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USO DE AGROTÓXICOS

(=Controle Químico =Combate Químico =Método Químico)

Consiste no uso de formulações químicas capazes de matarem os insetos (Inseticidas)


ou de alterarem o comportamento dos mesmos (Semioquímicos). Tais formulações
disponibilizadas no comércio onde são chamadas de Pesticidas (que mata as pestes),
Praguicidas (que mata as pragas), Defensivos (=que defende as culturas) ou Agrotóxicos
(=tóxicos usados nos agro-ecossistemas).
De acordo com a Lei 7802 de 11/07/1989 e com o Decreto 4074 de 04/01/2002,
agrotóxicos são “... produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados
ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas,
nas pastagens, na proteção de florestas nativas, de culturas florestais, de outros
ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a
composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos
considerados nocivos, bem como as substâncias e produtos empregados como desfolhantes,
dessecantes,estimuladores e inibidores de crescimento.” No sentido desta lei, todas as fórmulas
comerciais e caseiras destinadas ao manejo integrado de insetos (inseticidas & semioquímicos),
nematóides (nematicidas), bactérias (bactericidas), ratos (raticidas), ervas daninhas (herbicidas)
e outros organismos da flora e da fauna, são consideradas como agrotóxicos.
A decisão em adotar o uso de agrotóxicos no manejo integrado de pragas apresenta as
seguintes vantagens:
a)-Já existem formulações comerciais prontas para resolver a maioria dos problemas comuns de
ocorrências de pragas.
b-Rapidez na operação de um combate de pragas, porque os agrotóxicos são de fácil aquisição
no comércio e de fácil preparação e uso.
c-Eficiência imediata porque é possível adquirir agrotóxicos que apresentam grande efeito de
choque, ou de morte imediata, sobre os insetos. Isso encoraja o seu uso nos casos de surtos de
pragas em que não se pode esperar pelo lento efeito de técnicas alternativas.
e-Custo inicial baixo porque não exige investimentos prévios uma vez que o agrotóxico
comercial já foi, cientificamente, testado em condições semelhantes àquelas para as quais é
recomendado.
d-Compatibilidade com os tratos silviculturais porque a operação com os agrotóxicos é rápida e
não impede o desenvolvimento de outras atividades na cultura florestal tratada.
Apesar das vantagens, todo agrotóxico apresenta inconvenientes de uso quando
avaliado sobre o ponto de vista da necessidade de ser ideal. Assim, entre as várias
inconveniências, pode-se citar:
a-Não é específico porque não se consegue produzir agrotóxicos que afetem apenas uma
espécie de inseto. Embora existam agrotóxicos seletivos para certos grupos de insetos,
dependendo do tipo do princípio ativo, formulação e modo de uso, sempre se corre o risco de
esvaziar certos nichos ecológicos ocupáveis por outras espécies que se transformam em novas
pragas.
b-Custo alto a longo prazo porque o uso intensivo de agrotóxicos pressiona seletivamente a
população dos insetos e favorece a multiplicação de raças cada vez mais resistentes à
formulação química usada. Isto resulta na exigência de quantidades, cada vez maiores, de
agrotóxicos, e portanto de recursos financeiros, a fim de se obter o mesmo benefício.
c-Deixa resíduos porque a quase totalidade dos agrotóxicos são substâncias sintéticas,
estranhas à natureza, e seu uso persistente quase sempre resulta em transtornos ecológicos
que vão dos efeitos sobre insetos benéficos até a contaminação de organismo humano. O preço
dos danos causados no ambiente e ao homem em decorrência do uso indiscriminado de
agrotóxicos por alguns agricultores e silvicultores tem sido pago por toda a sociedade na forma
de gastos públicos com descontaminações de ambientes, salário de insalubridade, tratamento
de doenças e redução na qualidade da vida humana.

2.10.1- AGROTÓXICOS INSETICIDAS


Os inseticidas são constituídos por substâncias capazes de matarem os insetos. A
maneira mais rápida e menos onerosa para combater uma praga florestal sempre foi o uso de
um bom inseticida. Para ser considerado como um inseticida ideal, a formulação química precisa
ser bastante tóxica para a praga a que se destina e completamente inócua para os demais
insetos e outros organismos do ambiente, incluindo o homem. Portanto, os inseticidas devem
ser, única e exclusivamente, utilizados para eliminar os insetos-praga. Embora alguns inseticidas
atuem apenas sobre algumas poucas espécies de insetos e não sobre outros animais e nem
sobre o ambiente, foi o uso incorreto e abusivo de inseticidas de largo espetro de ação que
suscitou o movimento mundial de luta contra os agrotóxicos, desencorajou o desenvolvimento de
novas moléculas e desacelerou o eufórico avanço tecnológico vivenciado por este setor.
Depois que se descobriu a ação inseticida de certas substâncias químicas, como a do
DDT em 1939, a indústria desenvolveu inúmeras formulações para o combate aos insetos. Tanto
os princípios ativos quanto as suas formulações têm sido muito efêmeros no comércio, portanto
rapidamente substituídos por novos compostos e novas formulações. Isto posto, fica claro que o
Engenheiro Florestal necessita atualizar-se permanentemente para não correr o risco de receitar
formulações que não estão mais disponíveis no comércio.
Os nomes das marcas comerciais mudam constantemente e ao mesmo tempo em que
alguns ingredientes ativos vão surgindo, formulados e sendo vendidos legalmente, outros são
proibidos e retirados do mercado. Por causa desta permanente mudança no conjunto destas
ferramentas de manejo integrado de pragas, aqui serão mencionados os nomes dos
ingredientes ativos mais conhecidos e de acordo com a sua origem, independentemente de
autorização para uso comercial, como a seguir.

