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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE

DIREITO DE UMA DAS VARAS CÍVEIS DA COMARCA DE


TORRES - RIO GRANDE DO SUL.

URGENTE, PEDIDO DE LIMINAR.

ALDO SILVA, brasileiro, (estado civil), médico, inscrito(a) no CPF nº


(número), portador(a) do RG nº (número), data da expedição: (data), residente e
domiciliado(a) em Porto Alegre (rua, número, bairro, CEP) no estado do Rio Grande
do Sul, telefone para contato: (número), endereço eletrônico: (e-mail), por
intermédio de seu advogado regularmente constituído, nos termos do instrumento
de mandato em anexo subscrito, com endereço profissional (cidade rua, número,
bairro, CEP), RS, onde receberá notificações e\ou intimações (anexo.X), vem
respeitosamente perante Vossa Excelência, nos termos do artigo 560 e seguintes
do Código de Processo Civil - Lei 13.105/2015, e demais dispositivos legais
aplicados a espécie, ajuizar a presente:

AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE C/C PEDIDO DE


MEDIDA LIMINAR

Em fase de FULANA DE TAL, cujas qualificações são ignoradas pelo o


autor, as quais poderão ser encontrada no imóvel do autor esbulhado, localizado no
município de Torres (rua, número, bairro, CEP) - RS, pelas razões de fato e de
direito que passa a expor.

I - DO EXERCÍCIO DA POSSE DO IMÓVEL

I.1 - O autor é o proprietário e legítimo possuidor do referido bem, o imóvel


urbano objeto desta ação possessória, situado no município de Torres (rua, número,
bairro, CEP) - RS, o qual, está sendo despojadamente ocupado pela ré, que se
recusa, terminantemente a devolvê-lo.

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I.2 - A posse mansa justa pacífica e ininterrupta do autor, decorre da
aquisição firmada através de um contrato particular de compra e venda anexado na
inicial (anexo.X), e sua devida quitação se deu por meio de notas promissórias
também anexadas aos autos (anexo.X).

I.3 - Da mesma forma, também verifica-se seguramente, o exercício da


posse do autor através dos pagamentos do IPTU realizados referentes ao imovél
ora em questão, com suas guias dos últimos 3 (três) exercícios anexadas,
(anexo.X).

I.4 - Outrossim, o imóvel objeto deste litígio sempre permaneceu na posse do


autor, que em determinados períodos, o colocava para alugar, podendo ser
comprovado através do último contrato de aluguel celebrado pelo o autor como
locador do mesmo, até meados do derradeiro semestre deste ano, de acordo com a
cópia do respectivo documento de transação (contrato de locação do imóvel),
(anexo.X).

II - DO ESBULHO PRATICADO PELA RÉ - ATO DE INVASÃO


PRATICADO DENTRO DE ANO E DIA. AÇÃO DE FORÇA NOVA -
CONCESSÃO DE LIMINAR QUE SE IMPÕE - INTELIGÊNCIA DOS
ARTIGOS 558 C/C 561, AMBOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.

II.1 - O respectivo imóvel foi desocupado há 6 (seis) meses, devido a uma


resilição contratual unilateral do último contrato de locação, operada mediante
denúncia do próprio locador, que nesse caso trata-se do autor desta ação,
conforme cópia dos termos em anexo (anexo.X).

II.2 - A partir deste momento, o referido imóvel estava fechado, aguardando


um novo interessado para locação, situação essa que pode ser comprovada no
acordo firmado entre o autor e a corretora de imóveis XYZ, responsável pela
captação e administração dos contratos de aluguel do mesmo, consoante o
documento firmado entre as partes (autor e corretora de imóveis XYZ) em anexo
(anexo.X)

II.3 - Precisamente na data de (dia mês e ano) no período da manhã, o autor


recebe um telefonema de uma vizinha, a Sra. BELTRANA DE TAL, a tempos
conhecida, informando sobre a INVASÃO do seu imóvel, que foi praticada durante
a noite na clandestinidade pela ré.

II.4 - O que ocorreu nesse caso, foi o esbulho por parte da ré.

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II.5 - No dia seguinte após o recebimento da ligação que o comunicara a
respeito do esbulho, o autor seguiu até o referido imóvel situado no município de
Torres, presenciando ele próprio que o mesmo (o imóvel), estava de fato INVADIDO
pela ré.

