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Produção de Cultivares de Alface Tipo Crespa sob Diferentes Lâminas de


Irrigação

Article · December 2015


DOI: 10.19149/2316-6886/wrim.v4n1-3p41-50

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5 authors, including:

Fernando Antunes Magalhães Fernando França da Cunha

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Epitácio José de Souza


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ISSN 2316-6886 Water Resources and Irrigation Management
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Cruz das Almas, BA
Instituto Nacional do Semiárido, Campina Grande, PB
v.4, n.1-3, p.41-50, Jan.-Dec., 2015 - DOI: 10.19149/2316-6886/wrim.v4n1-3p41-50

Produção de cultivares de alface tipo crespa


sob diferentes lâminas de irrigação

Fernando Fagner Magalhães1, Fernando França da Cunha1,


Amanda Regina Godoy2, Epitácio José de Souza1, Thiago Ramos da Silva1

1
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Chapadão do Sul/MS. E-mail: magalhaes.fernandof@gmail.com,
fernando.cunha@ufvjm.edu.br, epitacio_jose@hotmail.com, thiago.ramossilva10@gmail.com
2
Universidade Estadual de Pontal Grossa (UEPG), Ponta Grossa/PR. E-mail: amandagodoy@uepg.br

Resumo: O objetivo do presente estudo avaliar a produção de diferentes cultivares de alface tipo crespa submetidas a diferentes
lâminas de irrigação, no Nordeste do Mato Grasso do Sul. O experimento foi conduzido em esquema de parcelas subdivididas,
tendo nas parcelas quatro lâminas de irrigação (50, 75, 100 e 125% da evapotranspiração da cultura-ETc) e nas subparcelas três
cultivares de alface tipo crespa (Rapids, Mônica e Simpson), no delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições.
As irrigações foram aplicadas via sistema por gotejamento e para o manejo da irrigação, utilizou-se o método padrão FAO
Penman-Monteith para a estimativa da evapotranspiração de referência. Foram avaliadas as seguintes características: altura
de planta, diâmetro de cabeça, número de folhas por planta, massas de matéria fresca e seca de raízes, massas de matéria
fresca e seca da parte aérea, massas de matéria fresca e seca das plantas e eficiência do uso da água. O aumento das lâminas
de irrigação reduziu a eficiência do uso da água e aumentou a massa de matéria fresca da parte aérea. A lâmina de irrigação
estimada em 103,6% da ETc maximizou o diâmetro de cabeça das três cultivares de alface (Rapids, Mônica e Simpson). Para
os demais fatores, verificaram-se melhores resultados com lâminas de irrigação de 125% da ETc. A alface Simpson é uma
cultivar promissora para a região de estudo e deverá ser irrigada com lâmina de 100% da evapotranspiração da cultura. As
cultivares de alface Rapids e Mônica irrigadas com reposição de 125% da ETc, devem ser preferidas pelos produtores da região
de Chapadão do Sul, no Nordeste do Mato Grasso do Sul.

Palavras-chave: eficiência do uso da água, horticultura, irrigação por gotejamento.

Production of crisped lettuce cultivars under different depths irrigation


Abstract: This study aimed to evaluate the production of different cultivars of crisped lettuce under different irrigation depths in
northeastern Mato Grosso do Sul State, Brazil. The experiment was conducted in a split plot scheme, with the four installments
water depths (50, 75, 100 and 125% of crop evapotranspiration - ETc) and the subplots three crisped lettuce cultivars (Rapids,
Monica and Simpson), the design a randomized block design with four replications. Irrigation was applied via drip system
and irrigation management using the reference evapotranspiration by Penman-Monteith method. The following characteristics
were evaluated: plant height, head diameter, number of leaves per plant, fresh weight of roots, dry weight of roots, shoot fresh
weight, shoot dry weight, plant fresh weight, plant dry weight and water use efficiency. Increased irrigation regimes provided
reductions in the water use efficiency and increase in shoot fresh weight. The irrigation depth of 103.6% ETc maximized the
head diameter of three lettuce cultivars (Rapids, Monica and Simpson). For other factors, it was found best results with water
depths of 125% ETc. The Simpson lettuce is a promising cultivar for the study area and should be irrigated with depth of 100%
ETc. Lettuces Rapids and Monica should be preferred by producers of northeastern Mato Grosso do Sul State and irrigated
with replacement of 125% ETc.

Keywords: water use efficiency, horticulture, drip irrigation.