a)-INORGÂNICO: Fosfina, Ácido bórico, Arsênio.

b)-ORGÂNICO NATURAL:
Vegetal: Os extratos botânicos com atividade inseticida, geralmente utilizados,
são os óleos essenciais e extratos feitos em solventes orgânicos. As plantas produzem
metabólitos secundários que agem como mecanismos de defesa natural contra insetos e outros
organismos daninhos a elas. Mais de 100.000 metabólitos secundários, de aproximadamente
200.000 espécies de plantas, já foram identificadas, incluindo alcalóides, terpenóides,
flavonóides, os quais podem ter propriedades inseticidas. Por exemplo, “Nicotina” é extraída da
planta de “Fumo” (Nicotiniana tabacum); Piretrina é extraída de plantas floríferas conhecidas
como “Crisântemo” (Chrysanthemum spp.) e Rotenona é extraída de cipós, da família
Leguminosae, conhecidos como “Timbó” (Lonchocarpus spp.).
Animal: É o caso da gordura usada para matar carunchos e evitar a sua
proliferação em sementes armazenadas, ou de sabões feitos à base desta gordura animal.
Microbiano: É o caso do Bacillus thuringiensis e fungos que são formulados
comercialmente para matarem os insetos.
Fóssil: É o caso do querosene, do óleo mineral, do piche e de muitos outros
derivados do petróleo que têm ação letal sobre os insetos. Um outro exemplo é a “Terra de
diatomácea” que é um pó inerte resultante de algas unicelulares (diatomáceas) fossilizadas
durante os períodos Eoceno e Mioceno e seu principal modo de ação é pelo contato (abrasão),
removendo a camada cerosa da cutícula dos insetos, resultando em perda de água e
dessecação dos mesmos. Neste sentido, a sílica está sendo vendida comercialmente para ser
usada no manejo integrado dos insetos.

c)-ORGÂNICO SINTÉTICO:

Clorados: São ingredientes ativos que apresentam uma cadeia variável de


carbonos interligados por íons de cloro e hidrogênio, em sua estrutura molecular. As substâncias
DDT, BHC, aldrin, lindane, endossulfan, dodecacloro, endrin, canfeno clorado, pentaclorofenol,
metoxicloro, heptacloro são inseticidas sintéticos considerados como clorados:

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Fosforados: São ingredientes ativos derivados do ácido fosfórico, alguns dos
quais podem agir de maneira sistêmica nos vegetais. São exemplos: Diazinon, etion, fenitrotion,
fention, malation, paration, pirimifós, azinfós, acefato, dicrotofós, dimetoato, forato, vamidotiom,
monocrotofós, ometoato.
Carbamatos: Derivados do ácido carbâmico que possuem compostos
extremamente tóxicos como o carbofuram, ou pouco tóxicos como o carbaryl. Exemplos:
Carbaryl, metomil, propoxur, dimetilam, isolam, isoprocarbe, mobam, carbofuram, zectram,
metomil, aldicarbe, carbosulfam.
Clorofosforados: São inseticidas que contém átomos de cloro e de fósforo na
sua molécula. As formulações destes compostos agem por contato, ingestão, fumigação e
podem ser sistêmicas. São exemplos: Clorpirifós, triclorfom, carbofenotiom, diclorvós.
Piretróides: É um grupo de inseticidas sintéticos desenvolvidos com base no
conhecimento do inseticida vegetal conhecido como piretrina. Estes produtos apresentam
grande efeito de choque e apresentam toxicidade mediana para o homem e animais domésticos.
Exemplos: Deltametrina, cipermetrina, fenvarelato, permetrina.
Neonicotinóides: É um grupo de inseticidas sintéticos desenvolvidos com base
no conhecimento da nicotina que forma o principio ativo do fumo, ou tabaco. Estes produtos
apresentam grande utilidade no manejo de insetos sugadores de essências florestais, como os
pulgões em mudas no viveiro. O exemplo atualmente em uso no combate a cupins e sugadores
na área florestal é o do Imidaclorprid.
Outros grupos: Fenipirazol (Fipronil), Sulfonamida (Sulfluramida), etc.

