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POR TRÁS DOS VÉUS – TEOLOGIA LEIGA PARA LEIGOS

SÉRIE O PLANO DA SALVAÇÃO.

A SINTONIA FINA DA BÍBLIA E SUA MENSAGEM

A ORIGEM REVELADA
Basta fazermos uma pequena pesquisa na internet para descobrirmos que, nos
aspectos temporal, estrutural e autoral, a bíblia é um livro em diferente dos demais. Que, na
verdade, ela é uma minibiblioteca. Composta por 66 livros, escritos entre 1500-1400 a.C e 100
d.C. E, segundo estudiosos, cerca de 40 pessoas escreveram os livros bíblicos num período
aproximado de 1600 anos entre o primeiro e último escritor – de Moisés a João evangelista. E
quando a abrimos na sua primeira página, nos deparamos com a seguinte afirmação:
No princípio criou Deus o céu e a terra. Gênesis 1:1.

Apesar de que podem ser extraídas várias interpelações filosóficas desse


primeiro versículo da bíblica, encontramos nele a defesa histórica mais contundente da
cosmovisão criacionista e que o ser que está por trás da sintonia fina do universo e do
DNA é o Deus que ela revela. E, além dessa intrigante declaração, existe o fato de que, apesar
de ter sido escrita por cerca de 40 pessoas, ela afirma com veemência que quem foi o seu
verdadeiro autor foi o próprio Deus, conforme podemos ler nos seguintes versículos:
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas
os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. 2 Pedro 1:21.

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para


redargüir, para corrigir, para instruir em justiça. 2 Timóteo 3:16.

Note que ao usar no início do segundo versículo o termo “toda”, a bíblia afirma que
não há nada nela que não tenha sido Deus o seu verdadeiro autor. Ou seja, ela está nos dizendo
que é fruto da mente divina. Isso é extremamente importante. Pois indica que por trás da
mensagem da bíblia existe uma única mente. Sendo assim, podemos fazer a seguinte pergunta:
já que, conforme a bíblia, o ser que criou o universo e a vida é o mesmo que ela revela, existe
na bíblia, assim como no universo e no DNA, alguma evidência lógica, harmoniosa e objetiva que
prove, além de suas próprias afirmações, de que ela não foi fruto da mente humana, mas sim
da mente do mesmo ser que criou o universo e a vida?

É verdade que existem vários caminhos para se responder a essa pergunta. E um dos
objetivos deste presente trabalho é trilhar um desses caminhos. Pois, aqui, pretendemos
demostrar que, assim como existe uma sintonia fina no universo, as constantes cosmológicas, e
que existe uma mensagem específica na estrutura genética dos seres vivos, existe também uma
sintonia fina na bíblia sobre a qual a sua mensagem principal está estruturada e que existe um
“tipo específico de mensagem” em suas páginas. E, ao você descobrir qual é a sintonia fina da
bíblia e que tipo de mensagem específica ela utiliza, você não terá dificuldade para concluir que
realmente o mesmo ser que está por trás da sintonia fina do universo e do DNA é o Deus que
ela revela. E o mais importante ainda: você entenderá que, além de ser todo-poderoso e
infinitamente sábio, o amor que o Deus criador do universo e da vida tem por nós é tão grande
que Ele foi até as últimas consequências para nos salvar.
UM OLHAR SUPERFICIAL NA SINTONIA FINA DA BÍLIA

Tanto eu como você não podemos negar que praticamente todas as pessoas que nos
deparamos no nosso dia-a-dia conhecem o ponto alto da história do fundador do cristianismo:
a morte de Jesus na cruz. Ao mesmo tempo, sabemos que várias pessoas afirmam ter dificuldade
de entenderem a bíblia, nos aspectos gerais dela. Mas o que muitos não sabem é que um dos
motivos principais que ocasiona a dificuldade de se entender a bíblia é a falta da compreensão
de um pequeno detalhe: a bíblia, assim como os demais livros, tem um tema principal sobre o
qual seus livros estão harmonizados.

É na direção desse tema que os olhos de quem deseja entende-la deve estar focado.
Pois ele é o fator determinante que uni harmoniosamente os dois testamentos e todos os 66
livros entre si. Trazendo à tona a verdade de que uma das provas mais significativas de que todos
os livros da bíblia tiveram uma mesma autoria é o fato de que não existem contradições entre
as afirmações escritas por cada um de seus vários escritores. Pois tudo o que foi revelado nela
estar harmoniosamente acoplado no seu tema principal que é: o plano da salvação.

Apesar de não ser difícil deduzir que o tema principal da bíblia é o plana da salvação,
já que seu ápice se deu na ocasião da morte de Jesus na cruz, evento conhecidos por quase todas
as pessoas, existem dois fatos desconhecidos, os quais serão explicados com detalhes, que você
precisará entender para que a verdade da presença da sintonia fina da bíblia fique mais clara:
apesar de ser o evento mais conhecido, “a morte de Jesus na cruz não é o único evento do plano
da salvação”. E, além do plano da salvação em si, a maneira que a bíblia ensina todos os eventos
do plano da salvação é a prova contundente de que existe dentro dela uma verdadeira sintonia
fina que prova que o Deus criador do universo é o seu único autor.