42 Magalhães et al.

Introdução as folhas lisas ou crespas, podendo ou não formar


cabeça, apresentando vários tons de verde. A raiz é
A produção de hortaliças possibilita a geração superficial explorando apenas os primeiros 25 cm do
de grande número de empregos, sobretudo no setor solo. É uma planta anual, florescendo sob dias longos
primário, devido à elevada exigência de mão-de-obra com altas temperaturas e vegetando preferencialmente
desde a semeadura até a sua comercialização (Silva & em condições de dia curto e temperaturas amenas
Costa, 2010). Segundo Assunção (2013), a produção de (Filgueira, 2008).
hortaliças tem a capacidade de fixar por hectare, de 3 Além da escolha da cultivar adequada ao clima e solo,
a 6 empregos diretos e o mesmo número de indiretos, o sucesso na produção de alface depende da utilização
e servir como um meio de subsistência. Ressalta-se de irrigação para suprir de forma total ou suplementar
ainda que, essa atividade garante a sustentabilidade as necessidades hídricas da cultura. A irrigação de
e promove o desenvolvimento local, uma vez que o alface é justificada pelo fato da irregularidade no regime
rendimento varia entre US$ 2 mil e US$ 25 mil por pluvial, tornando-se restritiva ao desenvolvimento
hectare. agrícola, pois mesmo dentro de estações chuvosas,
Estima-se que a área explorada com hortaliças observam-se períodos de déficit hídrico devido à
no Brasil seja de 800 mil hectares, com produção evapotranspiração. A evapotranspiração da cultura da
aproximada de 16 milhões de toneladas (Biscaro et al., alface geralmente excede a precipitação pluvial, sendo
2013). Na literatura ainda são escassas as informações assim, a distribuição adequada de água de maneira
sobre o desempenho agronômico e econômico de artificial por meio de irrigação tem sido a garantia para
hortaliças cultivadas no Nordeste do Mato Grosso se produzir como planejado, sem que a falta de chuvas
do Sul, especialmente no município de Chapadão do altere os índices de produtividade e de rentabilidade
Sul. Esta localidade possui altitude média de 820 m previamente estabelecidos (Cunha et al., 2013b).
em relação ao nível do mar, com topografia levemente Diante do exposto, a identificação de melhores
ondulada. O clima da região é tropical úmido (com
cultivares de alface, bem como a determinação da lâmina
estação chuvosa no verão e seca no inverno), e a
ótima de irrigação contribuirá para o desenvolvimento
temperatura média anual compreendida entre 13 e 28
da agricultura no Nordeste do estado de Mato Grosso
°C (Cunha et al., 2013a). Essas características fazem
do Sul.
com que a produção de hortaliças no município se
torne uma alternativa viável, principalmente para os
Material e Métodos
pequenos produtores.
Portanto, há a necessidade de estudar a adaptação das
O experimento foi conduzido no período entre
cultivares ao clima da região, considerando a adaptação
da cultivar ao tipo de solo da região, a suscetibilidade às 30/09/2013 e 06/12/2013 na área experimental da
pragas e doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em
nematóides e aos distúrbios fisiológicos. Chapadão do Sul, MS (18º47'39" de latitude Sul,
A escolha de cultivares de hortaliças mais adaptadas 52º37'22" de longitude Oeste e altitude de 820 m).
ao clima e tipo de solo de uma região permite incremento O solo da área de estudo foi classificado como
em produtividade da cultura. Muitos agricultores, Latossolo Vermelho Distrófico, de textura argilosa. A
não sabendo deste fato, insistem em utilizar o mesmo densidade do solo foi de 1,21 g cm-3 e os teores de água
material de plantio que já usavam seus antepassados, equivalente à capacidade de campo e ponto de murcha
tornando o cultivo pouco produtivo, o que tem levado permanente da planta de 0,2672 e 0,1878 dm3 dm-3,
ao desestímulo dessa atividade pelos agricultores. respectivamente.
Dentre as hortaliças de grande importância, destaca- O preparo do solo foi efetuado por meio de uma
se a alface (Lactuca sativa L.), sendo a principal hortaliça aração, gradagem e a utilização do encanteirador,
folhosa comercializada no Brasil, no qual é o maior indicado para a execução de canteiros para o plantio de
produtor da América do Sul, com uma área cultivada de hortaliças. A partir dos resultados da análise química,
aproximadamente 30 mil ha e uma produção de 311 mil foram realizadas correções da acidez e fertilidade do
toneladas. Estima-se que o agronegócio da alface atinja solo, seguindo recomendações de Sediyama et al. (2007)
aproximadamente R$ 2,1 bilhões ano-1 (Rodrigues et e CFSEMG (1999). Os atributos químicos da camada
al., 2008). de 0-20 cm de solo foram determinados antes do cultivo
A alface é originária da Europa e da Ásia Ocidental, e realizados no Laboratório Inside de Chapadão do Sul-
sendo uma planta de caule pequeno no qual se prendem MS (Tabela 1).