2.10.2-AGROTÓXICOS SEMIOQUÍMICOS:

Os semioquímicos são constituídos por substâncias capazes de afetarem o comportamento


dos insetos. Os seres vivos produzem certas substâncias químicas, chamadas Semioquímicos,
que funcionam como mensageiras de informações biologicamente importantes. Entre células de
um organismo, por exemplo, a transmissão de mensagens é efetuada pelo RNA-mensageiro.
Substâncias que atuam como mensageiras entre tecidos e órgãos no corpo de um animal são
chamadas de Hormônios. As que atuam como mensageiras entre indivíduos da mesma espécie
são chamadas de Feromônios e as substâncias que atuam entre organismos de espécies
diferentes são os Aleloquímicos. Os aleloquímicos produzidos pelas árvores podem atrair
insetos e são chamados de Cairomônios; neste caso, agem desfavoravelmente contra as
árvores já que permitem aos insetos daninhos encontrá-las e utilizá-las. Já os aleloquímicos que
repelem os insetos são chamados de Alomônios e agem beneficiando as árvores que os
produzem porque afastam os insetos daninhos.
As possibilidades técnicas de manipulação de semioquímicos, visando o manejo integrado
de pragas florestais, estão em plena expansão devido aos grandes projetos de pesquisas que
estão sendo desenvolvidos nesta área do conhecimento.

a)-HORMÔNIOS

São substâncias produzidas por glândulas internas do inseto e lançadas diretamente na


sua hemolinfa para causar reações específicas em alguma parte do corpo do próprio animal. A
área de maior interesse científico tem sido a dos hormônios relacionados com o fenômeno da
ecdise, visando retardar ou acelerar a metamorfose dos insetos e, por conseqüência, o alcance
à fase adulta. Assim é possível alongar o ciclo de vida, retardar a ocorrência da reprodução e
desacelerar o aumento populacional da praga tratada. O hormônio conhecido como ecdisônio é
o mais estudado, entretanto os resultados têm sido direcionados para a produção de
substâncias químicas sintéticas análogas a este hormônio e que são capazes de alterar o
processo de deposição de quitina na nova cutícula do inseto, levando-o à morte.
O exemplo mais comum de hormônio sintético é o Diflubenzuron cuja aplicação contra
lagartas desfolhadoras e formigas cortadeiras em culturas florestais provocam rupturas do
tegumento e morte dos insetos jovens e tratados. O Diflubenzuron é considerado como produto

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de baixo impacto ambiental e seu uso comercial contra pragas florestais é uma realidade no
Brasil.

