incompetente só terá o efeito de impedir o perecimento do direito ( opinião bastante controvertida ). Conceito: É um conjunto de atos finalisticamente estruturado e organizado em busca da entrega da prestação jurisdicional. 55 .1° . enquanto o procedimento é a ordem e a sucessão de sua realização. sob o ponto de vista da filosofia do direito e da lógica jurídica. 4 – O PROCESSO E O PROCEDIMENTO 4. 219 do CPC. o procedimento é o modo de mover.A citação ordenada pôr juiz suspeito é válida e produzirá todos os seus efeitos.: A citação ordenada pôr juiz impedido para muitos doutrinadores terá força para evitar o perecimento do direito ( opinião majoritária ).Segundo dispõe o caput do art. O conceito de processo.1 – Distinção entre processo e procedimento. 3° . que poderá ser de conhecimento. O legislador processual não distinguiu para efeito da citação a incompetência relativa e a incompetência absoluta. OBS.processo cautelar OBS. enquanto que o procedimento é este mesmo movimento em sua forma extrínseca. como também o de execução.A citação ordenada pôr juiz impedido é válida. OBS.: No processo de conhecimento o seriado de atos processuais tem pôr finalidade dirimir o litígio ou o conflito.

porque ela se desenvolve pôr etapas. b). II – Quanto à movimentação: processo dispositivo e processo inquisitivo (impulso oficial). Processo dispositivo é aquele que para se movimentar depende exclusivamente da iniciativa das partes. g). e). pôr se tratar de uma relação trilateral que envolve as partes e o juiz. d). 4. já que a existência do processo independe da relação jurídica material ou substancial. no processo cautelar existe também um procedimento comum e um procedimento especial. 262 ). que é a entrega da prestação jurisdicional.A relação processual é um complexo de atos processuais. salvo pôr procedimentos sumário e sumaríssimo ( Juizado Especial ) nos quais prepondera a oralidade. Quanto à movimentação o Processo Civil Brasileiro é misto.4 . o Processo Civil Brasileiro é misto com preponderância da forma escrita. Finalmente.5 – Caracteres da relação processual a).: Ato executório ou medida executiva é o meio coercitivo destinado à compelir o devedor a cumprir a prestação. Processo inquisitivo é o que para se movimentar depende do impulso oficial. 4. Em seu movimento inicial. O fim é a composição de um litígio e seu objeto a pretensão sobre o qual vai incidir a prestação jurisdicional. a relação processual é de direito público. Em resumo: O que existe no processo é um complexo ou um seriado de atos processuais e um feixe de relações processuais.: Quanto à forma. f).A relação processual é autônoma. c). Em verdade. Com efeito. É que a relação processual que se forma a partir da citação válida vai se renovando à medida que as partes e o juiz vão praticando atos.Existe no processo um feixe de relações processuais. isto porque o exercício da função jurisdicional é uma função estatal.A relação processual é progressiva.A relação processual é um “actum trium personarum”. enquanto a relação material é de direito privado.No processo de execução existe um procedimento executório que se exterioriza através dos atos executórios.Natureza e objeto do processo O fim e o objeto do processo. eis que nesses procedimentos até a contestação pode ser oferecida pela via oral. porque ele começa pôr iniciativa da parte. o Processo Civil Brasileiro é dispositivo em razão da inércia inicial da jurisdição. mas se desenvolve pôr impulso oficial ( CPC art. porque ela se desenvolve em busca de uma única finalidade. formandose pôr essa razão um feixe de relações processuais. 4. o objeto material do processo é a pretensão e seu objeto formal os atos de procedimento.A relação processual é unitária. Assim sendo. não se pode confundir a preexistente relação jurídica material com a posterior relação jurídica processual. porque cada ato gera o seu contrário ( contra-ato ) e assim sucessivamente até a prolação do ato final que é a sentença.2 Classificação do processo I – Quanto à forma: escrito. 56 . Com efeito.O processo é sempre uma relação jurídica de direito público. OBS. o exercício da jurisdição é uma manifestação da soberania da própria nação e pôr essa razão as normas de direito processual são normas de direito público. oral e misto OBS.

assim. Na primeira. submetida ao “iudex”. Existe no processo uma relação jurídica de direito público que não pode ser confundida com a relação material de direito privado pré-existente entre as partes. Muitos passaram a desconfiar que o processo não poderia ser um contrato. período no qual passou a se questionar a natureza contratual do processo. Quando se fala em relação jurídica. HELLWIG sustentou a relação angular. mas quem realmente consolidou a teoria foi WACH.: Entre nós merece referência a figura de Teixeira de Freitas. Configurava-se. e como as regras do processo obrigavam. isto é da concepção privatística do processo com outra denominação. denominada “in iuditio”. A idéia do contrato prevaleceu até o final do século XVIII. Conforme já se disse a teoria da relação jurídica consolidou-se com as obras de WACH. Crítica: A teoria do quase contrato nada mais é do que a continuidade da teoria contratualista. referindo-se a ele episodicamente em uma das suas obras.Teoria da relação jurídica ( século XIX) O primeiro a visualizar o processo como um relação jurídica foi HEGEL. Tem-se dessa maneira.4. mas negava-lhe o caráter público da relação: esta seria bilateral e se estabeleceria somente entre as partes. Pôr essa razão chegou-se a conclusão de que o processo somente poderia ser um quase contrato. negando a vinculação entre as partes mas afirmando a relação destas com o juiz.R A Bilateral Ou linear angular J R J A ------. representada pôr linhas paralelas que vão do autor ao réu e do réu ao autor. com a vinculação recíproca entre as partes e o juiz: as partes se relacionam entre si e também se relacionam com o juiz. com carater acentuadamente privado. excluído. pois pública não era a função do “iudex”.R triangular 57 . autor. o delito. agem visando a um único fim que é a entrega da prestação jurisdicional. estão sendo fixados os vínculos que unem entre si os sujeitos do processo e os atos pôr eles praticados. Finalmente. Os sujeitos. uma preliminar e outra definitiva.6 – Natureza jurídica do processo: teorias 1 – Teoria do contrato ( litis contestatio ) Remota ao processo romano. mas como ainda se estava sob a influência do direito romano. DIAGRAMAS A --. verdadeiro contrato judicial entre autor e réu. uma relação linear. mas essa não desenvolveu o tema com profundidade. réu e juiz. “in iue”. OBS. O segundo teório foi BULLOW. o quase contrato. 2. o ato ilícito e a lei. compareciam as partes perante o Pretor para a exposição do caso e para a prestação do compromisso de aceitarem a fórmula adequada e que seria.: A teoria da relação triangular é a concepção vitoriosa.Teoria do quase contrato Principal teórico: “Savinir ÖBS. buscou-se um apoio nas fontes romanas do direito das obrigações. o quase delito. WACH defendeu a idéia da relação triangular ou trilateral. É que nele havia duas fazes. 3. Também HOELER encarava o processo como relação jurídica. portanto o juiz. Levou-se em conta que segundo o direito romano as fontes das obrigações são as seguintes: o contrato. já na Segunda fase.

Princípio do contraditório. 5° e CPC art. os intérpretes. equiparáveis a negócios jurídicos decorrentes não da vontade do estado juiz.267. como pôr exemplo. Fundar-se-á a concepção na realidade: as relações que se estabelecem no progresso decorrem de regras. A instituição é permanente. porque este sempre dependerá do impulso das partes. já que vai terminar com a sentença.sujeitos principais: as partes e o juiz b). 5. as normas legais que para o juiz são padrões. os peritos. significando dizer que a teoria do negócio jurídico tentou restabelecer a natureza privatística do processo. mas sim um conjunto de atos jurídicos. 14/10/98 4. mas não se deve perder de vista que enquanto a instituição tem vida autônoma em relação aos indivíduos. mas da vontade das partes. II ). Em virtude de seu singular status. a teoria do processo como negócio jurídico se equipara à teoria do processo como contrato. enquanto o processo vai mudando de configuração à medida em que se desenvolve. os contadores. 5° ). A instituição não se altera.Koeler Helwig Wach Os sujeitos do processo Segundo a concepção vitoriosa ( relação triangular – Wach ) os sujeitos da relação processual são os seguintes: a).sujeitos secundários: são os órgãos auxiliares do juízo.Teoria do negócio jurídico O processo não é uma relação. o que em sentido lato equipara o negócio jurídico ao contrato. I).Teoria da instituição jurídica: GUASP O processo é antes acima de tudo não uma relação. Assim sendo. para as partes representam promessas ou ameaças. Pôr essa razão. 5. 58 . É de natureza constitucional e assegura às partes igualdade de tratamento na relação processual ( ver Constituição Federal. o mesmo não acontece com o processo. ele é quem irá vincular as partes pôr meio da sentença. têm as partes meras chances ou expectativas com relação à própria pretensão. o juiz não pode ser objeto de vínculos jurídicos: sendo no processo o poder soberano. c). É também de natureza constitucional e integra com o princípio do contraditório. eis que as colocam em situações de expectativa a cerca do que dirá a sentença. as testemunhas.125.Princípio da garantia da ampla defesa. pôr sua vez defluem de um mesmo fato extraprocessual. art. 3– Princípio do dispositivo Impõe às partes o dever de impulsionar o processo ( ex.Teoria da situação: Goldschmidt Abandonou a idéia da relação e criou a da situação. os tradutores. CPC art. tomada a expressão como o conjunto de regras jurídicas a cerca de relações provindas de um mesmo fato. Merece salientar que os efeitos de um negócio jurídico não decorrem da lei.sujeitos especiais do processo: o representante do Ministério Público e o patrono das partes ( advogado ). o processo nada mais é do que um conjunto de negócios jurídicos. 1 . que. mas da vontade das partes. 4. 4– Princípio do inquisitivo. 6. mas uma instituição. Ao invés de direitos.7 Princípios fundamentais do processo e do procedimento São princípios políticos que informam o processo e o procedimento e cuja observância é obrigatória. o processo é transitório. um princípio constitucional maior que é o princípio do devido processo legal ( ver Constituição Federal art. De outro lado.

Determina que os atos processuais se realizam em um só e grande momento. 2° parte ). O juiz titular ou substituto que presidir a audiência de instrução e julgamento e colher a prova.Princípio da efetividade do processo. O princípio da informalidade é um dos princípios informativos do Juizado Especial e também um princípio que se integra com o princípio da serelidade. prepondera também a concentração. 7. que é o da audiência de instrução e julgamento. A prova tem de ser produzida sob a direção do juiz da causa. Permite o desenvolvimento do processo através de uma série de fases. É um dos princípios informativos da reforma do CPC.Determina que no processo prepondere o impulso oficial ( ver CPC art. Esse princípio interliga-se com os princípios da serelidade e da informalidade. Os embargos declaratórios e o agravo de instrumento ao não admitirem a sustentação oral. Merece observar que aonde prepondera a oralidade. tendo portanto a obrigação de proferir a sentença. 10.Princípio da concentração. Exceções à vinculação: Convocação. A prova emprestada é imprestável e inválida. rejeitam o princípio da oralidade. A sentença que se apoiar exclusivamente em prova emprestada será inválida.: Prova emprestada é aquela que não foi produzida sob a direção do juiz da causa.Princípio da identidade física do juiz.: 59 . licenciamento.Princípio da serelidade. Busca tornar mais simples a realização dos atos processuais e do procedimento.Princípio da informalidade. a fim de tornar mais rápida a entrega da prestação jurisdicional. 132. Tem preponderância no procedimento comum sumário e no procedimento sumaríssimo do Juizado Especial Cível. 11. Esse princípio é informativo da reforma do CPC e também do Juizado Especial. promoção. O processo não existe para demonstração de intelectualismo e de vaidades pessoais.262 ) 5– Princípio da oralidade. Visa tornar mais rápida a entrega da prestação jurisdicional. Assim sendo.Princípio da continuidade.Princípio da imediação. 12. mas sim para efetivar a entrega da prestação jurisdicional. O princípio da oralidade e o princípio da concentração são princípios informativos do Juizado Especial Cível. aposentadoria ( CPC art. Obriga o juiz a ficar em contato direto com as partes e as provas. OBS. 9. o que vincula é a audiência de instrução e julgamento. já que nesses procedimentos até mesmo a contestação poderá ser oferecida pela via oral. qualquer procedimento que esteja sob a influência do princípio da concentração não vai admitir julgamento antecipado da lide. Cabe lembrar que a audiência de conciliação não vincula. OBS. 8. estará vinculado. 6. mormente do procedimento comum sumário e do sumaríssimo do Juizado Especial Cível.

cuja realização lhe trará vantagens. perda de prazo para o recurso. mas sim uma faculdade que o interessado tem no cumprimento de algum encargo processual.132 do CPC regencia a única hipótese em que a sentença apoiada exclusivamente na prova emprestada terá validade. ou postular certa providência judicial em razão da incompatibilidade existente entre aquilo que agora a parte pretende e sua própria conduta processual anterior.: Levando-se em conta que o prazo para os embargos do devedor é de 10 dias contados da juntada aos autos do mandado da intimação da penhora. mas não terá em nenhum caso. Preclusão lógica refere-se à impossibilidade em que se encontra a parte de praticar determinado ato. Ex. O descumprimento do ônus O interessado sofre uma certa perda ou ver-se-á privado de alguma vantagem. Pôr exemplo. 13. tendo pôr essa razão de motivar ou fundamentar a decisão. entre o ato de pagar os alugueres. Impõe momentos adequados para a prática dos atos processuais. o devedor no 5° cia interpõe os embargos à execução e busca no 9° dia repetir o ato. As modalidades de preclusão são as seguintes: temporal. O princípio da livre convicção adotado pôr nosso sistema antepõe-se ao princípio da convicção íntima que é o juízo da consciência.Princípio da eventualidade.: 60 . ( ver CPC art. tornando-se impossível o exercício posterior da mesma faculdade de que o interessado já se valeu. 14. Ônus e obrigação O descumprimento de uma obrigação ( dever ) se equipara a um ato ilícito. 503 ).Princípio do livre convencimento ou da livre apreciação da prova. estando ainda correndo o prazo para o recurso. O ônus não é uma obrigação. 130 e 131 ) O juiz tem o poder soberano de decidir. Preclusão temporal é a perda da oportunidade de se praticar o ato processual. Preclusão consumativa. Ex.: Perda de prazo para contestar. o juiz é livre para deferir as provas que entender necessárias para apreciá-las ou valorá-las e para decidir. Haverá preclusão pôr incompatibilidade lógica entre as duas condutas. sob pena de preclusão temporal. ( ver CPC art. é a preclusão temporal. resolvido em perdas e danos. via de regra. volta a cantório para apelar da mesma sentença. lógica e a consumativa. o réu condenado pela sentença comparece a cartório e paga o valor da condenação. num momento adequado. OBS. A preclusão é um fenômeno processual estritamente ligado ao conceito de ônus processual. ocorrerá quando uma determinada faculdade processual já foi proveitosamente exercida. quer dizer. o que será. mas sempre terá que decidir de acordo com as provas dominante nos autos. Outro exemplo: purgação da mora e contestação. A única modalidade de preclusão que está interligada ao princípio da eventualidade e a teoria dos prazos. praticado ato ilícito. Depois de praticar este ato.Parágrafo único do art. reconhecendo portanto a procedência do pedido e o ato de contestar. Preclusão temporal é a perda de uma faculdade processual em virtude de seu não exercício no momento previsto para a sua realização.

não foge a essa regra. As partes já foram estudadas ao tratarmos dos elementos da ação. investidos das funções de caráter jurisdicional. 155. impropriamente denominados casos de recurso necessário ou de recurso de ofício. Sujeito dessa relação processual. A sentença terá obrigatoriamente de se adequar ao pedido. Na relação processual somente pode exercer função jurisdicional o órgão que venha previsto na Constituição Federal como integrante do poder judiciário: é o princípio do juiz natural ou do juiz constitucional ( princípio da investidura ).II ). 18. o juiz como sujeito da relação processual deve ter condições de capacidade. sendo o mesmo um dos sujeitos principais do processo. o juiz deve ter capacidade processual para a prática dos atos que ele terá de praticar no curso do processo. 82) e o ato processual. como sujeito do processo.9 O Juiz É o órgão estatal desinteressado que se coloca super partes e integra a relação processual. exceções. que dizem respeito tanto ao órgão judiciário propriamente dito.Princípio da publicidade ( CPC art. De outro lado.8 Os sujeitos principais da relação processual. 475 elenca os casos de obrigatoriedade de duplo grau de jurisdição. 16.16 a 18 ) É o princípio da vedação da conduta improba: as partes não podem pedir de má fé a tutela jurisdicional e nem atuar sem ética no curso do processo. Os sujeitos principais do processo são o juiz e as partes. 4. é a aptidão para provimento em cargo judiciário e que exige requisitos concernentes: 61 . É ele que representa.Princípio do duplo grau de jurisdição. a capacidade geral do juiz como pessoa física. espécie que é do ato jurídico em sentido lato. 15. 17. como à pessoa do magistrado. Com efeito. audiências. 460 ). As outras duas categorias ligam-se mais diretamente ao princípio da vedação do “ bis in idem”. não se pode esquecer que todo ato jurídico exige agente capaz ( ver Código Civil art. o estado no exercício da função jurisdicional. O juiz de ofício está autorizado a condenar o litigante de má fé a indenizar a parte contrária os prejuízos que esta sofreu e tudo será liquidado nos próprios autos. salvo nas hipóteses em que o próprio processo terá de tramitar em segredo de justiça ( ver CPC art.Princípio da lealdade processual ( ver CPC art. A capacidade geral dos órgãos judiciários prende-se à possibilidade de serem tais órgãos. 1° parte combinado com o art. 459.Princípio da correlação entre o pedido e a sentença ( princípio da congruência ). I.Das três espécies de preclusão. 4. A capacidade geral se divide em capacidade geral pertencente à pessoa física que deve atuar como órgão judiciário e em capacidade geral relativa aos órgãos judiciários considerados em si próprios abstratamente. OBS. 19/10/98 Os órgãos judiciários devem ser revestidos da capacidade geral e da capacidade especial.: O CPC no art. 444 e 548 ) O sistema de nossa legislação é o da publicidade ampla e imediata para todos os atos processuais. Assim. É um princípio de natureza constitucional e assegura à parte o direito de ter a sentença reexaminada pôr um órgão hierarquicamente superior àquele que a proferiu. sob pena de invalidade ( CPC art. 155. apenas a temporal diz respeito à teoria dos prazos processuais e ao princípio da eventualidade. como elemento do Estado.

enquanto a incompatibilidade relativa é a suspeição. 4. 134 do CPC.II ). Prover a regularidade do processo consiste em evitar a prática de regularidade de rito. Assim sendo. Para que o juiz possua capacidade como sujeito processual. Além dos poderes de ordem processual. c). podendo para tal fim.10 Os poderes do juiz no processo Os poderes que o juiz exerce no processo são aqueles decorrentes da função jurisdicional de que está investido. ainda. contados do fato que ocasionou o impedimento ou a suspeição. que são exercidos em torno do processo. é de se ressaltar que o juiz ao atingir 70 anos será aposentado compulsoriamente. Pôr essa razão a sentença de mérito proferida pôr juiz impedido ao transitar em julgado passa a ser rescindível ( ver CPC art. 794 do CPP: “A polícia das audiências e das sessões compete aos respectivos juizes ou ao presidente do tribunal. Assim sendo. é necessário que. Essa decisão foi posteriormente modificada e atualmente a opinião majoritária é de que a demência não afeta a validade dos atos jurisdicionais. nomeação e posse.135 ).a nacionalidade.a). ou turma. os atos pôr ele praticados serão válidos. o que só adquire com a aprovação no concurso de provas e títulos. mas também determinar as medidas destinadas a garantir a entrega da prestação jurisdicional.deverá. As condições gerais exigidas para a existência de capacidade civil podem afetar a capacidade processual do juiz? Será válida. significando dizer que os atos processuais pôr ele praticados são inválidos ( ver CPC art. 485. o juiz está incapacitado para o exercício do cargo. dispõe o art. Merece observar que em razão da sua incompatibilidade absoluta para a causa. enquanto as situações que identificam os casos de suspeição estão elencadas no art. A incapacidade subjetiva do juiz pode ser absoluta ou relativa. dentre os quais o poder de polícia processual. não pode ser anulada a sentença do juiz afetado de infermidade mental pelo só fato da infermidade. pôr exemplo. CPP ). A doença mental é causa do afastamento do juiz do cargo. b). coexista a capacidade especial relativa ao exercício diário do poder jurisdicional. Nesse sentido. os atos processuais pôr ele praticados são inválidos. depois de completada aquela idade.135 do CPC. Esses poderes se denominam jurisdicionais pôr se exercerem dentro do processo. ter capacidade para o exercício do cargo. suas decisões constituem atos jurisdicionais válidos. O Código de Processo Penal transmite com clareza esse poder disciplinar do juiz: “ Ao juiz incumbirá prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos. A capacidade objetiva está regulada pelas normas que disciplinam a competência. requisitar a força pública” ( art. mas enquanto tal não se der. As situações que identificam os casos de impedimento do juiz estão elencadas no art. No tocante à idade. câmara. Nesse sentido. ao lado das condições mencionadas de capacidade geral. A incompatibilidade absoluta é o impedimento. Essa capacidade especial pode ser objetiva ou subjetiva: a primeira diz respeito ao órgão judiciário e a Segunda à pessoa do magistrado. se a parte não excepcionar para afastar o juiz suspeito da causa. Essa incapacidade subjetiva do juiz é mais conhecida como incompatibilidade. Não havendo erro de procedimento ou erro de direito. O prazo para excepcionar é de 15 dias. mesmo que a parte não excepcione para afastar o juiz impedido da causa. o juiz impedido está proibido de praticar atos processuais. o juiz está investido de poderes administrativos. 251. significando dizer que os atos pôr ele praticados são válidos ( CPC art. segundo informa José Frederico Marques. mas há outros de caráter administrativo.a idade. que poderão determinar o que for 62 . independentemente do decreto de aposentadoria. pôr se tratar apenas de incompatibilidade relativa do juiz para a causa. d).134 ). o juiz suspeito não está proibido de praticar ato processual. enquanto a capacidade subjetiva do juiz é assunto ligado à garantia que deve oferecer à pessoa que exerça funções jurisdicionais. a decisão do juiz demente? A Suprema Corte Alemã entendeu que o órgão coletivo investido da jurisdição não está legalmente constituído se um juiz no momento que intervém no colégio judicante se encontra mentalmente infermo.as condições técnicas e habilitação profissional. Em contra partida. havendo ainda as condições de saúde física e mental.