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Magalhães et al. 43

Tabela 1. Resultados da análise química da camada de 0-20 cm de solo da área experimental de Chapadão do Sul-MS,
UFMS-CPCS
pH M.O. P(mel) S Ca Mg K H+Al Al
Parâmetros
CaCl2 g dm-3 mg dm-3 cmolc dm-3
Valores 5,2 33 9,8 23 2,6 0,8 0,2 4,5 0,8

O experimento foi montado em esquema de parcelas sendo aquela água necessária para elevar o teor de
subdivididas, tendo nas parcelas quatro lâminas de água atual no momento da precipitação pluvial até o
irrigação (50, 75, 100 e 125% da lâmina de água para teor de água equivalente à capacidade de campo. Os
reposição da evapotranspiração da cultura - ETc) e nas dados meteorológicos diários utilizados no cálculo
subparcelas três cultivares de alface tipo crespa (Rapids, da ETo foram obtidos junto ao do INMET (Instituto
Mônica e Simpson), no delineamento em blocos Nacional de Meteorologia), da estação de Chapadão
casualizados, com quatro repetições. As unidades do Sul, MS. Os parâmetros climáticos coletados foram:
experimentais foram constituídas de parcelas de área temperatura do ar: medida em °C, com um sensor SME
total de 1,08 m2, sendo constituídas de 12 plantas por 160-30, com faixa de operação de -30 °C a +90 °C,
parcela. com precisão de 0,5 °C; umidade relativa do ar: medida
A semeadura da alface foi realizada em 30/09/2013 em porcentagem, com sensor HC 200, com faixa de
em bandejas de poliestireno expandido de 128 células, operação de 10 a 100% e precisão de 3%; radiação
utilizando-se substrato comercial. O transplante solar global: medida por um sensor do tipo fotocélula
das mudas para o local definitivo foi realizado em especialmente projetado para absorver a luz na faixa de
01/11/2013 quando estas estavam com cinco folhas 400 a 1.000 nanômetros (nm) de comprimento de onda.
definitivas, em covas espaçadas de 0,30 m entre linhas O corpo plástico do sensor foi projetado para fazer a
e 0,30 m entre plantas. correção co-seno, e a tampa semitransparente branca
A cultura da alface foi irrigada por gotejamento, por funciona como um difusor. A faixa medida é de 0 a 2.000
meio de fita gotejadora (mangueira gotejadora Petroisa) W m-2; e velocidade do vento: medida com o uso de
com vazão de aproximadamente de 3 L h-1 e sob pressão um anemômetro de conchas instalado a 10 m de altura
de serviço de 98 kPa. Os emissores (gotejadores) foram e operando na faixa de valores de 0,1 a 40 m s-1. Os
espaçados de 0,30 m e as fitas espaçadas entre si de 0,40 valores de velocidade do vento foram corrigidos para a
m. O sistema de irrigação, operado mediante gravidade, altura de 2 m. A precipitação pluvial foi obtida por meio
foi constituído de um reservatório de 20 m de altura, de um pluviômetro instalado na área experimental. A
uma adutora de PVC de 50 mm de diâmetro, tubulação equação utilizada para estimar a ETo foi a padrão FAO
principal de PVC de 32 mm de diâmetro, filtro de disco Penman-Monteith (Equação 2).
e manômetro de glicerina.
A irrigação real necessária para o tratamento de 0, 408∆ ( Rn − G ) + γ
900 (e − e )
u2 s a
100% da ETc foi determinada em função de parâmetros Tméd + 273 10
ETo =
das características do clima, planta e do solo (Equação ∆ + γ (1 + 0,34u 2 )
1), representando a real necessidade de água do sistema.
em que:
n
IRN LOC
= ∑ ET K K K
o c S L − PE ETo - evapotranspiração de referência, mm dia-1;
dia1 Δ - declividade da curva de pressão de saturação,
kPa °C-1;
em que: Rn - saldo de radiação, MJ m-2 dia-1;
IRNLOC - irrigação real necessária para sistemas de G - fluxo de calor no solo, MJ m-2 dia-1;
irrigação localizados, mm; γ - constante psicrométrica, kPa °C-1;
ETo - evapotranspiração de referência, mm dia-1; Tméd - temperatura média diária do ar, ºC;
Kc - coeficiente da cultura, adimensional; u2 - velocidade do vento a 2 m de altura, m s-1;
KS - coeficiente de umidade do solo, adimensional; es - pressão de saturação de vapor d’água, kPa;
KL - o coeficiente de localização, adimensional; ea - pressão atual de vapor d’água, kPa.
PE - precipitação efetiva no período, mm.
Os coeficientes de cultivo (KC) utilizados foram de
A precipitação efetiva foi aquela utilizada 0,7 e 1,0 para os estádios I e III, respectivamente. Para o
diretamente pela cultura (Bernardo et al., 2008), estádio II utilizou-se ponderação linear entre o final do