b)-FEROMÔNIOS

Quando a comunicação é intra-específica, os semioquímicos são chamados de


feromônios. Estes podem ser definidos como substâncias químicas empregadas na
comunicação olfativa entre indivíduos de uma mesma espécie. Nos insetos, os feromônios são
substâncias produzidas por certas glândulas para serem liberados no ambiente, onde têm a
finalidade específica de causar reações comportamentais em outros indivíduos da mesma
espécie.
Os feromônios foram caracterizados pela primeira vez na Alemanha, em 1956. Portanto,
é algo novo e com possibilidades crescentes de uso, dependendo do esforço em novas
pesquisas e adaptações tecnológicas. Ocorrências de feromônios já foram constatadas em
centenas de espécies de insetos de quase todas as ordens taxonômicas. Eles são produzidos
em pequenas quantidades, mas são extremamente potentes. No caso do bicho-da-seda, o
feromônio sexual da fêmea pode agir sobre os machos mesmo à concentração de 10 -15
gramas/litro de ar. Os cientistas gastaram cerca de vinte anos para isolar, identificar e sintetizar
este primeiro feromônio de inseto o qual foi batizado com o nome de “Bombicol”.
Uma das grandes dificuldades em estudar os feromônios reside, justamente, no fato
deles serem produzidos em quantidades muito pequenas. Para produzir uma gota do feromônio
da mariposa-cigana (Lymanthria dispar), praga de florestas naturais em climas temperados,
foram necessários 500.000 abdomens de fêmeas virgens. Com esta quantidade de feromônio
natural foi possível identificar o componente ativo, sintetizá-lo e produzi-lo industrialmente; hoje
ele é comercializado com o nome de “Gyplure”. Existem, ainda, o “Frontalin” para o besouro
broqueador-de-casca de coníferas (Dendroctonus frontalis), o “Serricornin” para o besouro de
museus, bibliotecas e de frutificações florestais (Lasioderma serricorne) e outros feromônios
desenvolvidos para o combate exclusivo de pragas florestais, em vários países.
Os países que mais empregam feromônios são EUA, Egito, França, Israel e Alemanha,
mas em volume ainda pequeno, comparativamente com o emprego de inseticidas
convencionais. No Brasil, os estudos com feromônios intensificaram-se a partir de 1985 e, desde
então, as possibilidades de seu emprego vêm crescendo, principalmente para insetos de difícil
controle químico mas, somente no final de 1997, o registro de feromônio para uso na agricultura
tornou-se legalmente viável no Brasil.
Os feromônios mais importantes são os que desencadeiam mudanças comportamentais
imediatas nos insetos receptores como os feromônios sexuais, os de agregação, de dispersão,
de alarme, de trilhas e os de oviposição. A manipulação destas substâncias permite modificar o
comportamento dos insetos-alvo e, assim, tornar os feromônios uma ferramenta viável para o
manejo integrado de pragas. O feromônio sexual tem sido o semioquímico mais estudado e o
seu uso no manejo de pragas é uma realidade mundial. Ele é produzido por insetos de um sexo
visando atrair o outro para a cópula. Normalmente, são as fêmeas quem o produz e, na maioria
dos casos, os compostos são voláteis e liberados a partir de uma glândula localizada na
extremidade do abdome. No Brasil, o uso de feromônio sexual no setor florestal é uma
tecnologia que ainda não atingiu avanços significativos e, por causa disso, se resume aos casos
de pragas polífagas como Lasioderma serricorne e Migdolus fryanus, que atacam culturas e
produtos de interesse florestal, mas também agrícola. O feromônio sexual N-(2’S)-metilbutanoila
2-metilbutilamina, proveniente do besouro Migdolus fryanus (Coleoptera: Cerambycidae),
causador de prejuízos econômicos a mudas de eucalipto no Brasil, foi o primeiro caso no mundo
de um feromônio de ação a longa distância entre os cerambicídeos e sua identificação e uso
eficaz deste feromônio em monitoramento florestal se deu em 1993/1994.
Talvez o feromônio, conhecido comercialmente como “Rincoforol”, produzido a partir do
conhecimento biológico da broca-das-palmáceas (Rhynchophorus palmarum), seja o exemplo
mais diretamente ligado ao setor florestal brasileiro. Esta é uma praga vetora do nematóide
Bursaphelenchus cocophilus que causa a doença “Anel-vermelho” em culturas de palmáceas
(dendezeiro e de coqueiro-da-bahia), em que as armadilhas são distribuídas na base de 0,1 a 10

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por hectare, mantidas durante todo o dia no campo. Na coleta massal, a quantidade de
armadilhas aumenta para até quatro por hectare, renovando-as a cada um ou dois dias.
Os feromônios sexuais são utilizados no manejo de pragas florestais visando os
seguintes propósitos:

-Monitoramento:
O monitoramento de pragas, utilizando feromônios, fornece elementos para que se
decida qual medida de combate deve ser imediatamente aplicada. Para isso, utilizam-se
armadilhas apropriadas, contendo iscas com pequenas quantidades de feromônio, onde os
insetos são atraídos, capturados e contados. A contagem destes insetos permite construir
curvas de flutuação populacional utilizadas na tomada de decisão sobre a época mais adequada
para aplicar o combate. Isto permite racionalizar o custo de aplicação e reduzir as interferências
no ambiente. Como técnica de monitoramento, o feromônio serve para detectar a presença de
insetos que ainda não foram constatados na região e assim, permitir o melhor conhecimento da
fauna local ou ajudar no combate de pragas introduzidas de outras regiões. A detecção do
inseto-praga é útil para o reconhecimento da área de ocorrência da praga; já o monitoramento
tem por objetivo acompanhar a evolução populacional através de armadilhas distribuídas no
ambiente.
O monitoramento de pragas florestais na Europa e América do Norte tem sido quase que
exclusivamente baseado no uso amplo de armadilhas de feromônios. A ocorrência e distribuição
dos machos da mariposa Lymantria dispar, por exemplo, tem sido observada por meio de
armadilhas de feromônio (Gyplure), de modo a fornecer subsídios para a determinação da época
de aplicação de inseticidas. A mariposa L. monacha, praga florestal na Europa, é atraída pelo
mesmo feromônio sintético sendo o produto utilizado na investigação da atividade de vôo do
referido inseto na Suiça e na Austrália. Em florestas nativas do Canadá, armadilhas de
feromônios para a detecção de Choristoneura fumiferana tem sido empregadas para indicar as
futuras densidades de lagartas. Armadilhas de feromônios têm sido empregadas também em
estudos de Zeiraphera diniana, praga de florestas subalpinas da Suiça e Tchecoslováquia.
Quanto à utilização de armadilhas de feromônios no monitoramento dos coleópteros
broqueadores, poucos estudos têm sido realizados em nível de campo, apesar do conhecimento
existente sobre a química dos feromônios de espécies de Dendroctonus e de Ips. Neste caso,
são várias as dificuldades para a estimativa dessas populações, prestando-se as armadilhas de
feromônios apenas como instrumentos de levantamento das espécies destes insetos. Nos EUA,
armadilhas têm sido usadas com a finalidade de detectar e suprimir insetos exóticos
indesejáveis em portos marítimos, aeroportos sendo utilizada também na prevenção
quarentenária. As armadilhas do feromônio sexual de Migdolus fryanus, são distribuídas na base
de 0,1 a 10 por hectare, mantidas durante todo o dia no campo e renovando-as a cada um ou
dois dias, visando o monitoramento populacional desta praga florestal.
Há vários tipos de tipos da armadilha para captura de insetos, usando feromônios, mas
as conhecidas como “Armadilha sem saída” são versáteis e mais duráveis, embora seja
necessário um tipo especialmente desenvolvido para cada espécie de inseto-alvo. A cor da
armadilha pode ser fundamental na sua eficiência, pois alguns insetos respondem a
determinadas cores, devido à sensibilidade a determinadas faixas do espectro luminoso (Veja a
técnica de manipulação do espectro luminoso). O estudo sobre os hábitos do inseto a ser
capturado, garante o sucesso na escolha do lugar onde será instalada a armadilha. Assim,
observações sobre o acasalamento, vôo ou caminhamento asseguram um bom lugar para esta
instalação, muitas vezes, junto à árvore hospedeira.