porque é parte. A simples leitura do art. ou são poderes instrumentais ( poderes ordinatórios ). 133. dispõe o art.11 Das partes A participação do Ministério Público no processo civil No processo civil o MP poderá ser: parte. são os poderes de caráter jurisdicional. 4.133. O certo é que. Também o erro. configurando apenas a responsabilidade administrativa. quer pôr simples capricho. bem como aos prazos especiais previstos no art. inciso I do CPC nos mostra que o requisito “sine Qua non” dessa responsabilidade e a conduta dolosa ou fraudulenta. poder disciplinar e poder de impulsão. quer pôr sua desídia no determinar medidas que lhe cumpre beneficiar de ofício. As provas são apreciadas com certa discricionalidade. Poder disciplinar consiste em recusar o que for impertinente ou meramente delatório. Poder de instrução consiste em mandar conceder diligências e mandar proceder as diligências e atos necessários para descoberta da verdade.conveniente à manutenção da ordem. Neste caso. Quando o juiz dolosamente assim proceder. ao conduzir um processo. Merece ressaltar que mais importante que os poderes administrativos e os poderes de polícia. Nesse sentido. quer para beneficiar o outro ou terceiro. O seu parágrafo único reitera: “O juiz ou o presidente fará retirar-se da sala os desobedientes que. seja de direito não determina a responsabilidade civil. O art.I ) ou pela sua omissão ( CPC 133. que segundo dispõe o art. causando prejuízo à parte. que ficará exclusivamente à sua disposição”. em casos de resistência serão presos e autuados”. Os poderes que tem o juiz de caráter jurisdicional. O artigo 795 do CPP acrescenta: “Os espectadores das audiências ou das sessões não poderão manifestar-se”. 133 ) Para a opinião majoritária não se trata de responsabilidade do Estado. a atuação do juiz não pode ser discricionário. requisitarão força pública. 49 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional ( Lei complementar no. 126 do CPC mostra que o poder de decisão final é vinculado. porque será obrigatoriamente atuação vinculada à lei. fica sujeito à indenizar as perdas e danos causados pôr sua ação ( CPC art. 81 É interessante observar. os costumes e os princípios gerais do direito. No CPC o poder de polícia do juiz aparece retratado no art.81 do CPC o MP somente poderá ser parte quando existir uma lei autorizando-lhe a propositura da ação. órgão interveniente ou substituto processual (?) O Ministério Público como parte Disciplina legal: CPC art. os principais poderes jurisdicionais do juiz aparecem elencados no art. Entretanto. O pedido de perdas e danos exige uma ação autônoma. mas de responsabilidade pessoal do juiz pôr perdas e danos. Para tal fim. No exercício dos poderes de que se encontra investido. o juiz pode causar prejuízos a qualquer dos litigantes. Os poderes ordinatórios se classificam em: poder de instrução.35 de 1979) disciplina e regulamenta a matéria concernente à responsabilidade civil do magistrado. Poder de impulsão consiste em ordenar o que for necessário para o desenvolvimento do processo.81 que ele terá os mesmos poderes e ônus que as partes. A responsabilidade civil do magistrado ( ver CPC art. porque mesmo como parte o MP continua com o direito à intimação pessoal. significando dizer que a culpa em sentido estrito não configura a responsabilidade civil. não é bem assim. 125 do CPC. ou são poderes de vinculação final ( poder de decisão final ). mas se a lei for omissa o juiz poderá julgar de acordo com a analogia. o juiz pode atuar discricionariamente ou de maneira vinculada.445. merece observar que ao exercer o poder de decisão final. pôr imperar o princípio do livre convencimento ( ver CPC art. Também o art. II ).130 e art. 63 . seja de procedimento.188 do CPC. 131 ). Esses atos de polícia processual decorrem da conveniência de que o processo se desenvolva sem maiores perturbações . Entretanto.

487.82. o interesse público advém da indisponibilidade do direito. Tem também o MP legitimácio para a propositura de ação de desconstituição de sociedade filantrópica e beneficentes e até mesmo esportivas que não mais estejam atingindo a sua finalidade ou dela se tenham desvirtuado ( Decreto Lei no.82. § 4° ). ele estará sempre propugnando pela supremacia do interesse público. 103. de invenção e registro de marcas de indústria e comércio. já que não estará atuando como curador desse incapaz. tem provocado uma certa complexidade. art. como também não podem ser as que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural. é uma das funções constitucionais do MP a propositura de Ação Civil Pública ( ver também Lei no. Tem ainda o MP legitimácio para a propositura da Ação Rescisória ( ver CPC art. I.O importante é não esquecer que o MP somente poderá ser parte se existir uma lei conferindo-lhe legitimácio ativa para ação. Mesmo quando existir na ação o interesse de incapaz. Também não podem ser aquelas causas em que a parte é a Fazenda Pública. segundo dispõe o art. 82 do CPC. A Segunda parte do inciso III do art. 208. art. mesmo nesta situação o MP estará buscando a boa aplicação da lei ( CPC art. ou como querem outros. A nova lei de marcas e patentes legitima o MP para o ajuizamento das ações de nulidade de patente.5° ). de custos legis. Trata-se de atuação de fiscal da lei. II ). porque nelas o interesse público já está protegido pela atuação da procuradoria da própria Fazenda Pública. Em verdade. A e B ).82 tem a seguinte redação “ Nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural e nas demais causas em que há interesse público evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte”. O certo é que o MP só poderá ser parte em havendo uma lei autorizando-lhe a propositura da ação. como acontece flagrantemente nos casos do art. tem o MP legitimácio para ajuizar a ação de anulação de casamento celebrado pôr autoridade incompetente ( ver Código Civil art.81 do CPC ele seria parte pública. VI ). significando dizer que nas hipóteses do art. 129. A Constituição Federal incumbe ao Procurador Geral da República. nas ações elencadas no art. I ).III.347/85. Que causas são essas? Não podem ser as que já aparecem elencadas nos incisos I e II do aludido art. I da Constituição Federal. 103. 129. ele está promovendo uma ação em defesa de direitos indisponíveis.7. nestas hipóteses a ação intervencionista. § único. Chefe do MP Federal a propositura perante o Supremo Tribunal Federal da Ação Declaratória Direta de Inconstitucionalidade ( Constituição Federal. Merece ainda ressaltar que segundo teóricos do MP qualquer que seja a forma de atuação do MP.82.82. Também tem o Procurador Geral da República legitimácio para a Ação Declaratória de Constitucionalidade ( Constituição Federal. 20/10/98 O Ministério Público como órgão interveniente Disciplina legal: CPC art. Entretanto como o Estado nessas situações não quis assumir o risco da inércia de titular do direito indisponível. porque assim fosse.82 do CPC que explicita causas em que há interesse público pela natureza da lide ou pela qualidade da parte. o inciso III do art. Em verdade. Pôr sua vez. Em certos casos previstos na própria Constituição Federal tem a União a legitimidade para intervir nos estados e. quer dizer. o Estado resolveu agir pôr ela e vai agir através do MP. III Neste tipo de atuação o MP estará propugnando pela preponderância do interesse público e pela boa aplicação da lei. o MP não estará propugnando pelo interesse substancial desse incapaz. II. Cabe destacar que quando o MO atua como parte. art. Assim. o inciso III seria apenas uma repetição. pelo qual a parte tem plena liberdade de propor ou não a ação. Tem também o MP legitimácio para ajuizar a medida cautelar de seqüestro dos bens de instituições financeiras que tenham praticado atos fraudulentos ( Lei 1808 de 07/01/63 ). IV ).415 de 23/12/1996. a representação para a intervenção poderá ser da autoria do MP ( ver Constituição Federal art. 9085 de 25/3/43 ). Pôr força da lei 9. 64 . II. nesses casos a lei está excepcionando ao princípio do dispositivo.

Pôr todas essas razões ninguém pode ser ao mesmo tempo parte e fiscal da lei. quem é que vai determinar o interesse público pela natureza da lide ou pela qualidade da parte? Essa questão é também controvertida. Merece salientar que nesses casos de participação obrigatória. O critério para essa valoração será o de comparar o feito com as situações do artigo 82. Caput ). quer atue como parte que atue como fiscal da lei. Nesse caso deverá o juiz oficiar ao Procurador Geral de Justiça para que ele faça a designação de um outro promotor destinado a atuar como fiscal da lei. o juiz está obrigado a intimar o representante do MP e este uma vez intimado está obrigado a atuar como fiscal da lei. isto é. 116 do CPC que dispõe: “O Ministério Público será ouvido em todos os conflitos de competência. Entretanto. 65 .Além disso. 7347/85 ). esse entendimento foi aos poucos perdendo terreno e hoje não é mais majoritário. mas nelas também terá de atuar obrigatoriamente como órgão interveniente. Ação de Alimentos e com a Ação Civil Pública. II e III não é esgotativo. Ora. 103. Para a concepção majoritária não há de se distinguir a atuação do MP. A e B ).Participação obrigatória. 82. III. conforme acontece pôr exemplo na Ação Civil Pública ( ver lei no. é o caso das hipóteses elencadas no art. Há ações em que o MP tem legitimácio ativa. conforme acontece com o Mandado de Segurança. I e II. É de se observar que nesses casos de participação facultativa o juiz está obrigado a intimar o MP e este uma vez intimado é que vai valorar se deverá ou não atuar como órgão interveniente.Participação facultativa OBS. no conflito de competência é obrigatória a atuação do MP como órgão interveniente. órgão desinteressado que estará apenas propugnando pela boa aplicação da lei. 2° . Merece chamar a atenção que o art. A participação do Ministério Público na Ação Rescisória A Ação Rescisória é aquela que busca a desconstituição da coisa julgada material ( ver CPC art. Nessas situações se indaga se o MP poderá atuar ao mesmo tempo como parte e como fiscal da lei.Quem faz essa determinação é o magistrado ( opinião minoritária ). podendo portanto opinar pela procedência ou pela improcedência do pedido. nada impede que o MP atue ao mesmo tempo como parte e como fiscal da lei. Também nos processos de falências e concordatas é obrigatória a atuação do MP como órgão interveniente.II e também no inciso III.82. nas causas que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural. porque há ações reguladas pôr leis próprias que também exijam a participação obrigatória do MP como órgão interveniente.Fiscal da lei é órgão imparcial. Levando-se em conta que a busca é pela preponderância do interesse público. O CPC atual somente disciplina o MP como parte na Ação Rescisória ( ver CPC art.: Facultativa. A atuação do Ministério Público ao mesmo tempo como parte e como fiscal da lei. O CPC de 1939 determinava expressamente a participação obrigatória do MP como órgão interveniente na Ação Rescisória. com a Ação Popular. “ O Procurador Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal”. I. porque este em qualquer tipo de atuação estará sempre propugnando pela prevalência do interesse público. havendo entre nós dois entendimentos: 1° . É conveniente não esquecer a norma do parágrafo único do art. pela prevalência do interesse público. Também segundo dispõe o art. Assim sendo. mas terá qualidade de parte naqueles que suscitar” (provocar). porque é uma faculdade do MP determinar se há interesse público a ser evidenciado pela natureza da lide ou pela qualidade da parte. b).487.É faculdade do MP determinar se há na ação interesse público a ser evidenciado pela natureza da lide ou pela qualidade da parte ( opinião majoritária ). Assim sendo. § 1° da Constituição Federal. A matéria é controvertida e entre nós existem dois entendimentos: 1°.485. a atuação do MP como órgão interveniente admite a seguinte classificação: a). I. essa característica da imparcialidade não pode existir em quem atua como parte.

trata-se de responsabilidade pessoal do representante do MP e não de responsabilidade civil do poder público. verifica-se que no caso da Ação Rescisória o interesse público aparece evidenciado pela natureza da causa. Acontece porém. mesmo porque esse ato opinativo não vincula o judiciário.85 ) Trata-se de responsabilidade civil pôr perdas e danos. já que de ofício poderá determinar a intimação do MP. OBS. que a atual Constituição faz a previsão das funções típicas do MP ( ver Constituição Federal. Agora. Assim sendo. sendo que apesar do texto legal situá-lo como fiscal da lei. já que tanto um como o outro tem interesse na boa administração da justiça. É que pôr influência da construção pretoriana elaborou-se a seguinte regra: nos processos de participação obrigatória do MP se este não foi intimado e o juiz proferiu a sentença. o chefe do Ministério Público Federal é o titular do direito de ação.487. significando dizer que tanto o autor como o réu têm o dever de requerer ao juiz a intimação do MP.Pôr não ter o atual CPC repetido o dispositivo do direito anterior. “ Quando a lei considerar obrigatória a intervenção do MP. O requisito determinador dessa responsabilidade civil é a atuação dolosa ou em fraude do representante do MP. Nessas situações de omissão da intimação do MP se o processo chegar até a sentença e esta. O art. é de se indagar: cabe a atuação do MP na Ação Rescisória como órgão interveniente? Levando-se em conta a necessidade de se proteger a autoridade e a estabilidade da coisa julgada material. se ele argüir a nulidade do processo. 66 . 129 ) e nela si quer menciona a atuação como substituto processual. Exemplo: A Ação de Homologação de Sentença Estrangeira Condenatória de Prestação Alimentícia ajuizada pelo Procurador Geral da República perante o Presidente do Supremo Tribunal Federal.82. Além disso. se sentença de mérito. se ele entender que a sua atuação no Segundo Grau de Jurisdição supriu a omissão ocorrida na Jurisdição de Primeiro Grau. No exemplo dado.A). O Ministério Público como substituto processual Essa posição diz respeito à atuação do MP como parte formal. isto porque a Fazenda Pública não responde civilmente pôr ato opinativo do MP. se houver recurso a regra da nulidade vai depender da posição assumida pelo procurador do MP ao opinar no recurso. apesar do texto do art. A Responsabilidade Civil do Ministério Público ( CPC art. 84 do CPC. O certo é que a partir da atual Constituição a atuação do MP como substituto processual passou a ser controvertida e de constitucionalidade duvidosa. III ).: É necessário visualizar que o texto legal não discriminou a parte. ele tem direito aos prazos especiais. inclusive do MP. atuando com legitimácio extraordinária. transitada em julgado. que constitui uma função anômala ou atípica. Pôr essa razão alguns teóricos. isto é. passaria para o Advogado Geral da União. é necessário algumas considerações. prevalecerá a norma do artigo 84 do CPC. o que vai obrigar o juiz a ordenar a intimação do MP (CPC art.III. mas não é o titular do direito material. Merece ainda observar que nesses casos o juiz não necessita esperar pela iniciativa da parte. 84 do CPC. mesmo quando atuar como fiscal da lei. ele também tem direito a tais prerrogativas quando também atuar como parte. Com relação à regra de nulidade prevista no art. não prevalecerá a nulidade. o que configura a legitimácio extraordinária e a respectiva atuação como substituto processual. Segundo dispõe o art. passará a ser rescindível e neste caso o próprio MP terá legitimácio para a propositura da Ação Rescisória ( ver CPC ART. Assim sendo. no exemplo mencionado a titularidade da Ação de Homologação de Sentença Estrangeira Condenatória de Prestação Alimentícia. 83 do CPC regencia as prerrogativas do MP no processo. a parte promover-lhe-á a intimação sob pena de nulidade do processo”. Apesar do texto legal referir-se ao órgão do MP. sustentam o entendimento de que a atual Constituição eliminou a atuação do MP como substituto processual. inclusive direito à intimação pessoal. 188 do CPC situá-lo como parte. art.

é de se observar que existe jurisprudência minoritária opinando em sentido contrário. 3). Até aqui tem prevalecido a jurisprudência que dita não ser necessária a atuação do MP na execução fiscal porque nessas ações o interesse público já está protegido pela atuação da procuradoria fazendária. É que neste caso o Estado terá que produzir a prava da propriedade. vai aos poucos se firmando o entendimento segundo o qual a verba desapropriatória é verba fazendária. A lei que disciplina a Ação de Desapropriação silencia no tocante à atuação do MP.942 do CPC exige a citação da pessoa em cujo nome está transcrito o imóvel usucapiendo.É obrigatória a atuação do MP na Ação de Execução Fiscal? Justificar a resposta. Levando-se em conta que na Ação de Usucapião o art. do Estado ou do Município? 7)-É admissível Usucapião de linha telefônica? 8)-É admissível Usucapião de fideicomisso? Respostas desse exercício na aula do dia 10/11/98 Do Advogado Posição na relação processual: é sujeito especial do processo. Serão nulos os atos 67 . o que pôr si só determinará a atuação do MP como órgão interveniente. o que também poderá ser feito pela própria parte na hipótese de não existir advogado na jurisdição da comarca ou em havendo recusa ou impedimento dos que houver. O artigo 36 do CPC nos mostra que em nosso sistema a parte não tem capacidade postulatória. sob pena de ficar configurada a existência de “res nullius’. A jurisprudência clássica alinha-se pela não participação. “Res nullius” é terra que nunca pertenceu a ninguém. Entretanto. que sempre esteve fora do domínio público e do domínio privado. Finalmente. 2).Na Ação de Usucapião é obrigatório instruir-se a petição inicial com o registro de imóveis da área usucapienda? Justifique a resposta. Essa Segunda concepção tende afirmar-se como opinião majoritária. Entretanto. poderá acontecer que a área usucapienda não esteja transcrita em nome de qualquer pessoa e nesse caso ter-se-á que se instruir a inicial com a certidão negativa do RGI. 26/10/98 ° Exercícios: 1).É obrigatória a atuação do MP na Ação de Desapropriação? Justifique. tendo portanto de apresentar-se na relação processual representada pôr advogado legalmente habilitado. não prevalece o brocardo segundo o qual a ausência do registro faz presumir tratar-se de terra do Estado.É de se observar que essa responsabilidade civil exige ação autônoma ( Ação Indenizatória de Perdas e Danos). o próprio dispositivo legal mencionado excepcionou. é evidente que a petição inicial terá de ser instruída com a certidão do RGI. sob o fundamento de que nesta ação o interesse público já está garantido pela própria atuação da procuradoria do órgão exproprietório. ao admitir que o advogado postule em causa própria. Na hipótese de certidão negativa. merece esclarecer que a culpa em sentido estrito somente acarretará responsabilidade administrativa. É interessante não esquecer que desde que estejam presentes os requisitos da Usucapião ajuizada será perfeitamente possível o usucapião de “res nullius”. Excepcionalmente. Trabalho de pesquisa: 1)-É admissível denunciação da lide na Ação de Usucapião? 2)-É admissível reconvenção na Ação de Usucapião? 3)-É admissível Usucapião de Usufruto? 4)-O que se entende pôr justo título no Usucapião Ordinário? 5)-É admissível Usucapião de servidão? 6)-É admissível Usucapião de terrenos foreiros da União. Entretanto.

OBS.privativos de advogado praticado pôr pessoa não inscrita na OAB. Sucessão processual pôr “causa mortis” no processo de execução: ver CPC art. ao pedido e a causa de pedir. 37 ).39 somente serão obrigatórias naquelas comarcas cujos os atos processuais não são divulgados nem na imprensa oficial e nem na imprensa local ( imprensa local é aquela que tenha convênio com o Tribunal de Justiça). 41: estabelece a regra que a lei processual portuguesa denominou de princípio da estabilidade da instância. bem como intervir no processo. No Juizado Especial a parte tem capacidade postulatória. A forma de representação do advogado é o mandato que estará instrumentalizado através de uma procuração ( ver CPC art. independentemente de caução a exibi a procuração no prazo de 15 dias. 264 do CPC.: A petição inicial terá obrigatoriamente de ser instruída com a procuração. Sucessão processual na execução pôr sub-rogação legal ou convencional: ver CPC art. combinado com os artigos 985 a 990 do Código Civil Brasileiro. estes serão havidos pôr inexistentes.41 a 43 e também os art. respondendo o advogado pôr perdas e danos ( ver CPC art. 40 do CPC aponta os direitos do advogado.567. 568. 352 do CPC. prorrogável até outros 15. Para se fugir do impasse buscou-se uma posição conciliadora que é a que aparece no texto legal: somente no primeiro grau de jurisdição e assim mesmo só nas causas de valor igual ou superior à 20 salários mínimos será possível a provocação da jurisdição sem o patrocínio de advogado e se pretender recurso para turma recursal.III.38 ).Estabelecer a diferença entre substituição processual e sucessão processual. a instância deve manter-se a mesma quanto às pessoas.II. 567. o advogado se obrigará.568.567. o mesmo acontecendo com o advogado impedido ou suspenso.37 ). 352 § único.37. como o de evitar decadência ou prescrição. mas para recorrer terá de estar representada pôr advogado. Via de regra a morte da parte provocará a sua substituição. Respostas na aula do dia: Da substituição das partes ( sucessão processual ou alteração subjetiva ) Disciplina legal: CPC art. Na Comissão de Justiça do Congresso Nacional esse assunto foi bastante discutido já que entre os seus membros muitos rejeitavam essa capacidade postulatória. salvo no caso da hipótese excepcional do parágrafo único do art. I. parágrafo único ). No tocante à modificação do pedido e à modificação da causa de pedir. salvo as possibilidades de modificação admitidas na lei. face à liquidez do débito )): ver CPC art. II. pôr despacho do juiz ( ver CPC art.: 68 .IX. OBS. a interposição de tal recurso exigirá obrigatoriamente que a parte esteja representada pôr advogado habilitado. Sucessão processual na execução pôr ato entre vivos ( Cessão de Débitos ( há necessidade do consentimento do novo credor. Exercícios: 1). salvo nos casos excepcionais. 1055 a 1062. o mesmo terá que ser notificado) ): ver CPC art. para praticar atos reputados urgentes. Sucessão processual na execução pôr ato entre vivos ( Cessão de Créditos ( não há necessidade do consentimento do devedor porém. Nestes casos. essa matéria aparece disciplinada no art. Sucessão processual na execução pôr “mortis causa”: ver CPC art. A procuração para o foro em geral não abrange poderes específicos ou especiais ( ver CPC art. 267. segundo o qual citado o réu. Art. É ainda de se observar que as determinações do art. 2). O art. É de se observar que se dentro do aludido prazo o advogado não juntar a procuração para a ratificação dos atos.Estabelecer a diferença entre substituição processual e representação. III.