Como foi dito anteriormente, um dos objetivos do presente trabalho é mostrar as


provas bíblicas (sua sintonia fina) de que o criador do universo e o autor da bíblia é a mesma
pessoa. E isso só pode ser feito por meio de um estudo amplo, instigante e bem aprofundado
do tema principal da bíblia, como você verá nos próximos capítulos. Mas, por enquanto, apenas
entenda que:

Sintonia Fina do Universo – Constantes Cosmológicas.

Sintonia Fina da Bíblia – O Plano da Salvação e o método utilizado pela bíblia para
ensiná-lo.

TIPOLOGIA BÍBLIA: A MENSAGEM ESPECÍFICA DA BÍBLIA

A ciência nos revelou que Deus colocou uma mensagem específica dentro do mundo
biológico e que a linguagem utilizada por ele para transmitir essa mensagem foi o DNA. E quanto
a bíblia? Qual é a principal linguagem que Deus utilizou para transmitir o plano da salvação (sua
mensagem principal)? Método tipológico! Essa é a resposta para essa pergunta. E você verá que
ele é a principal ferramenta de ensino do plano da salvação e um dos principais alicerces
estruturantes sobre o qual está assentada a harmonia entre o velho e o novo testamento.

Para que você entenda o que é o método tipológico é preciso que você saiba que, no
velho testamento, foram utilizados eventos, pessoas e objetos que simbolizavam e apontavam
para outros eventos, outras pessoas e outros objetos, os quais seriam revelados no novo
testamento. E não é difícil encontrar exemplos do método tipológico na bíblia. Para isso basta
analisarmos alguns eventos que ocorreram no livro de Êxodo, tais como:
a) O maná e Jesus

No versículo 4, do livro de Êxodo, está escrito que:

Disse, porém, o Senhor a Moisés: "Eu lhes farei chover pão do céu. O povo sairá e
recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia. Com isso os porei à prova para ver
se seguem ou não as minhas instruções.

Além de ter sido o relato de um evento literal, a história do maná tinha por pano de
fundo uma incursão tipológica relacionada ao fato de que Jesus, o pão da vida, seria enviado do
céu (fato realizado literalmente e relatado no novo testamento), para saciar a sede espiritual do
ser humano e para salvação daqueles que comecem (iniciar e manter um relacionamento
pessoal de amor com Ele) do pão da vida. Essa relação tipológica fica clara quando lemos o que
o nosso Senhor Jesus Cristo disse em:

Então Jesus declarou: "Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome;
aquele que crê em mim nunca terá sede. João 6:35

Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para
sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo". João 6:51

b) A rocha e Jesus

No versículo 6 do capítulo 17 do livro de Êxodo, Deus dar a seguinte ordem para


Moisés:
Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a
rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos
dos anciãos de Israel.
O relato descrito acima também ocorreu literalmente, no passado. Moisés feriu
de fato a rocha. No entanto, por trás desse evento, existiu um significado tipológico que
apontava para um evento que ocorreria no futuro, o qual teria uma abrangência espiritual.
Podemos encontrar o evento tipológico apontado na crucificação de Jesus. Note que, para
sair água da rocha, foi preciso que Moisés a ferisse. Em atos dos apóstolos lemos que:
Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de
Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus
ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.
Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça
de esquina. Atos 4:10,11

Ou seja, o evento ocorrido no capítulo 17 de Êxodo apontava para a crucificação de


Jesus. Pois da mesma forma que Moises precisou ferir a rocha para que de ela saísse água e os
israelitas pudessem ter água para beber para poder chegar em Canaã, Jesus, a rocha eterna,
precisou ser ferido na cruz para que todos os seres humanos pudessem ter, no nível espiritual,
uma fonte de água para poder chegar até a Canaã celestial.

Além desses dois exemplos, podemos enxergar o uso do método tipológico quando no
velho testamento foram utilizados (sacrificados) cordeiros como símbolos que apontavam para
Jesus, fato esse notado por João Batista:

No dia seguinte, João viu Jesus aproximando-se e disse: "Vejam! É o Cordeiro de


Deus, que tira o pecado do mundo! João 1:29.

Podemos então afirmar que, através desses três exemplos, assim como o DNA, o
método tipológico também é uma mensagem específica. E creio que, com esses poucos
exemplos, você deve ter entendido o que é o método tipológico. Só que, o que você viu até aqui
é apenas a ponta do iceberg do que está por vir. Pois você verá, com riqueza de detalhes, por
meio da sintonia fina da bíblia, quão extraordinária ela é e quão maravilhosa é a mensagem que
ela carrega em suas páginas.

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