-Coleta massal:
Outra forma de utilização dos feromônios como uma ténica de manejo integrado de
pragas é a coleta massal, na qual armadilhas em quantidade suficiente são colocadas no
ecossistema florestal para coletar grandes quantidades do inseto-praga, visando manter a
população de insetos-praga abaixo do nível de dano econômico. O uso para a coleta massal só

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funciona bem quando a área de ação é restrita ou quando a densidade populacional da praga,
não é muito alta. A quantidade de armadilhas deve ser suficiente para capturar pelo menos 90%
dos insetos machos, para que ocorra a redução drástica da população. A captura será tanto
maior quanto mais armadilhas forem distribuídas em uma determinada área, portanto a captura
depende do tamanho da área a ser tratada, da quantidade de armadilhas disponíveis, do
treinamento do pessoal envolvido e da facilidade de transporte para o campo. Neste caso, as
armadilhas mais utilizadas são feitas com papel impermeabilizado ou com folhas plásticas, em
forma de telhado, revestido internamente por uma camada de cola especial (não seca e é
inodora) na qual são aprisionados os insetos atraídos por uma pequena porção de feromônio
sintético.
O Rinconforol é a principal substância envolvida na atratividade de agregação em
machos de R. palmarum. Para o controle desta praga de palmáceas, é necessária a associação
do feromônio com cairomônios provenientes de toletes de cana-de-açúcar ou de pedaços de
tronco de palmeiras, para que ocorra ação sinergista suficientemente capaz de maximizar a
captura dos insetos. Estudos de campo demonstraram que apenas o uso de cana-de-açúcar foi
capaz de gerar uma captura de três insetos por armadilhas, mas ao associar o Rincoforol a
captura aumentou para até 30 insetos por armadilha. Apenas uma cápsula de feromônio numa
armadilha adequada, para uma área de três hectares, é suficiente para uma coleta massal
eficiente e econômica de adultos de R. palmarum.
A quantidade de armadilhas do feromônio sexual de Migdolus fryanus, aumenta para até
quatro por hectare, visando a coleta massal desta praga, devendo ser renovadas a cada um ou
dois dias.

-Confundimento:
Existe ainda, uma técnica de uso de feromônios, denominada de “Confundimento”,
através da qual se interfere ou bloquea fortemente a transmissão de sinais entre os parceiros
sexuais. Este bloqueio tem sido obtido com a liberação de feromônio sexual sintético em altas
doses, para saturar o ambiente em que se deseja fazer o controle populacional e, assim,
diminuir a habilidade dos insetos de localizar seu respectivo parceiro, reduzindo o acasalamento,
minimizando a postura e, conseqüentemente, sua nova geração. Neste caso o feromônio
sintético é pulverizado em grande quantidade nas árvores, de forma a impregnar todo o
ambiente e causar desorientação generalizada nos insetos aptos para a cópula. O resultado final
é a diminuição da quantidade de acasalamento e, por conseqüência, redução na densidade
populacional da geração seguinte.
O feromônio sexual sintético de M. fryanus interfere na comunicação química que ocorre
durante as revoadas, o qual é utilizado também para confundir os machos co-específicos,
dependendo da estratégia. Para o confundimento, não há a necessidade do uso de armadilhas e
altas doses (15 g/ha) promovem uma grande atividade nos machos levando-os a um rápido
consumo de suas reservas energéticas. A interrupção do acasalamento entre os indivíduos de
M. fryanus é feita pelos mecanismos de adaptação sensorial e habituação através da liberação
de grandes quantidades de feromônio, feita manualmente com a distribuição de pastilhas na
plantação. As pastilhas devem ser substituídas a cada 15 a 20 dias, pois fatores como a
exposição a luz, oxigênio e temperaturas elevadas podem interferir na taxa de liberação do
feromônio no campo.

c)-ALELOQUÍMICOS

São substâncias semioquímicas que atuam entre organismos de espécies diferentes.