mas para que isso ocorra será necessário o consentimento da outra parte. cabe-lhe sucedê-la também na qualidade de autor ou réu. esclarecendo porque esse negócio jurídico não altera a legitimidade das partes.1055 a 1062 ). isto é. porque o adquirente ou cessionário é o titular do direito material controvertido. o requisito “sine Qua non” para que ocorra a sucessão processual é o consentimento da outra parte. 43 do CPC refere-se à morte de pessoa física.A morte de qualquer das partes provocará a suspensão do processo para que ocorra a sucessão processual através da habilitação dos herdeiros ou sucessores.pôr sucessão universal.352. § único). extinção pôr lei de um ente público e sua substituição pôr outro ente público.62 e 63 ). Considerações básicas: A substituição do confitente é um caso excepcional tendo em vista que a sucessão processual não tem como causa nem a sucessão universal e nem a sucessão singular. 42 do CPC A x B – Ação Reivindicatória Espelha um negócio jurídico que tenha pôr objeto a coisa litigiosa. mas o adquirente ou o cessionário poderá ingressar no processo como assistente do alienante ou do cedente (CPC art. Se uma pessoa jurídica é sucessora de outra. A causa da sucessão singular é a Cessão de Direitos. 4°. O art. isto porque ao aceitar a nomeação o nomeado ficará no lugar do nomeante. que a mudança das partes. O código parece ter entendido desnecessário dizê-lo expressamente. Merece salientar.: O art.43. 2°. havendo sucessão a título universal. que toma o lugar da parte falecida ou de outro modo desaparecida ( pessoas jurídicas de direito privado ou público ). O processo prossegue com o sucessor. 42 do CPC Consumado o negócio jurídico o adquirente ou o cessionário poderá substituir o alienante ou o cedente na relação processual. Assim sendo. tais como fusão de sociedades comerciais ou de entes públicos. não haverá sucessão processual. Nestas condições se a outra parte discordar. 27/10/98 O art. Trata-se de assistência qualificada ou litisconsorcial.pôr sucessão singular.na Ação de Confitente visando anular a confissão ( ver CPC art. sendo que se houver necessidade essa habilitação se fará através de procedimento próprio ( ver CPC art. 43 do CPC Antes de tudo deve considerar-se o caso da morte da parte. OBS. bem como os casos de sub-rogação. A sucessão pôr intervenção de terceiro ocorre na nomeação à autoria ( ver CPC art.pela nomeação à autoria ( modalidade forçada de intervenção de terceiro). A causa da sucessão universal é a morte d parte ou ainda os casos de extinção.É também um caso excepcional de sucessão processual porque nela não há nem a sucessão universal e nem a sucessão singular. pôr entender que essa regra já se encontra implícita no próprio texto do art. A nomeação à autoria provocará a mudança da parte ré.42. Parágrafo primeiro do art. 69 . a sucessão processual pode acontecer em razão das seguintes causas: 1°. ou sua falta pôr outra causa que importe na sucessão universal de outro sujeito na sua posição jurídica. Nestes casos. incorporação e fusão de pessoas jurídicas. § 2°). 3°. É de se observar que esse negócio jurídico poderá se formalizar através de uma escritura de compra e venda de coisa litigiosa ( alienante e adquirente ) ou através de uma Cessão de Direito de Ação ( cedente e cessionário ). o sucessor sucede a parte na relação processual.

a que a intransmissibilidade abre exceção. como autor ou réu em processo em que se discute sobre a herança ou sobre o legado. não haverá nem suspensão de processo e nem sucessão processual. a herança ou legado. A extinção do fideicomisso obedece aos procedimentos especiais de jurisdição voluntária (CPC art. desde que se verifique determinada ocorrência. ( Ex.43 do CPC se aplica também nesse caso. A intransmissibilidade pode ser absoluta ou relativa. Sucessão fideicomissária Tanto o fiduciário como o fideicomissário são herdeiros ou legatários do testador. de Ação de Nulidade ou de Anulação de Casamento. do CPC ). que só tem lugar. o direito só pode ser exercido pelos participantes da relação jurídica de direito material entre si. é o que ocorre pôr exemplo. não há que se falar em intransmissibilidade da ação. com a pretensão de se separar ou de se divorciar ou de obter alimentos. a causa real da extinção é o falecimento de uma das partes. a regra do art.Merece salientar. a extinção alcança-a em qualquer situação. o que sucederia se a intransmissibilidade se referisse propriamente à ação. 265 que. a estipulação de última vontade ( testamentária ). IX ). IX ). 267. Não há dúvida que o segundo sucede ao primeiro na herança ou no legado. o assistente qualificado é parte. A redação do texto é de manifesta insuficiência. é a morte de uma das partes que causa extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. Essa norma excepciona a regra do inciso I do art. Um se refere à transmissão que opera antes mesmo de a ação ter sido ajuizada. o segundo. Então. em havendo a morte de uma das partes. Ademais. o processo se extingue sem julgamento do mérito em razão de ser intransmissível a ação. mas sim a extinção do processo sem julgamento do mérito.42. Fideicomisso Indica na técnica jurídica. 267. que em sendo o titular do direito material controvertido. pois o que não se transmite é o direito que a ação permite exercer. O primeiro herdeiro ou legatário toma a denominação de fiduciário. 267. face à intransmissibilidade do direito material ). fideicomissário. extinguindo-se com o falecimento de qualquer deles. o que significa dizer que será diretamente alcançado pela sentença a ser proferida na ação ( art. No segundo caso.: Ação de Alimentos – o autor morre. A regra e a exceção A transmissibilidade constitui a regra. constituindo uma pessoa como herdeiro ou legatário. No primeiro caso. a quem o fiduciário tem a obrigação de transmitir a herança ou legado. a lei estabelece dois tipos distintos de situação. IX. Em verdade. nos casos expressos como assinala o texto: “intransmissível pôr disposição legal” ( ver CPC art. a extinção do processo resulta do falecimento de qualquer das partes e não apenas do autor.267. de modo que a intransmissibilidade não reside na ação e sim no direito material. pois segundo o próprio texto legal. Se morre o fiduciário. o fideicomissário entra na posição antes ocupada pôr aquele. Exemplo: A morte de um dos cônjuges durante o curso de Ação de Separação Litigiosa. Ação intransmissível Causa de extinção do processo sem julgamento do mérito ( CPC art. Conforme já se diz no caso do art. em virtude da qual o testador. A intransmissibilidade Sendo o direito subjetivo público de exigir do Estado a prestação jurisdicional. a ação será extinta. VI ). 1112. em vista da morte de qualquer das partes apenas determina a suspensão do processo para que se proceda a habilitação e respectiva sucessão processual. O fideicomisso implica na indicação de dois herdeiros ou legatários sucessivos. impõe-lhe a obrigação de. Entretanto. IX ). pôr sua morte transmitir a outra pessoa pôr ele indicada. sendo intransmissível o direito que se discute na ação. § 3°. À lei não importa se a pretensão já fora ou não exercida. como se dá 70 .

351 ). aos sucessores a quem a pretensão não se transmitiria e não puderam. o pleito prossegue entre os sucessores. se o seu titular morrer menor ou incapaz (Código Civil art. 44 do CPV Impõe à fato que revogar o mandato outorgado ao seu advogado. sem reservas. a falta de notificação da renúncia de qualquer deles não lhe causa prejuízo.Natureza jurídica do litisconsórcio: é uma cumulação subjetiva. mesmo porque durante os 10 dias seguintes à notificação da renúncia o advogado continuará com os poderes de representação. O substabelecimento de todos os poderes recebidos.2 Classificação do litisconsórcio I . A declaração do advogado nos autos sobre a renúncia do mandato é ineficaz sem a prova da comunicação ao seu cliente. venham a ser exercidos pelos sucessores. O advogado que renunciar ao mandato continuará durante os 10 dias seguintes à notificação da renúncia a representar o mandante.litisconsórcio passivo: mais de um réu. já que se trata de uma reunião de partes e estas constituem o elemento subjetivo da ação. Assim. Pôr essa razão. 5. Merece observar que se a parte tem mais de um advogado. 2. 350 ). ajuizassem.O LITISCONSÓRCIO Disciplina legal: CPC art.litisconsórcio ativo: mais de um autor. para isso. salvo que também estivessem abrangidos explicitamente pela regra da intransmissibilidade. A renúncia de mandato pelo advogado. o dever de imediatamente constituir outro a fim de seqüencial o processo. Art. dado que o outro continuará a funcionar no processo.Natureza jurídica do litisconsorte: cada litisconsorte é considerado parte. no entanto. alcança como é natural. com o direito de provar a filiação. Direito potestativo é a possibilidade de agir que para ser exercida basta a manifestação da vontade do seu titular. ajuizarem pôr sua vez ação para rescindir a sentença proferida entre os titulares originários da relação jurídica. nada impediria que os sucessores do vencido a quem não se transmitiria o direito de iniciar a ação ou mesmo nela prosseguir.pôr exemplo. na fluência do prazo para recorrer.46 a 49 1.O litiscorsórcio é uma reunião de partes. Suponha-se que. portanto. bastando para tanto uma simples notificação que pode ser feita pôr via judicial ou extrajudicial. sob pena de contra ela correrem os prazos como se fosse revel. se iniciado entre os titulares originários. não o suspende nem o prorroga. propor a ação. b). O art. Fica livre. 3. 45 do CPC Disciplina o direito que tem o advogado de a qualquer tempo renunciar o mandato. como se dá pôr exemplo. de modo que neste caso. 5. a ação rescisória. Outro se refere à transmissão que se opera somente se a ação já fora ajuizada ao sobrevir ao falecimento. art. salvo se for substituído antes do término desse prazo. bem como pôr qualquer outro meio de comunicação idôneo. Limites aos efeitos da intransmissibilidade Tratando-se de regra que abre exceção. importará em renúncia do mandato. apenas os casos que menciona. julgada a ação sobre direito intransmissível.Quanto à posição dos litisconsortes na relação processual a). com o direito de negar paternidade ( Código Civil. a revogação do mandato independe de ação. se verifique que a sentença é rescindível. desde que prove ter cientificado o cliente através de qualquer meio de comunicação idôneo. que é transmissível antes do ajuizamento da ação que vise a tal fim. 71 . Merece lembrar que a revogação do mandato é um direito potestativo. nada impede que outros direitos diversos do que a morte extinguiria mas a ele interligados.

porque a partir dela ficam definitivamente fixados os limites da lide.47. 264 do CPC.: Depois da citação não se admite a formação do litisconsórcio superveniente. Finalmente. Acontece.litisconsórcio superveniente: é aquele que se constitui após o ajuizamento da ação. O litisconsórcio necessário pôr determinação da lei Nesta modalidade é a própria lei que exige a citação de mais de um réu. Essa regra está sob a influência do princípio da estabilidade da instância. princípio da estabilidade da relação processual. OBS.litisconsórcio unitário: é aquele que exige uma decisão uniforme.litisconsórcio misto: vários autores e vários réus no mesmo processo. na petição inicial constam os dois consortes ) b).litisconsórcio ativo A x B e C . conforme acontece pôr exemplo com o litisconsórcio que se forma na Ação de Usucapião ( ver CPC art. é necessário não esquecer que o litisconsórcio facultativo pode também ser unitário. A e B x C .litisconsórcio originário – é aquele que já aparece praticamente formado no momento do ajuizamento da ação A e B x C ( originário ativo. exige a participação de todos os titulares do direito na relação processual. III – Quanto ao conteúdo da sentença: a).litisconsórcio misto II – Quanto ao momento da constituibilidade: a). ao tentar definir o litisconsórcio necessário o legislador se confundiu e acabou definindo o litisconsórcio unitário. e julgar improcedente o pedido de B em face de C ). Exemplos: 72 . § único Crítica ao conceito de litisconsórcio necessário do art.c). A regra é uma decorrência da interpretação “ex contrario sensu” da norma do art. uma decisão de igual teor para todos os litisconsortes. porém. isto é. b).litisconsórcio passivo A e B x C e D . 47 estaria correto se todo litisconsórcio necessário fosse unitário e vice versa.942 ).litisconsórcio simples: é aquele que admite decisão de conteúdo diferentes para os litisconsortes. 29/10/98 O litisconsórcio necessário Disciplina legal: CPC art. O conceito do art. que o litisconsórcio necessário poderá ser simples. vale dizer. Classificação: Litisconsórcio necessário pôr determinação da lei e litisconsórcio necessário pôr imposição da relação jurídica material. O conceito de litisconsórcio necessário é aquele que pôr determinação da lei ou pôr imposição da relação jurídica material. ( A e B x C – litisconsórcio simples ativo – o juiz pode julgar procedente o pedido de A em face de C. IV – Quanto à obrigatoriedade: litisconsórcio necessário e litisconsórcio facultativo. 47: Neste dispositivo legal.

3 – O art. A questão do litisconsórcio necessário ativo Alguns processualistas com apoio no caput do art. É de se observar que esses litisconsortes não são titulares de direitos coincidentes. sustentava-se majoritariamente que o litisconsórcio necessário só poderia ser passivo. pôr edital. o que se exige é apenas a outorga uxória. 47 do CPC fala apenas em citação não se referindo à intimação. O certo é que antes da reforma do CPC. 47 “O juiz ordenará ao autor que promova a citação de todos os litisconsortes necessários. configurando-se portanto o litisconsórcio necessário simples. O parágrafo único do art. para quem o parágrafo segundo não pode ser interpretado isoladamente. o emprego do verbo participar neste texto legal tem levado alguns processualistas à admitirem que a reforma do CPC instituiu neste caso a imposição do litisconsórcio necessário ativo pôr determinação da lei. O litisconsórcio necessário pôr imposição da relação jurídica material. isto é. Acontece. em primeiro lugar porque a lei não pode obrigar ninguém a ser demandante e em segundo lugar porque o caput do art. Trata-se de litisconsórcio necessário simples. como pôr exemplo a Ação de Dissolução de Sociedade Civil e Comercial na qual todos os sócios terão de ser citados. para ele.267 do CPC não são esgotativas. já que estes estão apenas representando o espólio na relação processual ( o inventariante. § 1° do CPC elenca uma série de ações em que se configura litisconsórcio necessário pôr determinação da própria lei. 10 do CPC não exige que o outro cônjuge seja parte. Outra. que pôr determinação do art. este extinguirá o processo sem julgamento do mérito. 2 – Na Ação de Retificação de Área ou de Registro. como pôr exemplo a Ação de Rescisão de Promessa de Compra e Venda Imobiliária na qual todos os promitentes adquirentes terão de ser citados. Também não vale argumentar com a regra do parágrafo primeiro do art. dos réus em lugar incerto e dos eventuais interessados. 12 do CPC. A Ação de Nulidade ou de Anulabilidade de Ato Jurídico na qual todos os titulares do negócio terão de ser citados. Entretanto. aonde o parágrafo segundo fala em participação.1 – Ação de Usucapião. sustentam o entendimento da configuração do litisconsórcio necessário ativo pôr determinação da lei. pôr influência do princípio segundo o qual a lei não pode obrigar ninguém a ser demandante. Acontece que não é bem assim. 10 do CPC. 942 do CPC exige a citação daquele em cujo nome estiver registrado o imóvel usucapiendo. bem como dos confinantes e. significando dizer que configurado está o litisconsórcio necessário unitário. 10. a lei 6015 determina a citação de todos os confrontantes e de edital de todos os interessados. Tanto não existe litisconsórcio necessário ativo que a parte final do art. o consentimento do outro cônjuge. A Ação de Rescisão de Contrato. porque os litisconsortes não são titulares de direitos idênticos. o mesmo acontecendo com o parágrafo único desse dispositivo legal. o que pôr si só nos mostra que as hipóteses do art. porém que a reforma do CPC acrescentou um parágrafo 2° ao artigo 10 e neste parágrafo exige a participação do cônjuge do autor na Ação Possessória referente à Composse. significando dizer que se trata de litisconsórcio necessário unitário. mas sim em consonância com a regra maior que é a do caput do art. Pôr essa razão. sob pena de declarar extinto o processo” ( sem julgamento do mérito) Merece assinalar que se o autor não promover a citação dos demais litisconsortes necessários dentro do prazo determinado pelo juiz. o que pôr si só afasta a possibilidade de litisconsórcio necessário ativo pôr determinação da lei. esta não é a posição do professor Cândido Dinamarco. 10. deveria se ler e entender consentimento. porque nesta hipótese a parte é o espólio e não os herdeiros. É o que se forma naquelas ações que buscam desconstituir a relação jurídica material. Aqui os cônjuges têm posições idênticas. os litisconsortes são titulares de direitos idênticos. dentro do prazo para assinar. seja no polo ativo ou passivo). É de se observar que no litisconsórcio necessário pôr determinação da relação jurídica material. 73 .

em havendo litisconsórcio. verificando o Tribunal do 2° Grau de Jurisdição a falta de citação dos litisconsortes necessários. Em sendo assim.Merece salientar que para alguns o parágrafo único do art. 47. que se há uma comunhão de direitos.46. seja do condomínio geral ( A e B compram um imóvel ) seja do especial: a ação poderá ser proposta isoladamente pôr qualquer condômino ou em conjunto ( pode ser proposta pôr 2. A legitimácio dos acionistas de uma S/A. As causas determinadoras do litisconsórcio facultativo. Merece observar que a redação do inciso um do art. isto porque o juiz só vai aplicar a norma do parágrafo único do art. Exemplos: A legitimácio concorrente dos condôminos. 1 – Comunhão de direitos ( CPC art.46. do CPC é cópia fiel do modelo estrangeiro ( CPC alemão ) que fala em comunhão de obrigações levando em conta que o Código Civil Alemão adotou na solidariedade passiva a teoria pluralista. A hipótese retrata a solidariedade passiva ( pluralidade de devedores ) na qual o credor tem legitimidade para propor a ação de cobrança de execução em face de um co-devedor. os có-titulares são titulares dos mesmos direitos e pôr essa razão. é de reiterar que a comunhão de direitos de onde deflui a legitimácio concorrente é causa determinadora de litisconsórcio facultativo ativo e unitário. Também não pode argumentar que a hipótese vai configurar a formação depois da citação de um litisconsórcio superveniente.47 parágrafo único do CPC quando a hipótese for originariamente de litisconsórcio necessário pôr determinação da lei ou de litisconsórcio necessário pôr imposição da relação jurídica material. Levando-se em conta que o débito é um só para todos os devedores. 2° parte ). 47 do CPC consagra uma terceira hipótese de litisconsórcio necessário. 03/11/98 74 . Entretanto. A comunhão de direitos acarreta a legitimácio concorrente. segundo a qual haverá na solidariedade passiva tantas obrigações quanto o número de devedores. É pôr demais evidente. A legitimácio dos compossuidores de composse. 1° parte ). terá de anular o feito pôr erro de procedimento e determinar que o juiz monocrático cumpra o disposto no art. essa interpretação não é adequada porque o juiz somente vai aplicar a norma do art. este será unitário. Acontece porém. verifica-se que a hipótese é de litisconsórcio facultativo passivo e unitário. na qual há uma pluralidade de titulares do direito de ação sem que a lei exija a participação de todos na relação processual. parágrafo único do CPC. I. etc ). basta um deles ajuizar a ação que ela estará bem proposta. 3 50. que seria o litisconsórcio necessário pôr determinação do juiz. em face de dois ou em face de todos. I. sendo essa razão pela qual a comunhão de direitos e a legitimácio concorrente sejam causas determinadoras do litisconsórcio facultativo. Finalmente. Assim sendo. mas nada impede que a ação seja ajuizada pôr mais de um co-titular.47 quando o litisconsórcio originariamente é necessário. 2-Comunhão na obrigação ( CPC art. O litisconsórcio facultativo É aquele em que a lei não exige a participação de todos os titulares na relação processual. A legitimácio dos credores na solidariedade ativa ( pluralidade de credores ). Pôr todas essa razões. 46. que para a solidariedade passiva o Código Civil Brasileiro adotou a teoria unitária segundo a qual pouco importa o número de devedores que haverá única obrigação. entre nós é mais adequado falar-se em comunhão na obrigação e não comunhão de obrigações.

em havendo litisconsórcio facultativo ele será simples. A causa se apoia em um único fato ( quebra do sigilo na prova de Direito Penal ). Acontece porém. Pôr essa razão a defesa. isto significa que as causas de pedir são diferentes e. II ) Nesta hipótese haverá litisconsórcio facultativo.Litisconsórcio com apoio na conexão entre as causas de pedir ( CPC. sob a alegação de ter sido o réu o responsável pelo acidente que danificou os veículos dos autores. que essa situação vinha causando sérios prejuízos para a defesa que no curto espaço para resposta teriam de examinar e contraditar fato pôr fato.46. Neste caso o juiz terá de examinar fato pôr fato. forma-se uma multidão no polo ativo da relação processual ( litisconsórcio multidudinário ). se há mais de um fato e como os fatos nunca se repetem. o juiz julgará improcedente o pedido. 5. Outro exemplo: A e B ajuízam Ação Indenizatória de Perdas e Danos em face de C. estão interligados bem próximos uns dos outros. para os que a erraram. Nesta hipótese a ação é determinada pôr mais de um fato e esses fatos são conexos entre si. Exemplo: 200 candidatos ao concurso do MP. Nesta hipótese existe tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes. Assim sendo. Neste caso haverá tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes e o juiz terá de examinar fato pôr fato.46. eles são sempre diferentes. pôr mais remoto que seja. já que estes fatos são conexos entre si. art. III ). se a ação é determinada pôr mais de um fato. porque alguns litisconsortes podem ter acertado a referida questão e outros não. ativo e unitário porque a ação se apoia em um único fato causador da ação. ( há três colisões portanto.Litisconsórcio com apoio em causas petendi não conexas. Assim sendo. temos um litisconsórcio facultativo ativo simples). Aqui também haverá tantas causas de pedir quanto o número de litisconsortes e o juiz terá de examinar fato pôr fato. Assim sendo. uma única causa de pedir. Para os que acertaram a questão. fica configurado o litisconsórcio facultativo ativo e simples. 4. ajuizaram uma ação para a obtenção daqueles pontos. eis outro fato. quando a corrige outra.3– Litisconsórcio com apoio em uma única causa de pedir ( CPC art. isto porque as causas de pedir não são iguais. eis ai um fato. destacando-se ser humanamente impossível analisar-se isoladamente uma multidão de fatos não conexos. temos uma única causa de pedir ( litisconsórcio unitário ). e assim sucessivamente. 75 . o juiz julgará procedente o pedido. Exemplo: 200 candidatos ao concurso do MP ajuizaram uma ação para anulá-lo. bastando que haja qualquer ponto de afinidde. o juiz terá que julgar procedente ou improcedente para todos os litisconsortes. temos mais de um fato. vale dizer. Dessa forma. É necessário atentar sempre para a seguinte regra: se há pluralidade de fatos. Ora. Assim sendo. Merece salientar que no curto espaço para a resposta a defesa terá de examinar “n” causas de pedir ( fatos diferentes). sob a alegação de que houve a quebra do sigilo na prova de Direito Penal. verifica-se que esses fatos são sempre diferentes.46. sob a alegação de terem acertado a Segunda questão da prova de direito penal. mas isto não lhe causa qualquer prejuízo.A hipótese é de litisconsórcio facultativo ativo e simples. vale dizer. mas que tenham qualquer ponto de afinidade pôr mais remoto que seja ( CPC art. sem que a banca examinadora lhes concedessem os pontos da aludida questão. porque quando a banca examinadora corrige uma prova. Via de regra como não é necessário a conexão ou a interligação entre os fatos. IV).