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estádio I e início do estádio IIII. A duração dos estádios (cm), diâmetro de cabeça (cm), número de folhas por
I e II foi de 10 dias cada e o estádio III do 20º dia até planta, as massas de matéria fresca e seca da parte
a colheita. Os coeficientes de umidade do solo (KS), aérea (g m-2), planta (g m-2) e das raízes (g m-2). Para
segundo Bernardo et al. (2008) e de localização (KL), determinar a massa de matéria seca, o material fresco
segundo Keller & Bliesner (1990) foram calculados de foi acondicionado em sacos de papel e colocado em
acordo com as Equações 3 e 4, respectivamente. estufa de circulação forçada, à temperatura de 65±5
ºC até atingir peso constante e quantificar as massas de
Ln ( LAA + 1) matéria seca da parte aérea e das raízes (g m-2). A massa
KS =
Ln ( CTA + 1) total foi a soma das massas da parte aérea e raízes.
A eficiência de uso da água foi estimada pela razão
K L = 0,1 P
entre a produtividade da massa fresca e o volume de
água utilizada, ou seja:
em que:
P
LAA - lâmina atual de água no solo, mm; EUA =
V
CTA - capacidade total de água no solo, mm;
P - maior valor entre porcentagem de área em que:
molhada ou sombreada, %. EUA - eficiência de uso da água, em kg m-3;
P - produtividade de alface, kg ha-1;
O valor de IRNLOC foi corrigido em função da V - volume de água utilizado no período de
eficiência de aplicação do sistema de irrigação, produção, m3 ha-1.
definindo a irrigação total necessária para sistemas
localizados (ITNLOC) (Equação 5). Os dados foram submetidos ao teste F da análise
de variância. Para o fator cultivares foi submetido
IRN LOC
ITN LOC = a comparação de médias pelo teste de Tukey a 0,05
Ea
de probabilidade. Já o fator lâminas de irrigação foi
estudado mediante análise de regressão, selecionando-
em que:
se os modelos com base na significância de seus termos,
Ea - eficiência de aplicação da água, decimal.
utilizando-se o teste t a 0,05 de probabilidade, no
valor do coeficiente de determinação e no significado
A uniformidade de distribuição de água foi
agronômico do comportamento. Para execução das
determinada utilizando-se a metodologia proposta por
análises estatísticas foram utilizados os programas
Keller & Karmeli (1975), modificada por Denículi et al.
estatísticos Assistat 7.6 e SigmaPlot 11.0.
(1980). Para cálculo do coeficiente de uniformidade da
água (Equação 6), utilizou-se a metodologia expressa
Resultados e Discussão
pelo coeficiente de uniformidade de distribuição (CUD)
de acordo com Keller & Karmeli (1975).
As variações dos elementos meteorológicos durante
q 25 o cultivo da alface estão apresentadas na Figura 1.
CUD = Os valores de temperatura média diária variaram de
qm
21,2 a 26,8 °C, com umidade relativa média diária
oscilando entre 55,8 e 88,0% (Figura 1A). Esses valores
em que:
influenciaram a evapotranspiração de referência (ETo),
q25 - média do menor quartil das vazões coletadas,
que variaram entre 0,9 e 6,2 mm dia-1 (Figura 1B). De
L h-1;
acordo com Costa (1994), lâminas diárias inferiores
qm - média de todas as vazões coletadas, L h-1.
a 1 mm não devem ser consideradas precipitações
pluviais, pois essa quantidade fica retida na cobertura
Para aferição do manejo da irrigação, a umidade
vegetal, não atingindo o solo. Diante disso, houve 11
atual foi acompanhada por meio do potencial matricial
precipitações pluviométricas durante o período de
da água no solo, com tensiômetros digitais instalados a
cultivo, totalizando uma altura de chuva de 213,1 mm.
0,15 m de profundidade nos tratamentos com lâmina de
Os valores de precipitação e de ETo foram utilizados
irrigação de 100% da ETc.
para o cálculo da lâmina de água aplicada em cada
A colheita foi realizada no dia 06/12/2013 e foram
tratamento. Na Tabela 2 são apresentados os valores
avaliadas os seguintes parâmetros: altura de planta