Dentre elas, destacam-se:

-CAIROMÔNIOS: São substâncias que atraem os insetos para um local específico.


Assim, o uso de etanol que é um tipo de álcool produzido pela casca de árvores em processo de

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secagem, permite atrair e capturar diversas espécies de besouros broqueadores de tronco
através de armadilhas apropriadas. Seu uso pode ser feito no sentido de permitir e/ou otimizar a
eficiência de uma outra técnica de combate. O uso de atraentes naturais como o óleo de soja ou
o óleo de casca de laranja, associados a inseticidas químicos na forma de iscas granuladas,
atraem e promovem a morte de formigas cortadeiras, como as saúvas, quenquéns e outras
formigas do ecossistema florestal.

-ALOMÔNIOS: São substâncias que apresentam efeitos de repelência aos insetos-alvo,


visando evitar que eles se aproximem das árvores ou de seus produtos. É o caso do uso do
Creosoto e do Pinosilvin, como repelentes a cupins de madeira.

2.10.3-CLASSIFICAÇÃO DOS AGROTÓXICOS

Para ser comercializado, o agrotóxico puro (principio ativo = ingrediente ativo) necessita
ser diluído ou misturado com inertes (areia, argila, água, etc.) e aditivos que permitem seu uso
no combate às pragas. A esta mistura final chama-se Formulação ou Produto Comercial. As
formulações comerciais podem ser classificadas da seguinte maneira:

a)-QUANTO À FINALIDADE:
Algumas formulações são liberadas para usos muito específicos como o de combater
apenas formigas (formicidas), ou só saúvas (sauvicidas), lagartas (lagarticidas), cupins
(cupinicidas), pulgões (aficidas) e, assim, por diante.

b)-QUANTO AO MODO DE AÇÃO:


Para matar o inseto, a formulação do agrotóxico tem de entrar em contato com o corpo
do mesmo. Assim, agrotóxicos que precisam ser ingeridos são chamados de "Agrotóxicos de
ingestão". Eles devem ser aplicados diretamente sobre o alimento dos insetos que devem ser
combatidos, ou misturados a substâncias que funcionam como atraentes alimentares, ou nas
árvores para serem absorvidos e translocados pela seiva até as partes consumidas pelo inseto
(=agrotóxico sistêmico), como no caso dos insetos sugadores. Formulações que agem através
da parede do corpo do inseto são chamadas de "Agrotóxicos de contato" e só funcionam se
aplicados diretamente sobre o corpo dos insetos, seus abrigos ou nos caminhos por onde eles
se movimentam para que possam entrar em contato com o corpo dos mesmos. Existem
formulações inseticidas que matam os insetos através do sistema traqueal, incorporando-se à
respiração e são chamadas de "Agrotóxicos fumigantes". Elas atuam na forma gasosa e só
podem ser usadas em ambientes hermeticamente fechados.
A quase totalidade dos agrotóxicos modernos, entretanto, apresenta mais de uma via de
ação sobre os insetos, sendo mais comum a estomacal e a de contato.

c)-QUANTO AO TIPO DE FORMULAÇÃO COMERCIAL

-Granulado (G): A formulação granulada é considerada como a mais segura para o operador e
uma das mais fáceis de serem utilizadas. Neste caso, o agrotóxico é misturado a inertes ou a
atraentes e o produto final é transformado em grânulos, os quais devem ser distribuídos nos
locais de freqüência dos insetos para serem carregados por eles. Se sistêmicos, podem ser
aplicados nas raízes das árvores de onde devem ser absorvidos e veiculados na seiva para agir
sobre insetos sugadores, ou ainda, no ambiente onde deve produzir gases tóxicos. Entretanto,
algumas formulações comerciais apresentam o inconveniente de atraírem insetos para os quais
o agrotóxico não se destina, ou afetarem aves, bovinos e outros animais que os ingerem. O uso
de “Isca Granulada” para o combate de formigas-cortadeiras é o exemplo mais comum deste
tipo de formulação com propósitos florestais.

-Pó seco (P): Ou simplesmente pó, é o tipo de formulação em que o agrotóxico puro é
misturado a um pó inerte numa porcentagem máxima de 10% do ingrediente ativo (i.a.). Ela

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serve para ser usada no ambiente em que o inseto vive e deve entrar em contato ou ser
polvilhado diretamente sobre os insetos, como no combate às formigas cortadeiras. Este tipo de
formulação pode oferecer grande risco de contaminação ao operador e de outras partes do
ambiente em virtude da facilidade com que podem ser carreados pelo vento ou pelas
enxurradas.