II. Apesar. Entretanto.48 do CPC para ser melhor assimilado terá de ser dividido em dois segmentos: 1° . No prazo para a resposta.Comprometimento da rápida solução do litígio e dificuldade da defesa ( art. O princípio da autonomia ou da independência dos litisconsortes ( CPC art.principalmente as Procuradorias da Fazenda Pública. Assim sendo. 2°.Violação do princípio do contraditório. O art. Trata-se de decisão interlocutória. o juiz de ofício poderá desmembrar o litisconsórcio. passaram a alegar que essa situação importava em violação ao princípio do contraditório. parágrafo único.46 do CPC e impróprio o que se apoiasse no inciso IV desse mesmo dispositivo legal. Daí a regra do art. no litisconsórcio simples se um dos litisconsortes recorrer e o outro não. Nestas condições. as procuradorias passaram a requerer o desmembramento do litisconsórcio. Dessa maneira fundamentando-se na violação do contraditório e no prejuízo da defesa. que recomeçará da intimação da decisão. 48 ). porque só nesta hipótese haverá prejuízo para a defesa já que os fatos não são conexos. Merece observar que antes de se aplicar essa regra do princípio da autonomia. IV do CPC. entende-se que se presentes os requisitos legais. como litigantes distintos. sob pena de revelia parcial. OBS. e III do art. os litisconsortes são titulares de direitos idênticos e pôr essa razão é da própria natureza do litisconsórcio unitário que cada um deles represente os demais. não se pode esquecer que no litisconsórcio unitário. já que não estará garantida a igualdade de tratamento às partes.46. IV do CPC. os litisconsortes serão considerados. 46. o que não acontece no litisconsórcio simples.: Alguns tratadistas referem-se ainda ao litisconsórcio próprio e ao litisconsórcio impróprio. no litisconsórcio unitário o recurso interposto pôr um dos litisconsortes se estende aos demais. Esse dispositivo legal consagra o princípio da autonomia ou da independência dos litisconsortes. o que acabou sendo acatado pela jurisprudência dominante.: Esse litisconsórcio multidudinário não impõe pôr si só a limitação. a sentença já transita em julgado para o não recorrente. no litisconsórcio simples os litisconsortes são considerados litigantes distintos porque buscam ou defendem interesses substanciais opostos. que exige uma igualdade de tratamento às partes na relação processual. Merece observar que essa limitação somente será possível se o litisconsórcio multidudinário se formar com apoio no art.Prejuízos para a defesa que no curto espaço para resposta terá de examinar. 76 . do CPC ). 509 do CPC que dispõe: “ O recurso interposto pôr um dos litisconsortes a todos aproveita. Com efeito. OBS. como litigantes distintos. de opiniões em sentido contrário. 4°. porque o juiz tem liberdade para valorar se estão ou não presentes os requisitos determinadores da limitação. 46. salvo se distintos ou opostos os seus interesses”. sob a influência dessa doutrina do desmembramento introduziu um parágrafo único no art. através do qual passou a disciplinar o desmembramento ou a limitação do litisconsórcio facultativo ativo. Até que a reforma do CPC. Requisitos para a admissibilidade de desdobramento ou da limitação: 1° .48 ) “Salvo disposição em contrário. será sempre necessário buscar atingir se o litisconsórcio é simples ou unitário. em suas relações com a parte adversa. os atos e omissões de um não prejudicarão nem beneficiarão os outros” ( CPC art.Litisconsórcio Multidudinário formado com apoio no art.Os litisconsortes serão considerados. 3°. uma multidão de fatos não conexos. em suas relações com a parte adversa. 46 do CPC. a defesa requererá a limitação. o que segundo o texto legal provocará a interrupção do prazo. Próprio seria o litisconsórcio que se apoiasse nos incisos I.

terá de verificar se o litisconsórcio é simples ou unitário.Desistência no litisconsórcio facultativo ativo unitário. sendo o litisconsórcio ativo. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não prejudicarão e nem beneficiarão os demais.49 vale tanto para o litisconsórcio simples como para o litisconsórcio unitário. o juiz antes de aplicar a regra do princípio da autonomia ou da independência dos litisconsortes. Excepcionalmente o parágrafo segundo do art.Os atos e as omissões de cada litisconsorte não prejudicarão e nem beneficiarão os demais. 77 . Finalmente.: A renúncia é também causa de extinção do processo com julgamento do mérito ( ver CPC art. enquanto a renúncia incide sempre sobre o direito material ( extinção do processo com julgamento do mérito). É de se observar que essa regra do art. vale tanto para o litisconsórcio simples. 1046 do CPC retrata uma situação em que alguém pode ser ao mesmo tempo parte e terceiro. vale dizer. essa renúncia será para o juiz um ato processual inexistente. é aquele que está fora da relação processual. Exemplos: 1 – Desistência da ação em litisconsórcio ativo simples. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não beneficia e nem prejudica os demais. É conveniente relembrar que a desistência incide sempre sobre o direito de ação ( extinção do processo sem julgamento do mérito ). 2. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não prejudicarão e nem beneficiarão os demais. não se pode esquecer que quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores. 49 do CPC que dispõe: “cada litisconsorte tem o direito de promover o andamento do processo e todos devem ser intimados dos respectivos atos”. Ao curso do processo um dos litisconsortes junta aos autos uma petição reconhecendo o pedido. Se for simples.2°. 191 ). 3. Neste caso o juiz extingue o processo com julgamento do mérito para o litisconsorte passivo que reconheceu o pedido e determina o prosseguimento do processo para os demais.191. Neste caso. Ao curso do processo um dos litisconsortes acosta aos autos um pedido de desistência. 6 – INTERVENÇÃO DE TERCEIROS O conceito de terceiros: é aquele que não é parte. o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito em relação ao desistente e determinará o seu prosseguimento para os demais. Levando-se em conta que se trata de litisconsórcio unitário. essa desistência mesmo estampada nos autos será para o juiz um ato processual inexistente. Durante o curso da ação um dos litisconsortes comparece e reconhece o pedido. porque os atos ou as omissões de cada litisconsorte não beneficiam e nem prejudicam os demais. Ao curso da ação um dos litisconsortes junta aos autos um pedido de desistência. se o litisconsórcio for unitário. para falar nos autos ( ver CPC art. para recorrer e de modo geral. Levando-se em conta o que já foi anteriormente explicado. é ainda de se destacar como conseqüência do princípio da autonomia a norma do art. ele extinguirá o processo com julgamento do mérito para o renunciante e determinará o seu prosseguimento para os demais. OBS. 4.269. como para o litisconsórcio unitário. Aqui também antes da aplicação da regra ter-se-á que se verificar se o litisconsórcio é unitário ou simples. Pôr derradeiro.Reconhecimento do pedido no litisconsórcio passivo simples. É de se observar que essa regra do art. Para o juiz esse reconhecimento é ato processual inexistente. Agora. serlhes-ão contados em dobro os prazos para contestar. V ).O reconhecimento do pedido no litisconsórcio passivo unitário. um dos litisconsortes renunciar.

50 ). o interesse econômico. 50 à 55 OBS. ação em curso ou em tramitação ( ver CPC at. Natureza jurídica da assistência: modalidade facultativa ou voluntária de intervenção de terceiros. b). Entretanto. como pôr exemplo. não autoriza a assistência. logo após a promulgação do atual código. OBS.: Somente o interesse jurídico cria legitimácio para o terceiro intervir como assistente. esse entendimento não prosperou porque o próprio artigo 50 chama o assistente de terceiro. podendo ou não transformar-se em parte.modalidades facultativas ou voluntárias – são aquelas em que o terceiro intervém espontaneamente no processo. 05/11/98 Intervenção de terceiros: classificação a).: O assistido pode ser tanto o autor como o réu da ação em curso. quer dizer.modalidades forçadas ou provocadas – são aquelas em que o terceiro é convocado a intervir no processo. 50 ).50 ). 78 .O conceito de intervenção de terceiro: é o fenômeno processual através do qual o terceiro intervém no processo. simples Assistência Modalidades Voluntárias Intervenção de terceiros Modalidades Provocadas Oposição qualificada Recurso de terceiro prejudicado Embargos de terceiros ? Nomeação à autoria Denunciação à lide Chamamento ao processo A assistência Disciplina legal: CPC art. Finalidade: ajudar o assistido a obter uma sentença favorável ( CPC art. OBS.: Pôr levar em conta que a assistência aparece disciplinada no CPC no capítulo que trata do litisconsórcio e não no capítulo que trata da intervenção de terceiros. mas está fora da causa pendente. Regras para a identificação do interesse jurídico: 1° . Pressuposto específico: interesse jurídico ( CPC art. alguns buscaram negar ser a assistência uma modalidade de intervenção de terceiros. significando dizer que interesse de fato. Pressuposto genérico: causa pendente.Tem de haver mais de uma relação material: a relação material controvertida que está sendo julgada na causa pendente e uma outra relação material que tem o terceiro como titular.

A partir da citação de A. O sublocatário pode intervir como assistente. Relação creditícia. É de se observar que tanto o sublocatário como o fiador nos exemplos enfocados têm legitimácio de assistência simples.2° .: Não é aconselhável dizer-se que o assistente simples é parte acessória ou secundária. inexistente também a fiança.sublocatário (Segunda relação jurídica) O sublocatário é o titular da 2° relação material. extinta estará a sublocação. OBS. A sentença que for proferida reflete na sublocação. Pôr sua vez o fiador tem interesse jurídico em ser assistente do devedor na Ação Declaratória Negativa pôr este ajuizada em face do credor. porém não é parte pôr não ser titular da pendência controvertida. isto porque o nosso ordenamento jurídico processual não divide as partes em principais e secundárias. a relação controvertida é a 1° relação material. Exemplos: Contrato de Locação A – locador B .O assistente simples não é titular do direito material controvertido.devedor ( primeira relação material relação garantidora – fiador ( Segunda relação material ) BxA B ajuíza Ação Declaratória Negativa em face de A. 3° em relação ao Contrato de Locação ) Ação de Despejo A x B locatário. a sentença a ser proferida nesta ação repercutirá no direito material do terceiro. É necessário observar que se a repercussão se der pôr via indireta ou reflexa. a relação material que passa a ser controvertida é a primeira. 79 . A – credor B . A partir da citação de B locatário.locatário ( primeira relação jurídica ) B – sublocador C . sendo portanto apenas um auxiliar da parte( do assistido ). OBS. isto é a causa pendente. o pressuposto genérico.Apesar do direito material do terceiro não integrar a causa pendente. a fiança é extinta. 2° . Característica da assistência simples 1° . o fiador será assistente simples. segundo a geral extinta a locação.: O sublocatário na posição de terceiro tem interesse jurídico em ser assistente do locatário em Ação de Despejo ajuizada pelo locador. o caso será de assistência simples. desconstituindo-o e daí o interesse jurídico desse terceiro em intervir como assistente. porque existe uma regra no Código Civil. o fiador só vai ser alcançado pôr via indireta.Em não sendo titular do direito material controvertido. mas se ela ocorrer pôr via direta a hipótese será de assistência qualificada ou litisconsorcial. porque se o juiz julgar procedente o pedido e declarar a inexistência da relação creditícia. Se o juiz julgar procedente. o assistente simples não é parte.

Trata-se de decisão interlocutória. 51. se o assistido não recorrer. reconhecer o pedido. o juiz decidirá. sob a influência do modelo estrangeiro referir-se à parte principal. isto porque o nosso sistema processual não classifica a parte em principal e secundária.O assistente simples está em juízo em nome próprio para garantir o direito material do assistido. Em relação às custas ele só será condenado para aquelas que ele tiver dado causa (CPC art. sem suspensão do processo. já que via de regra.50 do CPC não distingue a assistência simples da assistência qualificada. Tanto é assim que 80 . isto é do assistido que incorretamente a lei está a chamar de parte principal. já que depende sempre da existência da causa pendente. o assistente simples tem limites de atuação. 51. É interessante não confundir procedimento com processo. 51 do CPC e será sempre o mesmo quer se trate de assistência simples quer se trate de assistência qualificada ou litisconsorcial ( ver CPC art. 7° . Encerrada a rápida fase instrutória ( CPC art. Trata-se de uma legitimácio extraordinária dependente ou subordinada. A assistência simples no CPC art.3° . Além disso.: O parágrafo único do art. § único ). autorizando em seguida a produção de provas ( CPC art. o assistente simples não pode praticar qualquer ato que contrarie os interesses do assistido.50 ). 52 ) o assistente simples não está sujeito aos mesmos ônus processuais do assistido e isto justifica-se porque o assistente simples não é parte.50). 52 do CPC. III). 4° . mas o assistente recebe o processo no estado em que o encontrar. apesar do texto legal ( CPC art. Em havendo impugnação. o que significa dizer que a sua legitimácio é extraordinária. Pressuposto específico: interesse jurídico ( CPC at. OBS. Assim sendo. significando dizer que tanto uma como a outra será possível em qualquer dos tipos de procedimento e em todos os graus de jurisdição. a assistência é inerente ao processo de conhecimento. Daí se entender que o assistente simples é apenas um auxiliar da parte. Aparece disciplinado no art. o assistente simples somente será alcançado pela sentença através de repercussão indireta ou reflexa.Limites de atuação: pôr não ser titular do direito material controvertido.32).50 Pressuposto genérico: causa pendente ( CPC art. porque não pode praticar qualquer ato que exija a titularidade daquele direito. o incidente (CPC art. o assistente simples não poderá fazêlo. Trata-se ainda de uma legitimácio extraordinária anômala ou susgêneris. 51.Pôr não ser o titular do direito material controvertido. pôr exemplo. Pôr todas essas razões não é aconselhável se dizer que o assistente simples é parte acessória ou secundária. 6° . da ação em curso. ele não pode transigir. não é de boa técnica a interpretação literal ou gramatical. Assim. porque o assistente simples não é substituto processual. vale dizer. Apesar do texto legal. Finalidade: ajudar o assistido na obtenção de uma sentença favorável ( CPC art. qualificada ou litisconsorcial ). O procedimento ( assistência simples. dentro de 5 dias. em não havendo impugnação o pedido do assistente não estará automaticamente deferido. o desentranhamento da petição e da impugnação. renunciar e muito menos desistir. OBS.50 ). significando dizer que neste incidente processual o contraditório estará restrito à discutibilidade do interesse jurídico.O assistente simples pôr não ser parte. O impugnante em suas alegações estará negando o interesse jurídico do terceiro. 5° . a fim de serem autuadas em apenso. porque ainda nesta hipótese o juiz tem o dever de examinar se o terceiro tem ou não interesse jurídico. não pode ser condenado em honorários de advogado se porventura o assistido ficar vencido.54. o juiz determinará. II ).Além disso. I e II ).: Apesar do art. pôr exemplo.

equiparável a curador da lide ou curador especial. 52. § 1° ).42. configurando-se a assistência qualificada ou litisconsorcial. esse adquirente ou cessionário junta aos autos da ação em curso uma petição para ficar na relação processual em lugar do alienante ou cedente ( sucessão processual ou substituição das partes). Assim sendo. Agora. Não se trata de gestor para os atos da vida civil em geral. Características da assistência qualificada ou litisconsorcial: 1° . Trata-se de uma assistência diferente da assistência simples. 6° .Durante o curso da ação o terceiro passa a ser titular do direito material controvertido.Limites de atuação: em sendo o assistente qualificado parte.32 do CPC qualquer diferenciação entre a assistência simples e a assistência qualificada. sendo pôr essa razão que o art. mas sendo revel o assistido. o que forma um litisconsórcio superveniente e daí o artigo 54 equiparar a assistência qualificada à uma assistência litisconsorcial. 2° . A revelia não impede a assistência. Finalmente. eis que para a corrente restritiva.32 ).54 do CPC esclarece que a sentença terá influência na relação jurídica entre o assistente e a outra parte que anteriormente estava litigando com o assistido. em uma interpretação “ex contrario sensu” verifica-se que o art.ele não poderá ser condenado em honorários de advogado e em relação às custas só poderá ser condenado naquelas que deu causa ( ver CPC art. Trata-se de legitimácio extraordinária anômala porque o assistido ( alienante ou cedente ) não é um substituto processual.53 do CPC está retratando os limites de atuação do assistente simples. 4° . Entretanto. o assistente qualificado é parte apenas sob o ponto de vista doutrinário.42.54 combinado com art. De forma contrária. 81 . mas neste caso o adquirente ou cessionário poderá ingressar no processo como assistente ( ver CPC art. já que se mantém no processo para preservar o direito material do assistente. porque sob o ponto de vista formal ele é assistente e como tal tem limites de atuação ( opinião minoritária ). o assistente será considerado seu gestor de negócios ( CPC art.Porque o assistente qualificado é o titular do direito material controvertido ele será diretamente atingido pela sentença a ser proferida na ação. 3° . Neste particular.Outra questão controvertida é a dos efeitos da sucumbência. passa a ser o titular do direito material controvertido.: Trata-se de legitimácio subordinada ou dependente. já que é. OBS. § 2° ). não pode ter limite de atuação.O assistente qualificado é parte porque ele é o titular do direito material controvertido. essa questão é bastante controvertida. 5° . a primeira corrente sustenta não fazer o art.O alienante ou cedente que no momento do ajuizamento da ação era titular de legitimácio ordinária. passa a atuar com legitimácio extraordinária.42. porque aqui o titular do direito material controvertido é o assistente. 54 ) é na realidade o adversário do assistente. porque estará sempre dependendo da existência de uma ação em curso.O adversário do assistido ( ver parte final do art. ele o titular do direito material controvertido. § único ). mas apenas de gestor à lide. § 2° Principal característica da assistência qualificada ou litisconsorcial: durante o curso da ação o terceiro através da compra e venda de coisa litigiosa ou através de cessão de direito e ação. se a outra parte discordar não haverá substituição. 09/11/98 A assistência qualificada ou litisconsorcial Disciplina legal: CPC art. manifestam-se aqueles que entendem que em sendo parte o assistente qualificado sofre os efeitos da sucumbência. Acontece porém que essa substituição somente será possível com o consentimento da outra parte ( CPC art. 7° .

mas sim aquela que se tivesse sido produzida teria modificado o despacho da ação. OBS. de que o assistido. porque é ele que está sendo diretamente alcançado pelos efeitos da coisa julgada material ( opinião majoritária ). 2° .57). Merece considerar que não é qualquer prova. Pressupostos específicos: 1° . Assim sendo. I do CPC: “pelo estado em que recebera o processo.: Não se trata de Ação Rescisória ( ver CPC art.485 ). Ex. mas sim aquela que se o assistente a tivesse produzido teria modificado o conteúdo da sentença.55 do CPC Pressuposto genérico: coisa julgada material OBS. ou declarações e atos do assistido.Corrente ampliativa: o art. Aqui também não é qualquer prova. 55.: A oposição é uma ação ajuizada pelo terceiro em face daqueles que estão litigando na causa pendente. ação em curso ou em tramitação. existe uma ação principal ( causa pendente ) e uma ação secundária ( oposição ). Neste pressuposto específico o assistido age com conduta dolosa ou culposa a fim de prejudicar o assistente. o que se pretende com a ação do art. A legitimácio para a propositura da ação do artigo 55 do CPC 1° . enquanto o terceiro como autor da oposição recebe a denominação de opoente. sendo que essas partes originárias formam na oposição um litisconsórcio passivo com a denominação de opostos.: Durante o curso da ação o assistido reconhece a procedência do pedido.: A oposição será distribuída pôr dependência e tramitará apensada aos autos da ação principal (CPC art. OBS.Art. II do CPC: “desconhecia a existência de alegações ou de provas. pôr dolo ou culpa. mas apenas impedir que ela produza efeitos em relação a ele. não se valeu”. Pressuposto genérico: causa pendente ( ação principal ). o que impede o assistente de produzir prova.”. significando dizer que tanto um como o outro tem legitimácio para a propositura da ação.57). vale dizer.55 é apenas reduzir o campo de eficácia da coisa julgada material. fora impedido de produzir provas suscetíveis de influir na sentença.Artigo 55. Oposição Disciplina legal: CPC art. 2° . porque aquele que foi assistente no processo anterior não está querendo desconstituir a coisa julgada material. 82 .56 a 61 Natureza jurídica: a oposição tem natureza mista ou híbrida sendo ao mesmo tempo uma modalidade facultativa ou voluntária de intervenção de terceiros e uma ação ( ver CPC art. Assim sendo.Corrente restritiva: somente quem atuou como assistente qualificado ou litisconsorcial tem legitimácio para a propositura da ação.A inominada ação do art.55 não faz qualquer diferenciação entre assistência simples e assistência qualificada.

ajuizando a oposição em face daqueles que estão litigando na causa pendente.61 ). parte final ).oposição parcial: o opoente pretende apenas parte do direito que na causa pendente ( ação principal ) é disputada pelas partes originárias ( CPC art. isto porque se ele tem legitimácio de opoente. Entretanto. OBS. qualquer prejuízo.: Dispõe o art. 2° .56. Haverá um único relatório. então a sua legitimácio não será de opoente. 56 ).59) 83 . O momento oportuno para o oferecimento da oposição: antes de ser prolatada a sentença. o terceiro com legitimácio de opoente não ingressou no processo.oposição total: o opoente pretende a totalidade do direito disputado pelas partes originárias na causa pendente ( CPC art. 56 ). É de se observar que a oposição tem sempre uma natureza prejudicial e pôr essa razão terá de julgar e conhecê-la em primeiro lugar ( ver CPC art. portanto. Está correta a posição do recorrente? Justificar a resposta. Levando-se em conta que a sentença não repercuti no direito material do terceiro. O terceiro tem que provar que o seu prejuízo é uma resultante da sentença. pelo Ministério Público e pelo terceiro prejudicado. Resp. o juiz na mesma sentença terá de julgar as duas ações.não espera o desfecho da ação e antecipa a sua ação. Conclusão: A legitimácio do opoente advém da ausência de prejuízo.499 do CPC que o recurso poderá ser interposto pela parte vencida.Regra básica: sempre que a intervenção do terceiro provoca a formação de uma outra ação. este tem a seguinte opção: 1° . A classificação da oposição: 1 – Quanto à extensão da pretensão do opoente: a). interpôs o recurso previsto no art.: Se a sentença a ser proferida na causa pendente. *** Exercício: Durante o curso de ação ordinária. significa que a sentença não repercutiu em seu direito material.espera o desfecho da causa pendente ( ação principal ) para então ajuizar uma ação autônoma em face da parte vitoriosa. mas de assistente. uma única fundamentação e uma parte conclusiva dividida em dois segmentos. salvo em caso excepcional de ação da competência originária dos tribunais. repercutir no direito material do terceiro. 2 – Quanto ao momento da constituibilidade ( ajuizamento da oposição ): oposição própria ou genuína e oposição imprópria ou não genuína. b). o que significa dizer que a oposição é uma modalidade de intervenção de terceiro inerente ao primeiro grau de jurisdição ( CPC art.499 do CPC. proferida a sentença. A oposição própria ou genuína ( CPC art. Pressuposto específico: AUSÊNCIA DE PREJUÍZO Significa que a sentença a ser proferida na ação em curso não repercutirá na relação material que tem o terceiro como titular. não lhe causando. Na hipótese do nosso exercício a posição do recorrente está incorreta.