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Magalhães et al. 45

Figura 1. Variação diária dos elementos: (A) temperatura (ºC) e umidade relativa (%); e (B) evapotranspiração de
referência (mm dia-1) e precipitação pluvial (mm), nas condições climáticas de Chapadão do Sul-MS, UFMS-CPCS

de irrigação real necessária e lâmina total de água. A Tabela 2. Precipitação efetiva (PE), irrigação real
precipitação efetiva, segundo Bernardo et al. (2008), é necessária (IRN) e lâmina de água total (LAT) aplicada
aquela fração da precipitação utilizada diretamente pela em cada tratamento e época de cultivo, nas condições
cultura, ou seja, é a quantidade de água que a planta utiliza climáticas de Chapadão do Sul-MS, UFMS-CPCS
em seus processos fisiológicos. A diferença entre essa e Lâminas de irrigação (% ETc)
Eventos
a precipitação total foi a quantidade de água que escoou 50 75 100 125
superficialmente e que percolou abaixo do sistema PE (mm) 49,5 41,3 31,0 31,0
radicular da cultura, após o solo imediatamente acima IRN (mm) 56,7 70,1 93,4 126,1
ter atingido o teor de água equivalente à capacidade de LAT (mm) 106,2 111,4 124,4 157,1
campo. No tratamento de lâmina de irrigação de 100%
da ETc, por exemplo, dos 213,1 mm de água adicionada irrigação (Tabela 3) e apenas das lâminas de irrigação
ao solo via precipitação pluvial, apenas 31,0 mm foi sobre a massa de matéria fresca da parte aérea e na
considerada efetiva, ou seja, que ficou disponível no eficiência do uso da água (Tabela 4).
solo para a cultura. Esse baixo aproveitamento foi Quanto ao efeito das cultivares sobre o diâmetro
devido à alta frequência de irrigação. Dessa forma, de cabeça da alface, as cultivares Rapids e Mônica
o solo sempre permaneceu próximo à capacidade de apresentaram valores estatisticamente iguais, sendo
campo, sendo necessária baixa quantidade de água para superiores a cultivar Simpson (Tabela 5). Silva et al.
atingir a capacidade total de armazenamento. (2006), em trabalho realizado em Gurupi-TO, também
Quanto ao efeito dos tratamentos, houve interação não encontraram diferença estatística nos diâmetros
entre lâminas de irrigação e as cultivares sobre a altura de cabeça das cultivares Rapids (19,5 cm) e Mônica
de planta, número de folhas por planta, sobre as massas (29,2 cm). Silva & Queiroz (2013) avaliando diferentes
de matéria fresca e seca das raízes (Tabela 3), massa de cultivares de alfaces irrigadas em Juazeiro-BA, também
matéria seca da parte aérea e massa fresca e seca das verificaram maiores diâmetros de cabeça da cultivar
plantas de alface (Tabela 4). Houve efeito significativo Mônica (24,3 cm) em relação a Simpson (17,4 cm).
(p<0,01) sobre o diâmetro de cabeça por parte dos Analisando o desdobramento das cultivares dentro
fatores isolados, cultivares de alface e lâminas de das lâminas de irrigação, verificou-se no tratamento

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46 Magalhães et al.

Tabela 3. Resumos das análises de variância para altura de planta (AP), diâmetro de cabeça (DC), número de folhas por
planta (NFP), massa fresca de raízes (MFR) e massa seca de raízes (MSR)
Quadrados médios
Fontes de variação GL
AP DC NFP MFR MSR
Bloco 3 0,6918ns 0,6794ns 0,1611 ns 80,323ns 1,8515ns
LI 3 36,143** 35,740** 26,490** 6.484,5** 946,51**
Resíduo (a) 9 2,6691 1,4640 1,0834 216,82 22,440
Cultivares 2 363,50** 78,484** 21,910** 579,08ns 715,66**
LI x Cultivares 6 21,084** 0,9219ns 10,233** 660,02* 140,48**
Resíduo (b) 24 2,0206 1,4190 2,0195 241,36 24,359
Total 47 22,053 6,7870 5,1785 692,70 125,66
CV (%) Parcela 8,1844 4,9191 9,2038 36,4628 29,6973
CV (%) Subparcela 7,1210 4,8429 12,566 38,4709 30,9410
ns - não significativo; **; * significativo respectivamente a 0,01 e 0,05 de probabilidade pelo teste F; GL - grau de liberdade; CV - coeficiente
de variação; LI - lâminas de irrigação.

Tabela 4. Resumos das análises de variância para massa fresca da parte aérea (MFPA), massa seca da parte aérea
(MSPA), massa fresca das plantas (MFP), massa seca das plantas (MSP) e eficiência do uso da água (EUA)
Quadrados médios
Fontes de variação GL
MFPA MSPA MFP MSP EUA
Bloco 3 1.068,8ns 273,66ns 1.476,0ns 253,10ns 0,0986ns
LI 3 5.969,7* 12.540** 24.689** 20.235** 164,76**
Resíduo (a) 9 861,54 316,47 1.446,7 389,88 0,0955
Cultivares 2 834,27ns 600,82ns 2.421,0* 2.548,5* 0,0803ns
LI x Cultivares 6 766,12ns 2.031,4** 2.631,1** 2.898,9** 0,0892ns
Resíduo (b) 24 375,81 449,17 657,33 538,26 0,0447
Total 47 939,45 1.392,8 2.721,7 2.135,8 10,579
CV (%) Parcela 2,2439 19,5268 2,8206 18,4439 2,8874
CV (%) Subparcela 1,4820 23,2630 1,9013 21,6713 1,9750
ns - não significativo; **; * significativo respectivamente a 0,01 e 0,05 de probabilidade pelo teste F; GL - grau de liberdade; CV - coeficiente
de variação; LI - lâminas de irrigação.