-Pó molhável (PM ou M): Neste caso, a formulação é também seca, mas recebe a adição de
um agente molhante (substância de alto poder higroscópico) a fim de permitir a mistura com
água de forma a constituir uma suspensão mais ou menos estável durante a aplicação.

-Pó solúvel (PS ou S): Aqui o principio ativo do agrotóxico é um sal e, portanto, forma uma
mistura perfeita com a água para ser pulverizado. A formulação já é feita com inertes, também,
de alta solubilidade.

-Concentrado emulsionável (CE ou E): É o tipo de formulação mais comum no comércio onde
o i.a. é formulado em concentrações mais altas para diminuir os custos de embalagem e
transporte. Para ser usada, a formulação concentrada deve ser diluída em água quando, então,
forma uma emulsão leitosa pronta para o uso em pulverização.

-Solução concentrada (SC): Neste tipo de formulação, o i.a. vem em altíssima concentração e
se destina, principalmente, ao uso em Ultra-baixo-volume (UBV), ou seja, usando menos de 8,0
litros de calda inseticida por hectare. Isto significa que o produto comercial já vem pronto e deve
ser usado sem diluição e em pequenas quantidades por unidade de área quando comparadas às
formulações líquidas usadas em Médio-volume (±20,0 L/ha) ou Alto-volume (>100 L/ha). A
formulação para UBV é, normalmente, oleosa e exige equipamentos especiais como aeronaves
equipadas com bicos “Micronair”. Embora a operação com UBV seja mais econômica, pode se
tornar extremamente perigosa e só deve ser recomendada em casos de aplicação sobre
extensas áreas plantadas, onde as operações de carga da aeronave se tornam muito onerosas
ou impeditivas.

-Solução termonebulígena (TN): O inerte é um veículo oleoso que se transforma em fumaça e


carrega o i.a. na forma de gotículas com aspecto de fumaça densa. Esta mistura é introduzida
no ambiente para aderir ao alimento e agir por ingestão, depositar no corpo dos insetos e agir
por contato, ou ainda, agir por fumigação. É o caso dos produtos formulados comercialmente
para serem usados na termonebulização de formigueiros e cupinzeiros.

-Outras formulações: Pastilha, Gás liqüefeito, Aerossol, etc.

d)-QUANTO À TOXICIDADE
Antes de serem comercializadas, as formulações necessitam ser testadas em
organismos vivos e nas condições ambientais onde vai ser usado. O efeito letal de cada
formulação, ou produto comercial, é expresso em quantidade da formulação por unidade de
peso vivo (mg do produto/kg de peso vivo). A quantidade necessária para matar 50% de uma
população de animais (Ex. ratos, cachorro, insetos, etc) num teste de toxicidade é chamada de
“Dose Letal 50” (DL50). A DL50 é uma referência do grau de perigo que uma formulação
agrotóxica pode apresentar para o homem e ambiente. Quanto a este efeito letal, as
formulações de agrotóxicos podem ser classificadas em:
EXTREMAMENTE TÓXICAS = DL50 menor do que 5mg/kg de peso vivo
ALTAMENTE TÓXICAS = DL50 de 5 a 50 mg/Kg
REGULARMENTE TÓXICAS = DL50 de 50-500mg/kg
POUCO TÓXICAS = DL50 de 500-5000mg/kg
PRATICAMENTE ATÓXICAS = DL50 maior do que 5000mg/kg.

Visando facilitar a visualização do grau de toxicidade, os órgãos do governo


determinaram a padronização dos rótulos de embalagens de agrotóxicos destinados à venda ao

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público em geral, Nele é necessário constar informações como instruções de uso, precauções,
advertências e primeiros socorros. Além disso, a embalagem deve conter uma tarja larga e
colorida indicando o nível de toxicidade, como a seguir:
-Vermelho vivo = ALTAMENTE TÓXICO = Classe I (DL50 menor do que 50 mg/Kg)
-Amarelo intenso = MEDIANAMENTE TÓXICO = Classe II (DL50 de 50-500mg/kg)
-Azul intenso = POUCO TÓXICO = Classe III (DL50 de 500-5000mg/kg)
-Verde intenso = PRATICAMENTE ATÓXICO = Classe IV (DL50 maior do que 5000
mg/Kg)

Existem outras classificações dos perigos dos agrotóxicos tais como a “Dose Diária
Aceitável de Ingestão” (IDA) e a do “Efeito Residual no Ambiente”. No primeiro caso, leva-se em
consideração a quantidade de i.a. que o homem pode consumir diariamente, sem lhe causar
qualquer transtorno. No segundo caso, é considerado o tempo necessário para que 95% do i.a.
seja degradado pelo ambiente.