Merece destacar que o elemento identificador da oposição própria ou genuína não é. “se um dos opostos reconhecer a procedência do pedido. enquanto as partes originárias como réus da oposição são conhecidos como opostos. para neste período agilizar a oposição. 84 . a oposição é uma ação ajuizada pelo terceiro em face das partes que estão litigando na causa pendente ( partes originárias ). o juiz profere o julgamento simultâneo ( oposição própria ou genuína ).58 do CPC nos mostra que o litisconsórcio que entre si formam os opostos é um litisconsórcio passivo simples. mas se decorrido esse prazo não for possível o julgamento simultâneo. o oferecimento antes da audiência.60. será conhecida e julgada em primeiro lugar ( ver CPC art. se for possível.48. Oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. porque a oposição de descaracterizou. Ambas tramitarão simultaneamente e serão julgadas na mesma sentença. Segundo dispõe o art. O recurso de terceiro prejudicado é caso de intervenção após a sentença de alguém que não foi parte no feito. já que não haverá julgamento simultâneo. mas sim o julgamento simultâneo. Ao final do prazo de 90 dias. o juiz poderá suspender o curso da ação principal até o prazo máximo de 90 dias.58 do CPC.60 do CPC. Merece salientar que a regra do art. primeira parte).60 ). 10/11/98 O artigo 58 do CPC Conforme já se disse. sendo que a oposição pôr ter natureza prejudicial. a fim de buscar o julgamento simultâneo. Recurso de terceiro prejudicado Disciplina legal: art. Entretanto. Neste caso não haverá julgamento simultâneo. princípio da autonomia ). Assim sendo. Pressuposto: o terceiro para ter legitimácio para recorrer tem de ter interesse ou prejuízo jurídico: o prejuízo ou interesse jurídico tem de ser uma resultante da sentença. oferecida a oposição depois de iniciada a audiência. 61 ). Ela será distribuída pôr dependência e apensada aos autos da ação principal. a doutrina se divide em duas posições: 1° . No plano da qualidade do prejuízo que legitima essa atividade recursal. § 1° Recurso de terceiro prejudicado será qualquer um daqueles previstos em nosso ordenamento jurídico.499 do CPC. cujo exemplo clássico é o interesse ou prejuízo econômico não produz legitimácio para o recurso de terceiro prejudicado. o juiz julga a ação principal. o juiz poderá recebê-la como ação autônoma que seguirá com o procedimento comum sumário ou ordinário ( CPC art. isto porque se fosse unitário o reconhecimento do pedido seria para o juiz um ato processual inexistente ( ver CPC art. interesse ou prejuízo de fato.somente o terceiro que tinha legitimácio para intervir como assistente qualificado poderá se utilizar do recurso de terceiro prejudicado ( corrente restritiva ). Os opostos formam entre si um litisconsórcio passivo. Oposição imprópria ou não genuína ( CPC art. É a chamada oposição imprópria ou não genuína. enquanto a oposição se descaracteriza porque prosseguirá como uma ação autônoma ( oposição imprópria ou não genuína). Finalidade: evitar que a sentença prejudique o direito de quem não foi parte no feito. contra o outro prosseguirá o opoente”. conforme nos mostra a Segunda parte do art. O terceiro como autor da oposição é conhecido como opoente. como parece à primeira vista.É a oferecida ou ajuizada antes de iniciada a audiência.

significando dizer que é impossível existir posse “ad usucapionem” dúplice. 3). mas não o foi pôr não ter o juiz aplicado a norma do parágrafo único do art. Natureza jurídica: para determinada corrente. 1046 Não é modalidade de intervenção de terceiros. trata-se de um misto de ação e de recurso e daí muitas vezes haver a tendência de se dizer que o recurso de terceiro prejudicado corresponde ao exercício de uma ação que se converteu em recurso. a rigor. tem legitimácio para o recurso de terceiro prejudicado. em outro processo. Pôr essa razão. Além disso. poderá requerer usucapião extraordinário. querendo transformar-se de usufrutuário de fato em usufrutuário de direito ). do CPC. porque ambos são prejudicados pela sentença proferida na ação. Já para outros o recurso de terceiro prejudicado é uma exceção ao duplo grau de jurisdição.É admissível reconvenção na Ação de Usucapião? A posse é um estado de fato que produz efeitos jurídicos. o primeiro pôr via direta e o segundo pôr via indireta. 85 . é puro recurso. mas nesse caso o recorrente estará apenas preconizando a invalidade da sentença pôr erro de procedimento.47 do CPC. I. mas apenas pleiteando o reexame ou a invalidade da decisão. É possível o Usucapião de Usufruto. nem se quer há intervenção porque não há ingresso em processo alheio. quer no processo. andou bem o legislador o situando na parte referente às disposições gerais sobre recurso. eis que o terceiro nenhuma ação está exercendo. em verdade. Embargos de terceiro CPC art. Trata-se. Os embargos de terceiro constituem uma ação autônoma de rito especial. hipótese na qual a denunciação da lide corresponde a uma demanda pela evicção. Para a doutrina brasileira. o que pôr si só impossibilita a reconvenção.2° . A questão diz respeito a usucapião incidindo sobre direito real em coisa alheia.corrente ampliativa: não somente o que poderia ter sido assistente qualificado como também o que poderia ter sido assistente simples tem legitimácio para o resurso de terceiro prejudicado. Respostas do exercício do dia 26/10/98 1). O embargante é antes e acima de tudo autor de uma ação e não terceiro.É admissível denunciação da lide na Ação de Usucapião? Levando-se em conta que a sentença a ser proferida na Ação de Usucapião é de natureza declaratória. é perfeitamente possível a denunciação da lide com apoio no art. 2). Conclusão: O recurso de terceiro prejudicado é um caso típico de modalidade facultativa ou voluntária de terceiro. cuja peculiaridade é ter sua sentença projetada em seus efeitos.É admissível Usucapião de Usufruto? Usufruto – natureza jurídica: direito real sobre coisa alheia. A posse “ad usucapionem” é individual.70. porque ninguém pode ocupar ao mesmo tempo mais de um espaço: dois corpos não ocupam simultaneamente o mesmo espaço. Também aquele que deveria ter sido litisconsorte necessário. desde que o elemento subjetivo motivador do usucapiente seja o animus do usufrutuário e não o animus domini (quer dizer o autor da ação de usucapião é usufrutuário do fato e quer ser usufrutuário do direito. quer na ação alheia. de um novo processo cuja sentença vai produzir efeito em processo cronologicamente anterior. tendo em vista que o recorrente não atuou na jurisdição do primeiro grau. que é exercida pela via recursal. Conclusão: Não se trata de modalidade de intervenção de terceiros. não se encontrando o fenômeno da intervenção.

se operando a condição fixada. pôr último. ou ainda. se transmite a herança ou o legado). 2° . ponto de referência sem o qual não pode ter início o transcurso do prazo prescritivo. O assunto é bastante controvertido. ou seja. As não aparentes são as que não se revelam exteriormente. porque é esse registro que vai lhe dar a falsa aparência de título ( opinião majoritáira ). o fiduciário é proprietário sob condição resolutiva. o direito real de uso de linha telefônica. significando dizer que o usucapiente não está preconizando o domínio pleno. a matéria não é pacífica. o bem passará ao fideicomissário e não aos herdeiros ou sucessores usucapiente. sendo incabível sua aquisição pôr usucapião. As servidões não aparentes não podem ser adquiridas mediante usucapião. uma vez que o usucapião não se aplica a direitos pessoais. do Estado ou do Município? É possível desde que o usucapiente preencha os requisitos do usucapião ajuizado e o elemento subjetivo seja apenas o animus de enfiteuta e não o animus domini. como pôr exemplo. o fiduciário ( pessoa que sucede em primeiro lugar) e o fideicomissário ( pessoa a qual. 86 .Justo Título é qualquer documento (opinião minoritária ). a servidão de aqueduto. 6). Essa é a posição dominante no Superior Tribunal de Justiça. isto somente será possível se o documento estiver irregularmente registrado no Registro de Imóveis.É admissível Usucapião de terrenos foreiros da União. na falta ou depois de outra nomeada em primeiro lugar. é possível a aquisição de propriedade do fiduciário pôr usucapião. para ser título putativo tem de transmitir a imagem de título. não poderá prejudicar o fideicomissário. em nome próprio.1734 do Código Civil. Pôr força do disposto no art.É admissível Usucapião de servidão? Servidões aparentes são as que se manifestam pôr atos visíveis. Pôr essa razão ocorrendo sua morte ou decurso do tempo estabelecido. o usucapiente adquirirá o bem sob fideicomisso nos termos do art. porque o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro já decidiu que o direito de uso do telefone é de natureza pessoal.4). 1734 do Código Civil. a sua propriedade será restrita e resolúvel como a do fiduciário. mas apenas o domínio útil. pode usucapir tal direito. podem ser adquiridas pôr usucapião.O que se entende pôr Justo Título no Usucapião Ordinário? Justo Título como requisito do Usucapião Ordinário é aquele documento que apresenta ser título sem o ser e daí se dizer que justo título é o título putativo ( aparenta ser ). Entretanto. havendo inclusive na doutrina e na jurisprudência a posição daqueles que sustentam não ser o usucapião a via adequada para a aquisição de propriedade resolúvel. vale dizer. desde que aparentes. Merece assinalar. ao usucapir. Ora.É de se levar em conta que o documento para ser Justo Título. 8). No fideicomisso ocorre a participação obrigatória de três pessoas: o fideicomitente ( autor da liberalidade). pelo prazo legal. tendo em vista que a posse só é possível ou em relação às coisas corpórias ou em relação aos direitos sobre coisas corpórias. ao paço que o fideicomissário o é sob condição suspensiva. 5).É admissível usucapião de fideicomisso? Trata-se de usucapião contra o fiduciário. havendo entre nós duas correntes: 1° . O conceito de Justo Título para fins de Usucapião Ordinário é bastante controvertido. Exemplo: A passagem de águas subterrâneas é insuscetível de ser adquirida pôr usucapião. As servidões prediais. tais como as de não edificar além de certa altura. que o usucapião atingindo o fiduciário. faltando-lhe a visibilidade.É admissível Usucapião de linha telefônica? Quem exerce. Assim sendo. 7). O fideicomisso diz respeito ao instituto da substituição que vem a ser a indicação de certa pessoa para recolher a herança ou legado. A prescrição aquisitiva corre contra o fiduciário. porque repelem a idéia da posse.

denunciação da lide e chamamento ao processo. tem o dever de nomear à autoria aquele que o contratou. mas não tem o poder de fato: é o proprietário que não está no exercício do direito de propriedade. do proprietário não possuidor e do possuidor não proprietário. como também poderá ser o possuidor não proprietário.Nomeando pessoa diversa daquela em cujo nome detém a coisa demandada.As modalidades forçadas ou provocadas de intervenção de terceiros São aquelas modalidades em que o terceiro é convocado a ingressar no processo. 2° . isto é.Detentor: é apenas um preposto daquele que o contratou que poderá ser proprietário possuidor. um serviçal da posse.62 ).Proprietário não possuidor: é aquele que tem sobre a coisa o poder jurídico. ele transmite a falsa imagem de possuidor e daí se dizer que o detentor é um possuidor putativo. que o momento oportuno para a nomeação à autoria é o da contestação.Proprietário possuidor: é aquele que tem sobre a coisa o poder jurídico e o poder de fato.Possuidor não proprietário ( possuidor ou mero possuidor. a nomeação à autoria não é uma faculdade. Conforme mostra a simples leitura do art.Deixando de nomear à autoria quando lhe competir. mas sim um dever. é o proprietário que se encontra no exercício do direito de propriedade. Para os romanos. vulgarmente conhecido como posseiro): é aquele que tem sobre a coisa o poder de fato sem ter o poder jurídico. o proprietário possuidor ou o possuidor não proprietário ( ver CPC art. OBS. significando dizer que ele não é possuidor. OBS. Levando-se em conta que ele ocupa a coisa em nome alheio. mas sim em nome alheio. A nomeação à autoria Disciplina legal: CPC art. Porque tem autonomia o fato pode aparecer agarrado ao direito de propriedade.É o caso do detentor que é citado para responder a uma ação que tenha pôr objeto a coisa. como também pode aparecer separado e até em antagonismo com esse direito e daí as figuras do proprietário possuidor. Assim sendo. o detentor não ocupa a coisa em nome próprio. Entretanto. 87 . 16/11/98 As hipóteses legais da nomeação à autoria 1° . isto é. somente seria possuidor quem fosse proprietário. em lugar de contestar. 3° . b).62 a 69 Natureza jurídica: modalidade forçada ou provocada de intervenção de terceiros. Finalidade: corrigir citações indevidas ou errôneas. como detentor está na coisa. o detentor é apenas um fâmulo ( servo ) da posse. É ainda de se observar.: Esse fato que corresponde ao exercício do direito de propriedade é autônomo em relação ao próprio direito.: O exercício do direito de propriedade é apenas um fato. porque se assim não fosse. Em linguagem simples podemos dizer que a posse é aquele estado de fato que corresponde ao exercício do direito de propriedade e daí se dizer que ela é a exteriorização do direito de propriedade. 4° . São elas: nomeação à autoria. significando dizer que responderá pôr perdas e danos aquele a quem incumbia a nomeação: a). 69 do CPC. Introdução: as diversas posições da pessoa em relação à coisa: 1° . vale dizer.

63 ela ocorrerá em Ação Indenizatória de Perdas e Danos com fundamento na Responsabilidade Civil.A segunda hipótese legal da nomeação à autoria é a daquele que causa dano a outrem no cumprimento de ordens ou determinações e é citado para responder a uma Ação Indenizatória de Perdas e Danos com fundamento na Responsabilidade Civil.Uma vez citado. Regularmente intimado. enquanto no caso do art. O juiz suspende o processo e determina a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias.Uma vez citado. 2° .Assim sendo. o autor silencia. OBS. pôr estar apenas cumprindo ordens. o nomeado comparece e não aceita a nomeação. 2° . Neste caso. que ele não tem legitimácio passiva. Em razão do desenvolvido. Ação Possessória ( Ação de Reintegração de Posse ). Hipóteses de procedimento: 1° . não tinha ele legitimácio passiva. caberá ao autor repetir a ação em face do nomeado cumulando o pedido com perdas e danos. Nesta hipótese a ação prosseguirá entre o autor e o nomeante a quem será devolvido integralmente o prazo para a resposta. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. sob pena de responder pôr perdas e danos ( ver CPC art. o detentor que ocupa a coisa em nome alheio é citado para responder a uma ação que tenha pôr objeto a coisa. Neste caso só restará ao autor repetir a ação em face do nomeado. extinguirá o processo sem julgamento do mérito. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. 4° .69. 68 ). condenando o autor nas custas processuais e em honorários de advogado. o autor comparece e aceita a nomeação. o réu comparece no prazo para resposta e em lugar de contestar. prosseguindo a ação até final. verifica-se que na hipótese do art. o autor comparece e aceita a nomeação. realmente. Se no momento da sentença o juiz entender que a razão estava com o nomeante que. O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias.Uma vez citado.: Na nomeação à autoria. quer dizer. Conforme já se disse na primeira hipótese legal da nomeação à autoria. Se no momento da sentença o juiz entender que o nomeante estava certo. Regularmente intimado.62 a nomeação à autoria ocorrerá ou em uma Ação de Reintegração de Posse ou em uma Ação Reivindicatória. Regra prática para se identificar os casos de nomeação à autoria: Tem que haver uma relação de dependência hierárquica em tudo pôr tudo semelhante à trabalhista entre aquele que foi erroneamente citado ( nomeante ) e aquele que deveria ter sido citado ( nomeado ).Uma vez citado. assumindo a obrigação de promover a citação do nomeado. em decorrência da prática do ato ou do fato ilícito. I ). ele nomeará à autoria. o réu comparece e faz a nomeação ( ver CPV art. a ação tramitará normalmente até final sentença. É pôr demais evidente. O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. a recusa só pode ser expressa. Regularmente intimado. o autor comparece e não aceita a nomeação. 3° . para se manifestar no prazo de cinco dias. Regularmente citado. 88 . extinguirá o processo sem julgamento do mérito. a ação prosseguirá entre o autor e o nomeante a quem será devolvido integralmente o prazo para a resposta. Exemplo: Ação Reivindicatória. Trata-se de aceitação tácita e neste caso caberá ao autor promover a citação do nomeado. que essa ação ou será uma possessória ( Ação de Reintegração de Posse ) ou será uma Ação Reivindicatória. em lugar de contestar o citando terá de nomear à autoria o mandante. Oferecida a contestação. 64 ). assumindo a obrigação de promover a citação do nomeado. Neste caso. Neste caso. ( Ver CPC art. uma vez citado. Regularmente intimado. enquanto a aceitação poderá ser expressa ou tácita. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias.

o momento oportuno é a petição inicial (CPC art. conforme o sistema atual.71 ). configurando-se portanto um caso de sucessão processual ( substituição da parte ) em decorrência da aceitação da nomeação. O momento oportuno para a denunciação da lide a). na compra e venda.71 ).Em sendo o denunciante o autor da ação principal. sendo o nomeante excluído da relação processual. o autor comparece e aceita a nomeação. quer dizer. na petição inicial o autor requererá a citação do réu da ação principal e também a citação do denunciado.: É da combinação do prejuízo com o direito de regresso que surge a legitimácio do denunciante. O denunciante é o autor dessa ação secundária. I. Evicção é a perda d coisa adquirida pôr força de uma sentença. A ação prosseguirá entre o autor e o nomeado.É a hipótese prevista no art. Trata-se da antecipação da ação regressiva de perdas e danos. Regularmente intimado. Natureza jurídica: A denunciação da lide tem natureza mista ou híbrida. B é obrigado a contestar e requere a denunciação da lide em face de A. Neste caso. a denunciação da lide é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. As hipóteses legais de denunciação da lide 1° . ação em curso ou em tramitação. Conforme já se disse. do CPC. Pressupostos específicos: prejuízo e direito de regresso. o réu contesta e no próprio corpo da contestação pede a citação do denunciado. aceita a nomeação. 89 .Uma vez citado. pelo qual A foi responsável.Em sendo o denunciante o réu da ação principal. cumulada com Ação de Reintegração de Posse. Responsabilidade pela evicção significa que o alienante terá de indenizar o adquirente com o preço recebido ( valor da coisa ) e mais as perdas e danos. Compra e Venda Imobiliária: A – alienante B – adquirente C propõe em face de B Ação de Anulação da Compra e Venda. b). O juiz suspende o processo e ordena a intimação do autor para se manifestar no prazo de cinco dias. quer dizer.70 a 76. Se o juiz julgar procedente. o alienante responde pela evicção. o nomeado comparece e aceita a qualidade que lhe foi atribuída. o réu comparece e no prazo para resposta faz a nomeação. a ação prosseguirá entre o autor e o nomeado. enquanto o denunciado é o réu. Via de regra. Pressuposto genérico: Causa pendente. o nomeado não comparece. sendo ao mesmo tempo uma modalidade forçada ou provocada de intervenção de terceiros e uma ação. É de se observar que o denunciante poderá ser tanto o autor da ação principal como o seu réu (CPC art.70. A demunciação da lide Disciplina legal: CPC art. É caso de revelia e de aceitação tácita ou presumida. Ela é a antecipação da ação regressiva de perdas e danos. OBS. Assim sendo. assumindo a obrigação de promover a citação do nomeado. 71). B não pode esperar pelo desfecho da ação. Regularmente citado. Ela é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. o momento oportuno da denunciação da lide é o da contestação ( CPC art. B terá prejuízo. Assim sendo. enquanto o nomeante é excluído da relação processual.Regularmente citado. 5° . Assim sendo. É a hipótese em que a denunciação d lide corresponde uma demanda pela evicção.

na hipótese do art. Segundo o elenco do artigo 524 do Código Civil. Os poderes de domínio não são estáticos ou inertes. ao possuidor indireto. a Posse Direta é uma resultante da vontade do proprietário.Enfiteuse enfiteuticador: possuidor indireto enfiteuta: possuidor direto Posse e Posse Direta: Enquanto a Posse se forma contra a vontade do proprietário.70 do CPC uma hipótese de nomeação à autoria de que trata o art. 70. o proprietário estará criando ou um direito obrigacional ou um direito real sobre coisa alheia.70. Nestas condições.Assim sendo. II. mas o preço terá de ser devolvido. mas para tal terá que ser necessário o ajuizamento de uma ação autônoma. Ao movimentar os poderes de domínio. 90 . Direito obrigacional: exemplos: a). A Escritura de Compra e Venda poderá. II. I.Contrato de Comodato comodante: possuidor indireto comodatário: possuidor direto Direito real em coisa alheia: exemplos: a). Neste caso deverá ele contestar e denunciar a lide ao proprietário.Usufruto nu proprietário: possuidor indireto usufrutuário: possuidor direto b). enquanto o possuidor direto é aquele que está com o uso e o gozo da coisa. o denunciante quer uma indenização correspondente ao preço porque pagou pela coisa. expressamente.Contrato de Locação locador: possuidor indireto locatário: possuidor direto b). quer dizer. vale dizer. quer dizer. É a hipótese prevista no art. já que podem ser movimentados e essa movimentação somente depende da vontade do proprietário.A Segunda hipótese legal da denunciação da lide é a do possuidor direto que é citado para responder a uma ação sobre a coisa. se a escritura expressamente tiver excluído a evicção. O possuidor indireto é o proprietário que movimentou os poderes de domínio.70.: O direito de propriedade é aquele no qual estão inseridos os poderes de domínio ou de senhoria. os poderes de domínio são os seguintes: uso. 2° . do CPC Há uma certa polêmica na doutrina sobre conter. gozo. OBS. sendo que em qualquer dessas hipóteses estará provocando o desdobramento da posse e formando as figuras do possuidor direto e do possuidor indireto. prevalecerá a responsabilidade pela evicção. do CPC. defesa ou reivindicação e disponibilidade. Daí se dizer que proprietário é o titular dos poderes de domínio ou de senhoria. isentar o alienante dessa responsabilidade pela evicção. ela não pode ser Posse Ad Usucapionem. Levando-se em conta que a Posse Direta é uma resultante da vontade do proprietário.62 do CPC. acrescida das perdas e danos. merecendo observar que no silêncio do contrato valerá a interpretação mais favorável ao adquirente. ou não. 17/11/98 A controvérsia decorrente da norma do art. não poderá haver denunciação da lide. do CPC a denunciação da lide se fundamenta na responsabilidade do alienante pela evicção. o inciso II do art.