com lâmina de irrigação de 125% ETc, que Rapids os quais não verificaram diferença significativa para
apresentou maior altura de planta que as cultivares de esse parâmetro avaliando as mesmas três cultivares
alface Simpson e Mônica. Nas lâminas de irrigação de (Rapids, Mônica e Simpson) de alface em Brasília-DF.
50% ETc, 75% ETc e 100% ETc a cultivar Simpson Observa-se na Tabela 5 que nas lâminas de irrigação
apresentou estatisticamente maiores alturas das plantas de 50 e 75% ETc não houve diferença de massa fresca
em relação a cultivar Mônica (Tabela 5). Silva et al. ou seca de raízes entre as cultivares Rapids, Mônica
(2006) avaliando diferentes cultivares de alface em e Simpson. Na lâmina de irrigação de 125% ETc,
Gurupi-TO, não verificaram diferença na altura de verificou-se maiores massas de raízes para a cultivar
planta das cultivares Mônica (18,0 cm) e Rapids (15,3 Mônica. Na lâmina de irrigação de 100% ETc, não
cm). houve diferença na massa fresca de raízes entre as
Quanto ao número de folhas por planta, a exceção da cultivares de alface, entretanto, para massa seca de
lâmina de irrigação de 125% ETc em que as cultivares raízes, a cultivar Mônica conferiu maiores médias em
apresentaram mesmo número de folhas, observou-se relação a Simpson
que a cultivar Simpson apresentou maiores valores Verifica-se na Tabela 5, que a alface Simpson
do número de folhas em relação as cultivares Rapids apresentou menor massa seca da parte aérea na lâmina
e Mônica, que por suas vezes, não diferiram entre si de irrigação de 125% ETc. Dentro das demais lâminas
estatisticamente (Tabela 5). Resultados semelhantes de irrigação, as cultivares de alface (Rapids, Mônica e
aos encontrados no presente trabalho foram obtidos por Simpson) não diferenciaram estatisticamente entre si.
Silva et al. (2006), que encontraram valores de 9 e 14 Jasse et al. (2006) irrigando com aspersão diferentes
folhas por planta para as cultivares Rapids e Mônica, cultivares de alface em Brasília-DF, dentre essas
respectivamente, não diferindo estatisticamente entre Rapids, Mônica e Simpson, também não encontraram
si. Jasse et al. (2006) encontraram resultados diferentes, diferença na produtividade da parte aérea.

Water Resources and Irrigation Management, v.4, n.1-3, p.41-50, 2015.


Magalhães et al. 47

Tabela 5. Valores médios de altura de planta, diâmetro de cabeça, número de folhas por planta, massa fresca e seca de
raízes, massa seca da parte aérea, massa fresca e seca das plantas em função das lâminas de irrigação e cultivares de
alface, nas condições climáticas de Chapadão do Sul-MS, UFMS-CPCS
Lâminas Cultivares de alface
Fator de resposta
de irrigação Rapids Mônica Simpson
050% ETc 19,87 a 14,21 b 18,88 a
075% ETc 19,71 b 13,63 c 25,83 a
Altura de planta (cm)
100% ETc 22,83 a 14,33 b 25,21 a
125% ETc 26,00 a 15,83 c 23,21 b
Diâmetro de cabeça (cm) 25,33 a 26,35 a 22,11 b
050% ETc 9,33 ab 8,21 b 10,75 a
075% ETc 8,96 b 10,63 b 13,96 a
Número de folhas por planta
100% ETc 10,75 b 10,38 b 13,63 a
125% ETc 14,63 a 12,33 a 12,17 a
050% ETc 25,56 a 8,34 a 8,87 a
075% ETc 42,07 a 36,23 a 46,11 a
Massa fresca de raízes (g m-2)
100% ETc 35,20 a 39,24 a 31,29 a
125% ETc 71,89 ab 92,31 a 47,49 b
050% ETc 5,62 a 9,66 a 4,49 a
075% ETc 12,83 a 12,70 a 8,77 a
Massa seca de raízes (g m-2)
100% ETc 19,30 ab 26,25 a 11,08 b
125% ETc 29,52 b 40,05 a 11,15 c
050% ETc 64,37 a 59,79 a 55,72 a
075% ETc 62,05 a 80,17 a 88,81 a
Massa seca da parte aérea (g m-2)
100% ETc 93,33 a 83,26 a 99,42 a
125% ETc 157,28 a 156,83 a 92,21 b
050% ETc 1.316,1 a 1.294,3 a 1.290,9 a
075% ETc 1.330,3 a 1.342,6 a 1.361,1 a
Massa fresca das plantas (g m-2)
100% ETc 1.343,5 a 1.348,7 a 1.324,8 a
125% ETc 1.408,3 b 1.455,1 a 1.365,9 b
050% ETc 69,99 a 69,45 a 60,22 a
075% ETc 74,88 a 92,87 a 97,57 a
Massa seca das plantas (g m-2)
100% ETc 112,63 a 109,51 a 110,51 a
125% ETc 186,80 a 196,88 a 103,36 b
Médias seguidas de letras diferentes na linha diferenciam para as cultivares de alface, de acordo com o teste de Tukey a 0,05 de probabilidade.