II.6 - De imediato, o autor buscou de todas as formas pacíficas para


convencer a ré, a desocupar o imovel esbulhado, contudo, não logrando êxito nessa
questão.

II.7 - Nessa mesma ocasião, a INVASORA (ré), afirmou que, por não ter para
onde ir, ficaria no local, já que o imóvel se encontrava desocupado. Nitidamente, o
caso se apresentava como um problema de população em situação de
vulnerabilidade que demanda atendimento e política de assistência pública, NÃO
UM CASO DE ESBULHO DE PROPRIEDADE PARTICULAR, QUE DEVE SER
REPRIMIDO.

II.8 - Em virtude do cometimento de tais atos ilícitos, referente ao esbulho


possessório praticada pela ré, o autor se dirigiu a autoridade policial do distrito da
comarca de Torres, onde lavrou o Boletim de Ocorrência nº (número), anexado aos
autos (anexo.X).

II.9 - Perante o exposto, torna-se evidente que a posse legal do autor,


suponha-se está sendo perdida em decorrência do esbulho praticado pela ré. Por
esta razão, vêm o requerente perante o judiciário pleitear a medida veiculada na
presente ação, objetivando o seu legítimo direito de recuperar a posse da qual foi
privado como rege o artigo 560 do Código de Processo Civil:

“Art. 560. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de


turbação e reintegrado em caso de esbulho.”

III - DO PERÍODO QUE OCORREU O ESBULHO - ARTIGO 561


INCISO III DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

III.1 - Diante do relatado nesta inicial, o autor recebeu a ligação da vizinha na


data de (dia/mês/ano) perfazendo X dias atrás, como também, o respectivo imóvel
foi desocupado há 6 (seis) meses.

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III.2 - Destarte, resta comprovado que o esbulho aconteceu em menos de 1
(hum) ano e 1 (hum) dia, classificado como posse nova nos exatos termos do artigo
558 caput do Código de processo Civil.

“Art. 558. Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de


posse as normas da Seção II deste Capítulo quando a ação for
proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho afirmado na
petição inicial.”

IV - DA PERDA DA POSSE - ARTIGO 561 INCISO IV DO CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL

IV.1 - Uma vez verificado a presença dos elementos caracterizadores do


esbulho por conta do animus da ré, em permanecer na posse do imóvel, mesmo
diante da tentativa do autor que utilizou de todos os meios pacíficos para convencê-
la (a ré), a se retirar do imóvel esbulhado, esta demonstrou a falta de interesse em
deixar o respectivo bem, comprovado faticamente na medida de que a INVASORA
insiste em permanecer no imóvel até então possuído, vale ressaltar, de propriedade
do autor - nesse caso resta evidente que o autor de fato sofreu a perda da posse,
não restando outra alternativa senão a busca pela prestação jurisdicional.

V - DA CONCESSÃO DE LIMINAR - ARTIGO 562 DO CÓDIGO DE


PROCESSO CIVIL

V.1 - A presente peça vestibular encontra-se devidamente instruída com


robustas provas documentais, comprovações essas pertinentes aos pressupostos
assentados no artigo 561 caput e demais incisos do Código de Processo Civil.

“Art. 562. Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz


deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de
manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o
autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para
comparecer à audiência que for designada.”

V.2 - Nesse entendimento, provados está o esbulho e sua data caracterizada


de FORÇA NOVA, há de ser concedida a medida liminar, independentemente da

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oitiva preliminar da parte promovida. Não há que se falar, portanto, em ato
discricionário quanto à concessão desta medida judicial.

V.3 - Desta maneira, demanda o autor, que seja deferida medida liminar de
reintegração de posse no imóvel descrito nesta peça inicial, nos ditames do artigo
563 do Código de Processo Civil, sem a oitiva prévia da parte contrária, a ser
cumprida por oficiais de justiça, facultando-lhes a utilização de força policial e ordem
de arrombamento.

V.4 - Continuamente, na remota hipótese de Vossa Excelência não entender


que estão presentes os requisitos alegados pelo o autor, requer-se-a realização de
audiência de justificação descrita no artigo 562 do Código de Processo Civil:

“Art. 563. Considerada suficiente a justificação, o juiz fará logo expedir


mandado de manutenção ou de reintegração.”

desde de já, destacando o autor o rol de testemunhas, para a eventual oitiva:

V.4.1 - Fulano de Tal, casado, corretor de imóveis, residente e domiciliado


município de Torres (rua, número, bairro, CEP) - RS.