I. desde logo. Dentro desse entendimento.70 do CPC. III. perderá o direito de regresso. havendo duas correntes: 1°. 3° . porque esta pôr força da relação contratual estabelecida entre possuidor indireto e possuidor direto já estaria garantida pela simples aplicação da regra do art. O momento oportuno para a denunciação da lide em sendo o denunciante o réu da ação principal: É o da contestação. aquele que não a deduzir no momento oportuno. se o réu apenas contestar e não denunciar a lide.É a hipótese na qual o denunciado será sempre aquele que pôr força da lei ou do contrato tem o dever de indenizar. entende que todas as hipóteses nele previstas são obrigatórias ( ministro Sidney Sanches ). II não cogita de erro na escolha do legitimado passivo.62 do CPC. quando deveria ajuizá-la contra o possuidor indireto ou proprietário. não vale argumentar que o legislador pretendeu assegurar a antecipação da ação regressiva. ao requerer na inicial apenas a citação do réu.: Para os que entendem que a denunciação da lide é obrigatória. A ação é corretamente proposta contra quem tem posse. art. 91 .Segundo adverte Barbosa Moreira. De outro lado. A obrigatoriedade A obrigatoriedade da denunciação da lide é entre nós em assunto controvertido. em busca de uma eventual indenização. Assim. OBS. CPC ) e em razão do direito à indenização pôr força da lei ou do contrato ( art. ele perderá o direito de regresso. A questão da obrigatoriedade Em sendo a denunciação da lide obrigatória. conforme acontece pôr exemplo. 70. III ). terá que denunciar à lide. onde se prevê o caso de ser citado o detentor. Tratava-se de um erro no endereçamento da ação.70. II. inciso II há um erro desse tipo: o autor endereça a sua ação contra o possuidor direto. de um erro na escolha do legitimado passivo. pôr equívoco do demandante. é citado. o autor perde o direito de regresso. o ministro Sidney Sanches proclama que em seu entender o art. Assim sendo.70. OBS. CPC ). pôr perda de posse direta ( art. Considerando-se que terá prejuízo. ainda que seja posse direta. o exercício do direito à garantia de sua posse direta contra o possuidor indireto ou proprietário. O momento oportuno para a denunciação da lide em sendo o denunciante o autor da ação principal: É o da petição inicial na qual o autor vai requerer a citação do réu da ação principal e a citação do denunciado ( ver CPC art. existe grande analogia entre essa hipótese e a do art.: Se a denunciação da lide for obrigatória. no lugar do possuidor ou do proprietário. III. esta hipótese mereceria tratamento no contexto da nomeação à autoria e não no da denunciação da lide. com as companhias seguradoras (ver CPC art.70. Surpreendentemente.Apoiando-se exclusivamente na regra do caput do art. III do CPC. primeira parte ).70. que não mais poderá ser exercitado nem mesmo pôr ação autônoma. O legislador poderia ter abrangido essa hipótese no inciso III. 70. o réu deverá contestar e na própria contestação requererá a citação do denunciado.71. Aqui neste artigo 70. Exemplo: Locação comercial O locatário faz obras no imóvel alugado.70. CPC ). cujo objeto é o imóvel. mas o código quer lhe permitir. mas resolveu separar as hipóteses a fim de deixar bem diferenciada os casos de direito de indenização pôr perda de domínio ( art.

se for o caso ( CPC art.O denunciado comparece e aceita a qualidade que lhe foi atribuída. quando e como lho determinares as leis do processo”.75. É ainda de se lembrar que se o denunciado rever foi citado pôr hora certa ou pôr edital. que da evicção lhe resulta.Regularmente citado o denunciado comparece e nega a qualidade que lhe foi atribuída. Segunda parte ).Regularmente citado. será ela obrigatória não pôr força do disposto no caput do art. prejudicada estará a denunciação da lide. 1116 do Código Civil. um litisconsórcio passivo ( ver CPC art. do direito material que está sendo discutido na ação principal. mas pôr força do disposto no art.I do CPC tem muito mais estrutura de assistência do que propriamente de litisconsórcio. Pôr essa razão somente a hipótese em que a denunciação da lide corresponde a uma demanda pela evicção ( CPC art.Regularmente citado. que o denunciado não é titular do direito controvertido. não sendo portanto direito de natureza instrumental. mas só vai examinar a denunciação da lide no momento da sentença. significando dizer que o denunciado não tem legitimidade para ser parte na ação principal. II. poderão ocorrer as seguintes hipóteses: a). José Carlos Barbosa Moreira.70 do CPC. Merece observar que essa revelia só produzirá os seus efeitos se o juiz julgar procedente o pedido do autor. o denunciado comparece e confessa que o direito é o do autor a ação.O direito de regresso é direito de natureza material. 92 . contesta a ação que lhe está sendo ajuizada pelo denunciante ( CPC art.70. o CPC como diploma instrumental não pode impor regras acarretadoras da perda do direito material. Neste caso. o juiz determina a suspensão do processo e a citação do denunciado ( ver CPC art. Em sendo o denunciado regularmente citado. mas em verdade a única defesa que restará será a argüição da prescrição ou da decadência do direito do autor.9°. Ora. ele poderá aditar à contestação do réu ou até mesmo contestar o pedido do autor. primeira parte.72. Ao despachar essa contestação. 75.O juiz julga improcedente o pedido do autor. segundo o qual: “para poder exercitar o direito. após o comparecimento do denunciado o juiz ordena o prosseguimento da ação principal ficando a denunciação nela embutida. Nesta hipótese caberá a condenação de honorários em favor do denunciado. então.75.72. II. porque essa é uma atribuição exclusiva do Código Civil. de acordo com o texto legal. prosseguindo-se unicamente com a ação principal ( CPC art. sob pena de extinção da denunciação da lide sem julgamento do mérito. Pôr essa razão o litisconsórcio passivo anunciado no art.2° . o denunciado permanece revel. isto é. § 2° ). As hipóteses de sentença: a). o réu contesta e no próprio corpo da contestação ele pede a citação do denunciado ( CPC art. CPC art. que o direito milita contra o denunciante. na qual o réu continuará se defendendo. mas só examinará a denunciação da lide no momento da sentença. Neste caso. c). Segunda parte ). merece ser lembrado o prof. d). quer dizer. vale dizer. Acontece porém. III ).75. I ). As hipóteses de procedimento da denunciação em sendo o denunciante o réu da ação principal: Regularmente citado. Quanto ao procedimento. II ). o adquirente notificará do litígio o alienante. Neste caso. Neste caso.71. o juiz terá de lhe nomear curador especial ( ver CPC art. É evidente que no caso da evicção a lei do processo atual determina a denunciação da lide.75. o juiz determinará o prosseguimento da ação principal. Merece observar que nesta hipótese ao se transformar em litisconsorte passivo o denunciante passou a ser parte da ação principal. Neste caso o juiz decreta a revelia e ordena o prosseguimento da ação principal. I ). o juiz determina o prosseguimento da ação principal na qual o denunciante terá de continuar a sua defesa. § 1°. É de se esclarecer que somente no momento da sentença o juiz vai examinar a denunciação. formando-se. A e B ). Dentre os partidários da segunda corrente. b).

Merece ainda assinalar que somente o réu poderá ser chamante. permanecer revel como ainda confessar. c).denuncia à E . segundo o texto legal.b).contesta e denuncia a lide à A A . Também nesta espécie de denunciação o denunciado ao comparecer poderá negar a qualidade que lhe foi atribuída.prejuízo.relação creditícia específica envolvendo as figuras de devedor e fiador.76 ). mas como não há nos autos a prova do direito de regresso.. sendo ao mesmo tempo uma modalidade forçada ou provocada de intervenção de terceiro e uma ação.alienante B . esse litisconsórcio tem muito mais estrutura de assistência. contestar a denunciação da lide. o chamamento ao processo é uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. Pressuposto genérico: causa pendente.77 a 80 Natureza jurídica: O chamamento ao processo tem natureza mista. Merece observar que ao contrário do que acontece na denunciação da lide não existe no chamamento ao processo a questão da obrigatoriedade. Poderá. Regularmente citado o denunciado comparece e aceita a qualidade que lhe foi atribuída. Neste caso vai aderir à petição inicial. na qual vai ingressando no processo um denunciado atrás do outro. Trata-se também da antecipação de ação regressiva.contesta e denuncia a lide à D D . formando-se então. porque será título executivo judicial do autor em relação ao réu ( denunciante ). um litisconsórcio ativo ( ver CPC art. Assim sendo. mas também será titular executivo judicial deste em relação ao denunciado ( ver CPC art.. Em razão das explicações anteriores.adquirente C . vale dizer. ação em curso. As hipóteses de procedimento em sendo o denunciante o autor da ação principal. condenando o denunciante em honorários de advogado. b). Do chamamento ao processo Disciplina legal: CPC art. Assim sendo.O juiz julga procedente o pedido do autor e como há nos autos a prova do direito de regresso. c). É interessante chamar a atenção que o CPC no art. a não articulação do chamamento ao processo não acarretará a perda do direito de regresso que poderá ainda ser exercitado através de ação autônoma. na mesma sentença o juiz julga procedente a denunciação e condena o denunciado a indenizar o denunciante. Merece ainda observar que no chamamento ao processo as partes recebem as denominações de chamante e chamado.ajuíza anulação de compra e venda em face de B B .direito de regresso. também. na mesma sentença ele julga improcedente a denunciação. O momento oportuno para o chamamento ao processo: é o da contestação. Pressupostos específicos: a).74 ).O juiz julga procedente o pedido do autor. aqui também. É essa sentença que ao transitar em julgado terá uma dupla força de executoriedade. eis que somente o réu tem legitimácio para provocar o chamamento. eis que o chamamento é uma mera faculdade. quer dizer. de fiadores e devedores solidários. 73 regencia a chamada denunciação sucessiva. As hipóteses legais do chamamento ao processo 93 . Exemplo: A .

Em sentido contrário. tudo conforme a regra determinada no art. que poderá ser o fiador ( CPC art. o credor ajuíza a Ação de Cobrança em face de um fiador e este regularmente citado contesta que na própria contestação pede a citação dos demais fiadores ( chamados ).72. Últimas considerações: O chamamento ao processo é antecipação de Ação Regressiva de Perdas e Danos. já que a meramente terminativa não repercute no direito material.79. Assim sendo. 23/11/98 2° . A assistência no processo de execução No processo de execução não existe atividade jurisdiconal cognitiva. se o réu contestar e não chamar ao processo. 50 do CPC a finalidade da assistência é ajudar o assistido na obtenção de uma sentença favorável. do devedor. Nesta hipótese.1). § 1°. do prejuízo e do direito de regresso. promove a ação em face do fiador.78 ). III ).77. 94 . sob pena de extinção do chamamento ao processo sem julgamento do mérito (CPC art.: O segundo entendimento é o majoritário. É a hipótese prevista no art. Levando-se em conta que na execução fundada em título executivo extrajudicial não ocorreu o anterior processo de conhecimento. I. mesmo porque na execução forçada não existe sentença de mérito ( opinião majoritária ). ou os outros devedores ( art. combinado com o art. em havendo nos autos a prova da relação creditícia específica.Trata-se da solidariedade passiva ( pluralidade de devedores ). É uma ação secundária que aparece embutida na ação principal. O momento oportuno para o chamamento ao processo é o da contestação ( CPC art. mas também será título executivo judicial do réu ( chamante ) em face do chamado. O chamamento ao processo não é obrigatório. o que pôr si só.O credor em lugar de ajuizar a ação de cobrança ( ação de conhecimento ) em face do devedor. Essa sentença ao transitar em julgado terá uma dupla força de executoriedade. do CPC. Nesta hipótese.80 do CPC.Trata-se de relação creditícia com pluralidade de fiadores. tudo conforme determina o art. isto é. porque será título executivo judicial do autor da ação principal ( credor ) em face do réu. a cautelar como acessória também terá de admití-la ( Humberto Teodoro Junior ). regularmente citado o fiador comparece e contesta e se desejar pede na própria contestação a citação do chamado. que poderá ainda exercitar através de ação autônoma.75 ). afasta a possibilidade da assistência. II ). § 2° ). na mesma sentença ele julgará procedente o chamamento ao processo e condenará o chamado a indenizar o chamante. Somente o réu pode ser chamante ( CPC art. OBS. não perderá o direito de regresso.77. Merece chamar a atenção que se o juiz julgar procedente o pedido da ação principal e.77. O prazo para se efetivar a citação do chamado são aqueles previstos nos artigos 72.77. O procedimento de chamamento ao processo é idêntico ao procedimento de denunciação da lide. neste título de execução ter-se-á que se admitir a assistência ( opinião minoritária ). Nesta hipótese o credor ajuíza a Ação de Cobrança apenas em face de um devedor e este ao contestar pede a citação dos demais codevedores ( chamados ). 3° . Para os que entendem que sentença favorável só poderá ser a de mérito. em sendo o denunciante o réu da ação principal ( CPC art. manifestam-se aqueles que sustentam que se a ação principal admitir a assistência. tendo em vista que neste não existe sentença de mérito. sendo uma faculdade do réu. A assistência no processo cautelar Conforme mostra a regra do art. A e B do CPC. 79 do CPC. As partes no chamamento ao processo são o chamante e o chamado.78 ). os outros fiadores ( art. não se admite assistência no processo cautelar. I ).

O chamamento ao processo nos embargos do devedor Para a opinião minoritária em razão da natureza cognitiva desses embargos será possível o chamamento ao processo.Assim sendo. porque nesses embargos não se pode discutir matéria estranha à execução. na execução fundada em título executivo extrajudicial ter-se-á que se admitir a denunciação da lide pela inexistência de anterior processo de conhecimento. 7 . a execução e a reconvenção (ver CPC art. A denunciação da lide nos embargos do devedor Para a opinião minoritária a natureza cognitiva desses embargos impõe a admissibilidade da denunciação da lide. Ora. Para outra concepção. a cautelar como ação acessória também terá de admití-la. A defesa direta de mérito 95 . Para opinião majoritária não se pode admitir chamamento ao processo nestes embargos. Não cabe denunciação da lide nos embargos do devedor. Eis aí a razão pela qual não cabe denunciação da lide no processo cautelar. Para a opinião minoritária. Trata-se de ação incidental de conhecimento ajuizada pelo devedor em face do exeqüente. Levando-se em conta a natureza cognitiva dos embargos do devedor. porque neles não se pode discutir matéria estranha à execução. para o pensamento dominante não se pode admitir a assistência nem na execução fundada em título executivo judicial e nem na execução fundada em título executivo extrajudicial. Para a opinião majoritária. cabe lembrar que os embargos do devedor são ação autônoma. A assistência nos embargos à execução ( embargos do devedor ) É de se levar em conta que as modalidades de intervenção de terceiros são inerentes ao processo de conhecimento. A denunciação da lide no processo de execução No processo de execução não existe contraditório de mérito e muito menos a sentença de mérito. se a ação principal admitir a denunciação. se a ação principal for cautelar não poderá ocorrer a aludida conexão pôr não existir na cautelar a sentença de mérito.297 ). O chamamento ao processo na ação de execução Não é possível porque na ação de execução o instituto protetivo do fiador não é o chamamento ao processo. A defesa do réu propriamente dita se instrumentaliza na contestação. nestes embargos ter-se-á que se admitir a assistência ( opinião minoritária ). Neste aspecto. A denunciação da lide no processo cautelar É de se levar em conta que a sentença de mérito proferida na ação principal estará interligada ou em conexão com a sentença a ser proferida na denunciação da lide. nos embargos do devedor não se admite a assistência. As modalidades da defesa são as seguintes: defesa direta de mérito ou defesa direta material. Para a opinião minoritária se a ação principal admitir o chamamento ao processo. mas sim o benefício de “ordem “. defesa indireta de mérito e a defesa indireta processual.A RESPOSTA DO RÉU Constituem em resposta do réu: a contestação. porque nesses embargos não se pode discutir matéria estranha à execução ( opinião majoritária ). Chamamento ao processo na ação cautelar Não é possível porque na cautelar não existe sentença de mérito ( opinião majoritária ). a cautelar como ação acessória também terá de admití-la ( opinião minoritária ). o que pôr si só afasta a possibilidade de denunciação da lide ( opinião majoritária ).

ou então argüi a prescrição) do direito deduzido. porque somente se apoia em razões de direito processual. Via de regra. Merece considerar que o juiz não vai julgar a questão prejudicial porque ela está fora do pedido.: alega que. a litispendência. modificativa ou extintiva do direito do autor.326 ) O réu ao contestar não se opõe à causa petendi motivadora da ação. mas lhe opõe fatos impeditivos. pôr sua vez. argüi. A defesa indireta processual É de natureza exclusivamente processual.: alega que já pagou a dívida. É aquela que se dirige expressamente sobre a pretensão. enquanto no procedimento comum sumário e no sumaríssimo do juizado especial será decidido no momento da sentença. A defesa indireta processual admite a seguinte subdivisão: questão preliminar ( CPC art. III ). 304 ). Daí se dizer que ela é um pressuposto ou antecedente necessário. mediante acordo posterior se parcelou a dívida. outro fato impeditivo ( ex. merece chamar a atenção que a questão prejudicial nada tem haver com qualquer tipo de modalidade de defesa. É indireta porque visa obstar que a tutela jurisdicional pretendida pelo autor se realiza.Ela se apoia exclusivamente em razões de direito material.304 ). modificativos ou extintivos de direito do autor. OBS.301 ) e as exceções ( CPC art.: alega que era absolutamente incapaz ao contratar ). observando-se que elas são de índole exclusivamente processual como pôr exemplo a falta de qualquer das condições genéricas da ação. significando dizer que o juiz vai apenas resolvê-la e vai resolvê-la ou decidí-la na fundamentação e nada que aparecer na fundamentação faz coisa julgada ( CPC art. mas sim contra a relação de direito material constitutiva do pedido do autor. Na realidade. enquanto a questão preliminar é de natureza exclusivamente processual. o réu sem negar qualquer das afirmações contidas na inicial. tal como a argüição do contrato não cumprido são as chamadas execuções substanciais ou materiais que não podem ser confundidas com as execuções processuais ( incompetência. vale dizer. um “incidenter tantum “. 96 . esse tipo de defesa indireta processual será no procedimento comum ordinário decidido no saneador. impedimento ). A questão preliminar diz respeito às causas impeditivas à decisão de mérito. suspeição. ou extintivo ( ex. A questão prejudicial Logo de início. as únicas a que o código reserva tal denominação ( ver CPC art. pôr isso não pode ser exigida em sua totalidade). Com esse tipo de defesa indireta processual o réu preconiza a extinção do processo sem julgamento do mérito. Merece destacar que essas causas impeditivas à decisão de mérito devem ser argüidas na preliminar da contestação ( ver CPC art. A questão prévia admite a seguinte classificação: questão preliminar e questão prejudicial.301 ) e constituem aquilo que tecnicamente se denomina a defesa indireta processual. 469. Ela é defesa de mérito porque não se dirige contra a relação processual. a inépcia da inicial. A questão prévia É todo antecedente que o juiz terá de decidir antes de se adentrar na parte conclusiva ou dispositiva da sentença. é indireta porque não se dirige aos fatos e fundamentos jurídicos do pedido do autor. Assim sendo. modificativo ( ex. O réu impugna os fatos ou as conseqüências jurídicas postas pelo autor como a causa de pedir e o pedido formulado na inicial ( ver CPC art. Com efeito.: A argüição da prescrição. a questão prejudicial é de natureza exclusivamente material. A questão prejudicial é uma matéria de direito que embora fora do pedido repercuti com tal força no mérito que a procedência ou a improcedência do pedido irá depender da solução que o juiz dará a esta questão prejudicial. a coisa julgada. Defesa indireta de mérito ( CPC art.300 ). É defesa indireta processual porque se apoia exclusivamente em razões de direito processual. mas se firma em outros com eficácia impeditiva.