Observa-se na Tabela 5 que a alface Mônica equação de regressão, a lâmina de irrigação de 103,6%
apresentou maior massa fresca das plantas na lâmina de ETc maximizou o diâmetro de cabeça, resultando valor
irrigação de 125% ETc. Na mesma lâmina de irrigação, de 26,15 cm.
a cultivar Monica não diferiu da Rapids para massa A lâmina de irrigação de 90,1% da ETc maximizou
seca da planta, que juntas foram superiores a cultiva o número de folhas por planta para a alface Simpson,
Simpson. Nas demais lâminas de irrigação (50, 75 e resultando em 14 folhas (Figura 2C). Verifica-se
100% ETc), as cultivares não diferiram estatisticamente também na Figura 2C que as lâminas de irrigação
para as massas frescas e secas de planta. proporcionaram efeito linear crescente sobre o número
Quanto ao desdobramento das lâminas de irrigação de folhas por planta das cultivares de alface Rapids
dentro das cultivares, as lâminas de irrigação e Mônica, corroborando com Araújo et al. (2010)
proporcionaram efeito linear crescente sobre a altura aplicando diferentes lâminas de irrigação na alface
das plantas de alface Rapids e Mônica. Para a alface Verônica no município de Boa Vista-RR. Esses autores
Simpson observou-se resposta quadrática, sendo aplicaram lâminas de irrigação variando entre 20 e
estimada uma lâmina de irrigação de 94% ETc que 120% da ETc e encontraram resposta linear variando
maximizou a altura de planta, com valor de 26,1 cm entre 16 e 19 folhas por planta, respectivamente.
(Figura 2A). As lâminas de irrigação proporcionaram efeito
Quanto ao efeito das lâminas de irrigação no linear crescente sobre as massas de matéria fresca
diâmetro de cabeça das cultivares de alface, verificou- (Figura 2D) e seca de raízes (Figura 2E) das cultivares
se efeito quadrático (Figura 2B). De acordo com a de alface Rapids e Mônica. Para a alface Simpson,

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Figura 2. Altura de planta (A), diâmetro de cabeça (B), número de folhas por planta (C), massa fresca de raízes (D),
massa seca de raízes (E), massa fresca da parte aérea (F), massa seca da parte aérea (G), massa fresca das plantas (H),
massa seca das plantas (I) e eficiência do uso da água (J) de cultivares de alface submetida a diferentes lâminas de
irrigação, nas condições climáticas de Chapadão do Sul-MS, UFMS-CPCS

Water Resources and Irrigation Management, v.4, n.1-3, p.41-50, 2015.