V.4.2 - Beltrano de Tal, casado, aposentado, município de Torres (rua,


número, bairro, CEP) - RS.

VI - DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS

Pelo o exposto, estando a inicial devidamente instruída, requer o autor que


Vossa Excelência se digne de tomar as seguintes providências:

a) diante da presença dos requisitos, seja concedida a liminar requerida,


inaudita altera partes, com a expedição de mandado de reintegração de
posse, para que o autor volte a ter a sua posse, ou;

b) caso Vossa Excelência entenda necessário, que antes da apreciação da


liminar seja realizada audiência de justificação, (artigo 562 Código de
Processo Civil);

c) seja a ré - ou qualquer ocupante do imovel - citada por oficial de justiça, para


querendo, responder a presente demanda ou comparecer à audiência de
justificação sob pena de revelia;

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d) no mérito, seja confirmada a liminar e julgado totalmente procedente o
pedido desta demanda, com a consequente reintegração do autor em sua
posse ;

e) seja a ré condenada ao pagamento das custas judiciais e onus da


sucubencia;

f) requer provar o alegado por todos os meios de prova permitidos em lei,


especialmente pelos os documentos acostados a esta exordial, depoimento
pessoal da ré, oitiva de testemunhas e inspeção judicial (constatação por
meio de oficial de justiça).

Dar-se o valor da causa, nos termos da lei, o valor de R$ 10.000,00 (Dez mil
reais)

Termos em que, pede e espera deferimento.

Torres-RS, (data)

RICARDO ANTONIO CORREIA DE ARAÚJO - FR041742

VII - RELAÇÃO DE DOCUMENTOS QUE ACOMPANHA A INICIAL

X) Procuração (mandato judicial).

X) Guia de Recolhimento das Custas.

X) Contrato de Compra e Venda do Imovel.

X) Notas promissórias.

X) Contrato de Aluguel.

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X) Termo de Resilição Contratual do Contrato do Imovel.

X) Contrato com a Corretora de Imóveis para a Locação do Imovel.

X) Boletim de Ocorrência.

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IV - DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer a Vossa Excelência:

a) Reconhecimento da relação de consumo, com base nos artigos 2º, 3º e 14º da


Lei 8.078 de 1990;

b) A designação de audiência prévia de conciliação, nos termos do art. 319, VII, do


CPC/2015;

c) A citação da empresa REQUERIDA, por meio de carta precatória a uma das


Varas Cíveis de São Paulo - SP, onde se encontra sua sede, conforme o endereço
mencionado, a ser cumprida por oficial de justiça, na pessoa de seu representante,
para que compareça a audiência de conciliação ou mediação a ser designada e,
sendo esta infrutífera, querendo, ofereça no prazo de quinze dias, sob pena dos
efeitos da revelia;

d) A inversão do ônus da prova, outrossim, o Código de Defesa do Consumidor


prevê em seu artigo 6º, inciso VIII, a inversão do ônus da prova, quando houver
verossimilhança, facilitando a defesa do lesionado, em face da Promovida;

e) liminarmente, a concessão do pedido de tutela provisória de urgência, com o fim


de determinar que a REQUERIDA providencie com urgência a retirada do nome do
do REQUERENTE do SPC/SERASA, sob pena de aplicação de multa diária
astreinte a ser arbitrada por este Digno Juízo;

f) Ao final, seja dado provimento a presente ação, no intuito de condenar a


REQUERIDA ao pagamento de indenização pelos danos morais suportados pelo
promovente, em valor a ser arbitrado por este Digno Juízo, tendo por valor indicativo
R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

e) aplicar sucumbência e arbitrar honorários (nos casos cabíveis);

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Pretende-se provar o alegado por todos os meios de prova admitidos, em especial,
pelos documentos acostados à inicial, por testemunhas a serem arroladas em
momento oportuno e novos documentos que se mostrarem necessários.

Dá-se a causa o valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

Nestes termos, pede e espera deferimento.

Recife-PE, 22 de Março de 2021

RICARDO ANTONIO CORREIA DE ARAUJO

MATRÍCULA: FR041742 - 5ª Período de Direito - noite

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V - DOCUMENTOS QUE INSTRUEM ESTA INICIAL

i) Procuração;

II) Folha de Rosto do Fax e Comprovante de Pagamento;

III) Pedido\Orçamento\Ficha que comprovam a intenção da compra do veículo


junto a concessionária e;

IV) Demais guias de recolhimento de custas.

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