309 ). mas é um reflexo de outra ação. Conforme já se esclareceu o excipiente deduzirá a exceção em petição própria. A ). significando dizer que a decisão nela proferida é interlocutória. significando dizer que não existe exceção de incompetência absoluta. Em contra partida. É interessante observar que o recebimento da exceção ( suspensão do processo ) acarreta a suspensão do processo e em conseqüência do prazo. isto porque se o réu no prazo de resposta não excepcionar. Em havendo recebido a exceção. Recebida a exceção o processo ficará suspenso ( CPC art. eis que o excipiente argüirá a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída.306 ). 308 ). Cabe ainda destacar que o juiz absolutamente incompetente tem o dever de de ofício declinar da competência remetendo os autos para o juiz competente. A defesa indireta processual admite duas modalidades: a questão preliminar e as exceções.304 ). A exceção exige petição própria e será processada em apenso aos autos principais (ver CPC art. ocorrerá o fenômeno da prorrogação da competência através do qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passará a ser competente ( ver CPC art. até que seja definitivamente julgada (CPC art. Assim sendo. III ). Via de regra a incompetência absoluta deverá ser argüida na preliminar da contestação ( ver CPC art.265. que segundo o texto legal preponderará tal suspensividade até que seja definitivamente julgada ( CPC art. IV. 97 . quando se fala em exceção de incompetência só pode ser da incompetência relativa ( ver CPC art.114 ). o juiz designará a audiência de instrução. em qualquer instância ou tribunal. o juiz relativamente incompetente não pode de ofício declinar da competência. Será homogênea quando os direitos forem da mesma natureza e heterogênea quando ocorrer o contrário. enquanto a defesa indireta processual é de natureza exclusivamente processual. A questão preliminar refere-se às causas impeditivas à decisão de mérito e que devem ser argüidas na preliminar da contestação ( ver CPC art. A legitimácio para exceção de incompetência é do réu e o prazo para excepcionar é o da contestação. a questão prejudicial determinadora da suspensão do processo poderá ser homogênea ou heterogênea. será causa de suspencividade do processo ( ver CPC art. o juiz mandará processá-la em apenso e determinará a oitiva do excepto dentro em 10 dias. Também o juiz suspeito e o juiz impedido pode de ofício remeter os autos para o juiz tabelar.299). a exceção é apenas um incidente processual. decidindo dentro de 10 dias ( CPC art. se o réu ao contestar argüir em preliminar a incompetência relativa será como se a não tivesse argüido. a exceção exige petição própria. sendo que essa exceção será processada em apenso aos autos principais.265. O importante é não esquecer que a lei não exige que a incompetência absoluta seja argüida sob forma de exceção: não existe exceção de incompetência absoluta. defesa indireta processual ). sendo o recurso adequado o agravo de instrumento. isto porque a questão prejudicial é de natureza exclusivamente material. É necessário repetir que a incompetência relativa somente pode ser argüida através da exceção (ver CPC 112 ). 301. Em verdade. É de notar que o recebimento impõe a suspensão automática não somente do processo como também do prazo para responder. 307 ). Conforme já se disse. Finalmente. Merece destacar que não existe forma solene ou especial para se argüir a incompetência absoluta. mas se o réu não argüi-la nesta oportunidade não haverá preclusão. 301 ). isto porque a incompetência absoluta pode ser argüida em qualquer fase processual. indicando o juízo para o qual declina ( CPC art. É necessário reiterar que a questão prejudicial não tem nada a haver com a defesa indireta processual. 24/11/98 As exceções Natureza jurídica: é defesa indireta processual A exceção poderá ser de incompetência. haverá prorrogação através da qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passará a ser competente. Havendo necessidade de prova testemunhal. 112 ). decidindo em igual prazo ( CPC art. II.Merece ainda observar que a questão prejudicial quando não aparece na mesma ação. É de se observar que se o réu contestar e não excepcionar. de impedimento ou de suspeição ( CPC aart. configurando-se a prorrogação da competência através da qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passa a ser competente.306). No plano de sua natureza jurídica.

não impedindo portanto o prosseguimento do processo. É o que dispõe o parágrafo único do art. 135 do mesmo diploma legal elenca as causas determinadoras da suspeição. eis que apesar da controvérsia. subsista a legitimação extraordinária do substituto ( autor reconvindo ). apresentada a contestação sem reconvenção. A partir da reforma do CPC é aconselhável que se requeira ao relator do agravo a manutenção da suspensão do processo e dos prazos até o pronunciamento do tribunal. 315 a 318 Natureza jurídica: apesar do art. no caso de juiz impedido mesmo que a parte não excepcione os atos pôr ele praticado são inválidos porque o juiz impedido está proibido de praticar atos processuais. esses atos serão válidos porque a suspeição é apenas incompatibilidade relativa do juiz para a causa. No caso do juiz suspeito. O artigo 138 do CPC disciplina a argüição de impedimento e de suspeição do representante do Ministério Público e dos Órgãos Auxiliares do Juízo. O advérbio “simultaneamente” parece dar a entender que. o que importa é o oferecimento da reconvenção dentro do prazo para resposta. é de se observar que nestes casos o prazo para excepcionar é de 15 dias contados a partir do momento em que a parte tomou conhecimento do fato ocasionador do impedimento ou da suspeição ( CPC art. ela é uma ação. Tanto é assim. É de se lembrar que enquanto o impedimento corresponde a incompatibilidade absoluta do juiz para a causa. O procedimento da exceção de impedimento e da exceção de suspeição é idêntico ao da exceção de incompetência ( ver CPC art. se a parte quiser afastar o juiz impedido ou suspeito da causa terá no prazo legal de excepcionar ( CPC art. OBS. essa interpretação rigorosa não satisfaz.Nós já sabemos que o agravo de instrumento não tem efeito suspensivo. Exceção de suspeição e exceção de impedimento: a legitimácio pode ser do autor como também do réu. preclui o direito de reconvir. Entretanto. pôr se tratar de incompatibilidade absoluta do juiz para a causa. onde as expressões “em seu próprio nome” e “em nome de outrem” não se relacionam com os casos de representação. 98 . 305 ). 315. têm de figurar na mesma qualidade jurídica em que figuram na ação originária. Entretanto. se a parte não excepcionar e deixar esse juiz praticar atos processuais. a suspeição representa a incompatibilidade relativa do juiz para a causa.: As partes. De modo que fica excluída a admissibilidade de reconvenção proposta pelo representante do réu contra o autor.Conexão com fundamentos na ação ou com fundamentos na defesa. porque o representante não é parte ( nem autor e nem réu ). 297 do CPC indicar a reconvenção como uma das modalidades de resposta.312 a 314 ). no caso de litisconsórcio ativo ) têm legitimação passiva para reconvenção. ativa ou passiva e neste caso o réu só poderá reconvir para postular direito que julgue ter contra o substituído. se o autor ( ou qualquer dos autores. Entretanto. 305 ). De outro lado. desde que para tal ação. a contestação e a reconvenção serão oferecidas simultaneamente em peças autônomas. O artigo 134 do CPC elenca as causas determinadoras do impedimento. ou pelo réu contra o representante do autor. no caso de litisconsórcio passivo ) é legitimado a reconvir. 299 do CPC. enquanto o art. Requisitos da admissibilidade: a). Legitimácio para as exceções Exceção de incompetência: a legitimácio é só do réu. Reconvenção Disciplina legal: CPC art. poderá haver o fenômeno da substituição processual.Legitimidade: só o réu ( ou qualquer dos réus. Assim sendo. O certo é que o processo será iniciado a partir da intimação da parte lhe dando ciência da decisão definitiva. na reconvenção. que exige petição inicial com os requisitos dos artigos 282 e 283 do CPC. Segundo dispõe o art. b). que se o prazo for respeitado nada impede que o réu sem contestar ofereça a reconvenção.

2°. Pôr outro lado. reafirmando assim.Estar pendente em primeiro grau de jurisdição o processo da ação originária no momento em que se oferecer a reconvenção. não pode ter o condão de conduzir a presunção de verdade da alegação contida na inicial.317 ). 3° . 316. 319 ). se o litígio versar sobre direitos indisponíveis.Ser adequado a ambas as ações ( a originária e a reconvenção ) o mesmo tipo de procedimento.Serão julgadas na mesma sentença a ação e a reconvenção ( CPC art. Pôr exemplo: Não se pode reconvir para pedir simplesmente a declaração da inexistência do mesmo direito postulado na ação originária. II do CPC dispõe que a revelia não leva a que se repute em verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. se a forma pública é da substância do ato. E).351 ). os fatos afirmados pelo autor são tidos como verdadeiros ( CPC art.Não ser o juízo da ação originária absolutamente incompetente para a reconvenção. desacompanhada daquele documento ( ver Código Civil. menos ainda quando simplesmente não houver sido negado ( ver CPC art. III do CPC A imposição ao réu de responder especificamente aos fatos alegados pelo autor. O parágrafo único do art. II ). ditada pela logicidade que deve conter a narrativa feita na contestação. Merece ressaltar que a confissão não importa em disposição concernente ao direito material. D). torna-se imprescindível à validade do negócio jurídico. Assim sendo. eis que não se aplicará o caput do art. Refere-se ainda à lei processual aos atos em que se exige forma especial. a falta de impugnação de um fato pode não levar a que se o tenha como admitido se os demais termos da defesa se infere à negativa.Interesse processual: este requisito faltará sempre que a matéria possa ser alegada com idêntico efeito prático na contestação. II e III do art. 302. O art. não vincula do juiz. também aparece ratificada no artigo 351do CPC. o artigo 320. observada em seu conjunto. E a confissão do réu. ou simplesmente sua omissão em impugnar o ato que somente pôr aquela forma poderia ser provado. pôr sua vez.302 do mesmo diploma legal que. 302.A desistência da ação ou existência de qualquer causa que a extinga não obsta ao prosseguimento da reconvenção ( CPC art. Existe uma revelia total e uma revelia parcial. a regra do inciso I do art. o ter como provado. 302 para o advogado dativo. 302 do CPC. A revelia total é a que está configurada no art. É ainda de se observar que o juiz pode julgar improcedente o pedido da ação originária e o pedido contido na reconvenção. pública. Parcial será aquela em que o réu não se manifesta precisamente sobre algum fato narrado na inicial ( ver CPC art. isto é. sofre uma atenuação. 302 do CPC consagra outras exceções. 319 do CPC. pôr isso mesmo não obriga. para a validade do ato ( art. o curador especial e o representante do Ministério Público. representa em verdade uma citação. A lei exclui a presunção de veracidade dos fatos não impugnados relativamente à aqueles enumerados nos incisos I. Esta há de ser vista como um todo. art.318 ).O que a lei chama de intimação no art. OBS. eis que ela não é renúncia e muito menos reconhecimento do pedido.: 1° . Se não se admite a confissão a respeito de um fato para daí. F). A revelia A falta de contestação do réu no prazo legal gera a revelia. 134 ).302 ). pôr força da expressa disposição legal.C). Com efeito. 99 .

Embora em nossa lei inexista disposição semelhante. em se tratando de pessoa jurídica de direito público ( União. Importante ainda destacar. situando-se a hipótese no inciso II do art. quando for revel uma pessoa coletiva. Art. em processo civil pode produzir provas. presente ou ausente o réu. a produção de provas pelo revel será tarefa inútil. 320 do CPC e sobretudo o princípio do livre convencimento que deverá presidir toda atividade decisória do juiz.I). mas não basta apenas isto: para que o réu se defenda ele é citado. recebendo-o. 508. Art.322. não teve o réu a garantia constitucional do amplo direito de defesa. Merece salientar que vindo aos autos o revel. no momento da sua execução o réu revel já agora transformado em devedor poderá pela via dos embargos à execução rediscutir a falta ou a nulidade da citação ( ver CPC art. no estado em que se encontrar ( CPC aart. 9°.: Ação de Anulação de Casamento e as ações dirigidas contra incapaz.II do CPC. I: essa regra somente funciona para o litisconsórcio unitário. Segunda parte ). Nada impede que o revel intervenha no processo em qualquer momento. Quanto à produção de provas pelo réu revel que compareça posteriormente.III: é apenas uma repetição da norma já prevista no art. a questão foi pacificada pelo Superior Tribunal Federal cuja a jurisprudência dominante ( súmula no. Não havendo as fases de saneamento e instrutória. seus representantes ou administradores não tem a disponibilidade dos direitos que são assim indisponíveis. Municípios ). no entanto. o revel não está impedido de ingressar no processo em qualquer oportunidade. pôr edital ou pôr hora certa. 26/11/98 O fato de o réu ser considerado revel antecipa o julgamento da lide ( ver CPC aart. que para jurisprudência dominante não se aplica o efeito da revelia ao revel que tenha sido citado pôr edital ou com hora certa. porque sem essa qualidade. É pôr essa razão que em sendo nula a citação e em permanecendo revel o réu. mesmo da sentença de mérito. 302. Contra o revel correm os prazos independentemente de intimação ( CPC art. A revelia é uma situação processual. logo importante será verificar-se a validade da citação. II ) se ele oferecer contestação não se aplicará os efeitos da revelia.II: mostra que o efeito da revelia não se aplica nos casos em que o litígio versar sobre direitos indisponíveis. Ex.320. 320 do CPC prevê as hipóteses em que os efeitos da revelia não se operam. II ). não se perca de vista. inclusive para interpor recursos. quando há audiência. para que o réu seja considerado revel. parece evidente que. 9°. Art. A regra de dispensa de intimação só vale enquanto persistir a ausência do réu.322.No tocante ao curador especial ( ver CPC art. salvo nos casos em que o procedimento é sumário. É que. 320. Estados. daí pôr diante. Assim. II ). Entretanto. porque se for citado fictamente. primeira parte). assim como não se faz necessária designação de audiência. deverá.319. É de se observar. mas para que os seus efeitos se operem é necessário que o juiz verifique se os pressupostos processuais estão preenchidos. desde que compareça em tempo oportuno. Poder-se-ia dizer que.320. O art. A respeito tenha-se presente o art. o juiz está autorizado a pronunciar de ofício a nulidade da citação e se pôr acaso proferir sentença condenatória.741. diante dos termos do art.: O CPC português no art. pois havendo vício ou falta de citação. quando se trate de uma daquelas entidades.330. a revelia não se pode operar. isto é. inclui entre os casos em que os efeitos da revelia não se produzem. OBS.320. que aquele dispositivo não poderá ser aplicado com o rigor que a sua interpretação literal aparenta. embora dela não se precise ser intimado. ser-lhe-á dado curador especial ( CPC art. O artigo 303 do CPC 100 . a revelia não induzirá a que se reputam verdadeiros os fatos alegados pelo autor. 231 ) é no sentido de que o revel. assim como as condições da ação. ser intimado para ciência dos atos. necessário que sua citação tenha sido pessoal.

Forma dos atos processuais: ver CPC art. etc. 22: perderá o direito a haver honorários e suportará as custas.Atos de vontade das pessoas que atuam no processo. Há também. 166 a 171 101 . Matéria que o juiz possa conhecer de ofício ( CPC art. ele se denomina fato jurídico processual. para a ele ligar uma conseqüência jurídica.162 a 165 Atos dos auxiliares: CPC art. para que ela tenha influência no processo. como pôr exemplo a morte de qualquer das partes.154. e art. A forma é o meio ou o modo em que se exterioriza o ato processual. Lugar é o espaço territorial em que devem ser praticado o ato processual. 155. aquela questão de direito material que. o objeto e a atividade provocada. como pôr exemplo a sede do juízo. se decompõe em três aspectos: do lugar. 176 ). preexistente à contestação. 303 fale apenas em direito superveniente. de fato impeditivo. Assim sendo. como pôr exemplo a argüição da prescrição ( ver Código Civil art. capaz de constituir. pôr expressa autorização legal podem ser formuladas em qualquer tempo e juízo ( CPC art. no art. primeiro no inciso I do art. 303 com o já referido art. Finalmente. 156 e 157 Tempo É o momento temporal da realização de um ato no processo e do qual decorrem o princípio da eventualidade e a teoria dos prazos ( CPC art. que não propriamente os atos processuais. Fatos processuais a). a morte dos procuradores..Acontecimentos independentes da vontade das pessoas que atuam no processo. ou porque movimenta ou modifica ou desfaça a relação processual. Atos das partes: CPC art. ao juiz e aos serventuários.303. 462. Uma ex característica é a incompetência absoluta que mesmo não argüida poderá ser declarada de ofício pelo juiz em qualquer momento. 303 e mais adiante.O que a regra desse dispositivo legal procura alcançar é a fixação dos pontos controvertidos pela proibição imposta às partes de deduzirem novas alegações após a contestação. Fato jurídico É qualquer fato que seja tomado em consideração pelo direito objetivo.172 e seguintes ). modificar ou extinguir direito. quer pela aplicação combinada do inciso II do art. ou porque constituem. 303. b). quando o fato processual contém intervenção da vontade humana. III ). autoriza a parte deduzir novas alegações. Classificação dos atos processuais O CPC adotou o critério subjetivo dividindo esses atos em relação às partes. Se esse efeito é de natureza processual. a comarca. II. ou simplesmente fato processual. Em dois momentos o CPC acolheu a aplicabilidade do direito e do fato superveniente. ato processual é qualquer ato que tenha importância. 462. surge a modificação de fato ou de direito. já contestada esta. quer pôr se considerar implícita a autorização no aludido inciso. sem que nesta tenha sido argüido pelo réu.158 a 161 Atos do juiz: CPC art. É evidente que se no curso da demanda. ou porque conserve. Embora o inciso I do art. temos então o ato processual. modificativo ou extintivo do direito do autor. 462 ) Se se tratar. Segundo Pontes de Miranda. entretanto. ainda que vencedor.. ( ver CPC art. a ocorrência de fato novo. do tempo e da forma. sujeitar-se-á este às conseqüências de correntes da aplicação do art. possam as partes trazer aos autos novas alegações. Três são os elementos do ato processual: os sujeitos. pôr sua vez. Forma é o modo como se expressa determinada manifestação da vontade. 162 ). sendo que esta última. é sempre conveniente lembrar que a revelia somente incide sobre a matéria de fato.

A omissão do autor poderá provocar a perempção. com ou sem julgamento do mérito. É conveniente lembrar que a decisão interlocutória é impugnada pelo agravo de instrumento ou retido. Os atos dispositivos podem ser conclusivos ou ainda atos de desenvolvimento do processo. sendo portanto. A suspensão do processo a pedido das partes. Sentença de mérito ou definitiva é aquela que extingue o processo com julgamento do mérito. Decisão interlocutória é o ato decisório não extintivo do processo. significando a falta de comparecimento de qualquer dos litigantes. no curso do processo. Sentença é o ato decisório extintivo do processo. Em verdade. Despachos.OBS. Segundo dispõe o art 162. Ato processual postulativo é aquele com que a parte procura obter do juiz um pronunciamento relativo ao mérito da causa. enquanto a do réu é a revelia.: Os atos dos auxiliares do juízo ainda não foram devidamente sistematizados. A conseqüência mais genérica da omissão processual é a preclusão. seja a de mérito é impugnada pela apelação. Os atos das partes Os atos das partes podem ser: postulatório. Atos do juiz: sentença. § 4° do CPC. § 2° ). Quando o ato postulatório se refere ao mérito. que recebe a denominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais. Atos dispositivos das partes ou atos de causação. são atos dispositivos ou negócios jurídico processuais que se inserem entre os atos processuais de desenvolvimento do processo. Via de regra à omissão do autor dar-se simplesmente o nome de contumácia. devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário”. Da inércia processual É a inatividade processual. É desse fato processual que provém a revelia. 162 ). a contumácia é um simples fato processual. ou de ambos em juízo para fazerem valer as suas pretensões. resolve questão incidente (CPC art. conforme acontece pôr exemplo com a revelia. Situação peculiar de omissão processual é a que se consubstancia na contumácia. Assim sendo. a abreviação ou a prorrogação de prazos. Sentença meramente terminativa é a que extingue o processo sem julgamento do mérito. são os negócios jurídicos processuais. enquanto a do réu vai provocar os efeitos da revelia. independem de despachos. A renúncia. 102 . esses despachos são irrecorríveis ( ver CPC art. 504 ). instrutórios e reais. Os atos decisórios do juiz são as sentenças e as decisões interlocutórias. ou então. O ato dispositivo pode ainda consistir em um não fácere ( omissão ). Nessa categoria de atos processuais estão compreendidas as declarações de vontade digiridas à produção de efeito jurídico determinado. seja a meramente terminativa. que corresponde à intenção da vontade do agente. eles podem ser as alegações e os atos probatórios. decisões interlocutórias e despachos ( CPC art. É o não fácere quando o momento processual determina o fácere. Atos instrutórios são aqueles que se destinam a convencer ao juiz da verdade da afirmação de um fato. ou despachos de meio expediente ou ainda despachos ordinatórios são atos do juiz destituídos de qualquer conteúdo decisório e que apenas buscam impulsionar o processo ( CPC art. A sentença. Atos reais ou materiais são aqueles que não se caracterizam pôr qualquer tipo de verbalidade e realmente expressam a prática de um ato: o oferecimento de documento das custas e honorários de advogado. a sentença é o ato através do qual o juiz extingue o processo. Decisão interlocutória é o ato pelo qual o juiz.162.162. receberá o nome de pedido e é conhecido como requerimento quando alusivo ao procedimento. Pôr serem destituídos de qualquer conteúdo decisório. Merece ainda lembrar. negócios processuais conclusivos. a renúncia de prazos. com a juntada e a vista obrigatória. a transação e a desistência fazem cessar o processo. de mero conteúdo processual. § 3°). “os atos meramente ordinatórios. dispositivos.

Nulidades processuais Disciplina legal: CPC art. 243 a 250 Nulidade é situação processual que contém vicio que torna o ato inválido ou, em sentido amplo ineficaz. Em regra, somente são nulos os atos quando a nulidade é expressamente cominada em lei e não houver possibilidade de ser alcançada a finalidade pretendida. Sempre que puder ser suprível a nulidade e, sobre tudo, a irregularidade, o juiz deverá fazê-lo, dando oportunidade às partes de regularizar a situação ( ver CPC art.244 e 249 § 1° e 2° ). Com efeito, no ato processual a forma não é “ad solenitatem”, sendo apenas “ad probationem”. A forma é meramente instrumental, apenas existindo para facilitar a prova da realização do ato. Daí, a seguinte regra: o ato processual realizado de forma inadequada, se apesar dessa inadequação formal alcançar a sua finalidade sem causar prejuízo a qualquer das partes, SERÁ VÁLIDO. Essa regra foi construída com a aplicação dos seguintes princípios: a)- princípio da instrumentalidade do ato processual; b)- princípio da finalidade; c)- princípio da ausência de prejuízo; d)- princípio da economia processual. A regra geral só não funciona se a lei impor uma determinada forma, sob pena de nulidade ( ver CPC art.244 ), conforme acontece com a citação e a intimação que serão nulas quando feitas sem a observância das prescrições e das formalidades legais ( ver CPC art. 247 ). A nulidade é o vício mais grave e classifica-se em absolutas e relativas; aquelas invalidam o ato integralmente, podendo refletir-se em todo processo, enquanto as segundas podem ser normalizadas, convalescendo o vício. A nulidade deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos sob pena de preclusão ( ver CPC art.245, com as ressalvas do parágrafo único). Se a inércia for impetrada ao réu, fica sujeito às sanções da parte final do parágrafo terceiro do art. 267 ( penalidades de retardamento ). Nos procedimentos de jurisdição voluntária existe a nulidade que aparece expressamente prevista no art. 1.105. Cabe não esquecer, que a nulidade apenas atinge os atos subseqüentes a sua ocorrência. Não deve ser declarada para ser repetido o ato ou suprida a falta, quando o mérito puder ser decidido a favor da parte a quem aproveite a declaração, pois em caso contrário, o prejuízo seria maior do que o próprio vício ( ver CPC aart.249, § 2° ). O critério Galeno Lacerda Em três categorias se agrupam os vícios processuais. O mais grave de todos é a inexistência do ato, o menos grave a simples irregularidade. Em posição intermediária se situa a nulidade que comporta a seguinte distinção: a nulidade absoluta ( mais grave ), a anulabilidade ( menos grave ) e entre elas se situa a nulidade relativa. Inexistência do ato Significa o não ato, isto é, aquele que pode existir no mundo dos fatos, mas não existe no mundo jurídico. Ex.: O processo fingido perante um não juiz como os juris simulados realizados pôr estudantes de direito, ou então a sentença proferida pôr oficial de justiça, ou ainda a sentença sem assinatura do juiz. OBS.: O ato inexistente não produz efeito em tempo algum. No que diz respeito à sentença sem assinatura do juiz há uma controvérsia ( ato nulo ou ato inexistente? ), mas a opinião majoritária manifesta-se pela inexistência. As nulidades: Para o professor Galeno Lacerda, o que caracteriza o sistema de nulidades processuais é que elas se distinguem em razão da natureza da norma violada.