2.10.4-APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

Para aplicar os agrotóxicos é necessário usar equipamentos aplicadores, simples como


uma colher de mesa, ou complexos como micropulverizadores acoplados em aviões que se
orientam através de GPS. Tais equipamentos manuais, costais, tratorizados ou aéreos, são
desenvolvidos com o propósito de aumentar a rapidez e eficiência na aplicação do agrotóxico e
diminuir os riscos de contaminações. Eles podem ser:
-Polvilhadores: Servem para aplicar formulações em pó.
-Pulverizadores: Servem para aplicar formulações líquidas na forma de gotículas.
-Granuladores: Servem para aplicar formulações em grânulos.
-Termonebulizadores: Transformam em fumaça (=nebulização) as formulações oleosas
especialmente preparadas para isto, através de um adequado aquecimento.
-Câmaras de atmosfera modificada: Servem para a aplicação de formulações gasosas, com
segurança.
-Armadilhas de feromônios: Servem para difundir os feromônios e, ao mesmo tempo, capturar
os insetos-alvos.
Para quebrar a tensão superficial das gotas da calda agrotóxica e fazer com que elas
fiquem aderidas às superfícies tratadas, os agrotóxicos necessitam de serem misturados com
substâncias especiais chamadas "Espalhantes Adesivos". Há espalhantes adesivos especiais
para cada tipo de formulação. A formulação Pó Molhável de agrotóxicos biológicos necessita de
espalhante adesivo do tipo não-iônico, enquanto as demais podem ser misturadas a qualquer
espalhante.

2.10.5-SEGURANÇA NO TRABALHO COM AGROTÓXICOS:

As informações contidas no rótulo constituem o resultado de anos de pesquisa tanto no


laboratório quanto no campo e por isto não devem ser desprezadas. Se o rótulo for lido e
entendido e todas as indicações do fabricante forem seguidas, a possibilidade de acidentes ao
homem e ao ambiente é muito remota ou quase nula.
As indicações contidas no rótulo do produto comercial constituem amparo legal para
quem receitou e para o usuário, no caso de qualquer acidente. O rótulo deve ser lido, também,
antes de descartar a embalagem porque nele devem constar todas as informações necessárias
para permitir a utilização dos agrotóxicos de maneira mais segura e eficiente. Por exemplo, em
caso de intoxicação, a vítima deve permanecer em local arejado até que chegue o médico o qual
vai precisar ler o rótulo ou a bula da embalagem manipulada.
As embalagens de agrotóxicos quando descartadas de modo inadequado podem trazer
conseqüências desastrosas ao solo e mananciais de águas. O reaproveitamento de embalagens
vazias é proibido e deve ser combatido com veemência devido aos inúmeros casos de
intoxicação de trabalhadores que ingeriram água/alimentos de recipientes contaminados.

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Existem indicações de que metade dos agrotóxicos existentes no comércio apresenta potencial
para contaminar os mananciais de água. No Brasil a Lei no 7802 de 11/07/1989, ou “Lei dos
Agrotóxicos” estipulou multa e prisão para o profissional, responsável, ou prestador de serviços,
que deixar de tomar as medidas necessárias à saúde humana e ao ambiente. Nos termos da
regulamentação da Lei dos Agrotóxicos, o cliente/usuário é obrigado a devolver à instituição
vendedora e/ou fornecedora, ou ainda a algum posto do inpEV (Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias), todas as embalagens vazias de produtos agrotóxicos,
sujeitando-se a penalidades pelo descumprimento desta obrigatoriedade. A lei atribui a cada elo
da cadeia produtiva (silvicultores, agricultores, fabricantes, canais de distribuição e poder
público) responsabilidades que possibilitam o funcionamento do Sistema de Destinação de
Embalagens Vazias. O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) é
uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de agrotóxicos em sua
responsabilidade de destinar as embalagens vazias de seus produtos, de acordo com a Lei
Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. O instituto foi fundado em 14 de
dezembro de 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002.
Antes de serem devolvidas, as embalagens de metal, vidro e plásticos, devem ser
limpas através da "Tríplice Lavagem". Ela consiste no enxaguamento interno da embalagem
vazia, repetido por três vezes, usando água limpa. É importante salientar, que mesmo após a
tríplice lavagem as embalagens vazias não podem ser reutilizadas para armazenar bebidas,
alimentos, medicamentos, rações ou qualquer outra finalidade.
Os restos e as formulações com prazo de validade vencido podem ser adicionados aos
novos produtos a serem aplicados. Na impossibilidade de misturá-los no momento de aplicação
dos novos produtos, devem ser devolvidos ao distribuidor que o devolverá ao fabricante o qual é
obrigado, de acordo com a lei, a dar destino seguro aos mesmos.
Somente empresas especializadas e autorizadas, as quais possuem incineradores
providos de mecanismos de controle de emissão de gases, podem queimar papéis e outras
embalagens combustíveis, fazendo-o de uma só vez e sem exceder os níveis de poluição
atmosférica correspondentes a cada tipo de produto. A queima só poderá ser feita em local e
hora apropriados de modo que a fumaça não entre em contato com pessoas e moradias.

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