Magalhães et al. 49

o efeito foi quadrático e as lâminas de irrigação que Conclusões


proporcionaram maiores valores foram de 111,7 e
112,9% ETc resultando os valores de 45,1 e 11,2 g m-2 As alfaces Rapids e Mônica devem ser preferidas
para massa fresca e seca de raízes, respectivamente. pelos produtores do nordeste Sul-Mato-Grossense e
O aumento da lâmina de irrigação proporcionou irrigadas com reposição de 125% da evapotranspiração
aumento linear sobre a massa de matéria fresca da da cultura.
parte aérea (Figura 2F), corroborando com Araújo et A alface Simpson é uma cultivar promissora para a
al. (2010) aplicando diferentes lâminas de irrigação na região de estudo e deverá ser irrigada com lâmina de
alface Verônica, em Boa Vista-RR. 100% da evapotranspiração da cultura.
As lâminas de irrigação proporcionaram efeito linear
positivo na massa seca da parte aérea nas cultivares Agradecimentos
Rapids e Mônica. Juntando os resultados supracitados
para massa seca da parte aérea, devem ser preferidas Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento
pelos produtores do nordeste Sul-Mato-Grossense as Científico e Tecnológico (CNPq), pela concessão
alfaces Rapids e Mônica e irrigadas com reposição de da bolsa de Iniciação Científica ao primeiro autor,
125% da ETc. a Petroisa Irrigação Ltda pela doação do sistema de
As lâminas de irrigação proporcionaram efeito irrigação, e ao Grupo Feltre pela doação das cápsulas
quadrático na massa seca da parte aérea da alface porosa dos tensímetros.
Simpson. A lâmina de irrigação que maximizou a
produção de massa seca da parte aérea foi de 102,5% Literatura Citada
da ETc, resultando no valor de 100,4 g m-2 (Figura
2G). Recomenda-se que alface Simpson seja irrigada Araújo, W. F.; Souza, K. T. S.; Viana, T. V. A.; Azevedo,
com lâmina de irrigação de 100% ETc. Nessa lâmina B. M.; Oliveira, G. A. Rendimento e eficiência do uso
de irrigação, verifica-se na Tabela 5 que a Simpson da água pela alface em função da lâmina de irrigação.
não diferiu estatisticamente das demais cultivares Revista Caatinga, v.23, p.115-120, 2010.
estudadas. Diante disso, a cultivar Simpson torna-se Assunção, P. E. V. Dispêndios e viabilidade econômica da
promissora na região de estudo, principalmente, caso produção de pimenta no sul de Goiás. Revista Política
seja realizados estudos de viabilidade econômica; e Agrícola, v.22, p.110-118, 2013.
lâminas de irrigação de 100% ETc sejam mais viáveis Bernardo, S.; Soares, A. A.; Mantovani, E. C. Manual de
economicamente em relação as lâminas de 125% da irrigação. 8.ed. Viçosa: Editora UFV. 2008. 625p.
ETc. Biscaro, G. A.; Missio, C.; Motomiya, A. V. A.; Gomes, E.
Verificou-se efeito linear crescente das lâminas P.; Takara, J. G.; Silveira, B. L. R. Produtividade e análise
de irrigação sobre a massa fresca (Figura 2H) e seca econômica da cultura do espinafre em função de níveis de
(Figura 2I) das plantas das cultivares de alface Rapids e fertirrigação nitrogenada. Irriga, v.18, p.587-596, 2013.
Mônica. Para a alface Simpson, o efeito foi quadrático CFSEMG - Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de
e as lâminas de irrigação que proporcionaram maiores Minas Gerais. Recomendações para o uso de corretivos
valores foram de 119,9 e 111,4% ETc, resultando os e fertilizantes em Minas Gerais: 5ª aproximação. 20.ed.
valores de 1.357,1 e 111,4 g m-2 para massa fresca e Viçosa: Editora UFV. 1999. 359p.
seca da planta, respectivamente. Costa, C. P.; Sala, F. C. A evolução da alfacicultura brasileira.
A eficiência do uso da água (EUA) reduziu Horticultura Brasileira, v.23, p.158-159, 2005.
linearmente com o aumento da lâmina de irrigação, com Cunha, F. F.; Magalhães, F. F.; Castro, M. A. Métodos para
valores que variaram entre 12,5 e 8,9 kg m-3 (Figura 2J). estimativa da evapotranspiração de referência para
Esse resultado significa que para produzir 1 kg de folha Chapadão do Sul - MS. Engenharia na Agricultura, v.21,
fresca de alface (parte aérea) é necessário um volume de p.159-172, 2013a.
água variando entre 80 e 112 litros, corroborando com Cunha, F. F.; Godoy, A. R.; Magalhães, F. F.; Castro, M. A.;
os resultados na literatura. Araújo et al. (2010) aplicando Leal, A. J. F. Irrigação de diferentes cultivares de rúcula
lâminas de irrigação entre 20 e 120% da ETc na alface no nordeste do Mato Grosso do Sul. Water Resources and
Verônica em Boa Vista-RR, verificaram redução linear Irrigation Management, v.2, p.131-141, 2013b.
de 10,86 para 7,70 kg m-3. Em Lavras-MG, Lima Jr. Denículi, W.; Bernardo, S.; Thiábaut, J. T. L.; Sediyama, G.
et al. (2012) aplicando lâminas de irrigação entre 30 C. Uniformidade de distribuição de água, em condições
e 150% da ETc na alface Laureau, do tipo americana, de campo num sistema de irrigação por gotejamento.
verificaram redução linear de 96,29 para 13,12 kg m-3. Revista Ceres, v.27, p.155-162, 1980.

Water Resources and Irrigation Management, v.4, n.1-3, p.41-50, 2015.


50 Magalhães et al.

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