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02/12/98 Se nela prevalecem fins ditados pelo interesse público, a violação provoca a nulidade absoluta, insanável do ato. Sempre que a norma tutelar em interesse público, sobre o qual as partes não tem o poder de disposição, a infringência acarretará a nulidade absoluta. É o que acontece pôr exemplo com as regras sobre competência funcional, ditadas no exclusivo interesse do estado, cujo desrespeito redunda em nulidade absoluta. Neste caso, a nulidade poderá ser declarada de ofício pelo juiz, ainda que as partes estejam de acordo em que o ato prevaleça e seja mantido. Nulidade relativa e anulabilidade Quando a norma desrespeitada, tutelar, de preferência ou interesse da parte, o vício do ato é sanável. Surgem aqui as figuras da nulidade relativa e da anulabilidade. O critério para distinguí-las, ainda incide na natureza da norma. Se ela for cogente, a violação produzirá nulidade relativa, desde que essa norma apesar de cogente tenha pôr finalidade proteger interesses subjetivos de ordem privada e em segundo lugar o interesse público, como acontece pôr exemplo, com a ilegitimidade processual, provocada pela falta de representação ou pela incapacidade processual ( ver CPC art.13 ). Enquanto a nulidade absoluta contém vício insanável, a nulidade relativa contém vício que pode ser sanado e daí no caso de nulidade absoluta o juiz vai declará-la de ofício independentemente de requerimento de qualquer das partes, enquanto na nulidade relativa ele intima a parte concedendo-lhe prazo para corrigir o defeito, sob pena de nulidade. A anulabilidade é resultante da violação de norma dispositiva ou permissiva, quer dizer, aquela que busca proteger exclusivamente interesses de ordem privada. Pôr esse motivo, como o ato permanece na esfera de disposição da parte, a sua anulação só poderá ocorrer mediante requerimento do interessado, vedada ao juiz qualquer determinação de ofício. Irregularidades: são vícios mínimos que não repercutem no processo nem no interesse das partes. Ex.: ver CPC art.167 e 463,I. As nulidades no CPC Art.243 – Tem pôr finalidade punir o dolo processual, impedindo que o causador do vício venha declinálo, afim de ser outorgada posição de vantagem, decorrente da decretação da nulidade de seu próprio ato. O vocábulo nulidade empregado pelo legislador compreende apenas as anulabilidades e as irregularidades. Em qualquer dos casos a sanção aplicável ao causador dessa nulidade deverá ser a que incide sobre o litigante de má fé. Art.244 – Neste dispositivo legal o legislador consagra o princípio da finalidade e o princípio da instrumentalidade da forma do ato processual. Essas regras do art.244 não incidem sobre os casos de inexistência e nem sobre os de nulidade absoluta, valendo apenas para a nulidade relativa, anulabilidade e irregularidade. Art.245 – Diz respeito aos defeitos que têm de ser argüidos pela parte na primeira oportunidade que fala nos autos, sob pena de preclusão. Abrange apenas as anulabilidades e as irregularidades. O dispositivo conforme mostra o próprio parágrafo único não é aplicável às nulidades absolutas, às nulidades relativas e nem tão pouco aos casos de inexistência. Art.246 – Essa regra de nulidade só vai prevalecer se o procurador do Ministério Público que atua no segundo grau de jurisdição a reiterar, mas se ele entender que a sua atuação vai suprir a omissão ocorrida no primeiro grau de jurisdição, não prevalecerá a nulidade. Art.247 – Ver as hipóteses de comportamento do réu diante da citação nula. Art.248 – Reitera a regra da teoria geral do direito, de não se sacrificar uma ou mais partes do ato jurídico em virtude de vício que apenas macula a outra parte. Art.249 – Compete ao juiz fixar os limites da incidência da nulidade. Trata-se evidentemente de uma conseqüência da disposição contida no artigo anterior.

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Modos de sanar as nulidades Ratificação, retificação e repetição. A parte pôr exemplo ratifica atos anteriormente praticados ( ver CPC art.37, § único ). Retificam-se os atos parcialmente viciados, quando a correção recáia apenas sobre a parte contagiada, tal como prevê o artigo anterior, pois não há necessidade de anulá-los no todo, bastando adaptá-los. Repetem-se os atos cuja a prática não lhes haja proporcionado o necessário efeito, devendo ser novamente realizados a fim de então atingirem a sua finalidade. Art.249, § 1° - Expressa ao mesmo tempo, duas restrições. Em primeiro lugar, limita a decretação da nulidade aos casos em que tenha ocorrido prejuízo à parte. Em segundo lugar contém a restrição que protege os casos de nulidade absoluta, que o juiz não pode deixar de decretar, já que nestes casos o bem jurídico lesado não é o da parte, mas o interesse público. Art.249, § 2° - Se aplica a qualquer modalidade de nulidade, menos a absoluta, porque esta é insanável. Art.250 – Também aqui se retrata a incidência da regra de se aproveitar o que for útil e desprezar o que for inútil, mas se deve observar que o princípio da conversão se aplica unicamente à impropriedade da forma do processo, não se referindo portanto à ação, mesmo porque forma do processo equivale à procedimento. Os prazos É o espaço de tempo no qual pode ou deve ser praticado certo ato processual. Toma o nome de dilação quando for comum a todas as partes. Assim, o prazo para interpor recurso, que corre ao mesmo tempo para autor e réu se parcialmente vencedor, pode ser chamado de dilatório. O momento inicial de um prazo chama-se termo inicial ( dies a quo ) e o momento final, termo final ( dies ad quem ). No procedimento, são ambos denominados termos processuais. Daí se falar que prazo é o intervalo entre dois termos. Quando a lei não estipula o contrário, os prazos são contados a partir da intimação, tanto para as partes, como também para a Fazenda Pública e o Ministério Público, o prazo será contado obedecendo ao estipulado no art. 188 do CPC, devendo ainda ser lembrado que o Ministério Público tem direito a intimação pessoal. A contagem do prazo obedecerá ao mencionado na lei, podendo ser medido pôr minutos (CPC art.454), pôr horas ( CPC art. 190 ) ou ainda pôr dias ( CPC art.297 ), meses ( CPC art. 1165 ) e anos ( CPC art.495, 778 e 779 ). Os prazos contados pôr meses e anos obedecem ao estipulado no art. 1° da Lei 810 de 06/09/49; ou seja, sendo por mês é contado do dia do início ao dia correspondente ao mês seguinte e sendo pôr ano do início ao dia e mês correspondente do ano seguinte. Nos prazos é excluído o dia do começo e incluído o do vencimento. O aart.241 e seus incisos do CPC dizem respeito aos prazos quanto à citação. As espécies de prazos Prazo comum ou dilatório – É o prazo que corre ao mesmo tempo para todas as partes. Prazo contínuo – É aquele que corre ininterruptamente desde o termo inicial ou até o termo final, computando-se nele domingos e feriados. Assim, em regra, não se defere em relação a ele qualquer restituição do prazo, seja suspensão ou interrupção. A exceção é feita para os casos estipulados em lei ( ver CPC art.178 e 179 ). Prazos determinados – É o estabelecido para duração ou execução de qualquer ato em que os termos inicial e final são previamente fixados. Os prazos para contestar e para recorrer. OBS.: Os prazos determinados admitem, entretanto, em algumas hipóteses, prorrogação ( ver CPC art.182, Caput ). Prazo impróprio – É aquele imposto ao juiz e seus auxiliares para a prática de determinados atos no processo. Se descumprido seu efeito será meramente de ordem disciplinar ( ver CPC art.149 e 198 ). Entretanto, em alguns casos, o não cumprimento do prazo pode trazer efeitos processuais, como por

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será necessário que ele possa conhecer de uma causa em razão da matéria das pessoas. Os prazos peremptórios são preclusivos. seja qual for o procedimento ( ordinário. as quais se reportam a outras normas da Constituição Federal e da Organização Judiciária dos Estados. a competência é pressuposto processual ( de validade ) concretamente considerada. a designação de outro juiz para decidir a causa quando verificada a responsabilidade anterior no tocante a não observância dos prazos legais ( ver CPC art. § 1° e 2° ).427. 203). a parte perde o direito de praticar o ato ( CPC art. A jurisdição é o poder de dizer o direito para solucionar um conflito de interesses. A competência diz respeito a processo de qualquer natureza ( de conhecimento.: Determinação do prazo para a citação pôr edital ( CPC art. para prática de ato ou diligência e cuja inobservância acarreta a não validade jurídica do ato. a competência o é para um caso concreto. 232. Esta expressão está se referindo à normalização das atividades de cada juiz quer dizer. mas nem todo juiz tem competência. Em conseqüência. se o prazo se extinguiu pôr ocorrência de justa causa. Como pressuposto processual de validade.COMPETÊNCIA Conceito clássico – a competência é o limite ou a medida da jurisdição OBS. ao campo da competência. fixação do prazo para entrega do laudo pelo perito (CPC art. o juiz competente é juiz sempre com jurisdição. Também alguns a define como sendo a delimitação da jurisdição. enquanto a jurisdição é pressuposto processual de existência. 86 do CPC Os órgãos jurisdicionais aí referidos são os previstos na Constituição Federal. mas sem competência. enquanto a jurisdição é pressuposto processual ( de existência ) abstratamente considerada. sumário. Ex. Merece ressaltar que o referido dispositivo legal admite o juizo arbitral na categoria de substitutivo jurisdicional. § único e 183. Prazo judicial – É o prazo fixado pelo juiz para execução de um ato processual ou para realização de uma diligência. fixação do prazo para o cumprimento das cartas ( CPC art. do valor e. Caput ). de acordo com uma concepção abstrata. Para que um juiz seja competente. o juiz pode permitir que seja o ato praticado ( ver CPC art. cuja a regulamentação vai do art. dentro do seu território. O art 87 Princípio da perpetuatio jurisdicionis 106 . II ). O art. 198 ). Entretanto. Jurisdição e Competência A jurisdição é genérica e a competência é específica. O art. normalmente. Assim sendo. na Lei Orgânica da Magistratura Nacional ( lei complementar n° 35/79). IV). 8 . 182. isto é.exemplo. A competência é a possibilidade de exercer a jurisdição em um caso concreto. especial ou sumaríssimo do juizado especial cível).86 ao 124 do CPC. enquanto o juiz incompetente é juiz também com jurisdição. Tanto o prazo judicial como o legal podem ser peremptórios. Modernamente ela é conceituada como sendo um critério racional que busca estabelecer regras para facilitar ou possibilitar o exercício da jurisdição. Prazo peremptório – É o fixado sem possível alteração.182. de execução ou cautelar).: Conceito clássico encontra-se inteiramente superado. segundo a atribuição conferida em lei ao órgão judiciário. nas leis de organização judiciária dos estados e também nas constituições estaduais. 1° do CPC “as disposições que este código estabelece”.

87 ). 107 . 263.É admissível Reconvenção no processo cautelar? Justificar a resposta. vaale dizer.315 ). a mudança de residência da mulher na ação de separação litigiosa.É admissível Reconvenção no procedimento comum sumário ? A norma do parágrafo primeiro do art. Entretanto. significando dizer que neste procedimento não se admite nem Reconvenção e nem a Ação Declaratória Incidental. Assim sendo. A determinação da competência é inicial e uma vez determinada ela não mais se altera. Momento da propositura da ação: ver CPC art. a atuação do Curador Especial com apoio no art. Exemplo: Ação proposta no foro do domicílio do réu perante a justiça estadual poderá passar para justiça federal. não mais existirá atuação sua. art. sendo irrelevante as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente. 3). do CPC é atuação de exceptio. casos em que a nova lei prevalecerá. Pôr essa razão se entende que o Curador Especial tem o dever de contestar. Não se admite a Reconvenção nas cautelares. porque desaparecendo o órgão judiciário. a morte do réu. sucedido pôr pessoas domiciliadas em outra comarca. o Curador Especial terá legitimácio para deduzí-la. porque no processo cautelar não existe lide (mérito). A primeira ressalva decorre de uma impossibilidade de fato. Daí autorizar o Curador Especial contestar pôr negação geral ( ver parágrafo único.O Curador Especial tem legitimácio para Reconvenção? Justificar a resposta. Nessas hipóteses entendeu o legislador que pôr se tratar de citação ficta ou presumida. 9°. quando pôr exemplo. necessário se faz assegurar o contraditório. a ação dúplice que aparece inserida na contestação ( ver CPC art. No Juizado Especial Cível não se admite Reconvenção. Ao réu revel citado pôr hora certa ou pôr edital o juiz nomeará Curador Especial (ver CPC art. 302. admitindo-se apenas o pedido contraposto ( ação dúplice ). Ora. As outras duas ressalvas fundam-se na importância excepcional que o código empresta à competência fixada pôr esses critérios e que o leva considerar esses casos como de competência absoluta. 9°. 2). para opinião minoritária sempre que a Reconvenção for conexa com o fundamento da defesa ( CPC art. 4). se a União intervier no feito. Modificações no estado de direito podem acontecer. II. 5). 278 do CPC é bem clara ao admitir a ação dúplice no procedimento comum sumário. levando-se em conta que a Reconvenção é uma actio e não uma exceptio excluída fica a legitimácio da Curadoria Especial ( opinião majoritária ).922 ).“Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta”. o território do imóvel em litígio vier a fazer parte de outra comarca. II ).É admissível Reconvenção no procedimento sumaríssimo do Juizado Especial Cível ?. em conseqüência de lei nova. que fora determinante da fixação da competência. Exercício da aula do dia 24/11/98 1).É admissível Reconvenção nas Ações Possessórias? A Ação Possessória não admite a Reconvenção. tudo de conformidade com a norma do artigo 31 da Lei 9099/95. 03/12/98 Modificações do estado de fato irrelevante A mudança do domicílio do réu. CPC ). salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia ( ver CPC art. Ressalva o artigo 87 as modificações legais que suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. com domicílio diverso. atuação de defesa. a incorporação da sociedade ré pôr outra. mas apenas a contra ação possessória. quer dizer.

: O sistema do nosso CPC sob a influência do CPC Português expressa um capítulo para competência internacional e outro para a competência interna. Outra conseqüência implícita da norma do art. significando dizer que as causas aí enquadradas somente poderão tramitar perante à justiça brasileira. Assim. É de se destacar que essa hipótese poderá ocorrer nos casos de competência concorrente. que idealizou os seguintes sistemas de delimitação da jurisdição: 1° . porque outros países podem não reconhecer a validade da sentença em seus territórios e para equacionar essa questão existe o Direito Processual Civil Internacional.: Ação proposta pôr um cidadão inglês contra um polonês. e o fazem diretamente. onde será feito o pagamento do aluguel. O exame dessa ação mostra que ela não se enquadra nem nas causas elencadas no art.O estado pode fazer a determinação direta da extensão da sua jurisdição. Art. apesar de se falar em competência internacional. implicitamente todas as outras como faz o CPC Italiano em seu artigo 4°. em havendo litispendência. Somente após concluir que ela está enquadrada naquele capítulo e. quer perante à justiça brasileira. 88 a 90 ) A jurisdição do ponto de vista interno não tem limites. leva à não homologação do julgado estrangeiro. 2° . significando dizer que as causas aí elencadas poderão tramitar quer perante à justiça estrangeira. Art. Com as normas dos artigos 88 a 90. OBS. se a causa não for de competência de nenhum juiz. para verificar se a causa deve ser processada e julgada no seu juízo. significa que ela está excluída da jurisdição do país ( Alemanha e Aústria ). pertence à jurisdição brasileira é que ele passará ao exame das regras do capítulo sobre competência interna. Pôr esse sistema. 89 do mesmo diploma legal. como pôr exemplo. dispondo expressamente quais as causas a ele sujeitas excluindo pois. O poder de tornar efetivo o que foi decidido sofre limitações extrínsecas. portanto.89 do CPC – competência exclusiva. o que determina é se a causa será da competência da justiça brasileira.Competência Internacional ( CPC art. a Constituição Federal.Omite norma expressa a respeito. relativamente a um contrato de locação feito na França de um imóvel situado na Itália. O primeiro contém os artigos 88 a 90 e o segundo os artigos 91 a 124. Se a causa não estiver entre aquelas alí mencionadas ele não poderá conhecê-la. Art. 108 . ou remetendo as normas constantes de outras fontes. Os critérios de determinação da competência. 90 é que a preferência reconhecida pelo nosso legislador à sentença brasileira. o juiz na sua função de examinar a questão da competência deve em primeiro lugar. quando houver ação idêntica. o critério funcional e o critério territorial.90 do CPC – mostra uma clara preferência pela competência brasileira ao determinar que “a ação intentada perante tribunal estrangeiro não induz litispendência ( repetição de ação em curso. pelo sistema atual. São eles: o critério objetivo. proposta no Brasil antes de passar em julgado a sentença estrangeira. o que significa dizer que essa ação está fora da competência da jurisdição brasileira. a Segunda ação será extinta sem julgamento do mérito).88 do CPC – competência concorrente. Ex. a Lei Orgânica da Magistratura Nacional e as leis de organização judiciária dos estados. Da competência interna Os artigos 91 a 124 do CPC regulam a competência interna. que.88 do CPC e nem naquelas alinhadas no art. recorrer às normas do capítulo sobre a competência internacional.

convertendo-se portanto. Competência racioni materia ( competência absoluta). 113 do CPC “declarada a incompetência absoluta. somente os atos decisórios serão nulos”. declinando da competência e remetendo aos autos ao juiz competente. em qualquer tempo e grau de jurisdição. 109 . a sentença proferida pôr juiz absolutamente incompetente é nula. eis que quando se fala em exceção de incompetência só pode ser de incompetência relativa ( CPC art. porque conforme já se disse não existe forma solene ou especial para se argüir a incompetência absoluta. O critério funcional: artigo 33. é sentença anulável. mas a partir daí passa a ser rescindível.: A conexão e a continência não são critérios de determinação da competência. Via de regra deverá ser ela argüida na primeira oportunidade em que o réu se manifesta nos autos. Assim.485. ou da qualidade das pessoas. 113 ).O critério objetivo é extraído da natureza da causa ( em razão da matéria ) ou de seu valor. OBS. Merece observar que não existe forma solene ou especial para se argüir a incompetência absoluta. A competência absoluta O juiz absolutamente incompetente será sempre absolutamente incompetente. mas se não argüi-la nesta oportunidade não haverá preclusão. II ). O critério funcional é extraído na natureza especial e das exigências especiais das funções que o juiz é chamado a exercer num processo. O critério territorial: artigos 94 a 101. prorrogável ou deslocável. Acontece porém. 102. O prazo para excepcionar é o da resposta. a sentença de mérito transitada em julgado e proferida pôr juiz absolutamente incompetente é sentença rescindível e. A competência relativa Conforme já se disse. mas pôr não tê-la argüida na oportunidade adequada o réu responderá pelas penalidades de retardamento.113 parágrafo 2° do CPC e do art. Assim sendo. Os critérios de determinação da competência no CPC O critério objetivo: artigos 91 e 92. improrrogável ou indeslocável. . art. isto porque a competência absoluta é imodificável. Em verdade. que segundo o artigo 485. A argüição da incompetência relativa somente poderá ser deduzida pôr meio de exceção ( CPC art. em sentença anulável. Assim temos: .301. a incompetência absoluta deve ser declarada de ofício e pode ser alegada. . Regra de conciliação: A sentença de mérito proferida pôr juiz absolutamente incompetente é nula até o seu trânsito em julgado. Nestas condições é necessário se conciliar a norma do art. mas sim causas de deslocamento e que estão reguladas nos artigos 102 a 111 do CPC. independentemente de exceção ( ver CPC art. Competência racioni valoris ( pelo CPC. a competência relativa é desenhada pela competência determinada em razão do valor ou em razão do território. 112 ). O critério territorial relaciona-se com a circunstância territorial designada à atividade de cada órgão jurisdicional: a competência racioni loci é relativa. isto é na preliminar da contestação ( CPC art. tecnicamente não existe exceção de incompetência absoluta. Competência racioni persone ( competência absoluta). A competência relativa é modificável. 112 ). Somente o réu tem legitimidade para argüir a incompetência relativa pôr meio da exceção. a competência em razão do valor é relativa ). em sendo rescindível. II do CPC. Pôr conseguinte. A competência funcional é competência absoluta. Conforme dispõe o § 2° do art. segundo anuncia o aludido dispositivo legal. porque é imperativo de ordem pública que o juiz absolutamente incompetente se afaste da causa. II do mesmo diploma legal. quando se fala em exceção de incompetência só pode ser da incompetência relativa. dentro do sistema adotado pelo CPC.

307 a 311 O art. Assim. Conforme já se disse.: O aludido processo de insolvência abrange a insolvência civil ( CPC art. ocorrendo a prorrogação através da qual o juiz inicialmente relativamente incompetente passa a ser competente. a incompetência relativa só pode ser argüida através da exceção (CPC art. se o réu ao contestar argüir em preliminar a incompetência relativa. anulação de casamento. 748 a 783 ). será como se ele não a tivesse argüido. Como exemplo de ações de estado e capacidade das pessoas indicam-se: separação judicial.De conseguinte. Os casos referidos neste dispositivo legal são dois: o processo de insolvência e as ações concernentes ao estado e à capacidade da pessoa.92 do CPC Regencia a competência exclusiva de juiz de direito. 114 Procedimento da exceção de incompetência: ver CPC art. Prorrogação da competência: ver CPC art. se o réu contestar e não excepcionar haverá o fenômeno da prorrogação da competência através do qual o juiz que era inicialmente relativamente incompetente passa a ser competente. as ações de filiação.112 ). etc. OBS. bem como o processo de falência ( decreto lei n° 7661 de 21/06/45. divórcio. 110 .

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